Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 06/02

Davar Live – 06/02

Davar Live – 06/02

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala pessoal, boa noite. Eu nem sei se
alguém vai acabar assistindo essa
transmissão, né? A gente tinha marcado o
horário às 8:30, já são 15 pras 9. Eu tô
em outro computador,
tô voltando de férias, basicamente, né?
Eu não sei nem se vocês estão me ouvindo
bem.
Espero que sim.
Eh, e
é isso, gente. Eu tô
trabalhando muito nesse nesse final de
ano e começo de ano e acabei
usando o meu computador para fazer
outras coisas e aí meu computador não tá
disponível para eu entrar em live e aí
ficou tudo muito bagunçado. Eu achei que
ia entrar com outro computador bem
tranquilinho, mas não foi tranquilo, foi
bem complicado.
Mas é isso, gente. Eh,
eu não consigo ver também, eu vejo o
chat aqui, mas também não tô vendo
nenhuma outra
outra ferramenta aqui para saber se tem
alguém acompanhando, se se tem mais
alguém além de quem tá aqui no chat, né?
Mas tá, conseguimos, conseguimos entrar,
começamos a a transmissão, né? Eh, como
que foi o fim de ano aí de vocês? Deu
tudo certo? Meu fim de ano foi meio
difícil, mas agora tá tudo bem.
essa live ainda, gente, eu vim falar com
vocês, conversar com vocês,
voltar a atividade, mas eu também não
tenho uma coisa específica para falar.
Eu não sei se a gente vai ter muita
coisa aqui, né? A gente vai só dar um
alô, talvez dar um alô aqui, conversar
um pouquinho e aí
a gente desliga aí se tiver se tiver se
não tiver muito mais assunto, tá bom?
Bom,
eh, esse,
esses tempos, como tava falando, muito
trabalho. Eu tava com alguns vídeos para
colocar e
editados das nossas lives. Tô com uma
fila de vídeos, alguns já tão até
editados, mas não consegui parar para
ter tempo de fazer uma thumbnail, ativar
lá as configurações do YouTube e tal
para pro vídeo entrar no ar. Então, para
vocês verem o jeito que estão as coisas,
né? Mas daqui a pouquinho acaba esse
trabalho, aí volta tudo mais ao normal,
né? E como eu sou freelancer,
as coisas são assim, tem épocas de
maluquí de trabalho, tem épocas mais
tranquilas.
O bom, boa noite aí pro Carlos Muniz,
boa noite pro José Lima
falando que tá ouvindo bem. Ótimo,
maravilha. Porque normalmente o nosso
problema é o som, né? O o problema hoje
foi todos os outros, né? A Lucilene
também, boa noite. Senti falta. Bom
estar de volta. É, gente, olha, para
vocês terem ideia, né? Em janeiro eu nem
queria, eu nem tinha intenção de tirar
férias do canal.
Mas aí
janeiro, férias da minha esposa, férias
dos sobrinhos. Aí um fim de semana os
sobrinhos estava em casa, tava difícil
de de parar e abrir uma live. Depois
tinha um outro amigo meu que tava em
casa e aí foi indo. Eu falei: "Ah, bom,
acho que janeiro a gente vai a gente não
vai ter lives, né?"
Mas que bom que a gente voltou aqui
eh as nossas lives. Eu tava sentindo
falta também de conversar com vocês.
E aí eu queria perguntar para vocês, pra
gente ver se a gente tira algum assunto
pra gente poder conversar, né? Eh, o que
que nesses últimos tempos
tem chamado a atenção de vocês? O que
que nesses últimos tempos tem intrigado
vocês? Vocês têm alguma coisa teológica
ou não teológica que vocês eh que tem
ocupado a mente de vocês ultimamente?
Algum assunto que te deixa deixou vocês
meio perplexos, com medo ou felizes,
esperançosos, apreensivos?
Como anda a cabeça de vocês em relação
ao que anda acontecendo no mundo? Aí
aqui a a Lucilene falando, é, sentir
falta. Bom estar de volta. Pois é,
Lucilene,
bom estar de volta mesmo. E o José Lima
falando: "Som ótimo, que bom que voltou,
hein". Eh, eu vou deixar, eu tô com um
outro computador que eu já deixei agora
configurado. Aí eu acho que vai ser mais
fácil as nossas lives que virão, porque
enquanto o meu computador ainda não
tiver disponível, porque para esse
trabalho que eu tô fazendo, eu
rearranjei tudo aqui. Então, eu vou
trabalhar com esse. O som parece tá
funcionando nesse, né? Então, tá bom.
Bom, gente, esse fim de ano,
esse esse começo de ano parece ser um
começo de ano meio confuso, né? O mundo
parece confuso. A gente tá vivendo uma
época de muita
muita instabilidade.
O mundo anda muito instável.
Então, tem guerras acontecendo que fazia
algum tempo que a gente não ouvia falar
de guerra, não, não tinha tantas
guerras. pelo menos guerras que
são do nosso radar aqui, né? Porque
guerra nunca deixou de ter guerra, né?
Por exemplo, uma que o pessoal tá
comentando muito agora é a guerra que tá
que tem no Sudão.
Sudão é um país da África que tá tendo
uma guerra com muita gente morrendo, mas
como a gente é ocidental, como a gente
tá mais ligado ali à Europa e Estados
Unidos, a gente acaba não ouvindo falar
muito dessas outras coisas. E aí às
vezes parece que tá tudo bem no mundo,
mas não está. E agora que parece que não
está tudo bem,
tem mais coisas ainda acontecendo que a
gente não
que não tá no nosso radar aí, né?
E eu tenho visto muitos debates de
pessoas sobre
essas guerras, sobre questão agora da
Palestina, né, que a gente teve um
cessar fogo, mas
eh
Israel voltou a atacar de novo. Eu não
sei exatamente qual é a justificativa.
Não sei exatamente o que que
o por que o conflito parece tá voltando,
né?
O Carlos Muniz falou: "Ah, Nigéria
também". É, eu sei que tem Nigéria,
Burkinafasso.
Eh, eu acho que a guerra do
Sudão,
ela também se estende pro Sudão do Sul e
pro X ali na África. Eu sei que assim,
existem países que estão quase
constantemente em guerra, tem muita
instabilidade, principalmente esses
países mais ali da do norte da África e
tal,
mas eh parece que agora tá tendo uma
onda mais forte ainda, né? Eh, estamos
vivendo o mundo imperialista novamente.
Não acho disso aqui o José Lima. Minha
perspectiva sempre cai na escatologia,
diz aqui a Lucilene.
Então, José, o
o que eu vejo o pessoal comentando é que
querse voltar a uma ordem mundial onde
os Estados Unidos cuida da América,
a Rússia cuida ali do leste europeu e e
agora a China cuida ali daquela região
do do do sudeste asiático ali.
a China como um novo player nesse nesse
nesse novo esquema, né? Deixa eu só
tirar meu som aqui do celular,
mas é o que eu ouço as pessoas falarem,
a gente voltou para um período onde cada
um mais forte de uma região manda em
todos os vizinhos, né, que era uma coisa
que não tava muito acontecendo.
Eh, a gente estava numa época mais de de
todos os países estarem mais conectados
e assim
a gente vai entender depois porque a
gente tá no meio da história, mas o fato
é, a gente tá num período em que está
terminando um período histórico e que tá
começando outro. Qual o período que tá
terminando? Eu tô vendo gente falar que
é o período em que você tinha um mundo
muito conectado
as cadeias de produção, essas coisas e
tal. E agora o mundo vai tá menos
conectado com do que antes, né? Eh, a
questão das tarifas do Trump fez as
pessoas perceberem que elas não podem
confiar nessa cadeia de produção e tal.
Então, eu tô sendo meio técnico aqui
também, nem é a minha área, falando só o
que que eu ouço falar. Mas a Lucilene
comenta aqui
que a perspectiva dela é sempre
escatológica, né? sempre apontando para
as profecias do fim do final dos tempos.
E ela fala: "O Irão é uma das cabeças da
besta do apocalipse no meu
entendimento". Olha, Lucilene,
é muito difícil
quando a gente comenta sobre o que que é
exatamente eh esses detalhes de
profecias escatológicas,
porque a gente tá sempre mudando e
assim, a gente olha o nosso momento, a
gente não sabe se as coisas que parecem
estar indo para um lado, se elas vão
realmente para aquele lado, né? Então,
às vezes a gente tá vendo que não,
estamos entrando numa fase que vai ser
assim e não, não vai ser assim, vai ser
outra coisa. Eh, então essas coisas de
profecia são muito difíceis,
principalmente quando a gente aponta
países específicos como sendo
cumpridores de profecias específicas,
né? Eh, eu já ouvi falar
do não o Irã especificamente, mas o islã
como um todo,
sendo parte da profecia de Daniel 11.
Daniel 11 fala do reino do norte, reino
do sul. Só um segundinho, tá ouvindo
muito barulho. Eu acho que vocês devem
estar ouvindo também.
Acho que melhorou, né?
Pronto. Tá mais bonitinho o nosso
cenário aqui.
O que acontece? O livro de Daniel
vai falar do final dos tempos.
Eh, o povo de Deus vai est sob o domínio
de duas grandes forças,
duas grandes forças que historicamente
se opõem, que tem uma relação
conturbada, mas que no finalzinho dos
tempos
vai se unir contra o povo de Deus.
Eh, o o livro de de Daniel é um livro
que fala muito de escatologia, fala
sobre os o final dos tempos. Ele tem um
um enredo que se repete nos capítulos,
que é basicamente você tem o povo de
Deus e o povo opressor, normalmente
representado por eh Jerusalém e
Babilônia, duas cidades que representam
essas duas forças, esses dois povos.
essas duas ideias
e o povo de Deus é oprimido pelo povo
opressor.
Há um ponto que parece que o opressor
vai destruir o povo de Deus, mas no
final do do no finalzinho ali do segundo
tempo, quando tudo parece perdido,
acontece algum milagre e o povo de Deus
é salvo. Então, esse enredo ele se
repete eh basicamente em todos os
capítulos do livro de Daniel. Então, no
capítulo um, Daniel parece que vai, o
povo de Deus parece que vai desaparecer
por causa da invasão de Babilônia,
Jerusalém, né, e Daniel levado e tal. E
no final há uma resistência, não, eu não
vou comer da comida do rei. E há um
milagre. ele f ele, apesar dele não
comer as iguarias do rei, ele vai comer
só e salada e água, basicamente, e ele
fica mais forte, mais inteligente do que
os outros, né?
Eh, esse essa ideia vai se repetindo.
Então, eh, o capítulo dois, que fala da
história da estátua, que representa a
história do mundo. Eh, esses reinos
oprimem esse povo de Deus, mas no final
uma pedra que é cortada assim ao cío de
mãos humanas vem e destrói o a a
estátua. Então, a gente tem basicamente
sempre essa ideia. O povo de Deus ou
essa ideia de povo de Deus às vezes não
é necessariamente literalmente um povo,
né? Às vezes é Daniel representando essa
ideia do da daquele que é fiel a Deus.
Ele é oprimido por um perverso que tá
quer tomar o lugar de Deus, mas Deus o
salva com um milagre no final da
história, né? Eh,
o capítulo 11 vai ser uma extensão do
capítulo 10.
E ele também vai ter uma dinâmica
parecida.
O povo de Deus tá sendo oprimido por
essas duas nações que tem uma relação
conturbada, que é chamada no capítulo 11
lá de Daniel como o reino do norte e o
reino do sul.
Normalmente na na linguagem bíblica,
reino do norte e reino do sul se refere
a Babilônia e Egito, porque a Babilônia
costuma atacar pelo norte de Israel e o
Egito pelo sul.
Eh, então a ideia de Babilônia e a ideia
de Egito, os dois povos, aliás, que
Israel foi cativo, né, foi cativo na na
no Egito e também foi cativo na
Babilônia. Eh, e esses povos eles se
juntam no final dos tempos e eles se
tornam um grande opressor, mas no final
algum milagre vai acontecer e Deus vai
salvar o povo. Vai ser instituído esse
reino que é anunciado desde lá do
capítulo dois, essa pedra que é cortada
sem auxílio de mãos humanos, o filho do
homem que vem nas nuvens dos céus lá no
capítulo 7. Então, eh, existe uma
intervenção direta, sobrenatural,
divina, no final dos tempos, que vai
interromper esse ciclo de opressão
contra o povo de Deus. O povo de Deus
que já não é mais necessariamente apenas
o o os judeus que estão lá na Babilônia,
né? a ideia de povo de Deus se estende e
aí olhando ainda mais da perspectiva do
Novo Testamento, né, se estende muito
mais e se torna uma outra coisa. Então
vocês vem, né, eh, dentro dessa
perspectiva, o que seria essa Babilônia
e Egito do final dos tempos, esse reino
do norte e reino do sul, né? Eh, antes
de continuar, só ver as mensagens aqui,
o Carlos vai falar: "É um caso de
relevância profética". A Assíria, por
exemplo, foi maior do que certos anos
ganhou e ganhou o sentido simbólico como
o Egito. O Islã não tem essa alta
relevância. Daniel, é difícil de
entender por não ter um ponto de
partida. Claro. Isso, Carlos. Eh, eh, eu
não tô defendendo necessariamente essa
interpretação de Daniel 11. Eh, mas eu
sempre acho interessante essas
perspectivas diferentes, né? Então,
o que seria esse reino do norte e reino
do sul, de acordo com algumas pessoas
que eu já ouvi falar? Eu não sei nem
dizer aqui um o nome de um de um
teólogo, de um estudioso famoso. Eu não
sei nem se existe essa teoria formulada
muito formalmente, academicamente, mas o
que que seria o povo de Deus, que é o
povo de Deus em todas as épocas,
ele
foi oprimido,
ele foi oprimido na era moderna,
principalmente isso falando depois do
livro de Daniel, a gente tem esse povo
de Deus sendo oprimido pelo Islã.
E a gente tem o povo de Deus sendo
oprimido pelo próprio cristianismo, né?
Se você segue uma interpretação de
Apocalipse e Daniel, você tem uma ideia
de a igreja medieval
que junta o poder político e religioso
persegue o povo de Deus. Então, de
acordo com essa perspectiva, o reino do
norte e o reino do sul representariam o
islã e o cristianismo apostatado, o
cristianismo perseguidor.
Eh, e é claro, né, também não representa
o Islã, todo o Islã, mas representaria
essa parte do Islã que é perseguidor,
né? Eu não sei. É muito difícil, como eu
tava falando, a gente dar nome aos bois
para essas profecias, porque elas elas
vão apresentar umas perspectivas que, do
nosso ponto de vista hoje da história
podem mudar muito rapidamente. A gente
não sabe exatamente para onde vai e tal.
Então, o capítulo 11, né, dentro do
adventismo, por exemplo, né, eu sou
adventista, mas o capítulo 11 é uma das
profecias que estão meio que em aberto,
não tem uma uma interpretação oficial
fechada sobre o que que significa esse
capítulo 11, o reino do norte do sul, o
que que significa os eventos que são
contados ali na história. Eh, eu já vi
teólogos e pastores que que não são
necessariamente teólogos acadêmicos
especulando sobre isso. Eu nunca vi nada
que me satisfizesse muito, né? Mas tá aí
uma coisa interessante, né? Eh, Daniel
11 parece de alguma forma apontar pro
final dos tempos, porque o final desse
conflito
é o final dos tempos, né? O o capítulo
12 vai concluir essa ideia toda e com
aquele verso famoso, né? Eh, preste
atenção, Daniel. Escreve o que que eu tô
te falando e sela essa palavra eh para o
fim.
Essa palavra pro final dos tempos, né?
Muitos andarão de um lado para o outro e
a ciência vai se multiplicar. E aí o
pessoal entende: "Não, tá vendo a
tecnologia aumentando? É a cumprimento
da da profecia de Daniel." Não
necessariamente, né? Essa ciência se
multiplicar é a ideia do conhecimento e
é o conhecimento sobre o livro, né?
Então você guarda esse livro, sela ele
pro final dos tempos, que no final dos
tempos as pessoas vão andar de um lado
pro outro, elas vão procurar esse
conhecimento e esse conhecimento vai se
multiplicar. Conhecimento sobre o livro
de Daniel, né?
Eh,
aí a Lucilene comenta: "Tá em Daniel o
urso com três costelas na boca. Na
mulher foi tirada da costela do homem. É
muito forte essa simbologia. Os fatos
atuais no Irã são revoltantes.
Então, é, então
a a a eu gosto de olhar para essas
profecias vendo, não só tentando
adivinhar o que que elas querem dizer no
futuro, mas como você falou, vê essas
profecias na perspectiva da própria
simbologia bíblica, né? A ideia das
costelas do urso com as três costelas na
boca, né? Que é Daniel capítulo eh 7.
Não é isso? Eh,
e a ideia de costela no no texto
bíblico, representando a mulher, a
metade do homem, esse urso, ele também
ele tem um lado que é mais forte do que
o outro. Ele se levanta por um lado, eh,
só que esse lado que ele se levantou
primeiro, ele se torna mais baixo, o
lado que sobe depois se torna mais
forte. Então, tem uma ideia de
contraparte que tá relacionado com a
ideia de costela de homem e mulher
também no texto bíblico, que a mulher é
criada depois como ápice da criação, mas
depois da queda, tipo, eh, tem toda a a
maldição do pecado e aí a mulher acaba
servindo o homem, que é uma consequência
do mal.
Eh, a gente pode falar até falar sobre
isso depois, né? eh, que não
necessariamente significa que é o plano
de Deus, que a mulher sirva o homem, mas
é uma uma maldição do pecado e que não
necessariamente precisa ser seguida, né?
Mas eh eu acho interessante fazer essas
relações, as duas partes desse urso
relacionados com a ideia de costela e
homem e mulher, né? O que é a origem?
Eh, e o que veio primeiro, eh, e tem um
outro que se sobrepõe a ele e tal, tem
todas essas ideias. Eu acho bem legal,
né?
Aí sobre o Irã, o Irã é complexo, né?
Eu, voltando aqui a à questão, eu não
sou analista político nem nada, né? Mas
eu não sei o que vai acontecer no Irã,
ninguém sabe. Eh, existem aí
especulações de pessoas que conhecem
mais o assunto. O Irã é um país complexo
porque é um país muçulmano, mas não é um
país árabe. Eh, eles têm toda uma uma um
orgulho de um passado que é pagão, mas
ao mesmo tempo eles são islâmicos e
muito religiosos. Então, é toda uma
relação complexa lá. Eh, me parece que
as pessoas são mais secularizadas do que
parece no Irã, só que o regime
é muito religioso e muito autoritário.
Então, tem essa tensão aí entre as
pessoas não quererem seguir aquela
religiosidade que é imposta, mas o poder
já tá estabelecido. Como se derruba um
poder que já tá estabelecido, né? É a
grande questão, não é só sair nas ruas e
protestar que aí o presidente, o o o
chefe, líder lá do do Irã vai falar:
"Não, tudo bem, eu vou embora. Pode
ficar com o país."
Infelizmente a perspectiva é que ainda
tenha muita, muita matança, né? Esse
tipo de coisa é muito difícil, muito
difícil.
Esse é um dos motivos pelo qual eu acho
que existem duas coisas que podem ser
muito boas, que é religião. Pode ser uma
coisa excelente, religião pode ser uma
coisa péssima, mas pode ser uma coisa
excelente. E política pode ser uma coisa
muito boa, duas coisas que podem, tem o
potencial de mudar a vida das pessoas
positivamente. Mas quando essas duas
coisas se juntam,
quando a política usa a religião para
legitimar o seu poder
e quando a religião usa a política para
estender o seu poder além dos seus
domínios,
não tem como dar bom isso sempre dá
ruim, né? Talvez eh o o exemplo que a
gente possa dizer que deu bom é só na
época de Moisés, quando era o próprio
Deus que guiava o povo de Israel. E
mesmo assim, mais para frente, eles se
desviam disso e tudo vai descambar.
