Eles conseguem | Tesouro Azul | Aline Cariri & Silvia de Mattos
28/02/2026
Eles conseguem | Tesouro Azul | Aline Cariri & Silvia de Mattos
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[música] [música] เ >> [música] [música] >> Bom dia, boa tarde, boa noite a todos. Meu nome é Aline Cariri, eu sou do projeto Tesouro Azul, sou mãe de Guilherme e Artur que tem autismo nível dois nível três suporte e o Guilherme tem TDH. Hoje nós vamos ter uma live muito muito interessante que vai falar sobre a pessoa com nível três de suporte. Mas antes de iniciarmos, eu gostaria de fazer um convite para vocês. No dia 11 de abril, teremos o nosso workshop Tesouro Azul, onde nós vamos ter uma equipe multidisciplinar aqui conosco, onde vai ter pessoas da área da do direito, da educação, da saúde e também vamos ter um entreão. A Silvia Matos vai participar conosco também. E teremos também a participação da aluna Sampaio, que vai estar junto com a com a Silvia no entre mais. Você que deseja se aprofundar mais nesse tema, queira mais aprender um pouco mais sobre a pessoa neurodivergente, vou estar postando aqui para vocês o nosso link da do nosso para vocês se inscrever aqui no nosso workshop e vocês sejam muito bem-vindos. Antes de iniciar, eu gostaria de pedir também mais um um para vocês entrarem no nosso Instagram, Tesouro Azul Oficial, IBN São Paulo, para conhecer um pouco mais do nosso projeto e também saber das informações, as notícias que o Tesouro Azul tem postado, informações que é muito importante a conscientização. A gente a gente quando a gente fala de inclusão, a gente fala de construção. a gente te fala que não só se constrói em um único assunto, né? Eles ele nem um único encontro, nenhum único movimento, mas ele é contínuo. Então, antes de a gente falar sobre esse tema, eu gostaria de convidar vocês a refletir com esse com o tema principal da nossa live. Eles conseguem, eles conseguem muitas vezes estar relacionado a o diagnóstico. O diagnóstico, quando o médico nos dá o diagnóstico do autismo, nosso coração começa a acelerar, nós começamos a ficar preocupados, não sabendo qual para onde correr, porque o diagnóstico acaba nos fechando nossos olhos para os nossos filhos. E isso prejudica até o desenvolvimento dessa criança, porque quando a gente tem o diagnóstico, a gente olha para o diagnóstico e acaba perdendo a essência dessa criança, desse adolescente. Então o diagnóstico muitas vezes ele é reparador, né, que tá traz aquele alívio porque muitos pais buscam esse diagnóstico, mas também tem aquele momento que que você fala assim: "E agora? Para onde eu vou?" E aí você começa a olhar pro seu filho como o autista. Então é na nossa nessa trajetória aqui de mãe atípica, profissional da área da da saúde mental, eu vi o olhar diferenciado para essas crianças, porque o diagnóstico eu não defino. Eles continuam sendo Pedro, continua sendo Artur, continua sendo Guilherme e eles têm muito a nos ensinar. Então, pensando nesse momento tão precioso que a gente tem a nossa convidada Silvia Matos, ela é mãe do Pedro, nível três do suporte. Gostaria muito, Silvia, que você nos eh desse suas considerações iniciais e seja bem-vinda à live do Tesouro Azul. >> Obrigada, Aline. Obrigada pelo convite. Fiquei muito honrada. Eu tô muito feliz. Oi. Oi. Tá ouvindo? >> Tô ouvindo. Pode continuar. Tô ouvindo. Olá. >> Tô te ouvindo. Tô ouvindo. >> Desculpa. Desculpa que você perguntou. Ok. Então, tô muito feliz, muito feliz com o convite, né, de participar desse momento tão rico, né, muito gostoso a gente compartilhar com outras mães, com outras famílias. E tô muito, muito feliz. Obrigada pelo convite. >> Ai, seja muito bem-vinda. Hoje nós temos aqui conosco, Silvia, a Elb Ribeiro Ribeiro aqui conosco. >> Temos aqui o Felipe conosco. Sejam bem-vindos à live do Tesouro Azul. com a gente vai ter um, essa nossa live tem uma duração de 1 hora15 de conversa aqui entre eu e a Silvia, mas vamos abrir 15 minutos para o chat para vocês ter essa interação. Coloque suas perguntas, tire suas dúvidas aqui conosco. Estamos à disposição que esse momento é importante para abrir também a conscientização, né, Silvia? Silvia, hoje eu gostaria de fazer uma pergunta para você, porque quando a gente fala de antes de diagnóstico, >> a gente a gente vê que o diagnóstico, como eu falei no início, ele não define a pessoa, né? Mas ele é um marco na vida de de das famílias. Ele também é um momento que que as famílias tiram dúvidas, mas aparece medo, aparece um um futuro, uma incerteza desse futuro. E hoje eu gostaria de começar com uma pergunta. para você, como foi para você receber o diagnóstico a diagnóstico do Pedro? >> Tá me ouvindo, Silvia? >> Então, o Pedro ele tá com faz semana que vem fará, tô ouvindo? Tô >> ouvindo. >> Semana que vem o Pedro fará 31 anos. >> Uau! >> Ele já tem, já tem, já é um senhor, já é um adulto, né? E quando ele foi diagnosticado com três, quando ele foi diagnosticado com 3 anos e 8 meses, a gente não ouvia falar muito em autismo no Brasil naquela época. >> Então assim, foi foi bem bem diferente de hoje, né? Hoje a gente tem acesso, tem internet, tem onde pesquisar, tem literatura. Na época do diagnóstico do Pedro, a gente quase não não tinha literatura em português, tinha conseguir internet para conseguir inglês, teria atrás de livros coisas. Então, e também não tinha nem essa classificação, um, dois, era os que Então é que o Pedro hoje, se a gente fosse usar a classificação de hoje, ele é nível três, né? Então era aquele autismo infantil, aquele aquela criança realmente com características bem bem marcantes. >> E e a condução e a orientação médica era, ó, ele não vai falar, ele não vai, né, não vai se desenvolver, não vai, não vai, não vai, não vai fazer nada, né? Então assim, eh, a gente pode fazer uma terapia com ele, estimular um pouco, mas, eh, sem nenhuma perspectiva de de grandes evoluções. Era o que a gente tinha paraa época e era o que os profissionais conheciam. Na verdade, eles falavam isso porque era a realidade que eles conheciam, né? Então, eh, quando a gente recebe mesmo diagnóstico assim que o profissional chega fala: "Ele tem autismo". Aí eu nem sabia o que era autismo, fui, fui pesquisar porque a gente não conhecia. Aí não, autismo é uma questão eh eh psiquiátrica, é nem sabia que era do neurodesenvolvimento, como se sabe hoje, né? É uma questão psiquiátrica e a e a criança não nunca vai falar, nunca vai eh eh se relacionar, te chamar mãe, nunca vai te abraçar, nunca vai te beijar, nunca vai te olhar nos olhos, nunca, nunca, nunca. Então, é muito é muito realmente eh bem desafiador, né? Naquela época eu acho que era mais sério assim. Então o eu comecei a perceber que ele era um pouquinho diferente do irmão. Ele tinha um ano e meio que eu eu tenho o meu filho mais velho, André. Eu tenho o André e o Henrique, dois dois rapazes da vida dele. >> E mas quando >> papá >> Pedro tinha um ano e meio, comecei a perceber que ele era diferente do André e fui procurar primeiro vi com pediatra tudo, mas nessa idadezinha não, ninguém não fechava diagnóstico naquela época nem nada. Então esperei, esperei só com 3 anos e 8 meses que realmente fechou o diagnóstico, né? Então foi um tempo assim de tentei colocar na escola, mas eu vi que ele não acompanhava dorm lá no cantinho e e não não interagia. Aí primeiro se pensou em que podia ser uma deficiência auditiva, porque ele não atendia. A minha maior queixa era que ele não me atendia. Eu chamava Pedro, Pedro, Pedro. ele nem olhava, ficava lá no mundinho dele. Aí a gente investigou deficiência auditiva, auditiva, fez exames neurológicos, tudo, mas aí OK, com audição. Então, só mesmo depois de muita investigação que, enfim, uma profissional conseguiu dizer que que era altíssimo, né? E aí a orientação era sempre aquela, né? Vai vai para o psicólogo. Aqui em Brasília, eu sou moro em Brasília, né? Aqui a gente tem na rede pública um um atendimento bem interessante. Época, na época era bem bom, não sei como é que tá hoje, não, mas aí ele foi para uma salinha especial que eles chamavam, eram dois alunos para um professor, professor eh especialista em autismo. Então ele pequenininho, com 4 anos já foi paraa escola e e fazendo terapia no outro turno. Então, mas é aquele primeiro momento assim que a gente fica sem chão, procurando por onde andar, né? Tatiando no escuro. >> Quando você falou isso do Pedro, que tinha 4 anos e e tinha uma uma duas crianças por um um especialista, hoje você viu o aumento do diagnóstico? É cada 36, 33 crianças que nascem, um, uma tem autismo. Você viu esse aumento, esse essa grandiosidade desse aumento, né? >> E e o medo, como que foi lidar com o medo do diagnóstico, Silvia? >> Tá demais. >> Tá me ouvindo, Silvia? Você quando você teve o diagnóstico do Pedro, você falou para Foi um momento bem. >> Ah, tá. O som ficotado para ouvir. Tô ouvindo sim. >> Então, quando você teve esse diagnóstico do Pedro, você teve uma emoção do medo, sentiu luto, como que foi esse processo para você? Silvia, tá me ouvindo, Silvia? Eh, eu posso eu posso dizer assim que o Oi, tô ouvindo. É porque a gente tá descompassado no tempo. Eu te ouço depois, mas dando para falar, não sei pessoal pessoal que tá tá dando para a gente é porque eu te ouvindo depois dá para ouvir direitinho. Então, o tempo de quando eu comecei a perceber que ele tinha algum problema com um ano e meio até fechar o diagnóstico com três anos e 4 meses, que eu considero que foi o meu tempo mais difícil, entendeu? Porque eu ia atrás, eu procurava profissionais e eh as pessoas dizem: "Ah, você tá tá tá comparando ele com o André, ah, porque você não aceita o jeito que ele é e essa coisa". Então assim, foi o meu o tempo, acho que de maior angústia foi esse da falta do diagnóstico. Quando, enfim, alguém disse o nome que ele tinha, foi assim, de certa forma até um alívio no sentido de que direcionou. Pelo menos eu eu falei: "Sim, então tô falando que porque só eu dizia que ele tinha alguma coisa, era muito pequenininho." Então todo mundo não é, você tá exigindo muito, tal. Mas eu percebia que tinha alguma coisa diferente, né? Então acho que o tempo de maior angústia foi esse, enquanto não fechou o diagnó. Quando fechou, claro, que tem todo o peso de você recebero desse, né? Mas assim, pelo menos eu ganhei acionamento, leva pra escola especial, leva pro profissional, faça isso, faça aquilo, o que ele tem é isso. Então, de alguma forma foi um alívio assim receber um um uma direção, uma orientação. Então, nesse sentido, foi bom quando fechou o diagnóstico, porque demorou muito para fechar. É aquela coisa que você fica anos e anos vendo que o filho tem alguma coisa e ninguém diz o que que é. Então isso eu acho que é muito angustiante também. E alguém já disse para você assim, ele não consegue, ele não vai avançar, chegou a ouvir essa fala? >> A gente tá >> essa per cortou a pergunta de novo ali, por favor. Eh, já alguém já disse disse algum profissional falou para você que que o Pedro não conseguiria avançar ou chegou a ouvir essa essa essa fala de que ele não ia evoluir >> isso que ele não conseguiria evoluir, que ele não ia avançar. >> Sim, sim. Pois é. É o que eles diziam na época, porque não tinha, né, não tinha muita perspectiva, não tinha muito conhecimento. Então, a fala era essa, ó. Ele tem autismo. E o autismo é assim, era, não era nem dele, era do autismo. Todo mundo que tem autismo é assim, nunca vai falar, nunca vai se desenvolver, não vai aprender, não vai aprender a ler, não vai se desenvolver na escola. Então isso já era uma sentença, vinha junto com o diagnóstico a sentença de que não ia evoluir, não ia aprender, não ia crescer. >> É, perguntei isso para você. >> Todos diziam, >> eu perguntei isso para você porque quando eu tive o diagnóstico do Artur, do meu filho, que tem autismo nível três suporte também, hoje ele tá com 14 anos, mas eu tive quando ele tinha 2 anos e meio, né? Quando eu tive esse diagnóstico, eu escutei de profissionais falando que ele não queria falar mamãe, que ele não nunca ia conseguir se socializar, que ele não conseguiria se movimentar em shopping, em passeio. Eu nunca iria, eu nunca iria mais sair de casa com o Artur. E eu vi isso que não, que isso não definiria o Artur. Eu ouvi a importância de estimular o Artur, né? Lógico que com as suas questões sensoriais, com as suas dificuldades, a gente foi aos poucos se caminhando com Artur para um shopping, para um passeio, para que ele pudesse conviver em sociedade, porque nós precisamos conviver em sociedade. Todos nós necessitamos, né? E aí o Artur houve esse avanço. Com 5 anos, meu filho falou: "Mamãe". Isso foi emocionante, porque ele falou que eu nunca escutaria a voz do meu filho e eu escutei ele falando mamãe? Então, olha como como que isso não é uma sentença ou diagnóstico. Ele só é um norte pra gente avançar e buscar profissionais para qualif para abençoar e ajudar nossos filhos, né? >> E a gente não pode aceitar esse primeiro, essa sentença, pelo contrário, não, não aceito. E vamos dar continuidade, né? ampliar eh ele para os horizontes, abrir os caminhos para o para essas crianças, esses adolescentes. Então, dando continuidade aqui na nossa nesse olhar além do diagnóstico, eu gostaria de que você falasse um pouco mais, né, sobre como foi acompanhar esse desenvolvimento do Pedro na infância, na adolescência e agora na fase adulta. daqui a pouco, com 31 anos. Opa. [risadas] >> Ah, não é. Então, pois é, graças a Deus assim que que eu não que eu não acreditei, não acreditei nisso que eram que eles não queram ver. Eu também tomei dessa postura. Acho que Deus foi isso no coração da gente, né, Aline? Eu tomei essa mesma postura que você. Eu falei: "Não, comigo não, comigo não vai ser assim, não. Vou mudar essa história". Então, assim, eu sempre eh eh investi muito no movimento do Pedro. Eu acreditava que ele tinha condição de aprender. Eu via nos olhos dele que ele queria aprender, né? Então assim, eh, logo no começo assim que que ele foi diagnosticado, eu foi logo a a uma psicóloga, me recomendaram, uma psicóloga muito boa, ficou com ele muitos anos, mas fazia no início fazia aquela terapia de consultório, né, uma vez por semana, 50 minutos, aquela coisa. Depois de ele já tava eh começou a enfentar essa psicóloga, acho que com 4 anos, assim que diagnosticou. Aí quando ele tinha uns 8 anos por aí, eh, chegou aqui em Brasília um modelo de atendimento domar, eh, eh, era de no montava umi, conheceu o método, se capacitou, ele era bem e eh a base da análise do comportamento, não era o ABA clássico, mas era a fundamentação dele, era a base da análise do comportamento. Então a gente montou em casa o programa para ele. Ele ia pela manhã pra escola, né, no ensino especial e à tarde ficava em casa nesse modelo. Segunda a sexta de 14 a 18. Isso mesmo. A a psicóloga mesmo durante a semana eram estagiárias, alunas de psicologia. Tá cortando. >> Tá cortando, meu amor. Você conecta o seu celular pra gente, porque tem hora que tá conectar tá parando a sua voz, a gente não tá conseguindo compreender. >> Conect. >> Você pode conectar o seu celular aqui conosco? Ah, tá pecando agora. Tá aqui na mão. >> É realmente o que a Silvia fala e a gente vê que quando a gente escuta que nosso que nosso filho não vai avançar e quando a gente começa a ter um outro olhar para ele, além do diagnóstico, a gente potencializa. >> E isso ajuda muito, né? Pode falar, Silvia. [risadas] Dá continuidade. >> Deu agora. Estão me ouvindo? >> Agora ficou perfeito. Ah, meu pai, que coisa essa tecnologia pega a gente, né? >> Isso. [risadas] >> Eh, aí onde vocês pararam, hein? >> Você tava falando do da fase do desenvolvimento dele do da Aí a gente a gente montou um modelo de terapia domiciliar. Ele ele era atendido em casa. Eh, de manhã ele pra escola, à tarde ele ficava, a gente montou aqui bem aqui onde eu tô, nesse quartinho aqui, ainda a gente mora na mesma casa. A gente montou então as estagiárias, alunas ou de psicologia ou de pedagogia, quem quisesse se capacitar, a psicóloga treinava elas na no método, na metodologia e elas ficavam com ele. Então era de segunda a sexta, de 14 a 18. Era uma coisa bem intensiva, sabe? Então ali trabalhava tudo, trabalhava a VDZ, trabalhava o conteúdo acadêmico. Ele aprendeu a ler nessa época, mas também foram muitos anos, né? Foi de acho que de 8 anos de idade até 11. Foi. É, foi. Então, foi muito tempo. A gente trabalhou muito, aprendeu tudo, atributos, cores, tudo. Tinha um programa para cada, para cada objetivo, né? Era uma coisa muito bem montada, muito bem feitinho. Então, a gente investiu muito nele nessa época. Então ele desenvolveu bem, aprendeu muita coisa e é engraçado que aprendeu a ler, mas não falava, né? Até hoje ele é minimamente eh falante. Então assim, ele ele não desenvolveu, se ele não bate-papo, não convém, ele fala assim, repetindo o que você diz, responde >> arcolalia, né? Imediata, né? É, mas sabe ler, então >> sabe ler, >> sabe ler. >> Então assim, foi um tempo de de bastante crescimento dele em termos de aprendizado, de aprendizado da vida, do dia a dia, de de conteúdos e tudo. Mas aí quando chegou, ele tinha aí 11, 12 anos, a gente teve uma questão financeira aqui em casa, uma dificuldade e eu tive que cancelar todas as terapias porque assim, todo meu, eu trabalhava 40 horas semanais e então assim, eu levava ele pra escola de manhã, deixava na escola, ia pro serviço, quando saía meio-dia pegava na escola e trazia para casa. Aí deixava ele aqui com as terapeutas, voltava pro segundo turno e aí voltar aí à tarde. Então aí à noite que eu ficava um pouquinho mais, né? botava para dormir, dava janta, dava banho, tudo, ficava um pouquinho mais com ele. Aí quando foi nesse ano, eh, a gente teve uma dificuldade financeira e eu tive que cancelar tudo, não dava mais para pagar. E foi assim uma coisa bem bem forte assim que nem as terapeutas, nem a empregada que eu tinha que tava comigo desde que ele tinha um ano, tinha 12 anos que ela trabalhava comigo. Então assim, era pessoa de super de confiança. Cheguei viajar e deixar os meninos com ela, tudo, perdi tudo. Aí fiquei eu e o falei Pedro e agora? E eu ainda tinha que trabalhar. Aí eu dei uma organizada lá no meu serviço para ir só meio período. >> Sim. >> E duas tardes só. Aí às outras três tardes eu ficava com ele em casa e e à noite. Então assim, e aí eu tinha que cuidar da casa, limpar a casa, fazer almoço, fazer almoço hoje para outro dia, aquela luta de quem tá sem empregada sem ninguém. Aí eu falei: "Que que eu vou fazer com Pedro, Senhor?" Mas assim, Deus coopera em todas as coisas pro bem, né? E eu falei, o Pedro vai ter que ir comigo. Falei: "Pedro, você vai comigo? Onde eu for você vai?" Então assim, eu ia lavar louça. Pedro vem comigo, vem lavar louça. Eu ia varrer a casa, vem varrer a casa. ia fazer almoço, ele vinha comigo. E você sabe que isso se transformou num num num modelo de aprendizagem que eu não imaginava. Eu não imaginava aquela coisa da interação nossa, a gente conversando, por exemplo, eu ia lavando a louça, aí falava: "Pedrão, eu estou lavando as louças, você está enxaguando". Eu ficava falando assim, conversando, agora vamos enxugar tudo. Eu ia falando, falando, falando igual a louca, falando sem parar. E depois de um tempo eu vi que ele ele já tava querendo responder. Eu falava: "Pedrão, Pep era Pepê, né? [risadas] Pepê, eu estou lavando as louças, você está aí ele enxaguando aí". Quer dizer, era repetido, era decorado, mas era no contexto certo, na hora certa. Então era um diálogo, >> entendeu? A gente tava, de repente, a gente tava funcional dele, >> exatamente. A gente tava batendo papo nós dois, coisa que antes com tanta, é, com tanta terapia, com tanta coisa, eu não tinha esse momento com ele. Olha só que incrível, né? Eu trabalhava igual uma louca para pagar tudo que eu podia para ele, achando que eu tava fazendo o melhor para ele, dando o melhor que eu podia com os melhores recursos. E de repente eu descobri que o melhor para ele que Deus tinha colocado era eu, quer dizer, era a pessoa que Deus instituiu para cuidar dele. Isso assim foi um aprendizado muito muito grande na minha vida, assim de de mudança de paradigma mesmo, de eu entender o meu papel como mãe, sabe assim, que eu eu também podia estar com ele, eu também podia ensinar, eu ele também podia aprender comigo e não só eu ficar pagando, pagando, pagando todo mundo, que era meu papel como mãe também ensinar para ele, né? Sim. >> Então assim, foi um tempo muito rico, mas assim ele começou, foi muito interessante porque ele sabia fazer todas as coisas, mas aquela coisa mecânica, decorado ali no no no condicionamento mesmo, né? Tudo aprendido. >> E de repente ele começou a fazer espontaneamente e querer se relacionar, querer estar com todo mundo. Antigamente, eh, chegava visita em casa, ele ia pro canto lá, ficava ou no quarto ou jogando joguinho, não se relacionava com ninguém. Depois disso, depois que a gente começou esse relacionamento, ele quer ficar onde tá todo mundo até hoje. O povo tá aqui na sala, ele tá no meio, ele quer ficar onde as pessoas estão, ele presta atenção, ele entende o que a pessoa diz. Se a pessoa faz um comentário, por exemplo, ah, eu quero um copo d'água. Ele levanta, vai e pega o copo. Você vê que ele tá interagindo e tá entendendo? Então é, então foi um crescimento muito grande depois que que eu comecei esse tempo com ele assim nosso, né, de relacionamento mesmo, nós dois, depois de de um ano, um ano e meio, as pessoas começaram a perguntar: "Silvia, o que que tá acontecendo com Pedro? Por que que ele tá tão diferente? Ele vem onde a gente tá, ele agora olha nos olhos, ele agora quer ficar junto, ele ele ele começou a buscar a interação?" Então isso foi muito assim, foi, eu considero que foi um presente que Deus me deu no meio de de um tempo muito difícil que eu poderia dizer: "Gente, agora minha vida acabou. Como é que eu vou fazer sem terapia para esse menino? Como é que eu vou fazer?", né? Assim, era era um uma situação, porque eu devia ter me desesperado, mas Deus foi tão gracioso que que mudou mudou a situação, inverteu tudo, inverteu tudo, mudou a minha forma de ver, de entender e e também foi me ajudando, né? me capacitando a isso aí. Que que eu fiz em relação à terapia? >> Então >> que ele faz em casa? Como [risadas] como ele já tava há muito tempo na terapia, sempre uma vez por semana tinha reunião de de coordenação, eu participava da reunião, então eu conhecia todos os programas >> que ele fazia. Ótimo. >> Então eu sentei e fui fazer com ele. Então assim, chegava em casa do serviço, vinha com ele da escola, a gente almoçava tudo PP, vamos estudar. Aí vinha com ele aqui pro quarto até hoje ainda tem um bocado ali da das caixinhas que que que a gente trabalhava. E eu fui fazendo, eu fui fazendo assim do meu jeitão. Claro que com certeza sem anotar, né? Né? Um acerto, dois acerto, três acerto, porque tinha as fichinhas igual o tinha as fichinhas dos acertos para para dar aprendido, aquela coisa toda. Aquilo ali, eu larguei para lá que eu não sabia mesmo. Falei: "Não, vou tentar fazer o que eu não sei". Aí eu falei: "Eu vou aqui no no feeling". Então, mas assim, eu fui fazendo e meio que inventando que eu não sabia assim, coisa que sua mãe pode fazer, né? Você não pode, se um profissional pegar e ficar inventando coisa com menino sem método, ninguém vaiar. Mas mãe, mas mãe é livre, mãe pode fazer isso. [risadas] É livre. >> O fato é que eu acabei, é, acabei desenvolvendo uma forma de estudar com ele e a gente continuou todos esses anos. Hoje, hoje fazem 17 anos que eu estudo com Pedro. acabou que ele nunca mais voltou, nunca mais voltou paraa terapia. E eu fiquei estudando todos esses anos e fui mudando, dependendo da necessidade que eu vi. Não, Pedro tá precisando aprender isso. Eu buscava. Aí também eu fui estudar, fui atrás, fui me capacitar, fui aprender outros métodos, tudo. Então assim, >> eh eu tive que que também correr atrás que eu vi que ele porque con é muito legal, eh pegando aquele ponto inicial que você falou de que eles não conseguem, né, que que os profissionais no começo falam que não conseguem. >> Quando você começa a dar conhecimento, quando você começa a apresentar o conteúdo, como você vê que eles estão ansiosos para aprender? Sim, isso né? O Pedro queria, ele ficava assim em cima de mim, querendo mais, querendo mais com sede de aprender. Eles querem aprender. Então assim, isso isso fica fica ele me ensinando a ensinar para ele, sabe? Esse jogo. Então foi um tempo, é, ainda, né? A gente ainda estuda todo dia de manhã, a gente senta aqui nessa mesinha que eu tô, a gente estuda. Hoje eu trabalho com ele uma outra metodologia que eu que eu aprendi, o RPM. Tô aprendendo ainda. Vou até em São Paulo no dia no dia 25 de abril fazer mais uma formação do RPM. Então assim, eh, é uma metodologia muito interessante para, principalmente ele que é adulto, tudo. Então, assim, eu tô aprendendo cada vez mais e sempre ensinando e ele crescendo e ele tá tá assim ótimo. >> Olha, parabéns, C, parabéns. A gente vê a graça de Deus na sua vida. >> E a gente vê, e sabe o que eu vejo aqui? Eu vejo um olhar além do diagnóstico. Quando a gente, o pai e a mãe tira, eh, começa a olhar paraa criança >> primeiro e o diagnóstico depois, potencializa, >> avança, olha lá, eu me lembro a validade desse jovem, desse adulto, né? >> É, quando ele era pequenininho, eu também tinha isso, assim, eu olhava para ele, a gente e eh é como se o autismo fosse uma capa na frente da pessoa, né? Você olha, você vê ali aquele aquele só realmente a o ainda mais aquela época de crise, né, que você ainda não entende bem, não desenvolveu uma linguagem, uma comunicação, ele quer se expressar, não consegue, a gente não consegue entendê-lo, ele não entende a gente. Então, muita crise, muita, eh, muita, ele se mordia, mordia a gente, aquela coisa toda, né? Eh, eh, quando eles estão desregulados. E e a gente, eu me lembro que eu olhava e e eu só me preocupava com isso. Às vezes na rua ele dava uma crise, aí eu queria logo me preocupava se as pessoas estavam olhando, queria apaziguar e na verdade deixava ele mais nervoso. >> Depois que a gente passou nessa fase de eu me relacionar com ele, com a pessoa que tava ali atrás da capa, com aquele indivíduo que tava ali, menina, como isso mudou? Como isso mudou? Se ele desse alguma crise na rua, eu não tava nem aí se tinha alguém perto, se tinha alguém olhando, eu ficava quieta, olhava para ele, sentava do lado dele, ficava ali em silêncio tentando acalmar, se fosse o caso, cantar olando alguma música, alguma coisinha assim, sem me preocupar quem tivesse em volta, sabe assim? Eu eu eu dava atenção para a pessoa que tava ali atrás daquela capa, né, que afinal de contas eles são, né, tem emoções, sentimentos, frustrações, sonhos. Por que não? Sonhos, gostos, eles têm tudo como a gente, né? Então assim, se a gente olha só para pr para o autismo, realmente a gente já para e não avança. >> Isso mesmo. E e foi muito importante a sua fala, porque muitos pais eles vivem o luto, né? O luto do diagnóstico. >> Muitos pais eles até chegar naquela negação, primeiro começa com a negação, né? Depois vem pro luto. Aí aquele luto do filho idealizado, aí começa a ter não vê aquela criança, aí se torna uma sentença para esse jovem. Tanto que eu já peguei adultos aqui de 28 anos que a gente ainda estava desfraudando, >> né? Você vê como que muitas vezes que o luto >> ele pode durar meses, pode durar um mês, um ano, 2 anos e pode chegar a 28 anos, né? Então, quando o pai começa a olhar para esse filho, começa a ver a importância do avanço daquele jovem, entender que ele tem emoções, que ele tem sentimentos, que ele tem vontade de se expressar muitas vezes por não ser verbal, mas ele traz a comunicação funcional dele, né? Uhum. >> Teve um caso aqui que eu tive de um jovem de 15 anos que o pai dele, o sonho do pai era era que o filho se alfabetizasse. Meu filho ali, que meu filho se alfabetize. Eu quero que meu filho avance na leitura. Eu quero que meu filho, você viu que ele só tava falando: "Meu filho, meu filho, meu filho", né? E nesse momento eu perguntei para ele, ele ficou conversando durante uma hora e meia comigo, mas nenhum momento ele falou o nome do filho. >> Ah, meu pai. >> Aí eu perguntei para ele e falei: "Qual o nome do seu filho?" >> Aí ele falou o nome do filho. Vou colocar aqui o nome genérico, tá? Como João, João, todo nome genérico aqui para mim. E aí eu falei para ele, eu gostaria que você fizesse um favor para mim, olhasse pro João e ver qual é o maior eh habilidade que o João tem, qual é o que o João faz no seu dia a dia. Ô Aline, mas eu eu não sei o que ele ele gosta, eu não sei o que ele faz, mas eu quero que você observe ele três dias. O Aline, você não vai, eu não vai alfabetizar meu filho, F, eu gostaria que você olhasse para o seu filho três dias. e me falasse qual é o talento do João, né? João [risadas] tem um talento, qual é o sonho do João? E esse pai foi observar o seu pai, esse pai observou um dia, no segundo dia ele começou a ver que o João faz uns desenho tridimensional, >> meu pai, >> esses desenhos assim que eu falar assim: "Nossa, que eu sou design também, sou formada em design de interiores." Quando eu vi aquele desenho, >> meus olhos brilharam assim com tanta quanto tant detalhes ric, sabe? coisas ricas, detalhes ricos assim, >> tanto, tanta precisão que ele trouxe no desenho. >> Resumo da história, o João não se alapetizou, >> mas o João se avançou. >> O João conseguiu avançar, a gente conseguia desfraudar o João porque ainda ele não tinha o autocuidado, ele não conseguia escovar os dentes, ele não sabia, não saía da fralda. De 15 anos estava na fralda. >> Mas você viu a importância desse olhar? Então, quando a gente fala nisso, eu vejo a importância dessa conquista, a importância desse olhar. Então, falando aqui do João, sabe? Eh, Silvia, eu gostaria de que você me falasse um alguma conquista do Pedro. Gostaria muito de ouvir uma conquista do Pedro. >> Ah, então, menina, o Pedro ele ele já conquistou tanta coisa, né? Ele assim, ele ele hoje ele é bem dependente, ele é bem autônomo, entendeu? Então aqui em casa a gente vive assim, ele faz tudo, ele por causa dessa coisa de de eu ir trabalhar e na casa e ele vir junto, então ele faz tudo em casa. Ele lava enxugo e guarda a louça, ele bota a roupa no varal, ele tira a roupa do varal, ele dobra, ele põe nas gavetas, ele limpa a casa, ele faz serviço médica com ele mesmo, mas ele faz também carro, eh, molha as plantas lá fora, que eu eu moro em casa, né? Molha as plantas, faz tem o a gente tem aqui nossa agenda do dia e tem um momento de jardinagem, ele vai lá fora e arranca as ervas daninhas da grama e faz. Então assim, ele é muito muito muito funcional. O o autocuidado também, ele faz tudo sozinho, toma banho sozinho, escova os dentes, faz tudo sozinho, sabe mexer na cozinha, adora cozinha, diz se a gente vai lá cozinhar, ele descasca os legumes, ele as cebola, ele faz tudo. Então assim, foi e agora é muito interessante que foi tudo fruto da da necessidade que eu tive. Então ele ele foi aprendendo, né, e também de de aprendeu a ler e escrever, né? Então assim, isso isso já ajuda muito. A gente lê muito juntos, a gente tem um momento também de ler sempre à noite, antes de dormir a gente lê. Então a gente já leu todo os sete volumes do do Crônica de Narneas, já leu Robert, já leu. A gente pega, eu pego esses livros agora, antigamente quando era criança, eu lia, né, a o Chapeuzinho Vermelho da Vida. Mas assim, eu tenho procurado agora uma literatura mais que que adulto leia também, né? porque eu não vou ficar a vida inteira lendo patinho feio com ele. Então, >> respeitando a idade dele também. Então, assim, a gente lê e ele ama ler também. Então assim, normalmente a gente faz assim, a gente senta, ele lê uma página, lê uma página, ele lê uma em voz alta, né, um pro outro até é um capítulo por dia. A gente tem esse momento também que é que é bem rico, bem gostoso, então a gente lê de tudo. Eh, e enfim, enfim, o Pedro, eu digo assim, o Pedro, ele não me dá trabalho nenhum, ele ele é meu companheirão, vai onde eu vou, faz tudo que eu faço. Então assim, é é muito tranquilo ele, muito ele aprendeu muito. Eu acho assim que eh o investimento, né, que que eu fiz teve realmente teve muito resultado. Teve muito resultado. Foi muit >> sua dedicação. Sua dedicação foi >> foi excelente. Assim, seu cuidado, seu olhar para o Pedro foi >> ele vai ele vai, né, resultado? tiver quem tiver no workshop, quem tiver no workshop vai ver que eu não tô mentindo que ele vai junto. >> Então, aproveitando que você falou do nosso workshop Tesouro Azão, não vamos podemos deixar de falar aqui [risadas] no dia 11 de de de abril teremos nosso workshop Tesouro Azul. Vamos ter uma equipe multidisciplinar, teremos entre mães aqui com a Silvia de Matos e vão ter também com a com a Luna Sampaio. Momentar perguntas de com do direito. Qual é o direito da pessoa conte? Será que ela tem direito à inclusão escolar? Será que é necessário ela fazer o plano de a escola precisa fazer o plano de ensino? Será que é o direito da criança? Essas dúvidas vão tirar lá no nosso workshop, né? Qu [risadas] isso, Teixeira deixarei para o workshop. Então você que vontade de aprender, querer aprender um pouco mais esse esse aprender olhar além do diagnóstico, teremos também a participação do pastor Luís Saião na nossa live, não, nossa live não, nosso workshop. Teremos também participação do nosso mascote, o nosso mascote T. Nosso mascote é uma criança de nível dois suporte não verbal e ele vai falar para vocês como é ser incluído dentro do contexto escolar. Nossa, nosso mascote tá muito essa pequinha, tá? Ele tá falando bastante nesse nesse nosso workshop. [risadas] Então você vai conhecer também a nossa cartilha inclusão escolar. Temos tanta coisa ali preparando para vocês com todo o nosso carinho. Nós, eu coloquei aqui o link aqui no chat para vocês poderem se inscreverem. Será muito bem-vindos o nosso nosso workshop Tesouro Azul. Olha, essa live aqui tá muito rica. Essa live aqui tá maravilhosa, sabe? Silvia, [risadas] >> agora eu gostaria de saber como que foi o que, qual é o significado dessa palavra eles conseguem? É, eu acho que assim, tudo tá tudo muito eh fundamentado na ideia da gente presumir inteligência e competência, né, que é um jargão que tá muito usado hoje em dia, né, a gente presumir competência e inteligência, porque depende da gente. O que o que eu aprendi foi isso que eu que mudei, não foi o Pedro que tinha que mudar, eu que tinha que mudar. Quando eu comecei a acreditar que ele dava conta de aprender, ele aprendeu. Olha, >> mas enquanto a gente fica naquela postura de que, ah, ele não vai dar conta, ah, ele não sabe, ah, ele não consegue, a gente não investe, a gente a gente oferece pouco, fica oferecendo migalha, fica oferecendo material, pega um materialzinho qualquer, faz de qualquer jeito, ah, deixa ele fazendo isso, né? Tipo assim, rolando. Mas quando você acredita que ele tem condição de aprender, que ele pode aprender, né? Eh, eu digo assim que a gente não pode desperdiçar uma mente. Deus criou, né? Todos somos a imagem e semelhança de Deus. Então, assim, a gente não pode e aquela ideia eh eh por muito por muito tempo, né, por décadas, o autismo foi muito relacionado com o déficit intelectual. E hoje já se sabe que não é essa questão do autismo, né? O autismo é uma desordem do no neurodesenvolvimento, as áreas do cérebro não estão conectadas, tudo. Quer dizer, é outra coisa. se ele não consegue demonstrar aquilo que ele tá aprendendo é por questão motora, por questão neurológica, não por déficit de inteligência, não que ele não aprenda, que ele não tem condição. Então, muitas vezes, eh, eh, o aluno, né, a pessoa com autismo, até sabe, até aprendeu, mas ela só não consegue processar para trazer para para demonstrar pro interlocutor. Então, fica achando: "Ah, não conseguiu, ah, ele não sabe, é, ele não pode." Então, eu acho que eh eh a mudança tem que ser na gente, em quem tá lidando com eles, porque eles estão ali ábidos por conhecer, querendo aprender, querendo se desenvolver e a gente ali tateando sem saber, né? Por isso que eu fui atrás de de estudar um pouco mais, porque eu vi que o Pedro tinha condição, ele era inteligente suficiente para aprender qualquer coisa e eu que era, eu que era deficiente no ensino dele. Eu, quem tinha falta de inteligência ali, o défic de inteligência era meu, porque eu não sabia como ensinar para ele. Então, por isso que eu fui aprender mesmo eh uma forma de apresentar para ele os conteúdos que eu queria ensinar. Então, assim, eh, eles conseguem, a gente que tem que correr atrás. que tem que se capacitar, que tem que buscar a forma, né? Entender como eles funcionam, entender como o cérebro funciona, entender os canais de aprendizagem, né? Aquela coisa do canal de aprendizagem visual, auditivo, o sinestésico, né? Que que são os movimentos do corpo, né? Então, assim, a gente tem que entender qual é como chegar até eles, quais os canais de aprendizagem para chegar até eles e apresentar o conteúdo. E aí eles deslancho, eles aprendem. E você ensinar, eles aprendem. A gente só tem que aprender e ensinar. [risadas] >> Esse é o desafio. >> Nossa, esse, quando a gente fala nesse desafio, a gente também fala da importância de trabalhar a fala funcional, né? E a fala funcional, muitas vezes a gente tem a comunicação alternativa e aumentativa. Quando a criança ela não tem, quando ela necessita de pistas visuais, né? Isso. >> Então é importância também trabalhar essa a comunicação alternativa eativa para que a gente tenha essa essa comunicação eh intraverbal, né? Essa comunicação funcional, esse é o momento da gente dessa fala, desse momento e a gente pergunta pra criança: "O que você tá sentindo, o que você vê e ter essa comunicação intraverbal é muito >> comunicação é um direito, né? É um direito do ser humano, a comunicação. E a gente tem mania de ficar falando por ele ou falando dele e não deixa ele falar, né? Às vezes eu chego com P algum lugar e a pessoa pergunta para mim sobre ele. Eu falo: "Pergunta para ele, pergunta para mim que idade ele tem." Aí eu falo, pergunta para ele que idade ele tem. >> Pode ser que >> pode falar, pode falar, pode falar, Silvia. Não, assim, eu ia dizendo, é é muito é muito interessante que a pessoa não não pensa que ele pode, mesmo que ele não saiba dar resposta, mas pergunta para ele, dá para ele a chance, pelo menos saber, né? >> Exatamente. >> Olha, o quando a criança ela tem colalia, quando a gente fala assim, essa criança não entende, ela não aprende, ela não tá me ouvindo a criança ela tem ecolaria tardia. Aí quando tardia funciona de a gente ouvir uma pa. >> Eu acabei falando aqui pro Artur, por exemplo, Artur, que inteligente você é, que você como, Artur, como você tá avançando? Aí ele vai chegar, pode demorar dois dias, três dias, ele vai falar: "Ah, tu, como inteligente você é, como você tá avançando". Mas também a gente precisa pensar nisso, porque você viu que ali tem essa colaria tardia. E se eu falo pro Artur, Artur, você não é capaz, você não avança, >> você não consegue avançar. Nossa, Artur, como você não aprende, Artur? É, >> ele vai falar isso e ele já ele coloca gravado na dele >> ele vai falar. Então, quando os pais estão falando do seu filho com algum profissional, eu sempre recomendo o pai não falar na frente da criança. >> Uhum. >> Independente do que eu vou falar, pode ser algo que vai machucar ele profundamente, mesmo ele não sendo verbal. Nível três, ele tem sentimento, ele tem emoções e essas palavras dóem e essas palavras machucam, né? Então a gente precisa ter essa sabedoria também na palavra, na sabedoria de poder se expressar diante do nosso filho. E quem vem falar conosco, perguntar qual é o nome dele, pergunta como a Silvia falou aqui, pergunta direto pro Pedro, pergunta direto pro Artur, que eles têm vontade de dessação, eles têm vontade de estar ali ser visto, né? Isso é muito importante. Tratar, Aline, tratar com naturalidade até a resposta errada. por exemplo, a da idade, se alguém pergunta, chega para mim, eh, quantos anos ele tem? Aí eu viro e falo: "Pedrão, ela tá perguntando quantos anos você aconteceu essa semana no salão, salão de beleza fazendo a unha, quantos anos ele tem?" Aí eu falei: "Ô, Pedro, ela tá perguntando quantos anos você tem?" Aí não respondi pra pessoa, aí a pessoa fica, já fica assim numa inquietude, né, querendo, tipo assim, eu só queria saber a resposta. Aí, aí eu deixei, aí ele ficou fic, aí ela viu que eu eu não ia falar, aí virou para ele e falou: "Quantos anos você tem, Pedro?" Aí ele: "25 anos. Porque no dia que fez 25 decorou, né? [risadas] Todo ano muda. Quando enfia o menino decora a resposta: "A mudou". [risadas] Aí aí eu eu não ia dizer não, não é 25. Aí eu eu envolvi na conversa, eu falei: "Eita, Pedro, 25 anos já passou, hein? Olha só, você já fez 26, 27, 28, 29, já vai fazer 31, Pedrão já. Então assim, eu te eu eu jogo num diálogo, numa conversa com tod aí tem a informação que ela queria. >> Tem a informação que ela queria, mas eu envolvi num diálogo, não ficou aquela coisa, né? >> Não ficou só entre você e a e a >> E ele sabe que ele tem 31, porque todo ano a gente comemora. Hoje mesmo ele tava dizendo aqui que que ele quer semana que vem. Bolo, brigadeiro, não sei o quê. já tava fazendo a lista dele aqui. Sabem, mas é porque na hora aquela coisa da resposta condicionada, quantos anos você tem aí? Aí aí aí ele joga pro pro pra área do cérebro que dá resposta condicionada. Ele não joga pra área que raciocina, >> né? Por causa do jeito da pergunta, mas ele sabe que tá. Então assim, eu trago para ele o contexto para ele lembrar que ele já tem 31. Eh, a Carla Rodrigues tá perguntando aqui, eh, Silvia, qual foi a metodologia que você utilizou com Pedro, que você falou? Você pode repetir a metodologia que você utiliza? >> É, é que eu utilizo agora, né? Quando ele era criança, quando ele era criança, era chamava na época eh o programa neurocognitivo. Não tem mais. Eu já até procurei na internet, sumiu. A argentina que passou. é na base da análise de comportamento, mas agora o que eu tô usando o RPM, RPM é uma siglo de eh raped prompto, que é inglês, né? É método de resposta rápida, seria a tradução. Então ele é um programa novo no Brasil, tá vindo agora, tem o Instagram rpm.Brasil que tem tudo lá, se alguém quiser conhecer. Mas ele lá nos Estados Unidos já tem há mais de 20 anos. Foi uma mãe que criou uma indiana, chama Soma Mucopad de Rei. É uma mãe indiana, pesquisadora, estudiosa, tudo. Filho dela, Tito, tem uns 40 anos hoje. E ela lá na Índia não tinha nada na Índia, então acho que, né, pior que o Brasil ela dizia que ela teve que se virar também e ela para ensinar o filho dela foi também procurando e ela criou esse método. Hoje ela tem um uma instituição no Texas bem grande. Pessoal dos Estados Unidos quando vê coisa boa leva para lá, né? E ela atende, ela atende muitos autistas, ela capacita as pessoas, tudo. Então é, é um método que tá chegando no Brasil há pouco tempo, mas eu tenho gostado muito, tem tem sido ótimo para trabalhar com ele, como Petro Henrique. >> Mas é importante também dizer que quando você tá trabalhando com a pessoa com autismo, você precisa saber como que é essa pessoa, né? qual é a necessidade dele, como que ele avança, como que o que eu vou trabalhar com o Artur, >> qual é os pontos potencialidade do Artur, qual as dificuldades dele, né? E é muitas vezes a gente precisa também de uma equipe multidisciplinar, né? Sim, >> precisa de uma fodióloga, uma terapeuta ocupacional, uma psicóloga, >> um psiquiatra, dependendo da da criança, a necessidade de passar num psiquiatra. Então você vê, ah, e também uma pedagoga, se você vê, a gente precisa de uma equipe, né, uma equipe multidisciplinar, temos análise do comportamento aplicado à ABA, temos também o TCC, terapia cognitiva comportamental. Uhum. >> A gente tem tantos, >> tantas, é uma ciência, temos métodos, tem o PEX, que é a fala funcional do pessoismo, temos a a comunicação alternativa e aumentativa CA, >> temos também eh o método TIT também que faz a estruturação do ambiente. Então vocês viram que a gente tem bastante campo, né? de de campo, coisa para avançar com a criança, para que ele se desenvolva, né? Eu sempre invo é que eles conheçam tudo isso para para ver em que fase que o filho tá, dependendo da idade, dependendo da fase, dependendo do desenvolvimento, você aplica isso ou aquilo ou algumas coisas. >> Isso a necessidade de cada criança, né? >> Examente. Exatamente. Dependendo da necessidade. >> Sim. Quando a gente, então, a gente tá acabamos de falar aqui de equilíbrio, maturidade emocional, né, que a gente precisa ter, principalmente quando a gente tá lidando com uma pessoa neurodivergente. Mas a gente também precisa falar aquela mãe que trabalha, aquela mãe que é esposa, né? Como é de conciliar tudo isso profissional e esse coração da mãe que cuida, que cuida, aquela mãe que trabalha, como que funcionou para você, Silvia? Eh, esse é um grande desafio, né? Porque a gente como mãe eh eh realmente a nossa tendência é grudar no filho e largar o resto. E não pode, né? até diante de Deus mesmo. O nosso primeiro compromisso é com Deus, claro, mas com o cônjuge também, né? Primeiro até é é estranho falar isso, a gente até acha assim, mas biblicamente o cônjuge é prioridade em relação aos filhos. Inclusive, é claro que os dois juntos t os filhos como prioridade, né? Porque os dois têm que caminhar junto e cuidar dos filhos. Mas para o coração de mãe, isso daí quase que a gente eh eh não quer. Mas é porque o plano de Deus é que a família seja caminhe junto, né? Pai e mãe juntos, unidos, então cuidam bem do dos filhos. Essa é a ideia. Então assim, não é simples, não é fácil. Eu eh trabalhava eh eh trabalhava 40 horas semanais, como eu falei. Depois, por causa do Pedro, eu fui diminuindo, fui para 30 horas. E assim, eh, é interessante como que Deus, Deus tem paciência com a gente, né, e vai trabalhando o coração da gente. >> Eu ia, eu ia, é, eu tava no meu serviço tão tão bem e tava com uma chefia e saindo, fazendo cursos fora tudo, porque como Pedro tava nesse modelo de manhã ia na escola, à tarde tinha terapia, eu era livre, né, digamos assim, podia fazer minhas coisas. Aí foi muito interessante que um dia veio uma senhorinha da igreja aqui me visitar dessa raidzinha tudo. Aí veio, passou a tarde aqui tal, conversou. Aí no final ela falou assim para mim: "É, minha filha, então, né, o seu o seu ministério é esse menino, né?" Falou assim: "O Pedro tinha, sei lá, uns 10 anos por aí, menina." Eu achei, fiquei, não gostei não daquela palavra dela. Eu falei assim: "Oxe, será que essa mulher acha que a única coisa que eu sei fazer é olhar menino?" Eu não sei porque eu tava assim bombando no meu serviço tudo, né? >> E e achava que engraçado, né? Como é que a gente não tem noção, né? A gente acha que cuidar Deus coloca uma vida na mão da gente pra gente desenvolver e a gente acha que não é importante. Então assim, eh eh a gente tem tem passa, o que que eu quero dizer? Que a gente passa por como achar o equilíbrio entre tudo isso, né? Como achar equilíbrio entre a missão que Deus deu de cuidarmos desse filho, né, que é uma missão, não só os atípicos, os típicos também, né? A maternidade é um um >> é um desafio, eu acho que é um chamado de Deus. Eu gosto muito de lembrar >> lá lá no lá em Gênesis capítulo 20, logo depois da queda, em Gênesis 3, capítulo não, versículo 20, Gênesis 3:20, né? no 3:15 é quando eh Deus dá sentença ali para Adão e Eva e a serpente depois que comeu fruto. Então, né, Deus fala que que cada um vai ser castigado e a só que aí Deus fala que por meio da descendência de Eva viria o Redentor. Então, nesse momento, só depois desse momento que Adão nomeia eh a mulher de Eva. Antes, quando Deus deu a mulher, ele só falou: "É varoa". Quer dizer, ele entendeu que era igual ele, a versão dele feminina, OK? Mas depois que Deus fala que por meio dela viria a redenção, ele chama de Eva. E Eva no original quer dizer geradora de vida. Então eu entendo que ali naquele momento era a redenção do papel da mulher. A Eva seria chamada geradora de morte para sempre, porque ela gerou a morte no momento que ela que ela come o fruto proibido, né? Mas Deus traz para ela essa redenção. Então eu entendo mesmo que que o papel da mulher é ser geradora de vida, não só vidas biológicas, vidas espirituais, seja quem for Deus colocar, ela tem esse dom, ela tem essa capacidade, né, de promover vida na outra pessoa. Então assim, eh, depois que eu entendi isso, assim, mudou a minha visão do do a a minha prioridade em relação ao serviço, sabe? que eu achava que o meu serviço era prioridade, que tudo que eu fazia era importante. Eu comecei ver que, pera aí, eh, eu acho, se um dia Deus for me cobrar as coisas que ele colocou na minha mão, ele vai me cobrar a maternidade que ele me deu em relação ao Pedro Henrique, porque ex-mãe não existe, né? As outras coisas todas que eu fazia no meu serviço, outras pessoas podiam fazer, mas ser mãe do Pedro só era eu. Então assim, Deus foi trabalhando meu coração em relação a achar o equilíbrio entre isso, a vida profissional, o que era prioridade. Eu trabalhei até me aposentar, não abandonei o serviço. Mas depois, com o tempo, eu fui tomando a consciência do meu papel como mãe, entendeu? e fui tentando organizar justamente a minha vida para cumprir esse papel de forma melhor. Então assim, eh eh é um desafio a gente equilibrar assim, a minha a minha experiência foi essa, mas eu entendo que e hoje assim a gente tem que trabalhar, né? As mulheres têm que trabalhar, não tá fácil no nosso país principalmente, né? >> Eh, feliz a mulher que pode ficar mesmo por conta da família, dos filhos. Eu acho, né, que tem condição financeira que não precisa contribuir com a renda familiar, mas a maioria de nós precisamos. Então, esse desafio de equilibrar, de encontrar, né, o o o meio termo da coisa, cumprir todos os papéis que Deus nos capacitou, nos deu dons, talentos, né? Tem tanta mulher tão capaz em tudo, tanta coisa, é, é realmente só diante de Deus. Ele tem que colocar no nosso coração a gente procurar sabedoria, procurar instrução bíblica para achar esse equilíbrio. >> Eh, também precisamos eh pensar aqui também na mãe solo, né, Silvia? Porque a mãe solo não tem aquele apoio do marido, do ex-marido, aband foi abandonada por causa do diagnóstico. O percentual é grande, né? é percentual percentual de pais que abandonam é grande. >> Isso. Então a gente vê que tem muitas mulheres que realmente necessitam >> desse apoio, né? E aí aí fala assim: "Eu não >> não tem aquele momento de descanso, não tem aquele momento de respirar, tem aquele só aquele momento do cuidar, do cuidar, do cuidar, né? E essas mães precisam pedir ajuda. Eu pedir ajuda para o para uma para mãe, para um tio, para uma amiga, para um parente, o que for, há necessidade de pedir ajuda. >> A rede de apoio é importante isso. >> Essa fundamental essa rede de apoios. Então aqui no projeto Tesouro Azul, quando a gente fala de desse apoio, a gente fala do cuidar de quem cuida, né? Então, a gente tem esse momento do cuidar de quem cuida com os pais, com profissionais também que tem aquele profissional que tá cuidando também precisa, é o cuidador, né? Então ele precisa desse cuidado. >> Então a gente traz a psicologia da da psicologia fenomenológica, trazendo esse momento do pai e da mãe se conectarem ali, ter aquele momento seu, aquele momento do respiro, aquele momento de troca de experiência, aquele momento de você se ajudarem, né? E vocês precisam se cuidar. Tem aquele mãe precisa ter aquele momento de cortar o cabelo, escovar, passear, um livro, precisa >> dormir >> dormir. Muitas vezes, muitas vezes dormir é fundamental, né? >> Então precisa desses momentos. Então você mãe que não tem esse apoio, precisa de um apoio, quer seu ouvido, aqui o tesouro azul tá à disposição, pode entrar em contato conosco. Temos essa prática do cuidar de quem cuida. Retornaremos as nossas atividades de cuidar de quem cuida em abril. Nesse vamos ter uma uma a última terça-feira do mês pra gente ter esse momento com vocês. Então, foi importante falar sobre essas mães porque elas realmente necessitam de apoio. Eu preciso de apoio, Silvia precisa de apoio, porque a gente, >> né, e precisamos desse momento desse bate-papo, da da risada. >> Às vezes só isso, né? Uma conversa informal já já. >> Nossa, já traz um alívio, né? traz aquele alívio da alma >> também, aquela mãe que precisa estar na igreja. Eu preciso estar na igreja, ouvir a palavra. Nossa, aquele momento que você quer ouvir a palavra e você não consegue estar porque o seu filho tem autismo, a pessoa fala: "Ah, mas aqui a gente não aceita". Aí, Benin, a gente tem o nosso espaço do Tesouro Azul ali. Vocês que quiserem nos visitar também tá à disposição também de para recebê-los. Silvia, você falou aqui para mim, eh, você falou aqui da do amor de Deus, que Deus, eh, colocou no seu coração de trazer esse cuidado, trazer a orientação pro Pedro. Você você abri você criou uma metodologia, né, uma metodologia de ensino para o Pedro, trazendo a palavra de Deus. você poderia nos trazer qual o que te norteou diante todo esse processo, trazer um pouco da sua metodologia de ensino? Ah, então, eh, quando eu já tava estudando com ele, ou seja, ele já tinha 13 anos, eu eu ganhei de presente um livro eh até minha cunhada que é terapeuta ocupacional que me deu, que ele dizia o seguinte, era o livro sobre inclusão de crianças na igreja >> e ele dizia o seguinte: "Cer que as pessoas com deficiência serão salvas em virtude da sua especificidade, rouba-lhes o direito de um relacionamento com Cristo." E ainda é uma boa desculpa para nos acomodarmos. >> Isso me chamou tanta atenção, porque assim, eu tinha certeza que o Pedro era salvo, que ele ia pro céu. Ele não tinha condição de entender eh pecado, regeneração, novo nascimento, como que ele ia entender isso? Então eu eu sempre pensei assim que o Pedro é como um bebezinho de 3 meses, né? Quando ele morrer, ele vai ser salvo. Eu ainda acredito assim que ele vai ser salvo em virtude de não conseguir entender completamente o plano de redenção. Mas quando eu li esse livro que dizia isso, é um livro que eh chama Deixai vir a mim todas as crianças, eh eu falei, gente, um relacionamento com Cristo, como que pode? Como que ele poderia ter um relacionamento com Cristo? E aí já me veio essa aquela coisa de que olha, por que que Deus não poderia falar com ele na linguagem dele? Se Deus que o criou, se Deus que fez ele desse jeito, será que Deus não consegue falar com ele na própria língua dele? Aí me lembrei lá do de do de Pentecostes em Atos 2, que, né, que os discípulos pregavam e as pessoas diziam: "Como podem eles falarem na nossa própria língua?" Então o Espírito Santo ali falava com as pessoas na própria língua da pessoa. Eu falei: "Opa, pera lá. Então, Deus pode falar com Pedro na língua dele. E nessa época o Pedro não falava nada. Hoje ele já arranha aí umas duas, três palavrinhas, mas nessa época ele não falava nada. Aí eu falei: "Gente do céu, então assim, então Deus me confrontou mesmo, sabe? Eu falei: "Eu vou ter que ensinar, vou ter que pregar o evangelho pro Pedro agora. Eu vou ter que dar um jeito de ensinar". E fiquei assim mesmo incomodada. Aí como eu já estudava com ele, né? Eu falei assim: "Eu vou vou eu peguei coisas que ele já sabia. Eu pensei, por exemplo, ele sabe, ele entende bem gravuras. Então eu vou usar gravuras. Ele entende bem a a coisa do ritmo, né, de de você fazer uma coisa sequenciada. Eh eh vou usar o o canal de visual, o o canal de aprendizagem visual, auditivo, o movimento. Eu sei que por fim, de tanto ali tentar alguma coisa, eu criei uma coisa que eu chamo hoje de Bíblia adaptada. >> Sim. >> Eh, que que eu eu estruturei assim, criação, queda, redenção. >> Sim. Porque eu queria evangelizar, porque assim, a gente vê às vezes material adaptado, mas assim, contando historinha, história de Noé, história de de Jonas, histórias soltas, mas eu queria >> apresentar o evangelho, eu queria dizer para ele, nós somos pecadores e Jesus morreu por nós e e por isso somos salvos. Eu queria dar um jeito de falar isso para ele. Ah, então eu fiz esse material. Eh, a a ideia é a seguinte, tem tem uma página com gravuras, por exemplo, da criação, aí ele lê na Bíblia, tá lá, ele já sabia ler, então aproveitei disso que ele sabia ler. Então, leia Gênesis 1:1. Aí eu usei a Bíblia na linguagem de hoje porque o vocabul vocabulário dele era bem restrito assim. Hoje ele já lê comigo na minha Bíblia, mas nessa época ele tinha pouco vocabulário, então achei com palavras mais fácis. Ele lê lá: "No princípio Deus criou os céus e a terra". Aí tinha várias gravuras de vegetal, de céu, de terra, de montanha. Aí eu repeti o versículo e deixava uma lacuna. No princípio Deus criou o quê? Aí aqui do lado um monte de tarjetinhas soltas com as respostas. Então ele tinha que ler na Bíblia, tinha que ler a pergunta, procurar a resposta. tava aqui o céu e a terra, pegar a targeta e colocar aqui. Então o senhor tava usando a visão, a audição, o movimento, tentando unir o máximo de canais de aprendizagem para passar aquela informação. Aí a Bíblia toda tem, são 56 páginas, tem eh a criação, cada etapa, todos os contexto bíblico, depois a queda, né, que aí eu eu falo: "Como é que eu vou ensinar pecado para esse menino?" Meu Deus. Aí fiquei, aí eu tive a ideia do pode não pode comer. Ele também já sabia porque Pedro não pode comer, não põe na boca aquela coisa, bota borracha, bota papel, bota porcaria na boca, então não pode comer. Ele conhecia muito bem, né? Então eu falei, eu falei Pedro, aí tinha a árvore do conhecimento do bem e do mal que Deus falou para Adão e Eva: "Não pode comer". Eu falava do jeito que eu falava para ele. Eu disse, eu disse que Deus falou para Adão e Eva, não pode comer da árvore do bem e do mal, não pode comer. Só que aí Adão e Eva desobedeceu. O conceito também de obedece, de Pedro não desobedece, Pedro obedece. Ele também já tinha. Então eu fui pegando coisas que ele já tinha e aí aí aí vou mostrando, né, contexto bíblico. Então eles desobedeceram e quem desobedece merece ser castigado. Aí vem lá o 3:15. Então, a serpente foi castigada, rastejará, né? No aí ele pega o versículo e põe: "Adão foi castigado com suor do teu rosto, trabalharás". Eva foi castigado, né? Com dores de parto dará luz, tudo. E aí, aí eu continuo aí depois na na parte da redenção, mas Deus amou todo mundo, enviou o seu filho para morrer, né? Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós. Aí eu falo: "Jesus foi castigado em nosso lugar. aquele castigo que era nosso, Jesus levou. Então assim, eu fiquei muito feliz que eu consegui apresentar para ele o plano de salvação. Nós merecemos, quem desobedece merece ser castigado e Jesus foi castigado em nosso lugar. Então ficou muito a eu fiquei tão feliz quando eu consegui. E aí ele estudou nessa Bíblia muito tempo. É coisa para estudar anos. Todo dia a gente fazia. Como ficou grande, nunca fazia numa sentada só. Então, a gente fazia uma parte, depois fazia, depois eu levei paraa igreja, pessoal fazia lá no horário da EBD com ele e tudo. Então, eh, eu fiquei bem feliz que eu consegui montar esse material aí para ele, para ele, eh, entender o evangelho, né? E aí com isso, assim, o Pedro se desenvolveu muito. E outra coisa muito interessante, Aline, naquela hora que você perguntou de de ganhos do Pedro, né? Foi muito muito perceptível como que quando eu comecei trabalhar o evangelho com Pedro Henrique, como ele mudou. Ele, ele era um menino que às vezes ele ficava nervoso, ele se batia, ele dava uns socos assim no queixo, que o queixo dele chega era escuro, sabe? Então na nuca assim também, menina, ele foi se acalmando. Aí eu aí eu usando da ecolali, a gente começou a memorizar. Ele sabe vários salmos de cor, ele sabe eh, eu tô frequentando a igreja presbiteriana e ele a gente usa muito catecismo lá. Então tem os catecismos infantis com perguntinhas mais curtas e respostas curtas. Eles sabem as perguntas do catecismo de cor. E aí que que eu pensei? O meu papel é inserir Bíblia na cabeça desse menino. E o Espírito Santo vai falar o coração dele. E realmente, realmente ele foi se transformando. Ele foi se transformando. Hoje ele é um homem calmo, dócil, tranquilo, não tem agressividade, não tem, não, não se agita. Ele é assim, a gente vê que realmente a presença do Espírito Santo na vida dele, sabe? É muito interessante. E é tanto assim que o Pedro ele ficou assim tão, tão tranquilo, tão bem, que as famílias começaram a me procurar, sabe assim, Silvia, o que que você faz com Pedro? Silvia, o que que você faz com Pedro? Aí acabou que eu comecei eh eh ter várias famílias assim acompanhando famílias e orientando e dando dica. Aí eu vi que eu tava eh já meio que trabalhando com aconselhamento, sem ser capacitada. Daí eu fui, eu falei, não vou ficar dando pitaco na vida ali. Aí eu fui, fiz uma, uma formação em aconselhamento bíblico, fiz uma outra formação em teologia sistemática, eu fui me capacitar para acompanhar essas famílias, sabe? Então assim, hoje o eu tenho trabalhado, Deus tem me desafiado para trabalhar com famílias atípicas nessa área de aconselhamento, de aconselhamento bíblico e e orientação também, né? eh em relação ao atendimento, tudo. Então, tem sido bem bem interessante isso que Deus tem colocado e fruto do do Pedro, do desenvolvimento do Pedro, né? Então, assim, bem joia. Até até tem um curso que a gente lançou agora recentemente para famílias atípicas, dando orientações, dando eh dicas, tudo na tá lá na Hotmart, o curso que a gente montou. Então assim, é o caminho que Deus tem guiado minha vida nessa jornada com Pedro Henrique. >> Ohó, parabéns, parabéns pela mãe, mãe caprichosa, dedicada, né, que buscou informação e tá aprendendo cada dia mais com Pedro e tá desenvolveu esse curso. Aí vocês podem entrar no Hotmart. É no Hotmart, Silvia, que as pessoas tá no Hotmart. É, tá no no Hotmart. Tá lá, chama eh família típica, um caminho a seguir. >> Eu posso até depois te mandar o linkzinho, se você quiser deixar aí no chat o link da página, que a pessoa entra na página onde onde apresenta ele >> apresenta o curso. Perfeito. >> Ah, tem uma pergunta aqui que até a foi uma fala aqui da Carla Rodrigues, né, que ela tá, ela perguntou qual foi aquela frase que você trouxe aqui antes de você iniciar falando do curso. Crê que as pessoas com deficiência, você pode repetir essa frase, por favor? >> Tá bem aqui, ó. O livro, o livro é esse daqui, ó. Deixar vir a mim. É logo no começo, logo no começo do livro. Tá até grifadinho de amarelinho aqui. Eu vou ler para vocês. Fala assim, ó. crer que as crianças especiais, naquela época desse livro chamava ainda de especial, são salvas apenas em virtude de sua especificidade, rouba-lhes a riqueza que o relacionamento com Jesus traz. Além disso, isso nos dá uma boa desculpa para nos eximirmos de responsabilidade como cristãos com elas. Deixa estar aqui. Deixar virar, deixar virar minhas crianças. É da da da da da CPAD. Cepad. >> Isente. [risadas] Então, eh, a gente tem alguém mais perguntando aqui no chat que seria muito interessante essa vocês tirarem dúvida aqui com a Silvia, porque esse momento é o momento certo, né, Silvia? falar um pouco da do nível três suporte, porque há muita dúvida sobre o como lidar com o adulto, né, nessa fase, eh, e como essas pessoas eh como eu recebo um adulto na igreja. Então, tem muitas dúvidas. Ai, como que eu faço pro meu filho? Ele ele ainda tá na fralda, ele tem 15, 20 anos. Como que eu faço? A gente o que o que eu faço com meu filho? Uma das importân algo importante para uma pessoa quando tá na fase no nível três suporte, precisamos trabalhar o autocuidado, porque esse é a gente tem que pensar na autonomia desse sujeito, né? Devemos pensar como eles escovar os dentes, tomar banho, ter essa autonomia, fazer seu próprio, fazer comida, fazer seu café, seu suco, porque devemos pensar que a gente não vai estar aqui a vida toda, né? Precisamos eh apoiá-lo, como a Silvia trouxe aqui pro Pedro, ele ajuda no na na atividade diária em casa. Então, é muito importante isso também. é não deixar de sair de casa. Eu acho que não é porque ele tem nível três suporte que ele essa criança, esse adulto tem que ficar preso dentro de casa. Dá isso, dá essa oportunidade de ouvir essa, esse esse adulto, deixa ele se expressar, porque se você olhar para ele além desse diagnóstico, você vai potencializar, que nem a Silvia fez aqui com Pedro, você vai cuidar dele com essa essência e vai avançá-lo, né? Ele vai poder falar pelo menos que ele quer. Eu quero comer, quero beber. Traga essa comunicação alternativa e aumentativa para esse jovem, né? Faça esse adulto se expressar, deixa ele falar, deixa ele trazer do jeito dele, né? Al do >> jeito dele. A gente quer que ele fale do nosso jeito. >> Sim. Ó, para você ter ideia, uma um adulto que eu recebi com autismo nível três suporte, a única comunicação dele para para o sim era sim e para o não era assim. Pronto. Aline, ele era assim que ele se comunicava, era funcional, era o jeito funcional dele se >> né falar muita coisa com isso. >> Dá para falar muita coisa, né? Então o que a gente acrescentou no na comunicação dele, a comunicação alternativa eativa. >> O que a gente trouxe o PEX, a fala funcional para ele também, né? >> E ele teve oportunidade de falar o que ele tá sentindo, ensinar os as emoções, né? Eu tô triste, eu tô chateado. Ensina essas emoções para ele para que ele possa nomear que ele tá triste, ele tá chateado. >> Uhum. >> Ensina ele a nomear o corpo, né? Tá com dor, onde tá doendo. Como é importante essa comunicação, como é importante você deixar ele se expressar. Ah, mas é a meu filho vive numa crise, né? Que todo mundo fala assim: "Meu filho vive na crise". >> [risadas] >> Só que a crise ela traz seus sinais, né? Uma crise não é assim do nada, ela traz os sinais. E nesse caso com esse jovem, esse adulto era a a dificuldade da comunicação, né? Então, há gente observar, entender qual o que o que antecedeu, qual foi o comportamento, qual foi a consequência. A gente precisa aprender um pouco mais. Pensando nisso, a gente, eu também trouxemos o livro do projeto Tesouro Azul, que esse livro ele enfatiza o ministério infantil, né? Como incluir uma pessoa com autismo no ministério infantil, mas também traz a análise do comportamento aplicada, que traz a aqui a a tríplice contingência. Aqui a gente traz a visão de Cristo sobre a inclusão, como que é incluir, como eu recebo um pai e uma mãe na igreja, como que eu converso com esse pai e com essa mãe, né? Então, a gente tem esse livro que inclusão aos olhos de Jesus, todo o valor destinado da venda desse livro é do Tesouro Azul, foi destinado para ele para que esse esse livro alcance muitas muitas igrejas, muitos locais. Eh, pela graça do Senhor, esse livro já chegou, se tornou internacional, já chegou no Japão, já chegou no Peru. Mas você precisa aprender um pouco mais, busque mais informação. No dia do nosso workshop Tesouro Azul, teremos a o lançamento do curso Inclusão aos olhos de Jesus. E aí vai ser algo enriquecedor para vocês aprenderem mais, né, Silvia? Eh, a gente já tá chegando na nossas nesse momento, nossas nossas considerações finais. Eu gostaria que você me falasse um pouco, né, que a gente você trouxe aqui o diagnóstico no define de uma forma tão enriquecedora, com o olhar de uma mãe com os olhos brilhando falando do Pedro. Isso que é tão, nossa, aquece, aquece o coração aqui do meu, ai, eu tô tão feliz assim porque a gente vê esse olhar, esse olhar de uma mãe, uma mãe cuidadosa. E uma mãe que ao mesmo tempo que é cuidadosa, tá pensando no avanço do Pedro, né? Pensando no Pedro avançar. O Pedro vai eh vai ter autonomia, o Pedro tá se comunicando, o Pedro tá tá interagindo. Olha a habilidade social aí, enriquecedora. >> [risadas] >> Então, eu gostaria que você nos trouxesse uma consideração final, falasse para nossos ouvintes aqui para que ele uma uma fala sua que você Deus vai te usar. Ah, então, eh, eu queria eu queria falar aquele texto lá do Salmo 127 que diz que filhos são como flechas, né, na mão de um guerreiro. E a flecha é para ser atirada ao longe. E mesmo os filhos atípicos, os filhos com alguma dificuldade, nós precisamos preparar para lançá-los ao longe, para eles crescerem. Eh, a gente às vezes quer proteger tanto, quer guardar tanto, quer, né, cuidar, ai meu pai não não posso deixar, ai, ele não dá conta, ele não consegue. Então, a gente naquele cuidado tão grande, a gente acaba eh impedindo ele de crescer, de se desenvolver. Então, assim, eu queria deixar esse desafio do Salmo 127, que seu filho tenha ele a dificuldade que tiver, você olhe para ele e diga: "Ele vai crescer, eu vou lançar ele ao longe". Onde for a distância, a distância é Deus quem dá. A distância é Deus quem dá. Mas você tem que colocar no arco e você tem que atirar para ele ir, para ele crescer, para ele, >> Deus que vai dizer até onde. Então assim, eh eh esse salmo me desafia sempre. Eu falo: "Meu pai, eu tenho que lançar meu filho ao longe". [risadas] Então, eh eh eu gosto sempre de compartilhar esse, esse desafio, né, com os pais, porque a gente se deixar a gente guarda dentro do quarto, fecha a porta e fica lá junto, quietinho, abraçado. [risadas] >> Mas não é esse o nosso papel. >> Isso mesmo. Não é o nosso papel, né? >> Nosso papel é avançar, é deixar que ele siga os horizontes, né? [risadas] Eu gostaria de encerrar eh essa nossa live com uma uma palavra que um versículo que que aqui de Filipenses 4:13 que ele fala tudo posso naquele que fortalece. E esse versículo ele não fala sobre ausência de desafio, ele fala sobre força no meio deles, né? que a gente como mãe atípica, nós precisamos de força. Eh, essa jornada de inclusão também não é tão fácil, não é tão simples, não é tão simples de com trazer pessoas para esse olhar que a gente tem como mãe, vê o avanço dos nossos filhos. Então a gente precisa trazer essa conscientização, mas eu também vejo que a nossa paciência, esse preparo, essa fé, esse compromisso que a gente tem, a gente a gente também traz ess revela diante do nosso filho esse crescimento, essa superação, esse propósito. Quando olhamos essa criança, eh, cada criança, quando olhamos cada família e cada profissional envolvido que que estão caminhando conosco, está olhando paraos nossos filhos, além do diagnóstico, a gente vê que que é isso que nos fortalece, né? nos fortalece que porque essa criança, esse adulto vai avançar de uma forma grandiosa. Eh, eu só tenho agradecer esse momento com vocês, eh, que esse compromisso que a gente trouxe aqui hoje, o compromisso do olhar, esse olhar além do diagnóstico, esse momento de camminharmos juntos, eh, vendo que a gente precisa de uma rede de apoio, que a gente precisa de uma mãe que se dedique com seu filho, mas a gente também precisa de uma mãe que precisa cuidar de você. >> Sim. Então, venha fazer parte desse cuidar de quem cuida, venha estar conosco no projeto Tesouro Azul, que vai ser a partir de de abril, que vamos retomar esse momento com vocês >> e que venha que a nossa prática que é o meu filho falando, [risadas] >> que a nossa prática de fé permanece sim conosco, que a que esse conhecimento seja acompanhado de sensibilidade. >> Amém. Que esse compromisso da inclusão seja a expressão do amor de Cristo na vida de vocês, que através de ele nos fortalece também nós conseguimos dizer até que conseguimos continuar, porque até aqui o Senhor nos sustentou. >> Amém. Então, quero agradecer muito a vocês, eh, Silvia Matos, por você tá aqui conosco. Essa essa live aqui foi [risadas] >> foi lindo demais, foi muito maravilhoso. Ai, tem uma pergunta aqui da Carla sobre o livro Inclusão aos olhos de Jesus. Carla, esse livro ele tá no Hotmart, ó. No Hotmart não, no Amazon, tá? Hotmart você falou, tá? >> Tá na Amazon inclusão aos olhos de Jesus, tá? Tá na na Amazon, tá? Só ebook. Nós teremos a venda no workshop Tesouro Azul no no dia da no dia 11, não, dia 4/11 aqui na dia 11/04 11 do 11/04 11 de abril no nosso workshop ali teremos ele para paraa venda. Teremos o curso inclusão audos de Jesus também ali disposição de vocês. Pedro >> e aí teremos também um entre mães aqui com a Silvia Matos. Ela vai levar o Pedro. Olha que coisa. Vamos conhecer o Pedro. Pedro vai estar conosco. Vai ser um vai ser muito fofo. Olha esse momento aqui. A conscientização vai nos aquecer o coração. Estamos no mês de abril. De abril, né? Que vai ser no mês de abril. Um mês mês m da concentração. >> No dia 3 de abril também teremos a a live falando da conscientização do autismo. Então fique ligado também no dia 3 de abril que estaremos à disposição nesse momento tão precioso com a com a Luna Sampaio, com a Patrícia e a gente vai falar um pouco sobre a inclusão que é através da conscientização, né? Então, obrigada, Silvia, que Deus abençoe. Obrigada a todos os nossos ouvintes aqui e até a próxima. Ciao ciao ciao.