HAMNET TEM UMA LIÇÃO CRISTÃ QUE POUCOS PERCEBERAM
17/02/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Você pode nunca ter lido nada dele, mas certamente você sabe quem foi o William Shakespeare. Talvez você não conheça em detalh seus personagens, mas com certeza já ouviu falar de Romeu e Julieta e talvez até já tenha desejado ter uma uma paixão assaladora como Romeu e Julieta, justamente porque você não conhece a história, você conhecesse você não você não desejava isso não, tá? A fama de Shakespeare é tamanha que o seu nome é conhecido até hoje por aqueles que nunca leram sua história, nunca viram nenhum dos seus livros. Humnet foi dirigido por Chloisa baseado no livro homônimo, escrito por Maggie of Periell, e conta a história daqueles que estavam por trás de Shakespeare e a perspectiva que eles tinham do autor inglês. Ele é contemplativo, possui uma melancolia singular e culmina em um clima que se nos faz tirar as costas da cadeira e nos inclinarmos pra frente da tela, como se a gente quisesse entrar no filme. O que é que essa obra que tem dado o que falar nos ensina sobre Deus? Será que tem alguma coisa cristã que a gente pode tirar daí? Bom, fica comigo que este é o mundo cópia de Ramnet. Lembrando, mundo cópia chega até você. Graças a Grove Suplementos que patrocina esse canal. Quando você usa o cupom Jesus, a gente ganha aí uns trocados para poder investir no mundo cópia. Então, se você gosta do mundo cópia e também aí tá na sua vida fitness, compra o seu suplemento, sua roupa de treino, seu pré-treino, na sua creatina, seu multivitamínico, tudo lá na Grove que tem pegado a grana dos marombeiros e investido aqui no canal. Usando cupom Jesus, você conta para si mesmo e pro pessoal da Grof que você cuida da sua saúde pra glória de Deus. Se você quiser, você também pode estudar com a gente no Instituto Chefologia e Cultura dos nossos cursos online de teologia 100% online. São três encontros ao vivo por semana que você pode escolher de quais participar, com ênfase teológica, missionária e exegética. 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Um cônjuge que perde ali o seu marido ou a sua esposa é viúva ou viúva. Mas como é que a gente chama um pai que perde o filho? A gente nunca nem nomeou isso com a palavra em particular aqui no português, justamente porque e a gente não quer dar concretude e realidade para isso. Há um vazio lexical que não expressa essa realidade antinatural justamente pelo vazio da existência que é gerado por algo tão terrível. É como se a linguagem falhasse na combinação desses signos para expressar uma perda tão cruel. É como se o vazio linguístico expressasse o vazio deixado na alma devido da perda de um filho. É. E é sobre esse vazio que Chloisal, ao dirigir a obra adaptada de Megell, quer que a gente reflita. Ela faz isso dirigindo o nosso olhar pra vida e pro luto de gente que a gente mal sabe o nome é Ein ou Agnes Hatwey, esposa do poeta. Se por um lado a gente não conhece nem o nome da esposa dele direito, por outro lado o grande nome William Shakespeare só é citado a única vez. Nas outras vezes ele é o pai, ele é o marido, ele é o poeta, ele é o filho do luveiro. Começou o feminismo, né? Calma aí, calma, calma, calma, que análise cinematográfica tem que conseguir ir além só dizer se o filme é o woke ou não. Mas é o woke ou não é? É, e aí a gente perde, a gente perde a grandeza das coisas, tá Iago? Mas o filme a já tá, o filme tá depreciando o papel do homem na família. Você não tá vendo as ideologias que querem dissolver a família aí? Calma, militante. Certo. O recurso literário aqui e no caso cinematográfico é usado não para desprezar o papel do homem na família. Ah, rasgem suas roupas. Não é isso não. É para que a gente perceba Shakespeare como aqueles que conviviam com ele percebiam. Meus filhos não me chamam de Iago. Ô Iago Martins, vem cá. Iago. Me chamam de papai. Minha mulher não me chama. Iago. Vem cá. É só briga, né? Iago? Aí, aí é briga. Aí eu fero uma coisa errada aí. É porque aí, meu irmão, se eu se minha mulher grita Iago, já sei que não sobrou nada para o Betinho. Geralmente é amor, é meu bem, os colegas da da família da minha mãe, é o Iago, é o dar socorro. Esse aqui é o dar socorro. Geralmente assim, você é interpretado junto com aqueles que são próximos de você dentro de um de um grande de grande teia de significado de relacionamento. Pensa nos escritores que você gosta, a vida dos teólogos que você admira. No dia a dia, eles não são chamados por sobrenome, vírgula nome, como se fosse um padrão da BNT. São papais, são meu amor, são queridos, são brother, são algum apelido de infância. O apagamento do nome dirige o nosso olhar para aquela pessoa que se tornou renomada, mas que era comum para quem estava do lado dele. E assim a gente percebe suas qualidades, as suas falhas, os seus afetos, as suas crises como um ser humano. Diante de um nome tão conhecido como Shakespeare, o apagamento do seu nome também é uma forma de dirigir a nossa atenção pra mãe que tá enlutada e que sequer é lembrada. Afinal, se é verdade que Humamlet é o fruto do grito silencioso do coração de um pai lutado? A partir da perspectiva de Ofel e de Zoo, uma nova luz é lançada sobre os contornos que formam os nomes e as histórias de cada um dos personagens da peça. Na obra do Shakespeare, o fantasma do Humlet Pie simboliza o Shakespeare ausente na família, dado como morto ou como um fantasma que só aparece vez por outro. Ramlet filho é o Ramnet, o filho perdido prematuramente. O conflito existencial sobre a permanência em vida ou a entrega pra morte reflete tanto a dor de Shakespeare diante da morte de um filho como uma reflexão a partir do que só a poesia podia expressar. Sentimentos que palavras isoladas não conseguem dizer. A morte de Gertrudes, a mãe é uma simbologia do que Shakespeare percebeu que Agn sentia. Um desejo de morte devido ao vazio deixado pela ida do filho. É por isso que aqui no filme o grande destaque é dada a Agnes. É ela quem predominantemente lida com os filhos. É ela que tem a primazia ali no cuidado da casa, porque o marido nem sempre tá lá. O marido não estava lá no nascimento dos gêmeos, Humnet e Judit. Não estava lá no falecimento de Humnet. E várias vezes durante o filme, Z dirige o enquadramento, deixando a câmera estática nas cenas em que o poeta aparece, como se fosse um teatro. Além disso, ele entra ou sai do enquadramento enquanto a cena continua rodando, simbolizando a presença inconstante dele em várias situações familiares que Ofel descreve na sua ficção. Shakespeare é apagado porque Agnes precisa ser visto. Sabe aquela aquela conversa de mãe, não é? Quando a gente se comportava mal e não queria obedecer a mãe? Aqui no Ceará as mãe falava assim, ó: "Eu carreguei você na barriga meses, então você me obedeça." No caso, é uma coisa que eu não posso dizer, né, para meus filhos como homem. Por mais que a perda de um filho para um homem também seja uma coisa terrível, é uma coisa diferente, porque existe um aspecto físico e biológico diferente no que diz respeito à mulher. A dor de um homem quando perde um filho pode ser tão terrível quanto a da esposa, mas nunca vai ser o mesmo tipo de dor, porque existem relacionamentos diferentes entre pais e filhos, mães e filhos. Isso não significa que homens não vão estar presentes nem vão sentir isso. Só significa, obviamente, que nós somos diferentes. Existe um tipo diferente de luto que afeta aquela que já teve aquela vida dentro de si. Aqui na história, o apagamento shakespeiano nos evidencia a melancolia e a tristeza agniana para que se nós pensarmos por 5 segundos, a gente tenha uma nova forma de estar presente nas dores, nos sofrimentos, nas tristezas das nossas esposas, nossas assim, né, cada um com a sua, obviamente, das nossas mães, do dos filhos, dos tios, dos colegas, dos amigos. Agnes sofre muitas vezes sozinha ou de uma forma que o seu marido não sabe como consolá-la, porque tudo lembra o filho. As crianças brincando e não ele, a gêmea Judite, que agora tá sozinha, a ausência das brincadeiras e falas na casa é um peso insuportável. É um luto tão grande que ela só seria consolada se o seu filho milagrosamente voltasse à vida, justamente porque o luto é brutal. A morte nunca foi um desígnio original de Deus para sua criação. Ela é consequência do pecado adâmico. A perda de um filho, então, é antinatural. é anticreacional. Tem um livro de C les muito poderoso, onde o CS rasga um coração ilutado, exponde as próprias angústias, os próprios conflitos, as próprias dúvidas. É o livro Anatomia de um luto escrito quando ele perdeu a sua esposa. O livro é mais a expressão sentimental de um cristiano lutado do que uma teologia de um cristiano lutado. Isso não quer dizer que o livro é herético, tá? mas sim que o luto vivenciado causou conflitos no CS le mesmo que ele soubesse exatamente todas as doutrinas bíblicas em volta daquilo. A convicção de uma doutrina não nos livra de forma imediata das dores que a entrada do pecado no mundo causam em nós. A gente pode ter plena convicção de que Deus cura e de que Deus opera no tempo. Mas diante da doença grave ou terminal, nós podemos nos perguntar: "Por que por que agora, Deus?" Diante da crise financeira, a gente pode saber que Deus é provedor e ainda assim nos perguntar: "Ó Deus, até quando?" Na sua obra, o Cos despeja a sua dor, dizendo que havia pessoas gentis que lhe diziam: "Ela está com Deus". E ele fala que sabia disso muito bem, mas ainda assim a antiga vida, as piadas, as bebidas, as discussões, o fazer amor, a pequena e dolorosa trivialidade, sob qualquer ponto de vista, dizer a G está morta é dizer tudo se foi faz parte do passado. E eu não gosto nem de pensar muito nisso não, porque Deus me livre. Ora, sobre a perda de um filho, é inevitável lembrar que foram tantos cafés com pão, tantos almoços, tantas fraldas trocadas, horas de amamentação, idas e vindas do colégio, cafoné na cabeça, risos, novelas assistidas, tantos, tantos, olha, papai, tantos vem ver meu desenho, mamãe. Tantos faz um Nescal para mim, vovó. Tantos balança minha rede, vovô. Tantos. Eita, como tá bonitão, filho. Que menina mais linda, filho. A gente, a gente não quer que isso seja passado. A gente não quer esquecer aquilo. A gente não quer perder o que pode ser vivido para além disso. Diante de um luto prematuro ou de um luto de quem queríamos que fosse imortal, ainda que soubéssemos que um dia morreria, nós não queremos esquecer. Nós não queremos perder isso e a gente nem precisa esquecer disso. Você lembra da música? Lembre-se de mim da animação Viva. A vida é uma festa. >> Lembre de mim. Hoje eu tenho que partir. Lembre de mim. Se esforce para sorrir. >> Nós não precisamos apagar da nossa memória o que foi vivido ou imaginado. A graça que nos salva é a graça de que precisamos para enfrentar os dias de luto. Seja o luto dos filhos, das mães, dos pais, de irmãos, de avós, de avô e de amigos. A graça do Senhor não oblitera o nosso passado. Então uma citação muito poderosa, muito bonita, um pouco complexa, mas ouça com cuidado, porque ela é muito forte, do filósofo cristian James K Smith, que vai dizer o seguinte, vai dizer que o eu é salvo apenas se esse eu com essa história temporal ressuscita para uma nova vida. Se tudo o que vivenciei até então foi simplesmente apagado pela graça, então o eu está perdido e não redimido. Se tudo que me tornei, aprendi, adquiri, experimentei, foi simplesmente anulado e esmagado pela graça, então a salvação seria uma obiteração, não uma redenção. O Deus que salva é o Deus que chama e nos comissiona para um ministério de reconciliação. E nesse chamado e nessa comissão, Deus quer liberar as constelações singulares de talentos e experiências que me fazem ser quem eu me tornei. Quando a interseção entre uma amálgama da minha história, incluindo seus traumas e feridas, e o poder renovador do espírito, uma reação química de possibilidade, está à espera. Essa graça que um dia transformará nossos corpos mortais em corpos glorificados, essa graça que um dia desfará definitivamente as mazelas da morte, essa graça em Cristo que quebrará definitivamente o aguilhão da morte, é a mesma graça que atua hoje em nosso luto. É a graça que nos faz lembrar com com uma boa dose de melancolia, sim, mas com esperança daqueles que se foram, justamente por causa de tudo que foi vivido, tudo que essa pessoa imprimiu em nós no tempo que convivemos com ela. Ninguém vai embora de fato, todos deixam alguma coisa em nós. É essa graça que supera a dor do luto presente sem se esquecer do passado. Porque a graça não é uma máquina do tempo. A graça não é um botão de reinicialização. A graça é algo ainda mais inacreditável. é a restauração, é uma reconciliação de e apesar de nossas histórias de animosidade. A graça não é apagamento, é superação. O filme se encerra com o jovem Hamlet dizendo suas palavras finais à plateia, mas tão próximo a Agnes que para ela ali é o seu filho crescido, se despedindo dela. Aliás, uma curiosidade aí interessante sobre o filme é que o Ramlet criança e o Ramlet ator da pé são irmãos na vida real, o que é justamente um cuidado da diretora para mostrar que o dramaturgo teve o mesmo cuidado de escolher um ator pra sua peça que se parecesse com o filho falecido. A peça de teatro foi a forma do pai lidar com o seu luto e com o peso de ter perdido vários momentos tão caros. Shakespeare não é um insensível a tudo que ocorreu. Ao atuar ele mesmo como fantasma do pai, ele confessa o peso que sentiu por sua ausência. A cena é tão bonita que Agnes está na plateia diante do palco, mas todos da plateia estão em volta dela de uma forma como se ela fizesse parte da peça, porque afinal foi ela quem atuou na vida do seu filho. A linha final de Ramlet antes do seu último suspiro é: "O resto é silêncio". Como se dissesse não há mais nada a dizer. A trilha de Max Hitcher, on the Nature of Daylight cresce eve numa melancolia reconfortante que nos torna espectadores imersos no luto consolado de Agnes. Eu li num entrevista que é a atriz que interpreta Agnes a Jess Buckley, de que ela teria liberdade de atuação naquela cena. Então ela estica a mão tocando no Humlet, estava prestes a morrer como se estivesse tocando no seu filho já falecido. A troca de olhares entre Agnes e Shakespeare é o olhar de compreensão que finalmente se estabelece. é o compartilhar da dor, o chorar junto, a despedida unida do filho que partiu prematuramente. O filme nos lembra que nenhum luto será fácil, ainda mais o luto relacionado a um filho. O sofrimento do luto não é superado quando quem perdemos é esquecido. Afinal, como afirma o Che, vimos o rosto daqueles que conhecemos bem, de maneira tão variadas, de tantos ângulos, sob tantas luzes, com tantas expressões, acordando, dormindo, rindo, chorando, comendo, conversando, pensando, que todas as impressões se aglomeram em nossa memória e cancelam-se em um mero borrão. A gente não precisa das respostas para as perguntas que o Luto faz, porque algumas dessas perguntas, devido à nossa incompreensão, sequer vão fazer sentido. Outras, devido a morte, se é algo anticreacional, não vão ter respostas mesmo. Nós não precisamos de respostas que nos convençam a abandonar o luto. Nós precisamos é de uma graça super abundante para superar a tristeza paralisadora do luto. A cruz dramatizou a obra da graça que a gente precisa. A linha final do Senhor na cruz antes do seu último suspiro foi está consumado. E por isso nós podemos nos achegar a ele para receber dessa graça consumada. Ainda mais, após três dias, ele anunciou a vitória sobre a morte com a sua ressurreição. Porque ele ressuscitou, nós também seremos consolados, nós também ressuscitaremos. Não precisamos de respostas sobre como será o nosso corpo ressurreto. Nós não precisamos saber exatamente todos os detalhes da vida após morte, porque como disse CS, talvez o melhor seja aquilo que menos entendemos. Há uma esperança diante da tristeza dessa vida dolorosa. Há um consolo paraa mente atribulada pela dor. Há uma graça que supera o sofrimento. Há uma fé que salva. Há uma ressurreição que vence a morte. A linha final para essa vida de todo aquele que crê em Cristo será entra para a alegria do teu Senhor. E o resto, o resto não é silêncio, o resto é júbilo. E é esse júbilo que nos consolará para sempre por toda a eternidade. Apocalipse 21 diz que quando finalmente chegarmos ao reino, ele limpará do nosso olho toda lágrima. Ou seja, Deus espera que a gente chegue aos céus chorando. E não haverá lá apenas o cancelamento da dor em um ato frio e técnico. Haverá um Deus cujos dedos tocarão a nossa face para consolar por toda a eternidade os lutos que vivemos nessa vida. E é essa esperança que nos faz passar por qualquer trauma, qualquer dor, qualquer luto, qualquer perda, qualquer ausência com coração esperançoso em uma alegria final. E você, que lições você tirou de Humnet? Deixa um comentário aqui embaixo pra gente continuar essa conversa sobre essa obra tão interessante. Se você gosta desse canal, sabe o que fazer. Não deixe se inscrever nele e assinar as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. Clica aí em gostei também para esse vídeo ser espalhado pela plataforma. Vai conhecer o Instituto Chefologia e Cultura com os nossos cursos e usar o com Jesus na Grof suplemento se você puder. Link para tudo isso aí tá na descrição e no comentário fixado. Um cheiro no seu cangote e até a próxima.