Então, política e religião são duas
coisas que para mim, eu sei que tem
gente que discorda, mas para mim são
coisas que quando se juntam
necessariamente se tornam um problema,
se tornam uma coisa terrível, né?
de uma forma ou de outra. Essa é com
certeza a perspectiva do livro de Daniel
e essa é também com certeza a
perspectiva do livro de Apocalipse,
né?
Então, no final dos tempos, o que esses
dois livros parecem apontar, e eu vou
incluir aí também o sermão profético de
Jesus lá em Mateus 24,
é que o final dos tempos vai ser marcado
por um poder político religioso que
oprime e persegue, que parece bonzinho,
mas não é.
como diz lá no livro de Apocalipse, é um
cordeiro que ele ele ele tem aparência
de cordeiro, mas ele fala como dragão,
né? Eh, essa aparência dupla,
ele parece uma coisa, essa essa
identidade dupla, ele parece uma coisa,
mas ele é outra. Ele parece falar em
nome de Deus, mas ele tem propósitos que
são bem diferentes de Deus. Ele quer
tomar o lugar de Deus, não é verdade?
Eh, isso é uma descrição muito
interessante do resultado do da da
junção do poder político e religioso,
né,
que o livro de Apocalipse e Daniel
apontam pro final dos tempos eh um poder
desse ser estabelecer.
Então, pois é, Lucilene, é complexo. Não
é só quando o Islã se torna poder, com
quando o cristianismo também se torna
poder. Eh, se a minha religião se
tornasse o poder estabelecido, eu tenho
certeza que ia se corromper,
independente do do da da questão, né? a
relação entre política, ela é muito
complexa, porque por um lado
esse poder que se legitima um no outro é
muito extremamente perigoso,
mas por outro lado, pessoas religiosas
elas têm a sua vida política e as
pessoas que são políticas elas também
têm a sua religiosidade.
Então, até certo ponto, é muito, não dá
para separar uma coisa da outra,
entende? Porque as pessoas tm, as
pessoas não conseguem separar sua ideia
pessoal das coisas quando elas estão
agindo. Então, os políticos, quando eles
agem, eles estão pondo em prática a
perspectiva religiosa deles, mesmo que
não intencionalmente.
Eh, e ao mesmo tempo, as pessoas que são
religiosas, elas também agem
politicamente, né? E quando eu digo agir
politicamente, elas também se organizam
na sociedade, elas também exercem poder.
Poder não sentido necessariamente
negativo aqui, mas política, religião, é
impossível elas não se misturarem de uma
certa maneira, mas por outro lado, a
pior coisa possível é quando elas se
misturam com uma certa combinação,
que é essa legitimação mútua de poder.
Porque aí o que acontece,
eh, quando o poder estabelecido precisa
ser questionado,
você dá uma roupagem religiosa e fala:
"Olha, você não pode questionar Deus e
essa pessoa é uma pessoa enviada por
Deus. E aí, como faz?" Então, aí acabou,
aí não tem conversa. Aí é aí o o poder
político tomou conta, entende?
O Jusalima fala, a Bíblia dá uma
explicação sobre esses conflitos com
diz: "De onde vem as guerras e as prjas
dentre vós? Vem da ganância humana, sem
qualquer propósito." Interessante, né?
Eu nem lembro deonde é esse texto aí,
José Linho, mas
a ganância, a ganância humana e tal,
essa ideia do homem querer se tornar
maior,
esse é um tema bem interessante também,
outro tema bíblico, porque é meio que de
onde se originam muitos problemas, né?
Eh, o próprio dinheiro que a a vida
dedicada ao dinheiro que Jesus fala tão
mal também tá relacionado a isso. O
dinheiro não é apenas um monte de ouro
brilhante. O dinheiro também é uma é um
acúmulo de poder. Você exerce poder.
Então, o homem querer ter poder para
agir sobre os outros, para querer
aumentar,
é o tema. É um tema importante na
Bíblia. E a gente vai voltar com uma
coisa que a gente já falou, é um tema
que aparece desde lá de Gênesis.
Vocês lembram de uma nação em Gênesis
que queria subir até o Altíssimo e se
tornar tornar o seu nome grande, né? E
aí o que que eles fazem? Eles fazem uma
grande construção, eles fazem uma grande
obra, eles constróem uma grande coisa
que é uma torre. E essa torre é chamada
de Babel, que é as portas de Deus, né?
Muita gente fala: "Ah, Babel é grande
confusão, né? Não é Balel que é
confusão, mas existe um jogo de
palavras, né? Foi chamado de Babel
porque causou uma balel, uma confusão.
Mas a palavra Babel, existe uma uma
discussão etimológica também que ela não
é tão clara, mas o que mais se aproxima
é a ideia de portões de Deus.
Então, o que que é a ideia de Babel? Nós
vamos fazer uma uma grande torre para
chegar aos portões de Deus. Isso, a
ideia de dominar os portões é uma
referência a uma estratégia bélica do
mundo antigo. As cidades muradas, como
você eh domina uma cidade murada? Porque
você não vai derrubar o muro delas, né?
Eh, a ideia de Jericó de você derrubar
os muros com uma trombeta é uma ideia
muito forte, porque uma ideia, uma
cidade fortificado com muros, não tem
como você entrar, você não tem canhão,
não tem helicóptero, você eu vi aquele
muro, é uma barreira física
intransponível.
Então, qual que era a grande estratégia?
A ideia de sitiar a cidade, você sitia a
cidade, você domina os portões da
cidade, ninguém entra, ninguém sai e aí
você domina a cidade pela fome, pela
falta de mantimentos. Então, dominando a
cidade, os portões da cidade, você
domina a cidade e você se torna o senhor
daquela cidade. Então, a ideia de Babel
seria mais ou menos isso. Eu quero
dominar os portões de Deus, porque eu
quero tomar o lugar de Deus. Eu quero
dominar o lugar onde Deus tá assentado.
Eh, essa ideia é muito forte, porque tem
a ideia do homem se engrandecendo,
querendo tomar o lugar de Deus. E a
palavra Babel ou Babel no hebraico, ela
é o nome dessa cidade que aparece lá em
Gênesis 11, mas também é o nome da
Babilônia. Babilônia e Babel são só duas
vocalizações diferentes pra mesma
palavra em hebraico, Babel, né? Eh,
então Babilônia carrega em si essa
conotação, entende? A ideia de Babilônia
na Bíblia tá relacionado com a ideia do
homem querendo tomar o lugar de Deus,
querendo subir tomar o lugar de Deus.
Por isso que no livro de Daniel existe
essa oposição forte entre a ideia de
Jerusalém e Babilônia. Jerusalém sendo
eh representando a ideia daquele que
adora a Deus, que louva a Deus, que teme
a Deus, que se submete a Deus. E a
Babilônia sendo a ideia daquele que quer
dominar os portões de Deus, que quer
tomar o lugar de Deus. Quando a gente
pensa nisso, a gente vê essas ideias se
relacionam muito no texto bíblico.
Então, por exemplo, em Apocalipse você
vai falar da grande Babilônia, mas na
época que o apocalipse foi escrito, o
Babilônia já não existia fazia tempo.
Então, Apocalipse já se apropria de uma
ideia que é só a ideia mesmo. Ele não tá
se referindo literalmente à Babilônia.
necessariamente é simbólica a ideia de
Babilônia em Apocalipse. E quando a
gente vê outros textos bíblicos, por
exemplo,
Isaías 14
ou é Isaías 12, tá? Será que eu me
confundi? Deixa eu só ver aqui, eh,
a profecia para o o rei da Babilônia,
né? Aí esse mes Isaías 14. Bom,
Isaías 14, que vai ser compreendido
posteriormente numa tradição cristã,
como se referindo ao próprio Satanás,
não é à toa que existe essa tradição,
porque esse texto tá se referindo ao rei
da Babilônia, mas ele toca em símbolos
que são muito profundos no texto
bíblico.
Ele fala desse rei como ele sendo a
própria representação da ideia de
Babilônia.
Porque esse rei lá em Isaías 14, ele
quer subir ao lugar do Altíssimo, tomar
o lugar de Deus, né? Então, eh, ele quer
subir demais, ele quer tomar o lugar de
Deus, mas ele vai cair, ele vai cair
assim de uma forma estrondosa. Todas as
nações vão ficar espantadas com essa
queda do rei da Babilônia.
Então tem esse movimento da do do homem
querer subir, se tornar o lugar, tomar o
lugar de Deus, mas ele ao invés disso,
ele cai profundamente, cai de um jeito
assim estrondoso.
E a gente tem no texto bíblico o
movimento contrário também do próprio
Deus que é que tá lá em cima, ele se
diminui e se torna homem e no final ele
é exaltado acima de todos novamente ele
sobe. Então você vê dois movimentos que
são opostos. O homem querendo subir e
cai e Deus que desce, ele volta a ser
exaltado de novo. Eh,
são movimentos opostos
com com uma intenção,
porque ele quer dar caminhos opostos.
Por isso, lá em Isaías 14, esse rei da
Babilônia é entendido como sendo um
símbolo para Lúcifer,
o grande opositor, o grande eh Satan
Ratan, o grande adversário, né? Um
adversário do homem, um adversário de
Deus. Essa ideia é a ideia daquele que
quer subir e cair, né? Vocês veem esses
símbolos bíblicos, eles se tocam
quando a Bíblia tá falando de Babilônia,
mesmo que ela esteja contando a história
da cidade da Babilônia, ela não tá
falando só sobre Babilônia. O símbolo de
Babilônia também tá lá. Ele se soma a
isso. Ele não consegue ser, você não
consegue falar de Babilônia sem est
fazendo referência implicitamente a todo
esse conceito que carrega a Babilônia,
né? Por isso que o
essa tradução, como a gente estava
falando, vai trazer a ideia de o rei da
Babilônia sendo a ideia do próprio Satã,
aquele que se opõe a Deus, né? Ele é
aquele que quis subir, tomar o lugar de
Deus, mas vai ser lançado no abismo, vai
cair, né?
Jesus fala da queda de Lúcifer, né? A
ideia da queda de Lúcifera, uma queda
estrondosa, pode ser, a gente pode
pensar na referência da queda que
acontece na rebelião, que tem nos céus,
no início dos tempos, talvez, mas tem
uma ideia de queda final, de ele ser
totalmente destruído, cair num abismo
profundo e desaparecer, né?
Aí, eh, Lucilene fala, Nin Hod foi o
construtor de Babel, né? foi o primeiro
arquétipo do opositor.
Eu não tenho certeza, viu, Lucilen? Eu
sei que Lenin Rodrói do passado que é
mencionado na Bíblia. Eu não sei se ser
mencionado que ele é o o fundador de da
Babilônia,
mas tem uma discussão acadêmica sobre
justamente esse esse Ninhod e esses
outros heróis serem homens de grandes
cidades, enquanto os heróis bíblicos são
homens do campo, né? Existe essa
essa teoria, digamos assim, até a ideia
de Caim e Abel,
Deus não aceita. Caim não é o ideal
divino, mas Abel é justamente porque
Abel é um homem do campo, ele ele cuida
de ovelhas. Enquanto Caim é um
agricultor, agricultura que é a fundação
da civilização. Então tá ligada à ideia
de da da civilização das grandes cidades
e tal. Eu acho essa ideia que pode até
ser interessante num sentido talvez
simbólico também,
na ideia de que eh a gente espera no
final das contas o jardim, a gente quer
voltar pro jardim, mas ao mesmo tempo
também Jerusalém é sempre mencionado
como uma cidade, mesmo quando ela
quando se refere a Jerusalém no sentido
simbólico, né, a Jerusalém do final dos
tempos e tal, né, a Jerusalém do final
do livro de Apocalipse.
né? Também é uma cidade. Então, não sei
até onde dá pra gente seguir essa linha
aí, mas tem a a ideia, algumas cidades
representam coisas, né? Jerusalém e
Babilônia representam coisas, povos que
representam coisas, né? Og e Magog
representam o final dos tempos,
principalmente dentro da a do pensamento
judaico, mas também tem referências em
Apocalipse.
E assim, gente, o fato é, o texto
bíblico vai se referir ao final dos
tempos como um período conturbado,
um período de confusão,
um período de não só confusão
política, mas confusão religiosa, porque
essas duas coisas vão se misturar e vai
dar muito ruim, né? Isso aparece, como
eu tava falando, tanto em Daniel
quanto em Apocalipse e também no sermão
profético de Jesus, a ideia de pessoas
usando eh
pessoas que se mostram serem muito
religiosas e espirituais, usando essa
espiritualidade para enganar os outros.
É uma ideia recorrente na Bíblia quando
ela fala do final dos tempos.
Eh,
e vai ser um período de muitas guerras e
opressões e fomes, né?
Lá no no no
sermão profético de Jesus fala que então
vai se levantar nação contra nação e
reino contra reino, né? E esse evangelho
será levado para todo toda a terra e
tal. E aí virá o fim.
