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COMO LIDAR ESPIRITUALMENTE COM OS DIAGNÓSTICOS PSICOLÓGICOS? – HELDER CARDIN

COMO LIDAR ESPIRITUALMENTE COM OS DIAGNÓSTICOS PSICOLÓGICOS? – HELDER CARDIN

COMO LIDAR ESPIRITUALMENTE COM OS DIAGNÓSTICOS PSICOLÓGICOS? – HELDER CARDIN

Como lidar com os diversos transtornos que afetam as pessoas? Como evitar o autodiagnóstico e seus impactos na vida da igreja?

Neste vídeo, o pastor Helder Cardin aborda a distinção entre o trabalho médico, o cuidado pastoral e a responsabilidade individual, trazendo orientações importantes para uma compreensão equilibrada do tema.

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Legendas automáticas:

Quando eu converso com pessoas que têm
algum preconceito com a psicologia, por
exemplo, Éer, eh, eu vejo dois grandes
problemas que eles levantam. Um, eh,
medicação, que é uma coisa que eu quero
falar com você para saber e a respeito,
mas deixa isso de standby por enquanto.
O outro é o excesso de rótulos e a
rapidez para entregá-los, né? Isso
muitas vezes não é nem do profissional,
inclusive, né? né? Nem do psicólogo, mas
as pessoas já se autointitulam a com
algum desses rótulos da psicologia.
Então, como lidar com isso? Com ah, ah,
eu tenho TDAH, ah, eu tenho burnout, ah,
eu tenho não sei o quê, e aí vai e se
rotula ou recebe o rótulo tão
rapidamente. Como é que nós poderíamos
eh lidar com isso com mais cuidado, de
maneira mais adequada a partir da
escritura, sem transformar isso numa
desculpa, como você pontuou?
>> Joia. Eh, o Rossor, isso daria uma
conversa toda toda própria,
>> com toda certeza.
>> Pelo seguinte, resume aí, resume. Resume
aí,
>> cara. Poderia citar aqui uns 200 casos,
né? Interessante. Como
>> não vai no TDH, né? Ó, pegando aqui os
termos da psicologia, não vai no TDH
para um parêntese para outra conversa,
vai dar resposta resumida.
>> É isso aí. Eh, cara, interessante como
pais chega hoje na igreja e ao deixarem
seus filhos do ministério infantil pela
primeira vez, especialmente quando são
pais visitantes, eles dizem: "Ó, esse é
meu filho, ele tem isso".
>> Aham.
>> Tá. Ele já entrega o filho dele com um
rótulo. Ele tem tod, ele tem toque, ele
tem tdh pea, ele tem tag e por aí vai,
né?
a quantidade de T.
>> Eh, na maioria desses casos, quando
essas pessoas continuam frequentando a
nossa igreja são eventualmente membros,
a gente vai conversar um pouquinho mais
até pra gente ver como igreja como
podemos ajudar, né? Como podemos cuidar
disso. Daí muitos dos diagnósticos
diagnósticos são autodiagnósticos.
Ele viu num post, numa rede social que
pessoas com o seja lá que te for, tem
cinco indícios. Aí ele viu, nossa, eu
tenho quatro desses, logo eu tenho isso.
Nossa, meu filho tem todos, ele é isso.
Não, pera aí, pera aí. Não, não, não há
nenhum acompanhamento médico, clínico,
eh, de exame laboratorial, que, aliás,
muitos dos diagnósticos, quem tá dizendo
não sou eu, são os médicos. Muitos
desses diagnósticos são baseados em meia
dúzia de perguntas
numa clínica, num consultório, que se a
pessoa responder sim para 90% você tem
aquilo. Não, pera aí. Embora o DSM5
trabalhe padrões comportamentais,
nós não podemos reduzir alguém a um
rótulo simplesmente porque eventualmente
ele expressou um outro daqueles
elementos.
Então existe eh muito autodiagnóstico
e existe muita rapidez em rotular. Por
quê? Porque, cara, como isso desculpa
pessoas
para não terem que resolver algumas
coisas sérias. E aqui eu vou citar dois
casos da minha família, um dos meus
filhos e a minha esposa.
Cara, um dos meus filhos, ele é muito
criativo, muito agitado, bem dinâmico,
né? Hoje já já é adulto, né? Seus 20 e
poucos anos de idade. Quando ele era
criança,
eh, tipo 4, 5 anos de idade, ele, cara,
ele era muito agitado, muito.
