A FICÇÃO CRISTÃ NO BRASIL
19/03/2026
Vamos conversar com três autoras nacionais sobre o cenário da ficção cristã no Brasil.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
เฮ [música] >> [música] [música] >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC, mais uma live aqui no canal do Bibotal. Eu sou o seu host Rodrigo Bibo de Aquino e pela segunda vez no dia estou aqui com vocês numa live, tá bom? Espero que vocês espalhem essa live por aqui porque dificilmente o YouTube vai entregar essa live. Então eu conto com as 17 pessoas aqui, os 17 guerreiros, tá bom? as 17 guerreiras que estão aqui nessa live vão pegar esse link, vão mandar a galera ficção cristã, vem lá, manda para todo mundo, manda pra galera e tal, porque é um papo muito legal de um cenário muito bacana que está se desenrolando aqui no Brasil. E hoje eu tô com três autoras aqui para bater esse papo. Quero chamar a primeira delas agora aqui, sem delongas, quero chamar Sara Guzela ao palco. Seja muito bem-vinda, Sara. Você está ao vivo. >> E aí pessoal, vocês estão me ouvindo? >> Estamos. Você está ao vivo? Tá ao vivo. >> Ai, não. Pera aí, você tá sem fone. Você tá sem fone? >> Tenta botar um fone, Sara, que senão eu vou ficar me ouvindo. >> Vou ficar me ouvindo, >> entendeu? >> Ó, tá. Vai voltando agora. Tá, agora não tô me ouvindo. Isso é ótimo, porque eu me ouvi. É um problema seríssimo. Odeio me ouvir. Agora está tudo certo. >> Tá me ouvindo? >> Estamos ouvindo. Sara, galera, você que tá ao vivo aqui com a gente, vê como é que tá o áudio, se você tá me ouvindo bem, se você tá ouvindo a Sara, se está tudo certo. Sara, seja muito bem-vinda a essa live aqui para falarmos sobre parábolas modernas, a ficção cristã no Brasil. dê um oi paraa nossa audiência >> agora. Foi >> tudo certo, só falar com a gente. >> Ai, que bom, que bom. Eu tô tendo dificuldade, gente, a gente faz ao vivo mesmo, né? Eu tô tendo dificuldade de te ouvir e eu não sei porquê. >> Sério? Ai, ai, ai. Tá, então eu vou tô >> fazendo uma leitura labial aqui, ó. >> Dá uma Ai, ok, então tá. Eu vou mandar no chat aqui. É, ô, ô, Beck, escreve no chat aqui pra Sara ou no WhatsApp dela. É, Sara, veja as configurações aqui no Streamyard, no botãozinho do microfone, tá? Às vezes é ali que ela vai. Tá me ouvindo agora, Sara? Não tá. Agora eu não tô te ouvindo. >> Agora eu não tô te ouvindo. >> É, quando fica assim, Sara, tu me ouve. Só que aí o meu áudio sai no teu computador no teu computador e aí fica essa loucura. Fica essa loucura. Eu vou remover a Sara, daqui a pouco ela volta. Vamos aqui agora com Beca MKen. Uau! Chega aí, Beca, você está ao vivo. O susto, o susto da galera. >> Oi, pessoal, tudo bem? Boa tarde. Prazer estar aqui. >> Que bom, Beca, obrigado. Obrigado pela sua presença. Daqui a pouco a Beca vai se apresentar, tá bom? Eh, Sara, dá uma olhadinha nas configurações aqui do teu Streamyard mesmo, tá bom? Agora que acho que você tá ouvindo, tá? Você tem a configuração do microfone e também do seu fone. Você pode mexer aqui mesmo nessa telinha que abriu no seu computador. Beleza? Vou chamar a Camila. Camila, se prepara. Vocês vão ficarem com cara de assustada na hora de entrar. Camila Antunes, seja bem-vinda aqui à nossa live sobre ficção cristã. Tudo bem, Cami? >> Oi. Oi. Boa tarde. Tudo bem? Um prazer tá aqui também. >> Que bom, gente. A Sara caiu agora. Orem por ela, tá bom? Porque senão a gente vai ficar sem eh o verão, sem quais são as estações. É o verão. Mais um inverno com a Camila. >> É, só tem inverno por enquanto. [risadas] >> O inverno carioca. >> Exato. Muito bom. Muito bom. A Sara, ela está aqui. Daqui a pouco ela chega. Vamos ver, Sara. Vamos tentar agora, Sara. E aí? >> Agora eu tô ouvindo vocês. >> Que bom. E a gente tá te ouvindo. >> É, agora ficou bom. >> Agora sensacional. Vai. Agora [risadas] deu tudo certo, graças aos deuses da tecnologia. Glória a Deus. Tá tudo certo agora. Vamos lá então. Ô gente, vamos lá. Essa aqui são autoras de ficção cristã do Brasil. Elas vão começar se apresentando um pouco para você que não conhece. Sara, por gentileza, faça aí um breve perfil Sara Guzela por Sara Guzela. [risadas] >> Meu Deus. Eh, pessoal, boa tarde, né? Uma alegria grande estar aqui. Eu sou escritora de ficção cristã. Tem aqui os meus livros. Eu escrevo ficção científica e fantasia. Estou escrevendo aí minha série de quatro títulos e eu escrevo desde nova. E entrando aí nesse mundo da ficção cristã, eu criei também uma feira do gênero que é a FEFIC, que é a feira de ficção cristã e cultura. Então, hoje eu trabalho aí 100% na ficção cristã, tanto escrevendo quanto produzindo também, né, o evento e todos os braços, encontros e retiro que vem desse projeto. >> Muito agora sim, Sara, eu não vou perguntar a tua idade porque se criou uma cultura que eu acho nada a ver essa cultura que não se pergunta idade das pessoas, principalmente de mulheres. Eu acho nada a ver, eu pergunto mesmo. Mas que tu fala assim, eu escrevo desde nova, a gente fica pensando meu, quantos anos tem a Sara? Porque ela parece que tem 12, né? [risadas] >> Então assim, eu escrevo desde nova, tipo, né? Olha só, olha só. >> Eu não tenho 12 há muito tempo. Tô com 27 anos. >> Olha, >> mas Uhum. Comecei passa essa skinc aí. Passa essa aqui. >> Pois é, né? Olha aí. >> Olha aí. [risadas] Que isso? Acho que é Minas, hein. Acho que são os árees de Minas. Eu acho que é o queijo. Uhum. É o queijo. Claro. >> E eu escrevo desde os 12, 13, assim, de rascunhos, poemas e com a ficção cristal comecei em 2020. Então temos aí se anos. >> Só olha fruto da pandemia, hein? Olha aí. Trancada em casa. >> Tá aí querendo sair. É. Aí, ó. Nasceu. >> Beca, já que você tá do lado da Sara aqui na minha tela, fala para nós um pouquinho quem é você. O seu nome é Rebeca? Eu f sempre fiquei curioso assim. Ou Rebeca mesmo. >> É Rebeca. É Rebeca. Eu eu adoto Beca Mckenzie porque eh Mcken é um nome muito >> é um nome muito forte e aí se eu ficasse Rebeca é um nome muito forte e se ficasse Rebeca Maquenz ia ficar uma coisa muito ou poderosa. [risadas] >> Não. E aí eu queria um nome simpático assim para quebrar um pouco do peso do Mcken. >> Muito bom. Mas é um bom nome artístico também, né? Beca Mckenzie. É um bom nome artístico. >> Obrigada. Pode traduzir já os seus livros pro inglês que o nome tá tipo agora traduz Camila Antunes lá no no inglês, né? >> Não dá fica o Sara Guzela até acho que passa um pouco batido assim. A Rodrigo, né? Rodrigo Bibo não dá. >> Eu tenho, eu eu tenho dois testemunhos em relação a essas duas aí dos nomes e gringos delas. Um é que a Beca só vive na na nas prateleiras de livros estrangeiros, nas livrarias, né? Ah, >> vocês estão travando para mim, então não tô vendo reações. >> Eu sempre [risadas] vejo a Beca em prateleira de livro estrangeiro e a Sara. Quando a gente saiu uma vez numa matéria falando sobre ficção cristã, lembro se foi na Bienal, uma matéria que foi a inclusive a a Leonora da Thomas que falou da gente lá e aí todo mundo falou: "Nossa, Camila, que legal você do lado lá daquela autora estrangeira, né?" [risadas] Falei: "Não, acredito >> estrangeira de Minas Gerais". Sara, mas é ótimo porque a gente tem no Brasil muita gente que só compra livro estrangeiro, inclusive uma uma cultura que a gente precisa mudar aí. >> Olha, as meninas acabam tendo essa vantagem, né, [risadas] nas livrarias. Então eu >> eu confesso que foi de propósito, porque eh eu sou formada em administração. Eu entrei na faculdade eh em 2012, eu acho. Ai não lembro, apagou da minha memória. Mas eh eu lembro que quando eu come eu virei escritora depois que eu entrei na faculdade, de verdade, porque antes eu eu já escrevia, mas eh eu não era de fato escritora. E ali na faculdade que eu decidi que eu queria ser escritora e que eu poderia ser, eu descobri que eu que dava para ser escritor. Não, você não precisava, você não é um semideus que nasce escrevendo, igual eu achava que os escritores eram. >> E aí foi lá na na faculdade de administração que eu percebi assim, eu acho que vai demorar um pouquinho para ganhar dinheiro como escritora. Já, né? Tive essa sacada. E aí eu pensei, eu quero uma uma carreira internacional, porque não sei se você sabe, Vivo, mas publicar um livro por editora nunca foi o meu sonho. Era só o primeiro degrau. Literalmente o meu maior sonho é um parque na Disney. Então, [risadas] >> pera aí, pera aí. Tu, tu quer ir pra Disney ou quer abrir um parque igual da Disney? >> Não, eu quero que o meu livro tenha um parque na Disney. [risadas] >> Caramba. Olha, realmente, gente, tu já leu meu livro Deus que Destrói sonhos? Não, acho que eu acho que eu ten >> Não lê, não lê, não lê que eu acho que vai tirar, vai quebrar um pouco. Caramba, olha, mas ol, >> eu sei [risadas] que fui muito sonhadora e aí eu pensei, bom, se eu quero chegar no mercado estrangeiro, eu quero ser uma uma eu quero ter uma carreira internacional, então eu já vou adotar um pseudônimo estrangeiro, porque, por exemplo, quando a Jake Rowing foi adotar o pseudônimo dela, ela sabia que existia um preconceito contra mulheres na fantasia, então ela escondeu o primeiro nome dela. E eu sei que lá fora existe um certo preconceito com autores estrangeiros, talvez principalmente latinos. E aqui no Brasil tem preconceito com autor nacional. Então você mato dois com ele com uma cajadada só. >> Boa. E essa minha estratégia >> é muito >> pr conhecido antes, Bee. >> Pois [risadas] é. Olha aí. Olha aí como é que seria o teu. Mas pera aí, pera aí. Agora, ô Beca, não é bem um pseudônimo, né? Porque Macken é o teu sobrenome mesmo, né? Ou tu inventou maquenz, tipo Jimmy Fox. Ah, [risadas] no. Que que é isso? Revelações. Isso aqui tá virando outra coisa. Isso aqui tá virando outra coisa. Isso aqui, mano. Tu inventou o Menzi do Neid assim, >> parabéns. Não, >> é porque Menzi tem começa com M, que é o início do meu sobrenome verdadeiro. Então eu queria fazer essa essa brincadeira >> para Cara, eu descobri essa semana que o aquele ator Jimmy Fox, né, o Jamie Fox ganhou Ócar, tudo. O nome dele é é tipo é Zezé de Camargo Luciano. O nome dele é completamente [risadas] outra coisa, tá ligado? >> O nome dele é completamente coisa. >> Fernanda Montenegro também não chama Fernanda Montenegro, nem Fernando, nem Montenegro. Sério? Meu Deus do céu, gente. [risadas] Anita chama Larissa. >> É, pois é. É, imagina dando uns exemplos tão legal, né, Beca? Aí tu vem com a Anita aí. Não, aí [risadas] não, não. Mas brincadeiras à parte, tipo, mano, é muito louco isso, né? Beca Maquenz, ela criou o nome, mas eu acho isso legal, gente. Não é pecado antes que alguém venha falar, não tem nada a ver, tá? É nome artístico, tá tudo certo, tá tudo dentro, tá? A Camila lamenta profundamente por não ter conhecido a Beca anteriormente, [risadas] né? Mas, ô Beca, antes de eu passar pra Camila, eh, fala aí dos livros que você já tem lançado e quando você começou, acho que eu não prestei atenção direito quando você começou. É, então eles me acompanham basicamente a minha vida inteira. Esses dois aqui eu levei quase uma década para escrever a as duas histórias. Eu tive a ideia deles em 2015. E aí, eh, eu tenha quantos anos em 2015? Porque a Sara falou a idade, eu vou pegar a idade de todo mundo aqui agora. Tu tem quantos anos agora? 32. 32. >> Ah, tá. Diminui 10 anos. Tinha 22 ou 23, 20, 21 por aí. >> Eu acho que tinha, eu acho que eu tinha por entre. E aí, eh, foi, eu tive a ideia, né, detalhe, eu tive a ideia dos dois livros. Eu achei a personagem me vendeu como uma história só, eu caí no golpe e aí eu falei: "Tá bom, vou escrever sua história". E aí surgiu esse essa história gigantesca. E mas foi, eu tive a ideia dos dois livros lá em 2015. Eu terminei o primeiro rascunho desse livro em 2020. E era um rascunho horrível, gente. Mas foi eh 5 anos só para escrever o primeiro. Era assim, Camila, você reescreveu em todos os sentidos. Você vai dizer que em todos os Era pior. [risadas] >> Não era ruim. Olha só, era um um livro horrível que tinha milhões. Quantos milhões de leituras no pad? >> Sim. 1 milhão. >> Então, por favor, né, cara? Eu i aí, >> ó, depois a gente vai falar sobre isso aí, porque tem uma galera que às vezes quer lançar livro por editora, o que é uma coisa muito boa, ainda mais se for, né, Thomas Elson Brasil, mas, mano, vocês tiveram um começo antes, né, e eu acho que é muito legal a gente falar, a gente vai falar sobre isso depois, né, porque a galera já quer ser lançada por editora e tem um um tem um caminho para andar ainda, né? Muito legal. Camila Antunes, fala para nós um pouquinho. Já começa com a sua idade. Já queremos saber a sua idade agora. Pronto. [risadas] >> Eu tenho 36 anos, gente. Sou a mais velha daqui >> Olha, respeita, respeita as meninas. É a mais velha de todas. >> É, eram isso aí. [risadas] Quando eu conheci a Beca no Pad, a Beca já era super famosa, né? Então, ela tinha lá um monte seguidor e eu era uma delas. Mas aí ela às vezes postava uns desabafos e eu ficava dando conselhos para ela porque eu achava que ela tinha uns 14 anos, [risadas] mas ela já era mais de idade e eu me achava assim adulta aconselhando ela. Muito engraçado. >> Até eu descobri que ela era adulta também. >> Pela qualidade pela qualidade do desabafo. Tu achava deve ser um adolescente? Às vezes tem isso também, né? Tem muito adulto que na hora de desabafar vira. É, olha aí, ó. Acontece. [risadas] >> Eh, eu sou autora de romances. Eu tenho esses dois livros publicados pela Tomás Nelson hoje, né, que é mil passos. Pera aí, eu tô confusa com esse espelho, gente. Me deixa levar. [risadas] >> E o mil Passos ao Sul, né? São dois romances contemporâneos. Mas eu comecei lá atrás escrevendo uma distopia romântica. Então depois eu me encontrei na comédia romântica. >> Você leu? É, você leu verdade volume? E aí depois eu me encontrei na na comédia romântica e descobri minha grande paixão e que a minha grande paixão era escrever romances contemporâos. Mas eu tenho um livro infantil também publicado pela Thomas e agora no final desse mês tá vindo o próximo. >> É uma casa para o criador. É uma releitura de uma fábula nordestina que meu pai me contava quando eu era criança. >> Legal. Que da hora. E o próximo que tá vindo agora é é nessa vibe romance contemporâneo ou infantil? >> Não, é um romance contemporâneo também. O que tá vindo agora é foi um livro que eu publiquei no pad em todos os sentidos. Foi um dos primeiros livros que eu escrevi. Ele tem mais ele na verdade ele faz 10 anos agora em 2026. >> E tá sendo super especial porque esse livro assim ele foi muito importante para mim, sabe? Até o deix até eu escrever o Deixa Nevali, ele foi meu livro mais lido, então ele teve muitos leitores nessa versão >> independente, né? E a gente, eu achei, ele quase foi publicado algumas vezes, ele quase passou por vários quases na vida >> e eu sinto hoje assim que não era a hora dele. Então agradeço inclusive o meu meu agradecimento, os agradecimentos do meu livro começam com um agradecimento a Deus por não ter permitido que ele fosse publicado antes e agora eu acho que a versão >> que deveria sair legal, legal. Gente, eu vou pular um pouco aqui a nossa pauta, todas vocês apresentadas, show de bola. Vou deixar o nomezinho de vocês aqui ainda pra galera ir se adaptando. Ah, eu quero saber o que que é essa plataforma aí que vocês já se conheciam lá, já leram um livro da outra lá. O que que é esse rolê? Eh, eu não sei o Watchpad, eu não sei se eu entendi certo. >> O que que é essa plataforma Watchpad? O que que é essa plataforma que vocês já publicaram lá? A Beca já tinha 1 milhão de leituras lá. Que que é isso? Tipo, gente, é muita coisa, né? É muita coisa. Quem é que pode me contar um pouquinho dessa plataforma aí, por gentileza? >> A Beca pode contar, porque ela é exper. [risadas] >> É, eu o Watchpad ele teve o auge dele ali entre 2014 e 2016, que ele começou a crescer muito no aqui no Brasil. E eu tive a grande assim sorte, eh, boa sorte de criar uma conta justo quando ele tava começando a crescer. Então eu cresci junto. >> A a Camila, a Mima, eu acho, Sara, você chegou a publicar no pad? Eu acho que não. >> Não, eu era só leitora. >> Certa. >> Era uma plata. Então uma plataforma que a galera entrava lá para publicar os seus contos, suas histórias. Geralzão, não é, não é, não tem nada a ver com crente, é tipo plataforma. Não, não, não, não. >> De tudo, >> né? De tudo que você imaginar. E aí, eh, [risadas] e, e assim, eh, foi é uma era uma plataforma onde você publicava de graça e você lia de graça. E aí você pode pensar, então, qual o sentido, né? O sentido é você formar uma comunidade. E eu tenho leitores que até hoje me seguem lá dopad e são leitores assim fiéis. Então, foi muito importante assim para construir essa base. E foi muito interessante você perguntar se era uma coisa cristã, não, porque não era cristão. Inclusive quando eu publicava o notpédio eu não escrevia ficção cristã e eu não tinha intenção nenhuma de escrever ficção cristã porque eu tinha uma ideia errada do que que era ficção cristã. Eu sou filha de pastor. Eu sou filha de pastor. E o meu pai ele falava, né, tudo que vocês fizerem façam para a glória de Deus, tá certo? Não tá errado. E ele falava que eu tinha que evangelizar as pessoas através dos meus livros e que eu tinha que pregar o plano da salvação. Então, eu não queria fazer isso, eu só queria escrever histórias. Então, eh, por muito tempo eu tive essa aversão à ficção cristã, entre aspas, porque a ficção cristã não é isso, não é uma pregação disfaçada de história. E por muito tempo eu tive essa aversão justamente porque eu tinha uma ideia, um um conceito errado do que que é ficção cristã. Então, eu demorei até migrar assim, até entre aspas converter as minhas histórias. Eu eu e enquanto eu não escrevia a ficção cristã, eu cheguei a passar inclusive por alguns dilemas. Sem brincadeira, eu cheguei a pensar, se o meu personagem morrer, ele vai pro inferno. E eu fiquei triste com isso. Então assim, eh, era um um existiam dilemas. Eu queria eh colocar a minha fé na história, mas eu não sabia como e ao mesmo tempo eu achava que se eu fizesse isso eu não seria aceita no mercado, porque naquela época ninguém publicava ficção cristã. Então era um cenário bem complicado, >> cara. Então tá, eu acho que a gente tem que voltar nesse tema que você tá levantando aí, Beca, sobre ficção cristã. O que é? Acho que a gente tem que ser a minha próxima pergunta, tá? Então, o que que é ficção cristã? Tem que ser a minha próxima pergunta. Mas só para fechar o assunto do do Watchpad, Camila caiu, acho que apertou num botão ali ou no em algum em algum cabo. Voltou, voltou, voltou. >> É, ou às vezes é, voltou, voltou. Mas vamos lá. Então, esse Watchpad aí, ele existe ainda hoje? A galera publica lá ou a galera migrou pro Kindle agora e publica pela Amazon? como é que como é que tá essa essa plataforma? Por que que eu tô levantando esse assunto? Porque às vezes é o caminho para alguma pessoa, né? Pessoal fica lá editora, editora, editora e não é assim, né, galera? Tipo, não é assim, né? Claro que às vezes tem produt acho que eu não sei se a Sara e a Camila tem, eu sei que a Camila tem, né, uma uma >> é um meio que um caçadores de talentos assim da galera da fantasia. Acho que tu tem uma empresa assim nesse sentido, né, Camila? >> Ah, sim, sim. Eu tenho uma agência literária que liga os autores a a a gente representa a carreira dos autores, né? Trabalha no livro e faz essa apresentação, esse contato assim com as editoras. >> Agora eu não sei se vocês estão eu, Desculpa só interromper rapidinho, não sei se vocês estão me ouvindo bem porque eu tive que trocar a internet aqui porque a fala da Beca eu não escutei nada, mas tá tudo normal aqui. Não sei se eu caí. Não, você a gente tá te ouvindo, mas nitidamente tá com um pequeno delay >> e a tua imagem não tá muito boa. Mas se tu tá ouvindo a gente, eu vou falar um, fala dois. Ah, então beleza. >> Agora [risadas] agora eu acho que tá. Acho que agora vai. >> Então beleza. Mas então, então esse Watchpad aí, ele existe ainda? É um lugar legal pra gente começar a publicar ou é melhor tentar alguma coisa já pelo Kindle na Amazon? Então ele existe, depende, >> ele existe, mas eu acredito que hoje ele já não é mais a melhor plataforma assim, dependendo depende, >> depende. >> Eu acho que depende muito assim da da intenção do autor, sabe? Porque o o Watchpad ele também ele é um >> eh um um lugar para ser uma espécie de laboratório para você. Pelo menos para mim foi muito isso, sabe? Eu conheci o Watpédia assim no momento em que ele realmente estava nos seus dias áureos, né? A Peca já era super famosa lá. Nunca imaginei que eu ia ser amiga dela um dia, mas eh ele tava assim nos seus diasauros, então eh tinha muita gente consumindo ali eh histórias na plataforma, né? Mas eu acho que quando a pessoa tá começando e ela tá naquele momento que foi o momento que eh eu me encontrei, né, de você não saber por onde começar, você não sabe o que que você tá fazendo, certo ou errado, mas ter aquela história ali que você quer construir e colocar para fora, eu acho que vale a pena você utilizar o Watchpad nesse sentido. Você vai ter ali leitores betas gratuitos, né, porque as pessoas estão lendo e ela tão elas estão sendo ali um primeiro controle de qualidade da sua história, né? V dar um feedback. Inclusive, a gente que vem dopad, a gente é muito mais, a gente é muito mal acostumada com isso, porque a gente tem um feedback constante. E quando eu escrevi meu primeiro livro, Lumen, eu não escrevi ele todo e coloquei no padon, né? A Amazon é todo um processo muito mais profissional. No você vai escrevendo um capítulo na semana que vem você nem escreveu o capítulo da próxima semana ainda, o primeiro o pessoal já tá lendo. Então você tem um feedback em tempo real, sabe? Isso para mim foi indispensável, porque sem isso eu não teria terminado o meu primeiro livro, porque eu escrevi alguns capítulos, coloquei lá e depois eu entrei em colapso pensando quem eu achava que eu era para escrever um livro, por que que eu convence isso, mas as pessoas pediam por mais e aí eu tive que escrever mais e abastecer a plataforma e assim eu cheguei ao fim, né, do meu primeiro livro. Então, o A OPPED é muito bom para isso. Você quer testar, você quer ver se você consegue realmente escrever a sua história, você tem um compromisso menor, assim, lógico, né, que você vai tentar entregar isso pro leitor da melhor forma possível, mas você tem um feedback ali, né, você pode ter um feedback em tempo real, se você conseguir chegar aos leitores, você precisa também, de uma certa forma, divulgar o seu trabalho, né, fazer com que ele chegue à pessoas para que elas leiam sua história. Mas na Amazon é todo um processo, um processo mais profissional. você vai passar seu livro ali por algumas, alguns profissionais, né, por um leitor crítico, pelo menos por um revisor. >> Tem alguns critérios. Tem que entregar um livro de qualidade. Exatamente. >> Então, e então o seu livro tem que tá completo, é lógico, né? E aí você vai ter ali um livro mais >> profissional, né? Para ser vendido. Notpad você não ganha nada. Pelo menos na minha época a gente não ganhava nem um centavo com isso. [risadas] >> Agora tem eu acho que algumas recompensas lá que é >> Já pensou, Beca, Rozinho por leitor, hein? Razinho por leitor desse. Nossa, >> seria [risadas] já ia pagar mais do que a Amazon, que a Amazon paga 1 centavo por página lida. >> Não, um centavo não. 0,00 >> centavos. >> Menos de [risadas] centav centavo. >> Legal. Então fica aí, gente, ó, para você que tá pensando, pode ser. E esse lance do laboratório é muito bom mesmo. É muito bom esse lance do laboratório, porque você escreve lá, você testa, não funcionou. Eh, e pelo jeito, ó, até que nos comentários tem gente que ainda lê algumas coisas por lá e tal. Isso é legal. Mais alguém quer comentar, Sara ou Beca, sobre essa plataforma, a experiência que teve lá e tal? >> Eu acho assim que a gente tá falando de sugestão, né, pro pessoal que tá começando. Assim, eu tive um primeiro contato com a ficção cristã por lá, então o livro da Beca, o livro da Mima, da Lita, teve algumas meninas que eu conheci o gênero de ficção por lá. Mas eu acho que hoje pra pessoa que tá começando, eu indicaria a Amazon, assim, diferente das meninas, eu fui uma pessoa que comecei na Amazon com publicação independente, né, sem qualquer previsão, sem qualquer contato com a editora. Então eu também comecei ali sem ter leitores e fui aos poucos na Amazon. Então, tanto o ebook, né, eh, o KDP, o Kindle Unlimited ali, e o Watchpad, eles são muito importantes para esse para essa estação pré-editora, que é a construção de público leitor. Então, como alguém que começou na Amazon, eh, eu não senti falta de não ter começado no iPad, entendeu? Eu adquiri o meu público leitor num ritmo diferente, claro, do que quem começou nopad, mas eu senti que o processo se tornou o mesmo, assim, no final chegou no mesmo fim, né? que é o estar em uma editora e ser publicada e tudo mais. Então, eu acho que eu indicaria aí, se for pra gente deixar a dica, né, para quem tá assistindo, eh, talvez começar na Amazon mesmo, porque ela também abre portas para autores eh iniciantes. Ela tem um crio maior, mas também não é ali o mesmo nível de uma editora. E ela é um lugar muito bom para você construir um público e querendo ou não ganhar ali os seus centavos, seus centavos com isso, né? Por mais que não venha a ser tipo uma renda inicial, já é um caminho que dá para se tornar algo diferente do Watchpad. >> ProPad, eu acho que é melhor assim para quem tá realmente começando a brincar de escrever. É, é, é literalmente isso, é brincar. Você vai escrevendo capítulos, você vai postando. E eu acho que é importante essa parte, né, de você, eh, de você experimentar. Mas se você já tem um livro ou se você já tem uma certa experiência, vai fundo na Amazon, muito melhor. >> Boa, boa. Legal. Vamos lá, gente. Então, a Beca ali na fala dela falou um pouquinho desse, né, dessa ideia que ela tinha de que era ficção cristã. Ou seja, eu tenho que escrever uma história em que eu tenho que evangelizar. Então, tem tem que ter claramente ali um evangelismo muito claro e tal. E essa era a ideia de ficção cristã que ela tinha, porque até os livros que a gente tinha, né, basicamente ficção, ficções cristãs conhecida, era basicamente deixados para trás. Ah, este mundo tenebroso. >> Que mais que a gente na árnea, exato, na ár >> era basicamente o que a gente tinha assim de ficção cristã, assim, né? Claro que aquele cara que escreveu o eh este mundo tenebroso e tem outro dele que era muito bom também que meu amigo meu leu que acho que era o profeta. Se o nome do cara, qual o nome do cara? >> Maurício Zagar >> ou não? >> O Zagar já tinha, né? Mas o Zagar não é tão antigo assim, né? >> É [risadas] o doce mundo tenebroso é o Frank Perete algum perrete. Perete, enfim. É >> o Zagar não é tão antigo, mas ele veio um pouco antes da nossa geração, eu diria assim, né? já publicava já já vem publicando porque São cristã antes do >> do momento atual que a gente tá vivendo, >> careco. É que é a saga do Daniel lá, né? E a Bíblia de Gutemberg e tal. Ou seja, a primeira coisa que eu ouvi de ficção cristã, tipo, ó, uma história legal, tipo coleção vagalume para crente, tá ligado? Era, para mim foi essa sensação assim, >> exatamente. >> É uma vibe que passa. >> É, é essa vibe e tal. E realmente só tinha o Zagre na época assim, acho que até não lembro qual, acho que foi a ano Domini que lançava ele até. Acho que a primeira edição dele foi pela ANO Domini, se não me falha a memória e a minha memória depois da Covid, ela não tá tão legal assim. Mas enfim, então aí gente, então vamos lá. A Beca deu aquele, né, aquela, né, falar, eu achava que ficção cristã era isso, então eu tinha receio, por isso que eu escrevia só ficção, romance e tal. Galera, quando a gente falar aqui romance, ficção, a gente meio que tá usando como sinônimo, né? Porque um romance, ele pode ser um romance que tenha, é uma história, né? Uma coisa, uma, é uma história que a gente tá contando, né? Não é necessariamente romântico. >> Exato. A tem um homem e uma mulher que se apaixonaram. Não, romance é o gênero romance. OK. E a gente tá usando ficção e romance meio como sinônimos aqui na live. Mas vamos lá. O que que é a ficção cristã? Então, galera. Como é que vocês definem e a ficção cristã, já que ela não é essa história feita para evangelizar assim, né, digamos assim, ainda que seja, mas, né, não exatamente como a o pai da Beca fazia entender >> ela entender, né? Eu acho que ter uma visão, o legal da ficção cristã é que cada pessoa tem aí talvez a sua própria definição, né? Mas eu acho que a forma mais padrão assim do que nós entendemos eh são histórias escritas por cristãos simplesmente pelo prazer de contar histórias e pelo anseio de contar histórias, né? Porque nós como cristãos, a gente tá inserido em uma narrativa que é a narrativa da redenção. Nós somos seres históricos, então nós somos atraídos por narrativas. A gente tem esse impulso dentro de nós, assim como os não cristãos, de contar histórias, né? Então, é um cristão, é uma história escrita por um cristão de ficção no seu, no seu, eh, universo, no seu, eh, ambiente ali onde a narrativa vai acontecer, mas que carrega ali dentro valores e princípios da fé cristã. que ela é regida por uma cosmovisão cristã, onde não vai ser muitas vezes explícito, né? Dentro da ficção cristã, a gente tem a ficção cristã explícita e a implícita, mas a ideia é que o norte que guia aquela história é de alguma forma eh pautado nas verdades do evangelho, né? Então, às vezes não vai ter uma pessoa convertendo, mas vai ter uma mensagem de perdão, né? de redenção, eh, de esperança. Então é isso, assim, pelo menos a minha perspectiva, né? >> Eu tenho uma visão muito parecida com a Sara nesse sentido, assim, eu acho que a ficção, o cenário que a gente tem hoje de ficção cristã, entende a ficção cristã dessa forma, sabe? Como uma ficção escrita por um cristão. Bom, arte feita por cristão, né? E eu acho que toda a arte ela, de certa forma ela vai transbordar, seja qual for, ela vai transbordar a visão de mundo do artista, né? E olha que eu tenho certa propriedade para falar isso, porque eu sou de uma família de artistas, né? Meu pai é artista, meu avô é artista e e não como hobby, como a profissão, sustento exclusivo da nossa família, sempre foi arte. E às vezes eu vejo assim muitos cristãos eh no Brasil, né? eh colocando essa essa eh errada opinião de que o cristão, o a arte não pode servir para falar, para aprontar para Cristo, para falar de Jesus, né? Enquanto a ficção cristã ela é eh nada mais do que arte pura, transmitindo os valores do artista. E toda arte faz isso, seja qual for o valor do artista, seja qual for a cosmovisão do artista, né? A visão de mundo do artista. Então eu vejo a a ficção cristã assim muito como uma questão de de visão de mundo mesmo, seja qual for, porque o livro pode falar de Deus explicitamente e não ser uma ficção cristã e pode não falar de Deus em modo nenhum de de em momento nenhum e ser uma ficção cristã. A gente tem Nárnia como exemplo, né? A gente tem ali Deus representado pela Jesus, né? Representado pela figura de Ason. A gente não fala explicitamente em momento nenhum no no texto, quer dizer, mais ou menos, né? C Luiz não diz, esse aqui é Jesus Cristo. >> Diz mais ou menos em uma das crônicas. [risadas] >> Ele deixa tudo entendendido ali dentro de uma em uma das crônicas. Mas a gente tem um livros, por exemplo, que tem personagens cristãos. Eu vou dar um exemplo aqui de um livro que não é ficção cristã e tem personagem cristão, que é um amor para recordar do Nicolas Espars, por exemplo. Então, acho que não é uma questão de ter o eh cristãos na história e sim de ter um autor cristão fazendo sua arte ali. >> Pera aí. Um amor para recordar que deu origem ao filme lá. >> Sim, >> da menina. >> Ah, é dele. Olha só. É, ela é ela é bem crente, né? A personagem é bem crente. Aliás, o filme é bem crente, né? O cara fica crente também depois se endireita na vida. >> Sim, sim. É, é esses livros foi uma história dedicada à irmã dele, se eu não me engano. Eu não li esse livro porque eu nunca fui uma leitora do do Nicolas Espar, não sou fã nem hater, simplesmente nunca fui leitora dele. Mas eu gostei muito desse filme. Inclusive eu conheci ele na minha adolescência na igreja. Fui, foi uma indicação na igreja que eu resira do música de casamento tinha essa a música a música tema. >> Sim, é verdade. Da da >> Então assim, mas não é um livro quando me perguntam isso frequentemente, por isso que eu usei o exemplo do Noss Farx, porque como autora de romance e romântico, né, eu sou eh frequentemente perguntada a respeito desse livro como uma ficção cristã. E eu não vejo como uma ficção cristã porque o autor não é não é uma pessoa que tem uma visão cristã >> de mundo assim, certo? Uhum. >> Isso. >> Ó, a M tá dizendo que a irmã dele era crente. A irmã dele era crente. >> A irmã dele era crente. Ai, que legal. É, eu acho que esse questão. Ai, perdão, vai, pode ir. >> Não, imagina. Eh, eu só ia completar o que a Camila tava falando, né, desse livro específico. A Camila escreve romance cristão e a solução dos problemas do personagem num romance cristão é Cristo. E eu acho que talvez em amor para recordar, eh, talvez o cara ali se endireitou, não necessariamente por causa de Cristo, mas por causa da menina, o que é uma diferença muito muito boa assim entre um romance secular e um romance cristão. O romance secular, ele resolve seus problemas em outra pessoa e o romance cristão, ele sempre vai resolver seus problemas em Cristo. Então, Cristo é perfeito. >> Eh, é a pedra angular, >> o cerne ali do do relacionamento, né? >> Exato. Não, a gente não vai a gente não vai ter uma pessoa salvando a outra. Eh, ainda complementando o que as meninas falaram, a primeira pessoa na Bíblia descrita como cheia do Espírito Santo foi uma artista. Eh, e ele foi cheio do Espírito Santo para trabalhar nas artes do templo, né, do tabernáculo primeiro, depois o, eh, que vê o templo, mas, mas Deus inspirou um artista para fazer as artes ali de aqueles materiais artísticos para o tabernáculo. Esse foi a primeira pessoa eh que a Bíblia diz que foi cheio do Espírito Santo. E o livro de Ester, se não me engano, é Estter, não tem menção a Deus. Então são dois, não é de ficção cristã, mas a gente tá usando a Bíblia, nossa regra de pé e prática, para exemplificar >> eh que >> eh sim, pode existir uma ficção cristã que não fale abertamente sobre Deus e ela ainda seja profundamente que ela profundamente cristã e ainda ponte para Deus. >> Exatamente como o livro que diz, >> deixa só me corrigir aqui, fazer a minha culpa que eu falei que o CS Lu nunca disse que Jesus, que Ángela era Jesus. Eu eu quis dizer no próprio texto, tá? Mas ele já falou literalmente, já disse que que a figura de Aslan representa não é Jesus total. Até a própria ideia de ser um leão tudo, né? As se é leão. Mundo, eu tenho outro nome, né? >> Outro nome. Nossa, isso aí, tipo, tá bem diferente do token, né? O token nunca gostou. Ele dis: "Não, não é alegoria, não é alegoria". Mas, mano, ô token, desculpa. É, tem exatamente. Você pega para ler os anéis, você fica, eu acho que é até mais claro do que as crônicas de ficou, meu querido, não tem como >> não. Aí não também, né, Sara? [risadas] Ah, eu acho. Ah, eu acho. Aqui >> Sara, eu vi, eu vi Senhor dos Anéis sem ser crente. Era só um filme bem bacana com Mago Cinzento, Bassa, entendeu? >> Sim, sim. Mas quando você é crente que, você pega para ler os livros, >> você vê os diálogos, você fica, ele copiou e colou, tipo assim. uma coisa. >> Eu acho que tem referências muito evidentes, assim, pode não ter sido intencional, >> mas tem referências muito evidente, Maria, tudo não, as referências, a fé católica tá lá, tem tudo lá. Mas digo assim que a gente, mas é porque você como cristã pegou a referência, tipo, pro Capitão América, não pro não cristão, >> não. O cara não vai assim, mano. Tá aqui, ó, pô. Tá aqui, mano. Ó, aqui nós temos os três, como é que é? As três, as três. Eh, ai, como é que é? De Cristo. Esqueci. palavra teológica agora. >> É, sim, eu amo. >> É, aqui nós temos os três eh serviços de Cristo, sei lá, ofícios de Cristo. >> Isso. O rei profeta >> e o e o sacerdote, né? É o rei, profeta e sacerdote. Aqui os ofícios de Cristo na figura do Aragorn, do Ah, mano, a gente só vê isso depois com muita teologia, entendeu? Agora, é claro, o que tem de princípio lá, tipo, de honra, o bem contra o mal, sabe? amor sacrificial e tal, o sen louco para jogar o o Frodo de lá e tal. Então assim, mentira, ele não, isso foi um meme que eu vi. Senhor Frodo, eu não posso carregar, eu não posso jogar o anel e lá pelo senhor, mas eu posso jogar o senhor. Adorei esse [risadas] >> morre. >> Mas é o que acontece, tipo, é é e é o que a Beca falou, acho que é muito legal, acho que tem um grande distinchil, né? Quando eu faço uma ficção cristã, a solução realmente vai ter Cristo, né? E e talvez de forma explícita em última análise, né? >> Mas, ô Beca, tu a tu e a Sara os de vocês são fantasia mesmo, né? Mundo fantástico e tal, vocês lidam com isso. >> E aí, como é que vocês fizeram para colocar Cristo? Pode dar até um mini spoiler assim, se der, tipo, ou não tem Cristo declaradamente, só tem princípios cristãos, ou tem alguma coisa que lembra, ó, não, Cristo aqui na minha história, o Deus é esse, sei lá, esse macaco que pulou na árvore na página 30, sei lá. Não. Eh, >> fala, fala Beca. Vai, Beca, >> vai, vai, Beca. Depois a Sara. É, >> beleza. Eh, para mim >> no Twitch, tem que responder num tweet. Vai >> brincando. [risadas] Tá. Então foi a parte, eu vou, eu vou tentar resumir, mas é a parte mais divertida para mim da fantasia, é você criar o mundo. E como cristã eu fiz de propósito, eu coloquei as referências, as referências que os crentes gostam de ver em filmes e séries que não tem nada a ver, mas a gente tá ali achando, não que não tenha, porque eh Deus plantou a eternidade pro coração do homem. Existem ecos, né, em todos os mitos do mito verdadeiro. Existem ecos. Então sim, a gente pode encontrar referências, mas muitas vezes essas referências não foi nem planejada. No caso do autor cristão é de propósito. Então eu me diverti muito escrevendo. Eu me inspirei eh em passagens do Antigo Testamento para construir eh os os três fundadores do universo. E eu falo, por exemplo, que os três fundadores do universo eles são três pessoas, são distintos, mas eles compartilham uma única natureza divina e eles são indivisíveis. coisas. Eh, eu eu tentei ser o mais explícita possível, eu queria fazer isso. Eh, eu me inspirei no no tabernáculo, em detalhes assim, detalhes que quem não é crente não vai perceber, mas quem é crente vai falar: "Ah, eu sei da onde você tirou isso aqui". E eu também quis trazer eh eu quis trazer nomes diferentes, eh, representações distintas. Então, por exemplo, eh Jesus, ele muitas vezes é representado como leão até por por influência de Nárnia. No meu livro eu usei a palavra pórtica, porque na Bíblia Deus Jesus diz que ele é a porta. Então eu usei esse porta e viropórtica e ele refere Jesus. Então assim é de maneira sutil. Talvez os leitores que não são cristãos não vão nem perceber, mas tá cheio de referências bíblicas porque eu adoro fazer isso. Eu adoro colocar referências e easter egs. Mas foi isso, foi de proposta. >> Sim. >> E tu, Sara? Eh, no meu caso, assim, quando eu comecei, eu comecei com a escolha do verão e eu tinha uma abordagem um pouco mais tímida, entre aspas, eh, do escrever fantasia cristã, né? Eu coloquei, eh, um pouco mais os valores. E aí aqui eu tenho uma representação da trindade também, mas que ela é um pouco mais distante, né? Eu quando pequena, eu sempre sempre amei a constelação das três Marias. Toda assim, desde muito nova eu olhava pro céu e eu sempre tinha que procurar e encontrar, sabe? Então era algo que em qualquer lugar que eu tivesse eu olhava e eu tentava encontrar. E aí aqui eu coloquei a representação da trindade através das três estrelas que o personagem sempre vê no céu e elas sempre marcam o caminho a seguir. Então foi a minha primeira eh representação. E aí com os clãs da lua, os clãs da lua, eu já falei assim: "Cara, é para isso que o senhor me chamou para fazer e é isso que eu quero fazer. E a Bíblia ela é a minha referência narrativa. Então os clã daal ele é uma releitura do livro de Êxodo, só que no espaço. Então eu realmente peguei como referência o livro de Êxodo à história de Moisés e eu fiz a representação de Deus através da gravidade que é a força que segura todos os planetas no lugar. Sim, eu amo essa representação assim porque eu tava lendo Jó e aí tem uma parte de Jó que fala: "É ele que determina o volume das marés", né? Isso é uma coisa que a gravidade faz e que já atribuiu essa função ali a Deus. Então, lendo aquilo, eu falei: "Cara, eu vou eu vou eh adaptar, eu vou usar isso na minha história, né? Onde a gravidade é aquela que tem o os planetas sobrado dos seus pés, né? E ela rege o universo, sustenta mundo. Essa representação genial, até porque, tipo, a história se passa no espaço e aí é a gravidade, cara. Gênio, foi muito bom. E foi tirado da Bíblias para você ver. Então assim, gente, a Bíblia é a nossa fonte de pera, é a nossa regra de fé e hipática e nossa fonte de criatividade. Vocês vocês querem você quer escrever uma ficção cristã? Vai na Bíblia tem muita >> fonte de criatividade ali. >> A gente acha às vezes que a gente tem que ficar preso no leão, né? Uma coisa que a gente vê na fantasia, como essa ele os fez. Ah, não. Então, o leão da tribo de Judá, é, a única forma de representar Deus, né, dentro de uma história. Só que não, quando a gente olha, >> quero ver alguém botar uma galinha. Quero ver botei Deus como uma galinha, como Isaías faz. Pronto. Ó, >> olha, a gente tá lendo um livro. >> A gente tá lendo um livro agora, Lançamento da Thomas, >> que é uma representação bem diferente, né, Sara? É verdade, é diferente. É um outro animal e faz super sentido. Eu tenho super um que era uma vez uma rainha >> que é um novo lançamento, que é tipo uma fanfica assim das crônicas de área, sabe? Tipo que aconteceria com a Suzana depois quando ela tivesse mais velha. Muito legal. >> É porque a Susana é porque o final dela lá. Ah, tá. >> É. É. Não, a pô gente spoiler e crônica de Nárnia não é spoiler, [risadas] né? Mas pode ser considerado spoiler. >> É porque é muito velho. Mas enfim. Se você nunca leu os cronicos de Nárnia, vai lá, vai lá. Mas é que a Susana, ela faz uma escolha diferente, ela não escolheu o verão, enfim, é essa coisa toda aí. >> [risadas] >> Tá. Ô, Camila, tu lida com a realidade. Então, no teu livro Deus é Deus mesmo. A galera ora em nome do Pai, do Filho do Espírito Santo. >> Exatamente. Tem até assim cenas no culto. [risadas] >> É engraçado porque não era minha intenção assim fazer um livro tão confessionional, mas acho que ele acabou se tornando o Deixa nevar, principalmente assim, acho que o meu passo é sua um pouco mais confessionional assim que o Deixa nevar, >> mas o Deixa nevar também tem bastante situações assim da vida real cristã, né? A gente tem algumas cenas >> que representam o cotidiano do cristão. >> Aham. E gente, >> eu acho legal porque as pessoas se identificam muito, né? Às vezes você nunca imaginou encontrar uma mocinha, por exemplo, no me passa a gente tem uma mocinha que é líder de adolescentes e aí, né, quantas meninas cristãs ou mulheres cristãs, né, ela tem mais de 30 anos, então quantas mulheres cristãs já tiveram que eh já participaram de algum ministério com liderança na igreja de juventude, de adolescentes? Então, acho bem legal trazer isso para essa história. >> Ô, gente, eu ia fazer uma outra pergunta, mas a pergunta aqui da nossa da audiência da Sara Freitas, ela me fez, ela falou que ficou horrorizada, né, devastada quando descobriu o fim da Suzana. Gente, como é que fica assim? Qual é o desaf eh um dos desafios de vocês escreverem, né, ficção cristã. Ah, por exemplo, eh, tem, eh, tem espaço para as coisas que dão erradas assim, tipo, ou vocês têm como meta: "Não, cara, o nosso final tem que ser sempre feliz, ah, vamos seguir aqui token, eu catástrofe, vai lá, tal". >> Tipo assim, tem espaço para uma parada mais dramática assim, sei lá, que no final dá errado, tipo assim, ou tem que seguir a cartilha meio desafiando gigantes assim, tipo, tem que dar tudo certo, [risadas] né? Tem espaço para dor, para tragédia, como na vida real? Assim, eu acho que tem que ter espaço, né? Tem que ter espaço para personagens com defeitos de caráter, personagens que não são redimidos, porque isso é o que acontece, principalmente na ficção contemporânea, assim, mas eu acho que em todas, né, na verdade, né, porque é o que acontece na vida real, né, nem todas as pessoas têm o caráter ajustado, nem todas as pessoas fazem boas escolhas, nem todas as pessoas, nem todas as pessoas evoluem isso, né, o presente, >> nem todas as pessoas aceitam a Cristo e nem todas as pessoas evoluem com a vida, né? Às vezes a pessoa também tem >> não não passa por um por um arco evolutivo como >> boa, >> né? >> E às vezes >> como a gente costuma fazer nas histórias >> e às vezes o fim trágico, ele é a lição correta no nesse caso. Eu não eu não vou falar qual é o livro porque o livro ainda não saiu e eu não eu não posso dar spoiler, mas eu fiz leitura beta de um livro de uma amiga >> que eh o tinha um personagem que ele estava sendo redimido e eu falei: "Amiga, desculpa, manda pro inferno". Com todo respeito, mas assim, eu falei: "Amiga, essa conversão aqui acho que ficou um pouco rápida." E aí eu conversei, eu conversando com ela, a gente entendeu que aquele que aquele personagem tem um final trágico, ele não se arrepende, ele morre sozinho. Era o melhor, a melhor eh a melhor forma de você mostrar as consequências do pecado. Nem não significa que todo personagem vai vai pro inferno e vai sofrer as consequências. Às vezes o personagem sofre as consequências, percebe, se arrepende e se converte, mas tá tudo bem se o personagem não se arrepender, não se converter e morrer sozinho. >> Eu quero lançar um desafio aqui, galera. Alguém vai escrever uma, pode ser uma uma história curta, sei lá, uma, como é que se chama? Uma história curta assim, uma >> um conto. Exato. >> Tá aí o desafio, galera. Quem escreveu um conto sobre os personagens que a Beca mandou para o inferno? Como é esse inferno de personagens da literatura que foram mandados para lá por Becker? Como é que é a redenção? Tinha uma dá para sair de lá? Eles conseguem entrar em outra história. [risadas] Sei fica o desafio aí, né? Fica o desafio aí. >> Bem, o o Luiz escreveu sobre purgatório, né? Então ele abriu uma brecha aí. >> Sim, eu tava lembrando desse livro agora, inclusive. >> É, cara, é muito bom. >> Mas você perguntou sobre finais trágicos. >> Isso, isso. >> Tem uma autora por aí que andou matando nos protagonistas do livro do do livro, né? Uma autora de ficção cristã. Então não vou citar aqui para não dar spoiler do final do livro. [risadas] Olha, >> mas tem autora de ficção cristã matando a mocinha no final, depois do final feliz, >> que eu acho um absurdo. [risadas] >> Olha só. Olha só. Não, mas qual é o desafio? Vamos lá. Qual é o desafio de escrever eh eh para crente assim? Porque o público de vocês hoje eh aliás, não, antes de eu fazer essa pergunta, eu tenho que fazer outra pergunta. >> Qual é a pergunta que eu ia fazer antes? Essa aí não é o desafio de escrever paraa crente é, eu ia fazer outra pergunta agora. Essa é boa. Vamos ficar com essa que é boa. Não vou a outra nem era porque a Deus até fez eu esquecer a outra, né? [risadas] Qual é o desafio de É, eu ia falar um pouquinho sobre inspiração, mas acho que aqui no ao longo da conversa vocês já falaram um pouquinho da inspiração, criatividade e tudo e tal. Acho que já já ficou legal, já demos a dica, né? E para quem quer começar, galera, comece os meios de publicação independente. Essa live vai ficar salva. Depois você volta então e vê a dica das meninas aí. Mas como é que é escrever assim ficção? Ficção. Ah, eu ia perguntar se vocês já receberam feedback de leitores não cristãos. Se já receberam algum feedback assim. Sim, muitos. Como é que foi? Dá para alguém quer contar? >> Sim. Eu acho que assim, eh, o que eu recebo geralmente, que eu acho que é o nosso propósito com a aflição cristã, é que nós queremos entregar uma boa história, primeiramente. Então, a pessoa sendo, se a pessoa não for cristã, ela ainda vai ser ali entretida dentro dessa boa história, né? E aí eu recebo muito eh feedback de leitores que realmente me acompanham, leem tudo e porque eles amam as histórias, eles amam a criação de mundo, os personagens. E aí o meu livro fez até com que eles perdessem eh o preconceito com o o conceito de ficção cristã. Então, geralmente eu encontro eles em Bienal, sabe, nesses eventos e eles estão lá aproveitando de vários tipos de livro, sempre passam para me ver e fala: "Cara, ó, não sou cristão, mas eu amo seus livros. Eu se eu sempre me sinto, eu nunca me sinto desrespeitado, né, ou atacado. E essas histórias me dão esperança, né, elas são positivas, enfim. Então, eu recebo esse tipo de feedback. É até um parêntese aí, galera. Vou vou dar minha opinião, apesar de nunca ter escrito ficção e tal. Tô eu tô na produção de um quadrinho, tô escrevendo o roteiro com um quadrinho, >> mas é é diferente de do que vocês escrevem, né? Mas e tem esse lance também. Quando eu fiz a minha pergunta sobre finais não felizes e tal, esse tipo de coisa, >> eu não acho que a gente que tem que ser uma parada que tem que terminar, tipo assim, meu aquele, sabe aquele filme que tu assiste, fala: "Mano, que ruim!" Sabe que deu tudo errado? Não, acho que não precisa caminhar para esse lado, entendeu? Acho que você pode mostrar a maldade do mundo, mas mostrar também que, pô, tem ali, né? Eh, nem sempre o mocinho vai vencer, mas pelo menos tá ali, né? Tipo, manteve alguma coisa e pode ter personagens e eh complicados, mas, cara, tem tanta história ruim, né? E com final trágico que tudo bem se você fizer um final feliz também. E aí, nesse sentido, talvez eu concorde com o token, sabe? Cara, vai ter muito sofrimento, mas a gente termina com a vitória do bem e tal. Então, eh, não quer dizer que assim, eh, talvez até tenha espaço para isso, né? Se for bem escrito, um drama, alguma coisa assim, mas ainda assim, se for cristão, tem que terminar com esperança, né? Sei lá, um personagem que morre todo mundo da família dele, entendeu? Numa guerra, sei lá, só sobrou o cara no front, entendeu? Lá no bunker, sei lá. >> Ainda assim, se esse livro terminar, meu, minha família morreu, todo mundo morreu, essa é a vida. Enfim, cara. Daí, desculpa. >> Mas essa é a graça, né, da ficção cristã. Isso me lembra, isso me lembra Nárnia, né? Muitos não, os cristãos odeiam o final de as crônicas de Nárne. Enquanto pra gente assim é claramente uma mensagem de esperança. >> Inclusive o livro que eu falei que a mocinha morre no final também é uma mensagem de esperança, porque a gente sabe o que acontece depois da morte. >> É assim, >> fala Beca. Estão te criticando nos comentários. Vou te dar a voz. Vai, Beca. >> Eita, tô me criticando. >> Não, tô [risadas] dizendo que a ela, viu, Beca? É tudo bem ter um final feliz. Ela tá [risadas] >> Não, com certeza. E ninguém pode dizer que eu não escrevi final feliz, porque o final desse livro aqui é basicamente um conto de fadas. Eh, a esse livro aqui ele fala eh muito sobre eh esqueci a palavra, tem aqui no no aviso de gatilho. >> Eh, como é que é? Fanatismo religioso. >> Hum. >> Então, eh, fanatismo religioso cristão, inclusive. >> Uhum. E eh ele a gente tá acostumado a ver muitas vezes os cristãos sendo retratados como pessoas fanáticas ou intolerantes. A gente tá acostumada a ver algumas dessas retratações, né, na na mídia, assim, nos filmes, séries. E eu tenho um personagem assim, tipo, que ele não é um personagem legal, mas ao mesmo tempo eu tentei fazer com que ele não fosse o vilão da história. Ele não é vilão, mas eh ele teve seus erros e o final desse livro ele é um assim tem uma restauração. É, tô contando >> mas ele tem final feliz. E ele tem final feliz justamente porque eu eu queria fazer diferente. Eu não posso eh eu não posso, quer dizer, como cristã, eu posso falar de fanatismo religioso, mas eu não vou falar da mesma forma que uma pessoa que não é cristã. A pessoa que não é cristã, ela vai falar meio que para destruir. Olha só como que esses crentes são fanáticos, não sei o quê. Eu vou falar de um jeito eh meio que de exortação, porque a Bíblia também tem livros eh tem tem capítulos de exortação. A gente tem ali os profetas, né? Tem tem as exortações. Bíblia, a Bíblia nunca passou a mão na cabeça de ninguém. Então sim, a gente pode na ficção cristã inclusive criticar a igreja, inclusive criticar o crente. A gente pode fazer isso, mas a gente faz isso de um jeito diferente. A gente faz com amor, com temor a Deus e sempre assim, eh, é, é isso, sabe? Com muito amor e temor, porque o objetivo não é criticar por criticar, é exortar. É bem diferente. >> E eu não lembro mais para a pergunta. Não tá tudo não. Respondeu. Respondeu. É isso aí, gente. Vamos lá para finalizar o nosso papo aqui, antes que a família da Camila chegue, os cachorros latam, tudo aconteça. Dá para chegar, hein? Falta falta dois minutos, Camila. Não, gente, como é que é escrever para cristão assim? Vocês têm alguma resistência? Às vezes vem, tem aquela crítica que vem, machuca o coração, porque infelizmente tem muitos cristãos que não sabem criticar, né? Discordam e discordam de maneira violenta, né? >> Eh, como é que é escrever ficção? Porque é uma que ficção cristã, a gente pode falar que que tem uns 3 anos aí que ela deu um boom aqui no Brasil, né? >> Sei lá. >> Sim, eu acho que o bom é final de 2023. >> É porque agora eu acho, eu posso dizer tranquilamente que a gente deve ter mais de 50 obras publicadas. Por isso que eu só tô pensando em Mundo Cristão e Thomas Nelson. >> E Thomas Nelson. Eu só tô pensando nessas duas assim que eu sei que estão investindo muito forte nessa parada, mas cara, eu vou na FEFIC, eu não fui convidado para esse ano. Acho que esse ano eu nem posso também ir, sabe? Nem adianta me convidar mais. >> É, mas assim, [risadas] mas eu vou na FEFIC, eu fico de cara com a galera que tá lá, uma galera publicando independente e tal, né? Aliás, a minha esposa tá lendo uma que ela é independente. Eu sei que ela vai vir para uma editora agora, a solteirona alemã, alguma coisa é dessa dessa. >> Ah, sim. >> Ah, não é independente não. Ele é da ciranda cultural. Tá ciranda. Da ciranda. Ótimo. >> Eu achei que fosse independente. Achei porque eu vejo, eu vejo ela, a minha esposa tá lendo o segundo dela, ela gosta da >> e aí o que acontece? Tipo assim, mas tu vai lá na da Fefic, cara, é uma galera, entendeu? Mas só falando de Thomas Nelson e Mundo Cristão, eu sei que talvez outras editoras e lancem alguma coisa, mas essas são as duas que mais t focado mesmo, né? E eh injetado, né? Grana nisso e marketing, coisa arada e tal. Eh, inclusive só gente da ficção cristã vai pra Bahia, ninguém mais vai, ninguém da teologia foi chamado, entendeu? Aí só vocês da ficção [risadas] estão lá e tal. Fica >> a gente não foi chamada não. Só a Camila falar. >> A gente se chamou. >> Ah, adoro, adoro. É isso aí. Tem, tem que ter cara de pau. Mas a Camila não tá lá. Então, a Camila eu não fui chamado, a Camila foi. Tô brincadeira par. [risadas] É, mas assim, tipo, tem, mano, é mais, tem mais 50 obras, sei lá, publicadas, talvez, né? Porque, meu, eu sei que o ano passado foi uma enchurrada. Esse ano, sei lá, Thomas ia publicar 12, a Mundo Cristão uns 15, entendeu? >> É, é impressionante mesmo a gente ver isso, né? Porque quando eu comecei a falar de ficção cristã na internet, né? Eu demorei um pouco para escrever meu primeiro livro assim que eu escrevi intencionalmente como uma ficção cristã. Embora o meu primeiro livro seja uma ficção cristã, nessa época eu acho que a gente nem usava esse termo ficção cristã. a gente falava um livro religioso, romance religioso e tal, mas eu segui pelo péd ali eh durante vários anos da minha carreira escrevendo romances genéricos, assim, não eram romances explicitamente cristãos. Muitas vezes eu suprimia características ali da minha fé, justamente para não causar estranhamento no público, né? Mas aí teve um momento na minha vida ali que eu uma chave virou e eu decidi me eh dedicar exclusivamente à escrita da ficção cristã, né, a partir de experiências que eu tive com livros de ficção cristã. E eu já era muito apaixonada por livro ficção cristã. Em 2020, um pouquinho antes da pandemia, eu fui chamada pela Thomas Nelson para ser embaixadora, porque eu já falava de livros no Instagram, né? E eu lembro que eu fiz uma live com Samuel Coto >> e a gente falando de ficção cristã e ele falou na minha cara assim que ficção cristã não vende no Brasil. E era verdade, né? Ele tava falando uma coisa que a gente já sabia, era verdade. A gente tinha na Thomas ã >> só aquele deixados para trás e Nárnia nem tava ainda na R. >> Nossa, tem tinha um de capa preta com branco. Acho que foi até com a galera da da Pilgin que eles lançaram. Não, acho que é é tipo um >> um livro, cara. Esqueci o nome, mas a trilogia cósmica do CS Lu. Trilogia cósmica é tinha. É. Eh, >> e tinha um da da Renata Martins que era desse da ovelha O dragão ou da ovelha O leão, um dos dois. Ela tem esses dois livros que era uma autora brasileira inclusive que foi publicada pela Tomas, mas assim tinha muito pouca ficção cristã na Thomas e em qualquer outra editora, assim, na mundo cristão teve uma fase assim de publicar ficção cristã também, mas foi >> muito tempo atrás, então a gente vivia numa realidade completamente diferente. Nós que escrevemos ficção cristã desde essa época, né, a Sara Beca, eu, a Noemi que tá aqui também. E a gente também tá a Tamires é Thomas também. É, Tamires é da Thomas. É, a Tamires chegou pouco agora mais recentemente. Tamiras encarando a verdade. Encarando a verdade. >> Tamam encarando a verdade. O livro dela, o primeiro livro dela foi um sucesso. Livro é maravilhoso. Eu amo esse livro. Isso aí, ó. Isso aí. Ela amou. >> Então, assim, a gente a gente realmente viu o Deus fazer coisas assim inimagináveis. A gente teve a Noemi, que eu acho que ela foi a pioneira da nossa geração, que foi entrou primeiro, né, na Thomas e >> teve até um romance adaptado para peças de teatro, né, que eu nunca sei falar de ferrugem e ecos de borboleta. Eu acho que até acertei também acertou. [risadas] >> Ah, Noemi, tu tá aqui ainda, Noemi? Eu já fui dormir que na Alemanha deve ser tarde agora, mas eu acertei de primeira, no >> olha aí, sob medida. foi sob medida essa essa essa esse meu acerto aqui. >> E eu lembro que a gente tinha um grupo de autores e ela falou assim: "Gente, olha, quando a gente descobriu, né, que da sobre a publicação dela, que ela guardou o segredo por um tempo ali, depois revelou, acho que todo mundo passa um pouco por isso. [risadas] E aí todo ela falou: "Gente, olha, eu oro para que seja uma porta de entrada, para que muitas de vocês cheguem lá também". Eu acho que todo mundo ficou feliz por ela, mas ninguém acreditava nisso, né? [risadas] >> E hoje a gente vê que realmente Deus moveu e fez acontecer. A gente viu corajosas também que veio depois e foi um sucesso e aí estourou no independente e essa força do corajosas acho que abriu muitas portas também para para que as editoras olhasem pra ficção cristã. >> Vocês estão me dizendo que o Corajosas também bombou antes de forma independente? >> Bomou no independente. Nossa, elas foram com sucesso assim quando elas chegaram na mundo cristã já tinham vendido algumas milhares de cópias sozinhas, sabe? Então foi cara, isso é legal falar, isso é porque de novo, galera, de novo a Camila vendeu o livro. Tu chegou a vender livro físico também antes da Thomas, né, Camila? Porque quando até quando eu falei de ti lá na Thomas era já, já tinha vendido umas >> a minha casa não tinha espaço para andar assim de tanta caixa de livro que tinha em casa. Foi. E cara, e fica aí, gente, ó. Tudo vendido, isso é ótimo. Não, porque assim, gente, é claro que é muito bom ter uma editora maravilhosa. O teu livro vai parar no interior de Minas, vai parar no Amapá, ele a editora é uma coisa muito maravilhosa. E tem uma equipe ali, né, uma editora, a Bruna aí, né, nossa editora e tal. Eh, então isso é maravilhoso. E aí você é muito bom. Só que, cara, olha só, essas meninas aí, todas elas começaram antes sozinha, publicando independente, fazendo cópia física independente, ou seja, é um caminho muito virtuoso. >> Eu acho que é muita virtude na publicação independente, porque você cria sua comunidade. Então, quando você chegar a uma editora, você já tem uma comunidade, né? Uma comunidade que acompanha, que te apoia, que compra as suas histórias >> e o corajosa. Sim, foi um baita sucesso também depois da Mundo cristão. E, cara, isso mostra a força da parada, né? Isso é muito legal. >> Total. E eu acho que começar no independente é algo que molda muito o nosso coração para esse entendimento de chamado, sabe? De que o Senhor me chamou para fazer isso, independente de uma editora. O meu o meu propósito, o meu chamado aqui, ele não começa ou termina como editora, ele continua mesmo sem editora. Porque se o senhor me chamou para escrever essa história, então ela é digna do meu investimento. Ela é digna de eu ir da de eu ir para Bienal, de eu ficar sem voz de tanto que eu parava e apresentava, né, a história para as pessoas, de eu ter a minha meta ali de cara, eu tenho que vender 25 liv para eu não voltar com caixa para casa e eu acredito que essa história vai abençoar a vida de alguém, então eu vou continuar abordando e apresentando. Então eu acho que amadurece também o seu coração e a sua expectativa pro mercado para no pro certo de você chegar numa editora. >> Uhum. >> E >> o eu não se ia falar alguma coisa, mas eu esqueci. >> Eu nem acho que a gente nem respondeu mais a pergunta que eu fiz, mas acho tá legal pergunta mesmo. >> Eu queria responder. >> Vamos então [risadas] vai >> a pergunta, tá? Eu vou puxar porque eu acho que a Beca deve ter a mesma questão que a gente escreve fantasia. Vamos fazer o seguinte, vamos criar uma ordem aqui. A Sara vai responder a pergunta: "Como é escrever ficção cristã para cristãos?" Aí daí a Sara fala, aí a Beca fala e a Camila fala. Beleza? Aí a gente encerra a nossa conversa. Vamos. Vamos lá. >> Ótimo. Eh, eu acho que tem dois pontos assim. O primeiro, no geral, escrever ficção cristã para cristãos é você estar disposto a passar por um processo de educar o público. Você vai ter que educar o público, cristão. Você vai ter que explicar, você vai ter que reexplicar. você vai ter que mostrar paraas parábolas, né, voltar paraa palavra. E eu acho que no meu caso, no meu nicho pelo menos, que é a fantasia cristã, é ainda mais desafiador, porque é um gênero que por muito tempo ele foi muito rechaçado dentro da igreja, né? Eu lembro, por exemplo, de quando eu tinha uns 7 anos, não sei, que juntou os crentes com os católicos e eles fizeram o multirão de e-mail pedindo todo mundo para não ir no cinema ver a bússola de ouro na época, sabe? que era assim uma fantasia. Enfim. Então eu lembro de ver esse movimento crescendo, eh, onde a fantasia ela era vista como algo, eh, de Satanás, né? A fantasia é feitiçaria, a fantasia é bruxaria. Então, você não pode escrever, você não pode ler, pelo amor de Deus. Então, eu lidei muito com isso e ainda lido em alguns contextos, tendo que educar o público cristão sobre o gênero de fantasia, né? Tendo que educar o público questão que o gênero de fantasia ele é um reflexo do anseio do homem pela eternidade, né? Quando a gente lê ali o Senhor dos Anéis, onde a gente vê os elfos que venceram a morte, isso gera esse anseio em nós, né? De chegar nesse dia onde a gente vencer a morte. Quando a gente olha para as crônicas de Nárnia e a gente lê sobre uma terra restaurada, onde a natureza é plenamente viva, a gente lembra daquilo que a gente perdeu no Éden. Então assim, de mostrar que existe sim e que o gênero que eles o o gênero fantástico, ele é cristão e ele pode ser esse veículo, sabe? Então acho que para mim como escritor de fantasia é esse desafio de quebrar os preconceitos que as pessoas têm sobre o gênero, sobre o gênero fantástico. Eu tenho até uma passagem na Bíblia, no Velho Testamento, que fala: "Ah, as árvores se reuniram para fazer um conselho e escolher quem seria o rei entre elas". Não lembro qual passagem que qual livro exato que tá, mas é uma coisa super fantástica, né? Depois eu qual coisa eu coloco nos comentários. Eh, então para mim é isso. Não >> lembro, não lembro. É, vou vou aprovar. >> Eu acho que deve ser algum livro profético, porque muitas vezes as árvores elas representam povos, eles representam reinos, eh, reis. Então, provavelmente eu eu sei disso porque eu tô acabando de ler um livro profético. >> É. >> Ai, olha aí, ó. >> Olha aí. Sim, Camila, a gente tá te vendo, tá? E se tu não tá, fala alguma coisa, Camila, porque >> agora eu tô ouvindo, mas eu não escutei nada até esse esse esse segundo aí da profecia. Mas a Sara arrasou e falou e falou que tem árvores que fazem reunião na Bíblia. Tá tudo certo. Vamos lá. [risadas] Vai lá, Beca. >> Eh, >> tu terminou? Desculpa, Sara. Desculpa. Tu terminou, Sara? Terminei. Eh, e eu achei aqui, é Juízes, capítulo 9, versículo 8 a 15. >> É, juízes é uma parada tão esquisita que olha, as árvores eram capazes de falar mesmo naquela época, porque olha, cima, juízes era uma cada um era a coisa mais normal que aconteceu no livro. >> Exato. Cada um fazia o que queria. Tá certo. Vai lá, Beca. >> Eu queria, na verdade, eh, deixar um recado assim para os leitores, para você que é cristão e você que tá você que tá começando a ler ficção cristã. Eh, o, a sensação que às vezes o o autor cristão tem é que a régua para gente é muito mais alta do que para pro para outras produções. As pessoas são capazes de ver Deus na Marvel, em Game of Thrones, em tantas outras produções seculares. Mas se o crente tem uma coisinha que desagrada no livro dele, aí os crentes já faz com escarcel. E assim, nós somos uma o reino muito diverso. A gente não consegue concordar nem na forma do batismo. Então assim, na a ficção cristã, você não vai achar uma ficção cristã que vai ser perfeita de acordo com aquilo que você acredita, a menos que você escreva ela. Então assim, a gente eh o leitor cristão, ele precisa ter a sua, o seu, eh, a sua leitura crítica ativada. Não é porque você vai ler uma afecção cristão que você vai desligar a leitura crítica e você vai aceitar tudo que o cultor tá colocando ali. Você pode deve sim continuar tendo a sua leitura crítica. Você pode discordar de algumas coisas, mas às vezes eu tenho a sensação que o crente ele joga a água do banho junto com o bebê fora. Ai tem uma coisa, a os personagens se beijaram antes do casamento aqui. Aí eu vou cancelar esse livro. Ah, mas porque eh teve uma cena que eu achei que passou do limite, então vou cancelar esse livro. Calma, não é assim. Vamos analisar com calma. não significa que você vai aceitar tudo. E é como eu falei, você pode sim criticar, você pode sim discordar, >> mas às vezes eh a gente precisa reconhecer isso, que nós somos um povo, um reino diverso, que a gente não vai concordar com tudo e que tá tudo bem e você não vai desligar o seu senso crítico quando você estiver lendo uma ficção cristã. Ah, tem muito assim, às vezes as pessoas ficam discutindo o que que pode e o que que não pode numa ficção cristã. No, quando a gente fala de fantasia, tem gente que quer dizer qual símbolo você pode usar, não? Porque se você vai escrever um dragão, então o dragão tem que ser malvado, não pode ter um dragão bonzinho e não é assim. Então a gente tem que avaliar eh a cosmovisão que tá ali, a gente tem que avaliar se a mensagem que tá por trás ela é ela é fidedigna e é não é tão simples, sabe? Não não é tão simples assim. E a eu acho que se os cristãos eles tivessem a mesma eh o mesmo a mesma régua, se eles medissem a ficção cristã com a mesma régua que eles medem outras produções, a gente seria muito mais aceito, >> né? Eu acho também se você tá falando, e eu tô pensando que a gente tem que considerar que a gente fala para um público que discute se você pode ou não ouvir alguns tipos de música, sabe? Então é, é, eu acho que é úte o cumprimento da saia da mulher. Entendeu? [risadas] >> Então acho que é é é naturalmente um desafio que a gente vai encontrar e inevitavelmente, mas tem, eu acho que a gente tem muitos desafios, na verdade, mas acho que se eu pudesse citar um, eu fosse escolher um para para citar, seria, no meu caso, né? Eh, o fato de que existe uma linha muito sutil entre o que é pura arte e o que é puramente arte e o que é um o que um ensinamento na ficção cristã. Porque eu sinto assim que muitas vezes o leitor ele pega uma uma ficção cristã pensando no que ela o que ele pode aprender dela. E nem sempre o que um autor de ficção vai colocar num livro é um ensinamento. É às vezes é apenas um retrato da realidade do cristão. Isso, isso talvez seja até uma coisa que eu acho que é eh mais pro lado de, por exemplo, pessoas que têm mais costume de ler livros de não ficção, livros teológicos, talvez eles tenham mais esse olhar pro pro livro de ficção e e tenham mais estranhamento nesse sentido. Mas eu acho que eu poderia citar dois exemplos do meu livro, por exemplo, que são preocupações que eu tenho de eh de interpretação. Inclusive na minha edição da Thomas a gente mudou muito pouca coisa no Dexanevar. E uma delas foi porque eu botei tipo uma explicação super didática no final de que uma coisa que o mocinho faz não é para ser replicado em casa, [risadas] >> sabe? Tem duas situações no deixanar, eu acho, que que eu poderia citar, que é uma que o Bibo até brincou comigo quando a quando a esposa dele tava lendo, que a personagem pega Bíblia e ela usa assim, faz aquele horóscopo, horóscopo bíblico que ela abre em qualquer página para receber uma resposta de Deus ali e ali ela vê algumas respostas que não são nada do que ela esperava. Mas assim, eh eh o que eu tô dizendo no sentido de que aquilo tá ali, não porque você deve fazer isso, deve procurar uma resposta de Deus desse jeito, mas é porque é uma coisa que o cristão faz. Então, uma um retrato da realidade cristã, do mesmo modo que a gente tem uma cena lá que o personagem pede um sinal para Deus e aí esse sinal ali meio que, né, a mocinha fica achando que ela é a resposta, que ela é a pessoa certa para ele, porque eh existia esse sinal na história. Mas eu coloquei aquilo ali não paraas pessoas pedirem o sinal, pelo amor de Deus, parem de pedir o que Deus envie um sinal para você encontrar seu marido, mas porque é uma coisa que os cristãos fazem, né? E quando ele fez esse pedido, ele era um adolescente, então ele era um cristão imaturo. Então são coisas assim que a gente coloca como retrato da realidade que as às vezes as pessoas podem entender, talvez como um ensinamento. Então acho que é uma linha tênue. E aí e esse esse para mim é um desafio real de e prático. Na hora que eu tô escrevendo lá, eu penso, não, pera aí, eu preciso colocar de uma forma que isso aqui não seja mal interpretado então acho que é o que eu citaria de de maior desafio para mim no momento. >> É complicado, complicado. Às vezes o pessoal tem o, como né, a Beca mencionou, um olhar crítico para onde não deveria ter esse olhar assim, né? Mas é é isso acontece até com novela da Globo, por exemplo, né? O pessoal tipo: "Ah, porque eu cri, mano, primeiro que tem gente evangélica cuidando lá, né? E de como às vezes o cristão é representado." "Ah, mas o cristão faz aquilo, mano. Tem cristão fazendo coisa bem pior na vida real", entendeu? Então assim, tinha calma, né? Tinha calma. pessoal. E é muito legal, como tu falou, mano, é claro que eu não quero dizer que tem que fazer isso, mas é fato que muita gente faz, entende? Então, mas é bom até botar uma notinha porque senão a galera viu, né? Porque eu li lá, tem que fazer igual no livro. >> É, não, eu coloquei um diálogo do mocinho explicando para ela porque que ele não contou, porque é uma coisa, é uma situação assim, ela descobre que ele fez aquilo, mas não é ele pessoa que conta para ela, né? Então eu coloquei ele lá falando, imagina que tipo de homem eu seria se eu dissesse para você que Deus revelou para mim que eu tinha que me casar com você, né? Então eu acho que tive que fazer toda uma explicação didática para as pessoas entenderem que não era bem por ali. >> Muito bom. Muito bom. Mas meninas, >> eu tive que colocar uma nota no meu livro explicando que eu eu escrevi um livro onde as crianças que nunca nasceram vão pra terra do nunca, mas eu não quero dizer que as crianças de fato vão pra terra do nunca. Essa parte é fantasia. Eu tive que fazer uma nota, >> cara. Mas vem cá, vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. É, essa nota tu fez porque já numa edição anterior teve gente reclamando ou tu já quis se precaver? Eu escutei minha mãe. Minha mãe esposa de pastor tava preocupada, ela falha e eu sei como cabeça do crente funciona, né? Então eu falei: "Vou escutar minha mãe, vou colocar essa nota e explicativa assim só para me preca". Nunca ninguém assim eh chegou eh falando tipo: "Nossa, você cometeu uma heresia, né? Nunca aconteceu disso, mas eh eu achei melhor me precaver. >> É boa. [risadas] É e isso é uma ficção. Você está lendo uma ficção, né? Tipo, >> exatamente. Eu acho que isso é importante lembrar também, uma ficção, né? Ainda que o sinal se realize. >> Exato. Sinal que o cara pediu, se realize lá. É uma ficção. >> Exato. Este livro é uma ficção, né? Mas é isso. A gente tem que falar na embalagem do ovo que contém ovos, né? É isso, a gente tem, vive nesse mundo, né, gente? É isso, muito obrigado. Sara, tem data da Fefic, como é que é? Onde vai ser? Aberto ao público? Como é que é? >> Sim, a FEFIC vai acontecer em julho, dos dias 16 a 19 no Memorial da América Latina, em São Paulo. >> Ô louco. >> E a entrada é Aham. >> Estamos crescendo aí e a entrada é gratuita, só você procurar lá o Instagram FIC.Ffeira feira e aí em no final desse mês a gente já vai abrir pra retirada de ingresso. >> Que da hora. Ou seja, tem limite, né? Não é bagunçado, tem que fazer a inscrição. É de graça, mas tem que se inscrever, tem que tirar o bilhete lá. >> Muito legal. E e sar quem tem romance, ficção escrita, pode ser expositor lá também. Ainda tem que entrar lá no site da Fefi, que tem como montar a sua barraquinha lá na na Fefi. >> Exato. Pode procurar o Instagram da Fefi, que esse ano, como a gente tá com um espaço bem maior, a gente ainda tá aberto paraa exposição tanto de autores independentes quanto de editoras. Então, para você aí que tá querendo lançar um livro, a Fefica é um lugar muito bom para você começar ali. >> Sensacional. >> Só procurar ela no Instagram. >> Obrigada. É só procurar. Gente, eu não botei o arroba ali. Ô Sara, é, manda o tu é, não consegue só eu consigo. Depois vai tá aqui, gente. Põe Fefic. É, tem dois CS, né? Fe fic com dois CS. >> Procura lá no Instagram que não tem erro, tá bom? Lá tem os links na bi, tudo certo. Camila, obrigado pela tua presença aqui. Sucesso nos livros já lançados e nos novos que virão. Tá bom. >> Beca, da mesma forma. Tem livro esse ano, Beca? Lançado? Não. A Camila disse que vai ter. Você tem? Tem livro esse ano? Esse ano >> a Sara também tem livro lançado. Esse vai ser lançado esse ano. >> Tenho uma fantasia sombria. >> A gente falou sobre isso. >> Olha, quando tu lançar a gente volta aqui, Sara, falar sobre terror e o cristão. O cristão pode escrever terror. Olha, precisamos falar sobre. Eu adoro terror, gente. Eu até gosto desse fingum. >> Eu gosto de fing. Aliás, [risadas] é, enfim. Mas é, é bom ter um terrorzinho cristão aí onde o demônio apanha. >> [risadas] >> Mas antes de apanhar, ele aterroriza um pouco. Tô brincando, gente. É isso, ó. S. Então, quando lançar me dá um toque. A gente volta a falar sobre terror aqui. Tá bom, >> meninas? É isso. Deus abençoe. Se você tem uma ficção cristã, algum livro cristão escrito, comenta aqui. Meu nome é tal, meu livro é tal. Quer, pode botar link. Eu não sei se o YouTube vai deixar você botar link. Eu acho que eu bloqueei, mas é, põe aí o nome do seu livro, tá bom? Pode usar como vitrine aí os comentários dessa live. Deus abençoe todos vocês. Voltamos em breve, se Deus quiser, assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus.