Raízes Profundas: Como o Ensino Bíblico fortalece a Igreja (Josué 1:8) | Rev. Rubens Cirqueira
23/02/2026
Raízes Profundas: Como o Ensino Bíblico fortalece a Igreja (Josué 1:8) | Rev. Rubens Cirqueira
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos. Se for possível, se você ainda vê um espaço aí no seu banco e puderem se aproximar, nós acabamos de cantar ajuntamento, né? Então vamos no ajuntamento, então vamos aproximar um do outro para ver se nós temos ainda algumas vagas. Abra comigo a palavra do Senhor no livro de Josué, no capítulo de número um. Nós vamos ler o verso de número 7 e o verso 8. palavra do Senhor que nos diz assim: "Tão somente ser forte e muito corajoso para teres o cuidado de fazer. Segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou, dela não te desvies, nem para a direita, nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste livro da lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito. Então, farás prosperar o teu caminho e serás bem suucedido. Vamos orar mais uma vez. Senhor nosso Deus, nessa manhã, reunidos como povo do Senhor, nós queremos bendizer o teu nome como nós já o fizemos aqui. E nós queremos, ó Pai, nesse instante ouvir a tua voz por meio da tua palavra. que o Senhor nos conduza no entendimento da mesma, principalmente gerando na nossa vida, ó Deus, no nosso coração, o desejos ardente, ó Pai, de conhecê-lo cada vez mais e por meio da tua palavra. Que o Senhor nos ajude compreender, ó Deus, a centralidade da Escritura na nossa vida como igreja do Senhor. Ó Deus, nós te pedimos assim em nome de Cristo Jesus. Amém. Os irmãos, nós estamos hoje na nossa aula inaugural. Esse ano nós temos visto que o nosso foco é o ensino. Portanto, essas raízes profundas, né, e como o ensino bíblico, ele fortalece a igreja. E essa é uma jornada que nós precisamos compreender a ao longo da nossa vida e da nossa maturidade aqui como igreja, de entender que a escritura ou somente a escritura, ela não é apenas um lema da reforma protestante ou alguma coisa que a gente relembre eh lá no dia 31 de outubro, mas que isso ela eh se torna necessário na nossa vida em qualquer tempo, em qualquer época. o entendimento de que ao afastarmos daquilo que a palavra de Deus diz, se a palavra de Deus ela deixa de ser eh o nosso eh a nossa meditação diária, como a palavra de Deus mesmo nos diz, se isso deixa de acontecer, nós sabemos que nós vamos adotar outros meios, nós vamos começar a seguir outros deuses. E como nós temos falado sempre, na maior parte das vezes nós entendemos que nós vamos seguir deuses externos, mas o problema está dentro do nosso coração. Na no primeira chance que nós tivermos, nós vamos colocar a nós mesmos sentados no trono ao invés de Deus. Isso. Eh, a palavra de Deus é quem nos corrige, ela que nos ajuda a compreender isso. Então, ao longo da história, nós vamos perceber isso na própria palavra de Deus, esse padrão aqui de restauração que acontece ao longo da história. A gente vai vendo na história contada desde o Antigo Testamento, que sempre aqui há uma restauração, um declínio, uma renovação de novo. E ele sempre vai acontecendo ao longo das narrativas. E se a gente perceber todas as vezes que o povo de Israel ou o povo de Deus ele é restaurado, não há outro meio de restauração a não ser voltar à palavra do Senhor. Sempre esse era o mesmo caminho. Ou seja, todas as vezes que Deus levantou eh juízes ou todas as vezes que alguns reis que fizeram aquilo que era a vontade do Senhor, a gente vê um padrão de renovação e de restauração no povo. Todas as vezes que e o povo deixava a lei do Senhor, a gente vê o povo de Israel sempre em declínio. Mas qual é a razão de tudo isso? A gente vai notar que isso está ligado ao lá no começo, a revelação do Senhor nos fala a respeito dessa quebra original, né, ou da queda. Quando nós experimentamos isso na nossa vida, nós vamos perceber que tudo aquilo que nós queremos ouvir é outras coisas, menos de fato a voz de Deus. Perceba que essa foi a primeira