Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: AS LUTAS RELIGIOSAS NA AMÉRICA LATINA ENTRE OS SÉCULO XX E XXI [DO CRISTIANISMO]

🔴AULIVE: AS LUTAS RELIGIOSAS NA AMÉRICA LATINA ENTRE OS SÉCULO XX E XXI [DO CRISTIANISMO]

🔴AULIVE: AS LUTAS RELIGIOSAS NA AMÉRICA LATINA ENTRE OS SÉCULO XX E XXI [DO CRISTIANISMO]

pix: bruno@reikdal.net

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736

Legendas automáticas:

Что?
[música]
>> [música]
>> Pela verdade, [música] pela vida, pela
luta popular, pela realidade, uma
utopia. Livres do rio ao mar, um sonho
pelo dia da paz entre nós.
[música] Guerra aos senhores, ouçam
nossa voz.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a
boa nova, [música] todo dia útil até a
vitória final.
>> [música]
>> Filosofia,
economia, sociedade e religião.
Praticamos pologia diplomada, [música]
fazemos propaganda e agitação. Fé,
ciência [música] do mundo, luzes,
testemunho, ser da terra, o sal.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
[música] útil até a vitória final.
Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final. [música]
Pela verdade, pela vida, [música] pela
luta popular, pela realidade, uma
utopia. [música]
Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia
da paz entre nós.
[música] Guerra aos senhores, ouça nossa
voz.
O pressuposto [música] de toda a
existência humana e, portanto, de toda a
história é que pessoas têm que estar em
condições e viver para fazer história.
[música]
Ciência do mundo, luz. Testemunos ser da
terra o sal. Seguimos trazendo a boa
nova, todo dia útil [música] até a
vitória final.
Fé, [música] ciência do mundo, luz,
testemunho, ser da terra, o sal.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
>> [música]
>> Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
[música]
Ciência do mundo, luz, testemunho, ser
da terra, o sol.
[música]
Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até a vitória final.
>> [música]
>> Bom dia, tudo bem? Como é que vocês
estão? Bom dia, minha gente querida.
Excelente dia pra gente trocar uma ideia
sobre assuntos aí interessantes,
críticos, problemáticos, tensos, se não
somelier de religião, hein?
Bom dia, Cléber Laur, como é você tá,
meu querido? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Muito bem agora pela manhã. Prepara
aí o cafezinho e bora papear aqui. Vamos
mais. Bom dia, minha gente. O som, o som
tá bom? Eu tô aqui soltando várias
frases. Esqueci de perguntar. O som tá
bom?
Fala, Víor, meu querido Víor Wakai, como
é que você tá, meu irmão? Boa. Bom dia.
Bom dia. Excelente.
Ai ai ai. Lá vamos nós para uma boa
jornada hoje de resumir ou trabalhar um
século em
2 horas no máximo. Então a gente vai
tentar sobreviver aqui. Bom dia, querido
Thaago. Bom dia para baristas e não
baristas de todo o Brasil e que também
estão em situação de Canadá. Porque
normalmente o pessoal que acompanha a
gente aqui que não tá no Brasil tá em
situação de Canadá. Que coisa, não
Canadá aqui sofrendo [música]
ultimamente, né? Com o nosso
excelentíssimo humano laranja,
pessoalinha complicada, com projetinho
estranho. Mas bom dia, bom dia, meu
querido, como é que você tá? E aos
baristas e não baristas, porque a gente
sabe que tem gente que tá com nós que
não é barista, não gosta de café, mas
nós somos pessoas inclusivas. Nós aqui
somos a comunidade inclusive, a primeira
igreja barista do YouTube, que também
tem a primeira igreja barista do
WhatsApp, que é para quem é membro,
membro, membro, membresia do canal.
Então não esqueça ou considere ser
membro, membro membresia aqui do canal
para ter acesso a conteúdos exclusivos
como cursos evangélicos e política no
Brasil, marx religião, como fazer seu
projeto de pesquisa, filosofia da
libertação. Umas paradas aí que a gente
pode trabalhar durante a nossa vida e
que parece que são úteis, além de outros
vídeos exclusivos, contando histórias,
causos, fazendo algumas reflexões e
então o pessoal tem bastante conteúdo aí
para poder ficar maratonando por muito
tempo. Gostar de ser membro, membra
membro, membresia aqui do canal, porque
o que sustenta o nosso canalzinho são os
membros, membras, membros, membresia do
canal. É isso que sustenta a gente. É um
canalzinho pequeno, não tem tanto view,
não tem tanto eh valor adquirido com
AdSense, mas com membresia sim. Então,
chega aí com a gente, ajuda, dá uma
força e você ainda pode fazer parte ali
do nosso grupinho exclusivo para você e
todas as outras pessoas que também são
membros, membras, membros, memeriz.
Acho que vale a pena, é bem bacana.
Chega com a gente, agradeço demais. Não
esquece também de curtir esse vídeo,
comentar para engajar, espalhar a
palavra por aí, né? Sai compartilhando
aleatoriamente. E tem esse lance que eu
sempre esqueço de comentar também que é
do hype, hype, o videozinho é um canal
pequeno, a gente pode se ajudar, não
custa nada, custa ter o trabalho aí de
mexer o dedo ou de enganar o seu patrão
enquanto você ouve em segundo plano o
nosso papo aqui no canalzinho, seja a
hora que você tá vendo, seja pela manhã,
seja à tarde, seja à noite, seja durante
o banho, sei o momento que você
considera mais aprasível ficar ouvindo
alguém falar, beleza? Ou na hora de
dormir, né? Pode ser que minha voz dê
sono, então pode ser isso também. Não
esquece de curtir, dar aquela rypada,
comentar essa coisa toda. E eu esqueço
que eu não, eu tô tentando não esquecer,
tô tentando lembrar de tudo. Não
esqueça, caso você considere
interessante também, dá ó para colocar,
mandar um Pix nesse meiozinho que tá
correndo aqui, ó, que é a chave Pix
aqui, ó. Brunoquidal.net.
É um nome ruim, é, mas é o que a gente
tem. Então você pode também mandar o
Pix, porque vai que tá sobrando uma
merreca aí.
Excelente dia pra gente. Bom dia,
Jéssica. Como é que você tá? Tudo bem?
Espero desejo que sim. Bom dia, pessoas
latino-americanas. Bom dia, América
Latina. América América del Sural
América del Norteo
[música] enal a los mexicanos
pero no a los estadunides pueblo
sufriendo pero hay que sufrir cuando es
un imperio.
Al menos un poco. Pero a gente que está
luteando contra la bom dia. [risadas]
Fala aí, Can, como é que você tá, meu
querido? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Bom dia, meu bom. Que aí, Bruno?
Bom dia, Bruno. Leite integral. Eu tenho
que fazer a lista, tenho que recuperar
todas as lives para fazer a lista de
trocadilhos excelentes. Bruno, bom dia,
Bruno Leite Integral. Bom dia. Bom dia,
Juan, meu querido amigo.
Bom dia, carapa. Como é que você tá?
Buenos dias. O pessoal acordou hoje no
PIC América Latina, hein? Buenos dias
para lá. Buenos dias para cá. Bom dia.
Bom dia. Bom dia. O que me lembra de uma
música muito bacana de um cara chamado
Facundo Cabral, um uruguaio. Bom dia,
América del Sur. Bom dia, América.
América. América del Sur. É bem legal.
Nem a situação de escritório. C tem e
pede o barista. Lógico que não. O
barista ele tá motivado, afinal ele tá
cheio de cafeína. E quando você tá com
cafeína, você fica ansioso, estressado,
motivado, louco para sair correndo,
explodindo por dentro. E a gente toma
muito café no escritório, tento que
ficar sentado, ou seja, aumenta a nossa
ansiedade. Por isso que eu sou a favor
de escritórios aberto. Bom dia, Thago.
Como é que você tá, meu bom? Bom dia,
meu bom. Bom dia. Bom dia. Um excelente
dia pra gente. Um excelente dia pra
gente. E mas aqui, é claro que a gente é
canal bilíngue, né? Buenos dias a los de
bom dia. Aí ó, uma adaptação bacana.
Gostei. Bom dia, minha gente.
Começamos uns minutinhos mais cedo por
motivo de trabalho. Já já vou ter que
sair um pouquinho mais cedo também, mas
sobreviveremos, né? Nada, nada que se
tudo der certo, nada dará errado. Se
nada dar errado, tudo dará certo. E hoje
a gente tem um papo bacana. Eu tô pelo
menos bem animado. Papo que surgiu aqui
como sugestão do nosso grupo barista.
Diga-se de passagem. É, faz. Então não
esqueça aí, se você é membro, membro a
membre de entrar em contato com a gente
pra gente poder fazer um papinho aí de
perdão, no nosso WhatsApp, o zap zap,
que a gente também distribui livros por
lá
legalmente.
Então faz parte livros e textos.
Ai, ai, ai.
O, a musiquinha tá muito alta, não tá de
boa. E para mim aqui tá tá legal, mas eu
às vezes depois eu me arrependo de não
ter ajustado o som
na gravação. Pera, deixa eu baixar um
pouquinho o som então
e ficar muito alto, fica estourando,
sabe? Não gosto. Preciso melhorar o meu
microfone também.
Pronto.
Ai ai. Vamos lá para assuntos
importantes, não é?
Estamos ao vivo, crack Daniel. Sim,
estamos ao vivo, Guilherme, bom dia. Bom
dia. Como é que você tá, meu bom? Tudo
bem. Aqui é para as pessoas também e
aficcionadas por choque de cultura.
Também somos aficcionados por isso, por
quase, por tudo que eles fazem. Fale de
cobertura, tudo mais que aparecer TV
quase a gente assiste, a gente
acompanha, a gente gosta. Ambiente de
música
é bom, né? Caito, cara. Caito é bom
demais. Rogerinho. Rogerinho Lingar.
Vocês assistiram a série
choca de cultura? Aquilo ali é, cara,
aquilo ali é cinema que saiu na no canal
Brasil.
Bom dia. TV qu é quase barista.
TV quase barista.
É por aí,
pô. Eu tenho que fazer um uns
apontamentos aqui antes da gente começar
com o tema.
Pera aí, meu óculos tá embaçando. Lá
fora tá chovendo, aqui em casa tá
quente. Aí complica tudo.
Uns apontamentos importantes sobre
esquerda, direita, comunismo. Acho que
esses dias eu tava coçando para falar
sobre isso. E aí hoje o pessoal acorda
muito cedo na igreja barista, né? que
toma café cedo, vai trabalhar cedo, faz
tudo cedo. E aí lá o grupo do Zap já
tava comendo solto com papos
interessantes que me instigaram a fazer
uns comentários aqui. Eu vou vou tentar
aproveitar, mas antes, Bordona, bom dia,
meu querido. Como é que você tá? Tudo
bem? Que bom que você tá aqui com nós.
Excelente dia para nos outro.
Vamos lá. Hoje o debate começou cedo.
Começou, pô. Guilherme, que a prova
prova viva de que tá lá no nosso
canalzinho, na Primeira Igreja Barista
do WhatsApp, cara. Começou
full pistola, não, mas com muita
gentileza e delicadeza e como é que é
que fala? Com muito respeito múo, mas a
gente conversa bastante. O chat é muito
gentil, muito bacana e o pessoal lá do
do da membresia também. É, o pau tava
tourando lá na igreja, só que com em
paz, né? Engraçado que a gente debate,
todo mundo sai vivo, satisfeito, ninguém
precisa ser humilhado, agredido. Não,
[música] troca ideia. Trocar ideia é
bom.
Dá para ser gentil e discordar ao mesmo
tempo. Ai, dá um esforço daado. Dá
views. Não. Ah, diminui o engajamento.
Sim,
mas é isso, né? Exato. Altos papos
dentro do tom. Exatamente. Num tom
cordial, né? Num tom eh civilizado, no
bom sentido da palavra civilizado. Um
tom amistoso, né? um tom ali de
rivalidade
sadia quando existe, essas coisas, coisa
que parece às vezes que o pessoal
esquece que é possível. É possível. Ah,
mas o mundo não é assim. Não, mas é
possível. Ou seja, tudo bem, né? A gente
tenta melhorar, se ajuda.
Clima de descontração, alegria, um tapa
na cara aceito normalmente com, né,
entre todos, né? Faz parte do jogo.
Brincadeira.
Bom senso faz mal os negócios. Muito,
muito. Na internet, cara, você tem um
bom senso. Você conversar com o mínimo
de de cuidado e respeito, né? Eh, não
rende, não rende. O que rende é treta.
Que rende é barraco. Que rende é ofensa
gratuita.
Pode ofender, pode, mas não
gratuitamente, né? Tem que ter ali algum
alguma base, tem que ter. Como diz o
mineiro, tem base num trem desse? Quando
ele pergunta isso é porque não tem. Tem
base um trem desse? Então tem base o
cara ofender gratuitamente? Não tem.
[música] Tem base num trem desse. Então
a gente precisa se esforçar para ter
base, pro cara não perguntar se tem base
em um trem desse. Tem base um trem
desse? Tem. Então pronto. Se tem, ele
não precisa nem perguntar, tá tudo bem.
Se ele tem que perguntar é porque não tá
tendo base. Ajeita a base aí, pô.
Ajeita a base. É uma expressão que eu
adoro. Como é que traduz? Tem base um
trem desse para inglês ou pro espanhol?
É impossível. É uma expressão única.
Como é que você tradu? Tem base um trem
desse?
[risadas]
É, é, é impossível de traduzir. Tem base
um trem desse? Não tem.
É isso é. Adoro a nossa língua e as
nossas gírias e vocabulários locais. Tem
base um trem desse? Tem, pô. Não tem.
Ai, mas vamos lá, vamos lá, vamos lá.
Pô, eu queria fazer um um papo inicial
aqui sobre esquerda e comunismo. Acho
que é um papinho aqui agradável para
deixar todo mundo feliz.
Papo é o seguinte,
tipo
lá no nosso nossa conversa hoje da da
Exatamente. [risadas]
Essa expressão é boa também. Pessoal
acha bonito ser feio. Essa expressão
maravilhosa.
Eu adoro. Acha bonito [música] ser feio.
Pô, a gente tava hoje papeando lá no
nosso na negreja barista do WhatsApp,
não, aqui do YouTube e a gente conversou
sobre eh no meio, né, nes surgiu aquele
lance
do
Tô Fulano é de esquerda ou não é de
esquerda, né? Quem é de esquerda? Essa
esquerda que não é esquerda. Esquerda.
Quem é esquerda, esquerda, né?
E é um tema engraçado, assim, eu entendo
que as pessoas querem dizer. Ixe, pera
aí, pera aí, deu algum problema aqui no
meu computador
com a bateria. Um minuto, deixa eu ver o
que aconteceu com a minha bateria. Em
teoria era para tá carregando. Pera aí,
pera aí.
Xi,
eu acho que o meu carregador queimou.
Tem que trocar. Pera aí, um minutinho.
Sorte que eu tenho dois carregadores
iguais. Que coisa, não
vai?
Aí,
vitória.
Ah, que que eu ia falar?
Não, então não foi nem enel não. Ó, sabe
o que aconteceu?
Eu tenho uma régua aqui que aqui é tudo
improvisado, né? Tudo que é
absolutamente amador. O meu computador,
ele está em cima de duas caixas de jogo
de tabuleiro grossas que eu tenho para
deixar nessa altura bacana, enquanto
esse aqui tá em cima de outras duas, o
microfone também menorzinhas. Aí fica
aqui equilibrado.
Eu tenho uma régua que não posso contar
de régua, vou chamar de extensão só
porque aquilo ali, coitada, que ela é
bem fajuta. Paguei bem baratinho nela,
mas é a que eu tenho [risadas]
e aí eu utilizo ela como meu recurso ali
para poder para poder, como é que é que
fala? Ligar as tomadas das luzes, essas
coisas, porque tem umas luzes ali que tá
dando uma disfarçada no, né, na minha
cara. Aqui tem a luz aqui atrás, aqui em
cima ligo as luzinhas para tentar
esconder que aqui na minha casa é
extremamente escuro. Eu tô com em cima
da mesa da minha cozinha que separa a
sala aqui da cozinha aqui, né? Então,
essa parede aqui já é da sala e aqui já
é a parede da cozinha. Aqui estamos.
