COMO LIDAR ESPIRITUALMENTE COM OS DIAGNÓSTICOS PSICOLÓGICOS? – HELDER CARDIN
19/02/2026
COMO LIDAR ESPIRITUALMENTE COM OS DIAGNÓSTICOS PSICOLÓGICOS? – HELDER CARDIN
Como lidar com os diversos transtornos que afetam as pessoas? Como evitar o autodiagnóstico e seus impactos na vida da igreja?
Neste vídeo, o pastor Helder Cardin aborda a distinção entre o trabalho médico, o cuidado pastoral e a responsabilidade individual, trazendo orientações importantes para uma compreensão equilibrada do tema.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Quando eu converso com pessoas que têm algum preconceito com a psicologia, por exemplo, Éer, eh, eu vejo dois grandes problemas que eles levantam. Um, eh, medicação, que é uma coisa que eu quero falar com você para saber e a respeito, mas deixa isso de standby por enquanto. O outro é o excesso de rótulos e a rapidez para entregá-los, né? Isso muitas vezes não é nem do profissional, inclusive, né? né? Nem do psicólogo, mas as pessoas já se autointitulam a com algum desses rótulos da psicologia. Então, como lidar com isso? Com ah, ah, eu tenho TDAH, ah, eu tenho burnout, ah, eu tenho não sei o quê, e aí vai e se rotula ou recebe o rótulo tão rapidamente. Como é que nós poderíamos eh lidar com isso com mais cuidado, de maneira mais adequada a partir da escritura, sem transformar isso numa desculpa, como você pontuou? >> Joia. Eh, o Rossor, isso daria uma conversa toda toda própria, >> com toda certeza. >> Pelo seguinte, resume aí, resume. Resume aí, >> cara. Poderia citar aqui uns 200 casos, né? Interessante. Como >> não vai no TDH, né? Ó, pegando aqui os termos da psicologia, não vai no TDH para um parêntese para outra conversa, vai dar resposta resumida. >> É isso aí. Eh, cara, interessante como pais chega hoje na igreja e ao deixarem seus filhos do ministério infantil pela primeira vez, especialmente quando são pais visitantes, eles dizem: "Ó, esse é meu filho, ele tem isso". >> Aham. >> Tá. Ele já entrega o filho dele com um rótulo. Ele tem tod, ele tem toque, ele tem tdh pea, ele tem tag e por aí vai, né? a quantidade de T. >> Eh, na maioria desses casos, quando essas pessoas continuam frequentando a nossa igreja são eventualmente membros, a gente vai conversar um pouquinho mais até pra gente ver como igreja como podemos ajudar, né? Como podemos cuidar disso. Daí muitos dos diagnósticos diagnósticos são autodiagnósticos. Ele viu num post, numa rede social que pessoas com o seja lá que te for, tem cinco indícios. Aí ele viu, nossa, eu tenho quatro desses, logo eu tenho isso. Nossa, meu filho tem todos, ele é isso. Não, pera aí, pera aí. Não, não, não há nenhum acompanhamento médico, clínico, eh, de exame laboratorial, que, aliás, muitos dos diagnósticos, quem tá dizendo não sou eu, são os médicos. Muitos desses diagnósticos são baseados em meia dúzia de perguntas numa clínica, num consultório, que se a pessoa responder sim para 90% você tem aquilo. Não, pera aí. Embora o DSM5 trabalhe padrões comportamentais, nós não podemos reduzir alguém a um rótulo simplesmente porque eventualmente ele expressou um outro daqueles elementos. Então existe eh muito autodiagnóstico e existe muita rapidez em rotular. Por quê? Porque, cara, como isso desculpa pessoas para não terem que resolver algumas coisas sérias. E aqui eu vou citar dois casos da minha família, um dos meus filhos e a minha esposa. Cara, um dos meus filhos, ele é muito criativo, muito agitado, bem dinâmico, né? Hoje já já é adulto, né? Seus 20 e poucos anos de idade. Quando ele era criança, eh, tipo 4, 5 anos de idade, ele, cara, ele era muito agitado, muito. E ele começava algo e não terminava. Ele era inquieto. Ele era inquieto. Tá aí um dia a gente tava em algum lugar, chega uma pessoa e diz: "Não, seu filho tem DH, ele tem déficit de atenção e hiperatividade." Foi o quê? Não, seu filho tem isso, ó. Ele não para. Eu falei: "Não, meu filho é criança, ele tem tanta energia que se ele não descarregar, ele mata um de nós aqui." E aí a gente foi trabalhar com os nossos filhos. Tô saor, como começou algo, termina, você vai até o fim, você não vai abandonar não. >> Uhum. >> Não é porque não deu certo do jeito que esse você queria, que você vai ficar estressado, irado, querer quebrar as coisas e jogar longe. Não, começou, termina. de um desenho a uma brincadeira, de uma conversa a uma responsabilidade. Cara, meu filho não tinha nada, ele só era inquieto. Pelo médico, tinha entupido ele um monte de remédio que ia deixar ele dopado, né? E não iria tratar o quê? No meu filho, ele não é perseverante. >> Aham. >> Ele não sabe lidar com as coisas com começo, meio e fim. Eu sei que podem existir casos realmente de um desequilíbrio hormonal, físico, químico, mental, mas esse não era o caso do meu filho. Por esses >> diagnosticadores de plantão ou até pela medicina, meu filho tinha TDH >> e atacar remédio. Não, o outro foi minha esposa. >> Eh, minha esposa tem hipotiroidismo. Eh, minha esposa ela tem alguns outros descompensamentos hormonais que até os médicos falam, até os autores falam sobre isso, né? Aí um dia ela tava lidando com uma determinada situação de de muita responsabilidade e desgaste e ela foi numa consulta de rotina lá no médico, tal. Aí o médico perguntou tal tal tal. Eu falou assim: "Não, você tem isso, você tem que tomar remédio, você tem que entrar no antidepressivo". A minha esposa, não, eu não tenho, eu não estou com depressão, >> né? Eu só simplesmente estou momentaneamente lidando com essa situação, dado um desgaste pelo que eu pelo qual eu passei. >> E realmente ela não tomou, ela não tinha nada disso, ela simplesmente estava momentaneamente lidando com algo, como todos nós temos, Sa. Todos nós. >> Sim, verdade. >> Para a turma que adora rótulo, adora diagnóstico e quer se esquivar de responsabilidades próprias, não é verdade. Eu tenho isso. Eu preciso de um remédio antiaceolítico, eu preciso de regulador de humor, indutor de sono, eu preciso eh eh recuperar minha serotonina, né, aumentar a minha meu reservatório, que até os autores falam, né, sobre esse tipo de medicamento, né, repositores ali, o que seria o acúmulo de serotonina. Não, a Juliana falou: "Não, não tenho isso não. Eu só tô passando por um momento. Para quem não tem uma consciência do pelo que está passando das limitações, cara, abraça o remédio, abraça o diagnóstico, usa como rótulo e por aí vai. Já trabalhei também com gente que burlava coisas, desrespeitava realidades, né? atravessava as circunstâncias desrespeitosamente. Aí um dia chega, falei assim: "É, eu faço isso porque eu tenho TDAH". Não, pera aí, pera aí, cara. Não, você é desrespeitoso. Você não tem TDH, você é desrespeitoso, né? Você não sabe trabalhar em equipe, você não considera o outro. Agora, botar na conta do TDH é fácil. Por quê? Porque não sou eu. É uma doença que eu tenho, é um transtorno que eu tenho. Cara, isso é lamentável. Lamentável. Eu não estou dizendo que não existam pessoas que verdadeiramente, organicamente, mentalmente não lidem com essas coisas, mas a auto rotulação, a automedicação e o autodiagnóstico tem matado gente no contexto da igreja. E a igreja tem que ser muito sábia e dizer: "Não, você tem que procurar um médico". E outra, vamos trabalhar juntos, vamos ver como lidar com essa circunstância, né? [Música]