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A fé vem pelo ouvir

A Ética do Reino I SEMANA TEOLÓGICA EBT

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um encontro da Semana Teológica EBT! Nesta aula especial, Rodrigo Bibo, Nunes e Luiz Henrique mergulham na ética do Reino de Deus — explorando como os ensinamentos de Jesus subvertem padrões de poder, redefinem justiça e inauguram um modo radicalmente novo de viver no mundo. O que significa amar inimigos, buscar primeiro o Reino e encarnar a justiça que excede a dos religiosos? Como essa ética transforma decisões práticas, relações e vocações hoje? Esta jornada é um convite para pensar teologia com profundidade, sensibilidade e coragem — e também para conhecer a nova turma da Escola Bibotalk de Teologia. Vem estudar com a gente.

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Playlists legais para você maratonar:

– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Estamos de volta para mais um dia na
nossa imersão sobre o reino de Deus.
Rodrigo Bibo, Luiz e Guilherme Nunes.
Estamos nesse terceiro dia falando sobre
o reino de Deus, galera. Muito legal.
Obrigado, Gui Nunes. Obrigado, Luís,
pelos pelas coisas maravilhosas que
vocês já falaram aqui. E se essa sua
primeira participação, primeiro vídeo
que você tá vendo dessa série de vídeos
sobre o reino de Deus, vá aqui na
descrição, porque tem mais dois
episódios que nós já fizemos e estão
muito instrutivo, mas pode ficar aqui
que vai ter um conteúdo que vai abençoar
sua vida também. E amanhã tem mais, tá
bom? Por isso eu já digo, deixe o seu
like, o seu comentário, isso ajuda
bastante. A gente fez um esforço aqui
para estar nesse estúdio gravando esses
conteúdos para vocês, tá bom? Vamos lá,
galera. A gente deixou a bola quicando
no último encontro aqui, que na verdade
é o mesmo dia, mas foi o último encontro
com a nossa audiência,
>> isso
>> no YouTube, eh, sobre a ética do reino.
Então, nós temos um reino de Deus que
ele não é geográfico em última análise,
né? Ele está ali entre nós. É a presença
de Deus no mundo. É o Emanuel. é Jesus
Cristo agindo, regendo o mundo por meio
da sua igreja.
>> E se entende que se vive, né, as benéces
do reino de Deus, quem está debaixo da
autoridade desse rei, né? A gente tem
falado um pouco sobre isso, tal, mas um
reino também ele tem a sua ética, o seu
modo de viver.
Que qual é a ética do reino de Deus?
Existe, a gente pode usar essa palavra
inclusive ética, né? seria um
anacronismo ou não, porque já tinha a
ética anicômago, né? Enfim, como é que a
gente entende isso, né? A gente pode
falar de uma ética do reino de Deus, um
jeito de viver de um súdito do reino de
Deus?
>> Podemos, podemos, com certeza. Acho que
isso tá, é uma marca nos Evangelhos, é
uma marca em Paulo, é uma marca nos em
todos os autores bíblicos. Então, falar
de reino de Deus é falar necessariamente
sobre sobre ética. Como você falou, a
dificuldade é a gente estabelecer um
nome para isso, a gente conseguir
descrever bem o que a Bíblia quer.
Porque só colocar ética pode se
confundir com muitas coisas. Pode
confundir com Aristóteles, como você
falou, pode confundir com um tipo de
ética que é como se fosse uma mera, um
mero moralismo, por exemplo.
>> Exato.
>> Eh, ou um mero uma mera, como é que eu
digo isso? uma mera forma de fazer
coisas.
>> Uhum.
>> Então, um dos grandes desafios,
a gente falou muito de George Led aqui e
de outros autores do Novo Testamento, eh
eruditos do Novo Testamento, é antes de
falar sobre que ética, quais quais
éticas nós temos, é falar o que é uma
ética e assim estabelecer. Eu tenho,
tenho comigo que quando a gente tá
falando sobre ética no Novo Testamento,
a melhor forma é a gente ir pr pra lei,
usar a palavra lei. Só que
mesmo usando a palavra lei, a gente tem
que ter cuidado. Então, tá, não vamos
usar ética, vamos usar lei. Que que a
gente vai fazer com isso? Então, eh, eu
diria que quando a gente usa nomos lei,
a gente se aproxima mais do termo
bíblico, só que ainda assim a gente
precisa de uma definição melhor.
>> Hum. Eu tenho, por exemplo, muito claro
no Antigo Testamento a palavra lei de
Cristo. Mas aí vem o desafio. O desafio
é e no Novo Testamento, no Novo
Testamento eu tenho a palavra lei de
Cristo. No antigo novo, no antigo lei de
Moisés, perdão, e novo lei de Cristo.
Boa
>> noostos.
E Paulo usa isso. Jesus eh de alguma
forma transparece essa lei. E aí vem a
pergunta: será que vê se eu tô
conseguindo colocar meu raciocínio?
>> É que a gente acabou de tomar café, tá
galera? Só pra galera explicar aqui. A
gente acabou de tomar um cafezão. Comi
um pão de queijo com requeijão na saída
ou na entrada?
>> Na entrada. E aí frita?
>> Frita. Comi um pão de queijo na chapa,
né? Aqui. Coisa maravilhosa esse pão de
queijo na chapa. Foi
>> o Guilherme Nes tomou um café com
esfirra de carne.
>> Acho que foi.
>> Achei bem caído o teu café porque são
comida com café da tarde. Mas enfim, né?
A diabetes é tua.
>> E o Luiz comeu um pão na chapa.
>> Pão na chapa com requeijão na saída.
>> Na saída.
>> Isso.
>> E na entrada passa de cara, eu acho.
>> É na entrada você assa. Na saída é
depois da do pão.
>> Então o meu é na entrada. O meu,
>> o seu era na entrada. Eu falei.
>> É, falou, tu falou saída.
>> Não, falei entrada.
>> Replay, Rafa. Replay. [risadas]
Então, a gente acabou tomar um cafezão.
A gente tá meio assim slow mocho e tal,
mas calma lá que a gente chega lá. Vai
lá.
>> A questão então é é é bem profunda,
porque o erro é sempre o mesmo, assim
que eu vejo. As pessoas dizem assim: "A
lei de Cristo é igual a lei de Moisés".
>> No sentido de que a lei de Cristo não,
não a lei em si,
>> não, não o que o conteúdo dela. Isso é
claro que não é igual.
>> Uhum. A questão é, o conceito de lei
mosaica é a mesma coisa de o conceito de
lei de Cristo?
>> Hum, essa pergunta é boa, porque a minha
resposta primeira que vem na minha
cabeça é: OK. A lei de Moisés, como
viver na terra que o Senhor te dará?
>> Sim.
>> A lei de Cristo, como viver novos céus e
nova terra. Mas já aqui
>> é é porque, por exemplo, se eu seria
mais ou menos isso, eu fico com a lei,
meu mesmo conceito de lei e só coloco
Moisés na frente ou Jesus na frente. Só
que minha questão é,
>> mas o conceito de lei mudou?
>> Hum.
>> Lembra da ressignificação que nós
estamos falando aqui a cada episódio de
que essa ressignificação do reino de
Deus acontece em todas as esférias e até
mesmo nas eh terminações, né, das suas
formas de se referir.
>> Hum. Isso passa pela linguagem, mas isso
passa principalmente pelo Ministério
Público de Jesus.
>> É, com certeza, porque a, por exemplo,
Paulo diz lá em Primeira Coríntios,
capítulo 9, eu não eh eu vivi como como
se eu estivesse debaixo da lei, mas eu
não estou debaixo da lei.
>> Aliás, eu estou debaixo da lei de
Cristo. Então ele faz um paralelo, diz
assim: "Eu não estou mais debaixo da lei
de Moisés".
>> Uhum. Mas estou debaixo da lei de
Cristo. Alguns vão dizer: "Tá, lei é
tudo igual, só muda agora se for de
Cristo ou de Moisés". Não é só isso. Ali
em Paulo, o que parece que Paulo está
mudando o conceito de lei. Em Gálatas
capítulo 6 ou no capítulo 3, Paulo vai
dizer assim: "Porque nós não estamos
mais debaixo da carne tal. Nós estamos
debaixo da lei de Cristo. Ou ele diz lá
no cinco, quem ama o seu irmão cumpriu a
lei de Cristo.
>> Exato.
>> A gente tá sempre, a gente tá sempre
procurando o desafio, o desafio técnico
nas teologias bíblicas é sempre dizer
assim: qual o conteúdo da lei de Cristo?
Mas existe uma pergunta anterior.
>> O que significa lei quando eu estou
quando eu estou ligando isso a Cristo?
>> O que significa lei? Lei é a mesma
porque a mudança ela é radical.
E John Barkley, ele tem um livro sobre
ética no Novo Testamento, que ele para
mim é um dos melhores livros que eu já
dei na minha vida. Ele é um livro sobre
ética em Gálatas, uma coisa assim,
>> não temos em português.
>> Eu não sei porque que esse livro não tem
em português. É o mesmo do Paulo e o
Dom.
>> Sei, sei.
>> O cara escreve de uma maneira. O foi um
dos únicos livros que o Carson fez uma
resenha de mais de seis páginas, 10
páginas, uma coisa aí pela grande, ele é
bem fininho,
>> pela grandeza dele, mas ele vai fazer um
estudo muito simples em Gálatas. E a
conclusão do estudo dele é eh o conceito
de lei mudou em Paulo, apesar dele usar
a palavra lei.
>> Hum.
>> E
>> tá, isso quer dizer o quê? Eu tô
viajando agora aqui. Vamos lá. Responde
a pergunta que tu mesmo levantou. A
resposta para isso não é tão, é porque
eu não quero ser simplista aqui, já é
uma aula, né? Isso.
>> Mas em algum momento a gente vai ter que
reduzir algumas coisas porque não tem
como eh fazer o que, por exemplo,
Barklay faz no seu livro.
>> Claro, claro, claro.
>> Não tem como fazer isso aqui. É um é um
podcast, um podcast,
>> mas sabe onde dá para fazer nas aulas da
escola Bibotal de Teologia, que estão
com a turma aberta para você entrar no
nosso plano anual com desconto. Mais
informações aqui na descrição dessa
aula.
>> Mas eu posso explicar?
>> Claro. Agora, por favor. tá aqui para
isso.
>> É que se eu não conseguir explicar do
jeito pago, inclusive
>> é porque se eu não conseguir explicar de
um jeito, eu não consigo explicar.
>> Vai silêncio.
>> Duas esferiras de carne, né?