Então, o fim do mundo tá relacionado com
o período conturbado. A visão bíblica de
fim do mundo não é paz, é muita guerra,
muita perseguição, muita morte, muita
confusão. Você já não sabe direito quem
é de Deus, quem não é. Eh, e no final
Deus intervém. A grande intervenção
sobrenatural divina vai ser num período
mais conturbado, confuso da história da
humanidade, né? Isso que é o que a
Bíblia aponta.
tem uma ideia
que aí a gente pode terminar esse esse
tema com essa ideia aqui que
eu vou tentar falar agora assim sem ter
visto os textos antes. Espero que dê
certo.
Em Apocalipse capítulo 16,
existe uma figura aqui que é bem
bizarra
e que,
como a gente estava falando,
voltando aqui, em Apocalipse 16 tem uma
figura que é muito bizarra e que tá
relacionada com essa ideia que a gente
disse de
entender as profecias, não só como um
desvendar, o que vai acontecer no no
futuro, mas também com uma
poesia de símbolos bíblicos. Ela ela faz
referência a símbolos bíblicos para
enriquecer ideias e para trazer
conceitos também. Então, lá em
Apocalipse capítulo 16,
ele tá falando de três figuras: o
dragão, a besta e o falso profeta, né?
Esses três elementos vão aparecer também
em Apocalipse 14.
Esses elementos,
esses três, eles têm coisas que se
confundem com a história de Jesus, né?
Então, por exemplo, vamos lá para
Apocalipse 14, antes da gente voltar
aqui pro 16 e ver essa ideia aqui.
Aí eu gosto bastante disso daqui porque
é um bom exemplo de do que que a Bíblia
quer dizer sobre o final dos tempos. ser
confuso. Vai ser um período confuso.
Não confundi. É Apocalipse 13, viu,
gente? O 14 é a conclusão dessa dessa
história. Então, Apocalipse 13, ele tá
falando também, vai falar de de três
poderes aqui que são os mesmos, né? De
Apocalipse 16, que ele é o dragão, a
besta que vem do mar e a besta que vem
da terra, né? ele vai chamar de falso
profeta lá em Apocalipse 16.
Eh,
adoraram o dragão
que deu a besta o seu poder e adoraram a
besta dizendo: "Quem é semelhante à
besta? Quem poderá batalhar contra ela?
Eh, quem é semelhante à besta?" Essa
expressão é uma referência ao cântico de
Moisés.
Tem uma frase lá no cântico de Moisés
que é: "Mik, morrailim Adonai, quem é?
como tu és entre os deuses, ó Senhor.
Então, essa exaltação
aparece no final dos tempos, mas com
sinal invertido, as pessoas exaltando o
poder da besta que é dado pelo dragão.
Isso aqui no verso 4ro, né, do de
Apocalipse 3. No verso 3, ele vai dizer
o seguinte, eu vou ler o a partir do
verso um aqui. Apocalipse 13. Me pus
sobre a areia do mar e vi subir do mar
uma besta que tinha sete cabeças e 10
chifres. Sobre seus chifres, 10
diademas. Sobre suas cabeças, um nome de
blasfêmia.
E a E a besta que eu vi era, pera aí. E
a besta que eu vi era semelhante ao
leopardo. Seus pés como de urso, sua
boca como de leão. O dragão lhe deu
poder e o seu e o seu trono e grande
poderil.
Então vocês veem aqui é uma referência
direto a Daniel. São todos aqueles
animais que representam a história do do
mundo, as grandes nações que dominaram o
povo de Deus em Daniel, agora misturados
nessa figura dessa besta, desse animal
monstruoso.
Eh, e o verso três, que é importante,
vi uma das suas cabeças com ferida de
morte, mas a sua chaga moral mortal foi
curada e toda a terra se se maravilhou
após a besta. Ou seja, ela morre,
uma ferida de morte, mas ela ressuscita
curada de uma ferida mortal.
A morte e ressurreição.
Pega esse elemento, né?
Mikorabaimadonai.
Quem é como tu é entre os deuses? outro
elemento relacionado à besta. Eh, eh,
aqui a o aqui no verso 11, o verso que
eu tinha falado, vi subir da terra outra
besta. Tinha dois chifres
semelhanelhantes a de cordeiro, mas
falava como dragão. Parce de cordeiro,
mas fala como dragão.
e faz
exerce o poder da primeira besta na sua
presença, faz com que a terra e os que
nela habitam adorem a primeira besta,
cuja cuja chaga mortal foi curada, fez
grandes sinais e tal, né? Eh, eu tô
tentando achar aqui o o que ele fala de
quanto tempo essa besta age.
Eu não tô achando aqui. Eh, é 42 meses.
Deixa eu procurar aqui porque isso daqui
é interessante a gente ver.
Achei verso 5, que era o verso seguinte
do que a gente tá vendo.
Falando da besta. Então, verso 5 de
Apocalipse 13. foi-lhe dado uma boca
para proferir grandes blasfêmias. Deu-se
lhe poder para agir por 42 meses. 42
meses, 3 anos e meio.
Então, quando a gente junta essas
coisas, um poder que age por qu por 3
anos e meio, morre e ressuscita, é
exaltado acima de todos, quem é como ele
e tal. Está vendo que tem várias coisas
que são referentes a Jesus, a história
de Jesus, ao ministério de Jesus que
durou 3 anos e meio, a morte e
ressurreição, agora estão associadas à
besta, a à aparência de cordeiro, o
chifre de cordeiro. Eh, mas ela não é o
que parece. Ela ela imita, alguns vão
falar que eles são uma paródia do Pai,
do Filho e do Espírito Santo, esses três
poderes diabólicos do final dos tempos.
E aí a gente chega aqui em Apocalipse
16, um pouquinho depois, e a gente vai
ver o que que é o elemento que eu tava
falando aqui, que é interessante, que é
lá no verso 13.
Da boca do grande dragão, da boca da
besta e da boca do falso profeta, vi
sair três espíritos imundos semelhantes
a rãs, porque são espíritos de demônios
que, fazendo milagres, vão ao encontro
dos reis da terra e de todo o mundo para
congregar para a batalha daquele grande
dia do Deus todo- poderoso, né? Eh, a
Ran, vocês lembram da Rã em em que
episódio da Bíblia? Vocês lembram da rã
ser mencionada em algum momento na
Bíblia, né? A Bíblia, eh, alguma coisa
que tá relacionado à história do povo de
Israel que tem rãs. Vocês lembram disso?
Quando as rãs aparecem na Bíblia,
eh, tem um delay aqui, então não vou
ficar esperando a resposta de vocês no
chat, tá?
As rãs aparecem nas pragas do Egito. E o
que que essas rãs t de especial? Vocês
lembram que os magos do Egito, eles
conseguiam replicar as pragas que caíam
no Egito? Eles replicam as primeiras
pragas, mas eles não conseguem replicar
todas. Eles param na praga das rãs.
A rã é a última grande enganação,
é o último grande sinal, é o último
grande milagre falso que é feito para
enganar os outros, para imitar o poder
de Deus. Olha que louco isso, né? E
Apocalipse faz de então ele vai usar
estas três rãs, a ideia de rã, como
esses espíritos imundos, falando desse
grande sinal, dessa grande enganação,
né? Eles vão encontrar os do reis da
terra e tal para os congregar fazendo
milagres e tal.
Então, tem alguma coisa que apocalipse
não fala exatamente o que que é, mas vai
acontecer algum tipo de milagre, algum
tipo de manifestação
misteriosa, sobrenatural, que vai
enganar muita gente,
muita gente,
e que isso daí vai ser
o poder da grande besta, do falso
profeta e do dragão agindo na terra. E
muita gente vai olhar para isso e vai
pensar que é Deus.
Pronto, agora Deus. É isso, é Deus. E
agora ele veio buscar a gente. Então,
Apocalipse monta um um cenário que é
terrível, que é as pessoas caírem nessa
grande enganação,
essa grande enganação da besta, eh, e
acharem que estão adorando a Deus. E aí,
voltando para Apocalipse 13, que tá
conversando aqui com Apocalipse 16, ele
tá falando da da da segunda besta, né?
Vou ler o verso 12 e 13 de Apocalipse
13. Exerce todo o poder da primeira
besta na sua presença. Faz com que a
terra e os que nele habitam adorem a
primeira besta, cuja cuja chaga mortal
foi curada e faz grandes sinais,
de maneira que até fogo faz descer do
céu a terra à vista dos homens. Vocês
lembram que episódio que tá relacionado
ao fogo que cai do céu, né? Um episódio
que tá falando de uma prova de quem é o
Deus verdadeiro e cai fogo dos céus, né?
A ideia lá de Elias no Monte Carmelo,
que é interessante porque o Monte
Carmelo, né? Eh,
ele fica ali na região das montanhas do
monte Meguido, o Rar Meguido, o Har
Meguidon, que é o Armagedon. Então,
existe uma associação entre o Armagedon,
que é um nome de um lugar no texto
bíblico,
ao Monte Carmelo, onde aconteceu esse
grande milagre. E a ideia aqui é o
seguinte, no final dos tempos,
na guerra entre Deus e Baal, na grande
disputa entre Deus e Baal,
Baal vai fazer cair fogo do céu.
E essa é a grande enganação. Vocês vem
como ele tá fazendo referências a
histórias bíblicas e subvertendo elas,
pervertendo elas para mostrar o grau de
confusão que é o final dos tempos aqui
nessa descrição de Apocalipse. Então
essa toda a ideia que a gente tá
trazendo é paraa gente ver que não
adianta você ser esperto, não adianta
você estudar bastante, não adianta você
ser uma pessoa sincera.
Essa enganação vai ser muito enganadora,
porque se você acha que só você leu que
vai ter uma enganação e você tá
preparado, não, né? Você lembra que o
próprio Jesus fala que esse período,
esse período de de grande eh de grande
perseguição, esse período final dos
tempos, ele vai ser abreviado porque se
não fosse
esse
esse período do final dos tempos,
mas espera aí,
esse período do final dos tempos vai ser
abreviado porque se não fosse assim,
Nem os escolhidos iam conseguir
aguentar. Então, nem o povo de Deus que
tá do lado de Deus aguentaria se esse
período de tempo não fosse abreviado,
porque vai ser um período muito difícil,
muito difícil de entender o que tá
acontecendo, difícil de entender quem é
do bem, quem é do mal.
Então, a ideia é mais importante, é, se
você acha que as coisas são simples
sobre quem é bem e quem é o mal, você já
está enganado, porque elas não vão ser
simples, vai ser confuso
necessariamente.
E é isso, gente. Conseguimos fazer um um
tirar um assunto aqui interessante, né?
Eu gosto dessa ideia desse dessa parte
de apocalipse que faz essa relação, né,
de como vai ser difícil o final dos
tempos. Deixa eu ver se
perdi alguma mensagem aqui.
Luclene fala, né, também César também
tinha que ser adorado como Deus.
Ah, eu não tinha visto essa mensagem já
vinha antes, né? Olha, no caso de César
até, Lucilene, era até mais fácil,
porque César não necessariamente queria
uma adoração divina.
Eh, César, inclusive, falava o seguinte:
"Vocês podem ter a religião de vocês aí,
fiquem tranquilos, faz, sigam os deuses
de vocês na cabeça do César, né? Esses
deuses inferiores inferiores bárbaros aí
vocês só tem que pagar imposto para mim
e tá tudo certo", né? E aí tem toda
aquela confusão sobre os impostos, sobre
a gente tem que pagar imposto para
César, porque pagar imposto para ele é
um reconhecimento da autoridade dele
sobre a gente, né? E Jesus pega moeda,
de quem é essa imagem e tal? Dá César, o
que é de César? Então tem essa ideia
relacionada com César. Ele o poder que
César César exercia era mais ele não era
diretamente religioso, entende? A ideia
de religião associada a César é mais uma
interpretação judaica do fato deles
terem que pagar imposto do que uma
adoração mesmo que César exigia.
Ah, as simbologias proféticas são
profundas. O inconsciente coletivo se
move por simbologias. O conceito de fim
é inconsistente
com a eternidade. Isso, Lucene,
eu tô vendo que você faz umas
referências yunguianas aqui, né? O o
conceito de fim é inconsistente com a
eternidade. Sim, a Bíblia vai falar de
fim, mas quando a Bíblia fala do fim dos
tempos, os últimos tempos, não é
exatamente o fim, não é exatamente os
últimos, né? É o fim dos tempos dessa
desse período, dessa história que a
gente conhece, né? Então, a eternidade
nos aguarda, mas para chegar na
eternidade a gente tem que passar essa
fase, dar passar no dar um ponto final
para essa história que a gente tá
vivendo, né?
Eh, o Carlos Muniz vai perguntar: "Eh,
fogo descer do céu também significa
falsos milagres?"
Então, Carlos, a ideia é que quando
Apocalipse fala eh a ideia do do cair
fogo do céu tem a ver com o milagre
verdadeiro, que é a ideia de Elias. O
que que Apocalipse tá fazendo é
subverter essa ideia que ele vai falar
que quem vai fazer cair fogo do céu no
final dos tempos não é Deus, é o falsos
profetas. Entende? Então, a gente
confiar em alguns símbolos do passado,
ah, é só a gente ver que em algumas eh
vamos fazer o teste de Elias para saber
quem é o Deus verdadeiro e quem é o Deus
falso. Isso não vai dar certo, porque o
Deus falso também vai fazer milagres no
final dos tempos. Acho que é mais essa
ideia, entende? Eh, ele tá pegando uma
ideia que é real, que é um milagre real
e ele tá subvertendo, né? não é um um
símbolo de um de um de um falso milagre,
mas ele tá subvertendo a ideia de
milagre
para colocar esse milagre nas mãos do
falso profeta.
Bom, gente, eu acho que é isso, né?
>> [risadas]
>> Obrigado aí por acompanharem essa live,
esse retorno aqui que a gente teve. Aí a
gente vai voltar a ter as lives agora
mais regularmente. E agora que eu já
configurei aqui, vai ser também, tipo,
as próximas lives eu só chego e começo a
live. Eu não vou precisar me quebrar a
cabeça aqui para saber porque que não tá
entrando aqui. Eu ligo o microfone e não
funciona. Eu tenho que instalar o
programa e tal. Eh, agora as próximas
lives vão ser tranquilas. Espero
ter lives agora, voltar a ter lives
regularmente à sexta-feiras,
sextas-feiras, sexta-feiras. Qual é o
plural de sexta-feira? Não sei, mas eh
de vez em quando talvez a gente não
tenha quando acontecer alguma coisa
diferente e ficar difícil para mim, mas
vamos voltar. Então, estamos de volta
aí. Eh, feliz 2026 para vocês. Então,
tem uma mensagem aqui que eu não vi aqui
do Eduardo Ramos falta estava com medo
do fim. Aí vi que não estava preparado e
pensava mais na perseguição do que na
volta de Jesus. Exato, Eduardo. O É
isso, Eduardo. A volta de Jesus é o
clímax dessa história. Não é a
perseguição.
A perseguição, ela só é um anticlímax.
Ela ela só é o a o o motivo para chegar
nesse clímax, entendeu? Eh, a gente foca
muito na perseguição, a gente foca muito
na confusão no final dos tempos. O
importante da história é que isso vai
acabar. Isso vai ser só um símbolo da
grande confusão que foi a história
humana da grande Babilônia
nesse em todo evocando todas as
simbologias que a gente comentou que foi
a história humana para dar um fim nela,
para ter agora acabou a a Babilônia
acabou, né? Isso também tá envolvido com
a ideia da das mensagens angélicas. Caiu
a grande Babilônia e tal, né? Claro que
não se resume a isso, mas também tem
essa ideia de é o fim. Agora, toda essa
história de Babel chegou ao fim. O homem
querendo tomar o lugar de Deus, ele tá
subindo agora, ele vai ser lançado para
baixo e acaba a história dele, né? O rei
da Babilônia, o rei de Tiro, né? Eh,
lá de Ezequiel também. Eh, toda essa
grande história da humanidade querendo
subir agora acaba. Então,
o importante não é a gente ver o
a Babilônia, o opressor, perseguindo,
destruindo Jerusalém, destruindo o povo
de Deus. É importante a gente saber que
quando está acontecendo, tem um milagre
para acontecer e aí essa perseguição vai
ser interrompida,
né? E essa grande perseguição que vai
representar todas as perseguções, vai
ser interrompida de uma vez por todas
com a grande intromissão de Deus na
história humana, que seria aí o final
dos tempos. E a gente vai lá para
Apocalipse 21. A aí com a queda da
Babilônia de novo, a posição entre
Babilônia e Jerusalém. Com a queda da
Babilônia a gente vê então Jerusalém
descendo dos céus lá em Apocalipse 21,
eh vestido como uma noiva e tal. Eh Deus
vai enxugar dos olhos todas as lágrimas
e tal. Esse é o ponto, viu, Eduardo?
Esse é o esse é o é o é o negócio. A
gente não precisa ter medo de uma coisa
que a gente sabe que não é que é
passageiro,
que o que vai ser eterno é o que vem
depois disso, né? E e esse é o ponto da
Bíblia, esse é o importante da Bíblia, é
o que acontece depois, né? O pessoal
fala muito da visão da estátua do
capítulo 2 de Daniel, mas a visão não é
a visão da estátua. A visão é a visão da
grande pedra que se torna uma montanha,
né? A estátua representa a história do
mundo, mas no final da história do
mundo, essa pedra ela cai, destrói a
estátua e se torna uma grande montanha.
E é sobre ela a visão, não é sobre a
estátua. Então é sobre Jerusalém
descendo dos céus, não é sobre a
Babilônia perseguindo Jerusalém, né? Não
é sobre a perseguição do final dos
tempos, nem a confusão, mas é sobre o
grande esclarecimento
e o grande consolo que vem no final dos
tempos. Deus consolando todas as os
perseguidos, todos os os oprimidos e
limpando os olhos do dos olhos todas as
lágrimas, né? E é isso.
A restauração do que se tinha perdido, a
relação pessoal da humanidade com o
criador. Exato, Lucene. Exato, né? Eu
gosto dessa ideia que o texto bíblico
faz. Esse é um arco bonito.
Você tem o primeiro verso da Bíblia, no
princípio criou o Deus dos céus e a
terra. Aí você vai pro último capítulo
da Bíblia lá em Apocalipse 21
22
Bíblia. Ele vai falar: "Eis que eu vejo
um novo céu e uma nova terra", né? Lá no
começo a gente tem a árvore da vida. No
final a gente tem de novo a árvore da
vida, uma restauração daquilo que foi
perdido, como você falou, a relação
pessoal da humanidade com o criador.
Exatamente isso. É o retorno ao Éden. É
o retorno que se perdeu e que a gente
não consegue voltar pro Éden porque tem
um anjo e uma espada flamejante
impedindo, tornando impossível o retorno
ao Éden. Mas o o Éden vai alcançar a
gente no final da história, né? É isso
então tá gente,
uma boa noite para vocês, bom descanso,
bom sábado aí amanhã e e a gente se vê
semana que vem se der tudo certo.
Obrigado por aí por acompanharem
e até uma próxima
live. Aí a gente conversa durante a
semana, provavelmente a gente volte a
falar eh do dos temas que a gente tinha
começado a falar.
Eh, a gente ia falar sobre eh uns eh
umas pinturas, né, e tal, falar sobre
uns quadros que tem temas religiosos. A
gente tinha conversado daquele ali da
eh do dilúvio. Então, a gente vai ver,
eu anotei algumas sugestões que vocês
deram, a gente vai seguir por aí, tá
bom? Então, valeu, gente. Boa noite, até
mais e falou.

Tags: