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A fé vem pelo ouvir

Eles conseguem | Tesouro Azul | Aline Cariri & Silvia de Mattos

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Tesouro Azul

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[música]
[música] เ
>> [música]
[música]
>> Bom dia, boa tarde, boa noite a todos.
Meu nome é Aline Cariri, eu sou do
projeto Tesouro Azul, sou mãe de
Guilherme e Artur que tem autismo nível
dois nível três suporte e o Guilherme
tem TDH. Hoje nós vamos ter uma live
muito muito interessante que vai falar
sobre a pessoa com nível três de
suporte.
Mas antes de iniciarmos, eu gostaria de
fazer um convite para vocês. No dia 11
de abril, teremos o nosso workshop
Tesouro Azul, onde nós vamos ter uma
equipe multidisciplinar aqui conosco,
onde vai ter pessoas da área da do
direito, da educação, da saúde e também
vamos ter um entreão. A Silvia Matos vai
participar conosco também. E teremos
também a participação da aluna Sampaio,
que vai estar junto com a com a Silvia
no entre mais. Você que deseja se
aprofundar mais nesse tema, queira mais
aprender um pouco mais sobre a pessoa
neurodivergente, vou estar postando aqui
para vocês o nosso link da do nosso para
vocês se inscrever aqui no nosso
workshop e vocês sejam muito bem-vindos.
Antes de iniciar, eu gostaria de pedir
também mais um um para vocês entrarem no
nosso Instagram, Tesouro Azul Oficial,
IBN São Paulo, para conhecer um pouco
mais do nosso projeto e também saber das
informações, as notícias que o Tesouro
Azul tem postado, informações que é
muito importante a conscientização.
A gente a gente quando a gente fala de
inclusão, a gente fala de construção. a
gente te fala que não só se constrói em
um único assunto, né? Eles ele nem um
único encontro, nenhum único movimento,
mas ele é contínuo. Então, antes de a
gente falar sobre esse tema, eu gostaria
de convidar vocês a refletir com esse
com o tema principal da nossa live. Eles
conseguem,
eles conseguem muitas vezes estar
relacionado a o diagnóstico. O
diagnóstico, quando o médico nos dá o
diagnóstico do autismo, nosso coração
começa a acelerar, nós começamos a ficar
preocupados, não sabendo qual para onde
correr, porque o diagnóstico acaba nos
fechando nossos olhos para os nossos
filhos. E isso prejudica até o
desenvolvimento dessa criança, porque
quando a gente tem o diagnóstico, a
gente olha para o diagnóstico e acaba
perdendo a essência dessa criança, desse
adolescente. Então o diagnóstico muitas
vezes ele é reparador, né, que tá traz
aquele alívio porque muitos pais buscam
esse diagnóstico, mas também tem aquele
momento que que você fala assim: "E
agora? Para onde eu vou?" E aí você
começa a olhar pro seu filho como o
autista.
Então é na nossa nessa trajetória aqui
de mãe atípica, profissional da área da
da saúde mental,
eu vi o olhar diferenciado para essas
crianças, porque o diagnóstico eu não
defino.
Eles continuam sendo Pedro, continua
sendo Artur, continua sendo Guilherme e
eles têm muito a nos ensinar. Então,
pensando nesse momento tão precioso que
a gente tem a nossa convidada Silvia
Matos, ela é mãe do Pedro, nível três do
suporte. Gostaria muito, Silvia, que
você nos eh
desse suas considerações iniciais e seja
bem-vinda à live do Tesouro Azul.
>> Obrigada, Aline. Obrigada pelo convite.
Fiquei muito honrada. Eu tô muito feliz.
Oi. Oi. Tá ouvindo?
>> Tô ouvindo. Pode continuar. Tô ouvindo.
Olá.
>> Tô te ouvindo. Tô ouvindo.
>> Desculpa. Desculpa que você perguntou.
Ok. Então, tô muito feliz, muito feliz
com o convite, né, de participar desse
momento tão rico, né, muito gostoso a
gente compartilhar com outras mães, com
outras famílias. E tô muito, muito
feliz. Obrigada pelo convite.
>> Ai, seja muito bem-vinda. Hoje nós temos
aqui conosco, Silvia, a Elb Ribeiro
Ribeiro aqui conosco.
>> Temos aqui o Felipe conosco. Sejam
bem-vindos à live do Tesouro Azul.
com a gente vai ter um, essa nossa live
tem uma duração de 1 hora15 de conversa
aqui entre eu e a Silvia, mas vamos
abrir 15 minutos para o chat para vocês
ter essa interação. Coloque suas
perguntas, tire suas dúvidas aqui
conosco. Estamos à disposição que esse
momento é importante para abrir também a
conscientização, né, Silvia? Silvia,
hoje eu gostaria de fazer uma pergunta
para você, porque quando a gente fala de
antes de diagnóstico,
>> a gente a gente vê que o diagnóstico,
como eu falei no início, ele não define
a pessoa, né? Mas ele é um marco na vida
de de das famílias. Ele também é um
momento que que as famílias tiram
dúvidas, mas aparece medo, aparece um um
futuro, uma incerteza desse futuro. E
hoje eu gostaria de começar com uma
pergunta. para você, como foi para você
receber o diagnóstico a diagnóstico do
Pedro?
>> Tá me ouvindo, Silvia?
>> Então, o Pedro ele tá com faz semana que
vem fará, tô ouvindo? Tô
>> ouvindo.
>> Semana que vem o Pedro fará 31 anos.
>> Uau!
>> Ele já tem,
já tem, já é um senhor, já é um adulto,
né?
E quando ele foi diagnosticado com três,
quando ele foi diagnosticado com 3 anos
e 8 meses, a gente não ouvia falar muito
em autismo no Brasil naquela época.
>> Então assim, foi foi bem bem diferente
de hoje, né? Hoje a gente tem acesso,
tem internet, tem onde pesquisar, tem
literatura. Na época do diagnóstico do
Pedro, a gente quase não
não tinha
literatura em
português,
tinha conseguir internet para conseguir
inglês, teria atrás de livros coisas.
Então, e também não tinha nem essa
classificação, um, dois, era os que
Então é que o Pedro hoje, se a gente
fosse usar a classificação de hoje, ele
é nível três, né? Então era aquele
autismo infantil, aquele aquela criança
realmente com características bem bem
marcantes.
>> E e a condução e a orientação médica
era, ó, ele não vai falar, ele não vai,
né, não vai se desenvolver, não vai, não
vai, não vai, não vai fazer nada, né?
Então assim, eh, a gente pode fazer uma
terapia com ele, estimular um pouco,
mas, eh, sem nenhuma perspectiva de de
grandes evoluções. Era o que a gente
tinha paraa época e era o que os
profissionais conheciam. Na verdade,
eles falavam isso porque era a realidade
que eles conheciam, né? Então, eh,
quando a gente recebe mesmo diagnóstico
assim que o profissional chega fala:
"Ele tem autismo". Aí eu nem sabia o que
era autismo, fui, fui pesquisar porque a
gente não conhecia. Aí não, autismo é
uma questão eh eh psiquiátrica, é nem
sabia que era do neurodesenvolvimento,
como se sabe hoje, né? É uma questão
psiquiátrica e a e a criança não nunca
vai falar, nunca vai
eh eh se relacionar, te chamar mãe,
nunca vai te abraçar, nunca vai te
beijar, nunca vai te olhar nos olhos,
nunca, nunca, nunca. Então, é muito é
muito realmente eh bem desafiador, né?
Naquela época eu acho que era mais
sério assim. Então o eu comecei a
perceber que ele era um pouquinho
diferente do irmão. Ele tinha um ano e
meio que eu eu tenho o meu filho mais
velho, André. Eu tenho o André e o
Henrique, dois dois rapazes da vida
dele.
>> E mas quando
>> papá
>> Pedro tinha um ano e meio, comecei a
perceber que ele era diferente do André
e fui procurar primeiro vi com pediatra
tudo, mas nessa idadezinha não, ninguém
não fechava diagnóstico naquela época
nem nada. Então esperei, esperei só com
3 anos e 8 meses que realmente fechou o
diagnóstico, né? Então foi um tempo
assim de
tentei colocar na escola, mas eu vi que
ele não acompanhava dorm lá no cantinho
e e não não interagia. Aí primeiro se
pensou em que podia ser uma deficiência
auditiva, porque ele não atendia. A
minha maior queixa era que ele não me
atendia. Eu chamava Pedro, Pedro, Pedro.
ele nem olhava, ficava lá no mundinho
dele. Aí a gente investigou deficiência
auditiva, auditiva, fez exames
neurológicos, tudo, mas aí OK, com
audição. Então,
só mesmo depois de muita investigação
que, enfim, uma profissional conseguiu
dizer que que era altíssimo, né? E aí a
orientação era sempre aquela, né? Vai
vai para o psicólogo. Aqui em Brasília,
eu sou moro em Brasília, né?
Aqui a gente tem na rede pública um um
atendimento bem interessante. Época, na
época era bem bom, não sei como é que tá
hoje, não, mas aí ele foi para uma
salinha especial que eles chamavam, eram
dois alunos para um professor, professor
eh especialista em autismo. Então ele
pequenininho, com 4 anos já foi paraa
escola e e fazendo terapia no outro
turno. Então, mas é aquele primeiro
momento assim que a gente fica sem chão,
procurando por onde andar, né? Tatiando
no escuro.
>> Quando você falou isso do Pedro, que
tinha 4 anos e e tinha uma uma duas
crianças por um um especialista,
hoje você viu o aumento do diagnóstico?
É cada 36, 33 crianças que nascem, um,
uma tem autismo. Você viu esse aumento,
esse essa grandiosidade desse aumento,
né?
>> E e o medo, como que foi lidar com o
medo do diagnóstico,
Silvia?
>> Tá demais.
>> Tá me ouvindo,
Silvia? Você
quando você teve o diagnóstico do Pedro,
você falou para Foi um momento bem.
>> Ah, tá. O som ficotado para ouvir. Tô
ouvindo sim.
>> Então, quando você teve esse diagnóstico
do Pedro, você teve uma emoção do medo,
sentiu luto, como que foi esse processo
para você?
Silvia, tá me ouvindo,
Silvia?
Eh, eu posso eu posso dizer assim que o
Oi, tô ouvindo. É porque a gente tá
descompassado no tempo. Eu te ouço
depois, mas dando para falar, não sei
pessoal pessoal que tá tá dando para a
gente
é porque eu te ouvindo depois
dá para ouvir direitinho.
Então, o tempo de quando eu comecei a
perceber que ele tinha algum problema
com um ano e meio até fechar o
diagnóstico com três anos e 4 meses, que
eu considero que foi o meu tempo mais
difícil, entendeu? Porque eu ia atrás,
eu procurava profissionais e eh as
pessoas dizem: "Ah, você tá tá tá
comparando ele com o André, ah, porque
você não aceita o jeito que ele é e essa
coisa". Então assim, foi o meu o tempo,
acho que de maior angústia foi esse da
falta do diagnóstico.
Quando, enfim, alguém disse o nome que
ele tinha, foi assim, de certa forma até
um alívio no sentido de que direcionou.
Pelo menos
eu eu falei: "Sim, então tô falando que
porque só eu dizia que ele tinha alguma
coisa, era muito pequenininho." Então
todo mundo não é, você tá exigindo
muito, tal. Mas eu percebia que tinha
alguma coisa diferente, né? Então acho
que o tempo de maior angústia foi esse,
enquanto não fechou o diagnó. Quando
fechou, claro, que tem todo o peso de
você recebero desse, né?
Mas assim, pelo menos eu ganhei
acionamento, leva pra escola especial,
leva pro profissional, faça isso, faça
aquilo, o que ele tem é isso. Então, de
alguma forma foi um alívio assim receber
um um uma direção, uma orientação.
Então, nesse sentido, foi bom quando
fechou o diagnóstico, porque demorou
muito para fechar. É aquela coisa que
você fica anos e anos vendo que o filho
tem alguma coisa e ninguém diz o que que
é. Então isso eu acho que é muito
angustiante também.
E alguém já disse para você assim, ele
não consegue, ele não vai avançar,
chegou a ouvir essa fala?
>> A gente tá
>> essa per cortou a pergunta de novo ali,
por favor.
Eh, já alguém já disse disse algum
profissional falou para você que que o
Pedro não conseguiria avançar ou chegou
a ouvir essa essa essa fala
de que ele não ia evoluir
>> isso
que ele não conseguiria evoluir, que ele
não ia avançar.
>> Sim, sim. Pois é. É o que eles diziam na
época, porque não tinha, né, não tinha
muita perspectiva, não tinha muito
conhecimento. Então, a fala era essa, ó.
Ele tem autismo. E o autismo é assim,
era, não era nem dele, era do autismo.
Todo mundo que tem autismo é assim,
nunca vai falar, nunca vai se
desenvolver, não vai aprender, não vai
aprender a ler, não vai se desenvolver
na escola. Então isso já era uma
sentença, vinha junto com o diagnóstico
a sentença de que não ia evoluir, não ia
aprender, não ia crescer.
>> É, perguntei isso para você.
>> Todos diziam,
>> eu perguntei isso para você porque
quando eu tive o diagnóstico do Artur,
do meu filho, que tem autismo nível três
suporte também, hoje ele tá com 14 anos,
mas eu tive quando ele tinha 2 anos e
meio, né? Quando eu tive esse
diagnóstico, eu escutei de profissionais
falando que ele não queria falar mamãe,
que ele não nunca ia conseguir se
socializar, que ele não conseguiria se
movimentar em shopping, em passeio. Eu
nunca iria, eu nunca iria mais sair de
casa com o Artur. E eu vi isso que não,
que isso não definiria o Artur. Eu ouvi
a importância de estimular o Artur, né?
Lógico que com as suas questões
sensoriais, com as suas dificuldades, a
gente foi aos poucos se caminhando com
Artur para um shopping, para um passeio,
para que ele pudesse conviver em
sociedade, porque nós precisamos
conviver em sociedade. Todos nós
necessitamos, né? E aí o Artur houve
esse avanço. Com 5 anos, meu filho
falou: "Mamãe". Isso foi emocionante,
porque ele falou que eu nunca escutaria
a voz do meu filho e eu escutei ele
falando mamãe? Então, olha como como que
isso não é uma sentença ou diagnóstico.
Ele só é um norte pra gente avançar e
buscar profissionais para qualif para
abençoar e ajudar nossos filhos, né?
>> E a gente não pode aceitar esse
primeiro, essa sentença, pelo contrário,
não, não aceito. E vamos dar
continuidade, né? ampliar eh ele para os
horizontes, abrir os caminhos para o
para essas crianças, esses adolescentes.
Então, dando continuidade aqui na nossa
nesse olhar além do diagnóstico, eu
gostaria de que você falasse um pouco
mais, né, sobre como foi acompanhar esse
desenvolvimento do Pedro na infância, na
adolescência e agora na fase adulta.
daqui a pouco, com 31 anos. Opa.
[risadas]
>> Ah,
não é.
Então,
pois é, graças a Deus assim que que eu
não que eu não acreditei, não acreditei
nisso que eram que eles não queram ver.
Eu também tomei dessa postura. Acho que
Deus foi isso no coração da gente, né,
Aline? Eu tomei essa mesma postura que
você. Eu falei: "Não, comigo não, comigo
não vai ser assim, não. Vou mudar essa
história". Então, assim, eu sempre eh eh
investi muito no movimento do Pedro. Eu
acreditava que ele tinha condição de
aprender. Eu via nos olhos dele que ele
queria aprender, né? Então assim, eh,
logo no começo assim que que ele foi
diagnosticado, eu foi logo a a uma
psicóloga, me recomendaram, uma
psicóloga muito boa, ficou com ele
muitos anos, mas fazia no início fazia
aquela terapia de consultório, né, uma
vez por semana, 50 minutos, aquela
coisa. Depois de ele já tava
eh começou a enfentar essa psicóloga,
acho que com 4 anos, assim que
diagnosticou. Aí quando ele tinha uns 8
anos
por aí, eh,
chegou aqui em Brasília um modelo de
atendimento domar, eh, eh, era de no
montava umi, conheceu o
método, se capacitou, ele era bem e eh a
base da análise do comportamento, não
era o ABA clássico, mas era a
fundamentação dele, era a base da
análise do comportamento. Então a gente
montou em casa o programa para ele. Ele
ia pela manhã pra escola, né, no ensino
especial e à tarde
ficava em casa nesse
modelo. Segunda a sexta de 14 a 18.
Isso mesmo. A a psicóloga mesmo durante
a semana eram estagiárias, alunas de
psicologia.
Tá cortando.
>> Tá cortando, meu amor. Você conecta o
seu celular pra gente, porque tem hora
que tá conectar
tá parando a sua voz, a gente não tá
conseguindo compreender.
>> Conect.
>> Você pode conectar o seu celular aqui
conosco? Ah, tá pecando
agora. Tá aqui na mão.
>> É realmente o que a Silvia fala e a
gente vê que
quando a gente escuta que nosso que
nosso filho não vai avançar e quando a
gente começa a ter um outro olhar para
ele, além do diagnóstico, a gente
potencializa.
>> E isso ajuda muito, né?
Pode falar, Silvia. [risadas]
Dá continuidade.
>> Deu agora. Estão me ouvindo?
>> Agora ficou perfeito.
Ah, meu pai, que coisa essa tecnologia
pega a gente, né?
>> Isso. [risadas]
>> Eh, aí onde vocês pararam, hein?
>> Você tava falando do da fase do
desenvolvimento dele do da Aí a gente a
gente montou um modelo de terapia
domiciliar. Ele ele era atendido em
casa. Eh, de manhã ele pra escola, à
tarde ele ficava, a gente montou aqui
bem aqui onde eu tô, nesse quartinho
aqui, ainda a gente mora na mesma casa.
A gente montou então as estagiárias,
alunas ou de psicologia ou de pedagogia,
quem quisesse se capacitar, a psicóloga
treinava elas na no método, na
metodologia e elas ficavam com ele.
Então era de segunda a sexta, de 14 a
18. Era uma coisa bem intensiva, sabe?
Então ali trabalhava tudo, trabalhava a
VDZ, trabalhava o conteúdo acadêmico.
Ele aprendeu a ler nessa época, mas
também foram muitos anos, né? Foi de
acho que de 8 anos de idade até 11. Foi.
É, foi. Então, foi muito tempo. A gente
trabalhou muito, aprendeu tudo,
atributos, cores, tudo. Tinha um
programa para cada, para cada objetivo,
né? Era uma coisa muito bem montada,
muito bem feitinho. Então, a gente
investiu muito nele nessa época. Então
ele desenvolveu bem, aprendeu muita
coisa e é engraçado que aprendeu a ler,
mas não falava, né? Até hoje ele é
minimamente eh falante. Então assim, ele
ele não desenvolveu, se ele não
bate-papo, não convém, ele fala assim,
repetindo o que você diz, responde
>> arcolalia, né? Imediata, né?
É, mas sabe ler, então
>> sabe ler,
>> sabe ler.
>> Então assim, foi um tempo de de bastante
crescimento dele em termos de
aprendizado, de aprendizado da vida, do
dia a dia, de de conteúdos e tudo. Mas
aí quando chegou, ele tinha aí 11, 12
anos, a gente teve uma questão
financeira aqui em casa, uma dificuldade
e eu tive que cancelar todas as terapias
porque assim, todo meu, eu trabalhava 40
horas semanais e então assim, eu levava
ele pra escola de manhã, deixava na
escola, ia pro serviço, quando saía
meio-dia pegava na escola e trazia para
casa. Aí deixava ele aqui com as
terapeutas, voltava pro segundo turno e
aí voltar aí à tarde. Então aí à noite
que eu ficava um pouquinho mais, né?
botava para dormir, dava janta, dava
banho, tudo, ficava um pouquinho mais
com ele. Aí quando foi nesse ano, eh, a
gente teve uma dificuldade financeira e
eu tive que cancelar tudo, não dava mais
para pagar. E foi assim uma coisa bem
bem forte assim que nem as terapeutas,
nem a empregada que eu tinha que tava
comigo desde que ele tinha um ano, tinha
12 anos que ela trabalhava comigo. Então
assim, era pessoa de super de confiança.
Cheguei viajar e deixar os meninos com
ela, tudo, perdi tudo. Aí fiquei eu e o
falei Pedro e agora? E eu ainda tinha
que trabalhar. Aí eu dei uma organizada
lá no meu serviço para ir só meio
período.
>> Sim.
>> E duas tardes só. Aí às outras três
tardes eu ficava com ele em casa e e à
noite. Então assim, e aí eu tinha que
cuidar da casa, limpar a casa, fazer
almoço, fazer almoço hoje para outro
dia, aquela luta de quem tá sem
empregada sem ninguém. Aí eu falei: "Que
que eu vou fazer com Pedro, Senhor?" Mas
assim, Deus coopera em todas as coisas
pro bem, né? E eu falei, o Pedro vai ter
que ir comigo. Falei: "Pedro, você vai
comigo? Onde eu for você vai?" Então
assim, eu ia lavar louça. Pedro vem
comigo, vem lavar louça. Eu ia varrer a
casa, vem varrer a casa. ia fazer
almoço, ele vinha comigo. E você sabe
que isso se transformou
num num num modelo de aprendizagem que
eu não imaginava. Eu não imaginava
aquela coisa da interação nossa, a gente
conversando, por exemplo, eu ia lavando
a louça, aí falava: "Pedrão, eu estou
lavando as louças, você está
enxaguando". Eu ficava falando assim,
conversando, agora vamos enxugar tudo.
Eu ia falando, falando, falando igual a
louca, falando sem parar. E depois de um
tempo eu vi que ele ele já tava querendo
responder. Eu falava: "Pedrão, Pep era
Pepê, né? [risadas] Pepê, eu estou
lavando as louças, você está aí ele
enxaguando aí". Quer dizer, era
repetido, era decorado, mas era no
contexto certo, na hora certa. Então era
um diálogo,
>> entendeu? A gente tava, de repente, a
gente tava funcional dele,
>> exatamente. A gente tava batendo papo
nós dois, coisa que antes com tanta, é,
com tanta terapia, com tanta coisa, eu
não tinha esse momento com ele. Olha só
que incrível, né? Eu trabalhava igual
uma louca para pagar tudo que eu podia
para ele, achando que eu tava fazendo o
melhor para ele, dando o melhor que eu
podia com os melhores recursos. E de
repente eu descobri que o melhor para
ele que Deus tinha colocado era eu, quer
dizer, era a pessoa que Deus instituiu
para cuidar dele. Isso assim foi um
aprendizado muito muito grande na minha
vida, assim de de mudança de paradigma
mesmo, de eu entender o meu papel como
mãe, sabe assim, que eu eu também podia
estar com ele, eu também podia ensinar,
eu ele também podia aprender comigo e
não só eu ficar pagando, pagando,
pagando todo mundo, que era meu papel
como mãe também ensinar para ele, né?
Sim.
>> Então assim, foi um tempo muito rico,
mas assim ele começou, foi muito
interessante porque ele sabia fazer
todas as coisas, mas aquela coisa
mecânica, decorado ali no no no
condicionamento mesmo, né? Tudo
aprendido.
>> E de repente ele começou a fazer
espontaneamente e querer se relacionar,
querer estar com todo mundo.
Antigamente, eh, chegava visita em casa,
ele ia pro canto lá, ficava ou no quarto
ou jogando joguinho, não se relacionava
com ninguém. Depois disso, depois que a
gente começou esse relacionamento, ele
quer ficar onde tá todo mundo até hoje.
O povo tá aqui na sala, ele tá no meio,
ele quer ficar onde as pessoas estão,
ele presta atenção, ele entende o que a
pessoa diz. Se a pessoa faz um
comentário, por exemplo, ah, eu quero um
copo d'água. Ele levanta, vai e pega o
copo. Você vê que ele tá interagindo e
tá entendendo?
Então é, então foi um crescimento muito
grande depois que que eu comecei esse
tempo com ele assim nosso, né, de
relacionamento mesmo, nós dois, depois
de de um ano, um ano e meio, as pessoas
começaram a perguntar: "Silvia, o que
que tá acontecendo com Pedro? Por que
que ele tá tão diferente? Ele vem onde a
gente tá, ele agora olha nos olhos, ele
agora quer ficar junto, ele ele ele
começou a buscar a interação?" Então
isso foi muito assim, foi, eu considero
que foi um presente que Deus me deu no
meio de de um tempo muito difícil que eu
poderia dizer: "Gente, agora minha vida
acabou. Como é que eu vou fazer sem
terapia para esse menino? Como é que eu
vou fazer?", né? Assim, era era um uma
situação, porque eu devia ter me
desesperado, mas Deus foi tão gracioso
que que mudou mudou a situação, inverteu
tudo, inverteu tudo, mudou a minha forma
de ver, de entender e e também foi me
ajudando, né? me capacitando a isso aí.
Que que eu fiz em relação à terapia?
>> Então
>> que ele faz em casa? Como [risadas]
como ele já tava há muito tempo na
terapia, sempre uma vez por semana tinha
reunião de de coordenação, eu
participava da reunião, então eu
conhecia todos os programas
>> que ele fazia. Ótimo.
>> Então eu sentei e fui fazer com ele.
Então assim, chegava em casa do serviço,
vinha com ele da escola, a gente
almoçava tudo PP, vamos estudar. Aí
vinha com ele aqui pro quarto até hoje
ainda tem um bocado ali da das caixinhas
que que que a gente trabalhava. E eu fui
fazendo, eu fui fazendo assim do meu
jeitão. Claro que com certeza sem
anotar, né? Né? Um acerto, dois acerto,
três acerto, porque tinha as fichinhas
igual o tinha as fichinhas dos
acertos para para dar aprendido, aquela
coisa toda. Aquilo ali, eu larguei para
lá que eu não sabia mesmo. Falei: "Não,
vou tentar fazer o que eu não sei". Aí
eu falei: "Eu vou aqui no no feeling".
Então, mas assim, eu fui fazendo e meio
que inventando que eu não sabia assim,
coisa que sua mãe pode fazer, né? Você
não pode, se um profissional pegar e
ficar inventando coisa com menino sem
método, ninguém vaiar. Mas mãe, mas mãe
é livre, mãe pode fazer isso. [risadas]
É livre.
>> O fato é que eu acabei, é, acabei
desenvolvendo uma forma de estudar com
ele e a gente continuou todos esses
anos. Hoje, hoje fazem 17 anos que eu
estudo com Pedro. acabou que ele nunca
mais voltou, nunca mais voltou paraa
terapia. E eu fiquei estudando todos
esses anos e fui mudando, dependendo da
necessidade que eu vi. Não, Pedro tá
precisando aprender isso. Eu buscava. Aí
também eu fui estudar, fui atrás, fui me
capacitar, fui aprender outros métodos,
tudo. Então assim,
>> eh eu tive que que também correr atrás
que eu vi que ele porque con é muito
legal, eh pegando aquele ponto inicial
que você falou de que eles não
conseguem, né, que que os profissionais
no começo falam que não conseguem.
>> Quando você começa a dar conhecimento,
quando você começa a apresentar o
conteúdo, como você vê que eles estão
ansiosos para aprender? Sim, isso né? O
Pedro queria, ele ficava assim em cima
de mim, querendo mais, querendo mais com
sede de aprender. Eles querem aprender.
Então assim, isso isso fica fica ele me
ensinando a ensinar para ele, sabe? Esse
jogo. Então foi um tempo, é, ainda, né?
A gente ainda estuda todo dia de manhã,
a gente senta aqui nessa mesinha que eu
tô, a gente estuda. Hoje eu trabalho com
ele uma outra metodologia que eu que eu
aprendi, o RPM. Tô aprendendo ainda. Vou
até em São Paulo no dia no dia 25 de
abril fazer mais uma formação do RPM.
Então assim, eh, é uma metodologia muito
interessante para, principalmente ele
que é adulto, tudo. Então, assim, eu tô
aprendendo cada vez mais e sempre
ensinando e ele crescendo e ele tá tá
assim ótimo.
>> Olha, parabéns, C, parabéns.
A gente vê a graça de Deus na sua vida.
>> E a gente vê, e sabe o que eu vejo aqui?
Eu vejo um olhar além do diagnóstico.
Quando a gente, o pai e a mãe tira, eh,
começa a olhar paraa criança
>> primeiro e o diagnóstico depois,
potencializa,
>> avança,
olha lá, eu me lembro a validade desse
jovem, desse adulto, né?
>> É, quando ele era pequenininho, eu
também tinha isso, assim, eu olhava para
ele, a gente e eh é como se o autismo
fosse uma capa na frente da pessoa, né?
Você olha, você vê ali aquele aquele só
realmente a o ainda mais aquela época de
crise, né, que você ainda não entende
bem, não desenvolveu uma linguagem, uma
comunicação, ele quer se expressar, não
consegue, a gente não consegue
entendê-lo, ele não entende a gente.
Então, muita crise, muita, eh, muita,
ele se mordia, mordia a gente, aquela
coisa toda, né? Eh, eh, quando eles
estão desregulados. E e a gente, eu me
lembro que eu olhava e e eu só me
preocupava com isso. Às vezes na rua ele
dava uma crise, aí eu queria logo me
preocupava se as pessoas estavam
olhando, queria apaziguar e na verdade
deixava ele mais nervoso.
>> Depois que a gente passou nessa fase de
eu me relacionar com ele, com a pessoa
que tava ali atrás da capa, com aquele
indivíduo que tava ali, menina, como
isso mudou? Como isso mudou? Se ele
desse alguma crise na rua, eu não tava
nem aí se tinha alguém perto, se tinha
alguém olhando, eu ficava quieta, olhava
para ele, sentava do lado dele, ficava
ali em silêncio tentando acalmar, se
fosse o caso, cantar olando alguma
música, alguma coisinha assim, sem me
preocupar quem tivesse em volta, sabe
assim? Eu eu eu dava atenção para a
pessoa que tava ali atrás daquela capa,
né, que afinal de contas eles são, né,
tem emoções, sentimentos, frustrações,
sonhos. Por que não? Sonhos, gostos,
eles têm tudo como a gente, né? Então
assim, se a gente olha só para pr para o
autismo, realmente a gente já para e não
avança.
>> Isso mesmo. E e foi muito importante a
sua fala, porque muitos pais eles vivem
o luto, né? O luto do diagnóstico.
>> Muitos pais eles até chegar naquela
negação, primeiro começa com a negação,
né? Depois vem pro luto. Aí aquele luto
do filho idealizado, aí começa a ter não
vê aquela criança, aí se torna uma
sentença para esse jovem. Tanto que eu
já peguei adultos aqui de 28 anos que a
gente ainda estava desfraudando,
>> né? Você vê como que muitas vezes que o
luto
>> ele pode durar meses, pode durar um mês,
um ano, 2 anos e pode chegar a 28 anos,
né? Então, quando o pai começa a olhar
para esse filho, começa a ver a
importância do avanço daquele jovem,
entender que ele tem emoções, que ele
tem sentimentos, que ele tem vontade de
se expressar muitas vezes por não ser
verbal, mas ele traz a comunicação
funcional dele, né? Uhum.
>> Teve um caso aqui que eu tive de um
jovem de 15 anos que o pai dele, o sonho
do pai era era que o filho se
alfabetizasse.
Meu filho ali, que meu filho se
alfabetize. Eu quero que meu filho
avance na leitura. Eu quero que meu
filho, você viu que ele só tava falando:
"Meu filho, meu filho, meu filho", né? E
nesse momento eu perguntei para ele, ele
ficou conversando durante uma hora e
meia comigo, mas nenhum momento ele
falou o nome do filho.
>> Ah, meu pai.
>> Aí eu perguntei para ele e falei: "Qual
o nome do seu filho?"
>> Aí ele falou o nome do filho. Vou
colocar aqui o nome genérico, tá? Como
João, João, todo nome genérico aqui para
mim.
E aí eu falei para ele, eu gostaria que
você fizesse um favor para mim, olhasse
pro João e ver qual é o maior eh
habilidade que o João tem, qual é o que
o João faz no seu dia a dia. Ô Aline,
mas eu eu não sei o que ele ele gosta,
eu não sei o que ele faz, mas eu quero
que você observe ele três dias. O Aline,
você não vai, eu não vai alfabetizar meu
filho, F, eu gostaria que você olhasse
para o seu filho três dias.
e me falasse qual é o talento do João,
né? João [risadas] tem um talento, qual
é o sonho do João? E esse pai foi
observar o seu pai, esse pai observou um
dia, no segundo dia ele começou a ver
que o João faz uns desenho
tridimensional,
>> meu pai,
>> esses desenhos assim que eu falar assim:
"Nossa, que eu sou design também, sou
formada em design de interiores." Quando
eu vi aquele desenho,
>> meus olhos brilharam assim com tanta
quanto tant detalhes ric, sabe? coisas
ricas, detalhes ricos assim,
>> tanto, tanta precisão que ele trouxe no
desenho.
>> Resumo da história, o João não se
alapetizou,
>> mas o João se avançou.
>> O João conseguiu avançar, a gente
conseguia desfraudar o João porque ainda
ele não tinha o autocuidado, ele não
conseguia escovar os dentes, ele não
sabia, não saía da fralda. De 15 anos
estava na fralda.
>> Mas você viu a importância desse olhar?
Então, quando a gente fala nisso, eu
vejo a importância dessa conquista, a
importância desse olhar. Então, falando
aqui do João, sabe? Eh, Silvia, eu
gostaria de que você me falasse um
alguma conquista do Pedro. Gostaria
muito de ouvir uma conquista do Pedro.
>> Ah, então, menina, o Pedro ele ele já
conquistou tanta coisa, né? Ele
assim,
ele ele hoje ele é bem dependente, ele é
bem autônomo, entendeu? Então aqui em
casa a gente vive assim, ele faz tudo,
ele por causa dessa coisa de de eu ir
trabalhar e na casa e ele vir junto,
então ele faz tudo em casa. Ele lava
enxugo e guarda a louça, ele bota a
roupa no varal, ele tira a roupa do
varal, ele dobra, ele põe nas gavetas,
ele limpa a casa, ele faz serviço médica
com ele mesmo, mas ele faz também carro,
eh, molha as plantas lá fora, que eu eu
moro em casa, né? Molha as plantas, faz
tem o a gente tem aqui nossa agenda do
dia e tem um momento de jardinagem, ele
vai lá fora e arranca as ervas daninhas
da grama e faz. Então assim, ele é muito
muito muito funcional. O o autocuidado
também, ele faz tudo sozinho, toma banho
sozinho, escova os dentes, faz tudo
sozinho, sabe mexer na cozinha, adora
cozinha, diz se a gente vai lá cozinhar,
ele descasca os legumes, ele as
cebola, ele faz tudo. Então assim, foi e
agora é muito interessante que foi tudo
fruto da da necessidade que eu tive.
Então ele ele foi aprendendo, né, e
também de de
aprendeu a ler e escrever, né? Então
assim, isso isso já ajuda muito. A gente
lê muito juntos, a gente tem um momento
também de ler sempre à noite, antes de
dormir a gente lê. Então a gente já leu
todo os sete volumes do do Crônica de
Narneas, já leu Robert, já leu. A gente
pega, eu pego esses livros agora,
antigamente quando era criança, eu lia,
né, a o Chapeuzinho Vermelho da Vida.
Mas assim, eu tenho procurado agora uma
literatura mais que que adulto leia
também, né? porque eu não vou ficar a
vida inteira lendo patinho feio com ele.
Então,
>> respeitando a idade dele também. Então,
assim, a gente lê e ele ama ler também.
Então assim, normalmente a gente faz
assim, a gente senta, ele lê uma página,
lê uma página, ele lê uma em voz alta,
né, um pro outro até é um capítulo por
dia. A gente tem esse momento também que
é que é bem rico, bem gostoso, então a
gente lê de tudo. Eh,
e
enfim, enfim, o Pedro, eu digo assim, o
Pedro, ele não me dá trabalho nenhum,
ele ele é meu companheirão, vai onde eu
vou, faz tudo que eu faço. Então assim,
é é muito tranquilo ele, muito ele
aprendeu muito. Eu acho assim que eh o
investimento, né, que que eu fiz teve
realmente teve muito resultado. Teve
muito resultado. Foi muit
>> sua dedicação. Sua dedicação foi
>> foi excelente. Assim, seu cuidado, seu
olhar para o Pedro foi
>> ele vai ele vai, né, resultado? tiver
quem tiver no workshop, quem tiver no
workshop vai ver que eu não tô mentindo
que ele vai junto.
>> Então, aproveitando que você falou do
nosso workshop Tesouro Azão, não vamos
podemos deixar de falar aqui [risadas]
no dia 11 de de de abril teremos nosso
workshop Tesouro Azul. Vamos ter uma
equipe multidisciplinar, teremos entre
mães aqui com a Silvia de Matos e vão
ter também com a com a Luna Sampaio.
Momentar perguntas de com do direito.
Qual é o direito da pessoa conte? Será
que ela tem direito à inclusão escolar?
Será que é necessário ela fazer o plano
de a escola precisa fazer o plano de
ensino? Será que é o direito da criança?
Essas dúvidas vão tirar lá no nosso
workshop, né? Qu [risadas]
isso, Teixeira deixarei para o workshop.
Então você que vontade de aprender,
querer aprender um pouco mais esse esse
aprender olhar além do diagnóstico,
teremos também a participação do pastor
Luís Saião na nossa live, não, nossa
live não, nosso workshop. Teremos também
participação do nosso mascote, o nosso
mascote T. Nosso mascote é uma criança
de nível dois suporte não verbal e ele
vai falar para vocês como é ser incluído
dentro do contexto escolar. Nossa, nosso
mascote tá muito essa pequinha, tá? Ele
tá falando bastante nesse nesse nosso
workshop. [risadas] Então você vai
conhecer também a nossa cartilha
inclusão escolar. Temos tanta coisa ali
preparando para vocês com todo o nosso
carinho. Nós, eu coloquei aqui o link
aqui no chat para vocês poderem se
inscreverem. Será muito bem-vindos o
nosso nosso workshop Tesouro Azul.
Olha, essa live aqui tá muito rica. Essa
live aqui tá maravilhosa, sabe? Silvia,
[risadas]
>> agora eu gostaria de saber como que foi
o que, qual é o significado
dessa palavra eles conseguem?
É, eu acho que assim, tudo tá tudo muito
eh fundamentado na ideia da gente
presumir inteligência e competência, né,
que é um jargão que tá muito usado hoje
em dia, né, a gente presumir competência
e inteligência, porque depende da gente.
O que o que eu aprendi foi isso que eu
que mudei, não foi o Pedro que tinha que
mudar, eu que tinha que mudar. Quando eu
comecei a acreditar que ele dava conta
de aprender, ele aprendeu. Olha,
>> mas enquanto a gente fica naquela
postura de que, ah, ele não vai dar
conta, ah, ele não sabe, ah, ele não
consegue, a gente não investe, a gente a
gente oferece pouco, fica oferecendo
migalha, fica oferecendo material, pega
um materialzinho qualquer, faz de
qualquer jeito, ah, deixa ele fazendo
isso, né? Tipo assim, rolando. Mas
quando você acredita que ele tem
condição de aprender, que ele pode
aprender, né? Eh, eu digo assim que a
gente não pode desperdiçar uma mente.
Deus criou, né? Todos somos a imagem e
semelhança de Deus. Então, assim, a
gente não pode e aquela ideia eh eh por
muito por muito tempo, né, por décadas,
o autismo foi muito relacionado com o
déficit intelectual. E hoje já se sabe
que não é essa questão do autismo, né? O
autismo é uma desordem do no
neurodesenvolvimento, as áreas do
cérebro não estão conectadas, tudo. Quer
dizer, é outra coisa. se ele não
consegue demonstrar aquilo que ele tá
aprendendo é por questão motora, por
questão neurológica, não por déficit de
inteligência, não que ele não aprenda,
que ele não tem condição. Então, muitas
vezes, eh, eh, o aluno, né, a pessoa com
autismo, até sabe, até aprendeu, mas ela
só não consegue processar para trazer
para para demonstrar pro interlocutor.
Então, fica achando: "Ah, não conseguiu,
ah, ele não sabe, é, ele não pode."
Então, eu acho que eh eh a mudança tem
que ser na gente, em quem tá lidando com
eles, porque eles estão ali ábidos por
conhecer, querendo aprender, querendo se
desenvolver e a gente ali tateando sem
saber, né? Por isso que eu fui atrás de
de estudar um pouco mais, porque eu vi
que o Pedro tinha condição, ele era
inteligente suficiente para aprender
qualquer coisa e eu que era, eu que era
deficiente no ensino dele. Eu, quem
tinha falta de inteligência ali, o défic
de inteligência era meu, porque eu não
sabia como ensinar para ele. Então, por
isso que eu fui aprender mesmo eh uma
forma de apresentar para ele os
conteúdos que eu queria ensinar. Então,
assim, eh, eles conseguem, a gente que
tem que correr atrás. que tem que se
capacitar, que tem que buscar a forma,
né? Entender como eles funcionam,
entender como o cérebro funciona,
entender os canais de aprendizagem, né?
