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A fé vem pelo ouvir

A graça suficiente do Senhor em nossas fraquezas (2Coríntios 12.7-10) | Rev. Edgar Lopes

A graça suficiente do Senhor em nossas fraquezas (2Coríntios 12.7-10) | Rev. Edgar Lopes

A graça suficiente do Senhor em nossas fraquezas (2Coríntios 12.7-10) | Rev. Edgar Lopes

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Meus irmãos, graça e paz a todos.
Abramos juntos a palavra do Senhor na
segunda carta de Paulo aos Coríntios, no
capítulo 12. Eu lerei os versículos de 7
até o 10.
Segunda carta de Paulo aos Coríntios,
capítulo 12,
versículos de 7 a 10.
Diz assim a palavra do Senhor:
"E para que não me ensoberbecesse
com a grandeza das revelações,
foi-me posto um espinho na carne,
mensageiro de Satanás, para me
esbofetear, a fim de que não me exalte.
Por causa disto, três vezes pedi ao
Senhor que o afastasse de mim. Então ele
me diz: "A minha graça te basta, porque
o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De
boa vontade, pois, mais me gloriarei nas
fraquezas, para que sobre mim repouse o
poder de Cristo, pelo que sinto prazer
nas fraquezas, nas injúrias, nas
necessidades, nas perseguições, nas
angústias, por amor de Cristo. Porque
quando sou fraco, então é que sou forte.
Vamos orar. Senhor Deus, nós estamos
diante da tua palavra e carecemos, Pai,
da instrução que vem do Senhor para
nossa vida. Rogamos, ó Deus, a ação do
teu Santo Espírito, que ele venha
iluminar nossa mente, preparar o nosso
coração para receber a tua palavra,
possamos, ó Deus, compreender aquilo que
vem do Senhor para nossa vida e assim,
Pai, colocar em prática a vontade do
Senhor, a fim de vivermos para tua santa
e bendita glória. É no nome de Cristo,
Pai, que nós oramos e pedimos. Amém.
Você tem alguma fraqueza? você consegue
reconhecê-la e falar sobre ela. Nós
vivemos numa cultura que exalta muito
mais a força, o sucesso e a
autossuficiência.
Nós somos incentivados por essa cultura
a permanecermos fortes e destemidos a
esconder as nossas fraquezas, a fim de
sermos admirados por elas. Há inclusive
um provérbio popular que diz que dos
fracos não reza a história. E esse
provérbio sugere que na história é muito
mais o forte que é lembrado do que o
fraco. O grande problema é que a nossa
realidade é muito mais rodeada por
fraquezas do que força. Existem
fraquezas morais, fraquezas espirituais
e também fraquezas físicas. A nossa
realidade é muito mais, na nossa
realidade, é muito mais a presença
dessas fraquezas do que mesmo a força. E
para nós cristãos, submetidos ao ensino
bíblico, admitir a nossa fraqueza é uma
atitude indispensável. O desafio bíblico
para nós, inclusive, é o de não nos
gloriarmos nas nossas forças, mas sim
reconhecer humildemente a nossa própria
fraqueza e consequentemente a nossa
dependência do Senhor. Uma prova disso é
o texto que nós temos diante de nós. É a
mensagem do texto que temos diante de
nós. Estamos diante da segunda carta de
Paulo aos Coríntios, daquele que entre
os autores do Novo Testamento talvez
tenha sido o que mais precisou lidar
intensamente com a realidade de suas
fraquezas. E é justamente nessa carta
que o apóstolo Paulo abre o seu coração.
Ele expõe de maneira muito clara,
apaixonada a sua fraqueza. Paulo dedicou
uma boa parte do seu ministério a
ensinar os cristãos de Corinto, talvez
seja a igreja que mais deu trabalho para
o ministério, para o trabalho pastoral
de Paulo. Porém, mesmo fazendo isso,
esses cristãos passaram a valorizar mais
outros mestres do que Paulo. O problema
é que esses outros mestres eram falsos
mestres que estavam trazendo distorções
para o evangelho de Cristo, que estavam
trazendo problemas para a igreja,
heresias para a igreja, mas lá estavam
os irmãos de Corinto gostando e amando
muito mais esses falsos mestres. Eram
homens que menosprezavam Paulo e os seus
ensinos. E de acordo com o capítulo 10
dessa carta, lá no versículo 10, Paulo
era chamado por eles de fraco. Ele tinha
a sua pessoa uma forma muito fraca e ele
era alguém que tinha a palavra
desprezível. Assim, os falsos mestres
então caracterizavam o apóstolo Paulo. É
interessante que mesmo diante de tudo
isso, Paulo não tem dificuldade em
reconhecer a sua fraqueza. Talvez o que
nós esperássemos do apóstolo Paulo é que
ele pudesse revidar os seus oponentes e
dizer: "Pelo contrário, eu não sou
fraco, como vocês estão dizendo. Eu já
tive inúmeras experiências com Deus. Eu
sou um apóstolo chamado por Cristo. Eu
sou alguém que conhece a cultura, tanto
a cultura romana, a filosofia, o Antigo
Testamento. Paulo poderia se
engrandecer, mas ele não faz isso. Paulo
não tem dificuldades em reconhecer a sua
fraqueza. Ele entendeu que Deus estava
usando toda a sua fraqueza para levá-lo
a depender cada vez mais da graça
suficiente e do poder do Senhor. Meus
irmãos, é isso que nós veremos e
aprenderemos nessa manhã. Deus pode
utilizar as nossas fraquezas como
cenário para nos manter humildes, para
evidenciar a sua suficiente graça e para
repousar sobre nós o poder de Cristo. Em
resumo, é isso que nós iremos ver e
considerar nessa manhã. Primeiro, no
versículo 7, nós veremos que o Senhor
utiliza nossas fraquezas para nos manter
humildes. Olha o que o apóstolo Paulo
nos diz no versículo 7. E para que não
me ensoberbecesse, com a grandeza das
revelações, foi- me posto um espinho na
carne, mensageiro de Satanás, para me
esbofetear.
Paulo fala aqui de um espinho em sua
carne. Ele diz que esse espinho era um
mensageiro de Satanás e que era para
esbofeteá-lo.
Muito já foi especulado e dito sobre o
que poderia ser o espinho na carne de
Paulo. Talvez você conhece, já ouviu
falar das várias possibilidades de
explicação sobre o espinho. Alguns
teólogos entendem que o espinho na carne
é uma referência de Paulo de forma
metafórica aos próprios oponentes,
aqueles que são inclusive apresentados
nessa carta. A carta fala muito desses
falsos mestres, daqueles que levantavam
oposição e perseguição contra o apóstolo
Paulo, difamavam o apóstolo Paulo. E
alguns teólogos vêm e dizem: "Olha,
provavelmente o espinho é uma referência
para esses". Já outros teólogos entendem
que a declaração espinho na carne faz
referência a um mal físico como uma
enfermidade que o apóstolo Paulo passou
a ter. A especificação espinho na carne
tem muito peso para esse entendimento,
porque fala de algo que estava na carne
do apóstolo Paulo, que causava muita
dor, muito desconforto, algo que era
humilhante para o apóstolo Paulo. Bom,
se for este último entendimento correto,
naturalmente vai surgir a pergunta: que
enfermidade foi essa? Se é uma
referência a alguma enfermidade, sobre
qual enfermidade Paulo então está se
referindo? E aí, meus irmãos, existem
outras várias sugestões e muitas
especulações sobre isso. Há quem diz que
Paulo se refere a um problema que ele
tinha no olho. Ele tinha um problema de
visão. E muitos vão dizer que isso era
decorrente daquela visão que ele teve de
Cristo quando ele estava na estrada para
Damasco. Ali os seus olhos foram
preenchidos de escamas. E aí depois lá
na frente Deus tem que ver um profeta
para que pudesse orar por ele para que
as escamas caíssem. E aí tem teólogos
que vão dizer que ficou o resquício
daquilo. E Paulo então tinha problema de
visão. E por isso ele está dizendo:
"Olha, eu foi me colocado esse espinho
na carne". Outros vão dizer que não era,
na verdade uma depressão que o apóstolo
Paulo tinha juntamente com uma
ansiedade. Outros vão dizer que não, que
era malária o que o apóstolo Paulo tinha
e outros vão dizer que era epilepsia,
que inclusive na época do apóstolo Paulo
era considerada como uma enfermidade que
vinha do submundo. Por isso, quando
Paulo diz que o espinho era um
mensageiro de Satanás, era como se ele
estivesse se referindo a esse problema.
E muitas outras enfermidades são
colocadas e apontadas sobre esse
espinho. Eu gosto do comentário do J
Carson, o grande estudioso do Novo
Testamento, comentando esse texto. Ele
destaca que o espinho de Paulo era muito
era algo muito doloroso ou causava
grande vergonha e talvez se refere às
duas coisas: algo doloroso e algo que
lhe causava vergonha. E ele chama a
nossa atenção para o fato de que nós não
podemos saber ao certo que espinho era
esse. E mais, irmãos, nós não precisamos
saber. O que nós precisamos entender é
qual é o propósito desse espinho ter
sido colocado no apóstolo Paulo. É por
isso que no início do verso 7, o próprio
apóstolo Paulo se encarrega de deixar
claro para nós que o foco não é no seu
espinho, mas no propósito desse espinho
está na sua carne. O espinho acometeu o
apóstolo logo após e em consequência da
grandeza das revelações. O começo do
versículo 12 até o versículo 6,
versículo 1 até o versículo 6, Paulo
fala de um arrebatamento. Ele fala que
foi levado ao terceiro céu. Ele foi
exposto nesse terceiro céu ao paraíso e
ele ouviu palavras inefáveis que ele diz
que não é lícito nem ao homem referir
sobre essas palavras. Foram visões
maravilhosas, revelações maravilhosas
que o apóstolo Paulo recebeu. O problema
é que tais revelações, tais experiências
e privilégio poderiam colocar o apóstolo
Paulo em um perigo. E o perigo era do
orgulho, o perigo da soberba. Por isso
que ele começa o versículo 7 dizendo:
"Olha, e para que não me ensoberbecesse,
olha o propósito, foi-me então colocado
um espinho na carne". No final, ele diz:
"Mensageiro de Satanás para me
esbofetear, a fim de que não me
exaltasse." Meus irmãos, isso nos ajuda
a entender que esse espinho não era algo
que já existia antes do apóstolo Paulo
ter recebido essas revelações que tinha
acontecido 14 anos antes da sua escrita
dessa dessa carta, mas foi algo que o
acometeu depois. Ainda mais importante é
o fato de Paulo ver esse espinho
simultaneamente como obra de Satanás e
obra de Deus. As duas realidades estão
aqui postas e o apóstolo Paulo, ele não
tem problema em reconhecer que há essas
duas realidades, Satanás e o próprio
Deus. É claro que Satanás está sendo
aqui usado pelo próprio Deus. Ele é um
instrumento nas mãos de Deus para que o
espinho fosse então colocado na carne do
apóstolo Paulo. Veja como isso é
apresentado. Paulo diz que o espinho é o
mensageiro de Satanás para esbofeteá-la.
Porém, ele sabia que o espinho também
procedia de Deus. E a prova disso é o o
propósito do espinho, que foi o quê?
impedir Paulo de se exaltar, impedir
Paulo de ter um orgulho por causa das
suas revelações. É claro que se fosse só
Satanás nessa história aqui, Satanás não
teria esse objetivo para Paulo. Pelo
contrário, se fosse somente Satanás aqui
colocando o espinho na carne de Paulo,
Satanás iria preferir Paulo não ficasse
orgulhoso ou orgulhoso? Paulo, Satanás
iria preferir que Paulo ficasse
terrivelmente soberbo, terrivelmente
orgulhoso. Mas Paulo reconhece que havia
um propósito e o propósito era bom por
trás do seu espinho. Por isso ele está
falando então da simultaneade. Olha,
Satanás é o instrumento de Deus para
colocar esse espinho na minha cara. É
preciso, irmãos, fique fique claro para
nós que o propósito de evitar a soberba
de Paulo por meio do espinho e assim
fazê-lo humilde, certamente era um
propósito de Deus. Certamente nos fala
da providência divina. O espinho, na
verdade, era um símbolo para o apóstolo
Paulo, para lembrá-lo de que ele era
fraco.
Ele precisava se ver nessa condição. Ele
teve revelações, ele teve experiências
com Deus. Ele era um homem que foi
chamado para um ministério importante
para ir pregar o evangelho, ser um
apóstolo de Cristo. Mas em tudo isso ele
precisava se ver como alguém fraco, como
alguém que depende do Senhor, como
alguém que precisa ser sustentado pelo
Senhor. Se ele quisesse se exaltar, o
espinho estava lá na sua carne para
dizer: "Paulo, você não é tudo isso que
você tem achado de si. Paulo, você é
fraco. Paulo, você depende da minha
graça. Você depende de mim. Você depende
da minha força. O espinho era uma
lembrança da fraqueza do apóstolo Paulo.
E aqui, meus irmãos, nós temos algo
maravilhoso. O espinho na carne desse
homem não fugiu do controle de Deus.
Assim como nada neste mundo e muito
menos os nossos espinhos na carne não
foge do controle de Deus. Assim como o
espinho na carne de Paulo foi colocado
para evitar a sua exaltação,
Deus também pode graciosamente nos
livrar de nós mesmos, colocando um
espinho na nossa carne para nos manter
humilde
ou para obter outros propósitos. Deus
pode nos colocar um espinho na carne
para que nós continuemos humildes.
Talvez você pode virar para mim e dizer:
"Pastor, mas eu não tenho problema com a
humildade, eu sou humilde." Certa vez eu
ouvi alguém dizer que humildade é uma
daquelas virtudes que se você acha que
tem, já é um bom sinal que você não tem.
Então, tome cuidado antes de dizer:
"Olha, pastor, eu sou humilde, eu não
preciso desse espinho na minha carne".
Mas por que que Deus então permite um
espinho na carne de um apóstolo? Alguém
que era bênção para plantações de
igreja, para a expansão do evangelho.
Por que que Deus faz isso para mantê-lo
humilde? Meus irmãos, o que é compatível
com um cristão não é a soberba, mas é a
humildade.
A humildade é uma virtude compatível com
um cristão. Porque quando nós somos
humildes, quando nós somos mantidos
humildes, nós então somos mais parecidos
com quem? Com Jesus.
Ele é por excelência aquele que pisou
sobre essa terra e que tinha essa
virtude de maneira perfeita. Ele era
humilde. É por isso que lá em
Filipenses, no capítulo 2, versículos de
5 a 8, depois de Paulo nos versículos
anterior anterior inclusive falar sobre
a necessidade de humildade, ele vem e
apresentam exemplos por excelência de
humildade e ele apresenta Cristo. E ele
diz: "Olha, atende em vós o mesmo
sentimento que também houve em Cristo
Jesus, pois ele, subsistindo em forma de
Deus, não julgou como usurpação o ser
igual a Deus. Antes a si mesmo se
esvaziou, assumindo a forma de servo,
tornando-se em semelhança de homens e
reconhecida em figura humana, a si mesmo
se humilhou, tornando-se obediente até a
morte e morte de cruz.
Nosso Senhor Jesus é humilde por
excelência. E é isso que é compatível
com um cristão. Se Paulo se entregasse à
soberba, se Paulo se entregasse à alta
exaltação, Paulo não daria um testemunho
de Cristo. Ele pregaria algo, ele
anunciaria algo, mas a sua vida
indicaria outra realidade. E o que Deus
vem então e faz? Deus soberanamente,
providencialmente envia um espinho para
ser colocado na carne do apóstolo Paulo,
para que ele pudesse ser humilhado, para
que ele pudesse então se manter humilde.
Meus queridos, isso nos ensina que nem
todas as nossas dores são punição,
mas por vezes elas são proteção de Deus
para nós. As nossas dores nem sempre são
punição, mas são proteção de Deus para
nós. Esse espinho e toda a fraqueza que
ele simbolizava e causava no apóstolo.
Não era um mal de Deus para o seu
apóstolo. Na verdade, era uma bênção de
Deus para o seu apóstolo. Causava muita
dor? Certamente sim, irmãos. Ele diz que
é algo que foi colocado na sua carne.
Você já teve a experiência de ter um
espinho na ponta do dedo e o quanto
desconforto ele causa? Quanto incômodo
ele causa? Imagina um espinho na carne.
A ideia aqui é de uma estaca na carne. É
claro que não é literal, mas é a
referência de algo que dói muito, que
causa muito desconforto. Era muito
doloroso para o apóstolo. Era
desconfortável, sim, mas era uma forma
de Deus proteger o seu apóstolo da
soberba. Deus pode agir assim na vida do
apóstolo Paulo e ele pode agir assim
também na nossa vida. O próprio apóstolo
Paulo teve que ser contido por Deus para
permanecer humilde. E se Paulo, que era
um apóstolo de Cristo, teve que ser
contido para isso, o que dizer de nós,
irmãos? O que dizer de nós? Se Paulo
teve que ser contido,
o que dizer de nós? Deus, ele nos
esvazia, ainda que isso seja doloroso,
para que nós possamos nos relacionar com
ele de maneira correta, em humildade,
independência, reconhecendo a nossa
pequenez diante dele, o quanto limitado
nós somos, o quanto finito nós somos e o
quanto nós carecemos
do sustento que vem dele paraa nossa
vida. Então, Deus nos esvazia para que
nós possamos nos relacionar bem com ele,
mas Deus também nos esvazia para que nós
possamos testemunhar Cristo de maneira
correta, não só no falar, mas no viver.
Não só falar da humildade de Cristo, mas
viver a humildade de Cristo. Segundo
versículos de 8 a 9 até a parte a do
versículo 9, nós vamos ver que o Senhor
utiliza nossas fraquezas para evidenciar
a suficiência da sua graça. No verso
oito, primeiro nós temos a ação de
Paulo. Ele diz: "Por causa disto, três
vezes pedi ao Senhor que o afastasse de
mim."
Veja, em oração por três vezes, o
apóstolo pediu que o Senhor removesse
aquele espinho. Se não causasse dor, se
não fosse incômodo, ele não precisaria
pedir. Mas lá está o apóstolo Paulo
dizendo: "Olha, depois que esse espinho
foi colocado na minha carne, eu orei. Eu
orei, eu orei ao Senhor pedindo, retira
de mim esse espinho." Ele pediu ao
Senhor porque ele sabia que era o Senhor
que estava no controle e não o Satanás.
Por mais que o espinho fosse um
mensageiro de Satanás, quem estava no
controle era Deus. Quem poderia tirar ou
não era Deus. E ele diz: "Eu orei ao
Senhor." E aqui, meus irmãos, está tudo
certo, pois Paulo era um homem de
oração. Lá na sua primeira carta aos
Tessalonicenses, no capítulo 5,
versículo 17, esse mesmo apóstolo nos
exorta a orar sem cessar. Ele orou
fielmente, ele orou especificamente ao
Senhor. Pai, tira de mim esse espinho.
Mas qual foi a resposta de Deus? A
partir a do verso 9, nós temos a
resposta. Então ele me disse, a minha
graça te basta. O Senhor respondeu à
oração de Paulo.
Respondeu a oração do apóstolo, mas foi
removendo o espinho na carne,
foi mantendo o espinho na carne. Mas
Deus apenas manteve o espinho na carne?
Não, irmãos. Deus virou para Paulo e
diz: "Olha, Paulo, você precisa de algo
muito melhor do que a retirada do
espinho. Você precisa de graça
suficiente
para você ser sustentado, para que você
se mantenha fraco,
para que você viva dessa maneira, com
humildade diante de mim. Você precisa
ter o espinho mantido na sua carne e
você precisa da minha graça para
suportar."
Receber a graça suficiente
de Deus era algo muito melhor para Paulo
do que ter o espinho retirado. Meus
queridos, isso nos ajuda a entender que
quando Deus não responde às nossas
orações como pedimos, não significa que
ele esteja deixando de ser bom ou
gracioso para conosco.
Não se esqueça que os nossos pedidos a
Deus em oração podem estar, por vezes,
preso a uma visão limitada daquilo que
nós consideramos como algo bom para nós.
Já a resposta de Deus a esses pedidos
sempre estará fundamentada na visão
total e perfeita do que Deus tem de
realmente bom para nós. Não é de acordo
com a nossa visão do que é bom, mas é de
acordo com a visão de Deus do que
perfeitamente é bom para nós. A melhor
resposta de Deus para Paulo não é Paulo,
tudo bem, eu vou retirar o seu espinho.
Mas é essa, Paulo, o espinho vai ser
mantido, mas eu vou te dar graça para
suportar o espinho. Eu vou te dar graça
para suportar essa dor, para suportar
essa fraqueza. O que você mais precisa é
de graça. Nós sempre, irmãos, precisamos
mais da graça de Deus do que as
retiradas de espinho na nossa vida. Deus
pode retirar, pode. Ele é soberano e ele
está no controle das nossas dores e
fraquezas. Mas mais do que a retirada
desses espinhos, nós precisamos da graça
de Deus. Nós não podemos nos esquecer
que a graça de Deus é melhor do que a
própria vida.
Se a graça sobre nós, ela é melhor do
que a própria vida com ou sem um
espinho. A graça de Deus é melhor. O
salmista no Salmo 63, versículo 3,
declara isso. A graça de Deus é melhor.
Pela graça de Deus, Paulo lá em Primeira
Coríntios, capítulo 15, versículo 10,
diz: "Olha, pela graça de Deus, eu sou o
que sou. Ele era o que era por causa da
graça de Deus. É pela graça de Deus que
nós somos o que somos, que nós podemos
suportar
aquilo que Deus coloca diante de nós.
Não é pela retirada de espinhos, irmãos,
que nós somos o que somos. É pela graça
de Deus que nós somos o que somos. E
Paulo teve que aprender isso com a
resposta de Deus à sua oração. Por fim,
o Senhor utiliza nossas fraquezas para
que repouse sobre nós o poder de Cristo.
Versículos 9, parte B, e versículo 10.
A resposta de Deus foi: "A minha graça
te basta." E vem a parte B. Porque o
poder se aperfeiçoa na fraqueza de boa
vontade, pois me gloriarei nas fraquezas
para que sobre mim repouse o poder de
Cristo. Pelo que sinto prazer nas
fraquezas, nas injúrias, nas
necessidades, nas perseguições, nas
angústias, por amor de Cristo, porque
quando sou fraco, então é que sou forte.
O sofrimento com o espinho na carne do
apóstolo deixou claro a sua fraqueza,
deixou claro o propósito de Deus para
ele, mas também serviu para revelar a
suficiente graça de Deus. A fraqueza
então não foi um obstáculo. Ela foi o
ambiente onde Cristo manifestava o seu
poder. Mas aconteceu algo a mais. Paulo,
na continuidade do versículo 9, ele diz
que de boa vontade,
de prontidão,
ele passou a se alegrar na própria
fraqueza, sabendo que o poder de Cristo
repousava sobre ele. Ele entendeu:
"Olha, se quando eu sou fraco, a graça
de Deus é suficiente sobre a minha vida
e o poder de Deus fica claro sobre a
minha vida, por que que eu vou me
entristecer então com a realidade do
espinho? Se tem graça e poder de Deus
sobre a minha vida? Ele diz: "Eu vou
então me alegrar. Eu vou me alegrar com
as minhas fraquezas". O apóstolo não
ficou chateado com Deus, meus irmãos,
porque o espinho foi mantido. Ele
entendeu que em suas fraquezas Deus
estava operando poderosamente, assim
como ele opera nas nossas fraquezas. E a
prova disso está no verso 10, onde Paulo
expressa o seu prazer nas fraquezas. Ele
vai além nas injúrias. Ele diz: "Olha,
eu não vou ter prazer agora só nas
fraquezas, não. Quando eu for injuriado,
eu também vou ter prazer. E quando você
tiver necessidade, Paulo, eu também vou
sentir prazer nas necessidades, nas
perseguições também, nas angústias
também. Por quê, Paulo? Por amor de
Cristo. Eu vou passar por tudo isso,
sentindo prazer, porque eu sei que Deus
tem graça sobre a minha vida. Deus tem
manifestado o seu poder sobre a minha
vida. Paulo não está dizendo, meus
irmãos, que o sofrimento é bom.
Paulo não é um masoquista. Ele não está
dizendo isso. O que ele sentia prazer em
ter sofrimento.
Paulo não orava a Deus pedindo: "Coloque
mais espinhos em mim". Ele não era doido
de fazer isso. Ele orou pedindo o
contrário. Retire de mim o espinho. Mas
se o Senhor não vai retirar o espinho e
vai me dar graça e manifestar o seu
poder,
eu tenho que me alegrar. Então eu tenho
que sentir prazer. O prazer dele aqui é
no Senhor. Ainda que ele passe por
dificuldade, ainda que ele seja
perseguido, ainda que ele venha
encontrar necessidades, ele continua
sentindo o seu prazer no Senhor, na
manifestação da graça do Senhor e do
poder do Senhor. Há uma sequência lógica
aqui nas declarações de Paulo. A
sequência é: o fraco depende de Deus. O
que depende se torna ciente da graça
suficiente, experimenta o poder de Deus.
E o poder de Deus produz verdadeira
força. A verdadeira força do cristão
nasce da dependência de Deus, não da
autuficiência.
Essa é a sequência lógica do texto que
nós vimos aqui. Como é bom, irmãos,
saber que Deus é poderoso para usar a
diversidade na nossa vida para que o seu
poder fique mais evidente, para que a
gente entenda a suficiência da sua graça
sobre nós. Jocarto diz que não existe
alguém tão fraco que Deus não possa
tornar forte. Mas existem muitos que,
achando-se fortes,
continuarão fracos. Esse o paradoxo que
é colocado diante de nós. Diante de
Deus, o fraco é feito forte. E diante de
Deus, aqueles que se acham fortes são
fracos. Em qual condição que nós nos
encontramos nessa manhã? De fortes ou de
fracos que são feitos fortes pela graça
de Deus e pelo poder de Cristo? Em qual
condição nós nos encontramos nessa
manhã?
Eu concluo, irmãos, dizendo que para
Paulo a acusação dos seus oponentes de
que ele era fraco não era uma ofensa,
enquanto eles estavam achando que
estavam ofendendo Paulo e dizendo:
"Olha, pessoalmente, a sua presença
pessoal é fraca, a sua palavra é
desprezível. Talvez eles achassem que
Paulo iria vir com um monte de coisas,
dizer: "Não, eu sou bom, eu sou isso, eu
sou aquilo". como se Paulo ficasse
ofendido com isso e ele diz: "Olha, eu
sou fraco mesmo. Se é isso que vocês
querem dizer, eu sou fraco. Eu vou
expressar minha fraqueza. Vou dar
detalhes sobre ela para vocês." Ele
entendia, meus irmãos, que tal condição
era uma bênção de Deus para levá-lo à
alegria, pois a graça suficiente, o
poder de Deus estavam sobre ele de
maneira visíveis. De outra forma, ele
não conseguiria ter essa clareza da
graça suficiente e do poder de Cristo
sobre ele. Aplicações práticas de tudo
que nós vimos aqui, queridos. A nossa
primeira resposta diante de um espinho
na carne deve ser oração.
A nossa primeira resposta diante de uma
fraqueza deve ser a oração, mas não uma
oração que exija do Senhor uma resposta
de acordo com o que nós pedimos. O comum
e o certo a fazer é pedir: "Senhor, se
possível, tira de mim esse espinho. Se
possível, tire de mim essa fraqueza.
Tire de mim essa enfermidade, tire de
mim essa dor. Isso tem me humilhado,
isso tem me maltratado, isso tem trazido
muito desconforto." A gente deve orar
pedindo ao Senhor, mas a gente não pode
exigir que o Senhor nos dê a resposta
como nós pedimos. Não é errado pedir ao
Senhor para retirar nossas dores e
fraquezas, irmãos. Mas é errado não
continuar confiando no Senhor quando as
nossas dores e fraquezas são mantidas
por Deus como proteção para nós. Deus
está te protegendo, irmãos. Ele pode
estar me protegendo com espinho na
carne. Segundo, se o desconforto do seu
espinho na carne, da sua fraqueza
estiver muito grande,
você está aí dizendo: "Mas tá muito
grande, pastor. O espinho que foi
colocado em mim é de uma maneira que eu
já não consigo mais aguentar". Eu quero
dar uma aplicação pastoral para você.
Busque força no Senhor. Lembre-se que
ele não é indiferente a nossa dor. Tem
um livro do Tinqueller, Caminhando com
Deus em meio ao sofrimento. E o Tinker
costuma, ele ele destaca várias vezes,
Deus não é indiferente à nossa dor. Por
vezes a gente quer resposta do porqu
coisas ruins nos acontecem, mas a gente
precisa ficar em paz sabendo que Deus
não é indiferente à nossa dor. Meus
irmãos, o nosso Senhor entende muito bem
sobre espinhos.
Paulo não é o primeiro no Novo
Testamento a ser apresentado como
espinhos na carne. Espinho na carne.
Vocês sabem de outro no Novo Testamento
que é apresentado como com espinhos no
plural na carne, que não foi colocado
nele apenas um, dois, três, mas foi
colocado sobre ele uma coroa de
espinhos. Você sabe de alguém? Eu estou
falando do nosso redentor, irmãos. Eu
estou falando do nosso Senhor Jesus
Cristo, o salvador dessa igreja, o nosso
Salvador.
Ele foi, recebeu, irmãos, uma coroa de
espinhos sobre a sua cabeça. Aquilo o
feriu. Humanamente falando, aquela coroa
de espinhos foi um instrumento de
tortura, zombaria e humilhação. Ele foi
humilhado.
Os soldados colocaram dizendo: "Você não
diz que é o rei dos judeus? toma aqui a
sua coroa.
Mas deram para ele uma coroa de espinhos
e enfincaram os espinhos a sua cabeça.
Mas debaixo do controle de Deus, meus
irmãos, aquela coroa de espinhos estava
sob o perfeito plano de Deus de nos
salvar por meio do seu filho, que foi
humilhado, que foi crucificado em nosso
lugar. Mas diferente de nós, Jesus
merecia espinhos para se tornar humilde.
Filipenses já diz que na sua encarnação
ele se humilhou já.
Mas ali ele foi humilhado, irmãos, em
nosso lugar.
Os espinhos ali indicavam a sua
humilhação. O nosso redentor entende bem
de espinhos e a humilhação que eles
trazem, a dor que espinhos podem trazer.
Por isso, clame aquele que não é
indiferente à sua dor. Jesus sabe muito
bem a dor que você está sentindo. Jesus
sabe muito bem o espinho que você tem na
carne. Jesus entende do que é sofrer,
porque ele também sofreu. Ele entende do
que é ser humilhado.
Ele também foi humilhado, mas ele o fez
na dependência do pai. lá no Jem, ele
orou ao pai pedindo, olha, se possível,
retire de mim esse cálice. E ali ele
falava de toda a via dolorosa que ele
teria que enfrentar e da sua
crucificação, inclusive os espinhos.
Mas ele se submeteu à vontade do pai. O
pai não retirou o cálice
e ele foi para a via dolorosa.
Meus irmãos, busque força naquele que
não é indiferente a sua dor. E ele é
Cristo Jesus. É ele quem nos fortalece.
É ele quem mostra para nós o quanto a
sua graça é suficiente e o quanto o seu
poder é maravilhoso sobre a nossa vida.
Que Deus nos ajude a viver dessa forma.
Vamos orar.
Oh.

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