[risadas] Esse é o ambiente. E eu acho
que o meu uma das tomadas da minha régua
ali deu curto, mas ela tá funcionando.
Eu achei que era o [música] carregador,
mas é a régua. Eu ajustei ali e vai
funcionar. Só preciso ajustar, arrumar
ou essa régua, ou comprar uma nova, que
eu acho melhor comprar uma nova porque
ela é bem mesmo. Só substituir, substit
trocar.
Deu tudo certo. Eh, para falar mal da
esquerda dá nisso. [risadas]
Falando de negócio, está com a camisa da
Zelota? Já fez comercial? Ainda não, mas
farei.
Zelota. Sigam a zelota. Vou, vou, vou
fazer já, já um comercialzinho bom que
talvez a gente leia um texto da Zelota,
inclusive eu aqui, ó. Leia a revista
Zelota.
>> [risadas]
>> Da, bem que é importante, né, fazer
propaganda. Lei a revista Zelota. Já a
gente vai ler. Qual foi o último artigo?
O último que saiu da revista Zelota foi
uma entrevista que a gente fez com um
ancião da igreja adventista da
Venezuela. Na Venezuela. E ele falando
sobre os mitos que o pessoal fala sobre
a Venezuela, que lá é uma ditadura, que
não sei o que, não sei o quê. E ele
fala, a gente entrevistou o cara e o
cara fala: "Não, não tem nada disso não.
Liberdade religiosa de expressão."
Aí vocês lê a entrevista lá.
Não tem ninguém que não tenha 1 kg de
cabos em alguma gaveta hoje em dia?
celular, fone, ouvido. Exatamente.
Esse aqui eu tenho dois carregadores
igual porque dois computadores, o antigo
que eu tinha que quebrou faz uns anos,
uns bons anos, que e aí eu comprei um
novo que era piorzinho que o outro, mas
era o mesmo mesmo mesmo tipo de
carregador, né? Da mesma empresa.
Tava falando sobre esquerda versus
pessoas que dizem que são de esquerda,
esquerda, esquerda, que esquerda mais
esquerda. Exato. A gente já vai falar
disso.
Mas Bruno P, mas o Bruno Pós e o Bruno
Youtuber, cada um tem um cenário, acho
profissional. É excelente. É, mas tem um
motivo, Carapa. Vou dizer que o Carapa
ele é da pós-graduação, na qual eu atuo,
que é a pós do Instituto Conhecimento
Liberta, né? Atuo lá, tava como tutor de
uma das pós-graduações,
eh, e agora tô como coordenador de uma
outra. Então, a gente tá mudando aí a
vida, né?
devagarzinho, devagarzinho.
E aí quando a gente faz os nossos
encontros de grupo de estudo com a turma
da pós-graduação, eu faço lá no meu
quarto, que era o cenário que eu usava
nas gravações dos primeiros vídeos aqui
do canal. E aí, por que que eu faço
agora as lives aqui com esse cenário?
Porque aqui é mais bonito, né? Muito
mais legal que o meu quarto. Essa
cenário aqui que dá uma profundidade, ó.
Ó, encontro das paredes dá profundidade.
Ali é a porta de saída da minha casa,
né? Então você entra e sai por ali.
[risadas]
Aqui nessa cena de que da profundidade
fica mais claro, tem um janelão gigante
da minha sala aqui, então a iluminação
fica bacana, fica mais interessante e é
menos caótico, né? Ele fica mais clean,
fica mais bonitinho da profundidade, o
outro é mais chapado, tal. Aí parece que
eu planejei tudo, mas é tudo de
improviso mesmo. Nada foi planejado.
[risadas]
Bom dia. Bom dia, Gabriel. Como é que
você tá, meu? Bom, chegou na hora certa
que a gente i falar de esquerda.
Esquerda.
Ser de esquerda não é xingar a gente no
Twitter, fomos enganados. Não, não é,
não é porque dá para ser de direita e
xingar a gente no Twitter também.
O Twitter, na verdade, é só xingar, né?
Ele ele é um é muito democrático nesse
sentido.
Bom dia a todos. Bom dia, querido. Fazer
o What. Como é que você tá? Fazer o quê?
Quer ser fazer o what?
Bom dia, meu bom. Você é de esquerda?
Achei que a esquerda era uns amiguinhos
que a gente faz pelo caminho também.
também. A verdadeira esquerda são os
amigos que nós fazemos pelo caminho. Com
certeza.
Assim como o verdadeiro roteiro, né?
Coloca um varal e um pano verde. Aí o
cenário pode ser no sempre que você
quiser. Pois é, cara. É que não dá para
fazer tão bem porque eu ainda não
consigo ajustar do jeito que eu gostaria
a luz. Eu ainda não tenho a luz que eu
queria. Mas essa parede aqui, ela é um
tom de verde,
que ele é um verde bem específico, que é
a minha companheira que fez esse tom.
Ficou bem bonito. Inclusive ela preparou
a minha companheira manda muito. Ela ela
é fez um curso de
esqueci o nome, mas ela mexe com coisa
de fazer cor. Ela ela desenvolve
produtos cosméticos, né, numa fábrica
aqui na zona sul de São Paulo. E ela fez
um curso lá de cores, tal, ela manja
muito de mexer com cores, esses bagulho
tudo. E ela fez a cor aqui da parede que
é bem bonita, dicas de passagem. E aí a
quando dependendo do tipo de luz que eu
consigo colocar aqui, ela fica verdão,
faz fundo verde. Eu já gravei alguns
poucos vídeos usando ele de fundo verde.
Dá para fazer, só que aí preciso de um
equipamento mais adequado para não dar
problema. [risadas] Mas dá para fazer,
dá para fazer fundo verde, pô.
Bom dia. Bom dia, Brunovski. Quem me
chamava de Brunovski
era meu avô às vezes. Fala Brunovski.
Que coisa. Verdade. Não existe outra
coisa para fazer no Twitter além de
xingar. Fui moleque. É, o Twitter é para
isso. E a minha persona no Twitter é uma
pessoa extremamente desagradável
[risadas]
de propósito, né? 50% do meu corpo está
do lado esquerdo. Faz sentido. Faz
sentido.
Se aproxime mais do Senhor. É a luz que
você precisa. Amém.
[risadas]
Salve, Kevin. Bom dia, meu bom. Tudo
bem? Espero desejo que sim, cara. Ai,
ai, ai. Eita. Eu não sei o que que é
eita, mas é eita. Eita atrás de eita e
nossa atrás de nossa. Meu Deus do céu,
cara. O meu vô, me chamava de Brunovski.
E tem um motivo,
eu já contei essa história aqui e acho
que já contei no nosso curso de
evangélicos e política no Brasil aqui do
canal também.
O meu meu pela parte da minha mãe é
minha família branca
e a a parte da minha mãe é a família
da classe média/ elite, não é? Elite da
igreja Assembleia de Deus, né? fazia
parte da elite da [música] Assembleia de
Deus aqui no Brasil, de uma das
denominações da Assembleia de Deus, que
é Assembleia de Deus do Ipiranga.
Eh, e a parte do meu pai é o chão de
fábrica da igreja, vamos dizer assim.
Mas da parte da minha mãe, o meu
tataravô se chamava Bruno, meu nome em
homenagem a ele, o meu tataravô, né?
Consigo chegar até o tataravô por parte
da minha mãe na linha genealógica.
D pro meu pai não, mas do do do da minha
mãe dá. E aí chega nesse cara que é o
Bruno. Bruno. E o nome dele dele era
Bruno Skolimovski.
Ele era polonês. Ele veio pro Brasil.
Ele casa com a minha avó Maria paraense,
eh,
que era,
ah, esqueci.
Tudo bem, já vou lembrar. Mas beleza.
Bruno Scolimovski, casa com a minha avó
Maria e tal. O Bruno Escolimovski, esse
polonês
no sul do Brasil vai para aquelas
colônias onde o pessoal, por causa das
políticas de branqueamento, né?
Políticaista é canalha de branqueamento
que acreditava e misturava que a
modernização do país dependeria de
assimilação de de população branca
industrial europeia.
E na Europa, aquele caos que tava tendo
de primeira e segunda grande guerra, meu
tataravô vai pro sul que se converte.
Ah, não, não, falei grosélia no norte
mesmo. Ele se converte, depois ele vai
pro sul, ele se converte
eh
no norte, no norte do país,
onde tinha sido implantada a primeira
Assembleia de Deus do Brasil, que é a
Assembleia de Deus do Belém, no Pará.
E o meu tataravô é um dos primeiros
pastores ordenados aqui no Brasil. Ele é
um dos primeiros pastores da primeira
geração de assembleianos aqui desse
país. E aí o meu nome era, o nome dele
era Bruno, Bruno Skolimovski, saiu
fundando uma pancada de igreja pelo
país. Aí sim ele foi pro sul, ele fundou
a igreja em Curitiba. Assembleia de Deus
de Curitiba pelo meu tataravô foi
fundador. Assembleia de Deus de Santos,
meu tataravô foi fundador. Assembleia de
Deus no Rio, tem duas que ele fundou,
uma delas é grande, eu já não lembro
qual. E ele foi passando, foi fazendo
esses rolê. Ele era fundador de igreja,
implantador de igreja. Eu era o Bruno
Skolimovski. E aí o genro dele, né, que
é o meu bisavô, o Alfredo Rei Dal, era
pastor e fundou a Assembleia de Deus
Ortodoxa do Ipiranga. E daí vem a minha
linhagem de conhecimentos e vivências na
Assembleia de Deus.
Eis uma história interessante aí para
vocês então que vai aparecer na nossa
live hoje. Então já tô antecipando
aí meu vou chamar Bruno. Bruno, como é
que o nome?
Brunovski. Fala Brunovski. Parabéns aí
os campeões corintianos. Parabéns.
Parabéns para nós. Vai Corinthians.
A esquerda são os rachas que fazemos
pelo caminho também. [risadas]
Além dos amigos, os racha também. Lê
comentários. perde o o time a piada
perde a graça. É, foi mal. Vou tentar
melhorar
por escoliose. Sim, sim. Mas ao mesmo
tempo a gente tem que ler aqui, né, o o
comentários para ser legal.
Mas a gente tem coisa boa também, viu? O
açaí é nosso. Caráp do Pará. [risadas]
É, também tem coisa boa no Pará. Também
tem coisa boa.
Quem diria que o Requid é quatro centão?
Sei nem o nome do meu. É para você ver.
Para você ver. Mas no caso só dá para
saber porque são imigrantes que vieram
no começo do século XX, né? Nas
políticas de imigração. A parte branca
da família aí dá para dá para saber. Dá
para saber. Ortodoxa. Sim. Ortodoxa.
Bruno seguiu a tradição familiar de
fundar igrejas. Você como a primeira
igreja barista. Exato. Nós somos um
implantador de igrejas. Aqui nós
começamos a Primeira Igreja Barista já
do WhatsApp, primeira igreja barista do
YouTube. São primeiras igrejas baristas
por aí. [risadas]
Ai ai
que vida, não. Mas tudo isso para dizer
o quê? Tudo isso para dizer o quê? Para
dizer que a esquerda falando de
esquerda, né?
Hum. Mas é um papo sério, né?
A esquerda brasileira.
Eh, e é internacional também, acaba
fazendo umas paradas que não faz
sentido. Por exemplo, dizer
fulano de tal é de esquerda, tal bagulho
é de esquerda, a esquerda é de esquerda.
Eu entendo o que se quer dizer, então eu
respeito porque eu sei do que que a
gente tá falando, pô. Beleza. Show,
show, show, show. Sei do que estamos
falando. OK. Ah, aquele cara não é de
esquerda. Esse cara é de esquerda. Nada
a ver. Esquerda. Mas por que que causa
tanta confusão a gente definir o que é
de esquerda e o que não é de esquerda?
Porque a própria ideia de esquerda, ela
é uma analogia
espacial a um espaço específico. Ela é
necessariamente relativa, é esquerda em
relação a que.
Simples assim. Quando você pega um
referencial, você indica o que que é
esquerdo, o que não é. a partir desse
referencial.
Então você não pode dizer aquele é de
esquerda e esse não é de esquerda. É
depende de quê. O vocês já leram
chutando a escada do Rajun Cheng.
Leiam Chutando a escada do Rajun Cheng.
Mas antes de ler o texto, a
continuidade, vê um pouco a intro
prefáciil, vale a pena,
porque você vai perceber que dependendo
do lugar que o cara tá, ele vai ser
visto de uma maneira diferente,
de verdade.
Tem tem até uma entrevista do Rajun
Cheng que ele fala isso assim
explicitamente. Ele fala: "Pô, eu vou
dar aula na Inglaterra, dizem que eu sou
de direita. Eu vou pra Coreia do Sul,
ele é coreano. Eu vou pra Coreia do Sul
dar aula. Dizem que eu sou de esquerda.
Cada um me taxa de um jeito. Na
Inglaterra me chamo de direita, na
Coreia do Sul me chamo de esquerda.
Por quê? Porque é relativo, é um uma
referência, uma analogia espacial. Se
você tá aqui, você tá ali. Depende em
relação a que você tá à esquerda ou à
direita. conceitualmente, todo mundo
aqui já sabe que a ideia de esquerda, de
direita, de centro, vem em referência ao
parlamento francês depois da revolução
francesa que você tinha o pessoal de
centro, pessoal de direita mais
conservador, pessoal de esquerda mais
liberal ou radicalizado. OK? Então a
gente tem uma orientação, mais pra
direita fica mais conservador, recrudece
mais, mais a esquerda vai ficando mais
liberal. Só que isso não te dá nenhum
parâmetro se você não tiver qual que é a
tua referência em relação ao parlamento
francês diante do rei ou do presidente
da Câmara ou de não sei quem, eu consigo
ter uma referência em relação a esse
cara, as decisões que ele tá tomando.
Agora, em outras circunstâncias, não faz
sentido. Então, assim,
vamos nos ajudar, não é? Para de
discutir em abstrato o que que é
esquerda, o que que é direita. Vamos,
vamos. Em relação a quê? e vem, ah, o PT
não é verdadeiramente de esquerda em
relação ao partido radicalizado, como o
que eu sou filiado, não. Mas em relação
ao que eu existe no parlamento
brasileiro é de esquerda.
Simples assim.
Simples assim. Então, a gente
perde muito, gasta muito tempo, muita
moringa sem sentido, sabe assim? Ah,
essencializando esquerda. É aí. Aí
muitas vezes a gente que é comunista,
que é marxista, que fala sobre
dialética, fala sobre um pensamento mais
complexo de tensionamento e tal, a gente
que não pode essencializar e naturalizar
as coisas, a gente trabalha com
categoria essencializada, categoria fixa
e naturalizada. Esquerda é dois pontos e
dá uma definição de essência.
Ai mano, aí vocês não me ajuda, né?
vamos ser ter bom senso. Bom senso. Bom
senso.
[risadas]
Eu adoro quando eu vejo um comentário
falando que tá o filme é de esquerda, me
tira um bom sorriso. Eu também. Ai, meu
Deus do céu. Isso que em relação aqui,
né?
Pai amado, Deus é o jardineiro e
esquerda somos nós. Exato.
Essencialmente [risadas]
os liberais eram progressistas em suas
revoluções. Exato. Exato. E recebem
grandes elogios de Marx, inclusive nesse
sentido. E [risadas]
cara, se você lê, a gente tem aqui
aquela aquela série de lendo o manifesto
comunista linha a linha aqui no canal.
Então, tem uma playlist aqui, Lendo o
Manifesto Linha Linha. O início do
manifesto é um grande elogio. A
burguesia e a capacidade que ela tem do
desenvolvimento das forças produtivas.
Ele elogia para caramba a burguesia na
capacidade de desenvolver as forças
produtivas. Aí ele faz a crítica.
Cérebro, por favor.
Essa série é ótima. Exatamente. Breaking
Bad. Não, a leitura linha linha do do
Manifesto Comunista. por favor.
Morte, as essências. Exato. Chega de
essência. [risadas]
Ah, não dá, cara. A gente tem que ter um
um pensamento mais sofisticado, uma
capacidade maior de de manejar conceito,
de
buscar aliado, de fazer uma análise mais
concreta, sabe? Assim, importante,
importante, importante. Humanidade, nos
ajudemos uns aos outros. Amém. É
bíblico.
[risadas]
Ah, f bíblico tem uma piada idiota entre
crentes, né? Nós crentes tem uma piada
idiota, né?
Ai, piada idiota, mas que funciona para
poder dar aquela lacradinha
de de crente. É lacradinha que é assim,
não, porque Jesus é de direita, porque
ele está à destra de Deus Pai. À direita
de Deus Pai.
Sim, isso existe.
Aí o animal faz a lacradinha, né? Porque
está à destra de Deus Pai e não percebe
que tá à direita de Deus, mas a esquerda
dos homens. [risadas] O que me faz
pensar que a direita de Deus é mais
radical do que a esquerda dos homens.
Porque a gente quando seres humanos
nessa imagem, estou olhando a destra de
Deus Pai, tá olhando aqui e vendo a
esquerda. Então tá tomar a esquerda. Aí
ó,
é comuna radical, né?
Porque o pessoal não percebe que é
relativo, espacializado. Eles fala: "Ai,
que bobagem do crente". Sim, mas o
comunista médio tá fazendo igual
falando: "Ai, você não é de esquerda,
tão esquerda quanto eu sou de esquerda.
Olha como eu sou de esquerda. Eu sou
muito mais de esquerda.
Uma vez fui ler junto de uns jovens o
manifesto e eles ficaram confusos. Ué,
por que tanto elogio? Achei que o
comunismo era xingar geral. [risadas] É
possível. Eu não sei se é real esta
cena, mas caso ela seja, ela é
perfeitamente viável. Eu já aconteceu
isso várias vezes. Você vai lendo lá e
falando, pô, mas ele tá falando bem aqui
do desenvolvimento das forças
produtivas. Sim,
uma pancada de elogios que tem ali. Aí
depois você faz a crítica.
Lacra crente. É lacra crente.
LCRA. O que me lembra de um humano que
eu não sei se ele existe ainda, né? por
algum momento apareceu na minha vida de
internet que era o tal do por causa da
música que a Cruzinha fez uma música
para esse mano.
Parece com Lacoste o nome dele. Tudo
bem, mas é alguém que apareceu e sumiu.
E eu não entendo que essas pessoas ficam
famosas na internet. Pelo amor de Deus.
Vestir boné do Maga é de esquerdo.
[risadas]
Em relação a quem? em relação a a um
ultra
católico.
Ué, o pastor me enganou, então. Mas
talvez, não é? Talvez ele tenha te
enganado. Existe um potencial grande,
vou te dizer isso. Lacronte. Lacronte.
Loconte. Loconte, perdão. Eh, eu nem sei
que é esse mano. Loconte pode par, pode
par. Eu não sei que esse mano. Ele
apareceu por causa, eu lembro da música
da Croizinha que era engraçada aquela
música. maravilhosa. Acho que era um
papo dele com o Gustavo, né? Gustavo
Machado. Aí bota o camisa 10 para jogar
com Ah, não dá.
Contra o 27
do time de base B, tá ligado? Não dá. O
boné do mago é vermelho. [risadas]
Você tem um ponto aí. Dito isso, né?
Dito isso, acho. Não, eu pera que assim,
é bobagem, não é bobagem. a gente tem
que falar umas coisas que às vezes são
simples porque é importante, cara.
Falando em rela esquerda em relação a Q,
sabe? Direita em relação a Q.
Importante.
E aí tem uma outra coisa que eu acho que
é importante também. O
[risadas]
chat tá divertido, cara. Tem um um outro
ponto massa assim, tipo,
hoje a gente vai falar um pouco sobre
religião na América Latina e isso
envolve questões políticas,
declaradamente. A gente vai fazer
algumas articulações a respeito disso.
E tinha muita gente
na América Latina, existe ainda hoje,
mas um grupo muito menor, que era de
esquerda e socialista ou de esquerda eh
que era religioso e socialista ou
religioso e comunista, abertamente, né?
Então aí o pessoal, ai, mas é possível
fazer isso, né? Dá para ser de não sei o
quê, não sei o quê. Dá para ser
comunista e crente, tal. Eu queria fazer
um comentário aqui importante, que que
dá uma definição de comunismo.
Importante importante aqui uma definição
de comunismo
sem moralismo.
Importante. Importante.
E a definição de comunismo que eu quero
dizer é a seguinte: que um comunista
pretende? Que que qual o objetivo de um
comunista?
O objetivo de um comunista,
objetivo do comunismo, objetivo último,
em última instância, em última
instância, objetivo de um comunista do
ou do comunismo,
é você
garantir que a coordenação da divisão
social do trabalho e o planejamento do
desenvolvimento das forças produtivas
estejam a cargo
dos trabalhadores,
porque a sociedade é uma sociedade de
trabalho
compartilhado,
socialmente distribuído, socialmente
organizado e que, portanto, precisa ser
socialmente decidido.
É isso.
garantir a coordenação da divisão social
do trabalho e o planejamento da do
desenvolvimento das forças produtivas
a partir dos trabalhadores, a partir de
quem da base dessa sociedade, da maioria
dessa sociedade
com de divisão complexa de trabalho, uma
alta complexidade de divisão do
trabalho,
é você mudar o modo de produção,
transformar o modo de produção. Ele sai
do mecanismo automático em que o
produção, acumulação, ampliação,
reprodução ampliada de capital não é o
centro, não é o objetivo, não é
orientador das tomadas de decisão da
divisão social do trabalho e do
desenvolvimento das forças produtivas.
Não é isso. São os trabalhadores, é quem
produz e quem consome, quem faz o ciclo
ter começo, meio e fim.
Quem faz o ciclo de começo, meio e fim,
quem é o sujeito desse decisor disso,
passa a coordenar cada vez mais essa
divisão e e também planejar o
desenvolvimento das forças produtivas
para onde vai.
É isso, é isso que se pretende,
utilizando os conhecimentos disponíveis,
realizada essa transformação no
na coordenação da divisão social
trabalho e no planejamento do
desenvolvimento das forças produtivas,
você superou o modo de produção
capitalista.
É isso. O que um comunista pretende é
fazer isso.
Pronto. As outras coisas que vierem no
combo,
todas as outras, elas são derivadas ou
secundárias. Ou derivadas dessa dessa
ação ou secundárias. Derivadas desse
objetivo ou secundárias. É isso. Ah, dá
para ser crente comunista? Óbvio, porque
enquanto uma pessoa religiosa que sou,
meu objetivo é que a coordenação da
divisão social do trabalho seja cada vez
mais a cargo sobre controle dos
trabalhadores e que o planejamento do
desenvolvimento das forças produtivas
também. Então, se a gente vai produzir,
consumir e o excedente ser direcionado
para um novo investimento, pro
desenvolvimento da sociedade, o
desenvolvimento das forças produtivas,
que esse desenvolvimento, que esse
planejamento, que esse investimento não
seja feito para voltar pro bolso de um,
né? Um trabalho socialmente realizado
tem que ser socialmente decidido e
determinado para garantir com que o
ciclo seja relativamente estável,
sustentável e se mantenha. Afinal, o que
a gente faz hoje é todo mundo trabalha
aqui, combinado, todo mundo tá
produzindo uma porrada de coisa e todo o
planejamento da coordenação dessa
divisão social do trabalho é decidido
pelos interesses de um, que é o do dono
privado de um meio de produção. Esse um
que tá decidindo sobre uma empresa
inteira, sobre toda uma organização
social que produz, ele não tá pensando
na sustentabilidade desse desse
processo, que os trabalhadores continuem
empregados, que eles possam consumir os
produtos, que eles tenham dignidade para
conseguir manter o ciclo econômico
funcionando. Ele tá pensando em como
conseguir mais lucro. Porque quando ele
faz isso, ele destrói as condições da
própria reprodução social na qual ele tá
atuando. Só que na hora que precisar
fazer os cortes de gasto, na hora que
precisar não sei o que lá, ele lasca a
vida dos trabalhadores. Essa sociedade
fica toda defasada, porque agora vai ter
um monte de gente que foi, perdeu
emprego, que não consegue mais ser
produtiva, que não tá absorvida na
reprodução social, então que vai começar
a criar crises e conflitos
necessariamente. E esse cara pega esse
esse capital que ele não vai perder, né?
Ele vai diminuir o lucro por um tempo,
pegou o capital de volta e reinveste em
outro setor.
Vai desenvolver as forças produtivas,
não desenvolve as forças produtivas
pensando com que as pessoas precisam
garantir as condições de produção e
reprodução da vida e poder consumir no
final. Não, não faz isso. Não faz o quê?
Faz não, não, não, não, não. Eu vou
investir e desenvolver força produtiva
para não precisar mais ter mão de obra,
para diminuir meus custos, porque eu não
quero pagar salário pro pessoal, não
quero. E aí ele não pensa, mas quem vai
consumir o que você tá produzindo?
Então, um comunista pretende
que a coordenação da divisão social do
trabalho esteja cada vez mais sobre os
auspícios dos trabalhadores, assim como
desenvolvimento das forças produtivas,
planejamento a partir dos trabalhadores.
Show. Ótimo. Isso é ser comunista.
Sou comunista.
Obrigado.
Espero que você tenha sido útil pra
gente continuar nossa conversa daqui pra
frente.
Espero que tenha sido útil. Ih, travou o
bagulho todo aqui. Aí,
pastor, essa semana meteu um nini viaje.
Meu Deus do céu.
Aí é
meu pai. Bom dia, Bruno. Nosso barista
supremo. Eu com certeza não sou supremo,
mas com certeza sou barista.
Dizem que ele tocou o número. [risadas]
Falar em religioso e comunista. Estava
lendo o livro da alma revolucionária do
Camilo Torres. O texto dos editores é
curtinho. Ó que legal. Ideal para o
react de um texto futuro. Fica a dica.
Vou acatar esta dica e já vou aproveitar
o gancho do Camilo Torres para falar
sobre a religião da América Latina.
Inclusive o texto trata sobre isso, de
que não é essa não há essa dicotomia
entre religioso e comunista. Óbvio que
não. Pelo amor de Deus. O problema é o
como exato aí o como a gente faz na
história, né? [risadas]
E ó, eu ainda bem que não eh que eu não
estou dissertando sobre isso. Ih,
só que eu tava dissertando de uma forma
mais burrinha. [risadas]
Tá de boa.
Exemplo que o professor citou: redes
ferroviárias de escoamento no Nordeste.
Planejamento apenas para isso. Acabou o
ciclo, vias abandonadas e regiões de
decadência. É, e outras milhões de
outras coisas que a gente poderia pegar.
O exemplo que eu gosto do Franz dizendo
sobre a a
o desenvolvimento do
salitre artificial, ele acaba com a
indústria do salitre natural, né, vamos
dizer assim. Ah, ele tem ganhos, tem não
sei o que lá. Sim. Só que aí todos os
trabalhadores que estavam nessa outra
indústria, eles vão para onde? Ele fala
isso no começo do século XX aconteceu
isso. Os trabalhadores vão para onde?
Quem vai consumir daqui pra frente? O
que acontece com essa galera, essa mão
de obra, né, ela é planejada como o
ciclo ele se encerra, ele se quebra, né?
Tem vários ciclos econômicos que não são
ciclos, porque eles se quebram, eles não
têm continuidade, não, não é
sustentável, não dá para reproduzir.
Eh, ai, hum, um dia a gente fala
especificamente sobre isso, mas é isso.
Tá bom? Importante então a gente falar
um pouquinho sobre esquerda, que quer
ser comunista
pra gente falar sobre religião na
América Latina.
que eu vou aproveitar a deixa do Kevin.
Deixa eu só ver um negócio aqui. Pera
aí, pera aí, per antes que eu faça
bobagem.
Eu não quero falar bobagem. Cadê? Cadê?
Cadê? Cadê?
Hum. Isso foi isso mesmo. Então, não,
não tô falando. Ã,
eh, cadê, cadê, cadê?
aqui essa semana, essas próximas duas
semanas, já que Kevin falou sobre Camilo
Torres. Camilo, ontem, dia 3, foi
aniversário
de Nascimento de Camilo,
Nascimento de Camilo 2, 3 de fevereiro.
E dia 15 de fevereiro é a data de
falecimento do Camilo.
Então,
temos aí algo a considerar nessa semana
sobre questões de eh América Latina,
religião e tudo mais. Inclusive, eu
indico que tá tendo um um evento online
no canal Não É heresia, do nosso querido
Carlos Nunes, organizado junto com o
pessoal do CEBI de Minas Gerais, eh,
sobre o
o Camilo Torres, né, ou animados a
partir da história de Camilo. Então,
vale a pena lá, quem quiser acompanhar,
beleza?
É massa, é massa. No canal não é
heresia, não é heresia.
[risadas]
Esse é bom. Se é comunista gostar do
gosto de ferro, das grandes estradas de
ferro que vão cortar o nosso país,
levando infraestrutura e distribuição de
renda e riqueza material na fitiria, na
futura eh revolução brasileira, talvez.
Não sei, não sei. Essa é minha fanfica
sobre comunismo. [risadas]
Mas o a história de Camilo, Camilo ontem
seria a data de nascimento, dia 15 seria
a data de falecimento. Camilo, El Camilo
Torres.
E aí o o Camilo, quem que foi o Camilo,
né? Camilo, que é esse camaradinho aqui.
Vou até pegar uma fotinha do Camilo para
quem nunca viu Camilo.
Camilo Torres.
Camilo Torres. Acho que é Camilo Torres.
Estpo, inclusive, se não me engano, é
Camilo Torres.
Vamos ver uma fotinha bonita do Camilo.
Qu fotinho bonita do Camilo. Tem muitas
fotos do Camilo. Tem umas mais para lá,
outras mais para cá. Ah, a gente tem um
um texto do Camilo Torres na Zelota.
Então, já vou fazer propaganda dupla.
Esqueci que tinha o texto da Zelota. A
gente traduziu um texto em homenagem ao
Camilo Torres lá na Zelota. Tá uma boa
semana para pensar sobre isso. Aqui na
revista Zelota
temos essa fotinha de Camilo. Ó o
Camilão, ó, com esse olhar, ele sedutor.
Ele é padre, então respeitem o padre.
Mas esse é o Camilo Torres. Camilo
Torres. Camilo Torres. Camilo Torres,
né? Esse camarada aqui, ele virou um
ícone ou um mártir da própria teologia
da libertação aqui na América Latina,
mas ele não era da teologia da
libertação, porque ela só surge enquanto
teologia depois.
Camilo, se não me engano, ele falece em
65 e a teologia da libertação enquanto
corpo teórico surge ali no começo dos
anos 70, né? Final dos anos 60, 68, 69,
70. Falo 68, 69 porque tem o texto do
Ruben Alves, que era teologia da
libertação e depois virou Teologia da
Esperança por questões editoriais e de
reposicionamento político para poder
vender. E o texto Praxis da Libertação
do Hugo Asman. Mas aí vai ter o termo o
teologia da libertação de maneira
sistematizada em 1970 com a publicação
de Teologia de la liberação
perspectivas, né, que a gente tem um um
vídeo aqui no canal lendo uma parte
desse texto, teologia da libertação,
perspectivas do Gustavo Gutierres, né,
que faleceu ano passado.
Então, tá aqui Camilo. Camilo era
considerado um mártir da teologia da
libertação, mas ele vem antes da
teologia da libertação. E isso é
importante da gente pensar por muitos
fatores.
O primeiro dos fatores é que o
movimento que vai se chamar teologia da
libertação era um movimento reflexivo e
que se sabia e se percebia como
secundário. Mas no processo do
desenvolvimento da história, ele vai
esquecer essa parte que ele é secundário
e o pessoal vai achar que a teologia da
libertação é um ato primeiro, é um ato
primário.
A reflexão teológica seria a coisa mais
importante, mas não, ela é secundária
pros próprios pais, mães, iniciadores da
teologia da libertação. Isso é que com o
passar do tempo isso acaba alterando,
acaba mudando na percepção tanto das
próximas gerações quanto dos mais
antigos que não querem perder aquilo que
eles criaram, que é normal, é uma
contradição própria da história, né? Eu
quero manter vivo isso aqui. Só que não
intencionalmente faz com que se perca
muito das conexões existentes com os
novos processos vivos e históricos que
estão sendo realizados e a reflexão
sobre esses processos.
A teologia da libertação tinha
consciência de que ela era uma reflexão
secundária, que a teologia vem depois.
Primeiro vem uma praxis história, uma
prática história. Aí você pensa assim, a
praxis histórica,
ação histórica, uma vivência histórica.
você pensa, ah, é um projeto político
histórico. Hum. Antes disso ainda, isso
também tá incluso. Mas o primeiro ponto
é
se um crente,
um católico, uma pessoa fiel no Senhor
Jesus Cristo ou alguém potencialmente
fiel
para ele se converter, você quer salvar
a alma do humaninho, ele precisa est
vivo, entendeu? Não dá para você salvar
a alma do humaninho se ele não tá vivo,
ele tá morto, né? Não dá, não dá. só dá
quando ele tá vivo. Então o ato primeiro
é garantir as condições para est todo
mundo vivo, para daí a gente poder
discutir o ato segundo, que é a reflexão
sobre a vida, a reflexão sobre a
experiência humana, seja ela na fé, seja
ela na filosofia, seja ela onde for.
Isso é uma percepção muito materialista
da realidade.
Suave.
E isso mobilizou muito as lutas de
libertação aqui na América Latina,
porque o pessoal considerava essa
discussão teológica secundária. O
primeiro é, cara, como é que a gente se
organiza para est vivo? literalmente
isso constituiu as bases as bases da
ideia
eh do que seria a teologia da libertação
efetivamente e as conexões que vão ser
criadas com o pensamento marxista e com
a esquerda católica, que vai ser uma
religiosidade muito progressista que a
gente vai ter na América Latina, no
Brasil e na América Latina, no Brasil
com especificidades. Mas isso é muito
importante da gente considerar.
A esquerda latino-americana tinha
conexões e tem conexões até hoje muito
forte com esse movimento católico de
esquerda que surge, porque ele tinha uma
grande capilaridade, porque ele se
engaja nas lutas sociais, nas lutas
populares, nas lutas pelos
trabalhadores, em defesa da vida dos
camponeses, né? Então isso constitui uma
base popular muito forte. Quando eu falo
popular é popular mesmo. É que hoje a
gente vai falar sobre teologia da
libertação. A gente pensa no ato
segundo, nos teólogos. Ah, Leonardo Bof,
ah, o Henrique Dúcio, ah, o quem mais
que o
Ignacio Cúria, eh, ah, o Gustavo
Gutierrez, não sei quê, não sei que, não
sei o que, não sei. Aí vai pensando nos
nomes, vai, vai soltando os nomes, a
gente pensa neles. Mas esse é um ato
secundário, um ato segundo. Eles sabem
disso, eles eles tinham consciência,
eles escrevem isso, eles sabem disso,
eles estão fazendo essa reflexão.
Mas a teologia da libertação ela era
popular não pela teologia produzida, mas
pela movimentação e pela luta dos
trabalhadores, na qual os teólogos se
tornavam aliados.
É outra coisa, é muito diferente do como
se dá o debate hoje em dia no âmbito
religioso, teológico, sei lá o quê. Os
caras estavam envolvidos com a luta
popular e eles davam eco, eles tinham
voz nesse espaço, eles conseguiam
constituir isso porque estavam aliados
essa luta popular e ela tava muito
ativa.
Então tinha essa conexão forte. Hoje já
não tem por n fatores que a gente já vai
ver, mas é importante destacar isso, tá
bom? Então, a esquerda latino-americana,
ela acaba se constituindo sobre essas
relações.
Até hoje a gente tem ecos disso. Você
tem PT, tem o Partido dos Trabalhadores,
graças às comunidades eclesiais de base,
tem MST, comunidade eclesial de base,
organização a partir junto do de
lideranças religiosas que estavam com
essa galera se organizando, porque o
povo era religioso e o povo tá lutando
para sobreviver.
E aí num segundo momento teólogo faz
reflexão sobre isso.
Então esses movimentos estão
acontecendo. O pessoal se organiza, o
pessoal tá lutando e tá buscando seus
objetivos. É isso. Então a esquerda
latino-americana tem fortes conexões com
a religiosidade católica progressista,
fortes conexões.
Eram muito aliados, né? Então, a gente
pode ver aí em muitas expressões. Tem um
livro, cara.
Vou até pegar para vocês. Vou vou pegar
o livro para não achar que eu tô maluco.
Se liga, se liga.
Aqui
esse livrinho aqui, ó.
Viva lá Revolution. [risadas]
A era das utopias na América Latina. É
um livrinho bem desconhecido desse
camaradinha aqui que vocês conhecem.
Eric Hobsb. Eric Hobsb.
Eric Hobsb. Viva la revolution.
A era das utopias na América Latina. A
gente conhece a era dos extremos, esses
grandes escritos que o Hobsba faz sobre
a sociedade ocidental
europeia, estadunidense, mundo moderno e
tal e tal e tal e tal e tal.
Mas aqui o Hobspaw ele faz é é um livro
póstumo, né, que ele fez uma série,
alguns escritos, uma série de escritos
sobre a América Latina, numa viagem que
ele veio para cá, ele deu rolê aqui na
América Latina
e fez algum escreveu uma série de
conteúdos. Eu vou até ler aqui para
vocês sacarem do que que eu tô falando.
Antes de sua morte em 2012, aos 95 anos,
o grande historiador britânico Eric
Hobsball deixou indicado que gostaria de
publicar uma coletânea de seus artigos e
ensaios sobre a América Latina. A tarefa
ficou a cargo de Lle Bethel,
especialista na região e amiga de
Hobsbal por mais de 50 anos. O material
reunido em Viva Revolution é fruto de 40
anos de interesse contínuo do autor pela
América Latina.
E aí aqui no Viva la Revolution tem um
artigo, não vou lembrar onde é que tá,
cara. Tá aqui.
Aqui
eu não tô maluco, tá?
No livro. Vou ler para vocês. Vou ler
para vocês.
Ah, p P.
Tem um debate que tá rolando lá, tal,
não sei o que lá numa convenção. O
objetivo da revolução deles era a
expulsão dos fazendeiros. Ele tá no, tá
no Peru, tá?
Expulsão dos fazendeiros e ocupação das
terras. E isso foi de fato realizado,
embora a ameaça dos ricos e a presença
da polícia e do exército mostrassem
claramente que a vitória talvez não
durasse muito tempo. Um umas rebeliões,
uma convenção lá no Peru, umas rebeliões
de campones e o objetivo era expulsar os
fazendeiros.
Por enquanto, o que acontecia no resto
da América Latina, em Lima ou até mesmo
em Cusco, era menos importante. Prestem
atenção agora. Prestem muita atenção.
Em certos lugares, como Talpimo, o
Baloarte de Blanco, um cara aí que tava
tendo, gerando os debates da América
Latina, há indicações claras de uma
exaltação revolucionária.
Aí diz aqui o Hopsbal, prestem atenção
nessa frase. Conversei com um militante
evangélico que me explicou a revolução
social em termos bíblicos. Cristo estava
do lado dos camponeses, como a leitura
da Bíblia deixa claro, e afirmou que
muitos outros pensavam da mesma maneira.
Por outro lado, e só posso basear isso
em observações casuais que são
provavelmente enganadoras, a atmosfera
em dezembro de 62 parece ter sido mais
de emoção do que de exaltação.
Tá em aspas, tá? O Cristo estava do lado
dos camponeses, como a leitura da Bíblia
deixa claro. Isso foi a frase que o
evangélico que ele encontrou no Peru
no ano da graça de 1962
dizia:
"Eu estou falando Robes cara, que assim
não é um cara que é especialista em
América Latina, que viveu aqui tudo. Ele
tava dando um passeio na América Latina,
conhecendo vários negócios e ele tromba
com um cara religioso que explica para
ele a necessidade da luta popular dos
camponeses expulsão dos fazendeiros em
termos religiosos. No vivo aquela
revolução aqui no livrinho do Robsb.
Então, era uma mobilização popular muito
forte e que as pessoas são religiosas e
estão tentando sobreviver, os
camponeses, os trabalhadores, essa
galera toda. E isso vai dar as bases
para o que anos depois vai ser a
teologia da libertação.
Tem um outro trecho que eu não vou caçar
ele agora, que ele encontra um padre
também. E é a mesma coisa. Se vocês
assistirem aquele documentário do,
como é que é o nome do mano que é o
fotógrafo brasileiro?
que era fotógrafo de guerra.
O nome do documentário é Sal da Terra.
Como é que é o nome do cara?
Ai meu Deus,
esqueci.
Nome do bano. Nome do bano. Documentário
do sol da terra. Documentário
sal da terra.
Como é que era o nome desse mano?
Sebastião Salgado. Ih, caraca, eu sabia
que era salgado, só não lembrava o que
Michel Salgado não podia ser que Michel
Salgado era aquele lateral carniceiro do
Real Madrid.
Exato. Sebastião Salgado. Sebastião
Salgado. Assistam Sal da Terra.
Sebastião Salgado.
Que no primeiro terço do filme mostra
ele fazendo uma viagem pela América
Latina e ele diz que ele tá no Equador,
que ele sobe um uns cantos lá [risadas]
Saur Sebastian,
ele sobe lá no no nas montanhas lá no no
Equador e ele se tromba. com um padre e
ele fala: "Era um padre militante, era
um padre que eu acho que era da teologia
da libertação e aí fica e cara é no meio
do lugar nenhum, é tipo assim, num lugar
isolado, no fiofó do mundo,
com uma paróquia pequenininha, com a
galerinha mobilizada lá na caixa prego,
numa montanha que não dá para que não
tinha como chegar. Você vai ver nas
imagens, um lugar assim quase
inacessível. E tem o maluco lá que é da
teologia da libertação e que tá na
mobilização dos camponeses e dos
indígenas locais, tá ligado? É, é essa
dimensão que a gente tem que ter. Tô
falando do Sebastião Salgado, essa não
era a preocupação dele na no trabalho
dele, mas ele faz menção. O Eric
Hobsball faz uma viagem na América
Latina, ele tomba com maluco que faz
exatamente a mesma coisa. Você vai
lendo, você era esse o grau de
mobilização, é esse o grau de força de
uma esquerda latino-americana conectada
com o movimento religioso católico que
funda a esquerda latino-americana do
século XX.
Simples assim, mano. É que a gente perde
a dimensão dessas coisas, mas é isso. E
por isso foi duramente perseguida. A
teologia da libertação um movimento
muito forte católico de esquerda em
relação
em relação aos [risadas]
aos governos existentes, a quem sentava
o bumbum no estado, né, especialmente
depois das ditaduras de esquerda, essa
galera toda na luta popular junto com os
trabalhadores, camponeses, proletários,
essa coisa toda. própria eleição do
Salvador Agender, cristãos mobilizado,
maluco que estão fazendo esses negócios.
A América Latina inteira tá infestada
com isso aí, tá? e vai ter uma
perseguição sistemática contra essa
galera, contra os trabalhadores e os
camponeses
por um lado, e aí você acerta religiosos
que estão envolvidos com eles contra
depois no âmbito da teologia da
religião, da teoria sobre a religião,
né, do discurso sobre a religião, do
discurso secundário. Depois tem um
combate ideológico, mas ele é secundário
também. Primeiro é um debate direto, um
embate físico.
Tanto que tem uma pergunta que fazem pro
Franzin Kelamit já no final da vida
dele. É uma entrevista recente,
inclusive assim,
pergunto pro Franz assim: "A teologia da
libertação acabou?" E o Franz disse:
"Sim, mataram ela, mataram todo mundo
que tava nela".
Tipo, ele fala assim: "Mataram as
pessoas, mataram as lutas sociais,
mataram os lideranças, mataram o
pessoal, matou muita gente, pô". Aí você
acaba com o movimento, vai matando as
lideranças, vai mantando os
representantes, acaba.
A resposta do Franz é muito inteligente,
porque assim, não é que acabou com a
ideia da teologia da libertação, ela foi
superada teoricamente, não sei o quê,
mataram as pessoas,
tá porrada de mártir aí e gente que a
gente nem sabe o nome porque mataram
eles. É simples assim.
Então, um movimento que foi perseguido,
porque a luta contra contra os
trabalhadores foi muito forte, foi muito
dura, gente. A gente não pode esquecer o
que que o que que é doutrina de
segurança nacional, que era a doutrina
Monro. Agora a gente tá tendo um um
gostinho do que é doutrina do Trump, Don
Roll,
né? É isso.
É perseguição valendo. É um bagulho
maluco. Imperialismo comendo solto e na
veia, né? Aquele período de Guerra Fria
e tal.
Então, eh,
a religião na América Latina durante o
século XX é uma religiosidade muito
progressista, muito de esquerda, muito
conectada às lutas populares, uns mais
radicalizados, outros menos, mas ela é,
ela é a ponto de aparecer nos chamados
documentos de Santa Fé durante os anos
80, final dos anos 70 e durante os anos
80. São documentos de uma da junto com
um conselho de segurança, conselho
interamericano, né, de segurança, que é
braço da presidência dos Estados Unidos
e junto com a galera da CIA. E você tem
nos documentos de Santa Fé
explicitamente falando: "Olha, os padres
são infiltrados marxistas leninistas,
tem que combater a teologia da
libertação porque são a galera aí
marxista leninista se infiltrando."
Então, meus amigos, [risadas]
é um bagulho sério que a gente tem que
entender isso a complexidade, tá? Então
isso é importante
e tá conectado com esse contexto global,
que é isso que eu quero que a gente
possa conversar hoje um pouquinho. Do
mesmo modo que o avanço do movimento
evangélico,
a transformação do perfil religioso do
continente
também tá conectado com as
transformações do contexto global,
das mudanças econômicas, políticas, tudo
que tá rolando, tá tudo não é um um
intencional, tipo, não é um grande
sujeito que está decidindo as coisas,
tipo: "Ah, agora nós vamos fazer isso,
agora nós vamos fazer aquilo." E todas
as suas ações, né, se realizam como ele
queria. Não tem sujeitos atuando, mas
boa parte dos efeitos são não
intencionais, né? Então assim, é a
história se desenvolvendo. Muda
radicalmente o perfil da religião, muda
radicalmente a posição das pessoas, o
que que tá acontecendo, os influxos e
refluxos de movimentos populares. E a
gente precisa entender isso nessa
complexidade, tá bom? Acho legal dessa
dessa chamada de atenção.
A religião só é tolerada se serve a
razão do estado. Exato. Se o não é nem
só a razão de estado. Aí que tá. A
religião, ela é tolerada enquanto ela
funcionar na manutenção ou legitimidade
da manutenção da reprodução social.
Enquanto ela legitima da chancela para
que a reprodução social continue,
economicamente falando, ela é aceita.
Depois, se ela entra em conflito com o
modo de produção, ou seja, com essas com
a manutenção da reprodução social, com
legitimando ela, ela vai ser apagada. As
instituições que entram em conflito com
modo de produção são um estorvo. Aí o
estado é usado contra elas.
É aquilo, né? Não tem como superar
teoricamente se não há mais nenhum
teórico para criticar a contrapor,
afinal todo mundo foi morto. É exato.
Exatamente isso. Se você elimina as
lideranças aí fica complicado, fica
complicado, fica complicado. Aí então é
aí que tá. Mas é interessante a gente
observar isso porque é um movimento
forte, cara. A gente a gente não tem
dimensão, né? Boa parte das da do
pessoal da velha guarda de militante é
conectado com esses movimentos
católicos, progressistas, mais a
esquerda tinha. E e não é só católico,
né? Que nem a gente leu do texto do
Holsbal, tinha um evangélico lá que ele
encontrou no Peru e tinha muitos
protestantes também. É que é tem uma
diferença aí no modo como funciona a
perseguição do ponto de vista
institucional entre protestantes e
católicos. E fica aqui um apontamento
importante
para um padre católico ser silenciado,
ser excluído, escomungado, ser sei lá o
quê, tem que passar por um processo
burocrático longo, mas tem que passar
pelas instâncias da igreja, que é um
processo burocrático grande, porque nós
estamos falando de um estado, o Vaticano
e suas instituições representativas em
outros territórios nacionais de outros
países, né?
É um processo burocrático longo. Dentro
da igreja protestante é muito mais
fácil. Ou na igreja local já decide bem
rapidinho,
que é bem rapidinho. E como não tem um
poder tão centralizado, ele é
distribuído, né? Qualquer coisa, a
igreja, a igreja protestante já tem
racha e já separa e vira 15, né? É
gremlin. Caiu uma gota de conflito,
surge 15. Depois
as perseguições são locais, são diretas,
elas elas passam muito rápido. Os
concílios, as estruturas institucionais,
elas são mais curtas, elas são mais
rápidas, mais aceleradas.
Então, o cara decide muito rápido de
excluir e é muito mais prático, vamos
dizer assim. Então, a perseguição ela é
muito mais direta, ela é muito mais no
confronto. Nas igrejas, mesmo nas
pentecostais, aí é por carisma também,
vai no confronto direto. Então é muito
mais fácil. Aí, sem contar que os caras
entregavam os pastores pro DOPS, né? Um
grande abraço aí para vários canalhas,
especialmente da igreja presbiteriana,
que entregava os colegas pro para pro
pra ditadura, né? E não tem nenhuma gota
de peso de consciência até hoje sobre
isso.
Inclusive, o Camilo Torres passou por
esse processo burocrático. Exato. O Bof,
essa galera toda. É lento. O processo é
lento para caramba.
Evangélicos e peer pressure ou lin. É,
exatamente. E ou linchamento. É, bota,
bota. Vixe, é mais complicado. Aí tem
efeitos também não intencionais nesse
processo, mas no geral é muito mais
fácil você botar alguém para fora dentro
do movimento evangélico do que o
católico. O católico dá muito trabalho,
então demora mais. [risadas]
Ai pueblo. Mas é isso, é isso que
acontece, que acontece, que que
acontece, né? A gente tem que ir
discutindo. Tem um texto
que eu recomendo que vocês leiam. A
gente já indicou ele aqui algumas vezes
aqui no canal.
Vou indicar novamente que é um textinho
bem legal
que é esse aqui, ó.
Cadê?
Fundamentalismo e reprodução social na
América Latina que está na revista
Zelota.
É um textinho bom, viu? Textinho bom.
Modestia parte. Eu mandei bem nesse
textinho aqui. Ele foi um texto
inicialmente publicado pelo Departamento
Ecumênico de Investig
Rica,
que é o day, que é um dos uma das
instituições formadas nesse processo que
a gente estava comentando da teologia da
libertação dos anos 60, 70,
eh, da galera que foi perseguida e que
conseguiu escapar e fundou o day, né? A
galera foi dur
perseguida, conseguiu escapar e fundou o
Day, o Departamento Ecênico de
Investigações.
E aí foi publicado primeiro no Day, na
revista Passos, que é a revista do Dayi.
E depois a gente traduziu e trouxe aqui
para a revista Zelota, fundamentalismo e
reprodução social na América Latina, que
traz boas coisas do que eu bo os temas
que eu vou comentar hoje aqui com a
gente e que agora vai sair em inglês num
agora numa revista internacional gringa,
junto com um trabalho maravilhoso que o
nosso André Canaciro e nosso querido
Felipe Carlos estão organizando,
dirigindo e fazendo mágica acontecer.
vai sair agora em inglês também esse
mesmo artigo. Quero agradecer inclusive
eles mais uma vez pelo carinho, pela
confiança. E é um textinho bom, viu?
Então, um textinho bem legal, mas já tem
a versão em espanhol, tem a versão em
português, tem a versão em inglês.
Estamos aí trabalhando no mandarim.
Brincadeira.
Mas aqui nesse nesse texto vocês vão
encontrar uma discussão histórica que eu
acho bem importante da gente considerar,
tá?
que é o surgimento do fundamentalismo,
mas a relação que ele tem com a
com a reprodução social. Exatamente,
Kevin. Vai sair, vai sair. Vem aí, vem
aí. [risadas]
Vai ficar legal. E vem aí numa versão
bem bonita, viu? Vou dizer assim, tá? Ó,
tá, tá bala. Tá lindo, mas vai sair, vai
sair, vai sair. Vitória do trabalhador.
E aí
a gente vai, eu, eu queria falar um
pouquinho sobre o fundamentalismo e a
gente discutir um pouquinho essas
mudanças religiosas na América Latina,
porque hoje a gente não tem mais esse
movimento progressista tão forte e ele
também não é mais tão católico entre o
povo, né? Ele é católico ainda no na
América Latina toda. Segue sendo
catolicismo a religião mais disseminada
e reproduzida entre as famílias,
que religião se reproduz no âmbito
familiar, né? Bom não esquecer isso.
H,
mas tem uma mudança substancial. a gente
tem um papel do movimento evangélico
muito forte e o movimento evangélico
muito conectado com a
direita estadunidense,
o evangelicalismo estadunidense.
Se a teologia da libertação é um
movimento que carrega muito as lutas
populares da América Latina e se
apresenta como latino-americana,
o evangelicalismo não se apresenta
assim. ele se apresenta como um
abstrato, né, um pretenso universal e
usa diariamente a fonte gringa dos
Estados Unidos, evangélica dos Estados
Unidos, mas que finge que não, parece
que é um bagulho nosso, porque os
evangélicos estavam no Brasil,
especialmente os pentecostais, muito
antes de ter efetivamente essa relação
forte entre evangélicos, estadunidenses,
tevangelistas com os brasileiros. E a
gente vai falar um pouquinho sobre isso.
Importante ver essas mudanças. Não é só
uma questão política e nem só uma
questão religiosa e nem só uma questão
econômica. É um combo de relações. É um
processo histórico em desenvolvimento.
Importante considerar. Mas pra gente
poder fazer isso, vem aqui comigo pra
gente ler esse trechinho aqui.
Fundamentalismo e reprodução social.
Vamos lá para react de texto. Não vou
ler o texto inteiro porque ele é grande.
O primeiro movimento necessário para
nossa argumentação
é definir o conceito de fundamentalismo.
Por que que a gente vai fazer isso?
Porque o fundamentalismo se conecta
muito fortemente com os movimentos
evangélicos, como a gente tem visto
hoje. Quantos de nós aqui não ouvem dia
sim, dia também sobre os
fundamentalistas, o fundamentalismo,
fundamentalismo, sei que lá. E ninguém
nunca define que rai é fundamentalismo.
Conforme comenta George Pixley, um
humano que eu amo muito, o
fundamentalismo como movimento religioso
e social surge nos Estados Unidos ao
final do século XIX e tem suas bases
apresentadas em 1912
com a primeira publicação de livretos
chamados The Fundamentals,
os fundamentos, né?
Como Pixley indica, o desenvolvimento
teórico fundamentalista se apresenta
como uma reação à produção teológica
filha do Iluminismo europeu, em especial
os métodos histórico-críticos de leitura
da Bíblia e as contestações de
determinadas doutrinas a partir do
avanço das ciências modernas.
Por outro lado, o movimento era
composto, em sua maioria por pequenos
proprietários de terra que estavam
perdendo sua produção de subsistência e
pequenos mercados locais, dando dado o
acelerado processo de industrialização
imposto pela aliança de uma burguesia
nacional e o novo governo pós-guerra
civil.
Pausa aqui, a gente já volta.
Assim como na teologia da libertação,
o The Fundamentals, o o o
fundamentos The Fundamentals publicados
no início do século XX
são fruto dos processos históricos do
século XIX.
A partir da segunda metade do século XIX
nos Estados Unidos, você tem um
acelerado o processo de
industrialização,
o avanço pro pro oeste, né, o chamado
Far West. Hoje é interessantíssimo ler
westerns pensando nisso, inclusive,
inclusive fica a recomendação de
assistir é um uma série brutal assim,
crua, pruta, suja, violenta, né? Ela é,
ela é agressiva
propositadamente, mas tem sentido essa
agressividade. Ela não é gratuita, né?
Não é tipo um gore aleatório, não. Ela
ela é pensada, a brutalidade dela é
muito, tem todo sentido na trama, faz
muito sentido para te criar ansiedade de
qualquer momento pode acontecer uma
desgraça e tem a ver com o que tá
acontecendo ali na cena.
O que chama em português ficou terra
indomável, mas em inglês é americ
American Premeval. Acho que é American
Premeval.
Cara, que série boa para caramba.
E ela dá um pouco desse ardo que é o
século XIX nos Estados Unidos. é
expansão pro oeste, industrialização em
certo sentido, eh
enfraquecimento dos pequenos do dos dos
de pequenos eh proprietários, né, de
propriedades familiares, dos tal dos
tais dos colonos,
terra sem lei, em que cada um faz a seu
modo [risadas]
a a base da força. Um exército que é
incapaz de conseguir resolver os
problemas internos do país,
externamente avança a terra para cima do
México, vai ocupando terra dos outros,
mas internamente não consegue lidar com
seu próprio povo, né, vamos dizer assim.
E os movimentos religioso maluco que vão
ocupando espaço. E são movimentos que
surgem dessas disputas pela Terra.
Então, o fundamentalismo ele surge de um
lado como reação de pequenos
proprietários que estão perdendo seu
espaço de uma classe média velha que
agora já não tem mais lugar porque a
industrialização tá empurrando ela e aí
tá surgindo uma burguesia industrial que
se alia ao novo governo pós-guerra
civil.
Nessas condições,
o movimento teológico dos
fundamentalistas ganha força, porque a
justificativa para você lutar para um
modo de vida tradicional se identifica
com a ideia de nação, se identifica com
a ideia da gente criar o nosso mundo, o
nosso planetinha aqui, porque a gente tá
sendo atacado pelo por esse pessoal da
modernidade. No caso a modernidade, na
prática, modernidade industrial.
E na teoria, na teologia,
é a modernidade do Iluminismo. Porque na
Europa, durante o século XIX, surge uma
teologia liberal, uma teologia ligada a
ciências modernas. usa método histórico
crítico de leitura da Bíblia, faz
análise arqueológica com decência,
começa a aceitar e trabalhar como aliada
às ciências modernas e trabalhando no
âmbito teológico.
Isso reforça uma defesa do próprio
movimento de modernização. Mas quando
isso chega nos Estados Unidos, a luta
dos proprietários ali de terra
tradicionais, as famílias que tinham
suas casas, não sei o que lá, e o
pessoal que trabalhava nessas nessas
fazendas, né, que não são
necessariamente grandes plantations, né,
não são fazendas familiares, são
pequenas propriedades, a galera que faz
uma classe média tradicional, essa
galera começa a ficar com medo de perder
seu seu sua subsistência.
E aí no âmbito religioso vem umas ideias
modernosa também. Então, essas duas
coisas se aliam e você tem um movimento
fundamentalista que no início do século
XX teoricamente aparece nos livretos
chamados The Fundamentals, que é para
justificar uma série de elementos que se
constituem na resistência dessas lutas
populares. Populares, não, em parte
populares, porque muitos trabalhadores
da Terra, mas essas lutas dessa classe
média velha, desses pequenos
proprietários contra a modernização
industrial.
E aí você vai ter os Emish, que até hoje
mantém sua vida tradicional, as
testemunhas de os testemunhas de Jeová
surgem nesse período, os adventistas
surgem nesse período, os menonitas
estadunidenses, né? Depois vai dar os
Quaker nesse período e você vê que todos
eles estão ligados a essa questão meio
de colono, meio dos pilgrims, né, que
ocupam a terra e tal, não sei o que lá.
E daí também dessa própria dinâmica vai
surgir nas periferias, né, especialmente
entre a população negra, o movimento
pentecostal desse mesmo processo como
resistência dessas coisas. Então, eis o
balaio de condições que tornam possível
fundamentalismo nos Estados Unidos e que
vai ser base do evangelicalismo que eles
vão desenvolver no século XX.
Tudo bem?
Os Mormons também. Exato, Kevin. Os
MMONs, mesma coisa. No mesmo período.
Toda essa galera tá rolando aí.
Não é da hora ver isso assim, tipo,
cara, olha isso, né? História,
desenvolvimento econômico, mudança
política, é isso que dá as bases pro
surgimento de um tipo de religiosidade.
Ponto. Show. Eu acho muito interessante.
E aí no âmbito teológico vai ser contra
o Iluminismo, mas é um movimento
secundário e não é contra o Iluminismo,
só os discrentes, é internamente na
religião contra os movimentos religiosos
que são aí modernizantes,
tá bom? Isso é nos Estados Unidos,
final do século, segunda metade do
século XIX e a reflexão teológica no
início do século XX.
Beleza,
então tá. Deixa eu ver se tem mais um
trechinho aqui que eu queria mostrar.
Ah, eu vou só ler aqui para fazer
sentido o que eu comentei.
T ao live aqui com com vontade hoje. Eu
gosto desse tema. sistema me pega muito.
Beleza, beleza. Então, tranquilo.
Trata-se de uma classe média velha e de
pobres que agora tinham o risco de
perder seus meios de vida para uma nova
sociedade que emergiu com as cidades e
indústrias modernas. O período de
transição e reposicionamento desses
grupos e famílias para uma nova ordem
social e produtiva foi fértil para o
surgimento de novas espiritualidades
contraditórias em relação às mudanças
promovidas pela modernização. A partir
da metade do século XIX, ocorreu a
consolidação de grupos como Adventistas,
Testemunhas de Jeová, Mormons, novos
grupos menonitas estadunidenses,
adivindos de conflitos entre os emish a
partir dos de 1850 e os batistas.
Estes, por sua vez, propuseram e
formalizaram sistematicamente a base, as
bases do fundamentalismo. No início do
século XX também foram o berço dos
movimentos pentecostais. Os pentecostais
vêm de uma cisma dos batistas. Tá bom?
Exato. Os pentecostais fazem música boa
porque fazem música que vem de gente
preta que canta para caramba e faz um
som maravilhoso. É exatamente isso.
[risadas]
Basicamente isso.
A reação religiosa contra a modernização
tem como inimiga a teologia moderna
ilustrada, mas não necessariamente o
mundo moderno capitalista, que aí é a
contradição que eu acho mais importante.
essa galera vai se adaptar
cidades, vai se adaptar à indústria,
vai na hora de reorganizar a vida, você
vai se adaptar. Então, começa a aceitar
o desenvolvimento moderno da indústria,
mas não as ideias. Aí vai virar o
conservadorismo moral, uma teologia
conservadora do âmbito moral, mas de
aceitação de tudo que vem do do modo de
produção, velho.
[risadas]
Doideira, né?
Ai ai. Desse modo, luta ideologicamente
para sustentar e manter a ordem
patriarcal, valores de dominação
tradicionais, mas não a produção
familiar de subsistência. Essa aí já foi
abandonada. Agora é você manter esses
valores em abstrato. É o homem que manda
na casa, é o patriarcado, é a comissão
que o homem tem de ser o varão e o
cabeça do lar,
submissão feminina e todas as bobagens
que vão surgindo aí da a partir dessas
contradições, né?
Há uma aceitação e adequação ao novo
modo de produção, uma transição para
cidades e uma busca por privilégios,
além da manutenção dos privilégios
privilégios existentes.
É uma reorganização da classe média,
agora em adaptação às novas dinâmicas
produtivas e sociais, mas em reação à
destruição dos valores tradicionais que
sustentavam as relações de controle nas
pequenas propriedades e também as
relações escravistas, especialmente no
sul dos Estados Unidos.
Beleza, vou até ler esse trecho aqui que
é legal, só para a gente ter noção do
que que é isso, de você mantém os
valores tradicionais, mas você se adapta
ao mundo capitalista novo, moderno.
Então é um contraernidade em partes.
Os conflitos ideológicos no período
também são apresentados nas discussões
que Angela Davis, aqui é no Mulher Race
Class, tá? nos mostra quando trabalha as
contradições entre as lutas feministas
brancas e negras na transição da
produção familiar para a industrial
urbana, assim como entre a dominação
patriarcal e os novos papéis
desempenhados pelas mulheres de classe
média estadunidenses entre meados do
século XIX e início do XX.
Em geral, uma mudança acelerada,
deflagrada por um processo de
modernização capitalista põe em crise a
ordem ideológica e de dominação vigente,
o que requer uma adequação a desses
valores às novas relações produtivas, de
modo a promover uma racionalidade de
conservação dos valores, mas em busca da
defesa de privilégios em uma nova
dinâmica e estrutura social. Traço
característico do fundamentalismo
religioso. Qual que é o traço
característico? Busca de defesa de
privilégios em uma nova dinâmica e
estrutura social. Defender privilégios
em uma nova estrutura econômica e
social. É isso que o fundamentalismo faz
de maneira prática. Aí na teórica pouco
importa nesse momento.
Interessante, não é? Interessante. É
interessante. E dentro da igreja já ouvi
que Satanás estava tentando enganar com
o surgimento de outras denominações no
mesmo período. Exclusivo, tacanho, sem
dúvida. Quando vemos que as condições
sociais que permitiram esse surgimento
de várias denominações ao mesmo tempo.
Exato. Exatamente isso. Exatamente isso.
E aí o que acontece
é que esses esses novos movimentos vão
ter que se adequar. Ou eles se adequam
ou eles acabam. Hum. Tirando os Zemish
lá que criam pequenas comunidades que
tentam viver de maneira tradicional até
hoje, mas que aí também não se expande,
essa galera se adapta, se adapta sim, de
maneira impressionante.
E aí no início do século XX, quando tem
esse surgimento dos das dos ideais dos
fundamentals, vira aqueles livretos,
especialmente entre os batistas,
no sul dos Estados Unidos,
também no norte, mas bom, vai surgir um
movimento que é o pentecostal,
o movimento pentecostal que surge nos
Estados Unidos através da experiência de
glossolalia. ou glossolia, depende de
quem fala, não sei qual que é o correto,
que é falar em línguas, né, que tem a
êxtase, esse êxtase que você entra em
trans e tal e tal. E é um movimento que
surge entre negros estadunidenses
e tem como referência teórica a
liderança do William Seor,
que era um,
acho que filho de exesravizado que pode
se educar e quis fazer parte do
seminário, né? Se formar no seminário
Batista.
E aí, depois de muita treta e racismo e
segregação, ele conseguiu fazer parte do
seminário, mas ele assistia as aulas da
porta do lado de fora, os brancos dentro
da sala e ele na porta sentado ali
tentando acompanhar.
E esse cara vira uma grande referência
liderança, porque ele é letrado, ele tem
um um eh recursos sociais ali que
garantem ele uma liderança institucional
importante.
E ele vira o foco, né, representante,
vamos dizer assim, desse movimento
pentecostal que tem essa experiência de
êxtase, glossolia, glossolalia,
e que entre os o o o os negros
estadunidenses dá muita liberalidade
para eles poderem vivenciar a
espiritualidade como eles querem. Então,
é esse lance que a gente vê muitas vezes
em filme gringo ou mesmo na nossa igreja
aqui brasileira de cantar, de dançar, de
girar, de fazer aquela música boa para
caramba. corais que apesar de ser um
coral extremamente organizado, que abre
voz, ele tem muita liberdade para você
firular, para você e ali no flow, no
fluxo, vai do feeling do que você tá
sentindo e bora junto, né? Então, muita
criatividade e tal, que digase de
passagem, o Wship destruiu, né? Assim,
essa porcaria chamado worship destrói
esse espaço de liberdade, de
liberalidade, de você meter um solo bem
louco, uma virada muito doida, um coral
que o cara vai lá e canta e dan isso
aqui a estrutura que a gente montou. tem
uma base, mas cada um faz do seu jeito,
que eu acho muito mais legal, com todo
respeito, mas eh tudo bem, worship
destrói essas coisas.
O movimento ele domestica, né? O worship
domestica o espírito. [risadas]
Aí o o exato, é quatro notas do teclado,
um um cint pad,
né? Chato para caceta. O baterista não
precisa nem cruzar os braços. Vocês já
perceberam o batera de um worship, ele
toca de de com as as aberta.
O que só precisa fazer tum tum tá tum
tum tum tá. É só isso que ele faz. Nem
usa chimba. Coitado.
Triste. Vamos ter péssimos músicos daqui
pra frente. Dito isso, os pentecostais
surgem com esse processo. Esse movimento
é um movimento periférico de negros
dentro de um ambiente de segregação.
Só que o a os trabalhadores brancos
também querem participar dessa festa,
também anima eles. E começa a surgir um
pentecostalismo branco que num primeiro
momento frequenta as igrejas com os
negros, mas tá num ambiente de
segregação. Então é um problema danado.
E aí, branco, branco, como a gente viu
no filme Pecadores, né? Tem uma maldição
naquela terra que vampiriza e pasteuiza
toda a cultura. E aí o o
os brancos criam sua igreja pentecostal,
igreja pentecostal branca,
segregacionista, racista e muitas delas
envolvidas com a kakaká.
A Assembleia de Deus dos Estados Unidos
só foi pedir perdão por ser
segregacionista e pelos crimes cometidos
no processo no início dos anos 2000, tá?
Até até então era igreja branca. E os
missionários que vem dos Estados Unidos
para cá no início do século XX era
branco para fazer igreja para branco.
Mas quando eles chegam aqui, os batistas
branco brasileiro não gosta desse
negócio pentecostal não, mano. Negócio
de cantar, sair aqui da regra do culto,
fazer o lengua isso não é legal não. E
aí os os caras chegam aqui no início do
século XX, 1911, a chegada dos
missionários das Assembleias de Deus,
que é a maior denominação pentecostal
desse país. E que começa essa
brincadeira toda.
Esses caras chegam na igreja batista
aqui, porque eles vem como missionário
batista e os caras, ih, que bagulho é
esse aí? E eles ficam escanteado e aí
não consegue, não consegue ter espaço
nas igrejas brancas. Quem que curtiu
esse negócio de dançar, cantar, fazer
uma lengua alengo aí e a gente poder ter
uma espiritualidade mais liberada?
a população preta, que é a base das
Assembleias de Deus até hoje, mulher,
pobre, preta, de periferia,
as casas eram, as, os cultos eram nas
casas, as igrejas eram nas casas, as
casas muitas vezes ocupadas e lideradas
pelas mulheres que buscavam uma
conversão do marido que tava tem muito
tempo fora e que ficava fadiando às
vezes lá depois do trabalho, trabalhava
que nem um condenado, depois que
terminava o trabalho já não aguentava
mais suportar, tinha uma vida desregrada
do ponto de vista social, formal,
voltava para casa. Aí as mulheres também
queriam uma conversão dele e começa esse
negócio tudo. O movimento ele é
basicamente feminino até hoje. Negro de
periferia é a base. Só que as lideranças
são brancas.
Contei a história do meu tataravô aqui
no começo. Branco e o genro dele também.
A base da igreja, família do meu pai já
não. Então tem essas coisas aí. Show.
Show. Dito isso, esse movimento, ele
chega aqui no Brasil, mas ele é
periférico. Existem evangélicos aqui que
desenvolvem um pentecostalismo
brasileiro, brasileiro, porque ele vem
nessas contradições, ele é assimilado
por essas contradições e apesar das
lideranças ainda serem influenciadas por
gringo, então é só pegar os os jornais,
por exemplo, das Assembleia de Deus ou
mesmo da da CBB, da Convenção Batista do
Brasil, ainda tem muita referência da
Convenção Batista CBB.
ia falar uma parada, eu falei outra.
Perdão. Aqui já foi ato falho. A
congregação cristã CCB, [risadas]
pegar as questões, a CCB, o que eles
comentam, o que eles conversam sobre,
né, tradicionalmente ou os jornais das
Assembleias de Deus, você vai ver muita
referência gringo. Só que a base não, a
base é muito brazuca, é muita
religiosidade brasileira, cara. A gente
vai misturando, vai criando umas coisas
novas, é uma loucura. tanto que tem um
combate constante as essas assimilações
que são que acontecem no pentecostalismo
brasileiro, mas tá desenvolve, mas é
periférico, é pequeno. E eu tô falando
de 1911 até 1900
e 80. É um grupo muito pequeno, então
fica aí uns 70 anos crescendo bastante,
mas ainda nem aparece no BGE. Vai
aparecer legal nos anos 90.
Enquanto isso tá acontecendo,
por outro lado, na América Latina, tá
acontecendo um movimento que a gente
falou agora h pouco da teologia da
libertação e dessas lutas populares
camponesas.
As igrejas evangélicas estão nas
cidades, mas as cidades são pequenas.
As cidades não ainda estão em processo
de modernização.
As cidades ainda estão se organizando.
O Brasil, a América Latina, os países
aqui eram tudo rural. Tava todo mundo no
campo,
majoritariamente tá todo mundo no campo.
E qual é a religião que desde o processo
de colonização estava no campo, fazendo
uma rede imensa que se espalhou por todo
o continente?
Os católicos, eles tinham capilaridade
muito maior do que qualquer outra
instituição.
E aí quando os movimentos dos
trabalhadores, os padres, a galera toda
vai se alinhando, se organizando e vai
com essa capilaridade se espalhando
certo movimento de luta popular e é a
religião nas contradições de se apoia ou
não o povo, se apoia ou não o estado, o
que que tá acontecendo aqui?
Este processo todo faz com que essa
mobilização de esquerda seja muito forte
e os camponeses se organizem para
sobreviver. É o que vai ser as lutas
populares da América Latina durante a
primeira metade e até em certo sentido
da segunda metade do século XX.
religiosos de esquerda, movimento
popular, em defesa da terra, luta pelo
campo, pelas famílias do campo.
Por outro lado, as questões de tentativa
de projetos de desenvolvimento nacional,
que em suas contradições fortalecem
essas lutas do campo, que em busca de de
defesa encontram na no anticapitalismo
os aliados comunistas, socialistas e
essa galera toda. E assim vai se criando
um clima terrível, vai se criando um
clima pra gente poder ter a aliança
entre a luta popular, entre movimentos
radicalizados de esquerda e entre os
católicos que estão junto dessa galera
também lutando para manter sua terra.
Se você observar por esse lado, você
entende porque que era tão difícil um
discurso comunista mais tradicional,
o pessoal chama de ortodoxo, mas mais
ligado a um planejamento de
desenvolvimento das forças produtivas,
tal o qual aconteceu na União Soviética,
tinha dificuldade de ganhar massas aqui
no país. Qual que é a grande dificuldade
de um movimento comunista que planeja,
que pensa, ah, a gente precisa
desenvolver o país, tal, qual a União
Soviética? Qual que é a dificuldade? A
dificuldade é que a massa da população é
camponesa
e que eles não estão pensando em ir pra
indústria, estão pensando em manter a
sobrevivência na terra.
Então, os movimentos que são mais
maleáveis, mais flexíveis e conseguem
buscar alternativas de desenvolvimento
que tentam aliar indústria e campo, tem
mais facilidade de acessar as massas.
Nesse momento a população tá no campo.
Durante o século XX, essa população vai
ser expulsa do campo, vai ser
massacrada, vai ser empurrada paraas
cidades, vai perder suas terras, vai ser
morta, vai ter, vai nem que seja aos
pouquinhos, que o filho já não consegue
mais viver ali na na fazenda, que já não
tá dando conta. Então, vai na cidade,
consegue um dinheiro e manda pra gente.
Aí, aos poucos, as famílias vão se
mudando pro da do campo pra cidade, as
cidades vão aumentando sem planejamento
nenhum. O famoso eh 50 anos em cinco
[risadas]
expressa bem a ideia de quão violento é
o processo.
E quem
acolhe aos poucos essa população que tá
chegando nas cidades sem grande apoio
nas periferias é quem tá na periferia
que eram as igrejas evangélicas
pentecostais
nas casas das pessoas auxiliando o
pessoal a se organizar na quebrada.
Surgia pastor, né? Pastor ou implantador
de igreja que nem Gremlin também, cara.
Se sente vocacionado por uma missão
muito importante, reconhecido enquanto
pessoa, vai lá e vai cumprindo a missão
de montar a igreja na casa dos outros.
Ah, quem te ordenou? Ninguém, meu amigo.
[risadas]
Ordenação aqui, ó, popular, aclamação
popular, carisma. Cheguei lá, o pessoal
gostou, a gente saiu fazendo igreja. Era
o meu vô. Meu vô por parte do meu pai,
vô Vicente. Meu avô era Cafuço. Se a
gente usasse as tradicionais
classificações, né?
Um homem negro eh, analfabeto, eu for
analfabeto, se alfabetizou na igreja
praticamente e se alfabetizou, né?
Entendo alfabetizou como sei escrever
meu nome e entendo o código que eu
utilizo.
Meu avô era essa pecada, mas era um cara
muito carismático, muito sagaz, muito
inteligente, muito sagaz, muito
carismático
e que realmente assimilou o discurso
religioso e teve uma conversão e tal. E
o que que ele fazia? Ele implantava
igreja. Ele mudava de cidade, não é
porque ele tava sem emprego, ele mudava
de cidade para montar uma igreja nova.
Ele ia saindo de um canto para outro,
montando igreja nas cidadezinhas no
interior do Paraná.
Analfabeto. Ele não lia a Bíblia. Minha
avó ia com ele nos encontros de
formação, nos lugares que tinha estudo
para minha avó ler para ele,
porque ele não lia, pô.
ou ele pegava o bagulho e levava em casa
para minha avó ler para ele saber o que
os caras estavam falando. Então, e aí
ele ia montando igreja, montou a porrada
de igreja, ia saindo montando igreja e
aí montava igreja, chegava um pastor lá,
uma liderança local, pronto, agora eu
vou pra próxima. E assim foi se
espalhando muitas das igrejas dessas
pentecostais. Então, quem criava redes
de apoio, de solidariedade nas cidades
era esse tipo de organização. Ela é
muito orgânica, muito popular e com
gente, vamos dizer assim, gente como a
gente, né? O cara não precisava ir até o
centro da cidade para ir um culto, não
precisava ir até a Santa Sé para poder
participar da de uma homilia se cheia
das 9 horas. Não tá ali, mano, nas
casas, nas garagens e tal, no qualquer
canto. E isso vai criando essas bases de
uma nova religiosidade muito popular e
na periferia, só que uma religiosidade
cheia de de contradições também. O fato
de falar popular não significa um
adjetivo
positivo. [risadas]
Um adjetivo positivo não é
necessariamente. Beleza, isso acontece.
Então, ao mesmo tempo que você tem a
teologia da libertação, pá, e as lutas
de repressão que a gente comentou, do
outro lado você tem um evangelicalismo
que é das periferias e nas cidades e que
tá devagarzinho também aparecendo aí,
né? Então, tipo, duas contradições aqui
que estão conflitantes e que vão
atravessar o século XX. O século XX será
atravessado por isso Jesus Cristo.
Quando a gente vê hoje, maioria
evangélica de direita, maioria católica
de esquerda, não é uma preferência
aleatória. Tem história,
tem que conhecer a história para
entender, mas tudo bem.
Pô, valeu, Francele, grato pelo carinho.
Valeu demais aí, tamo junto. Excelente
aula, Bruno. Obrigadão. Agradeço o
trabalho que está desenvolvendo e torço
mais pessoas e acessem seu conteúdo que
é muito top. Obrigadão. Obrigadão de
coração, de coração. Valeu pelo carinho.
Tamo junto, pô. É para isso que a gente
brinca com essas coisas. Valeu demais.
Valeu mesmo, de coração. E aí acontece
isso. Você vê essa essas mudanças, né?
Tipo, você vai ter conflitos entre
grupos de esquerda católica com grupos
evangélicos de direita ou ou essas a
gente automaticamente falar evangélico
de direito conservador,
automaticamente o pessoal católico tem a
teologia da libertação, pode ser
progressista.
No início dos anos 90, se você pegar o
final dos anos 80, início dos anos 90,
quando começa a ter muitas eleições, né?
Pós-redemocratização,
pós-redemocratização,
pós-redemocratização.
O mensageiro da paz, que era um jornal
que até então não não falava de
política, entre aspas, porque era
político para caramba, era pró ditadura
até o osso e era anticomunista até.
Nossa,
o mensageiro da paz, que o jornal da
Assembleia de Deus, ele começa a falar
da importância de irmão votar em irmão.
Irmão vota em irmão, hein? Em votar em
pastores de lideranças. Por quê? Porque
os bispos progressistas
da Igreja Católica tem esse artigo,
cara. Esse artigo ele é aí muito curioso
da gente ler. Os bispos progressistas da
Igreja Católica estão aí com um plano
para dominar o país. E aí eles viam no
PT, no MST, nos movimentos de esquerda,
as bases desse movimento de libertação
que surgiu na América Latina. Se o teu
adversário reconhece a força que você
tem nos textos, é pra gente construir
esse cenário, o quão impactante foi a da
libertação e o movimento de esquerda
católico.
É esse o grau de impacto. E o por foi
dentro das igrejas tradicionais
protestantes foi a perseguição tão dura
contra as lideranças.
Exato. Aliados dos comunistas.
Aliados dos comunistas.
E o por que tanto teólogo da libertação
tem que avisar todo dia que ele não é
comunista. [risadas]
Tem um monte de teólogo da libertação
faz não, não, não sou marxista, não. Não
sou comunista não. [risadas] Eu ten que
fazer isso porque não tem como, né? O
cara vai ser vai ser ser conectado com
isso, porque afinal a história tá aí
para para mostrar. Tudo bem.
A partir dos anos 80, com toda essa
história que a gente tá construindo aqui
em 1 hora e 45 minutos de papo,
a gente vai ter
um planejamento de expansão dos
evangélicos. Isso aparece lá mencionado,
por exemplo, no documentário da Petra
Costa, que é Apocalipse nos trópicos,
que a gente já tem aqui o nosso react do
documentário, nosso comentário sobre o
documentário. A gente tem um react e uma
live. vez em dois em duas partes,
reactive, react não, né? Comentário, tem
um vídeo, um comentário e uma live.
Então, quiser saber as nossas críticas
ao documentário e também os pontos
positivos documentário, tá lá. A gente
tem algumas críticas e pontos positivos,
né? Críticas de assimilar o que é bom e
rejeitar aquilo que não ficou bom. Você
tem realmente efetivamente a partir dos
Estados Unidos, do governo como projeto
projeto incentivar e municiar movimentos
evangélicos para usar a religião como
soft power. E o papel principal, o
protagonista dessa brincadeira são os
teleevangelistas que surgem antes do
plano. De novo, surge uma coisa na
história, ela tá decorrendo. Alguém saca
ela, pensa sobre ela e faz acontecer.
os teleevangelistas, que são os caras
que utilizavam cadeias de rádio e de
televisão,
juntava as cadeias de rádio e a
televisão, juntava isso e massivamente
propagandeava
a sua fé, sua religiosidade e tal
também, pá. E essa galera começa a
surgir ali nos anos 50, né, com rádio
muito forte, rádios religiosos, anos 40,
50 com rádio religiosa. Sabe aquele,
cara, como é que é o nome desse filme?
Putz, mano, como é que é o nome desse
filme? filme com George Cloney, que ele
é um um fugitivo do da da prisão.
Caraca, mano, como é que é o nome desse
filme? É uma comédia engraçada.
Eh, George Cloney, eu esqueci o nome do
outro ator, eh, filme
Anos 40, Fulga Prisão.
Que filme é esse?
Cadê você? Isso. E aí, meu irmão? Cadê
você? É esse filme você tiram
[risadas]
nos anos 30.
E aí, meu irmão, cadê você? Assista esse
filme, é divertido. É um filme
divertido. Mas o que acontece? Os caras
precisam fazer uma grana porque eles são
três fugitivos. estão [risadas] são três
bandidos fugitivo. Eles estão fugindo. O
filme é com George Chloe.
Eh,
e aí nessa nessa nessa fuga que eles
estão tentando
passar limpo de ter fugido da prisão e
arranjar uma vida nova, eles encontram o
mano também que é um um cara que canta
muito, toca muito tal. Eh, canta muito
assim, toca muito. E aí eles vão fazer
uma grana e qual que é a sacada? Vamos
na rádio. E aí, isso é os anos 30, né?
Vamos na rádio, que a rádio era rádio
religiosa, então, tipo, fazer a música,
rodar na rádio religiosa e aí os três
fazem uma música, tal, não sei o que lá
e tentam botar para rodar, vai nas
rádio, porque tinha muita rádio que
funcionava de propaganda mesmo, de
pregação, né? E é um é um filme
divertido. É legal esse filme. Eu gosto
desse filme. É um filme divertido.
Cadeia de raios de televisão. [risadas]
Pior que eu não gosto desse tipo de
comédia. Vale a pena. É legal. Vai, é
legal de verdade. Vai curtir, vai
curtir. É divertido. É um, é um filme
divertido. E aí tem a música, tal, faz
aquele negócio todo, aquele estilo blue
grass, né? Inclusive tem um, olha aqui,
que aleatório, tem um álbum que eu não
lembro quem fez.
Quem que fez esse álbum?
Mas é um as músicas do Green Day
cantadas no folk desse estilo blue grass
é muito interessante cara. Ah, agora vou
é muita referência, muita referência
hoje. F álbum de folk
Day Lass
a Bluegrass tribut. É isso aí. Picking
on on Picking on Green Day. Blue Grass
Tribute. Agora eu não lembro quem é o o
autor. Quem que a galera que fez isso
aqui?
Ah, quem que fez esse disco? Eu não
lembro quem fez.
Ah, pô, não sei quem fez. Quem foi a
banda que fez aqui?
Não sei. E também não vou lembrar agora,
mas é aqui. Aqui tem informação, muita
informação. É aqui é cultura. [risadas]
E é bem bom, cara. Botei aqui o nome do
do álbum. Picking on Picking on Green
Day. Blue Blue Grass Tribute. A
Blueegrass Tribute, que é muito bom, tá?
Bem bom esse esse tributo aí. É bem bom.
Vou dizer que essa homenagem a ao Gen é
muito boa. Muito boa, meu amor. Sem
sacanagem. que informação
dito isso, eh,
usava, o pessoal usava as redes de de
rádio e tal, não sei o que lá para ficar
propagando, religião e depois o uso da
TV também, né? Então, nos anos 30, nos
anos 40, nos anos 50, nos anos 50 o
pessoal já começa a ver o potencial que
aquilo ali tem. Olha,
tem potencial esse negócio da religião
aqui, hein? Tem potencial.
>> [risadas]
>> E aí surge figuras como Billyran, cujo
papel é propagandear a religião dentro
de uma proposta anticomunista. O que ele
quer ser anticomunista, basicamente o
papel do do Greenal, o papel [risadas]
do
sacanagem, o papel do Billy Gran, do
Billy Joe. O papel do Billy Gran era eh
ser era ser anticomunista, cara. Então é
é ir lá pregar pros pros combatentes da
guerra na Coreia, né? Abençoar a guerra
da Coreia, ser contra o pessoal que quer
acabar com a com a invasão do Vietnã,
né? É isso. É isso. Papel de ser
anticomunista e agora os filhos
reproduz, né? Tudo bem. surge os
teleevangelistas, eles vão surgir e eles
usam essa massa. E os Estados Unidos, a
partir dos anos 80, começa a utilizar
isso como soft power,
como um jeito. A a igreja ela entra nas
outras nos outros países, ela ela a
religião, ela tinha a liberdade de
acessar ali e começar a criar essas
igrejinhas no na garagem, igrejinha na
casa do outro e tal, não sei o que lá. E
vai o quê? os missionários gringo
recebendo grana, recebendo apoio. Vai os
missionário gringo. Ah, vim trazer
religião. Religião e discurso de
liberdade gringa. American way of life,
imperialismo na veia
e com cara de Deus. E aí você começa a
ter uma produção teológica voltada para
isso, os movimentos de juventude, de
disputa de de guerra cultural
contra o que tá acontecendo, por
exemplo, das revoluções do do das
revoluções,
eh, como é que é o nome?
essas revoluções culturais, mas não é
revolução cultural o nome, tipo os hips,
eh, [risadas]
o, a música pop, o rock pop, essa coisa
toda que tá surgindo e que mobiliza a
juventude e que a galera então vai
gostando e não sei o que lá.
Aí você vai ter os movimentos então pela
utilizando esses recursos da juventude,
dessa coisa jovial para você disputar a
cultura e disputar cultura nos outros
países contra a cultura. Obrigado,
obrigado, Thaago. Esses movimentos de
contra cultura, wood stock, essa parada
toda. Perfeito, mano. Obrigado. Aí
estamos chegando aí. Contra cultura. Vai
surgir todo esse movimento. Todo esse
movimento. A galera vai começar a fazer
isso. Pá, p pa pa. E vai surgir várias
instituições religiosas gringas feitas
para isso, para você influenciar as
outras culturas, outros espaços e tal. E
vai chegando em tudo canto é canto.
Quando chega no Brasil, nas igrejas
pentecostais, por exemplo, os
pentecostais brasileiros da velha guarda
rejeitam. Falei isso não, não pode
bateria aqui. Bateria é pecado.
Não pode guitarra aqui. Guitarra é
pecado.
Os religiosos tradicionais aqui do
Batista,
pessoal também é pecado, não pode. Então
é uma luta da juventude agora porque tá
sendo influenciada pela pelo pelos
gringos, [risadas]
influenciada pela cultura gringa. E
fala: "Pô, mano, a gente pode utilizar
aqui no culto, por que que a gente não
pode fazer isso? O que os caras estão
fazendo lá?" Aí começa a ter o show
míssil crente, começa a ter eh uso da
encher estádio para ter um momento de
êxase com música não sei o que lá pa
disco, CD, fita cassete das bandas
surgindo, utilizando diferentes estilos
musicais, essa coisa toda. Os anos 80
invade o planeta com isso, né? Os
Estados Unidos nos anos 80 invade o
planeta com isso, utilizando esse
conteúdo todo como soft power. Cara, é
isso, espalhar a cultura e planeja isso.
Gasta dinheiro para caceta com isso,
incentiva esse bagulho. Vai surgir os
movimentos tipo Jocum, cara. Eu eu
conhecia Jocum desde que eu era criança,
a gente tem uma admiração gigante. Mas a
gente tem que noção de onde veio esse
bagulho e que que reproduz. Reproduz
ideologia gringa, estadunidense,
tradicional imperialista.
É isso. Ah, mas é porque foi bom, porque
eu conheci Jesus, porque o fulano de tal
fez não sei o quê. Essa tua experiência
pessoal, sossegado, interpessoal,
relacional. É assim que a gente cresce.
Mas a gente tem que entender de onde
vieram as instituições das quais a gente
faz parte pra gente saber se a gente
quer pactuar com essa porcaria,
entendeu?
E não é só o Jocum é um exemplo, mas tem
uma porrada de exemplo que vai vir com
discurso de ganhar juventude, de luta
contra cultural, de não sei o que lá e
de fazer um monte de parada que é para
isso. Soft power para espalhar religião
estadunidense gringa. Aí por que que
será que o pessoal vai começar a a
regular a religião nos dos outros
países?
Por que essa porcaria tá sendo usada
para gringo entrar aqui e ser contra as
os movimentos sociais que tá tendo aqui?
ser contraestabilizar governo, óbvio,
conflito político internacional, não é
só uma questão de fé, de não sei o quê,
tá tudo isso envolvido, Jesus Cristo.
Então, a gente tem que ter noção desses
bagulhos para poder entender, entender o
que que é que tá falando, entender o que
que tá acontecendo,
ter crítica, ser crítico, ser, tem que
ter análise crítica. Para isso tem que
ter essa noção de conjuntura, de
processos econômicos, políticos, sociais
e de história. A partir dos anos 80,
esse bagulho chega aqui, chega aqui de
fora e um monte de brasileiro começa a
reproduzir, mas reproduzir muito, mas
tipo massa. Vai surgir daí o que num
primeiro momento o pessoal chama de
neopentecostal durante os anos 90, final
dos anos 80, começo dos anos 90, chama
de neopentecostal.
A a a
igreja galaxial do universo de Jeová é
um dos grandes exemplos, mas tem a
reviver em Cristo, [risadas]
a Batista de Lon Lake, né? Você você tem
muitas muitas vertentes da galera que
vai assimilando isso e vai reproduzindo
essas paradas, a Lilo Lake, a
Universalaxial
da Universidade de Jeová,
a a Reviver e vai surgindo vários
movimentos que vão reproduzindo isso em
diferentes maneiras. A a a [risadas]
cura ao nosso campo,
cura nosso campo, o o
Brasil para Jesus, né? São várias
igrejas aí que estão surgindo que vão
reproduzir isso. E isso só vai se
amplificar os anos 90
pegada.
E nos anos 2000 aí a gente já tá
entregue aí, mano. Dos anos 2000 paraa
frente
só Jesus mesmo, viu? Porque dos ano
paraa frente, meu amigo, não tem o que
fazer. dos anos paraa frente é doideira.
Isso aqui tem um movimento forte na
Califórnia de evangelismo de HIP, ele
chama de avivamento das tendas. É,
pronto. E desse movimento na iniciativa
Viniert. Vinner chega nos anos 2000
aqui. Nossa, toquei muita música da
Vinard na é nesse fluxo que foi
estabelecido e que foi construído e que
depois vira um grande mercado, né? E
vira um fluxo de mercado bizarro.
Ah, Francele, você chegou no ponto que
eu queria e esse arco todo de uma hora,
quase 2 horas, já que 2 horas, esse arco
todo era pra gente chegar aí. E agora
minha última parte do nosso papo é
chegar no decend, né? Enviados para a
direita, né? O o envio para a direita, o
descendi o envio para a direita, é isso.
Envio para o conservadorismo.
Queria saber o que falaram lá, porque é
o movimento do Z. A gente vai chegar aí
paródia copyright free. Exato. A gente
faz aqui uma tiração de onda
rapidamente. [risadas]
Mas é legal também como o Brasil
reproduz muito dessas paradas a
brasileira, misturando elementos
religião indígena e de matriz africana
que sempre estiveram na cultura
negociação com a natureza. Perfeito,
cara. O meu problema é a gente sacar o
que é bom.
A liberdade de produção cultural é uma
coisa maravilhosa. O meu problema é o
papel desempenhado desse negócio que a
gente tem que sacar. A gente aprende
para caramba que isso me formou, né?
Essa parada de poder tocar música, usar
qualquer instrumento, me formou. Só que
aí a gente tem que sacar o negócio, né?
Nomes todos aprovados pelo jurídico. Com
certeza. [risadas]
Aqui o jurídico fala alto aqui dentro. O
jurídico conversa comigo. O ponto aqui
do jurídico, né? Tá no ponto aqui. O
jurídico sempre d uma uma Não esquece
que você tem que se preservar. Aí a
gente chega no Brasil bolsonarista.
Exato. Exato, Geseli. É exato isso. É
exatamente isso. Em 2000 tem um fenômeno
chamado A geração dos filhos que dançam.
Aí, ó, é da dança profética.
É quando os Valadão trazem música gringa
traduzida. Foi a revolução do
evangelicalismo brasileiro. Sério? No
final, nos anos 90 já, eu lembro de ir
num show na cidade que eu morava, no sul
de Minas Gerais, num ginásio. Foi que
era o show do pessoal do do do
[risadas]
na frente do do trono, né? Na frente do
trono. A gente foi no show lá para
acompanhar, pô. Era, era Ana Paula, Ana,
Ana Paula Valadão antes da plástica,
antes da bota de bit, de pitom, essa
parada toda.
Eh, o HIP gringo aqui no Brasil virou
bicho grilo ribeirinho afro Nova sei lá
como é que é o bagulho também. Mas o
lance é esse, né? E agora tem worship,
né? Essa porcaria chamada worship. Meu
Deus do céu.
No descende, no enviado para a direita,
tinha um pessoal dançando pra bandeira.
É. E, mas depois do pessoal que bateu
continência para pneu, eu já não duvido
de nada.
Deus falou comigo, compra a bota. Exato.
Lembra desse vídeo maravilhoso? Uma bota
de de pitom. Aí Deus falou comigo,
compra a bota de pitom. WhatsApp do
Bruno tocando só com a mensagem do
jurídico escrito: "Não se atreva se
falar nada
que [risadas]
pagar para te defender não." Eu tomo
todo cuidado do planeta. Às vezes, às
vezes.
Se ti pequenas voltadas para tribos
urbanos. Ah, sem dúvida. É, então bola
de neve, essa parada, a bola de neve
para mim é descarado, né? E essa galera
toda tá ligada com igrejas gringas, né?
Ah, o pessoal descende dunams e a Zion
Church, esse negócio todo e os nomes
gringo. Ai, que ódio que eu tenho.
Zion Church, eh, Descend,
é Worship. Ai, mano, que antes ainda era
o pessoal era mais sutil, né? Antes era
mais sutil, agora é descarado. Tem Ai,
que ódio. Tem um
E isso vai se espalhando e vai sendo
reproduzido. As pessoas reproduzem
porque a classe média tá utilizando,
aparece na no YouTube, aparece com
aquela sofisticação, aquele negócio, o
pessoal quer emular na quebrada, velho.
Isso é óbvio. Moro aqui no Capão
Redondo. Na estrada Tapsirica. Agora não
tem mais, infelizmente, porque a igreja
fechou. Mas estapirica em cima do
correio. [risadas]
Tinha uma unidade do correio embaixo, a
igreja em cima. A igreja se chamava
Igreja Vida Life Church.
Igreja Vida Life Church
era o nome da igreja.
Aí igreja Vida Life Church. Eu fiquei
pensando, a gente tá no Capão Redondo,
com todo respeito, com todo respeito.
Quem é o bilíngue que tá vindo aqui pra
gente poder ficar frequentando?
[risadas]
 aí você me quebra. Aí você não me
ajuda, você não me ajuda. Tudo bem,
então tá. Essa galera toda tá ligada com
esse processo todo. Chega gringo,
dinheiro de gringo fora, comendo solto,
influência, essas conexões que tem de
ficar trazendo eh palestrante tigringo
como se fosse uma entidade, uma sumidade
divina, simplesmente porque é dono de
uma grande igreja nos Estados Unidos. O
cara fala inglês, parece que ele é mais
importante. Reprodução de subserviência
babaca com reprodução de Ai, que ódio,
meu Deus do céu. Tudo bem, tem papel
jogado aí. Então, não é sem querer, não
é despropositado
essa mudança de disputa religiosa que a
gente tá aqui comentando, ela então tem
background, ela tem história, ó,
background já veio inglês na minha
cabeça. Ela tem pano de fundo, ela tem
aqui história, ela tem um solo histórico
bem bem estruturado e que a gente tem
que entender ele.
Porque hoje, mesmo que o cara não tenha
intenção, ele tá reproduzindo uma série
de conteúdos como se fosse religiosos
pures, né? O cristianismo pures, ele tá
reproduzindo ideologia gringa
imperialista sem perceber.
conservadorismo, que não é um
conservadorismo esclarecido, que
entendeu o negócio, não. Ele tá
reproduzindo o discurso achando que tá
sendo um cara muito fiel, muito dentro
da doutrina e do dogma. E ele só está
reproduzindo interesse, gringo e defesa
do sistema capitalista que explora ele.
Porque não existe discurso religioso
desconectado das relações sociais, minha
gente. E aí falar: "Não, então então o
certo é é falar é falar que a esquerda é
de Jesus." Não, também não, animal. O
ponto é, qual a minha posição diante
desse mundo na hora de resolver os
problemas? Que que que a gente deseja?
Isso é uma coisa. Aí eu tenho minha
experiência de fé, tenho minha
trajetória de fé, tenho a comunidade de
fé, tenho as pessoas com quem eu
convivo.
Nesta convivência em que eu vivencio a
minha experiência de fé, essa
experiência não está descolada das
posições que eu tomo diante do mundo. Só
que não é que eu tomo posição diante do
mundo porque a minha fé mandou, porque a
doutrina do pastor disse: "Ah, o pastor
disse que eu tenho que fazer isso". Azar
do pastor. Porque quando eu olho na
realidade social, quando eu olho os
problemas que eu tenho que resolver na
vida, tem coisa que o pastor tá dizendo
que vai contra a vida, contra a vida
minha, da minha criança, da minha
família. Então eu não tô preparando
minha criança para ela se vender mais
caro no mercado. Então não, eu sou
contra esse lance da gente precificar a
gente,
precificar hora de trabalho e achar que
é assim que funciona o mundo.
Transformar tudo em mercadoria e tá tudo
certo, tá errado.
Acha que não é assim mesmo. Tem que
pagar pela escola, pagar pelo gás, pagar
pela saúde, pagar pelo Tem que pagar o
Não, pô,
tem coisa que não é mercadoria e eu
tenho que frear isso aqui. E a
coordenação da divisão social do
trabalho não pode ser decidida porque o
cara é filho do herdeiro de algum meio
de produção, de herdeiro de uma fábrica.
Azar dele é socialmente produzido, tem
que ser socialmente determinado.
Isso tem nada a ver com Jesus mandou A
ou B.
Só que aí os discursos de meritocracia,
de submissão ao trabalho, de não sei o
que lá, vem como se fosse bíblico e é
reprodução social, é legitimação para
reprodução social capitalista.
Ser contra a esquerda, contra o
comunismo, contra o socialismo, é
reprodução de soft power gringo
imperialista. E ponto, porque socialismo
e comunismo, na periferia desse mundo
veio um conjunto de projetos
nacionalistas que criam soberania.
Não quero ser explorado por uma por um
poder estrangeiro. E ponto
ponto. [risadas]
Ah, mas não gosto de A, não gosto de B.
Meu amigo, a gente tem que entender o
que mundo que a gente tá. Bem-vindo.
Então, um evento como o do Descend que
aconteceu esse dia aí, que vai acontecer
mais uns encontros, é um evento dentro
dessas dinâmicas sociais e que
reproduzem esses interesses. E é só
abrir o olho. Aí gente, tem uma galera
que se faz, não, mas o pastor falou só
de Jesus. o caceta que falou sobre
Jesus, porque é um o ambiente que ele
tá, o lugar que ele tá, o toda a
dinâmica como ela funciona, os
propósitos daquele tipo de relação, tudo
que os outros disseram, toda a estrutura
é montada para isso. Azar seu pastor
falar, falar: "Não, mas ele não falou
nada demais, ele tá dentro do jogo, ele
topou com esse jogo." Ponto,
ponto, ele topou. Seja claro e joga
limpo. Fal assim, sou de direita, sou
conservador, eu quero que vai ser todo
mundo enviado paraa direita, porque eu
não quero que a esquerda você já joga
limpo.
Para de dizer que é de Jesus, para de
dizer que é porque Deus mandou, que você
foi só fazer coisa de fé, que é mentira.
Mentira. Seja honesto,
seja honesto. Troca ideia, pô, né?
Então é, é isso, é isso. Isso aí a gente
tem que ter noção do que tá acontecendo.
E pelo amor de Jesus Cristo. [risadas]
Mas é isso, minha gente. Chegamos aqui
numa longa corrida do século XX pro
século XX e provavelmente a gente vai
continuar papeando sobre isso
e espero que de alguma maneira seja sem
ingenuidades, né? Sem ingenuidades.
Então, sem ingenuidades, né? Sem
ingenuidades. A gente não pode ser
ingênuo não. E isso não significa
abandono de qualquer outra coisa. O de
de ferro, de sei lá o quê, né? Sem
ingenuidades.
Sem ingenuidades.
Deixa eu mudar de musiquinha aqui que eu
preciso.
Não, pera aí. Opa.
Ai, tá travando tudo aqui no meu
computador.
Ai, ai. É isso que a gente papeou
bastante hoje. Espero que tenha sido
útil.
[risadas]
Um dia a gente vai fazer uma live aqui
só para falar mal de worship.
[risadas]
>> [risadas]
>> Caraca, mano, a gente conversou bastante
aqui, foi mal, eu tava animado. Os do
chipeiros soltam role rol role no meio
da administração do nada.
Eu odeio
também tem um movimento forte, movimento
de missões urbanas. Ah, é não. Pode
crer, pode crer.
Gente daada reacionária. Ah, tá
sobrando, tá sobrando.
Mas a fé não entra nesse meio campo.
Deve entrar em vários campos.
Nacionalismo não jovinista
internacionalista do proletariado. Daí,
ó. Quem diria que ser adulto
significaria não fazer só as coisas que
a gente gosta. É, a vida tem dessas
coisas.
A gente precisa ser menos ingênuo mesmo.
Quem emprestou a imagem para essa parada
sabe exatamente tá fazendo. É o cara.
Ah, não, mas a minha intenção do
coração. Ah, meu irmão, pelo amor de
Deus, né?
É, os efeitos sociais não tem nada a ver
com a intenção do meu coração. Eu fiz e
ai,
nossa, sem querer. Tá todo mundo
bolsonarista. Não era minha intenção.
Ah, cresça.
Estou terminando de ler o docel sagrado.
Ah, Peterberg.
Peterberger, né?
A fala justa e fala justamente essa
mercantilização da igreja, da teologia.
Exato. Como as igrejas se transformam eh
a fim de ser um produto atraente. Exato.
Isso porque o Aí, pronto, é um livro
conservador, mas um livro conservador
que não é ingênuo em relação a ao à
dinâmica do do mercado catalista.
E aí e o cara um dia eu vou falar sobre
isso. Ai caraca, eu tenho um artigo que
eu que eu escrevi que eu preciso
publicar ele e tá guardado, preciso
publicar numa revista acadêmica decente
para mostrar as a posição conservadora
do Peterberger,
uma posição totalmente liberal de do do
Nosek, que é um outro maluco, e uma
posição que, tipo, entende que o
problema dos dois é que eles consideram
que a instituição é necessariamente
falha, então você tem que meio que
deixar ela meio de lado e entender
valores que estariam supra
institucionais. É muito legal. Depois um
dia a gente vai paper sobre isso.
Totalmente excelente. Tamo junto,
Bruno. Obrigado pelo seu trabalho. Eu
que agradeço, Ti por todo o carinho de
coração.
Alguém aqui conhece algum grupo de
leitura popular da Bíblia? Fico em em
Brasília. Hum. De Brasília?
Eu não sei se o núcleo do CBI ainda tá
funcionando lá. Posso ver. Vou trazer na
próxima live essa informação. Deixa eu
já anotar aqui. Inclusive.
Deixa eu ver se ainda tem uma galera lá.
Se não tiver, a gente vai encontrar um
lugar. Pera aí.
Deixa eu ver.
Ah, aqui, ó. Pronto.
Espero que eles estejam atualizados.
Jis. Mas, ó, vou mandar aqui para você.
Pera aí, pera aí.
Contato, telefone, e-mail, endereço.
Só que o endereço ele é o endereço do
CEBI, não, não do encontro. Então, vou
tirar o endereço aqui para gente não
[música] confundir. Mas é em Brasília,
que é o CEB do Planalto Central.
Espero que seja atualizadinho. Acho que
dá para papear com o pessoal lá.
Ah. Ah, aqui. Pronto, foi. Tá o contato
aqui no chat e aí dá para papear com a
galera lá. Nada. Que isso? Estamos
junto. Que é isso? Tudo bem, minha
gente? Espero que vocês tenham curtido o
papo hoje. Espero que dê tudo certo essa
semana, que a gente sobreviva. E
obrigado aí por terem acompanhado essa
conversa de hoje falando sobre religião,
política, economia, loucuras
e falar mal de worship, né? Eu preciso
aqui um dia dedicar um dia só para falar
mal do worship. Eu preciso muito falar
mal disso, [risadas]
pô. Tamos juntos. Estamos junto. Fazer o
ótimo. É nós. É nós, Kevin. É nós, mano.
Tamos junto. Bom dia, Leandro. Como é
que você tá em situação de Canadá?
Espero que você esteja bem, que tudo
esteja em paz ou um pouco mais em paz
[risadas]
e a gente tá junto. Estamos finalizando
o papo hoje. Exatamente. Agora quero
pedir perdão já porque eu tive que parar
parar o papo por excesso de de trabalho.
Tô atrasado até, mas a gente vai
sobreviver. Ô, estamos juntos, estamos
junto, mano.
E totalmente excelente. Mas não
esqueçam, não se esqueçam, não se
esqueçam.
Cadê? Cadê?
Não sei.
Ih, sumiu minhas músicas. Ah, tá aqui.
Tá chegando o carnaval.
Não se esqueçam
que nem todo lugar. é feriado. Então,
tenho solidariedade para as pessoas cuja
empresa ou município não aderirão ao
ponto facultativo. Lembre delas em suas
orações, porque elas [música] mereciam o
feriado, o devido descanso. Elas
mereciam alguém preocupado ali com a
saúde mental delas, com um um momento
mais agradável para ter em família, para
dar rolê, para fazer retiro ou ir pra
festa para desfrutar a vida aí com
responsabilidade.
Lembre dessas pessoas, elas vão sofrer
muito porque elas não vão ter acesso a
ponto facultativo. E lembre-se de que a
gente deveria exigir que fosse feriado
nacional definitivamente, [música]
o que implica a gente aceitar que certos
filiados religiosos realmente são muito
importantes.
Então eu
vou aproveitar aí, tá chegando o
carnaval, tá chegando na nossa correria,
curtir essa semana e também lembrar que
hoje é quarta-feira. Quarta-feira já é
às 11:14 da madrugada, o que significa
que já é quase fim de semana. E quase
sendo fim de semana também vai ser mais
um momento [música] descansar, desfrutar
dos dias. E se você consegue ser membro,
membro, a membre, membresia do canal,
também trocar ideia com a gente lá na
Primeira Igreja Aparí do WhatsApp. Tudo
bem? Curte esse vídeo, comenta para
viajar, hypa, espalha por aí. Quem
quiser fazer corte, faça corte à
vontade. E a gente segue por aqui.
[música] Trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Seguimos [música] trazendo boa nova todo
dia útil
até a vitória final.
>> Se cuidem, Deus abençoe [música] e até
semana que vem com o tema ainda a
definir, né? Então a gente não consegue
pensar sempre pessoal da igreja barista
que auxilia a ideias boas de P. Quero
agradecer quem trou.
Valeu,
>> [música]

Tags: