O Custo de Discipulado (PodCast com Jonas Madureira, Ari Langrafe e Fabiano Krehnke).
09/02/2026
O Custo de Discipulado (PodCast com Jonas Madureira, Ari Langrafe e Fabiano Krehnke).
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
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Eu lembro de uma frase muito conhecida de Ditrich Bonfer no livro discipulado. Quando Cristo chama um homem, ele o convida a vir e morrer. E essa talvez seja uma das frases mais desconfortáveis e ao mesmo tempo mais honesta sobre o que significa seguir Jesus. Porque muita gente quer Jesus como Salvador, mas não como Senhor. E possivelmente essa seja uma das maiores tensões do cristianismo hoje, porque seguir Jesus nunca foi apresentado como algo barato. E é exatamente sobre isso que nós vamos falar hoje, discipulado radical. Bem-vindos ao podcast da escola Charles Espugo. Eu sou Ailraf de acadêmico aqui da ES e temos a alegria de receber hoje o teólogo e pastor da Igreja Batista da Palavra, Jonas Madureira. Seja bem-vindo, pastor. >> Muito obrigado, Aria. Uma alegria enorme estar aqui com vocês para esse podcast. >> Uau! Também >> e já começou quente. >> Isso mesmo. >> Já começa com Bom Hofer, chamando a gente a responsa. >> Tá certo? >> Muito bom. E comigo também tá o Fabiano Crank, grande amigo aqui da igreja Família dos que Crêem aqui em Curitiba. Seja bem-vindo, Fabiano. Ou posso falar Fafa, como que é? >> É, pode, né? O apelido, né? Apelido carinhoso é Fafa, né? Privilégio também estar com vocês, com Jonas também, irmãos que nos inspiram, escola Charles Spurgion que também tem inspirado. Temos vários alunos, né, lá da igreja participam aí desde o início da da fundação da da Charles Spurgion aqui em Curitiba, pelo menos, né? Então, privilégio estar com vocês. Obrigado pelo convite. Joia, senhores. Bora começar. >> Bora lá, >> então. Vamos lá, >> Jonas, deixa eu começar com uma pergunta direta. Se você tivesse que definir discipulado radical em uma frase, o que que você diria? >> Discipulado é seguir a Jesus nos termos de Jesus, a fim de ajudar outras pessoas a seguirem a Jesus nos termos de Jesus. >> Uau! Encerrou o podcast, cara. [risadas] >> Acho que dá, né? Deus, né? Tá bom. Muito bom. Eh, discipulado, a gente entende como o que você trouxe, mas se a gente estender um pouco talvez isso e pra ideia de discipulado radical, por que radical, Jonas? O que que você diria >> de radicalidade que deve haver nesse discipulado de seguir Jesus e auxiliar os outros a segui-lo? >> Muito bom. Muito bom, Fabiano. Acho que até para explicitar a definição, porque ela ela é feita em duas partes, né? é o ato de seguir a Jesus e o ato de ajudar as pessoas a seguirem a Jesus. Ambos nos termos de Jesus, nunca nos nossos termos, segundo a nossa especulação, etc. Sempre nos termos de Jesus. O ato de seguir a Jesus é o que Ruffer trabalha no livro dele, discipulado, né? >> O ato de ajudar pessoas a seguirem a Jesus, por exemplo, é outro livro com o mesmo nome, discipulado do Mark dever. >> Uau. >> Não é? Os dois livros são sobre o discipulado. Um é sobre o ato de seguir a Jesus e o outro sobre o ato de ajudar as pessoas a seguirem a Jesus. Bom, >> eu entendo que essas duas coisas elas são entrelaçadas, Fabiano, de uma tal forma que o ato de seguir a Jesus e ajudar outras pessoas a seguirem a Jesus é sempre um ato de negação. Pressupõe a negação, negação do eu. E aqui é que entra o uso que a gente faz do termo radical para esse discipulado. Radical. Existem várias maneiras da gente usar radical como um qualificativo. Posso usar radical para me referir a uma pessoa intransigente, uma pessoa hoje a gente costuma chamar de fundamentalista no negativo da palavra, né? >> Pessoa truculenta, violenta, pouco dada reflexão, muito passional e muito eh belicosa, né? Então a gente chama isso de radical. São pessoas radicais, >> visceral. >> Viscerais, exatamente, até emocional, né? E a gente chama de eh radical aquelas manobras que alguém faz no skate, numa prchau, isso aqui é radical, isso é extraordinário no sentido de algo >> fora do normal, fora do comum. Então o disciplado que a gente quer chamar atenção não é nem esse discipulado radical que acontece uma vez a cada dois séculos. >> Uhum. É verdade. >> Que é extraordinário, que só pessoas incríveis, mega blaster extraordinárias seriam capazes de fazer. Não é esse tipo discipulado, discipulado radical, nem tampouco discipulado de um sexo de pessoas que vivem eh para ah belicosamente estragar a alegria de todo mundo. Não importa se é contra ou a favor, porque o que importa é ser desagradável. Então não é radical nem nesse sentido, nem no outro. É radical do termo latim radic, de onde vem a palavra raiz. Eu devo essa essa conotação do discipulado como discipulado radical ao outro teólogo, né, contemporâneo de Bon Hofer, só que ele é holandês, chamado Herman, né, num livro chamado No Crepúsculo do Pensamento Ocidental, capítulo 8, ele vai tratar sobre o eu, não é, como o aquele lugar central, não é? Ele não é o centro do universo, mas ele é o centro que se dirige ao centro. que ele é central, porque ele está em direção ao centro >> que é Deus, aponta para Deus. >> Só que o eu, Fabiano, ele ele, o nosso eu, ele ele, ele já por causa da queda, sobretudo por causa da queda, ele vive a sanha do narcisismo, que é a sanha dos espelhos, né? O espelho é aquilo que faz você ver seu próprio rosto. E só ver o seu próprio rosto, porque por detrás do vidro você tem um estanho, >> aquela camada que fica atrás. que impede a transparência, você não enxerga através dele. Então, tem que ter, todo o universo tem que estar bloqueado para que você possa ver a si mesmo. Então, esse eu narcisista, ele é um eu que não vai se interessar por nada nesse mundo, que não tenha referência a ele. Então, se, por exemplo, eu tô conversando com Ari e a conversa com Ari não interessa para mim, então porque não sou eu o tema, eu simplesmente mudo de conversa. Ou se eu mudo de tema, se ele não consegue centrar-se no meu tema, eu me viro para você, Fabiano, e tento trazer para o meu próprio tema. Ou seja, o narcisista ele é sempre autorreferente, ele tá sempre buscando o interesse das discussões, desde que ele seja o tema. >> Uhum. A troca do espelho pela janela é a proposta da radicalidade, >> não é? Porque o que some o eu, >> não é? Você você não quer mais enxergar você no mundo, você e a pessoa X, você e a igreja Y. você quer chegar à igreja, >> a pessoa >> e a pessoa Cristo. >> Então só tem uma maneira da gente poder quebrar essa essa deformação desse eu que eh perdeu a referência em Deus e usa a si mesmo como uma referência >> que não é por isso que é autoengano, é a ilusão, não é? é a descoberta pela graça de Deus de que existe algo que vale mais do que o nosso próprio eu, né? É como o Tim Keller diz lá no ego transformado, né? O nosso ego é como o dedão do nosso pé, né? Ele tem a sua devida importância, ele traz equilíbrio, mas é muito estranho. >> Uhum. Alguém que fica o dia inteiro olhando pro seu dedão, se admirando, dizendo: "Ah, o meu dedão é maravilhoso que vê o meu dedão." Gente, olhem pro meu dedão. Olha como o meu dedão é maravilhoso. Pessoal, cantem um hino ao meu dedão agora todos juntos uma só voz. Olha o meu dedão. Você não acharia estranho uma pessoa que adora o seu dedão? Pois é, é isso que o que ele tá dizendo. Uma pessoa que >> é egocentrada, ela é tão estranha quanto uma pessoa >> hum >> que adora um dedão. >> É algo importante. >> Mas por que dá tanta evidência >> se o maior equilíbrio não está no dedão? E quando a gente olha pro mundo e consegue enxergar por meio dessa janela, os céus proclamam a glória >> de Deus. >> Olha, isso é transcendência. Isso é a janela. Você conseguiu enxergar algo maior do que você. Uhum. >> E para isso você se esquece, >> você vê, você fala: "Uau, eu não fui o tema disso aqui". >> Você cantou, você orou e tudo que aconteceu >> o tema não era você >> para além. E sabe o que é mais incrível? Você sentiu alegria e prazer nisso. >> Uau! E aí você descobre alegria, né? E o mundo tá sempre atrás de alegria. Já perceberam? Eles são, é um desespero por ser feliz, >> mas é é dentro de uma espiral muitas vezes descendente dentro do eu. E você não consegue se satisfazer e você procura e você diz: "Quando eu tiver mais, quando eu tiver isso, quando acontecer isso". E e vidas passam, né? Mas você olha pela janela, fala: "Uau, tem algo maior do que eu >> isso é lindo, isso satisfaz, >> é tremendo a gente andar." E aí, e nesse mundo que a gente vai vendo, a gente vai podendo seguir a Jesus. E a gente tá falando de discipulado aqui. E Jonas, quando Jesus chama alguém para segui-lo, o que que ele tá realmente pedindo? >> É, que que interessante essa pergunta, né? Primeiro que ela siga, só que ela tem um um empecílio, né? tem que negar a si mesmo. Ela precisa negar a si mesmo. Não dá para seguir a Jesus dessa maneira. Porque se você é como se você tivesse dois senhores e você não vai conseguir agradar dois senhores. Ou você segue a Jesus ou você segue seu coração. E o mundo tá dizendo para você e para mim o tempo todo, siga seu coração. Siga seu instinto, siga a sua intuição, siga que tá mais batendo forte dentro de você. Então eu penso que quando Jesus diz segue-me a primeira coisa é livre-se de uma pedra que está no meio do caminho. Essa pedra é você mesmo. E é impressionante como, mais uma vez se chamando o Keller, porque acho que um ser humão maravilhoso, esse o ego transformado, que é um livretinho que o título do livro no original é autoesquecimento, não é nem auto, não é nem ego transformado. ali fica mais fácil para as pessoas entenderem o tema do livro, mas o conceito que ele tá desenvolvendo ali >> é o autoesquecimento, não é? Quando o sujeito, de repente ele não está mais lutando, não é? A si mesmo. Ele está vendo algo tão extraordinário diante dele que ele não tem tempo de se angustiar consigo mesmo, com a sua existência. >> E às vezes é uma luta, né? Porque as pessoas ficam, eu quero seguir Jesus, mas eu também não quero abandonar o meu eu. E essa tensão ali >> não se resolve enquanto você não nega-se a si mesmo. Eu sei que vocês pensam sobre isso, mas essa luta às vezes permanece, a pessoa permanece na igreja um tempo e ela ainda tá lutando com isso. E a gente precisa olhar para esses casos e ser uma ajuda, né? Falou: "Não, bora, bora junto." >> Muito bom. É, e uma coisa que eu penso, Jonas, até queria ouvir você mais sobre isso, é que esse conceito ele é muito, todo mundo fala sobre discipulado, sobre radicalidade, como você falou, tem vários conceitos, inclusive os riscos que a gente corre de criar eh setorizar ou colocar crentes em medidas diferentes. Então você tem aqueles que são mais radicais, aqueles que são menos e especialmente eh na história da igreja nossa, pelo menos recente, a gente vê isso muito confuso ainda na mente dos cristãos e dos pastores também, a ideia de discipulado, mais talvez como uma cartilha de passos a serem seguidos. Então, pega esse livro aqui, que existem ferramentas muito boas de fato, né, explicando o cristianismo, tal, esses eh explanando essas questões, pegando talvez o evangelho de Marcos ali demonstrando, mas como você entende assim que seria de fato o que seria discipulado na prática, na vida de uma igreja local, >> n fugindo desses conceitos ou clareando um pouco para quem nos ouve assim, ah, como que eu vou fazer isso então na prática? É, eu eu penso que a gente tem ainda uma visão muito gnóstica do discipulado, que é mais ou menos o seguinte: se eu entendo os conceitos, se eu aprendi as lições sobre quem é Jesus e etc, eu sou um discípulo de Jesus. Então isso é muito isso, isso é muito intelectual. >> Uhum. >> Você tem um discipulado intelectualizado, >> certo? porque ele é trabalhado com livros, com literatura, com e e pouco com imitação, com exemplo de vida, com a vida, com ações, com a vida prática, certo? >> Então, quando o discípulo lá na igreja ele perde essa essa dimensão do testemunho público, fiel, qualquer um pode ser discípulo de Jesus. >> Uhum. >> É só você entender, não precisa nem viver. Então o discipulado quando investe isso e aí a discussão não é mais sobre você sabe, mas você vive. E aí o foco do discipulado não é o que você entende meramente, mas como você vive, como viveremos, para lembrar o o livro do Shefer, né? A coisa muda, porque eu não quero só entender quem é Jesus. Eu quero saber como um cristão vive hoje no mundo que a gente vive >> com um testemunho fiel. E eu não consigo encontrar isso nos livros. Eu consigo encontrar isso só em pessoas. >> Eu preciso de cristãos fiéis no século XX para eu aprender a viver fiel no século XX. A doutrina do discipulado é uma doutrina de imitação de Jesus. E eu preciso encontrar alguém que imita Jesus. Por quê? Eu havia dito, né, que o discipulado é o ato de seguir a Jesus, >> né, e ajudar outras pessoas a seguirem a Jesus nos termos de Jesus. Mas a condição para ajudar pessoas a seguirem a Jesus é seguir a Jesus. Uhum. Mas como eu posso seguir a Jesus? Eu tenho jeito. Se uma outra pessoa me ajudar a seguir Jesus. E essa pessoa que me ajuda a seguir Jesus me permite seguir a Jesus com seu modelo e ajudar outra pessoa a seguir Jesus nos termos de Jesus. É uma cadeia >> que vai da igreja hoje até Jesus, até os apóstolos. né? O cristianismo é uma cadeia de imitação que começou com os discípulos de Jesus, com a pregação apostólica e segue até hoje ininterrupta. Uhum. >> Mas como é que a gente então vive a a imagem de Cristo e a imitação de Jesus? Quando a gente encontra cristãos fiéis vivendo com testemunho público fiel. Por isso a gente precisa testemunho fiel dentro da igreja e fora da igreja. As pessoas elas vivem querendo sair dos mundos. A pergunta é: como é que a gente vive o testemunho fiel em todos? >> Eu vivo o testemunho fiel na minha casa, com os meus filhos. Eu tenho que viver um testemunho fiel na minha igreja. Eu tenho que viver o testemunho fiel na universidade, onde eu onde eu dou aula na universidade, onde eu estou estudando, nos lugares onde eu transito, na esfera pública, eu tenho de ter o testemunho fiel. Eu não posso ser um um indivíduo que não tem uma preocupação com o testemunho do nome de Jesus. Por isso que o discipulado ele é o grande desafio do crente. >> Uhum. >> E não existe discipular sem igreja. Sim. É isso. E essa ideia do que você tá trazendo de poderia colocar como adoração ajuntada e espalhada nesse conceito todo. Eu gosto muito disso. Acho muito bom isso porque traz pra vida comum, como você tá falando. E eu queria até tentar um pouco a que a gente entrar numa coisa que nos inspira muito na na sua vida de igreja local. Uhum. >> Quem acompanha o seu ministério sabe a sua jornada pela filosofia e tudo isso e e agora cada vez mais enfaticamente, ainda que pelos últimos 10 anos já trabalhando com a plantação de uma igreja local e tudo isso, a gente vê visivelmente claramente o quanto você tem dado ênfase em igreja local, na sua igreja local. E eu acho que o caráter formativo que a igreja local, então, nessa adoração adjuntada tem é muito importante. Uma igreja que eh lê a Bíblia, canta a palavra, ora a palavra e explica a palavra, vive a palavra de Deus ali também. Fala um pouco, Jonas, pra gente dessa ideia da pedagogia, especialmente falando do culto cristão para essa formação cristã no discipulado. Como você vê e pratica isso hoje lá? >> Caramba, Fabiana, mas você me coloca uma questão que é a mais importante da vida. >> Ah, que legal. aquela que a gente trabalha e pensa diariamente, que que é resultado de >> uma mudança mesmo de mente. >> Isso é importante pastores ouvirem, né, que isso é tão importante. >> Fabiano, eu era um dos dos pastores que não acreditavam que era possível fazer isso mais na igreja no século XX. Olha só, >> eu era alguém que via o seguinte, qual como eu observava a igreja? Eu já tinha seminário, já tinha feito seminário, já tava já 20 anos de carreira ensinando no seminário, não é? eh, teologia, formando pastores de seminário e com uma visão >> cresci na igreja. Então, eu tive algumas alguns ljos de igreja saudável, tá? De ver coisas assim impressionantes que ficam na memória e fala: "Puxa, mudou tanto a igreja, eu gostaria tanto de voltar naquele naquele contexto". E aí o que acontece? Eu olho para um lado e vejo uma galera muito radical que faz uma uma espécie de idolatria daquela época. E é um grupo pequeno, radical assim, bruto, radical nesse sentido, né? >> Pelicoso. E eu falar assim, mas é por isso que isso aqui não pode vivenciar, porque isso aqui não tem vida, é puro discurso. Você vai não comunica com a geração, porque em geral são pessoas que tem as ideias são boas, são corretas. O caráter é ruim, é é muito ruim. Então não inspiram a gente, não inspira o jovem a a servir a Jesus, porque não estão servindo nas suas próprias igrejas. Suas igrejas estão mortas, enterradas ali com gente. Eles mesmos tão tão não sabem como enterrar aquilo ali. >> Então olhava isso de um lado, falava: "Puxa vida, não tá certo isso. Isso aqui não tá não tá no não está glorificando Jesus. Não pode ser o evangelho isso aqui." >> Hum. >> Aí eu olhava o outro lado e era o outro lado que eu acabava acreditando um pouquinho mais. Porque eu via mais gente, eu via mais, eu via aquelas, aqueles aquelas coisas todas que não, a gente não pode, tem que fazer uma igreja mundo contemporâneo, a gente tem que ouvir o cara hoje, o o homem do século XX, entendeu seus problemas. Eu falar: "Ah, é, eu acho que é por aí, porque aquela igreja já não dá mais, >> então vou trabalhar nessa aqui." Não acreditava que era possível uma coisa dessa. Aí, meu irmão, eu fui para Washington DC. Ok, ali com cai do cavalo, né? Porque eu encontrei uma igreja completa de jovens, ele me chamou atenção, cantando hino, a uma só voz, com vigor, com serviço, com um poder assim tão grandioso. Gente, isso aqui, eu preciso de tudo, menos dinheiro para fazer isso aqui. Então aquela lógica, sabe, ali de nó para fazer uma igreja assim hoje eu quero dinheiro >> de grana, muita grana para fazer igreja, porque aí aquilo caiu por terra, porque não precisa de fumaça, não precisa de de tecnologia avançadíssima, precisa de pregação evangélica e precisa, não é, desse envolvimento intencional, né, de um líder com sua igreja. E aí foi o que o Déb representou para mim. Eu vi um pastor servindo a igreja de uma maneira tão extraordinária. Eu disse assim: "Ué, eu achava que isso não era mais possível hoje. Eu tinha errado esse negócio, achando que isso não voltava mais. Me enganaram. Essa foi a sensação que eu tive. Não é possível. Deixa eu voltar para São Paulo. Eu vou fazer alguma coisa pela minha igreja. Eu vou plantar eu, se tiver que revitalizar a igreja, eu vim com a fome Fab assim >> absurda >> quando os livros nem estavam publicados aqui no Brasil. Era só [risadas] >> para não mentir tinha o o já tinha é a nove mar já tinha o Vinícius da Fiel, ele já tinha feito o internship lá com Mark Devil, já tinha acompanhado, >> né, a ida dele lá, já tinha visto algumas coisas que ele tava trazendo no Mark Dev. Eu falei: "Puxa, esse menino tá no caminho". >> Legal. >> Aí, cara, eu voltei impressionado. Aí eu falei: "Não, eu vou fazer com o que tem". >> Uhum. e fiz uma coisa muito simples. E, cara, a igreja cresceu de uma maneira extraordinária. E assim, isso se tornou para mim um uma quebra de um tabu, né? Ou seja, eu não acho que a questão é estilo musical, não acho que é uma questão de ter um piano ou ter vários instrumentos. Não é uma questão estética, é uma questão de intencionalidade. Por exemplo, você pode ter muitos instrumentos, mas se você tem uma igreja que tá olhando, é uma coisa, certo? Tem muitos instrumentos. A igreja tá cantando, >> é outra. >> Você tem só um órgão ali e a igreja tá assim. É uma coisa, você tem lá um órgão, mas a igreja tá cantando, é outra. A minha pergunta não é se tem instrumento X, Y, Z. A minha pergunta é: a igreja está cantando? >> Uhum. >> E o que eu notei lá em CBC e noto hoje minha igreja com muita alegria, que de fato faz diferença você cantar uns aos outros. >> A Bíblia não diz simplesmente para você cantar ao Senhor. >> Sim. >> Cantai >> é >> uns aos outros. Ana nosa, né? Exato. Essa ideia de você ter, >> é, >> não é o o outro no seu horizonte. Quando eu vejo um outro irmão cantando, aquilo me encoraja também cantar ao Senhor e louvar ao Senhor. Então, >> esse movimento, eu acho que eh fez a gente acordar por uma série de coisas que as pessoas dizem: "Ah, não, isso aí é uma quebra da brasilidade". Não, cara, não é uma quebra da brasilidade. Você pode, você pode ter o seu a sua brasilidade afirmada. mesmos hinos. Por exemplo, eu sou de uma igreja que tem uma tradição, entende? Por mais que eu queira mudar isso, ela tem uma tradição, ela tem uma história. Os seus hinos estão ali. Quando eu retomo aqueles hinos e canto aqueles hinos, eu trago a história daqueles homens de séculos passados para dentro da minha igreja hoje. E aquilo tem um poder de encorajamento impressionante. >> Estamos cantando um hino que há, sei lá, 800 anos os irmãos cantavam lá atrás. Isso é extraordinário. E essa lembrança do evangelho que aí o dia do Senhor carrega com mais ênfase, né? Aquele momento em que depois do princípio do gotejamento a semana inteira nos formando em cidadãos na forma desse mundo, a gente relembra a aliança, o pacto, a história da redenção, >> descansa >> isso, toda essa coisa. É, é nesse ponto que eu penso que há essa conexão do discipulado com o dia do Senhor, em que você faz todas as coisas ao redor da palavra, inclusive como você tá no ensinando cantar. >> E você sabe o que que faz a isso esse casamento do discipulado com culto, com igreja? É um dos, parece bobo isso, mas é o diretório de uma igreja. >> Hum. >> Porque o diretório, o que que é um diretório? É a lista de membros. Então, às vezes a gente não tem acesso a isso, a gente é membros, tem fica lá na secretaria da igreja, alguns sabem quem são os mas, >> uma lista X, mas quando os membros da igreja têm acesso a essa lista e todos conseguem se ver ali, saber quem de fato é membro da igreja, né? O compromisso desse grupo ele cresce, porque a ideia é fomentar a >> o discipulado. Entendo, eh, não sei se vocês concordam comigo isso, >> mas eu entendo que a principal missão de um pastor é tornar os membros da igreja leitores da Bíblia, >> porque eles sendo bons leitores da Bíblia, eles vão priorizar, não é, a igreja em missões e vão priorizar nas missões a igreja. Bons leitores da Bíblia vão saber com clareza qual é a missão da igreja e que toda missão tem de desaguar na igreja e toda a igreja tem de desaguar na missão. >> Então não tem como você ser apenas um leitor da Bíblia. Todo leitor da Bíblia é transformado pela Bíblia e não vai ser apenas um leitor, não é, de uma torre de marquinho >> que transborda. Por isso, o maior investimento que um pastor pode fazer no discipulado é transformar a igreja num campo de leitura coletiva. E quando a gente começa a pregar, envolver, engajar as pessoas na nossa leitura pessoal, porque é isso que tem que fazer com o pastor, eu tô lendo a Bíblia o ano inteiro, eu quero estudar isso. Eu vou trazer os membros da igreja porque eu tô lendo. >> Uhum. E vou não tem o o o as redes sociais não estão pautando eles, o noticiário não tá pautando eles. A igreja também é uma fonte de pauta. >> Vou pautar com outro elemento que as escrituras. A nossa conversa não vai ser só política, não vai ser só sobre arte, não. A nossa conversa também vai ser sobre a Bíblia. Não é um ou outro, mas é tudo isso. Exato. >> E para isso acontecer, a gente precisa criar uma vontade na igreja de ler, >> de estudar a Bíblia. Então, se um pastor descobre a riqueza da leitura bíblica, a igreja vem atrás. Não conheço uma igreja que lê a Bíblia vorazmente e que não deseje se engajar com as missões eh e com o avanço do evangelho. E aí a conversa do final do culto não implica sobre esses temas periféricos da vida. a gente vai paraa raiz, né, que é o falando entre, né? >> Isso. Já sabe ali que um do um dos dos pontos que a gente encoraja na igreja é a conversa sobre o evangelho. >> Uhum. >> Isso é muito legal. A conversação na igreja, ela tem de ser, ela tem de ser eh eh encorajada. você permitir que membros se encontrem durante a semana, seja para tomar um café, seja para almoçar, para fazer algum esporte juntos, mas que o objeto daquele encontro seja uma conversa sobre o evangelho. >> Eu acho que todo mundo precisa ouvir o evangelho. >> Eu preciso ouvir o evangelho. Não, não posso só falar do evangelho, preciso ouvir o evangelho. Mas para ouvir, as pessoas tm de falar o evangelho também. Então, quando as pessoas falam o evangelho ali, elas criam uma cultura do evangelho. E é impossível numa cultura de leitura e de fala do evangelho, conversação do evangelho, que a igreja não se torna evangelizadora. >> Uhum. >> Deixa eu colocar um ponto que é importante aqui nessa nessa relação evangelização discipular. >> Legal. >> Quando a gente começou a fazer as entrevistas dos primeiros membros da igreja e a gente perguntava, né? Ah, quem é Jesus? Evangelho e às vezes a gente recebia pessoas de que já eram de outras igrejas, né? Aí a pessoa a gente sabia como senhor era cliente já de longa data. Você perguntava que era o evangelho, a pessoa não conseguia, sabe? Dizia: "Evangelho é tudo." [risadas] Não, >> não, calma, calma, vamos devagar. >> Vamos lá. Vamos. >> Mas se eu ajudasse, a pessoa ia ia soltando tudo. Uhum. >> Ou seja, ela sabe, mas ela não conseguia. expressar. Vou colocar isso agora uma outra maneira. Sou professor. >> Uhum. >> E como pastor, a gente também tem aqueles nossos sermões que a gente já sabe do começo ao fim, né? >> Além do esboço. >> A gente já pregou tanto aquilo ali que o sermão já tá aqui. Se a gente precisar, a gente, aquele sermão sai de uma só vez. Uhum. >> Se derem pra gente uma hora, a gente faz em uma hora. Se derem pra gente 8 minutos, a gente faz em 8 minutos. E aquilo ali tá tanto na nossa mente e a gente falou tanto sobre aquilo que a gente t um domínio sobre aquela aquele discurso. Eu entendo que hoje as pessoas não conseguem mais dizer com clareza o que o evangelho, porque o que elas não conseguem mais falar sobre o evangelho. >> A gente perdeu a cultura da evangelização. A cultura da evangelização é a cultura de falar do evangelho. Quando as pessoas não falam do evangelho, elas não têm as as os argumentos claros e precisos que precisam ser ditos. Então, quando você treina uma igreja para conversar sobre o evangelho, você não só tá trabalhando discipulado, você tá forjando evangelizadores. >> Porque falar do evangelho vai ser uma coisa tão normal para você >> e tão do cotidiano que quando você encontrar uma pessoa, o evangelho vai sair, que é uma beleza, >> não é? Por você conversou, você falou, você não só pensou o evangelho, o evangelho tem que ser falado. E quando a gente escuta o evangelho, a gente é encorajado, né? Então os velhos t de ouvir os jovens, né? Todos t de falar uns aos outros o evangelho. >> Esse é um tema, desculpa, eu eu sou >> apaixonado por esse tema. Assim, para mim o culto cristão e tudo isso que você tava falando, a gente, por exemplo, teve a experiência na igreja local de fazer isso, de ter uma liturgia do culto que ela é conduzida pela meta narrativa de criação, queda, redenção, consumação. Então, sempre começamos lembrando isso e a gente faz isso agora. A igreja tem 7 anos e meio, há 5 anos nós fazemos isso, né? E você começa a ver justamente isso aí de transbordando na vida comum das pessoas uma compreensão do evangelho dentro de uma história maior, a sua história dentro de uma história maior. >> Cara, é muito legal. Eu é um tema que para mim é muito caro, assim, eu amo muito esse assunto de liturgia e de culto e tudo isso. Tivemos juntos lá no Mark Clver também, né, Guari. Passamos uma semana, >> tiveram essa impressão também. Nossa, muito muito muito assim, foi impressionante essa essa >> para nós talvez o processo um pouco mais contrário do que você que você antes de ler ou ter muito material, né, foi lá, a gente então viu aquilo que os nossos nossos óleos já tinham vistos nos livros ali, agora de forma visível a na numa igreja local simples. Eu eu quando penso lá na no tempo que a gente passou lá, eh, eu eu uma palavra que define para mim a igreja lá é simples. >> Isso muito simples. Muito simples. no melhor sentido da palavra replicável, não no sentido de copiar e colar, mas no sentido, cara, você faz isso aqui em qualquer lugar. >> Isso, >> entende? >> É isso que é legal. >> E aí com o mesma com a mesma com o mesmo tema, né, que é isso, o evangelho. Então a gente eh eu realmente eu acho que isso tá muito, talvez por isso que eu puxei a conversa para isso, porque para mim o discipulado tá muito conectado com isso, entende? Eu acho que é a melhor forma da gente viver discipulado. Com certeza. E a sensação que você tem quando você tá ali, a gente foi lá, falei, essas pessoas entendem o que tá acontecendo aqui. Isso. >> Elas não são espectadoras, elas estão entendendo, elas estão engajadas. É, e elas estão participando da vida da igreja. >> A gente teve testemunho, cara. Isso é muito bom, né? Pessoas que entraram na igreja, depois a gente ter uma coisa mais certa. A primeira vez que eu entro numa igreja evangélica e eu entendo o que está acontecendo no culto. >> Pois é. >> É isso aí, entendeu? você compreender, você está lá faz sentido, tem uma narrativa que também é uma coisa contrária ao que a gente vive hoje. Não tem nada, né? >> É tudo, né? O que acontece é uma é intencional, >> é bom demais. Joia. E aí, Fabiano, tem mais? >> Vai lá, cara. Eu não sei, não vai parar, mas vamos lá. >> Então dentro dessa comunidade >> de pessoas seguindo Jesus e a gente vai querer, não é um método, isso ficou muito claro hoje, não é apresentar, olha, você vai fazer as 16. Alguém falou uma vez para mim, pastor, eu não preciso discipulado porque eu já completei as 16 lições. >> Aí, gente do céu. E aqui a gente colocou, não, a gente é discípulo até o final, né? Esse esse é o carro chefe. Não, discipulado nunca acaba, porque nós somos seguidores de Jesus e ele nunca acaba. Sempre tem mais do que aprender e conhecê-lo e amá-lo e servi-lo e a gente vai estar caminhando e aí a gente vai chamar outras pessoas. O privilégio de estar na igreja é porque a gente não faz isso sozinho. Não é olhar pro dedão ou pro umbigo, né? E ficar ali girando no nosso mundo. Mas é falar: "Opa, vamos junto, vamos caminhar junto". E nesse, e a minha pergunta, pastor, é quando que a gente vai apresentar o custo do discipulado para aqueles que estão chegando? A gente vai fazer isso no processo? Ele vai descobrir isso sozinho ou a gente tem que falar já na largada? Ó, tem custo, meu caro, você quer vir? Como que é? >> O custo é inevitável. Não tem seguidor Jesus que não passe pelo custo, porque o custo já começa com a negação dele. >> Uhum. Então não tem como. Quando o cara segue Jesus, ele já já >> por isso tá na etiqueta, >> já tá lá, ele já teve que negarse a si mesmo. Então ali todos os os outros atos são eh desdobramentos dessa negação do eu. >> Uhum. >> Não é? Então eh a gente não precisa eh inaugurar e dizer: "Olha, tem um passo de custos que você >> Uhum. >> né? Mas eu gosto muito do da expressão custo discipulado, porê >> as pessoas elas estão acostumadas a a imaginar uma graça barata, né? Já que a gente começou com com Wter hoje, né? >> Com um discipulado barato. Seria um discipulado barato? Um um discipulado em que eu não entrego nada, em que eu não sofro nada, em que eu não tenho que abrir mão de nada. Não é isso, né? O discipulado de Jesus, ele tem um custo não paraa salvação, mas é o custo por causa da salvação. É porque você foi salvo, não é? Que existe um custo do discipulado. Ó, veja, eh, o evangelho não tá dizendo assim: "Existe um curto para você ser salvo, então paga esse curso para você ser salvo." Diz: "Não, você foi salvo." Só que quando você se tornou salvo, isso teve tem um custo. Por que que tem um custo? Porque a primeira coisa que você vai descobrir é que você tem um pertencimento a uma a um povo. E esse pertencimento a esse povo vai colocar você numa atenção. Vai, vai. Não tem como. A gente, a igreja nunca está livre da atenção. Nós eles nunca tá livre. A gente quer se livrar disso, né? E quer tirar as os limites, né? Ainda mais na nossa época que questionamento da autoridade é um questionamento já de pronto, é o de base, né? >> Então, mas essa linha que separa os que são da igreja, os que não são da igreja, a gente quer tirar ou quer deixar ela nebulosa, não é? Mas é justamente a quando essa linha é muito clara, que a gente percebe os custos, não é? Seguir a Jesus vai colocar você em situações de desafio. Tiago já diz isso logo de cara, não é? quando ele se refere à igreja, que ela precisa considerar, não é, motivo de grande alegria o ter de passar por várias provações. E essas provações elas não são a ele não está falando ainda das tentações, >> não é? Que são investidas malignas contra a os fiéis. Mas ele tá falando das provações como testes de Deus para o amadurecimento do crente. O crente não amadurece sem esses testes, sem essas provas. Essas provas é que testemunham a nossa fé, a veracidade da nossa fé e o testemunho fiel que a gente dá. Então, por essa razão, eu penso que o custo do discipulado é o custo dessa prova. Não tem como a gente viver hoje no mundo, não é? Ah, e não eh enfrentar as tensões pelo fato de sermos cristãos. >> Sim. Tá. >> Eu acho interessante, Jonas, que eu lembro do seu livro lá, curso do discipulado, quando você fala justamente sobre esse tema principal, que é o curso discipulado, >> eh, me chama atenção, porque Jesus mesmo vai falar isso, né? Porque quando a gente pensa em custo, você tá pensando em perder. Isso. >> E aí você fala lá de perder, mas tem ganho. Então quando você precisa calcular se você nesse ponto, quando que a gente fala de calcular ou não calcular e tal, mas o que que tem de ganho e de perda assim no discipulado, né? Eu achei isso muito legal. >> Sim, sim. Porque você vai perder, obviamente de um lado uma série de coisas, mas o que você ganha no discipulado eh é é aquilo que não perece. >> Uhum. é aquilo que permanece. >> Uhum. >> Não é? Então, eh, todas as vezes que a gente engaja no discipulado, no ato de seguir a Jesus, a gente vai lidar com sacrifícios. >> Os sacrifícios estão aí, não é? No entanto, esses sacrifícios vem acompanhados da coroa da vida. O Thaago, ele é importante porque você tem aprovação, mas depois que você é aprovado, você tem uma coroa. Ou seja, você não você tem uma um sacrifício, mas você tem um ganho. >> Isso é redenção. >> Uhum. >> Jesus não sacrificou-se apenas. Não é uma perda. >> Hum. >> Mera. Você tem ali um ganho. Ele morreu pelo seu povo. Todo ato redentivo é um ato de perda e ganho. Você dá vida por alguém. É isso que ele vai fazer com Pedro. Ele quer que Pedro entenda isso. Discipulado tem um custo. Custou o sangue de Jesus. Vai custar também o seu Pedro, >> não é? >> Então, eh, é claro que as medidas do Pedro e de Jesus são completamente diferentes, porque o Salvador é Jesus, inclusive de Pedro. Mas o próprio Pedro vai sofrer na pele o custo discipulado, >> não é? Ou seja, não dá pra gente seguir a Jesus e esperar que nós não vamos enfrentar eh tensões e conflitos. Os conflitos estão aí desde casa, desde o no trabalho, no lugar onde a gente tá, onde o evangelho for pregado na sua pureza, ele vai gerar conflito e a gente vai ter que enfrentar os conflitos. Agora, eu não vejo um Jesus enfrentando conflitos. da seguinte forma, né? Quando ele diz: "Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos". Eu não vejo Jesus mostrando pra gente uma ovelha super poderosa >> que no meio dos lobos saca uma espada e sai matando os lobos. >> Veja o que Jesus tá dizendo, eu vos envio como ovelha no meio de lobo. O que que é enviar uma ovelha no meio de lobo? Deixa eu alimentar esses lobos aqui. Processo de transformação de um lobo numa ovelha passa pelo devoração. Todo lobo que se tornou uma ovelha devorou uma ovelha. Não tem por onde passar, >> né? A gente, alguém nos falou de Jesus, alguém nos entregou Jesus, alguém mostrou Jesus pra gente, >> alguma palavra a gente devorou e algum mal a gente fez. Porque ninguém, né, em san consciência, ah, vai receber o Cristo sem existência. Aí você diz assim: "Ah, mas eu cresci na igreja". >> Eu sempre fui amigo de Jesus, né? Essa resistência, se não apareceu, ainda vai aparecer. >> Quando a gente se encontra com o legalista e o moralista em nós. Isso aí [risadas] >> o sujeito na hora vai dizer: "Caramba, eu tô lutando com Jesus dentro da igreja." Sim, meu filho, você está lutando, resistindo a ele, >> talvez de uma das formas mais resistentes, >> mais resistentes, né? Mais resistente. >> Porque ela é muito parecida com o ideal, né, de um discípulo de Jesus. É exato. Ela se esconde, a resistência é aquela tal história, né? Eh, um sim, ele precisa ser dado depois de lutar-se com não, >> né? Um verdadeiro sim, ele tem que ser dado depois de um não, né? Você tá ali dizendo: "Não, não, não, não, não, enfim, né? Esse é o da conversão." Não, não, não aguento. É isso mesmo. Tá certo, né? >> Uhum. >> Então, você tem uma resistência e eu entendo que ninguém vai ter uma experiência realção sem antes resistir a Jesus. >> Jesus, ele será sempre uma uma fisgada no nosso coração, >> né? que a boa notícia do evangelho, ela tem a má notícia antes, né? E ela a gente não gosta dela, >> não. Essa é a parte que não ofensiva, né? >> É ofensivo. É o ofensivo. E na medida que a gente tá levando esse evangelho, né? A gente corre esse risco >> Uhum. >> de >> de sofrer, ser devorado. Recentemente um pastor abrindo uma igreja lá na cidade de Araucária, aqui na nossa região, me pediu alguns conselhos. Eu conversando com ele, falei: "Olha, provavelmente a igreja vai custar sua vida. Mas vai ser o maior privilégio que você vai ter na sua vida. Muito alto, né? >> Você vai >> saber que esse é o maior privilégio que você vai ter. É >> isso é bom demais, né? >> Muito, muito. Se você não sabe, eh, a gente diz ministério pastoral, né? Você você vai perceber em alguns momentos que algumas pessoas vão te tirar a paz porque elas você tá ali, você tá servindo e aquilo te suga, né? Pessoas que vão sugar você. >> Uhum. >> Não é? E mas elas precisam, elas precisam. Uhum. Uau! >> Elas sa dali do seu gabinete dizendo: "Pô, falei tanta coisa ruim, obrigado seu me ouv". A gente tem uma dificuldade difícil de receber as dores e todos nós, se se a gente tá falando discipulado que a gente já a gente é discipulador, >> foi discípulo e ninguém escapa do do que a gente chama de discipulado. E aí, pastor, posso te fazer uma pergunta? Deve >> como que você foi discipulado na sua vida? Pode falar das pessoas. Não sei que que que aconteceu, como que foi esse processo da sua vida. >> O para mim quem primeiro marcou o discipar na minha vida é minha mãe. Som de tudo, né? >> É ela que discipulou a gente. Depois meu pai, obviamente com a conversão dele de dois sempre me ensinaram a decorar versículos, me ensinaram a amar Jesus. >> Todos os teólogos da Inglaterra, mas não tenha dúvida, eles estão numa prateleheira. >> [risadas] >> Pronto. E e eu eu devo muito muito a tudo que o amor por Jesus, a dedicação pela igreja, a vida deles, >> né? Então é bom pais ouvirem, né? Nossa, meu, quem me discipulou primeiramente na vida foi minha mãe, meu pai. Sem dúvida disso. Sou grato. A o amor que eu tenho pela palavra, eu devo a eles. Foi eles que me ensinaram a amar as escrituras. Então, eles com certeza. Aí obviamente tem na sequência pessoas que marcaram, né? Eu dediquei o curso disciplado, por exemplo, a irmã Durvalina Bezerra 16 anos quando entrei no seminário, foi aquela mulher que me que me ouviu, foi ela que me discipulou, foi ela que eh ao longo da minha jornada foi me ouvindo e me ensinando diversas coisas sobre o evangelho, sobre teologia. Eu devo muito, irmã Wag, muito. Era mulher de Deus, mulher de Deus. Claro, tive outros nomes importantes, né? Reverbinhares que não tá mais com a gente, mas foi o meu professor de seminário. E depois quando eu comecei a dar aula no seminário, a gente ia junto e que homem piedoso, homem de Deus. Então, a nunca me esqueço as idas e vindas no seminário, né? A as conversas que a gente tinha, conversas profundas, sabe? Então, reverendo os milinhares foi uma figura importantíssima. Dr. Russeed, né? Sem sombra de do viagens, das oportunidades que tive com ele de viajar esse Brasil todo nas conferências. Eh, >> eu lembro de uma foto sua lá pegando o autógrafo com shed bem novo, car. Olha aqui o Jonas que a nuvem tinha tinha nem barba muito. [risadas] >> Acho que você mostrou essa foto. Eu achei tão legal. Não, esse essa turma toda. E hoje quem me discipula assim, eh, de maneira forte, precisa presbíteras da minha igreja. >> Ah, que legal. >> E a que coisa incrível, né? A maioria deles foram meus alunos. >> Hum. >> Uhum. E hoje eles é que me ajudam, eles que me supervisionam, eles que me ajudam na nas tomadas de decisão, que me dão as palavras de encorajamento como eu preciso e se eu precisar de um puxão de orelha, são eles que então não tô sozinho. Eu sei que sem eles eu vou ser uma bomba relógio, vou explodir, não vou fazer bem pras pessoas. Louvo a Deus por causa daqueles homens, são homens de Deus, tem me ajudado a ver Jesus na vida deles, na maneira como eles cuidam, da suas esposas, dos seus filhos. Então, sou muito devedor, amo estar com eles, eh, servir a igreja com eles. É uma delícia. >> Isso é muito legal que você falou, né? Porque às vezes alunos, filhos na fé, né? Eh, eu não gosto muito de chamar discípulos, porque os discípulos são de Jesus. E isso é muito legal, né? Porque o discipulado não é centrado em quem está sendo discipulado ou quem está disciplando, é centrado em Cristo. Então nós olhamos para pro mesmo lugar e e às vezes parece que com o passar do tempo até esses papéis podem se inverter em que pessoas que nós evangelizamos ou discipulamos ou ensinamos a caminhada, então se tornam pessoas que depois de alguma forma também falam na nossa vida a partir dos princípios de Cristo, né? E você falou sobre as suas referências, começando muito bem sobre mãe, que merece seus pais, que merece essa honra. Claro. E Jonas, assim, como você percebe, pastor, essa esse lugar de simplicidade? A gente falou um pouco do discipulado na vida da igreja, o dia do Senhor e tudo isso, mas no dia a dia, assim, como que se dá o discipulado numa vida comum, entendeu? Como que a gente pode fazer isso? >> Você acho que usou uma palavra chave para isso, narrativa. >> Legal. A gente precisa saber que a gente tá no novo êxodo. A gente tem que ler o nosso novo êxodo, não é? A gente tem de ler >> Uhum. >> a peregrinação que a gente tá fazendo. >> Uhum. >> A gente tem de ler os banquetes que a gente tem na seia do Senhor com a igreja como antecipação das bodas do cordeiro. A gente tem de vivenciar a história da redenção de uma maneira narrativa, forte na vida da igreja. Estamos no domingo, quando estamos juntos reunidos no domingo, nós estamos ali no dia do Senhor, entende? Então, entendeu o que significa o sair de sua casa para se envolver com os irmãos no culto, no mesmo lugar, para adorar o Senhor. >> E o que significa isso no plano narrativo? É, é um, eu acho que é um dos das dos dosãs vitais de um pastor de sua igreja. >> Uhum. Hum. >> Um pastor que não consegue trazer a sua igreja paraa peregrinação. >> Uhum. >> E não coloca a igreja no caminho da jornada como o peregrino do John Banan. >> Uhum. >> Né? Passando por todas asiperes e descrevendo tudo aquilo à luz da jornada à cidade celestial. Deu de vista uma história linda para seguir junto com sua igreja, com os membros de sua igreja. A gente tem que ligar nossas histórias à história da redenção. >> Especialmente porque muitas vezes a gente nesse novo êxodo, o que que acontece na igreja local, né? A gente acha que discipulado radical é só para missionários >> que vai para não sei aonde, né? o que acaba indo, indo e a gente sustentando ele aqui, mas quem tá fazendo discipulado é os pastores, é o missionário. E talvez isso não seria para todo cristão, esse movimento de >> todo mundo seguindo, andando, isso talvez impacta a forma como a gente trabalha, porque a gente não tem mais essa dicotomia entre secular e sagrado. Tudo é sagrado. está vivendo essa realidade do trabalho, família, dinheiro que o FAPA tá colocando aqui, essa simplicidade de viver o evangelho com outras pessoas, conversas significativas ao redor do evangelho. >> Não, o meu trabalho não tá separado, tá junto aqui. A gente como cara, hoje meu trabalho foi difícil, eu lutei com isso, andei assim e você ter isso é muito bom demais. Como que você enxerga isso? >> Olha, você tocou num ponto importante e mais um. Eu acho que eh as pessoas acham que o disciplado é um ministério. Então, o o discipulado é o testemunho cristão. >> Uhum. >> Não existem pessoas que foram chamadas pro discipulado como chamadas pro ministério pastoral. >> Hum. >> O discipulado não é um ofício. Só tem dois ofícios, diáconos e presbíteros. >> Talvez se fosse seria o chamado de todos, né? Isso discipulado, ele é a natureza do cristão. Um cristão que não discipula não é cristão. Uma pessoa, ela autentica os a sua vida cristã no discipulado. Se ela não é discipulada e não discipula, alguma coisa tá errada ali. Tá alguma coisa fora do lugar. Ali a gente tem que questionar essa conversão. Essa conversão está sob cheque. >> Uhum. >> Ela está em cheque. >> Sim. Se você não é discipulado e você não discipula, se você não é ajudado a seguir Jesus e não ajuda outras pessoas a seguirem Jesus, nos termos de Jesus, alguma coisa está fora do lugar. Essa pessoa precisa ser encorajada a seguir a Jesus e ajudar outras pessoas a seguirem Jesus. Mas se diser: "Ah, não gosto de gente". Ih, mas o céu é só gente. [risadas] >> Alguma coisa tá errada. Então, que você entende? Não, não tem essa. Eu sou crente, mas não gosto de gente. Eu tava conversando com o sujeito, tá dizendo para mim que ele era ele que ele tem um chamado pastoral, mas ele não gosta muito de lidar com a pessoa. [risadas] Imagina. Só sobra uma boa gargalhada mesmo. Eu eu gosto, eu sou pastor, mas não gosto de não gosto de gente, não >> gosto de gentes. [risadas] >> Complicado, né? >> E pode acontecer. Vai lá. É, o, eu, a gente já tá nesse tema de igreja local e, e, né, a gente já falou bastante sobre igreja aqui, mas ao mesmo tempo você, você trouxe esse ponto, porque as pessoas muitas vezes têm essa dúvida, né, qual é o meu chamado, né? Porque todo mundo passa por isso na vida. Aí, se a gente pensar disso de forma mais simples, cara, seu chamado você não sabe qual é, deixa eu te mostrar aqui. É fazer discípulos, é seguir a Jesus e ajudar outros a segui-lo. Porque quando a gente pensa, eh, e entrando talvez nessa temática mais de novos ministros, de novos pastores, pessoas que vão servir na igreja, seja áreas de ensino e tudo isso, eh, a gente sempre se pega ali tentando entender a motivação daquela pessoa. Então, >> porque eu, por exemplo, penso, a gente tem conversas assim no presbitério lá na igreja local, eh, sobre isso de alguém que tem o interesse de servir no ministério. E nós pensamos primeiro, conversamos com essa pessoa perguntando se ela quer ensinar, se ela já fez isso ali. Então, eh, pegando e abrindo a sua Bíblia e ensinando um cristão mais novo. Então, você tem desejo pelo ensino? Ensine alguém da forma mais simples e possível, que é o fazer discípulos. Como você vê, Jonas, isso e como você trata isso lá na sua igreja local, que tem muito a ver com a escola Charles Spug, com a formação de novos ministros e tal. Essa ideia toda de formação ministerial, eh, como ela começa, como o discipulado pode desdobrar nisso e como você >> Sim, muito boas perguntas, >> sabe? pode formar discípulos nessa ideia mais agora de de pessoas talvez vocacionadas e tudo isso. >> É o quando a igreja toda ela sabe o que é o discipulado e se engaja no discipulado, ela com certeza sabe a diferença entre o trabalho do discipulado e um ofício pastoral. Hum. Porque o discipulado não exerce governo, só ofício exerce o governo. E uns os que foram chamados pro ministério pastoral exercem o governo pela pregação da palavra. >> Uhum. >> Então o pastor não governa com ordens, faz isso, faz aquilo. >> Uhum. >> Governa conhecido da palavra. >> Isso também é discipulado. >> É. Ele vai orientar a igreja, vai dirigir a igreja através da palavra. Ele, esse é o instrumento dele, o tempo todo ele tá trazendo a palavra pros irmãos e dando diretrizes. >> Ele abre a Bíblia e dá uma diretriz pra igreja. Ele abre a Bíblia e ele faz isso todo domingo. Então, alguns irmãos serão chamados para isso. >> Uhum. >> Eles vão perceber que o coração vai queimar. Não desacontecer nada de extraordinário. Basta ter o desejo. Isso é a primeira coisa. Do jeito deseja. >> Mas >> aquele que almeja, né? É esse essa passagem. >> É, >> mas aí suponhamos que ele deseja. Puxa, fala comigo, Junas. Eu desejo. Olha, não é suficiente. >> Outros presbíteros. É, exatamente. Outros presbíteros precisam observar e olhar para vocês assim: "Esse é o pastor". Mas é suficiente. Não, uma igreja inteira tem que olhar e ver que você é um pastor. Então, o formação ministerial é ação consolidação desses três movimentos. movimento subjetivo do candidato, ele deseja >> movimento de validação pastoral dos presbíteros e de validação da congregação, tá? Então, quando você tem a essas três essas três eh instâncias ah presentes, você tá você tá diante de um um candidato ao ministério pastoral. >> Então, o que a gente faz é isso, reconhecer esses rapazes. >> Uhum. alguns mais velhos, outros mais jovens, mas que em primeiro lugar desejam e é mais do que desejam. Uhum. E outros presbíteros também enxergaram. Hum. Então agora falta a igreja. Então vamos fazer formação ministerial. >> Uhum. >> Porque no formação ministerial a igreja também tem condições de vê-los >> Uhum. >> ensinando, vê-los servindo a igreja, vendo eles amando a igreja, porque eles são treinados a dar a vida pra igreja. É, é sobre isso. >> É sobre como fazer da igreja. não é o tesouro de suas vidas. Bom, ou seja, a gente precisa, o pastor, ele precisa ter consciência, né? Aquela consciência que eu acho que caiu sobre Pedro quando Jesus disse: "Pedro, tu me amas?" E aí ele disse: "É, pegou". >> E aí, né? Então, por quê? Porque Pedro sabia o que significava não apacentar, mas o que significava amar. >> Uhum. E o ponto dele de reticência, de hesitação, não é obedecer Jesus e apacentar as ovelhas, mas é amar. É >> porque não é só amar do jeito dele, >> é só gostar muito, né? >> É amar como Jesus amou, dando sua vida. >> Termos de Jesus, como você falou, >> nos termos de Jesus. Então, no momento em que Pedro percebe que Jesus está dando para ele cuidar, coisa mais graciosa, porque seu sangue por aquilo ali. A igreja é valiosa para Jesus, percebe isso? >> Uhum. >> Tão valiosa que Jesus deu seu sangue por ela. Ele tá pegando essa igreja tão valiosa, esse tesouro tão incrível. E agora que pesa para Pedro, né? >> É >> para você, seu traidor. Jesus vai entregar na mão de um traidor. Alguém que já o traiu, alguém que ele é mais ele ama. >> Eu acho que deu um grande mistério ali e para mim o mistério se reduz na consciência de Pedro. >> Pedro antes ele não hesitava. Claro que eu vou dar minha vida por ti, né? Aqui ele exita. Aqui é o Pedro que tu sabes que eu te amo, mas do meu jeito, >> agora você tá pronto, porque agora você sabe que para fazer isso aí você depende de algo muito mais >> do que suas palavras. Você pode dizer: "Você fiel até o fim". São suas palavras. Mas você precisa mais do que palavras e vontade para ser fiel. Você precisa da graça. Pedro aprendeu que para ser fiel precisa da graça. Para cuidar da igreja precisa da graça. >> E é aí que eu acho que a gente vai trabalhar com esses homens. >> Amar a igreja dependendo da graça e não se >> isso não é fácil ensinar não. >> A gente às vezes não aprende jeito. >> Sim. Então quer dizer, pastor Jonas, que não adianta eu só fazer um seminário bíblico, que eu vou virar pastor. >> Eu então eu acho que o seminário ele é uma grande ferramenta. Eu sempre digo aos mais jovens, faça o seminário. >> Claro. >> Os mais velhos que querem fazer o seminário, façam também o seminário. Não ficam, vejam o seminário como uma grande instrumento. Mas o serviço na igreja ele ele precisa do seminário de outro pastor. Se você não tiver trabalhando com o pastor, você não vai, você não vai saber como fazer. Então, basicamente, o formação ele lida com questões eclesiológicas, né? Então, a gente passa o primeiro ano lendo só eclesiologia, >> legal. >> Segundo ano só exposição bíblica, só aprendendo a analisar a forma da Bíblia. >> Uhum. E no terceiro ano mais questões eclesiológicas, mais de ordem eh mais polêmica, né, que são os os cases de disciplina e etc. >> Distinções teológicas ali todo, disciplina, casos. >> Sim. >> Ah, mas se acontece isso na igreja, como é que a gente lida? Como é que a gente faz? >> Como é que a Bíblia orienta? como que a gente parte, quais são os textos que a gente tem que ter em mente. >> Então, é um treinamento para alguém que quer servir a igreja com amor e com carinho. Então, >> por isso um dos temas acaba sendo discipulado. >> E aí o pastor tem de ser >> discipulado e ser um discipulador. >> Ou seja, >> um pastor que não consegue supervisionar e não é supervisionado, vai ser pastor de toda autoridade. No formação, eles já têm entre os presbíteros um tutor. >> Uhum. Eles já são, já faz parte do do formação, eles prestarem contas para um um presbítero tutor que vai acompanhar eles ao longo dos 3 anos, pelo menos seis encontros a por ano eles precisam ter, no mínimo eles precisam ter com relatórios de supervisão. >> Então eles precisam passar por supervisão, ou seja, você não um pastor que não consegue se submeter a uma supervisão, que ele vai exigir a supervisão da igreja possível. Você só vai supervisionar bem se você souber ser supervisionado. Então, hoje a gente tem uma prática de supervisão pastoral na igreja muito pobre, porque os próprios pastores não sabem ser supervisionados. >> Então, como é que ele pode supervisionar se ele nunca foi supervisionado? Ele não sabe os efeitos disso paraa vida de uma pessoa. Como é que ele pode saber que ser supervisionado é bom e que não se confunde com o o Big Brother, né, que tá ali querendo saber de todas as coisas, mas que é cuidado, que é carinho, se ele nunca foi cuidado, né? >> Então eu acho que boa parte dos problemas que a gente tem de desânimo, desmotivação, de frustração entre pastores na igreja, surge muitas vezes de uma vida solitária. Hum. vida solitária e talvez ele nunca experimentou esta vida de supervisão >> e ao mesmo tempo ele tá se dando pra igreja >> Uhum >> que que a igreja precisa conversar, que a igreja precisa discipular, mas ele mesmo tá sozinho, >> né? Ele não cons ele construiu uma uma muralha em torno de si mesmo para se defender, >> que de certa forma ele fica defendido, mas ao mesmo tempo vulnerável >> ao pior de todos os inimigos, ele mesmo. Isso. >> Então a supervisão ela é super importante. Os pastores não podem ficar sem supervisão. >> Mas essa coisa que você tá falando, essa dinâmica da formação ministerial, já começar numa perspectiva assim, isso é muito bom porque cria uma cultura na igreja nesse sentido. >> Sim, já começou. >> Aqui, por exemplo, com a escola Charlesburg, falei, né? Mencionei, a gente tem alunos que são membros da igreja, eh, estão nesse processo de formação ministerial na igreja local. E a gente já teve várias situações em que professores aqui falaram: "Não, isso aí você tem que ver lá com a tua igreja local". >> Isso. >> Então, essa aliança é muito interessante. >> Quantas vezes, né? Sabe melhor do que eu disse. Eu tô falando só de uma coisa. Você é sua vida diária isso aqui. Então, >> que os seminários façam mais isso também e que as igrejas também façam mais isso. Então, sim, tem um papel de ensino teológico que a igreja não vai conseguir suprir, >> não vai conseguir, não vai. >> Tudo que vocês fazem aqui e tal e outros seminários no Brasil, Mart, tanta coisa legal, >> mas tem um outro papel que o seminário não vai fazer. >> Isso. E esse é o pastor que vai fazer, >> entendeu? Não, se uma igreja cresce nessa cultura de formação ministerial, é uma prestação de contas, uma pluralidade num presbitério, essas coisas todas vão se tornando. >> Sabe como que a gente fez para engajar a igreja nisso? A igreja comprar os livros de todos eles. >> Olha que legal a ideia. Muito bom. >> Uhum. Então, a igreja via eles recebendo os livros que a igreja mesmo estava investindo. >> Que legal. Muito bom. >> E a igreja tá investindo e tá vendo o jovem crescer. Hoje boa parte da igreja é pastoreada por pastores que ela que ela viu crescer ali na igreja. >> Muito legal isso. >> Ela falou: "Puxa, a gente investiu esse jovenzinho hoje casado, pregando, ensinando na escola bíblica da igreja, um testemunho fiel, público." Então isso encoraja demais a igreja, encoraja demais a igreja. O pastor tem de tornar a formação ministerial horosa. >> Hum. >> Igreja precisa ver, ela precisa enxergar. isso a ver isso acontecer, né? Eh, eu acho que isso traz vida pra igreja >> e eu mesmo tive o privilégio porque eu eu tava no seminário e tinham muitas pessoas que vinham de muito longe, passavam anos ali. E quando eu sentia o que que eu via, quando eles voltavam pra igreja, eles, a igreja não os conhecia, ele não entendia mais, porque a igreja é dinâmica, a igreja é muito viva e eles perdiam essa linguagem. E eu tive o privilégio de estar com o meu pastor acompanhando e as muitas lições de observar ele ali nos momentos às vezes de luta, de desânimo, de visita. Eu vou com você, eu incomodei demais, meu pai. [risadas] >> E e os seminaristas naturalmente fazem isso, né? >> E eu lembro que eu comprei meu primeiro carrinho um corça roxo, né? Falei: "Cara, eu tenho que mostrar isso pro pastore. [risadas] São essas coisas da vida. >> E eu chamei ele e ele tava super atarefado. Ele foi até a frente da igreja, saiu, atravessou, ele olhou assim, era um coro roxo, né, cara? Velho assim. Ele falou: "Tá, continua cuidando das coisas de Deus e Deus vai continuar cuidando [risadas] de você, cara. Olha aí o teu carro, né? Eu é bom demais. Legal. >> Outras vezes com ele andando e vendo e ele soltando um pensamento, pensando e eu tava ali do lado e absorvia aquilo. >> É porque isso você andar com o pastor, primeira coisa, vai dessacralizar. >> Uhum. >> Você vai saber, puxa vida, ele é uma pessoa normal, né? Como eu, né? Então você começa a perceber, puxa, não é tão difícil assim ser frente. >> Uhum. Quando você tá do lado de homens intocáveis, você não consegue percebê-los no dia a dia, a única sensação que você vai ter, muito difícil ser como ele. >> Os melhores pastores são aqueles que trazem a gente para perto e as pessoas olham, >> é, >> e dizem assim: "Puxa, >> dá para ser um pastor?" Sim, >> eu posso ser um pastor? Infelizmente, muitos pastores acabam perdendo essa coisa essencial, porque a gente sabe a vida corrida do pastor e essa coisa do da leitura e do estudo teológico e tudo e perde o essencial, né? Então que os novos pastores aí em formação possam aprender também isso, né? Não diria comigo, mas pelo menos com esses irmãos aqui e com tantos que vieram antes de nós assim, né? Que nos ensinaram os nossos pastores também. Eu acho que isso talvez fique uma lição importante paraa gente poder aprender o que realmente é o ministério cristão, tanto do cristão leigo, que não é a melhor palavra, mas entendem >> e aqueles que então se desenvolvem no ministério, >> que os pastores possam >> possa falar: "Não, me imita, >> vem comigo, cara. Paulo, >> nossa, >> gente, vamos lá. E isso é bom quando a gente tem esses homens na nossa vida. Uau! >> Muito bom. Tá bom, vamos começar a concluir porque o pessoal aqui da equipe já está fazendo vários sinais aqui para mim, né? >> A conversa virou uma conversa entre amigos aqui, né? >> Está fluindo e a gente queria continuar. >> É, >> talvez aqui alguém tá ouvindo hoje e pense, né? Tá discipulado, né? Eh, eu não consigo viver isso. E acho que a resposta é essa. >> A gente sozinho não dá. a gente não consegue, a gente vai ter que negar o eu, seguir Jesus. E pastor, quero terminar dizendo aí como o evangelho então torna o discipulado possível. Como que a gente pode encarar essa vida discipulado? >> A negação do eu é a membresia. Ninguém se torna membro de uma igreja sem negar-se a si mesmo. A igreja é um milagre. Você vai se unir a pessoas que você jamais se uniria nessa vida pela sua própria escolha, porque elas não têm nada a ver com você, mas é fruto de um milagre. E você tá ali com aqueles irmãos totalmente diferentes de você, com visões assim estranhas na vida e você também é estranho a eles. Mas alguma coisa torna toda aquela massa de gente um só povo. >> E é ali que a gente esquece quem a gente é. Numa igreja não se tem mais um dedão centralizado. Você tem a cabeça que é Cristo e todos ali estão obedecendo ao seu senhor e não tem como você eh vivenciar a igreja sem negar a si mesmo. Qual é a prova de que eu neguei a mim mesmo, estou seguindo a Jesus? Eu sou membro de uma igreja e não sou membro de uma igreja simplesmente arrolado no diretório da igreja. Não falta o domingo de minha igreja. Todos os movimentos da minha igreja estou pactuado com ela. Quero saber o que está acontecendo. Quero vivenciar com os meus irmãos. Quero que orem por mim. Quero que eles, >> que eles também recebam as minhas orações. Não tem nada que evidencie mais a negação de si mesmo >> do que alguém que ama a igreja. >> Não uma igreja parecida comigo, né? Isso que você falou, a comunidade sobrenatural, como diria um autor que nós gostamos. >> Muito bom. Muito bom. O evangelho torna is possível. Muito legal isso, pastor. >> Jonas Madureira, obrigado por estar aqui conosco hoje, por compartilhar sua vida, suas reflexões e o seu coração pastoral com a gente. A gente pode sentir isso muito coração pastoral é bom demais. E Fabiano, obrigado. Obado >> por caminhar junto nessa conversa. A gente tem tido boas conversas fazendo essa ponte entre teologia e vida real. Excelente. >> E obrigado você que nos ouviu até aqui. Deus seja louvado. Uma boa noite e um bom dia onde você. Muito bom. Até logo.