LENDO A BÍBLIA LIVRO POR LIVRO – VALDEMAR KROKER | PODCAST VIDA NOVA #87
23/02/2026
LENDO A BÍBLIA LIVRO POR LIVRO – VALDEMAR KROKER | PODCAST VIDA NOVA #87
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Valdemar Kroker sobre o livro Lendo a Bíblia Livro por Livro, de William H. Marty e Boyd Seevers.
Ao longo da conversa, refletimos sobre questões fundamentais da vida cristã e da interpretação bíblica:
📖 Como entender a Bíblia livro por livro?
📚 Como compreender o contexto e a autoria de cada livro bíblico?
🖋️ É possível acessar a intenção dos autores bíblicos?
🔎 Qual é a importância de ler livros inteiros da Bíblia, e não apenas trechos isolados?
Uma conversa clara, profunda e prática para quem deseja crescer na compreensão das Escrituras e desenvolver uma leitura mais fiel e consistente da Palavra de Deus.
Adquira o livro: https://bit.ly/4s8cSoe
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Aqui a gente procura conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E hoje nós vamos falar sobre o livro Lendo a Bíblia, livro por livro, um guia rápido de estudo panorâmico da Bíblia do Dr. William Marters. Se você quer saber mais sobre as Escrituras, quer entender mais sobre a mensagem geral da Bíblia como um todo, mas também livro por livro, quer entender as ênfases, quer entender um pouco de contexto, de autoria e de ocasião, você vai se beneficiar muito da leitura desse livro. E se você quer entender também sobre como é que essas coisas vão fazer diferença nos seus estudos, na sua leitura e até no seu devocional, você precisa não só adquirir o livro, mas ouvir a conversa de hoje com o Valdemar Crocker, onde a gente vai falar sobre essas questões. E se você gosta de assuntos assim, não se esqueça de deixar aí já o seu like, de se inscrever no canal e também de nos ajudar depois compartilhando esse podcast com outras pessoas. Mas é isso aí, vamos à conversa. Valdemar, seja muito bem-vindo ao podcast da Vida Nova. Mais uma vez é uma alegria ter você aqui com a gente, meu irmão. >> Saor, muito obrigado pelo convite. É um prazer para mim e poder participar. >> Maravilha. Eu já perdi a conta de quantos podcasts a gente já esteve junto aqui conversando sobre bons livros da vida nova, mas é sempre realmente muito legal ter você aqui. Ainda assim tem gente que tá chegando agora no podcast e vale então a sua apresentação. Conta aí um pouco da sua vida, do seu ministério para pessoal que tá chegando agora. Então, gente, meu nome é Valdemar Valdemar Crocker. Eh, sou editor de edições Vida Nova. Já contribuo com a Vida Nova faz uns 35 anos, pelo menos. Eh, e há 14 anos, 14º ano agora, de tempo integral como editor. Sou casado com Simone, temos três filhos, né, deles, duas são casadas, o filho é solteiro, dois netos e uma terceira chegando paraa alegria de vovô e vovó, né? Coisa linda. Eh, e participamos da igreja Irmãos Menonitas do Boqueirão aqui em Curitiba. >> Tá certo, meu irmão? Obrigado aí pela apresentação. Que Deus continue abençoando você. E vamos falar mais apresentações, no caso dos autores do livro de hoje, né? O livro Lendo a Bíblia, livro por livro. E eu queria que você apresentasse esses autores que não são ainda tão conhecidos no meio brasileiro, né? >> É, aliás, falando do livro, né? eh que eu também tenho aqui. Eh, eh, uma das minhas atividades que eu gosto muito é da cursos, eu dou cursos em vários seminários. Eh, e um que eu tô dando agora é justo o da leitura da Bíblia todo toda no seminário Servo de Cristo em São Paulo. Falando sobre os autores, né? Willam Mary, eh, é alguém que ensinou no Instituto Bíblico Moodi em Chicago, conheço lá, estivemos lá visitando. Eh, e a sua, é, a sua ênfase principal, >> eh, é a a linha do tempo, da história da Bíblia. Eh, então ele tem inclusive eh uma eh um livro publicado em inglês, The Whole Bible Story, ou seja, a história da Bíblia toda, né? Outro livro que ele publicou é The World of Jesus, o mundo de Jesus e também The Jesus Story, né, a história de Jesus. E é então coautor eh desse livro aqui, junto com outro que é o Boy Sivers, eh que é professor de Antigo Testamento, numa universidade em St. Paul, Minnesota, né, estados vizinhos, Elenóis, Chicago, eh, e, e Minnesota. Eh, nós moramos um ano e no caminho entre essas duas duas regiões aí perto de Chicago. É. Eh, e o Boer, isso foi no tempo do seminário do Trinity que eu fiz o meu primeiro ano de doutorado lá. Eh, e o Dr. Siers, eh, ele é professor então nessa universidade e morou eh estudou, trabalhou em Israel por 8 anos. Eh, e uma uma das obras que ele publicou a questão da guerra no Antigo Testamento. Então, são os dois eh autores nossos aí dessa dessa obra, >> rapaz. Dois escritores muito capacitados, então, né? É bom essa apresentação porque às vezes a gente não conhece os nomes, não são talvez os mais conhecidos pelas redes sociais ou algo do tipo, mas ainda assim são acadêmicos, estudiosos que prepararam um livro muito útil pra gente conseguir aprender mais da Bíblia. Como a gente tava até brincando aqui antes, né? Eh, a gente ainda vai falar mais disso, mas não a partir do que The Chosen fala e sim a partir do que a própria escritura diz, né? Vamos, vamos lá que é importante, é importante essa ênfase. >> Mas, meu irmão, aproveitando, né, você falou dos autores, agora vamos entrar no mundo deste livro que vai nos falar sobre os livros da escritura, sobre a estrutura que nós temos aqui, como é que o livro está organizado, o que é que os leitores vão conseguir ao adquirir esse livro. Eh, o livro traz basicamente 66 capítulos, né? Eh, eh, assim, está relacionado a cada livro da Bíblia. E cada livro é tratado aí em, eh, às vezes são cinco, a média é cinco, seis páginas por livro da Bíblia. >> Eh, no caso, eh, no caso dos Evangelhos dá 10, 12, 13 páginas, no caso de Mateus. Eh, então ali dá um pouco mais, mas ele divide muito claramente o tratamento de cada livro da Bíblia em três partes. A primeira parte é o contexto, né, fácil, só pra gente se situar. Segunda parte é o resumo, né, do conteúdo daquele livro da Bíblia. E a terceira parte é a mensagem, né? Qual é a mensagem que esse livro eh transmite. Então, é basicamente é isso que ele faz eh, né, para todos os os livros da Bíblia. Eu posso inclusive dar alguns exemplos aqui que ajudam a entender isso melhor aí. Aham. Então, por exemplo, nos Evangelhos, a gente tem Mateus. Aí, a primeira parte que é contexto, olha só que bacana como ele começa. Mateus estava em seu posto de coleta de impostos quando Jesus se aproximou e disse: "Siga-me". Imediatamente ele se levantou e o seguiu. Mateus sentiu-se honrado. Ele queria que seus amigos conhecessem aquele homem. Então, convidou Jesus e seus discípulos para jantar em sua casa. Os judeus odiavam os compatriotas que, como Mateus, ganhavam a vida, muitas vezes enganando outros judeus, cobrando impostos para seus conquistadores, os romanos. Quando os líderes religiosos, conhecidos como fariseus viram que Jesus estava na casa de Mateus, queixaram-se com seus discípulos, porque o seu mestre come com publicanos e pecadores? E quando Jesus ouviu isso, respondeu: "Não são os que têm saúde, que precisam de médico, mas sim os doentes. Não vim chamar justos, mas pecadores." Então, é a os primeiros dois parágrafos e eles não só dão uma informação de que Mateus era cobrador de impostos, não, não diz aqui que ele era autista, tá? Olha aí o The Chosen [risadas] >> e ele o The Chosen tem essa liberdade poética lá, né, para fazer isso. Mas, mas ele conta não só o fato, mas ele ele nos leva para dentro da situação, né? Tava lá sentado na coletoria, Jesus chamou, Mateus se empolgou e já convidou Jesus, né? eh e os seus discípulos para jantar na casa deles. Então ele situa, ele coloca a gente dentro da situação, eh, né, abrindo assim melhor o o a visão da gente para aquilo que vem no conteúdo do livro, que aí vem no resumo, né? Então, o resumo aqui eh tá dividido eh pelo que eu anotei aqui, em oito partes diferentes. Não vou citar essas partes agora, eh, mas a última parte é capítulos 21 a 28 de Mateus, a semana da paixão. E aí vai detalhar, né, os eh eventos com algumas frases eh eh resumo de cada capítulo, de cada trecho dessa semana da paixão. >> Excelente. Então, tá aí uma ótima estrutura. é um livro realmente tem seu objetivo, como subtítulo aponta ser um guia rápido de estudo panorâmico da Bíblia. E a quantidade de páginas já demonstra isso, né? Você consegue ter uma visão geral do que o livro fala para depois poder se aprofundar nele. E >> é, inclusive nem mencionei, desculpa, Saur. Eh, a terceira parte daí é é a mensagem, né? No caso de Mateus, ele resume isso, eh, né, em duas, eh, assim, duas palavras chave, duas expressões chave, né? A mensagem de Mateus é o rei prometido. De fato, ele veio. E o que Jesus quer e o que Mateus viu que Jesus quer é um relacionamento e não religião. Eh, então são duas expressões chave assim que destacam eh e claro ele vai descrever isso alguns parágrafos aí eh o que ele quer dizer com isso. >> Aham. Excelente. Excelente. Então, tá aí, você que já tá conhecendo a estrutura do livro aqui nos ouvindo ou nos assistindo, já fique de olho, adquira esse livro que ele vai ser útil para você. Mas vamos falar mais. E alguma coisa que também, uma coisa que também chama minha atenção é a ideia de enfatizar o ler a Bíblia livro por livro. A gente tem uma mania muitas vezes que foi sendo construída de olhar pra Bíblia mais por versículos soltos, né? Eh, qual a importância da gente ler a Bíblia livro por livro e quais os problemas quando nós não fazemos isso? Então, agora se tocou no assunto aí que realmente eh nossos pais e avós e nossos pastores antigos eram muito bem intencionados ao nos fazer memorizar versículos. E eu aprendi muitos versículos com base numa estrutura que tinha, num roteiro que faziam e era muito interessante. Eu só tive um probleminha depois. Eu sabia de de cor aqueles versículos, sabia onde eles estavam no número e do capítulo e do versículo de tal livro, >> a referência, >> mas eu não sabia onde eles estavam no conteúdo daquele capítulo. Sim. No >> daquele trecho, né? Naquele no contexto, né? Então, é, >> ô, Valdemar, você usava, você usava aquelas caixinhas também que vinha com uns versículos sortidos assim ou não? Você já, você já viu essas caixinhas? >> Sim, sim. Eu vi, eu cheguei a usar, mas bem pouco porque tivemos um pastor eh muito bom de de incentivar a a leitura e e a a memorização de versículos. e ele fez um livro eh selecionando os versículos mais importantes de acordo com os conteúdos, as convicções teológicas, né, as doutrinas bíblicas. Eh, e a gente memorizava e ele então fazia a gente ir na casa de alguém, recitar o versículo e lá aquela pessoa acabava, né, anotando a assim, ele memorizou esse versículo aqui, então pode avançar. E depois a gente tinha o tipo de uma de um reconhecimento, de uma formatura de ter memorizado todos os versículos daquele livro. >> Que coisa que legal, que legal. Interessante. Interessante. Ainda que tem essa questão que você vai até pontuar mais, né, do contexto, mas é uma algo que pode ser usado, né? Interessante. >> É, não exato. É. E e valeu. Eu eu fico muito feliz porque eu sei de muitos eh eh versículos e endereços por causa disso, né? Então, a resposta específica agora paraa sua pergunta, né? Por que é tão importante ler livro por livro? Ora, cada autor que contribuiu para pro texto da palavra de Deus que nós temos hoje, ele tinha uma história específica para contar. Ele tinha uma mensagem assim que, claro, cabia no todo, vinha de Deus, mas era sua, era especificamente sua. E ele queria passar essa mensagem. Então, pra gente entender melhor cada história ou cada ensinamento ou cada mensagem, a gente precisa aprender a ler aquela mensagem inteira, né? Seja 66 capítulos de Isaías, eh, seja, né, 22 de Apocalipse, mas importante da gente ler o completo uma vez para pegar a ideia, para entender melhor o coração, a mente daquele autor. Então, é verdade. Saul já vai me perguntar, né? Mas e e não dá para fazer uma uma teologia sistemática, né? >> Olha só, e as sistemáticas da vida nova, Valdemarí agora. >> Opa, calma, calma, não jogue fora, compre mais. Eu tenho