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A fé vem pelo ouvir

O Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 3 e 4) // Tiago Santos

O Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 3 e 4) // Tiago Santos

O Peregrino, de John Bunyan (Reflexões nos capítulos 3 e 4) // Tiago Santos

Tiago Santos, neste trecho da primeira aula do curso “Devocional O Peregrino”, nos traz preciosas reflexões sobre os desafios da vida cristã que nos são belamente ensinadas nos capítulos 3 e 4 desta importante obra de John Bunyan, O Peregrino. Assista as reflexões dos capítulos 1 e 2 em [link do vide de terça].

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Legendas automáticas:

[música]
Bem, cristão continuou o seu caminho,
obstinado, resolveu abandoná-lo. Quem
sabe isso vai acontecer agora alguns de
nós, ser abandonados por pessoas que não
amam a Cristo também. Mas vacilante
continuou com ele e eles foram
caminhando até que chegaram em um lugar
chamado pântano do desânimo. E ali os
dois começaram a afundar e entraram
então numa luta para sair daquele lugar,
porque ninguém quer ficar afundado em
desânimo. O desânimo é alguma coisa que
abate o espírito da gente, que faz com
que a gente se sinta mal, que faz com
que as coisas ao nosso redor percam seu
valor, percam seu sentido. Quer dizer, a
gente se percebe ali meio que
paralisado, sem saber o que fazer e para
onde ir. E era assim então que cristão e
vacilante estavam. Nessa altura
vacilante também vacilou, como é da sua
natureza. E ele abandona agora a sua fé
cristã, né? E quando ele finalmente
consegue se livrar daquele lugar, ele
volta pro seu caminho, não é? chamando
agora cristão de fanático e de iludido.
Mas sabe, aparece ali para cristão
alguém chamado auxílio e auxílio estende
a sua mão e tira cristão ali daquele
pântano de desânimo. A gente aprende
aqui com o cristão e com John Banan na
rota do peregrino, que às vezes aquilo
que a gente mais precisa é de auxílio.
Como Deus é bom. Como Deus é bom quando
a gente está nesse lugar de abatimento,
nesse lugar ruim, lúgubre, de tristezas
e de dúvidas, porque a gente não sabe o
que fazer, a gente não consegue sair de
lá na luta de cristão. Quanto mais ele
tentava sair desse pântano, mais ele se
afundava nele. Até que finalmente ele
percebeu que a caminhada dele não era
uma caminhada solitária e que haviam
pessoas que Deus colocaria no caminho
dele para auxiliá-lo. É assim com a
gente também. Muitas vezes a gente não
está nem disposto a perceber aquela
provisão de cuidado de Deus que ele
coloca ao nosso redor. Às vezes a mão
estendida que vai tirar a gente do
pântano de do desânimo, que é Deus mesmo
que envia, não é? E que vai nos auxiliar
a sair de um lugar ali muito ruim. A
explicação que é dada para falar desse
pântano do desânimo é que ali é um lugar
que não tem jeito, não tem como ser
consertado e ele está mesmo no caminho
de todo cristão. Quer dizer, na nossa
rota, na nossa peregrinação, em direção
a essa porta estreita, em direção a esse
caminho, onde a gente vai encontrar paz
finalmente, onde a gente vai abandonar o
nosso fado, a gente vai ter de passar
por esse lugar e vai precisar de auxílio
para conseguir enfrentá-lo. Porque o
pântano do desânimo, ele não pode ser
consertado porque é um tipo de lugar
onde toda a sujeira de todo o pecado do
mundo é depositada, inclusive dos nossos
próprios pecados. É ali que muitas vezes
a gente se vê confrontado com os pecados
do coração da gente, com as lutas que a
gente ainda tem, mesmo depois que abraça
fé, não é? E que de alguma maneira vão
arrastando a gente para aquele lugar
ruim onde a gente não quer estar e que
muitas vezes nos traz esse tipo de
abatimento. Mas sabe de alguma coisa?
mesmo um lugar como esse tem o seu
propósito. Porque ter consciência das
nossas próprias fraquezas, ter
consciência dos nossos pecados, ter
consciência das nossas lutas, ter
consciência daquelas coisas que às vezes
até nos humilham, é algo que vai nos
auxiliar, que vai ser um instrumento de
graça da parte de Deus para que a gente
possa, por autoconhecimento,
com o auxílio do Espírito de Deus,
combater esses males que às vezes ainda
habitam no coração da gente. Nosso
coração é um poço de contradições. A
escritura vai dizer que o coração nosso
é corrupto. Ele é desesperadamente
corrupto. Está em Jeremias 17:9.
Ainda o Senhor Jesus Cristo vai dizer
que é do coração do homem que emanam
todos os maus desígnios e passa a
desenvolver uma lista terrível de coisas
que saem do nosso próprio coração. Às
vezes a gente procura culpados externos
para problemas que a gente enfrenta, mas
esses esses culpados muitas vezes estão
aqui dentro do coração mesmo, né? E às
vezes quando a gente se defronta com
essa realidade, é possível que a gente
caia num panto pântano de desânimo. Mas
a gente pode lembrar do que do que tá na
escritura, no Salmo 121, porque lá a
gente tem um peregrino também que no
caminho do deserto ele levanta os seus
olhos para o céu e ele sabe que o
socorro dele vem de Deus. Nós temos
auxílio assim como o cristão teve também
o seu auxílio. Bem, até esse ponto a
gente consegue então determinar algumas
coisas. Nós precisamos seguir firme no
caminho da fé, no caminho no qual a
evangelista colocou a gente, aquele
caminho que leva para a porta estreita e
para a cruz. Nesse caminho, a gente vai
enfrentar a oposição de gente obstinada,
de gente vacilante, de gente que quer
tirar a gente desse caminho, de gente
que quer fazer a gente voltar pro lugar
onde a gente estava. Nesse caminho, a
gente vai lidar com os próprios pecados
do coração, que muitas vezes vão causar
tristeza e abatimento na gente, um poço
de desânimo. Nesse caminho, a gente vai
encontrar auxílio quando a gente levanta
os olhos para o céu e quando a gente
busca o socorro da parte de Deus. Para
concluir essa parte da nossa história, a
gente está caminhando do capítulo 1 ao
capítulo 4. E como esse é um guia de
leitura, eu quero propor que todos os
que acompanham essa nossa meditação
leiam o capítulo 1 a 4 ah de O
peregrino. Bem, finalmente, quando ele
sai desse caminho e ele se dá conta
então da necessidade de auxílio, ele se
encontra mais uma vez com algumas
pessoas no meio dessa jornada. Uma
dessas pessoas se chama sábio segundo o
mundo. E o outro ah, na verdade, perdão,
ele encontrou-se apenas com sábio
segundo o mundo. Parece que o tipo de
conhecimento que esse homem tinha para
oferecer era algo assim, ah, tão
traiçoeiro, não é? que parecia bom,
parecia cristão, parecia certo, mas não
era. E eu cometi esse eh deslize aqui em
falar que eram duas pessoas, porque de
fato ele aponta para cristão um caminho
alternativo. Ele vai dizer: "Não, mas
esse caminho no qual o evangelista
colocou você, ele é um bom caminho e
tudo mais, mas ele é meio perigoso. Pelo
que eu soube, você já até passou pelo
pân do pântano do desânimo, não é? Sábio
segundo mundo, ele ele trouxe um tipo de
sabedoria que, como eu falava, é
traiçoeira, porque ela faz sentido, ela
é revestida de uma linguagem religiosa e
e ela tem um tipo de argumentação que de
alguma maneira parece se encaixar com
aquilo que a gente quer ouvir ou com
aquilo que de alguma maneira vai
aquiietar algumas algumas dúvidas que a
gente tem no coração da gente. Foi isso
que aconteceu quando ele ofereceu essa
alternativa melhor. Não, você não
precisa passar pela porta estreita, não
precisa ir por esse caminho perigoso.
Tem um caminho que vai dar o mesmo
resultado. Esse é o caminho da
legalidade, é o caminho da moralidade,
não é? E é um caminho antiquíssimo. Tem
muita gente que acha que vai chegar na
cidade celestial por meio desse caminho,
seguindo certas regras, não é? Adotando
certos valores morais. Não é que os
valores morais da fé cristã não tenham
importância, eles têm muita importância,
mas eles precisam ser situados no lugar
certo. A gente não vai conquistar um
espaço na cidade celestial. A gente não
vai conquistar o favor de Deus por meio
dessas coisas. A escritura vai ensinar
pra gente que não é por uma vida moral e
nem por valores elevados, que, aliás, a
gente nem é capaz de seguir, porque em
algum momento a gente vai falhar, em
algum momento a gente vai tropeçar por
causa dessa inconstância do coração que
a gente tem. Só que ele não sabia disso
e resolveu dar ouvidos a este homem.
Então, quando ele se desvia mais uma vez
do caminho, ele se deu conta que para
chegar nesse lugar, na cidade da
moralidade, da legalidade, ele tinha de
subir um v um um um uma montanha tão
alta e tão pedregosa, que era
simplesmente impossível. Ele jamais
seria capaz de chegar com plenitude na
cidade da legalidade, porque ninguém é.
E mais uma vez ele se viu em desespero.
E pela graça de Deus, mais uma vez ele
foi auxiliado ao longe ele viu aquele
mesmo homem evangelista que um dia se
encontrou com ele e voltou agora a a
abordá-lo, né? E dizia a ele: "O que que
você tá fazendo? Que caminho é esse que
você pegou?" Lembra? O caminho, um único
caminho de salvação é esse aqui. Ele é
estreito mesmo, ele é difícil mesmo, ele
é complicado mesmo, mas só tem esse
caminho. Você tem de passar por ele. Tem
uma cruz lá na ponta desse caminho e se
você não passar por ele, você não vai
chegar na cidade celestial. Você não vai
conquistar o favor de Deus e nem vai
conseguir um espaço nessa casa linda que
você quer um dia morar por meio de
moralidade e de legalidade. Nessa
altura, cristão estava bem envergonhado,
mas ele entendeu que se ele quisesse
mesmo um dia se ver livre desse fardo
que ele carregava ainda nas suas costas,
era necessário mesmo que ele voltasse os
seus pés para o único caminho que era
capaz de levá-lo para aquela cidade. Pra
gente saber mais sobre isso, a gente vai
precisar ouvir as próximas aulas que vão
abordar o restante da caminhada da
peregrinação de cristão rumo à cidade
celestial. Muito obrigado.

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