Aquela coisa do canal de aprendizagem
visual, auditivo, o sinestésico, né? Que
que são os movimentos do corpo, né?
Então, assim, a gente tem que entender
qual é como chegar até eles, quais os
canais de aprendizagem para chegar até
eles e apresentar o conteúdo. E aí eles
deslancho, eles aprendem. E você
ensinar, eles aprendem. A gente só tem
que aprender e ensinar. [risadas]
>> Esse é o desafio.
>> Nossa, esse, quando a gente fala nesse
desafio, a gente também fala da
importância de trabalhar a fala
funcional, né? E a fala funcional,
muitas vezes a gente tem a comunicação
alternativa e aumentativa. Quando a
criança ela não tem, quando ela
necessita de pistas visuais, né? Isso.
>> Então é importância também trabalhar
essa a comunicação alternativa eativa
para que a gente tenha essa essa
comunicação eh intraverbal, né? Essa
comunicação funcional, esse é o momento
da gente dessa fala, desse momento e a
gente pergunta pra criança: "O que você
tá sentindo, o que você vê e ter essa
comunicação intraverbal é muito
>> comunicação é um direito, né? É um
direito do ser humano, a comunicação. E
a gente tem mania de ficar falando por
ele ou falando dele e não deixa ele
falar, né? Às vezes eu chego com P algum
lugar e a pessoa pergunta para mim sobre
ele. Eu falo: "Pergunta para ele,
pergunta para mim que idade ele tem." Aí
eu falo, pergunta para ele que idade ele
tem.
>> Pode ser que
>> pode falar, pode falar, pode falar,
Silvia. Não, assim, eu ia dizendo, é é
muito é muito interessante que a pessoa
não não pensa que ele pode, mesmo que
ele não saiba dar resposta, mas pergunta
para ele, dá para ele a chance, pelo
menos saber, né?
>> Exatamente.
>> Olha, o quando a criança ela tem
colalia, quando a gente fala assim, essa
criança não entende, ela não aprende,
ela não tá me ouvindo
a criança ela tem ecolaria tardia. Aí
quando tardia funciona de a gente ouvir
uma pa.
>> Eu acabei falando aqui pro Artur, por
exemplo, Artur, que inteligente você é,
que você como, Artur, como você tá
avançando?
Aí ele vai chegar, pode demorar dois
dias, três dias, ele vai falar: "Ah, tu,
como inteligente você é, como você tá
avançando". Mas também a gente precisa
pensar nisso, porque você viu que ali
tem essa colaria tardia. E se eu falo
pro Artur, Artur, você não é capaz, você
não avança,
>> você não consegue avançar. Nossa, Artur,
como você não aprende, Artur? É,
>> ele vai falar isso e ele já ele coloca
gravado na dele
>> ele vai falar. Então, quando os pais
estão falando do seu filho com algum
profissional, eu sempre recomendo o pai
não falar na frente da criança.
>> Uhum.
>> Independente do que eu vou falar, pode
ser algo que vai machucar ele
profundamente, mesmo ele não sendo
verbal. Nível três, ele tem sentimento,
ele tem emoções e essas palavras dóem e
essas palavras machucam, né? Então a
gente precisa ter essa sabedoria também
na palavra, na sabedoria de poder se
expressar diante do nosso filho. E quem
vem falar conosco, perguntar qual é o
nome dele, pergunta como a Silvia falou
aqui, pergunta direto pro Pedro,
pergunta direto pro Artur, que eles têm
vontade de dessação, eles têm vontade de
estar ali ser visto, né? Isso é muito
importante.
Tratar, Aline, tratar com naturalidade
até a resposta errada. por exemplo, a da
idade, se alguém pergunta, chega para
mim, eh, quantos anos ele tem? Aí eu
viro e falo: "Pedrão,
ela tá perguntando quantos anos você
aconteceu essa semana no salão, salão de
beleza fazendo a unha, quantos anos ele
tem?" Aí eu falei: "Ô, Pedro, ela tá
perguntando quantos anos você tem?" Aí
não respondi pra pessoa, aí a pessoa
fica, já fica assim numa inquietude, né,
querendo, tipo assim, eu só queria saber
a resposta. Aí, aí eu deixei, aí ele
ficou fic, aí ela viu que eu eu não ia
falar, aí virou para ele e falou:
"Quantos anos você tem, Pedro?" Aí ele:
"25 anos. Porque no dia que fez 25
decorou, né? [risadas]
Todo ano muda. Quando enfia o menino
decora a resposta: "A mudou". [risadas]
Aí aí eu eu não ia dizer não, não é 25.
Aí eu eu envolvi na conversa, eu falei:
"Eita, Pedro, 25 anos já passou, hein?
Olha só, você já fez 26, 27, 28, 29, já
vai fazer 31, Pedrão já. Então assim, eu
te eu eu jogo num diálogo, numa conversa
com tod aí tem a informação que ela
queria.
>> Tem a informação que ela queria, mas eu
envolvi num diálogo, não ficou aquela
coisa, né?
>> Não ficou só entre você e a e a
>> E ele sabe que ele tem 31, porque todo
ano a gente comemora. Hoje mesmo ele
tava dizendo aqui que que ele quer
semana que vem. Bolo, brigadeiro, não
sei o quê. já tava fazendo a lista dele
aqui. Sabem, mas é porque na hora aquela
coisa da resposta condicionada, quantos
anos você tem aí? Aí aí aí ele joga pro
pro pra área do cérebro que dá resposta
condicionada. Ele não joga pra área que
raciocina,
>> né? Por causa do jeito da pergunta, mas
ele sabe que tá. Então assim, eu trago
para ele o contexto para ele lembrar que
ele já tem 31.
Eh, a Carla Rodrigues tá perguntando
aqui, eh, Silvia, qual foi a metodologia
que você utilizou com Pedro, que você
falou?
Você pode repetir a metodologia que você
utiliza?
>> É, é que eu utilizo agora, né? Quando
ele era criança, quando ele era criança,
era chamava na época eh o programa
neurocognitivo. Não tem mais. Eu já até
procurei na internet, sumiu.
A argentina que passou. é na base da
análise de comportamento, mas agora o
que eu tô usando o RPM, RPM é uma siglo
de eh raped prompto, que é inglês, né? É
método de resposta rápida, seria a
tradução. Então ele é um programa novo
no Brasil, tá vindo agora, tem o
Instagram rpm.Brasil que tem tudo lá, se
alguém quiser conhecer. Mas ele lá nos
Estados Unidos já tem há mais de 20
anos. Foi uma mãe que criou uma indiana,
chama Soma Mucopad de Rei. É uma mãe
indiana, pesquisadora, estudiosa, tudo.
Filho dela, Tito, tem uns 40 anos hoje.
E ela lá na Índia não tinha nada na
Índia, então acho que, né, pior que o
Brasil ela dizia que ela teve que se
virar também e ela para ensinar o filho
dela foi também procurando e ela criou
esse método. Hoje ela tem um uma
instituição no Texas bem grande. Pessoal
dos Estados Unidos quando vê coisa boa
leva para lá, né?
E ela atende, ela atende muitos
autistas, ela capacita as pessoas, tudo.
Então é, é um método que tá chegando no
Brasil há pouco tempo, mas eu tenho
gostado muito, tem tem sido ótimo para
trabalhar com ele, como Petro Henrique.
>> Mas é importante também dizer que quando
você tá trabalhando com a pessoa com
autismo, você precisa saber como que é
essa pessoa, né? qual é a necessidade
dele, como que ele avança, como que o
que eu vou trabalhar com o Artur,
>> qual é os pontos potencialidade do
Artur, qual as dificuldades dele, né? E
é muitas vezes a gente precisa também de
uma equipe multidisciplinar, né?
Sim,
>> precisa de uma fodióloga,
uma terapeuta ocupacional,
uma psicóloga,
>> um psiquiatra, dependendo da da criança,
a necessidade de passar num psiquiatra.
Então você vê, ah, e também uma
pedagoga, se você vê, a gente precisa de
uma equipe, né, uma equipe
multidisciplinar, temos análise do
comportamento aplicado à ABA, temos
também o TCC, terapia cognitiva
comportamental. Uhum.
>> A gente tem tantos,
>> tantas, é uma ciência, temos métodos,
tem o PEX, que é a fala funcional do
pessoismo, temos a a comunicação
alternativa e aumentativa CA,
>> temos também eh o método TIT também que
faz a estruturação do ambiente. Então
vocês viram que a gente tem bastante
campo, né? de de campo, coisa para
avançar com a criança, para que ele se
desenvolva, né? Eu sempre invo é que
eles conheçam tudo isso para para ver em
que fase que o filho tá, dependendo da
idade, dependendo da fase, dependendo do
desenvolvimento, você aplica isso ou
aquilo ou algumas coisas.
>> Isso a necessidade de cada criança, né?
>> Examente. Exatamente. Dependendo da
necessidade.
>> Sim. Quando a gente, então, a gente tá
acabamos de falar aqui de equilíbrio,
maturidade emocional, né, que a gente
precisa ter, principalmente quando a
gente tá lidando com uma pessoa
neurodivergente.
Mas a gente também precisa falar aquela
mãe que trabalha,
aquela mãe que é esposa,
né? Como é de conciliar
tudo isso profissional
e esse coração da mãe que cuida, que
cuida, aquela mãe que trabalha, como que
funcionou para você, Silvia?
Eh, esse é um grande desafio, né? Porque
a gente como mãe eh eh realmente a nossa
tendência é grudar no filho e largar o
resto. E não pode, né? até diante de
Deus mesmo. O nosso primeiro compromisso
é com Deus, claro, mas com o cônjuge
também, né? Primeiro até é é estranho
falar isso, a gente até acha assim, mas
biblicamente o cônjuge é prioridade em
relação aos filhos. Inclusive, é claro
que os dois juntos t os filhos como
prioridade, né? Porque os dois têm que
caminhar junto e cuidar dos filhos. Mas
para o coração de mãe, isso daí quase
que a gente eh eh não quer. Mas é porque
o plano de Deus é que a família seja
caminhe junto, né? Pai e mãe juntos,
unidos, então cuidam bem do dos filhos.
Essa é a ideia. Então assim, não é
simples, não é fácil. Eu eh trabalhava
eh eh trabalhava 40 horas semanais, como
eu falei. Depois, por causa do Pedro, eu
fui diminuindo, fui para 30 horas. E
assim, eh, é interessante como que Deus,
Deus tem paciência com a gente, né, e
vai trabalhando o coração da gente.
>> Eu ia, eu ia, é, eu tava no meu serviço
tão tão bem e tava com uma chefia e
saindo, fazendo cursos fora tudo, porque
como Pedro tava nesse modelo de manhã ia
na escola, à tarde tinha terapia, eu era
livre, né, digamos assim, podia fazer
minhas coisas. Aí foi muito interessante
que um dia veio uma senhorinha da igreja
aqui me visitar dessa raidzinha tudo. Aí
veio, passou a tarde aqui tal,
conversou. Aí no final ela falou assim
para mim: "É, minha filha, então, né, o
seu o seu ministério é esse menino, né?"
Falou assim: "O Pedro tinha, sei lá, uns
10 anos por aí, menina." Eu achei,
fiquei, não gostei não daquela palavra
dela. Eu falei assim: "Oxe, será que
essa mulher acha que a única coisa que
eu sei fazer é olhar menino?" Eu não sei
porque eu tava assim bombando no meu
serviço tudo, né?
>> E e achava que engraçado, né? Como é que
a gente não tem noção, né? A gente acha
que cuidar Deus coloca uma vida na mão
da gente pra gente desenvolver e a gente
acha que não é importante. Então assim,
eh eh a gente tem tem passa, o que que
eu quero dizer? Que a gente passa por
como achar o equilíbrio entre tudo isso,
né? Como achar equilíbrio entre a missão
que Deus deu de cuidarmos desse filho,
né, que é uma missão, não só os
atípicos, os típicos também, né? A
maternidade é um um
>> é um desafio, eu acho que é um chamado
de Deus. Eu gosto muito de lembrar
>> lá lá no lá em Gênesis capítulo 20, logo
depois da queda, em Gênesis 3, capítulo
não, versículo 20, Gênesis 3:20, né? no
3:15 é quando eh Deus dá sentença ali
para Adão e Eva e a serpente depois que
comeu fruto. Então, né, Deus fala que
que cada um vai ser castigado e a só que
aí Deus fala que por meio da
descendência de Eva viria o Redentor.
Então, nesse momento, só depois desse
momento que Adão nomeia eh a mulher de
Eva. Antes, quando Deus deu a mulher,
ele só falou: "É varoa". Quer dizer, ele
entendeu que era igual ele, a versão
dele feminina, OK? Mas depois que Deus
fala que por meio dela viria a redenção,
ele chama de Eva. E Eva no original quer
dizer geradora de vida. Então eu entendo
que ali naquele momento era a redenção
do papel da mulher. A Eva seria chamada
geradora de morte para sempre, porque
ela gerou a morte no momento que ela que
ela come o fruto proibido, né? Mas Deus
traz para ela essa redenção. Então eu
entendo mesmo que que o papel da mulher
é ser geradora de vida, não só vidas
biológicas, vidas espirituais, seja quem
for Deus colocar, ela tem esse dom, ela
tem essa capacidade, né, de promover
vida na outra pessoa. Então assim, eh,
depois que eu entendi isso, assim, mudou
a minha visão do do a a minha prioridade
em relação ao serviço, sabe? que eu
achava que o meu serviço era prioridade,
que tudo que eu fazia era importante. Eu
comecei ver que, pera aí, eh, eu acho,
se um dia Deus for me cobrar as coisas
que ele colocou na minha mão, ele vai me
cobrar a maternidade que ele me deu em
relação ao Pedro Henrique, porque ex-mãe
não existe, né? As outras coisas todas
que eu fazia no meu serviço, outras
pessoas podiam fazer, mas ser mãe do
Pedro só era eu. Então assim, Deus foi
trabalhando meu coração em relação a
achar o equilíbrio entre isso, a vida
profissional, o que era prioridade. Eu
trabalhei até me aposentar, não
abandonei o serviço. Mas depois, com o
tempo, eu fui tomando a consciência do
meu papel como mãe, entendeu? e fui
tentando organizar justamente a minha
vida para cumprir esse papel de forma
melhor. Então assim, eh eh é um desafio
a gente equilibrar assim, a minha a
minha experiência foi essa, mas eu
entendo que e hoje assim a gente tem que
trabalhar, né? As mulheres têm que
trabalhar, não tá fácil no nosso país
principalmente, né?
>> Eh, feliz a mulher que pode ficar mesmo
por conta da família, dos filhos. Eu
acho, né, que tem condição financeira
que não precisa contribuir com a renda
familiar, mas a maioria de nós
precisamos. Então, esse desafio de
equilibrar, de encontrar, né, o o o meio
termo da coisa, cumprir todos os papéis
que Deus nos capacitou, nos deu dons,
talentos, né? Tem tanta mulher tão capaz
em tudo, tanta coisa, é, é realmente só
diante de Deus. Ele tem que colocar no
nosso coração a gente procurar
sabedoria, procurar instrução bíblica
para achar esse equilíbrio.
>> Eh, também precisamos eh pensar aqui
também na mãe solo, né, Silvia? Porque a
mãe solo não tem aquele apoio do marido,
do ex-marido, aband foi abandonada por
causa do diagnóstico. O percentual é
grande, né? é percentual percentual de
pais que abandonam é grande.
>> Isso. Então a gente vê que tem muitas
mulheres que realmente necessitam
>> desse apoio, né? E aí aí fala assim: "Eu
não
>> não tem aquele momento de descanso, não
tem aquele momento de respirar, tem
aquele só aquele momento do cuidar, do
cuidar, do cuidar, né? E essas mães
precisam pedir ajuda. Eu pedir ajuda
para o para uma para mãe, para um tio,
para uma amiga, para um parente, o que
for, há necessidade de pedir ajuda.
>> A rede de apoio é importante isso.
>> Essa fundamental essa rede de apoios.
Então aqui no projeto Tesouro Azul,
quando a gente fala de desse apoio, a
gente fala do cuidar de quem cuida, né?
Então, a gente tem esse momento do
cuidar de quem cuida com os pais, com
profissionais também que tem aquele
profissional que tá cuidando também
precisa, é o cuidador, né? Então ele
precisa desse cuidado.
>> Então a gente traz a psicologia da da
psicologia
fenomenológica,
trazendo esse momento do pai e da mãe se
conectarem ali, ter aquele momento seu,
aquele momento do respiro, aquele
momento de troca de experiência, aquele
momento de você se ajudarem, né? E vocês
precisam se cuidar. Tem aquele mãe
precisa ter aquele momento de cortar o
cabelo, escovar, passear,
um livro,
precisa
>> dormir
>> dormir. Muitas vezes, muitas vezes
dormir é fundamental, né?
>> Então precisa desses momentos. Então
você mãe que não tem esse apoio, precisa
de um apoio, quer seu ouvido, aqui o
tesouro azul tá à disposição, pode
entrar em contato conosco. Temos essa
prática do cuidar de quem cuida.
Retornaremos as nossas atividades de
cuidar de quem cuida em abril. Nesse
vamos ter uma uma a última terça-feira
do mês pra gente ter esse momento com
vocês. Então, foi importante falar sobre
essas mães porque elas realmente
necessitam de apoio. Eu preciso de
apoio, Silvia precisa de apoio, porque a
gente,
>> né, e precisamos desse momento desse
bate-papo, da da risada.
>> Às vezes só isso, né? Uma conversa
informal já já.
>> Nossa, já traz um alívio, né? traz
aquele alívio da alma
>> também, aquela mãe que precisa estar na
igreja. Eu preciso estar na igreja,
ouvir a palavra. Nossa, aquele momento
que você quer ouvir a palavra e você não
consegue estar porque o seu filho tem
autismo, a pessoa fala: "Ah, mas aqui a
gente não aceita". Aí, Benin, a gente
tem o nosso espaço do Tesouro Azul ali.
Vocês que quiserem nos visitar também tá
à disposição também de para recebê-los.
Silvia, você falou aqui para mim, eh,
você falou aqui da do amor de Deus, que
Deus, eh, colocou no seu coração de
trazer esse cuidado, trazer a orientação
pro Pedro. Você você abri você criou uma
metodologia, né, uma metodologia de
ensino para o Pedro, trazendo a palavra
de Deus. você poderia nos trazer qual o
que te norteou diante todo esse
processo, trazer um pouco da sua
metodologia de ensino?
Ah, então, eh, quando eu já tava
estudando com ele, ou seja, ele já tinha
13 anos, eu
eu ganhei de presente um livro
eh até minha cunhada que é terapeuta
ocupacional que me deu, que ele dizia o
seguinte, era o livro sobre inclusão de
crianças na igreja
>> e ele dizia o seguinte: "Cer que as
pessoas com deficiência serão salvas em
virtude da sua especificidade,
rouba-lhes o direito de um
relacionamento com Cristo."
E ainda é uma boa desculpa para nos
acomodarmos.
>> Isso me chamou tanta atenção, porque
assim, eu tinha certeza que o Pedro era
salvo, que ele ia pro céu. Ele não tinha
condição de entender eh pecado,
regeneração, novo nascimento, como que
ele ia entender isso? Então eu eu sempre
pensei assim que o Pedro é como um
bebezinho de 3 meses, né? Quando ele
morrer, ele vai ser salvo. Eu ainda
acredito assim que ele vai ser salvo em
virtude de não conseguir entender
completamente o plano de redenção. Mas
quando eu li esse livro que dizia isso,
é um livro que eh chama Deixai vir a mim
todas as crianças, eh eu falei, gente,
um relacionamento com Cristo, como que
pode? Como que ele poderia ter um
relacionamento com Cristo? E aí já me
veio essa aquela coisa de que olha, por
que que Deus não poderia falar com ele
na linguagem dele? Se Deus que o criou,
se Deus que fez ele desse jeito, será
que Deus não consegue falar com ele na
própria língua dele? Aí me lembrei lá do
de do de Pentecostes em Atos 2, que, né,
que os discípulos pregavam e as pessoas
diziam: "Como podem eles falarem na
nossa própria língua?" Então o Espírito
Santo ali falava com as pessoas na
própria língua da pessoa. Eu falei:
"Opa, pera lá. Então, Deus pode falar
com Pedro na língua dele. E nessa época
o Pedro não falava nada. Hoje ele já
arranha aí umas duas, três palavrinhas,
mas nessa época ele não falava nada. Aí
eu falei: "Gente do céu, então assim,
então Deus me confrontou mesmo, sabe? Eu
falei: "Eu vou ter que ensinar, vou ter
que pregar o evangelho pro Pedro agora.
Eu vou ter que dar um jeito de ensinar".
E fiquei assim mesmo incomodada. Aí como
eu já estudava com ele, né? Eu falei
assim: "Eu vou vou eu peguei coisas que
ele já sabia. Eu pensei, por exemplo,
ele sabe, ele entende bem gravuras.
Então eu vou usar gravuras. Ele entende
bem a a coisa do ritmo, né, de de você
fazer uma coisa sequenciada.
Eh eh vou usar o o canal de visual, o o
canal de aprendizagem visual, auditivo,
o movimento. Eu sei que por fim, de
tanto ali tentar alguma coisa, eu criei
uma coisa que eu chamo hoje de Bíblia
adaptada.
>> Sim.
>> Eh, que que eu eu estruturei assim,
criação, queda, redenção.
>> Sim. Porque eu queria evangelizar,
porque assim, a gente vê às vezes
material adaptado, mas assim, contando
historinha, história de Noé, história de
de Jonas, histórias soltas, mas eu
queria
>> apresentar o evangelho, eu queria dizer
para ele, nós somos pecadores e Jesus
morreu por nós e e por isso somos
salvos. Eu queria dar um jeito de falar
isso para ele. Ah, então eu fiz esse
material. Eh, a a ideia é a seguinte,
tem tem uma página com gravuras, por
exemplo, da criação, aí ele lê na
Bíblia, tá lá, ele já sabia ler, então
aproveitei disso que ele sabia ler.
Então, leia Gênesis 1:1. Aí eu usei a
Bíblia na linguagem de hoje porque o
vocabul vocabulário dele era bem
restrito assim. Hoje ele já lê comigo na
minha Bíblia, mas nessa época ele tinha
pouco vocabulário, então achei com
palavras mais fácis. Ele lê lá: "No
princípio Deus criou os céus e a terra".
Aí tinha várias gravuras de vegetal, de
céu, de terra, de montanha. Aí eu repeti
o versículo e deixava uma lacuna. No
princípio Deus criou o quê? Aí aqui do
lado um monte de tarjetinhas soltas com
as respostas. Então ele tinha que ler na
Bíblia, tinha que ler a pergunta,
procurar a resposta. tava aqui o céu e a
terra, pegar a targeta e colocar aqui.
Então o senhor tava usando a visão, a
audição, o movimento, tentando unir o
máximo de canais de aprendizagem para
passar aquela informação. Aí a Bíblia
toda tem, são 56 páginas, tem eh a
criação,
cada etapa, todos os contexto bíblico,
depois a queda, né, que aí eu eu falo:
"Como é que eu vou ensinar pecado para
esse menino?" Meu Deus. Aí fiquei, aí eu
tive a ideia do pode não pode comer. Ele
também já sabia porque Pedro não pode
comer, não põe na boca aquela coisa,
bota borracha, bota papel, bota porcaria
na boca, então não pode comer. Ele
conhecia muito bem, né? Então eu falei,
eu falei Pedro, aí tinha a árvore do
conhecimento do bem e do mal que Deus
falou para Adão e Eva: "Não pode comer".
Eu falava do jeito que eu falava para
ele. Eu disse, eu disse que Deus falou
para Adão e Eva, não pode comer da
árvore do bem e do mal, não pode comer.
Só que aí Adão e Eva desobedeceu. O
conceito também de obedece, de Pedro não
desobedece, Pedro obedece. Ele também já
tinha. Então eu fui pegando coisas que
ele já tinha e aí aí aí vou mostrando,
né, contexto bíblico. Então eles
desobedeceram e quem desobedece merece
ser castigado. Aí vem lá o 3:15. Então,
a serpente foi castigada, rastejará, né?
No aí ele pega o versículo e põe: "Adão
foi castigado com suor do teu rosto,
trabalharás". Eva foi castigado, né? Com
dores de parto dará luz, tudo. E aí, aí
eu continuo aí depois na na parte da
redenção, mas Deus amou todo mundo,
enviou o seu filho para morrer, né? Deus
prova o seu amor para conosco pelo fato
de ter Cristo morrido por nós. Aí eu
falo: "Jesus foi castigado em nosso
lugar. aquele castigo que era nosso,
Jesus levou. Então assim, eu fiquei
muito feliz que eu consegui apresentar
para ele o plano de salvação. Nós
merecemos, quem desobedece merece ser
castigado e Jesus foi castigado em nosso
lugar. Então ficou muito a eu fiquei tão
feliz quando eu consegui. E aí ele
estudou nessa Bíblia muito tempo. É
coisa para estudar anos. Todo dia a
gente fazia. Como ficou grande, nunca
fazia numa sentada só. Então, a gente
fazia uma parte, depois fazia, depois eu
levei paraa igreja, pessoal fazia lá no
horário da EBD com ele e tudo. Então,
eh, eu fiquei bem feliz que eu consegui
montar esse material aí para ele, para
ele,
eh,
entender o evangelho, né? E aí com isso,
assim, o Pedro se desenvolveu muito. E
outra coisa muito interessante, Aline,
naquela hora que você perguntou de de
ganhos do Pedro, né? Foi muito muito
perceptível como que quando eu comecei
trabalhar o evangelho com Pedro
Henrique, como ele mudou. Ele, ele era
um menino que às vezes ele ficava
nervoso, ele se batia, ele dava uns
socos assim no queixo, que o queixo dele
chega era escuro, sabe? Então na nuca
assim também, menina, ele foi se
acalmando. Aí eu aí eu usando da
ecolali, a gente começou a memorizar.
Ele sabe vários salmos de cor, ele sabe
eh, eu tô frequentando a igreja
presbiteriana e ele a gente usa muito
catecismo lá. Então tem os catecismos
infantis com perguntinhas mais curtas e
respostas curtas. Eles sabem as
perguntas do catecismo de cor. E aí que
que eu pensei? O meu papel é inserir
Bíblia na cabeça desse menino. E o
Espírito Santo vai falar o coração dele.
E realmente, realmente ele foi se
transformando. Ele foi se transformando.
Hoje ele é um homem calmo, dócil,
tranquilo, não tem agressividade, não
tem, não, não se agita. Ele é assim, a
gente vê que realmente a presença do
Espírito Santo na vida dele, sabe? É
muito interessante. E é tanto assim que
o Pedro ele ficou assim tão, tão
tranquilo, tão bem, que as famílias
começaram a me procurar, sabe assim,
Silvia, o que que você faz com Pedro?
Silvia, o que que você faz com Pedro? Aí
acabou que eu comecei eh eh
ter várias famílias assim acompanhando
famílias e orientando e dando dica. Aí
eu vi que eu tava eh já meio que
trabalhando com aconselhamento, sem ser
capacitada. Daí eu fui, eu falei, não
vou ficar dando pitaco na vida ali. Aí
eu fui, fiz uma, uma formação em
aconselhamento bíblico, fiz uma outra
formação em teologia sistemática, eu fui
me capacitar para acompanhar essas
famílias, sabe? Então assim, hoje o eu
tenho trabalhado, Deus tem me desafiado
para trabalhar com famílias atípicas
nessa área de aconselhamento, de
aconselhamento bíblico e e orientação
também, né? eh em relação ao
atendimento, tudo. Então, tem sido bem
bem interessante isso que Deus tem
colocado e fruto do do Pedro, do
desenvolvimento do Pedro, né? Então,
assim, bem joia. Até até tem um curso
que a gente lançou agora recentemente
para famílias atípicas, dando
orientações, dando eh dicas, tudo na tá
lá na Hotmart, o curso que a gente
montou. Então assim, é o caminho que
Deus tem guiado minha vida nessa jornada
com Pedro Henrique.
>> Ohó, parabéns, parabéns pela mãe, mãe
caprichosa, dedicada, né, que buscou
informação e tá aprendendo cada dia mais
com Pedro e tá desenvolveu esse curso.
Aí vocês podem entrar no Hotmart. É no
Hotmart, Silvia, que as pessoas tá no
Hotmart. É, tá no no Hotmart. Tá lá,
chama eh família típica, um caminho a
seguir.
>> Eu posso até depois te mandar o
linkzinho, se você quiser deixar aí no
chat o link da página, que a pessoa
entra na página onde onde apresenta ele
>> apresenta o curso. Perfeito.
>> Ah, tem uma pergunta aqui que até a foi
uma fala aqui da Carla Rodrigues, né,
que ela tá, ela perguntou qual foi
aquela frase que você trouxe aqui antes
de você iniciar falando do curso. Crê
que as pessoas com deficiência, você
pode repetir essa frase, por favor?
>> Tá bem aqui, ó. O livro, o livro é esse
daqui, ó. Deixar vir a mim. É logo no
começo, logo no começo do livro. Tá até
grifadinho de amarelinho aqui. Eu vou
ler para vocês. Fala assim, ó. crer que
as crianças especiais, naquela época
desse livro chamava ainda de especial,
são salvas apenas em virtude de sua
especificidade, rouba-lhes a riqueza que
o relacionamento com Jesus traz. Além
disso, isso nos dá uma boa desculpa para
nos eximirmos de responsabilidade como
cristãos com elas.
Deixa estar aqui. Deixar virar, deixar
virar minhas crianças. É da
da da da da
CPAD. Cepad.
>> Isente. [risadas]
Então, eh, a gente tem alguém mais
perguntando aqui no chat que seria muito
interessante essa vocês tirarem dúvida
aqui com a Silvia, porque esse momento é
o momento certo, né, Silvia? falar um
pouco da do nível três suporte,
porque há muita dúvida sobre o como
lidar com o adulto, né, nessa fase, eh,
e como essas pessoas eh como eu recebo
um adulto na igreja. Então, tem muitas
dúvidas. Ai, como que eu faço pro meu
filho? Ele ele ainda tá na fralda, ele
tem 15, 20 anos. Como que eu faço? A
gente o que o que eu faço com meu filho?
