Genealogias bíblicas, pra quê? – BTCast 633
17/02/2026
Genealogias bíblicas, pra quê? – BTCast 633
Aprender novas habilidades deixou de ser "diferencial" e virou parte do básico pra crescer na carreira. A Hashtag Treinamentos vai iniciar o Intensivão de Power BI dos dias 23 a 26 de fevereiro, totalmente gratuito. Garanta sua vaga: https://swiy.co/powerbirodrigobibo
Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast! Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique, Alexandre Milhoranza e Erlan Tostes mergulham em um tema muitas vezes ignorado nas leituras bíblicas: as genealogias. Longe de serem listas monótonas de nomes difíceis, elas revelam teologia, identidade, memória e propósito na narrativa das Escrituras. Por que os autores bíblicos dedicaram tanto espaço a esses registros? O que elas comunicam sobre promessa, linhagem e fidelidade divina? E como esse gênero textual transforma nossa forma de ler a Bíblia? Essas e outras perguntas são exploradas nesse BTCast!
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Na outra casa lá em Monpelier a gente teve problema de entupimento de cama. >> Uhum. >> Aí eu ficava >> Era cabelo da Cláudia, era cabelo da da Ana. Meu, como é que o nome da tua mulher esque dela? [risadas] Orgânica. >> Ana Cláudia. Ana Cláudia. Tá certo. >> Ana Cláudia. Sim. Aí eu ficava jogando aqueles diabo verde, né? >> Hum. Só que aquilo lá é uma base que só funciona em matéria orgânica. >> O problema do entupimento do cano não era matéria orgânica, era matéria mineral, porque aqui tem muito calcário >> e o bases só dissolvem matéria orgânica, enquanto que o problema era calcário, que era mineral. Então eu aprendi que eu tinha que jogar ácido clorídrico que age em matéria não orgânica. Meu Deus, o cara vai pra França, tem que aprender química, pelo amor de Deus. [risadas] >> Eu tive que fazer um miniurso de química para saber que em vez de comprar ah ácido sulfúrio, que eu tinha que comprar ácido clorídrico. >> Agora eu tô aprendendo biologia, porque para capturar esse camundongo tem que usar, tem que saber como ele se alimenta, como ele se locomove. >> Meu Deus. [risadas] Caraca, mano. Tem que fazer maor estudo de casa para poder >> assim. E na igreja, ã, eu tive que de pastor virar um pouco, eh, psicólogo, >> psicoterapeuta e quase por um trz >> que eu não entro na psiconeurologia. >> Olha aí. >> Mas, mas tem que saber um pouco mesmo. Olha, o Víor Fontana tem um texto no Bibotalk já de anos e ele fala um pouquinho sobre essa questão da relação de psicologia e fé. Cara, poucas pessoas falavam sobre isso na época e o Víor escreveu um texto no Bibotalk. Tempo que a gente escrevia texto no Bibotalk, né? Nossa, faz tempo isso. Tinha textos lá. >> Nossa, o tempo do texto mesmo. Tempo do texto. Tinha até aba do cara, a gente tava com um problema sério no nosso site, velho, que alguém hackeou o nosso site e maior parada de bet. Tu clicava em link do nosso site, ia pra coisa de bet. Aí o pessoal, mano, o Bibo se rendeu ao patrocínio da Bet, mano. Antes se eu tivesse uma grana, quem dera não. Proposta, eu recebi no meu Instagram, né? Mas pro Bibotal não. Agora sim, >> cara, que loucura. Hackearam nosso site, mas acho que o Douglas já deu uma já deu uma limada lá. Mas enfim, o Víor escreveu, cara, sobre a necessidade dos pastores conhecerem mesmo algumas questões da psicologia, porque fazer uma uma miniérie de de mensagens >> Uhum. >> sobre o desenvolvimento pessoal à luz da Bíblia. >> Olha aí que legal. >> É, a gente não pode negar esses assuntos, cara. >> Não, não. Esses assuntos são importantes. >> Quem sabe vir um livro? Ó, >> olha aí, já tem aí, ó. Estamos juntos. Eu eu levo lá pra Toma, se quiser. >> Essa questão de saúde mental é importantíssima. Eu vi uma pesquisa, eh, 56% de líderes religiosos eh sofrem depressão. >> Assim, é absurdo. Uma porcentagem altíssima, né? Porcentagem que sofre ansiedade. É ansiedade mesmo, é transtorno de ansiedade generalizada, né? O Tag. Quem, quem quem falou, ô Melhor, que que >> Eu eu fui o quando eu tive os problemas todos lá há do anos. >> Aham. >> Eh, foi e numa certa medida continua sendo, porque isso não tem cura, né? Transtorno de ansiedade generalizada. >> É fogo, né? >> Não tem cura porque é uma emoção, né? Você não cura a emoção. >> E pode ter uns gatilhos ou você reduz ou você aumenta, né? é um uma questão de controle, de ambiente, fenômeno, aí precisa ser realmente muito cuidadoso com isso. A na no seminário, a melhor matéria que eu tive, por incrível que pareça, foi a de eh sobre saúde mental, na verdade psicologia e e depois uma sobre saúde mental. Muito boa, professor. >> Cara, tu me lembra, tu destravou a memória agora, Luiz, porque quando eu fiz o seminário, a gente teve uma a gente teve um seminário, eu fiz, na verdade, eu fiz faculdade de teologia, né, mas que ainda tinha uma cara de seminário. A gente fez um seminário sobre a aconselhamento cristão e psicologia, alguma coisa assim. E quem deu aula para nós era um cara, um autor até tem livro publicado nome dele. >> Não, não [risadas] >> é alguém. >> Não, eu vou falar que no meu seminário J Adams era pulverizado pelos professores. >> Não, não, cara, é muito louco, né? Eu citei o J Adams no meu livro Deus se destrói sonhos. Tem uma fala dele sobre que é muito boa. Eu não lembro que em contexto, mas tem uma fala dele que era muito boa sobre negar a si mesmo e tal, alguma coisa assim. Mas enfim, eu eu não gosto de tudo o resto que ele fala, né? Aliás, eu citei até uma carta no meu livro, tá tudo bem, né? Então assim, eh, mas cara, teve um seminário, velho, que a gente teve sobre psicologia e aconselhamento cristão. Eu lembro que boa parte dos alunos, cara, por que que a gente tá estudando teologia? Deu uma crise assim na gente, >> porque assim, mano, a gente precisa saber, a gente precisa saber mais disso, >> né? É muito legal a gente saber grego, hebraico, entendeu? Saber explicar. Tanto que o bibot, o bibotal que nasce, né, desse meu amor pela teologia e tudo que eu aprendi no seminário, quis de alguma forma difundir tal com Bibotalk. Aliás, estamos fazendo aí, galera, em março, 16 anos, não, 15 anos de Bibotalk. 