🔴AULIVE: MASCULINIDADE E PATERNIDADE HOJE – PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO (E CINEMA)
16/02/2026
🔴AULIVE: MASCULINIDADE E PATERNIDADE HOJE – PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO (E CINEMA)
pix: [email protected]
🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] [música] pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. Ade, [música] uma utopia livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. [música] Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa [música] nova, todo dia útil até a vitória final. Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos [música] diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, luzes, testemunho, ser da terra, o sal. [música] Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo boa [música] nova, todo dia útil até a vitória final. Pela verdade, [música] pela vida, pela luta popular, pela realidade, [música] uma utopia. Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. [música] Ciência do mundo, luz. Testemun ser [música] da terra o sal. Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória final. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra, o sal. Seguimos [música] trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. [música] [música] Ciência do mundo, luz, tesun da terra, o sal. Seguimos trazendo [música] a boa nova todo dia útil até a vitória final. [música] Bom dia, tudo bem? Bom dia, tudo bem? Espero e desejo que sim. Sim, vamos ajeitar as coisas aqui. O som tá bom? O som tá agradável? Tá aprasível? Pera aí, um pouquinho alto. Deixa eu baixar. Pronto, pronto, pronto. Estão me ouvindo bem? Espero que sim. Ai, ai. Papo bom hoje, hein? Especial de carnaval aí para as pessoas que não vão pro bloquinho por motivos. diversos. Cada um tem o seu motivo para não estar no carnaval. Ai meu Deus do céu. Ou tá de outro jeito, né? Fazer protesto do Roblox. Façamos. Eu odeio Roblox. Nunca vi, não usei. Mas tenho raiva pela quantidade de vezes que a minha filha comenta a respeito de Roblox e ela não tem acesso na minha casa porque Deus é bom. Não, mas também porque ela vai ter que em algum momento quando ela for maior, né? Nova ainda pelo fim do Redcash. Amém. Que tá osso ver tanta violência contra a mulher? É headcast que já se autoapresenta de tal maneira, né? No esquema headp cara. E é exatamente parte do teminha que a gente vai combinar de conversar hoje, hein, cara? Que bom mesmo. Bom dia, baristas e no baristas da América Latina, de toda Latinoamérica. Como é que tá, Thiago? Bom dia, meu querido. Tudo bom? Espero desejo que sim. Espero desejo que estudo em paz por aí. Bom dia. O som tá bom. Que bom, Kevin. Bom dia, meu querido. Como é que você tá? Tudo bem. Hoje tem Corinthians. Ontem teve Gaviões. Vai Corinthians. Ainda que seja o time B, né? Vai jogar contra o São Bernardo, o SB Londres no time B, mas é bom ganhar, garantir aquela classificação com com paz e tranquilidade. Bom dia, Cléber. Como é que você tá, meu querido? Tudo bem? Espero desejo que sim. Seja muito bem. Hoje no domingo de manhã, um momento especial, não é? Extraordinário nosso papo aqui. Bom dia, pessoal, e ao domingo de carnaval, ao domingo de carnaval, a todo mundo que está preparando já ou pensando em preparar o almoço ou quem acabou de acordar ou quem como eu que já almoçou, porque hoje eu acordei a 5 e pouco da manhã por motivos de organização doméstica. [risadas] Já tomei café, passou o tempo, eu acabei de almoçar e agora eu vou tomar um café pós almoço, né? O dia do domingo aqui, apesar de ser feriado, foi tá tá intenso. Tá intenso. Bom dia. Bom dia. Bom dia, carapa. Como é que você tá, meu querido? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Bom dia, meu bom. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia para todos nós. [música] É, o corretor foi um pouco ingrato com vossa vida, carapa. Mas o trabalhador e pai de família, de folga, não sabe nem o que fazer e se [risadas] resolve trabalhar. Exato. Espera que eu tenho trabalho para fazer. Não vou ter folga não. Ai ai ai. Tem trabalho, tem trabalho para entregar. Mais sossegado, obviamente carnaval, né, minha gente. Mas é isso. [risadas] A vida tem dessas coisas. A vida tem dessas coisas. Vai no domingo de manhã para trazer a palavra aí. E se você tá chegando aqui pela primeira vez no canalzinho, assistindo depoismente, né, depois que nós estamos ao vivo, você tá assistindo depois, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para já espalhar a palavra por aí, né? sair compartilhando aleatoriamente, além de considerar ser membro, membra, membro, membresíaca do canal, porque é o grupo de membresia que sustenta esse canalzinho aqui. Nós temos um canal pequeno, com poucas pessoas inscritas, porém contudo, todavia, com bastante gente na membresia, o suficiente foi uma vez por outra aí pagar uma conta de luz, uma conta de internet, o que ajuda a gente a manter relativamente um trabalho sustentável de produção qualificada de conteúdo. Se você virar membro ou membra membreia aqui do canal, você pode assistir cursos exclusivos para você, para você e para todas as outras pessoas que também fazem parte do grupo aqui do canal. Aí você pode também entrar no nosso grupo do WhatsApp, exclusiva a primeira igreja barista do WhatsApp, onde a gente tem conversas totalmente excelentes, debates acalorados, mas respeitosos, né? um chat totalmente saudável que acompanha a gente aqui na live também, tá lá. E são pessoas educadas, gentis, muito gente boa. E você pode considerar e acompanhar os nossos cursos mesmo de evangélicos e política no Brasil, Marx e Religião, como fazer o seu projeto de pesquisa, tem bastante coisa. Então você tá convidado, convidada, convidado aí para poder participar, tudo bem, [música] desse conteúdo e espero que vocês curtam, né, desfrutem, mas não esquece aí curtir, comentar, espalhar a palavra por aí. Meu nome é Bruno Requidal, doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia e tentando sobreviver. Seguimos, né, hoje falando sobre ser pai, ó que coisa incrível, né? Opa, pera aí que tá minha meu foco hoje tá complicado. Ser pai, ser homem macho, hombre cabrão, cara. É um papo importante e a gente vai fazer uns recursos aqui para conversar um pouquinho sobre isso. Eu segurei muito tempo para conversar um pouquinho sobre paternidade. Falando sério, é verdade, tem gente até que conversa comigo sobre ser pai vez por outro, eu falo: "Cara, minha filha só tem 6 anos". Então assim, eu minha experiência ainda é curta. Consigo falar sobre partes da vida, mas não sobre a paternidade. Não tenho muito para viver até o final da minha vida, por sinal. Mas algumas coisinhas acho que já dá para conversar. E eu tô muito animado por cinema, por filmes que eu assisti, que eu vou recomendar também, que falam sobre o tema. E Jéssica lembrou bem a gente aqui, viu? Esses bagulho redcast, red pill, pi, po pó pó, moleque frustrado. A gente tem que, pô, fazer um conteúdo mais mais adequado para poder conversar sobre isso, assim. Tem sacanagem. Isso é um negócio sério. Mas a gente já vai papear, né? Calma lá, calma aí, calma aí, calma aí. É, às vezes escapa o corretor, quebra a gente. Fazer o almoço da matriarca, que hoje é aniversário dela. Ah, parabéns para a senhora Gabriel. Parabéns aí pra matriarca. Senhora Gabriel, muitos anos de vida. Eu ainda tô na fase de filho, mas parabéns aos papais, camaradas do grupo. Assistiram as a live depois, mas desejar um bom carnaval a todos. Um bom carnaval para você, excelente almoço para matriarca. Qualquer coisa você fica aí ouvindo e fazendo almoço. Não, melhor não. Vai, faz almoço, concentra com todo aquele amor e carinho na na comida. Depois você assiste esse bagulho aqui. Mas feliz aniversário para a senhora Gabriel. [risadas] Parabéns ao Níver da Matriarca. Aí ó, aqui também estamos pilotando para mamá aí ó, todo mundo. Parabéns aí a dona Borduna também, dona Borduna. Um [risadas] um grande um grande prazer aí, dona Borduna. Pois é, hoje eu tô solitário aqui em casa. [música] Levantei cedo, minha companheira foi dar um fazer um bate-volta de viagenzinha. Vai voltar hoje à noite. A minha filha foi pra casa da minha sogra passar o fim de semana com ela lá. Então, fiquei solitário, já fiz o café, já tomei o café, já fiz meu almoço, já comi meu almoço, que acordei muito cedo e agora vou pro café pós almoço. E vocês talvez estejam começando a fazer o almoço, mas é obviamente que eu vou dar aquele cochilinho à tarde que todo trabalhador merece, ainda mais no domingo, mas a gente levantou bem cedo aqui em casa. Mas é isso, é isso, é isso, é isso. Sigamos, não é? Dito isso, vocês estão acompanhando aqui na essa livezinha. Vocês cozinham na casa de vocês? Vocês cozinham na casa de vocês? Porque eu cozinho na minha casa. Verdade. A responsabilidade aqui da alimentação familiar no almoço na janta minha e da marmita pro dia seguinte. Então vocês cozinham como eu cozinho? Vocês cozinham aí também? Vocês cozinham aí também? [música] Cozinho é uma delícia, né? Eu gosto. Não que seja bom, excelente. Cozinheiro, né? Nada gourmê, nem chefe de cozinha. Nada aqui de cheio da espetaculosidade não. Mas não manda mal não. Aquela comidinha caseira, bala, [música] bala. Esses dias, acho que foi semana passada, não foi? Semana retrasada. retrasado. Semana retrasada fiz escondidinho de carne seca, eh, mandioca, mandioquinha paraa minha pro pros meus pais visitar eles com a com a minha filha, com a aluna. E aí eu falei, pode checar o monstro por minha conta, meu amigo. Bom, hein? Modestia parte, me escondidinho de carne seca, mandioquinha ali. Totalmente excelente. [risadas] Ficou bom. Ficou bom. Depois eu passo a receita para quem tá no para quem tá no canal no nosso zaps. Tá bom? Mas é isso. Ai minha gente que coisa. Não, domingão é um dia muito de preguiça de fazer comida com calma, porque tem isso também. Durante a semana faço comida correndo, tá ligado? É [música] na pilha. Às vezes é no fim do dia entre buscar a criança na escola, chegar em casa, fazer a janta que vai virar o almoço do dia seguinte, marmita pra companheira. E se rolar um pouco a mais, vira a janta do dia seguinte também, mas senão fica aquela loucura, né? Ou fim de semana preparar parte daquilo que vai durar a semana que a gente congela em pequenas porções. Mas é mais difícil fazer isso, porque no fim de semana eu quero cozinhar com calma e aqua casa para tipo, ah, é fim de semana, hein? Comida de fim de semana, não sei se vocês têm isso, mas eu tenho a rotina, comida de fim de semana, fazer uma comidinha mais gostosa com tempo e tal. Bom, né? Bom, esses dias mesmo, última, prometo que eu vou parar de falar de comida, [risadas] mas eu tava foi terça, não faz uma semana que minha filha tava pedindo para eu fazer um creme que eu faço, um creme de legumes bem bom e aí com um pouquinho de linguiça, porque a gente não é vegano, né? em vegetariano, um pouquinho de linguiça, um pouquinho de bacon, porque eu gosto daquele gostinho do bacon no fundo. E aí eu fiz um cremezinho de legumes com linguiça, bacon, cebola, um pouquinho de alho, rapaz, um temperinho de chimixuri que já é de legumes também. E é aquela pimentinha, meu amigo, [música] ficou bom. A [ __ ] comeu com gosto, que fazia um tempo que ela tava pedindo, né? Foi não fazer. Comeu com gosto. Foi almoço, janta, janta de novo, almoço de novo. Aí acabou porque uma hora acaba. Bom dia, querida. Aí tráço 06 horas. Tudo bem com você? Espero e desejo que sim. Bom dia. Espero que ca o nosso papo de hoje. Vai ser um papinho um pouco diferente. Acho que necessário. Tinha aqui. Papinho especial de carnaval. [risadas] Ai, ai. Mas, pô, deixa eu fazer umas perguntas importante, né? Que perguntas importantes paraa nossa conversa. Bom dia, Ryan. Ryan, Rian, como é que você tá, meu bom? Tudo bem? Espero, desejo que sim. Hoje é dia de churrasco. Aí sim é dia de vitória do trabalhador. Que momento agradável. Que momento excelente. Churrasquinho. Churrasco. Ah, já aquele cheirinho de carvão, sabe? Pegando, você já fala: "Hum, vai vir carne". É sacanagem. O, a churrasqueira aqui do condomínio que eu moro fica entre uma torre e a outra, entre a torre que eu moro e a torre do lado. E a minha lavanderia dá para pra frente da churrasqueira. Aqui o apartamento é pequeno, tal. A fumaça sobe e ela entra pela lavanderia, pela cozinha aqui e e domina sala, cozinha e lavanderia. [música] Cara, é uma sacanagem. No domingo à tarde, às vezes assim, aquele cheirinho do só do do nossa, vontade de descer lá e falar: "Ô, será que não tem a linguiça aí? Não, será que não tem um queijinho com alho, um pãozinho de alho para dividir? É bom, né? O calor que tá hoje, então, aqui em São Paulo. Cervejinha, um churrasco. Hum! Vitória, vitória, vitória. [risadas] Bom demais. Tem que aproveitar, tem que desfrutar. Desfrutemos desses dias e desses momentos. Que aliás, antes de falar sobre o negócio do filme, queria fazer perguntar para vocês, tem um bagulho importante que é a pouca importância que a gente tem dado pras nossas rotinas, hein? Tudo tem que ser muito incrível hoje em dia. As notícias tem que ser escabrosas. O produto que você vai comprar tem que ser o mais revolucionário do mundo. A série tem que ser totalmente incrível, absurda, com coisas excelentes. A gente fica acompanhando conteúdo do cara que tiver falando sobre desgraças e potenciais guerras e não sei o quê. Cara, e a vida é feita de de churrasco, né? De almoço gostoso na família ou almoço rotineiro durante a semana. Nem tão gostoso assim, é feito de outras coisas, né? [música] Tipo, precisa tomar cuidado aí. Não faz bem não. Eita, dormi no sábado e acordei na quarta. Esse carnaval tá muito louco. Bom dia, querido Ederson. Tá bem louco. Hoje já é quarta-feira de cinzas e você tá aí só o pó, não é? Deu para perceber. Mas bom dia, que bom que você tá com a gente trocando essa ideia. Bom dia, Jessica. Cara, acabei de comentar lá teu comentário logo no comecinho da live. Comentei o comentário do comentário que você fez. Importante, tem toda a razão. Vivemos em modo de flash. É, em modo de flash e viciado em adrenalina que não faz diferença, né? Nenhuma. Assim, você fica caçando, a gente fica caçando eh informações e e querendo discutir coisas que não estão nas nossas mãos ou que tá tão distante, né, que do ponto de vista do observador parece que é uma coisa tão incrível e que a gente tem controle sobre aquilo e dá a sensação de que a gente tem controle, mas como sujeito não, como pessoa que tá vivendo aquele momento, não. Exemplo fácil é eu ver os seguidores de do professor Rock, né, do careca da geopolítica, do testa de ferro do imperialismo. A testa começa a cima da sobrancelha e termina na nuca. O o professor Rock, ele é o cara que vive de falar que como a desgraça é iminente, terceira guerra mundial a qualquer momento, não sei o que lá e gera essa adrenalina. E aí ele começa a fazer as grandes análises geopolíticas dele lá, né? E essas grandes análises que não fala nada com nada e poço de senso comum, mas aí a pessoa que tá ouvindo, que tá naquele negócio, ela tem uma sensação de que ela tá tendo controle sobre aquilo, porque ela tá no ponto de vista de observador dos fenômenos e sabe explicar eles com aquele ideologia barata. mesmo na nossa esquerda, muitas vezes a gente tá acompanhando conteúdos para ter essa sensação de observador na adrenalina que parece que sabe que tá o fato de você entender um fenômeno, você tente que você tem controle sobre ele. Só que você não tem, você é um observador distante, comentando sobre ouvindo alguém comentar. A vida mesmo a gente disputa em outro lugar, a gente disputa em casa. A vida, a gente vive, a gente desfruta, a gente faz as coisas no dia a dia, em outro é outro território, não é nesses temas, né? Eu acho importante a gente entender isso, tá ligado? Não é, eu vou mudar a posição de alguém, [música] vou até comentar o que aconteceu na minha família recentemente, perceber mudanças de postura, não pelas discussões sobre os temas Palestina, eh Trump, eh Lula, Bolsonaro, não foi nisso. as mudanças acontecendo de postura pela vida cotidiana, [música] por situações de afeto, de responsabilidade, gatilhos que abre a janelinha que te leva para outro canto. A ideia ela não tá não tá fincada no ar, né, no bom senso e conexão entre informações. Tem um lance da vivência da comunidade, do grupo ao qual você tá vinculado, que faz toda a diferença. Toda a diferença. Isso é muito importante. Tudo culpa do Senhor dos Anéis que fez tudo ficar épico, monumental. Pior que não. Queria eu que a culpa fosse do Senhor dos Anéis, mas não é culpa do Senhor dos Anéis, infelizmente. Não é culpa deles. [música] Tem culpa todo mundo nisso. Todo mundo tem culpa nessa participação, nesse processo de verdade. Eh, bom, mas é bem o tema hoje, mas é, tem culpa todo mundo. Cuidado com o rock. Cuidado com o Rock. Ele quase fechou o canal do Durante. É do Felipe. Pode crer. Ele é sionista e para mercado. Ele é e conspiracionista. Bom dia, Celson. Como é que você tá? Tudo bem? Que bom que você tá aqui com a gente, cara. Não, pois é, eu tenho duas vantagens. A primeira é que a gente não tem usado o conteúdo do rock, né? Porque a sacada dele foi essa, dizer direitos autorais, os negócios assim e depois apelar para outras coisas. E a segunda é que eu linho, ando na linha aqui, ó, próxima do respeito ao jurídico, né? O jurídico aqui tá sempre me protegendo, tá no ponto aqui, ó. O jurídico ele me avisa na hora que eu começo a dar uma passadinha de de ponto, entendeu? Na hora que eu chego perto de cometer a falta, ele fala: "Ó, cuidado, hein? Cartão amarelo vendo aí. Opa, não, não posso tomar amarelo, senão fico suspenso no jogo seguinte. Aí eu dou uma paradinha. Mas o Durante já não faz isso muito bem, né? Ele passa um pouquinho da linha às vezes. Me proteja aqui com jurídico. [risadas] Exato. Tem culpa. Tem culpa. Tem culpa. Ai, pera aí. Internet. Eu nunca vi algum debate desse de YouTube dando em alguma coisa, fazer alguma revolução social. Aí não vai, não vai. Obviamente que não é um entretenimento. YouTube é entretenimento, gente. A gente tá fazendo aqui essas conversas que a gente tem, apesar da intenção você produzir um conteúdo bacana, apesar de você trazer temas eh que que sejam úteis, né, que a gente possa de uma alguma maneira contribuir com ideias bacanas, é entretenimento. A gente faz para se entreter. Sabendo disso, a gente pode começar a qualificar o nosso tempo de entretenimento, né, e saber distinguir o que é entretenimento, o que é organização, o que é militância, o que é luta, o que é vida, o que é, né? [música] Importante importante. Mas vamos lá. É basicamente grande forma de pessoas se autopromoverem também. Ismael, canal grande de fofoca disse: "Eu não sei quem é Ismael. [risadas] Foi mal aí, Ismael. O único Ismael que eu conheço é o meu tio Ismael, irmão do meu pai Eliel, do meu tio Eliasel e do meu tio Idiel. Então o Ismael, esse é o Ismael que eu conheço, é o único inclusive. E se aí que tem Ismael na Bíblia, que é um personagem muito interessante. Então que coisa. Acho que a sociedade fica pior porque fica normalizando absurdos. Exato. Normalizar absurdo é um bagulho doido. A gente tá começando, esses espaços de debate, eles são interessantes para jogar ideias, pra gente ver contradições e tal, mas tem um lance que é da gente ouvir a bizarrice e ela passar em colum. Você não tem ali alguém para dar aquela mediada, saca? para botar o freio para falar: "Meu irmão, cai até aqui. Você cruzou a linha aqui não pode. [música] Bruno, por favor, quando o rock surge na conversa, você deve fazer a piada." É dogma. Não, mas sem dúvida. Todo momento que nós falarmos do rock, nós vamos lembrar que ele faz um papel de testa de ferro do imperialismo. Uma testa começa a cima da sobrancelha e termina na nuca. Sempre lembraremos disso. Jamais nos esqueceremos desse detalhe importante. Pois é. tão rasgando a janela de overton. [risadas] É, não é perigoso mesmo. É perigoso. A gente vai se acostumando e a gente vai deixando passar. E claro, isso faz parte do como funciona o algoritmo, isso faz parte da da mecanismo de rede, do próprio entretenimento, tipo de entretenimento que a gente gosta, né? Tem lance do consumidor, tem lance do sistema, tem lance da estrutura. E, pô, cara, nós somos aqui 17 pessoas trocando uma ideia pela manhã. num domingo é um grupo muito pequeno, mas que pelo menos nesses mínimos espaços a gente possa ter respiros e ambientes saudáveis, né? Ah, isso não muda o mundo, é lógico que não. Mas o ponto não é esse. O ponto é a gente também conseguir viver, né? saber viver, ter espaço para viver, para desfrutar, treinar as nossas habilidades democráticas e de conversa e de debate em algum lugar, algum ambiente seguro. Isso é importante. Eu aprendi a falar em público na igreja, por exemplo, foi [música] espaços de oportunidades que eu tive na igreja de falar em público. Eu aprendi a ter que conviver com uma diversidade de pessoas muito grandes, muito grande mesmo, na igreja. um espaço onde eu tenho que encontrar gente de tudo quanto é classe social, de tudo quanto é grupo, ainda mais do modo como se constitui a trajetória da minha família e tal. Então, eh, [música] aí ali foi um espaço onde eu pude fazer experimentações sociais que eu não podia fazer na escola, que eu não pude fazer às vezes dentro de casa. é um lugar para você poder experimentar, organizar grupos, organizar atividades, organizar e você vai vivenciando possibilidades de democracia, possibilidades autoritárias, ver relações de poder, espaços pra gente poder aprender, aprender a debater, aprender a conversar, se mediar. Em que espaço que a gente tem isso hoje em dia? Assim, na nossa vida, onde é que você faz suas experimentações sociais? Onde é que você faz suas experimentações democráticas de participação, de organização? Ninguém nasce sabendo como faz essas coisas, né? Então esse isso é muito importante e a gente, por exemplo, vai se formando a partir dessas relações. Se a gente não tem esses espaços, a única coisa de troca de ideia que a gente vai tendo para entender como funcionam são os debates de internet, cara, não dá para trocar ideia cinco caracterá para conviver por isso. A gente tem que criar ambiente. a gente tem que sacar a complexidade, que é trocar ideia, que é resolver coisa séria, né? Que é conviver com a diferença, ter que conviver com alguém que é canalha, mas que você vai ter que conviver com essa pessoa, tem que aprender a lidar com essa pessoa. A internet é muito fácil, desliga, você só escroto num vídeo, depois sai, depois o vídeo apaga, depois o outro faz outro vídeo e vai, né? Agora eu ter que conviver, ter que dividir a mesa com gente babaca, tem que tem que conviver. Não tem opção. É outra coisa você ter jogo de cintura para poder conversar com grupos que estão em conflito e você ter que mediar eles é outra coisa. Aqui é fácil, pô. Todo mundo sente na entra na bolhinha lá e começa a tretar, brigar, pi, pi, pi, pi, p, p, p, chatão. E aí entra pro entretenimento, pro algoritmo. Se a gente é de esquerda e quer [música] experimentar outras coisas, eu acho que a gente tem que incentivar ambientes mais saudáveis e buscar sair dessas desses becos, tá ligado? Ah, importante pro pessoal que tá chegando, mas se você já chegou, então você já pode ir pro próximo nível. [risadas] Ah, importante para aí pegar um cara desinformado aí, um tal e pesca alguém aleatoriamente. Tá bom. Se você já foi pescado, vamos sair. Como diria famosa expressão do querido apóstolo Paulo. [risadas] Vamos parar de beber leite e começar comida s comer comida sólida. Vamos parar de tomar leitinho e começar a se alimentar com coisa sólida. É um é um é um bom momento. Fica aí a dica. Tem uns que vi que geral deveria sair preso. Ah, sim. Tem umas coisas malucas, ainda mais esses redcast da vida. [ __ ] meu meu irmão é tenebroso. Bloqueia a maioria dos vídeos sobre eu também. Eu que tento ficar fora assim, eu não quero saber assim, eu não quero ter ter contato. Então, apareceu o bagulho, sai daqui. E a estética já me entrega, que é um bagulho que eu não quero ver. Então, já elimina ali na capa mesmo, na tamb. vão aplaudindo absurdos e essas pessoas bizarras ganham mais visibilidade até chegar no ponto de ir pro meio político. O caminho já tá mais que dado. É chato. É chato já. A gente já sabe o caminho, né? E é isso. E eu vou dizer um bagulho assim que tem a ver com o nosso tema de hoje, inclusive a nossa conversa. [música] É um bagulho também assim, não sei se vocês já perceberam, talvez sim. E eu que sou lento e não [música] percebi. Mas cara, tem um lance doido que é o público que participa e incentiva esse negócio e a gente entra nessa onda, nessa modalidade de debate, de conversa. Eu sei porque dá para acompanhar pelos pelo pelos a informações que o YouTube dá pra gente e pros outros canais também. E com quem eu acabo podendo conversar sobre isso? São poucas pessoas, mas eu consigo conversar com algumas, porque a gente é um canalzinho desconhecido e relevante, como todo mundo aqui sabe. A maior parte da, vou falar do nosso lado, tá? Não quero falar do pessoal de direita, não. Deixa eles lá. Quero falar da galera de esquerda, mas progressista ou qualquer coisa do tipo. Este que vos fala é um ser humano homem heterossexual, de uma relação heteronormativa, morânico, careta, cristão, cumprir a tabela. E a maior parte do público que acaba acompanhando os conteúdos que eu produzo também estão nessa, tão na faixa etária de 25 a 40 anos, homens. majoritariamente da região Sudeste, eh, que tem alguns padrões muito semelhantes. E quando você vai pros outros canais desses grandes de esquerda, adivinha qual é o perfil? Tanto de quem tá produzindo conteúdo, tal qual este que vos fala, quanto das pessoas que acompanham os debates e os conteúdos. Homens, 25 a 40 anos, classe média, reproduzá, mesma fita. É um grupo majoritariamente masculino que se engaja mesmo e que ainda participa dos debates, essas coisas todas também. A gente fica acompanhando essas tretas de internet nessa nossa micropolha, micro mesmo, porque o mundo não tá nem aí pro que tá acontecendo aqui. Essa nossa microbolha, veja os nomes que aparecem. A gente só fala isso de caras que estão produzindo os conteúdo. O que tem que ligar uma luz da gente, não é tipo, ah, então falta botar as minas aí, não é? Falar, cara, talvez, talvez, hein? Fica aqui uma possibilidade. É exatamente o tipo de dinâmica de treta, de algoritmo que funciona por um tipo de padrão, de postura, de conduta desse grupo, dessa disputa de quem tá certo, de quem tá errado, de querer o seu lugar, de sair trombando no outro, quem vai est na linha de frente, quem é o mais macho, quem é o mais brabo, quem é o mais viril, quem tem mais testosterona. né? [risadas] Quem fala mais grosso, quem fala mais alto, que vem aqui [música] armada até os dentes, tem essa reprodução, né? Tem essa postura, tem essa imagem, né? Veja, e isso é importante da gente considerar. é uma esquerda que reproduz padrões de comportamento e também de produção de conteúdo e tal, desse ar bem masculino no sentido negativo do termo, né, ou masculinista, se a gente quiser. Se nem falar direito qual que seria a expressão correta. Perdão aí quem estuda gênero de maneira adequada, mas essa postura mais eh de disputa, de agressiva, de quem tem o o órgão maior, de quem é mais que isso, que não sei o que lá. reproduzida socialmente e que entra nessas dinâmicas e que o algoritmo se alimenta de treta e ninguém melhor do que esse grupinho para fazer treta, né? E eu acho esquisitíssimo, mas faz parte. E cara, a gente tem que pensar que que tipo de conduta a gente tá produzindo e reproduzindo, né? Que tipo de conduta, que tipo de postura, que tipo de imagem a gente quer de e e também de de modo de ser. de se relacionar. Acho isso uma reflexão importante. Eu tenho um humor muito influenciado pelo final dos anos 80 e início dos anos 90. Afinal nasci aí, né? Então eu vejo e tive que mudar várias vezes o tipo de piada que eu faço, o tipo de conduta que eu tenho com companheiros, com companheiros assim, eh porque reproduz essas ideias, essas maneiras de ser, tá ligado? Tem, tem o mesmo. Eu percebo até hoje, ainda hoje eu faço muita piadinha que tem a ver com isso, com a quinta série masculinista, com eh o bullying pedagógico, [risadas] vamos dizer assim, pior ideia dos tempos possíveis. Mas que que faz isso? E tem a ver com essa postura, né? Eu tenho que tenho que vigiar, tem alguém tem que chamar minha atenção. Ano passado eu fui num congresso e a gente riu de um camarada que tava eh já tinha bebido um pouco, mas estava encantado por uma moça e falava: "Olha como ela é bonita". E ele não foi desrespeitoso nem nada, mas falava tal, não sei o que lá. Queria tanto chegar para conversar com ela. E aí a gente riu e fez piada com ele e uma companheira falou: "Meu, primeiro que tá muito tosco essa sua postura pro cara". Foi muito, muito firme, muito gente boa pra gente. Não tem nem o que falar sobre isso. A postura tá muito errada. E pra gente falou: "Para, e vocês ainda incentiva com essa risada, com essa piada, dessa brincadeira?" Cara, eu parei por um segundo assim, falei: "Caraca, pode crer, né?" Assim, deu uma luzinha amarela assim, falei: "Pô, se ela tá chamando atenção, tem um bagulho rolando aqui." Aí a gente parou daí, né? Baixo clima. Pô, pera aí, tem que reorientar, mas bom, passa. Dia seguinte a gente ia viajar, voltar para para São Paulo, a gente ia acabar o a gente ia ia voltar junto. Eu falei: "Pô, meu, aquilo que você me chamou atenção ontem, eu tô com essa na cabeça até agora sobre a postura que o camarada tava tendo, ainda que respeitoso do da não é nem o que ele tá dizendo, a postura que ele tava tendo ali no grupo falando sobre a sobre a moça e depois a nossa de rindo e tirando onda. E realmente não tem sentido nenhum, né? Tipo, [ __ ] aí ela começou a trocar uma ideia comigo que eu falei que, caraca, pode crer. Comecei a a ter que refletir sobre esse negócio, mas alguém teve que me chamar atenção e os espaços que a gente tem de conversa aqui não vai chamar atenção. A gente já não, cara, a gente tá na internet dentro da dinâmica de algoritmo que a gente falou com gente falando sozinho, tal qual este que vos fala, eh, e que reproduz toda essa dinâmica. Então, tipo, quais são os espaços que a gente tem? Quais são os lugares que a gente vai poder fazer essas mudanças de conduta e de postura? e a gente se alimenta disso. Então é um bagulho sério paraa gente pensar essa esse tipo de conduta masculina, esse tipo de conteúdo que a gente tá realizando e performando, que é uma performance, é um teatro, né, de ser bravo, de ser macho, de ser viril ou de ser o cara que tem um grande argumento que destrói todos os demais. Olha como a gente fala, né? Ele humilhou o outro, ele arregaçou com outra. Falei: "Man, sério, velho, olha, olha o vocabulário, tá ligado? Olha como a gente tá percebendo a as nossas relações, as nossas posturas, a nossa militância, né? Como a gente enche de conteúdo, né? A a compreensão desse mundo e dessas trocas. Importante importante pensar sobre isso. Não a toa que nosso congresso atende a aumentar os deputados e senadores Rios da Silva. Eu adoro essa expressão Ross da Silva. Yeah. A gente vai querer aumentar também por Rels da Silva, né? Eu tenho minhas dúvidas. Ai ai, eu não, eu não sei se eu consigo aqui criar o bagulho. Pera aí, deixa eu ver. Eu queria criar ai que saco. Criar enquetezinha. Não tô conseguindo. Que que chato. Hum. Era para eu conseguir, mas não tô conseguindo. Queria criar uma enquetezinha. Deixa eu ver se consigo por aqui. Mas eu não vou conseguir não. Por enquanto. Vocês assistiram ou alguém aqui assistiu o filme Uma Batalha após a outra? Ih, mas espero que sim, né? Assistindo uma batalha depois a outra. Pô, exatamente, Aa. Exatamente isso. Quando alguém chama atenção, minha atenção, quando eu faço algo ruim, é uma vergonha gigantesca. É tipo coisa que nunca sai da cabeça e, portanto, fica mais e mais e fica mais fácil policiar. Exatamente. É exatamente isso. E é importante a gente fazer isso. É importante esse espaço, essa puxão de orelha. Fundamental, pô, né? E de saber desacelerar. Tem hora que a gente tem que saber desacelerar. Opa, pera aí, deixa eu pisar um pouquinho no freio aqui. Ainda não. Borduna, você tem uma missão agora, assistir ao filme uma batalha após a outra. Assista, é muito bom. Mas eu eu prometo não dar spoilers, tá? Prometo não dar spoilers sobre esse filme. Tem um que eu vou ter que dar. Perdão aí, perdão, mas eu vou falar. Eu assisti. Gostou, Ederson? É bom, cara. Eu gostei muito do filme. Achei muito bom. Filmão. Trilha Sonora bizarramente boa. Nossa, filme me ganha com Trilha Sonora. Que filme bom. E o Champan fazendo aquele personagem do Isso que eu ia falar agora, Ederson. O Champan assustado. É bizarro, cara, aquela postura que ele criou para esse personagem. Que que negócio incrível, mano. Eu fiquei. Nossa, é bom, velho. É bom, é bom, é bom, é bom. Bom dia. Como é que tá, Cláudio? Tudo bom, mano? Acompanha o trabalho de Cláudio no Instagram. Cláudio, deixa eu ver se eu tenho banner aqui. Eu acho que eu ainda tenho. Pera aí, pá. Ah, acompanhe Claudinho. Silva.14 no Instagram. Claudinho.14 no Instagram. Claudinho. Sililva.14 no Instagram. Trabalho de Cláudio, nosso querido companheiro, camarada Cláudio, que bom que você tá aqui com a gente, mano. Excelente. Senti. Um excelente dia pra gente. Bom dia, mano. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Não assisti. Assista a você tem uma missão também. [risadas] Não ligo para spoilers não, mas eu vou evitar. Tem um só filme que eu vou ter que dar um spoilerzinho, mas já peço desculpa de já. Eu gostei sim. É bom, cara. Filmão, velho. Uma batalha após a outra. Eu vou mostrar para vocês aqui, não o filme, obviamente, mas um um personagem do filme, tá? Um personagem do filme é o Bob Ferguson. O Bob Ferguson. Bob Ferguson. >> [risadas] >> É um personagem divertidíssimo. É o personagem, um dos personagens, um dos protagonistas, né? Se não o protagonista, mas um é um dos protagonistas. Ai, caraca, pera aí, minha internet não faz isso comigo. Que é esse camaradinha aqui, ó? Se você ver essa cena aqui. Ai, caraca, que que droga. Não, eu quero que essa imagem aqui fique grande. Ter MS dos funcionando aqui no meu computador. É complicado. Esse personagem aqui, ó. Pera aí, vou tentar abrir a imagem dele. O Ferguson. Queria abrir no no no PC, mas tá tá complicado. Ele tá travando. Na na internet. Não queria abrir na internet, mas tá tá travando. Se você vê esse personagem aqui, ó, que é o Bob Ferguson, interpretado por Leonardo DiCrio. É um dos protagonistas do filme aqui, Ó o Bob, você vê essa cena aqui isolada, Bob Ferguson, né? Você olha, cara, um macho, macho, tipo Pick Chucky Norris, né? Tá com armado aí [música] com a camisa, quase um lenhador, você fala: "Caraca". E é o Leonardo de Cabrio, né? Cara brabo, cara incrível, o cara aí tá indo tal. E aí, se você vê o contexto da cena, ele tá indo atrás da filha dele. A filha dele que foi sequestrada. Você fala: "Caraca, mano, o cara é o nossa, qual que é, qual que é a imagem que viria?" É o Rambo. É o Rambo indo atrás de alguém que pegou alguém da sua família e ele vai sair destruindo todo mundo. É aquele filme que tem 765 versões do, como é que é o nome? Com o Lianisson. Como é que é o nome daquele filme? Com Lianisson que ele vai salvar a filha dele 500 vezes. É um péssimo pai, né? Aparentemente, porque a filha dele sempre tá em risco. É o, como é que é? Caraca, vou ter que nome do filme do Lianiso que a fia, que a fia som e ele sai matando todo mundo, fuzilando todo mundo. Eon, o filme do Lianisson vai aparecer aqui. Busca implacável. Busca implacável. Deve ter umas 15 versão de busca implacável, que é ele indo. Ah, tem busca implacável três. Em todos os filmes, é a mesma coisa. A filha dele é sequestrada vai salvar a filha. Ele tá exatamente, ele tá sempre salvando a filha de alguém da família. É uma pessoa um pouco irresponsável, tá deixando as pessoas aí desprotegidas. Mas o Lisson, ele tem esses filmes aí e aqui nesse pique foi vai salvar a filha dele. E o que que faz? Mata todo mundo, explode tudo. Ele é um agente da CIA super tal. armada até os dentes, faz isso, faz não sei o que lá, etc, etc. É um péssimo, pai, terrível. Mas o que acontece aí, aí aí você olhou nisso aí você olha essa personagem Bob Ferguson que tá aqui, né? E você pensa: "Pô, mano, vai ser pique lisso pique Chuck Norris, vai salvar a filha, porque seu contexto, né? A filha foi sequestrada, vai salvar a filha, vai sair explodindo tudo, botando fogo no bagulho todo." E aí você fica sabendo que ele era um cara que era um revolucionário, que fazia parte de um exército paralelo, guerrilheiro, tal. você fala: "Nossa, ele é tratado pelos outros personagens como um cara incrível e ele não sabe nem usar esse armamento que tá na mão dele direito. Não sabe mesmo. Ele é um cara completamente atrapalhado. Ele não sabe de missão. Ele não sabe fazer o bagulho. Por quê? Não é spoiler, porque logo no começo do filme ele tem uma companheira, companheira que também é revolucionária, companheira fica grávida e tem uma filha e quem acaba criando a filha é ele. E aí ele quer até sair do bagulho da guerrilha. falou: "Não, mano, a gente tem um negócio mais importante para fazer que cuidar da nossa filha." Então, ele é um cara completamente perdido. Ele é uma figura de pai, de masculino, ao inverso do Lianisson. Ele é um cara caseiro, ele é um cara largado, ele é um cara meio desiludido, ele é um cara incapaz de realizar as missões. Ele depende que todo mundo faça alguma coisa para poder salvar ele, de realizar o que ele precisa fazer. E no final nem é ele que consegue efetivamente fazer tudo. É um bagulho muito legal de assistir. É uma outra figura de paternidade e de masculinidade que aparece no cinema. E eu achei isso incrível. Falei: "Cara, que doideira". E aí me deu gatilho, né? Porque um sou um militante, sou um cara que que que é sou filiado a partido, sou um cara que se arroga como grupo pertencente a um projeto revolucionário, que sonha com um comunismo, que é marxista, não é? Que eu tenho uma criança na minha casa. E a minha companheira saía para trabalhar e a criança ficava comigo. E foi assim, é assim, na verdade, até hoje eu trabalho em casa, >> maior parte do tempo tô em casa. Então, eh, a maior parte do trabalho doméstico dos negócios fica a meu cargo. A gente divide, obviamente, é todo mundo compartilhando, se ajudando. Mas pela organização familiar e modo como funciona, eu falei: "Caraca, mano, talvez eu entenda o que Bob está passando [risadas] em boa parte do sentido." E o Bob tem uma ternura diferente, tem um humor diferente, é meio paranoca, um cara meio esquisito, meio atrapalhado. Não tem nada a ver com o que seria o Chuck Norris indo salvar sua filha sequestrada. Ainda que na foto, na hora que apresenta ele nos cartazes, você pode procurar o o a o decaprio vai tá sempre assim, ó, nos cartazes, na divulgação do filme, as imagens é sempre ele com a arma, ele fazendo um bagulho muito louco. Você assiste o filme, ele não é esse personagem, ele não é o que aparenta ali na na lata, na cara [risadas] e nem com a arma na mão. E isso já me fez acender uma luzinha na cabeça assistindo esse filme, falando: "Caraca, velho, tem um novo padrão aqui aparecendo. Tem um padrão, não, porque ainda não chamava de padrão, mas depois eu comecei a perceber um padrão. Tem um novo tipo de personagem masculino cumprindo missão aqui. Tem um novo tipo de paternidade sendo apresentado aqui. Porque o Rambo, Chuck Norris, o Lianisson, o herói de guerra, não sei o quê, o que abandona a família sacrificialmente. E aí a família eternamente grata a ele, porque ele é um cara brabo que pula na bala, mas não teve nenhuma relação afetiva com a criança, não teve nenhuma relação afetiva com a companheira. na verdade fica a maior parte do tempo separado, né? E aí fica esses valores nobres de sacrifício. Mas cara, e a e como é que você nutre relação? Como é que você nutre parceria? Como é que você nutre amor e carinho? Entende? Não tem nada a ver. O Bob é muito mais tem muito mais sentido alguém por quem a filha tem carinho, porque mesmo que com conflitos haja uma relação de confiança, haja uma necessidade de buscar essa criança, de buscar esse adolescente, né? que que sumiu. É, é, é outra parada. Fala, pô, isso aqui tem, essa conexão, ela existe. A dos outros malucos lá, os Rambo, não tem, pô. E dessa ideia do do masculino brabo que sai explodindo tudo pela família, não tem não tem essa relação de afeto, não tem esse bagulho. É uma aposta mágica e sonhadora de que no sacrifício todo mundo fica feliz. Mas o que a gente sente falta de carinho, de estar junto, de colo, de estar perto. A gente gosta disso, [risadas] pô. Esse é o primeiro. Mas eu vou mostrar alguns filmes e a gente vai papear a partir dos filmes, tá? Isso. Sacrifício em nome da pátria. [risadas] Em nome de sabe Deus o quê, né? O nome da pátria é conhecido como nome do imperialismo. Decap é um brucutu fake. Exato. Totalmente fake. Totalmente. Mandou bem. Nossa, ele é para ser o cara brabo e ele não é nada disso. E eu achei isso incrível. Falei: "Que masculinidade esses caras estão querendo mostrar. Que paternidade". Ele é um pai responsável assim no sentido da relação de paternidade, porque ele é um, se você olhar no padrão do que é um homem trabalhador, ele não é isso. Ele não é isso. Ele não é o cara que [risadas] tá lá ralando e tá não sei o cara também. Não é isso. Ele é um cara muito esquisito, um cara desolado, o cara meio perdido e tal e que a única coisa que ele tem sentido em exercer é a paternidade. E ainda assim é uma paternidade paranoica, desastrada, [risadas] todo atrapalhado. Esse é o Lianis Pai, né? Mas eu amei o sensei Benício Deutoro. Eu Nossa, o Benício Deutouro mandou bem demais. E eu vi um uma entrevista dele, eu não lembro onde foi, onde é que foi essa entrevista, mas perguntaram para ele se ele tinha tido algum papel com o W Anderson na hora de construir o o personagem do filme, né? Ele falou: "Ah, pouca coisa, eu sempre dou minha cara, porque ele ele sempre dá um jeito benício de ser para fazer os personagens, né?" E aí ele fala assim: "Pô, teve uma cena só que assim que eu tem alguns toques que acho que seria interessante, porque ele falou que a primeira cena que tava no roteiro é eles eles tentando se livrar de um corpo, ele como sensei tentando se livrar de um corpo dentro do do dojô, né, tirando do tatam e tal. E aí ele falou: "Pô, mas eu acho que isso não tem muito a ver, né? Se eu sou um sensei, que tento ficar meio que as escondidas, que ninguém sabe direito que eu tô envolvido aqui no nos negócios de resistência e eu não tô sendo procurado nem nada, a primeira coisa que eu tenho que fazer é subir com corpo, vai ficar meio esquisito. Aí o cara, pô, pode crer. Aí eles mudaram a cena e tem aquela cena maravilhosa do de pretrando no tatame [risadas] e o Deltouro falando para ele que que ele tem que fazer. Rolar no chão. Fal é muito bom, cara. Que que que personagem incrível. Assistindo a live, malhando novamente aí, ó. Cuidando do cérebro, do corpinho e do coração. Todas são partes do corpo, na verdade, né? O corpo engloba tudo isso. Que bom, meu querido John. Bom dia, meu bom. Tudo bem? Malhando no domingo. Uma pessoa determinada. É o Chapolin dos Pais. Perfeitamente. É o Chapolim dos Pais. Bom dia a todos os caraes. Bom dia. Fazer o que ia ser fazer o quê? É exatamente isso. [risadas] Sacrifício nome da P. É aquele sacrifício tá terrível. Um cara que leu Mark Fish, eu não sei se ele leu. Eu acho que se ele tivesse lido Mark Fisher, ele não ia, ele não ia ter esse carinho todo, essa preocupação toda. Ia ser o contrário, ia ser o cara do tudo vai acabar, nada vale a pena. E ele não é assim. Ele é um cara que tá tentando desfrutar da vida, né? tá tentando viver de alguma maneira, mas tem uma dificuldade de se locar, de se colocar no mundo. Acho bem interessante esse personagem do DiCaprio, o Bob Ferguson. O Bob mesma desconstrução, apelo eh, do apelo do nome Agente secreto que desconstrói eh que desconstrói a chamada. Sim, sim, em boa em boa parte sim. Tem até uma parada da hora desse nome do filme Uma batalha após a outra, porque ela tem fica bem amplo a possibilidade de interpretações. Por exemplo, se eu olho pro personagem do Bob, eu vejo ele numa batalha inicial que ele entra sem querer. Na verdade, ele entra porque ele tava pensando mais no seu na sua libido do que propriamente na participação de um programa revolucionário. [risadas] Aí depois ele entra numa nova batalha que é a batalha da paternidade. Aí depois é a batalha da paternidade solo, depois é a batalha tentar recuperar a filha sem ser uma pessoa preparada para isso. E aí depois tem uma nova batalha que é a batalha de ver a filha entrando para um processo. É muito legal, cara. É bom. É muita batalha. É muita batalha mesmo ali envolvida. Eu gosto, gosto, gosto. Gostei desse filme. Achei muito bom, muito bom mesmo. Vi uns mano criticando porque é de esquerda e quando vê a como é que é? Como é que quando tem uma galera que não, que se não fez a revolução, se no final não tem a revolução que põe tudo no chão, o pessoal acha insuficiente. Então, até o cinema e aí você, né, se você não se viu lá, Narciso só gosta de espelho, mas o filme é muito bom, cara. Tem um outro personagem que vale a pena comentar, que é o Garnier. Esse aqui eu assisti ontem. O pessoal tinha que ter me avisado que isso aqui era, [ __ ] Os cara tinha que me av ter me avisado que o que o filme era não era para não era para pais sensíveis, né? Tem tem que ter uma chamada na nos filmes agora sim, sensível para pais sensíveis, porque aí eu começo a chorar. Chorei ontem que nem uma, nossa, chorei tanto que assisti dois filmes ontem que me abalaram muito. Um deles foi esse aqui que eu vou mostrar para vocês. Vocês assistiram os sonhos de eh Sonhos de Trem? Assistiram Sonhos de Trem? Netflix. Sonhos de Trem. Vocês assistiram? Então, uma batalha após a outra a gente já viu com a galera que não assistiu, mas eu recomendo. Assista, [risadas] assista. Sonhos de Trem. Vocês assistiram sonhos de trem? Me deu uma destroçada também, vou dizer para vocês. Ué, por que que não tá abrindo o bagulho aqui? Ah, peguei a imagem errada. Saco. Pera aí, pera aí. Vocês assistiram sonhos de trem aqui? E essa imagem aqui que eu quero aqui. Isso aqui que eu quero. Sonho de trem. Ah, resolução tá horrível. Pera aí. É, eu quero uma imagem com a resolução melhor, mas dá para entender, né, que é um Ah, mas essa resolução tá muito ruim. Pera aí, eu preciso de uma imagem melhor do son de trem. É, mas deu para entender, né? Eu vou botar só a cara desse maluco mesmo, do jeitinho que tá. Sonhos de trem. Sonhos de trem. Filmão. Filme bom. também recomendo aí aqui. Essa essa imagem tá melhor. Pessoal tem que tem que avisar a gente que quando o filme é é vai afetar para ter paz. Son de trem, cara. Que filme. Nossa, lindo demais. Lindo e nossa, destroçante, gente. Ah, ontem eu fui pego desprevenido, não achei que ia ser assim. dois filmes ontem que eu assisti e dois deles estão dois já estão aqui na lista porque eu vou falar de quatro filmes pra gente falar sobre os negócios da masculinidade. Já falamos de uma batalha após a outra e o personagem do Bob. Agora esse aqui é o personagem do Garnier, que é esse cara aqui, ó, do sonho de trem. Garnier, que é um lenhador, né? Vocês podem ver que é uma pessoa lenhadora, né? O Garnier, se você olha pro Garnier, novamente, novamente, né? A fotografia é absurda mesmo. Vale a indicação. Sim. A fotografia é absurda. E se não me engano foi o o cara da responsável da fotografia desse filme aqui que meteu na hora que ganhou o prêmio lá um Vai Corinthians. É um brasileiro, vai Corinthians. Um cara que fez a fotografia desse filme aqui corintiano, meteu um vai Corinthians pro mundo inteiro ouvir. [risadas] O cara ganha o prêmio e mete o Vai Corinthians. Ah, mano, é bom demais ser corintiano. Mas é é absurdo mesmo. Aa, assista esse filme. Quer dizer, mas assista assim, preparada para chorar. Prepara aí o coraçãozinho para meu Deus ficar balado, né? S de trem. Minha patroa já me convidou para assistir. Assista. Mas ai a gente chora. Quebra a gente. Vou dizer que a gente quebra. Tem que ver numa tela boa, hein? Proibido ver no celular. É só se não tiver outra opção. Você assiste no celular só tendo uma, não tendo opção. O pessoal tem que pegar leve com a gente. A gente quebra muito. Mas o Garner aqui, assim como o como o Bob, o Garner é um lenhador, um lumber, um lenhador. O maluco é bravo, ó. Tem barba, chapelão, machado. É um cara que vai viaja a trabalho, fica longe da família e depois volta para ver a família, né? Então, vai e volta, vai e volta, essa coisa toda. É exatamente a figura do do pai, da família tradicional. Aí a mulher ama muito ele, a filha ama muito ele e tal. E aí ele vai, ele é um um lenhador, né? Então ele vai junto dos outros lenhadores, outras pessoas brutas, másculas, fortes, barbadas e que ficam tempos fora de casa e depois retornam. E a narração às vezes dá uma dá um uma o filme ele é narrado, né? Ele conta a história do Gardner, do Garner. E aí o a a a narração vez por outra ela força em lembrar que olha, muitos deles não tinham família, muitos deles eram solitários, muitos deles não tinham para quem voltar, mas o Garner tinha. Mas quando a história vai se desenrolando, você vai ver que todo mundo ali fala da família. Tipo, a narração fala uma parada, mas na hora que você tá vendo as relações ali entre os personagens, todo mundo tem alguém para voltar, tem alguma coisa acontecendo. Só que o que que acontece? Por que que a narração tem que fazer isso? para mostrar a brutalidade. E aí tem um contraste entre o Garnier, que é um pai de família, que é um cara meio solitário, ele perdeu os pais muito cedo e você descobre nos primeiros 5 minutos de filme, o cara você já sabe que ele não tem pai, que ele não tem mãe, que cresceu num lugar bruto, que ele viu o jeito morrer e que ele tá apaixonado por uma pessoa. Nos cinco primeiros minutos de filme. Um negócio muito rápido. apresentação do do apresentação do personagem é é muito intensa, assim, em 5 minutos você fica sabendo a vida inteira dele. Eu falei: "Caraca, que acelerado". Mas o o Garner tá lá e ele é um cara sensível. E aí a narração vai dando destaques de como ele é um cara meio inocente em certo sentido e sensível. E por causa da inocência dele, da ingenuidade, ele acaba se apegando muito à companheira, se apegando muito a detalhes pequenos da vida e se assustando com a brutalidade. Ele vê, gente, eu tô falando dos primeiros minutos do filme, ele vê uma um execução sendo feita durante o trabalho dele, e ele não entende o que aconteceu e ele se culpa por aquilo. Ele não participou efetivamente do que estava aconte, mas ele se culpa e ele carrega isso para sempre. E todas as os momentos trágicos pelos quais ele passa, ele carrega para sempre. ele carrega e guarda para ele e guarda para ele. E o Garner é um cara que que vai passando por essas situações. E aí tem um momento delicado no filme também, é na primeira parte assim em que fala assim: "Ele voltou para casa, né, depois de ter passado um tempo lenhando, trabalhando de lenhador e ele volta cansado e ele não não quer mais ficar longe de casa porque ele tá vendo a filha crescer muito rápido e ele não tá acompanhando. E aí ele ele ele fala que ele tá com medo de que ela não saiba que ele é o pai dela. Mas será que ela vai sa? E ele fala isso, ele deixa isso explícito assim. Será que ela, será que ela vai saber que eu sou o pai dela? Porque eu fico tanto tempo fora. E de novo, quebra a imagem daquela paternidade sacrificial, do cara que fica fora de casa, do cara que é bruto, apesar de ser um lenhador aqui, de ser essa imagem aqui, não. Ele é um cara sensível, ele é um cara preocupado, ele é um cara que queria estar ali exercendo tempo com a filha, ele queria estar com a filha, ele não queria estar lá lenhando, não queria tá, ele queria estar com a filha, é isso que ele queria. Ele, na verdade, só tá tendo que trabalhar para poder a casa tá de pé e ele não queria estar fazendo isso. Então, mostra-se essa crise que não aparece em outros personagens. A brutalidade vai sendo naturalizada muitas vezes pelos outros personagens e por ele não. Ele é o cara que acaba estoando, né? E aí tem um momento que fala assim: "Ele voltou para casa e esse foi o momento que ele mais passou tempo em casa antes de voltar pra próxima temporada de trabalho." E aí a narração fala assim: "E ele não sabia ainda, mas foi o período mais eh o período mais bonito ou mais importante da vida dele. Foi a coisa que mais valeu a pena na vida. Foi esse tempo que ele ficou há mais em casa. Aí eu já vou começar a chorar de novo. Aí já me quebra. Isso é no começo do filme e depois a coisa vai ficar, vai se complicando. Mas de novo, é a quebra da imagem desse pai, desse masculino, desse cara que é o bruto, que é o cara que engole os sentimentos e que ele suporta. Não, ele está sofrendo que ele entende que é um sacrifício necessário e a família inteira vai entender que é importante que ele esteja fora, porque afinal todos precisam do trabalho dele e essa é a função dele. Fala: "Não, a filha sente falta, ele sente falta, todo mundo sente falta, pô. A gente sente falta de quem a gente ama. Como assim é normal esse negócio de você não ter tempo em casa, de você não tá com a sua família? Tá errado. E isso, cara, é muito brutal e muito moderno, porque a gente acha que sempre foi assim. Mas não, as pequenas organizações familiares, as pequenas propriedades familiares, eh, como a humanidade se constituiu na história, foi baseada majoritariamente por questões em casa. Era todo mundo se ajudando. Ainda que tivesse relações patriarcais, ainda que tiver não sei o que lá, o tempo tá ali. Você não ficava tendo que ir pra casa do chapéu para depois voltar. Isso é muito moderno quando você tem essa fragmentação das relações comunitárias e um trabalho no qual você tem que vender sua força de trabalho em troca de de salário. E aí você fica fica fora, mano. Aí você vai viajando, você vai quebrando, você vai fazendo recebe por hora e vai ficando aquela loucura e tal e não sei o quê. Então, e a gente vê e vivencia junto com Garnier essa modernização, esse processo de modernização, eh, e a vida dele passando. E o que mais importou para ele ou importava para ele era a relação de paternidade, que ele tava sendo privado disso e ele não teve. Então, a ausência dessa relação de carinho, de paternidade, ela é muito importante no filme. E novamente apresenta daí um lenhador, mas um lenhador extremamente sensível. um cara super preocupado. É, é de novo o contraste entre a estética do que você acha que vai ser quando você olha pr pra capa do filme, quando você olha pra cara do maluco, desse lumber sexual, né? Um cara de barba e de tal e todo não sei quê, muito forte, mas não é é um cara, né? Olha que que bonito, né? É assim como o Bob, só que o Bob é um cara irresponsável, assim, é um cara que ele tem umas da paternidade, mas é um cara perdido no mundo. O o no caso aqui do Garner, não, ele não é um cara perdido, ele meio que sabe o lugar dele e ele sente falta disso. Ele nem gosta do lugar que ele tá ocupando, que é esse de trabalhador fora de casa. Ele quer mais tempo em casa, ele quer isso. Então, pô, é muito legal. É muito legal. O segundo filme que dois filmes já, dois filmes gringo só para mexer nesse tema aí. Seis por um. Tá aí. Exatamente. Esse é um papo que eu sempre tenho com de verdade, eu sempre tenho mesmo. Eu direto tenho esse papo com a galera e há muito tempo. Quer falar, ah, biologia de gênero, as crianças que não são mais educad, que não mais respeitam não sei quê. Quanto tempo você tem em casa para estar com as suas crias? Já que você tá tão preocupado, já que você tá tão preocupada, quanto tempo você tem? Pô, não tô tendo tempo porque eu tenho que trabalhar, porque não sei. Então, meus amigos, o problema tá sendo que a gente tá sendo super explorado por trabalho. A gente tá mais tempo fora de casa do que em casa, com quem a gente ama e com quem a gente quer quer cuidar. Então, se a gente não tá podendo viver isso, tem que mudar. Basicamente é isso. A destruição da sociabilidade das pequenas comunidades destruídas pela revolução industrial. Exatamente. Dos anjos cantou essa bola. Sim, sim, pô. É exatamente isso, cara. É exatamente essa destruição. É, o Marx fala isso, cara. Marx fala isso na em ter um livro, na verdade é nos cadernos antropológicos de Marx, mas publicaram uma coletâneia chamado Formações Pré-capitalistas. Em português, se eu não me engano, foi a Vozes que publicou ou foi a Paulos, eu não lembro, mas eu Pau Eu sabia que era alguma editora que tinha alguma conexão com católicos. A paz e terra publicou há muito tempo atrás. Esse que é que lá Marx deixa isso muito claro, né? A destruição dos laços comunitários é fundamental paraa expansão do capitalismo. Muito interessante. Muito interessante. Rital, cara. R é muito interessante porque o ponto é exatamente esse, é a gente pensar sobre esse papel do masculino, como ele tá sendo representado e e quais são as contradições que estão colocadas. Eu acho que o por meio dessas desses, eu tô usando esses elementos culturais, né, da da produção cultural do cinema, porque eles dão esses gatilhos pra gente pensar sobre isso. E também eles mexeram muito comigo, me abalaram, né? Então [risadas] é é da hora. É da hora. Eu gostei também dos subtextos, como o filme menciona, com textos maiores, sem tratar diretamente dos temas. Perfeitamente o cara executado, o cara que vai prestar contas, as etnias, a economia, bem sutil, achei lindo. E é mesmo, ele mostra conflitos e e crises de maneira muito muito delicada, muito cuidadosa, eh, muito muito mesmo, assim, pô. E é legal. E a e essa quebra do estereótipo, eu achei ela muito importante. Ela me abalou mesmo assim. Não vi o filme, perdoem espitáculos, mas a condução da live dos comentários eh destranc destranco com as leituras. Não, não, não, mas aqui a gente tá para pitacar. O importante é opinar, saber da coisa é outra coisa. O importante é opinar, saber sobre o tema é outra coisa. [risadas] Terride é outro assunto. Tudo que é só do mancha no ar já diria Berman, né? É exatamente isso. É exatamente isso. E tem acontecido, né? E aí assim eu eu tô gostando desses eu falei desses personagens, né? do Bob, do Garnier, são personagens que eles aparecem já como esses brucutu, eles aparecem já como esse com essa estética eh do Rambo Norris, né? >> [risadas] >> Chuck Norris, Rambo, Rambo Norris, mas que é outra coisa, a casca de um jeito, mas parece que a o conteúdo dessa relação é outra coisa. É muito interessante, né? Ô livro, cara, R$ 163 na Amazon. A sorte é que o link dela tá logo abaixo do link. É, não tem que pegar o PDF, pô. PDFs, gente, pelo amor de Deus. É porque não tem edição de livro há muito tempo, muito tempo. Divo antigo. Esse esses livretinhos bemos PDF obviamente, né? Caminhões caem por aí. [risadas] Mas ó, tem um outro personagem. Já estamos aí no no terceiro, são quatro. O terceiro é o contraste, porque o terceiro vai ser a explicitação desse personagem desagradável, que é o o Macho, Mato, que é um uma crise criada por esse macho, né? Pera aí, deixa eu pegar ele aqui. Eu assisti também o bendito do filme do Bruce do Bruce do Bruce Springstein, essa cine biografia que foi criada. recentemente maravilhosa do Bruce Springstein, que é o filme Springstein. Eh, Salve-me do Desconhecido. Cara, que filme, hein? Filme bom. E eu vou mostrar dois personagens do filme, o Bruce Springstein e o pai dele, né? Vou mostrar os dois personagens. Esse filme me destruiu em muitos pedacinhos. Não é possível que não vai ter uma foto do pai dele, do do personagem importante para caramba. O Google não tem uma foto do pai do moço, uma ceninha do filme, só tem a cara do Bruce Springstin. Ô, que sacanagem. É, não tem mesmo. Abandonaram o homem. Tem só foto do menino, do cara que faz o Bruce Springstin aqui. Achei a foto do E o cara que faz o Bruce Springstin é o mano que faz o a série do The Bear, né? O urso. Bem bom, hein? Esse eu nem ouvi falar. Bora ver. E tá na nos indicados de Oscar também, eu acho. Se eu não me engano, eu acho que deve tá. Se não tiver, cometeram um grande equívoco. A interpretação do mano que faz o Deber lá foi sensacional. Bom para caraca, cara. E que filme bonito, que filme bom. Sério mesmo. Que filme legal. E e aqui, né? Deixa eu mostrar aqui o Ah, é bom esse filme, hein? Assisti ontem. Chorei. Esse eu chorei mais do que no do no do Sonhos de Trem. Cara, esse eu chorei assim muito, mas muito, mas muito. Mas mas não é porque o filme é de chorar, ele tem seus momentos. Me quebrou por pelos gatilhos que ele me deu, né? Por por me ver muito nos personagens. Esse aqui talvez eu entregue um pouquinho de spoilers. Peço desculpa já, mas algumas cenas são bem intuitivas logo no início, então não vai ser tanto spoiler assim. Mas esse o mano que faz o Theber lá, o urso série, ele faz o Bruce Springstin e cara que interpretação viva assim. Não que tipo, ah, ele ficou igualzinho Bruce Springstin, não, não tá nem com a aparência do Bruce, você for olhar, né? a maquiagem não mudou a cara dele nem nada do tipo. Ele expressa muito bem, ele encarna as crises do personagem e a gente sente isso. É forte. Mas bom, e ele me deu vários gatilhos esse filme aqui, mas o principal é esse papel do que que faz uma sombra nele, que é o papel do masculino, do homem, né? tá sempre aqui assombrando ele, tá na nuca dele, assombrando ele. O filme começa, vou falar do comecinho do filme. O filme começa com o Bruce Spring assim, dando um, fazendo um show incrível. Ah, galera curtindo para caramba. É quando vai começar a deslanchar a carreira dele. Ele tem o primeiro sucesso que tá estourando. Ainda não é super conhecido, mas já tem o primeiro sucesso que vai para pr as rádio. Tá no top 10 do país, essa coisa. toda galera, pô, temos aqui um, temos ouro, não é? Temos ouro, vamos explorar o menino. E aí o o Brusco começa, então vai pro segundo projeto dele, fazer um um segundo álbum, tal, um outro negócio para para dar sequência. Só que ele, pô, então faz aí, faz o teu aí, né? Faz o teu aí, expressa tua música aí. E quando ele vai expressar a música dele, ele só consegue trazer coisas do passado que ele tá carregando e que tá pesado para ele carregar e coisas meio sombrias assim. Se você olhar os textos e os subtextos e as coisas que estão sendo mostradas mostradas ali, são sombrias. É um um lado muito obscuro, pior sentido do termo, no lado que deixa você aterrorizado, como se fosse uma uma floresta sombria, mesmo assim, periculosa, no qual você corre risco a todo momento, né? E um e e ele tá sofrendo com isso. Ele tem um lado ali que tá muito muito perigoso. E esse lado ele ele é engatilhado pela figura paterna que ele tem. O filme começa com uma um som de guitarra lindo, fazendo um um solo legal, uma levada gostosa de um rockzinho massa assim. E a gente vai acompanhando em preto e branco um carro na década de 60. com uma mulher dirigindo e uma criança do lado. Subent-se de imediato que essa criança é Bruce Springstin. Esse carro para na frente algum estabelecimento que a gente não vê muito bem o que é. A mulher encosta na criança, a criança olha para ela assim e ela fala: "Vai lá, vai tranquilo". E aí você fica, pô, ele tá indo aonde? Vai aonde? Essa criança, esse menino devia ter uns 11 anos, né, aparenta, entra no lugar. Quando ele entra no lugar, só tem homens naquele lugar. Aí você já começa a sacar, OK? É um lugar onde só entra os homens. O cara fumando, outro bebendo, outro fumando, outro bebendo, um negócio meio bagunçado ali e tal. E esse menino vai andando e vai entrando e vai entrando e vai entrando até que ele chega atrás de uma de um de um homem que tá na no bar assim na na mesa do bar e cutuca ele. Quando ele vai cutucar fala: "Ô pai, mamãe tá falando para você ir embora para voltar para casa". Aí já quebrou, mano. Aí eu já tava puto. Aí já já destrói. Aí já já pega o meu coraçãozinho desacera assim, ó. Nossa, mano, de 11 anos, entra no bar, esse bar só tem homens, por isso que a mãe não entrou e foi pedir para pá. Aí já mecerou. Nossa. Aí, aí, beleza. Eu tô comentando os primeiros minutos do filme, assim, nada de muito extravagante. Aí passa um negócio aqui ali, tá, a gente vê, volta para esse menino preto e branco, como se fosse na década de 60, ele no quarto ouvindo os pais brigando e o pai todo machão e brigando e tal. E aí a gente ouve só o barulho do pai subir na escada e a mãe gritando: "Não vai perturbar ele, ele tem aula amanhã. Deixa ele em paz, cara. Isso aqui já nossa! Já é uma angústia, porque aí você vai ouvindo o som do cara subindo esse cara, tá? Tá, tá, tá. E aí já vai o desespero batendo. Aí o menino já olha pra porta, aí fala: "Pô, mano, vai dar merda". Não vou contar mais daqui paraa frente, mas digamos que todas as crises que vão se desenrolar durante todo o filme partem dessa relação do Bruce com essa masculinidade bruta, com essa violência, com essa agressão que ele tem que ele dá. Em relação ao pai, o pai é aquele cara que anda de regata branca, que em inglês tem um nome horrível, né? Uma regata branca em inglês tem o nome eh, como é que é? Bitw. Eu vou até lembrar aqui. Eu não quero falar o nome errado. Eh, regata. Tem um nome que é bem agressivo. Alguém lembra aí? Eu tô tentando lembrar. É um nome bem bem agressivo, cara. Eh, cadê? Cadê? Cadê? Cadê? H. Ai, travou tudo aqui. Vocês lembram? Ah, tudo bem, eu não vou lembrar, mas é uma coisa assim como se fosse regata que você põe para pra agressão em casa, né? Pra agressão doméstica. É um nome horrível que tem em inglês para esse tipo de regata. Pararam de usar por pelo politicamente correto, né? que na verdade é pelo dignamente correto, nunca deveria ter existido um nome desse, mas é esse pai e ele tá sempre alcoolizado, ele tá sempre fumando e tal. E Eita filme de terror, não, não é filme de terror. Wife Beater. Exatamente, cara. Ó o nome nome merda. Mas é isso. É esse cara bruto, né? Que é o cara que gosta de box. É o cara que ele ele encarna ali todo toda a imagem do Matto, do brabo, né? E não é filme de terror não, cara. Mas tem essas cenas que são cenas muito sensíveis assim. E o o Bruce vai ter que lidar com isso. Ele vai ter que lidar com essa imagem desse bruto, desse Matt que é o pai dele. Um cara agressivo, um cara frustrado, um cara que é o dono da casa, tal. E ele vai ter que lidar com isso. E aí as músicas que ele vai criar depois para esse segundo álbum que ele vai fazer estão baseadas nisso, estão baseadas nessa nessa masculinidade, estão baseadas nessa relação com o pai, tão nessa imagem que ele tem. E durante o filme ele se relaciona com uma moça, essa moça já tem uma filha e ele acaba exercendo um papel ali, vamos dizer assim, de padrasto temporário, né? tá ali com a moça, tá se relacionando com ela e ela tem uma criança e ele é um cara super gentil com a criança, é um cara muito bacana, mas constantemente a gente vê ele com medo de assumir o relacionamento com essa moça. E aí você fica que que esse cara tem medo, né? Que que qual quais são as sombras, né? Quais são os os temores desse desse cara, do Bruce Springstein? E de novo, volta pra imagem que ele tem pro pai, volta pra imagem que ele vê da relação entre os pais, dessa agressividade, desse macho, desse bruto, desse cara, pá, não sei o que lá, que alguém pode falar alguma coisa, mas ele fala: "Ó, mas nunca faltou comida nessa casa". Entendeu? Ou um dia tem uma cena, desculpa pelo spoiler, mas tem uma cena que o menino revida o pai e o pai elogia, o revide, sabe? Aí, finalmente você tá virando um homem, você tá batendo de volta, finalmente você tá fazendo um negócio, você sabe esse tipo de coisa. Finalmente você tá, cara, é nossa. E aí eu Bruce lidando com isso. Então, é um filme que me deu gatilho da posição enquanto pai, porque eu enquanto pai, a minha imagem paterna, minha imagem masculina, exercendo uma função em casa, nas relações e tal, não sei o que lá, que que qual o impacto criado na minha criança? Qual o impacto que é da minha companheira, né, nessa relação? Que qual é o fruto disso? O papel que eu desempenho nesses traumas, nessas processos, que que eu tenho feito, como é a minha conduta, né? Como, como que vai ficar marcado na relação de filho, enquanto uma pessoa enquanto a gente se coloca quanto filho, a gente vê, pô, como é importante essa referência que a gente tem de paternidade, de maternidade, com quem a gente quer trocar, né? E aí é muito duro porque eu pensa: "Caraca, mano, que doideira, a gente tem esse bagulho mesmo que a gente não perceba". E depois quando eu vi eh eh o personagem do Bruce Springstein se relacionando com a a filha dessa moça com que ele tá se relacionando, a Fei, ele eu falei: "Cara, essa criança, tipo, como minha filha, as referências que ela tem, essa relação de cuidado, de carinho, que ela fica feliz de estar junto com um cara que é um cara legal, um cara bacana e tal." E é, e é isso, o Bruce Pringon, estrela do rock, não sei o que lá, ele tem que falar que ele pega muitas mulheres, né? Ele, ele vem para outro, tem que dar essa dar jogar essa que n ten muitas mulheres, eu tenho gente para sair e ele nunca tem. E no filme ele não tem, mas ele tem que dar essa, ele tem que dizer que ele é um cara pegador. Ele não um rockstar, mas ele não tem. [risadas] Ele é um cara que vive sozinho. Então essas contradições, essas posições, elas colocam de novo essa postura do pai, essa essa paternidade, essa masculinidade, como ela é produzida, reproduzida, os efeitos que ela tem, né? A imagem do pai dele é essa aqui, ó. É esse cara aqui, ó, com essa fumando, camisa álcool, olhando pro moleque, nunca fala nada, isolado na dele, o Mil tal. E, aliás, tem um outro ponto interessante disso, que é no outro filme do Sonhos de Trem, tem uma cena que o Garnier, ele conta os sofrimentos dele, né, que que ele tá tendo depois de uma coisa que aconteceu. E quando ele ele a única vez do filme que ele chora, assim, que ele que ele se quebra mesmo diante de alguém, ele pede desculpa por ele tá chorando. Ele pede desculpa por est falando o que ele sente. Ele fala: "Eu pareço louco será que eu tô parecendo que eu tô maluco?" É esse homem que não pode fazer essas paradas, né? que não pode chorar, que não pode trocar ideia, que não pode falar sobre coisas, que não pode ser sensível, que não pode falar das doideiras que passa na cabeça. É muito interessante. Então, no cinema é é uma baita cena, é maravilhosa essa cena assim, fal pô, eu tô ficando maluco e será que eu tô ficando maluco? Desculpa aí, perdão por tá porque o cara pede desculpa por est chorando, por se sensibilizar, tá ligado? Chora, pô. Tá quebrado, mano. Não conheci o termo. Agora sucendo todas as imagens de violência carregar do sovaco peludo nas medidas. Exato. Mas é isso, [ __ ] o nome é esse. O nome horrível e culturalmente reproduzido, entendeu? Os caras pararam de usar não faz muito tempo, não, tá? É loucura. É loucura. Mas é isso que vai formando esse macho, né? Esse essa imagem masculina. E o último, cara, o último personagem de um último filme aqui, pra gente continuar esse papo aqui para falar um pouquinho sobre isso, sobre essas esse masculino esquisito, esse paterno esquisito, sei lá como é que é. O, é esse moço aqui que por sinal está na capa da tamb aqui do vídeo. Deixa eu mostrar aqui. É isso aqui, o crisóstomo do filmaço. Filmaço. Aço, aço, aço, aço. Filmaço, filmaço. Filho de mil homens. Foi o melhor filme que eu assisti ano passado. Ah, mas não tenha dúvida. Desculpa aí todos os outros. Cara, que filme bom. Já falei aqui dele numa live, inclusive. O Crisoston. Que personagem? Ó, são quatro filmes lançados no ano passado, os quatro. O Uma Batalha após a outra, Sonhos de Trem, o Springstin e agora o filho de 1 homens. Esse brazuca, Rodrigo Santoro fazendo Crisoston. E o Crison, cujo sonho era ser pai, é um pescador brucutu também, mesmo mesmo esquema, pescador isolado, brucutu. Que que você vai imagem que você constrói? O cara isolado, pescador, mora num num lugar isolado, lugar recluso, as coisas. ele mesmo que faz a roupa, ele mesmo que faz a a a casa mesmo, etc, etc, etc. É o cara, né, pá. E o sonho dele é ser pai, porque já tem 40 anos, 40 tantos anos, mas já tá castigado aí pela vida e pelo sol. E ele não pode ser pai, ele não tem uma companheira nem nada, vive sozinho. E aí ele cria esse boneco que tá aqui, esse boneco ele trata como filho. E depois vai aparecer uma outra criança que é a que tá do outro lado dele ali. E o crisóstomo, cara, mais um que quebra todos os estereótipos do brucutu, do self made, do cara que é que é ignorantão, que é grosseiro, que é não sei o quê. Não, é um cara extremamente humano, extremamente cuidadoso, ainda que firme, mesmo quando ele é firme, ele é um cara respeitoso, ele é um cara cuidadoso, ele não é o cara que reproduz as dinâmicas de agressividade, dominação, de ser, de ter que se ter que performar e se apresentar como esse cara fortão, brucutu, cheio de testosteruana. Ao contrário, ao contrário, né? E os personagens que fazem isso são personagens muito babacas, assim, são personagens que no filme realmente mostram os efeitos das ações deles catastróficos sobre a vidas de outas outras pessoas, né? e constitui então uma outra uma uma outra ideia de de quem é esse homem, de quem esse pai, de quem essa essa esse cara tentando se reencontrar no mundo sem precisar ser o Chuck Norris, sem precisar ser o Rambo, sem precisa ser o Lianisson, que tem que, né, sair explodindo tudo. E cara, que filme delicado, que filme bonito. E de novo, mais uma vez colocando em cheque, em questão essa figura do pai, essa figura. E me pega daí, me pega no contrapé, porque como pai esse negócio me me bagunça, né? Me bagunça muito. E aí a doideira e qual que é o qual que é o lance aqui? É que essa galera Red Pill, essa galera que surva num patriarcado, masculinismo tóxico, uns bagulhos assim, eles nadam de braçada ao ficar dizendo que não tem mais referência masculina pros meninos, para as meninas, para ninguém. Nada de braçada que não tem mais que que perdemos função, né? E aí eu perdemos função, não é olhando pro pra relação de mercado capitalista que tira a gente de casa, que obriga você a ficar o tempo todo trabalhando que nem um camelo ou frustrado porque não tá conseguindo emprego e se você não tem emprego, você não tem valor e perde a família, perde o tempo em casa. Não, não é esse o problema. Problema são os valores. Problema aí aposta nos valores de um patriarcado inexistente ou sem sentido de agressividade, de violência, de bravo, de bruto, de um heroísmo fake, de um cara que apesar de eu ter que me lascar muito, porque esse mundo é cruel mesmo, eu me mantenho aqui de cabeça em pé erguida. E o cabeça em pé e erguida não é pra gente ter uma vida melhor, não é para é para suportar isso tudo aí e para mostrar quem manda nos lugares que eu puder mostrar que eu mando. [risadas] E é horrível, cara. É horrível. E aí, cara, tem parte que a gente tem que discutir e criticar a questão binária de gênero. Tem o patriarcado, tem que desconstruir uma pancada de coisa que tá cheio dos cacarec na gente, tem. Mas tem um ponto também, que é o que esses filmes me chamaram atenção, é que tem um grupo dentro dos multiplicidades aí de estereótipos de gêneros e tudo mais, que é o grupo que tem a cara meio brucutu mesmo, que tem um estilo meio esquisito, mas cujo conteúdo não precisa ser. Sabe que a conversa, que o papo sobre paternidade, que o papo sobre ser masculino, sobre sobre o cara, sobre como ele se percebe no mundo, seja ele normativo, sei lá o que lá, sei lá o que lá, que seja saudável, né? Que seja um bagulho bacana, que não precisa ser só o ou você é o tilelê ou você é o Rambo, né? Dá para você ser você e sendo você ser uma pessoa legal. E falo isso [risadas] porque assim, cara, eu eu cumpro toda a tabela do do careta e padrão possível e mas não significa que eu queira, por exemplo, eh ser um babaca ou que eu queira reproduzir valores X Y. Não é é a lata, não tem o que fazer. É o jeito que eu fui criado, formado, tudo mais. E aí eu vou acompanhar alguns conteúdos mais que sejam críticos a essa estrutura patriarcal, esses estereótipos, essa posição do mar, não sei o que aí eu um cara muito tilelê, um bagulho muito que que eu aprendo para caramba, mas que não tem sentido nenhum comigo e que eu não faria isso. Tipo assim, cara, eu não consigo, né, andar desse jeito aí, falar desse jeito aí. Eu eu não consigo. Eu fui forjado num humor desagradável. Eu gosto, todas as referências que eu tenho reproduz em certos padrões que são difíceis aí, complicadinhos e que eu tento melhorar elas, mas ainda assim não dá. E se eu não for cair no tilelê, eu vou pro outro. É só os maluco que que é o Red Pill e doido e acha que é o Check Nords e acha que é o o Rambo e acha que que tá aí no mundo para ser um pick blinder, né? Sabe? Não, gente, não é não existe só isso no mundo. Dá pra gente conseguir trocar uma ideia saudável. A gente precisa só conversar sobre a gente, quem a gente é, como a gente é. E aí o o os nossos grupo de produtor de conteúdo de esquerda, ele cumpre, ele ocupa esse lugar que eu tô falando, homem majoritariamente. Majoritariamente os nomes aqui, gente, levanta os nomes. Pode colocar aqui no chat os nomes que vocês lembram dos influencer de esquerda. os primeiros nome que vai ver na sua cabeça de homem que tá de classe média, que é hétero, que não sei o quê, que não sei o quê, que cumpre os padrões aí desse cara que briga por espaço, que reproduz os os bagulhos de de de quem é que tem a mais razão, quem é que tem mais força, quem é que, né? Você deu para entender, [risadas] as expressões que a gente utiliza são expressões majoritariamente esse tipo de disputa que reproduzem essas dinâmicas e tudo mais. Isso alimenta esses algoritmos, alimenta as discussões, alimenta negócio e não produz um espaço adequado pra gente poder mudar a conduta, pra gente repensar quem que a gente é, como a gente é, que que a gente faz, né? Eh, pensar responsabilidade afetiva de paternidade, de camaradagem. Isso é importante. Isso é importante. E eu sinto falta, cara. Eu sinto muita falta pra gente conversar sério sobre isso, tá ligado? [risadas] Exato. O maior currículo é maior currículo. Quem que tem o maior currículo aqui, [ __ ] [risadas] velho. Aí fica se trombando. É feio demais. Curiosidade. A moça que contracena com o lenhador nessa cena que ele chora, também tá no filme da Fórmula 1. Ah, é dois indicados. E eu não lembro o nome dela, nem eu. E eu nem assisti Fórmula 1. Ó, não assisti Fórmula 1. Perdão aí, Fórmula 1. Eu tenho zero interesse no esporte e no filme. [risadas] Apesar do de de normalmente quando eu vejo Pret Pitt no filme, eu assisto. Um grande ator. A gente vai pensar, cara, a gente vai listar, vai ser esse. A gente vai pensar nos cara que é o Jones, é o Elias. É o Humberto, é o Ian, é o Pedro, é o Saca? Então, e o tipo de relação de debate, de discussão, o bagulho é maluco e a gente tem que tomar cuidado, pô. A gente tem que ficar esperto com isso. No os caras tão tão nadando de braçada, de braçada e a gente reproduzindo condutas que não é da hora não, pô. O enfrentamento não, para mim não faz sentido. Não faz sentido. Para mim é Não faz sentido. Não faz sentido. Pesquisei o nome da atriz. Carry Conon. Não conhecia. Não conhecia dona Carry. Um grande prazer, dona Carry. YouTube é câmara de eco. Quem a gente não gosta exclui, quem a gente gosta replica e assim replicas as dinâmicas também. Exato. Não, e o o tipo de conduta que faz gerar ridit, faz gerar não sei o que lá, favorece muito os caras que quer ser esse falastrão, né, que que quer quer manter esse tipo de disputa que tem a ver com esse tipo de masculinidade que a gente realmente aprendeu a ser, a reproduzir, no a não saber trocar ideia, pô. É só no no na umbrada, é só no bullying, é só no pá. E [ __ ] pro algoritmo funciona, [música] mas que tipo de gente a gente tá formando? A gente tá disputando, a gente tá construindo? E de novo que não é um ano que tá falando aqui, não é um tilelê, sei lá o que lá, porque eu não consigo. Eu já tentei, não é para mim, não funciona. Não funciona. É, vale pelo Bradp. Exato. É o é o enredo, né? Mas o filme é super bem feito para quem gosta de Fórmula 1, vale vale especialmente. Aí eu acho Fórmula 1 chatíssimo, mas aí coisa minha, a minha sogra gosta de formão. Informação aí. Minha sogra adora formão. Eu acho muito chato. Acho chatíssima. Olha de novo aí. V e vã. Nossa, fez outro. Vã. Uhu. V. E acabou. Hoje sim. Hoje sim. Hoje não. Hoje não. Hoje não. Hoje não. Hoje sim. Hoje sim. Não. Zero. Zero. Nossa, não me mov em absolutamente nada. Absolutamente nada. Mas é coisa minha, né? Coisa minha. Agora futebol aí você você me ganha facilmente. Mas era isso, pô. Esse por meio desses filmes, cara, a gente consegue ver esse contraste, né? E eu achei interessante, são todos os filmes do ano passado, todos os filmes do ano passado, esse contraste interessante sobre essa masculinidade, essa reflexões sobre isso presentes nesses filmes, né? Reflexões sobre o papel do homem, o papel do masculino. E hoje em dia tanta gente falando sobre falta, que não tem referência, que não tem não sei o quê. E não vai ter enquanto a gente não conversar sobre isso também, né? Eh, a gente não conversa sobre isso, pô. qual que é o espaço que tem para conversar sobre ser pai, né, sobre exercer paternidade, né? Inclusive as pessoas têm que adjetivar, né? Paternidade responsável, tipo, você tem que dar o adjetivo, né? [risadas] E uma vez, uma vez eu tava conversando com um amigo meu, ele falou para mim: "Pô, se você gosta desse negócio de de ser pai, né, e tal, dá para ver que que você curte, que não sei o que lá". Falei: "Dá ser pai é fácil, difícil é exercer paternidade. Ser pai é coisa mais fácil do mundo. Bota a criança no mundo aí. exercer a paternidade que dá um trampo danado, que aí é uma canceira, meus amigos, que você não dá para vou te contar, mas que é importante conversar, trocar experiências, né? Eu tenho vários amigos que eh vez por outra vem trocar ideia comigo porque a companheira engravida, né? Eles engravidam ali, então vão e fal: "Pô, será que você tem uma dica para dar?" Falei: "Pô, não sei se eu ainda sou capaz, porque minha filha tem apenas 6 anos. Eu acho que eu tenho que esperar crescer um pouquinho mais para para entender umas paradas. O que eu consigo falar um pouco hoje é sobre a primeira infância ali, né? Processo pré-natal. Nasceu um pouquinho paraa frente ainda já consigo fazer algumas reflexões, mais para frente eu já não consigo mais, né? E é importante, cara, a gente conversar sobre isso, assim, sobre paternidade, sobre o que que fazer, como fazer. uma vez num e e a primeira coisa que eu falo antes de falar isso, a primeira coisa que eu falo é cara enche essa criança de carinho, pega ela, beija, abraça, carrega no colo, vai para cima e para baixo, vai dar banho, fala: "Deixa que eu dou banho, deixa que eu dou banho." Por quê? Por que que eu falo falo isso pros caras? Porque normalmente homens não são ensinados a ter esse trato de carinho com criança. Não sabe, fala: "Eu tenho medo de pegar o bebê, que eu tenho medo de quebrar." Gente, é um bebê, né? Você não vai quebrar ele, você vai pegar ele por jeitinho. Você vai aprender a segurar essa criança. A mãe também não sabe, ela aprende a pegar. Você aprende. Você aprende. Todo mundo tá aprendendo. Todo mundo aprendendo. A criança tá aprendendo a a mamar. A criança não nasce sabe mo mamar. Eu já dar essa informação para vocês. A criança aprende a mamar. Então projeto de ensinar a criança a mamar. A mãe ensinar colher a criança, a gente aprender a abraçar a criança, a criança aprender a fazer carina. É um processo de aprendizagem constante. Então, só tem gente de aprender, né? Você pegar a criança do colo, vai ter que pegar a criança, enche ela de carinho, de beijo, fala com ela o dia inteiro, troca ideia com essa criança, faz carinho toda a oportunidade que você tiver, porque é esse laço que você vai ter, né? É aí que você vai constituir esses afetos. Aí, eh, o que acontece? Os caras falam assim: "Ah, a criança nasce, isso é muito comum de ouvir, a criança nasce só quer saber da mãe." Mentira, mentira, mentira. Mentira, mentira, mentira, mentira. A gente tem que estar junto. O cara tem que tá, tem que tá fazendo carinho na criança, tem que estar junto com a criança. A criança sem sente, pô, botar a criança aqui, ó, no peito para ela dormir, ouvir o seu batimento cardíaco e acalmando e e nossa, a criança dorme que é uma delícia na sua barriguinha. Aqui, ó, encaixa aqui, ó. Pá, cabecinha aqui, pum, dormiu. Vai ficar um tempão dormindo na sua barriga ali, ouvindo seu, o ouve o a batida do seu coração e se acalma. Uma delícia esse momento. Enche de carinho, enche de cuidado. Se o se a gente não age, se a gente não vai ao encontro da criança, ela não vem ao nosso encontro, porque ela ali tá tentando aprender a respirar. Ela é a primeira primeira adversidade, respirar, fazer xixi e cocô. Ela não consegue nem fazer, não se mexe. A gente tem que ir para atrás da criança. Cuida da criança, esteja junto com essa criança, enche ela de carinho, de beijo, conversa com ela o dia inteiro, porque é isso que vai criar esses afetos, esses laços. Na verdade, tem que começar antes, tá na barriga da mãe. Aliás, acho que a partir do terceiro pro quarto mês, aquele conjunto de células que vai formando o embrião, ele dali pra frente começa já ter uma estrutura neural que consegue captar as vibrações dos sons do corpo da mãe e externos. Então, já começa a conversar com a barriga dessa da da dessa dessa pessoa, dessa senhora. Conversa muito com ela, canta tal, por quando nascer vai reconhecer sua voz. E eu juro que reconhece. A criança nasceu. Aqui em casa aconteceu isso, mano. A criança nasceu, eu falava, ela mudava o comportamento. Se ela tava chorando para chorar, se ela tava fazendo uma coisa, ela parava, ela reconhecia a voz. Porque ouve, mano. Aí se você não tem esse lance de carinho com aquela barriga, né, conversando com aquele umbigo alheio, porque você não tá vendo a criança, tá vendo um umbigo de alguém, é alguém que espera que você tenha intimidade suficiente, porque afinal você engravidou essa pessoa. Então você vai conversar com o bigo dessa pessoa. Trocando ideia com esse umbigo, converse muito, muito, canta, faz o bagulho todo. Esses dias eu eu contei até num videozinho no Instagram, eu fui arrumar a cortina do quarto da minha filha que caiu, eu fui arrumar a cortina. Eu nunca fui arrumar a cortina. Eu vi na janela do outro lado, o prédio do outro lado, um cara com a com a com ouvido na barriga da companheira, tava grávida, estava no sofá assim, ele tava ouvindo e aí levantava, olhava para ela e aí eles não fazem ideia que eu tava vendo isso. Ninguém tava vendo isso. Eu tava stalkeando aí aleatoriamente, sem querer. Mas eu olhei e me deu vários gatilhos. Fala: "Cara, que delícia, né? Que momento gostoso, pô. Que que legal, o cara tá querendo ouvir a criança. E ele converso com essa criança também, né? Quase que eu grito na janela. Fala com a criança. Não, jamais faria isso. Mas, pô, precisa trocar ideia, conversa, canta para essa cria. Toda da noite eu cantava. Meu companheiro chegava em casa, aí a gente jantava, tal, não sei o que lá, ia deitar, eu cantava, parecia umbigo para aquela criança ouvir, cantava, trocava ideia. É isso. É uma delícia, cara. É uma delícia. Aí a criança vai se mexendo, aí você vai vendo todo aquele processo, a depois que Inas começa a te ouvir, você vai ia cantar pra criança dormir. Nossa cara, é uma delícia sentir ela relaxando no seu colo assim quando você vai cantando. Muito legal. Cansa para caramba. A gente fica exausto. Mas é isso, é criar esse vínculo, criar esse afeto. E aí é lorota esse negócio que diz: "Ah, não, a criança só quer saber da mãe. Mentira, mentira. tem que ter esse processo participativo. E aí, cara, teve um, foi até engraçado, quando a a aluna nasceu, ela nasceu na uma maternidade da hospital público, né, maternidade da eh do Sul, no SUS, no hospital público. Aí ela nasceu, a gente estava num quarto, era um quarto coletivo com três marcas, mas aí tava só me acompanhando uma outra moça. E a aí a gente estava com a criança tanto, só que ela chegou enfermeira para dar um banho e ela falou, chegou lá com um é tipo um bercinho com água assim, né? Quem que vai dar banho? Aí eu falei: "Eu car vai dar banho, pai". Sim. Falou: "Você já?" Aí ela me, né? Eu peguei a criança no colo. Já já vai dar banho. Vou. Então vem cá, tira a roupinha dela. Tá ajeitando se lá. Fui dar banho. Vai dar banho. Eu vou. Ela perguntou para mim assim: "Você já deu banho numa criança?" Eu falei: "Não, afog, isso começa não afogando ela, porque quando eu tava com a cabeça da criança já, [risadas] aí ela pegou minha mão e levantou assim, que eu já tava enfiando ao contrário, tava conversando com ela e descendo a cabeça primeiro." Aí ela, isso começa não afogando a criança, tá? Aí levantou minha mão assim de volta para [risadas] esse cara só tem um jeito de aprender, né? Aí, beleza. Aí é isso, dá banho, canta, faz os bagulhos tudo, porque aí você cria esse vínculo, você cria esse esse bagulho fundamental, esse laço afetivo para carregar para sempre responsabilidade, carinho. Mas isso é conversando com os os camarada meu que vão, pô, como é que é com esse pai, que que eu tenho que fazer, que eu não sei o que lá. E normalmente quando vem para pé é quando a barriga já tá estourando, né? Quando a barriga já tá grande, a criança tá para nascer, fala: "Como é que é aquesse negócio aqui?" F, mano, que que não fez trocar ideia antes? Um monte de coisa de repente papear sobre esse processo mesmo, conversar com a barriga, falar com aquele umbigo esquisito. Tem que conversar com aquele umbigo. [risadas] E é legal, é importante, é fundamental. Eh, e treinando é importante. A gente vai num É engraçado, vai. Eu fui num chá de bebê uma vez e aí o cara é muito engraçado, a gente foi um chá de bebê uma vez e aí todas as brincadeiras era pegar um cara para fazer uma parada que normalmente seria, entre aspas, do papel de mamãe fazer. Então é de mamar para uma boneca, eh, trocar a fralda de uma boneca, é fazer umas coisas assim. E a gente foi e aí tinha uma fila assim com uns 10, 12 caras que chamou, ah, os homens vem aqui lá. Aí os homens lá, aí tinha mais gente lá, mas os jovens vão lá. Aí falou: "Ah, vai ganhar o prêmio." O cara conseguir trocar um boneco. Aí o boneco tava com um borzinho, era tirar o bor, tirar a fralda, botar a fralda, botar o b de novo, tal. É exato. Tirar o bor, botar a fralda, fechar a fralda e bota o b de novo. Aí foi muito engraçado que a aluna, minha filha já devia estar com uns 3 anos, 4 anos. É, mas eu ganhei algumas caixas de bombom nessa brincadeira aí que era fácil. A ti é muita fralda, meu amigo. Tá suave. Tá, tá, tá, tá aqui. E os outros cara penando, mesmo quem já tinha filho ou filha, porque nunca tinha praticado tal ato. Pô, isso não é bom nem para você enquanto pai e nem pra criança. Tem que estar junto, pô. Tem que fazer esses lance. Só que isso não é culpa do cara também. Ah, é culpa dele que não quis. Tem culpa todo mundo. Tem a família, tem a sociedade, tem os espaços para conversar sobre paternidade. Onde é que é os espaços para conversar sobre paternidade? Onde é que tem gente falando sobre como é que a gente ser pai e tal, não sei o que? Eu não me sinto autorizado para ficar cagando regra para sua paternidade. Tô comentando sobre a primeira infância aqui de experiências que eu tive e nem sei se elas são tão corretas assim. E eu acho que eu tenho que viver mais, mais bem mais para conseguir refletir melhor. Não acho que eu tô preparado para isso. Minha criança tem só 6 anos. Mas onde é que a gente vai conversar sobre isso, fazer essas trocas, essas experiências? É importante, né? E não tem, cara. Aí o pessoal, ah, não tem mais referência masculina não. Se a referência masculina ser um babaca que abandonava a casa e voltava toda agressiva, é melhor não ser mesmo. Mas como é que a gente constrói isso? Onde é que a gente vai fazer isso? Onde que a gente tem esses patos? Não tem, infelizmente não tem. Então fica aqui meu apelo, inclusive pra gente poder produzir isso. Importante, né? Sei lá, não fazer piada de quinta série é uma batalha interna. É, eu não consigo. Eu ainda faço. Quando o homem tenta, a mulher não deixa. Isso pode acontecer também. Isso pode também, mas também é um lance de acordo, de conversa, de papo, né? É importante trocar ideia, conseguir construir juntos. Tem isso também, isso pode acontecer, mas é uma parada que a gente constrói desde o primeiro dia. Delicados. Na primeira infância a parte mais importante, pois como será a formação dessa pessoa quando crescer? Exatamente. Eu li, estudei isso aí e aprendi isso aí. Aí, cara, era o o a cenourinha que eu colocava na frente, na minha frente, para eu ir correndo atrás dela, tá ligado? Tipo, colocar um negocinho aqui para ir correndo atrás. Quera dizer, tô exausto, tô podre, mas calma, é a primeira infância, calma, é a primeira infância. Aí, tipo, você se desdobra, me desdobra nesse nesse lance, botava aqui, fal, é a primeira infância, a parte mais importante. Depois, cara, tem tempo. Por quê? Porque 3 anos, 4 anos que você vai ter um gasto de energia muito maior, tem que ter uma paciência muito maior, tem que ter os um negócio muito mais exaustivo para depois colher um fruto mais tranquilo de uma criança que se sente segura, que tem uma relação afetiva bacana, que tenha se formado legal, que tem habilidades sociais para poder interagir, te explicar o que tá acontecendo. Hoje ela com seis de verdade, eu falo, pô, que bom que a gente gastou essa energia forte ali na nesse primeiro sprint, porque é engraçado, pô. Não sei se é um exemplo, perdão, a isso, eu não tô sendo um exemplo correto falando sobre isso, mas a experiência que a gente teve, eu vejo uma criança que interage muito bem, que é emocionalmente muito segura, que não tem medo de que de ficar longe da gente. Pô, minha filha nunca teve problema em em dormir na casa de alguém e ficar o fim de semana fora. Nunca. Desde que ela começou a fazer, não de ir pra escola e precisar de tempo de adaptação, nunca, porque ela tinha muita segurança de que a gente tava lá. Claro que teve uma pandemia no meio do caminho também que teve que ficar durante dois anos a gente os três em casa. Mas ela tinha muita segur, ela teve muita segurança de que, tipo, não, meus pais tá de boa, porque dizem, pelo que eu aprendi, se eu tiver errado psicólogos, psicopedagogos, galera que estuda isso, me corrija, pediatras. Mas dizem que a criança tem medo dos pais quando eles saem porque ele não sabe se vai voltar. E a gente leu isso, estudou isso, a gente tinha leu, pode tá errado, mas eu li isso, eu vi isso, falei: "Pô, então a gente tem que tomar esse cuidado." Então a gente tinha ritual de oi e de e tchau, né? vai sair de casa, dá tchau bonitinho, nunca sai escondido, tipo, ah, para não acordar, ah, pra criança não se não chorar, porque a gente vai sair, não dá oi, dá tchau, faz o ritual do oi, ritual do tchau, mesmo com a família chega, a família sai, vó entra, vó sai, não sei o que lá, dá oi, dá tchau, pá. Isso é uma coisa. Segunda, prometeu, cumpriu. A gente prometeu um bagulho, tem que cumprir. Não tem o na volta, a gente compra, está errado. Comprometer um bagulho, desde que a criança é pequena, falou: "Ah, mas ela nem entende direito." Falou o bagulho, cumpre. Nem que seja para cumprir, para fazer por ritual e por hábito. Por quê? Porque a criança sabe que se você falou que vai voltar, vai voltar. Você falou que vai acontecer não sei o quê, vai acontecer não sei o quê. E esse laço de confiança é muito importante. Se isso tá vinculado com situações de agressão, aí não é legal. Aí, meu irmão, tá errado. É um lance de confiança. Pô, fez, a gente compre, eu compro minha parte, você compre a tua [risadas] e tá tudo certo. E isso vai criando essa segurança. Isso é tão legal. Eu vejo uma criança super sociável, que troca muita ideia. Minha filha gosta de conversar, gosta de puxar papo, é carinhosa com a família, com quem não é da família, dá oi pras pessoas, puxa o papo. É uma delícia assim. Aí, aí você vê, pô, que legal, tá crescendo bem, né? Tá, tá, pô, que gostoso. Então, é legal. Acho que aquela presença da paternidade das antigas do cinema é o pai do filme Lavoura Carca Arcaica com Raul Cortés. Pô, não vi. Terei que assistir. Agora vamos anotar dicas de filme. Lavoura arcaica. Raul Cord. Terei que assistir. Não consigo imaginar isso. Tenho agonia dessas barrigas. Eu também tinha. Eu tinha agonia de barriga, mas aí quando tinha uma do meu lado, a agonia foi embora. O umbigo virou microfone. Trocava ideia com aquele umbigo direto. Eu cultivei uma eh uma baita de uma barriga pro meu filho dormir encostado. Ele já cresceu, mas minha barriga nunca mais foi embora. Eu te entendo plenamente, Ederson. Aqui está. Eu engordei absolutamente, mas muito nesse processo. Eu agora eu tenho uma meta. Eu estou com 36 anos. A minha meta é a seguinte: daqui a 4 anos eu completo 40. Aí eu tenho direito de entrar na crise da meia idade, tenho direito de entrar nessa crise e aí eu vou começar a ter obsessão por por ficar magro e ter um corpo saudável. Então eu ainda tenho uns 4 anos aí para continuar em crise comigo mesmo de dizer: "Ah, não, tá tudo bem, a barriguinha é isso aí". E depois no outro dia falando: "Ih, mas a barriguinha é barriguinha, barriguinha, vai tal". Aí quando eu entrar na crise da minha idade, dos 40 anos, eu vou falar: "Não, agora eu tenho que me cuidar, agora eu tenho que cuidar da minha saúde, agora eu tenho que ficar magrinho, agora eu tenho que me sentir jovem, fingir que eu sou jovem, né? Começar a fazer academia, achar que eu sou jovial e que os jovens gostam de mim. Aí eu vou fazer isso, mas é os 40. Eu ainda tenho 4 anos aí para para não fazer isso. Seravou a oportunidade de redimir suas falhas como pai. Aí tem chance dois, né? Vou tentar. Vou tentar aproveitar. Cláudio. Vai ter a chance dois. É disso que a gente precisa. Que da hora. Chance dois. Chance dois. [risadas] Não sabia disso não. Vou então tentar aproveitar quando quando a criança, se eu for avô um dia ter a chance dois. [risadas] Mas é da hora. É gostoso. É gostoso. É gostoso. Mas era isso, minha gente. Era isso que eu tinha para trazer num domingo de carnaval. Falar sobre paternidade. Afinal, o que que vai acontecer agora? Carnaval. Venham crianças no final do ano. Brincadeira. Vamos em preservativos. [risadas] Carnaval tem que falar sobre paternidade, né? Porque daqui a 9 meses vamos ter aí um uma levinha para cuidar. Brincadeira. Não resisti. Foi, foi, foi mal aí. [risadas] Ai minha gente, mas obrigado por est acompanhando um domingo pela manhã. Espero que tenha sido legal. Espero que tenha sido eu preciso de espaço. Eu não sei como, se alguém tiver uma ideia, depois manda uma ideia aí de como é que a gente cria esses espaços, onde a gente cria esses espaços, com quem que a gente conversa sobre, sabe? É uma bandeira importante de levantar. A minha mãe já me falou isso algumas vezes, que eu tinha que puxar esse papo e eu sempre posterguei. Mas eu fui muito engatilhado pelos filmes do ano passado para cá. Eu percebi que eu tava chorando aquela qualquer filme que mexe com coisa de paternidade, eu começo a chorar, começa, meu Deus, tem que refletir sobre isso, tem que conversar sobre isso. E parece que é importante. E parece que é importante. Beleza, mas é isso, minha gente. Quarta-feira estaremos aqui novamente aí para nossos encontros não extraordinários, nossos encontros ordinários. Vou uma vou uma conversa ótima. Agora tem uma lista de filmes para ver. Tem. Esses filmes que eu comentei são bom, eu começaria com filho de 1000 homens. Chorei. E eu acho que você vai curtir a porque ele ele toca em temas de sobre diversidade de uma maneira em cenas muito fortes, mas muito delicada. Muito delicada. Ele critica padrões de gênero de um jeito brilhante, assim como tabus sexuais, assim de um jeito, nossa, que cara é tem momentos muito fortes, é um filme impactante, mas ele é muito bonito e ele termina muito para cima, né? Então não é aquele filme que você vai terminar e a vida não tem sentido, Mark Fisher tem razão, o mundo vai acabar mesmo, não. Você termina tipo, caraca, dá um um quentinho, dá reflexões para pensar. É bonito. Assiste filme de 1000 homens. Eu acho que depois de filme de 1000 homens eu assistiria o o Springstein. Ó, tô dando até lista Springsteam porque eu acho que é um filme delicado, que aí ele vai falar sobre questões psicológicas, as músicas são boas. Putz, esqueci de falar um negócio do filme do Spring Sim que eu não vou posso deixar passar não. Ô, tem um bagulho que eu tenho que falar falando nisso, antes de voltar para os filmes, tem um bagulho que eu tenho que falar sobre esse filme aí até mudar o a música aqui. Pô, tem um bagulho que eu tenho que falar sobre esse filme do Springsteam que é muito importante. O filme todo ele fala, ele critica o lance da da masculinidade, né? Ele, o, o Springin vive com a sombra do pai, que é um babaca dessa postura de Marti, o bruto, agressivo, né? E e essa sombra acompanha o Spring o filme todo. E quando ele tá gravando um novo álbum, que ele tá lidando com toda essas essa essa tensão que ele tá vivendo e tem várias crises envolvidas, entra numa depreta, tal, não sei que lá, quando ele tá gravando esse esse novo álbum, vem uma música que estoura, que é o hit do álbum, que é o Born e New, né, nascido no nos Estados Unidos. E a letra nascido nos Estados Unidos é uma letra que cospe na nossa cara a figura deprimente desse homem que nasce largado, que é bruto, que é agressivo, que tem que aprender a ser o Rambo, Chuck Norris ou Leanisson, que vai pular na bala para família e não sei o quê. E que daí ele tem que ficar longe de casa porque ele vai defender a pátria. E a música cospe isso na cara das pessoas, porque a música diz assim: "É um cara que nasce, que tem dificuldade de viver, de conseguir emprego, que na juventude sofre bullying, passa por não sei o quê". Mas aí ele é obrigado a ter que ir pro se alistar e ele se alista para ter que ir pro Oriente. E aí na música fala, né? Para matar um amarelo para depois não sei o quê e voltar. E tipo, já vem essa crítica carregada do imperialismo estadunidense, da violência, da agressão, da de tudo isso que tá participando desse mundo, desse imaginário do do soldado americano, do homem americano e não sei o que lá, que vai se reproduzindo por tudo canto é canto com essa machos Estados Unidos e volta como veterano de guerra, mas ele chega aqui e não consegue emprego e ele fica mais lascado ainda e ele não consegue pagar as contas e ele vai tentar o emprego, não se manter no emprego. O empregador fala: "É, mas a culpa não é minha. Que que eu posso fazer por você, cara? É brutal as cris e isso porque é o hit do álbum, é a música para cima, tal. E na hora que eles mostram essa música pra gente que eles estão gravando, você tendo vivenciado tudo que aparece no filme, que cena, que delicadeza, que singeleza, porque não é uma cena impactante, tipo assim, que ela vem para te esmagar e não, ela tá tão natural no desenrolar do filme que fica meio que subentendido assim, na hora que eles começam a cantar Born um super animados e você fala: "Não, cara, isso não é bom". Eu vi o que esse homem aí cantar, que é o personagem de Born faz. Pô, fica aí. Esse filme é bom. Springstein. Depois de Springstein, [risadas] aí eu acho que vale a pena assistir o Aí depende. Você quer terminar triste, chorando com beleza e singeleza, escolhe os sonhos de trem para assistir por último. Se você quer terminar mais para cima numa ação mais alucinada com a adrenalina, aí assiste uma batalha após a outra. E depende como você quer terminar a série de filmes. Mas é filme bom, viu? Vale a pena. Vale a pena. Sim, o Rodrigo Santoro no no filho de meu homens está sublime, sublime, cara. Aquela postura corporal dele me lembra aluno meu, aluno que eu tive, que era camponês, né? Criado na roça, nascido na roça, na roça, que trabalha o dia inteiro de baixo do sol. Cara, ele faz uma postura corporal que eu falei: "Cara, esse cara estudou muito para fazer esse personagem, mano. Ele me lembra, ele me lembra aluno." Eu falei: "Cara, é a cara do fulan". Nossa, mano, ele anda que nem aquele mano igual velho. É impressionante. É outra pessoa, né? Sublime. Eu fiquei impressionado. Impressionado. Impressionado. Merece mais que não inventaram ainda mais o que ele merece. Eu, cara, para mim foi o melhor filme que eu tinha ano passado. Filho de me homens. É bom, viu? Muito bom. Mas é isso, minha gente. É isso. Chegamos até aqui. Quarta-feira estaremos de volta, né? E você que está curtindo o carnaval, se anime bastante, se divirta, fie e desfrute dos prazeres desse mundo com responsabilidade moderação, com toda aquele cuidado e carinho. Por quê? Pra gente não ter que conversar sobre paternidade em novembro. Dito isso, tem um excelente restinho de semana. Quarta-feira a gente se vê. Quarta-feira a gente volta aqui para papelhar e claro para como sempre trazer a boa nova. [música] Trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. >> Seguimos trazendo boa nova todo [música] dia útil >> até vitória final. >> [música] >> Minha gente, muito bem, desculpem. Hoje estão às 8:30 da noite agora. [música] >> [música]