A graça suficiente do Senhor em nossas fraquezas (2Coríntios 12.7-10) | Rev. Edgar Lopes
09/03/2026
A graça suficiente do Senhor em nossas fraquezas (2Coríntios 12.7-10) | Rev. Edgar Lopes
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Meus irmãos, graça e paz a todos. Abramos juntos a palavra do Senhor na segunda carta de Paulo aos Coríntios, no capítulo 12. Eu lerei os versículos de 7 até o 10. Segunda carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 12, versículos de 7 a 10. Diz assim a palavra do Senhor: "E para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então ele me diz: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo, pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque quando sou fraco, então é que sou forte. Vamos orar. Senhor Deus, nós estamos diante da tua palavra e carecemos, Pai, da instrução que vem do Senhor para nossa vida. Rogamos, ó Deus, a ação do teu Santo Espírito, que ele venha iluminar nossa mente, preparar o nosso coração para receber a tua palavra, possamos, ó Deus, compreender aquilo que vem do Senhor para nossa vida e assim, Pai, colocar em prática a vontade do Senhor, a fim de vivermos para tua santa e bendita glória. É no nome de Cristo, Pai, que nós oramos e pedimos. Amém. Você tem alguma fraqueza? você consegue reconhecê-la e falar sobre ela. Nós vivemos numa cultura que exalta muito mais a força, o sucesso e a autossuficiência. Nós somos incentivados por essa cultura a permanecermos fortes e destemidos a esconder as nossas fraquezas, a fim de sermos admirados por elas. Há inclusive um provérbio popular que diz que dos fracos não reza a história. E esse provérbio sugere que na história é muito mais o forte que é lembrado do que o fraco. O grande problema é que a nossa realidade é muito mais rodeada por fraquezas do que força. Existem fraquezas morais, fraquezas espirituais e também fraquezas físicas. A nossa realidade é muito mais, na nossa realidade, é muito mais a presença dessas fraquezas do que mesmo a força. E para nós cristãos, submetidos ao ensino bíblico, admitir a nossa fraqueza é uma atitude indispensável. O desafio bíblico para nós, inclusive, é o de não nos gloriarmos nas nossas forças, mas sim reconhecer humildemente a nossa própria fraqueza e consequentemente a nossa dependência do Senhor. Uma prova disso é o texto que nós temos diante de nós. É a mensagem do texto que temos diante de nós. Estamos diante da segunda carta de Paulo aos Coríntios, daquele que entre os autores do Novo Testamento talvez tenha sido o que mais precisou lidar intensamente com a realidade de suas fraquezas. E é justamente nessa carta que o apóstolo Paulo abre o seu coração. Ele expõe de maneira muito clara, apaixonada a sua fraqueza. Paulo dedicou uma boa parte do seu ministério a ensinar os cristãos de Corinto, talvez seja a igreja que mais deu trabalho para o ministério, para o trabalho pastoral de Paulo. Porém, mesmo fazendo isso, esses cristãos passaram a valorizar mais outros mestres do que Paulo. O problema é que esses outros mestres eram falsos mestres que estavam trazendo distorções para o evangelho de Cristo, que estavam trazendo problemas para a igreja, heresias para a igreja, mas lá estavam os irmãos de Corinto gostando e amando muito mais esses falsos mestres. Eram homens que menosprezavam Paulo e os seus ensinos. E de acordo com o capítulo 10 dessa carta, lá no versículo 10, Paulo era chamado por eles de fraco. Ele tinha a sua pessoa uma forma muito fraca e ele era alguém que tinha a palavra desprezível. Assim, os falsos mestres então caracterizavam o apóstolo Paulo. É interessante que mesmo diante de tudo isso, Paulo não tem dificuldade em reconhecer a sua fraqueza. Talvez o que nós esperássemos do apóstolo Paulo é que ele pudesse revidar os seus oponentes e dizer: "Pelo contrário, eu não sou fraco, como vocês estão dizendo. Eu já tive inúmeras experiências com Deus. Eu sou um apóstolo chamado por Cristo. Eu sou alguém que conhece a cultura, tanto a cultura romana, a filosofia, o Antigo Testamento. Paulo poderia se engrandecer, mas ele não faz isso. Paulo não tem dificuldades em reconhecer a sua fraqueza. Ele entendeu que Deus estava usando toda a sua fraqueza para levá-lo a depender cada vez mais da graça suficiente e do poder do Senhor. Meus irmãos, é isso que nós veremos e aprenderemos nessa manhã. Deus pode utilizar as nossas fraquezas como cenário para nos manter humildes, para evidenciar a sua suficiente graça e para repousar sobre nós o poder de Cristo. Em resumo, é isso que nós iremos ver e considerar nessa manhã. Primeiro, no versículo 7, nós veremos que o Senhor utiliza nossas fraquezas para nos manter humildes. Olha o que o apóstolo Paulo nos diz no versículo 7. E para que não me ensoberbecesse, com a grandeza das revelações, foi- me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear. Paulo fala aqui de um espinho em sua carne. Ele diz que esse espinho era um mensageiro de Satanás e que era para esbofeteá-lo. Muito já foi especulado e dito sobre o que poderia ser o espinho na carne de Paulo. Talvez você conhece, já ouviu falar das várias possibilidades de explicação sobre o espinho. Alguns teólogos entendem que o espinho na carne é uma referência de Paulo de forma metafórica aos próprios oponentes, aqueles que são inclusive apresentados nessa carta. A carta fala muito desses falsos mestres, daqueles que levantavam oposição e perseguição contra o apóstolo Paulo, difamavam o apóstolo Paulo. E alguns teólogos vêm e dizem: "Olha, provavelmente o espinho é uma referência para esses". Já outros teólogos entendem que a declaração espinho na carne faz referência a um mal físico como uma enfermidade que o apóstolo Paulo passou a ter. A especificação espinho na carne tem muito peso para esse entendimento, porque fala de algo que estava na carne do apóstolo Paulo, que causava muita dor, muito desconforto, algo que era humilhante para o apóstolo Paulo. Bom, se for este último entendimento correto, naturalmente vai surgir a pergunta: que enfermidade foi essa? Se é uma referência a alguma enfermidade, sobre qual enfermidade Paulo então está se referindo? E aí, meus irmãos, existem outras várias sugestões e muitas especulações sobre isso. Há quem diz que Paulo se refere a um problema que ele tinha no olho. Ele tinha um problema de visão. E muitos vão dizer que isso era decorrente daquela visão que ele teve de Cristo quando ele estava na estrada para Damasco. Ali os seus olhos foram preenchidos de escamas. E aí depois lá na frente Deus tem que ver um profeta para que pudesse orar por ele para que as escamas caíssem. E aí tem teólogos que vão dizer que ficou o resquício daquilo. E Paulo então tinha problema de visão. E por isso ele está dizendo: "Olha, eu foi me colocado esse espinho na carne". Outros vão dizer que não era, na verdade uma depressão que o apóstolo Paulo tinha juntamente com uma ansiedade. Outros vão dizer que não, que era malária o que o apóstolo Paulo tinha e outros vão dizer que era epilepsia, que inclusive na época do apóstolo Paulo era considerada como uma enfermidade que vinha do submundo. Por isso, quando Paulo diz que o espinho era um mensageiro de Satanás, era como se ele estivesse se referindo a esse problema. E muitas outras enfermidades são colocadas e apontadas sobre esse espinho. Eu gosto do comentário do J Carson, o grande estudioso do Novo Testamento, comentando esse texto. Ele destaca que o espinho de Paulo era muito era algo muito doloroso ou causava grande vergonha e talvez se refere às duas coisas: algo doloroso e algo que lhe causava vergonha. E ele chama a nossa atenção para o fato de que nós não podemos saber ao certo que espinho era esse. E mais, irmãos, nós não precisamos saber. O que nós precisamos entender é qual é o propósito desse espinho ter sido colocado no apóstolo Paulo. É por isso que no início do verso 7, o próprio apóstolo Paulo se encarrega de deixar claro para nós que o foco não é no seu espinho, mas no propósito desse espinho está na sua carne. O espinho acometeu o apóstolo logo após e em consequência da grandeza das revelações. O começo do versículo 12 até o versículo 6, versículo 1 até o versículo 6, Paulo fala de um arrebatamento. Ele fala que foi levado ao terceiro céu. Ele foi exposto nesse terceiro céu ao paraíso e ele ouviu palavras inefáveis que ele diz que não é lícito nem ao homem referir sobre essas palavras. Foram visões maravilhosas, revelações maravilhosas que o apóstolo Paulo recebeu. O problema é que tais revelações, tais experiências e privilégio poderiam colocar o apóstolo Paulo em um perigo. E o perigo era do orgulho, o perigo da soberba. Por isso que ele começa o versículo 7 dizendo: "Olha, e para que não me ensoberbecesse, olha o propósito, foi-me então colocado um espinho na carne". No final, ele diz: "Mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que não me exaltasse." Meus irmãos, isso nos ajuda a entender que esse espinho não era algo que já existia antes do apóstolo Paulo ter recebido essas revelações que tinha acontecido 14 anos antes da sua escrita dessa dessa carta, mas foi algo que o acometeu depois. Ainda mais importante é o fato de Paulo ver esse espinho simultaneamente como obra de Satanás e obra de Deus. As duas realidades estão aqui postas e o apóstolo Paulo, ele não tem problema em reconhecer que há essas duas realidades, Satanás e o próprio Deus. É claro que Satanás está sendo aqui usado pelo próprio Deus. Ele é um instrumento nas mãos de Deus para que o espinho fosse então colocado na carne do apóstolo Paulo. Veja como isso é apresentado. Paulo diz que o espinho é o mensageiro de Satanás para esbofeteá-la. Porém, ele sabia que o espinho também procedia de Deus. E a prova disso é o o propósito do espinho, que foi o quê? impedir Paulo de se exaltar, impedir Paulo de ter um orgulho por causa das suas revelações. É claro que se fosse só Satanás nessa história aqui, Satanás não teria esse objetivo para Paulo. Pelo contrário, se fosse somente Satanás aqui colocando o espinho na carne de Paulo, Satanás iria preferir Paulo não ficasse orgulhoso ou orgulhoso? Paulo, Satanás iria preferir que Paulo ficasse terrivelmente soberbo, terrivelmente orgulhoso. Mas Paulo reconhece que havia um propósito e o propósito era bom por trás do seu espinho. Por isso ele está falando então da simultaneade. Olha, Satanás é o instrumento de Deus para colocar esse espinho na minha cara. É preciso, irmãos, fique fique claro para nós que o propósito de evitar a soberba de Paulo por meio do espinho e assim fazê-lo humilde, certamente era um propósito de Deus. Certamente nos fala da providência divina. O espinho, na verdade, era um símbolo para o apóstolo Paulo, para lembrá-lo de que ele era fraco. Ele precisava se ver nessa condição. Ele teve revelações, ele teve experiências com Deus. Ele era um homem que foi chamado para um ministério importante para ir pregar o evangelho, ser um apóstolo de Cristo. Mas em tudo isso ele precisava se ver como alguém fraco, como alguém que depende do Senhor, como alguém que precisa ser sustentado pelo Senhor. Se ele quisesse se exaltar, o espinho estava lá na sua carne para dizer: "Paulo, você não é tudo isso que você tem achado de si. Paulo, você é fraco. Paulo, você depende da minha graça. Você depende de mim. Você depende da minha força. O espinho era uma lembrança da fraqueza do apóstolo Paulo. E aqui, meus irmãos, nós temos algo maravilhoso. O espinho na carne desse homem não fugiu do controle de Deus. Assim como nada neste mundo e muito menos os nossos espinhos na carne não foge do controle de Deus. Assim como o espinho na carne de Paulo foi colocado para evitar a sua exaltação, Deus também pode graciosamente nos livrar de nós mesmos, colocando um espinho na nossa carne para nos manter humilde ou para obter outros propósitos. Deus pode nos colocar um espinho na carne para que nós continuemos humildes. Talvez você pode virar para mim e dizer: "Pastor, mas eu não tenho problema com a humildade, eu sou humilde." Certa vez eu ouvi alguém dizer que humildade é uma daquelas virtudes que se você acha que tem, já é um bom sinal que você não tem. Então, tome cuidado antes de dizer: "Olha, pastor, eu sou humilde, eu não preciso desse espinho na minha carne". Mas por que que Deus então permite um espinho na carne de um apóstolo? Alguém que era bênção para plantações de igreja, para a expansão do evangelho. Por que que Deus faz isso para mantê-lo humilde? Meus irmãos, o que é compatível com um cristão não é a soberba, mas é a humildade. A humildade é uma virtude compatível com um cristão. Porque quando nós somos humildes, quando nós somos mantidos humildes, nós então somos mais parecidos com quem? Com Jesus. Ele é por excelência aquele que pisou sobre essa terra e que tinha essa virtude de maneira perfeita. Ele era humilde. É por isso que lá em Filipenses, no capítulo 2, versículos de 5 a 8, depois de Paulo nos versículos anterior anterior inclusive falar sobre a necessidade de humildade, ele vem e apresentam exemplos por excelência de humildade e ele apresenta Cristo. E ele diz: "Olha, atende em vós o mesmo sentimento que também houve em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e reconhecida em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Nosso Senhor Jesus é humilde por excelência. E é isso que é compatível com um cristão. Se Paulo se entregasse à soberba, se Paulo se entregasse à alta exaltação, Paulo não daria um testemunho de Cristo. Ele pregaria algo, ele anunciaria algo, mas a sua vida indicaria outra realidade. E o que Deus vem então e faz? Deus soberanamente, providencialmente envia um espinho para ser colocado na carne do apóstolo Paulo, para que ele pudesse ser humilhado, para que ele pudesse então se manter humilde. Meus queridos, isso nos ensina que nem todas as nossas dores são punição, mas por vezes elas são proteção de Deus para nós. As nossas dores nem sempre são punição, mas são proteção de Deus para nós. Esse espinho e toda a fraqueza que ele simbolizava e causava no apóstolo. Não era um mal de Deus para o seu apóstolo. Na verdade, era uma bênção de Deus para o seu apóstolo. Causava muita dor? Certamente sim, irmãos. Ele diz que é algo que foi colocado na sua carne. Você já teve a experiência de ter um espinho na ponta do dedo e o quanto desconforto ele causa? Quanto incômodo ele causa? Imagina um espinho na carne. A ideia aqui é de uma estaca na carne. É claro que não é literal, mas é a referência de algo que dói muito, que causa muito desconforto. Era muito doloroso para o apóstolo. Era desconfortável, sim, mas era uma forma de Deus proteger o seu apóstolo da soberba. Deus pode agir assim na vida do apóstolo Paulo e ele pode agir assim também na nossa vida. O próprio apóstolo Paulo teve que ser contido por Deus para permanecer humilde. E se Paulo, que era um apóstolo de Cristo, teve que ser contido para isso, o que dizer de nós, irmãos? O que dizer de nós? Se Paulo teve que ser contido, o que dizer de nós? Deus, ele nos esvazia, ainda que isso seja doloroso, para que nós possamos nos relacionar com ele de maneira correta, em humildade, independência, reconhecendo a nossa pequenez diante dele, o quanto limitado nós somos, o quanto finito nós somos e o quanto nós carecemos do sustento que vem dele paraa nossa vida. Então, Deus nos esvazia para que nós possamos nos relacionar bem com ele, mas Deus também nos esvazia para que nós possamos testemunhar Cristo de maneira correta, não só no falar, mas no viver. Não só falar da humildade de Cristo, mas viver a humildade de Cristo. Segundo versículos de 8 a 9 até a parte a do versículo 9, nós vamos ver que o Senhor utiliza nossas fraquezas para evidenciar a suficiência da sua graça. No verso oito, primeiro nós temos a ação de Paulo. Ele diz: "Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim." Veja, em oração por três vezes, o apóstolo pediu que o Senhor removesse aquele espinho. Se não causasse dor, se não fosse incômodo, ele não precisaria pedir. Mas lá está o apóstolo Paulo dizendo: "Olha, depois que esse espinho foi colocado na minha carne, eu orei. Eu orei, eu orei ao Senhor pedindo, retira de mim esse espinho." Ele pediu ao Senhor porque ele sabia que era o Senhor que estava no controle e não o Satanás. Por mais que o espinho fosse um mensageiro de Satanás, quem estava no controle era Deus. Quem poderia tirar ou não era Deus. E ele diz: "Eu orei ao Senhor." E aqui, meus irmãos, está tudo certo, pois Paulo era um homem de oração. Lá na sua primeira carta aos Tessalonicenses, no capítulo 5, versículo 17, esse mesmo apóstolo nos exorta a orar sem cessar. Ele orou fielmente, ele orou especificamente ao Senhor. Pai, tira de mim esse espinho. Mas qual foi a resposta de Deus? A partir a do verso 9, nós temos a resposta. Então ele me disse, a minha graça te basta. O Senhor respondeu à oração de Paulo. Respondeu a oração do apóstolo, mas foi removendo o espinho na carne, foi mantendo o espinho na carne. Mas Deus apenas manteve o espinho na carne? Não, irmãos. Deus virou para Paulo e diz: "Olha, Paulo, você precisa de algo muito melhor do que a retirada do espinho. Você precisa de graça suficiente para você ser sustentado, para que você se mantenha fraco, para que você viva dessa maneira, com humildade diante de mim. Você precisa ter o espinho mantido na sua carne e você precisa da minha graça para suportar." Receber a graça suficiente de Deus era algo muito melhor para Paulo do que ter o espinho retirado. Meus queridos, isso nos ajuda a entender que quando Deus não responde às nossas orações como pedimos, não significa que ele esteja deixando de ser bom ou gracioso para conosco. Não se esqueça que os nossos pedidos a Deus em oração podem estar, por vezes, preso a uma visão limitada daquilo que nós consideramos como algo bom para nós. Já a resposta de Deus a esses pedidos sempre estará fundamentada na visão total e perfeita do que Deus tem de realmente bom para nós. Não é de acordo com a nossa visão do que é bom, mas é de acordo com a visão de Deus do que perfeitamente é bom para nós. A melhor resposta de Deus para Paulo não é Paulo, tudo bem, eu vou retirar o seu espinho. Mas é essa, Paulo, o espinho vai ser mantido, mas eu vou te dar graça para suportar o espinho. Eu vou te dar graça para suportar essa dor, para suportar essa fraqueza. O que você mais precisa é de graça. Nós sempre, irmãos, precisamos mais da graça de Deus do que as retiradas de espinho na nossa vida. Deus pode retirar, pode. Ele é soberano e ele está no controle das nossas dores e fraquezas. Mas mais do que a retirada desses espinhos, nós precisamos da graça de Deus. Nós não podemos nos esquecer que a graça de Deus é melhor do que a própria vida. Se a graça sobre nós, ela é melhor do que a própria vida com ou sem um espinho. A graça de Deus é melhor. O salmista no Salmo 63, versículo 3, declara isso. A graça de Deus é melhor. Pela graça de Deus, Paulo lá em Primeira Coríntios, capítulo 15, versículo 10, diz: "Olha, pela graça de Deus, eu sou o que sou. Ele era o que era por causa da graça de Deus. É pela graça de Deus que nós somos o que somos, que nós podemos suportar aquilo que Deus coloca diante de nós. Não é pela retirada de espinhos, irmãos, que nós somos o que somos. É pela graça de Deus que nós somos o que somos. E Paulo teve que aprender isso com a resposta de Deus à sua oração. Por fim, o Senhor utiliza nossas fraquezas para que repouse sobre nós o poder de Cristo. Versículos 9, parte B, e versículo 10. A resposta de Deus foi: "A minha graça te basta." E vem a parte B. Porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza de boa vontade, pois me gloriarei nas fraquezas para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo, porque quando sou fraco, então é que sou forte. O sofrimento com o espinho na carne do apóstolo deixou claro a sua fraqueza, deixou claro o propósito de Deus para ele, mas também serviu para revelar a suficiente graça de Deus. A fraqueza então não foi um obstáculo. Ela foi o ambiente onde Cristo manifestava o seu poder. Mas aconteceu algo a mais. Paulo, na continuidade do versículo 9, ele diz que de boa vontade, de prontidão, ele passou a se alegrar na própria fraqueza, sabendo que o poder de Cristo repousava sobre ele. Ele entendeu: "Olha, se quando eu sou fraco, a graça de Deus é suficiente sobre a minha vida e o poder de Deus fica claro sobre a minha vida, por que que eu vou me entristecer então com a realidade do espinho? Se tem graça e poder de Deus sobre a minha vida? Ele diz: "Eu vou então me alegrar. Eu vou me alegrar com as minhas fraquezas". O apóstolo não ficou chateado com Deus, meus irmãos, porque o espinho foi mantido. Ele entendeu que em suas fraquezas Deus estava operando poderosamente, assim como ele opera nas nossas fraquezas. E a prova disso está no verso 10, onde Paulo expressa o seu prazer nas fraquezas. Ele vai além nas injúrias. Ele diz: "Olha, eu não vou ter prazer agora só nas fraquezas, não. Quando eu for injuriado, eu também vou ter prazer. E quando você tiver necessidade, Paulo, eu também vou sentir prazer nas necessidades, nas perseguições também, nas angústias também. Por quê, Paulo? Por amor de Cristo. Eu vou passar por tudo isso, sentindo prazer, porque eu sei que Deus tem graça sobre a minha vida. Deus tem manifestado o seu poder sobre a minha vida. Paulo não está dizendo, meus irmãos, que o sofrimento é bom. Paulo não é um masoquista. Ele não está dizendo isso. O que ele sentia prazer em ter sofrimento. Paulo não orava a Deus pedindo: "Coloque mais espinhos em mim". Ele não era doido de fazer isso. Ele orou pedindo o contrário. Retire de mim o espinho. Mas se o Senhor não vai retirar o espinho e vai me dar graça e manifestar o seu poder, eu tenho que me alegrar. Então eu tenho que sentir prazer. O prazer dele aqui é no Senhor. Ainda que ele passe por dificuldade, ainda que ele seja perseguido, ainda que ele venha encontrar necessidades, ele continua sentindo o seu prazer no Senhor, na manifestação da graça do Senhor e do poder do Senhor. Há uma sequência lógica aqui nas declarações de Paulo. A sequência é: o fraco depende de Deus. O que depende se torna ciente da graça suficiente, experimenta o poder de Deus. E o poder de Deus produz verdadeira força. A verdadeira força do cristão nasce da dependência de Deus, não da autuficiência. Essa é a sequência lógica do texto que nós vimos aqui. Como é bom, irmãos, saber que Deus é poderoso para usar a diversidade na nossa vida para que o seu poder fique mais evidente, para que a gente entenda a suficiência da sua graça sobre nós. Jocarto diz que não existe alguém tão fraco que Deus não possa tornar forte. Mas existem muitos que, achando-se fortes, continuarão fracos. Esse o paradoxo que é colocado diante de nós. Diante de Deus, o fraco é feito forte. E diante de Deus, aqueles que se acham fortes são fracos. Em qual condição que nós nos encontramos nessa manhã? De fortes ou de fracos que são feitos fortes pela graça de Deus e pelo poder de Cristo? Em qual condição nós nos encontramos nessa manhã? Eu concluo, irmãos, dizendo que para Paulo a acusação dos seus oponentes de que ele era fraco não era uma ofensa, enquanto eles estavam achando que estavam ofendendo Paulo e dizendo: "Olha, pessoalmente, a sua presença pessoal é fraca, a sua palavra é desprezível. Talvez eles achassem que Paulo iria vir com um monte de coisas, dizer: "Não, eu sou bom, eu sou isso, eu sou aquilo". como se Paulo ficasse ofendido com isso e ele diz: "Olha, eu sou fraco mesmo. Se é isso que vocês querem dizer, eu sou fraco. Eu vou expressar minha fraqueza. Vou dar detalhes sobre ela para vocês." Ele entendia, meus irmãos, que tal condição era uma bênção de Deus para levá-lo à alegria, pois a graça suficiente, o poder de Deus estavam sobre ele de maneira visíveis. De outra forma, ele não conseguiria ter essa clareza da graça suficiente e do poder de Cristo sobre ele. Aplicações práticas de tudo que nós vimos aqui, queridos. A nossa primeira resposta diante de um espinho na carne deve ser oração. A nossa primeira resposta diante de uma fraqueza deve ser a oração, mas não uma oração que exija do Senhor uma resposta de acordo com o que nós pedimos. O comum e o certo a fazer é pedir: "Senhor, se possível, tira de mim esse espinho. Se possível, tire de mim essa fraqueza. Tire de mim essa enfermidade, tire de mim essa dor. Isso tem me humilhado, isso tem me maltratado, isso tem trazido muito desconforto." A gente deve orar pedindo ao Senhor, mas a gente não pode exigir que o Senhor nos dê a resposta como nós pedimos. Não é errado pedir ao Senhor para retirar nossas dores e fraquezas, irmãos. Mas é errado não continuar confiando no Senhor quando as nossas dores e fraquezas são mantidas por Deus como proteção para nós. Deus está te protegendo, irmãos. Ele pode estar me protegendo com espinho na carne. Segundo, se o desconforto do seu espinho na carne, da sua fraqueza estiver muito grande, você está aí dizendo: "Mas tá muito grande, pastor. O espinho que foi colocado em mim é de uma maneira que eu já não consigo mais aguentar". Eu quero dar uma aplicação pastoral para você. Busque força no Senhor. Lembre-se que ele não é indiferente a nossa dor. Tem um livro do Tinqueller, Caminhando com Deus em meio ao sofrimento. E o Tinker costuma, ele ele destaca várias vezes, Deus não é indiferente à nossa dor. Por vezes a gente quer resposta do porqu coisas ruins nos acontecem, mas a gente precisa ficar em paz sabendo que Deus não é indiferente à nossa dor. Meus irmãos, o nosso Senhor entende muito bem sobre espinhos. Paulo não é o primeiro no Novo Testamento a ser apresentado como espinhos na carne. Espinho na carne. Vocês sabem de outro no Novo Testamento que é apresentado como com espinhos no plural na carne, que não foi colocado nele apenas um, dois, três, mas foi colocado sobre ele uma coroa de espinhos. Você sabe de alguém? Eu estou falando do nosso redentor, irmãos. Eu estou falando do nosso Senhor Jesus Cristo, o salvador dessa igreja, o nosso Salvador. Ele foi, recebeu, irmãos, uma coroa de espinhos sobre a sua cabeça. Aquilo o feriu. Humanamente falando, aquela coroa de espinhos foi um instrumento de tortura, zombaria e humilhação. Ele foi humilhado. Os soldados colocaram dizendo: "Você não diz que é o rei dos judeus? toma aqui a sua coroa. Mas deram para ele uma coroa de espinhos e enfincaram os espinhos a sua cabeça. Mas debaixo do controle de Deus, meus irmãos, aquela coroa de espinhos estava sob o perfeito plano de Deus de nos salvar por meio do seu filho, que foi humilhado, que foi crucificado em nosso lugar. Mas diferente de nós, Jesus merecia espinhos para se tornar humilde. Filipenses já diz que na sua encarnação ele se humilhou já. Mas ali ele foi humilhado, irmãos, em nosso lugar. Os espinhos ali indicavam a sua humilhação. O nosso redentor entende bem de espinhos e a humilhação que eles trazem, a dor que espinhos podem trazer. Por isso, clame aquele que não é indiferente à sua dor. Jesus sabe muito bem a dor que você está sentindo. Jesus sabe muito bem o espinho que você tem na carne. Jesus entende do que é sofrer, porque ele também sofreu. Ele entende do que é ser humilhado. Ele também foi humilhado, mas ele o fez na dependência do pai. lá no Jem, ele orou ao pai pedindo, olha, se possível, retire de mim esse cálice. E ali ele falava de toda a via dolorosa que ele teria que enfrentar e da sua crucificação, inclusive os espinhos. Mas ele se submeteu à vontade do pai. O pai não retirou o cálice e ele foi para a via dolorosa. Meus irmãos, busque força naquele que não é indiferente a sua dor. E ele é Cristo Jesus. É ele quem nos fortalece. É ele quem mostra para nós o quanto a sua graça é suficiente e o quanto o seu poder é maravilhoso sobre a nossa vida. Que Deus nos ajude a viver dessa forma. Vamos orar. Oh.