UM CRISTÃO PODE TOMAR MEDICAMENTOS PSIQUIÁTRICOS? – HELDER CARDIN
06/02/2026
UM CRISTÃO PODE TOMAR MEDICAMENTOS PSIQUIÁTRICOS? – HELDER CARDIN
Vivemos em uma sociedade que, cada vez mais, recorre ao amparo médico para lidar com questões de saúde mental. Por outro lado, há quem rejeite qualquer tipo de assistência farmacológica. Neste vídeo, o teólogo Helder Cardin nos ajuda a refletir e a encontrar um ponto de equilíbrio entre essas abordagens.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Eh, você falou, muito comum as pessoas passarem remédio assim, muito rápido, deixar pro resto da vida, naquela dependência do remédio, como se nunca mais a pessoa pudesse se livrar dele. Mas essa é uma das visões. Como é que nós poderíamos lidar com isso de uma maneira mais adequada, né? >> Joia, joia. Olha o o papel >> que que nós temos duas vertentes principais, duas perspectivas principais. Eh, pra turma que é tudo orgânico, tudo físico, tudo mental, remédio à solução. >> Uhum. >> Para quem não considera a realidade física, orgânica ou mental de alguns desses problemas, tudo é questão de fé, tudo é questão espiritual. Tem uma turma que vai idolatrar e até os os autores falam sobre isso, né? Tem da turma que idolatra a turma que demoniza. Não, precisamos ter uma visão equilibrada. E é verdade, Saor, né? >> Uhum. >> Tudo bem. A gente sabe que eventualmente a indústria farmacêutica com seus lobistas criam demanda, criam necessidade para justamente oarem seus medicamentos. É verdade, mas não é toda a verdade. Existem de fato descompensamentos hormonais >> que precisam ser trabalhados >> eh ou tratados por remédios, por medicamentos. >> Sim. Sim, >> né? Os autores usam uma expressão muito legal. Remédios são como muletas para alguém que fraturou o tornozelo. >> As muletas não resolvem a fratura da do tornozelo, mas servem de apoio enquanto você trata da fratura no tornozelo. É isso aí. Eventualmente os medicamentos eles vão dar um apoio em equilibrar, tranquilizar a pessoa que está vivendo de surto de tudo quanto é tipo, trazê-la uma certa sanidade para que ela recobrando essa sanidade possa ser trabalhada em outros aspectos, né? Eu lembro de um caso muito dramático de aconselhamento que eu e minha esposa tivemos, que foi de uma jovem, cara, uma vida muito complexa, muito, muito triste em diversos níveis e vida sofrida mesmo em muitos aspectos, né? Eh, e a gente começou a perceber que, cara, não era só de natureza espiritual, não, tá? tinha de natureza espiritual. Mas um dia eu falei, fulana, acho que você precisa ir para um médico, um endocrinologista, ver como estão seus hormônios, como estão seus hormônios, né, para ver como você está. Ela foi, cara, os hormônios dela tavam caos, o caos. E olha ali o o o físico, químico, emocional, espiritual se entrelaçavam. Ela começou a fazer um tratamento hormonal, cara, a vida dela, ela não ficou dopada não. Ela não ficou apática a vida, não. Não, ela só voltou a ter os hormônios no lugar, cara. A vida dela mudou positivamente. Ela não era dependente, tá bom? Ela só tava tão bagunçada e tão descompensada que até você regularizar, você não tem como tratar algumas coisas. Por isso que a medicina chama de o processo de desmame. Todo médico consciente, em casos em que o medicamento é usado para uma um certo trazer a pessoa para um certo equilíbrio de vida, eles vão falar sobre o desmame. Eles não vão dizer pro resto da sua vida você vai ter que tomar isso. É diferente de, por exemplo, gente que tem que tomar alguns medicamentos, né, de reposição hormonal. Por quê? Porque a tireoide não funciona mais. Então, se você não tomar pro resto da sua vida, isso vai ser o caos na sua vida. É diferente, tá? Verdade. >> Agora existem problemas, dificuldades pelos quais pessoas passam e se elas não forem medicadas, elas vão ser de tantos picos e vales que você não tem como conversar com ela com certa sanidade, mas os médicos, >> honestamente a levarão para um momento de desmame. Ou seja, o medicamento ele é importante e só pode ser administrado pelos médicos. Saor, eu já vi lamentavelmente conselheiros, pastores, crentes assim na igreja dizendo: "Não, você tem que parar de tomar remédio porque você não tá confiando em Deus". Nunca faça isso, nunca. >> Porque eventualmente eh aquele medicamento é que está dando uma certa normalidade de vida na no naquele momento da pessoa que a permite ser tratada em outras circunstâncias. retirar aquilo pode ser caótico. Nenhum de nós, exceto médicos, têm autoridade para receitar e para desmamar pessoas de medicação. Então, temos que entender graça e bondade de Deus que na nossa geração temos alguns desses medicamentos. Confiaremos neles cegamente? Não, porque eles não tratam causa, tá bom? Eles minimizam efeitos, eles lidam com sintomas, eles não resolvem causas. Então, medicamentos são eventualmente necessários para trazerem uma certa normalidade de vida, uma certa sanidade mental para que biblicamente, comunitariamente, espiritualmente possamos lidar com as causas, né, com as razões desses desequilíbrios. Mas sim, eventualmente médicos precisam ser consultados. E graças ao bom Deus, Saurer, Deus tem me dado privilégio de conhecer vários médicos muito, muito, muito competentes na medicina. igualmente competentes, sérios e dedicados à sua vida cristã, que têm se desenvolvido na teologia para justamente ter essa dupla perspectiva para saberem discernir a necessidade do medicamento, mas quando medicamentos não bastam, né? Graças ao bom Deus por eles. São médicos que eventualmente sofrem perseguição na medicina, porque a medicina quer muitas vezes não não cristã, quer reduzir tudo a simplesmente mente e corpo. E esses nossos irmãos e irmãs tm a perspectiva espiritual e eventualmente médicos cristãos que sofrem represalha eh eh no contexto cristão, porque afinal de contas são médicos e receitam medicamentos como se não confiassem em Deus. Cara, que dó dessa turma. Ponha de tudo quanto é lado, né? Deveríamos orar mais por eles. Mas essa é um pouquinho da visão do livro, uma visão equilibrada, muito equilibrada, viu, Saor? Gostei demais desse capítulo. Equilibrada. Não é nem a idolatria, nem a demonização, mas é só o médico que deveria eh prescrever ou desmamar uma pessoa nessas condições.