UM ANO COM TIMOTHY KELLER: LEITURAS DIÁRIAS SELECIONADAS – THIAGO GUERRA | PODCAST VIDA NOVA #86
09/02/2026
UM ANO COM TIMOTHY KELLER: LEITURAS DIÁRIAS SELECIONADAS – THIAGO GUERRA | PODCAST VIDA NOVA #86
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Thiago Guerra sobre o livro Um Ano com Timothy Keller: leituras diárias selecionadas, um material cuidadosamente organizado a partir das diversas obras publicadas por Timothy Keller.
Ao longo da conversa, refletimos sobre questões fundamentais da vida cristã, como:
– O que caracteriza um devocional?
– O devocional precisa ser diário?
– O devocional substitui o culto?
– Como auxiliar crianças, adolescentes e novos convertidos na prática devocional?
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou o Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Aqui a gente procura conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E no episódio de hoje nós vamos falar sobre um tema essencial pra vida cristã, que é o devocional. E vamos fazer isso a partir do lançamento Um ano com Timoth Keller, leituras diárias selecionadas. Seja se você está começando agora sua vida devocional ou já tem anos de caminhada, você pode sempre aprender mais sobre essa prática tão importante da vida cristã. Afinal, o que é um devocional? Como é que nós devemos estruturar o nosso? O que é que é essencial? Que não pode faltar, devemos fazer diariamente, qual o horário do dia? O que é que nós podemos fazer para ajudar nossos filhos ou crianças, adolescentes e até mesmo novos convertidos a criarem a sua própria vida devocional? Se você quer ver coisas específicas para a sua vida devocional e também para ajudar outros nessa caminhada, então tanto esse livro quanto essa conversa vai ser bênção na sua vida. E se você gosta de conversas assim, não se esqueça de se inscrever aí na sua plataforma de podcast preferida e deixar também seu like, seu comentário, seu feedback aqui pra gente, para que você possa ver as suas recomendações sendo gravadas aqui nesse podcast. E para conversar com a gente hoje, quem está aqui é o Thiago Guerra. Guerra, seja muito bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. É um prazer ter você aqui com a gente, meu irmão >> é um prazer tá participando desse podcast mais uma vez e espero que essa conversa seja muito edificante. A todo mundo tá ouvindo a gente nesse dia. >> Excelente, meu irmão. E por mais que você já tenha participado de um outro podcast conversando aqui com a gente, seria bom que você se apresentasse para aqueles que estão chegando pela primeira vez ou que ainda não te conhecem. Perfeito. Então, eu sou Thiago Guerra, sou casado com a Raquel há 14 anos, tenho três filhos, a mais velha Helena, Henrique Julieta, um casal de 3 anos. Ah, sou pastor da igreja Trindade. Essa igreja tem 8 anos, faz nove agora neste ano. Ah, e desde 2015 a gente tem trabalhado com essa plantação, quando ela foi plantada em 2017. Eu também sou diretor executivo da coalizão pelo Evangelho e conselheiro educacional de uma escola cristã aqui na cidade de São José dos Campos chamada Glow School. Essas são as minhas atividades. >> Excelente, meu irmão. Que Deus continue te abençoando. E no meio de todas essas atividades, como é que tá aí seu devocional? Guerra, já fez devocional hoje? Já tá fazendo aí devocional? Tem que fazer o devocional, não é? Não, >> tem que fazer, tem que fazer. Jão, tá feito. Ainda bem. Eu teria opção, aliás, eu teria opção de fazer de noite. Sim, sim. >> E isso é um bom ponto, esse é um bom ponto pra gente falar, né, do porque acho que de noite tem que ser um plano B. >> Legal. Vamos conversar sobre esse aspecto também. Vamos começar desde a base e aí a gente vai construindo para que aquele que está nos ouvindo aqui e que ainda tá para construir uma vida devocional, talvez tenha se convertido agora ou já tem algum tempo na igreja, mas não construiu uma vida devocional, seja como for, que essa pessoa possa ganhar ideias para desenvolver mais sobre essa prática tão importante da vida e que a gente possa ter uma conversa produtiva nesse aspecto. Para começar, guerra, vamos para o básico do básico. Às vezes as pessoas não têm certeza nem do que a palavra devocional significa. Então, o que é um devocional? >> Boa. Eh, concordo com você porque na pastoral a gente tem visto isso quando a gente quer aconselhar pessoas ou discipular pessoas e a gente vai falar devocional, parte-se de um pressuposto que as pessoas já sabem, mas é um pressuposto falso. Concordo com você. Então eu diria assim, termos bem simples, que devocional é um tempo intencional de comunhão com Deus por meio da palavra e oração, sendo que essas coisas e esse tempo não substitui os meios de graças ou os meios de graça público que nós temos no culto, por exemplo. Então, se eu puder eh simplificar, eu diria isso. Um tempo que você vai separar de modo intencional para o seu relacionamento com Deus, mediado pela palavra, pela oração, mas que não substitua o seu culto público com a sua igreja ah em todos os domingos. Eu diria que é por aí mais ou menos que a gente poderia resumir o devocional. >> Importante esse destaque, porque é comum ouvir pessoas falarem: "Não, pastor, eu não tô indo muito pra igreja esses dias, não, mas eu tô fazendo devocional em casa, viu? E é como se uma coisa substituísse a outra ou pagasse pela outra, mas não é bem assim. As duas são essenciais e nós já tivemos várias outras conversas nesse podcast aqui da Vida Nova com outros pastores, outras pessoas falando sobre a importância do culto público, mas hoje vamos falar dessa outra faceta importantíssima da vida cristã, que é o devocional. E você já definiu muito bem eh esse tempo que a gente tem com o tem que ter com o Senhor. E nas minhas palavras eu já tô meio que dando uma resposta, mas eu quero essa essa resposta bem enfatizada para a pergunta a seguir, que é: Todos todo cristão deveria fazer devocional guerra? >> Deveria, embora você não vai achar um versículo bíblico que vai dizer, né? faça devocional ou algo explícito quanto a isso. >> Nós temos eh princípios bíblicos que vão guiar então essa prática da devocional diária. E nós temos não só princípios, mas exemplos bíblicos desde Gênesis >> que também nos apontam como foi sempre foi uma prática de cristãos ao longo das eras. Então não é nada novo. Infelizmente eu acho que a gente tem um problema hoje, tem uma dificuldade maior hoje na prática do devocional. Existem talvez algumas algumas razões culturais para isso, mas a gente só precisa retornar a velha e boa prática de como o cristão sempre cresceram no Senhor ao longo das eras. >> Muito bom. Então, já tendo deixado claro que todos têm que participar, você que está nos ouvindo aí nessa conversa, você tem que fazer o seu devocional. E se você ainda não sabe tão bem, então vamos continuar respondendo sobre como fazer esse devocional. Então, o que que é essencial a um devocional, Guerra? Quais são aquelas coisas que são o coração dele? >> Pois é, acho que a gente faz bem em dividir aqueles três tipos de adorações ou três tipos de culto que a gente acha na Bíblia, né? A gente fala sempre de um culto privado e pessoal, que é a ideia de tudo que você faz, você tá glorificando a Deus. Depois tem aquele culto familiar de Josué 24, de que eu e minha casa serviremos ao Senhor, de Gênesis capítulo 18, de que orden a seus filhos para que pratique a justiça e o juízo. E depois nós temos o culto público, como você falou, já foi tratado em outros outros podcasts da Vida Nova. Culto público, nós temos ah pouca liberdade e muitas orientações, prescrições do que devemos fazer no culto público. Agora, já nessa nesse aspecto pessoal e familiar, eu sempre gosto de lembrar, inclusive a minha igreja aqui, de que nós não temos muitas exortações ou prescrições ah de como deveria ser esse dia a dia com Deus dentro da nossa casa. Eu acho isso bom, porque isso nos dá uma liberdade. A gente pode usar pros exemplos bíblicos e históricos e e chegar em boas conclusões, ter até alguns ideais com relação a isso. Mas o final do dia, o que deve guiar a nossa prática devocional não são os exemplos históricos, mas a própria Bíblia. E a Bíblia mais uma vez nos dá liberdade. Então, quando a gente olha para esses exemplos, então a gente pode pensar, como eu disse, em Abraão, que ele tinha lá em Gênesis 18, essa incumbência dada por Deus de ordenar aos filhos para que se praticassem a justiça e o juízo. Eh, depois a gente tem Josué, que é a sequência de de Abraão. Como eu citei, Josué capítulo 24, que ele vai ali um senhor já 100 anos ou mais falando aos anciãos de Israel, que é assim que abre o capítulo 24, e ele vai dizer o exemplo dele, eu e minha casa vamos servir o Senhor. E servir ali é a palavra no Antigo Testamento usada para culto. O que ele tá dizendo é que dentro da casa dele ele cultua, ele ele mantém essa prática. Lembrando que abre o livro de Josué, capítulo um, dizendo de que ele deveria se atentar à lei de Moisés, meditar nela de dia e de noite e se atentar a essa lei. Então você pega, Abraão tem que ordenar os filhos a viverem de acordo com a lei do Senhor. Ser, pai, você sabe, porque os meus filhos vivam de acordo com a lei do Senhor, não basta uma única instrução. Então, pressupõe já e Abraão que você tenha essa essa disciplina, essa rotina, essa constância dessa vida devocional e culto familiar para que aqueles meninos então conseguissem viver assim. Josué é a mesma coisa. Eh, ele deveria meditar de dia e de noite na lei, ele deveria conhecer bem a lei. Então, não seria uma leitura esporádica, hora aqui, hora colá, que ele vai ter contato com a lei do Senhor. O que se indica é uma prática constante, não só da vida dele, mas aí passa também para para seus filhos. A gente chega nos Salmos, o primeiro Salmo, Salmo 1 e Salmo 2, que é a introdução do livro de Salmos, vai dizer também, antes ele tem o seu prazer na lei do Senhor. Ele medita então de dia e de noite. Então, quando a gente tem esses esses elementos, esses exemplos, o que a gente vai perceber é que a gente tem pelo menos palavra e oração. Palavra e oração. Então, o que eu diria é que a liberdade que a Bíblia nos dá, ela é boa, ela é aplicável em qualquer contexto, qualquer circunstância de vida que a gente tenha. E o que seria uma devocional que não pode faltar? Eu diria, não pode faltar palavra do Senhor e a resposta dessa palavra em oração. >> Muito bom, meu irmão. E algumas coisas que a Bíblia fala, a gente já leu mil vezes, mas quando a gente ouve alguém colocando em palavras, espanta ainda. Ah, é um Josué ali como um senhor de mais de 100 anos. É difícil você ouvir isso em qualquer outro contexto, né? O senhor ali com mais de 100 anos presente. Mas é exatamente isso, né? Outra das bênçãos que a gente tinha naquela época ali, o pessoal vivia mais. Mas, ah, voltando para o núcleo do nosso assunto, então palavra, oração, meditar no que o Senhor tem para dizer a nós e então respondermos a ele em oração. Uma oração que ah engloba também o louvor, né? Que talvez uma outra coisa que alguns pudessem dizer: "Ah, não, mas é essencial o louvor". E a gente pode entender que o louvor ele está presente na nossa oração também, né? Enquanto nós oramos ao Senhor em resposta ao que lemos, nós louvamos a Ele não necessariamente o que é tão essencial devocional vai colocar ali um momento de cantar uma música, ainda que isso tenha seu valor também, mas a adoração como parte da oração que responde, a gente poderia enfatizar, né? E >> deixa eu puxar esse gancho, Sa. Deixa puxa puxa aí, fica à vontade. >> Sobre ação que você falou, porque é importante e se engloba dentro da oração. >> Tem um um documento histórico que eu acho muito interessante de Martinho Lutero, quando ele escreve, é conhecido no Brasil, na nossa tradução, como carta a um barbeiro, né? Que é uma carta a um amigo seu em 1535, quando ele tá a em Wittenberg. E esse amigo chama Peter, é um cristão leigo. Ele tá querendo saber como ele deve praticar sua devocional. E Lutero vai responder nisso, nessa carta a um barbeiro. Ele vai responder exatamente como ele deveria fazer isso. E é curioso porque exatamente bate com que você tá falando. Lutero falaria que pelo menos tem três ou quatro estádios, eu não lembro muito bem de cabeça, mas começa do que que esse texto diz acerca de Deus, o que que esse texto diz acerca da gente? E aí vem uma resposta e a resposta é: o que que esse texto exige da gente? Não só o que diz acerca da gente, mas exige da gente, porque pode exigir contrição, pode exigir ah louvor, pode exigir petição, né? Não só contrição, mas eu tô vendo lá, por exemplo, eh tô no texto que Paulo tá orando, primeira Tessalonicenses, capítulo 1. Paulo tá orando sempre pela igreja, ele vai dizer a partir do verso dois. Então tô lendo aquele texto na meu devocional, então sim, vai me levar à petição, não só contrição, mas eu vou orar pela minha igreja. Tô sendo lembrado de fazer isso. Então sim, a resposta a Deus, ela pode variar. E curioso que Lutero já no século X ensinava isso ao seu amigo barbeiro. E aí fazendo uma crítica óbvia a toda devocional medieval de quando ela era muito mecânica, eram meras rezas e repetições. >> E aí Gutero quer tornar isso cada vez mais vivo, orgânico, que depois Tin Keller inclusive vai usar esse material paraa própria devoção dele, como nós vamos falar. Excelente, excelente, ótimo, muito bem pontuado. E falando do Keller, vamos agora começar a falar especificamente um pouco desse livro. Hoje, na verdade, a gente vai realmente usar o livro mais como um gancho para o tema, mas ainda assim, antes da gente seguir, vale a pena destacar e o que é que nós temos aqui. E já que o livro coloca tão grande aqui no nome Timot Keller, né, por causa de toda a importância do autor, é bom a gente falar um pouco de quem é o Timot Keller ou de quem foi o Timot Keller para quem não o conheceu. Quem é que foi o Keller? Então tá, para quem não conhece, Tim Keller, ele era um americano, ele nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele foi casado com Kate Keller. A Kate ainda tá viva, né? O Keller faleceu em 2023, 19 de maio, >> por câncer pancreático, né, recente. Infelizmente foi uma perda. Aí >> caíram os grandes valentes de Israel, né? Os grandes guerreiros de Israel. >> É, >> ele era pastor presteriano, né? e pastoreou uma igreja antes da que ficou conhecida, mais famosa, que é a Redeemer Presbyterian Church, em Nova York. E ele vai pastorear essa igreja que não era grande na época de 1989 a 2017. >> E depois que Keller faz um excelente trabalho lá, claro, com a graça de Deus, essa igreja ali tinha uma frequência dominicalmente de 5.000 pessoas, né? >> Olha só. Ah, K também teve uma uma Sim, bem grande, bem grande, um tipo de mega church. >> Uhum. Ainda que boa, né? É difícil a gente ver uma uma igreja que seja tão grande, boa, mas é uma igreja que é referencial, inclusive para plantações de outras igrejas, né? >> Com certeza. Com certeza. E e esse foi um ponto, deu tão certo. Ele teve uma passagem no WM Minster The Teological Seminary de 8489 e depois ele se dedica a majoritariamente ao ministério pastoral, sendo convidado para fazer uma palestra ou outra, algum algum tipo de curso especial. Mas deu tão certo a igreja no sentido de uma igreja boa, uma igreja bíblica, reformada, contextualizada em Nova York, que daí ele criou esse movimento, essa organização que nós temos inclusive aqui no Brasil, que é a Redeemer City to City, né? Eh, e desde que ele criou isso em 2017, essa organização que ajuda plantadores, igrejas, líderes em geral, ele ajudou centenas, para não dizer milhares de igrejas a na plantação, revitalização, centenas e milhares de líderes e pastores também que começaram a olhar para redeemer como uma uma tipo de de bom exemplo. para ser seguido. E inclusive eu vim Keller no que ele tinha para apresentar na eclesiologia, né, que é o grande livro dele, Igreja Centrada, dentro dentre os mais de 31 livros que ele que ele escreveu. Ah, então praticamente esse é é Tim Keller e ele vinha lutando já há anos com com um câncer no pâncreas e e foi exatamente dessa doença que ele que ele faleceu. Agora o o Colin Hanson na biografia do Tim Keller é muito interessante, tem uma frase que eu anotei que ele começa dizendo que Keller foi batizado como católico romano, foi confirmado como luterano, estudou num seminário arminiano e foi ordenado presbiteriano. >> Olha só. Então, então ele passa pelas grandes religiões, catolicismo e cristianismo, mas também grandes denominações. E acho que isso que fazia do Keller era um homem eh humilde, n um homem que conseguia dialogar com diferentes vertentes, ah, pertencia a uma denominação que era presteriana, mas era um homem muito acessível também às a outras denominações, né? era um foi um homem único, sem dúvida na nossa geração. >> Com certeza. Eh, o Keller, eu quando eu conheci o meio reformado, eu ouvi falar de três grandes nomes de pastores americanos ou vamos dizer assim, mundialmente conhecido, conhecidos, que eram pastores piedosos e exemplos no meio reformado. E você ouvia John Piper, você ouve até hoje. Bção demais. Ah, ouvíamos falar muito do Paul Washer. por causa da pregação chocante e