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UM CRISTÃO PODE TOMAR MEDICAMENTOS PSIQUIÁTRICOS? – HELDER CARDIN

UM CRISTÃO PODE TOMAR MEDICAMENTOS PSIQUIÁTRICOS? – HELDER CARDIN

UM CRISTÃO PODE TOMAR MEDICAMENTOS PSIQUIÁTRICOS? – HELDER CARDIN

Vivemos em uma sociedade que, cada vez mais, recorre ao amparo médico para lidar com questões de saúde mental. Por outro lado, há quem rejeite qualquer tipo de assistência farmacológica. Neste vídeo, o teólogo Helder Cardin nos ajuda a refletir e a encontrar um ponto de equilíbrio entre essas abordagens.

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Legendas automáticas:

Eh, você falou, muito comum as pessoas
passarem remédio assim, muito rápido,
deixar pro resto da vida, naquela
dependência do remédio, como se nunca
mais a pessoa pudesse se livrar dele.
Mas essa é uma das visões. Como é que
nós poderíamos lidar com isso de uma
maneira mais adequada, né?
>> Joia, joia. Olha o o papel
>> que que nós temos duas vertentes
principais, duas perspectivas
principais.
Eh, pra turma que é tudo orgânico, tudo
físico, tudo mental, remédio à solução.
>> Uhum.
>> Para quem não considera a realidade
física, orgânica ou mental de alguns
desses problemas, tudo é questão de fé,
tudo é questão espiritual. Tem uma turma
que vai idolatrar e até os os autores
falam sobre isso, né? Tem da turma que
idolatra a turma que demoniza. Não,
precisamos ter uma visão equilibrada. E
é verdade, Saor, né?
>> Uhum.
>> Tudo bem. A gente sabe que eventualmente
a indústria farmacêutica com seus
lobistas criam demanda, criam
necessidade para justamente oarem seus
medicamentos. É verdade,
mas não é toda a verdade. Existem de
fato descompensamentos hormonais
>> que precisam ser trabalhados
>> eh ou tratados por remédios, por
medicamentos.
>> Sim. Sim,
>> né? Os autores usam uma expressão muito
legal. Remédios são como muletas para
alguém que fraturou o tornozelo.
>> As muletas não resolvem
a fratura da do tornozelo, mas servem de
apoio enquanto você trata da fratura no
tornozelo. É isso aí.
Eventualmente os medicamentos eles vão
dar um apoio em equilibrar, tranquilizar
a pessoa que está vivendo de surto de
tudo quanto é tipo, trazê-la uma certa
sanidade para que ela recobrando essa
sanidade possa ser trabalhada em outros
aspectos, né? Eu lembro de um caso muito
dramático de aconselhamento que eu e
minha esposa tivemos, que foi de uma
jovem, cara, uma vida muito complexa,
muito, muito triste em diversos níveis
e
vida sofrida mesmo em muitos aspectos,
né? Eh, e a gente começou a perceber
que, cara, não era só de natureza
espiritual, não, tá? tinha de natureza
espiritual. Mas um dia eu falei, fulana,
acho que você precisa ir para um médico,
um endocrinologista, ver como estão seus
hormônios,
como estão seus hormônios, né, para ver
como você está. Ela foi, cara, os
hormônios dela tavam caos, o caos.
E olha ali o o o físico, químico,
emocional, espiritual se entrelaçavam.
Ela
começou a fazer um tratamento hormonal,
cara, a vida dela, ela não ficou dopada
não. Ela não ficou apática a vida, não.
Não, ela só voltou a ter os hormônios no
lugar, cara. A vida dela mudou
positivamente.
Ela não era dependente, tá bom? Ela só
tava tão bagunçada e tão descompensada
que até você regularizar, você não tem
como tratar algumas coisas. Por isso que
a medicina chama de o processo de
desmame.
Todo médico consciente,
em casos em que o medicamento é usado
para uma um certo trazer a pessoa para
um certo equilíbrio de vida, eles vão
falar sobre o desmame.
Eles não vão dizer pro resto da sua vida
você vai ter que tomar isso. É diferente
de, por exemplo, gente que tem que tomar
alguns medicamentos, né, de reposição
hormonal. Por quê? Porque a tireoide não
funciona mais. Então, se você não tomar
pro resto da sua vida, isso vai ser o
caos na sua vida. É diferente, tá?
Verdade.
>> Agora existem problemas, dificuldades
pelos quais pessoas passam e se elas não
forem medicadas, elas vão ser
de tantos picos e vales que você não tem
como conversar com ela com certa
sanidade, mas os médicos,
>> honestamente a levarão para um momento
de desmame. Ou seja, o medicamento ele é
importante e só pode ser administrado
pelos médicos. Saor, eu já vi
lamentavelmente
conselheiros, pastores, crentes assim na
igreja dizendo: "Não, você tem que parar
de tomar remédio porque você não tá
confiando em Deus". Nunca faça isso,
nunca.
>> Porque eventualmente
eh aquele medicamento é que está dando
uma certa
normalidade de vida na no naquele
momento da pessoa que a permite ser
tratada em outras circunstâncias.
retirar aquilo pode ser caótico. Nenhum
de nós, exceto médicos, têm autoridade
para receitar e para desmamar pessoas de
medicação. Então, temos que entender
graça e bondade de Deus que na nossa
geração temos alguns desses
medicamentos. Confiaremos neles
cegamente? Não, porque eles não tratam
causa, tá bom? Eles minimizam efeitos,
eles lidam com sintomas, eles não
resolvem causas. Então, medicamentos são
eventualmente necessários para trazerem
uma certa normalidade de vida, uma certa
sanidade mental para que biblicamente,
comunitariamente, espiritualmente
possamos lidar com as causas, né, com as
razões desses desequilíbrios. Mas sim,
eventualmente médicos precisam ser
consultados. E graças ao bom Deus,
Saurer, Deus tem me dado privilégio de
conhecer vários médicos muito, muito,
muito competentes na medicina.
igualmente competentes, sérios e
dedicados à sua vida cristã, que têm se
desenvolvido na teologia para justamente
ter essa dupla perspectiva para saberem
discernir a necessidade do medicamento,
mas quando medicamentos não bastam, né?
Graças ao bom Deus por eles. São médicos
que eventualmente sofrem perseguição na
medicina,
porque a medicina quer muitas vezes não
não cristã, quer reduzir tudo a
simplesmente mente e corpo.
E esses nossos irmãos e irmãs tm a
perspectiva espiritual e eventualmente
médicos cristãos que sofrem represalha
eh eh no contexto cristão, porque afinal
de contas são médicos e receitam
medicamentos como se não confiassem em
Deus. Cara, que dó dessa turma. Ponha de
tudo quanto é lado, né? Deveríamos orar
mais por eles. Mas essa é um pouquinho
da visão do livro, uma visão
equilibrada, muito equilibrada, viu,
Saor? Gostei demais desse capítulo.
Equilibrada. Não é nem a idolatria, nem
a demonização, mas é só o médico que
deveria eh prescrever ou desmamar uma
pessoa nessas condições.

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