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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: MASCULINIDADE E PATERNIDADE HOJE – PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO (E CINEMA)

🔴AULIVE: MASCULINIDADE E PATERNIDADE HOJE – PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO (E CINEMA)

🔴AULIVE: MASCULINIDADE E PATERNIDADE HOJE – PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE ISSO (E CINEMA)

pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
[música] pela verdade, pela vida, pela
luta popular, pela realidade. Ade,
[música] uma utopia livres do rio ao
mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós.
[música] Guerra aos senhores, ouçam
nossa voz.
[música]
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a
boa [música] nova, todo dia útil até a
vitória final.
Filosofia,
economia, sociedade e religião.
Praticamos [música]
diplomada, fazemos propaganda e
agitação. Fé, ciência do mundo, luzes,
testemunho, ser da terra, o sal.
[música] Seguimos trazendo a boa nova,
todo dia útil até a vitória final.
Seguimos trazendo boa [música] nova,
todo dia útil até a vitória final.
Pela verdade, [música] pela vida, pela
luta popular, pela realidade, [música]
uma utopia. Livres do rio ao mar, um
sonho pelo dia da paz entre nós.
[música]
Guerra aos senhores, ouçam nossa voz.
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto, de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições e
viver para fazer história.
[música]
Ciência do mundo, luz. Testemun ser
[música] da terra o sal. Seguimos
trazendo a boa nova. Todo dia útil até a
vitória final.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho
ser da terra, o sal. Seguimos [música]
trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil até a vitória final. [música]
[música] Ciência do mundo, luz, tesun da
terra, o sal.
Seguimos trazendo [música] a boa nova
todo dia útil
até a vitória final.
[música]
Bom dia,
tudo bem?
Bom dia, tudo bem?
Espero e desejo que sim. Sim, vamos
ajeitar as coisas aqui.
O som tá bom? O som tá agradável? Tá
aprasível?
Pera aí, um pouquinho alto. Deixa eu
baixar. Pronto, pronto, pronto. Estão me
ouvindo bem? Espero que sim.
Ai, ai. Papo bom hoje, hein? Especial de
carnaval aí para as pessoas que não vão
pro bloquinho por motivos. diversos.
Cada um tem o seu motivo para não estar
no carnaval. Ai meu Deus do céu. Ou tá
de outro jeito, né? Fazer protesto do
Roblox. Façamos. Eu odeio Roblox.
Nunca vi, não usei. Mas tenho raiva pela
quantidade de vezes que a minha filha
comenta a respeito de Roblox e ela não
tem acesso na minha casa porque Deus é
bom. Não, mas também porque ela vai ter
que em algum momento quando ela for
maior, né? Nova ainda pelo fim do
Redcash. Amém. Que tá osso ver tanta
violência contra a mulher? É headcast
que já se autoapresenta de tal maneira,
né? No esquema headp cara. E é
exatamente parte do teminha que a gente
vai combinar de conversar hoje, hein,
cara? Que bom mesmo. Bom dia, baristas e
no baristas da América Latina, de toda
Latinoamérica. Como é que tá, Thiago?
Bom dia, meu querido. Tudo bom? Espero
desejo que sim. Espero desejo que estudo
em paz por aí.
Bom dia. O som tá bom. Que bom, Kevin.
Bom dia, meu querido. Como é que você
tá? Tudo bem. Hoje tem Corinthians.
Ontem teve Gaviões. Vai Corinthians.
Ainda que seja o time B, né? Vai jogar
contra o São Bernardo, o SB Londres
no time B, mas é bom ganhar, garantir
aquela classificação com com paz e
tranquilidade. Bom dia, Cléber. Como é
que você tá, meu querido? Tudo bem?
Espero desejo que sim. Seja muito bem.
Hoje no domingo de manhã, um momento
especial, não é? Extraordinário nosso
papo aqui.
Bom dia, pessoal, e ao domingo de
carnaval, ao domingo de carnaval, a todo
mundo que está preparando já ou pensando
em preparar o almoço ou quem acabou de
acordar ou quem como eu que já almoçou,
porque hoje eu acordei a 5 e pouco da
manhã
por motivos de organização doméstica.
[risadas]
Já tomei café, passou o tempo, eu acabei
de almoçar e agora eu vou tomar um café
pós almoço, né? O dia do domingo aqui,
apesar de ser feriado, foi tá tá
intenso. Tá intenso. Bom dia. Bom dia.
Bom dia, carapa. Como é que você tá, meu
querido? Tudo bem? Espero e desejo que
sim. Bom dia, meu bom.
Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia para
todos nós. [música] É, o corretor foi um
pouco ingrato com vossa vida, carapa.
Mas o trabalhador e pai de família, de
folga, não sabe nem o que fazer e se
[risadas] resolve trabalhar. Exato.
Espera que eu tenho trabalho para fazer.
Não vou ter folga não. Ai ai ai. Tem
trabalho, tem trabalho para entregar.
Mais sossegado, obviamente carnaval, né,
minha gente. Mas é isso.
[risadas]
A vida tem dessas coisas. A vida tem
dessas coisas. Vai no domingo de manhã
para trazer a palavra aí. E se você tá
chegando aqui pela primeira vez no
canalzinho, assistindo depoismente, né,
depois que nós estamos ao vivo, você tá
assistindo depois, não esquece de curtir
esse vídeo, comentar para já espalhar a
palavra por aí, né? sair compartilhando
aleatoriamente, além de considerar ser
membro, membra, membro, membresíaca do
canal, porque é o grupo de membresia que
sustenta esse canalzinho aqui. Nós temos
um canal pequeno, com poucas pessoas
inscritas, porém contudo, todavia, com
bastante gente na membresia, o
suficiente foi uma vez por outra aí
pagar uma conta de luz, uma conta de
internet, o que ajuda a gente a manter
relativamente um trabalho sustentável de
produção qualificada de conteúdo. Se
você virar membro ou membra membreia
aqui do canal, você pode assistir cursos
exclusivos para você, para você e para
todas as outras pessoas que também fazem
parte do grupo aqui do canal. Aí você
pode também entrar no nosso grupo do
WhatsApp, exclusiva a primeira igreja
barista do WhatsApp, onde a gente tem
conversas totalmente excelentes, debates
acalorados, mas respeitosos, né? um chat
totalmente saudável que acompanha a
gente aqui na live também, tá lá. E são
pessoas educadas, gentis, muito gente
boa. E você pode considerar e acompanhar
os nossos cursos mesmo de evangélicos e
política no Brasil, Marx e Religião,
como fazer o seu projeto de pesquisa,
tem bastante coisa. Então você tá
convidado, convidada, convidado aí para
poder participar, tudo bem, [música]
desse conteúdo
e espero que vocês curtam, né,
desfrutem, mas não esquece aí curtir,
comentar, espalhar a palavra por aí. Meu
nome é Bruno Requidal, doutor em
economia política mundial, mestre em
filosofia, graduado em filosofia,
formado em teologia e tentando
sobreviver. Seguimos, né, hoje falando
sobre
ser pai, ó que coisa incrível, né? Opa,
pera aí que tá minha meu foco hoje tá
complicado.
Ser pai, ser homem macho, hombre cabrão,
cara. É um papo importante e a gente vai
fazer uns recursos aqui para conversar
um pouquinho sobre isso. Eu segurei
muito tempo para conversar um pouquinho
sobre paternidade.
Falando sério, é verdade, tem gente até
que conversa comigo sobre ser pai vez
por outro, eu falo: "Cara, minha filha
só tem 6 anos". Então assim, eu minha
experiência ainda é curta.
Consigo falar sobre partes da vida, mas
não sobre a paternidade. Não tenho muito
para viver até o final da minha vida,
por sinal. Mas algumas coisinhas acho
que já dá para conversar. E eu tô muito
animado por cinema, por filmes que eu
assisti, que eu vou recomendar também,
que falam sobre o tema. E Jéssica
lembrou bem a gente aqui, viu?
Esses bagulho redcast, red pill, pi, po
pó pó, moleque frustrado. A gente tem
que, pô, fazer um conteúdo mais mais
adequado para poder conversar sobre
isso, assim. Tem sacanagem. Isso é um
negócio sério. Mas a gente já vai
papear, né?
Calma lá, calma aí, calma aí, calma aí.
É, às vezes escapa o corretor, quebra a
gente.
Fazer o almoço da matriarca, que hoje é
aniversário dela. Ah, parabéns para a
senhora Gabriel. Parabéns aí pra
matriarca. Senhora Gabriel, muitos anos
de vida.
Eu ainda tô na fase de filho, mas
parabéns aos papais, camaradas do grupo.
Assistiram as a live depois, mas desejar
um bom carnaval a todos. Um bom carnaval
para você, excelente almoço para
matriarca. Qualquer coisa você fica aí
ouvindo e fazendo almoço. Não, melhor
não. Vai, faz almoço, concentra com todo
aquele amor e carinho na na comida.
Depois você assiste esse bagulho aqui.
Mas feliz aniversário para a senhora
Gabriel.
[risadas]
Parabéns ao Níver da Matriarca. Aí ó,
aqui também estamos pilotando para mamá
aí ó, todo mundo. Parabéns aí a dona
Borduna também, dona Borduna. Um
[risadas] um grande um grande prazer aí,
dona Borduna. Pois é, hoje eu tô
solitário aqui em casa. [música]
Levantei cedo, minha companheira
foi dar um fazer um bate-volta de
viagenzinha. Vai voltar hoje à noite. A
minha filha foi pra casa da minha sogra
passar o fim de semana com ela lá.
Então, fiquei solitário, já fiz o café,
já tomei o café, já fiz meu almoço, já
comi meu almoço, que acordei muito cedo
e agora vou pro café pós almoço. E vocês
talvez estejam começando a fazer o
almoço, mas é obviamente que eu vou dar
aquele cochilinho à tarde que todo
trabalhador merece, ainda mais no
domingo, mas a gente levantou bem cedo
aqui em casa. Mas é isso, é isso, é
isso, é isso. Sigamos, não é? Dito isso,
vocês estão acompanhando aqui na essa
livezinha.
Vocês cozinham na casa de vocês?
Vocês cozinham na casa de vocês? Porque
eu cozinho na minha casa. Verdade. A
responsabilidade aqui da alimentação
familiar no almoço na janta minha e da
marmita pro dia seguinte. Então vocês
cozinham como eu cozinho?
Vocês cozinham aí também?
Vocês
cozinham aí também? [música]
Cozinho é uma delícia, né? Eu gosto. Não
que seja bom, excelente. Cozinheiro, né?
Nada gourmê, nem chefe de cozinha.
Nada aqui de cheio da espetaculosidade
não. Mas não manda mal não. Aquela
comidinha caseira, bala, [música]
bala. Esses dias, acho que foi semana
passada,
não foi? Semana retrasada. retrasado.
Semana retrasada fiz escondidinho de
carne seca,
eh, mandioca, mandioquinha
paraa minha pro pros meus pais visitar
eles com a com a minha filha, com a
aluna. E aí eu falei, pode checar o
monstro por minha conta, meu amigo.
Bom, hein? Modestia parte, me
escondidinho de carne seca, mandioquinha
ali.
Totalmente excelente. [risadas]
Ficou bom. Ficou bom. Depois eu passo a
receita para quem tá no para quem tá no
canal no nosso zaps. Tá bom? Mas é isso.
Ai minha gente que coisa. Não, domingão
é um dia muito de preguiça de fazer
comida com calma, porque tem isso
também. Durante a semana faço comida
correndo, tá ligado? É [música] na
pilha. Às vezes é no fim do dia entre
buscar a criança na escola, chegar em
casa, fazer a janta que vai virar o
almoço do dia seguinte, marmita pra
companheira. E se rolar um pouco a mais,
vira a janta do dia seguinte também, mas
senão fica aquela loucura, né? Ou fim de
semana preparar parte daquilo que vai
durar a semana que a gente congela em
pequenas porções. Mas é mais difícil
fazer isso, porque no fim de semana eu
quero cozinhar com calma e aqua
casa para tipo, ah, é fim de semana,
hein? Comida de fim de semana, não sei
se vocês têm isso, mas eu tenho a
rotina, comida de fim de semana, fazer
uma comidinha mais gostosa com tempo e
tal. Bom, né?
Bom, esses dias mesmo, última, prometo
que eu vou parar de falar de comida,
[risadas]
mas eu tava
foi terça, não faz uma semana que minha
filha tava pedindo para eu fazer um
creme que eu faço, um creme de legumes
bem bom e aí com um pouquinho de
linguiça, porque a gente não é vegano,
né? em vegetariano, um pouquinho de
linguiça, um pouquinho de bacon, porque
eu gosto daquele gostinho do bacon no
fundo. E aí eu fiz um cremezinho de
legumes com linguiça, bacon, cebola, um
pouquinho de alho, rapaz,
um temperinho de chimixuri que já é de
legumes também. E é aquela pimentinha,
meu amigo, [música] ficou bom. A
[ __ ] comeu com gosto, que fazia um
tempo que ela tava pedindo, né? Foi não
fazer.
Comeu com gosto.
Foi almoço, janta, janta de novo, almoço
de novo. Aí acabou porque uma hora
acaba.
Bom dia, querida. Aí tráço 06 horas.
Tudo bem com você? Espero e desejo que
sim. Bom dia. Espero que ca o nosso papo
de hoje. Vai ser um papinho um pouco
diferente. Acho que necessário. Tinha
aqui. Papinho especial de carnaval.
[risadas]
Ai, ai. Mas, pô, deixa eu fazer umas
perguntas importante, né? Que perguntas
importantes paraa nossa conversa. Bom
dia, Ryan. Ryan, Rian, como é que você
tá, meu bom? Tudo bem? Espero, desejo
que sim. Hoje é dia de churrasco. Aí sim
é dia de vitória do trabalhador.
Que momento agradável. Que momento
excelente. Churrasquinho. Churrasco. Ah,
já aquele cheirinho de carvão, sabe?
Pegando, você já fala: "Hum, vai vir
carne". É sacanagem. O, a churrasqueira
aqui do condomínio que eu moro fica
entre uma torre e a outra, entre a torre
que eu moro e a torre do lado. E a minha
lavanderia dá para pra frente da
churrasqueira. Aqui o apartamento é
pequeno, tal. A fumaça sobe e ela entra
pela lavanderia, pela cozinha aqui e e
domina sala, cozinha e lavanderia.
[música]
Cara, é uma sacanagem. No domingo à
tarde, às vezes assim, aquele cheirinho
do só do do nossa, vontade de descer lá
e falar: "Ô, será que não tem a linguiça
aí? Não, será que não tem um queijinho
com alho, um pãozinho de alho para
dividir? É bom, né? O calor que tá hoje,
então, aqui em São Paulo. Cervejinha, um
churrasco. Hum! Vitória, vitória,
vitória. [risadas]
Bom demais.
Tem que aproveitar, tem que desfrutar.
Desfrutemos desses dias e desses
momentos.
Que aliás, antes de falar sobre o
negócio do filme, queria fazer perguntar
para vocês,
tem um bagulho importante
que é a pouca importância que a gente
tem dado pras nossas rotinas, hein? Tudo
tem que ser muito incrível hoje em dia.
As notícias tem que ser escabrosas.
O produto que você vai comprar tem que
ser o mais revolucionário do mundo. A
série tem que ser totalmente incrível,
absurda, com coisas excelentes.
A gente fica acompanhando conteúdo do
cara que tiver falando sobre desgraças e
potenciais guerras e não sei o quê.
Cara, e a vida é feita de de churrasco,
né? De
almoço gostoso na família ou almoço
rotineiro durante a semana. Nem tão
gostoso assim, é feito de outras coisas,
né? [música]
Tipo, precisa tomar cuidado aí. Não faz
bem não. Eita, dormi no sábado e acordei
na quarta. Esse carnaval tá muito louco.
Bom dia, querido Ederson. Tá bem louco.
Hoje já é quarta-feira de cinzas e você
tá aí só o pó, não é? Deu para perceber.
Mas bom dia, que bom que você tá com a
gente trocando essa ideia.
Bom dia, Jessica. Cara, acabei de
comentar lá teu comentário logo no
comecinho da live. Comentei o comentário
do comentário que você fez.
Importante, tem toda a razão.
Vivemos em modo de flash. É, em modo de
flash e viciado em adrenalina que não
faz diferença, né? Nenhuma. Assim, você
fica caçando, a gente fica caçando eh
informações
e e querendo discutir coisas que não
estão nas nossas mãos ou que tá tão
distante, né, que do ponto de vista do
observador parece que é uma coisa tão
incrível e que a gente tem controle
sobre aquilo e dá a sensação de que a
gente tem controle, mas como sujeito
não, como pessoa que tá vivendo aquele
momento, não. Exemplo fácil é eu ver os
seguidores de do professor Rock, né, do
careca da geopolítica, do testa de ferro
do imperialismo. A testa começa a cima
da sobrancelha e termina na nuca. O o
professor Rock, ele é o cara que vive de
falar que como a desgraça é iminente,
terceira guerra mundial a qualquer
momento, não sei o que lá e gera essa
adrenalina. E aí ele começa a fazer as
grandes análises geopolíticas dele lá,
né? E essas grandes análises que não
fala nada com nada e poço de senso
comum, mas aí a pessoa que tá ouvindo,
que tá naquele negócio, ela tem uma
sensação
de que ela tá tendo controle sobre
aquilo, porque ela tá no ponto de vista
de observador dos fenômenos e sabe
explicar eles com aquele ideologia
barata. mesmo na nossa esquerda, muitas
vezes a gente tá acompanhando conteúdos
para ter essa sensação de observador na
adrenalina que parece que sabe que tá o
fato de você entender um fenômeno, você
tente que você tem controle sobre ele.
Só que você não tem, você é um
observador distante, comentando sobre
ouvindo alguém comentar. A vida mesmo a
gente disputa em outro lugar, a gente
disputa em casa. A vida, a gente vive, a
gente desfruta, a gente faz as coisas no
dia a dia, em outro é outro território,
não é nesses temas, né? Eu acho
importante a gente entender isso, tá
ligado?
Não é, eu vou mudar a posição de alguém,
[música] vou até comentar o que
aconteceu na minha família recentemente,
perceber mudanças de postura,
não pelas discussões sobre os temas
Palestina,
eh Trump, eh Lula, Bolsonaro, não foi
nisso.
as mudanças acontecendo de postura pela
vida cotidiana, [música] por situações
de afeto, de responsabilidade,
gatilhos que abre a janelinha que te
leva para outro canto.
A ideia ela
não tá não tá fincada no ar, né, no bom
senso e conexão entre informações. Tem
um lance da vivência da comunidade,
do grupo ao qual você tá vinculado, que
faz toda a diferença.
Toda a diferença. Isso é muito
importante.
Tudo culpa do Senhor dos Anéis que fez
tudo ficar épico, monumental.
Pior que não. Queria eu que a culpa
fosse do Senhor dos Anéis, mas não é
culpa do Senhor dos Anéis, infelizmente.
Não é culpa deles. [música] Tem culpa
todo mundo nisso. Todo mundo tem culpa
nessa participação, nesse processo de
verdade.
Eh, bom, mas é bem o tema hoje, mas é,
tem culpa todo mundo.
Cuidado com o rock. Cuidado com o Rock.
Ele quase fechou o canal do Durante. É
do Felipe. Pode crer. Ele é sionista e
para mercado. Ele é e conspiracionista.
Bom dia, Celson. Como é que você tá?
Tudo bem? Que bom que você tá aqui com a
gente, cara. Não, pois é, eu tenho duas
vantagens. A primeira é que a gente não
tem usado o conteúdo do rock, né? Porque
a sacada dele foi essa, dizer direitos
autorais, os negócios assim e depois
apelar para outras coisas. E a segunda é
que eu linho, ando na linha aqui, ó,
próxima do respeito ao jurídico, né? O
jurídico aqui tá sempre me protegendo,
tá no ponto aqui, ó. O jurídico ele me
avisa na hora que eu começo a dar uma
passadinha
de de ponto, entendeu? Na hora que eu
chego perto de cometer a falta, ele
fala: "Ó, cuidado, hein? Cartão amarelo
vendo aí. Opa, não, não posso tomar
amarelo, senão fico suspenso no jogo
seguinte. Aí eu dou uma paradinha.
Mas o Durante já não faz isso muito bem,
né? Ele passa um pouquinho da linha às
vezes.
Me proteja aqui com jurídico.
[risadas]
Exato. Tem culpa. Tem culpa. Tem culpa.
Ai, pera aí. Internet. Eu nunca vi algum
debate desse de YouTube dando em alguma
coisa, fazer alguma revolução social. Aí
não vai, não vai. Obviamente que não é
um entretenimento. YouTube é
entretenimento, gente. A gente tá
fazendo aqui essas conversas que a gente
tem, apesar da intenção você produzir um
conteúdo bacana, apesar de você trazer
temas eh que que sejam úteis, né, que a
gente possa de uma alguma maneira
contribuir com ideias bacanas, é
entretenimento. A gente faz para se
entreter. Sabendo disso, a gente pode
começar a qualificar o nosso tempo de
entretenimento,
né, e saber distinguir o que é
entretenimento, o que é organização, o
que é militância, o que é luta, o que é
vida, o que é, né?
[música] Importante importante. Mas
vamos lá. É basicamente grande forma de
pessoas se autopromoverem também.
Ismael, canal grande de fofoca disse:
"Eu não sei quem é Ismael.
[risadas] Foi mal aí, Ismael. O único
Ismael que eu conheço é o meu tio
Ismael, irmão do meu pai Eliel, do meu
tio Eliasel e do meu tio Idiel.
Então o Ismael, esse é o Ismael que eu
conheço, é o único inclusive. E se aí
que tem Ismael na Bíblia, que é um
personagem muito interessante. Então
que coisa.
Acho que a sociedade fica pior porque
fica normalizando absurdos. Exato.
Normalizar absurdo é um bagulho doido. A
gente tá começando, esses espaços de
debate, eles são interessantes para
jogar ideias, pra gente ver contradições
e tal, mas tem um lance que é da gente
ouvir a bizarrice e ela passar em colum.
Você não tem ali alguém para dar aquela
mediada, saca? para botar o freio para
falar: "Meu irmão, cai até aqui. Você
cruzou a linha aqui não pode.
[música]
Bruno, por favor, quando o rock surge na
conversa, você deve fazer a piada." É
dogma. Não, mas sem dúvida. Todo momento
que nós falarmos do rock, nós vamos
lembrar que ele faz um papel de testa de
ferro do imperialismo. Uma testa começa
a cima da sobrancelha e termina na nuca.
Sempre lembraremos disso. Jamais nos
esqueceremos desse detalhe importante.
Pois é.
tão rasgando a janela de overton.
[risadas]
É, não é perigoso mesmo. É perigoso. A
gente vai se acostumando e a gente vai
deixando passar.
E claro, isso faz parte do como funciona
o algoritmo, isso faz parte da da
mecanismo de rede, do próprio
entretenimento, tipo de entretenimento
que a gente gosta, né? Tem lance do
consumidor, tem lance do sistema, tem
lance da estrutura. E, pô, cara, nós
somos aqui 17 pessoas trocando uma ideia
pela manhã. num domingo é um grupo muito
pequeno, mas que pelo menos nesses
mínimos espaços a gente possa ter
respiros e ambientes saudáveis, né? Ah,
isso não muda o mundo, é lógico que não.
Mas o ponto não é esse. O ponto é a
gente também conseguir viver, né? saber
viver, ter espaço para viver, para
desfrutar, treinar as nossas habilidades
democráticas e de conversa e de debate
em algum lugar, algum ambiente seguro.
Isso é importante.
Eu aprendi a falar em público na igreja,
por exemplo,
foi [música]
espaços de oportunidades que eu tive na
igreja de falar em público.
Eu aprendi a ter que conviver com uma
diversidade de pessoas muito grandes,
muito grande mesmo, na igreja. um espaço
onde eu tenho que encontrar gente de
tudo quanto é classe social, de tudo
quanto é grupo, ainda mais do modo como
se constitui a trajetória da minha
família e tal. Então, eh, [música] aí
ali foi um espaço onde eu pude fazer
experimentações sociais que eu não podia
fazer na escola, que eu não pude fazer
às vezes dentro de casa. é um lugar para
você poder experimentar, organizar
grupos, organizar atividades, organizar
e você vai vivenciando possibilidades de
democracia, possibilidades autoritárias,
ver relações de poder,
espaços pra gente poder aprender,
aprender a debater, aprender a
conversar, se mediar. Em que espaço que
a gente tem isso hoje em dia? Assim, na
nossa vida, onde é que você faz suas
experimentações sociais? Onde é que você
faz suas experimentações democráticas de
participação, de organização?
Ninguém nasce sabendo como faz essas
coisas, né?
Então esse isso é muito importante e a
gente, por exemplo, vai se formando a
partir dessas relações. Se a gente não
tem esses espaços, a única coisa de
troca de ideia que a gente vai tendo
para entender como funcionam são os
debates de internet,
cara, não dá para trocar ideia cinco
caracterá
para conviver por isso. A gente tem que
criar ambiente. a gente tem que sacar a
complexidade, que é trocar ideia, que é
resolver coisa séria, né? Que é
conviver com a diferença, ter que
conviver com alguém que é canalha, mas
que você vai ter que conviver com essa
pessoa, tem que aprender a lidar com
essa pessoa. A internet é muito fácil,
desliga, você só escroto num vídeo,
depois sai, depois o vídeo apaga, depois
o outro faz outro vídeo e vai, né? Agora
eu ter que conviver, ter que dividir a
mesa com gente babaca, tem que tem que
conviver.
Não tem opção. É outra coisa você ter
jogo de cintura para poder conversar com
grupos que estão em conflito e você ter
que mediar eles é outra coisa.
Aqui é fácil, pô. Todo mundo sente na
entra na bolhinha lá e começa a tretar,
brigar, pi, pi, pi, pi, p, p, p, chatão.
E aí entra pro entretenimento, pro
algoritmo. Se a gente é de esquerda e
quer [música] experimentar outras
coisas, eu acho que a gente tem que
incentivar ambientes mais saudáveis e
buscar sair dessas desses becos, tá
ligado? Ah, importante pro pessoal que
tá chegando, mas se você já chegou,
então você já pode ir pro próximo nível.
[risadas]
Ah, importante para aí pegar um cara
desinformado aí, um tal e pesca alguém
aleatoriamente. Tá bom. Se você já foi
pescado, vamos sair. Como diria famosa
expressão do querido apóstolo Paulo.
[risadas]
Vamos parar de beber leite e começar
comida s comer comida sólida. Vamos
parar de tomar leitinho e começar a se
alimentar com coisa sólida. É um é um é
um bom momento.
Fica aí a dica.
Tem uns que vi que geral deveria sair
preso. Ah, sim. Tem umas coisas malucas,
ainda mais esses redcast da vida. [ __ ]
meu meu irmão é tenebroso. Bloqueia a
maioria dos vídeos sobre eu também. Eu
que tento ficar fora assim, eu não quero
saber assim, eu não quero ter ter
contato. Então, apareceu o bagulho, sai
daqui. E a estética já me entrega, que é
um bagulho que eu não quero ver. Então,
já elimina ali na capa mesmo, na tamb.
vão aplaudindo absurdos e essas pessoas
bizarras ganham mais visibilidade até
chegar no ponto de ir pro meio político.
O caminho já tá mais que dado. É chato.
É chato já. A gente já sabe o caminho,
né? E é isso. E eu vou dizer um bagulho
assim
que tem a ver com o nosso tema de hoje,
inclusive a nossa conversa. [música]
É um bagulho também assim, não sei se
vocês já perceberam,
talvez sim. E eu que sou lento e não
[música] percebi.
Mas cara, tem um lance doido que é o
público que participa e incentiva esse
negócio e a gente entra nessa onda,
nessa modalidade de debate, de conversa.
Eu sei porque dá para acompanhar pelos
pelo pelos a informações que o YouTube
dá pra gente
e pros outros canais também. E com quem
eu acabo podendo conversar sobre isso?
São poucas pessoas, mas eu consigo
conversar com algumas,
porque a gente é um canalzinho
desconhecido e relevante, como todo
mundo aqui sabe.
A maior parte da, vou falar do nosso
lado, tá? Não quero falar do pessoal de
direita, não. Deixa eles lá. Quero falar
da galera de esquerda, mas progressista
ou qualquer coisa do tipo. Este que vos
fala é um ser humano
homem heterossexual, de uma relação
heteronormativa, morânico,
careta, cristão, cumprir a tabela.
E a maior parte do público que acaba
acompanhando os conteúdos que eu produzo
também estão nessa, tão na faixa etária
de 25 a 40 anos, homens.
majoritariamente da região Sudeste,
eh,
que tem alguns padrões muito
semelhantes. E quando você vai pros
outros canais desses grandes de
esquerda, adivinha qual é o perfil?
Tanto de quem tá produzindo conteúdo,
tal qual este que vos fala, quanto das
pessoas que acompanham os debates e os
conteúdos.
Homens, 25 a 40 anos,
classe média, reproduzá,
mesma fita.
É um grupo majoritariamente masculino
que se engaja mesmo e que ainda
participa dos debates, essas coisas
todas também. A gente fica acompanhando
essas tretas de internet nessa nossa
micropolha, micro mesmo, porque o mundo
não tá nem aí pro que tá acontecendo
aqui. Essa nossa microbolha, veja os
nomes que aparecem. A gente só fala isso
de caras que estão produzindo os
conteúdo.
O que tem que ligar uma luz da gente,
não é tipo, ah, então falta botar as
minas aí, não é? Falar, cara, talvez,
talvez, hein? Fica aqui uma
possibilidade.
É exatamente o tipo de dinâmica de
treta, de algoritmo
que funciona por um tipo de padrão, de
postura, de conduta desse grupo,
dessa disputa de quem tá certo, de quem
tá errado, de querer o seu lugar, de
sair trombando no outro, quem vai est na
linha de frente, quem é o mais macho,
quem é o mais brabo, quem é o mais
viril, quem tem mais testosterona. né?
[risadas]
Quem fala mais grosso, quem fala mais
alto, que vem aqui [música]
armada até os dentes,
tem essa reprodução, né? Tem essa
postura, tem essa imagem, né?
Veja, e isso é importante da gente
considerar.
é uma esquerda que reproduz padrões de
comportamento e também de produção de
conteúdo e tal, desse
ar bem masculino no sentido negativo do
termo, né, ou masculinista, se a gente
quiser. Se nem falar direito qual que
seria a expressão correta. Perdão aí
quem estuda gênero de maneira adequada,
mas essa postura mais eh de disputa, de
agressiva, de quem tem o o órgão maior,
de quem é mais que isso, que não sei o
que lá.
reproduzida socialmente e que entra
nessas dinâmicas e que o algoritmo se
alimenta de treta e ninguém melhor do
que esse grupinho para fazer treta, né?
E eu acho esquisitíssimo,
mas faz parte. E cara, a gente tem que
pensar que que tipo de conduta a gente
tá produzindo e reproduzindo, né? Que
tipo de conduta, que tipo de postura,
que tipo de imagem a gente quer de e e
também de de modo de ser. de se
relacionar.
Acho isso uma reflexão importante.
Eu tenho um humor muito influenciado
pelo final dos anos 80 e início dos anos
90. Afinal nasci aí, né? Então eu vejo e
tive que mudar várias vezes o tipo de
piada que eu faço, o tipo de conduta que
eu tenho com companheiros, com
companheiros assim, eh porque reproduz
essas ideias, essas maneiras de ser, tá
ligado? Tem, tem o mesmo. Eu percebo até
hoje, ainda hoje eu faço muita piadinha
que tem a ver com isso, com a quinta
série masculinista, com eh o bullying
pedagógico,
[risadas]
vamos dizer assim, pior ideia dos tempos
possíveis. Mas que que faz isso? E tem a
ver com essa postura, né? Eu tenho que
tenho que vigiar, tem alguém tem que
chamar minha atenção. Ano passado eu fui
num congresso e a gente riu de um
camarada que tava eh já tinha bebido um
pouco, mas estava encantado por uma moça
e falava: "Olha como ela é bonita". E
ele não foi desrespeitoso nem nada, mas
falava tal, não sei o que lá. Queria
tanto chegar para conversar com ela. E
aí a gente riu e fez piada com ele e uma
companheira falou: "Meu, primeiro que tá
muito tosco essa sua postura pro cara".
Foi muito, muito firme, muito gente boa
pra gente. Não tem nem o que falar sobre
isso. A postura tá muito errada. E pra
gente falou: "Para, e vocês ainda
incentiva com essa risada, com essa
piada, dessa brincadeira?"
Cara, eu parei por um segundo assim,
falei: "Caraca, pode crer, né?" Assim,
deu uma luzinha amarela assim, falei:
"Pô, se ela tá chamando atenção, tem um
bagulho rolando aqui." Aí a gente parou
daí, né? Baixo clima. Pô, pera aí, tem
que reorientar, mas bom, passa. Dia
seguinte a gente ia viajar, voltar para
para São Paulo, a gente ia acabar o a
gente ia ia voltar junto. Eu falei: "Pô,
meu, aquilo que você me chamou atenção
ontem, eu tô com essa na cabeça até
agora sobre a postura que o camarada
tava tendo, ainda que respeitoso do da
não é nem o que ele tá dizendo, a
postura que ele tava tendo ali no grupo
falando sobre a sobre a moça e depois a
nossa de rindo e tirando onda. E
realmente não tem sentido nenhum, né?
Tipo, [ __ ] aí ela começou a trocar uma
ideia comigo que eu falei que, caraca,
pode crer. Comecei a a ter que refletir
sobre esse negócio, mas alguém teve que
me chamar atenção e os espaços que a
gente tem de conversa aqui não vai
chamar atenção. A gente já não, cara, a
gente tá na internet dentro da dinâmica
de algoritmo que a gente falou com gente
falando sozinho, tal qual este que vos
fala, eh, e que reproduz toda essa
dinâmica. Então, tipo, quais são os
espaços que a gente tem? Quais são os
lugares que a gente vai poder fazer
essas mudanças de conduta e de postura?
e a gente se alimenta disso.
Então é um bagulho sério paraa gente
pensar essa esse tipo de conduta
masculina, esse tipo de conteúdo
que a gente tá realizando e performando,
que é uma performance, é um teatro, né,
de ser bravo, de ser macho, de ser viril
ou de ser o cara que tem um grande
argumento que destrói todos os demais.
Olha como a gente fala, né? Ele humilhou
o outro, ele arregaçou com outra. Falei:
"Man, sério, velho, olha, olha o
vocabulário, tá ligado? Olha como a
gente tá percebendo a as nossas
relações, as nossas posturas, a nossa
militância, né? Como a gente enche de
conteúdo, né? A a compreensão desse
mundo e dessas trocas. Importante
importante pensar sobre isso.
Não a toa que nosso congresso atende a
aumentar os deputados e senadores Rios
da Silva. Eu adoro essa expressão Ross
da Silva. Yeah.
A gente vai querer aumentar também por
Rels da Silva, né? Eu tenho minhas
dúvidas.
Ai ai, eu não, eu não sei se eu consigo
aqui criar o bagulho. Pera aí, deixa eu
ver. Eu queria criar
ai que saco. Criar enquetezinha. Não tô
conseguindo. Que que chato.
Hum.
Era para eu conseguir, mas não tô
conseguindo.
Queria criar uma enquetezinha. Deixa eu
ver se consigo por aqui.
Mas eu não vou conseguir não. Por
enquanto. Vocês assistiram ou alguém
aqui assistiu
o filme
Uma Batalha após a outra?
Ih, mas espero que sim, né? Assistindo
uma batalha depois a outra.
Pô, exatamente, Aa. Exatamente isso.
Quando alguém chama atenção, minha
atenção, quando eu faço algo ruim,
é uma vergonha gigantesca. É tipo coisa
que nunca sai da cabeça e, portanto,
fica mais e mais e fica mais fácil
policiar. Exatamente. É exatamente isso.
E é importante a gente fazer isso. É
importante esse espaço, essa puxão de
orelha. Fundamental, pô, né? E de saber
desacelerar. Tem hora que a gente tem
que saber desacelerar.
Opa, pera aí, deixa eu pisar um
pouquinho no freio aqui.
Ainda não. Borduna, você tem uma missão
agora, assistir ao filme uma batalha
após a outra. Assista, é muito bom.
Mas eu eu prometo não dar spoilers, tá?
Prometo não dar spoilers sobre esse
filme. Tem um que eu vou ter que dar.
Perdão aí, perdão, mas eu vou falar. Eu
assisti. Gostou, Ederson? É bom, cara.
Eu gostei muito do filme. Achei muito
bom. Filmão. Trilha Sonora bizarramente
boa. Nossa, filme me ganha com Trilha
Sonora. Que filme bom. E o Champan
fazendo aquele personagem do Isso que eu
ia falar agora, Ederson. O Champan
assustado. É bizarro, cara, aquela
postura que ele criou para esse
personagem. Que que negócio incrível,
mano. Eu fiquei. Nossa, é bom, velho. É
bom, é bom, é bom, é bom. Bom dia. Como
é que tá, Cláudio? Tudo bom, mano?
Acompanha o trabalho de Cláudio no
Instagram.
Cláudio, deixa eu ver se eu tenho banner
aqui. Eu acho que eu ainda tenho. Pera
aí, pá. Ah, acompanhe Claudinho.
Silva.14 no Instagram. Claudinho.14
no Instagram. Claudinho. Sililva.14 no
Instagram. Trabalho de Cláudio, nosso
querido companheiro, camarada Cláudio,
que bom que você tá aqui com a gente,
mano. Excelente. Senti. Um excelente dia
pra gente. Bom dia, mano. Bom dia. Bom
dia. Bom dia. Não assisti. Assista a
você tem uma missão também. [risadas]
Não ligo para spoilers não, mas eu vou
evitar. Tem um só filme que eu vou ter
que dar um spoilerzinho, mas já peço
desculpa de já. Eu gostei sim. É bom,
cara. Filmão, velho. Uma batalha após a
outra. Eu vou mostrar para vocês aqui,
não o filme, obviamente, mas um um
personagem do filme, tá? Um personagem
do filme é o Bob Ferguson.
O Bob Ferguson. Bob Ferguson.
>> [risadas]
>> É um personagem divertidíssimo. É o
personagem, um dos personagens, um dos
protagonistas, né? Se não o
protagonista, mas um é um dos
protagonistas. Ai, caraca, pera aí,
minha internet não faz isso comigo.
Que é esse camaradinha aqui, ó? Se você
ver essa cena aqui.
Ai, caraca, que que droga.
Não, eu quero que essa imagem aqui fique
grande.
Ter MS dos funcionando aqui no meu
computador. É complicado.
Esse personagem aqui, ó. Pera aí, vou
tentar
abrir a imagem dele.
O Ferguson.
Queria abrir no no no PC, mas tá tá
complicado. Ele tá travando. Na na
internet. Não queria abrir na internet,
mas tá tá travando.
Se você vê esse personagem aqui, ó,
que é o Bob Ferguson, interpretado por
Leonardo DiCrio.
É um dos protagonistas do filme aqui, Ó
o Bob,
você vê essa cena aqui isolada,
Bob Ferguson, né? Você olha, cara, um
macho, macho, tipo Pick Chucky Norris,
né? Tá com armado aí [música] com a
camisa, quase um lenhador,
você fala: "Caraca". E é o Leonardo de
Cabrio, né? Cara brabo, cara incrível, o
cara aí tá indo tal. E aí, se você vê o
contexto da cena, ele tá indo atrás da
filha dele. A filha dele que foi
sequestrada. Você fala: "Caraca, mano, o
cara é o nossa, qual que é, qual que é a
imagem que viria?" É o Rambo. É o Rambo
indo atrás de alguém que pegou alguém da
sua família e ele vai sair destruindo
todo mundo. É aquele filme que tem 765
versões do, como é que é o nome? Com o
Lianisson. Como é que é o nome daquele
filme? Com Lianisson que ele vai salvar
a filha dele 500 vezes. É um péssimo
pai, né? Aparentemente, porque a filha
dele sempre tá em risco. É o, como é que
é?
Caraca, vou ter que nome do filme do
Lianiso que a fia, que a fia som e ele
sai matando todo mundo, fuzilando todo
mundo.
Eon,
o filme do Lianisson vai aparecer aqui.
Busca implacável. Busca implacável. Deve
ter umas 15 versão de busca implacável,
que é ele indo. Ah, tem busca implacável
três. Em todos os filmes, é a mesma
coisa. A filha dele é sequestrada vai
salvar a filha. Ele tá exatamente, ele
tá sempre salvando a filha de alguém da
família. É uma pessoa um pouco
irresponsável, tá deixando as pessoas aí
desprotegidas. Mas o Lisson, ele tem
esses filmes aí e aqui nesse pique foi
vai salvar a filha dele. E o que que
faz? Mata todo mundo, explode tudo. Ele
é um agente da CIA super tal. armada até
os dentes, faz isso, faz não sei o que
lá, etc, etc. É um péssimo, pai,
terrível. Mas o que acontece aí, aí aí
você olhou nisso aí você olha essa
personagem Bob Ferguson que tá aqui, né?
E você pensa: "Pô, mano, vai ser pique
lisso pique Chuck Norris, vai salvar a
filha, porque seu contexto, né? A filha
foi sequestrada, vai salvar a filha, vai
sair explodindo tudo, botando fogo no
bagulho todo." E aí você fica sabendo
que ele era um cara que era um
revolucionário, que fazia parte de um
exército paralelo, guerrilheiro, tal.
você fala: "Nossa, ele é tratado pelos
outros personagens como um cara incrível
e ele não sabe nem usar esse armamento
que tá na mão dele direito. Não sabe
mesmo. Ele é um cara completamente
atrapalhado. Ele não sabe de missão. Ele
não sabe fazer o bagulho. Por quê?
Não é spoiler, porque logo no começo do
filme ele tem uma companheira,
companheira que também é revolucionária,
companheira fica grávida e tem uma filha
e quem acaba criando a filha é ele. E aí
ele quer até sair do bagulho da
guerrilha. falou: "Não, mano, a gente
tem um negócio mais importante para
fazer que cuidar da nossa filha." Então,
ele é um cara completamente perdido. Ele
é uma figura de pai, de masculino,
ao inverso do Lianisson. Ele é um cara
caseiro, ele é um cara largado, ele é um
cara meio desiludido, ele é um cara
incapaz de realizar as missões. Ele
depende que todo mundo faça alguma coisa
para poder salvar ele, de realizar o que
ele precisa fazer. E no final nem é ele
que consegue efetivamente fazer tudo. É
um bagulho muito legal de assistir. É
uma outra figura de paternidade e de
masculinidade que aparece no cinema. E
eu achei isso incrível. Falei: "Cara,
que doideira". E aí me deu gatilho, né?
Porque um sou um militante,
sou um cara que que que é sou filiado a
partido, sou um cara que se arroga como
grupo pertencente a um projeto
revolucionário, que sonha com um
comunismo, que é marxista, não é? Que eu
tenho uma criança na minha casa.
E a minha companheira saía para
trabalhar e a criança ficava comigo. E
foi assim, é assim, na verdade, até hoje
eu trabalho em casa,
>> maior parte do tempo tô em casa. Então,
eh, a maior parte do trabalho doméstico
dos negócios fica a meu cargo. A gente
divide, obviamente, é todo mundo
compartilhando, se ajudando. Mas pela
organização familiar e modo como
funciona, eu falei: "Caraca, mano,
talvez eu entenda o que Bob está
passando [risadas]
em boa parte do sentido." E o Bob tem
uma ternura diferente, tem um humor
diferente, é meio paranoca, um cara meio
esquisito, meio atrapalhado.
Não tem nada a ver com o que seria o
Chuck Norris indo salvar sua filha
sequestrada. Ainda que na foto, na hora
que apresenta ele nos cartazes, você
pode procurar o o a o decaprio vai tá
sempre assim, ó, nos cartazes, na
divulgação do filme, as imagens é sempre
ele com a arma, ele fazendo um bagulho
muito louco. Você assiste o filme, ele
não é esse personagem, ele não é o que
aparenta ali na na lata, na cara
[risadas] e nem com a arma na mão.
E isso já me fez acender uma luzinha na
cabeça assistindo esse filme, falando:
"Caraca, velho, tem um novo padrão aqui
aparecendo. Tem um padrão, não, porque
ainda não chamava de padrão, mas depois
eu comecei a perceber um padrão. Tem um
novo tipo de personagem masculino
cumprindo missão aqui. Tem um novo tipo
de paternidade sendo apresentado aqui.
Porque o Rambo, Chuck Norris, o
Lianisson, o herói de guerra, não sei o
quê, o que abandona a família
sacrificialmente. E aí a família
eternamente grata a ele, porque ele é um
cara brabo que pula na bala, mas não
teve nenhuma relação afetiva com a
criança, não teve nenhuma relação
afetiva com a companheira. na verdade
fica a maior parte do tempo separado,
né? E aí fica esses valores nobres de
sacrifício. Mas cara, e a e como é que
você nutre relação? Como é que você
nutre parceria? Como é que você nutre
amor e carinho? Entende? Não tem nada a
ver. O Bob é muito mais tem muito mais
sentido alguém por quem a filha tem
carinho, porque mesmo que com conflitos
haja uma relação de confiança, haja uma
necessidade de buscar essa criança, de
buscar esse adolescente, né? que que
sumiu. É, é, é outra parada. Fala, pô,
isso aqui tem, essa conexão, ela existe.
A dos outros malucos lá, os Rambo, não
tem, pô. E dessa ideia do do masculino
brabo que sai explodindo tudo pela
família, não tem não tem essa relação de
afeto, não tem esse bagulho. É uma
aposta mágica e sonhadora de que no
sacrifício todo mundo fica feliz. Mas o
que a gente sente falta de carinho, de
estar junto, de colo, de estar perto.
A gente gosta disso,
[risadas]
pô. Esse é o primeiro. Mas eu vou
mostrar alguns filmes e a gente vai
papear a partir dos filmes, tá? Isso.
Sacrifício em nome da pátria.
[risadas]
Em nome de sabe Deus o quê, né? O nome
da pátria é conhecido como nome do
imperialismo.
Decap é um brucutu fake. Exato.
Totalmente fake. Totalmente. Mandou bem.
Nossa, ele é para ser o cara brabo e ele
não é nada disso. E eu achei isso
incrível. Falei: "Que masculinidade
esses caras estão querendo mostrar. Que
paternidade". Ele é um pai responsável
assim no sentido da relação de
paternidade, porque ele é um, se você
olhar no padrão do que é um homem
trabalhador, ele não é isso. Ele não é
isso. Ele não é o cara que
[risadas]
tá lá ralando e tá não sei o cara
também. Não é isso. Ele é um cara muito
esquisito, um cara desolado, o cara meio
perdido e tal e que a única coisa que
ele tem sentido em exercer é a
paternidade. E ainda assim é uma
paternidade paranoica, desastrada,
[risadas]
todo atrapalhado. Esse é o Lianis Pai,
né?
Mas eu amei o sensei Benício Deutoro. Eu
Nossa, o Benício Deutouro mandou bem
demais. E eu vi um uma entrevista dele,
eu não lembro onde foi, onde é que foi
essa entrevista, mas perguntaram para
ele se ele tinha tido algum papel com o
W Anderson na hora de construir o o
personagem do filme, né? Ele falou: "Ah,
pouca coisa, eu sempre dou minha cara,
porque ele ele sempre dá um jeito
benício de ser para fazer os
personagens, né?"
E aí ele fala assim: "Pô, teve uma cena
só que assim que eu tem alguns toques
que acho que seria interessante, porque
ele falou que
a primeira cena que tava no roteiro é
eles eles tentando se livrar de um
corpo, ele como sensei tentando se
livrar de um corpo dentro do do dojô,
né, tirando do tatam e tal. E aí ele
falou: "Pô, mas eu acho que isso não tem
muito a ver, né? Se eu sou um sensei,
que tento ficar meio que as escondidas,
que ninguém sabe direito que eu tô
envolvido aqui no nos negócios de
resistência
e eu não tô sendo procurado nem nada, a
primeira coisa que eu tenho que fazer é
subir com corpo, vai ficar meio
esquisito. Aí o cara, pô, pode crer. Aí
eles mudaram a cena e tem aquela cena
maravilhosa
do de pretrando no tatame
[risadas]
e o Deltouro falando para ele que que
ele tem que fazer. Rolar no chão. Fal é
muito bom, cara.
Que que que personagem incrível.
Assistindo a live, malhando novamente
aí, ó. Cuidando do cérebro, do corpinho
e do coração. Todas são partes do corpo,
na verdade, né? O corpo engloba tudo
isso. Que bom, meu querido John. Bom
dia, meu bom. Tudo bem? Malhando no
domingo. Uma pessoa determinada.
É o Chapolin dos Pais. Perfeitamente. É
o Chapolim dos Pais.
Bom dia a todos os caraes. Bom dia.
Fazer o que ia ser fazer o quê? É
exatamente isso. [risadas]
Sacrifício nome da P. É aquele
sacrifício tá terrível. Um cara que leu
Mark Fish, eu não sei se ele leu. Eu
acho que se ele tivesse lido Mark
Fisher, ele não ia, ele não ia ter esse
carinho todo, essa preocupação toda. Ia
ser o contrário, ia ser o cara do tudo
vai acabar, nada vale a pena. E ele não
é assim. Ele é um cara que tá tentando
desfrutar da vida, né? tá tentando viver
de alguma maneira, mas tem uma
dificuldade de se locar, de se colocar
no mundo. Acho bem interessante esse
personagem do DiCaprio, o Bob Ferguson.
O Bob
mesma desconstrução, apelo eh, do apelo
do nome Agente secreto que desconstrói
eh que desconstrói a chamada. Sim, sim,
em boa em boa parte sim. Tem até uma
parada da hora desse nome do filme Uma
batalha após a outra, porque ela tem
fica bem amplo a possibilidade de
interpretações.
Por exemplo, se eu olho pro personagem
do Bob, eu vejo ele numa batalha inicial
que ele entra sem querer. Na verdade,
ele entra porque ele tava pensando mais
no seu na sua libido do que propriamente
na participação de um programa
revolucionário. [risadas]
Aí depois ele entra numa nova batalha
que é a batalha da paternidade. Aí
depois é a batalha da paternidade solo,
depois é a batalha tentar recuperar a
filha sem ser uma pessoa preparada para
isso.
E aí depois tem uma nova batalha que é a
batalha de ver a filha entrando para um
processo. É muito legal, cara. É bom. É
muita batalha. É muita batalha mesmo ali
envolvida. Eu gosto, gosto, gosto.
Gostei desse filme. Achei muito bom,
muito bom mesmo. Vi uns mano criticando
porque é de esquerda e quando vê a como
é que é? Como é que quando tem uma
galera que não, que se não fez a
revolução, se no final não tem a
revolução que põe tudo no chão, o
pessoal acha insuficiente. Então, até o
cinema e aí você, né, se você não se viu
lá, Narciso só gosta de espelho, mas o
filme é muito bom, cara. Tem um outro
personagem que vale a pena comentar, que
é o Garnier. Esse aqui eu assisti ontem.
O pessoal tinha que ter me avisado que
isso aqui era, [ __ ] Os cara tinha que
me av ter me avisado que o que o filme
era não era para não era para pais
sensíveis, né? Tem tem que ter uma
chamada na
nos filmes agora sim, sensível para pais
sensíveis, porque aí eu começo a chorar.
Chorei ontem que nem uma, nossa, chorei
tanto que assisti dois filmes ontem que
me abalaram muito. Um deles foi esse
aqui que eu vou mostrar para vocês.
Vocês assistiram os sonhos de eh Sonhos
de Trem?
Assistiram Sonhos de Trem? Netflix.
Sonhos de Trem. Vocês assistiram? Então,
uma batalha após a outra a gente já viu
com a galera que não assistiu, mas eu
recomendo. Assista,
[risadas]
assista. Sonhos de Trem. Vocês
assistiram sonhos de trem?
Me deu uma destroçada também, vou dizer
para vocês. Ué, por que que não tá
abrindo o bagulho aqui? Ah, peguei a
imagem errada. Saco. Pera aí, pera aí.
Vocês assistiram sonhos de trem
aqui? E essa imagem aqui que eu quero
aqui. Isso aqui que eu quero.
Sonho de trem.
Ah, resolução tá horrível. Pera aí.
É, eu quero uma imagem com a resolução
melhor, mas dá para entender, né, que é
um
Ah, mas essa resolução tá muito ruim.
Pera aí, eu preciso de uma imagem melhor
do son de trem.
É, mas deu para entender, né? Eu vou
botar só a cara desse maluco mesmo, do
jeitinho que tá.
Sonhos de trem. Sonhos de trem. Filmão.
Filme bom.
também recomendo aí aqui. Essa essa
imagem tá melhor.
Pessoal tem que tem que avisar a gente
que quando o filme é é vai afetar para
ter paz.
Son de trem, cara. Que filme. Nossa,
lindo demais. Lindo e nossa,
destroçante, gente.
Ah, ontem eu fui pego desprevenido, não
achei que ia ser assim. dois filmes
ontem que eu assisti e dois deles estão
dois já estão aqui na lista porque eu
vou falar de quatro filmes pra gente
falar sobre os negócios da
masculinidade. Já falamos de uma batalha
após a outra e o personagem do Bob.
Agora esse aqui é o personagem do
Garnier, que é esse cara aqui, ó, do
sonho de trem. Garnier, que é um
lenhador, né? Vocês podem ver que é uma
pessoa lenhadora, né?
O Garnier, se você olha pro Garnier,
novamente, novamente, né? A fotografia é
absurda mesmo. Vale a indicação. Sim. A
fotografia é absurda. E se não me engano
foi o o cara da responsável da
fotografia desse filme aqui que meteu na
hora que ganhou o prêmio lá um Vai
Corinthians. É um brasileiro, vai
Corinthians. Um cara que fez a
fotografia desse filme aqui corintiano,
meteu um vai Corinthians pro mundo
inteiro ouvir. [risadas]
O cara ganha o prêmio e mete o Vai
Corinthians. Ah, mano, é bom demais ser
corintiano. Mas é é absurdo mesmo. Aa,
assista esse filme. Quer dizer, mas
assista assim, preparada para chorar.
Prepara aí o coraçãozinho para meu Deus
ficar balado, né? S de trem. Minha
patroa já me convidou para assistir.
Assista. Mas ai a gente chora.
Quebra a gente. Vou dizer que a gente
quebra. Tem que ver numa tela boa, hein?
Proibido ver no celular. É só se não
tiver outra opção. Você assiste no
celular só tendo uma, não tendo opção. O
pessoal tem que pegar leve com a gente.
A gente quebra muito. Mas o Garner aqui,
assim como o como o Bob, o Garner é um
lenhador, um lumber,
um lenhador.
O maluco é bravo, ó. Tem barba,
chapelão, machado.
É um cara que vai viaja a trabalho, fica
longe da família e depois volta para ver
a família, né? Então, vai e volta, vai e
volta, essa coisa toda. É exatamente a
figura do do pai, da família
tradicional. Aí a mulher ama muito ele,
a filha ama muito ele e tal. E aí ele
vai, ele é um um lenhador, né? Então ele
vai junto dos outros lenhadores, outras
pessoas brutas, másculas, fortes,
barbadas e que ficam tempos fora de casa
e depois retornam.
E a narração às vezes dá uma dá um uma o
filme ele é narrado, né? Ele conta a
história do Gardner, do Garner. E aí o a
a a narração vez por outra ela força em
lembrar que olha, muitos deles não
tinham família, muitos deles eram
solitários, muitos deles não tinham para
quem voltar, mas o Garner tinha. Mas
quando a história vai se desenrolando,
você vai ver que todo mundo ali fala da
família. Tipo, a narração fala uma
parada, mas na hora que você tá vendo as
relações ali entre os personagens, todo
mundo tem alguém para voltar, tem alguma
coisa acontecendo. Só que o que que
acontece? Por que que a narração tem que
fazer isso? para mostrar a brutalidade.
E aí tem um contraste entre o Garnier,
que é um pai de família,
que é um cara meio solitário, ele perdeu
os pais muito cedo e você descobre nos
primeiros 5 minutos de filme, o cara
você já sabe que ele não tem pai, que
ele não tem mãe, que cresceu num lugar
bruto, que ele viu o jeito morrer e que
ele tá apaixonado por uma pessoa. Nos
cinco primeiros minutos de filme. Um
negócio muito rápido. apresentação do do
apresentação do personagem é é muito
intensa, assim, em 5 minutos você fica
sabendo a vida inteira dele. Eu falei:
"Caraca, que acelerado". Mas o o Garner
tá lá e ele é um cara sensível. E aí a
narração vai dando destaques de como ele
é um cara meio inocente em certo sentido
e sensível. E por causa da inocência
dele, da ingenuidade, ele acaba se
apegando muito à companheira, se
apegando muito a detalhes pequenos da
vida e se assustando com a brutalidade.
Ele vê, gente, eu tô falando dos
primeiros minutos do filme, ele vê uma
um execução sendo feita durante o
trabalho dele, e ele não entende o que
aconteceu e ele se culpa por aquilo.
Ele não participou efetivamente do que
estava aconte, mas ele se culpa
e ele carrega isso para sempre. E todas
as os momentos trágicos pelos quais ele
passa, ele carrega para sempre. ele
carrega e guarda para ele e guarda para
ele.
E o Garner é um cara que que vai
passando por essas situações. E aí tem
um momento delicado no filme também, é
na primeira parte assim em que fala
assim:
"Ele voltou para casa, né, depois de ter
passado um tempo lenhando,
trabalhando de lenhador
e ele volta cansado e ele não não quer
mais ficar longe de casa porque ele tá
vendo a filha crescer muito rápido e ele
não tá acompanhando. E aí ele ele ele
fala que ele tá com medo de que ela não
saiba que ele é o pai dela. Mas será que
ela vai sa? E ele fala isso, ele deixa
isso explícito assim. Será que ela, será
que ela vai saber que eu sou o pai dela?
Porque eu fico tanto tempo fora.
E de novo, quebra a imagem daquela
paternidade sacrificial, do cara que
fica fora de casa, do cara que é bruto,
apesar de ser um lenhador aqui, de ser
essa imagem aqui, não. Ele é um cara
sensível, ele é um cara preocupado, ele
é um cara que queria estar ali exercendo
tempo com a filha, ele queria estar com
a filha, ele não queria estar lá
lenhando, não queria tá, ele queria
estar com a filha, é isso que ele
queria. Ele, na verdade, só tá tendo que
trabalhar para poder a casa tá de pé e
ele não queria estar fazendo isso.
Então, mostra-se essa crise que não
aparece em outros personagens. A
brutalidade
vai sendo naturalizada muitas vezes
pelos outros personagens e por ele não.
Ele é o cara que acaba estoando, né?
E aí tem um momento que fala assim: "Ele
voltou para casa e esse foi o momento
que ele mais passou tempo em casa antes
de voltar pra próxima temporada de
trabalho." E aí a narração fala assim:
"E ele não sabia ainda, mas foi o
período mais
eh o período mais bonito ou mais
importante da vida dele. Foi a coisa que
mais valeu a pena na vida. Foi esse
tempo que ele ficou há mais em casa. Aí
eu já vou começar a chorar de novo. Aí
já me quebra.
Isso é no começo do filme e depois a
coisa vai ficar, vai se complicando.
Mas de novo, é a quebra da imagem desse
pai, desse masculino, desse cara que é o
bruto, que é o cara que engole os
sentimentos e que ele suporta. Não, ele
está sofrendo
que ele entende que é um sacrifício
necessário e a família inteira vai
entender que é importante que ele esteja
fora, porque afinal todos precisam do
trabalho dele e essa é a função dele.
Fala: "Não, a filha sente falta, ele
sente falta, todo mundo sente falta,
pô. A gente sente falta de quem a gente
ama. Como assim é normal esse negócio de
você não ter tempo em casa, de você não
tá com a sua família? Tá errado. E isso,
cara, é muito brutal e muito moderno,
porque a gente acha que sempre foi
assim.
Mas não, as pequenas organizações
familiares, as pequenas
propriedades familiares, eh, como a
humanidade se constituiu na história,
foi baseada majoritariamente por
questões em casa. Era todo mundo se
ajudando. Ainda que tivesse relações
patriarcais, ainda que tiver não sei o
que lá, o tempo tá ali. Você não ficava
tendo que ir pra casa do chapéu para
depois voltar. Isso é muito moderno
quando você tem essa fragmentação das
relações comunitárias e um trabalho no
qual você tem que vender sua força de
trabalho em troca de de salário. E aí
você fica fica fora, mano. Aí você vai
viajando, você vai quebrando, você vai
fazendo recebe por hora e vai ficando
aquela loucura e tal e não sei o quê.
Então, e a gente vê e vivencia junto com
Garnier essa modernização, esse processo
de modernização,
eh, e a vida dele passando. E o que mais
importou para ele ou importava para ele
era a relação de paternidade, que ele
tava sendo privado disso
e ele não teve.
Então, a ausência dessa relação de
carinho, de paternidade, ela é muito
importante no filme. E novamente
apresenta daí um lenhador, mas um
lenhador extremamente sensível. um cara
super preocupado.
É, é de novo o contraste entre a
estética do que você acha que vai ser
quando você olha pr pra capa do filme,
quando você olha pra cara do maluco,
desse lumber sexual, né? Um cara de
barba e de tal e todo não sei quê, muito
forte, mas não é é um cara, né? Olha que
que bonito, né? É assim como o Bob, só
que o Bob é um cara irresponsável,
assim, é um cara que ele tem umas da
paternidade, mas é um cara perdido no
mundo. O o no caso aqui do Garner, não,
ele não é um cara perdido, ele meio que
sabe o lugar dele e ele sente falta
disso. Ele nem gosta do lugar que ele tá
ocupando, que é esse de trabalhador fora
de casa. Ele quer mais tempo em casa,
ele quer isso. Então, pô, é muito legal.
É muito legal. O segundo filme que dois
filmes já, dois filmes gringo só para
mexer nesse tema aí.
Seis por um. Tá aí. Exatamente.
Esse é um papo que eu sempre tenho com
de verdade, eu sempre tenho mesmo. Eu
direto tenho esse papo com a galera e há
muito tempo. Quer falar,
ah, biologia de gênero, as crianças que
não são mais educad, que não mais
respeitam não sei quê. Quanto tempo você
tem em casa para estar com as suas
crias?
Já que você tá tão preocupado, já que
você tá tão preocupada, quanto tempo
você tem? Pô, não tô tendo tempo porque
eu tenho que trabalhar, porque não sei.
Então, meus amigos, o problema tá sendo
que a gente tá sendo super explorado por
trabalho. A gente tá mais tempo fora de
casa do que em casa, com quem a gente
ama e com quem a gente quer quer cuidar.
Então, se a gente não tá podendo viver
isso, tem que mudar. Basicamente é isso.
A destruição da sociabilidade das
pequenas comunidades destruídas pela
revolução industrial. Exatamente. Dos
anjos cantou essa bola. Sim, sim, pô. É
exatamente isso, cara. É exatamente essa
destruição. É, o Marx fala isso, cara.
Marx fala isso na em ter um livro,
na verdade é nos cadernos antropológicos
de Marx, mas publicaram uma coletâneia
chamado
Formações Pré-capitalistas.
Em português, se eu não me engano, foi a
Vozes que publicou ou foi a Paulos,
eu não lembro, mas eu Pau Eu sabia que
era alguma editora que tinha alguma
conexão com católicos.
A paz e terra publicou há muito tempo
atrás.
Esse que é que lá Marx deixa isso muito
claro, né? A destruição dos laços
comunitários é fundamental paraa
expansão do capitalismo. Muito
interessante. Muito interessante. Rital,
cara. R é muito interessante porque o
ponto é exatamente esse, é a gente
pensar
sobre esse papel do masculino, como ele
tá sendo representado e e quais são as
contradições que estão colocadas. Eu
acho que o por meio dessas desses, eu tô
usando esses elementos culturais, né, da
da produção cultural do cinema, porque
eles dão esses gatilhos pra gente pensar
sobre isso. E também eles mexeram muito
comigo, me abalaram, né? Então [risadas]
é é da hora. É da hora.
Eu gostei também dos subtextos, como o
filme menciona, com textos maiores, sem
tratar diretamente dos temas.
Perfeitamente o cara executado, o cara
que vai prestar contas, as etnias, a
economia, bem sutil, achei lindo. E é
mesmo, ele mostra conflitos e e crises
de maneira muito muito delicada, muito
cuidadosa, eh, muito muito mesmo, assim,
pô. E é legal. E a e essa quebra do
estereótipo, eu achei ela muito
importante. Ela me abalou mesmo assim.
Não vi o filme, perdoem espitáculos, mas
a condução da live dos comentários eh
destranc destranco com as leituras. Não,
não, não, mas aqui a gente tá para
pitacar. O importante é opinar, saber da
coisa é outra coisa. O importante é
opinar, saber sobre o tema é outra
coisa. [risadas] Terride é outro
assunto.
Tudo que é só do mancha no ar já diria
Berman, né? É exatamente isso. É
exatamente isso. E tem acontecido, né? E
aí assim eu eu tô gostando desses eu
falei desses personagens, né? do
Bob, do Garnier, são personagens que
eles aparecem já como esses brucutu,
eles aparecem já como esse
com essa estética eh do
Rambo Norris, né?
>> [risadas]
>> Chuck Norris, Rambo, Rambo Norris, mas
que é outra coisa, a casca de um jeito,
mas parece que a o conteúdo dessa
relação é outra coisa. É muito
interessante, né?
Ô livro, cara, R$ 163 na Amazon. A sorte
é que o link dela tá logo abaixo do
link. É, não tem que pegar o PDF, pô.
PDFs, gente, pelo amor de Deus. É porque
não tem edição de livro há muito tempo,
muito tempo.
Divo antigo. Esse esses livretinhos
bemos PDF obviamente, né? Caminhões caem
por aí. [risadas]
Mas ó, tem um outro personagem. Já
estamos aí no no terceiro, são quatro.
O terceiro é o contraste,
porque o terceiro vai ser a explicitação
desse personagem desagradável, que é o o
Macho, Mato, que é um uma crise criada
por esse macho, né? Pera aí, deixa eu
pegar ele aqui.
Eu assisti também
o bendito do filme do
Bruce do Bruce do Bruce Springstein,
essa cine biografia que foi criada.
recentemente maravilhosa do Bruce
Springstein,
que é o filme Springstein. Eh, Salve-me
do Desconhecido.
Cara, que filme, hein? Filme bom. E eu
vou mostrar dois personagens do filme, o
Bruce Springstein
e o pai dele, né?
Vou mostrar os dois personagens. Esse
filme me destruiu em muitos pedacinhos.
Não é possível que não vai ter uma foto
do pai dele, do do personagem importante
para caramba. O Google não tem uma foto
do pai do moço, uma ceninha do filme, só
tem a cara do Bruce Springstin.
Ô, que sacanagem.
É, não tem mesmo. Abandonaram o homem.
Tem só foto do menino, do cara que faz o
Bruce Springstin aqui. Achei a foto do E
o cara que faz o Bruce Springstin é o
mano que faz o a série do
The Bear, né? O urso.
Bem bom, hein?
Esse eu nem ouvi falar. Bora ver. E tá
na nos indicados de Oscar também, eu
acho. Se eu não me engano, eu acho que
deve tá. Se não tiver, cometeram um
grande equívoco. A interpretação do mano
que faz o Deber lá foi sensacional.
Bom para caraca, cara. E que filme
bonito, que filme bom. Sério mesmo. Que
filme legal. E e aqui, né? Deixa eu
mostrar aqui o
Ah,
é bom esse filme, hein? Assisti ontem.
Chorei. Esse eu chorei mais do que no do
no do Sonhos de Trem. Cara, esse eu
chorei assim muito, mas muito, mas
muito. Mas mas não é porque o filme é de
chorar, ele tem seus momentos. Me
quebrou por pelos gatilhos que ele me
deu, né? Por por me ver muito nos
personagens. Esse aqui talvez eu
entregue um pouquinho de spoilers. Peço
desculpa já, mas algumas cenas são bem
intuitivas logo no início, então não vai
ser tanto spoiler assim. Mas esse o mano
que faz o Theber lá, o urso série, ele
faz o Bruce Springstin e cara que
interpretação viva assim.
Não que tipo, ah, ele ficou igualzinho
Bruce Springstin, não, não tá nem com a
aparência do Bruce, você for olhar, né?
a maquiagem não mudou a cara dele nem
nada do tipo. Ele expressa muito bem,
ele encarna as crises do personagem e a
gente sente isso. É forte. Mas bom, e
ele me deu vários gatilhos esse filme
aqui, mas o principal
é esse papel do
que que faz uma sombra nele, que é o
papel do masculino, do homem, né? tá
sempre aqui assombrando ele, tá na nuca
dele, assombrando ele.
O filme começa, vou falar do comecinho
do filme. O filme começa com o Bruce
Spring assim, dando um, fazendo um show
incrível.
Ah, galera curtindo para caramba. É
quando vai começar a deslanchar a
carreira dele. Ele tem o primeiro
sucesso que tá estourando.
Ainda não é super conhecido, mas já tem
o primeiro sucesso que vai para pr as
rádio. Tá no top 10 do país, essa coisa.
toda galera, pô, temos aqui um, temos
ouro, não é? Temos ouro, vamos explorar
o menino.
E aí o o Brusco começa, então vai pro
segundo projeto dele, fazer um um
segundo álbum, tal, um outro negócio
para para dar sequência.
Só que ele, pô, então faz aí, faz o teu
aí, né? Faz o teu aí, expressa tua
música aí. E quando ele vai expressar a
música dele, ele só consegue trazer
coisas do passado que ele tá carregando
e que tá pesado para ele carregar e
coisas meio sombrias assim. Se você
olhar os textos e os subtextos e as
coisas que estão sendo mostradas
mostradas ali, são sombrias. É um um
lado muito obscuro, pior sentido do
termo, no lado que deixa você
aterrorizado, como se fosse uma uma
floresta sombria, mesmo assim,
periculosa, no qual você corre risco a
todo momento, né? E um e e ele tá
sofrendo com isso. Ele tem um lado ali
que tá muito muito perigoso. E esse lado
ele ele é engatilhado pela figura
paterna que ele tem.
O filme começa
com uma um som de guitarra lindo,
fazendo um um solo legal, uma levada
gostosa de um rockzinho massa assim.
E a gente vai acompanhando em preto e
branco um carro na década de 60.
com uma mulher dirigindo e uma criança
do lado. Subent-se de imediato que essa
criança é Bruce Springstin.
Esse carro para na frente algum
estabelecimento que a gente não vê muito
bem o que é.
A mulher encosta na criança,
a criança olha para ela assim e ela
fala: "Vai lá,
vai tranquilo".
E aí você fica, pô, ele tá indo aonde?
Vai aonde?
Essa criança, esse menino devia ter uns
11 anos, né, aparenta,
entra no lugar. Quando ele entra no
lugar, só tem homens naquele lugar. Aí
você já começa a sacar, OK? É um lugar
onde só entra os homens. O cara fumando,
outro bebendo, outro fumando, outro
bebendo, um negócio meio bagunçado ali e
tal. E esse menino vai andando e vai
entrando e vai entrando e vai entrando
até que ele chega atrás de uma de um de
um homem que tá na no bar assim na na
mesa do bar e cutuca ele.
Quando ele vai cutucar fala: "Ô pai,
mamãe tá falando para você ir embora
para voltar para casa".
Aí já quebrou, mano. Aí eu já tava puto.
Aí já já destrói. Aí já já pega o meu
coraçãozinho desacera assim, ó. Nossa,
mano,
de 11 anos, entra no bar, esse bar só
tem homens, por isso que a mãe não
entrou e foi pedir para pá. Aí já
mecerou.
Nossa. Aí, aí, beleza. Eu tô comentando
os primeiros minutos do filme, assim,
nada de muito extravagante. Aí passa um
negócio aqui ali, tá, a gente vê, volta
para esse menino preto e branco, como se
fosse na década de 60, ele no quarto
ouvindo os pais brigando e o pai todo
machão e brigando e tal.
E aí a gente ouve só o barulho do pai
subir na escada e a mãe gritando: "Não
vai perturbar ele, ele tem aula amanhã.
Deixa ele em paz, cara. Isso aqui já
nossa!
Já é uma angústia, porque aí você vai
ouvindo o som do cara subindo esse cara,
tá? Tá, tá, tá. E aí já vai o desespero
batendo. Aí o menino já olha pra porta,
aí fala: "Pô, mano, vai dar merda".
Não vou contar mais daqui paraa frente,
mas digamos que
todas as crises que vão se desenrolar
durante todo o filme partem dessa
relação do Bruce com essa masculinidade
bruta,
com essa violência, com essa agressão
que ele tem que ele dá.
Em relação ao pai, o pai é aquele cara
que anda de regata branca, que em inglês
tem um nome horrível, né? Uma regata
branca em inglês tem o nome eh, como é
que é? Bitw. Eu vou até lembrar aqui. Eu
não quero falar o nome errado.
Eh, regata.
Tem um nome que é bem agressivo.
Alguém lembra aí? Eu tô tentando
lembrar. É um nome bem bem agressivo,
cara.
Eh,
cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
H.
Ai, travou tudo aqui.
Vocês lembram?
Ah, tudo bem, eu não vou lembrar, mas é
uma coisa assim como se fosse regata que
você põe para pra agressão em casa, né?
Pra agressão doméstica. É um nome
horrível que tem em inglês para esse
tipo de regata. Pararam de usar por pelo
politicamente correto, né? que na
verdade é pelo dignamente correto, nunca
deveria ter existido um nome desse, mas
é esse pai e ele tá sempre alcoolizado,
ele tá sempre fumando e tal.
E Eita filme de terror, não, não é filme
de terror. Wife Beater. Exatamente,
cara. Ó o nome nome merda. Mas é isso. É
esse cara bruto, né? Que é o cara que
gosta de box. É o cara que ele ele
encarna ali todo toda a imagem do Matto,
do brabo, né? E não é filme de terror
não, cara. Mas tem essas cenas que são
cenas muito sensíveis assim. E o o Bruce
vai ter que lidar com isso. Ele vai ter
que lidar com essa imagem desse bruto,
desse Matt que é o pai dele. Um cara
agressivo, um cara frustrado, um cara
que é o dono da casa, tal. E ele vai ter
que lidar com isso.
E aí as músicas que ele vai criar depois
para esse segundo álbum que ele vai
fazer estão baseadas nisso, estão
baseadas nessa nessa masculinidade,
estão baseadas nessa relação com o pai,
tão nessa imagem que ele tem. E durante
o filme ele se relaciona com uma moça,
essa moça já tem uma filha e ele acaba
exercendo um papel ali, vamos dizer
assim, de padrasto temporário, né? tá
ali com a moça, tá se relacionando com
ela e ela tem uma criança e ele é um
cara super gentil com a criança, é um
cara muito bacana,
mas constantemente a gente vê ele com
medo de assumir o relacionamento com
essa moça.
E aí você fica que que esse cara tem
medo, né? Que que qual quais são as
sombras, né? Quais são os os temores
desse desse cara, do Bruce Springstein?
E de novo, volta pra imagem que ele tem
pro pai, volta pra imagem que ele vê da
relação entre os pais, dessa
agressividade, desse macho, desse bruto,
desse cara, pá, não sei o que lá, que
alguém pode falar alguma coisa, mas ele
fala: "Ó, mas nunca faltou comida nessa
casa". Entendeu? Ou um dia tem uma cena,
desculpa pelo spoiler, mas tem uma cena
que o menino revida o pai e o pai
elogia, o revide,
sabe? Aí, finalmente você tá virando um
homem, você tá batendo de volta,
finalmente você tá fazendo um negócio,
você sabe esse tipo de coisa. Finalmente
você tá, cara, é nossa. E aí eu Bruce
lidando com isso. Então, é um filme que
me deu gatilho da posição enquanto pai,
porque eu enquanto pai, a minha imagem
paterna, minha imagem masculina,
exercendo uma função em casa, nas
relações e tal, não sei o que lá, que
que qual o impacto criado na minha
criança? Qual o impacto que é da minha
companheira, né, nessa relação? Que qual
é o fruto disso?
O papel que eu desempenho nesses
traumas, nessas processos, que que eu
tenho feito, como é a minha conduta, né?
Como, como que vai ficar marcado na
relação de filho, enquanto uma pessoa
enquanto a gente se coloca quanto filho,
a gente vê, pô, como é importante essa
referência que a gente tem de
paternidade, de maternidade, com quem a
gente quer trocar, né? E aí é muito duro
porque eu pensa: "Caraca, mano, que
doideira, a gente tem esse bagulho mesmo
que a gente não perceba".
E depois quando eu vi eh eh o personagem
do Bruce Springstein se relacionando com
a a filha
dessa moça com que ele tá se
relacionando, a Fei, ele eu falei:
"Cara, essa criança, tipo, como minha
filha, as referências que ela tem, essa
relação de cuidado, de carinho, que ela
fica feliz de estar junto com um cara
que é um cara legal, um cara bacana e
tal." E é, e é isso, o Bruce Pringon,
estrela do rock, não sei o que lá, ele
tem que falar que ele pega muitas
mulheres, né? Ele, ele vem para outro,
tem que dar essa dar jogar essa que n
ten muitas mulheres, eu tenho gente para
sair e ele nunca tem. E no filme ele não
tem, mas ele tem que dar essa, ele tem
que dizer que ele é um cara pegador. Ele
não um rockstar, mas ele não tem.
[risadas] Ele é um cara que vive
sozinho.
Então essas contradições, essas
posições, elas colocam de novo essa
postura do pai, essa essa paternidade,
essa masculinidade, como ela é
produzida, reproduzida, os efeitos que
ela tem, né? A imagem do pai dele é essa
aqui, ó.
É esse cara aqui, ó, com essa fumando,
camisa álcool, olhando pro moleque,
nunca fala nada, isolado na dele, o Mil
tal.
E, aliás, tem um outro ponto
interessante disso,
que é no outro filme do Sonhos de Trem,
tem uma cena que o Garnier, ele conta os
sofrimentos dele, né, que que ele tá
tendo depois de uma coisa que aconteceu.
E quando ele ele a única vez do filme
que ele chora, assim, que ele que ele se
quebra mesmo diante de alguém, ele pede
desculpa
por ele tá chorando.
Ele pede desculpa por est falando o que
ele sente. Ele fala: "Eu pareço louco
será que eu tô parecendo que eu tô
maluco?"
É esse homem que não pode fazer essas
paradas, né? que não pode chorar, que
não pode trocar ideia, que não pode
falar sobre coisas, que não pode ser
sensível, que não pode falar das
doideiras que passa na cabeça.
É muito interessante. Então, no cinema é
é uma baita cena, é maravilhosa essa
cena assim, fal pô, eu tô ficando maluco
e
será que eu tô ficando maluco? Desculpa
aí, perdão por tá porque o cara pede
desculpa por est chorando, por se
sensibilizar, tá ligado?
Chora, pô. Tá quebrado, mano.
Não conheci o termo. Agora sucendo todas
as imagens de violência carregar do
sovaco peludo nas medidas. Exato. Mas é
isso, [ __ ] o nome é esse. O nome
horrível e culturalmente reproduzido,
entendeu? Os caras pararam de usar não
faz muito tempo, não, tá? É loucura. É
loucura. Mas é isso que vai formando
esse macho, né? Esse essa imagem
masculina. E o último, cara, o último
personagem de um último filme aqui, pra
gente continuar esse papo aqui
para falar um pouquinho sobre isso,
sobre essas
esse masculino esquisito, esse paterno
esquisito, sei lá como é que é.
O,
é esse moço aqui
que por sinal está
na capa
da tamb aqui do vídeo.
Deixa eu mostrar aqui.
É isso aqui,
o crisóstomo
do filmaço. Filmaço. Aço, aço, aço, aço.
Filmaço, filmaço. Filho de mil homens.
Foi o melhor filme que eu assisti ano
passado. Ah, mas não tenha dúvida.
Desculpa aí todos os outros. Cara, que
filme bom. Já falei aqui dele numa live,
inclusive. O Crisoston.
Que personagem?
Ó, são quatro filmes lançados no ano
passado, os quatro. O Uma Batalha após a
outra, Sonhos de Trem, o Springstin e
agora o filho de 1 homens. Esse brazuca,
Rodrigo Santoro fazendo Crisoston.
E o Crison, cujo sonho era ser pai, é um
pescador
brucutu também, mesmo mesmo esquema,
pescador isolado, brucutu. Que que você
vai imagem que você constrói? O cara
isolado, pescador, mora num num lugar
isolado, lugar recluso, as coisas. ele
mesmo que faz a roupa, ele mesmo que faz
a a a
casa mesmo, etc, etc, etc. É o cara, né,
pá. E o sonho dele é ser pai, porque já
tem 40 anos, 40 tantos anos, mas já tá
castigado aí pela vida e pelo sol. E ele
não pode ser pai, ele não tem uma
companheira nem nada, vive sozinho. E aí
ele cria esse boneco que tá aqui,
esse boneco ele trata como filho. E
depois vai aparecer uma outra criança
que é a que tá do outro lado dele ali.
E o crisóstomo, cara,
mais um que quebra todos os estereótipos
do brucutu, do self made, do cara que é
que é ignorantão, que é grosseiro, que é
não sei o quê. Não, é um cara
extremamente humano,
extremamente cuidadoso, ainda que firme,
mesmo quando ele é firme, ele é um cara
respeitoso, ele é um cara cuidadoso,
ele não é o cara que reproduz as
dinâmicas
de agressividade, dominação, de ser, de
ter que se ter que performar e se
apresentar como esse cara fortão,
brucutu, cheio de testosteruana. Ao
contrário, ao contrário, né? E os
personagens que fazem isso são
personagens muito babacas, assim, são
personagens que no filme realmente
mostram os efeitos das ações deles
catastróficos sobre a vidas de outas
outras pessoas, né?
e constitui então uma outra uma uma
outra ideia de de quem é esse homem, de
quem esse pai, de quem essa essa
esse cara tentando se reencontrar no
mundo sem precisar ser o Chuck Norris,
sem precisar ser o Rambo, sem precisa
ser o Lianisson, que tem que, né, sair
explodindo tudo. E cara, que filme
delicado, que filme bonito.
E de novo, mais uma vez colocando em
cheque, em questão essa figura do pai,
essa figura. E me pega daí, me pega no
contrapé, porque como pai esse negócio
me me bagunça, né? Me bagunça muito. E
aí a doideira e qual que é o qual que é
o lance aqui?
É que essa galera Red Pill, essa galera
que surva num patriarcado, masculinismo
tóxico, uns bagulhos assim,
eles nadam de braçada ao ficar dizendo
que não tem mais referência masculina
pros meninos, para as meninas, para
ninguém. Nada de braçada que não tem
mais
que que perdemos função, né?
E aí eu perdemos função, não é olhando
pro pra relação de mercado capitalista
que tira a gente de casa, que obriga
você a ficar o tempo todo trabalhando
que nem um camelo ou frustrado porque
não tá conseguindo emprego e se você não
tem emprego, você não tem valor
e perde a família, perde o tempo em
casa. Não, não é esse o problema.
Problema são os valores. Problema aí
aposta nos valores de um patriarcado
inexistente ou sem sentido de
agressividade, de violência, de bravo,
de bruto, de um heroísmo fake, de um
cara que apesar de eu ter que me lascar
muito, porque esse mundo é cruel mesmo,
eu me mantenho aqui de cabeça em pé
erguida. E o cabeça em pé e erguida não
é pra gente ter uma vida melhor, não é
para é para suportar isso tudo aí e para
mostrar quem manda nos lugares que eu
puder mostrar que eu mando. [risadas]
E é horrível, cara.
É horrível.
E aí, cara,
tem parte que a gente tem que discutir
e criticar a questão binária de gênero.
Tem o patriarcado, tem que desconstruir
uma pancada de coisa que tá cheio dos
cacarec na gente, tem. Mas tem um ponto
também, que é o que esses filmes me
chamaram atenção, é que tem um grupo
dentro dos multiplicidades aí de
estereótipos de gêneros e tudo mais,
que é o grupo
que tem a cara meio brucutu mesmo, que
tem um estilo meio esquisito, mas cujo
conteúdo não precisa ser.
Sabe que a conversa, que o papo sobre
paternidade, que o papo sobre ser
masculino, sobre sobre o cara, sobre
como ele se percebe no mundo, seja ele
normativo, sei lá o que lá, sei lá o que
lá, que seja saudável, né? Que seja um
bagulho bacana, que não precisa ser só o
ou você é o tilelê ou você é o Rambo,
né? Dá para você ser você e sendo você
ser uma pessoa legal.
E falo isso [risadas] porque assim,
cara, eu eu cumpro toda a tabela do do
careta e padrão possível
e mas não significa que eu queira, por
exemplo, eh ser um babaca ou que eu
queira reproduzir valores X Y. Não é é a
lata, não tem o que fazer. É o jeito que
eu fui criado, formado, tudo mais. E aí
eu vou acompanhar alguns conteúdos mais
que sejam críticos a essa estrutura
patriarcal, esses estereótipos, essa
posição do mar, não sei o que aí eu um
cara muito tilelê, um bagulho muito que
que eu aprendo para caramba, mas que não
tem sentido nenhum comigo e que eu não
faria isso. Tipo assim, cara, eu não
consigo, né, andar desse jeito aí, falar
desse jeito aí. Eu eu não consigo. Eu
fui forjado num humor desagradável. Eu
gosto, todas as referências que eu tenho
reproduz em certos padrões que são
difíceis aí, complicadinhos e que eu
tento melhorar elas, mas ainda assim não
dá. E se eu não for cair no tilelê, eu
vou pro outro. É só os maluco que que é
o Red Pill e doido e acha que é o Check
Nords e acha que é o o Rambo e acha que
que tá aí no mundo para ser um pick
blinder, né? Sabe? Não, gente, não é não
existe só isso no mundo. Dá pra gente
conseguir trocar uma ideia saudável. A
gente precisa só conversar sobre a
gente, quem a gente é, como a gente é.
E aí o o os nossos grupo de produtor de
conteúdo de esquerda, ele cumpre, ele
ocupa esse lugar que eu tô falando,
homem majoritariamente. Majoritariamente
os nomes aqui, gente, levanta os nomes.
Pode colocar aqui no chat os nomes que
vocês lembram dos influencer de
esquerda.
os primeiros nome que vai ver na sua
cabeça de homem que tá de classe média,
que é hétero, que não sei o quê, que não
sei o quê, que cumpre os padrões aí
desse cara que briga por espaço, que
reproduz os os bagulhos de de de quem é
que tem a mais razão, quem é que tem
mais força, quem é que, né? Você deu
para entender, [risadas]
as expressões que a gente utiliza são
expressões majoritariamente esse tipo de
disputa que reproduzem essas dinâmicas e
tudo mais. Isso alimenta esses
algoritmos, alimenta as discussões,
alimenta negócio e não produz um espaço
adequado pra gente poder mudar a
conduta, pra gente repensar quem que a
gente é, como a gente é, que que a gente
faz, né? Eh, pensar responsabilidade
afetiva de paternidade, de camaradagem.
Isso é importante. Isso é importante. E
eu sinto falta, cara. Eu sinto muita
falta pra gente conversar sério sobre
isso, tá ligado? [risadas] Exato. O
maior currículo é maior currículo. Quem
que tem o maior currículo aqui, [ __ ]
[risadas] velho. Aí fica se trombando. É
feio demais.
Curiosidade. A moça que contracena com o
lenhador nessa cena que ele chora,
também tá no filme da Fórmula 1. Ah, é
dois indicados. E eu não lembro o nome
dela, nem eu. E eu nem assisti Fórmula
1. Ó, não assisti Fórmula 1. Perdão aí,
Fórmula 1. Eu tenho zero interesse
no esporte e no filme. [risadas]
Apesar do de de normalmente quando eu
vejo Pret Pitt no filme, eu assisto.
Um grande ator.
A gente vai pensar, cara, a gente vai
listar, vai ser esse. A gente vai pensar
nos cara que é o Jones, é o Elias. É o
Humberto, é o Ian, é o Pedro, é o
Saca?
Então,
e o tipo de relação de debate, de
discussão, o bagulho é maluco e a gente
tem que tomar cuidado, pô. A gente tem
que ficar esperto com isso. No
os caras tão tão nadando de braçada, de
braçada e a gente reproduzindo condutas
que não é da hora não, pô. O
enfrentamento não, para mim não faz
sentido. Não faz sentido. Para mim é
Não faz sentido. Não faz sentido.
Pesquisei o nome da atriz. Carry Conon.
Não conhecia.
Não conhecia dona Carry. Um grande
prazer, dona Carry.
YouTube é câmara de eco. Quem a gente
não gosta exclui, quem a gente gosta
replica e assim replicas as dinâmicas
também. Exato. Não, e o o tipo de
conduta que faz gerar ridit, faz gerar
não sei o que lá, favorece muito os
caras que quer ser esse falastrão, né,
que que quer quer manter esse tipo de
disputa que tem a ver com esse tipo de
masculinidade que a gente realmente
aprendeu a ser, a reproduzir,
no a não saber trocar ideia, pô. É só no
no na umbrada, é só no bullying, é só no
pá. E [ __ ] pro algoritmo funciona,
[música] mas que tipo de gente a gente
tá formando? A gente tá disputando, a
gente tá construindo? E de novo que não
é um ano que tá falando aqui, não é um
tilelê, sei lá o que lá, porque eu não
consigo. Eu já tentei, não é para mim,
não funciona. Não funciona. É, vale pelo
Bradp. Exato.
É o é o enredo, né? Mas o filme é super
bem feito para quem gosta de Fórmula 1,
vale vale especialmente. Aí eu acho
Fórmula 1 chatíssimo, mas aí coisa
minha, a minha sogra gosta de formão.
Informação aí. Minha sogra adora formão.
Eu acho muito chato.
Acho chatíssima.
Olha de novo aí. V e vã. Nossa, fez
outro. Vã. Uhu. V. E acabou.
Hoje sim. Hoje sim. Hoje não. Hoje não.
Hoje não. Hoje não. Hoje sim. Hoje sim.
Não. Zero. Zero. Nossa, não me mov em
absolutamente nada.
Absolutamente nada. Mas é coisa minha,
né? Coisa minha. Agora futebol aí você
você me ganha
facilmente. Mas era isso, pô. Esse por
meio desses filmes, cara, a gente
consegue ver esse contraste, né? E eu
achei interessante, são todos os filmes
do ano passado,
todos os filmes do ano passado, esse
contraste interessante sobre essa
masculinidade, essa reflexões sobre isso
presentes nesses filmes, né? Reflexões
sobre o papel do homem, o papel do
masculino. E hoje em dia tanta gente
falando sobre falta, que não tem
referência, que não tem não sei o quê. E
não vai ter enquanto a gente não
conversar sobre isso também, né?
Eh, a gente não conversa sobre isso, pô.
qual que é o espaço que tem para
conversar sobre ser pai, né, sobre
exercer paternidade, né? Inclusive as
pessoas têm que adjetivar, né?
Paternidade responsável, tipo, você tem
que dar o adjetivo, né? [risadas]
E uma vez, uma vez eu tava conversando
com um amigo meu, ele falou para mim:
"Pô, se você gosta desse negócio de de
ser pai, né, e tal, dá para ver que que
você curte, que não sei o que lá".
Falei: "Dá ser pai é fácil, difícil é
exercer paternidade. Ser pai é coisa
mais fácil do mundo. Bota a criança no
mundo aí.
exercer a paternidade que dá um trampo
danado, que aí é uma canceira, meus
amigos, que você não dá para vou te
contar, mas que é importante conversar,
trocar experiências, né? Eu tenho vários
amigos que
eh vez por outra vem trocar ideia comigo
porque a companheira engravida, né? Eles
engravidam ali, então vão e fal: "Pô,
será que você tem uma dica para dar?"
Falei: "Pô, não sei se eu ainda sou
capaz, porque minha filha tem apenas 6
anos. Eu acho que eu tenho que esperar
crescer um pouquinho mais para para
entender umas paradas. O que eu consigo
falar um pouco hoje é sobre a primeira
infância ali, né? Processo pré-natal.
Nasceu um pouquinho paraa frente ainda
já consigo fazer algumas reflexões, mais
para frente eu já não consigo mais, né?
E é importante, cara, a gente conversar
sobre isso, assim, sobre paternidade,
sobre o que que fazer, como fazer.
uma vez num
e e a primeira coisa que eu falo antes
de falar isso, a primeira coisa que eu
falo é cara enche essa criança de
carinho, pega ela, beija, abraça,
carrega no colo, vai para cima e para
baixo, vai dar banho, fala: "Deixa que
eu dou banho, deixa que eu dou banho."
Por quê? Por que que eu falo falo isso
pros caras? Porque normalmente homens
não são ensinados a ter esse trato de
carinho com criança. Não sabe, fala: "Eu
tenho medo de pegar o bebê, que eu tenho
medo de quebrar." Gente, é um bebê, né?
Você não vai quebrar ele, você vai pegar
ele por jeitinho. Você vai aprender a
segurar essa criança. A mãe também não
sabe, ela aprende a pegar. Você aprende.
Você aprende. Todo mundo tá aprendendo.
Todo mundo aprendendo. A criança tá
aprendendo a a mamar. A criança não
nasce sabe mo mamar. Eu já dar essa
informação para vocês. A criança aprende
a mamar. Então projeto de ensinar a
criança a mamar. A mãe ensinar colher a
criança, a gente aprender a abraçar a
criança, a criança aprender a fazer
carina. É um processo de aprendizagem
constante. Então, só tem gente de
aprender, né? Você pegar a criança do
colo, vai ter que pegar a criança, enche
ela de carinho, de beijo, fala com ela o
dia inteiro, troca ideia com essa
criança, faz carinho toda a oportunidade
que você tiver, porque é esse laço que
você vai ter, né? É aí que você vai
constituir esses afetos. Aí, eh, o que
acontece? Os caras falam assim: "Ah, a
criança nasce, isso é muito comum de
ouvir, a criança nasce só quer saber da
mãe." Mentira, mentira, mentira.
Mentira, mentira, mentira, mentira.
A gente tem que estar junto.
O cara tem que tá, tem que tá fazendo
carinho na criança, tem que estar junto
com a criança. A criança sem sente, pô,
botar a criança aqui, ó, no peito para
ela dormir, ouvir o seu batimento
cardíaco e acalmando e e nossa, a
criança dorme que é uma delícia na sua
barriguinha. Aqui, ó, encaixa aqui, ó.
Pá, cabecinha aqui, pum, dormiu. Vai
ficar um tempão dormindo na sua barriga
ali, ouvindo seu, o ouve o a batida do
seu coração e se acalma. Uma delícia
esse momento. Enche de carinho, enche de
cuidado. Se o se a gente não age, se a
gente não vai ao encontro da criança,
ela não vem ao nosso encontro, porque
ela ali tá tentando aprender a respirar.
Ela é a primeira primeira adversidade,
respirar, fazer xixi e cocô. Ela não
consegue nem fazer, não se mexe. A gente
tem que ir para atrás da criança. Cuida
da criança, esteja junto com essa
criança, enche ela de carinho, de beijo,
conversa com ela o dia inteiro, porque é
isso que vai criar esses afetos, esses
laços. Na verdade, tem que começar
antes, tá na barriga da mãe. Aliás, acho
que a partir do terceiro pro quarto mês,
aquele conjunto de células que vai
formando o embrião, ele dali pra frente
começa já ter uma estrutura neural que
consegue captar as vibrações dos sons do
corpo da mãe e externos. Então, já
começa a conversar com a barriga dessa
da da dessa dessa pessoa, dessa senhora.
Conversa muito com ela, canta tal, por
quando nascer vai reconhecer sua voz. E
eu juro que reconhece. A criança nasceu.
Aqui em casa aconteceu isso, mano. A
criança nasceu, eu falava, ela mudava o
comportamento. Se ela tava chorando para
chorar,
se ela tava fazendo uma coisa, ela
parava, ela reconhecia a voz. Porque
ouve, mano. Aí se você não tem esse
lance de carinho com aquela barriga, né,
conversando com aquele umbigo alheio,
porque você não tá vendo a criança, tá
vendo um umbigo de alguém, é alguém que
espera que você tenha intimidade
suficiente, porque afinal você
engravidou essa pessoa. Então você vai
conversar com o bigo dessa pessoa.
Trocando ideia com esse umbigo, converse
muito, muito, canta, faz o bagulho todo.
Esses dias eu eu contei até num
videozinho no Instagram, eu fui arrumar
a cortina do quarto da minha filha que
caiu, eu fui arrumar a cortina. Eu nunca
fui arrumar a cortina. Eu vi na janela
do outro lado, o prédio do outro lado,
um cara com a com a com ouvido na
barriga da companheira, tava grávida,
estava no sofá assim, ele tava ouvindo e
aí levantava, olhava para ela e aí eles
não fazem ideia que eu tava vendo isso.
Ninguém tava vendo isso. Eu tava
stalkeando aí aleatoriamente, sem
querer. Mas eu olhei e me deu vários
gatilhos. Fala: "Cara, que delícia, né?
Que momento gostoso, pô. Que que legal,
o cara tá querendo ouvir a criança. E
ele converso com essa criança também,
né? Quase que eu grito na janela. Fala
com a criança. Não, jamais faria isso.
Mas, pô, precisa trocar ideia, conversa,
canta para essa cria. Toda da noite eu
cantava. Meu companheiro chegava em
casa, aí a gente jantava, tal, não sei o
que lá, ia deitar, eu cantava, parecia
umbigo para aquela criança ouvir,
cantava, trocava ideia. É isso.
É uma delícia, cara. É uma delícia. Aí a
criança vai se mexendo, aí você vai
vendo todo aquele processo, a depois que
Inas começa a te ouvir, você vai
ia cantar pra criança dormir. Nossa
cara, é uma delícia sentir ela relaxando
no seu colo assim quando você vai
cantando. Muito legal. Cansa para
caramba. A gente fica exausto. Mas é
isso, é criar esse vínculo, criar esse
afeto.
E aí é lorota esse negócio que diz: "Ah,
não, a criança só quer saber da mãe.
Mentira, mentira. tem que ter esse
processo participativo. E aí, cara, teve
um, foi até engraçado, quando a a aluna
nasceu, ela nasceu na uma maternidade da
hospital público, né,
maternidade da eh do Sul, no SUS, no
hospital público. Aí ela nasceu, a gente
estava num quarto, era um quarto
coletivo com três marcas, mas aí tava só
me acompanhando uma outra moça.
E a
aí a gente estava com a criança tanto,
só que ela chegou enfermeira para dar um
banho e ela falou, chegou lá com um é
tipo um bercinho com água assim, né?
Quem que vai dar banho? Aí eu falei: "Eu
car vai dar banho, pai". Sim. Falou:
"Você já?" Aí ela me, né? Eu peguei a
criança no colo. Já já vai dar banho.
Vou. Então vem cá, tira a roupinha dela.
Tá ajeitando se lá. Fui dar banho. Vai
dar banho. Eu vou. Ela perguntou para
mim assim: "Você já deu banho numa
criança?" Eu falei: "Não, afog, isso
começa não afogando ela, porque quando
eu tava com a cabeça da criança já,
[risadas] aí ela pegou minha mão e
levantou assim, que eu já tava enfiando
ao contrário, tava conversando com ela e
descendo a cabeça primeiro." Aí ela,
isso começa não afogando a criança, tá?
Aí levantou minha mão assim de volta
para [risadas]
esse cara só tem um jeito de aprender,
né? Aí, beleza. Aí é isso, dá banho,
canta, faz os bagulhos tudo, porque aí
você cria esse vínculo, você cria esse
esse bagulho fundamental,
esse laço afetivo para carregar para
sempre responsabilidade, carinho. Mas
isso é conversando com os os camarada
meu que vão, pô, como é que é com esse
pai, que que eu tenho que fazer, que eu
não sei o que lá. E normalmente quando
vem para pé é quando a barriga já tá
estourando, né? Quando a barriga já tá
grande, a criança tá para nascer, fala:
"Como é que é aquesse negócio aqui?" F,
mano, que que não fez trocar ideia
antes? Um monte de coisa de repente
papear sobre esse processo mesmo,
conversar com a barriga, falar com
aquele umbigo esquisito. Tem que
conversar com aquele umbigo.
[risadas] E é legal, é importante, é
fundamental.
Eh, e treinando é importante. A gente
vai num É engraçado, vai. Eu fui num chá
de bebê uma vez
e aí o
cara é muito engraçado, a gente foi um
chá de bebê uma vez e aí todas as
brincadeiras era pegar um cara para
fazer uma parada que normalmente seria,
entre aspas, do papel de mamãe fazer.
Então é de mamar para uma boneca, eh,
trocar a fralda de uma boneca, é fazer
umas coisas assim.
E a gente foi e aí tinha uma fila assim
com uns 10, 12 caras que chamou, ah, os
homens vem aqui lá. Aí os homens lá, aí
tinha mais gente lá, mas os jovens vão
lá. Aí falou: "Ah, vai ganhar o prêmio."
O cara conseguir trocar um boneco. Aí o
boneco tava com um borzinho, era tirar o
bor, tirar a fralda, botar a fralda,
botar o b de novo, tal. É exato. Tirar o
bor, botar a fralda, fechar a fralda e
bota o b de novo.
Aí foi muito engraçado que a aluna,
minha filha já devia estar com uns 3
anos, 4 anos. É, mas eu ganhei algumas
caixas de bombom nessa brincadeira aí
que era fácil.
A ti é muita fralda, meu amigo. Tá
suave. Tá, tá, tá, tá aqui. E os outros
cara penando, mesmo quem já tinha filho
ou filha, porque nunca tinha praticado
tal ato. Pô, isso não é bom nem para
você enquanto pai e nem pra criança. Tem
que estar junto, pô. Tem que fazer esses
lance. Só que isso não é culpa do cara
também. Ah, é culpa dele que não quis.
Tem culpa todo mundo. Tem a família, tem
a sociedade, tem os espaços para
conversar sobre paternidade. Onde é que
é os espaços para conversar sobre
paternidade? Onde é que tem gente
falando sobre como é que a gente ser pai
e tal, não sei o que? Eu não me sinto
autorizado para ficar cagando regra para
sua paternidade. Tô comentando sobre a
primeira infância aqui de experiências
que eu tive e nem sei se elas são tão
corretas assim. E eu acho que eu tenho
que viver mais, mais bem mais para
conseguir refletir melhor. Não acho que
eu tô preparado para isso. Minha criança
tem só 6 anos.
Mas onde é que a gente vai conversar
sobre isso, fazer essas trocas, essas
experiências? É importante, né? E não
tem, cara. Aí o pessoal, ah, não tem
mais referência masculina não. Se a
referência masculina ser um babaca que
abandonava a casa e voltava toda
agressiva, é melhor não ser mesmo. Mas
como é que a gente constrói isso? Onde é
que a gente vai fazer isso? Onde que a
gente tem esses patos? Não tem,
infelizmente não tem. Então fica aqui
meu apelo, inclusive pra gente poder
produzir isso. Importante, né? Sei lá,
não fazer piada de quinta série é uma
batalha interna.
É, eu não consigo. Eu ainda faço.
Quando o homem tenta, a mulher não
deixa. Isso pode acontecer também. Isso
pode também, mas também é um lance de
acordo, de conversa, de papo, né? É
importante trocar ideia, conseguir
construir juntos. Tem isso também, isso
pode acontecer, mas é uma parada que a
gente constrói desde o primeiro dia.
Delicados.
Na primeira infância a parte mais
importante, pois como será a formação
dessa pessoa quando crescer? Exatamente.
Eu li, estudei isso aí e aprendi isso
aí.
Aí, cara, era o o a cenourinha que eu
colocava na frente, na minha frente,
para eu ir correndo atrás dela, tá
ligado? Tipo, colocar um negocinho aqui
para ir correndo atrás. Quera dizer, tô
exausto, tô podre, mas calma, é a
primeira infância, calma, é a primeira
infância. Aí, tipo, você se desdobra, me
desdobra nesse nesse lance, botava aqui,
fal, é a primeira infância, a parte mais
importante. Depois, cara, tem tempo. Por
quê? Porque 3 anos, 4 anos que você vai
ter um gasto de energia muito maior, tem
que ter uma paciência muito maior, tem
que ter os um negócio muito mais
exaustivo
para depois colher um fruto mais
tranquilo de uma criança que se sente
segura, que tem uma relação afetiva
bacana, que tenha se formado legal, que
tem habilidades sociais para poder
interagir, te explicar o que tá
acontecendo.
Hoje ela com seis de verdade, eu falo,
pô, que bom que a gente gastou essa
energia forte ali na nesse primeiro
sprint, porque é engraçado,
pô. Não sei se é um exemplo, perdão, a
isso, eu não tô sendo um exemplo correto
falando sobre isso, mas a experiência
que a gente teve, eu vejo uma criança
que interage muito bem, que é
emocionalmente muito segura, que não tem
medo de que de ficar longe da gente. Pô,
minha filha nunca teve problema em em
dormir na casa de alguém e ficar o fim
de semana fora.
Nunca.
Desde que ela começou a fazer, não de ir
pra escola e precisar de tempo de
adaptação, nunca, porque ela tinha muita
segurança de que a gente tava lá. Claro
que teve uma pandemia no meio do caminho
também que teve que ficar durante dois
anos a gente os três em casa. Mas ela
tinha muita segur, ela teve muita
segurança de que, tipo, não, meus pais
tá de boa, porque dizem, pelo que eu
aprendi, se eu tiver errado psicólogos,
psicopedagogos, galera que estuda isso,
me corrija, pediatras.
Mas dizem que
a criança tem medo dos pais quando eles
saem porque ele não sabe se vai voltar.
E a gente leu isso, estudou isso, a
gente tinha leu, pode tá errado, mas eu
li isso, eu vi isso, falei: "Pô, então a
gente tem que tomar esse cuidado." Então
a gente tinha ritual de oi e de e tchau,
né? vai sair de casa, dá tchau
bonitinho, nunca sai escondido, tipo,
ah, para não acordar, ah, pra criança
não se não chorar, porque a gente vai
sair, não dá oi, dá tchau, faz o ritual
do oi, ritual do tchau, mesmo com a
família chega, a família sai, vó entra,
vó sai, não sei o que lá, dá oi, dá
tchau, pá. Isso é uma coisa. Segunda,
prometeu, cumpriu. A gente prometeu um
bagulho, tem que cumprir. Não tem o na
volta, a gente compra, está errado.
Comprometer um bagulho, desde que a
criança é pequena, falou: "Ah, mas ela
nem entende direito." Falou o bagulho,
cumpre. Nem que seja para cumprir, para
fazer por ritual e por hábito. Por quê?
Porque a criança sabe que se você falou
que vai voltar, vai voltar. Você falou
que vai acontecer não sei o quê, vai
acontecer não sei o quê. E esse laço de
confiança é muito importante. Se isso tá
vinculado com situações de agressão, aí
não é legal. Aí, meu irmão, tá errado. É
um lance de confiança. Pô, fez, a gente
compre, eu compro minha parte, você
compre a tua [risadas] e tá tudo certo.
E isso vai criando essa segurança. Isso
é tão legal. Eu vejo uma criança super
sociável, que troca muita ideia. Minha
filha gosta de conversar, gosta de puxar
papo, é carinhosa com a família, com
quem não é da família, dá oi pras
pessoas, puxa o papo. É uma delícia
assim. Aí, aí você vê, pô, que legal, tá
crescendo bem, né? Tá, tá, pô, que
gostoso. Então, é legal.
Acho que aquela presença da paternidade
das antigas do cinema é o pai do filme
Lavoura Carca Arcaica com Raul Cortés.
Pô, não vi. Terei que assistir. Agora
vamos anotar dicas de filme.
Lavoura
arcaica.
Raul Cord.
Terei que assistir. Não consigo imaginar
isso. Tenho agonia dessas barrigas. Eu
também tinha. Eu tinha agonia de
barriga, mas aí quando tinha uma do meu
lado, a agonia foi embora. O umbigo
virou microfone. Trocava ideia com
aquele umbigo direto.
Eu cultivei uma eh uma baita de uma
barriga pro meu filho dormir encostado.
Ele já cresceu, mas minha barriga nunca
mais foi embora. Eu te entendo
plenamente, Ederson. Aqui está. Eu
engordei absolutamente,
mas muito nesse processo. Eu agora eu
tenho uma meta. Eu estou com 36 anos. A
minha meta é a seguinte: daqui a 4 anos
eu completo 40. Aí eu tenho direito de
entrar na crise da meia idade, tenho
direito de entrar nessa crise e aí eu
vou começar a ter obsessão por por ficar
magro e ter um corpo saudável. Então eu
ainda tenho uns 4 anos aí para continuar
em crise comigo mesmo de dizer: "Ah,
não, tá tudo bem, a barriguinha é isso
aí". E depois no outro dia falando: "Ih,
mas a barriguinha é barriguinha,
barriguinha, vai tal". Aí quando eu
entrar na crise da minha idade, dos 40
anos, eu vou falar: "Não, agora eu tenho
que me cuidar,
agora eu tenho que cuidar da minha
saúde, agora eu tenho que ficar
magrinho, agora eu tenho que me sentir
jovem, fingir que eu sou jovem, né?
Começar a fazer academia, achar que eu
sou jovial e que os jovens gostam de
mim. Aí eu vou fazer isso, mas é os 40.
Eu ainda tenho 4 anos aí para para não
fazer isso.
Seravou a oportunidade de redimir suas
falhas como pai. Aí tem chance dois, né?
Vou tentar. Vou tentar aproveitar.
Cláudio. Vai ter a chance dois. É disso
que a gente precisa.
Que da hora. Chance dois. Chance dois.
[risadas]
Não sabia disso não. Vou então tentar
aproveitar quando quando a criança,
se eu for avô um dia ter a chance dois.
[risadas]
Mas é da hora. É gostoso. É gostoso. É
gostoso.
Mas era isso, minha gente. Era isso que
eu tinha para trazer num domingo de
carnaval. Falar sobre paternidade.
Afinal, o que que vai acontecer agora?
Carnaval.
Venham crianças no final do ano.
Brincadeira.
Vamos em preservativos.
[risadas]
Carnaval tem que falar sobre
paternidade, né? Porque daqui a 9 meses
vamos ter aí um uma levinha
para cuidar.
Brincadeira. Não resisti. Foi, foi, foi
mal aí. [risadas]
Ai minha gente, mas obrigado por est
acompanhando um domingo pela manhã.
Espero que tenha sido legal. Espero que
tenha sido eu preciso de espaço. Eu não
sei como, se alguém tiver uma ideia,
depois manda uma ideia aí de como é que
a gente cria esses espaços, onde a gente
cria esses espaços, com quem que a gente
conversa sobre, sabe? É uma bandeira
importante de levantar. A minha mãe já
me falou isso algumas vezes, que eu
tinha que puxar esse papo e eu sempre
posterguei. Mas eu fui muito engatilhado
pelos filmes do ano passado para cá. Eu
percebi que eu tava chorando aquela
qualquer filme que mexe com coisa de
paternidade, eu começo a chorar, começa,
meu Deus, tem que refletir sobre isso,
tem que conversar sobre isso. E parece
que é importante. E parece que é
importante. Beleza,
mas é isso, minha gente. Quarta-feira
estaremos aqui novamente
aí para nossos encontros não
extraordinários, nossos encontros
ordinários.
Vou uma vou uma conversa ótima. Agora
tem uma lista de filmes para ver. Tem.
Esses filmes que eu comentei são bom, eu
começaria com filho de 1000 homens.
Chorei. E eu acho que você vai curtir a
porque ele ele toca em temas de sobre
diversidade de uma maneira em cenas
muito fortes, mas muito delicada. Muito
delicada. Ele critica padrões de gênero
de um jeito
brilhante,
assim como tabus sexuais, assim de um
jeito, nossa,
que cara é tem momentos muito fortes, é
um filme impactante, mas ele é muito
bonito e ele termina muito para cima,
né? Então não é aquele filme que você
vai terminar e a vida não tem sentido,
Mark Fisher tem razão,
o mundo vai acabar mesmo, não. Você
termina tipo, caraca, dá um um
quentinho, dá reflexões para pensar. É
bonito. Assiste filme de 1000 homens.
Eu acho que depois de filme de 1000
homens eu assistiria o o
Springstein.
Ó, tô dando até lista Springsteam porque
eu acho que é um filme delicado, que aí
ele vai falar sobre questões
psicológicas,
as músicas são boas. Putz, esqueci de
falar um negócio do filme do Spring Sim
que eu não vou posso deixar passar não.
Ô, tem um bagulho que eu tenho que falar
falando nisso, antes de voltar para os
filmes, tem um bagulho que eu tenho que
falar sobre esse filme aí
até mudar o a música aqui.
Pô, tem um bagulho que eu tenho que
falar sobre esse filme do Springsteam
que é muito importante. O filme todo ele
fala, ele critica o lance da da
masculinidade, né? Ele, o, o Springin
vive com a sombra do pai, que é um
babaca dessa postura de Marti,
o bruto,
agressivo,
né? E e essa sombra acompanha o Spring o
filme todo.
E quando ele tá gravando um novo álbum,
que ele tá lidando com toda essas essa
essa tensão que ele tá vivendo e tem
várias crises envolvidas, entra numa
depreta, tal, não sei que lá, quando ele
tá gravando esse esse novo álbum, vem
uma música que estoura, que é o hit do
álbum, que é o Born e New, né, nascido
no nos Estados Unidos.
E a letra nascido nos Estados Unidos é
uma letra que cospe na nossa cara a
figura deprimente desse homem que nasce
largado, que é bruto, que é agressivo,
que
tem que aprender a ser o Rambo, Chuck
Norris ou Leanisson, que vai pular na
bala para família e não sei o quê. E que
daí ele tem que ficar longe de casa
porque ele vai defender a pátria.
E a música cospe isso na cara das
pessoas, porque a música diz assim: "É
um cara que nasce, que tem dificuldade
de viver, de conseguir emprego, que na
juventude sofre bullying, passa por não
sei o quê". Mas aí ele é obrigado a ter
que ir pro se alistar e ele se alista
para ter que ir pro Oriente. E aí na
música fala, né? Para matar um amarelo
para depois não sei o quê e voltar. E
tipo, já vem essa crítica carregada do
imperialismo estadunidense, da
violência, da agressão, da de tudo isso
que tá participando desse mundo, desse
imaginário do do soldado americano, do
homem americano e não sei o que lá, que
vai se reproduzindo por tudo canto é
canto com essa machos
Estados Unidos e volta como veterano de
guerra, mas ele chega aqui e não
consegue emprego e ele fica mais lascado
ainda e ele não consegue pagar as contas
e ele vai tentar o emprego, não se
manter no emprego. O empregador fala:
"É, mas a culpa não é minha. Que que eu
posso fazer por você,
cara? É brutal as cris e isso porque é o
hit do álbum, é a música para cima, tal.
E na hora que eles mostram essa música
pra gente que eles estão gravando, você
tendo vivenciado tudo que aparece no
filme,
que cena, que delicadeza, que singeleza,
porque não é uma cena impactante, tipo
assim, que ela vem para te esmagar e
não, ela tá tão natural no desenrolar do
filme que fica meio que subentendido
assim, na hora que eles começam a cantar
Born um super animados e você fala:
"Não, cara, isso não é bom". Eu
vi o que esse homem aí cantar, que é o
personagem de Born faz. Pô, fica aí.
Esse filme é bom. Springstein. Depois de
Springstein, [risadas]
aí eu acho que vale a pena assistir
o Aí depende. Você quer terminar triste,
chorando com beleza e singeleza, escolhe
os sonhos de trem para assistir por
último. Se você quer terminar mais para
cima numa ação mais alucinada com a
adrenalina, aí assiste uma batalha após
a outra. E depende como você quer
terminar a série de filmes. Mas é filme
bom, viu? Vale a pena. Vale a pena.
Sim, o Rodrigo Santoro no no
filho de meu homens está sublime,
sublime, cara. Aquela postura corporal
dele me lembra aluno meu, aluno que eu
tive, que era camponês, né? Criado na
roça, nascido na roça, na roça, que
trabalha o dia inteiro de baixo do sol.
Cara, ele faz uma postura corporal que
eu falei: "Cara, esse cara estudou muito
para fazer esse personagem, mano. Ele me
lembra, ele me lembra aluno." Eu falei:
"Cara, é a cara do fulan". Nossa, mano,
ele anda que nem aquele mano igual
velho. É impressionante. É outra pessoa,
né? Sublime. Eu fiquei impressionado.
Impressionado. Impressionado.
Merece mais que não inventaram ainda
mais o que ele merece. Eu, cara, para
mim foi o melhor filme que eu tinha ano
passado. Filho de me homens. É bom, viu?
Muito bom. Mas é isso, minha gente. É
isso. Chegamos até aqui. Quarta-feira
estaremos de volta, né?
E você que está curtindo o carnaval, se
anime bastante, se divirta, fie e
desfrute dos prazeres desse mundo com
responsabilidade moderação, com toda
aquele cuidado e carinho. Por quê? Pra
gente não ter que conversar sobre
paternidade em novembro.
Dito isso, tem um excelente restinho de
semana. Quarta-feira a gente se vê.
Quarta-feira a gente volta aqui para
papelhar e claro para como sempre trazer
a boa nova. [música] Trazendo a boa
nova, todo dia útil até a vitória final.
>> Seguimos trazendo boa nova todo [música]
dia útil
>> até vitória final.
>> [música]
>> Minha gente, muito bem, desculpem. Hoje
estão às 8:30 da noite agora. [música]
>> [música]

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