muitas aqui, [risadas] não só da não só da vida nova, né? Eh, mas eh é claro que aologia sistemática é importante, mas Sa você vai concordar comigo, os nossos ouvintes aí também, uma boa sistemática só se faz com uma boa teologia bíblica. Só a gente conhecendo muito bem as verdades bíblicas, >> é que a gente vai poder sistematizá-las. O que o que é conhecer bem verdades bíblicas? É conhecer o o significado delas. no seu contexto, cada uma no livro em que elas aparecem na Bíblia. Então, para que a gente entenda melhor o ensinamento geral da Bíblia, só fazendo uma boa síntese de cada livro da Bíblia. E quando a gente domina isso, aí sim dá para fazer uma teologia sistemática por doutrinas como Deus, eh, Jesus, o Espírito Santo, salvação, eh eh pecado e assim por diante, porque daí a gente corre menos risco de distorcer o conceito bíblico, né? Então, seria seria a a razão principal que eu e também porque literariamente a gente ganha com isso, né? Eh, eu gosto de ler uma obra literária, né? Por exemplo, a ressurreição de Toltoy, levei uns dias, né, nas últimas férias para conseguir ler e é muito interessante, né? E aí, aí você pega assim a a, né, você entra na vida, na alma do autor, eh, e e consegue entender muito melhor quando você faz isso. E até o gosto que a gente tem por uma boa leitura, né, acaba sendo, eh, recompensado, né, quando a gente lê um livro de ponto a ponto. Aliás, eh, me lembre depois, Sauro, vou deixar pro final para deixar o pessoal esperto aí ligado, né? Qual é o segredo para entender tudo de apocalipse? Não me deixe >> terminar hoje sem te contar is tá bom, >> rapaz? Eh, é é uma deixa aí do marketing aí, né? Basicamente aquela coisa, ó, fique até o final do vídeo porque eu tenho aqui o segredo para transformar a sua leitura de apocalipse. [risadas] Você >> vai entender tudo aí, aquela, o cara mais exagerado, né? Você vai entender tudo. 2000 anos de disputa se encerrarão hoje na sua vida. [risadas] Não, eu eu não cheguei não cheguei até esse ponto aí, mas o que eu aprendi há 45 anos, eu quero repassar para outros também. >> Maravilha, maravilha. Com certeza. Então, final, vamos tentar lembrar disso daí. Agora falando então, meu irmão, sobre uma outra ênfase que ele dá, que tem a ver até com a própria estrutura desse livro que nós temos em mãos, é perceber a mensagem do livro bíblico como um todo, né, a tese, a ideia central ali dele antes de mergulhar nos detalhes. Agora a questão é como é que nós podemos fazer isso? os autores fizeram, eles trouxeram aqui pra gente, mas até mesmo a partir do nosso próprio estudo para comparar com o que o livro traz aqui e tudo mais, como é que nós podemos fazer esse tipo de análise do livro como um todo >> de de chegar no no céne do livro, >> de chegar na mensagem, exato, a mensagem central, a ênfase central dele. >> É, e como a gente já falou e reforçou, eh, precisa ler o livro todo, eh, de ponta a ponta, prestar atenção no livro todo. É, é interessante o comentário entre parênteses aqui. A impressão que dá é exatamente essa desse livro, é que o pessoal fez isso. Eles eles quando falam de um livro da Bíblia, eles falam daquilo que está naquele livro, basicamente, né? Então, ler aquele livro, a segunda coisa é ler eh várias vezes eh eh aí perceber a a os assuntos, os conteúdos que aquilo autor especificamente eh repete eh e às vezes repete de uma forma embutida eh entre aspas, né, dissimulada eh ou disfarçada, digamos, né? Eh, e, e, eh, por exemplo, a soberania de Deus no livro de Ester, né? O nome de Deus não é mencionado no livro de Ester, mas a soberania de Deus emita, né? Então, se você lê e pega eh olha nas linhas, vê o que é repetido e que começa a prestar atenção nas entreelinhas, naquilo que fica claro, né, você consegue pegar eh no cerne eh daquele livro. Então são dicas eh básicas e claro aí a gente começa a discutir com outros, a interagir com outros para pegar eh uma opinião que às vezes é corrigida, né? A nossa é corrigida porque alguém disse: "Ah, é verdade, eu não tinha pensado dessa maneira", né? >> Uhum. Com certeza. Então não tem muito aquela, não tem tanto um segredo aqui que possa nos fazer pular o papel da leitura repetida, da leitura atenciosa, cuidadosa. A gente precisa ler várias vezes para então perceber esse fluxo de pensamento, esses padrões e chegarmos a a ênfase, a lei principal do autor, né? É. >> E quando a gente fala do Pode falar, por favor. Eh, é isso tem a ver eh o que vai nos o que nos ajuda e eh é que cada l cada peça de literatura eh tem o seu estilo, o seu gênero. Eh, e se a gente prestar atenção nessas coisas, elas, esses detalhes vão nos ajudar >> a chegar mais rapidamente no na mensagem central, >> né? Perfeito. É justamente a próxima pergunta que eu ia fazer aqui para você, que é como a reconhecer os diferentes gêneros literários que nós encontramos na escritura e qual é a importância deles pra gente fazer essa interpretação correta? >> Aham. Pois é. Os gêneros nós temos aí muitos na Bíblia, aliás, tem um livro que é excelente, eh, né, da também publicado por Vida Nova. Eh, essa é a última edição que nós temos em Tendes Zilês, né, bem conhecido em muitos seminários. É clássico, esse é um clássico, né? Inclusive eu fiz a última e a revisão desta última edição atualizada que saiu nos Estados Unidos com Gordon Fi, ainda trabalhando nisso, né, já falecido agora. Eh, e ficou excelente mesmo, uns ajustes aí finos, bonitos que eles fizeram, os autores, para sair nessa edição que que tá excelente mesmo, né? E esse livro é basicamente eh sobre isso, Sauro. Então, o que nós pudimos fazer agora, eu começo aqui na página um desse livro, eu vou lendo, né, e umas 10, 12 horas a gente termina o nosso a nossa entrevista >> maratona livro. É isso aí. >> Maratona livro, né? Então ele vai nos dizer, esses autores vão nos dizer na que a Bíblia, claro, nós sabemos disso, tem eh lei principalmente no Pentateuco, eh, né, tem narrativa na história, tanto no Pentateuco quanto nos livros históricos no Antigo Testamento. Vai ter nos Evangelhos do Novo Testamento, tem profecia, tem poesia, Salmos, por exemplo, cântico dos cânticos, né? Aí no Novo Testamento já mencionei, né, os evangelhos que vão ter gêneros diferentes sendo usados. Não, o evangelho já é um estilo, é um tipo de literatura que então usa também poesia em alguns casos, eh, parábolas, por exemplo. temos já eh no Novo Testamento também eh o tipo de literatura que tem a ver com orientação, né, quase semelhante a certas leis, né, que são as cartas pastorais eh eh nas epístolas dos apóstolos, né, não só as chamadas pastorais, todas elas, né, eh, e temos também literatura apocalíptica, né, a nossa vida, Sauror, é bem assim. Nós também temos no nosso dia a dia eh narrativas, eh livros de história, livros de literatura, eh temos poesia, quanta poesia bonita que tem aí, eh, né? Eh, eh, tem, eh, literatura técnica, tem códigos e leis, né? E aí chegando agora, voltando à tua pergunta, depois dessa fundamentação, né? Por que será que é tão importante a gente respeitar os gêneros literários bíblicos, né, para chegar a uma interpretação correta? Eu tenho uma resposta simples para isso. Ninguém procura uma inspiração para uma declaração de amor no código de leis de trânsito. >> Olha, verdade. >> Eh, então, e é preciso olhar para cada estilo e pensar naquilo que ele quer transmitir. >> Uhum. >> Eh, e a partir dali fazer uma interpretação correta. Eh, né? Por exemplo, eh, Provérbios 22:6, né? Ensina, instrua a criança no caminho em que deve andar e mesmo com passar dos anos, não se desviará dele. Isso é poesia, não é lei, não é uma profecia. Eh, tem grande chan de dar certo, mas não é uma lei absoluta, né? Infelizmente, quantos pais choram, eh, o f >> princípio, né, >> né, ensinaram tão bem o caminho para pros filhos e depois eles acabaram não escolhendo aquele caminho, né? Então, é preciso entender que aquilo é poesia, que retrata sim verdades da vida. Eh, né, em muitos casos dá certo, né? Eh, eu não me afastei do caminho. Meus pais ensinaram muito fielmente, né, nós três irmãos, eh, e estamos no caminho e somos muito gratos por isso, mas em outras situações isso, isso não é o caso, né? Então, eh, então, eh, talvez algumas orientações específicas, é, para me conduzir nas decisões, né, as ações da vida, eu vou precisar de lei, né? Antigo Testamento é Moisés, Novo Testamento é Jesus e depois os apóstolos com a as cartas, né, com com as eh instruções que que deram nas cartas, né? Aí para me inspirar, eh, né, seja, eh, na em, eh, eh, declarações de amor ou para me inspirar ou para me ajudar a chorar, eu vou achar muita poesia e ela vai eh me consolar ou me encorajar. Por exemplo, Simone e eu, minha esposa e eu, nós escolhemos cânticos, cântico dos cânticos 87, pro nosso versículo do convite de casamento, pro nosso lema do casamento. As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios podem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado. E 7 de março agora fazemos 45 anos dessa promessa que fizemos um ao outro aí, né? Então, Saor, Saor não chegou a tanto ainda, mas também tá caminhando aí. >> Não, não, não. Eu não tenho isso de vida ainda, então [risadas] é isso. >> Então não dá. E, por exemplo, para expressar dor, para buscar consolo, encorajamento, já mencionei, né? Os salmos são ótimos, né? Eh, e talvez até para esperar, expressar raiva, só não dê vazão paraa aplicação, né? O salmista quando tem vontade de julgar os filhos do seu inimigo contra o muro, contra a parede, né? Aí é melhor não e eh colocar isso em prática, né? >> Aham. Aham. Não, mas aí a importância do gênero literário, ela é fundamental. Uma que eu eu aprendi, eu até não tenho certeza, mas eu acho que foi em uma aula no seminário sobre o livro Entendes o que Lês, em que a aprendi aquele princípio de tomar cuidado para não pegar um texto narrativo e tomá-lo como um texto prescritivo, né? Então, ah, o texto está dizendo o que aconteceu e eu tomo aquilo como eu tenho que fazer a mesma coisa que foi feita aqui. E não é o que o texto quer eh me ensinar ali. Às vezes o texto tá só narrando e eu tenho que ver o texto como o que eu tenho que fazer a partir dos textos prescritivos. Claro, eu posso aprender com exemplos narrativos, mas tenho que tomar muito cuidado para não eh pegar um mandamento a partir deles quando não há um embasamento em um outro texto, né? Então isso é um princípio muito importante. >> É o valor eh de de eh entre aspas de prescrição, pelo menos eh eh doutrinário de um texto narrativo, é que não dá para montar uma doutrina que contrarie aquilo, >> né? Tem tem gente que começa a a montar doutrinas com base naquilo que nós temos de de textos prescritivos de das cartas, por exemplo. Eh, e aí começa a elaborar aquelas doutrinas e aí eh só que aconteceu em Atos aconteceu algo diferente, né? Eh, ou seja, você não pode negar aquilo que aconteceu daquela forma, dizendo: "Não, mas isso não é de Deus". Mas se foi ali claramente expressão fruto do espírito, não tem como negar, né? Então, >> Uhum. >> Mas mas bem lembrado, >> tem tem que saber como harmonizar e fazer aquela outra regra de interpretação bíblica, que é interpretar textos obscuros à luz dos textos claros, né? >> Isso. Isso. Isso aí. Mas foi mas foi muito bom você lembrar, Saura, esse aspecto aí de que realmente e a gente tem que eh cuidar com o que a gente toma como texto prescritivo mesmo, eh, e outros que são encorajadores em uma série de de aspectos, mas eu preciso buscar naquilo que é de fato fundamentação para caminhada, eu preciso eh buscar eh sabedoria para as decisões eh, né, da caminhada. Perfeito. Agora, quando a gente olha para um livro como esse, um panorama das escrituras, muitas vezes nós vemos ênfases em várias questões contextuais, históricas, né, aquele plano de fundo histórico e cultural. E ainda que aqui não vá fazer isso com aprofundamento, ele vai trazer esses dados pra gente. E aí perguntas que são importantes pra gente pensar. Qual é a relevância de entender uma autoria antes de me aprofundar na leitura de um livro? Qual é a relevância de saber quem é o autor do livro e como isso pode me influenciar ou me conduzir na leitura? >> O que eu penso ali é um exemplo bem prático, né? É assim bastante fácil entender uma série de aspectos das cartas de Paulo, porque nós conhecemos um bom pouco da sua história, né? Eh, alguém que cresceu no judaísmo, é hebreu de hebreus, da tribo de Benjamim, foi formado ali como fariseu, eh, depois caiu do cavalo no caminho para Damasco, eh, entendeu quem o derrubou do cavalo, né? eh aceitou eh aí de perseguidor se eh, né, transformou em perseguido, foi preso várias vezes, eh, quis levar evangelho até no imperador. Eh, e, eh, a gente vê muitas dessas coisas refletidas naquilo que ele ensina, eh, naquilo que ele escreve, né? Então, é bem mais fácil entender quando você conhece, né? Eh, então pode de fato fazer uma grande diferença na prática. No caso de Paulo, para ficar nesse exemplo, eh toda a questão da justificação pela fé, eh, né, ele que era assim irrepreensível, como ele diz em Filipenses 3, né, na um resuminho da sua de uma autobiografia, eh, dá para entender bem melhor que se Paulo, que era irrepreensível, que obedeceu, que cresceu nisso, se ele entendeu que a fé é o que importa, eh, para que tenham amos a justiça imputada a nós, eh, ele hebreu de hebreus, né? Então, porque a coisa é séria, né? Então, dá para entender melhor. Ou seja, tem uma grande diferença na prática. Mas não é condição, no caso da Bíblia, para que compreendamos a mensagem do texto. Eh, até porque tem alguns livros que nós não sabemos quem é o autor, >> eh, >> né? E a E aí fica difícil se é muito, >> que digamos de Hebreus, né? >> Hebreus tá aí no debate até hoje, né? >> Como é que você sabe que eu tinha anotado Hebreus aqui, ó? >> É, é o caso clássico. Agora eu tenho eu tenho minha argumentação fortíssima >> para quem é o autor de Hebreus, sabia? Val, >> é mesmo. E você vai revelar hoje. >> É porque assim, vou vou revelar. Você vai revelar o segredo para ler Apocalipse. Eu vou revelar o autor de Hebreus aqui, entendeu? podcast revelaçõ. Mas a minha argumentação fortíssima é o seguinte, né? Eu já ouvi, eu aprendi no seminário que dentre as opções para os autores de Hebreus, nós temos Paulo, como era colocado no início ali. Ah, depois não se fortaleceu tanto essa ênfase, mas enfim, você tem outros nomes, dentre eles você tem Apolo, né? E como o nome do meu filho é Apolo, o que eu quero acreditar que escreveu Hebreus é Apolo. Então, tá resumindo, tá resolvido. É assim, entendeu? Estamos aqui tratando com fundamentos sólidos aí de argumentação. Todo >> irresputáveis. É isso aí. >> Irresputáveis. Bom, eu tenho mais um outro ainda, então, já que você tá entrando por esse campo, >> eh, é entre os nomes que você citou, inclusive aqui nesse livro aqui, eh, né, nós vamos pegar, deixa eu aproveitar já que estamos tratando desse livro, ele diz aqui, ele fala de Hebreus que, eh, vários autores foram sugeridos, eh, né, e além de Paulo, tem Lucas, Barnabé, Felipe, Priscila e, claro, Apolo, como você já anotou aí, né? Então, >> verdadeiro, né? [risadas] Isso. Eu acho que foi Priscila. Tá, >> mas rapaz, não acredito. Você tá aqui na minha cara, Valdemar. Tô brincando, Valdem. Ficou ontem. [risadas] Então, veja só, depois de uma longa dissertação, argumentação, coisas densas, Hebreus é espetacular. Eu dou um curso só de Hebreus, né? um semestre inteiro. Aí vai começar agora, fim do mês em fevereiro, no no seminário servo de Cristo e a fora de série. Depois de toda essa denidade de informações, eh, o autor ou talvez a autora de Hebreus termina assim: "Irmãos, peço que escutem com paciência esta palavra de exortação, porque na verdade escrevi de forma bem resumida." >> Uhum. Só só pode, só pode ter sido mulher que escreveu isso. Então, [risadas] >> tá bom. Seu argumento é forte também. Seu argumento é forte, viu? >> Agora, quem tiver aí nos comentários, diga quem é que você acredita. Se é Apolo ou se >> Mas na verdade, na verdade, não sei se sabia, Sauro, mas houve uma pessoa ao longo da história desses 2000 anos que soube de fato quem escreveu Hebreus. Sabia? >> Hum. o professor de eh professor de introdução ao Novo Testamento, deu todas as aulas lá sobre os vários livros, autoria, contexto, eh razão para escrever e tal. E aí deu, aplicou a prova aquele tempo ali no papel, preenchendo a prova e tal. E uma das questões da prova era quem foi o autor de Hebreus? Aí o o professor passeando pela sala viu que o aluno estava exatamente naquela questão ali, perguntou ele: "E daí? E você sabe quem é o autor de Hebreus?" O professor perguntou pro pro aluno, ele falou: "Professor, agorinha eu eu eu sabia, eu sabia e escapou, não consigo lembrar, escapou". E o professor falou: "Mas que tragédia! Você foi a única pessoa na história da igreja que alguma vez soube quem escreveu Hebreus e você foi esquecer. Que coisa >> é isso? [risadas] >> Tá certo. Tá certo. Mas é isso aí. a autoria tem a sua relevância, tem também aí a sua diversão, >> mas tem a sua relevância paraa nossa interpretação. Muito bom. >> Agora, se a autoria tem eh uma relevância, é algo que talvez a gente pudesse colocar até como mais importante, não sei. Você me diz qual dos dois você acha mais relevante, mas é a data, né? A data em que o livro foi escrito. Eh, como é que a data, né, a ocasião em que ele foi escrito pode influenciar a nossa interpretação? Eu creio que a questão básica em relação à data é aquela discussão entre os mais eh conservadores e mais liberais. Eh, né, o grupo conservador acaba atribuindo datas eh eh dos livros à época em que viveram os autores, né? E aí varia dentro disso. Eh, e os mais liberais aí então acabam tirando dessa época. E aí você começa a dizer: "Eh, foi a escola de João que escreveu o livro, foi eh uma uma invenção, foi uma síntese que foi feita depois eh e algumas coisas nessa linha aí, né? Eh, então, para ser mais específico em relação à sua pergunta, eh, se tivesse vencido a ideia que prevaleceu por muito tempo do FC Bauer, eh, tinha que ser um alemão, tinha que ser um alemão para, né, para dizer, para questionar eh a, né, da da influente escola de de Tubingan, né, para questionar a historicidade, a veracidade eh, na integridade do Evangelho de João. Ele tinha uma visão crítica radical, né? Ele propunha que o Evangelho de João era um documento apostólico histórico. Eh, eh, não era um documento apostólico histórico, mas uma obra teológica posterior, né? Ele argumentava que esse evangelho nunca teve a intenção de ser um relato histórico, né? Um relato confiável, como os evangelhos sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, né? E aí ele o descreveu simplesmente como uma síntese idealista. E ele então situou o Evangelho de João, falando de data agora, na autoria eh lá eh eh no ano de em torno do ano de 170 depois do Cristo, né? Falou: "Ó, foi foi escrito lá naquela época, muito tempo, muito depois do tempo eh dos apóstolos, né? Mas contudo, porém, em 1920, lá no Egito, né, terras secas de muito sol e muita areia que preservam bem um monte de documentos, né, eh foi achado, eh, o Papirus, conhecido depois, né, como Papirus 52. Ele foi encontrado em Oxirinco, no Egito. Eh, e isso como eu falei, em 1920. Que que é esse papiro? é um pequeno fragmento, 8 cm por 6 eh seis, né, talvez de altura e 8 e pouco centímetros de largura. Eh, que na frente tem eh dois versículos de João 18 e no verso tem mais dois versículos de João 18. Eh, e daí, grande coisa, pois é. Ah, o fato é, todo mundo que examinou esse documento, esse papiro, concorda que ele foi escrito entre o ano 100 e 120 e 125 depois de Cristo. Ou seja, uma cópia de cópia de cópia do que João escreveu, >> mas que já circulava no começo do século I, ou seja, ele não pode ter sido escrito em 170, ele foi escrito bem antes. E chegamos, eh, é o documento mais antigo que nós temos, né? Chegamos então bem perto da cópia, né, do documento original de João que ele escreveu a imagem fim da vida, né, no fim do do primeiro século, né? Então aí aí simplesmente muda tudo, né? Você tem que dizer que isso é um documento histórico, né? E se a gente vê o que João tudo experimentou com Jesus e o que ele escreveu sobre Jesus, eh, né? Tem então uma faz uma enorme diferença na interpretação de tudo que a gente tem no Evangelho de João, né? Com certeza. Com certeza. Mais uma vez, não comprovou a data exata, mas comprovou que no ano de cento e pouco já circulavam cópias >> do documento original, né? >> Sim, com certeza. E ainda que tenha esse lado aí, né, da de uma crítica um pouco mais cética, ou bem mais cética, a gente pode até dizer que às vezes vai colocar a vai negar a a autoria dos próprios autores bíblicos, como nós costumamos atribuir mesmo Paulo ou ah Marcos, Lucas, enfim. Tem também a questão da circunstância, né, que você saber quando aquele livro foi escrito lhe ajuda a pensar o que é que tava acontecendo. Então, por exemplo, ah, a Filipenses, Efésios, a Colossenses, Filemon, ali escritos, muito provavelmente na mesma época, na época que Paulo tava preso, né? Então, essas circunstâncias que aí não é uma questão tanto de data exata, mas a época em que foi escrito, elas influenciam também a nossa interpretação, correto? >> Com certeza. eh eh e saber o que estava acontecendo na vida a Juda, saber o que tá acontecendo na vida do autor, como você mencionou a prisão de Paulo, né, nessas essas quatro cartas, né, Efésios, Filipenses, eh Filemon e Colossenses, né? Eh, então tem tem importância isso, saber as circunstâncias dele e saber também o que tá acontecendo na igreja ou com o obreiro, no caso de Timóteo e Tito, eh ou com o destinatário ali, Filemon, eh, né? então saber o que tá acontecendo na vida deles. E quando eu pensei sobre isso, ah, uma coisa que me veio à mente é a situação eh dos Coríntios, eh, né, o a eh o que que estava acontecendo em Coríntios, especificamente para Paulo eh no capítulo 11 se referir à ceia deles. É diz assim: "Por isso, 11:27, por isso aquele que comer o pão ou beber do cálice do Senhor, indignamente será ré do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um examine a si mesmo e assim coma do pão e beba do cálice." Eh, e o que o que que tava acontecendo para Paulo dizer: "Cuidado para não tomar a ceia indignamente? Eh, por que que ele diz que deve examinar-se a si mesmo?" Eh, e eu aprendi desde meus 16 anos, primeira vez que eu participei da ceia depois do batismo, eh, eu aprendi que examinar-se a si mesmo é lembrar se você pecou, né, que agora você vai tomar ceia, lembrar do sacrifício de Jesus. Eh, então não pise esse sacrifício, arrependa-se se você, eh, se lembra de um pecado, peça perdão, né, e decida também acertar com outra pessoa, se for necessário, né, para depois tomar ceia. né? Aí a certa altura eu pensei assim: "Não, mas isso eu já devia ter feito antes, né? E a seia era domingo à tarde e domingo de manhã tinha tido culto. Já tinha que ter feito antes do culto se na hora de ir para levar a sua oferta." Jesus diz: "Você se lembrar que o seu irmão tem uma coisa contra você, vai lá, acerta com ele e depois venha de novo, né?" Eu já devia ter acertado na noite anterior, antes de dormir, né? O que que tá acontecendo? Eh, o que que tava acontecendo em Corinto? Eh, aí ele diz, eh, no versículo 33, assim: "Meus irmãos, quando vocês se reúnem para comer, esperem uns pelos outros. Se alguém tem fome, que coma em casa, a fim de que vocês não se reúnam para juízo." Gente, o que que tá acontecendo na igreja de Corinto para Paulo ensinar para eles o jeito certo de tomar a ceia? Ora, voltando um pouco no capítulo 11, versículo 20. Quando, pois vocês se reúnem no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que vocês comem, porque quando comem, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia e enquanto um fica com fome, outro fica embriagado. Será que vocês não têm casas onde podem comer e beber ou menosprezam a igreja de Deus e envergonham os que nada têm? Que posso dizer a vocês? Devo elogiá-los? Nisto? Certamente não posso elogiá-los. Os patrões, os donos das lojas, né? os patronos dos empregados, eh, acabavam seu trabalho o começo da tarde e e estavam folgados. Aí se reuniam entre eles, a elite lá na igreja de Corinto se reuniu entre eles e já começavam o banquete que ia, claro, era a celebração da ceia. Os empregados deles ficavam até fechar a loja, até encerrar o dia de trabalho, né? E aí eles pegavam rápido alguma coisa para poder juntar lá pro pro Comes e Bebes. Eh, chegava lá, o pessoal já tinha assim se panqueteado com tudo aquilo que tinham trazido e eles, os menos abastados, então ficavam com as sobras. E Paulo diz: "É assim que vocês querem ser corpo de Cristo? Alguém se sacrificou por vocês e vocês não conseguem esperar um pelo outro. Vocês não conseguem levar em consideração os necessitados. Então, qual é a aplicação disso para nós hoje? Eh, pra gente se examinar. Como é que eu posso tomar ceia junto com o meu irmão? Se eu sei da situação de miséria em que ele tá, perdeu emprego, tá devendo luz, água e aluguel. Eh, e eu não me esforço, não me empenho de alguma maneira para ajudá-lo, para realmente nós termos um corpo na hora da ceia. É isso que significa. Examine-se. E olha, eu aprendi isso com Craig Blomberg, então tem uma autoridade atrás aí que e fez eh o texto fazer sentido para mim, né? Então, conhecendo a situação, conhecendo a situação, Paulo dá uma orientação bem específica. É importantíssimo isso, com certeza. >> Perfeito, perfeito. E eu acho que isso tá intimamente relacionado à próxima pergunta. também tem tudo a ver com essa questão contextual, que é perceber quem são os destinatários daquele livro, daquela carta, como a essa percepção dos destinatários originais também vai nos ajudar a ler o texto mais adequadamente. >> Eh, citei um exemplo, né, bem eh específico dos Coríntios, né? Eh, o importante é de fato a gente gastar tempo >> com o estudo do contexto original. Eh, a gente precisa atrás de materiais, eh, claro, fazer as leituras cruzadas na própria Bíblia. Eh, Atos vai mostrar algumas coisas de várias das igrejas que recebem cartas depois das cidades, né? Então, a gente pode estudar o básico por ali, mas tem muitos, muitos outros materiais, tem ótimos eh autores, né? Eh, a gente publica mesmo eh várias obras desses autores de contexto. Eh, Craig Kinner é um grande autor nesse sentido, eh, e que nos ajudem a estudar bem o contexto original. Não faz mal, até para que para tornar a mensagem quando a gente dá um estudo, uma pregação, para tornar isso mais interessante, eh, né, vai dizer menos abobrinha e mais coisa com coisa e tornar a mensagem mais interessante, né? O outro aspecto, é o outro aspecto é a gente estudar bem o nosso contexto eh das pessoas. Isso significa conviver com as pessoas, isso significa tá ligado nas notícias, eh, no que acontece à nossa volta. Eh, hoje é muito difícil filtrar corretamente o que tá vindo a nós dos acontecimentos, né? Não vamos nem entrar no noticiário nacional desses dias aí, porque é muito complicado isso, né? Mas nós precisamos identificar eh especificidades dos problemas atuais que as pessoas passam e aí construir as pontes. E claro, você tem que conectar pontes, tentar encontrar eh lá na situação antiga, passando pelo texto, o texto vai ser a ponte para chegar com essa mensagem paraa situação específica atual. Eh, isso significa, em resumo, eh, estudar bem as duas situações, estudar bem o contexto original e ser conhecedor, conviver com as pessoas hoje no dia a dia para poder levar uma mensagem adequada, apropriada pro contexto dela. >> Isso aí. Então isso responde como que nós podemos equilibrar, né, essas informações contextuais com a aplicação para os nossos dias, não fazer um bom trabalho entre entender as aplicações para o destinatário original, mas também as aplicações pra gente, né? Porque eu acho que isso é importante enfatizar, porque a leitura comum das pessoas tende a ler o texto e aplicar diretamente a si quando não entendem muitas vezes que alguns textos eles têm uma aplicação mais específica para o público original e uma implicação daquela aplicação para nós, mas não necessariamente o mesmo direcionamento que os destinatários originais tiveram, né? Eh, aquela pessoa que lê o texto e o texto tá dizendo assim: "Nós ou vocês?" E ela acha que o autor tá dizendo nós, eh, eh, eu, Paulo, do século Io e você, eh, João do século XX, e coloca tudo no mesmo balaio ali, né? E aí complica a interpretação, né? >> É, é. E, e deu para dizer isso e ver isso no exemplo anterior que eu usei. Eh, eh, eh, a questão, por exemplo, hoje quando se eh programa uma refeição comunitária, como tivemos a nossa igreja domingo passado, não tem esse problema. Eh, eh, inclusive nós fazemos umas cinco, seis vezes por ano na igreja um almoço em que cada um contribui com quanto pode. Pessoas com quatro filhos chegam lá e dão eh R$ 20, R$ 30. é o que elas podem dar, enquanto outros podem dar mais, né? E realmente há essa essa comunhão muito preciosa e nunca faltou, anos e anos essa prática nunca faltou. Sempre sobra um valor que a gente usa para ajudar com eh ajudar pessoas para ir para retiro. A palavra não daria para aproveitar e aplicar a palavra de Paulo, né? Espere pelo outro para comer. Não, a gente come junto lá, né? E todo mundo come a mesma comida. comida boa. Eh, mas o, e depois eu fiz a aplicação, como eu falei, aprendi com o com o Blomberg, né, eh, de a gente considerar a pessoa em maior necessidade e se empenhar para que no dia a dia, não só numa refeição, mas no dia a dia, ela seja ajudada nas suas necessidades, eh, não só financeiras, mas também emocionais e espirituais, né? Perfeito, perfeito. Eu acho que a gente já respondeu aqui, Valdemar, uma outra pergunta que eu tenho para fazer você já caminhando pro fim, mas vale a pena a gente enfatizar, eh, sendo especificamente. Então, como fazer esse tipo de leitura, ler a Bíblia livro por livro, entendendo o seu contexto, entendendo as suas ênfases, como isso pode ser usado na nossa pregação, no ensino em geral e até mesmo na nossa vida devocional. Na nossa vida devocional. Como é que nós podemos eh ver essa esse estudo que nós estamos fazendo sendo útil para essas práticas tão importantes da vida cristã, da pregação, do ensino, do devocional? >> Eh, ler uma história inteira eh sempre eh traz mais significado, traz mais detalhes, eh traz eh mais sinalizações de aplicação, inclusive, né? né? Então, por isso, eh, e quando a gente não lê o livro inteiro e como a gente já falou, você corre o risco de não ver tudo, não cobrir tudo e até de distorcer eh uma parte. Então, para que seja de fato mais palavra de Deus na minha vida, eh se eu leio isso ou se eu escuto, por exemplo, ultimamente eu tenho usado muito isso de escutar eh versões que eu gosto da Bíblia. E eu, por exemplo, agora tô, esse ano já ouvi, eh, Mateus, eh, Marcos, eh, e tô em João, depois vou pegar Lucas ainda, né? eh ouvindo eh capítulo por capítulo a história toda de ponta a ponta. Então, a gente cobre melhor, eh, não ficam lacunas, então ajuda pessoalmente e vai ajudar no nosso ensino na pregação. visto que nós somos hoje, né, uma cultura muito mais voltada e pra imagem, pra história e e talvez derramos na nossa pregação por muitos anos e décadas de tornar coisa muito conceitual, eh por que não aproveitar mais sequências inteiras, tanto de histórias quanto de raciocínios, de doutrinas? Eh, isso facilita pra pessoa e a gente se treina a ser mais objetivo, não tão detalhista, não se perder em muitos atalhos aí. Então, pode ajudar e na pregação, com certeza, eh, faz muito mais sentido. Eh, é claro que não vamos planejar eh pregar Isaías, né, 66 capítulos em sequência, né, por eh 3, 4, 5 anos. Não teria material suficiente para isso. Aí, precisa abreviar um pouco, né? Mas fazer em sequência ajuda e a igreja a ter uma ideia melhor eh de cada livro bíblico também. >> Muito bom. Agora a última pergunta aqui pra gente ir pra apocalipse depois, né? Porque não pode esquecer essa de apocalipse. O pessoal quer saber o segredo. Mas a última pergunta aqui é o seguinte: como é que o pessoal pode pegar esse livro aqui, então, e usufruir dele na leitura bíblica diária? Como isso aqui pode ser usado em soma com a própria leitura da escritura? Alguma sugestão? >> Aham. Sim. Então, eh, eu vou pegar aqui o de Mateus, que eu já citei no começo ali, eh, em que ele faz a apresentação do contexto. A minha sugestão é, antes de começar a ler um livro da Bíblia, lê essa página. É uma página, geralmente, né? Eh, uma página um pouco menos, um pouco mais de contexto, eh, né? E imediatamente, como eu fiz com Mateus, você tem um gostinho pelo Mateus da Bíblia. Eh, e aí aí você começa o livro já sabendo quem é ele, eh, né, e algumas coisas sobre ele. Então, lê esse esse parágrafo ou dois ou três aqui sobre contexto. Quando vai ler o livro da Bíblia propriamente, aqui está o resumo da mensagem, né? Começa nesse caso na página 154, só para ter uma ideia. Eh, e vai tratar de nascimento e infância, capítulos 1 a 4. Então, a minha sugestão é ler essa página e meia e depois lê os quatro capítulos de 1 a qu de Mateus, eh, porque aí você vai pegar um mapa aqui que vai dar as pistas para você, né, os sinais e da estrada já, eh, para você ficar esperto e ficar atento aí, lê aquele trecho, aqueles quatro capítulos, né? Aí volta pro texto aqui, sermão do monte, capítulo 5 a 7. Lê, né, essa meia página mais meia, uma página aqui, só que dá uma pista e aí lê o o capítulo, os capítulos da Bíblia mesmo e assim eh sucessivamente. Eh, para pro crescimento e para devocionar o pessoal, seria essa eh uma dica aí, né? >> Uhum. Perfeito. É isso aí. E agora me diga aí, Valdemar, como é que a gente interpreta Apocalipse. Diga aí como é que é e essa instrução sua aí. Diga aí. Eh, no tempo de seminário que eu terminei lá com 23, 24 anos, eh, tínhamos um professor e ele falou, ele nos deu essa dica, eh, e ele falou: "Se você quer ler Apocalipse, entender a essência, veja, antes que eu antes eu fiz uma propaganda enganosa, eu falei: "Entender tudo de apocalipse >> era clickbait, era clickbait". Aí, então, bait. É isso aí. Brincadeira, lógico, né? Mas se você quer entender a essência de apocalipse e o professor falou assim: "Separe duas a 3 horas, de preferência três, desligue de tudo". E todo mundo sabe, é, talvez você não saiba que há 40 anos não tinha celular, né? Eh, não tinha, mas desligue, feche o quarto, vá ou vá para um lugar eh ermo solitário, só você desligue de tudo e pegue um texto bom que você gosta, uma versão boa que você gosta e leia Apocalipse de ponta a ponta, sem parar, sem perguntar quem são os cavalos, quem, né, o que significam os cálices, as trombetas, eh, e as testemunhas. Não pare, não pergunte, leia do começo ao fim. Leva duas 2 horas, 2 horas e meia. Se lê com calma, sem pressa, mas sem parada. Leia do começo ao fim. Eu fiz isso algumas vezes já na minha caminhada. Não tem como não descobrir a essência de Apocalipse, que é terminar a leitura. prostrado em lágrimas, chorando, adorando o cordeiro, o leão ao mesmo tempo, né? Porque ele é o senhor vitorioso de toda a história. Eh, é um dos livros que eh mais claramente nos traz a necessidade de ler um livro de ponta a ponta e mais claramente nos traz os benefícios de fazer isso. Depois, sim, matricule-se num curso, estude apocalipse, mais detalhes, né, e assim por diante. Mas primeiro precisa entender a essência. Excelente. Ademã, muito obrigado por esse tempo de conversa. Espero que a gente possa conversar com com você sobre mais livros da edição Vida Nova mais para frente. Mas que Deus abençoe, meu irmão. Foi muito bom ter você aqui com a gente. >> Com prazer. Muito obrigado, Sauro. E um abraço para para todo mundo aí que que vai, né, que tá junto conosco aí depois na na transmissão aí na na em assistir e o podcast. >> Maravilha. >> Maravilha. Pessoal daí de casa que nos ouviu, que nos assistiu, adquire um livro Lendo a Bíblia livro por livro. Um guia rápido de estudo panorâmico da Bíblia. Tenho certeza que vai ser útil pra sua leitura, para os seus estudos e vai ser bção na sua vida. E se você gostou dessa conversa, deixe seu like, deixe seu comentário, diga aí, você acha que quem escreveu Hebreus, o argumento de do Valdemar tá melhor do que o meu? Qual dos qual dos dois aí que você escolhe? Além disso, se você está gostando dessa conversa, também fique de olho nas próximas que virão se inscrevendo no canal e dê uma olhada nas dezenas que nós já gravamos. É isso aí, até a próxima. Valeu, [música]