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A fé vem pelo ouvir

ATOS: A Igreja em Movimento (PodCast com Gilson Santos, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe).

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Bem-vindos ao podcast da escola Charles
Expion. Sou Arianf acadêmico aqui da RCS
e hoje nós vamos entrar em um dos livros
mais vivos do Novo Testamento. O livro
de Atos não é apenas história,
>> é movimento,
>> é tensão,
>> é expansão,
>> é perseguição,
>> é poder do espírito. E para nos ajudar a
entender essa dinâmica, estamos aqui
hoje com o pastor Gilson Santos, que tá
ministrando a disciplina de atos aqui,
certo, pastor? Certo?
>> E vai tá hoje comentando um pouquinho.
Pastor Gilson Santos, pastor há 27 anos
da Igreja Batista da Graça em São José
dos Campos, lugar muito querido,
abençoado e agora professor do seminário
Martin Booster, já também há muitos anos
indo para Portugal para lecionar e
coordenar esse ministério na Europa.
Seja bem-vindo, pastor Gilson Santos.
>> É um prazer estar com você, Ari. Com
você, Léo. Um prazer estar no seminário
aqui pela primeira vez. Prazer voltar à
igreja. Sou muito feliz.
>> Uau, que coisa boa. Então vamos lá.
Vamos começar então falando sobre o que
é o livro de Atos. Pastor Gilson, vamos
lá.
>> Sim.
>> Se você tivesse que definir o livro de
Atos em uma frase, um parágrafo, alguma
coisa que fosse curtinha, vai lá. Que
que seria? Ah, eu penso igreja,
início,
Espírito Santo,
obra de Cristo em continuação.
Eu penso que quando nós reunimos isso,
formamos um conceito de Atos. Era é
preciso manter essas ideias todas em
intenção. Mas eu penso que a primeira
primeira frase, a primeira abertura do
livro de Atos por Lucas é: Jesus, Lucas
escreveu o evangelho e escreveu Atos. E
diz lá o que Jesus começou a fazer está
lá em no Evangelho de Lucas. O que Jesus
agora continua a fazer por meio da
igreja, na ação do poder do espírito.
Está em Atos dos Apóstolos. Eu acho isso
muito significativo. Não perder essa
continuidade da obra de Cristo em Atos
penso que é um dos grandes focos que a
gente deve sustentar. esse contínuo, né,
pastor, que é o livro de de Lucas para
Atos, um contínuo. E esse contínuo que
vem no final do livro de Atos pra
igreja, gostoso a gente pensar assim.
Então você pode dizer, pastor, que Atos
é um a uma continuação de qual livro?
>> Naturalmente, em termos literários, é a
continuação do Evangelho. Evangelho de
Lucas, escrito inclusive ao mesmo
destinatário, não é? como se fossem dois
volumes. Lucas marca então a ascensão de
Cristo como um ponto de inflexão, eh,
culminando o ministério de Cristo e
agora iniciando uma etapa nova da obra
de Cristo, ressurreto assunto e que você
vê inaugurando ali o livro de Atos com a
descida do Espírito Santo, que é um
cumprimento, aliás, de uma promessa de
Cristo que enviaria o Espírito Santo.
Certo. Certo. Pastor Gilson. Sim.
>> E Atos, o senhor vê mais como um livro
histórico ou mais teológico?
>> Eu acho que não pode eh desprender de
nenhum dos dois. Atos Apóstolo é um
livro histórico teológico, ou seja, não
é simplesmente uma narrativa cronística,
não é apenas uma narrativa, uma sucessão
de fatos, mas é uma é uma é uma é uma
leitura histórica, porque Lucas é um
historiador, não é? Mas é uma história
ancorada em valores teológicos. Esse
Cristo ressurreto, esse Cristo
glorificado que agora envia o espírito,
eh é a centralidade da igreja, a a
expansão da obra missional, a
dependência do Espírito Santo, a oração.
Esses são valores teológicos essenciais.
essa esse evangelho sendo pregado
universalmente,
ou seja, não há como é simplesmente
fazer uma leitura cronística de Lucas,
eh, de do livro de Atos por Lucas. É
preciso fazer uma leitura que seja ao
mesmo tempo histórico teológica.
>> É, acho que essa é a leitura
a esperada para que a gente possa
aproveitar esse livro. Ah, eu já tinha
ouvido uma vez. Ah, não, a gente não
pode ver doutrinas no livro de Atos
porque ele é uma transição. Então, você
não ensina a doutrina a partir do livro
de Atos. Eu já vi isso,
>> mas acredito que não, né? Que ele, esse
movimento é justamente dentro da
revelação progressiva, certo, pastor? E
que Deus tem cumprido seu propósito.
>> Não pode ser, Ari, porque senão nós não
teríamos princípios normativos pra
igreja. E nós temos sim. Nós temos
princípios claramente normativos,
ou seja, é uma prática, mas é uma
prática que precisa exemplificar, claro,
>> há princípios que estão ali que são
claramente eh eh confirmados em toda a
escritura, senão nós nós simplesmente eh
reduzimos os atos apóstolos a um caso a
um caso histórico. Não sei se estão me
entendendo. Uhum. E quando, na verdade,
não é, ele tem princípios normativos
importantes que estão ali, OK? Eh,
princípios que a igreja precisa
espelhar, precisa levar em constância.
>> E o movimento de Atos é, tá ali, não sei
se o pastor vai concordar em Atos
capítulo 1, versículo 8, né? Recebereis
o poder do Espírito e sereis minhas
testemunhas, tanto em Jerusalém, Judeia,
Samaria, até os confins da terra. E essa
obra que Deus está fazendo aqui naquele
momento. E o livro de Atos traz muito
esse essas ondas que vem vindo.
>> Ele é ele marca isto, né? vai marcando
esse evangelho que eh essa igreja que
começa ali, essa igreja cristã em
Jerusalém,
que recebe todo esse legado de Cristo e
mesmo anterior a Cristo, mas agora você
tem esse Cristo eh ressurreto, vivo.
Aliás, essa marca da ressurreição de
Cristo é muito viva em Atos Apóstolos. E
o que que você tem? Você tem essa igreja
começando em Jerusalém.
vai eh vai ali se estendendo para
Samaria, território, aliás, inimigo,
povo inimigo dos judeus, historicamente
inimigo, vai para se estendendo para as
nações vizinhas, não é? Chega a casa de
Cornélio, que é um gentio, chega
Antioquia, que é então a primeira igreja
mista, assim, multicultural, não é?
Gentios e judeus vivendo na mesma
igreja. Você tem então a partir de Atos
capítulo 13, o movimento missionário de
Paulo, não é? Cuja lógica chega à
capital do império.
Essa lógica de Jerusalém até Roma é
muito significativa.
>> Uau. É incrível. é absolutamente
ilustrativa, instrutiva
dessa dessa aplicação,
dessa obediência à igreja, a nova a
grande comissão. Mas não apenas isto,
ela é também um testemunho da obra de
Cristo em fazer essas coisas
acontecerem.
>> Uhum.
>> OK? É Cristo que está à frente
conduzindo essa igreja. É Cristo que
está conduzindo esse processo todo. É
ele, por exemplo, que chega lá em Trod e
diz: "Ah, Paulo, não vai para lá, vai
para cá". Não é que faz com que essa
obra missionária chegue à Europa, chegue
à Macedônia, não é? Mudando a geografia
religiosa, o cenário do mundo.
>> É crítico que está. Então, voltando, é
preciso entender que o que está
acontecendo em Atos Apóstolos é uma
condução do próprio Cristo glorificado
sobre a igreja.
>> Uau! E quando que isso começou, pastor?
A gente vai para Atos 2.
O que realmente aconteceu em Atos 2?
Como que o pastor enxerga?
Sobre um aspecto, o que aconteceu em
Atos 2 é um avivamento, sob um aspecto,
ou seja, uma visitação extraordinária do
espírito. Isso acontece algumas vezes na
história. Então, sobre alguns aspectos,
é uma visitação que agora você tem uma
uma amplitude disso, um grande derramar
do espírito, mas sobre sob outras
perspectivas, melhor dizendo, atos é
irrepetível,
porque ele ele marca uma promessa, ele é
uma promessa. O apóstolo Pedro quando se
levanta e explica o que está acontecendo
ali naquele naqueles e 50 dias após a
naquela festa judeus que reúne judeus de
todo da diáspora para toda a estadia.
Você tem agora uma espécie de Babel ao
contra.
>> Aquelas pessoas vêm e ouvem o evangelho
na no idioma das suas mães, nos lugares
que estão ali. Eles são idiomas, não é?
e não apenas idiomas, são dialetos, ou
seja, tem aspectos eh muito específicos
e eles ouvem aquilo. Ora, isto isso
nunca ouve, isto é um marco, isto é
alguma coisa singular, não é? O espírito
está assinalando aquele momento de uma
maneira extraordinária. E não apenas
isto, aquilo nunca houve antes, como
também nunca houve depois.
>> Uhum. você nunca teve um um modelo,
alguma coisa exatamente como aquela na
história da igreja de Então, nesse
aspecto é inteiramente singular,
que marca esta que assinala esse momento
como outros momentos marcaram, por
exemplo, no Antigo Testamento, como o
momento da entrega da lei.
>> Uhum. Aquele é um momento muito
extraordinário ali junto ao Sinai, fogo,
sinais, voz, vão, coisas que são vistas.
É interessante que Pentecostes ali eles
veem, eles não apenas ou eles veem a
sinais visíveis. Eles viram como que
línguas de fogo dá. Eles não apenas
ouviram aquele vento, ou seja, como
Sinai, eles veem, eles ouvem, e são
impactados. Outro momento
extraordinário, Elias, Monte Carmelo, os
profetas de Baal. Aquele momento é
altamente significativo, único. Outro
momento, o êxodo, as 10 pragas do Egito,
momentos marcantes, o o a a crucificação
de Cristo, o momento singular único.
Pentecostes é sobre diversos aspectos,
um momento único,
>> certo?
>> Ok? E sobre diversos aspectos
irrepetível.
>> Uhum.
>> Ok. Ali você tem promessa de que
aconteceria daquele você não tem
promessa de que aquilo vai se repetir
indefinidade. Agora que interessante ver
esse fenômeno de uma babel ao contrário,
né?
>> É uma babel,
>> né? Você é
>> que aquilo que separa, que são as
línguas,
as línguas separam. em Babel, aquilo é
uma grande separação. Agora você está
unido ali.
>> E era esse esse movimento de Deus unir
os povos agora juntando gentius, judeus.
Interessante da diáspora. Fenomenal. É o
que Deus está fazendo.
>> Exatamente. Está fazendo hoje ali.
>> Uhum.
>> Fazendo hoje, não é? Fazendo no mundo
inteiro. Não é extraordinário isso, né?
>> É fenomenal,
>> não é? E aí a gente vai ver isso lá no
apocalipse, aquela grande multidão,
aquela gente toda de toda língua, povo,
nação, eh, diante do mesmo cordeiro,
diante do mesmo Deus, né? Uma só alma,
um só coração. Eu acho que o Pentecostes
é uma, acho não, é uma antecipação
dessa, dessa, desse quebrar das
separações, desses muros que separou. E
o Espírito Santo faz isso e Cristo faz
isso.
>> Amém, pastor. Nossa, fenomenal, pastor.
E aí essa igreja então que começa, que
tá tá caminhando, tá se formando ali,
mas em pouco tempo ela já se torna a
igreja perseguida, né? Então pouquinho
ali, né? E a igreja cresce justamente
quando começa a perseguição, esse
movimento então da da dos deles sendo
espalhados, a igreja então cresce
rapidamente. Como que o pastor enxerga
esse crescimento da igreja?
>> É um padrão na história da igreja e é
mais ou menos assim verificado em todos
os grandes momentos assim.
e já está em Pentecostes. Se você for,
por exemplo, o capítulo dois, depois que
o apóstolo Pedro, que, aliás, depois que
aqueles homens e mulheres, depois que
eles falam em línguas,
eh, o texto termina dizendo, eh, que
alguns ficaram impactados com aquilo,
absolutamente impactados.
Eh, o como os ouvimos falar em nossas
próprias línguas, as grandezas de Deus.
todos atônitos e perplexos interpelavam
uns aos outros. Que quer dizer isso? Ou
seja, o evangelho tem esse lado.
>> Uhum.
>> Ele impacta dessa man. Ele suscita essas
indagações, ele levanta essas perguntas,
ele inquieta os esses corações
positivamente falando. Mas observe que
esse mesmo texto já logo imediatamente
aponta a outra direção. Outros, porém,
zombando.
>> Hum. Uhum.
>> estão embriagados.
[risadas]
Ou seja, a a resposta geralmente ao
evangelho
nunca é só um acolhimento pacífico,
tranquilo, eh gente se convertendo, não.
O evangelho é ao mesmo tempo luz e sal.
A presença do povo de Deus tem esse
efeito.
>> Ela, ele cura, mas ele também arde. Ele
também tem o seu efeito. Ele chega nas
trevas, ele incomoda o inferno, ele
confronta a carne, ele destona o poder
da cultura, que é o mundo nos corações
humanos. Essas coisas não são, elas não
acontecem sem seu custo. E você já vê
aqui na resposta aquela antes do
discurso de Pedro, isso aqui, antes de
Pedro levantarse, explicar e dar
hermenêutica daquele momento, essa
dupla, essa dupla, essa esses dois
aspectos da reação que o evangelho
produz. O evangelho produz obediência,
amor a Cristo, glória a Deus. de uma
maneira ou de outra, ele ele resulta em
vidas transformadas,
>> mas o evangelho também produz incômodo,
certo? Isto é isto é experiência em
todos os lugares. Você vê onde houve a
reforma, onde houve avivamento, também é
percepção.
>> Uhum. E aí
>> nós não podemos esperar uma igreja que
seja fiel, uma igreja que seja eh
obediente ao Senhor, crescente,
que o mundo assista isso e diga: "Que
bom, maravilhoso". Não, o mundo não fica
de disso. E às vezes isso vem por parte
das autoridades com mulheres. É o que o
que o texto de ato vai mostrar.
>> Uhum. Certo?
>> Então, pastor, há uma relação então
entre sofrimento e a expansão
missionária.
Eu eu não diria que ela ela é uma
relação de causa e efeito em Atos. É,
ela quer dizer, aqueles que foram
dispersos são exatamente aqueles que vão
pregar no evangelho. O evangelho vai
chegar em Antioquia como fruto da
perseguição.
>> Sim. direto. Agora, eh, o há muitas
vezes o sofrimento, eh, Léo, em alguns
contextos tem sido, eh, causa de
extinção ou diminuição sensível da
igreja.
>> OK? Em alguns contextos, a perseguição
tem reduzido os cristãos a pouco. A
igreja perseguida hoje no mundo existem
contextos em cristãos estão aí na
contam-se na nas mãos, né? São poucos.
que a perseguição nesse contexto, ao
invés de fazer com que a igreja aumente,
ele diminui. Então, nem sempre a
perseguição à igreja resulta em
crescimento da igreja. Muitas vezes
resulta em martírio,
resulta em que os crentes são
perseguidos para lugares distantes para
poder cuidar de suas famílias, cuidar
dos seus filhos. E às vezes a
perseguição exerce um golpe grande, né?
Sim. essa que,
mas também é verdade. Isso não faz com
que o a obra de Deus no mundo não deixe
passe de existir. Agora, por exemplo,
você tem a perseguição da da inquisição,
você não tem reforma em Portugal e
Espanha e também na Itália, onde a a os
capítulos da inquisição foram?
>> Sim.
>> OK. Você tem homens mortos, homens
mortos, queimados por causa da da
aproximação, por causa daquilo que
chamavam o luteranismo, eh eh
calvinianismo, eh qualquer qualquer ou
qualquer aproximação com verdades
severamente perseguida. Ou seja, o
evangelho só chega em lugares comoos é
encontrou o por exemplo só no século X.
Antes você tem perseguição, perseguição
fez muito mal a expansão é causa. Deus
então agora em Atos, esses crentes, isso
é extraordinário, valendo-se do da
oportunidade de Cristo, tá? Foram fiéis,
iam por toda parte tagarelando a palavra
para usar o verbo grego, pregando a
palavra de Deus. E isso resultou em
grande benefício de um crescimento. A
igreja Antioquia nasce nesse contexto e
isso aí nesse caso, a perseguição usando
a usando Tertuliano foi sementeira da
igreja. O martírio, o sangue dos
mártires caindo no chão foi sementeira
da igreja. Mas também é preciso dizer
que em muitos lugares o martírio dos
crentes acabou sendo alguma coisa que
que fez com que às vezes testemunho do
evangelho fosse silenciado naqueles
contextos por muitos
>> na Idade Média isso aconteceu.
>> Uhum.
>> Isso que você tinha eram trevas
cobrindo. Então nem sempre a perseguição
resulta em crescimento.
>> Em Atos ali, no caso que eles estavam
concentrado em Jerusalém, né? Daí veio a
perseguição que acabou fazendo com que
eles se espalhassem,
>> se espalhassem. Isso é muito
interessante.
>> A lógica de Atos se cumpre, a lógica de
expansão, aquilo que nós falamos lá
atrás, de expansão, desse levar o
evangelho aos confins aos escatóos, né,
aos aos aos confins da terra, se cumpre
nesse contexto da perseguição.
E então é verdade, vamos lá, que também
em alguns contextos hoje em que o
evangelho é perc e crentes saem dali e
vão para outros lugares, muitos levam o
evangelho.
>> Sim,
>> isso é maravilhoso, não é verdade?
porque vão para outros contextos e lá às
vezes eh encontram igrejas sã e aí são
porta-vozes do evangelho para alguns dos
conterrâneos e gerações depois
você tem a o efeito daquela semeadura
daqueles homens. Isso é maravilhoso, né?
Verdade.
>> E que vai, quem vai coordenar isso que a
gente não tem, como o pastor colocou, é
o Espírito Santo.
>> Às vezes ele vai permitir, vai nos
conduzir por um caminho que nem sempre é
muito fácil,
>> mas que que faz o progresso do
evangelho. E a gente pode dizer, pastor,
que o verdadeiro protagonista de Atos é
o Espírito Santo.
>> É o Espírito Santo, porque o Senhor
Jesus coloca ênfase nele. Agora é o
Espírito Santo fazendo a obra de Cristo.
>> Uhum.
>> Entende? Por isso é importante, Maria.
Nós vemos num contexto eh evangélico
brasileiro que dá ênfase ao Espírito
Santo. O Espírito Santo é Deus. Isso é
muito importante. Mas o Espírito Santo
não pode ser mediador.
>> Uhum.
>> Ficou claro?
>> Porque o Espírito Santo é Deus.
>> Nós, para ser mediador, nós precisamos
de de alguém que seja homem e Deus. E o
Espírito Santo faz esse favor de nos
levar a Cristo, de nos apresentar
Cristo, entende? de apontar para Cristo,
>> de apontar para Cristo, de nos levar a
ele, de glorificar Cristo.
>> Então, eu penso que se nós perdermos
Cristo de Atos,
eh, e ficarmos apenas numa dimensão
pneumatológica
desencarnada
do trono, do Cristo glorificado, do
Cristo que está operando, desse Cristo
que diz a Saulo, Saulo, Saulo, por que
me persegues?
>> Uhum. Entende? Eh, esse é para mim, diz
ele, Ananias, é um vaso escolhido. Vai.
Esse e se nós perdermos esse essa essa
concepção cristológica de Atos, eu penso
que nós perdemos essencial do argumento
do Lucas.
>> Uau. Isso tão importante pra igreja
contemporânea. Eu penso que sim. O
Espírito Santo dirigindo a igreja,
apontando para Cristo e a igreja tendo
essa centralidade em Cristo.
>> Perfeito.
>> Procurando Cristo na pregação, ah, na
doutrina e o Espírito Santo conduzindo
por meio da palavra. É maravilhoso.
Muito bom isso aí. Fala lá, pastor
Leonardo.
>> E pastor, o que significa ser uma igreja
dependente do Espírito Santo?
Significa
uma igreja que não faz a obra do Senhor
confiada na carne,
faz confiada no poder de Deus. Significa
que nós não conseguiríamos
fazer aquilo. O dinamis, a virtude, o
poder do Espírito Santo, significa um
poder sobrenatural
que nós não conseguiríamos por nossos
próprios recursos.
Então isso estabelece de uma maneira
definitiva
que quando Jesus disse: "Não saiam de
Jerusalém, permaneçam em Jerusalém". E a
igreja permaneceu orando até que do alto
sejais revestidos de poder.
E e a gente e Atos, o prólogo de Atos é
essa abertura, essa igreja orando,
mulheres orando, os discípulos, os
apóstolos
em absoluta dependência esperando essa
promessa. sinaliza para nós que esta não
é uma obra que a gente consiga realizar
confiado nas nossas carnes, nas nossas
expertizes, nas nossas habilidades, nas
nossas na nossa, nos nossos recursos.
Graças a Deus por eles, mas nós
dependemos crucialmente da espírito.
Essa essa é uma grande lição de
>> e aqui há um fator de equilíbrio, né,
pastor? Porque ah, primeira Coríntios,
capítulo 14, por exemplo, ele diz: "E
tudo seja feito para edificação".
>> Então a igreja precisa ter ordem, né?
Ele coloca pouquinho antes que a gente
deve ter essência e ordem. E ele tá
falando ali num contexto
>> ah de primeira aos Coríntios 14, que é
muito interessante.
>> Sim.
>> E ele tá, então como que a gente pode
equilibrar o poder do espírito?
>> Sim.
>> E ordem? Como essas duas coisas? Porque
vai ter igrejas que vão dar muita ênfase
no poder do espírito. Isso é muito livre
até. Sim, são igrejas eh em que as
coisas são tão soltas, tão
antiinstitucionais,
tão
>> tão eh não há corpo.
>> Isto
>> não é a é um são igrejas em que apenas
ideia, apenas espírito, não há corpo. Eu
diria a Ari que isso é fruto
>> também de uma fraqueza cristológica.
>> Uhum.
>> Por quê? Porque nós precisamos de uma
igreja que equilibre
e essa essa essa inteira encarnação de
Cristo que assume a nossa corporeidade,
que assume a nossa fisicalidade, que
assume essa realidade humana concreta,
que anda, que sua, que transpira, que
que tem fome, que tem sede. E esse
Cristo que é Deus, que é o
transcendente, que é que é esse Deus que
é inacessível, esse Deus que é
incompreensível, que não é controlável,
manipulável, que está ali esse Cristo
que que é leão e é cordeiro,
>> e que é um leão que não pode ser
domesticado, mas ao mesmo tempo é um é
um cordeiro que pode ser sacrificado.
Acho que nós mantermos
essa tensão cristológica,
corpo Cristo, homem, Cristo, Deus, é
importante.
>> Uhum.
>> Por quê? Porque isso chega a nossa a
nossa abordagem com a fé. Isso chega à
nossa leitura de igreja. A igreja é
corpo de Cristo, Maria. E vamos lá. O
que que é um corpo? É uma coisa femin de
ordem, funciona, não é? eh a a a
procedimentos, a a ofícios. Veja que o
apóstolo diz lá, eh, Atos 14:23, e indo
de por todas as igrejas pela qual eles
foram, Paulo e Barnabé, visitando as
igrejas em cada uma delas, constituindo
presbítero. Observa,
>> Paulo não apenas evangeliza e deixa
aqueles aqueles convertidos entregues a
eles mesmos, mas estabelece liderança,
encomendando ao Senhor em a Cristo, em
quem haviam crido. Ou seja, não há como
a igreja ficar sem forma. Essas são
igrejas que acabaram ficando meio eh
capengas na sua cristologia. Elas
afirmam uma espiritualidade,
mas elas negam a encarnação. Ficou
claro? Sim,
>> elas negam essa corporeidade, essa
igreja que é família, essa igreja que há
lugares, responsabilidades, essa igreja
que há pão e há vinho, que há cálice,
essa igreja que come, que bebe, tem essa
igreja que que tem disciplina, essa
igreja que tem eh que tem seus oficiais,
essa igreja, enfim, não é uma bagunça,
>> né? Por um outro lado, pastor, a o outro
lado da história,
>> perfeito.
>> É que você vai ter igrejas que parecem
uma empresa,
>> que o pastor é o CEO da empresa e que a
o propósito da igreja não é Cristo
muitas vezes,
>> mas é agradar o consumidor ou
>> é manter a instituição funcionando,
aquela máquina girando, aliás, máquina
vem de mecânica, né? vem dessa ideia do
que é puramente usar os meios certos
para ter os resultados certos, que é uma
confiança na carne.
>> Uhum.
>> No final das contas é exatamente o
problema. Quer dizer, você confiar
nesses recursos e perder a confiança no
espírito. Ficou claro?
>> Ficou.
>> Ou seja,
>> e esse equilíbrio tão necessário,
>> mas ele é cristã
>> e ele está em Cristo,
>> entende?
E esse equilíbrio em Cristo está ali. O
espírito mostra isso, chama para isto,
não é? Pra gente ser essa igreja que ao
mesmo tempo tenha corpo e tenha
espírito.
>> Ó, Cristo no centro, né, pastor? Então
você tem esses dois lados ali da
gangorra, né? Cristo no centro e vai
equilibrar isso para que isso seja
perfeito.
>> Exatamente. Para também você não ficar
aí numa igreja carnal, institucional, um
império.
>> Uhum.
Aí perdeu-se, né? Perdeu-se a vida,
perdeu-se
>> que o espírito,
>> boa, que boa visão, então, necessária. E
pastor Leonardo, fenomenal, né? Vamos
pensar um leão que não pode ser
domesticado,
mas ao mesmo tempo um cordeiro que pode
ser sacrificado. Essas essas duas coisas
coexistindo.
>> Exatamente. E é um só. [risadas]
>> É. E isso, como isso funciona em nós,
como isso se une em nós. E essa tensão a
gente às vezes quer, nós somos, tendemos
a tirar as tensões das coisas.
>> Uhum.
>> É por isso que há os erros trinitários,
os erros, né? É um só, são três ali,
não, não é um. E é os erros docetícios,
os erros eh cristológicos, né? É só é só
aparência, é só Cristo, é só homem, é só
Deus. A gente tende a tirar as tensões
e Deus as mantém
e ela e a gente precisa ter eh mantê-las
assim nessa nessa coisa da igreja,
porque essa é uma igreja que ao mesmo
tempo ora, depende do Senhor, unânime,
persevera,
uma igreja que é capaz de assumir o
custo da fidelidade em meio à
perseguição, mas é uma igreja também que
não confia
em si mesmo.
>> Uhum.
>> Não é? Não confia nos seus recursos, não
confia nos seus líderes, não, não confia
em seus, não vou colocar em seus
perspectiv não não deposita a sua
segurança, a sua confiança na capacidade
dos seus líderes.
>> Uhum.
>> É uma igreja que em todo tempo confia no
espírito, depende de Deus. E isso é
bonito
>> e essa atenção tão necessária para que a
gente possa se voltar sempre pra
palavra, sempre dependente do espírito.
>> Pronto.
>> E isso é bom demais. Então a gente
sempre poder voltar, né? E a e uma
palavrinha que eu sempre quando eu tô
lendo primeiro Timóteo, Tito, uma
palavra que eu não ouço muito falar
quando se trata a igreja, que a gente
precisa ter moderação, que eles homens
precisam ser moderados. Esse equilíbrio
que a gente precisa manter.
>> Sim.
para não perder a mão. Exatamente. Para
não salgar demais esse pirão, não é?
Para não perder esse ponto, não é?
>> Porque é como a gente perde, não é? As
ce se começam assim,
>> porque às vezes elas começam bem
intencionadas com uma ênfase e aquilo
vira uma super ênfase, daqui a pouco
fica um super braço e um outro cotóle,
entende? fica aquela coisa totalmente
desproporcional,
>> porque perde essa capacidade de
equilibrar as coisas.
>> Bom, e aí, pastor, vamos lá, vamos
entrar, a gente já falou hoje, vamos
entrar um pouquinho nas transições ali
do livro de Atos, né? E aí você começa
Atos olhando muito para Pedro
>> e parece que esse foco ele muda pro
apóstolo Paulo. Então você tem Pedro,
Estevão, Paulo e aí vai Paulo até como
que o pastor vê esse foco mudando ou se
não muda? Como que o pastor enxerga?
Muda.
>> Muda. Na verdade muda a a a
continuidades essenciais,
mas há mudanças. Há há eu diria como
ondas de um mesmo mar, digamos assim.
>> Uhum.
Mas há sim, essa igreja é interessante
porque Saulo é judeu,
OK? Eh, Estevão é judeu e Pedro é um
judeu. Mas esses três nomes que você
acabou de mencionar, Pedro, Estevão e
Paulo, marcam uma uma um certo movimento
da igreja em direção a esse mundo cada
vez mais elenizado, esse mundo greco,
romo, não é? Você tem Pedro naquele
núcleo ali em Jerusalém, Pedro naquele
núcleo apostólico essencial. É marca
daquele contexto, muito marcado naquele
contexto. Aí você tem Estevo, que aliás
o nome já é grego, Stepanos por, ou
seja, já com essa leit faz parte daquele
grupo dos helenistas, não é? representa
aqueles elenistas que estavam a ser eh
as viúvas estavam sendo negligenciadas
na distribuição.
Estevão. E depois você tem Paulo, que é
alguém radicado nesse contexto, mas que
vai fazer esse movimento para o mundo
gentil inteiramente esse apóstolo
enviado aos gentios, que ele chama, que
eles, que ele define o seu apostolado
dentro dessa perspectiva, ele é chamado
para isso,
>> ele é identificado para isso, ele é
colocado nessa lógica. Então assim, é
uma coisa só, porque nasceu daquele
mesmo Cristo, daquele mesmo lugar. Veio
dos judeus esse negócio sempre, né? Está
ali.
>> Essa é a continuidade, né?
>> Essa é continuidade. O evangelho vem de
lá. A nossa Bíblia é inteiramente, vem
dos judeus, não é? vem dali, desse
núcleo. Cristo é um judeu, Maria é um
judeu, todos eles são, mas são
convertidos. E agora esse povo, essa
essa
esse e essa linguagem do Antigo
Testamento, esse rebento, esse
remanescente fiel, vai levar o evangelho
ao mundo.
>> Uhum.
>> Bênção pro mundo. Isso é cumprimento do
Antigo Testamento,
né?
>> Uhum.
>> Isso é.
Então acho que acho acho
>> não só o cumprimento, mas como
propósito, né?
>> Pronto. Era isso que eu essa esse
propósito tá ali claramente
delineado. Ou seja, Atos Apóstolos não é
acaso.
>> Uhum.
>> Atos dos Apóstolos é a mão de Cristo
operando literalmente. Ele tá está
regendo,
>> certo? Eu diria
que está regendo hoje,
está o cenário que estamos vendo hoje,
mão de Cristo é que a gente às vezes se
esquece.
>> Ele não disse que estaria conosco todos
os dias até a consumação, certo?
>> Sim.
>> Isso não é problema. Eu acho que nós
muitas vezes nos esquecemos
de que Cristo está produzindo o seu povo
no Brasil. esse cenário que nós estamos
vivendo, a gente às vezes perde essa
visão da fé.
>> Uhum.
>> Que Estevão teve na persegção,
não é? Uhum.
>> Num apedrejamento
>> antes de adormecer, entre aspas, né? A
linguagem do diz: "Eis que vejo os céus
abusem
pé direito.
Esse olhar
é o olhar que move
morrer, né? Jovem ali que impacta. Eu
acho que acho, não estou seguro de que
ele impactou Saulo,
porque não há como você assistir uma uma
testemunho desse e sair em cola. O
relato dele é um resumo do Antigo
Testamento, dos mais precisos ali. É uma
é uma perfeição, né? E ao mesmo tempo
traz juízo pro seu povo. Sim,
>> né? que a quem é muito é dado, muito é
requerido e quem é muito julgado. E
aquilo também é uma mensagem, a mensagem
de Estevu é uma mensagem de juízo para
Israel.
>> Uhum.
>> Vocês crucificaram o Messias.
Isso não é novo. Ou seja, então chama eh
eh a a sua geração ao juízo, que, aliás,
foi o que causou eh cúria, né?
Verdade. E pensando na conversão de
Paulo, pastor. Sim. Ah, foi
>> uma conversão individual, mas qual que é
a estratégia dela pensando no aspecto
missional?
Ah, talvez porque a gente tende a
separar as coisas, eh, Léo, como se a
gente pudesse separar muito radicalmente
a nossa conversão do propósito de Deus
paraa obra dele nesse mundo. Nós somos
convertidos e já inseridos numa
dinâmica. Nós somos convertidos e já
inseridos em propósito, já inseridos em
missão. E comquanto Saulo seja
excepcionalmente um caso típico, um caso
específico, ele é apóstolo, ele é único,
né? Ele tem um papel marcado.
Quando você se converteu, Deus já tinha
um propósito.
Você já faz parte disto. Você que está
aqui assistindo esse podcast, eh, se
você se converteu, você não se converteu
sem, não é que Deus não tem propósito
nenhum para você. Não existe isso. Você
já está inserido num drama, num chamado,
entende? numa missão,
>> você já está nisso,
>> entende? Você já é parte desse processo.
Então isso não é só do apóstolo, não é
só de Pedro, não é só de Estevão, não é
só de Barnabé, não é só de de de Lucas
que escreveu esse livro.
todos nós. A gente não deveria imaginar
que nós nos convertemos, graças a Deus,
agora já sou crente e vou pro céu. E
não, você já nasce parte de uma família,
parte de um povo dentro de um legado,
dentro de uma saga, dentro de um
propósito.
>> Uhum.
>> Fica claro isso? Você já você já você já
você já nasce alinhado para ser do
exército. Você você já está nesse
negócio, você não está fora, você está
dentro.
>> [risadas]
>> É verdade.
>> E é por isso que a gente pode dizer,
pastor, eu queria ouvir do senhor a que
a Atos termina inacabado.
Nem nem é para acabar.
>> É porque a ideia não é a ideia é para
marcar essa lógica. Começou em Jerusalém
e e e vai no capítulo 28 de Atos e
alguém até fundou a missão chamada Atos
29 porque quis assinalar para isso, para
esse negócio que não acabou.
O que eu na verdade o que quero narrar é
o evangelho começou lá na cruz.
Começou na cruz, começou lá em Gênesis,
mas estamos falando de Cristo ali
historicamente
>> ali na cruz marco.
>> Marco,
>> agora isto começa naquele grupo, no
cenáculo em Jerusalém.
Vem o espírito, marca aquele início ali,
isso vai aos confins da terra e chega a
Roma. que é a capital do mundo. E o que
você percebe é Paulo testemunhando em
com liberdade, preso, mas testemunhando.
A palavra não estava prisionada.
Eu acho que esse é um isso é a lógica.
Não, não acabou, né?
Acabou o maro,
o estágio da revelação,
mas a lógica da obra de Cristo não
>> e tá vigorando a pleno aport
>> e que e que cresça
>> cada um dos de nós. A gente tem que
entender que a gente tá participando
disso de uma forma muito intensa e a
séria tão grande, né, professor?
>> E os trabalhadores continuam sendo
poucos. E nós precisamos rogar ao Senhor
da Seara que envie trabalhadores para
ela.
>> E falando nisso, P, nessa seara,
>> vamos lá. Ah, vamos vamos entrar um
pouquinho nas implicações para hoje,
então, né? E eu ouvido do senhor hoje,
acho que a gente vale a pena a gente
voltar um pouquinho. O que Atos ensina
sobre a plantação de igrejas?
Hum. Acho que esse foi um dos nossos,
uma das nossas
>> hoje.
>> Hoje, Mari Léo,
a grande estratégia missionária
é a plantação.
Em Atos é essa igreja em Jerusalém que
impacta aquela comunidade.
Cada dia e caíram na simpatia de todo o
povo. Cada dia acrescentava ao Senhor a
igreja os que iam ser. A igreja impacta,
igreja transborda, a igreja entorna, a
igreja em Antioquia, essa igreja que
recebe e envia. O que Paulo faz nas suas
viagens missionárias é a plantação de
ver.
Essa continua sendo a grande estratégia
missional, plantar
e e plantar igrejas lideradas, igrejas
com seus líderes, qualificados,
treinados, plantar igrejas que sejam que
dependam do Senhor, da palavra, que
amem.
A igreja é central, a igreja local é
central no nos propósitos de Deus.
Então, pense nisto, pense em apoiar
obras missionárias cujo resultado ali
são igrejas sãs plantadas e que fazem
diferença. E gente, a gente não é capaz
de medir
o alcance, o impacto de uma única igreja
local. a gente é verdade, a gente não
tem menor noção de onde
e e nós resgatarmos essa centralidade da
igreja em missões. Graças a Deus, nós
temos eh as missões modernas são
caracterizadas por uma um investimento
em gestão, em gestão missionária. E aí
surgem as bordes, as juntas, surgem as
agências missionárias, surgem as redes
missionárias, as os, enfim, organizações
missionárias. Graças a Deus que temos,
mas temos essas organizações para quê?
Para gerir aquilo que às vezes uma
igreja sozinha não consegue. Entretanto,
nós não podemos perder de vista que a
origem, o berço das missões é é a igreja
local, entende? essa igreja local ali
que ora, que contribui, que sustenta,
que recebe esse missionário, que envia
esse missionário,
nós precisamos cada vez mais resgatar e
hoje com esses recursos da comunicação,
da internet, o mundo tá menor. Nós
estamos aqui na nessa igreja, esse
podcast sei lá para quantas pessoas. Ou
seja, com essas possibilidades que nós
temos, a igreja local não pode ser
jamais subestimada.
Esse é um tempo de nós valorizarmos
obras missionárias que enfatizam a
plantação de igrejas bíblicas sólidas,
bem conduzidas, com sãs saudáveis, com
as marcas de uma igreja saudável. cada
vez mais é o que mais nós precisamos.
>> Então, a gente pode falar que eu vou
chamar isso de modelo de Antioquia. E a
igreja de Antioquia, pastor,
>> sim.
>> Ah, é fenomenal de certa forma, porque é
aquela primeira igreja que a gente vê
misturada, né?
>> É uma igreja mista. A gente olha isso e
diz pouca coisa,
>> mas você precisa lembrar que até pouco
tempo atrás para Pedro ir à casa de
Cornélio foi uma coisa dificíima.
>> Uhum. fazer um sonho, fazer uma
revelação,
sol, quebrar a barreira de Pedro, porque
para ele tocar num gentilio era uma
coisa imunda, era como é muito pior,
porque tinha implicações litúrgicas do
que a gente tocar num sapo, tocar num
num numa coisa eh feia, entende? Um eh
uma coisa é tocar em coisas imundas, é
tocar o gentil.
E agora você tem Antioquia, uma igreja
com judeus e gentios juntos se chamando
irmãos. Isto é absolutamente
revolucionário.
>> E a igreja tem esse poder, né, Espírito
Santo,
>> de juntar pessoas tão diferentes. Você
tem pobres, ricos, você tem uma
diversidade imensa.
>> Exatamente.
>> E ela quebra todas as barreiras. A gente
fala muito de das questões raciais,
>> ela quebra os muros,
>> só que não tem racismo na igreja diante
de Cristo. Não existe.
>> Nós somos um ser recriado,
>> não é?
>> Nós somos um ser.
>> Nós somos todos irmãos, irmãos em
Cristo, independente da mesma família,
reconciliados.
>> Agora Deus pega tudo isso e junta
pessoas diferentes.
>> Uma vez,
>> a gente sabe que nem sempre, né, pastor?
Matematicamente tem tudo para dar
errado. [risadas]
>> Por isso que a gente falou do Espírito
Santo, exatamente,
>> né? Que a gente tem que ser lemento, mas
Deus pega essa essa isso que
matematicamente poderia dar muito
errado.
>> Em alguns lugares dá.
>> Sim,
>> tristemente.
>> E a gente vê tudo isso e agora ele pega
esse modelo e envia pessoas. Então, o
modelo de plantação de igrejas de
Antioquia. Ah, aí a minha pergunta, né?
Esse modelo de antigo é relevante ainda
igrejas plantando igrejas
>> imensamente.
Imensamente.
Ah, penso que cada vez nós estamos mais
carentes.
Eh, Ari, Léo, não é porque nós temos
hoje recursos tecnológicos.
Eh, as pessoas podem acompanhar um
podcast deste, as pessoas podem ouvir o
seu sermão domingo, gravado, que as
pessoas estão menos, estão em melhor
comunhão, mais unidas. As pessoas estão
sozinhas.
>> Uhum. As pessoas estão sozinhas, as
pessoas elas elas têm seguidores, mas
elas têm baixa região.
>> Verdade.
>> Cada vez mais a igreja se faz
necessária.
Igrejas que vivam a comunhão, igrejas
que vivam a palavra, igrejas que sejam
bem pastoradas, igrejas que amem o
evangelho. tem o evangelho
olha como nós carecemos de de
>> E parece que a pandemia acentuou esse
isolamento, né? Ah, porque
>> iso
>> de aumentou essa a gente tem essa
tendência, mas parece que pra pandemia a
gente não desligou disso, né? Desse
mundo só virtual e ficar ali.
>> Eu acho que tá mudando um pouco, a gente
tá voltando, né, o pessoal
>> é possível. Eu não não saberia dizer
exatamente todos os efeitos, mas eu
sinto em nossa igreja
como cada vez mais as pessoas eh alguns
vieram paraas cidades do interior,
estudaram agora trabalho remoto casa, as
pessoas realmente eh podem estar mais
sozinhas,
mas por outro lado cada vez mais
carentes de uma uma vida concreta, cada
vez mais carentes de Viver,
viver como irmãos,
>> sim,
>> né? Nesse convivência,
>> a igreja, a igreja não não se substitui.
>> Pastor, deixa eu fazer uma pergunta,
>> por favor.
>> Ah, como que a gente pode aplicar atos a
essa realidade nossa brasileira?
>> Não lá. Eu tenho a impressão de que
nós precisamos
encarar
nossa
nossa nosso momento. Uma lição de Atos
que a igreja percebeu o seu momento.
>> Uhum. Aquele é um momento. Cristo
morreu.
Cristo foi ao céu. Cristo está vivo.
Cristo enviou o seu espírito. Cristo
voltará.
Deu à igreja um senso de de uma igreja
clareza
do momento tempo e espaço. E não
separa-se tempo espaço. Momento em que
eles viviam e eles foram fiéis. pela
geração perder, uma fidelidade, como a
gente vai ver mais tarde, vai custar ali
na época de minero, vai custar na época
de Domiciano e outros imperadores. Muito
bem. Em alguns lugares também
persegições locais,
mas a igreja tinha um imenso senso
de tempo, lugar de
Eu penso que nós no Brasil precisamos
como igreja hoje,
igreja neste país, ter clareza do nosso
do nosso
entende?
Nós precisamos encarar-nos a uma
realidade que hoje o mundo está mudando,
né? H a uma nova geopolítica, novo
redesenho do mundo. E nós precisamos
perceber nosso lugar. Não é que nós
vamos ser aquela igreja brasileira
orgulhosa,
é cercada de muros. Nós precisamos ter o
nosso lugar, encarar o nosso papel nesse
tempo e eu penso que um bom, esse é um
bom tempo, nós sermos uma igreja mais
missionária,
nós sermos uma igreja mais ampla, com
olhares mais globais. Nós somos
brasileiros, nós somos
latino-americanos, nós somos barristas.
>> Uhum. Uhum.
>> Ok. Nós somos barristas.
Eh, nós não temos a cultura de um
império uma visão global. Nós temos
visões muito locais e eu penso que um um
grande um grande olhar que Atos dos
Apóstolos pode nos dar a nós na como
igrejas no Brasil
é um olhar mais global, é um olhar mais
abrangente e não pensarmos apenas em São
José dos Pinhais. Precisamos pensar em
São Precisamos pensar em Piais,
precisamos pensar em política,
precisamos pensar em Paraná, precisamos
pensar no Brasil, no sul do Brasil, no
Brasil como um todo. Mas a gente não
pode perder de vista esse olhar global
que as grandes, os grandes centros
missionários tiveram,
>> os americanos
moravos estiveram, os britânicos
tiveram, porque todo povo missionário é
um povo que tem visão global. Eu acho
que nós precisamos disso.
>> Uau! E nessa dinâmica, pastor, a de
igrejas plantando outras igrejas, eu
espero que haja mais igrejas saudáveis,
porque igrejas saudáveis vão plantar
>> igrejas saudáveis. E a gente ah vai
pensando isso hoje. O Brasil, a o dado
que eu recebi no artigo essa semana,
depois eu coloco no na descrição aqui,
mas é que o Brasil já é o segundo país
envio de missionário no mundo.
>> Olha iso.
>> Uau! Agora,
>> ao mesmo tempo, eu tava comemorando esse
dado, né?
>> E como estudante
>> de
>> missões,
>> de missões e até de estress. É incrível
que nós mandamos muitos missionários,
mas eles não duram muito no campo. E a
gente tem uma taxa de pastores que
retornam do anos depois. Então, talvez a
igreja vai ter que caminhar, né, dentro
dessa expansão, né, mas preparando o
>> que interessante
>> os os nossos missionários que nós temos.
A gente envia muito, mas que a gente
possa enviar que eles durem mais. Está
faltando mais perseverança, mais
resiliência, mais constância, talvez
>> ou preparo também, né? Porque a gente é
muito ansioso e o brasileiro se adapta
bem, né, professor?
>> É, mas o
>> às vezes não tanto na comida, porque a
gente não, nós temos uma saudade da
nossa comida, a gente tem algum problema
com isso. A gente tem outros
probleminhas que a gente não consegue se
desligar muito,
>> não é verdade?
Mas sim, o brasileiro tem uma certa
versatilidade, ele tem uma certa
adaptabilidade, ele tem um, ele é meio
esférico,
>> né? Então ele se ajusta bem,
>> mas parece que falta preparo.
>> Uau. E aí vendo o pastor, né, dando aula
no Martin Booster tantos anos, ensenando
na igreja, ah, como que você vê? E a
gente aqui na escola Charles Espuron
procurando preparar obreiros. Como que o
pastor vê esse preparo do missionário?
Porque antigamente a gente focava no
pastor.
>> Uhum.
>> Ah, vamos treinar os pastores porque
eles precisam pregar. E o missionário
ia praticamente com uma mão na frente e
outra atrás. [risadas]
Se vira, vai lá, se vira,
>> dá os seus jeitos.
>> Isso. E aí,
>> dá os seus pulos. Ah, a gente tem muitos
casos, né, de burnouts entre
missionários sozinhos, isolados,
>> solidão. Eu acredito, achou que o o e o
modelo de Antioquia é muito bom, né?
Porque ele separa, ele manda eles em
dupla lá no interessante, é verdade,
>> na lá largada, eles vão juntos,
>> levam o auxiliar,
>> sim,
>> tem um auxiliar, eles voltam para
prestar relatório, né?
>> Voltam. É verdade.
>> Então você tem todo um um algo que ali
talvez a gente precisa lógica é uma
lógica. toda entrelaçada, né? Ou seja, o
missionário não é um indivíduo sozinho.
É.
>> E dentro disso, eu vejo que os
missionários têm que ser muito bem
preparados. Por quê? Um doutor vai
formar os mestres e assim por diante e o
missionário vai formar os pastores. A
gente for olhar no campo, nessa dinâmica
da igreja formando os líderes, que é
muito atos para mim, né? Sim. Exato.
Total.
>> A essa dinâmica a gente precisa olhar
com muito carinho. Ah, porque as pessoas
elas vão querendo, ó, não quero ser
missionário porque
>> e hoje estamos enviando o campo
missionário pessoas não tão preparadas.
Ah, em outras palavras, você falou que
falta o missionário paro, mas também
quando você vem o modelo de Antioquia,
Barnabé vai buscar Saul,
vai levar para Antioquia.
Quando menciona os líderes, os profetas
e mestres Antioquia, o primeiro nome é
Barnabé, o último é Saulo. A igreja
envia.
Eu acho que nós precisamos ter uma
recuperar um discernimento missionário
em que nós também enviamos aquele nós
temos as pessoas mais preparadas.
Estrategicamente hoje a obra de missões
precisa ser pensado estrategicamente aí.
>> Uhum.
>> E pensar estrategicamente missões exige
também homens com visão estratégica, com
preparo, entende? Com condições de
realizar uma obra missionária mais
global.
E às vezes nós estamos enviando um
pessoas que bem intencionadas, crentes
fiéis, dedicados, mas que falta a
experiência, que falta o astro, que
falta, enfim, né?
>> Incrível isso, pastor.
>> É,
>> agora
isso aqui não sei, né? A gente tem uma
ordem ali. A minha visão é que Barnabé,
o pastor principal,
>> não sei, passou,
>> pelo menos era o nome de mais de mais
destaque ali,
>> né? Que aparece em primeiro geralmente,
né? né?
>> É,
>> Paulo era o cocastor, né? Não, ele era o
último ali da igreja. É o copastor e
vai, né?
>> Não sei se ele seria o último ou não,
porque a Paulo teve um embate na igreja
de Jerusalém, que ele não foi tão bem
aceito, né, em Jerusalém e aí ele vai
pra Antioquia.
>> Será que o pessoal era um pouquinho
desconfiado com ele ainda?
>> É possível.
>> É assim,
>> era bem, era o começo.
>> E aí, mas ele já tava no grupo ali e aí
Deus separa esses dois. Agora também
pode ser uma diferença de idade. Não sei
se Barnabé era muito mais experiente em
termos de idade
>> e Paulo era mais recente, não sei se de
idade ou recente.
>> Sim. Ah, na no caminho e Deus junta os
dois.
>> E o Espírito Santo vai fazendo isso. E o
pastor agora indo para Portugal depois
de 27 anos. Pastor,
>> loucura, né?
>> Não é graça.
>> É graça, né? É graça sobre graça. Talvez
não seja aquela coisa que as pessoas
falam: "Não, isso aqui dentro do do
campo da lógica, né?"
>> Sim,
>> mas em missões, talvez separar-me Paulo
Barnabé para obra que os tenho chamado.
Talvez isso não fez tanto sentido.
Barnabé tá indo tão bem aqui, Paulo é
tão promissor aqui e a gente vai mandar
eles pro campo missionário agora, como
que isso vai funcionar? E o pastor, como
que o pastor se enxerga ao mesmo tempo,
né, pastor? E a gente precisa pontuar
aqui, pastor Mateus,
>> sim,
>> que é um dos presbíteros da nossa igreja
indo para Portugal. Será que é o Paulo?
É o Barnabé e o Paulo?
>> É, não são essas coisas.
>> Falei: "Mateus, né? E vocês indo para lá
p
>> Mateus é meu gemo". Se você não sabeita
fal e presbítero aqui,
>> então é presbítero dessa igreja. Então,
exato.
>> E mas a gente orando e o Mateus muito
querido, falou: "Olha, eu me submeto ao
presbitério".
>> Que legal,
>> né? E ele se submeteu. Se for para mim a
ir ou não. E ele e nós oramos. Foi muito
gostoso a gente orar. Que
>> bom.
>> E e se subeteer ao Espírito Santo, né?
>> Bom, é isso mesmo, gente.
Ah, eu vejo isso como um conceito de
vida.
>> Uhum. Sabe, a gente precisa pensar a
nossa vida debaixo de um propósito. Aí,
eh, a gente precisa olhar a vida da
gente, ver o percurso que Deus fez. Eu
encaro a minha vida um pouco assim, na
dire,
eh, do ponto de vista da comodidade,
seria muito mais fácil ficar aqui, ó,
chegar agora, ficar ali naquela igreja,
eh, e já deixando esses pastores mais
novos, eh, envelhecer,
eh, pequeno,
mas eu preciso pensar no processo com
que Deus conduziu as coisas. Eu vejo
esse movimento nosso hoje que envolve a
nossa igreja, que envolve o nosso
presido, envolve a minha esposa, que
envolve minha família, que envolve vocês
estão aqui conosco, estão comigo nisso.
Eu vejo isto como um parte de um estágio
de movimento que Deus tem. Ou seja, é
preciso então a gente pensar a vida
dentro de um desenho maior, pessoal. Ou
seja, é preciso a gente pensar o que que
Deus fez e tendo e tendo clareza de
momentos e momentos e chega um momento
que você tem convicção. Agora eu preciso
assumir. Eu sempre entendi
de que seria muito bom gastar os meus
anos de maturidade. Eu estou, eu não
pareço, mas eu tenho 60 anos. [risadas]
OK.
>> Não, tá bom.
>> OK. Tá. OK. Muito obrigado. Ah, mas
gastar esse tempo na obra missionária
faz sentido.
Eu acho que é didático.
Penso que faz bem a nossa igreja, penso
que faz bem ao nosso prestado,
penso que faz bem como referência, como
modelo.
E eu amo os portugueses. Eu ministro em
Portugal desde 2001. Não vou lá
episódio, dou aula online, dou aula
presencial.
Eu me vejo muito a nossa história é
portuguesa, a história da minha família,
toda a história passa.
Eh, vocês são bem alemães, vocês são
tudo isso. A, a minha história passa
bastante.
Eu me vejo
parte disso. Eu junto isso tudo e digo:
"Preciso ler a providência de Deus".
>> Uhum. entende? Fazer uma leitura
providencial do caminho de Deus na minha
vida. E não faz muito sentido depois que
a gente olha tudo isso e dizer para
Deus: "Não, isso não é nada, não é
muito". Então, eh, e esse esse esse isso
traz leveza, isso traz liberdade quando
você se sente que você está fazendo
aquilo que Deus quer que você faça não.
>> Uau! É tão bom, pastor, quando eu olho
para esse contínuo diáo, né? E a gente
se enxerga ali, né?
>> Isso
>> é Atos 29, como o pessoal fala, né?
>> 29 é boa. É, então é, é esse isso
acontecendo. Eu lembro do meu sogro,
pastor Joel
>> também, 60 anos, pastor.
>> 60 anos.
>> E 60 anos ele
>> tava pronto para voltar pro Brasil
para continuar o ministério dele aqui. E
a igreja falou para ele: "Não, Brasil
não".
E aí, há 60 anos, eu tava pronto para ir
para um um diner, comer um scrambled
eggs, né,
>> ficar ali, né, esperando meus netos.
>> Mas ele vai para Moçambique, Muto na
África e fica 15 anos. E não acredito.
>> Ele vai lá não. Quem outro país que fala
português, Moçambique. Ah, vou para lá.
A igreja falou: "Não, você quer ir lá?"
E aí ele lá com 72 brigando com a missão
porque ele queria continuar mais um
pouquinho ainda.
>> Que interessante isso
>> aí. Isso é absolutamente obra de Deus,
não é ali?
>> É. E ele lá
>> humanamente funciona.
>> E aí a missão voltou, falou: "Não, dê
espaço agora". Outro missionário
assumiu, pastor Júnior, que tá em
Moçambique lá, e ele volta paraos
Estados Unidos e agora vai receber um
terceiro ministério que são os netos que
estão chegando lá e ele vai ter que
agora cuid
>> dar conta dessa gente toda,
>> achar energia para receber esses netos.
>> Haja energia.
>> Deus deu bastante energia para ele junto
[risadas] com missor. Então essa obra é
um contínuo, né? Nunca cessa, nunca
para. Eu falei: "Uau, 75 começar então,
pastor, que Deus abençoe seu ministério,
pastor. Posso para algumas perguntas
rápidas? Se eu conseguir,
>> vamos lá.
>> Um erro comum a interpretar atos.
Tudo é antigo, tudo é para hoje. Não.
A Atos não pode ser olhado apenas como
um livro do passado. Há coisas para
hoje. Mas nem tudo que está em Atos é
repetir.
>> Uhum.
>> Fica claro. Há coisas que fazem parte
daquele momento da história da
>> um texto que todo pastor deveria
dominar. Em Atos.
>> Em Atos,
>> capítulo dois.
>> Capítulo dois.
>> É por quê? Porque é crucial.
Eu Há muitos capítulos bons. Atos
capítulo 20, Atos capítulo 13, há
vários, não é? É o prólogo de Atos.
Mas você não pode errar ali no
>> Uhum.
>> Você precisa ter clareza do que está
acontecendo, porque aquele é como é como
ir ao Pentateuco e não ir ao Sinai.
>> Uhum.
>> Deu para você entender o que tô falando?
É,
>> ou seja, você precisa pensar que você
não tem como entender todo aquele esse
livro de sem ir a Jerusalém, ao dia de
e compreender aquilo e e ler aquela ver
aquilo que está acontecendo, entender
aquele fenômeno, ouvir o discurso de
Pedro e ver a hermenêutica de Pedro para
aquele momento e perceber como aquilo
gera uma igreja.
Se você não perceber isso em Atos dos
Apóstolos não fizeram uma leitura
atenta, você foi negligente.
>> OK. Como personagem, eu sou muito fã do
apóstolo Paulo,
>> né? Mas é uma coisa minha, pessoal
mesmo, uma amizade
>> e amo de paixão.
>> Sim. Sou imitador de Paulo, como ele é
imitador de Cristo. Mas pastor, eu quero
que você fale de um personagem
subestimado em Atos.
>> Ban.
>> Barnab.
>> É
porque
sabe, há uma importância
em você saber ir e você saber até onde
ir.
Em algum momento também há uma
importância em saber diminuir.
Hum. Uhum.
>> Deu para ver
>> sim.
>> E eu penso que Barnabé é esses esse
homem que faz essa transição
com essa habilidade,
esse filho da Paraclés, filho da
consolação que é Bar.
Eu penso que ele oferece a Paulo
os fundamentos.
oferece a Paulo o suporte
que um jovem sozinho, mal compreendido,
num estado de ebulição, ainda na
fervura, debaixo de suspeita, como Léo
falou lá na ou seja, Barnabé oferece a
Paulo isso. Isso não é pouco,
não. Eh, e a gente às vezes a gente às
vezes subestima o papel de homens assim,
nem todo mundo vai ser Paulo.
E também não Deus pensou assim, a igreja
não é.
Existem pessoas que elas têm o seu
papel, o seu lugar, elas são pessoas
importantes e existem pessoas cujos
nomes nem estão lá e a gente não sabe,
mas elas são importantes.
Imagine que na sua igreja você tem, na
história da sua igreja, da sua família,
vocês têm pessoas assenta vocês. Vocês
têm na igreja pessoas assim, elas não
são nomes que nós conhecemos,
são famosas, não são,
mas elas cumprem
de Deus por
>> eu penso que Barnab é um nome assim,
entende? Eu concordo.
>> E Lucas que escreveu esse evangelho que
a gente nunca lembra dele. Só lembra
quando vai fazer a introdução desse
livro. É, foi escrito por Lucas.
Alguém gastou tempo para escrever tudo
isso.
>> E a gente não pode esquecer.
>> Que trabalho, [risadas] hein?
>> É, que trabalhão.
>> E a gente não pode esquecer o que o
Paulo escreveu, né? Somente Lucas está
comigo.
>> Pronto.
>> Tava lá no final. Exatamente. Não é? E a
gente esquece dele, né? Segundo Timóteo.
É verdade, [risadas] pastor. Ah. Talvez
você já respondeu uma lição pastoral
indispensável. E para mim o que o pastor
acabou de falar é indispensável esse
processo de mentoria, né? Sim.
>> Que a gente vê.
>> Ah, para mim já marcou, para mim é a
lição indispensável, mas se o pastor
tiver alguma lição pastoral,
>> sozinho, não.
>> Sozinho não.
>> Uau!
Ah, em Atos dos Apóstolos não tem
ninguém sozinho.
Por isso o apóstolo Paulo disse: "Só
Lucas está comigo". Está reclamando.
Na verdade, reclamando não, no sentido
>> amargurada, tá triste,
>> porque o ministério é pensado para ser
em comunhão, em companhia, em colégio,
em parceria, em divisão de bargos.
E a gente vê isso
a igreja no início,
em Antioquia, a gente vê isto Paulo nas
viagens missionárias, nas igrejas,
constituindo em cada igreja presbíteros.
>> Sozinho não.
>> Sozinho
>> é bom, né? Eu tenho esse aqui, ó,
pastor, esse parceirão aqui.
>> Ajuda um pro gato
>> aí me conhece. Eu conheço ele, a gente
faz ministério junto, né, pastor
Leonardo, né, que é meu brother também,
[risadas] tempo, bastante tempo.
>> E ele e a gente a gente pode falar isso.
>> É um fardo dividido.
>> Isso mesmo.
>> E é um fardo leve na medida que a gente
caminha junto,
>> sozinho, na cruz, só Cristo.
>> É verdade.
>> Um lugar que é Deus.
>> Uhum. único, cabeça da igreja, grande
pastor.
Debaixo dele nós
precisamos estar juntos.
>> Amém. Que bção, né, pastor?
>> Vai lá. Vou deixar esse jovem, esse
jovem pastor
já não é tão jovem, ele tem quatro
filhos, né? Já não é que [risadas] né?
Começou quando, né? Mas vai lá, vai lá.
>> Vamos lá, pastor, pegar um conselho para
jovens pastores agora. E a gente tem um
monte, ó, tem 49 alunos matriculados na
turma.
>> Muita gente.
>> Ahã. E a maioria para 50, hein? Estamos
esperando esse tempo. É você de 50. Mas
[risadas] o que eu percebi é que eu
tenho muitos jovens
jovens ali. E aí vai lá, Léo.
>> Qual o conselho que podemos dar para
esses jovens pastores ou aqueles que
estão assumindo ali, né, nesse ponto de
quase lá baseado em atos?
>> Baseado em Atos.
Tem tanta coisa, mas sabe uma delas que
eu acho que o jovem pastor,
a aquela igreja não se fez em um dia.
Roma não se fez em um dia.
Eh, você que é jovem,
você quer as coisas rápidas. Ainda mais
você é um jovem dessa geração, aquelas
coisas.
E às vezes Deus acelera o movimento
motor da história.
Mas olhe, há um percurso.
Há um percurso na vida de Paulo. Há um
percurso na vida de Moisés.
Há um percurso na vida de Pedro. Não é,
gente? 50 dias antes, Pedro do
Pentecostando a Jesus.
estava fechado no cenáculo com medo do
judeu.
Agora ele levanta e prega 3.000 pessoas
se converam em Jerusalém que crucificou
Jesus.
Mas isso não foi fruto de um
>> isso não foi fruto de um estalar de
todos.
Ah, o apóstolo Paulo,
é, é muito interessante ver a história,
como ele, como ele vai amadurecendo,
como vai ganhando densidade, como o
ministério dele vai oferecendo foco. O
apóstolo Paulo de segunda Timóteo é uma
coisa extraordinária,
>> bem maduro, já
>> é maduro.
Isto não se faz um dia. Pastor jovem, é
preciso pensar no tempo.
É preciso pedir a graça de Deus para ser
fiel com
>> É,
>> seria a tarefa de missões é urgente, mas
é sem pressa.
Sabe o tempo, ela tem o tempo de Deus
>> se queimar, né, ou se tá cru.
>> Exatamente. É um tempo de cozimento das
coisas.
>> É, você vai ter aquele ponto, né?
E esse ponto Deus sabe como chegar nele,
né?
>> Exatamente.
>> E às vezes é a precocidade ou mesmo
também a falta de perder o bonde da
história, não tem isso?
>> Uhum.
>> Essa essa graça de de perceber os
movimentos das coisas eh que os
cozinheiros precisam ter, né? Que os
grandes chefes de cozinha t saber os
tempos. Eu acho que o pastor precisa ter
isso, estabilidade
de perceber os tempos e aprender também
aprender envelhecer, não é? Ah, dizem
que eh pediram um grande escritor um
conselho pros jovens
e aí ele falou assim: "Jovens,
é envelhecer". [risadas]
Bom conselho. Vou merecer. Ou seja,
>> mas é um bom conselho. É
>> um bom conselho. Na verdade, eh, é, é
ganhar esse esse traquejo da vida.
>> Uhum.
>> Que às vezes a juventude eh que tem seus
valores,
embora a Bíblia nem sempre seja tão
otimista,
mas é ter e é esse reconhecimento de que
há coisas que exigem exige um caminho.
>> Amém.
Falando em amém, o livro de Atos não
termina com um amém, ele termina com o
evangelho sendo pregado, esse contínuo e
a história continua, a história que nós
estamos vivendo. E a pergunta é: nós
estamos participando dela ativamente?
Esse propósito está acontecendo em nossa
vida? Assim, pastor Gilson, muito
obrigado pela sua presença.
>> Obrigado, pastor. Obrigado. Obrigado,
gente.
>> E se você gostaria de se aprofundar em
análise de atos nessa matéria que nós
acabamos de ter, acompanhe as aulas da
escola Charles Spurgion e se matricule
nela, porque estamos aqui à disposição
para conhecer mais a escritura a cada
dia.
Valeu, gente. Obrigado.
>> Obrigado, gente. Falta um para 50.
Ciao. Ciao.

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