>> Isso. Eh, então, a ideia é que a lei e
no sentido de Cristo, ela fica num
sentido mais agora para ser simplista de
imitação.
>> Uhum. Não é tanto aquilo que eu faço, é
quem eu imito. Vixe.
>> Ah, a ideia de Paulina, quando ele diz
assim, se eu amo o meu irmão, eu cumpri
a lei de Cristo,
>> levei a carga do meu irmão, cumprir a
lei de Cristo.
>> Lei de Cristo, é porque eu tô claramente
imitando Jesus no que ele fez.
>> Uhum.
>> Logo fica fica evidente, por que que a
gente não tem uma lista no Novo
Testamento de 10 leis?
>> Uhum.
>> Nossa, sensacional.
>> Porque o conceito de lei mudou. Não é o
que eu faço, mas é quem eu imito.
Obviamente o que eu vou fazer. Mas o
foco forma e não desempenho, né?
Isso. E o foco é cristológico, porque o
foco mosaico é do povo, no povo. O foco
da lei de Moisés é, pode observar, não é
no homem, não é antropológica, porque é
lei de Cristo ainda, é lei de Deus ainda
lá,
mas ela é estritamente no povo. No Novo
Testamento, quando Paulo vai falar o
termo, ele faz uma ligação direta agora
com Cristo. Cristo se torna o foco
disso. E aí muda muita coisa. Qual é o
sentido agora? E o mais profundo é que
quando você pega Filipenses, a carta de
Filipenses, você vai perceber que Paulo
usa Filipenses 2 como um negócio
interessante. Diz assim: "Olha, imite
Jesus".
Ele faz isso em Filipenses capítulo 2 e
ele diz assim: "Tende em vós, tenho em
vós o mesmo sentimento que houve em
Cristo Jesus que embora". Ou seja, vocês
tem que vocês têm que imitar isso.
>> É uma ancoragem na figura de de Jesus.
Só que no capítulo três, ele vai dizer:
"Porque eu abandonei tudo, tudo como
perda pela excelência do conhecimento de
Deus, porque eu queria me ser encontrado
nele."
>> Uhum.
>> O que que eu quero dizer com isso? é que
quando Paulo fala que lei de Cristo é
imitação de Cristo, ele não está dizendo
um mero imitar, ele tá dizendo que é uma
consequência de estar ligado a Cristo. O
fato de alguém estar ligado a Cristo, a
fonte faz com que as coisas que ele faça
sejam coisas que se parecem com Cristo.
>> Uhum. Então, quando você pega esse
quadro todo e o Bárla coloca isso muito
bem, FF Bruce falou isso no livro dele
sobre graça, eu acho que passou batido
porque não reverberou nos outros livros
de teologia paulina.
A gente precisa entender essa
redefinição. É por isso que quando a
gente chega agora no Sermão do Monte
para entender a ética do reino e tudo
mais, a gente não pode simplesmente ler
o Sermão do Monte eh, como se fosse uma
coisa,
>> um checklist
>> do que eu vou fazer.
>> Uhum. Mas não é agora é
é a é a relação daquilo que Jesus falou
com o rei. Pode observar que no sermão
do monte Jesus começa a mudar o foco.
Ele diz o seguinte: "Porque foi dito a
vocês, eu porém vos digo,
>> isso é um foco de legislação sendo
mudado. O novo legislador não é mais
Moisés, agora é ele.
>> Mas a gente não pode perder o foco." Eu
acho que Paulo viu isso assim muito
forte.
Quando Jesus muda o foco no sermão do
monte da lei para ele, eu vos digo, ele
tá dizendo mais do tipo: "E eu sou a
única forma de vocês fazerem isso que eu
tô dizendo."
>> Uhum.
>> A ideia de imitação também acontecendo
ali, que era o que acontecia em
contextos de literatura. Eh, eu esqueci
agora o nome de o nome desse gênero aí
do Sermão do Monte. é um gênero antigo,
que era uma ideia de que quem tava
falando também se tornava o modelo para
ser feito. Jesus não está só falando
faça isso. Jesus está dizendo: "Eu estou
falando porque eu sou o modelo para que
vocês façam isso." Então, a ética do
reino ela é uma ética de profundamente
cristológica e profundamente
profundamente, como você falou, ancorado
em Cristo. Ou seja, a gente tá falando
aqui sobre ética e tal, e você volta e
meia se refere ao sermão do monte,
porque a gente teria o quê? No sermão do
monte um suprassumo do que seria a ética
do reino. Ou seja, no sermão do monte a
gente tem aquilo que Jesus está dizendo
e vai assim, gente, façam dessa forma,
né? Ajam dessa maneira porque eu agi
assim. Por que você se por que que tu
volta pro sermão do monte na tua fala?
Em vários momentos, tu foi pro sermão do
monte. É,
por isso, por o sermão do monte ser o
centro, epicentro ali de do que
significa então a lei de Cristo, o novo,
o novo legislador e o que significa
estar debaixo da nova legislação.
Mas eh não é tão simples, né? Lucas eh
Jesus fala fala seis leis. Eh em em
Mateus Jesus fala quatro leis.
Em Mateus, Jesus fala
eh seis bem-aventuranças, se eu não me
engano,
>> e em Lucas somente quatro é três. É
pouco, é pouco. O que eu quero dizer é
que parece que a forma os evangelistas
não estão importando tanto,
>> ou seja, não é uma lista realmente, né?
Porque se fosse teria, eles teriam mais
cuidados até na elaboração final dos
evangelhos seria mais cuidados.
>> É. E Lucas tá Lucas, por exemplo, Lucas
é o sermão da planície. Jesus tá embaixo
>> e e há toda uma só que Mateus é mais
importante nesse sentido, porque Mateus
é o sermão do monte.
Mateus tem cinco discursos, né? O livro
inteiro como as cinco tábuas da lei.
Parece que ele fez essa organização.
>> As cinco, os cinco livros da lei.
>> Os cinco livros da lei, perdão.
>> E aí você tem o sermão do monte ali
encabeçando o primeiro, o primeiro
grande discurso de Mateus.
>> Uhum.
>> Ele é o novo legislador. Ainda vai ter
mais quatro grandes discursos em Mateus
do novo do novo legislador, cada um para
uma área da igreja.
>> Uhum. Então, eh, eu acredito que o
sermão do monte pro cristão, obviamente
que a gente tá indo bem devagar, mas eu
diria para você, o sermão do monte, ele
não quer te dizer tudo que a lei de
Cristo é. E aí é onde as pessoas se
perdem.
>> Aham.
>> Ele quer dizer o o que significa
Jesus agora
mandar em você. Vamos colocar assim.
>> Uhum. Não, mas acho que é é assim mesmo.
>> É porque se colocarmos em uma comparação
da do sermão do monte em Mateus pela sua
quantidade em referência a ao Evangelho
de Lucas, se fosse uma essa lista
exaustiva, propositiva,
que nem ah, feita ou pelo menos moldada,
que nem na na antiga ordem, que seria a
ordem de Moisés, você não teria essas
discrepâncias. os sinóticos trariam, o
evangelho de João também traria.
E aí a essa preocupação e a gente tá
falando muito sobre as memórias da das
comunidades primitivas.
a gente tá falando sobre a memória de
Jesus, a qual provavelmente o apóstolo
Paulo eh teve um contato ali. Nós
estamos falando da precisão e o
entendimento
que se tem por meio da lei e da sua
flexibilidade,
enquanto o reino ele acaba recebendo
determinadas pessoas de fora daqueles
que não estavam dentro eh da desse
mecanismo, desse mecanismo. Porque
existe algumas coisas, é, principalmente
no, no debate da ética, é que às vezes a
ética acaba caindo em campos
circunstanciais.
Existem algumas circunstâncias que faz
com que você adote determinadas ações
éticas que são contrárias de outros
lugares. E aí não dá para negar que a
ética do reino, ela também tem
implicações missionais. Ela não está
única e exclusivamente sendo estruturada
em uma mentalidade que tem contato
primário com a mentalidade de Moisés,
com a mentalidade hebraica, com essa
tradição, mas também vai conseguir, por
isso que o sermão da planícia é um
pouquinho mais reduzido, ah, falar com
gentios. E por que o sermão da planícia?
Porque o sermão da planícia, alguns
estudiosos defendem de que aquele sermão
ele foi dito para uma comunidade mais
gentílica, uma comunidade que está de
fora do povo.
>> Uhum. H, do povo de Israel como um todo.
Então, eh, entender que a ética ela está
ancorada em Cristo, ela é cristológica,
faz com que a haja um um desafio para
aqueles que recebem Cristo pela
mensagem, pelo anúncio da igreja, eh, e
na manifestação desse reino e encontrar
espaço para que essa ética floreça.
>> Uhum.
>> Faz sentido isso que eu que que eu
disse? Assim, ficou
>> sim,
>> claro.
>> Muito bom, muito bom, muito bom. Bom,
>> eh, a a então as b as o o sermão sempre
começa com as bravas.
>> Uhum.
>> E aí vem uma questão que o Led falou que
que fala que é importante que o essas
bemaventuranças elas são tipo dizendo
assim para você eh eh
não, eu não tô dizendo você para você
fazer para ser feliz.
>> Uhum.
>> Você vai fazer porque você é feliz.
bem-aventurado. Os que fazem isso, eles
não estão fazendo para serem
bem-aventurados. Eles são
bemaventurados, portanto, eles fazem
isso.
>> Uhum.
>> Eles eles
>> Essa palavra, na verdade, bemavent ela é
meio difícil, né? Uma vez eu tava
estudando um pouco assim,
>> a gente traduz como bem-aventurado e tal
e ficou bem já marcado também no
imaginário e nas traduções em português,
pelo menos.
>> Mas a palavra macário aí acho que ali,
né, cara, ela é um pouco mais complicada
do que bem-aventurado ou felizes, né?
pleno seria uma boa tradução.
>> É muito difícil.
>> É, é uma vida plena.
>> É, galera, só vocês saberem assim, tipo,
a Bíblia Sagrada, ela tem vários termos,
várias palavras que são de difícil de é
difícil de traduzir não só pro
português, mas para outros idiomas,
porque é como se a gente não e pra gente
traduzir é quase um conceito, é uma
palavra que no fundo ela não é uma
assim, ah, eh, dream, sonho,
>> não tem uma equivalência direta. Tem uma
equivalência direta, né? É,
mai, ma é uma palavra assim, ela ela a
tradução é quase um conceito, né? E e é
difícil de traduzir, mas é pleno,
bem-aventurado, feliz.
>> E é o conceito teológico, né? E isso que
leva uma uma dificuldade maior de
entender, de não fazer essa equivalência
direta, porque conceitos teológicos elas
se perdem com um tempo, principalmente
nós que estamos recebendo essa palavra
de outra cultura.
>> É igual a interpretação que o Guidá, por
exemplo, né? A nossa leitura é assim:
bem-aventurado os pacificadores, ou
seja, se eu for um pacificador, eu seria
um bem-aventurado, não é isso, né? Ou
seja, a palavra evoca um estado, né? Um
jeito de ser que por você ser assim você
>> fará o isso, né? Isso.
>> Os pacificadores são bem-aventurados.
Exatamente. Seria uma forma melhor de
>> É, algumas pessoas se traduziram
antigamente, tudo no futuro ou metade no
futuro. Sim,
>> porque eles eles acreditar acreditavam
que tudo que vai acontecer nas
bemaventuranças seria aconteceria
somente no milênio ou no novo céu e nova
terra, que é que Jesus não podia estar
falando aquilo no futuro.
>> Uhum. Eh, e aí muitos como Led vão olhar
e dizer o seguinte: "Não, pera aí,
calma. Não é assim não. Tem algumas
coisas que parecem futuras, tudo bem,
herdarão a terra e tal".
>> Mas tem outras coisas que que o foco não
está naquilo que você faz para ter, mas
como eu falei, naquilo que você já é,
então você faz isso.
>> Uhum.
>> A a ênfase é sempre a mesma. a ênfase de
dizer para você no quando a gente tá
falando de ética do reino, a gente tá
falando de pessoas que foram que estão
experimentando o reino inaugurado.
>> Sim.
>> E, portanto, já atuam como será lá, né?
A ideia, a ideia do já ainda não
funciona assim.
>> Você é bem-aventurado porque você foi
atingido pelo reino inaugurado,
portanto, as coisas que do já.
E viver assim vai te levar a viver como
alguém que já pertence ou ainda não,
>> como um eco de um reino vindouro.
>> Isso. A ideia a é a ética futura, se a
gente pode colocar assim, ele ele fala
isso, outros autores falam isso, né? O
sermão do monte ética futura. Não é para
você viver
>> como alguém diferente do que você será
lá. É você viver exatamente como você
vai ser lá. Uhum.
>> Obviamente que tem um ainda não, né, em
nós que é presença do pecado,
>> mas mas essa seria a ideia. Eu diria
para vocês que a diferença mais brutal
que eu vejo assim na lei mosaica, na lei
de Cristo, que não é uma diferença de
ah, na lei mosaica não tinha isso, não.
Na lei mosaica até tinha, mas o foco da
lei de Cristo são as virtudes.
>> Uhum.
>> São nas virtudes.
>> Uhum. Então, bemventurados os
pacificadores, os humildes, os E Paulo
vai dizer a mesma coisa no fruto do
espírito, é o amor, é a paz. Então o
foco não é naquilo que eu tenho que
fazer necessariamente pragmátic de forma
pragmática, mas o foco naquilo que eu
devo
>> me tornar, né?
>> Amar, por exemplo,
>> amar, desejar, né? Essa questão.
>> Quando eu quando eu estou na igreja,
para ser prático, quando eu tô na igreja
e eu vejo um irmão ali com confusão com
o outro, o que que eu devo fazer? Como é
que eu sei o que eu devo fazer? Eu devo
focar na virtude da paz.
>> Uhum. paz lá em Gálatas 5 não é a paz
interior, né? Ali é uma paz entre
pessoas que estão entre entre
as duas coisas. Então ali é uma paz
comunitária, ou seja, quando eu foco na
virtude, eu consigo justamente entender
o centro do que seria o sermão do monte.
Eh, lá onde eu moro, eh, tem um um
jardim que tem uma plaquinha assim:
"Seja educado, não pise na grama".
>> Uhum.
>> Uhum. E para mim isso é paulino total,
assim, esse irmão do monte total é seja
educado, virtude, né? Né?
>> Não pis na grama,
>> positiva e depois negativa, né? Porque
faz sentido o fato: "Ah, se eu ser
educado, for educado, eu não vou ter
problema em, eu vou achar lógico não
pisar na grama".
>> Uhum. Sim.
>> Então, a ética do reino é a ética nas
virtudes e são virtudes do rei que estão
ali a a sendo distribuídas, né?
>> Uhum. É, eu tô pensando no lance da
grama agora. Eu vou problematizar o
lance da grama porque, por exemplo,
assim,
>> seja educado, não pise na grama. Eu acho
que não é tão simples assim como tu
falou. Eu vou, talvez, eu vou discordar
de ti, mas eu acho que tu vai me
entender.
>> Tu falou assim, ó, porque alguém educado
não vai pisar na grama.
>> Mas se fosse tão simples assim, não
teria o complemento. Não pise na grama.
>> Uhum. Sim. Sim.
>> Ou seja, isso quer dizer o quê? Onde eu
quero chegar? Nós precisamos dessa
negativa.
>> Uhum.
>> Porque nós precisamos dos imperativos.
Nós precisamos de orientação, porque às
vezes a gente não sabe como é ser
educado.
>> Sim. no sentido assim, eu estou em
Cristo, Cristo está em mim, eu sou uma
nova criatura, tá? Mas e aí? Então, eu
preciso de coisas à vezes mais diretas,
tipo como não pise na grama ou como
outras coisas que Paulo vai orientar,
né? Paulo tem uma série de orientações,
Jesus tem uma série de orientações, né?
São três capítulos em Mateus com várias
orientações. Olha, não faça isso, não
diga isso.
>> E de forma muito clara mesmo. E não é
moralismo,
>> claro,
>> entende? Mas é por você ser uma nova
criatura, por você estar no rei, você
está predisposto a obedecer esse rei. Ah
tá. Eu não vou pisar na grama,
>> pô. Mas olha, se tu não me dissesse, eu
nem sabia que eu não podia pisar aqui.
Ah, tá. Eu não posso pisar porque isso
faz mal para, né, para essa planta e
tal. Entendeu onde eu quero chegar?
Porque não é só assim pressupor que as
pessoas farão a coisa certa porque estão
em Cristo, não. Elas precisam ser
orientadas.
>> É, eu não, com certeza. Eu acho que eu
eu não acho que não seja necessário o a
negativa.
>> Uhum. Uhum. Eu acho que a negativa se
torna lógica se eu focar nas virtudes.
>> E ela só faz sentido para quem é
virtuoso, porque para quem não é
virtuoso é legalismo e pode ser algo
muito danoso.
>> Exatamente. Então é tanto que do lado
tinha uma placa assim, eh, não pise na
grama e tava quebrada,
[risadas]
>> entendeu? Uhum.
>> Então assim, e eu não, eu entendo que é
necessário as negativos, obviamente,
>> mas eu entendo que quando foca na
virtude,
>> ela se torna agradável de
>> Exato. Foca na virtude. Não, isso eu
concordo. Agora, o problema é quando eu
foco na mera negativa, aí eu entro no
legalismo,
>> porque eu vou fazer aquilo, não pela
virtude em si, mas enfim, pra por ou por
orgulho ou por, enfim, alguma coisa
assim,
>> por um senso de pertencimento, que era
justamente aquilo que tava na mitalidade
dos judeus da época, Jesus Cristo. Eh, e
e eu em uma implicação até mesmo eh na
verdade em um em um contexto em que eu
vivi eh e o contexto brasileiro geral,
muita gente vai se identificar comigo.
Quando eu era jovem, adolescente, as
implicações negativas, né, as
implicações das negativas ou dos
imperativos negativos, eh, elas sempre
pesaram muito para mim, ao ponto de isso
muitas vezes, eh, eh, causar uma deblina
à frente de quem Deus realmente era, né?
Então, era muito comum determinadas
pregações que tinham um grande teor
legalista
me impedir de ver quem Deus de fato era
e de e com isso eh impedir ver a
regência de Deus.
Então, a às vezes eu entrava em
determinadas furadas no sentido de
pecado mesmo, porque para mim não havia
sentido, porque não havia sido me
apresentado a questão da nova criação,
da nova humanidade, da união com Cristo,
dessa ancoragem em Cristo Jesus. E por
isso não ser me ser apresentado, a
negativa tinha um aspecto de prazer em
se rebelar.
em transpassar isso, em falar: "Não, não
é isso não, não é isso não". Na verdade,
havia todo um cuidado desses líderes em
tentar evitar que eu caminhasse por
determinados eh caminhos assim, mas por
conta da falta de sabedoria de Tata em
mostrar que isso na verdade era primeiro
fruto dessa nova criação, eu muitas
vezes deixei de ver a mão de Deus ou
deixei de ver enxergar Deus nessas
negativas. E por que eu faço falo isso,
né? É porque a nossa sociedade é uma
sociedade que gosta muito de falar do
não sem dar o o porquê por por conta de
todo um um uma história de punitivismo,
uma história de escravidão. A gente deve
trazer isso para para ler o Brasil, o
brasileiro e o brasileiro evangélico,
porque ele carrega isso nos seus traços
e o não pelo não. o que Jesus faz e o
que que ele conserva na memória do
Porque não não é resposta. Exato. Mas o
que Jesus faz e conserva isso na memória
dessas comunidades eh cristãs eh é
trabalhar pelo inverso e pelo mais
demorado,
pela afeição, pelo amor. Quando nós
falamos de ética e ética no reino é amor
a um rei já estabelecido. Quando nós
falamos de ética e ética para com o
outro, ética para com a igreja, ética no
mundo, nós não estamos falando do que
nós deixamos de fazer, mas daquilo que
fazemos por amor.
>> Uhum.
>> E essa é uma das coisas que me foi
subtraída durante toda a adolescência.
Ninguém nunca veio e perguntou. Depois,
posteriormente, no estudo da teologia,
encontrando pastores que tinham esse
tipo de tato, que eu fui sendo ah eh
ensinado
na forma de, por que a gente focou aqui
mais nas implicações positivas, porque a
negativa é é quase que batata você cair
em um legalismo, porque você passa tanto
tempo falando sobre a negativa e esquece
no que essa negativa está ancorada, que
é a pessoa de Cristo Jesus.
>> Uhum. Quando falamos de ética, nós
estamos falando de amor. Nós estamos
falando da maior manifestação que o
próprio Jesus, eu tô mudando, jogando
para ele, está manifestando inclusive
para esses que o resumo da lei em última
análise é se resume em amar a Deus e o
próximo.
>> Exato.
>> Eh, a a a Torá, se a gente percebe que
tinha muitas negativas, né? Uhum.
>> Não matarás, não isso, não aquilo. Por
isso que eu acho assim
>> que não é que não existia ali virtude,
porque a o resumo da lei vem de lá, né?
>> Exato. Exato.
>> Só que a dinâmica e a vivência da lei
entre o povo é que tinha que focar pela
realidade histórica deles redentiva
naquele momento, né?
>> Uhum.
>> Na negativa.
>> Uhum.
>> Eh, o sistema levítico tava ali, tinha
coisa albara, coisa ali, uma coisa que
reunisse e mantesse o povo ali.
>> Uhum. Uhum. Só que quando a gente chega
no novo testamento, é como eu disse, tem
as negativas, mas agora a virtude é como
se tivesse só botando a plaquinha assim.
Pera aí. Primeiro essa aqui, depois a
gente tá. É por isso que Jesus, ele no
sermão do monte ele vai falar ali sobre
eh adultério, sobre divórcio, sobre
homicídio, sobre juramento
e sobre o resumo da lei, né? Ele vai
falar essa ideia. E a gente percebe, por
que que ele escolheu essas leis?
Porque envolve o próximo. Uhum.
>> E envolve virtudes aí
do do adultério, do homicídio. O cara
que chega esse Você tava lendo a notícia
daí, né? Recente.
>> Tem nove tópics aqui. A gente tava
lendo.
>> Absurda as implicações dessa notícia que
por que a pessoa matava, a gente nem
sabe tanto. Ou seja, porque tudo isso
envolvia um virtudes, não, vícios, né?
Isso.
>> Uhum. E aí a lei de Cristo vem, o
Espírito Santo vem e trata na gente
essas virtudes. Primeiro,
>> eu costumo dizer o seguinte: tudo aquilo
que você é com Jesus, vai ser mais fácil
você ser com o próximo.
>> Uhum.
>> Então, por exemplo, ah, falta amor com o
irmão,
>> a minha
>> alimenta mais teu amor com Jesus, assim.
>> Uhum.
>> Ah, falta, sei lá, alegria com o irmão,
alimenta mais tua alegria com Jesus. É,
não tô dizendo que é fácil, tal, mas eu
tô dizendo que quando Jesus se coloca
como o legislador do reino, ele tá
dizendo: "É porque eu tenho as virtudes
que você precisa."
>> Não é porque vai ser fácil.
>> É por isso que ele é o caminho, né?
>> Ele é o caminho. E a gente só consegue
cumprir a lei na força do espírito, né?
No poder do espírito. Não é uma coisa
que naturalmente a gente consegue.
>> O fruto é do espírito.
>> O fruto é do espírito em nós, né? E
obviamente que não são coisas simples e
fáceis. Mas a gente precisa lembrar do
que João Batista falou. Eu batizo com
água, mas virá aquele que batizará com
quê?
>> Com o espírito.
>> Então, a a as virtudes elas saem dele e
a e são controladas e geradas no povo de
Deus nele, independentemente da idade.
>> E é muito legal que Jesus ele também ele
vai um pouco mais na raiz, assim, por
exemplo, eh, na lei você, só se você
fosse pego em adultério, você sofreria
uma pena. Uhum.
>> Jesus falou assim: "Cara, antes mesmo de
você fazer, você já olhar, já tem um
problema". Então ele já vai um pouco
mais até na raiz do problema, entendeu?
Tipo assim, olha, é uma coisa muito
interna e a gente e eu posso, né, e
trabalhar aí dentro por meio do Espírito
Santo em nós. Então, não é só o
adultério em si, né? Mas, cara, você
pensar já é uma coisa mais complicada.
Outra coisa, não é só matar o irmão,
mano. Você xingar o cara de tolo ou de
raca, né?
assim já é complicadíssimo. Por porque
fere a comunhão, né?
Não é só a regência social, mas é
regência do dos corações.
>> Exato. É, não é algo externo, né? Então
assim, por isso que em última análise a
lei de Cristo, se a gente for pensar de
maneira eh legalista de não faça isso,
não faça aquilo, é muito mais difícil
que a de Moisés. Jesus, Jesus diz assim:
"Eh, se o teu braço esquerdo te faz
pecar, arranca fora, porque é melhor
você entrar no inferno sem ele do que,
enfim,
>> é, não é melhor você entrar no céu sem
ele, né?" É
>> isso. Por que que Jesus tá dizendo isso?
Jesus não tá dizendo a solução é a Jesus
tá dizendo, cara, se o problema fosse
resolvido somente arrancando o braço,
olha quão fácil seria.
>> Exato.
>> Mas não é tão fácil.
>> Os eunucos, por exemplo,
>> é, é, [risadas]
>> é. Se o teu olho esquerdo te fazcar, faz
o seguinte, arranca nele, porque tu vai
entrar. Ora, qualquer legalista louco, e
a gente vê isso em religião, sim, sim.
>> Agora eu vou entrar no céu. Só que
Jesus, na verdade, ali tá dizendo assim
que a galera que você falou, né? O
sermão do monte tá apontando um problema
mais profundo,
>> dizendo: "Não é esse o problema e nunca
vai ser isso.
>> O problema são os vícios do coração
>> que que te levam a esses vícios. E aí eu
tô lembrando que você falou que tem
coisas no evangelho que a gente fica
assim, mano, que loucura é essa? Aí vem
o Espírito Santo e troca o meu coração
para
>> é
>> tá tá me tratando com os meus vícios. Eu
fico pensando assim, e tem fruto chamado
do espírito, cara. Que isso?
>> Exato. Não é aquilo que a gente falou
num numas aulas anteriores, né? Tem tem
umas umas declarações da Bíblia sobre o
povo de Deus.
>> Uhum. Sim. que são profundas demais,
assim que eu fico me perguntando, mano,
eu vivo isso assim, tipo, eu entendo a
profundidade disso, de me revestir do
novo homem, de ser cheio do espírito?
Porque para, né, agora a gente vem um
pouco de Paulo aqui, mas, né, essa ideia
da do Espírito Santo no crente para
Paulo, cara, é algo muito escatológico,
é a presença da eternidade mesmo, é o
selo, é a garantia, entende? De um novo
tempo mesmo, que
>> é tudo muito gigantesco, gigantesco,
entendeu? Porque como é que se aplica em
mim? Moro em Joinville, mora lá em
Guarulhos, mora sei lá onde mora em São
Paulo e tal, se esconde na bate caverna,
né? Então assim, velho, é é são coisas
muito grandiosas, entendeu? E e
poderosas demais,
>> não? Que lei de Cristo é essa que ela
não tá mais observando o que acontece
externamente, mas o que acontece
internamente transforma aqueles que
fazem parte do reino? Exato. Exato.
>> Ah, eu acho que parte da teologia, parte
do que é ser um teólogo é é ter o
fascínio por aquilo que tá diante de
você, certo?
>> Muito bom. Muito bom. Vislumbre, né?
>> Muito bom. Gente, dúvidas? Você tem
dúvidas sobre a ética do reino? Deixa
aqui nos comentários que a gente pode
voltar depois aí numa live e responder
algumas das suas dúvidas ou melhor
dúvidas de outros programas que talvez
você tenha deixado e tal sobre o reino
de Deus nessa semana teológica. você
pode deixar aqui nos comentários, tá
bom? Voltamos amanhã com nesse mesmo
horário falando sobre interpretações
equivocadas do reino. Então vem aqui já
passa para as pessoas também já tem o
link da aula de amanhã aqui na descrição
deste episódio. Então deixa eu explicar
para vocês o que tá acontecendo na
escola Bibotalco de Teologia. Você não
sabe, você não conhece nossa escola? É
uma escola 100% online que tem
professores e professoras que amam a
igreja, amam a Jesus, amam a teologia, a
tradição da igreja e que ensina de forma
clara, de forma transparente numa
linguagem acessível, ao mesmo tempo
profunda, os princípios da teologia de
várias disciplinas teológicas. Você vai
ter lá matérias comigo, com o Cacau
Marques, com o Guilherme Nunes, com o
Luiz, ah, com o Erlan, com o André H.
Tem um monte de gente boa, Paulo, enfim,
gente, uma imensidade. Cíntia Muniz, uma
galera de gente boa, até não tô citando
todo mundo aqui, tá? Tem muita matéria
legal na EBT. São mais de 180 horas de
conteúdo que você tem acesso ao adquirir
qualquer um dos nossos planos. E se
liga, nós estamos fazendo 4 anos de
existência. Há 4 anos que nós estamos
produzindo teologia numa linguagem
acessível para você aprender mais sobre
esse rico universo que é a teologia.
Então, olha só, galera, a gente tá dando
40% de desconto no nosso plano anual.
Sim, o nosso plano anual ele é incrível,
ele tem diferenças em relação ao plano
mensal, tem mais coisas e a gente tá
dando 40% de desconto. Basta você
aplicar esse cupom aqui, ó, Aniver 40.
Selecionou o plano anual, aplicou o
cupom, vai vir esse desconto para você.
Mas é o seguinte, pela primeira vez na
história da IBT, vamos dar descontos no
plano mensal. Sim, 20% de desconto no
plano mensal basta por 6 meses, tá bom?
Por 6 meses. Por 6 meses você tem 20% de
desconto. Basta aplicar aqui a Ner 20 e
você vai ter esse desconto. Tem mais
detalhes aqui na descrição desse vídeo,
desse podcast, se você tiver só ouvindo,
tá bom? em bibotalco.com ou aqui no
YouTube. Sério, gente, vem estudar
Bíblia e teologia com a gente. 4 anos,
ó, sobre o plano anual, vem paraa nossa
turma 06. Vai ter um grupo no WhatsApp
exclusivo para vocês, vai ter monitor,
vai ter clube de leitura, aulas ao vivo
a cada 15 dias. Sério, vem estudar
bíblia e teologia. E detalhe, você vai
passar porque quando você entra no no na
nossa plataforma de ensino, você tem
acesso a tudo que nós já produzimos. E
se você escolheu o plano anual, por
exemplo, ou seja, até fevereiro de 2027,
você vai ter acesso a tudo que nós vamos
postar. O plano mensal é o seguinte:
enquanto você paga, você tem acesso. O
plano anual você pagou, você vai ter
acesso a tudo que nós vamos postar em
2026. Então, sério, gente, assim, e o
valor, gente, na moral, por tudo que a
gente já tá oferecendo, tá um valor
excelente, tá? E ainda mais que vai vir
mais pelo menos mais uns quatro módulos
ainda esse ano. Sério, só vem e você vai
amar estudar bíbl e teologia com a
gente. Tudo aqui na descrição dessa
aula, tá bom? E voltamos amanhã, se Deus
quiser e assim permitir.

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