reação de Adão lá no Éden. Quando Adão ele percebe a queda, a primeira coisa que ele tenta é fugir de Deus. ele já não está mais à vontade na presença do Senhor. E a gente começa a perceber as reações comuns do ser humano, né, em meio à culpa, a medo, a fuga ali, vergonha, né, que é causada por causa do pecado. Portanto, esse distanciamento agora se torna natural. Portanto, o ser humano natural, ele sempre vai distanciar de Deus ou ele vai querer eh eh se afastar do seu criador, porque agora, a partir daquilo que há no pecado do nosso coração, cresceram raízes de autonomia, de desejo de ser igual a Deus, que foi a proposta de Satanás lá no jardim do Éden. E tudo isso habita no nosso coração. Portanto, há quebra aqui na desde o início. Mas a palavra de Deus, ela nos promete a restauração de tudo isso quando eh lá em Gênesis 3:15 nos fala do descendente apontando para Cristo. E é nesse descendente que nós temos agora a chave e nós temos o entendimento de toda a escritura. A escritura não é um livro fragmentado. Nós eh precisamos entender que a palavra de Deus, ela não está aqui empenhada em contar um monte de histórias sem nexos ou algumas histórias com fundo moral, alguma história pra gente tirar alguma verdade, algum moralismo paraa nossa vida. Essa não é a intenção das escrituras. A intenção da palavra de Deus é mostrar em toda essa trajetória a realidade do pecado, a necessidade de um redentor e a promessa de Deus se cumprindo, trazendo redenção por meio do seu filho. Portanto, não tem como entender as escrituras do antigo e novo testamento se não for a partir da pessoa de Cristo. Logo, se o ensino bíblico ele é negligenciado ou deixado de lado, nós nunca poderemos dizer que nós servimos a Cristo verdadeiramente, porque só se serve a Cristo com o conhecimento da palavra de Deus. Porque a palavra de Deus é o próprio aponta para Cristo. Palavra de Deus aponta para Cristo. E nós sabemos disso. A palavra de Deus nos fala, João nos fala lá no no primeiro capítulo de João se relacionando com toda a palavra e diz que no princípio era o verbo, o verbo era Deus, o verbo estava com Deus. Tudo isso está apontando sempre para Cristo Jesus. Portanto, nós não podemos ver nenhuma dessas narrativas eh como sendo apenas algumas histórias para que a gente possa retirar algum fundo moral. Mas aqui a gente vê então o resultado de tudo isso. Quando a palavra de Deus nos mostra essa realidade do pecado, ela mostra exatamente aonde o ser humano ele pode chegar. Nós temos sempre esse padrão nas escrituras, idolatria gerando mal. Ou seja, o povo abandona a lei, o povo deixa eh a palavra de Deus de lado, ele não quer mais ouvir a lei do Senhor. E logo a seguir a gente vê nesse ciclo a opressão. O povo de Deus ele é oprimido. É a consequência do afastamento da lei de Deus ou de viver exatamente aquilo que a palavra de Deus tinha dito. Lembra que Deus tinha colocado diante do povo essas duas realidades de bênção e de maldição e de saber que a vontade dele, dependendo da onde o povo estivesse, recairia sobre ele a maldição, ou se o povo se arrependesse, a bênção do Senhor estaria sobre ele. A gente vê então em alguns momentos depois de ciclos de escravidão, de muita penúria, muitas vezes o povo agora chega no fundo do poço e começa a clamar a Deus. A gente vê isso em vários relatos. Basicamente quando nós entramos no livro de Juízes, a gente vê esse padrão, eh, deixar a lei de Deus, escravidão. E aí, depois de um bom tempo de escravidão, às vezes eram 40 anos eh escravos. Eles começam a clamar ao Senhor e a partir do clamor a Deus e de voltar paraa lei do Senhor, eh, havia libertação. Deus sempre levanta um juiz, mas o juiz, a gente precisa entender, esse juiz, ele está de novo, sendo uma prefiguração de Cristo. O juiz não era apenas aquele forte, aquele que viria como um guerreiro e que livraria o povo. Mas a função do juiz era fazer o povo retornar à lei do Senhor, fazer com que o povo relembrasse qual era a vontade do Senhor e assim esse povo fosse restaurado. Esse era o papel do juiz ali, eh, no Antigo Testamento, antes um pouco eh da monarquia. A gente passa então o período para o período dos reis. aqui e a monarquia ela começa a ser dividida. A gente conhece a história do povo e a gente vê que dentro dos reis ali na divisão, se você pegar Israel e Judá, você vai perceber que Israel não teve nenhum rei que de fato fizesse a vontade de Deus ou que estivesse diante do Senhor com inteereza de coração. A gente vê no reino de Judá alguns vislumbres dissos. de todos os reis que voltaram para o Senhor ou que fizeram o povo retornar à lei de Deus. eh, o povo se tornou próspero ou a nação se tornou próspera, mas em todos os momentos ali da monarquia, a gente via isso de maneira eh muito tênue. O povo sempre indo atrás de outros deuses por causa da falta de conhecimento. O povo já não tinha mais o prazer de ouvir a lei do Senhor. E muito menos os reis. Aquilo que os reis queriam era exatamente que o povo se desviasse completamente e fossem atrás de outros deuses. Mas é interessante notar que o padrão de idolatria de outros deuses era sempre algo muito eh relacionado àquilo que é natural do coração humano. Todas a sorte de pecado, toda a sorte de de males, aquilo que é natural por causa do pecado, era exatamente aquilo que era conduzido o povo e o povo do Senhor. Olha as manifestações ali de eh quando o povo de Israel começa a servir aos ao a Baal, que Baal era várias formas de deuses, né? Então eles tinha Baal de diversas maneiras. E esse Baal, portanto, cada uma das vertentes ali, ele exigia alguma coisa. E a gente chega num padrão onde na divisão Baal, algum momento a gente pensa assim: "Olha, chegou o fundo do poço, não. A Israel vai fala assim: "Agora nós queremos adorar Moloque, né, que era dos cananitas. Então vem, importa essa adoração de Moloque, que nada mais era. Faça um sacrifício que te doa bastante, que você vai ter o que quiser da parte dos deuses. Então o sacrifício que eles deveriam fazer era pegar um dos seus filhos e oferecer eles queimado a um deus ali colocado nas mãos eh de um deus de bronze que estava aceso ali eh com fogo. Isso era feito para que pudesse então despertar a divindade, você pudesse adquirir o que quisesse. É interessante notar que as heresias ou padrões modernos de muitas vezes de espiritualidade, religiosidade, eles trazem consigo o mesmo critério, trazem consigo a mesma essência. Agradees, faça o que precisar, que aí você vai ter ele nas suas mãos. E esse não é o padrão de Deus paraa nossa vida. Israel caiu caiu eh nisso várias vezes e assim ele se afastou de Deus. E a gente vê o resultado disso. O cativeiro aqui, que era esse juízo silencioso, eh ele estava vindo pro povo de Israel. Eh, eles, eh, Deus manda, Deus manda os profetas. Palavra de Deus fala que desde a alvorada Deus manda profeta, mas eles não queriam ouvir aquilo que Deus estava dizendo. O reino do norte ele é levado primeiro em cativeiro, né, pelo império assírio. Depois a gente lembra que Judá é levado, mesmo vendo a história de Israel do reino do norte, eles continuam fazendo aquilo que era que não era a vontade de Deus. E assim são levados cativos. Isso é relatado também segundo Reis. 25. Portanto, esse exílio foi cumprimento doloroso do juízo de Deus. No entanto, foi no silêncio do cativeiro que a palavra de Deus foi preservada, preparando o terreno para despertar o futuro. Eu lembro que essas ações todas o povo estava sofrendo, mas eu quero, eu preciso lembrar que dentro do decreto maior de Deus, nada disso estava fugindo ao plano redentor da parte de Deus. Deus não vai reagindo àquilo que o povo está fazendo. Tudo isso estava debaixo também um decreto maior. E Deus está cumprindo esse decreto. A gente vem em um dos períodos aqui da reforma e de novo pra gente lembrar, a reforma com Josias não começa com ele falando paraas pessoas ou pro pros súditos que eles deviam ser pessoas melhores, mais educadas, que eles precisavam agora de uma nova de reforma de outros aspectos na vida, mas o padrão é retorno à palavra do Senhor. Nós vimos isso há poucos dias, que o povo de Deus, então, eles eh o profeta, ele encontra o livro jogado, né? Emblemático isso, estava jogado no templo, né? A reação aqui ao ouvir as palavras do livro foi de desespero, de perceber o tanto que eles estavam longe da vontade do Senhor. E o resultado foi uma reforma aqui racional, imediata, aliando o povo à obediência. Mas tudo isso só acontece por causa do ensino. O povo agora se senta para ouvir aquilo que era a vontade do Senhor. Isso sempre aconteceu quando o povo de Deus estava retornando a ele. Todo o povo se sentava e ouvia aquilo que Deus tinha para falar. Quando há o retorno do exílio aqui, quando eles começam a reconstruir muros, eles estão também reconstruindo mais do que muros as mentes ali. Porque a gente vai ver que o povo de Israel quando volta do exílio, uma coisa eles perderam, uma coisa foi positiva. Quando eles voltam do exílio, eles você não vai ver mais o povo hebreu sendo politeísta. Você não vai ver nenhuma relação mais com Baal, não tem mais relação com outros deuses ali, mas agora eles estão eh voltando ali para Deus. Mesmo que de maneira imperfeita. A gente vê Esdras quando chega eh diz o texto que ele se dedicou a ensinar a lei. Viver e ensinar a lei. É a mesma coisa que Deus pede para Josué no texto que nós lemos. Não é apenas para falar, mas viva a lei, viva aquilo que a palavra de Deus diz noite e dia. Para entender que isso, a palavra de Deus, ela deve nortear toda a nossa vida e fazer o que nela está escrito. Nisso residia e reside a bênção do Senhor sobre a nossa vida. A gente vê Neemias aqui, a liderança na restauração física e espiritual de Israel não era apenas reconstrução de muros ou do templo, mas era reconstrução de um povo. E tudo isso se passou por causa do ensino ou de voltar aquilo que era a lei do Senhor para que eles pudessem compreender o que fazer. Então o povo se reúne e é interessante que eles se reuniram aqui não foi para uma festa, mas para uma aula. Quando o povo se reúne agora, eles sentam para ouvir aquilo que Esdras leu diante deles, explicando o sentido também como escriba. Ele lia a lei de Deus e ele explicava a lei do Senhor. Então, a gente vai perceber que esse essa é uma liturgia do arrependimento em aplicação na nossa própria vida, tanto como igreja quanto individualmente. Essa é uma liturgia que nós precisamos sempre voltar e colocar a nossa vida diante disso para que a gente entenda eh os nossos caminhos ou para onde nós estamos indo diante das nossas crises, dificuldades, problemas diversos como o que está a nossa vida. Essa é a liturgia do arrependimento. Primeira coisa é ouvir a leitura atenta das escrituras. Não tem como haver arrependimento sincero na nossa vida se não for por meio da palavra de Deus. Não há arrependimento se não passar pela escritura quando ela nos confronta diretamente e através do poder do Espírito Santo, nós reconhecemos que, de fato, nós estamos errados. Porque se for por outras por outros meios, normalmente não há mudança. Ou a mudança é apenas superficial. Mudança plena, quando nós falamos de metanoia ou arrependimento verdadeiro, só acontece na instrumentalidade da palavra de Deus, só por meio da palavra de Deus. Portanto, ao ouvir, é necessário entender a compreensão da santidade de Deus versus o pecado do povo. Também nós só vamos entender que o nosso pecado ofende a Deus a santidade de Deus por meio da palavra de Deus. Caso contrário, nós minimizamos os nossos pecados. e achamos que é apenas um pequeno erro, é uma pequena um pequeno desvio ou o nosso pecado ele começa a ficar muito pequeno. Fala: "Não, eu creio que isso não é tão grande assim". Mas quando nós estamos diante da Escritura, nós vamos perceber que o nosso pecado ofende a santidade de Deus. Todas as vezes que homens de Deus depararam com a manifestação, mesmo que seja teofania, né? diante de Deus, a primeira coisa que eles entendiam é que eles iam morrer porque eles tinham chegado diante de Deus. Isaías fala isso. Ai de mim, né? Eu via o Senhor porque ele entendia exatamente diante de quem ele estava. Dentro da visão de Isaías 6, a repetição: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos. Toda a terra está cheia da sua glória. E aí Isaías se desespera diante disso. Falai de mim, porque eu sou pecador. Eu tenho lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios e os meus olhos viram, Senhor. Isso só acontece se nós estivermos diante da palavra de Deus. chorar e agir. O povo se arrepende e firma um compromisso solene de obediência diante do Senhor. Esse essa sempre foi a liturgia aqui de um arrependimento verdadeiro e sincero. Portanto, a restauração frequentemente começava com a redescoberta da palavra e a disposição do povo em voltar à obediência. Isso da mesma forma se aplica à nossa vida individualmente. Para voltar é necessário que nós passemos pela palavra do Senhor. Ela que nos confronta, ela que mostra o que o caminho está tortuoso. Não somos nós nem outra pessoa, mas é a palavra de Deus que nos mostra isso. Então, se a gente olha para essa relação, palavra de Deus sempre vai ser um catalisador. você vai ver que a queda é o abandono da palavra de Deus, do próprio Deus. você vê reforma eh quando eles voltam à palavra de Deus, ao ensino, período dos juízes de novo. Eh, o texto é claro em mostrar pra gente cada um fazia aquilo que achava correto. Não é que cada um fazia aquilo que Deus queria, cada um fazia aquilo que que achava certo. Há o padrão também, de novo, de restauração, que nós já falamos de Esdras e Neemias. E é o padrão do cativeiro, é quando o povo abandona completamente. Portanto, esse permanece, continua o padrão para igreja do Senhor, para e para as nossas vidas. É sem a palavra de Deus, declínio, com a palavra de Deus, a renovação. Se você quer experimentar um avivamento na sua vida, renovação na sua vida, isso passa pelo amor e a dedicação à leitura e o conhecimento da palavra de Deus. não passa por outro lugar. Todos os avivamentos na história, a gente vai perceber que acontece por meio da desse entendimento e assim fazendo aqui uma volta na história, tá? E a gente vai perceber essa eh vamos perceber que esse é o fundamento. Lá no começo, quando a gente chama dos pais da igreja, os pais da igreja, na verdade esse esse nome é muito mais pela proximidade que eles tiveram com os apóstolos, tá? Eh, eles conviveram, alguns deles eh muito próximos, eh, aos apóstolos, outros conviveram com os apóstolos. Por isso eles eram chamados pais da igreja. No início da igreja, eles entenderam que se não houvesse ensino, a igreja ela se perderia completamente. É aqui que começa então a didaque, ou seja, se a igreja ela não viver eh o ensino bíblico diariamente, nós deixaremos de ser a igreja de Cristo. Sim, em meio àquelas controvérsias que nós vimos no começo de janeiro e fevereiro, né, que nós vimos as heresias, era sempre o padrão padrão aqui da igreja, eh eh entendendo errado a escritura ou trazendo outros conceitos que não estavam na escritura, fazendo com que o povo pudesse perverter. E você vai perceber que o retorno disso sempre era a palavra de Deus. A palavra de Deus. Quando Atanásio, ele enfrenta Ário, ele enfrenta ele com a palavra de Deus, né? Em todas essas controvérsias eram enfrentados por meio da palavra do Senhor. A gente chega, então, passa-se a história, né? A gente passa por Agostinho, vai subindo na idade média, chega então o padrão, o ponto lá da reforma protestante. A gente sabe da história e conhece que naquele tempo a igreja do Senhor vivia tudo, menos o conhecimento das escrituras. Era emblemático que a igreja ela não conhecia a escritura na sua língua. Ela ouvia a escritura em uma outra língua que ela não conhecia, porque a igreja entendia que o simples fato de eu ler a Bíblia normalmente era lida em latim. E você estando aqui, essa graça se infundia sobre você e você não precisava saber o que estava escrito na Escritura. Você não precisava louvar a Deus porque somente o clero já era necessário para eles. Era só eles cantarem a Deus e que você também já estava garantido no meio de tudo isso. Portanto, era nesse tempo o cristianismo virou algo de espectador. Você não precisava conhecer a vontade de Deus, a lei de Deus. Bastava que o clero conhecesse isso e soubesse para que você pudesse herdar tudo isso estando ali presente. Então começa, rompe-se a reforma. Já na pré-reforma a gente vê pré-reformadores traduzindo a Bíblia e colocando na mão do povo. É necessário que o povo leia a escritura. E a gente vai ver que o padrão era esse de alguns reformadores que deram a sua vida para que a Bíblia fosse traduzida na língua do povo. Tindiro é um deles que ele desde que de pequeno, desde criança, assim como algumas que nós temos aqui hoje, ele disse: "Olha, se é pro povo conhecer a Deus, ele precisa conhecer a escritura. Eu vou viver a minha vida para isso. Então, desde o início, ele começa a aprender grego, hebraico, fluente. Ele falou francês fluente. Ele tinha um inglês perfeito. E ele aprende várias línguas. Não era para o crescimento dele, mas a visão dele era uma só. Eu vou traduzir a escritura para o inglês para que o povo possa ter nas suas mãos. E assim ele o fez. A gente tem a herança até hoje, boa parte da NVI ainda eh tradução de William Tindo Mas tudo isso, quando a reforma rompe em 1517, a gente percebe que o povo já tinha ânsia de conhecer exatamente o que era a palavra de Deus. A reforma acontece por causa da palavra de Deus e há um retorno ali da para entender o que era ser igreja, o que era ser povo do Senhor, entender as a as doutrinas da graça e tudo isso passava pela Escritura que até então por longos anos o povo do Senhor tinha abandonado. O ensino, portanto, não é invenção, ele é transmissão. Aqui o conceito chave aqui é o processo sistemático de explicar e aplicar a palavra escrita de Deus, né? Então, o cristão eh ele precisa entender essa necessidade. Nós temos movimentos evangélicos hoje que tirou isso. Escola dominical parece algo que as pessoas falam, não é? É de dois séculos para trás. Aí vamos deixar isso de lado, vamos trazer coisas novas. E é interessante a gente perceber o rumo que vai aquilo que nós chamamos de evangélicos hoje no sentido maior no nosso país. O ensino é colocado de lado, porque as pessoas falam: "Não, ensino, eu vou ter que aprender, vou ter que ir paraa igreja". Me lembro que alguém me falou uma vez isso, foi o pastor falando: "Olha, é a escola enjoada porque ninguém forma, né? Anos e anos, né? 50, 60 anos, não há formatura, né?" A pergunta é: você aprendeu tudo que era necessário acerca de Deus? Você já aprendeu tudo que a palavra de Deus diz acerca dele mesmo? Eu creio que nós nunca chegaremos a esse entendimento. Portanto, a necessidade aqui de nós termos a seriedade com o ensino bíblico. Portanto, um professor aqui de matemática não inventa os números, mas ele explica o currículo existente lá em Atos 15:35, 18, 11, a atividade de ensinar, que era aquilo que agora os apóstolos estão imprimindo na igreja, está relacionado aqui com o termo de Dascalia, né? sempre conectada à palavra do Senhor, sempre essa conexão. Portanto, o líder espiritual não cria novas revelações, mas ele aplica aquilo que a escritura eh diz ao contexto da nossa vida. Aqui a distinção, então, que às vezes é até uma um ponto de controvérsia no nosso tempo, ensino e profecia. Eu sei que a profecia no Antigo Testamento, ela carrega os dois aspectos, o preditivo, né, e o aspecto de de você relembrar o que era a lei do Senhor. Faça um exercício e você vai ver que no Antigo Testamento a maioria das profecias, nos profetas traziam, era exatamente relembrar aquilo que Deus já tinha dito. Então eles falavam: "Assim diz o Senhor, assim diz o Senhor". era relembrando o que a lei de Deus já tinha dito. Eu sei que em meios, né, muitas vezes do nosso tempo, aquilo que atrai talvez uma profecia preditiva, no caráter preditivo, a gente vai perceber que em vários momentos na escritura isso não se torna normativa, se torna um texto, é um texto descritivo, mostrando às vezes algo pontual no meio do povo de Deus, mas aquilo ali não é eh prescritivo, é uma narração. Porque aquilo que a palavra de Deus está mostrando é que o padrão fundamental é a escritura ou aquilo que está escrito ou que Deus permitiu que se escrevesse a respeito dele. O nosso Deus é um Deus que se revela primariamente pela escritura, tá? Pela escritura. Assim, a autoridade ela vem da fonte, tá? Eh, há um teólogo, João Ecolampádio, que ele falava eh a respeito disso e falando em João capítulo 71, quando Jesus fala que o ensino dele não era dele próprio, mas vinha da parte de Deus. Então ele, Jesus mesmo faz uma distinção clara do ensino dele. Não era ensinamento dele, mas ele vinha ou daquele que o enviou. Portanto, se um servo enviado por o Senhor relata algo diferente daquilo que o mestre lhe confiou, o servo não será fidedigno. A nossa tarefa aqui como povo do Senhor é ensinar a palavra de Deus do jeito que a palavra de Deus ensina. Essa é a nossa tarefa, o nosso desafio até o fim. Portanto, a gente precisa lembrar disso até mesmo nas narrativas de dos evangelhos, que às vezes a gente se perde aí meio milagres, a gente se pergunta, por que que a palavra de Deus relata milagres? Aí as pessoas pegam o periférico, aquilo que é periférico. Jesus curando um cego, Jesus eh com medo dos endemoniados, um paralítico. A gente pega aquilo que é superficial. Sim, Deus pode fazer milagres, mas perceba que as narrativas dos milagres elas caminham trazendo o ensino. Elas vêm puxando junto com elas o ensino. Olha para aquilo que João 9 diz lá em João 9 nos relata a cura de um cego. Relata a cura de um cego. Aí a gente se pergunta por que que um texto está eh capítulo 8 de João falando a respeito do embate de Jesus ali com os fariseus. E aí termina o texto Jesus repetindo várias vezes: "Eu sou, eu sou". Falando: "Ego em mim". E eles sabiam que essa expressão se referia a Deus. E aí no final eles tentam matar Jesus, porque Jesus estava falando: "Eu sou Deus. Eu sou Deus". Aí começa o texto do capítulo 9. Jesus vai lá e cura um cego de nascença. Aquela cura não é aleatória. Ela tá puxando o ensino. Ou seja, alguém que pode transformar algo definitivo, somente Deus. Somente Deus. Aquilo que para pro ser humano falou isso não tem solução. Somente Deus pode mudar uma situação como essa. Jesus então aponta para ele mesmo e fala: "Eu sou Deus. Eu sou Deus. Essas curas não são aleatórias, não é apenas algo que que é uma narrativa eh bonita para que a gente possa olhar para tudo isso, falar: "Nossa, Jesus cura". Sim, ele cura, mas a cura ela vem puxando o ensino. O fundamental é o ensino e não exatamente a cura em si. A cura servia como sinal, como sinal de que ele era de fato o filho de Deus e, portanto, ele era Deus. O mestre possui a pergunta, então, se ele possui autoridade. Alguns vão dizer, né, em meio a debate, se existe falsos mestres, falsos ensinos, muitas vezes descredibiliza, né, a o ensino verdadeiro, mas a reputação sempre é a mesma. Não é porque tem falso ensino que nós vamos deixar de ensinar aquilo que a palavra de Deus diz ou o certo, né? É a mesma relação, porque se há dinheiro falso, nós não vamos ter dinheiro verdadeiro. Sim, nós vamos ensinar eh eh de fato qual que é o dinheiro verdadeiro ou a nota verdadeira. Aqui ainda a palavra de Deus nos eh mostra qual é essa realidade, o fundamento do ensino, por que nós devemos nos esmerar nisso. Por causa dos ladrões de consciência, tá? Erasmus Sancérios era um teólogo alemão lá do tempo da reforma, 1570, tá? Ele falando a respeito de falsos apóstolos comparados a ladrões. Então ele diz de roubo. Eles roubam das pessoas o ensino puro e a verdadeira justiça. A tática é o falso ensino ataca secretamente através de emboscada eh doutrinárias. E o aviso, eles não são facilmente reconhecidos sem o discernimento que vem do conhecimento da verdade. Se você não conhecer a palavra de Deus, com com toda certeza, será muito fácil ser levado por qualquer ensino falso. E assim, o ensino apostólico, ele se torna a bússola da igreja. é o texto que nós estamos embasando o nosso ano. Portanto, se nós temos a direção, a função da igreja, então é orientar ao longo dos anos e dos séculos qual é a vontade do Senhor. E essa ação que nós devemos seguir o ensino bíblico com a mesma confiança que nós seguimos o mapa, ou seja, é isso que a palavra de Deus diz, portanto, é isso. Em qualquer tempo, em qualquer época. Por isso que em alguns momentos, em meio à incredulidade, né, de muitos crentes aí, ditos crentes, eles acham que a palavra de Deus ela perdeu o seu valor, que ela precisa ser atualizada, que ela precisa ser mudada, ela precisa ser adequada ao nosso tempo, mas é essa palavra de Deus que nos dá exatamente o norte e para onde nós devemos ir. a capacitação sobrenatural. Quando Efésios nos fala que Deus é que constitui para sua igreja aquilo que ela é necessário na área do ensino, portanto, o ensino não é apenas habilidade retórica, ela passa por um conhecimento, um se dobrar diante da própria verdade. Não é apenas uma técnica aqui quando nós estamos falando do ensino eh da palavra do Senhor. Então aqui para a liderança e para todos aqueles que estão dedicados a isso. E eu sei que todos nós como igreja do Senhor nós somos chamados a isso. Se você aprende, você é chamado a ensinar. Mas nesse sentido, a liderança precisa entender que aqui é ensinar é nutrir, tá? É ensinar a verdade com clareza e reverência. É limpar sempre, você eh remover ervas daninhas das falsas doutrinas. A gente sabe muito bem que a palavra de Deus faz essa relação. Você não precisa plantar mato na sua horta, erva daninha. Você não precisa pegar uma saquinho de semente e falar assim, ó: "Vou plantar o mato aqui no meio para me ter alguma coisa para fazer". Não, pode plantar lá a sua horta que vai nascer. Vai nascer. Assim são os falsos ensinos, assim são as heresias. Portanto, o ensino ele eh é aquele que faz com que o jardim seja limpo sempre, tá? E aqui a gente vai vendo então que ao fim desse cristianismo espectador, a igreja ela não pode ser uma plateia passiva. Ou seja, a solução lá de Atos 17 com os bereanos, eles ouviam a palavra de Deus, eles consultavam, examinavam as escrituras diariamente para ver se aquilo estava correto e assim a igreja se fortalecia. Então, todo cristão, ele é chamado a ser um estudante da Bíblia, aplicando o ensino em sua vida diária. E aqui, caminhando para o final, nós temos os pilares desse ensino, a natureza dele, que é a explicação da da escritura, né? Não invenção. Nós não podemos inventar nada além do que está escrito. A autoridade eh do ensino reside naquele que é o dono da mensagem, tá? Então, é derivada da fidelidade à Bíblia. Nós ensinamos, mas é como se nós estivéssemos imbuídos de trazer uma mensagem alguém que mandou e esse foi o próprio Deus que nos criou. A distinção, diferente da profecia é sistemático, é normativo. Quando a palavra de Deus diz que assim é, assim diz o Senhor, quando a palavra de Deus nos fala, nos corrige, ela é sistemático, ele é normativo, ele não nos dá outra opção de falar: "Não, mas e se e se nós não temos outra opção?" E a proteção é vital para discernir falsos mestres. Portanto, o nosso desafio é esse, crescendo na graça e no conhecimento de Deus. Lembrando o texto de Timóteo, que nos fala: "Toda a Escritura é inspirada por Deus, útil para ensino, para repreensão, para correção, para educação na justiça." O igreja, então, bem ensinado, é igreja de raízes profundas, inabalável em tempos de tribulação. Esse é o nosso desafio esse ano e essa é a nossa caminhada. de mergulharmos na palavra do Senhor para que nós possamos conhecer o nosso Deus, o Deus que nos criou e que nos fez para a glória dele. >> E nós só conhecemos de fato quem Jesus é, a extensão do sacrifício de Cristo também por meio da sua palavra. Que Deus os abençoe e tenha misericórdia de nós. Se você puder ficar em pé, nós vamos orar nesse instante. Что?