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A fé vem pelo ouvir

Raízes Profundas: Como o Ensino Bíblico fortalece a Igreja (Josué 1:8) | Rev. Rubens Cirqueira

Raízes Profundas: Como o Ensino Bíblico fortalece a Igreja (Josué 1:8) | Rev. Rubens Cirqueira

Raízes Profundas: Como o Ensino Bíblico fortalece a Igreja (Josué 1:8) | Rev. Rubens Cirqueira

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

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Legendas automáticas:

Irmãos, que a graça e a paz do nosso
Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja
com todos.
Se for possível, se você ainda vê um
espaço aí no seu banco e puderem se
aproximar,
nós acabamos de cantar ajuntamento, né?
Então vamos
no ajuntamento, então vamos aproximar um
do outro para ver se nós temos ainda
algumas vagas.
Abra comigo a palavra do Senhor no livro
de Josué, no capítulo de número um. Nós
vamos ler o verso de número 7 e o verso
8.
palavra do Senhor que nos diz assim:
"Tão somente ser forte e muito corajoso
para teres o cuidado de fazer.
Segundo toda a lei que meu servo Moisés
te ordenou, dela não te desvies, nem
para a direita, nem para a esquerda,
para que sejas bem-sucedido por onde
quer que andares.
Não cesses de falar deste livro da lei,
antes medita nele dia e noite, para que
tenhas cuidado de fazer segundo tudo
quanto nele está escrito.
Então, farás prosperar o teu caminho e
serás bem suucedido. Vamos orar mais uma
vez.
Senhor nosso Deus, nessa manhã, reunidos
como povo do Senhor, nós queremos
bendizer o teu nome como nós já o
fizemos aqui. E nós queremos, ó Pai,
nesse instante ouvir a tua voz por meio
da tua palavra. que o Senhor nos conduza
no entendimento da mesma, principalmente
gerando na nossa vida, ó Deus, no nosso
coração, o desejos ardente, ó Pai, de
conhecê-lo
cada vez mais e por meio da tua palavra.
Que o Senhor nos ajude compreender, ó
Deus, a centralidade da Escritura na
nossa vida como igreja do Senhor. Ó
Deus, nós te pedimos assim em nome de
Cristo Jesus. Amém.
Os irmãos, nós estamos hoje na nossa
aula inaugural. Esse ano nós temos visto
que o nosso foco é o ensino. Portanto,
essas raízes profundas, né, e como o
ensino bíblico, ele fortalece
a igreja. E essa é uma jornada que nós
precisamos compreender a ao longo da
nossa vida e da nossa maturidade aqui
como igreja, de entender que a escritura
ou somente a escritura, ela não é apenas
um lema da reforma protestante ou alguma
coisa que a gente relembre eh lá no dia
31 de outubro, mas que isso ela eh se
torna necessário na nossa vida em
qualquer tempo, em qualquer época. o
entendimento de que ao afastarmos
daquilo que a palavra de Deus diz, se a
palavra de Deus ela deixa de ser eh o
nosso eh a nossa meditação diária, como
a palavra de Deus mesmo nos diz, se isso
deixa de acontecer, nós sabemos que nós
vamos adotar outros meios, nós vamos
começar a seguir outros deuses. E como
nós temos falado sempre, na maior parte
das vezes nós entendemos que nós vamos
seguir deuses externos, mas o problema
está dentro do nosso coração. Na no
primeira chance que nós tivermos, nós
vamos colocar a nós mesmos sentados no
trono ao invés de Deus. Isso. Eh, a
palavra de Deus é quem nos corrige, ela
que nos ajuda a compreender isso. Então,
ao longo da história, nós vamos perceber
isso na própria palavra de Deus, esse
padrão aqui de restauração que acontece
ao longo da história. A gente vai vendo
na história contada desde o Antigo
Testamento, que sempre aqui há uma
restauração, um declínio, uma renovação
de novo. E ele sempre vai acontecendo ao
longo das narrativas. E se a gente
perceber todas as vezes que o povo de
Israel ou o povo de Deus ele é
restaurado, não há outro meio de
restauração a não ser voltar à palavra
do Senhor. Sempre esse era o mesmo
caminho. Ou seja, todas as vezes que
Deus levantou eh juízes ou todas as
vezes que alguns reis que fizeram aquilo
que era a vontade do Senhor, a gente vê
um padrão de renovação e de restauração
no povo. Todas as vezes que e o povo
deixava a lei do Senhor, a gente vê o
povo de Israel sempre em declínio. Mas
qual é a razão de tudo isso? A gente vai
notar que isso está ligado ao lá no
começo, a revelação do Senhor nos fala a
respeito dessa quebra original, né, ou
da queda. Quando nós experimentamos isso
na nossa vida, nós vamos perceber que
tudo aquilo que nós queremos ouvir é
outras coisas, menos de fato a voz de
Deus. Perceba que essa foi a primeira
reação de Adão lá no Éden. Quando Adão
ele percebe a queda, a primeira coisa
que ele tenta é fugir de Deus. ele já
não está mais à vontade na presença do
Senhor. E a gente começa a perceber as
reações comuns do ser humano, né, em
meio à culpa, a medo, a fuga ali,
vergonha, né, que é causada por causa do
pecado. Portanto, esse distanciamento
agora se torna natural. Portanto, o ser
humano natural, ele sempre vai
distanciar de Deus ou ele vai querer eh
eh se afastar do seu criador, porque
agora, a partir daquilo que há no pecado
do nosso coração, cresceram raízes de
autonomia, de desejo de ser igual a
Deus, que foi a proposta de Satanás lá
no jardim do Éden. E tudo isso habita no
nosso coração. Portanto, há quebra aqui
na desde o início. Mas a palavra de
Deus, ela nos promete a restauração de
tudo isso quando eh lá em Gênesis 3:15
nos fala do descendente
apontando para Cristo. E é nesse
descendente que nós temos agora a chave
e nós temos o entendimento de toda a
escritura. A escritura não é um livro
fragmentado.
Nós eh precisamos entender que a palavra
de Deus, ela não está aqui empenhada em
contar um monte de histórias sem nexos
ou algumas histórias com fundo moral,
alguma história pra gente tirar alguma
verdade, algum moralismo paraa nossa
vida. Essa não é a intenção das
escrituras. A intenção da palavra de
Deus é mostrar em toda essa trajetória a
realidade do pecado, a necessidade de um
redentor e a promessa de Deus se
cumprindo, trazendo redenção por meio do
seu filho. Portanto, não tem como
entender as escrituras do antigo e novo
testamento se não for a partir da pessoa
de Cristo. Logo, se o ensino bíblico ele
é negligenciado ou deixado de lado, nós
nunca poderemos dizer que nós servimos a
Cristo verdadeiramente, porque só se
serve a Cristo com o conhecimento da
palavra de Deus. Porque a palavra de
Deus é o próprio aponta para Cristo.
Palavra de Deus aponta para Cristo. E
nós sabemos disso. A palavra de Deus nos
fala, João nos fala lá no no primeiro
capítulo de João se relacionando com
toda a palavra e diz que no princípio
era o verbo, o verbo era Deus, o verbo
estava com Deus. Tudo isso está
apontando sempre para Cristo Jesus.
Portanto, nós não podemos ver nenhuma
dessas narrativas eh como sendo apenas
algumas histórias para que a gente possa
retirar algum fundo moral. Mas aqui a
gente vê então o resultado de tudo isso.
Quando a palavra de Deus nos mostra essa
realidade do pecado, ela mostra
exatamente aonde o ser humano ele pode
chegar. Nós temos sempre esse padrão nas
escrituras, idolatria gerando mal. Ou
seja, o povo abandona a lei, o povo
deixa eh a palavra de Deus de lado, ele
não quer mais ouvir a lei do Senhor. E
logo a seguir a gente vê nesse ciclo a
opressão. O povo de Deus ele é oprimido.
É a consequência do afastamento da lei
de Deus ou de viver exatamente aquilo
que a palavra de Deus tinha dito. Lembra
que Deus tinha colocado diante do povo
essas duas realidades de bênção e de
maldição e de saber que a vontade dele,
dependendo da onde o povo estivesse,
recairia sobre ele a maldição, ou se o
povo se arrependesse, a bênção do Senhor
estaria sobre ele. A gente vê então em
alguns momentos depois de ciclos de
escravidão, de muita penúria, muitas
vezes o povo agora chega no fundo do
poço e começa a clamar a Deus. A gente
vê isso em vários relatos. Basicamente
quando nós entramos no livro de Juízes,
a gente vê esse padrão, eh, deixar a lei
de Deus, escravidão. E aí, depois de um
bom tempo de escravidão, às vezes eram
40 anos eh escravos.
Eles começam a clamar ao Senhor e a
partir do clamor a Deus e de voltar
paraa lei do Senhor, eh, havia
libertação. Deus sempre levanta um juiz,
mas o juiz, a gente precisa entender,
esse juiz, ele está de novo, sendo uma
prefiguração de Cristo. O juiz não era
apenas aquele forte, aquele que viria
como um guerreiro e que livraria o povo.
Mas a função do juiz era fazer o povo
retornar à lei do Senhor, fazer com que
o povo relembrasse qual era a vontade do
Senhor e assim esse povo fosse
restaurado. Esse era o papel do juiz
ali, eh, no Antigo Testamento, antes um
pouco eh da monarquia. A gente passa
então o período para o período dos reis.
aqui e a monarquia ela começa a ser
dividida. A gente conhece a história do
povo e a gente vê que dentro dos reis
ali na divisão, se você pegar Israel e
Judá, você vai perceber que Israel não
teve nenhum rei que de fato fizesse a
vontade de Deus ou que estivesse diante
do Senhor com inteereza de coração. A
gente vê no reino de Judá alguns
vislumbres dissos. de todos os reis que
voltaram para o Senhor ou que fizeram o
povo retornar à lei de Deus. eh, o povo
se tornou próspero ou a nação se tornou
próspera, mas em todos os momentos ali
da monarquia, a gente via isso de
maneira eh muito tênue. O povo sempre
indo atrás de outros deuses por causa da
falta de conhecimento.
O povo já não tinha mais o prazer de
ouvir a lei do Senhor. E muito menos os
reis. Aquilo que os reis queriam era
exatamente que o povo se desviasse
completamente e fossem atrás de outros
deuses. Mas é interessante notar que o
padrão de idolatria de outros deuses era
sempre algo muito eh relacionado àquilo
que é natural do coração humano.
Todas a sorte de pecado, toda a sorte de
de males, aquilo que é natural por causa
do pecado, era exatamente aquilo que era
conduzido o povo e o povo do Senhor.
Olha as manifestações ali de eh quando o
povo de Israel começa a servir aos ao a
Baal, que Baal era várias formas de
deuses, né? Então eles tinha Baal de
diversas maneiras. E esse Baal,
portanto, cada uma das vertentes ali,
ele exigia alguma coisa. E a gente chega
num padrão onde na divisão Baal, algum
momento a gente pensa assim: "Olha,
chegou o fundo do poço, não. A Israel
vai fala assim: "Agora nós queremos
adorar Moloque,
né, que era dos cananitas. Então vem,
importa essa adoração de Moloque, que
nada mais era. Faça um sacrifício que te
doa bastante, que você vai ter o que
quiser da parte dos deuses. Então o
sacrifício que eles deveriam fazer era
pegar um dos seus filhos e oferecer eles
queimado a um deus ali colocado nas mãos
eh de um deus de bronze que estava aceso
ali eh com fogo. Isso era feito para que
pudesse então despertar a divindade,
você pudesse adquirir o que quisesse. É
interessante notar que as heresias ou
padrões modernos de muitas vezes de
espiritualidade, religiosidade, eles
trazem consigo o mesmo critério, trazem
consigo a mesma essência. Agradees, faça
o que precisar, que aí você vai ter ele
nas suas mãos. E esse não é o padrão de
Deus paraa nossa vida. Israel caiu caiu
eh nisso várias vezes e assim ele se
afastou de Deus. E a gente vê o
resultado disso. O cativeiro aqui, que
era esse juízo silencioso, eh ele estava
vindo pro povo de Israel. Eh, eles, eh,
Deus manda, Deus manda os profetas.
Palavra de Deus fala que desde a
alvorada Deus manda profeta, mas eles
não queriam ouvir aquilo que Deus estava
dizendo. O reino do norte ele é levado
primeiro em cativeiro, né, pelo império
assírio. Depois a gente lembra que Judá
é levado, mesmo vendo a história de
Israel do reino do norte, eles continuam
fazendo aquilo que era que não era a
vontade de Deus. E assim são levados
cativos. Isso é relatado também segundo
Reis. 25. Portanto, esse exílio foi
cumprimento doloroso do juízo de Deus.
No entanto, foi no silêncio do cativeiro
que a palavra de Deus foi preservada,
preparando o terreno para despertar o
futuro. Eu lembro que essas ações todas
o povo estava sofrendo, mas eu quero, eu
preciso lembrar que dentro do decreto
maior de Deus, nada disso estava fugindo
ao plano redentor da parte de Deus. Deus
não vai reagindo àquilo que o povo está
fazendo. Tudo isso estava debaixo também
um decreto maior. E Deus está cumprindo
esse decreto. A gente vem em um dos
períodos aqui da reforma e de novo pra
gente lembrar, a reforma com Josias não
começa com ele falando paraas pessoas ou
pro pros súditos que eles deviam ser
pessoas melhores, mais educadas, que
eles precisavam agora de uma nova de
reforma de outros aspectos na vida, mas
o padrão é retorno à palavra do Senhor.
Nós vimos isso há poucos dias, que o
povo de Deus, então, eles eh o profeta,
ele encontra o livro jogado, né?
Emblemático isso, estava jogado no
templo, né? A reação aqui ao ouvir as
palavras do livro foi de desespero, de
perceber o tanto que eles estavam longe
da vontade do Senhor. E o resultado foi
uma reforma aqui racional, imediata,
aliando o povo à obediência. Mas tudo
isso só acontece por causa do ensino. O
povo agora se senta para ouvir aquilo
que era a vontade do Senhor. Isso sempre
aconteceu quando o povo de Deus estava
retornando a ele. Todo o povo se sentava
e ouvia aquilo que Deus tinha para
falar. Quando há o retorno do exílio
aqui, quando eles começam a reconstruir
muros, eles estão também reconstruindo
mais do que muros as mentes ali. Porque
a gente vai ver que o povo de Israel
quando volta do exílio, uma coisa eles
perderam,
uma coisa foi positiva. Quando eles
voltam do exílio, eles você não vai ver
mais o povo hebreu sendo politeísta.
Você não vai ver nenhuma relação mais
com Baal, não tem mais relação com
outros deuses ali, mas agora eles estão
eh voltando ali para Deus. Mesmo que de
maneira imperfeita. A gente vê Esdras
quando chega eh diz o texto que ele se
dedicou a ensinar a lei. Viver e ensinar
a lei. É a mesma coisa que Deus pede
para Josué no texto que nós lemos. Não é
apenas para falar, mas viva a lei, viva
aquilo que a palavra de Deus diz noite e
dia. Para entender que isso, a palavra
de Deus, ela deve nortear toda a nossa
vida e fazer o que nela está escrito.
Nisso residia e reside a bênção do
Senhor sobre a nossa vida. A gente vê
Neemias aqui, a liderança na restauração
física e espiritual de Israel não era
apenas reconstrução de muros ou do
templo, mas era reconstrução de um povo.
E tudo isso se passou por causa do
ensino ou de voltar aquilo que era a lei
do Senhor para que eles pudessem
compreender o que fazer. Então o povo se
reúne e é interessante que eles se
reuniram aqui não foi para uma festa,
mas para uma aula. Quando o povo se
reúne agora, eles sentam para ouvir
aquilo que Esdras leu diante deles,
explicando o sentido também como
escriba. Ele lia a lei de Deus e ele
explicava a lei do Senhor.
Então, a gente vai perceber que esse
essa é uma liturgia do arrependimento em
aplicação na nossa própria vida, tanto
como igreja quanto individualmente.
Essa é uma liturgia que nós precisamos
sempre voltar e colocar a nossa vida
diante disso para que a gente entenda eh
os nossos caminhos ou para onde nós
estamos indo diante das nossas crises,
dificuldades, problemas diversos como o
que está a nossa vida. Essa é a liturgia
do arrependimento. Primeira coisa é
ouvir a leitura atenta das escrituras.
Não tem como haver arrependimento
sincero na nossa vida se não for por
meio da palavra de Deus.
Não há arrependimento se não passar pela
escritura quando ela nos confronta
diretamente e através do poder do
Espírito Santo, nós reconhecemos que, de
fato, nós estamos errados.
Porque se for por outras por outros
meios, normalmente não há mudança. Ou a
mudança é apenas superficial. Mudança
plena, quando nós falamos de metanoia ou
arrependimento verdadeiro, só acontece
na instrumentalidade da palavra de Deus,
só por meio da palavra de Deus.
Portanto, ao ouvir, é necessário
entender a compreensão da santidade de
Deus versus o pecado do povo. Também nós
só vamos entender que o nosso pecado
ofende a Deus a santidade de Deus por
meio da palavra de Deus. Caso contrário,
nós minimizamos os nossos pecados. e
achamos que é apenas um pequeno erro,
é uma pequena um pequeno desvio ou o
nosso pecado ele começa a ficar muito
pequeno. Fala: "Não, eu creio que isso
não é tão grande assim". Mas quando nós
estamos diante da Escritura, nós vamos
perceber que o nosso pecado ofende a
santidade de Deus. Todas as vezes que
homens de Deus depararam com a
manifestação, mesmo que seja teofania,
né? diante de Deus, a primeira coisa que
eles entendiam é que eles iam morrer
porque eles tinham chegado diante de
Deus. Isaías fala isso. Ai de mim,
né? Eu via o Senhor
porque ele entendia exatamente diante de
quem ele estava. Dentro da visão de
Isaías 6, a repetição: Santo, santo,
santo é o Senhor dos exércitos. Toda a
terra está cheia da sua glória. E aí
Isaías se desespera diante disso. Falai
de mim, porque eu sou pecador.
Eu tenho lábios impuros e habito no meio
de um povo de impuros lábios e os meus
olhos viram, Senhor.
Isso só acontece se nós estivermos
diante da palavra de Deus. chorar e
agir. O povo se arrepende e firma um
compromisso solene de obediência diante
do Senhor. Esse essa sempre foi a
liturgia aqui de um arrependimento
verdadeiro e sincero. Portanto, a
restauração frequentemente começava com
a redescoberta da palavra e a disposição
do povo em voltar à obediência. Isso da
mesma forma se aplica à nossa vida
individualmente.
Para voltar é necessário que nós
passemos pela palavra do Senhor. Ela que
nos confronta, ela que mostra o que o
caminho está tortuoso.
Não somos nós nem outra pessoa, mas é a
palavra de Deus que nos mostra isso.
Então, se a gente olha para essa
relação, palavra de Deus sempre vai ser
um catalisador. você vai ver que a queda
é o abandono da palavra de Deus, do
próprio Deus. você vê reforma eh quando
eles voltam à palavra de Deus, ao
ensino, período dos juízes de novo. Eh,
o texto é claro em mostrar pra gente
cada um fazia aquilo que achava correto.
Não é que cada um fazia aquilo que Deus
queria, cada um fazia aquilo que que
achava certo. Há o padrão também, de
novo, de restauração, que nós já falamos
de Esdras e Neemias. E é o padrão do
cativeiro, é quando o povo abandona
completamente.
Portanto, esse permanece, continua o
padrão para igreja do Senhor, para e
para as nossas vidas. É sem a palavra de
Deus, declínio, com a palavra de Deus, a
renovação. Se você quer experimentar um
avivamento na sua vida, renovação na sua
vida, isso passa pelo amor e a dedicação
à leitura e o conhecimento da palavra de
Deus. não passa por outro lugar. Todos
os avivamentos na história, a gente vai
perceber que acontece por meio da desse
entendimento e assim fazendo aqui uma
volta na história, tá? E a gente vai
perceber essa eh vamos perceber que esse
é o fundamento. Lá no começo, quando a
gente chama dos pais da igreja, os pais
da igreja, na verdade esse esse nome é
muito mais pela proximidade que eles
tiveram com os apóstolos, tá? Eh, eles
conviveram, alguns deles eh muito
próximos, eh, aos apóstolos, outros
conviveram com os apóstolos. Por isso
eles eram chamados pais da igreja. No
início da igreja, eles entenderam que se
não houvesse ensino, a igreja ela se
perderia completamente. É aqui que
começa então a didaque, ou seja, se a
igreja ela não viver eh o ensino bíblico
diariamente, nós deixaremos de ser a
igreja de Cristo. Sim, em meio àquelas
controvérsias que nós vimos no começo de
janeiro e fevereiro, né, que nós vimos
as heresias, era sempre o padrão padrão
aqui da igreja, eh eh entendendo errado
a escritura ou trazendo outros conceitos
que não estavam na escritura, fazendo
com que o povo pudesse perverter. E você
vai perceber que o retorno disso sempre
era a palavra de Deus. A palavra de
Deus. Quando Atanásio, ele enfrenta
Ário, ele enfrenta ele com a palavra de
Deus, né? Em todas essas controvérsias
eram enfrentados por meio da palavra do
Senhor. A gente chega, então, passa-se a
história, né? A gente passa por
Agostinho, vai subindo na idade média,
chega então o padrão, o ponto lá da
reforma protestante. A gente sabe da
história e conhece que naquele tempo a
igreja do Senhor vivia tudo, menos o
conhecimento das escrituras.
Era emblemático que a igreja ela não
conhecia a escritura na sua língua. Ela
ouvia a escritura em uma outra língua
que ela não conhecia, porque a igreja
entendia que o simples fato de eu ler a
Bíblia normalmente era lida em latim. E
você estando aqui, essa graça se
infundia sobre você e você não precisava
saber o que estava escrito na Escritura.
Você não precisava louvar a Deus porque
somente o clero já era necessário para
eles. Era só eles cantarem a Deus e que
você também já estava garantido no meio
de tudo isso. Portanto, era nesse tempo
o cristianismo virou algo de espectador.
Você não precisava conhecer a vontade de
Deus, a lei de Deus. Bastava que o clero
conhecesse isso e soubesse para que você
pudesse herdar tudo isso estando ali
presente. Então começa, rompe-se a
reforma. Já na pré-reforma a gente vê
pré-reformadores traduzindo a Bíblia e
colocando na mão do povo. É necessário
que o povo leia a escritura. E a gente
vai ver que o padrão era esse de alguns
reformadores que deram a sua vida para
que a Bíblia fosse traduzida na língua
do povo. Tindiro é um deles que ele
desde que de pequeno, desde criança,
assim como algumas que nós temos aqui
hoje, ele disse: "Olha, se é pro povo
conhecer a Deus, ele precisa conhecer a
escritura. Eu vou viver a minha vida
para isso. Então, desde o início, ele
começa a aprender grego, hebraico,
fluente. Ele falou francês fluente. Ele
tinha um inglês perfeito. E ele aprende
várias línguas. Não era para o
crescimento dele, mas a visão dele era
uma só. Eu vou traduzir a escritura para
o inglês para que o povo possa ter nas
suas mãos. E assim ele o fez. A gente
tem a herança até hoje, boa parte da NVI
ainda eh tradução de William Tindo
Mas tudo isso, quando a reforma rompe em
1517,
a gente percebe que o povo já tinha
ânsia de conhecer exatamente o que era a
palavra de Deus. A reforma acontece por
causa da palavra de Deus e há um retorno
ali da para entender o que era ser
igreja, o que era ser povo do Senhor,
entender as a as doutrinas da graça e
tudo isso passava pela Escritura que até
então por longos anos o povo do Senhor
tinha abandonado.
O ensino, portanto, não é invenção, ele
é transmissão. Aqui o conceito chave
aqui é o processo sistemático de
explicar e aplicar a palavra escrita de
Deus, né? Então, o cristão eh ele
precisa entender essa necessidade. Nós
temos movimentos evangélicos hoje que
tirou isso. Escola dominical parece algo
que as pessoas falam, não é? É de dois
séculos para trás. Aí vamos deixar isso
de lado, vamos trazer coisas novas. E é
interessante a gente perceber o rumo que
vai aquilo que nós chamamos de
evangélicos hoje no sentido maior no
nosso país. O ensino é colocado de lado,
porque as pessoas falam: "Não, ensino,
eu vou ter que aprender, vou ter que ir
paraa igreja". Me lembro que alguém me
falou uma vez isso, foi o pastor
falando: "Olha, é a escola enjoada
porque ninguém forma, né? Anos e anos,
né? 50, 60 anos, não há formatura, né?"
A pergunta é: você aprendeu tudo que era
necessário acerca de Deus? Você já
aprendeu tudo que a palavra de Deus diz
acerca dele mesmo? Eu creio que nós
nunca chegaremos a esse entendimento.
Portanto, a necessidade aqui de nós
termos a seriedade com o ensino bíblico.
Portanto, um professor aqui de
matemática não inventa os números, mas
ele explica o currículo existente lá em
Atos 15:35, 18, 11, a atividade de
ensinar, que era aquilo que agora os
apóstolos estão imprimindo na igreja,
está relacionado aqui com o termo de
Dascalia, né? sempre conectada à palavra
do Senhor, sempre essa conexão.
Portanto, o líder espiritual não cria
novas revelações, mas ele aplica aquilo
que a escritura eh diz ao contexto da
nossa vida. Aqui a distinção, então, que
às vezes é até uma um ponto de
controvérsia no nosso tempo, ensino e
profecia. Eu sei que a profecia no
Antigo Testamento, ela carrega os dois
aspectos, o preditivo, né, e o aspecto
de de você relembrar o que era a lei do
Senhor. Faça um exercício e você vai ver
que no Antigo Testamento a maioria das
profecias, nos profetas traziam, era
exatamente relembrar aquilo que Deus já
tinha dito. Então eles falavam: "Assim
diz o Senhor, assim diz o Senhor". era
relembrando o que a lei de Deus já tinha
dito. Eu sei que em meios, né, muitas
vezes do nosso tempo, aquilo que atrai
talvez uma profecia preditiva, no
caráter preditivo, a gente vai perceber
que em vários momentos na escritura isso
não se torna normativa, se torna um
texto, é um texto descritivo, mostrando
às vezes algo pontual no meio do povo de
Deus, mas aquilo ali não é eh
prescritivo, é uma narração.
Porque aquilo que a palavra de Deus está
mostrando é que o padrão fundamental é a
escritura ou aquilo que está escrito ou
que Deus permitiu que se escrevesse a
respeito dele. O nosso Deus é um Deus
que se revela primariamente pela
escritura, tá? Pela escritura.
Assim, a autoridade ela vem da fonte,
tá? Eh, há um teólogo, João Ecolampádio,
que ele falava eh a respeito disso e
falando em João capítulo 71,
quando Jesus fala que o ensino dele não
era dele próprio, mas vinha da parte de
Deus. Então ele, Jesus mesmo faz uma
distinção clara do ensino dele. Não era
ensinamento dele, mas ele vinha ou
daquele que o enviou. Portanto, se um
servo enviado por o Senhor relata algo
diferente daquilo que o mestre lhe
confiou, o servo não será fidedigno. A
nossa tarefa aqui como povo do Senhor é
ensinar a palavra de Deus do jeito que a
palavra de Deus ensina.
Essa é a nossa tarefa, o nosso desafio
até o fim. Portanto, a gente precisa
lembrar disso até mesmo nas narrativas
de dos evangelhos, que às vezes a gente
se perde aí meio milagres, a gente se
pergunta, por que que a palavra de Deus
relata milagres? Aí as pessoas pegam o
periférico, aquilo que é periférico.
Jesus curando um cego, Jesus eh com medo
dos endemoniados, um paralítico. A gente
pega aquilo que é superficial. Sim, Deus
pode fazer milagres, mas perceba que as
narrativas dos milagres elas caminham
trazendo o ensino. Elas vêm puxando
junto com elas o ensino. Olha para
aquilo que João 9 diz lá em João 9 nos
relata a cura de um cego. Relata a cura
de um cego. Aí a gente se pergunta por
que que um texto está eh capítulo 8 de
João falando a respeito do embate de
Jesus ali com os fariseus. E aí termina
o texto Jesus repetindo várias vezes:
"Eu sou, eu sou". Falando: "Ego em mim".
E eles sabiam que essa expressão se
referia a Deus. E aí no final eles
tentam matar Jesus, porque Jesus estava
falando: "Eu sou Deus. Eu sou Deus".
Aí começa o texto do capítulo 9. Jesus
vai lá e cura um cego de nascença.
Aquela cura não é aleatória. Ela tá
puxando o ensino. Ou seja, alguém que
pode transformar algo definitivo,
somente Deus.
Somente Deus. Aquilo que para pro ser
humano falou isso não tem solução.
Somente Deus pode mudar uma situação
como essa. Jesus então aponta para ele
mesmo e fala: "Eu sou Deus. Eu sou Deus.
Essas curas não são aleatórias, não é
apenas algo que que é uma narrativa eh
bonita para que a gente possa olhar para
tudo isso, falar: "Nossa, Jesus cura".
Sim, ele cura, mas a cura ela vem
puxando o ensino. O fundamental é o
ensino e não exatamente a cura em si. A
cura servia como sinal, como sinal de
que ele era de fato o filho de Deus e,
portanto, ele era Deus. O mestre possui
a pergunta, então, se ele possui
autoridade. Alguns vão dizer, né, em
meio a debate, se existe falsos mestres,
falsos ensinos, muitas vezes
descredibiliza, né, a o ensino
verdadeiro, mas a reputação sempre é a
mesma. Não é porque tem falso ensino que
nós vamos deixar de ensinar aquilo que a
palavra de Deus diz ou o certo, né? É a
mesma relação, porque se há dinheiro
falso, nós não vamos ter dinheiro
verdadeiro. Sim, nós vamos ensinar eh eh
de fato qual que é o dinheiro verdadeiro
ou a nota verdadeira. Aqui ainda a
palavra de Deus nos eh mostra qual é
essa realidade, o fundamento do ensino,
por que nós devemos nos esmerar nisso.
Por causa dos ladrões de consciência,
tá? Erasmus Sancérios era um teólogo
alemão lá do tempo da reforma, 1570,
tá? Ele falando a respeito de falsos
apóstolos comparados a ladrões. Então
ele diz de roubo. Eles roubam das
pessoas o ensino puro e a verdadeira
justiça. A tática é o falso ensino ataca
secretamente através de emboscada eh
doutrinárias. E o aviso, eles não são
facilmente reconhecidos sem o
discernimento que vem do conhecimento da
verdade. Se você não conhecer a palavra
de Deus, com com toda certeza, será
muito fácil ser levado por qualquer
ensino falso. E assim, o ensino
apostólico, ele se torna a bússola da
igreja. é o texto que nós estamos
embasando o nosso ano. Portanto, se nós
temos a direção, a função da igreja,
então é orientar ao longo dos anos e dos
séculos qual é a vontade do Senhor. E
essa ação que nós devemos seguir o
ensino bíblico com a mesma confiança que
nós seguimos o mapa, ou seja, é isso que
a palavra de Deus diz, portanto, é isso.
Em qualquer tempo, em qualquer época.
Por isso que em alguns momentos, em meio
à incredulidade, né, de muitos crentes
aí, ditos crentes, eles acham que a
palavra de Deus ela perdeu o seu valor,
que ela precisa ser atualizada, que ela
precisa ser mudada, ela precisa ser
adequada ao nosso tempo, mas é essa
palavra de Deus que nos dá exatamente
o norte e para onde nós devemos ir. a
capacitação sobrenatural. Quando Efésios
nos fala que Deus é que constitui para
sua igreja aquilo que ela é necessário
na área do ensino, portanto, o ensino
não é apenas habilidade retórica, ela
passa por um conhecimento, um se dobrar
diante da própria verdade. Não é apenas
uma técnica aqui quando nós estamos
falando do ensino eh da palavra do
Senhor. Então aqui para a liderança e
para todos aqueles que estão dedicados a
isso. E eu sei que todos nós como igreja
do Senhor nós somos chamados a isso. Se
você aprende, você é chamado a ensinar.
Mas nesse sentido, a liderança precisa
entender que aqui é ensinar é nutrir,
tá? É ensinar a verdade com clareza e
reverência. É limpar sempre, você eh
remover ervas daninhas das falsas
doutrinas. A gente sabe muito bem que a
palavra de Deus faz essa relação. Você
não precisa plantar mato na sua horta,
erva daninha. Você não precisa pegar uma
saquinho de semente e falar assim, ó:
"Vou plantar o mato aqui no meio para me
ter alguma coisa para fazer". Não, pode
plantar lá a sua horta que vai nascer.
Vai nascer. Assim são os falsos ensinos,
assim são as heresias. Portanto, o
ensino ele eh é aquele que faz com que o
jardim seja limpo sempre, tá? E aqui a
gente vai vendo então que ao fim desse
cristianismo espectador, a igreja ela
não pode ser uma plateia passiva. Ou
seja, a solução lá de Atos 17 com os
bereanos, eles ouviam a palavra de Deus,
eles consultavam, examinavam as
escrituras diariamente para ver se
aquilo estava correto e assim a igreja
se fortalecia. Então, todo cristão, ele
é chamado a ser um estudante da Bíblia,
aplicando o ensino em sua vida diária. E
aqui, caminhando para o final, nós temos
os pilares desse ensino, a natureza
dele, que é a explicação da da
escritura, né? Não invenção. Nós não
podemos inventar nada além do que está
escrito. A autoridade eh do ensino
reside naquele que é o dono da mensagem,
tá? Então, é derivada da fidelidade à
Bíblia. Nós ensinamos, mas é como se nós
estivéssemos imbuídos de trazer uma
mensagem alguém que mandou e esse foi o
próprio Deus que nos criou. A distinção,
diferente da profecia é sistemático, é
normativo. Quando a palavra de Deus diz
que assim é, assim diz o Senhor, quando
a palavra de Deus nos fala, nos corrige,
ela é sistemático, ele é normativo, ele
não nos dá outra opção de falar: "Não,
mas e se e se nós não temos outra
opção?" E a proteção é vital para
discernir falsos mestres. Portanto, o
nosso desafio é esse, crescendo na graça
e no conhecimento de Deus. Lembrando o
texto de Timóteo, que nos fala: "Toda a
Escritura é inspirada por Deus, útil
para ensino, para repreensão, para
correção, para educação na justiça." O
igreja, então, bem ensinado, é igreja de
raízes profundas, inabalável em tempos
de tribulação. Esse é o nosso desafio
esse ano e essa é a nossa caminhada.
de mergulharmos na palavra do Senhor
para que nós possamos conhecer o nosso
Deus, o Deus que nos criou e que nos fez
para a glória dele.
>> E nós só conhecemos de fato quem Jesus
é, a extensão do sacrifício de Cristo
também por meio da sua palavra. Que Deus
os abençoe e tenha misericórdia de nós.
Se você puder ficar em pé, nós vamos
orar nesse instante. Что?

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