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A fé vem pelo ouvir

Genealogias bíblicas, pra quê? – BTCast 633

Genealogias bíblicas, pra quê? – BTCast 633

Genealogias bíblicas, pra quê? – BTCast 633

Aprender novas habilidades deixou de ser "diferencial" e virou parte do básico pra crescer na carreira. A Hashtag Treinamentos vai iniciar o Intensivão de Power BI dos dias 23 a 26 de fevereiro, totalmente gratuito. Garanta sua vaga: https://swiy.co/powerbirodrigobibo

Muito bem, muito bem, muito bem, começa mais um BTCast! Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique, Alexandre Milhoranza e Erlan Tostes mergulham em um tema muitas vezes ignorado nas leituras bíblicas: as genealogias. Longe de serem listas monótonas de nomes difíceis, elas revelam teologia, identidade, memória e propósito na narrativa das Escrituras. Por que os autores bíblicos dedicaram tanto espaço a esses registros? O que elas comunicam sobre promessa, linhagem e fidelidade divina? E como esse gênero textual transforma nossa forma de ler a Bíblia? Essas e outras perguntas são exploradas nesse BTCast!

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
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– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Na outra casa lá em Monpelier a gente
teve problema de entupimento de cama.
>> Uhum.
>> Aí eu ficava
>> Era cabelo da Cláudia, era cabelo da da
Ana. Meu, como é que o nome da tua
mulher esque dela? [risadas] Orgânica.
>> Ana Cláudia. Ana Cláudia. Tá certo.
>> Ana Cláudia. Sim. Aí eu ficava jogando
aqueles diabo verde, né?
>> Hum. Só que aquilo lá é uma base que só
funciona em matéria orgânica.
>> O problema do entupimento do cano não
era matéria orgânica, era matéria
mineral, porque aqui tem muito calcário
>> e o bases só dissolvem matéria orgânica,
enquanto que o problema era calcário,
que era mineral. Então eu aprendi que eu
tinha que jogar ácido clorídrico que age
em matéria não orgânica. Meu Deus, o
cara vai pra França, tem que aprender
química, pelo amor de Deus. [risadas]
>> Eu tive que fazer um miniurso de química
para saber que em vez de comprar ah
ácido sulfúrio, que eu tinha que comprar
ácido clorídrico.
>> Agora eu tô aprendendo biologia, porque
para capturar esse camundongo tem que
usar, tem que saber como ele se
alimenta, como ele se locomove.
>> Meu Deus. [risadas]
Caraca, mano. Tem que fazer maor estudo
de casa para poder
>> assim. E na igreja, ã, eu tive que de
pastor virar um pouco, eh, psicólogo,
>> psicoterapeuta
e quase por um trz
>> que eu não entro na psiconeurologia.
>> Olha aí.
>> Mas, mas tem que saber um pouco mesmo.
Olha, o Víor Fontana tem um texto no
Bibotalk já de anos e ele fala um
pouquinho sobre essa questão da relação
de psicologia e fé. Cara, poucas pessoas
falavam sobre isso na época e o Víor
escreveu um texto no Bibotalk. Tempo que
a gente escrevia texto no Bibotalk, né?
Nossa, faz tempo isso. Tinha textos lá.
>> Nossa, o tempo do texto mesmo. Tempo do
texto. Tinha até aba do cara, a gente
tava com um problema sério no nosso
site, velho, que alguém hackeou o nosso
site e maior parada de bet. Tu clicava
em link do nosso site, ia pra coisa de
bet. Aí o pessoal, mano, o Bibo se
rendeu ao patrocínio da Bet, mano. Antes
se eu tivesse uma grana, quem dera não.
Proposta, eu recebi no meu Instagram,
né? Mas pro Bibotal não. Agora sim,
>> cara, que loucura. Hackearam nosso site,
mas acho que o Douglas já deu uma já deu
uma limada lá. Mas enfim, o Víor
escreveu, cara, sobre a necessidade dos
pastores conhecerem mesmo algumas
questões da psicologia, porque fazer uma
uma miniérie de
de mensagens
>> Uhum.
>> sobre o desenvolvimento pessoal à luz da
Bíblia.
>> Olha aí que legal.
>> É, a gente não pode negar esses
assuntos, cara.
>> Não, não. Esses assuntos são
importantes.
>> Quem sabe vir um livro? Ó,
>> olha aí, já tem aí, ó. Estamos juntos.
Eu eu levo lá pra Toma, se quiser.
>> Essa questão de saúde mental é
importantíssima. Eu vi uma pesquisa, eh,
56% de líderes religiosos eh sofrem
depressão.
>> Assim, é absurdo. Uma porcentagem
altíssima, né? Porcentagem que sofre
ansiedade. É ansiedade mesmo, é
transtorno de ansiedade generalizada,
né? O Tag. Quem, quem quem falou, ô
Melhor, que que
>> Eu eu fui o quando eu tive os problemas
todos lá há do anos.
>> Aham.
>> Eh, foi e numa certa medida continua
sendo, porque isso não tem cura, né?
Transtorno de ansiedade generalizada.
>> É fogo, né?
>> Não tem cura porque é uma emoção, né?
Você não cura a emoção.
>> E pode ter uns gatilhos
ou você reduz ou você aumenta, né? é um
uma questão de controle, de ambiente,
fenômeno, aí precisa ser realmente muito
cuidadoso com isso. A na no seminário, a
melhor matéria que eu tive, por incrível
que pareça, foi a de eh sobre saúde
mental, na verdade psicologia e e depois
uma sobre saúde mental. Muito boa,
professor.
>> Cara, tu me lembra, tu destravou a
memória agora, Luiz, porque quando eu
fiz o seminário, a gente teve uma a
gente teve um seminário, eu fiz, na
verdade, eu fiz faculdade de teologia,
né, mas que ainda tinha uma cara de
seminário. A gente fez um seminário
sobre a aconselhamento cristão e
psicologia, alguma coisa assim. E quem
deu aula para nós era um cara, um autor
até tem livro publicado nome dele.
>> Não, não [risadas]
>> é alguém.
>> Não, eu vou falar que no meu seminário J
Adams era pulverizado pelos professores.
>> Não, não, cara, é muito louco, né? Eu
citei o J Adams no meu livro Deus se
destrói sonhos. Tem uma fala dele sobre
que é muito boa. Eu não lembro que em
contexto, mas tem uma fala dele que era
muito boa sobre negar a si mesmo e tal,
alguma coisa assim. Mas enfim, eu eu não
gosto de tudo o resto que ele fala, né?
Aliás, eu citei até uma carta no meu
livro, tá tudo bem, né? Então assim, eh,
mas cara, teve um seminário, velho, que
a gente teve sobre psicologia e
aconselhamento cristão. Eu lembro que
boa parte dos alunos, cara, por que que
a gente tá estudando teologia? Deu uma
crise assim na gente,
>> porque assim, mano, a gente precisa
saber, a gente precisa saber mais disso,
>> né? É muito legal a gente saber grego,
hebraico, entendeu? Saber explicar.
Tanto que o bibot, o bibotal que nasce,
né, desse meu amor pela teologia e tudo
que eu aprendi no seminário, quis de
alguma forma difundir tal com Bibotalk.
Aliás, estamos fazendo aí, galera, em
março, 16 anos, não, 15 anos de
Bibotalk. 15 anos de Bibotalk.
>> É 2011, cara, né? Começamos em março de
2011. Enfim. E aí eu lembro que teve uma
crise na sala de aula, cara, porque era
tipo isso assim, mano, eh, a gente
precisa aprender mais disso aqui, porque
a gente vai lidar com pessoas ali,
entendeu? E e é legal a gente saber a
palavra de Deus, entender de contexto
histórico e coisa erada, mas, cara, eu
preciso saber como aconselhar as
pessoas, como entender as emoções, sabe?
Como entender e e cara, e e aprender. E
ele deu várias técnicas de
aconselhamento e tal. E aí a gente viu
como a gente era meio pato nessa parte,
né, e que vai ocupar boa parte do eh
ministério pastoral, né, você aconselhar
pessoas, né? E a gente vive e eu acho
que ó, e o milho falando, eu vejo que
não é um problema só do Brasil, mas eu
acho que é um problema muitas vezes da
igreja ou não sei se é um problema, mas
as pessoas querem uma palavra, mano, eu
vou pra esquerda ou vou pra direita,
pastor, o que eu faço da minha vida? Tá
ligado, mano? É muito louco isso, velho.
>> É, existe uma crise porque quando a
galera full aconselhamento bíblico,
redentivo e anti integracionismo, né,
com a psicologia,
>> vai criticar a psicologia, eles criticam
os fundamentos da da psicologia, que
muitas vezes são humanistas,
secularistas e não levam em consideração
uma antropologia bíblica, né? Então essa
mescla ela precisa ser feita com muito
cuidado e sem radicalidade. As pessoas
às vezes vão para caminhos que querem
chutar o psicólogo de dentro da igreja,
sendo que existem técnicas muito
eficazes, existem o o usos da
compreensão da mente humana que são
muito eficazes. Assim como não tem
fórmula de báscara na Bíblia, também não
tem compreensões específicas da mente
humana, que são desenvolvimentos
modernos e que podem ajudar pessoas de
carne e osso. E as pessoas querem ficar
só na teoria,
>> batendo na nos fundamentos.
>> É, não é? Porque boa parte da crítica
também eh se refere a um objeto da
psicologia apenas a uma linha.
a gente, por mais que o nascimento da da
psicologia tenha essa característica do
humanismo e tal, ele se desdobra e ele
também assimila outras filosofias que
abrem espaço para um diálogo com a fé
que é muito benéfico. Isso pós eungue,
tá? Você tem diversas linhas muito
diferentes. A minha esposa é psicóloga e
aí vai depender muito da linha. Nenhum
psicólogo é um psicólogo de uma linha
que seja puro. Se é puro, se é um faz
parte de uma escola, é que e não abre
espaço para
não tem como você fazer isso. A maioria
dos psicólogos misturam abordagens, né?
Né? Eu sigo aqui a fenomenologia, mas eu
gosto também um pouquinho aqui da
psicanálise ou junto ou uma coisa ou
outra. Enfim, se eu falei uma besteira,
pessoal, me não nada a ver.
Fenomenologia e psicanálise não pode. Eu
não lembro se as duas podem conversar.
Enfim,
>> não é no final, no final assim a a
mistura ela é um é algo que é um prato
cheio pra psicologia como um todo.
>> Só não pode clínica que manda, né?
>> Só não pode horós constelação
>> constelação familiar, né? É isso.
>> É. Não, porque eu eu tava uma vez numa
sessão de terapia e a minha terapeuta
soltou essa. Rodrigo, você é muito
Sagitário, hein? Aí eu falei: "Beleza,
obrigado, quer bom? Opa, vamos recindir
o contrato aqui.
>> Uma vez de púlpito, eu eu eu recomendo
pra igreja toda, cara. De púpito façam
terapia.
>> Terapia.
>> Não, mas tu tá falando da tua antiga
igreja, daí lá era eh não deixa. Tu
tinha que chamar, vamos fazer um
exorcismo lá. Acho que não era terapia
não. Mílio, [risadas]
lá lá na lá era. Outro que venderia
bastidores de um pastor na França.
Pronto.
>> Exato. Não é bom que eles eles não eles
não entendem português, então tá tudo
bem a gente falar isso. Não, publica aí.
pro francês só pela ousadia,
>> ó. Beleza. Ó, esse o assunto do podcast,
não é esse. Eu sei que vocês gostariam
que a gente continu, esse assunto tá
muito legal. Continuem, gente. Nós temos
bons podcasts aqui na Casa Bibotalk
falando sobre fé e psicologia. Sério
mesmo. A gente tem papo com Cauane
Leite, Daniel Guanais, a gente tem papos
com a Ender Borba, a gente tem papos com
Ismael Sobrinho. Sério, tem bastante
conteúdo aqui na casa Bibotalk. Vou
pedir depois pro Luiz elencagem. Tem, na
verdade, tem uma playlist só sobre saúde
mental aqui no Bibotalk. Então você,
cara, esse assunto é muito legal. Então,
a gente começou a conversar sobre esse
assunto. Aliás, Mil, eu posso deixar na
edição que tu falou que tem que tu é
ansioso e é doente e tá beleza. Então,
tá bom.
>> Então, vou deixar essa parte aí, vou
deixar tudo na edição, então tá.
>> E falar em doente, eu começar a tomar
remédio, galera. Comecei a tomar
remédio, hein? Entrei no grupo dos, é,
para TDAH, entendeu? Ah, você também faz
parte dos psicotrópicos.
>> É, tô entrando na gang. Bom, é caro o
remédio, pelo amor de Deus, pessoal.
>> Surpresa, hein?
>> É que surpresa.
>> Olha aí. Mas tô medicado agora. Tô
medicado. Percebam, ó. Tá, vai, vai dar
tudo certo.
>> Aqui não é caro não, cara. O sistema de
saúde cobra cobre pelo menos 95% do
custo.
>> Que bom, cara. Que bom. Que bom. Não, e
aqui eu tive que comprar o meu
particular mesmo. Nossa, esse foi em
gotas. Enfim, depois eu vou para as
bagas, mas como eu tô medindo ainda aqui
as coisas, vamos em gotas para começar
devagar. Mas olha só, gente, então
>> tem um bom tempo que eu já não preciso
mais, graças a Deus.
>> Glória a Deus. Glória a Deus. Não,
glória a Deus. Isso é muito bom, milho.
Isso é uma notícia realmente muito
legal. Mas galera, falando sério, se
você quiser sair daqui, porque a gente
vai falar sobre genealogia bíblica,
entendeu? Vamos falar sobre sexo na
Bíblia, beleza? Então assim, eh, se você
quiser ir para outro, cara, eu quero
saber sobre saúde mental, sobre tá, tá
aqui, ó. O Luís vai montar, vai montar,
vai elencar os podcasts que a gente
fala, vai tá na descrição aqui no
YouTube em bibotalc.com. Este é o BTCash
633,
tá bom? E aqui na descrição desse BTC
você vai encontrar vários episódios que
falam sobre saúde mental. A gente tem
bastante mesmo, tá? Inclusive temos
episódios falando sobre o cansaço,
espiritualidade para uma sociedade
cansada. Cara, esses temas bem legais já
fizemos lá. Agora a gente quer falar de
outro tema legal que é genealogia. Mas
vou fazer abertura, ó. Abertura aqui, ó,
tudo improviso, tá? Vocês perceberam que
tá com menos edição o BTCh agora. É
isso, galera. Menos edição, redução de
custo, entendeu? É isso.
>> Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTCh de número 633.
Eu sou Rodrigo Bibo e não dá para podar
árvore genealógica. Se desse eu
gostaria.
>> [risadas]
>> Ô louco, eu não sei que é pior, o pó da
árvore genealógica ou a a mágoa
embutida. [risadas]
>> Não, é mais indiferença mesmo. Já passou
da mágoa. É mais indiferença. É pior.
>> Quem nunca, né? Quem nunca?
>> Quem nunca?
>> E eu sou Alexandre Emílio Oranza. E tá
aí uma boa lista para quem tá esperando
o bebê e escolheu um nome.
>> Jesus. Cara, um dos mais legais que eu
acho, pelo menos nas traduções em
português, o nome é o Big Vai.
Não,
>> cara, eu sei que o grande, né?
>> Não pode ter alguém chamado Big Vai na
Bíblia. Não pode. Eu não, eu vou
pesquisar isso agora. Big Vai na Bíblia.
>> Big Vai, cara. Essa para mim não é
crônicas. É crônicas, não é?
>> Meu Deus. Big vai tem. Ele aparece em
Esdras Neemias. Não [risadas] pode ser,
cara. Não, não, não. Para, parou. Pode
ir embora, gente. Acabou o BTC.
[risadas]
Hemorragias nasais agora sobre tem um
nome na Bíblia. Não, eu vou ter que
fazer um story sobre isso. Tem um nome
na Bíblia chamado Big Vai. Pronto.
>> Big Vai. Esse é, esse cara vai mesmo.
>> Não, mano, esse cara foi, né? Porque ele
já morreu, no caso. Mas, mano, muito
bom.
>> Agora big foi. [risadas]
>> Big foi. Agora é Big Foi. Nossa. Ô,
Orlan, depois dessa nem faz a tua
entrada, Orlan, porque acabou. Acabou o
podcast. [risadas] Acabou. Ah, não. Eu
eu vou ter que vou ter que honrar minha
tradição aqui. Eu sou Erlando Tostes e
hoje a gente conversa sobre tradições
onomásticas patronímicas.
>> Nossa, mãe do céu. Aí, [risadas]
aí faltou, aí faltou o cursinho aqui.
Faltei no cursinho.
>> Muito bom. Muito bom.
>> Faltei o cursinho. [risadas]
>> Não, não. Pera aí, gente. Vai explicar
isso aí do Erlan, para.
>> Vai. Não, não, não. Mas vai explicar na
no episódio.
>> No episódio. Tá bom.
>> Dá, dá, dá para fazer
>> nome de anime
>> aí. E eu sou Luís Henrique. E a Torá sem
genealogias é a mesma coisa que uma
carroça sem os seus bois para levá-la.
>> Podia ser sem a roda, né? Mas é bonita a
ideia do boi, né? Tá certo. É. Não, mas
é chamar todo mundo de boi, né? De gado.
É isso aí.
>> Não, em ano de ano de eleição. É, ano de
eleição é bom evitar. É bom evitar. É
difícil. Anos difícil. Ano difícil 2026,
hein, galera. Estamos aqui com
Miloranza, Erlan e Luiz para falarmos
sobre as genealogias da Bíblia. Sim.
Aquela parte na Bíblia que às vezes eu
sei, você pula, eu sei que você pulou
parte de números, eu sei que você teve
dificuldades com o livro de crônicas, eu
sei que você pula a lista de nomes ou só
faz aquela leitura meio panorâmica. Não
te julgo. Eu, Rodrigo Luiz Jaquino,
CPF042,
não te julgo porque também faço quase,
hein? Quase. É, mas é minha chave Pix
também. Então vai que ajuda, tá?
[risadas] Eu não julgo você, porque eu
também com nessas partes aí, meu irmão,
minha irmã, eu dava aquela leitura
panorâmica. Aliás, uma informação
completamente inútil para os nossos
ouvintes. Aqui em Joinville tinha uma
época, não sei se tinha na cidade de
vocês, uma tradição de se ler a Bíblia
em em praça pública. Eu acho que era no
tempo que chegava em dezembro, se não me
falha a memória, quando é o dia da
Bíblia. Eu não lembro qual é o dia da
Bíblia. Acho que
>> domingo de dezembro.
>> É, né? É isso aí mesmo. Então, se tinha
aqui em Joinville uma tradição e quem
promovia isso, eu acho que era a
Assembleia de Deus, se não me falha a
memória, e a gente lia a Bíblia inteira
em praça pública, tá ligado? E ela
encerrava no dia da Bíblia, a, né, a
leitura de apocalipse acontecia no na
noite, no dia da Bíblia e tal, e aí
fazer alguma uma coisa na praça e tal,
evangelística. Mano, eu lembro que
quando eu fui prestigiar o evento era um
irmão lendo crônicas. Eu não lembro o
nome desse irmão, mas eu quero assim
honrar a memória dele. Aliás, tomara que
ele esteja vivo. Mas cara, esse irmão
ele deu um show de leitura, mano, porque
ele engatou uma primeira e ele foi,
cara, Senakerib gerou bekeribe, que
gerou Seraqueribe, que gerou bacarará,
que gerou Big Vai, mano, impressionante.
E e cara, não, tu assim, tu fic tu
ficava lá olhando o cara lendo, tipo,
mano, esse cara não vai engasgar não,
esse cara não vai te tubear.
>> Quase que ele faz um rap,
>> não é repentista, é um repentista.
>> É tipo assim, ó, sabe? O cara falando
assim, tudo que é original não se
desoriginaliza sem tubiar e o cara vai,
entendeu, mano? Impressionante. Eu não
sei quem é esse irmão, mas parabéns você
que na década dos anos 2000 aí, eh, não
foi antes, é, eu me converti em 99 ali,
99, 2000, 2001. Você que lê a Bíblia na
praça na genealogia, parabéns. Não sei
quem é você, mas ó, parabéns para você,
irmão. Se alguém souber aqui de
Joinville que é desse tempo, comenta aí
quem é o irmão que lia a genealogia.
>> Ó, mas quem foi responsável também por
dar os textos bíblicos pro para esse
cara? Ó, que maldade, hein? Não, cara,
maldade, cara. El crônicas, mano.
>> Alguém tem que ler, irmão. Tá na Bíblia.
A gente pode pular na lça, velho.
>> Não, mano. A gente olha assim, ó. Faz um
edital. no jornal da cidade, coloca lá,
pelo amor de Deus,
>> mano. Na leitura pessoal, a gente pode
meter o Migué de dar aquela pulada e
tal. Na leitura pública não tem como,
irmão. Irmão, a gente não pode não. Esse
episódio vai provar o porque não pode.
>> É isso aí. Então, gente, olha só, o tema
de hoje é genealogias. Tem várias na
Bíblia, mas quero começar aqui com o
Miloranza, nosso convidado. Convidado
não, né? Nosso quase membro fundador do
do BTQ. É que vem tão pouco que já virou
convidado.
>> Sacanagem. Tá obrigado. Obrigado. É
patrimônio histórico que que só visita.
>> Eu vou reparar essa crítica.
>> Reparação histórica. Vamos lá. Olha só,
uma pausa aqui rapidão, galera, na
reflexão, porque a gente tá falando de
genealogia, né? Imagina hoje a galera
fazendo, né? Quando você lê a genealogia
na Bíblia, aquele monte de nome
enfilirado, aí você pede um relatório e
você tivesse que apresentar um relatório
sobre as genealogias da Bíblia, mano. Aí
vem aquela pleneira do Excel lá. Não sei
vocês. Eu quando olho uma pleneira do
Excel, eu me embaralho tudo. Pessoal até
pode fazer uma divisãozinha de cor ali,
cara. Eu me embaralho tudo com as
planilhas de Excel. Então, atenção você
que precisa apresentar relatórios ou
você que tem dificuldades, né, o seu
assessor ou seu empregado manda um
relatório e você, mano, eu me embabacco
todo com esse relatório aqui no Excel.
Galera, tá na hora de aprender a mexer
com uma ferramenta da Microsoft, que é o
Excel turbinado, que é o Power BI.
Galera, procura por Power BI. As
empresas estão procurando muita gente
que sabe fazer, montar dashboards,
relatórios que são relatórios
otimizados. Quando você aprende a mexer
com Power BI nessa ferramenta que faz os
seus relatórios terem vida, é isso, não
são só dados ali numa planilha do Excel,
são informações vivas. Então imagina,
né, trazendo pro nosso assunto aqui
genealogia, cara, não vai ser só ali um
nome enfileirado, cara, vai ter
história, você clicou ali, já abre a
descendência, a ascendência, ou seja, o
Power BI, ele otimiza os seus
relatórios. E olha só, a gente fechou
uma parceria aqui com a #Tinamentos, uma
empresa consolidada no mercado aí
digital, com seus vários cursos, mais de
120.000 alunos, índice de aprovação de
98%.
Eles estão com um treinamento online
100% gratuito, que vai começar no dia 23
de fevereiro. Galera, você não precisa
saber nada de Power BI. Esse treinamento
ele é do zero. Serão 4 dias e você sai
desse treinamento gratuito aprendendo a
mexer na ferramenta, sabe? muito
prático, você já sai mexendo, montando
um dashboard, ou seja, você vai
apresentar o seu relatório de maneira
assim incrível. Você que é vendedor,
trabalha em RH, sabe? Você que precisa
apresentar relatórios constantemente,
você pode dar aquele plus aprendendo
Power BI e pode ser de graça. Mas olha
só, nesse QR code aqui você garante uma
das 500 vagas que a #treinamentos
liberou aqui para os ouvintes e para os
vegintes aqui do canal do Bibotal, que
você que acompanha o nosso podcast, tá?
nesse QR code aqui ou no link que está
na descrição deste vídeo ou no primeiro
comentário fixado. Galera, dia 23 começa
o treinamento, são quatro dias e você
inclusive entrando aqui pelo meu link,
você vai para um grupo VIP do WhatsApp
que já vai ter informações lá, você já
ficar atualizado. Garanta a sua vaga
nesse treinamento de Power BI que a
#treinamentos está oferecendo
gratuitamente. Mas melhor, começando com
você então depois Erlan Luí, eu, Luiz
Lerlan, enfim, a gente entra na roda,
mas só pra gente começar explicar a o
que é genealogia pra gente e e entender
a importância dela. Vamos startar esse
papo então aqui, beleza? Só pra gente,
porque de fato, né, genealogia parece
chato de ler e às vezes parece até meio
humano, por que essa lista de nome tão
grande assim, né? Por que que ela tá
aqui? Bom, primeiro lugar, a gente tem
que entender o conceito eh de Deus
criador.
Deus cria o mundo, ele chama um povo,
né? Só que esse povo ele não cumpre o
objetivo para o qual ele foi criado,
desenvolveu um relacionamento com Deus,
né? E por diversas razões também, ah,
esse povo sempre esteve em perigo, em
perigo de reprodução, né? Por exemplo, a
questão da esterilidade
ah de Sara, de Rebeca e por aí vai, né?
uma série de mulheres estéreis que põe
em risco a continuidade de um povo.
Então, ah, a Bíblia mostra que Deus
cria, Deus chama o povo, Deus quer
desenvolver um relacionamento com o
povo, só que esse povo se desvia. Ah, e
aí você tem a
escravidão no Egito, você tem exílio
babilônico,
você tem depois no período entre
Malaquias e Mateus, a questão da guerra
dos Macabeus, o império Rasmoneu e Jesus
e tudo mais, né? Jesus que ah cumpre a
promessa de Deus lá do Antigo
Testamento. E precisa-se também eh
mostrar que Jesus é o cumprimento das
promessas. Então, tanto no antigo quanto
no novo, você tem perigos na relação da
criação com Deus, né? Então, as
genealogias são aquelas listas quase que
intermináveis de nomes que mostram que
Deus lida primeiro com seres humanos de
carne e osso, com pecadores, mas que
independentemente do pecado,
independentemente da não vontade desses
seres humanos em desenvolver um
relacionamento com Deus criador, Deus
sempre ah guardou, Deus sempre
preservou, independentemente do perigo,
independentemente da ameaça, né? Então,
o milagre de Deus na história, né,
sempre se manifestou por seres humanos,
por famílias, por grupos de pessoas, né?
Então nós vemos aí então uma função da
das genealogias, uma função literária
quando ela vai organizar a narrativa da
história de Deus no meio do povo, né?
Porque quando a gente diz Deus,
teologia, não é um negócio assim no
vácuo, né? Ah, Deus se manifesta na
história. A história ela é feita por
seres humanos, né? Então, os nomes
representam essas histórias de pessoas
que tiveram um encontro com Deus, que
conheceram Deus, que falharam, que foram
redimidas, que foram restauradas, né? Ou
não também, né? Algumas se perderam.
Então, existe essa função geral
literária das narrativas que organiza a
narrativa da história da salvação, né? E
também existe uma função teológica de
todas as genealogias. Claro que depois,
durante esse episódio, eu acho que a
gente vai falar um pouco sobre as
diferenças e semelhanças, né? Mas toda a
genealogia também, que seja no antigo ou
no novo, vai ter uma função teológica
que é definir a identidade do povo de
Deus. E a função teológica também ah das
genealogias vão mostrar que houve
continuidade da aliança de Deus com o
seu povo. O que é
>> da promessa, né, Emília? Podemos falar a
promessa, né? Ou seja, a promessa não
morre mesmo com o pecado, ah, com tudo
que acontece com o pecado, com o
dilúvio, né, com Babel, ah, tantas
coisas que vão acontecendo, a promessa
de Deus, ela se mantém e ela tá ali
viva. Ô, Milo, tu fala da questão da
identidade, né? Tem, tem o lance da
identidade e tem outro também tem o
lance da identidade, quem nós somos como
povo de Deus, da onde nós viemos, né?
Essa parte da esse tudo meio que
remontando a Abraão, né? Tem muito esse
lance de Abraão e tal, né? Depende. Em
crônicas você tem até Adão.
>> Adão.
>> Porque vai depender isso. A gente não
propé do propó desenvolver o qual é o
propósito da genealogia.
>> Porque tem do que eu vou fazer assim até
para até para dar com uma espécie de
carteirada, não é a palavra, mas assim
uma autenticada. Olha, essa pessoa pode
fazer determinada coisa porque ele é
filho do dele, do que é filho? Entendeu?
tem esse lance de também autentica o que
a pessoa está fazendo isso. A gente vê
isso mais em Esdras, tá?
>> É isso. Isso bem em Esdra,
>> até porque a galera tá se reconstruindo,
né? Faz muito, faz muito sentido isso
lá.
>> É, ô Baba, o que você falou aí, eu acho
que tem muito a ver com a separação que
teólogos como John Walton, ele vai fazer
sobre identidade e status. A identidade
ela se refere a tu ao conjunto e os
elementos daquilo que você faz e como
você se identifica dentro de uma
comunidade. Ah, o israelita para dentro
de Israel. E aí, no caso, é a guarda da
lei, eh, a observação de todos os
rituais, é o comportamento moral e o
status é aquilo que é conferido pelo
exterior. Os outros povos ao enxergarem
você e te identificarem como alguém que
faz parte de um determinado povo. E as
genealogias, elas muitas vezes vão eh
pendular e afirmar em alguns casos, né,
essas duas realidades. a identidade de
um povo, no caso, muitas vezes no caso
de recuperação dessa identidade e o
status desse povo diante dos outros
povos. Não à toa quando nós temos no
livro de Êxodo, capítulo 6 7 ali a a
promulgação da lei, a entrega da lei
para o povo de Deus, nós temos uma
genealogia ali. E por existe uma
genealogia bem no meio de eh de Deus
dando a lei e a lei no sentido eh para
as questões também dentro do
tabernáculo, dentro do povo. É, e por
que existe essa genealogia ali no meio
encapsulada? É para mostrar a identidade
e o status da descendência de Abraão de
dentro desse relacionamento de pacto,
dentro desse relacionamento da aliança.
Quando eu brinquei lá na minha abertura
de que a genealogia eh precisa da Torá e
a Torá precisa da genealogia, é porque
essas duas coisas elas são eh elas se
retroalimentam.
E os autores bíblicos vão sempre afirmar
a importância teológica do seu próprio
texto a partir da compreensão de
pertencimento a um povo e dentro também
da dinâmica da aliança com Deus, com
Javé, com Yahua.
>> Uhum. É, aí eu tem até a questão da
fórmula toledô, né? E isso marca, né, a
divisão no próprio livro de Gênesis. E
essa é a geração D. Isso é muito
importante, né? Isso tem é um marco
teológico eh extremamente importante,
porque a promessa de Deus ela tá de pé,
né? Ou seja, a promessa de Deus, a
aliança que Deus tem com a humanidade,
ela tá de pé e vai de geração em
geração. Isso aqui é a fórmula toled e
esses são os filhos de, né? ou essa
história de que e até tem esse lance que
eu acho que tu falou, acabou de falar,
né, Luiz, o lance da da historicidade
disso, de um Deus que age na história e
que e a gente vai falar em algum
momento, já falou também em vários em
alguns betes, mas e até a questão de
quem está nessa genealogia, né? Ou seja,
Deus agindo na história. E aqui sim cabe
sem ser jargão coach. E aqui sim cabe
sem jargão coach
>> uma história de improváveis mesmo, né?
Não vem você, querido ouvinte, né, que
fica ouvindo se se achando improvável,
se diminuindo, né, porque Deus escolheu
para para você, ninguém liga para você
que tá falando, entendeu? Na Bíblia,
sim, na Bíblia a gente tem realmente
improváveis que estão ali na em
genealogia e Deus realmente marcando a
história. Irlã, seus dois centavos tá
muito quieto, tá muito filósofo.
>> Então, eh, eu que eu queria falar com
você.
>> Ô, gente, o Eran é pastor. O Erlan é
pastor, gente. Só você vai ver. Eu acho
que é a primeira gravação dele agora
como pastor. Como pastor é isso,
>> ordenado.
E já tá tomando dois remédios.
>> Isso vai. [risadas] Mentira.
>> Mais um Batista pro Betcast.
>> Mais um Batista. Mais um Batista. É.
Então não é mais 56% agora. 57% def
[risadas]
>> o meu ponto é o seguinte, para você
ouvinte que viu o tema do Betcast e não
rejeitou e não falou: "Cara, não quero
saber genealogia para você que ficou".
Eu queria falar sobre por que a galera
tem essa estranheza com o tema
genealogia. Por que que lendo crônicas,
Números, Mateus, Lucas, ah, a gente vai
pular esse tanto de nome que eu não
quero saber do Arfa. Não quero saber
dessa galera porque
>> vai, mano. Não, pera, pera aí. Qualquer
nome agora tem que ser Big. Vai,
>> Big vai.
>> Eu sei que tem nome, não é? Porque,
mano, eu realmente assim, gente,
desculpa cortar o Erlan,
>> é porque eu eu, mano, não tem nada a ver
com a Bíblia esse nome. Nada a ver,
cara. Isso aí,
>> muito American. Não, tipo assim, isso
parece que é alguém que viajou no tempo
e deu uma sacaneada no texto original.
Ai, Deus, que eu que ele tem muito
humor, deixou. Não, galera, vamos deixar
porque isso aí eu topo. Não, po, pode
botar um big vai aí que eu deixo que
>> teoria da conspiração foram os maçoretas
que que foram lá.
>> Exato. Não, cara, mano, big, cara. Pô,
eu queria ali uma história de um cara
que viaja no tempo e o apelo dele era
Big na quebrada do Brooklyn, entendeu? E
ele foi parar lá com os maçoretas.
Enfim, tá. O André Daniel Heik não tá
fazendo um uma história de
>> Ele vai ter que botar big, cara. vai ter
que botar Big Vai em algum momento. Tipo
o enigma, o enigma do Big Vai, sei lá,
alguma coisa do tipo.
>> Enigma do Big Big. [risadas]
>> Eu acho que a história dele vai se
passar mais lá com os asmoneus e tal,
mas ele vai ter que enfiar um big vai
lá.
>> Todo mundo para agora. O TDAH perdeu
porque eu estou medicado. Vai lá, Orlan.
Por que que a galera estranha? Vamos lá.
>> Então, por quê? Por quê? Ah, a
modernidade, quando eu falo modernidade,
eu tô fazendo um recorte dos últimos,
sei lá, 400 anos. A modernidade meio que
perdeu essa conexão com a própria
genealogia e, portanto, não valoriza as
genealogias do passado. Então, olha só,
eu sou filho de quem? Sou filho do meu
pai, de minha mãe, do meu avô, da minha
avó, bisavô, bisavó, não lembro, não
conheço mais e também não me importo
mais com a galera, meus ascendentes
antigos, entendeu? Então, parece que
essa conexão se perde, portanto, a
valorização se perde também. Mas na
antiguidade, isso ela era muito
importante, sabe? cidade interior hoje
que a senhorinha te pergunta assim: "Ah,
você o é o Rodrigo? É, é o filho de
quem? É você o o Luiz? Filho de quem? Da
família qual então? E vai te pré-julgar
baseado na sua família? Isso era muito
comum na antiguidade. Você então Jesus
não é à toa que as pessoas menosprezam.
Esse não é Jesus o filho do José
carpinteiro? Que que ele tá inventando
de falar alguma coisa? Então a
genealogia já aponta, mas se, enfim, se
a pessoa tivesse um pouquinho de senso,
já verificava que no próprio nome de
Jesus tinha o nome do pai, né, o Yá eh
Yesuá, né, o o nome nome de Yahvé já
tava lá em Jesus. Mas mas o ponto é
nossos sobrenomes apontam para o lugar
histórico no qual estamos situados. Quem
são as pessoas que formaram uma árvore
para chegar em hoje, 2026, no século XX.
E nós estamos aqui e daqui a sei lá 200
anos a gente vai ter descendentes que
não faz farão ideia quem somos. Nós
seramos irrelevantes. As genealogias
mostram que quando a gente não sabe quem
é o Big Vai ou o Arfa ou o fulano, a
gente só mostra o cara nós somos
irrelevantes em algum e seremos
irrelevantes porque quem é relevante de
fato é o Deus que nos criou. Então é um
grande chá de humildade a genealogia. A
gente vê que fulano gerou ciclano, gerou
ciclano, gerou ciclano, mas se você para
para pensar, fulano morreu, Beltrano
morreu, Ciclano morreu, é um grande
obituário e um dia nós faremos parte
desse obituário. A gente não gosta de
admitir que um dia nossos dias aqui na
terra serão findos. Portanto, eh os
Silvas, os Pereiras, os Ferreiras, os
Aquinos, os miglioranzas, né? Eu não
lembro o sobrenome do Luiz, mas os
toches Souza Santos
>> Santos. Car,
>> em algum momento eles começaram, né,
como essa
>> os toches, os toches serão queimados,
né?
>> Os tostes,
>> desculpa,
>> TDAH venceu de novo, gente.
>> Serão tostados. Não, mas o os toal
contra o TDH aqui agora.
>> Mas é fofinho porque vem mais ou vende
mais porque é fofinho, né? O o Tines.
Boa, boa. Vai.
Mas o ponto é em algum momento e essa
onomástica que é estudo dos nomes
>> e essa onomástica patronímica, né, que é
nomes originários do pai, então não é to
que Yeshua, Ben Yosef, o Jesus filho de
José, eh o Bar Abá, o Bartimeu, o Ben de
Amim, essas pessoas elas têm uma origem.
Ninguém é o selfmade man, né? Eu eu me
crio, eu estabeleço a minha própria eh
geração. Não, eu sou só mais um ponto
dentro de genealologia que começa
milhares de anos lá atrás. Então, talvez
as pessoas não gostem muito porque é um
lembrete constante da nossa
insignificância enquanto pessoas
importantes, protagonistas deste mundo.
Não, não somos, não somos pedaços, uma
engrenagem, um ponto, um tijolinho numa
construção. E isso não é muito legal
para um mundo que gosta de holofotes.
>> Pô, muito legal que o Irland disse.
Porque eu me lembrei automaticamente do
texto de Hebreus, capítulo 12, e da
referência à grande nuvem de
testemunhas.
>> Nossa, bom demais. Quando a quando o a
autoria de Hebreus está falando para um
povo, depois de fazer uma longa lista a
respeito dos nomes que são aqueles
grandes nomes eh da história da
redenção, da narrativa da revelação de
Deus para com o povo, ah, para com a
humanidade, nós temos depois ele falando
sobre a grande nuvem de testemunha que
nos observa e nos aguarda, né? Eh, eh,
saindo um pouco desse lugar em que a
gente se torna um nome esquecível, a
gente também é agregado, agremiado em
uma nuvem de testemunhas de uma geração
posterior. Isso é muito lindo pra
missão, né? no contexto do Novo
Testamento. Já no Antigo, a gente
consegue perceber muito bem essa esse
essa teologia
muito bem desenvolvida para trazer
sobriedade, consciência de que Deus está
regendo a história e está regendo a
história de um povo como um todo. Ele
tem como objetivo final ter um povo para
si, reger um povo para si. E aí o seu
nome estar ali nesses documentos da
aliança
é é um lugar de honra, né? É um lugar de
honra, é um lugar que afirma a nossa
pequeneza, é muito ambíguo. A é uma é
uma afirmação ambígua, teológica, né?
afirma a nossa pequenez diante de toda a
história, mas é também um lugar de
honra, porque nós eh somos o o povo que
faz parte dessa grande nuvem de
testemunhas e aqueles que estão ali na
geneologia do Antigo Testamento são
aqueles que participaram desse
relacionamento, dessa revelação de Deus
em um contexto antigo antes da nova
aliança, né?
>> Uhum. É, Deus tem um povo, né? Deus tem
um povo. Isso fica muito claro e as
genealogias mostram a importância diz a
continuidade histórica, né, da promessa.
Enfim, muito legal. É, a soberania de
Deus na história,
ela passa por seres humanos. A soberania
de Deus, claro, a gente não toca isso,
né? Não tem nem o que discutir. Deus é
soberano,
>> mas na sua soberania escolheu um povo
para trabalhar com ele, né? né?
>> É impressionante.
E e assim, Deus não tinha nenhuma a mais
remota necessidade
de criar a humanidade.
>> Mano, Deus poderia fazer tudo com anjo,
seria um pouco mais fácil até, eu acho,
né?
>> Uma galerinha assim chegando angelical
já botando, né? Ainda que talvez não
tenha dado tanto certo, né? os primeiros
capítulos de Gênesis. [risadas]
Fala um pouquinho uma bagunça angelical
aí, mas com certeza seria muito mais
fácil Deus usar seres espirituais,
talvez, né? Só que não. Deus é
relacional, né? Se fez homem, inclusive
para se relacionar com a gente, mas
escolhe um povo para justamente se
comunicar com o o ser humano, né? Isso é
isso é maravilhoso. Ele escolhe um povo
e isso vai até chegar em o Antigo
Testamento, né? com todas as suas
genealogias, a promessa de pé, ele
termina com algo faltando, né? Tipo
assim, cara, ainda falta se cumprir
algumas promessas, hein? E aí a gente
vem em Jesus e tal, mas eh Deus não
precisava. Mas continua, Milo, seu
raciocínio.
>> O que é interessante, falando em o
Antigo Testamento termina,
né?
>> Uhum.
>> Depende de qual formação, de qual Bíblia
nós estamos lendo.
>> Hum. Porque a Bíblia hebraica, ela vai
terminar justamente em Crônicas, né?
>> Uhum.
>> Ah, e Crônicas é justamente o livro pós
exílio.
E o povo na época que tinha passado 70
anos no exílio, precisava se refazer,
precisava se reestruturar.
Então, Deus tinha prometido
a a restauração, Deus tinha prometido o
retorno, né?
Mas eh o povo volta uma parte, né?
Porque eu acho, eu eu creio que a
maioria ainda ficou na Babilônia, mas
para os que voltaram, você precisava ah
reestruturar a política, aonia, a
sociedade, a religião, religião no bom
sentido, né? ah, reestruturar a
identidade comunitária
e as genealogias de Crônicas e Esdra das
e Neemias vão servir para isso, né? Por
quê? Porque as genealogias de crônicas
elas são um tipo de salva as devidas
proporções, claro, um documento de
identidade
de onde nós viemos, nós, o povo que
estamos voltando. Ah, e detalhe, né? A
volta, você já não tem mais o reino do
norte, você só tem o reino do sul Judá.
E você precisava refazer e reorganizar
toda a sociedade só com a tribo de Judá.
Então isso precisava ser explicado da
onde aquele povo vem. especialmente que
se nós lemos a as narrativas de Esdras e
Neemias,
ah, num determinado momento você vai ver
que eles tinham a ameaça dos povos que
se misturaram, né? Ah, até por causa do
cativeiro assírio alguns anos alguns
séculos antes, né? Então, teve uma
mistura de povos e teve gente que ficou
de fora, que tentou entrar,
não houve eh não conseguiram achar o
registro histórico dessas pessoas
>> no cartório do antigo Oriente próximo,
né?
>> Exatamente. [risadas]
Ah, isso fica muito claro em Esdras ou
Neemias, né? Não acharam o nome desses
caras e eles ficaram de fora. Por quê? A
sociedade precisava ser reorganizada,
como que dizendo, nós somos o povo de
Deus, nós estamos nos reorganizando, nos
refazendo, estamos recuperando a nossa
identidade como povo e de onde nós
viemos. Uhum.
>> Tipo, nós não somos o produto de um
acaso, um pessoal que que tava errando
nos montes do antigo Oriente Médio e
agora estamos voltando, eh, voltando
como se nunca tivéssemos pertencido
aqui, né?
>> Não, temos uma história, temos um lastro
e esse lastro histórico está associado
com a nosso pertencimento ao povo de
Deus.
>> E a terra, né?
E a Terra, exato. Não é só um um tipo,
ah, vamos escrever a história ou
simplesmente o cartório, né, do da
antiguidade, só para dizer questões de
herança, quem fica com Não, não. Eh,
temos um pertencimento
ao povo de Deus, esse Deus soberano que
age na história através de famílias e
grupos de famílias.
>> Uhum. É, por mais que haja essa esse
componente excludente de você ter
reconhecido ou não reconhecido o que
determinadas pessoas faziam parte desse
povo, ainda assim é um documento
unificador. É um documento, é um texto
que serve para mostrar aquilo que a
gente passa sobre identidade, status, a
relação com a aça de Yahvé, uma aliança
que ainda não eh uma aliança que não
terminou, né? uma aliança que não foi
quebrada por parte de Javé e a a
continuidade disso mesmo diante de
determinadas mazelas, porque a
continuidade
da da fidelidade de Deus eh pode ser
testemunhada pela genealogia. Eu acho
que isso é importante. Então, se você
tem uma se o ouvinte ou veginte, né,
porque tem gente que vê no YouTube, eh,
guardar o [risadas]
Ismo BTC, eu acho. Eh, se quiser guardar
um valor ou quiser relacionar um valor
para as genealogias no Antigo
Testamento, é só guardar isso. As
genealogias, elas são os documentos da
fidelidade de Deus à sua própria aliança
para com o povo. Boa.
>> E aí, se você leva isso a a à última
instância e tem fé na palavra de Deus e
tem autoestima na palavra de Deus, então
você já pode fazer uma aplicação super
pessoal para ti. É esse mesmo Deus é
fiel para com o teu povo. Esse mesmo
Deus vai continuar sendo fiel. E aí você
pega toda narrativa do antigo Israel e
aí você fala: "Olha,
>> eu posso ser pior ou melhor ou eu posso
ser equivalente às maldades que Israel
cometeu, mas a fidelidade de Deus ainda
continua no nosso meio e habita no nosso
meio, né?
>> Muito bom. E e olha só como é que é
importante eh ler a Bíblia num contexto
inteiro, né? Veja como que os fariseus
distorceram essa noção de identidade. E
Mateus capítulo 3, quando João Batista é
introduzido na história, ele está lá
batizando no Jordão. Pessoas vêm até ele
confessando seus pecados, são batizadas
e os fariseus e sadiceus aparecem lá. E
João já chama eles de raça de víboras.
Esse termo raça de víboras, né, genemata
e kidnon no grego, é é literalmente algo
do tipo geração da serpente. Aponta
diretamente lá para Gênesis 3:15 da
geração da serpente que morde calcanhar
e a geração da mulher que esmaga a a sua
cabeça. É, eles estão, o o João fala o
seguinte: "Vocês estão dizendo que vocês
são filhos de Abraão, portanto há
dignidade nisso, mas o vocês, na
verdade, são geração da serpente. Vocês
não são da filhos da promessa do Gênesis
3:15 que fala da ou de Gênesis 12 que
fala da da bênção que vai ser para todas
as nações. Como vocês estão muito e
presos em uma identidade nacional
genealógica da filiação de Abraão, vocês
se tornaram, por conta dessa dureza do
coração, filhos da serpente. Vocês estão
fazendo coisas do mochila de criança.
Vocês não dev não tão, não deveriam ter
orgulho disso. A geração de vocês, pelas
obras, né, que pelos frutos a gente
conhece, é uma geração má. Então Jesus,
ele fala a mesma coisa quando chama e eh
fala que o ele você vós tendes por paz.
Eu o meu é Almeida, né? Vós tentes por
pai a ao diabo. Então, eh essa distorção
da da e da da identidade e do valor que
os os fariseus fizeram é uma é um é um
indício do que Jesus veio fazer. Porque
se a gente olha pra genealogia de Jesus,
só tem gente ruim, só tem gente, ou pelo
menos no mínimo pecadora, que teve erros
na sua vida. Seja Abraão com o problema
que ele teve com Agar e com Ismael, seja
com o Davi e o adultério e o
assassinato, Tamar, Raab, eh, enfim, eh,
todas as pessoas, o próprio Manassés foi
um rei terrível, né? Amn, Amnon também
um rei terrível. estão na geologia de
Jesus. E Jesus veio resgatar essas
pessoas que não são orgulhosos pela
genealogia que tem. Todo mundo tem
problema, família problemática. E se
você ouvinte que estão me ouvindo tem ou
veginte tem uma família problemática,
ela não te define. Jesus morreu por você
e por eles e ele pode resgatar você e
eles. E essas pessoas não definem quem
somos. A identidade não tá na árvore
genealógica, a identidade tá na no pai
que nos adota. Ou seja, por isso que a
minha abertura, Mil, eu ia fazer uma
piada. Continua. Tu vai lá. Não, tu vai
falar coisa sério. Eu ia fazer uma piada
aqui. É por isso que a minha abertura
ela é idiota, né? Porque eu não preciso
podar minha árvore genealógica, eu
preciso entrar na família de Deus.
Exato.
>> Isso. Não, foi piada, mas foi sério.
>> Aquele e aquele que você gostaria de
podar também precisava entrar na família
de Deus. Exatamente. Exato. Por isso que
a leitura das genealogias,
ela não é a partir dos seres humanos que
estão nela, porque senão isso vira um
negócio cultural.
A leitura das genealogias, ela é sempre
a partir da soberania de Deus, que
escolhe pessoas, que age em pessoas,
porque esse vai ser o grande embate,
bom, de Jesus contra os fariseus, o
próprio embate de Paulo, né? Porque ele
como fariseu, ah, ele falando aos
filipenses, não, porque eu sou da tribo
de Benjamim, fui circuncidado no oitavo
dia, ah, era isso, fiz aquilo, só que
depois que eu conheci Cristo, eu consi
tudo isso como esterco, né?
>> Uhum.
>> Ah, por quê? Porque o valor da
genealogia, ela não tá a partir do ser
humano em si. Por quê? justamente porque
a genealogia mostra o o o fracasso
humano a em viver a promessa de Deus, em
viver a aliança com Deus. Mas a
genealogia mostra a soberania e a
fidelidade de Deus, que apesar dos seres
humanos que estão nessas listas, Deus é
fiel. Quando a gente diz que Deus é
fiel, né, a fidelidade de Deus, na
verdade é que Deus, entre aspas, ele se
obriga ele mesmo a cumprir o que ele
prometeu, né? Por quê? Porque ninguém
pode fazer isso por Deus. Quem é que vai
obrigar Deus a fazer alguma coisa?
Então, as genealogias elas mostram o
quanto Deus ele é fiel ao que ele disse
que faria em apesar da humanidade. É
interessante isso, eh, Emílio, que você
falou, porque se você faz um comparativo
com as genealogias de outros povos para
além da literatura bíblica, você
encontra na genealogia uma espécie de
poda. Então, os nomes que são eh que não
são tão relevantes, eles são retirados
dessa genealogia. E genealogias, por
exemplo, de imperadores romanos remetiam
até deuses. Então, é necessário observar
isso em comparação com a literatura ao
ao redor ah de onde a Bíblia nasce para
você ver o caráter exclusivista ou não o
caráter exclusivo, na verdade, ah, da
Bíblia em em demonstrar a verdade dessa
relação. Porque, mais uma vez, não é o
ser humano, né? É a fidelidade de Deus.
E a fidelidade de Deus vence a maldade
humana, vence o fracasso humano, né,
gente? Olha só, tem mais coisas que
poderíamos falar, obviamente, como todo
o BTC. Eu acho que eu sempre encerro o
BTC falando muito mais coisas poderiam
ser ditas, mas eu acho que tudo que nós
falamos aqui, obrigado Milho, valeu
Erlan, valeu Luiz, tudo que eles falaram
aqui já nos edifica, já nos dá uma
dimensão de quando esbarrarmos nesse
nome, nesses nomes. E é muito louco, né,
a gente pensar que eu tô lendo lá a
história do Big Vai e, mano, é a minha
história, né? É muito louco isso, porque
a igreja tá ali agora, pertence ao povo
de Deus, é enxertada nessa história e
essa nuvem de testemunhas, né? A gente
não tá sozinho, a gente pertence a algo
muito mais, é muito louco assim, é, é,
é, acho que o Luiz falou isso, né,
complementando a fala do Erlan, ao mesmo
tempo que tem a minha pequenez, cara, eu
sou só um pó, assim, eu sou eu sou uma
parte muito pequena da história do povo
de Deus, né? E dentro da história da
humanidade, então, cara, sou um grão de
areia. Mas cara, que que parada massa,
que orgulho que eu tenho de fazer parte
de um povo, entendeu? Que é redimido,
que é lavado, sabe? Que tem uma
promessa, que tá numa aliança. Cara, que
que coisa boa. Eu não tô sozinho no
vácuo, sabe? O espaço é enorme, o espaço
é gigante, o planeta Terra é pequeno
diante da imensidão do universo, né? Eu
sou um ser humano entre 8 bilhões de ser
hum seres humanos, mas cara, eu não tô
sozinho assim, tipo, e realmente eu
posso ter um senso de pertencimento a
uma história. E a genealogia grita isso
para nós, né? Você tem uma história, né?
Isso é muito legal. Tem a ver com
identidade, tem a ver com propósito.
Isso é maravilhoso, maravilhoso. E
>> e para uma era que valoriza tanto o
imediatismo, o históric dura 24 horas,
as coisas para ontem, o áudio em 2x,
todo mundo muito acelerado. Eh,
genealogia são são documentos que estão
lá e ficarão lá por milênios e sabe, é
um story que tá durando 2000 anos, 3.000
anos, 4000 anos. Cara, isso é gigantesco
na nossa vida. Exato. E tem a ver com a
gente.
>> Só título, só título de curiosidade. O
Big vai, eu tô vendo aqui na [risadas]
Tem que terminar com ele. Perfeito, Mir.
Vai, vamos encerrar com o Bigando aqui
no site do Bible Hub.
>> Ah, é provavelmente
é é de origem estrangeira, né? Não é
hebreu, hebreu mesmo, né?
Mas talvez, alguns comentaristas vão
dizer que talvez signifique feliz.
>> Olha,
>> nossa,
>> como esse podcast
>> Absoluto Cinema.
>> Absoluto cinema aqui, ó.
>> Absolute podcast. Absolute [risadas]
podcast. Cara, mas como é que tá em
hebraico? A gente consegue essa
informação aí assim agora? Como é que tá
esse?
>> Big vai.
>> Tá, meu. Nossa, não faz mínimo sentido
isso aí.
>> Big vai. [risadas]
Caramba, algum doutorado, galera, em
cima de Big Vai? Não,
>> olha só. Big
em hebraico se lê Big Vai.
>> Nossa, não, não, cara. Enfim, acaba,
[risadas]
acaba podcast, acaba. Beijo para todo
mundo. Até terça-feira que vem, se ele
quiser, se permitir. Fiquem todos na paz
do Senhor Jesus.

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