Uma das importân algo importante para
uma pessoa quando tá na fase no nível
três suporte, precisamos trabalhar o
autocuidado, porque esse é a gente tem
que pensar na autonomia desse sujeito,
né? Devemos pensar como eles escovar os
dentes, tomar banho, ter essa autonomia,
fazer seu próprio, fazer comida, fazer
seu café, seu suco, porque
devemos pensar que a gente não vai estar
aqui a vida toda, né? Precisamos eh
apoiá-lo, como a Silvia trouxe aqui pro
Pedro, ele ajuda no na na atividade
diária em casa. Então, é muito
importante isso também. é não deixar de
sair de casa. Eu acho que não é porque
ele tem nível três suporte que ele essa
criança, esse adulto tem que ficar preso
dentro de casa. Dá isso, dá essa
oportunidade de ouvir essa, esse esse
adulto, deixa ele se expressar, porque
se você olhar para ele além desse
diagnóstico, você vai potencializar, que
nem a Silvia fez aqui com Pedro, você
vai cuidar dele com essa essência e vai
avançá-lo, né? Ele vai poder falar pelo
menos que ele quer. Eu quero comer,
quero beber. Traga essa comunicação
alternativa e aumentativa para esse
jovem, né? Faça esse adulto se
expressar, deixa ele falar, deixa ele
trazer do jeito dele, né? Al do
>> jeito dele. A gente quer que ele fale do
nosso jeito.
>> Sim. Ó, para você ter ideia, uma um
adulto que eu recebi com autismo nível
três suporte, a única comunicação dele
para para o sim era sim e para o não era
assim. Pronto. Aline, ele era assim que
ele se comunicava, era funcional, era o
jeito funcional dele se
>> né falar muita coisa com isso.
>> Dá para falar muita coisa, né? Então o
que a gente acrescentou no na
comunicação dele, a comunicação
alternativa eativa.
>> O que a gente trouxe o PEX, a fala
funcional para ele também, né?
>> E ele teve oportunidade de falar o que
ele tá sentindo, ensinar os as emoções,
né? Eu tô triste, eu tô chateado. Ensina
essas emoções para ele para que ele
possa nomear que ele tá triste, ele tá
chateado.
>> Uhum.
>> Ensina ele a nomear o corpo, né? Tá com
dor, onde tá doendo. Como é importante
essa comunicação, como é importante você
deixar ele se expressar. Ah, mas é a meu
filho vive numa crise, né? Que todo
mundo fala assim: "Meu filho vive na
crise".
>> [risadas]
>> Só que a crise ela traz seus sinais, né?
Uma crise não é assim do nada, ela traz
os sinais. E nesse caso com esse jovem,
esse adulto era a a dificuldade da
comunicação, né? Então, há gente
observar, entender qual o que o que
antecedeu, qual foi o comportamento,
qual foi a consequência. A gente precisa
aprender um pouco mais. Pensando nisso,
a gente, eu também trouxemos o livro do
projeto Tesouro Azul, que esse livro ele
enfatiza o ministério infantil, né? Como
incluir uma pessoa com autismo no
ministério infantil,
mas também traz a análise do
comportamento aplicada, que traz a aqui
a a tríplice contingência.
Aqui a gente traz a visão de Cristo
sobre a inclusão, como que é incluir,
como eu recebo um pai e uma mãe na
igreja, como que eu converso com esse
pai e com essa mãe, né? Então, a gente
tem esse livro que inclusão aos olhos de
Jesus, todo o valor destinado da venda
desse livro é do Tesouro Azul, foi
destinado para ele para que esse esse
livro alcance muitas muitas igrejas,
muitos locais. Eh, pela graça do Senhor,
esse livro já chegou, se tornou
internacional, já chegou no Japão,
já chegou no Peru. Mas você precisa
aprender um pouco mais, busque mais
informação. No dia do nosso workshop
Tesouro Azul, teremos a o lançamento do
curso Inclusão aos olhos de Jesus. E aí
vai ser algo enriquecedor para vocês
aprenderem mais, né, Silvia? Eh, a gente
já tá chegando na nossas nesse momento,
nossas nossas considerações finais. Eu
gostaria que você me falasse um pouco,
né, que a gente você trouxe aqui o
diagnóstico no define de uma forma tão
enriquecedora,
com o olhar de uma mãe com os olhos
brilhando falando do Pedro. Isso que é
tão, nossa, aquece, aquece o coração
aqui do meu, ai, eu tô tão feliz assim
porque a gente vê esse olhar, esse olhar
de uma mãe, uma mãe cuidadosa. E uma mãe
que ao mesmo tempo que é cuidadosa, tá
pensando no avanço do Pedro, né?
Pensando no Pedro avançar. O Pedro vai
eh vai ter autonomia, o Pedro tá se
comunicando, o Pedro tá tá interagindo.
Olha a habilidade social aí,
enriquecedora.
>> [risadas]
>> Então, eu gostaria que você nos
trouxesse uma consideração final,
falasse para nossos ouvintes aqui para
que ele uma uma fala sua que você Deus
vai te usar.
Ah, então, eh,
eu queria eu queria falar aquele texto
lá do Salmo 127 que diz que filhos são
como flechas, né, na mão de um
guerreiro. E a flecha é para ser atirada
ao longe.
E mesmo os filhos atípicos, os filhos
com alguma dificuldade, nós precisamos
preparar para lançá-los ao longe, para
eles crescerem. Eh, a gente às vezes
quer proteger tanto, quer guardar tanto,
quer, né, cuidar, ai meu pai não não
posso deixar, ai, ele não dá conta, ele
não consegue. Então, a gente naquele
cuidado tão grande, a gente acaba eh
impedindo ele de crescer, de se
desenvolver. Então, assim, eu queria
deixar esse desafio do Salmo 127, que
seu filho tenha ele a dificuldade que
tiver, você olhe para ele e diga: "Ele
vai crescer, eu vou lançar ele ao
longe". Onde for a distância, a
distância é Deus quem dá. A distância é
Deus quem dá. Mas você tem que colocar
no arco e você tem que atirar para ele
ir, para ele crescer, para ele,
>> Deus que vai dizer até onde. Então
assim, eh eh esse salmo me desafia
sempre. Eu falo: "Meu pai, eu tenho que
lançar meu filho ao longe". [risadas]
Então, eh eh eu gosto sempre de
compartilhar esse, esse desafio, né, com
os pais, porque a gente se deixar a
gente guarda dentro do quarto, fecha a
porta e fica lá junto, quietinho,
abraçado. [risadas]
>> Mas não é esse o nosso papel.
>> Isso mesmo. Não é o nosso papel, né?
>> Nosso papel é avançar, é deixar que ele
siga os horizontes, né? [risadas] Eu
gostaria de encerrar eh essa nossa live
com uma uma palavra que um versículo que
que aqui de Filipenses 4:13 que ele fala
tudo posso naquele que fortalece. E esse
versículo ele não fala sobre ausência de
desafio, ele fala sobre força no meio
deles, né? que a gente como mãe atípica,
nós precisamos de força. Eh, essa
jornada de inclusão também não é tão
fácil, não é tão simples, não é tão
simples de com trazer pessoas para esse
olhar que a gente tem como mãe, vê o
avanço dos nossos filhos. Então a gente
precisa trazer essa conscientização,
mas eu também vejo que a nossa
paciência, esse preparo, essa fé, esse
compromisso que a gente tem, a gente a
gente também traz ess revela diante do
nosso filho esse crescimento, essa
superação, esse propósito.
Quando olhamos essa criança, eh, cada
criança, quando olhamos cada família e
cada profissional envolvido que que
estão caminhando conosco, está olhando
paraos nossos filhos, além do
diagnóstico,
a gente vê que que é isso que nos
fortalece, né? nos fortalece que porque
essa criança, esse adulto vai avançar de
uma forma grandiosa.
Eh, eu só tenho agradecer esse momento
com vocês, eh, que esse compromisso que
a gente trouxe aqui hoje, o compromisso
do olhar, esse olhar além do
diagnóstico, esse momento de
camminharmos juntos, eh, vendo que a
gente precisa de uma rede de apoio, que
a gente precisa de uma mãe que se
dedique com seu filho, mas a gente
também precisa de uma mãe que precisa
cuidar de você.
>> Sim. Então, venha fazer parte desse
cuidar de quem cuida, venha estar
conosco no projeto Tesouro Azul, que vai
ser a partir de de abril, que vamos
retomar esse momento com vocês
>> e que venha que a nossa prática que é o
meu filho falando, [risadas]
>> que a nossa prática de fé permanece sim
conosco, que a que esse conhecimento
seja acompanhado de sensibilidade.
>> Amém. Que esse compromisso da inclusão
seja a expressão do amor de Cristo na
vida de vocês,
que através de ele nos fortalece também
nós conseguimos dizer até que
conseguimos continuar, porque até aqui o
Senhor nos sustentou.
>> Amém. Então, quero agradecer muito a
vocês, eh, Silvia Matos, por você tá
aqui conosco. Essa essa live aqui foi
[risadas]
>> foi lindo demais, foi muito maravilhoso.
Ai, tem uma pergunta aqui da Carla sobre
o livro Inclusão aos olhos de Jesus.
Carla, esse livro ele tá no Hotmart, ó.
No Hotmart não, no Amazon, tá? Hotmart
você falou, tá?
>> Tá na Amazon inclusão aos olhos de
Jesus, tá? Tá na na Amazon, tá? Só
ebook. Nós teremos a venda no workshop
Tesouro Azul no no dia da no dia 11,
não, dia 4/11 aqui na dia 11/04
11 do 11/04 11 de abril no nosso
workshop ali teremos ele para paraa
venda. Teremos o curso inclusão audos de
Jesus também ali disposição de vocês.
Pedro
>> e aí teremos também um entre mães aqui
com a Silvia Matos. Ela vai levar o
Pedro. Olha que coisa. Vamos conhecer o
Pedro. Pedro vai estar conosco. Vai ser
um vai ser muito fofo. Olha esse momento
aqui. A conscientização vai nos aquecer
o coração. Estamos no mês de abril. De
abril, né? Que vai ser no mês de abril.
Um mês mês m da concentração.
>> No dia 3 de abril também teremos a a
live falando da conscientização
do autismo. Então fique ligado também no
dia 3 de abril que estaremos à
disposição nesse momento tão precioso
com a com a Luna Sampaio, com a Patrícia
e a gente vai falar um pouco sobre a
inclusão
que é através da conscientização, né?
Então, obrigada, Silvia, que Deus
abençoe. Obrigada a todos os nossos
ouvintes aqui e até a próxima. Ciao ciao
ciao.

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