15 anos de Bibotalk. >> É 2011, cara, né? Começamos em março de 2011. Enfim. E aí eu lembro que teve uma crise na sala de aula, cara, porque era tipo isso assim, mano, eh, a gente precisa aprender mais disso aqui, porque a gente vai lidar com pessoas ali, entendeu? E e é legal a gente saber a palavra de Deus, entender de contexto histórico e coisa erada, mas, cara, eu preciso saber como aconselhar as pessoas, como entender as emoções, sabe? Como entender e e cara, e e aprender. E ele deu várias técnicas de aconselhamento e tal. E aí a gente viu como a gente era meio pato nessa parte, né, e que vai ocupar boa parte do eh ministério pastoral, né, você aconselhar pessoas, né? E a gente vive e eu acho que ó, e o milho falando, eu vejo que não é um problema só do Brasil, mas eu acho que é um problema muitas vezes da igreja ou não sei se é um problema, mas as pessoas querem uma palavra, mano, eu vou pra esquerda ou vou pra direita, pastor, o que eu faço da minha vida? Tá ligado, mano? É muito louco isso, velho. >> É, existe uma crise porque quando a galera full aconselhamento bíblico, redentivo e anti integracionismo, né, com a psicologia, >> vai criticar a psicologia, eles criticam os fundamentos da da psicologia, que muitas vezes são humanistas, secularistas e não levam em consideração uma antropologia bíblica, né? Então essa mescla ela precisa ser feita com muito cuidado e sem radicalidade. As pessoas às vezes vão para caminhos que querem chutar o psicólogo de dentro da igreja, sendo que existem técnicas muito eficazes, existem o o usos da compreensão da mente humana que são muito eficazes. Assim como não tem fórmula de báscara na Bíblia, também não tem compreensões específicas da mente humana, que são desenvolvimentos modernos e que podem ajudar pessoas de carne e osso. E as pessoas querem ficar só na teoria, >> batendo na nos fundamentos. >> É, não é? Porque boa parte da crítica também eh se refere a um objeto da psicologia apenas a uma linha. a gente, por mais que o nascimento da da psicologia tenha essa característica do humanismo e tal, ele se desdobra e ele também assimila outras filosofias que abrem espaço para um diálogo com a fé que é muito benéfico. Isso pós eungue, tá? Você tem diversas linhas muito diferentes. A minha esposa é psicóloga e aí vai depender muito da linha. Nenhum psicólogo é um psicólogo de uma linha que seja puro. Se é puro, se é um faz parte de uma escola, é que e não abre espaço para não tem como você fazer isso. A maioria dos psicólogos misturam abordagens, né? Né? Eu sigo aqui a fenomenologia, mas eu gosto também um pouquinho aqui da psicanálise ou junto ou uma coisa ou outra. Enfim, se eu falei uma besteira, pessoal, me não nada a ver. Fenomenologia e psicanálise não pode. Eu não lembro se as duas podem conversar. Enfim, >> não é no final, no final assim a a mistura ela é um é algo que é um prato cheio pra psicologia como um todo. >> Só não pode clínica que manda, né? >> Só não pode horós constelação >> constelação familiar, né? É isso. >> É. Não, porque eu eu tava uma vez numa sessão de terapia e a minha terapeuta soltou essa. Rodrigo, você é muito Sagitário, hein? Aí eu falei: "Beleza, obrigado, quer bom? Opa, vamos recindir o contrato aqui. >> Uma vez de púlpito, eu eu eu recomendo pra igreja toda, cara. De púpito façam terapia. >> Terapia. >> Não, mas tu tá falando da tua antiga igreja, daí lá era eh não deixa. Tu tinha que chamar, vamos fazer um exorcismo lá. Acho que não era terapia não. Mílio, [risadas] lá lá na lá era. Outro que venderia bastidores de um pastor na França. Pronto. >> Exato. Não é bom que eles eles não eles não entendem português, então tá tudo bem a gente falar isso. Não, publica aí. pro francês só pela ousadia, >> ó. Beleza. Ó, esse o assunto do podcast, não é esse. Eu sei que vocês gostariam que a gente continu, esse assunto tá muito legal. Continuem, gente. Nós temos bons podcasts aqui na Casa Bibotalk falando sobre fé e psicologia. Sério mesmo. A gente tem papo com Cauane Leite, Daniel Guanais, a gente tem papos com a Ender Borba, a gente tem papos com Ismael Sobrinho. Sério, tem bastante conteúdo aqui na casa Bibotalk. Vou pedir depois pro Luiz elencagem. Tem, na verdade, tem uma playlist só sobre saúde mental aqui no Bibotalk. Então você, cara, esse assunto é muito legal. Então, a gente começou a conversar sobre esse assunto. Aliás, Mil, eu posso deixar na edição que tu falou que tem que tu é ansioso e é doente e tá beleza. Então, tá bom. >> Então, vou deixar essa parte aí, vou deixar tudo na edição, então tá. >> E falar em doente, eu começar a tomar remédio, galera. Comecei a tomar remédio, hein? Entrei no grupo dos, é, para TDAH, entendeu? Ah, você também faz parte dos psicotrópicos. >> É, tô entrando na gang. Bom, é caro o remédio, pelo amor de Deus, pessoal. >> Surpresa, hein? >> É que surpresa. >> Olha aí. Mas tô medicado agora. Tô medicado. Percebam, ó. Tá, vai, vai dar tudo certo. >> Aqui não é caro não, cara. O sistema de saúde cobra cobre pelo menos 95% do custo. >> Que bom, cara. Que bom. Que bom. Não, e aqui eu tive que comprar o meu particular mesmo. Nossa, esse foi em gotas. Enfim, depois eu vou para as bagas, mas como eu tô medindo ainda aqui as coisas, vamos em gotas para começar devagar. Mas olha só, gente, então >> tem um bom tempo que eu já não preciso mais, graças a Deus. >> Glória a Deus. Glória a Deus. Não, glória a Deus. Isso é muito bom, milho. Isso é uma notícia realmente muito legal. Mas galera, falando sério, se você quiser sair daqui, porque a gente vai falar sobre genealogia bíblica, entendeu? Vamos falar sobre sexo na Bíblia, beleza? Então assim, eh, se você quiser ir para outro, cara, eu quero saber sobre saúde mental, sobre tá, tá aqui, ó. O Luís vai montar, vai montar, vai elencar os podcasts que a gente fala, vai tá na descrição aqui no YouTube em bibotalc.com. Este é o BTCash 633, tá bom? E aqui na descrição desse BTC você vai encontrar vários episódios que falam sobre saúde mental. A gente tem bastante mesmo, tá? Inclusive temos episódios falando sobre o cansaço, espiritualidade para uma sociedade cansada. Cara, esses temas bem legais já fizemos lá. Agora a gente quer falar de outro tema legal que é genealogia. Mas vou fazer abertura, ó. Abertura aqui, ó, tudo improviso, tá? Vocês perceberam que tá com menos edição o BTCh agora. É isso, galera. Menos edição, redução de custo, entendeu? É isso. >> Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTCh de número 633. Eu sou Rodrigo Bibo e não dá para podar árvore genealógica. Se desse eu gostaria. >> [risadas] >> Ô louco, eu não sei que é pior, o pó da árvore genealógica ou a a mágoa embutida. [risadas] >> Não, é mais indiferença mesmo. Já passou da mágoa. É mais indiferença. É pior. >> Quem nunca, né? Quem nunca? >> Quem nunca? >> E eu sou Alexandre Emílio Oranza. E tá aí uma boa lista para quem tá esperando o bebê e escolheu um nome. >> Jesus. Cara, um dos mais legais que eu acho, pelo menos nas traduções em português, o nome é o Big Vai. Não, >> cara, eu sei que o grande, né? >> Não pode ter alguém chamado Big Vai na Bíblia. Não pode. Eu não, eu vou pesquisar isso agora. Big Vai na Bíblia. >> Big Vai, cara. Essa para mim não é crônicas. É crônicas, não é? >> Meu Deus. Big vai tem. Ele aparece em Esdras Neemias. Não [risadas] pode ser, cara. Não, não, não. Para, parou. Pode ir embora, gente. Acabou o BTC. [risadas] Hemorragias nasais agora sobre tem um nome na Bíblia. Não, eu vou ter que fazer um story sobre isso. Tem um nome na Bíblia chamado Big Vai. Pronto. >> Big Vai. Esse é, esse cara vai mesmo. >> Não, mano, esse cara foi, né? Porque ele já morreu, no caso. Mas, mano, muito bom. >> Agora big foi. [risadas] >> Big foi. Agora é Big Foi. Nossa. Ô, Orlan, depois dessa nem faz a tua entrada, Orlan, porque acabou. Acabou o podcast. [risadas] Acabou. Ah, não. Eu eu vou ter que vou ter que honrar minha tradição aqui. Eu sou Erlando Tostes e hoje a gente conversa sobre tradições onomásticas patronímicas. >> Nossa, mãe do céu. Aí, [risadas] aí faltou, aí faltou o cursinho aqui. Faltei no cursinho. >> Muito bom. Muito bom. >> Faltei o cursinho. [risadas] >> Não, não. Pera aí, gente. Vai explicar isso aí do Erlan, para. >> Vai. Não, não, não. Mas vai explicar na no episódio. >> No episódio. Tá bom. >> Dá, dá, dá para fazer >> nome de anime >> aí. E eu sou Luís Henrique. E a Torá sem genealogias é a mesma coisa que uma carroça sem os seus bois para levá-la. >> Podia ser sem a roda, né? Mas é bonita a ideia do boi, né? Tá certo. É. Não, mas é chamar todo mundo de boi, né? De gado. É isso aí. >> Não, em ano de ano de eleição. É, ano de eleição é bom evitar. É bom evitar. É difícil. Anos difícil. Ano difícil 2026, hein, galera. Estamos aqui com Miloranza, Erlan e Luiz para falarmos sobre as genealogias da Bíblia. Sim. Aquela parte na Bíblia que às vezes eu sei, você pula, eu sei que você pulou parte de números, eu sei que você teve dificuldades com o livro de crônicas, eu sei que você pula a lista de nomes ou só faz aquela leitura meio panorâmica. Não te julgo. Eu, Rodrigo Luiz Jaquino, CPF042, não te julgo porque também faço quase, hein? Quase. É, mas é minha chave Pix também. Então vai que ajuda, tá? [risadas] Eu não julgo você, porque eu também com nessas partes aí, meu irmão, minha irmã, eu dava aquela leitura panorâmica. Aliás, uma informação completamente inútil para os nossos ouvintes. Aqui em Joinville tinha uma época, não sei se tinha na cidade de vocês, uma tradição de se ler a Bíblia em em praça pública. Eu acho que era no tempo que chegava em dezembro, se não me falha a memória, quando é o dia da Bíblia. Eu não lembro qual é o dia da Bíblia. Acho que >> domingo de dezembro. >> É, né? É isso aí mesmo. Então, se tinha aqui em Joinville uma tradição e quem promovia isso, eu acho que era a Assembleia de Deus, se não me falha a memória, e a gente lia a Bíblia inteira em praça pública, tá ligado? E ela encerrava no dia da Bíblia, a, né, a leitura de apocalipse acontecia no na noite, no dia da Bíblia e tal, e aí fazer alguma uma coisa na praça e tal, evangelística. Mano, eu lembro que quando eu fui prestigiar o evento era um irmão lendo crônicas. Eu não lembro o nome desse irmão, mas eu quero assim honrar a memória dele. Aliás, tomara que ele esteja vivo. Mas cara, esse irmão ele deu um show de leitura, mano, porque ele engatou uma primeira e ele foi, cara, Senakerib gerou bekeribe, que gerou Seraqueribe, que gerou bacarará, que gerou Big Vai, mano, impressionante. E e cara, não, tu assim, tu fic tu ficava lá olhando o cara lendo, tipo, mano, esse cara não vai engasgar não, esse cara não vai te tubear. >> Quase que ele faz um rap, >> não é repentista, é um repentista. >> É tipo assim, ó, sabe? O cara falando assim, tudo que é original não se desoriginaliza sem tubiar e o cara vai, entendeu, mano? Impressionante. Eu não sei quem é esse irmão, mas parabéns você que na década dos anos 2000 aí, eh, não foi antes, é, eu me converti em 99 ali, 99, 2000, 2001. Você que lê a Bíblia na praça na genealogia, parabéns. Não sei quem é você, mas ó, parabéns para você, irmão. Se alguém souber aqui de Joinville que é desse tempo, comenta aí quem é o irmão que lia a genealogia. >> Ó, mas quem foi responsável também por dar os textos bíblicos pro para esse cara? Ó, que maldade, hein? Não, cara, maldade, cara. El crônicas, mano. >> Alguém tem que ler, irmão. Tá na Bíblia. A gente pode pular na lça, velho. >> Não, mano. A gente olha assim, ó. Faz um edital. no jornal da cidade, coloca lá, pelo amor de Deus, >> mano. Na leitura pessoal, a gente pode meter o Migué de dar aquela pulada e tal. Na leitura pública não tem como, irmão. Irmão, a gente não pode não. Esse episódio vai provar o porque não pode. >> É isso aí. Então, gente, olha só, o tema de hoje é genealogias. Tem várias na Bíblia, mas quero começar aqui com o Miloranza, nosso convidado. Convidado não, né? Nosso quase membro fundador do do BTQ. É que vem tão pouco que já virou convidado. >> Sacanagem. Tá obrigado. Obrigado. É patrimônio histórico que que só visita. >> Eu vou reparar essa crítica. >> Reparação histórica. Vamos lá. Olha só, uma pausa aqui rapidão, galera, na reflexão, porque a gente tá falando de genealogia, né? Imagina hoje a galera fazendo, né? Quando você lê a genealogia na Bíblia, aquele monte de nome enfilirado, aí você pede um relatório e você tivesse que apresentar um relatório sobre as genealogias da Bíblia, mano. Aí vem aquela pleneira do Excel lá. Não sei vocês. Eu quando olho uma pleneira do Excel, eu me embaralho tudo. Pessoal até pode fazer uma divisãozinha de cor ali, cara. Eu me embaralho tudo com as planilhas de Excel. Então, atenção você que precisa apresentar relatórios ou você que tem dificuldades, né, o seu assessor ou seu empregado manda um relatório e você, mano, eu me embabacco todo com esse relatório aqui no Excel. Galera, tá na hora de aprender a mexer com uma ferramenta da Microsoft, que é o Excel turbinado, que é o Power BI. Galera, procura por Power BI. As empresas estão procurando muita gente que sabe fazer, montar dashboards, relatórios que são relatórios otimizados. Quando você aprende a mexer com Power BI nessa ferramenta que faz os seus relatórios terem vida, é isso, não são só dados ali numa planilha do Excel, são informações vivas. Então imagina, né, trazendo pro nosso assunto aqui genealogia, cara, não vai ser só ali um nome enfileirado, cara, vai ter história, você clicou ali, já abre a descendência, a ascendência, ou seja, o Power BI, ele otimiza os seus relatórios. E olha só, a gente fechou uma parceria aqui com a #Tinamentos, uma empresa consolidada no mercado aí digital, com seus vários cursos, mais de 120.000 alunos, índice de aprovação de 98%. Eles estão com um treinamento online 100% gratuito, que vai começar no dia 23 de fevereiro. Galera, você não precisa saber nada de Power BI. Esse treinamento ele é do zero. Serão 4 dias e você sai desse treinamento gratuito aprendendo a mexer na ferramenta, sabe? muito prático, você já sai mexendo, montando um dashboard, ou seja, você vai apresentar o seu relatório de maneira assim incrível. Você que é vendedor, trabalha em RH, sabe? Você que precisa apresentar relatórios constantemente, você pode dar aquele plus aprendendo Power BI e pode ser de graça. Mas olha só, nesse QR code aqui você garante uma das 500 vagas que a #treinamentos liberou aqui para os ouvintes e para os vegintes aqui do canal do Bibotal, que você que acompanha o nosso podcast, tá? nesse QR code aqui ou no link que está na descrição deste vídeo ou no primeiro comentário fixado. Galera, dia 23 começa o treinamento, são quatro dias e você inclusive entrando aqui pelo meu link, você vai para um grupo VIP do WhatsApp que já vai ter informações lá, você já ficar atualizado. Garanta a sua vaga nesse treinamento de Power BI que a #treinamentos está oferecendo gratuitamente. Mas melhor, começando com você então depois Erlan Luí, eu, Luiz Lerlan, enfim, a gente entra na roda, mas só pra gente começar explicar a o que é genealogia pra gente e e entender a importância dela. Vamos startar esse papo então aqui, beleza? Só pra gente, porque de fato, né, genealogia parece chato de ler e às vezes parece até meio humano, por que essa lista de nome tão grande assim, né? Por que que ela tá aqui? Bom, primeiro lugar, a gente tem que entender o conceito eh de Deus criador. Deus cria o mundo, ele chama um povo, né? Só que esse povo ele não cumpre o objetivo para o qual ele foi criado, desenvolveu um relacionamento com Deus, né? E por diversas razões também, ah, esse povo sempre esteve em perigo, em perigo de reprodução, né? Por exemplo, a questão da esterilidade ah de Sara, de Rebeca e por aí vai, né? uma série de mulheres estéreis que põe em risco a continuidade de um povo. Então, ah, a Bíblia mostra que Deus cria, Deus chama o povo, Deus quer desenvolver um relacionamento com o povo, só que esse povo se desvia. Ah, e aí você tem a escravidão no Egito, você tem exílio babilônico, você tem depois no período entre Malaquias e Mateus, a questão da guerra dos Macabeus, o império Rasmoneu e Jesus e tudo mais, né? Jesus que ah cumpre a promessa de Deus lá do Antigo Testamento. E precisa-se também eh mostrar que Jesus é o cumprimento das promessas. Então, tanto no antigo quanto no novo, você tem perigos na relação da criação com Deus, né? Então, as genealogias são aquelas listas quase que intermináveis de nomes que mostram que Deus lida primeiro com seres humanos de carne e osso, com pecadores, mas que independentemente do pecado, independentemente da não vontade desses seres humanos em desenvolver um relacionamento com Deus criador, Deus sempre ah guardou, Deus sempre preservou, independentemente do perigo, independentemente da ameaça, né? Então, o milagre de Deus na história, né, sempre se manifestou por seres humanos, por famílias, por grupos de pessoas, né? Então nós vemos aí então uma função da das genealogias, uma função literária quando ela vai organizar a narrativa da história de Deus no meio do povo, né? Porque quando a gente diz Deus, teologia, não é um negócio assim no vácuo, né? Ah, Deus se manifesta na história. A história ela é feita por seres humanos, né? Então, os nomes representam essas histórias de pessoas que tiveram um encontro com Deus, que conheceram Deus, que falharam, que foram redimidas, que foram restauradas, né? Ou não também, né? Algumas se perderam. Então, existe essa função geral literária das narrativas que organiza a narrativa da história da salvação, né? E também existe uma função teológica de todas as genealogias. Claro que depois, durante esse episódio, eu acho que a gente vai falar um pouco sobre as diferenças e semelhanças, né? Mas toda a genealogia também, que seja no antigo ou no novo, vai ter uma função teológica que é definir a identidade do povo de Deus. E a função teológica também ah das genealogias vão mostrar que houve continuidade da aliança de Deus com o seu povo. O que é >> da promessa, né, Emília? Podemos falar a promessa, né? Ou seja, a promessa não morre mesmo com o pecado, ah, com tudo que acontece com o pecado, com o dilúvio, né, com Babel, ah, tantas coisas que vão acontecendo, a promessa de Deus, ela se mantém e ela tá ali viva. Ô, Milo, tu fala da questão da identidade, né? Tem, tem o lance da identidade e tem outro também tem o lance da identidade, quem nós somos como povo de Deus, da onde nós viemos, né? Essa parte da esse tudo meio que remontando a Abraão, né? Tem muito esse lance de Abraão e tal, né? Depende. Em crônicas você tem até Adão. >> Adão. >> Porque vai depender isso. A gente não propé do propó desenvolver o qual é o propósito da genealogia. >> Porque tem do que eu vou fazer assim até para até para dar com uma espécie de carteirada, não é a palavra, mas assim uma autenticada. Olha, essa pessoa pode fazer determinada coisa porque ele é filho do dele, do que é filho? Entendeu? tem esse lance de também autentica o que a pessoa está fazendo isso. A gente vê isso mais em Esdras, tá? >> É isso. Isso bem em Esdra, >> até porque a galera tá se reconstruindo, né? Faz muito, faz muito sentido isso lá. >> É, ô Baba, o que você falou aí, eu acho que tem muito a ver com a separação que teólogos como John Walton, ele vai fazer sobre identidade e status. A identidade ela se refere a tu ao conjunto e os elementos daquilo que você faz e como você se identifica dentro de uma comunidade. Ah, o israelita para dentro de Israel. E aí, no caso, é a guarda da lei, eh, a observação de todos os rituais, é o comportamento moral e o status é aquilo que é conferido pelo exterior. Os outros povos ao enxergarem você e te identificarem como alguém que faz parte de um determinado povo. E as genealogias, elas muitas vezes vão eh pendular e afirmar em alguns casos, né, essas duas realidades. a identidade de um povo, no caso, muitas vezes no caso de recuperação dessa identidade e o status desse povo diante dos outros povos. Não à toa quando nós temos no livro de Êxodo, capítulo 6 7 ali a a promulgação da lei, a entrega da lei para o povo de Deus, nós temos uma genealogia ali. E por existe uma genealogia bem no meio de eh de Deus dando a lei e a lei no sentido eh para as questões também dentro do tabernáculo, dentro do povo. É, e por que existe essa genealogia ali no meio encapsulada? É para mostrar a identidade e o status da descendência de Abraão de dentro desse relacionamento de pacto, dentro desse relacionamento da aliança. Quando eu brinquei lá na minha abertura de que a genealogia eh precisa da Torá e a Torá precisa da genealogia, é porque essas duas coisas elas são eh elas se retroalimentam. E os autores bíblicos vão sempre afirmar a importância teológica do seu próprio texto a partir da compreensão de pertencimento a um povo e dentro também da dinâmica da aliança com Deus, com Javé, com Yahua. >> Uhum. É, aí eu tem até a questão da fórmula toledô, né? E isso marca, né, a divisão no próprio livro de Gênesis. E essa é a geração D. Isso é muito importante, né? Isso tem é um marco teológico eh extremamente importante, porque a promessa de Deus ela tá de pé, né? Ou seja, a promessa de Deus, a aliança que Deus tem com a humanidade, ela tá de pé e vai de geração em geração. Isso aqui é a fórmula toled e esses são os filhos de, né? ou essa história de que e até tem esse lance que eu acho que tu falou, acabou de falar, né, Luiz, o lance da da historicidade disso, de um Deus que age na história e que e a gente vai falar em algum momento, já falou também em vários em alguns betes, mas e até a questão de quem está nessa genealogia, né? Ou seja, Deus agindo na história. E aqui sim cabe sem ser jargão coach. E aqui sim cabe sem jargão coach >> uma história de improváveis mesmo, né? Não vem você, querido ouvinte, né, que fica ouvindo se se achando improvável, se diminuindo, né, porque Deus escolheu para para você, ninguém liga para você que tá falando, entendeu? Na Bíblia, sim, na Bíblia a gente tem realmente improváveis que estão ali na em genealogia e Deus realmente marcando a história. Irlã, seus dois centavos tá muito quieto, tá muito filósofo. >> Então, eh, eu que eu queria falar com você. >> Ô, gente, o Eran é pastor. O Erlan é pastor, gente. Só você vai ver. Eu acho que é a primeira gravação dele agora como pastor. Como pastor é isso, >> ordenado. E já tá tomando dois remédios. >> Isso vai. [risadas] Mentira. >> Mais um Batista pro Betcast. >> Mais um Batista. Mais um Batista. É. Então não é mais 56% agora. 57% def [risadas] >> o meu ponto é o seguinte, para você ouvinte que viu o tema do Betcast e não rejeitou e não falou: "Cara, não quero saber genealogia para você que ficou". Eu queria falar sobre por que a galera tem essa estranheza com o tema genealogia. Por que que lendo crônicas, Números, Mateus, Lucas, ah, a gente vai pular esse tanto de nome que eu não quero saber do Arfa. Não quero saber dessa galera porque >> vai, mano. Não, pera, pera aí. Qualquer nome agora tem que ser Big. Vai, >> Big vai. >> Eu sei que tem nome, não é? Porque, mano, eu realmente assim, gente, desculpa cortar o Erlan, >> é porque eu eu, mano, não tem nada a ver com a Bíblia esse nome. Nada a ver, cara. Isso aí, >> muito American. Não, tipo assim, isso parece que é alguém que viajou no tempo e deu uma sacaneada no texto original. Ai, Deus, que eu que ele tem muito humor, deixou. Não, galera, vamos deixar porque isso aí eu topo. Não, po, pode botar um big vai aí que eu deixo que >> teoria da conspiração foram os maçoretas que que foram lá. >> Exato. Não, cara, mano, big, cara. Pô, eu queria ali uma história de um cara que viaja no tempo e o apelo dele era Big na quebrada do Brooklyn, entendeu? E ele foi parar lá com os maçoretas. Enfim, tá. O André Daniel Heik não tá fazendo um uma história de >> Ele vai ter que botar big, cara. vai ter que botar Big Vai em algum momento. Tipo o enigma, o enigma do Big Vai, sei lá, alguma coisa do tipo. >> Enigma do Big Big. [risadas] >> Eu acho que a história dele vai se passar mais lá com os asmoneus e tal, mas ele vai ter que enfiar um big vai lá. >> Todo mundo para agora. O TDAH perdeu porque eu estou medicado. Vai lá, Orlan. Por que que a galera estranha? Vamos lá. >> Então, por quê? Por quê? Ah, a modernidade, quando eu falo modernidade, eu tô fazendo um recorte dos últimos, sei lá, 400 anos. A modernidade meio que perdeu essa conexão com a própria genealogia e, portanto, não valoriza as genealogias do passado. Então, olha só, eu sou filho de quem? Sou filho do meu pai, de minha mãe, do meu avô, da minha avó, bisavô, bisavó, não lembro, não conheço mais e também não me importo mais com a galera, meus ascendentes antigos, entendeu? Então, parece que essa conexão se perde, portanto, a valorização se perde também. Mas na antiguidade, isso ela era muito importante, sabe? cidade interior hoje que a senhorinha te pergunta assim: "Ah, você o é o Rodrigo? É, é o filho de quem? É você o o Luiz? Filho de quem? Da família qual então? E vai te pré-julgar baseado na sua família? Isso era muito comum na antiguidade. Você então Jesus não é à toa que as pessoas menosprezam. Esse não é Jesus o filho do José carpinteiro? Que que ele tá inventando de falar alguma coisa? Então a genealogia já aponta, mas se, enfim, se a pessoa tivesse um pouquinho de senso, já verificava que no próprio nome de Jesus tinha o nome do pai, né, o Yá eh Yesuá, né, o o nome nome de Yahvé já tava lá em Jesus. Mas mas o ponto é nossos sobrenomes apontam para o lugar histórico no qual estamos situados. Quem são as pessoas que formaram uma árvore para chegar em hoje, 2026, no século XX. E nós estamos aqui e daqui a sei lá 200 anos a gente vai ter descendentes que não faz farão ideia quem somos. Nós seramos irrelevantes. As genealogias mostram que quando a gente não sabe quem é o Big Vai ou o Arfa ou o fulano, a gente só mostra o cara nós somos irrelevantes em algum e seremos irrelevantes porque quem é relevante de fato é o Deus que nos criou. Então é um grande chá de humildade a genealogia. A gente vê que fulano gerou ciclano, gerou ciclano, gerou ciclano, mas se você para para pensar, fulano morreu, Beltrano morreu, Ciclano morreu, é um grande obituário e um dia nós faremos parte desse obituário. A gente não gosta de admitir que um dia nossos dias aqui na terra serão findos. Portanto, eh os Silvas, os Pereiras, os Ferreiras, os Aquinos, os miglioranzas, né? Eu não lembro o sobrenome do Luiz, mas os toches Souza Santos >> Santos. Car, >> em algum momento eles começaram, né, como essa >> os toches, os toches serão queimados, né? >> Os tostes, >> desculpa, >> TDAH venceu de novo, gente. >> Serão tostados. Não, mas o os toal contra o TDH aqui agora. >> Mas é fofinho porque vem mais ou vende mais porque é fofinho, né? O o Tines. Boa, boa. Vai. Mas o ponto é em algum momento e essa onomástica que é estudo dos nomes >> e essa onomástica patronímica, né, que é nomes originários do pai, então não é to que Yeshua, Ben Yosef, o Jesus filho de José, eh o Bar Abá, o Bartimeu, o Ben de Amim, essas pessoas elas têm uma origem. Ninguém é o selfmade man, né? Eu eu me crio, eu estabeleço a minha própria eh geração. Não, eu sou só mais um ponto dentro de genealologia que começa milhares de anos lá atrás. Então, talvez as pessoas não gostem muito porque é um lembrete constante da nossa insignificância enquanto pessoas importantes, protagonistas deste mundo. Não, não somos, não somos pedaços, uma engrenagem, um ponto, um tijolinho numa construção. E isso não é muito legal para um mundo que gosta de holofotes. >> Pô, muito legal que o Irland disse. Porque eu me lembrei automaticamente do texto de Hebreus, capítulo 12, e da referência à grande nuvem de testemunhas. >> Nossa, bom demais. Quando a quando o a autoria de Hebreus está falando para um povo, depois de fazer uma longa lista a respeito dos nomes que são aqueles grandes nomes eh da história da redenção, da narrativa da revelação de Deus para com o povo, ah, para com a humanidade, nós temos depois ele falando sobre a grande nuvem de testemunha que nos observa e nos aguarda, né? Eh, eh, saindo um pouco desse lugar em que a gente se torna um nome esquecível, a gente também é agregado, agremiado em uma nuvem de testemunhas de uma geração posterior. Isso é muito lindo pra missão, né? no contexto do Novo Testamento. Já no Antigo, a gente consegue perceber muito bem essa esse essa teologia muito bem desenvolvida para trazer sobriedade, consciência de que Deus está regendo a história e está regendo a história de um povo como um todo. Ele tem como objetivo final ter um povo para si, reger um povo para si. E aí o seu nome estar ali nesses documentos da aliança é é um lugar de honra, né? É um lugar de honra, é um lugar que afirma a nossa pequeneza, é muito ambíguo. A é uma é uma afirmação ambígua, teológica, né? afirma a nossa pequenez diante de toda a história, mas é também um lugar de honra, porque nós eh somos o o povo que faz parte dessa grande nuvem de testemunhas e aqueles que estão ali na geneologia do Antigo Testamento são aqueles que participaram desse relacionamento, dessa revelação de Deus em um contexto antigo antes da nova aliança, né? >> Uhum. É, Deus tem um povo, né? Deus tem um povo. Isso fica muito claro e as genealogias mostram a importância diz a continuidade histórica, né, da promessa. Enfim, muito legal. É, a soberania de Deus na história, ela passa por seres humanos. A soberania de Deus, claro, a gente não toca isso, né? Não tem nem o que discutir. Deus é soberano, >> mas na sua soberania escolheu um povo para trabalhar com ele, né? né? >> É impressionante. E e assim, Deus não tinha nenhuma a mais remota necessidade de criar a humanidade. >> Mano, Deus poderia fazer tudo com anjo, seria um pouco mais fácil até, eu acho, né? >> Uma galerinha assim chegando angelical já botando, né? Ainda que talvez não tenha dado tanto certo, né? os primeiros capítulos de Gênesis. [risadas] Fala um pouquinho uma bagunça angelical aí, mas com certeza seria muito mais fácil Deus usar seres espirituais, talvez, né? Só que não. Deus é relacional, né? Se fez homem, inclusive para se relacionar com a gente, mas escolhe um povo para justamente se comunicar com o o ser humano, né? Isso é isso é maravilhoso. Ele escolhe um povo e isso vai até chegar em o Antigo Testamento, né? com todas as suas genealogias, a promessa de pé, ele termina com algo faltando, né? Tipo assim, cara, ainda falta se cumprir algumas promessas, hein? E aí a gente vem em Jesus e tal, mas eh Deus não precisava. Mas continua, Milo, seu raciocínio. >> O que é interessante, falando em o Antigo Testamento termina, né? >> Uhum. >> Depende de qual formação, de qual Bíblia nós estamos lendo. >> Hum. Porque a Bíblia hebraica, ela vai terminar justamente em Crônicas, né? >> Uhum. >> Ah, e Crônicas é justamente o livro pós exílio. E o povo na época que tinha passado 70 anos no exílio, precisava se refazer, precisava se reestruturar. Então, Deus tinha prometido a a restauração, Deus tinha prometido o retorno, né? Mas eh o povo volta uma parte, né? Porque eu acho, eu eu creio que a maioria ainda ficou na Babilônia, mas para os que voltaram, você precisava ah reestruturar a política, aonia, a sociedade, a religião, religião no bom sentido, né? ah, reestruturar a identidade comunitária e as genealogias de Crônicas e Esdra das e Neemias vão servir para isso, né? Por quê? Porque as genealogias de crônicas elas são um tipo de salva as devidas proporções, claro, um documento de identidade de onde nós viemos, nós, o povo que estamos voltando. Ah, e detalhe, né? A volta, você já não tem mais o reino do norte, você só tem o reino do sul Judá. E você precisava refazer e reorganizar toda a sociedade só com a tribo de Judá. Então isso precisava ser explicado da onde aquele povo vem. especialmente que se nós lemos a as narrativas de Esdras e Neemias, ah, num determinado momento você vai ver que eles tinham a ameaça dos povos que se misturaram, né? Ah, até por causa do cativeiro assírio alguns anos alguns séculos antes, né? Então, teve uma mistura de povos e teve gente que ficou de fora, que tentou entrar, não houve eh não conseguiram achar o registro histórico dessas pessoas >> no cartório do antigo Oriente próximo, né? >> Exatamente. [risadas] Ah, isso fica muito claro em Esdras ou Neemias, né? Não acharam o nome desses caras e eles ficaram de fora. Por quê? A sociedade precisava ser reorganizada, como que dizendo, nós somos o povo de Deus, nós estamos nos reorganizando, nos refazendo, estamos recuperando a nossa identidade como povo e de onde nós viemos. Uhum. >> Tipo, nós não somos o produto de um acaso, um pessoal que que tava errando nos montes do antigo Oriente Médio e agora estamos voltando, eh, voltando como se nunca tivéssemos pertencido aqui, né? >> Não, temos uma história, temos um lastro e esse lastro histórico está associado com a nosso pertencimento ao povo de Deus. >> E a terra, né? E a Terra, exato. Não é só um um tipo, ah, vamos escrever a história ou simplesmente o cartório, né, do da antiguidade, só para dizer questões de herança, quem fica com Não, não. Eh, temos um pertencimento ao povo de Deus, esse Deus soberano que age na história através de famílias e grupos de famílias. >> Uhum. É, por mais que haja essa esse componente excludente de você ter reconhecido ou não reconhecido o que determinadas pessoas faziam parte desse povo, ainda assim é um documento unificador. É um documento, é um texto que serve para mostrar aquilo que a gente passa sobre identidade, status, a relação com a aça de Yahvé, uma aliança que ainda não eh uma aliança que não terminou, né? uma aliança que não foi quebrada por parte de Javé e a a continuidade disso mesmo diante de determinadas mazelas, porque a continuidade da da fidelidade de Deus eh pode ser testemunhada pela genealogia. Eu acho que isso é importante. Então, se você tem uma se o ouvinte ou veginte, né, porque tem gente que vê no YouTube, eh, guardar o [risadas] Ismo BTC, eu acho. Eh, se quiser guardar um valor ou quiser relacionar um valor para as genealogias no Antigo Testamento, é só guardar isso. As genealogias, elas são os documentos da fidelidade de Deus à sua própria aliança para com o povo. Boa. >> E aí, se você leva isso a a à última instância e tem fé na palavra de Deus e tem autoestima na palavra de Deus, então você já pode fazer uma aplicação super pessoal para ti. É esse mesmo Deus é fiel para com o teu povo. Esse mesmo Deus vai continuar sendo fiel. E aí você pega toda narrativa do antigo Israel e aí você fala: "Olha, >> eu posso ser pior ou melhor ou eu posso ser equivalente às maldades que Israel cometeu, mas a fidelidade de Deus ainda continua no nosso meio e habita no nosso meio, né? >> Muito bom. E e olha só como é que é importante eh ler a Bíblia num contexto inteiro, né? Veja como que os fariseus distorceram essa noção de identidade. E Mateus capítulo 3, quando João Batista é introduzido na história, ele está lá batizando no Jordão. Pessoas vêm até ele confessando seus pecados, são batizadas e os fariseus e sadiceus aparecem lá. E João já chama eles de raça de víboras. Esse termo raça de víboras, né, genemata e kidnon no grego, é é literalmente algo do tipo geração da serpente. Aponta diretamente lá para Gênesis 3:15 da geração da serpente que morde calcanhar e a geração da mulher que esmaga a a sua cabeça. É, eles estão, o o João fala o seguinte: "Vocês estão dizendo que vocês são filhos de Abraão, portanto há dignidade nisso, mas o vocês, na verdade, são geração da serpente. Vocês não são da filhos da promessa do Gênesis 3:15 que fala da ou de Gênesis 12 que fala da da bênção que vai ser para todas as nações. Como vocês estão muito e presos em uma identidade nacional genealógica da filiação de Abraão, vocês se tornaram, por conta dessa dureza do coração, filhos da serpente. Vocês estão fazendo coisas do mochila de criança. Vocês não dev não tão, não deveriam ter orgulho disso. A geração de vocês, pelas obras, né, que pelos frutos a gente conhece, é uma geração má. Então Jesus, ele fala a mesma coisa quando chama e eh fala que o ele você vós tendes por paz. Eu o meu é Almeida, né? Vós tentes por pai a ao diabo. Então, eh essa distorção da da e da da identidade e do valor que os os fariseus fizeram é uma é um é um indício do que Jesus veio fazer. Porque se a gente olha pra genealogia de Jesus, só tem gente ruim, só tem gente, ou pelo menos no mínimo pecadora, que teve erros na sua vida. Seja Abraão com o problema que ele teve com Agar e com Ismael, seja com o Davi e o adultério e o assassinato, Tamar, Raab, eh, enfim, eh, todas as pessoas, o próprio Manassés foi um rei terrível, né? Amn, Amnon também um rei terrível. estão na geologia de Jesus. E Jesus veio resgatar essas pessoas que não são orgulhosos pela genealogia que tem. Todo mundo tem problema, família problemática. E se você ouvinte que estão me ouvindo tem ou veginte tem uma família problemática, ela não te define. Jesus morreu por você e por eles e ele pode resgatar você e eles. E essas pessoas não definem quem somos. A identidade não tá na árvore genealógica, a identidade tá na no pai que nos adota. Ou seja, por isso que a minha abertura, Mil, eu ia fazer uma piada. Continua. Tu vai lá. Não, tu vai falar coisa sério. Eu ia fazer uma piada aqui. É por isso que a minha abertura ela é idiota, né? Porque eu não preciso podar minha árvore genealógica, eu preciso entrar na família de Deus. Exato. >> Isso. Não, foi piada, mas foi sério. >> Aquele e aquele que você gostaria de podar também precisava entrar na família de Deus. Exatamente. Exato. Por isso que a leitura das genealogias, ela não é a partir dos seres humanos que estão nela, porque senão isso vira um negócio cultural. A leitura das genealogias, ela é sempre a partir da soberania de Deus, que escolhe pessoas, que age em pessoas, porque esse vai ser o grande embate, bom, de Jesus contra os fariseus, o próprio embate de Paulo, né? Porque ele como fariseu, ah, ele falando aos filipenses, não, porque eu sou da tribo de Benjamim, fui circuncidado no oitavo dia, ah, era isso, fiz aquilo, só que depois que eu conheci Cristo, eu consi tudo isso como esterco, né? >> Uhum. >> Ah, por quê? Porque o valor da genealogia, ela não tá a partir do ser humano em si. Por quê? justamente porque a genealogia mostra o o o fracasso humano a em viver a promessa de Deus, em viver a aliança com Deus. Mas a genealogia mostra a soberania e a fidelidade de Deus, que apesar dos seres humanos que estão nessas listas, Deus é fiel. Quando a gente diz que Deus é fiel, né, a fidelidade de Deus, na verdade é que Deus, entre aspas, ele se obriga ele mesmo a cumprir o que ele prometeu, né? Por quê? Porque ninguém pode fazer isso por Deus. Quem é que vai obrigar Deus a fazer alguma coisa? Então, as genealogias elas mostram o quanto Deus ele é fiel ao que ele disse que faria em apesar da humanidade. É interessante isso, eh, Emílio, que você falou, porque se você faz um comparativo com as genealogias de outros povos para além da literatura bíblica, você encontra na genealogia uma espécie de poda. Então, os nomes que são eh que não são tão relevantes, eles são retirados dessa genealogia. E genealogias, por exemplo, de imperadores romanos remetiam até deuses. Então, é necessário observar isso em comparação com a literatura ao ao redor ah de onde a Bíblia nasce para você ver o caráter exclusivista ou não o caráter exclusivo, na verdade, ah, da Bíblia em em demonstrar a verdade dessa relação. Porque, mais uma vez, não é o ser humano, né? É a fidelidade de Deus. E a fidelidade de Deus vence a maldade humana, vence o fracasso humano, né, gente? Olha só, tem mais coisas que poderíamos falar, obviamente, como todo o BTC. Eu acho que eu sempre encerro o BTC falando muito mais coisas poderiam ser ditas, mas eu acho que tudo que nós falamos aqui, obrigado Milho, valeu Erlan, valeu Luiz, tudo que eles falaram aqui já nos edifica, já nos dá uma dimensão de quando esbarrarmos nesse nome, nesses nomes. E é muito louco, né, a gente pensar que eu tô lendo lá a história do Big Vai e, mano, é a minha história, né? É muito louco isso, porque a igreja tá ali agora, pertence ao povo de Deus, é enxertada nessa história e essa nuvem de testemunhas, né? A gente não tá sozinho, a gente pertence a algo muito mais, é muito louco assim, é, é, é, acho que o Luiz falou isso, né, complementando a fala do Erlan, ao mesmo tempo que tem a minha pequenez, cara, eu sou só um pó, assim, eu sou eu sou uma parte muito pequena da história do povo de Deus, né? E dentro da história da humanidade, então, cara, sou um grão de areia. Mas cara, que que parada massa, que orgulho que eu tenho de fazer parte de um povo, entendeu? Que é redimido, que é lavado, sabe? Que tem uma promessa, que tá numa aliança. Cara, que que coisa boa. Eu não tô sozinho no vácuo, sabe? O espaço é enorme, o espaço é gigante, o planeta Terra é pequeno diante da imensidão do universo, né? Eu sou um ser humano entre 8 bilhões de ser hum seres humanos, mas cara, eu não tô sozinho assim, tipo, e realmente eu posso ter um senso de pertencimento a uma história. E a genealogia grita isso para nós, né? Você tem uma história, né? Isso é muito legal. Tem a ver com identidade, tem a ver com propósito. Isso é maravilhoso, maravilhoso. E >> e para uma era que valoriza tanto o imediatismo, o históric dura 24 horas, as coisas para ontem, o áudio em 2x, todo mundo muito acelerado. Eh, genealogia são são documentos que estão lá e ficarão lá por milênios e sabe, é um story que tá durando 2000 anos, 3.000 anos, 4000 anos. Cara, isso é gigantesco na nossa vida. Exato. E tem a ver com a gente. >> Só título, só título de curiosidade. O Big vai, eu tô vendo aqui na [risadas] Tem que terminar com ele. Perfeito, Mir. Vai, vamos encerrar com o Bigando aqui no site do Bible Hub. >> Ah, é provavelmente é é de origem estrangeira, né? Não é hebreu, hebreu mesmo, né? Mas talvez, alguns comentaristas vão dizer que talvez signifique feliz. >> Olha, >> nossa, >> como esse podcast >> Absoluto Cinema. >> Absoluto cinema aqui, ó. >> Absolute podcast. Absolute [risadas] podcast. Cara, mas como é que tá em hebraico? A gente consegue essa informação aí assim agora? Como é que tá esse? >> Big vai. >> Tá, meu. Nossa, não faz mínimo sentido isso aí. >> Big vai. [risadas] Caramba, algum doutorado, galera, em cima de Big Vai? Não, >> olha só. Big em hebraico se lê Big Vai. >> Nossa, não, não, cara. Enfim, acaba, [risadas] acaba podcast, acaba. Beijo para todo mundo. Até terça-feira que vem, se ele quiser, se permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus.