O Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 3 e 4) // Tiago Santos
28/02/2026
O Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 3 e 4) // Tiago Santos
Tiago Santos, neste trecho da primeira aula do curso “Devocional O Peregrino”, nos traz preciosas reflexões sobre os desafios da vida cristã que nos são belamente ensinadas nos capítulos 3 e 4 desta importante obra de John Bunyan, O Peregrino. Assista as reflexões dos capítulos 1 e 2 em [link do vide de terça].
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
[música] Bem, cristão continuou o seu caminho, obstinado, resolveu abandoná-lo. Quem sabe isso vai acontecer agora alguns de nós, ser abandonados por pessoas que não amam a Cristo também. Mas vacilante continuou com ele e eles foram caminhando até que chegaram em um lugar chamado pântano do desânimo. E ali os dois começaram a afundar e entraram então numa luta para sair daquele lugar, porque ninguém quer ficar afundado em desânimo. O desânimo é alguma coisa que abate o espírito da gente, que faz com que a gente se sinta mal, que faz com que as coisas ao nosso redor percam seu valor, percam seu sentido. Quer dizer, a gente se percebe ali meio que paralisado, sem saber o que fazer e para onde ir. E era assim então que cristão e vacilante estavam. Nessa altura vacilante também vacilou, como é da sua natureza. E ele abandona agora a sua fé cristã, né? E quando ele finalmente consegue se livrar daquele lugar, ele volta pro seu caminho, não é? chamando agora cristão de fanático e de iludido. Mas sabe, aparece ali para cristão alguém chamado auxílio e auxílio estende a sua mão e tira cristão ali daquele pântano de desânimo. A gente aprende aqui com o cristão e com John Banan na rota do peregrino, que às vezes aquilo que a gente mais precisa é de auxílio. Como Deus é bom. Como Deus é bom quando a gente está nesse lugar de abatimento, nesse lugar ruim, lúgubre, de tristezas e de dúvidas, porque a gente não sabe o que fazer, a gente não consegue sair de lá na luta de cristão. Quanto mais ele tentava sair desse pântano, mais ele se afundava nele. Até que finalmente ele percebeu que a caminhada dele não era uma caminhada solitária e que haviam pessoas que Deus colocaria no caminho dele para auxiliá-lo. É assim com a gente também. Muitas vezes a gente não está nem disposto a perceber aquela provisão de cuidado de Deus que ele coloca ao nosso redor. Às vezes a mão estendida que vai tirar a gente do pântano de do desânimo, que é Deus mesmo que envia, não é? E que vai nos auxiliar a sair de um lugar ali muito ruim. A explicação que é dada para falar desse pântano do desânimo é que ali é um lugar que não tem jeito, não tem como ser consertado e ele está mesmo no caminho de todo cristão. Quer dizer, na nossa rota, na nossa peregrinação, em direção a essa porta estreita, em direção a esse caminho, onde a gente vai encontrar paz finalmente, onde a gente vai abandonar o nosso fado, a gente vai ter de passar por esse lugar e vai precisar de auxílio para conseguir enfrentá-lo. Porque o pântano do desânimo, ele não pode ser consertado porque é um tipo de lugar onde toda a sujeira de todo o pecado do mundo é depositada, inclusive dos nossos próprios pecados. É ali que muitas vezes a gente se vê confrontado com os pecados do coração da gente, com as lutas que a gente ainda tem, mesmo depois que abraça fé, não é? E que de alguma maneira vão arrastando a gente para aquele lugar ruim onde a gente não quer estar e que muitas vezes nos traz esse tipo de abatimento. Mas sabe de alguma coisa? mesmo um lugar como esse tem o seu propósito. Porque ter consciência das nossas próprias fraquezas, ter consciência dos nossos pecados, ter consciência das nossas lutas, ter consciência daquelas coisas que às vezes até nos humilham, é algo que vai nos auxiliar, que vai ser um instrumento de graça da parte de Deus para que a gente possa, por autoconhecimento, com o auxílio do Espírito de Deus, combater esses males que às vezes ainda habitam no coração da gente. Nosso coração é um poço de contradições. A escritura vai dizer que o coração nosso é corrupto. Ele é desesperadamente corrupto. Está em Jeremias 17:9. Ainda o Senhor Jesus Cristo vai dizer que é do coração do homem que emanam todos os maus desígnios e passa a desenvolver uma lista terrível de coisas que saem do nosso próprio coração. Às vezes a gente procura culpados externos para problemas que a gente enfrenta, mas esses esses culpados muitas vezes estão aqui dentro do coração mesmo, né? E às vezes quando a gente se defronta com essa realidade, é possível que a gente caia num panto pântano de desânimo. Mas a gente pode lembrar do que do que tá na escritura, no Salmo 121, porque lá a gente tem um peregrino também que no caminho do deserto ele levanta os seus olhos para o céu e ele sabe que o socorro dele vem de Deus. Nós temos auxílio assim como o cristão teve também o seu auxílio. Bem, até esse ponto a gente consegue então determinar algumas coisas. Nós precisamos seguir firme no caminho da fé, no caminho no qual a evangelista colocou a gente, aquele caminho que leva para a porta estreita e para a cruz. Nesse caminho, a gente vai enfrentar a oposição de gente obstinada, de gente vacilante, de gente que quer tirar a gente desse caminho, de gente que quer fazer a gente voltar pro lugar onde a gente estava. Nesse caminho, a gente vai lidar com os próprios pecados do coração, que muitas vezes vão causar tristeza e abatimento na gente, um poço de desânimo. Nesse caminho, a gente vai encontrar auxílio quando a gente levanta os olhos para o céu e quando a gente busca o socorro da parte de Deus. Para concluir essa parte da nossa história, a gente está caminhando do capítulo 1 ao capítulo 4. E como esse é um guia de leitura, eu quero propor que todos os que acompanham essa nossa meditação leiam o capítulo 1 a 4 ah de O peregrino. Bem, finalmente, quando ele sai desse caminho e ele se dá conta então da necessidade de auxílio, ele se encontra mais uma vez com algumas pessoas no meio dessa jornada. Uma dessas pessoas se chama sábio segundo o mundo. E o outro ah, na verdade, perdão, ele encontrou-se apenas com sábio segundo o mundo. Parece que o tipo de conhecimento que esse homem tinha para oferecer era algo assim, ah, tão traiçoeiro, não é? que parecia bom, parecia cristão, parecia certo, mas não era. E eu cometi esse eh deslize aqui em falar que eram duas pessoas, porque de fato ele aponta para cristão um caminho alternativo. Ele vai dizer: "Não, mas esse caminho no qual o evangelista colocou você, ele é um bom caminho e tudo mais, mas ele é meio perigoso. Pelo que eu soube, você já até passou pelo pân do pântano do desânimo, não é? Sábio segundo mundo, ele ele trouxe um tipo de sabedoria que, como eu falava, é traiçoeira, porque ela faz sentido, ela é revestida de uma linguagem religiosa e e ela tem um tipo de argumentação que de alguma maneira parece se encaixar com aquilo que a gente quer ouvir ou com aquilo que de alguma maneira vai aquiietar algumas algumas dúvidas que a gente tem no coração da gente. Foi isso que aconteceu quando ele ofereceu essa alternativa melhor. Não, você não precisa passar pela porta estreita, não precisa ir por esse caminho perigoso. Tem um caminho que vai dar o mesmo resultado. Esse é o caminho da legalidade, é o caminho da moralidade, não é? E é um caminho antiquíssimo. Tem muita gente que acha que vai chegar na cidade celestial por meio desse caminho, seguindo certas regras, não é? Adotando certos valores morais. Não é que os valores morais da fé cristã não tenham importância, eles têm muita importância, mas eles precisam ser situados no lugar certo. A gente não vai conquistar um espaço na cidade celestial. A gente não vai conquistar o favor de Deus por meio dessas coisas. A escritura vai ensinar pra gente que não é por uma vida moral e nem por valores elevados, que, aliás, a gente nem é capaz de seguir, porque em algum momento a gente vai falhar, em algum momento a gente vai tropeçar por causa dessa inconstância do coração que a gente tem. Só que ele não sabia disso e resolveu dar ouvidos a este homem. Então, quando ele se desvia mais uma vez do caminho, ele se deu conta que para chegar nesse lugar, na cidade da moralidade, da legalidade, ele tinha de subir um v um um um uma montanha tão alta e tão pedregosa, que era simplesmente impossível. Ele jamais seria capaz de chegar com plenitude na cidade da legalidade, porque ninguém é. E mais uma vez ele se viu em desespero. E pela graça de Deus, mais uma vez ele foi auxiliado ao longe ele viu aquele mesmo homem evangelista que um dia se encontrou com ele e voltou agora a a abordá-lo, né? E dizia a ele: "O que que você tá fazendo? Que caminho é esse que você pegou?" Lembra? O caminho, um único caminho de salvação é esse aqui. Ele é estreito mesmo, ele é difícil mesmo, ele é complicado mesmo, mas só tem esse caminho. Você tem de passar por ele. Tem uma cruz lá na ponta desse caminho e se você não passar por ele, você não vai chegar na cidade celestial. Você não vai conquistar o favor de Deus e nem vai conseguir um espaço nessa casa linda que você quer um dia morar por meio de moralidade e de legalidade. Nessa altura, cristão estava bem envergonhado, mas ele entendeu que se ele quisesse mesmo um dia se ver livre desse fardo que ele carregava ainda nas suas costas, era necessário mesmo que ele voltasse os seus pés para o único caminho que era capaz de levá-lo para aquela cidade. Pra gente saber mais sobre isso, a gente vai precisar ouvir as próximas aulas que vão abordar o restante da caminhada da peregrinação de cristão rumo à cidade celestial. Muito obrigado.