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A fé vem pelo ouvir

A FICÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

A FICÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

A FICÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

Vamos conversar com três autoras nacionais sobre o cenário da ficção cristã no Brasil.

Ficção Cristã aqui na Amazon https://amzn.to/4bzPqJY

Legendas automáticas:

เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC, mais uma live aqui no canal
do Bibotal. Eu sou o seu host Rodrigo
Bibo de Aquino e pela segunda vez no dia
estou aqui com vocês numa live, tá bom?
Espero que vocês espalhem essa live por
aqui porque dificilmente o YouTube vai
entregar essa live. Então eu conto com
as 17 pessoas aqui, os 17 guerreiros, tá
bom? as 17 guerreiras que estão aqui
nessa live vão pegar esse link, vão
mandar a galera ficção cristã, vem lá,
manda para todo mundo, manda pra galera
e tal, porque é um papo muito legal de
um cenário muito bacana que está se
desenrolando aqui no Brasil. E hoje eu
tô com três autoras aqui para bater esse
papo. Quero chamar a primeira delas
agora aqui, sem delongas, quero chamar
Sara Guzela ao palco. Seja muito
bem-vinda, Sara. Você está ao vivo.
>> E aí pessoal, vocês estão me ouvindo?
>> Estamos. Você está ao vivo? Tá ao vivo.
>> Ai, não. Pera aí, você tá sem fone. Você
tá sem fone?
>> Tenta botar um fone, Sara, que senão eu
vou ficar me ouvindo.
>> Vou ficar me ouvindo,
>> entendeu?
>> Ó, tá. Vai voltando agora. Tá, agora não
tô me ouvindo. Isso é ótimo, porque eu
me ouvi. É um problema seríssimo. Odeio
me ouvir. Agora está tudo certo.
>> Tá me ouvindo?
>> Estamos ouvindo. Sara, galera, você que
tá ao vivo aqui com a gente, vê como é
que tá o áudio, se você tá me ouvindo
bem, se você tá ouvindo a Sara, se está
tudo certo. Sara, seja muito bem-vinda a
essa live aqui para falarmos sobre
parábolas modernas, a ficção cristã no
Brasil. dê um oi paraa nossa audiência
>> agora. Foi
>> tudo certo, só falar com a gente.
>> Ai, que bom, que bom. Eu tô tendo
dificuldade, gente, a gente faz ao vivo
mesmo, né? Eu tô tendo dificuldade de te
ouvir e eu não sei porquê.
>> Sério? Ai, ai, ai. Tá, então eu vou tô
>> fazendo uma leitura labial aqui, ó.
>> Dá uma Ai, ok, então tá. Eu vou mandar
no chat aqui. É, ô, ô, Beck, escreve no
chat aqui pra Sara ou no WhatsApp dela.
É, Sara, veja as configurações aqui no
Streamyard, no botãozinho do microfone,
tá? Às vezes é ali que ela vai. Tá me
ouvindo agora, Sara? Não tá. Agora eu
não tô te ouvindo.
>> Agora eu não tô te ouvindo.
>> É, quando fica assim, Sara, tu me ouve.
Só que aí o meu áudio sai no teu
computador no teu computador e aí fica
essa loucura. Fica essa loucura. Eu vou
remover a Sara, daqui a pouco ela volta.
Vamos aqui agora com Beca MKen. Uau!
Chega aí, Beca, você está ao vivo. O
susto, o susto da galera.
>> Oi, pessoal, tudo bem? Boa tarde. Prazer
estar aqui.
>> Que bom, Beca, obrigado. Obrigado pela
sua presença. Daqui a pouco a Beca vai
se apresentar, tá bom? Eh, Sara, dá uma
olhadinha nas configurações aqui do teu
Streamyard mesmo, tá bom? Agora que acho
que você tá ouvindo, tá? Você tem a
configuração do microfone e também do
seu fone. Você pode mexer aqui mesmo
nessa telinha que abriu no seu
computador. Beleza? Vou chamar a Camila.
Camila, se prepara. Vocês vão ficarem
com cara de assustada na hora de entrar.
Camila Antunes, seja bem-vinda aqui à
nossa live sobre ficção cristã. Tudo
bem, Cami?
>> Oi. Oi. Boa tarde. Tudo bem? Um prazer
tá aqui também.
>> Que bom, gente. A Sara caiu agora. Orem
por ela, tá bom? Porque senão a gente
vai ficar sem eh o verão, sem quais são
as estações. É o verão. Mais um inverno
com a Camila.
>> É, só tem inverno por enquanto.
[risadas]
>> O inverno carioca.
>> Exato. Muito bom. Muito bom. A Sara, ela
está aqui. Daqui a pouco ela chega.
Vamos ver, Sara. Vamos tentar agora,
Sara. E aí?
>> Agora eu tô ouvindo vocês.
>> Que bom. E a gente tá te ouvindo.
>> É, agora ficou bom.
>> Agora sensacional. Vai. Agora [risadas]
deu tudo certo, graças aos deuses da
tecnologia. Glória a Deus. Tá tudo certo
agora. Vamos lá então. Ô gente, vamos
lá. Essa aqui são autoras de ficção
cristã do Brasil. Elas vão começar se
apresentando um pouco para você que não
conhece. Sara, por gentileza, faça aí um
breve perfil Sara Guzela por Sara
Guzela.
[risadas]
>> Meu Deus. Eh, pessoal, boa tarde, né?
Uma alegria grande estar aqui. Eu sou
escritora de ficção cristã. Tem aqui os
meus livros. Eu escrevo ficção
científica e fantasia.
Estou escrevendo aí minha série de
quatro títulos e eu escrevo desde nova.
E entrando aí nesse mundo da ficção
cristã, eu criei também uma feira do
gênero que é a FEFIC, que é a feira de
ficção cristã e cultura. Então, hoje eu
trabalho aí 100% na ficção cristã, tanto
escrevendo quanto produzindo também, né,
o evento e todos os braços, encontros e
retiro que vem desse projeto.
>> Muito agora sim, Sara, eu não vou
perguntar a tua idade porque se criou
uma cultura que eu acho nada a ver essa
cultura que não se pergunta idade das
pessoas, principalmente de mulheres. Eu
acho nada a ver, eu pergunto mesmo. Mas
que tu fala assim, eu escrevo desde
nova, a gente fica pensando meu, quantos
anos tem a Sara? Porque ela parece que
tem 12, né? [risadas]
>> Então assim, eu escrevo desde nova,
tipo, né? Olha só, olha só.
>> Eu não tenho 12 há muito tempo. Tô com
27 anos.
>> Olha,
>> mas Uhum. Comecei passa essa skinc aí.
Passa essa aqui.
>> Pois é, né? Olha aí.
>> Olha aí. [risadas] Que isso? Acho que é
Minas, hein. Acho que são os árees de
Minas. Eu acho que é o queijo. Uhum. É o
queijo. Claro.
>> E eu escrevo desde os 12, 13, assim, de
rascunhos, poemas e com a ficção cristal
comecei em 2020. Então temos aí se anos.
>> Só olha fruto da pandemia, hein? Olha
aí. Trancada em casa.
>> Tá aí querendo sair. É. Aí, ó. Nasceu.
>> Beca, já que você tá do lado da Sara
aqui na minha tela, fala para nós um
pouquinho quem é você. O seu nome é
Rebeca? Eu f sempre fiquei curioso
assim. Ou Rebeca mesmo.
>> É Rebeca. É Rebeca. Eu eu adoto Beca
Mckenzie porque eh Mcken é um nome muito
>> é um nome muito forte e aí se eu ficasse
Rebeca é um nome muito forte e se
ficasse Rebeca Maquenz ia ficar uma
coisa muito ou poderosa. [risadas]
>> Não. E aí eu queria um nome simpático
assim para quebrar um pouco do peso do
Mcken.
>> Muito bom. Mas é um bom nome artístico
também, né? Beca Mckenzie. É um bom nome
artístico.
>> Obrigada. Pode traduzir já os seus
livros pro inglês que o nome tá tipo
agora traduz Camila Antunes lá no no
inglês, né?
>> Não dá fica o Sara Guzela até acho que
passa um pouco batido assim. A Rodrigo,
né? Rodrigo Bibo não dá.
>> Eu tenho, eu eu tenho dois testemunhos
em relação a essas duas aí dos nomes e
gringos delas. Um é que a Beca só vive
na na nas prateleiras de livros
estrangeiros, nas livrarias, né? Ah,
>> vocês estão travando para mim, então não
tô vendo reações.
>> Eu sempre [risadas] vejo a Beca em
prateleira de livro estrangeiro e a
Sara. Quando a gente saiu uma vez numa
matéria falando sobre ficção cristã,
lembro se foi na Bienal, uma matéria que
foi a inclusive a a Leonora da Thomas
que falou da gente lá e aí todo mundo
falou: "Nossa, Camila, que legal você do
lado lá daquela autora estrangeira, né?"
[risadas] Falei: "Não, acredito
>> estrangeira de Minas Gerais". Sara, mas
é ótimo porque a gente tem no Brasil
muita gente que só compra livro
estrangeiro, inclusive uma uma cultura
que a gente precisa mudar aí.
>> Olha, as meninas acabam tendo essa
vantagem, né, [risadas] nas livrarias.
Então eu
>> eu confesso que foi de propósito, porque
eh eu sou formada em administração. Eu
entrei na faculdade eh em 2012,
eu acho. Ai não lembro, apagou da minha
memória. Mas eh eu lembro que quando eu
come eu virei escritora depois que eu
entrei na faculdade, de verdade, porque
antes eu eu já escrevia, mas eh eu não
era de fato escritora. E ali na
faculdade que eu decidi que eu queria
ser escritora e que eu poderia ser, eu
descobri que eu que dava para ser
escritor. Não, você não precisava, você
não é um semideus que nasce escrevendo,
igual eu achava que os escritores eram.
>> E aí foi lá na na faculdade de
administração que eu percebi assim, eu
acho que vai demorar um pouquinho para
ganhar dinheiro como escritora. Já, né?
Tive essa sacada. E aí eu pensei, eu
quero uma uma carreira internacional,
porque não sei se você sabe, Vivo, mas
publicar um livro por editora nunca foi
o meu sonho. Era só o primeiro degrau.
Literalmente o meu maior sonho é um
parque na Disney. Então, [risadas]
>> pera aí, pera aí. Tu, tu quer ir pra
Disney ou quer abrir um parque igual da
Disney?
>> Não, eu quero que o meu livro tenha um
parque na Disney. [risadas]
>> Caramba. Olha, realmente, gente, tu já
leu meu livro Deus que Destrói sonhos?
Não, acho que eu acho que eu ten
>> Não lê, não lê, não lê que eu acho que
vai tirar, vai quebrar um pouco.
Caramba, olha, mas ol,
>> eu sei [risadas] que fui muito sonhadora
e aí eu pensei, bom, se eu quero chegar
no mercado estrangeiro, eu quero ser uma
uma eu quero ter uma carreira
internacional, então eu já vou adotar um
pseudônimo estrangeiro, porque, por
exemplo, quando a Jake Rowing foi adotar
o pseudônimo dela, ela sabia que existia
um preconceito contra mulheres na
fantasia, então ela escondeu o primeiro
nome dela. E eu sei que lá fora existe
um certo preconceito com autores
estrangeiros, talvez principalmente
latinos. E aqui no Brasil tem
preconceito com autor nacional. Então
você mato dois com ele com uma cajadada
só.
>> Boa. E essa minha estratégia
>> é muito
>> pr conhecido antes, Bee.
>> Pois [risadas] é. Olha aí. Olha aí como
é que seria o teu. Mas pera aí, pera aí.
Agora, ô Beca, não é bem um pseudônimo,
né? Porque Macken é o teu sobrenome
mesmo, né? Ou tu inventou maquenz, tipo
Jimmy Fox.
Ah, [risadas] no. Que que é isso?
Revelações. Isso aqui tá virando outra
coisa. Isso aqui tá virando outra coisa.
Isso aqui, mano. Tu inventou o Menzi do
Neid assim,
>> parabéns. Não,
>> é porque Menzi tem começa com M, que é o
início do meu sobrenome verdadeiro.
Então eu queria fazer essa essa
brincadeira
>> para Cara, eu descobri essa semana que o
aquele ator Jimmy Fox, né, o Jamie Fox
ganhou Ócar, tudo. O nome dele é é tipo
é Zezé de Camargo Luciano. O nome dele é
completamente [risadas] outra coisa, tá
ligado?
>> O nome dele é completamente coisa.
>> Fernanda Montenegro também não chama
Fernanda Montenegro, nem Fernando, nem
Montenegro. Sério?
Meu Deus do céu, gente. [risadas]
Anita chama Larissa.
>> É, pois é. É, imagina dando uns exemplos
tão legal, né, Beca? Aí tu vem com a
Anita aí. Não, aí [risadas]
não, não. Mas brincadeiras à parte,
tipo, mano, é muito louco isso, né? Beca
Maquenz, ela criou o nome, mas eu acho
isso legal, gente. Não é pecado antes
que alguém venha falar, não tem nada a
ver, tá? É nome artístico, tá tudo
certo, tá tudo dentro, tá? A Camila
lamenta profundamente por não ter
conhecido a Beca anteriormente,
[risadas] né? Mas, ô Beca, antes de eu
passar pra Camila, eh, fala aí dos
livros que você já tem lançado e quando
você começou, acho que eu não prestei
atenção direito quando você começou. É,
então eles me acompanham basicamente a
minha vida inteira. Esses dois aqui eu
levei quase uma década para escrever a
as duas histórias. Eu tive a ideia deles
em 2015. E aí, eh, eu tenha quantos anos
em 2015? Porque a Sara falou a idade, eu
vou pegar a idade de todo mundo aqui
agora. Tu tem quantos anos agora? 32.
32.
>> Ah, tá. Diminui 10 anos. Tinha 22
ou 23, 20, 21 por aí.
>> Eu acho que tinha, eu acho que eu tinha
por entre. E aí, eh, foi, eu tive a
ideia, né, detalhe, eu tive a ideia dos
dois livros. Eu achei a personagem me
vendeu como uma história só, eu caí no
golpe e aí eu falei: "Tá bom, vou
escrever sua história". E aí surgiu esse
essa história gigantesca. E mas foi, eu
tive a ideia dos dois livros lá em 2015.
Eu terminei o primeiro rascunho desse
livro em 2020. E era um rascunho
horrível, gente. Mas foi eh 5 anos só
para escrever o primeiro. Era assim,
Camila, você reescreveu em todos os
sentidos. Você vai dizer que em todos os
Era pior. [risadas]
>> Não era ruim. Olha só, era um um livro
horrível que tinha milhões. Quantos
milhões de leituras no pad?
>> Sim. 1 milhão.
>> Então, por favor, né, cara? Eu i aí,
>> ó, depois a gente vai falar sobre isso
aí, porque tem uma galera que às vezes
quer lançar livro por editora, o que é
uma coisa muito boa, ainda mais se for,
né, Thomas Elson Brasil, mas, mano,
vocês tiveram um começo antes, né, e eu
acho que é muito legal a gente falar, a
gente vai falar sobre isso depois, né,
porque a galera já quer ser lançada por
editora e tem um um tem um caminho para
andar ainda, né? Muito legal. Camila
Antunes, fala para nós um pouquinho. Já
começa com a sua idade. Já queremos
saber a sua idade agora. Pronto.
[risadas]
>> Eu tenho 36 anos, gente. Sou a mais
velha daqui
>> Olha, respeita, respeita as meninas. É a
mais velha de todas.
>> É, eram isso aí. [risadas] Quando eu
conheci a Beca no Pad, a Beca já era
super famosa, né? Então, ela tinha lá um
monte seguidor e eu era uma delas. Mas
aí ela às vezes postava uns desabafos e
eu ficava dando conselhos para ela
porque eu achava que ela tinha uns 14
anos, [risadas] mas ela já era mais de
idade
e eu me achava assim adulta aconselhando
ela. Muito engraçado.
>> Até eu descobri que ela era adulta
também.
>> Pela qualidade pela qualidade do
desabafo. Tu achava deve ser um
adolescente? Às vezes tem isso também,
né? Tem muito adulto que na hora de
desabafar vira. É, olha aí, ó. Acontece.
[risadas]
>> Eh, eu sou autora de romances. Eu tenho
esses dois livros publicados pela Tomás
Nelson hoje, né, que é mil passos. Pera
aí, eu tô confusa com esse espelho,
gente. Me deixa levar. [risadas]
>> E o mil Passos ao Sul, né? São dois
romances contemporâneos. Mas eu comecei
lá atrás escrevendo uma distopia
romântica. Então depois eu me encontrei
na comédia romântica.
>> Você leu? É, você leu verdade volume? E
aí depois eu me encontrei na na comédia
romântica e descobri minha grande paixão
e que a minha grande paixão era escrever
romances contemporâos. Mas eu tenho um
livro infantil também publicado pela
Thomas e agora no final desse mês tá
vindo o próximo.
>> É uma casa para o criador. É uma
releitura de uma fábula nordestina que
meu pai me contava quando eu era
criança.
>> Legal. Que da hora. E o próximo que tá
vindo agora é é nessa vibe romance
contemporâneo ou infantil?
>> Não, é um romance contemporâneo também.
O que tá vindo agora é foi um livro que
eu publiquei no pad em todos os
sentidos. Foi um dos primeiros livros
que eu escrevi. Ele tem mais ele na
verdade ele faz 10 anos agora em 2026.
>> E tá sendo super especial porque esse
livro assim ele foi muito importante
para mim, sabe? Até o deix até eu
escrever o Deixa Nevali, ele foi meu
livro mais lido, então ele teve muitos
leitores nessa versão
>> independente, né?
E a gente,
eu achei, ele quase foi publicado
algumas vezes, ele quase passou por
vários quases na vida
>> e eu sinto hoje assim que não era a hora
dele. Então agradeço inclusive o meu meu
agradecimento, os agradecimentos do meu
livro começam com um agradecimento a
Deus por não ter permitido que ele fosse
publicado antes e agora eu acho que a
versão
>> que deveria sair legal, legal. Gente, eu
vou pular um pouco aqui a nossa pauta,
todas vocês apresentadas, show de bola.
Vou deixar o nomezinho de vocês aqui
ainda pra galera ir se adaptando. Ah, eu
quero saber o que que é essa plataforma
aí que vocês já se conheciam lá, já
leram um livro da outra lá. O que que é
esse rolê? Eh, eu não sei o Watchpad, eu
não sei se eu entendi certo.
>> O que que é essa plataforma Watchpad? O
que que é essa plataforma que vocês já
publicaram lá? A Beca já tinha 1 milhão
de leituras lá. Que que é isso? Tipo,
gente, é muita coisa, né? É muita coisa.
Quem é que pode me contar um pouquinho
dessa plataforma aí, por gentileza?
>> A Beca pode contar, porque ela é exper.
[risadas]
>> É, eu o Watchpad ele teve o auge dele
ali entre 2014 e 2016, que ele começou a
crescer muito no aqui no Brasil. E eu
tive a grande assim sorte, eh, boa sorte
de criar uma conta justo quando ele tava
começando a crescer. Então eu cresci
junto.
>> A a Camila, a Mima, eu acho, Sara, você
chegou a publicar no pad? Eu acho que
não.
>> Não, eu era só leitora.
>> Certa.
>> Era uma plata. Então uma plataforma que
a galera entrava lá para publicar os
seus contos, suas histórias. Geralzão,
não é, não é, não tem nada a ver com
crente, é tipo plataforma. Não, não,
não, não.
>> De tudo,
>> né? De tudo que você imaginar. E aí, eh,
[risadas]
e, e assim, eh, foi é uma era uma
plataforma onde você publicava de graça
e você lia de graça. E aí você pode
pensar, então, qual o sentido, né? O
sentido é você formar uma comunidade. E
eu tenho leitores que até hoje me seguem
lá dopad e são leitores assim fiéis.
Então, foi muito importante assim para
construir essa base. E foi muito
interessante você perguntar se era uma
coisa cristã, não, porque não era
cristão. Inclusive quando eu publicava o
notpédio eu não escrevia ficção cristã e
eu não tinha intenção nenhuma de
escrever ficção cristã porque eu tinha
uma ideia errada do que que era ficção
cristã. Eu sou filha de pastor. Eu sou
filha de pastor. E o meu pai ele falava,
né, tudo que vocês fizerem façam para a
glória de Deus, tá certo? Não tá errado.
E ele falava que eu tinha que
evangelizar as pessoas através dos meus
livros e que eu tinha que pregar o plano
da salvação. Então, eu não queria fazer
isso, eu só queria escrever histórias.
Então, eh, por muito tempo eu tive essa
aversão à ficção cristã, entre aspas,
porque a ficção cristã não é isso, não é
uma pregação disfaçada de história. E
por muito tempo eu tive essa aversão
justamente porque eu tinha uma ideia, um
um conceito errado do que que é ficção
cristã. Então, eu demorei até migrar
assim, até entre aspas converter as
minhas histórias. Eu eu e enquanto eu
não escrevia a ficção cristã, eu cheguei
a passar inclusive por alguns dilemas.
Sem brincadeira, eu cheguei a pensar, se
o meu personagem morrer, ele vai pro
inferno. E eu fiquei triste com isso.
Então assim, eh, era um um existiam
dilemas. Eu queria eh colocar a minha fé
na história, mas eu não sabia como e ao
mesmo tempo eu achava que se eu fizesse
isso eu não seria aceita no mercado,
porque naquela época ninguém publicava
ficção cristã. Então era um cenário bem
complicado,
>> cara. Então tá, eu acho que a gente tem
que voltar nesse tema que você tá
levantando aí, Beca, sobre ficção
cristã. O que é? Acho que a gente tem
que ser a minha próxima pergunta, tá?
Então, o que que é ficção cristã? Tem
que ser a minha próxima pergunta. Mas só
para fechar o assunto do do Watchpad,
Camila caiu, acho que apertou num botão
ali ou no em algum em algum cabo.
Voltou, voltou, voltou.
>> É, ou às vezes é, voltou, voltou. Mas
vamos lá. Então, esse Watchpad aí, ele
existe ainda hoje? A galera publica lá
ou a galera migrou pro Kindle agora e
publica pela Amazon? como é que como é
que tá essa essa plataforma? Por que que
eu tô levantando esse assunto? Porque às
vezes é o caminho para alguma pessoa,
né? Pessoal fica lá editora, editora,
editora e não é assim, né, galera? Tipo,
não é assim, né? Claro que às vezes tem
produt acho que eu não sei se a Sara e a
Camila tem, eu sei que a Camila tem, né,
uma uma
>> é um meio que um caçadores de talentos
assim da galera da fantasia. Acho que tu
tem uma empresa assim nesse sentido, né,
Camila?
>> Ah, sim, sim. Eu tenho uma agência
literária que liga os autores a a a
gente representa a carreira dos autores,
né? Trabalha no livro e faz essa
apresentação, esse contato assim com as
editoras.
>> Agora eu não sei se vocês estão eu,
Desculpa só interromper rapidinho, não
sei se vocês estão me ouvindo bem porque
eu tive que trocar a internet aqui
porque a fala da Beca eu não escutei
nada, mas tá tudo normal aqui. Não sei
se eu caí. Não, você
a gente tá te ouvindo, mas nitidamente
tá com um pequeno delay
>> e a tua imagem não tá muito boa. Mas se
tu tá ouvindo a gente, eu vou falar um,
fala dois. Ah, então beleza.
>> Agora [risadas]
agora eu acho que tá. Acho que agora
vai.
>> Então beleza. Mas então, então esse
Watchpad aí, ele existe ainda? É um
lugar legal pra gente começar a publicar
ou é melhor tentar alguma coisa já pelo
Kindle na Amazon?
Então ele existe, depende,
>> ele existe, mas eu acredito que hoje ele
já não é mais a melhor plataforma assim,
dependendo depende,
>> depende.
>> Eu acho que depende muito assim da da
intenção do autor, sabe? Porque o o
Watchpad ele também ele é um
>> eh um um lugar para ser uma espécie de
laboratório para você. Pelo menos para
mim foi muito isso, sabe? Eu conheci o
Watpédia assim no momento em que ele
realmente estava nos seus dias áureos,
né? A Peca já era super famosa lá. Nunca
imaginei que eu ia ser amiga dela um
dia, mas eh ele tava assim nos seus
diasauros, então eh tinha muita gente
consumindo ali eh histórias na
plataforma, né? Mas eu acho que quando a
pessoa tá começando e ela tá naquele
momento que foi o momento que eh eu me
encontrei, né, de você não saber por
onde começar, você não sabe o que que
você tá fazendo, certo ou errado, mas
ter aquela história ali que você quer
construir e colocar para fora, eu acho
que vale a pena você utilizar o Watchpad
nesse sentido. Você vai ter ali leitores
betas gratuitos, né, porque as pessoas
estão lendo e ela tão elas estão sendo
ali um primeiro controle de qualidade da
sua história, né? V dar um feedback.
Inclusive, a gente que vem dopad, a
gente é muito mais, a gente é muito mal
acostumada com isso, porque a gente tem
um feedback constante. E quando eu
escrevi meu primeiro livro, Lumen, eu
não escrevi ele todo e coloquei no
padon, né? A Amazon é todo um processo
muito mais profissional. No você vai
escrevendo um capítulo na semana que vem
você nem escreveu o capítulo da próxima
semana ainda, o primeiro o pessoal já tá
lendo. Então você tem um feedback em
tempo real, sabe? Isso para mim foi
indispensável, porque sem isso eu não
teria terminado o meu primeiro livro,
porque eu escrevi alguns capítulos,
coloquei lá e depois eu entrei em
colapso pensando quem eu achava que eu
era para escrever um livro, por que que
eu convence isso, mas as pessoas pediam
por mais e aí eu tive que escrever mais
e abastecer a plataforma e assim eu
cheguei ao fim, né, do meu primeiro
livro. Então, o A OPPED é muito bom para
isso. Você quer testar, você quer ver se
você consegue realmente escrever a sua
história, você tem um compromisso menor,
assim, lógico, né, que você vai tentar
entregar isso pro leitor da melhor forma
possível, mas você tem um feedback ali,
né, você pode ter um feedback em tempo
real, se você conseguir chegar aos
leitores, você precisa também, de uma
certa forma, divulgar o seu trabalho,
né, fazer com que ele chegue à pessoas
para que elas leiam sua história. Mas na
Amazon é todo um processo, um processo
mais profissional. você vai passar seu
livro ali por algumas, alguns
profissionais, né, por um leitor
crítico, pelo menos por um revisor.
>> Tem alguns critérios. Tem que entregar
um livro de qualidade. Exatamente.
>> Então, e então o seu livro tem que tá
completo, é lógico, né? E aí você vai
ter ali um livro mais
>> profissional, né? Para ser vendido.
Notpad você não ganha nada. Pelo menos
na minha época a gente não ganhava nem
um centavo com isso. [risadas]
>> Agora tem eu acho que algumas
recompensas lá que é
>> Já pensou, Beca, Rozinho por leitor,
hein? Razinho por leitor desse. Nossa,
>> seria [risadas]
já ia pagar mais do que a Amazon, que a
Amazon paga 1 centavo por página lida.
>> Não, um centavo não. 0,00
>> centavos.
>> Menos de [risadas] centav centavo.
>> Legal. Então fica aí, gente, ó, para
você que tá pensando, pode ser. E esse
lance do laboratório é muito bom mesmo.
É muito bom esse lance do laboratório,
porque você escreve lá, você testa, não
funcionou. Eh, e pelo jeito, ó, até que
nos comentários tem gente que ainda lê
algumas coisas por lá e tal. Isso é
legal. Mais alguém quer comentar, Sara
ou Beca, sobre essa plataforma, a
experiência que teve lá e tal?
>> Eu acho assim que a gente tá falando de
sugestão, né, pro pessoal que tá
começando. Assim, eu tive um primeiro
contato com a ficção cristã por lá,
então o livro da Beca, o livro da Mima,
da Lita, teve algumas meninas que eu
conheci o gênero de ficção por lá. Mas
eu acho que hoje pra pessoa que tá
começando, eu indicaria a Amazon, assim,
diferente das meninas, eu fui uma pessoa
que comecei na Amazon com publicação
independente, né, sem qualquer previsão,
sem qualquer contato com a editora.
Então eu também comecei ali sem ter
leitores e fui aos poucos na Amazon.
Então, tanto o ebook, né, eh, o KDP, o
Kindle Unlimited ali, e o Watchpad, eles
são muito importantes para esse para
essa estação pré-editora, que é a
construção de público leitor. Então,
como alguém que começou na Amazon, eh,
eu não senti falta de não ter começado
no iPad, entendeu? Eu adquiri o meu
público leitor num ritmo diferente,
claro, do que quem começou nopad, mas eu
senti que o processo se tornou o mesmo,
assim, no final chegou no mesmo fim, né?
que é o estar em uma editora e ser
publicada e tudo mais. Então, eu acho
que eu indicaria aí, se for pra gente
deixar a dica, né, para quem tá
assistindo, eh, talvez começar na Amazon
mesmo, porque ela também abre portas
para autores eh iniciantes. Ela tem um
crio maior, mas também não é ali o mesmo
nível de uma editora. E ela é um lugar
muito bom para você construir um público
e querendo ou não ganhar ali os seus
centavos,
seus centavos com isso, né? Por mais que
não venha a ser tipo uma renda inicial,
já é um caminho que dá para se tornar
algo diferente do Watchpad.
>> ProPad, eu acho que é melhor assim para
quem tá realmente começando a brincar de
escrever. É, é, é literalmente isso, é
brincar. Você vai escrevendo capítulos,
você vai postando. E eu acho que é
importante essa parte, né, de você, eh,
de você experimentar. Mas se você já tem
um livro ou se você já tem uma certa
experiência, vai fundo na Amazon, muito
melhor.
>> Boa, boa. Legal. Vamos lá, gente. Então,
a Beca ali na fala dela falou um
pouquinho desse, né, dessa ideia que ela
tinha de que era ficção cristã. Ou seja,
eu tenho que escrever uma história em
que eu tenho que evangelizar. Então, tem
tem que ter claramente ali um
evangelismo muito claro e tal. E essa
era a ideia de ficção cristã que ela
tinha, porque até os livros que a gente
tinha, né, basicamente ficção, ficções
cristãs conhecida, era basicamente
deixados para trás. Ah, este mundo
tenebroso.
>> Que mais que a gente na árnea, exato, na
ár
>> era basicamente o que a gente tinha
assim de ficção cristã, assim, né? Claro
que aquele cara que escreveu o eh este
mundo tenebroso e tem outro dele que era
muito bom também que meu amigo meu leu
que acho que era o profeta. Se o nome do
cara, qual o nome do cara?
>> Maurício Zagar
>> ou não?
>> O Zagar já tinha, né? Mas o Zagar não é
tão antigo assim, né?
>> É [risadas]
o doce mundo tenebroso é o Frank Perete
algum perrete. Perete, enfim. É
>> o Zagar não é tão antigo, mas ele veio
um pouco antes da nossa geração, eu
diria assim, né? já publicava já já vem
publicando porque São cristã antes do
>> do momento atual que a gente tá vivendo,
>> careco. É que é a saga do Daniel lá, né?
E a Bíblia de Gutemberg e tal. Ou seja,
a primeira coisa que eu ouvi de ficção
cristã, tipo, ó, uma história legal,
tipo coleção vagalume para crente, tá
ligado? Era, para mim foi essa sensação
assim,
>> exatamente.
>> É uma vibe que passa.
>> É, é essa vibe e tal. E realmente só
tinha o Zagre na época assim, acho que
até não lembro qual, acho que foi a ano
Domini que lançava ele até.
Acho que a primeira edição dele foi pela
ANO Domini, se não me falha a memória e
a minha memória depois da Covid, ela não
tá tão legal assim. Mas enfim, então aí
gente, então vamos lá. A Beca deu
aquele, né, aquela, né, falar, eu achava
que ficção cristã era isso, então eu
tinha receio, por isso que eu escrevia
só ficção, romance e tal. Galera, quando
a gente falar aqui romance, ficção, a
gente meio que tá usando como sinônimo,
né? Porque um romance, ele pode ser um
romance que tenha, é uma história, né?
Uma coisa, uma, é uma história que a
gente tá contando, né? Não é
necessariamente romântico.
>> Exato. A tem um homem e uma mulher que
se apaixonaram. Não, romance é o gênero
romance. OK. E a gente tá usando ficção
e romance meio como sinônimos aqui na
live. Mas vamos lá. O que que é a ficção
cristã? Então, galera. Como é que vocês
definem e a ficção cristã, já que ela
não é essa história feita para
evangelizar assim, né, digamos assim,
ainda que seja, mas, né, não exatamente
como a o pai da Beca fazia entender
>> ela entender, né? Eu acho que ter uma
visão, o legal da ficção cristã é que
cada pessoa tem aí talvez a sua própria
definição, né? Mas eu acho que a forma
mais padrão assim do que nós entendemos
eh são histórias escritas por cristãos
simplesmente pelo prazer de contar
histórias e pelo anseio de contar
histórias, né? Porque nós como cristãos,
a gente tá inserido em uma narrativa que
é a narrativa da redenção. Nós somos
seres históricos, então nós somos
atraídos por narrativas. A gente tem
esse impulso dentro de nós, assim como
os não cristãos, de contar histórias,
né? Então, é um cristão, é uma história
escrita por um cristão de ficção no seu,
no seu, eh, universo, no seu, eh,
ambiente ali onde a narrativa vai
acontecer, mas que carrega ali dentro
valores e princípios da fé cristã. que
ela é regida por uma cosmovisão cristã,
onde não vai ser muitas vezes explícito,
né? Dentro da ficção cristã, a gente tem
a ficção cristã explícita e a implícita,
mas a ideia é que o norte que guia
aquela história é de alguma forma eh
pautado nas verdades do evangelho, né?
Então, às vezes não vai ter uma pessoa
convertendo, mas vai ter uma mensagem de
perdão, né? de redenção, eh, de
esperança. Então é isso, assim, pelo
menos a minha perspectiva, né?
>> Eu tenho uma visão muito parecida com a
Sara nesse sentido, assim, eu acho que a
ficção, o cenário que a gente tem hoje
de ficção cristã, entende a ficção
cristã dessa forma, sabe? Como uma
ficção escrita por um cristão. Bom, arte
feita por cristão, né? E eu acho que
toda a arte ela, de certa forma ela vai
transbordar, seja qual for, ela vai
transbordar a visão de mundo do artista,
né? E olha que eu tenho certa
propriedade para falar isso, porque eu
sou de uma família de artistas, né? Meu
pai é artista, meu avô é artista e e não
como hobby, como a profissão, sustento
exclusivo da nossa família, sempre foi
arte. E às vezes eu vejo assim muitos
cristãos eh no Brasil, né? eh colocando
essa essa eh errada opinião de que o
cristão, o a arte não pode servir para
falar, para aprontar para Cristo, para
falar de Jesus, né? Enquanto a ficção
cristã ela é eh nada mais do que arte
pura, transmitindo os valores do
artista. E toda arte faz isso, seja qual
for o valor do artista, seja qual for a
cosmovisão do artista, né? A visão de
mundo do artista. Então eu vejo a a
ficção cristã assim muito como uma
questão de de visão de mundo mesmo, seja
qual for, porque o livro pode falar de
Deus explicitamente e não ser uma ficção
cristã e pode não falar de Deus em modo
nenhum de de em momento nenhum e ser uma
ficção cristã. A gente tem Nárnia como
exemplo, né? A gente tem ali Deus
representado pela Jesus, né?
Representado pela figura de Ason. A
gente não fala explicitamente em momento
nenhum no no texto, quer dizer, mais ou
menos, né? C Luiz não diz, esse aqui é
Jesus Cristo.
>> Diz mais ou menos em uma das crônicas.
[risadas]
>> Ele deixa tudo entendendido ali dentro
de uma em uma das crônicas. Mas a gente
tem um livros, por exemplo, que tem
personagens cristãos. Eu vou dar um
exemplo aqui de um livro que não é
ficção cristã e tem personagem cristão,
que é um amor para recordar do Nicolas
Espars, por exemplo. Então, acho que não
é uma questão de ter o eh cristãos na
história e sim de ter um autor cristão
fazendo sua arte ali.
>> Pera aí. Um amor para recordar que deu
origem ao filme lá.
>> Sim,
>> da menina.
>> Ah, é dele. Olha só. É, ela é ela é bem
crente, né? A personagem é bem crente.
Aliás, o filme é bem crente, né? O cara
fica crente também depois se endireita
na vida.
>> Sim, sim. É, é esses livros foi uma
história dedicada à irmã dele, se eu não
me engano. Eu não li esse livro porque
eu nunca fui uma leitora do do Nicolas
Espar, não sou fã nem hater,
simplesmente nunca fui leitora dele. Mas
eu gostei muito desse filme. Inclusive
eu conheci ele na minha adolescência na
igreja. Fui, foi uma indicação na igreja
que eu resira do música de casamento
tinha essa a música a música tema.
>> Sim, é verdade. Da da
>> Então assim, mas não é um livro quando
me perguntam isso frequentemente, por
isso que eu usei o exemplo do Noss Farx,
porque como autora de romance e
romântico, né, eu sou eh frequentemente
perguntada a respeito desse livro como
uma ficção cristã. E eu não vejo como
uma ficção cristã porque o autor não é
não é uma pessoa que tem uma visão
cristã
>> de mundo assim, certo? Uhum.
>> Isso.
>> Ó, a M tá dizendo que a irmã dele era
crente. A irmã dele era crente.
>> A irmã dele era crente. Ai, que legal.
É, eu acho que esse questão. Ai, perdão,
vai, pode ir.
>> Não, imagina. Eh, eu só ia completar o
que a Camila tava falando, né, desse
livro específico. A Camila escreve
romance cristão e a solução dos
problemas do personagem num romance
cristão é Cristo. E eu acho que talvez
em amor para recordar, eh, talvez o cara
ali se endireitou, não necessariamente
por causa de Cristo, mas por causa da
menina, o que é uma diferença muito
muito boa assim entre um romance secular
e um romance cristão. O romance secular,
ele resolve seus problemas em outra
pessoa e o romance cristão, ele sempre
vai resolver seus problemas em Cristo.
Então, Cristo é perfeito.
>> Eh, é a pedra angular,
>> o cerne ali do do relacionamento, né?
>> Exato. Não, a gente não vai a gente não
vai ter uma pessoa salvando a outra. Eh,
ainda complementando o que as meninas
falaram, a primeira pessoa na Bíblia
descrita como cheia do Espírito Santo
foi uma artista. Eh, e ele foi cheio do
Espírito Santo para trabalhar nas artes
do templo, né, do tabernáculo primeiro,
depois o, eh, que vê o templo, mas, mas
Deus inspirou um artista para fazer as
artes ali de aqueles materiais
artísticos para o tabernáculo. Esse foi
a primeira pessoa eh que a Bíblia diz
que foi cheio do Espírito Santo. E o
livro de Ester, se não me engano, é
Estter, não tem menção a Deus. Então são
dois, não é de ficção cristã, mas a
gente tá usando a Bíblia, nossa regra de
pé e prática, para exemplificar
>> eh que
>> eh sim, pode existir uma ficção cristã
que não fale abertamente sobre Deus e
ela ainda seja profundamente que ela
profundamente cristã e ainda ponte para
Deus.
>> Exatamente como o livro que diz,
>> deixa só me corrigir aqui, fazer a minha
culpa que eu falei que o CS Lu nunca
disse que Jesus, que Ángela era Jesus.
Eu eu quis dizer no próprio texto, tá?
Mas ele já falou literalmente, já disse
que que a figura de Aslan representa não
é Jesus total. Até a própria ideia de
ser um leão tudo, né? As se é leão.
Mundo, eu tenho outro nome, né?
>> Outro nome. Nossa, isso aí, tipo, tá bem
diferente do token, né? O token nunca
gostou. Ele dis: "Não, não é alegoria,
não é alegoria". Mas, mano, ô token,
desculpa. É, tem exatamente. Você pega
para ler os anéis, você fica, eu acho
que é até mais claro do que as crônicas
de ficou, meu querido, não tem como
>> não. Aí não também, né, Sara? [risadas]
Ah, eu acho. Ah, eu acho. Aqui
>> Sara, eu vi, eu vi Senhor dos Anéis sem
ser crente. Era só um filme bem bacana
com Mago Cinzento, Bassa, entendeu?
>> Sim, sim. Mas quando você é crente que,
você pega para ler os livros,
>> você vê os diálogos, você fica, ele
copiou e colou, tipo assim. uma coisa.
>> Eu acho que tem referências muito
evidentes, assim, pode não ter sido
intencional,
>> mas tem referências muito evidente,
Maria, tudo não, as referências, a fé
católica tá lá, tem tudo lá. Mas digo
assim que a gente, mas é porque você
como cristã pegou a referência, tipo,
pro Capitão América, não pro não
cristão,
>> não. O cara não vai assim, mano. Tá
aqui, ó, pô. Tá aqui, mano. Ó, aqui nós
temos os três, como é que é? As três, as
três. Eh, ai, como é que é? De Cristo.
Esqueci. palavra teológica agora.
>> É, sim, eu amo.
>> É, aqui nós temos os três eh serviços de
Cristo, sei lá, ofícios de Cristo.
>> Isso. O rei profeta
>> e o e o sacerdote, né? É o rei, profeta
e sacerdote. Aqui os ofícios de Cristo
na figura do Aragorn, do Ah, mano, a
gente só vê isso depois com muita
teologia, entendeu? Agora, é claro, o
que tem de princípio lá, tipo, de honra,
o bem contra o mal, sabe?
amor sacrificial e tal, o sen louco para
jogar o o Frodo de lá e tal. Então
assim, mentira, ele não, isso foi um
meme que eu vi. Senhor Frodo, eu não
posso carregar, eu não posso jogar o
anel e lá pelo senhor, mas eu posso
jogar o senhor. Adorei esse [risadas]
>> morre.
>> Mas é o que acontece, tipo, é é e é o
que a Beca falou, acho que é muito
legal, acho que tem um grande
distinchil, né? Quando eu faço uma
ficção cristã, a solução realmente vai
ter Cristo, né? E e talvez de forma
explícita em última análise, né?
>> Mas, ô Beca, tu a tu e a Sara
os de vocês são fantasia mesmo, né?
Mundo fantástico e tal, vocês lidam com
isso.
>> E aí, como é que vocês fizeram para
colocar Cristo? Pode dar até um mini
spoiler assim, se der, tipo, ou não tem
Cristo declaradamente, só tem princípios
cristãos, ou tem alguma coisa que
lembra, ó, não, Cristo aqui na minha
história, o Deus é esse, sei lá, esse
macaco que pulou na árvore na página 30,
sei lá.
Não. Eh,
>> fala, fala Beca. Vai, Beca,
>> vai, vai, Beca. Depois a Sara. É,
>> beleza. Eh, para mim
>> no Twitch, tem que responder num tweet.
Vai
>> brincando. [risadas]
Tá.
Então foi a parte, eu vou, eu vou tentar
resumir, mas é a parte mais divertida
para mim da fantasia, é você criar o
mundo. E como cristã eu fiz de
propósito, eu coloquei as referências,
as referências que os crentes gostam de
ver em filmes e séries que não tem nada
a ver, mas a gente tá ali achando, não
que não tenha, porque eh Deus plantou a
eternidade pro coração do homem. Existem
ecos, né, em todos os mitos do mito
verdadeiro. Existem ecos. Então sim, a
gente pode encontrar referências, mas
muitas vezes essas referências não foi
nem planejada. No caso do autor cristão
é de propósito. Então eu me diverti
muito escrevendo. Eu me inspirei eh em
passagens do Antigo Testamento para
construir eh os os três fundadores do
universo. E eu falo, por exemplo, que os
três fundadores do universo eles são
três pessoas, são distintos, mas eles
compartilham uma única natureza divina e
eles são indivisíveis. coisas. Eh, eu eu
tentei ser o mais explícita possível, eu
queria fazer isso. Eh, eu me inspirei no
no tabernáculo, em detalhes assim,
detalhes que quem não é crente não vai
perceber, mas quem é crente vai falar:
"Ah, eu sei da onde você tirou isso
aqui". E eu também quis trazer eh eu
quis trazer nomes diferentes, eh,
representações distintas. Então, por
exemplo, eh Jesus, ele muitas vezes é
representado como leão até por por
influência de Nárnia. No meu livro eu
usei a palavra pórtica, porque na Bíblia
Deus Jesus diz que ele é a porta. Então
eu usei esse porta e viropórtica e ele
refere Jesus. Então assim é de maneira
sutil. Talvez os leitores que não são
cristãos não vão nem perceber, mas tá
cheio de referências bíblicas porque eu
adoro fazer isso. Eu adoro colocar
referências e easter egs. Mas foi isso,
foi de proposta.
>> Sim.
>> E tu, Sara?
Eh, no meu caso, assim, quando eu
comecei, eu comecei com a escolha do
verão e eu tinha uma abordagem um pouco
mais tímida, entre aspas, eh, do
escrever fantasia cristã, né? Eu
coloquei, eh, um pouco mais os valores.
E aí aqui eu tenho uma representação da
trindade também, mas que ela é um pouco
mais distante, né? Eu quando pequena, eu
sempre sempre amei a constelação das
três Marias. Toda assim, desde muito
nova eu olhava pro céu e eu sempre tinha
que procurar e encontrar, sabe? Então
era algo que em qualquer lugar que eu
tivesse eu olhava e eu tentava
encontrar. E aí aqui eu coloquei a
representação da trindade através das
três estrelas que o personagem sempre vê
no céu e elas sempre marcam o caminho a
seguir. Então foi a minha primeira eh
representação. E aí com os clãs da lua,
os clãs da lua, eu já falei assim:
"Cara, é para isso que o senhor me
chamou para fazer e é isso que eu quero
fazer. E a Bíblia ela é a minha
referência narrativa. Então os clã daal
ele é uma releitura do livro de Êxodo,
só que no espaço. Então eu realmente
peguei como referência o livro de Êxodo
à história de Moisés e eu fiz a
representação de Deus através da
gravidade que é a força que segura todos
os planetas no lugar. Sim, eu amo essa
representação assim porque eu tava lendo
Jó e aí tem uma parte de Jó que fala: "É
ele que determina o volume das marés",
né? Isso é uma coisa que a gravidade faz
e que já atribuiu essa função ali a
Deus. Então, lendo aquilo, eu falei:
"Cara, eu vou eu vou eh adaptar, eu vou
usar isso na minha história, né? Onde a
gravidade é aquela que tem o os planetas
sobrado dos seus pés, né? E ela rege o
universo, sustenta mundo. Essa
representação genial, até porque, tipo,
a história se passa no espaço e aí é a
gravidade, cara. Gênio, foi muito bom.
E foi tirado da Bíblias para você ver.
Então assim, gente, a Bíblia é a nossa
fonte de pera, é a nossa regra de fé e
hipática e nossa fonte de criatividade.
Vocês vocês querem você quer escrever
uma ficção cristã? Vai na Bíblia tem
muita
>> fonte de criatividade ali.
>> A gente acha às vezes que a gente tem
que ficar preso no leão, né? Uma coisa
que a gente vê na fantasia, como essa
ele os fez. Ah, não. Então, o leão da
tribo de Judá, é, a única forma de
representar Deus, né, dentro de uma
história. Só que não, quando a gente
olha,
>> quero ver alguém botar uma galinha.
Quero ver botei Deus como uma galinha,
como Isaías faz. Pronto. Ó,
>> olha, a gente tá lendo um livro.
>> A gente tá lendo um livro agora,
Lançamento da Thomas,
>> que é uma representação bem diferente,
né, Sara? É verdade, é diferente. É um
outro animal e faz super sentido. Eu
tenho super um que era uma vez uma
rainha
>> que é um novo lançamento, que é tipo uma
fanfica assim das crônicas de área,
sabe? Tipo que aconteceria com a Suzana
depois quando ela tivesse mais velha.
Muito legal.
>> É porque a Susana é porque o final dela
lá. Ah, tá.
>> É. É. Não, a pô gente spoiler e crônica
de Nárnia não é spoiler, [risadas] né?
Mas pode ser considerado spoiler.
>> É porque é muito velho. Mas enfim. Se
você nunca leu os cronicos de Nárnia,
vai lá, vai lá. Mas é que a Susana, ela
faz uma escolha diferente, ela não
escolheu o verão, enfim, é essa coisa
toda aí.
>> [risadas]
>> Tá. Ô, Camila, tu lida com a realidade.
Então, no teu livro Deus é Deus mesmo. A
galera ora em nome do Pai, do Filho do
Espírito Santo.
>> Exatamente. Tem até assim cenas no
culto. [risadas]
>> É engraçado porque não era minha
intenção assim fazer um livro tão
confessionional, mas acho que ele acabou
se tornando o Deixa nevar,
principalmente assim, acho que o meu
passo é sua um pouco mais
confessionional assim que o Deixa nevar,
>> mas o Deixa nevar também tem bastante
situações assim da vida real cristã, né?
A gente tem algumas cenas
>> que representam o cotidiano do cristão.
>> Aham. E gente,
>> eu acho legal porque as pessoas se
identificam muito, né? Às vezes você
nunca imaginou encontrar uma mocinha,
por exemplo, no me passa a gente tem uma
mocinha que é líder de adolescentes e
aí, né, quantas meninas cristãs ou
mulheres cristãs, né, ela tem mais de 30
anos, então quantas mulheres cristãs já
tiveram que eh já participaram de algum
ministério com liderança na igreja de
juventude, de adolescentes? Então, acho
bem legal trazer isso para essa
história.
>> Ô, gente, eu ia fazer uma outra
pergunta, mas a pergunta aqui da nossa
da audiência da Sara Freitas, ela me
fez, ela falou que ficou horrorizada,
né, devastada quando descobriu o fim da
Suzana. Gente, como é que fica assim?
Qual é o desaf eh um dos desafios de
vocês escreverem, né, ficção cristã. Ah,
por exemplo, eh, tem, eh, tem espaço
para as coisas que dão erradas assim,
tipo, ou vocês têm como meta: "Não,
cara, o nosso final tem que ser sempre
feliz, ah, vamos seguir aqui token, eu
catástrofe, vai lá, tal".
>> Tipo assim, tem espaço para uma parada
mais dramática assim, sei lá, que no
final dá errado, tipo assim, ou tem que
seguir a cartilha meio desafiando
gigantes assim, tipo, tem que dar tudo
certo, [risadas] né? Tem espaço para
dor, para tragédia, como na vida real?
Assim, eu acho que tem que ter espaço,
né? Tem que ter espaço para personagens
com defeitos de caráter, personagens que
não são redimidos, porque isso é o que
acontece, principalmente na ficção
contemporânea, assim, mas eu acho que em
todas, né, na verdade, né, porque é o
que acontece na vida real, né, nem todas
as pessoas têm o caráter ajustado, nem
todas as pessoas fazem boas escolhas,
nem todas as pessoas, nem todas as
pessoas evoluem isso, né, o presente,
>> nem todas as pessoas aceitam a Cristo e
nem todas as pessoas evoluem com a vida,
né? Às vezes a pessoa também tem
>> não não passa por um por um arco
evolutivo como
>> boa,
>> né?
>> E às vezes
>> como a gente costuma fazer nas histórias
>> e às vezes o fim trágico, ele é a lição
correta no nesse caso. Eu não eu não vou
falar qual é o livro porque o livro
ainda não saiu e eu não eu não posso dar
spoiler, mas eu fiz leitura beta de um
livro de uma amiga
>> que eh o tinha um personagem que ele
estava sendo redimido e eu falei:
"Amiga, desculpa, manda pro inferno".
Com todo respeito, mas assim, eu falei:
"Amiga, essa conversão aqui acho que
ficou um pouco rápida." E aí eu
conversei, eu conversando com ela, a
gente entendeu que aquele que aquele
personagem tem um final trágico, ele não
se arrepende, ele morre sozinho. Era o
melhor, a melhor eh a melhor forma de
você mostrar as consequências do pecado.
Nem não significa que todo personagem
vai vai pro inferno e vai sofrer as
consequências. Às vezes o personagem
sofre as consequências, percebe, se
arrepende e se converte, mas tá tudo bem
se o personagem não se arrepender, não
se converter e morrer sozinho.
>> Eu quero lançar um desafio aqui, galera.
Alguém vai escrever uma, pode ser uma
uma história curta, sei lá, uma, como é
que se chama? Uma história curta assim,
uma
>> um conto. Exato.
>> Tá aí o desafio, galera. Quem escreveu
um conto sobre os personagens que a Beca
mandou para o inferno? Como é esse
inferno de personagens da literatura que
foram mandados para lá por Becker? Como
é que é a redenção? Tinha uma dá para
sair de lá? Eles conseguem entrar em
outra história. [risadas] Sei fica o
desafio aí, né? Fica o desafio aí.
>> Bem, o o Luiz escreveu sobre purgatório,
né? Então ele abriu uma brecha aí.
>> Sim, eu tava lembrando desse livro
agora, inclusive.
>> É, cara, é muito bom.
>> Mas você perguntou sobre finais
trágicos.
>> Isso, isso.
>> Tem uma autora por aí que andou matando
nos protagonistas do livro do do livro,
né? Uma autora de ficção cristã. Então
não vou citar aqui para não dar spoiler
do final do livro. [risadas] Olha,
>> mas tem autora de ficção cristã matando
a mocinha no final, depois do final
feliz,
>> que eu acho um absurdo. [risadas]
>> Olha só. Olha só. Não, mas qual é o
desafio? Vamos lá. Qual é o desafio de
escrever eh eh para crente assim? Porque
o público de vocês hoje eh aliás, não,
antes de eu fazer essa pergunta, eu
tenho que fazer outra pergunta.
>> Qual é a pergunta que eu ia fazer antes?
Essa aí não é o desafio de escrever
paraa crente é, eu ia fazer outra
pergunta agora. Essa é boa. Vamos ficar
com essa que é boa. Não vou a outra nem
era porque a Deus até fez eu esquecer a
outra, né? [risadas] Qual é o desafio de
É, eu ia falar um pouquinho sobre
inspiração, mas acho que aqui no ao
longo da conversa vocês já falaram um
pouquinho da inspiração, criatividade e
tudo e tal. Acho que já já ficou legal,
já demos a dica, né? E para quem quer
começar, galera, comece os meios de
publicação independente. Essa live vai
ficar salva. Depois você volta então e
vê a dica das meninas aí. Mas como é que
é escrever assim ficção?
Ficção. Ah, eu ia perguntar se vocês já
receberam feedback de leitores não
cristãos. Se já receberam algum feedback
assim. Sim, muitos. Como é que foi? Dá
para alguém quer contar?
>> Sim. Eu acho que assim, eh, o que eu
recebo geralmente, que eu acho que é o
nosso propósito com a aflição cristã, é
que nós queremos entregar uma boa
história, primeiramente. Então, a pessoa
sendo, se a pessoa não for cristã, ela
ainda vai ser ali entretida dentro dessa
boa história, né? E aí eu recebo muito
eh feedback de leitores que realmente me
acompanham, leem tudo e porque eles amam
as histórias, eles amam a criação de
mundo, os personagens. E aí o meu livro
fez até com que eles perdessem eh o
preconceito com o o conceito de ficção
cristã. Então, geralmente eu encontro
eles em Bienal, sabe, nesses eventos e
eles estão lá aproveitando de vários
tipos de livro, sempre passam para me
ver e fala: "Cara, ó, não sou cristão,
mas eu amo seus livros. Eu se eu sempre
me sinto, eu nunca me sinto
desrespeitado, né, ou atacado. E essas
histórias me dão esperança, né, elas são
positivas, enfim. Então, eu recebo esse
tipo de feedback.
É até um parêntese aí, galera. Vou vou
dar minha opinião, apesar de nunca ter
escrito ficção e tal. Tô eu tô na
produção de um quadrinho, tô escrevendo
o roteiro com um quadrinho,
>> mas é é diferente de do que vocês
escrevem, né? Mas e tem esse lance
também. Quando eu fiz a minha pergunta
sobre finais não felizes e tal, esse
tipo de coisa,
>> eu não acho que a gente que tem que ser
uma parada que tem que terminar, tipo
assim, meu aquele, sabe aquele filme que
tu assiste, fala: "Mano, que ruim!" Sabe
que deu tudo errado? Não, acho que não
precisa caminhar para esse lado,
entendeu? Acho que você pode mostrar a
maldade do mundo, mas mostrar também
que, pô, tem ali, né? Eh, nem sempre o
mocinho vai vencer, mas pelo menos tá
ali, né? Tipo, manteve alguma coisa e
pode ter personagens e eh complicados,
mas, cara, tem tanta história ruim, né?
E com final trágico que tudo bem se você
fizer um final feliz também. E aí, nesse
sentido, talvez eu concorde com o token,
sabe? Cara, vai ter muito sofrimento,
mas a gente termina com a vitória do bem
e tal. Então, eh, não quer dizer que
assim, eh, talvez até tenha espaço para
isso, né? Se for bem escrito, um drama,
alguma coisa assim, mas ainda assim, se
for cristão, tem que terminar com
esperança, né? Sei lá, um personagem que
morre todo mundo da família dele,
entendeu? Numa guerra, sei lá, só sobrou
o cara no front, entendeu? Lá no bunker,
sei lá.
>> Ainda assim, se esse livro terminar,
meu, minha família morreu, todo mundo
morreu, essa é a vida. Enfim, cara. Daí,
desculpa.
>> Mas essa é a graça, né, da ficção
cristã.
Isso me lembra, isso me lembra Nárnia,
né? Muitos não, os cristãos odeiam o
final de as crônicas de Nárne. Enquanto
pra gente assim é claramente uma
mensagem de esperança.
>> Inclusive o livro que eu falei que a
mocinha morre no final também é uma
mensagem de esperança, porque a gente
sabe o que acontece depois da morte.
>> É assim,
>> fala Beca. Estão te criticando nos
comentários. Vou te dar a voz. Vai,
Beca.
>> Eita, tô me criticando.
>> Não, tô [risadas] dizendo que a ela,
viu, Beca? É tudo bem ter um final
feliz. Ela tá [risadas]
>> Não, com certeza. E ninguém pode dizer
que eu não escrevi final feliz, porque o
final desse livro aqui é basicamente um
conto de fadas. Eh, a esse livro aqui
ele fala eh muito sobre eh esqueci a
palavra, tem aqui no no aviso de
gatilho.
>> Eh, como é que é? Fanatismo religioso.
>> Hum.
>> Então, eh, fanatismo religioso cristão,
inclusive.
>> Uhum. E eh ele a gente tá acostumado a
ver muitas vezes os cristãos sendo
retratados como pessoas fanáticas ou
intolerantes. A gente tá acostumada a
ver algumas dessas retratações, né, na
na mídia, assim, nos filmes, séries. E
eu tenho um personagem assim, tipo, que
ele não é um personagem legal, mas ao
mesmo tempo eu tentei fazer com que ele
não fosse o vilão da história. Ele não é
vilão, mas eh ele teve seus erros e o
final desse livro ele é um assim tem uma
restauração. É, tô contando
>> mas ele tem final feliz. E ele tem final
feliz justamente porque eu eu queria
fazer diferente. Eu não posso eh eu não
posso, quer dizer, como cristã, eu posso
falar de fanatismo religioso, mas eu não
vou falar da mesma forma que uma pessoa
que não é cristã. A pessoa que não é
cristã, ela vai falar meio que para
destruir. Olha só como que esses crentes
são fanáticos, não sei o quê. Eu vou
falar de um jeito eh meio que de
exortação, porque a Bíblia também tem
livros eh tem tem capítulos de
exortação. A gente tem ali os profetas,
né? Tem tem as exortações. Bíblia, a
Bíblia nunca passou a mão na cabeça de
ninguém. Então sim, a gente pode na
ficção cristã inclusive criticar a
igreja, inclusive criticar o crente. A
gente pode fazer isso, mas a gente faz
isso de um jeito diferente. A gente faz
com amor, com temor a Deus e sempre
assim, eh, é, é isso, sabe? Com muito
amor e temor, porque o objetivo não é
criticar por criticar, é exortar. É bem
diferente.
>> E eu não lembro mais para a pergunta.
Não tá tudo não. Respondeu. Respondeu. É
isso aí, gente. Vamos lá para finalizar
o nosso papo aqui, antes que a família
da Camila chegue, os cachorros latam,
tudo aconteça. Dá para chegar, hein?
Falta falta dois minutos, Camila. Não,
gente, como é que é escrever para
cristão assim? Vocês têm alguma
resistência? Às vezes vem, tem aquela
crítica que vem, machuca o coração,
porque infelizmente tem muitos cristãos
que não sabem criticar, né? Discordam e
discordam de maneira violenta, né?
>> Eh, como é que é escrever ficção? Porque
é uma
que ficção cristã, a gente pode falar
que que tem uns 3 anos aí que ela deu um
boom aqui no Brasil, né?
>> Sei lá.
>> Sim, eu acho que o bom é final de 2023.
>> É porque agora eu acho, eu posso dizer
tranquilamente que a gente deve ter mais
de 50 obras publicadas. Por isso que eu
só tô pensando em Mundo Cristão e Thomas
Nelson.
>> E Thomas Nelson. Eu só tô pensando
nessas duas assim que eu sei que estão
investindo muito forte nessa parada, mas
cara, eu vou na FEFIC, eu não fui
convidado para esse ano. Acho que esse
ano eu nem posso também ir, sabe? Nem
adianta me convidar mais.
>> É, mas assim, [risadas] mas eu vou na
FEFIC, eu fico de cara com a galera que
tá lá, uma galera publicando
independente e tal, né? Aliás, a minha
esposa tá lendo uma que ela é
independente. Eu sei que ela vai vir
para uma editora agora, a solteirona
alemã, alguma coisa é dessa dessa.
>> Ah, sim.
>> Ah, não é independente não. Ele é da
ciranda cultural. Tá ciranda. Da
ciranda. Ótimo.
>> Eu achei que fosse independente. Achei
porque eu vejo, eu vejo ela, a minha
esposa tá lendo o segundo dela, ela
gosta da
>> e aí o que acontece? Tipo assim, mas tu
vai lá na da Fefic, cara, é uma galera,
entendeu? Mas só falando de Thomas
Nelson e Mundo Cristão, eu sei que
talvez outras editoras e lancem alguma
coisa, mas essas são as duas que mais t
focado mesmo, né? E eh injetado, né?
Grana nisso e marketing, coisa arada e
tal. Eh, inclusive só gente da ficção
cristã vai pra Bahia, ninguém mais vai,
ninguém da teologia foi chamado,
entendeu? Aí só vocês da ficção
[risadas] estão lá e tal. Fica
>> a gente não foi chamada não. Só a Camila
falar.
>> A gente se chamou.
>> Ah, adoro, adoro. É isso aí. Tem, tem
que ter cara de pau. Mas a Camila não tá
lá. Então, a Camila eu não fui chamado,
a Camila foi. Tô brincadeira par.
[risadas]
É, mas assim, tipo, tem, mano, é mais,
tem mais 50 obras, sei lá, publicadas,
talvez, né? Porque, meu, eu sei que o
ano passado foi uma enchurrada. Esse
ano, sei lá, Thomas ia publicar 12, a
Mundo Cristão uns 15, entendeu?
>> É, é impressionante mesmo a gente ver
isso, né? Porque quando eu comecei a
falar de ficção cristã na internet, né?
Eu demorei um pouco para escrever meu
primeiro livro assim que eu escrevi
intencionalmente como uma ficção cristã.
Embora o meu primeiro livro seja uma
ficção cristã, nessa época eu acho que a
gente nem usava esse termo ficção
cristã. a gente falava um livro
religioso, romance religioso e tal, mas
eu segui pelo péd ali eh durante vários
anos da minha carreira escrevendo
romances
genéricos, assim, não eram romances
explicitamente cristãos. Muitas vezes eu
suprimia características ali da minha
fé, justamente para não causar
estranhamento no público, né? Mas aí
teve um momento na minha vida ali que eu
uma chave virou e eu decidi me eh
dedicar exclusivamente à escrita da
ficção cristã, né, a partir de
experiências que eu tive com livros de
ficção cristã. E eu já era muito
apaixonada por livro ficção cristã. Em
2020, um pouquinho antes da pandemia, eu
fui chamada pela Thomas Nelson para ser
embaixadora, porque eu já falava de
livros no Instagram, né? E eu lembro que
eu fiz uma live com Samuel Coto
>> e a gente falando de ficção cristã e ele
falou na minha cara assim que ficção
cristã não vende no Brasil. E era
verdade, né? Ele tava falando uma coisa
que a gente já sabia, era verdade. A
gente tinha na Thomas ã
>> só aquele deixados para trás e Nárnia
nem tava ainda na R.
>> Nossa, tem tinha um de capa preta com
branco. Acho que foi até com a galera da
da Pilgin que eles lançaram. Não, acho
que é é tipo um
>> um livro, cara. Esqueci o nome, mas a
trilogia cósmica do CS Lu. Trilogia
cósmica é tinha. É. Eh,
>> e tinha um da da Renata Martins que era
desse da ovelha O dragão ou da ovelha O
leão, um dos dois. Ela tem esses dois
livros que era uma autora brasileira
inclusive que foi publicada pela Tomas,
mas assim tinha muito pouca ficção
cristã na Thomas e em qualquer outra
editora, assim, na mundo cristão teve
uma fase assim de publicar ficção cristã
também, mas foi
>> muito tempo atrás, então a gente vivia
numa realidade completamente diferente.
Nós que escrevemos ficção cristã desde
essa época, né, a Sara Beca, eu, a Noemi
que tá aqui também. E a gente também tá
a Tamires é Thomas também. É, Tamires é
da Thomas. É, a Tamires chegou pouco
agora mais recentemente. Tamiras
encarando a verdade. Encarando a
verdade.
>> Tamam encarando a verdade. O livro dela,
o primeiro livro dela foi um sucesso.
Livro é maravilhoso. Eu amo esse livro.
Isso aí, ó. Isso aí. Ela amou.
>> Então, assim, a gente a gente realmente
viu o Deus fazer coisas assim
inimagináveis. A gente teve a Noemi, que
eu acho que ela foi a pioneira da nossa
geração, que foi entrou primeiro, né, na
Thomas e
>> teve até um romance adaptado para peças
de teatro, né, que eu nunca sei falar de
ferrugem e ecos de borboleta. Eu acho
que até acertei também acertou.
[risadas]
>> Ah, Noemi, tu tá aqui ainda, Noemi? Eu
já fui dormir que na Alemanha deve ser
tarde agora, mas eu acertei de primeira,
no
>> olha aí, sob medida. foi sob medida essa
essa essa esse meu acerto aqui.
>> E eu lembro que a gente tinha um grupo
de autores e ela falou assim: "Gente,
olha, quando a gente descobriu, né, que
da sobre a publicação dela, que ela
guardou o segredo por um tempo ali,
depois revelou, acho que todo mundo
passa um pouco por isso. [risadas] E aí
todo ela falou: "Gente, olha, eu oro
para que seja uma porta de entrada, para
que muitas de vocês cheguem lá também".
Eu acho que todo mundo ficou feliz por
ela, mas ninguém acreditava nisso, né?
[risadas]
>> E hoje a gente vê que realmente Deus
moveu e fez acontecer. A gente viu
corajosas também que veio depois e foi
um sucesso e aí estourou no independente
e essa força do corajosas acho que abriu
muitas portas também para para que as
editoras olhasem pra ficção cristã.
>> Vocês estão me dizendo que o Corajosas
também bombou antes de forma
independente?
>> Bomou no independente. Nossa, elas foram
com sucesso assim quando elas chegaram
na mundo cristã já tinham vendido
algumas milhares de cópias sozinhas,
sabe? Então foi cara, isso é legal
falar, isso é porque de novo, galera, de
novo a Camila vendeu o livro. Tu chegou
a vender livro físico também antes da
Thomas, né, Camila? Porque quando até
quando eu falei de ti lá na Thomas era
já, já tinha vendido umas
>> a minha casa não tinha espaço para andar
assim de tanta caixa de livro que tinha
em casa. Foi. E cara, e fica aí, gente,
ó.
Tudo vendido, isso é ótimo. Não, porque
assim, gente, é claro que é muito bom
ter uma editora maravilhosa. O teu livro
vai parar no interior de Minas, vai
parar no Amapá, ele a editora é uma
coisa muito maravilhosa. E tem uma
equipe ali, né, uma editora, a Bruna aí,
né, nossa editora e tal. Eh, então isso
é maravilhoso. E aí você é muito bom. Só
que, cara, olha só, essas meninas aí,
todas elas começaram antes sozinha,
publicando independente, fazendo cópia
física independente, ou seja, é um
caminho muito virtuoso.
>> Eu acho que é muita virtude na
publicação independente, porque você
cria sua comunidade. Então, quando você
chegar a uma editora, você já tem uma
comunidade, né? Uma comunidade que
acompanha, que te apoia, que compra as
suas histórias
>> e o corajosa. Sim, foi um baita sucesso
também depois da Mundo cristão. E, cara,
isso mostra a força da parada, né? Isso
é muito legal.
>> Total. E eu acho que começar no
independente é algo que molda muito o
nosso coração para esse entendimento de
chamado, sabe? De que o Senhor me chamou
para fazer isso, independente de uma
editora. O meu o meu propósito, o meu
chamado aqui, ele não começa ou termina
como editora, ele continua mesmo sem
editora. Porque se o senhor me chamou
para escrever essa história, então ela é
digna do meu investimento. Ela é digna
de eu ir da de eu ir para Bienal, de eu
ficar sem voz de tanto que eu parava e
apresentava, né, a história para as
pessoas, de eu ter a minha meta ali de
cara, eu tenho que vender 25 liv para eu
não voltar com caixa para casa e eu
acredito que essa história vai abençoar
a vida de alguém, então eu vou continuar
abordando e apresentando. Então eu acho
que amadurece também o seu coração e a
sua expectativa pro mercado para no pro
certo de você chegar numa editora.
>> Uhum.
>> E
>> o eu não se ia falar alguma coisa, mas
eu esqueci.
>> Eu nem acho que a gente nem respondeu
mais a pergunta que eu fiz, mas acho tá
legal pergunta mesmo.
>> Eu queria responder.
>> Vamos então [risadas] vai
>> a pergunta, tá? Eu vou puxar porque eu
acho que a Beca deve ter a mesma questão
que a gente escreve fantasia. Vamos
fazer o seguinte, vamos criar uma ordem
aqui. A Sara vai responder a pergunta:
"Como é escrever ficção cristã para
cristãos?" Aí daí a Sara fala, aí a Beca
fala e a Camila fala. Beleza? Aí a gente
encerra a nossa conversa. Vamos. Vamos
lá.
>> Ótimo. Eh, eu acho que tem dois pontos
assim. O primeiro, no geral, escrever
ficção cristã para cristãos é você estar
disposto a passar por um processo de
educar o público. Você vai ter que
educar o público, cristão. Você vai ter
que explicar, você vai ter que
reexplicar. você vai ter que mostrar
paraas parábolas, né, voltar paraa
palavra. E eu acho que no meu caso, no
meu nicho pelo menos, que é a fantasia
cristã, é ainda mais desafiador, porque
é um gênero que por muito tempo ele foi
muito rechaçado dentro da igreja, né? Eu
lembro, por exemplo, de quando eu tinha
uns 7 anos, não sei, que juntou os
crentes com os católicos e eles fizeram
o multirão de e-mail pedindo todo mundo
para não ir no cinema ver a bússola de
ouro na época, sabe? que era assim uma
fantasia. Enfim. Então eu lembro de ver
esse movimento crescendo, eh, onde a
fantasia ela era vista como algo, eh, de
Satanás, né? A fantasia é feitiçaria, a
fantasia é bruxaria. Então, você não
pode escrever, você não pode ler, pelo
amor de Deus. Então, eu lidei muito com
isso e ainda lido em alguns contextos,
tendo que educar o público cristão sobre
o gênero de fantasia, né? Tendo que
educar o público questão que o gênero de
fantasia ele é um reflexo do anseio do
homem pela eternidade, né? Quando a
gente lê ali o Senhor dos Anéis, onde a
gente vê os elfos que venceram a morte,
isso gera esse anseio em nós, né? De
chegar nesse dia onde a gente vencer a
morte. Quando a gente olha para as
crônicas de Nárnia e a gente lê sobre
uma terra restaurada, onde a natureza é
plenamente viva, a gente lembra daquilo
que a gente perdeu no Éden. Então assim,
de mostrar que existe sim e que o gênero
que eles o o gênero fantástico, ele é
cristão e ele pode ser esse veículo,
sabe? Então acho que para mim como
escritor de fantasia é esse desafio de
quebrar os preconceitos que as pessoas
têm sobre o gênero, sobre o gênero
fantástico. Eu tenho até uma passagem na
Bíblia, no Velho Testamento, que fala:
"Ah, as árvores se reuniram para fazer
um conselho e escolher quem seria o rei
entre elas". Não lembro qual passagem
que qual livro exato que tá, mas é uma
coisa super fantástica, né? Depois eu
qual coisa eu coloco nos comentários.
Eh, então para mim é isso. Não
>> lembro, não lembro. É, vou vou aprovar.
>> Eu acho que deve ser algum livro
profético, porque muitas vezes as
árvores elas representam povos, eles
representam reinos, eh, reis. Então,
provavelmente eu eu sei disso porque eu
tô acabando de ler um livro profético.
>> É.
>> Ai, olha aí, ó.
>> Olha aí. Sim, Camila, a gente tá te
vendo, tá? E se tu não tá, fala alguma
coisa, Camila, porque
>> agora eu tô ouvindo, mas eu não escutei
nada até esse esse esse segundo aí da
profecia. Mas a Sara arrasou e falou e
falou que tem árvores que fazem reunião
na Bíblia. Tá tudo certo. Vamos lá.
[risadas]
Vai lá, Beca.
>> Eh,
>> tu terminou? Desculpa, Sara. Desculpa.
Tu terminou, Sara? Terminei. Eh, e eu
achei aqui, é Juízes, capítulo 9,
versículo 8 a 15.
>> É, juízes é uma parada tão esquisita que
olha, as árvores eram capazes de falar
mesmo naquela época, porque olha, cima,
juízes era uma cada um era a coisa mais
normal que aconteceu no livro.
>> Exato. Cada um fazia o que queria. Tá
certo. Vai lá, Beca.
>> Eu queria, na verdade, eh, deixar um
recado assim para os leitores, para você
que é cristão e você que tá você que tá
começando a ler ficção cristã. Eh, o, a
sensação que às vezes o o autor cristão
tem é que a régua para gente é muito
mais alta do que para pro para outras
produções. As pessoas são capazes de ver
Deus na Marvel, em Game of Thrones, em
tantas outras produções seculares. Mas
se o crente tem uma coisinha que
desagrada no livro dele, aí os crentes
já faz com escarcel. E assim, nós somos
uma o reino muito diverso. A gente não
consegue concordar nem na forma do
batismo. Então assim, na a ficção
cristã, você não vai achar uma ficção
cristã que vai ser perfeita de acordo
com aquilo que você acredita, a menos
que você escreva ela. Então assim, a
gente eh o leitor cristão, ele precisa
ter a sua, o seu, eh, a sua leitura
crítica ativada. Não é porque você vai
ler uma afecção cristão que você vai
desligar a leitura crítica e você vai
aceitar tudo que o cultor tá colocando
ali. Você pode deve sim continuar tendo
a sua leitura crítica. Você pode
discordar de algumas coisas, mas às
vezes eu tenho a sensação que o crente
ele joga a água do banho junto com o
bebê fora. Ai tem uma coisa, a os
personagens se beijaram antes do
casamento aqui. Aí eu vou cancelar esse
livro. Ah, mas porque eh teve uma cena
que eu achei que passou do limite, então
vou cancelar esse livro. Calma, não é
assim. Vamos analisar com calma. não
significa que você vai aceitar tudo. E é
como eu falei, você pode sim criticar,
você pode sim discordar,
>> mas às vezes eh a gente precisa
reconhecer isso, que nós somos um povo,
um reino diverso, que a gente não vai
concordar com tudo e que tá tudo bem e
você não vai desligar o seu senso
crítico quando você estiver lendo uma
ficção cristã. Ah, tem muito assim, às
vezes as pessoas ficam discutindo o que
que pode e o que que não pode numa
ficção cristã.
No, quando a gente fala de fantasia, tem
gente que quer dizer qual símbolo você
pode usar, não? Porque se você vai
escrever um dragão, então o dragão tem
que ser malvado, não pode ter um dragão
bonzinho e não é assim. Então a gente
tem que avaliar eh a cosmovisão que tá
ali, a gente tem que avaliar se a
mensagem que tá por trás ela é ela é
fidedigna e é não é tão simples, sabe?
Não não é tão simples assim. E a eu acho
que se os cristãos eles tivessem a mesma
eh o mesmo a mesma régua, se eles
medissem a ficção cristã com a mesma
régua que eles medem outras produções, a
gente seria muito mais aceito,
>> né? Eu acho também se você tá falando, e
eu tô pensando que a gente tem que
considerar que a gente fala para um
público que discute se você pode ou não
ouvir alguns tipos de música, sabe?
Então é, é, eu acho que é úte o
cumprimento da saia da mulher.
Entendeu? [risadas]
>> Então acho que é é é naturalmente um
desafio que a gente vai encontrar e
inevitavelmente, mas tem, eu acho que a
gente tem muitos desafios, na verdade,
mas acho que se eu pudesse citar um, eu
fosse escolher um para para citar,
seria, no meu caso, né? Eh, o fato de
que existe uma linha muito sutil entre o
que é pura arte e o que é puramente arte
e o que é um o que um ensinamento na
ficção cristã. Porque eu sinto assim que
muitas vezes o leitor ele pega uma uma
ficção cristã
pensando no que ela o que ele pode
aprender dela. E nem sempre o que um
autor de ficção vai colocar num livro é
um ensinamento. É às vezes é apenas um
retrato da realidade do cristão. Isso,
isso talvez seja até uma coisa que eu
acho que é eh mais pro lado de, por
exemplo, pessoas que têm mais costume de
ler livros de não ficção, livros
teológicos, talvez eles tenham mais esse
olhar pro pro livro de ficção e e tenham
mais estranhamento nesse sentido. Mas eu
acho que eu poderia citar dois exemplos
do meu livro, por exemplo, que são
preocupações que eu tenho de eh de
interpretação. Inclusive na minha edição
da Thomas a gente mudou muito pouca
coisa no Dexanevar.
E uma delas foi porque eu botei tipo uma
explicação super didática no final de
que uma coisa que o mocinho faz não é
para ser replicado em casa, [risadas]
>> sabe? Tem duas situações no deixanar, eu
acho, que que eu poderia citar, que é
uma que o Bibo até brincou comigo quando
a quando a esposa dele tava lendo, que a
personagem pega Bíblia e ela usa assim,
faz aquele horóscopo, horóscopo bíblico
que ela abre em qualquer página para
receber uma resposta de Deus ali e ali
ela vê algumas respostas que não são
nada do que ela esperava. Mas assim, eh
eh o que eu tô dizendo no sentido de que
aquilo tá ali, não porque você deve
fazer isso, deve procurar uma resposta
de Deus desse jeito, mas é porque é uma
coisa que o cristão faz. Então, uma um
retrato da realidade cristã, do mesmo
modo que a gente tem uma cena lá que o
personagem pede um sinal para Deus e aí
esse sinal ali meio que, né, a mocinha
fica achando que ela é a resposta, que
ela é a pessoa certa para ele, porque eh
existia esse sinal na história. Mas eu
coloquei aquilo ali não paraas pessoas
pedirem o sinal, pelo amor de Deus,
parem de pedir o que Deus envie um sinal
para você encontrar seu marido, mas
porque é uma coisa que os cristãos
fazem, né? E quando ele fez esse pedido,
ele era um adolescente, então ele era um
cristão imaturo. Então são coisas assim
que a gente coloca como retrato da
realidade que as às vezes as pessoas
podem entender, talvez como um
ensinamento. Então acho que é uma linha
tênue. E aí e esse esse para mim é um
desafio real de e prático. Na hora que
eu tô escrevendo lá, eu penso, não, pera
aí, eu preciso colocar de uma forma que
isso aqui não seja mal interpretado
então acho que é o que eu citaria de de
maior desafio para mim no momento.
>> É complicado, complicado. Às vezes o
pessoal tem o, como né, a Beca
mencionou, um olhar crítico para onde
não deveria ter esse olhar assim, né?
Mas é é isso acontece até com novela da
Globo, por exemplo, né? O pessoal tipo:
"Ah, porque eu cri, mano, primeiro que
tem gente evangélica cuidando lá, né? E
de como às vezes o cristão é
representado." "Ah, mas o cristão faz
aquilo, mano. Tem cristão fazendo coisa
bem pior na vida real", entendeu? Então
assim, tinha calma, né? Tinha calma.
pessoal. E é muito legal, como tu falou,
mano, é claro que eu não quero dizer que
tem que fazer isso, mas é fato que muita
gente faz, entende? Então, mas é bom até
botar uma notinha porque senão a galera
viu, né? Porque eu li lá, tem que fazer
igual no livro.
>> É, não, eu coloquei um diálogo do
mocinho explicando para ela porque que
ele não contou, porque é uma coisa, é
uma situação assim, ela descobre que ele
fez aquilo, mas não é ele pessoa que
conta para ela, né? Então eu coloquei
ele lá falando, imagina que tipo de
homem eu seria se eu dissesse para você
que Deus revelou para mim que eu tinha
que me casar com você, né? Então eu acho
que tive que fazer toda uma explicação
didática para as pessoas entenderem que
não era bem por ali.
>> Muito bom. Muito bom. Mas meninas,
>> eu tive que colocar uma nota no meu
livro explicando que eu eu escrevi um
livro onde as crianças que nunca
nasceram vão pra terra do nunca, mas eu
não quero dizer que as crianças de fato
vão pra terra do nunca. Essa parte é
fantasia. Eu tive que fazer uma nota,
>> cara. Mas vem cá, vamos lá. Vamos lá.
Vamos lá. É, essa nota tu fez porque já
numa edição anterior teve gente
reclamando ou tu já quis se precaver?
Eu escutei minha mãe. Minha mãe esposa
de pastor tava preocupada, ela falha e
eu sei como cabeça do crente funciona,
né? Então eu falei: "Vou escutar minha
mãe, vou colocar essa nota e explicativa
assim só para me preca". Nunca ninguém
assim eh chegou eh falando tipo: "Nossa,
você cometeu uma heresia, né? Nunca
aconteceu disso, mas eh eu achei melhor
me precaver.
>> É boa. [risadas] É e isso é uma ficção.
Você está lendo uma ficção, né? Tipo,
>> exatamente. Eu acho que isso é
importante lembrar também, uma ficção,
né? Ainda que o sinal se realize.
>> Exato. Sinal que o cara pediu, se
realize lá. É uma ficção.
>> Exato. Este livro é uma ficção, né? Mas
é isso. A gente tem que falar na
embalagem do ovo que contém ovos, né? É
isso, a gente tem, vive nesse mundo, né,
gente? É isso, muito obrigado. Sara, tem
data da Fefic, como é que é? Onde vai
ser? Aberto ao público? Como é que é?
>> Sim, a FEFIC vai acontecer em julho, dos
dias 16 a 19 no Memorial da América
Latina, em São Paulo.
>> Ô louco.
>> E a entrada é Aham.
>> Estamos crescendo aí e a entrada é
gratuita, só você procurar lá o
Instagram FIC.Ffeira
feira e aí em no final desse mês a gente
já vai abrir pra retirada de ingresso.
>> Que da hora. Ou seja, tem limite, né?
Não é bagunçado, tem que fazer a
inscrição. É de graça, mas tem que se
inscrever, tem que tirar o bilhete lá.
>> Muito legal. E e sar quem tem romance,
ficção escrita, pode ser expositor lá
também. Ainda tem que entrar lá no site
da Fefi, que tem como montar a sua
barraquinha lá na na Fefi.
>> Exato. Pode procurar o Instagram da
Fefi, que esse ano, como a gente tá com
um espaço bem maior, a gente ainda tá
aberto paraa exposição tanto de autores
independentes quanto de editoras. Então,
para você aí que tá querendo lançar um
livro, a Fefica é um lugar muito bom
para você começar ali.
>> Sensacional.
>> Só procurar ela no Instagram.
>> Obrigada. É só procurar. Gente, eu não
botei o arroba ali. Ô Sara, é, manda o
tu é, não consegue só eu consigo. Depois
vai tá aqui, gente. Põe Fefic. É, tem
dois CS, né? Fe fic com dois CS.
>> Procura lá no Instagram que não tem
erro, tá bom? Lá tem os links na bi,
tudo certo. Camila, obrigado pela tua
presença aqui. Sucesso nos livros já
lançados e nos novos que virão. Tá bom.
>> Beca, da mesma forma. Tem livro esse
ano, Beca? Lançado? Não. A Camila disse
que vai ter. Você tem? Tem livro esse
ano? Esse ano
>> a Sara também tem livro lançado. Esse
vai ser lançado esse ano.
>> Tenho uma fantasia sombria.
>> A gente falou sobre isso.
>> Olha, quando tu lançar a gente volta
aqui, Sara, falar sobre terror e o
cristão. O cristão pode escrever terror.
Olha, precisamos falar sobre. Eu adoro
terror, gente. Eu até gosto desse
fingum.
>> Eu gosto de fing. Aliás, [risadas] é,
enfim. Mas é, é bom ter um terrorzinho
cristão aí onde o demônio apanha.
>> [risadas]
>> Mas antes de apanhar, ele aterroriza um
pouco. Tô brincando, gente. É isso, ó.
S. Então, quando lançar me dá um toque.
A gente volta a falar sobre terror aqui.
Tá bom,
>> meninas? É isso. Deus abençoe. Se você
tem uma ficção cristã, algum livro
cristão escrito, comenta aqui. Meu nome
é tal, meu livro é tal. Quer, pode botar
link. Eu não sei se o YouTube vai deixar
você botar link. Eu acho que eu
bloqueei, mas é, põe aí o nome do seu
livro, tá bom? Pode usar como vitrine aí
os comentários dessa live. Deus abençoe
todos vocês. Voltamos em breve, se Deus
quiser, assim permitir. Fiquem todos na
paz do Senhor Jesus.

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