várias outras pregações abençoadas que ele trouxe. E Tim Keller também tava sempre associado ali, principalmente com o Piper. Então, eu tinha um, numa das igrejas que eu participei, o pregador quase sempre citava ou John Piper ou o Keller. Um dos dois ali tava presente no sermão de alguma maneira. Mas então o Keller é alguém que foi presente na vida de muitos pastores e cristãos em geral no meio reformado e não só no meio reformado, mas até em outras linhas teológicas. E ele tem eh visto com muito carinho por muitas pessoas. Para você em específico, Guerra, qual é o papel do Keller assim na sua vida? Ele influenciou sua vida de alguma maneira? >> Saur? Tô acho que na mesma caminhada que você. Ah, acho que o meu primeiro grande impacto quando eu conheci a teologia reformada foi o John Piper. E do Piper foi principalmente a teologia do sofrimento e a supremacia de Deus. Eu acho que foi essa grande influência. Tive oportunidade de ouvir o Piper pregando em Syney, pregando sobre o sofrimento inclusive. Então, foi muito legal o tempo que eu morava lá. Depois do do Piper, eu acho que a grande influência para mim foi George Whitfield, porque antes de eu ser pastor ainda foi quando eu fui presenteado com a biografia de da Arnold Dingmore, que é uma biografia que a gente tem na peça, tá publicada aqui no Brasil. E eu lembro de de devorar aquela biografia assim em questão de dias e orar a Deus e até hoje eu uso o exemplo dessa biografia em várias áreas na pastoral porque tem muitos insites interessantes. Aquilo lá marcou muito minha vida de como Deus pode usar homens de forma tão poderosa, né, que foi George Whitfield. Depois, eu acho que na minha caminhada de ainda já antes de ser pastor, a outro que me influenciou muito foi Martin Lloyd Jones, porque ainda quando eu morava ah na Austrália, eu comprava CDs das exposições em romanos dele e eu ia ouvindo no carro diariamente aquelas exposições, né? Hoje tá fácil, tá? Ptinho, tá velho, hein? Tá com CD ainda no carro, tá velho denunciando a idade aí. Tá certo, >> cara. E aí a gente tá falando aí, ó, de 2011, 2012, também tava morando na Austrália ainda nessa época. Eu ia lá na numa numa loja que vendia CDs, livros e e comprava, né? E eu lembro de ficar maravilhado de como pode, como a exposição afeta. Mas veja, cada um só fazer um parêntese aqui, ô Guerra, desculpa aí fazer, mas é porque isso é uma coisa engraçada que eu vi esses dias sobre o CD. Ah, uma moça que tava frequentando aqui a igreja se mudou. Aí a gente foi lá ajudar ela com algumas coisas e ficou algumas coisas que ela eh deixou na casa e a gente foi tirar lá para ela. Dentre essas coisas tinha alguns CDs. Aí eu chego em casa, meus filhos estão jogando assim: "O filho, o que que vocês estão fazendo?" "Não, a gente tá jogando disco." Eu digo: "Disco, não, filho, só um CD". Ele: "O que quer CD, pai?" Então as crianças já não tem ideia do que é isso. >> Eu tenho CDs de fotos, aqueles quando a gente botava as fotos no CD, gravava, né? Eu não não sei nem onde levar para para jogar na nuvem. Isso é loucura, cara. Loucura. >> Mas ok, desculpa o parêntese aí. Acho não. E eu acho que é isso. Teve o Ly Jones com a sua famosa pregação no lógica on fire, né? Lógica e fogo juntos ali misturados, né? >> E isso me marcou muito. >> E aí, sim. Aí depois desses exemplos veio o Tin Keller. Eu engraçado que o Chin Car quando era famoso, eu não lia muito ele e eu não buscava muito ele. Eu tava mais com essas outras influências. E não sei como o Senhor mesmo, de um tempo para cá me levou aí, eu já diria, alguns bons anos, desde 2016, mais ou menos, talvez foi quando eu mais me aproximei de Tim Keller. E aí sim comecei a ler seus livros, eh, comecei a comprar os sermões dele, porque agora os sermões depois da morte dele, que eles foram disponibilizados de graça no Gospel in life, que é o site do ministério dele. Mas antes você tinha que comprar o sermão e eu comprava em dólar, gastava ali alguns alguns dólares para para poder ouvir, porque eu fiquei de fato muito impressionado. E o que mais me impressionou é a contextualização da mensagem do evangelho, queer fazia isso de de forma excepcional, né? Então você não vai ter um expositor como Lloyd Jones em Keller, embora foi uma grande influência para ele. Você não vai ter um foco em Keller na glória e supremacia de Deus como você tem no Piper, mas você vai ter o o evangelho aplicado ao dia a dia da vida, que para mim ele foi incomparável. Ele foi incomparável. Ele fazia uma boa exegese bíblica, mas eu acho que ainda a melhor exegese de Keller era cultural dele ler os seus tempos, entender os seus tempos e para isso a aplicação do evangelho na vida. O Keller foi único na nossa geração. Eu diria que ele puxou aí uma frente que até hoje a gente tem o Team Keller Center lá pela coalizou pelo Evangelho. >> Excelente. Inclusive uma das marcas disso é um dos outros livros muito conhecidos dele, que é a fé na era do ceticismo, né? que é um outro livro que a vida nova possui e um livro muito bom que mostra exatamente isso, ele pegando o evangelho e mostrando qual a relevância dele para o dia a dia e também como é que ele pode ser comunicado às pessoas numa cultura tão cética quanto a nossa, né? Eh, agora quando a gente olha para esse livro e vê assim um devocional de um ano com o Timot Keller, as pessoas podem pensar a sobre o Keller ali escrevendo esses devocionais. Mas é bem assim que esse livro foi escrito? Como é que esse livro foi compilado? >> Primeiramente queria parabenizar a Vida Nova, eh, de verdade mesmo, pela, pela publicação desse livro, né? Primeiro que ele ficou, o material ficou muito bem acabado, a capa tá muito bonita, formatação também muito boa. Deixa eu mostrar aqui para quem não conhece, ó. >> Tá mais ou menos assim. Cada dia você tem ali o dia, né? O título, o texto bíblico, um trecho pequeno e a gente já fala que trecho é esse, né? E aí você tem aqui uma frase de destaque e opção para você escrever. E ainda aqui diz a referência da onde esse texto foi selecionado, né? Fazer um parêntes pro pessoal aqui. Só fazer um parêntese pro pessoal que tá ouvindo que é guerra. Mas só um parênteses aqui que é se você está ouvindo isso mas não assistindo, você tá perdendo, por exemplo, de ver o Guerra mostrando o livro aqui. Então, se você tem nos acompanhado em áudio, acompanhe também no YouTube que você vai ter a oportunidade de ver os materiais que a gente tá divulgando e até e ver algumas outras coisas interessantes como Guerra Feliz da Vida, porque a câmera dele, ele descobriu que dá para usar a câmera do celular, tá feliz na vida empolgadíssimo com a qualidade que tá gravando, né? Olha aí, ó. Você tava mostrando o livro, era porque você queria que as pessoas vissem um livro, que elas vissem que sua câmera tá boa, guerra? Diga aí. >> Fica dica. Fica a dica. >> Continue aí. >> Então assim, material, ó, páginação amarela, né? Páginação amarela. Aí quando vira o mês, ó, olha que coisa linda. Olha que material muito bem feito. Não, eu fiquei muito feliz mesmo de ver o material muito bem feito. E como diz na capa, aqui é um ano com Timot Keller. leituras diárias selecionadas. Então, não, Tim Keller não escreveu esse devocional, ele escreveu outros devocionais, Provérbios, em Salmos, que também estão publicados, mas este aqui em especial foi publicado depois da morte de Timeller. E na verdade é isso. E o o editor, ele pegou a os principais livros do Keller, ele colocou uma temática próxima. Então, quando a gente lê essa devocional, sim, é uma temática que ela ela está numa uma forma sequencial, por assim dizer, eh, e respeitou também o o calendário tanto cultural quanto quanto cristão, porque quando você chegar na Páscoa vai ter devocional sobre isso, quando você chegar no Natal vai ter devocional sobre isso. cultural, porque no dia dos namorados tem talvez trechos ali do do ele falando sobre casamento, enfim, que ele escreveu material sobre isso também. Então, e o livro se baseia praticamente nisso, que é uma coletânea dos escritos Keller selecionados pro seu dia a dia. São trechos curtos. Depois que eu recebi da vida nova, eu comecei a a a fazer até para entender melhor o devocional e realmente vale muito a pena. Gostei muito do que tá aqui, Sa. >> Legal. Excelente. Então, você já tá usando no seu devocional, o que me leva justamente essa pergunta para as outras pessoas que estão nos ouvindo, né? Como é que eles podem usar isso aqui junto com aquilo que você disse ser essencial para o momento devocional? Como é que eles podem combinar esse livro ano com Timot Keller com o momento devocional em geral? >> Sim, eu como nós falamos, eu acho que a devocional ela tem que tá centrada na palavra, leitura da palavra. meditação e oração, certo? Então isso é uma vida devocional. Eu vou ler a palavra diretamente a palavra. Eu vou meditar na palavra e a meditação a ideia de você pegar uma palavra, uma frase que você entendeu e ficar com aquilo. Pensa um pouco acerca disso, né? E depois que você meditou naquela frase que te chamou atenção, naquela ideia do texto, você vai orar o texto. Isso é a vida devocional que a gente tem falado aqui, né? O bom de orar o texto é que as suas orações não ficam viciadas, né? Senhor Deus, obrigado por esse dia. Abençoa meu trabalho, minha comida, me livra de todo mal. É sempre a mesma coisa. Nossos desejos são sempre os mesmos. >> E a e a palavra de Deus começa a a reorientar nossos desejos. Deus nos dá as próprias palavras que ele quer que a gente se aproxime a ele em oração. Isso é devocional. Então, você lê o Salmo um, você vai orar o Salmo um. Você lêu o Salmo dois, você vai hã meditar no Salmo 2, uma frase, a grande ideia, e vai orar o Salmo 2. Isso pode ser feito em 5 minutos, pode ser feito em meia hora, 1 hora, o tempo aí ele não conta muito. E aí depois que você fez isso, o que eu fiz exatamente, >> duração, você acha que a duração então a gente pode ter essa liberdade de adaptar de acordo com a época da vida, nossa própria condição naquele momento e tudo mais, não existe uma duração padrão determinada. Sim, Saor, porque a própria Bíblia nos dá esse padrão, porque você tem salmos, como eu te falei, Salmo 1, Salmo 2, Salmo 3, curtíssimos, orações pequenas, mas são orações e são orações que Deus quer que a gente ore, né? Então, se você tá no Salmo um, por exemplo, você vai ler ali cinco versos, Salmo 2, 5, seis versos, Salmo 3, a mesma coisa. E aí você vai gastar um tempo, pode ler, reler, ler, reler, vai meditar no que tá dizendo. Então vamos pegar o salmo um como exemplo. Antes o seu prazer tá na lei do Senhor e na sua lei, ele meia de dia e de noite. Ele será que uma árvore plantada junto a um ribeiro e no tempo certo ele vai dar fruto? Ah, ele ele eh não é assim com os ímpios. Eles perecerão, mas o justo, enfim, você tá lendo aí, você vai meditar. Pera aí. Ele tem o prazer na lei do Senhor. Na sua lei ele medita de dia e de noite. Aí você parou, analisa sua vida perante essa verdade, como é que tá a sua prática? Como é que tá a sua meditação? Você ama a lei do Senhor? Você tem prazer? Porque o salmista tá falando, ele tem prazer na lei. Então não é só ler. E aí você vai começar a trabalhar com essas ideias. Depois que eu trabalhei com essas ideias, eu vou pegar e e vou orar, né? Senhor, muito obrigado pela sua palavra. Eu também quero ter esse prazer. Eu também quero meditar de dia e de noite. Eu tô meditando muito pouco. Então, me dá esse amor pela sua palavra. Eu quero ser essa árvore plantada que no tempo certo dá o fruto, né? As suas folhas não murcham. Enfim, você começa a tornar essas palavras sua própria oração. Veja, se eu fizer isso, talvez eu levei 5 minutos. Se eu quiser gastar mais tempo no texto, sim. Aí eu vou para 10, eu vou para 15, eu vou para 20. Eu posso fazer isso, posso ter duas, três grandes ideias, mas o problema, acho que com a vida devocional é que ela foi ah estereotipada, seja porque a gente já leu de pessoas de como era a vida devocional deles, seja porque tem pessoas vivas à nossa volta que fazem uma vida devocional diferente. E às vezes a gente, se a gente tem essa esse padrão muito elevado, mediado pela pegar a vida do outro, o que acontece é, se eu olho pro pastor do lado e a vida devocional dele, ele me diz que leva uma hora, quando eu vou pra minha prática, minha cabeça automaticamente vai dizer: "Você precisa de uma hora, você precisa desse tempo e eu eu estigmatizei a minha vida devocional de acordo com o padrão aleio." E o que acontece? Se eu não tenho uma hora, eu vou falar: "Quer saber? Hoje eu não tenho. Eu só tinha 20 minutos, só tenho 15 minutos. Tá muito corrido meu dia, então não vou eh não vou ler a Bíblia e não vou orar hoje." Então acho que pelo estigma que a gente deu à vida devocional ou pelo pelo tipo de imagem que a gente tem na nossa cabeça, às vezes a própria vida devocional fica prejudicada. Então o que eu diria é isso. Sim. Pode ser 3 minutos, pode ser 5 minutos, pode ser 10 minutos, desde que você leia a palavra de Deus e que você ora essa palavra. Medite, nela e. E a o ideal é que a gente tenha uma boa constância, é que a gente nem sempre fique em três minutos. O ideal é que assim, você tenha um pouco de mais tempo, sim, gaste mais tempo na palavra, faça mais do que uma vez um dia. Agora, se não tem, eu sempre falo isso pro pessoal aqui da minha igreja, se você não tem meia hora, 40 minutos, você não tem 5 minutos, você não tem 3 minutos para pegar pelo menos um verso, deixar ele na sua mente para que a sua mente se reforme a ele, para que você transforme esse oração. Então eu acho que que é possível. E aí te respondendo a pergunta, que que que eu faria com esse livro? Eu não substituiria esse livro à sua própria leitura bíblica e a sua oração. Para mim, isso aqui é um complemento. Seria a minha dica, é um complemento. Que é o que eu fiz hoje. Eu li a minha Bíblia na minha leitura anual, li lá meus dois, três capítulos, meditei no meu texto, a minha meditação. Eu não quero a meditação de outro ainda, eu quero a minha meditação com texto. E depois que eu fiz isso, o livro tá do lado, você abre, você vai gastar aqui um minuto para ler o trechinho do Keller. E é mais alimento para você e com aquela ideia bem de Keller que é, olha, essa ideia do evangelho se aplica sim ao religioso, ao não religioso, né, ao nosso mundo atual. Eu acho que isso dá uma boa dieta paraa sua vida devocional. >> Perfeito. E destacando essa questão do tempo, são devocionais curtos, né? Eu acho que todos, se não apenas uma exceção, tem apenas uma página. Então, já foram feitos recortes ali no material do Keller, nos livros do Keller, para trazer algo que seja prático de você seguir e ter essa reflexão. E eu concordo com você sobre essa questão do tempo. A gente não pode ah cair num farisaísmo de dizer tem que ser 1 hora, 30 minutos, 2 horas, enfim, determinar um tempo exato. Mas também é algo que que como você falou, né? Ah, você não tem 30 minutos, não tem 15 minutos, enfim. Porque uma coisa que eu falo para o pessoal aqui da igreja é: quanto tempo você passa nas redes sociais por dia? Quanto tempo você passa no seu devocional? Porque quando eu olho a pessoa diz: "Não, eu passo uma horinha só mexendo no celular, pastor, uma hora que ele passa ali na rede social. Ah, quanto tempo de devocionava? Dá uns 15 minutos, dá 10 minutos. >> Aí eu já falo: "Mas por quê? Por que que sua seu devocional é tão mais curta que o seu tempo nas redes sociais?" Entende? E cara, não deveria ser por falta do que fazer no momento devocional, porque se você parar para entender a importância da oração, da intercessão por outros, eh de você degustar a palavra, enriquecer o seu momento devocional com não só sua meditação da Bíblia, mas também outros livros como esses, cara, dá para você passar muito tempo ali. E de novo, não que muito tempo seja melhor do que pouco, mas a o ponto é ter um tempo de qualidade com o Senhor, esse tempo intencional que você destacou lá no início, eh, e aproveitar para tanto ouvi-lo pela palavra como também falar com ele por meio da oração, do louvor e tudo mais, né? Eu acho que esse ponto sobre o tempo é importante e a gente tá falando aqui de uma de uma devocional dos escritos de Tim Keller. Mas acho que o que vale a pena a gente saber também com relação ao Keller é de como era a vida devocional dele. >> Ah, legal. Ah, antes dele falecer, ele tinha postado isso no Twitter. Eu lembro de ter dado um print para nunca mais esquecer. E recentemente o filho dele, >> mano, é porque recentemente o filho dele, inclusive na ponta do Keller, republicou a de como era a devocional do Tin Keller, que essa talvez ficou nossa dúvida, né? Você pega, por exemplo, a o livro de devocional que ele escreveu sobre os Salmos e você vê tanta profundidade em poucas palavras que você fica assim, ele não pode ter tirado um único ano para escrever isso. >> Isso aqui é trabalho de anos, só pode ser. E de fato era trabalho de anos. Então a vida devocional do Keller, primeiro, ele tinha um plano de leitura bíblico que era o plano do Robert McChain. >> Ah, sim. muito famoso, >> o de quatro capítulos diários. Ah, sim, sim. >> E que era aquele pastor escocês n século XIX. morreu muito jovem, morreu com 29 anos, mas esse homem >> e esse homem dizia, né, que o o o maior legado que ele pode dar pro povo dele é a própria santidade pessoal dele. Então, Robert McChain, ele escreve um plano de leitura bíblico e se torna depois de Robert Mcchain, se torna um dos principais planos que Lloyd Jones usa, que John Piper usou, que Keller por anos usou. Então ele lia quatro capítulos por dia. Além disso, ele deixava três capítulos sem se aprofundar, mas ele estudava um capítulo dos quatro comário bíblico na devocional dele. >> Olha, legal, boa sugestão. >> Além disso, ele usava o livro de oração comum >> Uhum. >> Para ler os 150 Salmos por mês. >> Caramba. O o Keller lia o saltério inteiro >> todos os meses, que é como é dividido no livro de oração comum. Você seguinte, são vários saludos. Ele fazia orações, então, de manhã, >> aí na parte da tarde ele falava que ele voltava a meditar no que foi lido de manhã e analisava o próprio coração dele para ver se estava vivendo de acordo, se tinha algum pecado que tava tomando conta do dia dele. À noite ele voltava então em alguns salmos que faltaram para ele concluir a leitura dos salmos do dia, né? fazia ainda sua oração e orava com a Kate Keller, porque a Kate Keller lá pelas tantas do casamento dele, eh, exortou ele dizendo que se eles não mantivessem uma vida como casal, uma vida devocional, isso prejudicaria a vida deles e a caminhada deles com o Senhor. >> Meu Deus, cara. >> Esse era T Keller na vida devocional dele. A Barreral >> tá explicado, tá explicado como é que o homem foi tão usado pelo Senhor, cara, que é outra coisa, né? Às vezes a gente pensa assim: "Ah, não, esse homem foi usado pelo Senhor". E pensa que é do nada, mas olha o quanto ele buscava o Senhor para se encher presença de Deus, para encher o coração da palavra e então, né, a boca falar do que o coração tá cheio, como a própria escritura nos ensina, né? maneira positiva. Que bção, que exemplo aí >> maravilhoso, meu irmão. E obviamente isso não quer dizer que todo cristão tenha que equiparar-se a team Keller. São vidas diferentes, outro contexto, mas há muito que a gente aprender e a gente poder tentar adaptar a nossa própria realidade. Talvez você não consiga ler aí cinco salmos por dia, como daria mais ou menos essa conta, né? Mas você consegue ler um salmo por dia. Eu gosto. Não sei você como é que tem sido o seu devocional. Vou até perguntar isso também para você, Guerra. Mas eu, como é que eu tenho feito? Eu tento seguir essa leitura de mais ou menos uns quatro capítulos por dia, só que eu faço a leitura mais corrida e vou fazendo marcações. Aí o final eu volto nas marcações, só nas marcações, não no texto todo. E aí nessas marcações eu oro um pouco. Então faço orações brevíssimas ali em cima daqueles textos que eu marquei. Às vezes é uma uma coisa que eu digo: "Senhor, que eu não caia nesse pecado que esse personagem caiu ou Senhor, que eu eh aplique isso na minha vida para que eu viva mais próximo do Senhor". ou um texto que eu simplesmente louve a Deus pela grandeza dele. E aí esse é meu momento principal de meditação da palavra. Eu confesso que eu estava fazendo eh um outro momento com um outro devocional à parte, mas tinha parado. E agora eu tô pensando seriamente em introduzir esse livro do Keller como complemento ao meu momento de reflexão da palavra. Então vou pra palavra e depois refletir aqui uma reflexão teológica, vamos dizer, né, com o livro do Keller. E aí depois, meu irmão, é oração e enfim. Mas e como é que é o seu o seu devocional? >> Muito legal saber, viu, senhor? Obrigado por compartilhar aí de como tá sua vida devocional. A gente sempre aprende, né, um com o outro. Então, obrigado mesmo. >> Muito mais humilde, muito mais humilde do que a do Keller. Mas aqui a gente tá compartilhando as nossas as nossas experiências. >> Eu tô no mesmo caminho. Eu tô fazendo a nem sempre eu faço a leitura anual, né, da Bíblia. Eh, eu já segui vários caminhos agora nesse ano eu tô na leitura anual, né? Eh, já tava com esse desejo desde o ano passado, então voltei pra leitura anual. Eh, faço a mesma coisa. Hoje eu tava em três capítulos, eu tava na parte de eh Gênesis 45, em que José vai deixar claro pros irmãos, não fiquem tristes por terem feito o que vocês fizeram comigo, porque Deus me enviou para cá para que a vida fosse preservada. E aí eu fui notando que por quatro vezes ele diz: "Deus me enviou. Deus me enviou. Deus me enviou". >> Sim. >> E Deus enviou ele pro Egito. E eu parei porque esse foi meu ponto de destaque no texto, exatamente com uma lapideira na mão que nem você. >> E eu parei ali, eu comecei a orar. Senhor, o Senhor já me enviou para vários lugares diferentes. Eh, já passei um bocado na vida. Como é bom lembrar que tem um propósito do Senhor quando o Senhor nos envia, né? E hoje eu estou aqui, mas tenho a total liberdade de me enviar para onde o Senhor quiser >> e custe o que custar, que a sua vontade seja feita na minha vida. Exatamente o que você tá falando. Então a minha vida devocional é assim mesmo. Eu o o destaque do capítulo para mim ou o grande tema que tá rolando ali é o que eu transformo na minha na minha oração. E eu acho que o que você falou, a vale a pena trazer um livro extra? Vale. Eu confesso que nos meus anos de vida devocional, o livro extra que vinha para somar devocional era devocional de Charles Spurgia, manhã e noite. Eh, eu eu acho que que eh qualquer livro devocional que você tenha, que seja bom, por que que vale a pena trazer um extra, né? Porque tem aqueles dias que seu coração ele vai estar mais árido, parece que Deus tá mais distante, eh, parece que a palavra não tá falando com você. E às vezes eu acho que a gente precisa ouvir alguém pregando pra gente de novo de que vale a pena. E e essa pregação para mim é o livro devocional que eu tenho em casa. Então, quando meu coração tá muito árido além da palavra, eu tento sempre usar algum outro livro devocional. Aí agora o livro do Kelly realmente chega com com prato cheio. Eh, eu amo os escritos dele. Eu acho que a aplicação do evangelho é o que eu preciso pro meu coração que tá árido. Então o Keller vai fazer isso, isso de modo brilhante e acho que se torna de fato uma uma boa opção. Com relação ao livro de Salmos, a leitura orante que eu faço nos Salmos é com a minha família, né? >> Ah, legal. No curto doméstico. Liberdade. >> É. É. E aí eu dou liberdade pra família escolher. Normalmente meus filhos que escolhem o salmo. Eu não sigo uma ordem falando abertamente com vocês. Eh, a Helena normalmente quer ler o salmo, a gente vê quem quer orar. Eu explico um pouquinho do que tá do que foi lido e a gente ora juntos em família a leitura orando os salmos. >> Muito bom, meu irmão. Bção. Que Deus continue te conduzindo aí nessa sua vida devocional também. E aí, a guerra, a gente já falou um pouco da questão da duração, mas uma outra coisa muito importante relacionado a a tempo é essa frequência. E o devocional já traz aqui a ideia de um ano com Timoteller, leituras diárias. E muito do que nós falamos aqui usou a expressão diário, diária, enfim. Devocionais têm que ser diários ou há sabedoria nisso? O que é que nós podemos falar sobre essa frequência? >> Eu tomaria cuidado só com a palavrinha tem, >> com a ideia de que a gente tem um mandamento específico na Bíblia de que eu tenho que fazer isso todos os dias. Eu acho que existem exortações bíblicas >> para que a gente cresça continuamente desejando o leite puro da palavra de Deus. Como Pedro vai dizer na no segundo capítulo, ah, a gente tem exortações de orar sem cessar, como primeira Tessalonicenses, capítulo 5, e, enfim, você tem você tem várias exortações de uma constância. Isso não significa que se em um dia eu não li minha Bíblia, eu não orei, eu estaria em pecado. Eu eu tomaria só cuidado pra gente não >> perfeito >> não trazer não trazer um sobrepeso sobre a vida devocional. Mas como eu disse, eu acho que essas exortações e princípios que a gente tem na Bíblia, >> a prática é melhor diariamente, faz mais sentido >> diariamente. O que eu faço, Saor, quando eu se eu perder um dia da minha leitura bíblica esse ano, >> eu não tento repor. >> Sim, >> eu não tento repor. Eu acho que quando a gente tenta, eu perdi dois dias, nossa, agora já tenho que ler quantos? Nove, nove capítulos. E acho que quando a gente tenta voltar para repor que a gente começa a desanimar o dia a dia e a gente acaba parando porque sabe que ficou muito para trás. >> Eu sempre digo, a palavra do Senhor é viva. >> Fica me >> fica mecânico. É, a palavra do Senhor é viva. Os capítulos que eu perdi ontem, existem novos capítulos hoje e a palavra ainda vai falar no meu coração e o que eu quero é esse relacionamento com o Senhor, né? Eh, sobre a constância, talvez lembrar Salmo 42, de que assim como a cócia respira, anseia por água, né? A minha alma respira, anseia por Deus. Aí ele já vai dizer no verso dois, né? A minha alma tem sede, sede do Deus vivo. Então, sim, a alma é sedenta, é, né? Lembrando que a corça quando vai em busca de água, ela não vai simplesmente para entretenimento, para distração. Ela vai porque é uma questão vital para ela. Então, se eu se eu acordo de manhã e eu tenho necessidade no meu corpo por água, eu tenho que entender que a minha alma já acorda sedenta, né? Eu acho que não é não é à toa que Salmo 130 verso 6 vai dizer que a minha alma anseia por Deus mais do que os guardas anseiam pela pelo romper da manhã. Aí repete mais do que os guardas anseiam pelo romper da manhã. Olha a expectativa que o guarda tem para quando chega amanhã, porque ele tá num tá de noite, é perigoso para ele o ambiente. Eh, ele tá em alerta. Então, é um é um é um anciá não passivo, é um anciá de eu quero que chegue amanhã logo, eu quero que rompa amanhã logo para eu buscar o Senhor, né? Aí o Salmo 70 vai continuar: "Porque o Senhor, no Senhor há misericórdia. É ele quem redime Israel de todas as suas iniquidades. Quando eu tenho essa expectativa de noite, Senhor, eu quero dormir, mas eu quero acordar cedo para buscar o Senhor mais o que os guardas estão desejando ali, a proteção deles pela manhã. E eu quero isso no meu coração. Então, me parece que quando você começa a olhar essas essas passagens bíblicas, me parece que amanhã ela toda manhã ela é é o melhor período do seu dia para você ouvir do Senhor e responder ele em oração. Me parece que essa é uma prática tanto bíblica quanto também histórica. Eu tô lendo agora a biografia de Muray, de Jonathan Edwards, né? Eh, Edwards era esse. É, então, Edwards era esse. Que que ele dizia? Ele tem uma frase que eu inclusive anotei no meus notes. Ele disse que parece que o Senhor deseja que a gente acorde cedo porque ele decidiu ressuscitar logo no primeira no primeiro momento da manhã. Interessante. >> Então, é a ideia dele de é tudo tudo que ele fazia era pensado como princípio bíblico. >> E ele tá olhando paraa ressurreição de Cristo, que foi no primeiro horário da manhã e o Senhor ressuscita, levanta dentre os mortos. Ele diz: "Então, me parece que esse é um bom padrão pra gente também estar atento, disposto a buscar o Senhor pela manhã." Claro, Senhor Jesus, Evangelho de Marcos, capítulo 1, que procurava orar ainda de madrugada. O Senhor Jesus tinha prática matinal. ente cansativo, né? Perfeito. Então, o que eu diria? tem que ser todo dia. Eu tiraria a palavrinha tem que e eu colocaria você assim o privilégio que a gente tem de matar a sede da nossa alma buscando o Deus vivo. Porque a a as a a as >> a a alma que é sedenta e a fome que ela tem, eh ela simplesmente vai buscar atalhos no dia, né, para para se saciar. Então por que não logo saciá-la? com a palavra pura, viva e verdadeira de Deus logo pela manhã e aí deixar que esse pensamento fique no seu dia, né? Volta nesse pensamento durante seu dia e aí seu coração vai sendo trabalhado, alimentado dessa maneira. >> Perfeito. Perfeito. E concordo com você aqui. Realmente, ah, esse tem que é algo que pode se tornar de novo farisaico, né? Eh, mas é o é o que é o querer, né? O ideal é que nós queiramos o Senhor todos os dias, o máximo possível, estejamos sedentes por ele. Ah, ao mesmo tempo, eu gosto da sua ênfase também que você trouxe, né? Eu não quero trazer um peso para quem perde um dia, para quem perde ah dois dias. Talvez não tenha isso que você queira tenha desejado enfatizar, mas eu quero enfatizar aqui que isso também não deve se tornar uma desculpa para aquele que falta cco dias, seis dias de devocional seguido e faz um, né? Porque aí a gente já cai num outro perigo. Não, para aquela pessoa que tem uma vida devocional e perde um dia, perde dois dias, é uma coisa. Agora, aquela pessoa que tá sempre sem fazer devocional e aí ela faz um dia, eh, aí já é uma outra coisa. Por que que tanto, tanto tempo sem se alimentar do Senhor? E o devocional, ele tem esse que de água que você trouxe para saciar sede, de alimento para nos fortalecer. A gente não deve passar tanto tempo sem se alimentar, que a gente fica fraco, nem muito menos sem relacionamento com o Senhor, que também a gente pode padecer. Mas quando nós vemos aquilo como um alimento essencial da vida, quando nós vemos que eh nós precisamos do Senhor para todas as coisas, que não adianta a gente tentar edificar a casa se o Senhor não edificar, que não adianta a gente tentar vigiar a cidade se o Senhor não proteger, aí a gente começa a olhar as coisas com outro aspecto. E essa parte também de começar o dia com Deus, eu também acho bênção demais. Eu vejo a escritura não ordenar que tenhamos que começar no o dia assim, mas ela o tempo todo mostrar exemplos do servos de Deus, começando o dia com o Senhor, falando o salmista falando dia de noite estou te buscando. Jesus começando o dia sim, Daniel orando de manhã, mas também ao longo do dia. Keller também orando, né, de manhã, mas também ao longo do dia. Eh, e eu acho que há muita sabedoria nisso. Então, eh, buscar ao Senhor com Constância, idealmente todos os dias, começar o dia com ele, terminar o dia com ele, mas ao longo do dia não esquecer dele também, né? Uma coisa que eu tenho falado aqui, guerra para o pessoal da igreja, é o seguinte. Às vezes a pessoa de manhã é muito imprestável, né? Tem aquela pessoa que de manhã ela tá, ela fica acabada, ela não funciona, ela tá ali em modo de aquecimento, o motor ainda tá esquentando. E aí ela fala: "Pastor, não faço devocional de manhã por causa disso, prefiro fazer no final do dia porque eu tô mais acordado". OK? Tem gente que é assim, então é entender como você funciona. Mas mesmo para essas pessoas, eu gosto de recomendar, ainda que você não faça o seu momento devocional de manhã, que você comece o dia orando ao Senhor brevemente e comece o dia meditando brevemente na nas promessas do Senhor ou meditando na instrução do Senhor ou meditando em um texto curto, mas você tem que começar o dia sintonizando a cabeça com o Senhor para você não passar o dia todo atropelado, vivendo de uma forma, vamos dizer aqui, aquela dicotomia do secular e sagrado e só no final do dia você buscar o Senhor. Senhor, né? Você você concorda com esses aspectos, Guerra? >> Concordo. Eh, eu acho que quem quem nega que amanhã é o melhor é o melhor horário, né, paraa cabeça, etc., leio o Milagre da Manhã, o livro. >> Muito bom. Muito bom. Muito bom. E tem vários outros hoje que já t provado pra gente que biologicamente a noite foi feita para dormir >> e e se a gente dorme bem, se a gente tem uma boa noite de sono. E de novo falamos aqui de Jonathan Edwards, lembra da das restrições que ele empunha em si mesmo, seja com alimentação, trabalho, >> sono, ele fazia tudo isso para ter uma mente boa, desperta, para que ele não dispersasse nem tempo, nem energia em coisas supérfluas, né? Então, eu acho que é isso. Concordo. Eu acho que eh de noite a primeiro que nós não ter não teremos algo fresco na cabeça que vai nos acompanhar durante o dia. Agora acabei de citar para você o que eu li em Gênesis 45. Se Deus me mandar para um acidente de carro, se Deus me mandar num acidente de carro, no hospital, >> se Deus me mandar para qualquer lugar, eu vou lembrar. Foi Deus quem me enviou para cá. E se Deus me enviou é porque ele tem um propósito. Isso tá tá fresco na minha cabeça. >> Meu coração não vai se desesperar. Mas talvez não estaria fresco se eu não tivesse lido de manhã. >> E as mesmas circunstâncias aconteceriam, a palavra ainda seria verdadeira. Mas eu não tenho isso dentro de mim. Minha experiência quando eu chego de noite, depois de tudo que eu fiz, minha cabeça tá cansada, meu corpo tá cansado, ah, meu corpo tá produzindo melatonina, meu meu existem várias questões biológicas que meu corpo está querendo parar, a mente está querendo descansar e eu vou forçar minha mente agora para se pegar a palavra de Deus. A experiência é totalmente diferente, né? Isso não quer dizer que a gente deixa de ler a Bíblia de noite. Sim, mas é diferente >> a constância e a prática que a gente tem quando o hábito é pela é pela manhã. Então eu acho que a amanhã de fato ela ela tem um destaque. Aí se a gente pegar os homens que a gente admira, os pastores que a gente admira, pode ver a biografia deles ou que eles dizem, eles vão dizer que eles tiram amanhã para isso. >> É verdade. É verdade. É quase unânime. Uma coisa que eu gosto é de ver biografias, cara. E realmente todos eles falam dessa dessa importância. Agora isso justamente a gente tem falado, sempre tem risco de cair nessa nesse aspecto mecânico, né? Ah, eu vou fazer sempre de manhã, então, mesmo quando eu tô madruguei, tô super acabado e tal, enfim, tudo pode virar mecânico e não só isso, mas outras questões. E aí a pergunta é o seguinte, não só para esse aspecto do horário, guerra, mas para outras questões do devocional que a gente coloca como um bom ideal a seguir, mas podem se tornar mecânicos. O que fazer quando o devocional se tornar algo mecânico, frio, sem prazer? >> Ore, isso vai acontecer. O problema tá com o nosso coração, não tá com a palavra. Então, abre os meus olhos para que eu me maravilhe com a tua lei. Eh, Salmo um, ele medita, ele tem prazer. Ah, Efésios, tanto capítulo um quanto capítulo 3, os olhos do coração serem despertados para Deus. Ah, Salmo 19 verso 7. A lei do Senhor revigora a alma, dá sabedoria ao simples, dá alegria ao coração, né? Ela é límpida. Então, e essas passagens elas devem estar na nossa mente constantemente para que a gente ore. Isso é uma luta. Senhor, me dá prazer, né? E é impressionante como uma pequena oração faz grande diferença na vida devocional. Às vezes a gente a gente perde a a o deleite da devocional porque a gente não começou orando para entendimento, oração de iluminação. Então, primeira coisa que eu diria, eh, tá experimentando aquela frieza que a gente faça isso no ano mesmo, altos e baixos, né? Ah, a gente deve orar para que o Senhor continue. Senhor, eu vou continuar. Segunda coisa que eu faria, continue lendo. Ah, não, tem muita coisa que a gente faz no nosso dia a dia que a gente faz sem prazer nenhum, mas tem que tem que ser feito, né? Então, se a filha me chama de madrugada lá para para ajudar ela na cama, porque ela tá com medo alguma coisa, você acha que eu tenho prazer para romper o meu sono de madrugada e acudiar? Não tenho prazer nenhum. Mas bem-vindo à vida. A gente faz muita coisa porque a gente tem que fazer. E é na hora que eu tô pudindo minha filha que eu me lembro. Nossa, é por isso que eu sou pai. Olha a paternidade em começa a dar aquele prazer, né, de caramba, como é bom servir ela. Então o prazer às vezes ele vem da própria disciplina, né? Vão ter aqueles aqueles momentos em que eu tô morrendo de vontade para ler minha Bíblia e tem vários momentos que meu coração tá seco, que eu não desejo e eu começo até me culpar do porque que eu não desejo ler a Bíblia. Primeiro como cristão, depois como pastor. Eu tô sem prazer naquele dia, né? Mas é quando você vai e aí aquele verso fala contigo de novo, a vida vem, né? Eh, então continue lendo mesmo sem prazer, continue lendo naqueles dias mais áridos, não perca a batalha, né? Eh, peça ajuda. Terceira coisa de prática que eu diria. Então, compartilhe com o seu pastor, com a sua amigo, sua amiga, seu irmão na fé, a luta que você tá tendo. Olha, parece que tá cada vez mais difícil, né? Aí, às vezes ele dá um testemunho de do que que ele tá lendo, do do que Deus falou com ele, aquilo te desperta, né? Em quarto lugar, seja sido no culto dominical, né? O culto, o culto ele set the, o culto ele, ele ele traça a, ele nos coloca em ordem, ele reorienta a nossa vida devocional, né? Ah, inclusive eu tava meditando, eu tava pregando no Salmo 67, o salmo mais missionário, talvez que a gente tenha no saltério, que é louvete os povos. Ó Deus, louva-te os povos, né? Mas ele começa dizendo: "Que Deus seja gracioso conosco, faça resplandecer o seu rosto sobre nós e nos abençoe." Da onde ele tirou? Da onde o salmista tirou essa oração? A oração dele? Salmo 67, ele tirou da bênção araônica números. Então quer dizer que pelo salmista frequentar a adoração de Israel, estar presente o sacerdote de Israel, ouvir constantemente essa oração araônica, quer dizer que isso molda tanto a espiritualidade dele, que quando ele vai fazer a sua própria oração, mesmo extemporânea, essa oração sai à própria palavra de Deus que ele ouviu no ambiente de adoração. de Israel é para lembrar a gente de como o culto nos dá vocabulário, de como o culto nos lembra do que eu tenho que fazer na minha segunda a sexta também, né? De como o culto, como a gente diz, é formativo paraa nossa espiritualidade. Então, eh, se você tá árido, se você tá sem vontade de ler a Bíblia, esteja num bom culto em que vários textos serão lidos. Esteja num bom culto em que várias orações serão feitas. Porque isso vai te despertar constantemente a essa prática diária da sua vida com Deus. Seriam essas aí, talvez, Saur, as dicas práticas que eu daria para aqueles que lutam com a vida devocional, como eu, como você. >> Excelente. Verdade. Eh, a fé vem pela pregação, é pregação pela palavra de Cristo, né? É o que a escritura mesmo nos diz. Então, quanto mais nós meditamos na pregação, na pregação, mais fé nós temos, mais, então, é mais fácil servir ao Senhor. Eh, eu, quando eu comecei, inclusive minha caminhada, na minha conversão, eu não gostava de ler absolutamente nada, não tinha sido ensinado até a prática da leitura. E a Bíblia, que era um livro que exigia mais raciocínio, dedicação ali, era algo que era muito mais maçante para mim. E eu orava dizendo: "Senhor, eu não tô gostando de ler, não tá fácil, mas eu entendo que isso aqui é um dever e tem que se tornar meu prazer. Então eu oro, o Senhor que o Senhor me dê esse prazer. Mas até lá, mesmo até eu ter esse prazer, mesmo ainda não tendo, continuarei fazendo o que eu tenho que fazer. Dever a gente cumpre mesmo quando não tem prazer, mas orando ao Senhor que as emoções, o prazer se adeque ao dever também, né? E eu acho que na prática devocional isso se faz muito presente, como você bem destacou. Agora, guerra, caminhando mais pro fim aqui, eh, a gente tá falando para o cristão geral, e isso é muito bom, que a prática devocional é pro pastor, é pro seminarista, é para o cristão, que não tem nenhum ministério na igreja para todos. Mas ainda assim existe as particularidades de cada um que a gente pode pegar, por exemplo, crianças, adolescentes, ah, novos convertidos, como é que eles podem fazer o devocional? você poderia dar dicas eh pensando nesses nesses perfis, talvez para as crianças dar dicas de como os pais podem ajudá-los, né, crianças, adolescentes, como é que a gente pode ver o devocional nesses perfícios? >> Boa, S. Eu tô, eu e você acho que estamos exatamente nesse processo >> de ajudar nossos filhos a a crescerem no temor do Senhor, né? >> O que eu faço, Saur? E aí você pode dar também a sua dica, acho que é muito bem-vinda. Eh, eu tento achar materiais adequados para eles. Eu não eu não uso a a minha Bíblia preferida. Eu tô numa Almeida, né? >> E eu acho que é uma das melhores versões que a gente tem, principalmente a Nova Almeida atualizada. Mas eh eu eu tento entender aonde eles estão e primeiro achar uma tradução bíblica ou uma Bíblia que seja compatível paraa compreensão e absorção do conteúdo para eles, né? Então, Helena, que tá com oito, ela já tá numa Bíblia, ela tá usando a versão NVI nesse momento. Eh, e ela já consegue, por exemplo, ter uma Bíblia que não tenha imagens. A Helena consegue ter Bíblias que não tem imagens. Isso não significa que eu não vou deixar de dar para ela às vezes Bíblia que tem desenho. Hoje, graças a Deus, nosso país, nós temos inúmeros materiais. A gente tem que fazer uso disso, né? Eh, sem achar que isso é um problema, né? Mas com 8 anos ela já consegue ler a Bíblia dela sem sem figura, sem imagem. Os gêmeos de 3 anos, eu preciso ainda cativar a atenção deles e graças a Deus por essas bíblias ilustradas e eu uso então Bíblias adequadas. Eu acredito que a Pão Diário, Pondário, faz um ótimo trabalho com isso. Ah, também tem a Classical Press, que também tem bons materiais, né, que ajudam os nossos filhos com relação a isso. Então são são editoras normalmente que eu uso. A Trinitas tem material às vezes bom para isso, são editoras boas, graças a Deus, por várias editoras que a gente tem no país que ajudam a gente. Eh, então eu tenho trabalhado com os meus filhos assim, de acordo com a compreensão deles, a gente faz isso. A gente tem então a uma leitura orante dos Salmos que normalmente eu junto com a família ali, seja no no almoço, no café da manhã, a gente faz junto. E de noite a gente tem uma leitura para eles, né? A Helena com a Bíblia dela para e os demais ouvem também e os gêmeos com a Bíblia para eles. E a Helena sempre, ah, mas eu já vi essa história. Ah, de novo, né? Mas faz parte. Ela ela tá vendo tudo de novo, né? Porque agora o Gêmeos tem ali eh uma distância para ela de 5 anos. Então, eh a gente faz esses momentos com eles. Oramos em família de noite, sempre, né, perto já da cama deles ali. E aí eles estão liberados. Como a Helena já tá com 8 anos, a Helena tá liberada onde ela deita e vai pra literatura, ela vai pegar livros. Agora ela tá no livro de história. >> É >> e tá dormindo, lendo, né? Então, aí já é com ela, aí já não é mais comigo. >> Isso. Boa, boa. >> Então, então é isso, isso que eu faço. Então, acho que assim, os pais que têm filhos, >> sim, tem o seu momento em família, que a gente chama nisso de culto familiar também, sem ser muito uma liturgia muito rígida, pesada. Eu não acho que isso é bom, né, dentro de casa. H, e mas entendendo aí onde os os filhos estão, então, para crianças e conforme for crescendo, eh, também achando os materiais adequados para isso. Pergunte ao seu pastor, pergunte aos demais pais da sua igreja, que materiais que eles têm usado e você vai ter ótimas dicas >> para material. Eu acho que novos convertidos, Saor, eu sempre indico sim, pelo menos aí um capítulo da Bíblia por por dia, >> né? Eu sei que vai ser um hábito da leitura que transcende o cristianismo. É um problema cultural, >> não religioso, o problema da leitura. >> Sim. >> Então, eu sei que tem já essa quebra da barreira paraa leitura, né? Então, um capítulo por dia pelo menos. Ou senão eu peço para eles fazerem as a leitura orante nos Salmos. a divina pelos salmos. Eh, e eu explico como é feito e eles acham então um bom caminho para ler um salmo e orar o salmo, se é novo ou convertido, né? E aqueles cristãos que já estão aí já há mais tempo na caminhada, eu eu te desafio sim a fazer leitura anual, né? a a ler não só a Bíblia, mas também ter esses livros de devocionais que nós temos no país. Aí eu acho que vale a pena a gente não não se aquiietar no nosso crescimento. >> Excelente. Excelente. Acho ótimas as suas dicas e na verdade esse é um assunto que eu tenho muito prazer de conversar porque como você falou, a gente sempre vai aprendendo um com o outro, pegando ideias aqui, adaptando pra nossa realidade e eu gosto de compartilhar eh com outros e também ouvir dos outros. E compartilhando um pouco da minha experiência, eu acho que essa questão de você ir adaptando ao longo do tempo é muito realç. Então, hoje eu tenho o Apolo com 6 anos, o Calebe com quatro e nós temos fases que foram surgindo à medida que esses meninos foram crescendo ou mesmo nascendo, né? Porque com Apolo a gente já tinha começado alguma coisinha, o Calebe nasceu, a gente já foi adaptando e tudo mais. Então assim, como é que foi aqui em casa? A gente começou logo quando eles ainda eram muito novinhos, começaram a balbuciar palavras. A gente pegava algumas historinhas com desenhinho ali para eles mostrarem. A gente orava ali com eles, por mais que eles não estivessem entendendo tanto, mas vendo a prática, crianças aprendem muito pelo exemplo, pel aquela liturgia de você vê, a papai juntou a mãozinha, vamos orar, né? Eles foram crescendo, a gente inseriu para eles eh catecismo para criança, para memorização. E é engraçado, eu tenho um até um vídeo pessoal, não deixo isso público, mas do Apolo com 3 anos recitando, acho que ele ia fazer três até, ele recitando, tipo 30 perguntas do catecismo, cara, dando a resposta. você não sabia nem falar direito, mas já fazendo isso. Então, a gente pegava ali >> eh um catecismo para criança, eu acho que é da editora Pronobs, >> mas qualquer catecismo que tenha palavras curtas para as respostas, seja curtinho ali, é bom para fazer isso. >> E aí 10 minutos com eles a gente fazia antes, né? Foi aumentando aos poucos para uns 15, enfim. E mesmo assim variava depender do dia, de quanto estavam a naquele dia os humores, né? Aí a gente foi inserindo memorizações de algumas coisas. Então, ah, ele sabe memorizado do Pai Nosso, o Credo Apostólico, os 10 mandamentos. A gente vai dando uma revisadinha nessas coisas e vou comentando aqui algumas coisas. Não tudo isso somado, isso foi sendo espaçado. Ah, durante uma época foi o Pai Nosso, durante uma época foi outro. E eu acho que isso é muito bom, que é algo que eu acho que precisamos ressaltar, né? Quando a criança é muito criança assim, ela não tem o momento devocional dela sozinho, é o culto doméstico, é você ali com sua família instruindo a criança, tendo esse momento com eles. E a gente foi fazendo e desenvolvendo. Hoje o que eu tenho feito muito com eles é meio que prepará-los para o culto dominical. Então, o fato de eu ser pastor colabora, então você tem que ver a sua própria realidade. Mas eu sei o que eu vou pregar no domingo. Eu já sei estrutura omilética. Então ó, vamos lá filho. Esse texto aqui o papai vai trazer três lições para você aqui. Uma ideia principal e essas lições. Então eu vou ensinando para eles a estrutura do sermão para que no domingo eles prestem atenção enquanto eu prego e consigam captar isso de alguma forma. E o Apolo que tá com seis agora desde o cinco, vem anotando essas ideias principais. A ideia principal é divisões para você ver cara. Muito legal. com a ajuda da minha esposa, claro, mas vem fazendo. Então, são sugestões, é você ter, acima de tudo, meditação da palavra que seja super compreensível a capacidade da criança e oração. O louvor é muito bom para ensinar a criança a adorar a Deus e assim você vai. E quando chega para adolescente, eu acho que é principalmente rotina você instruir a o adolescente a ele ter o momento dele com Deus. E você precisa eh educar o adolescente para que ele consiga sentar ali e ter um momentozinho. Você dá a estrutura, pega uma Bíblia numa linguagem fácil, NVT, NVI, que seja, eh, dá uma um norte para ele, deixa ele seguir e quando se fala de novo convertido, aí a gente já sai dessa questão então eh de pai para filho. Mas aí uma coisa que eu acho que é muito bom para novo convertido, eu sempre recomendo pessoal daqui da igreja guerra, é justamente esses devocionais de outras pessoas, porque as pessoas estão aprendendo ainda a tirar lições dos textos. Então eles leem, mas não sabem muito bem como isso pode ser aplicado à vida. E nada melhor do que ver pessoas fazendo eh reflexões em cima de ensinamentos bíblicos para que eles também entendam como fazer. Fica então uma dica muito boa para quem tá começando, que é o devocional do Keller. um ano com Keller aqui, leituras de áreas selecionadas, eu tenho certeza que vai ajudar. Guerra, obrigadão, cara, por esse tempo de conversa. Foi muito bom. Aprendi aqui com você, aprendi com o Keller, os exemplos dele aqui. Eh, e obrigado por esse tempo de conversa. Que Deus continue te abençoando e te usando aí, meu irmão. >> Senhor, muito obrigado. Eu que agradeço a oportunidade. Mais uma vez, parabéns as edições Vida Vida Nova pela publicação desse excelente material. H, Keller passou, mas ele continua falando com a gente. Tenho certeza que esse devocional vai abençoar muitas vidas em nosso país. Parabéns pela editora e parabéns por esse livro. >> Muito bom, meu irmão. Deus abençoe. Você aí de casa que nos ouve, gostou desse assunto, quer aprender mais sobre devocional? Como eu falei, uma das ótimas maneiras de você aprender a fazer devocional é vendo reflexões de outros servos de Deus a partir da escritura, a partir de ensinos bíblicos. Aqui você tem reflexões como essas em cima de princípios da escritura para a vida diária que esse servo de Deus, que tanto se dedicava a uma vida devocional, eh, trouxe pra gente através da organização de outros servos do Senhor, né? Mas um ótimo devocional para você seguir. Fica a recomendação para você adquirir. E até um um parênteses aqui importante, você não precisa esperar 2027 chegar para começar a usar esse livro, porque já se passaram vários dias do ano e você não havia começado. Comece agora, depois você segue o início do outro ano com os dias que faltaram e não é um problema isso. Aí fazer esse nível de rigidez, aí sim seria cair no farisaísmo desnecessário que a gente não precisa. E se você quer aprender mais sobre várias outras coisas importantes da vida cristã e de como ser um cristão paraa glória de Deus em todas as áreas da vida, dê uma olhada nas outras dezenas de podcasts da Vida Nova que já estão gravados, outro inclusive com guerra e espero que outros por aí. E se inscreva na sua plataforma de podcast preferido para que você fique atento aos novos podcasts, as novas conversas que nós teremos aqui e que eu tenho certeza que vão edificar a sua vida. É isso aí, até a próxima. Deus abençoe.