E ele começava algo e não terminava. Ele
era inquieto. Ele era inquieto. Tá aí um
dia a gente tava em algum lugar, chega
uma pessoa e diz: "Não, seu filho tem
DH, ele tem déficit de atenção e
hiperatividade." Foi o quê? Não, seu
filho tem isso, ó. Ele não para.
Eu falei: "Não, meu filho é criança, ele
tem tanta energia que se ele não
descarregar, ele mata um de nós aqui." E
aí a gente foi trabalhar com os nossos
filhos. Tô saor, como começou algo,
termina,
você vai até o fim, você não vai
abandonar não.
>> Uhum.
>> Não é porque não deu certo do jeito que
esse você queria, que você vai ficar
estressado, irado, querer quebrar as
coisas e jogar longe. Não, começou,
termina. de um desenho a uma
brincadeira, de uma conversa a uma
responsabilidade.
Cara, meu filho não tinha nada, ele só
era inquieto. Pelo médico, tinha
entupido ele um monte de remédio que ia
deixar ele dopado,
né? E não iria tratar o quê? No meu
filho, ele não é perseverante.
>> Aham.
>> Ele não sabe lidar com as coisas com
começo, meio e fim. Eu sei que podem
existir casos realmente de um
desequilíbrio hormonal, físico, químico,
mental, mas esse não era o caso do meu
filho. Por esses
>> diagnosticadores de plantão ou até pela
medicina, meu filho tinha TDH
>> e atacar remédio. Não, o outro foi minha
esposa.
>> Eh, minha esposa tem hipotiroidismo.
Eh, minha esposa ela tem alguns outros
descompensamentos hormonais que até os
médicos falam, até os autores falam
sobre isso, né?
Aí um dia ela tava lidando com uma
determinada situação de de muita
responsabilidade e desgaste
e ela foi numa consulta de rotina lá no
médico, tal. Aí o médico perguntou tal
tal tal. Eu falou assim: "Não, você tem
isso, você tem que tomar remédio, você
tem que entrar no antidepressivo". A
minha esposa, não, eu não tenho, eu não
estou com depressão,
>> né? Eu só simplesmente estou
momentaneamente lidando com essa
situação, dado um desgaste pelo que eu
pelo qual eu passei.
>> E realmente ela não tomou, ela não tinha
nada disso, ela simplesmente estava
momentaneamente lidando com algo, como
todos nós temos, Sa. Todos nós.
>> Sim, verdade.
>> Para a turma que adora rótulo, adora
diagnóstico e quer se esquivar de
responsabilidades próprias, não é
verdade. Eu tenho isso. Eu preciso de um
remédio antiaceolítico, eu preciso de
regulador de humor, indutor de sono, eu
preciso eh eh recuperar minha
serotonina, né, aumentar a minha meu
reservatório, que até os autores falam,
né, sobre esse tipo de medicamento, né,
repositores ali, o que seria o acúmulo
de serotonina. Não, a Juliana falou:
"Não, não tenho isso não. Eu só tô
passando por um momento. Para quem não
tem uma consciência do pelo que está
passando das limitações, cara, abraça o
remédio, abraça o diagnóstico, usa como
rótulo e por aí vai. Já trabalhei também
com gente que burlava coisas,
desrespeitava realidades, né?
atravessava as circunstâncias
desrespeitosamente. Aí um dia chega,
falei assim: "É, eu faço isso porque eu
tenho TDAH".
Não, pera aí, pera aí, cara. Não, você é
desrespeitoso.
Você não tem TDH, você é desrespeitoso,
né? Você não sabe trabalhar em equipe,
você não considera o outro. Agora, botar
na conta do TDH é fácil. Por quê? Porque
não sou eu. É uma doença que eu tenho, é
um transtorno que eu tenho. Cara, isso é
lamentável. Lamentável. Eu não estou
dizendo que não existam pessoas que
verdadeiramente, organicamente,
mentalmente não lidem com essas coisas,
mas a auto
rotulação, a automedicação e o
autodiagnóstico tem matado gente no
contexto da igreja. E a igreja tem que
ser muito sábia e dizer: "Não, você tem
que procurar um médico". E outra, vamos
trabalhar juntos, vamos ver como lidar
com essa circunstância, né?
[Música]

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