Como entender as Parábolas? – BTCast 635
06/03/2026
Como entender as Parábolas? – BTCast 635
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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um encontro da Semana Teológica EBT, e desta vez mergulhamos nas parábolas do Reino — essas histórias provocativas contadas por Jesus Cristo que ao mesmo tempo revelam e confrontam, escondem e transformam. Com a Rodrigo Bibo, Cacau Marques, Erlan Tostes e Paulo Won, a conversa explora como as parábolas não são meras ilustrações morais, mas anúncios subversivos do reinado de Deus que desafiam os valores dos impérios passageiros e redefinem nossa compreensão de vocação, igreja e mundo. O que significa viver hoje sob o senhorio de Cristo? Como as imagens da semente, do fermento e do tesouro escondido continuam desestabilizando nossas certezas e moldando nossa prática? Esta aula é um convite à imaginação teológica e à fidelidade concreta ao Reino — e também uma oportunidade de conhecer a nova turma da Escola Bibotalk de Teologia. Vem estudar com a gente.
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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Sejam bem-vindos ao último dia da nossa semana teológica que chega até você graças à escola Bibotalque de teologia. Segunda, terça, quarta, quinta, você acompanhou eu, Guilherme Nunes e Luiz falando sobre o reino de Deus. Agora você vai ter um podcast incrível falando sobre as parábolas do reino. Então gente, acompanha esse podcast que eu tenho certeza que você vai aprender muito sobre as parábolas do reino de Deus. Lembrando que você pode estudar Bíblia e teologia com a turma do Bibotal que estamos com a turma aberta, com um baita desconto para você assinar o nosso plano anual e passar o ano de 2026 estudando Bíblia e teologia com a gente. Sério, dá uma olhadinha aqui na descrição dessa aula, desse vídeo aqui no YouTube, que é bem menos do que você tá imaginando. Ai, deve ser muito caro estudar com essa galera. Gente, sério, cabe no seu bolso e eu tenho certeza que vai valer cada centavo que você investir aqui com a gente. Mas simbora pro podcast. 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Começa mais um BTC de número >> 635. >> Eu sou Rodrigo Bibo e voltamos com a série Parábolas. Olha aí, é uma boa abertura. >> Ok, >> né? >> Justo, >> justo. Tá valendo. >> Descritiva, né? >> Descritiva. É. E eu sou o Cacau Marques e eu odeio aquela piada do para bola, sabe? Eu acho. >> Mas e o tira rede? >> Acho horrível. >> É, é que Jesus não gostava de futebol, né? Que ele manda parar a bola e tira rede odeio. Eu odeio a piada, ele faz a viada. Lançar a rede e tirar a trave. >> Isso. Exato. Lançar rede, tirar trxaud. >> E olha só que você sabe que eu gosto, >> sou um grande defensor das piadas de pastor. >> O seu pai fazia piadas? >> Faz ainda. >> Poxa, que legal. Tu teve um bom pai? >> Tive. Eu tenho um bom pai. >> Tu tem um bom pai? Irlã, fala para mim que teu pai foi ruim para ti, >> cara. >> Irlan, fica comigo nessa. Irlã, >> eu tô, eu, meu pai foi, meu pai foi, meu pai foi uma, eu a terapia não é agora, né? >> A nós, é nós. Enfim, que deve ser muito massa ter um pai. Tu já acompanha o betepo que eu faço com cacau? Eu não vou, eu não vou te interromper, mas você tá se afundando nessa. Tá >> sério? >> Meu Deus. Verl explica. Mas é que o Cacau fala também do pai dele, falou: "Mano, como ser um pai legal?" Agora o Paulo teve um pai legal também. >> É, o meu pai poderia ser melhor. >> Poderia ser melhor o meu também. Enfim, mas legal Paulo. E gente, quem é que faz abertura agora? Vai que é o Paulo. Paul eu. >> Vai lá, Paulo, por favor. >> Eu sou Paulo On e são coisas simples que nós entendemos das coisas complexas da vida. >> Olha aí, Deus usando as coisas loucas. Eu sou Erlant Tostes e tem joio e trigo crescendo junto, mas você joio pode se tornar trigo, só se arrepender. >> Olha aí, mano. Muito bom, cara. >> Pode. Pensei que era só arrancar e quem arranca é o fim dos tempos. >> Não arrancaram ainda. Não arrancaram ainda. >> Será que o joio pode vir a se tornar trigo, cara? Eu acredito >> uma mutação pode acontecer >> uma mutação. Será que >> não, atualmente eu gostaria mais de saber quanto tem de caloria no joio ou no trigo, porque talvez eu troque. >> Não, aliás, eu aliás quero parabenizar os dois que estão desse lado da mesa. Põe a câmera só nos dois aí, Andrezão, porque aqui, ó, os dois emagreceram muito. Cacau super magro. Que o cacau é o seguinte, >> já que a gente somar, a gente perdeu, sei lá, uma criança. >> Eu perdi, eu perdi o meu filho mais novo. Caramba, inteiro. >> Sério? 12 kg. 12 kg. >> Olha aí, 24 kg. Vocês perderam a Milena quase. Sensacional, gente. Parabéns. E o cacau não só emagreceu, como também emagreceu a barba. Foi uma boa estratégia, né? Deu uma diminuida na barba e tal. Uma boa, >> ah, deu uma paradinha aí. >> É. E às vezes quando eu assisto o vídeo meu mais antigo com aquela barbona, eu fico me perguntando por que meu amigo meu avisou. >> Olha, cacau. É porque a gente cacau. Assinte, a gente >> não tô brincando. Eu sei. Vocês foram muito >> Exato. Exato. É. O que a gente, >> inclusive, eu preciso arrumar minha barbada. Te avisava, Cacau, é da tua postura. Quando tu senta, realmente tem alguns BTDs, >> cara, mas BTD é aquele negócio, você faz aqueles negócios sentado no final do negócio, é maior desgastante. >> Eita olhaxe, >> virou conversa de RH agora. >> Virou conversa de >> B que eu acredit, eu disse assim, é intenso, é super cansativo. Fala a verdade. >> E aí a gente grava no final. É verdade. >> Lembra quando dormir? >> É verdade. Mas é legal. Vocês querem cortar então o BTQ? >> Tem uma figurinha minha dormindo. >> Exato. Exato. Vocês querem cortar o BT, o BTQ gravado ao vivo? Isso não. Galera gosta. Então a gente diminui uma palestra. Então >> não precisa. Não é isso que eu tô dizendo. O que eu tô dizendo. É exaustivo. Então no final fico meio desconjuntado. Mas eu mudei. Foi só aquela, >> aquela, aquela. Vamos lá. Mas gente, o tema hoje, o tema hoje é parábolas do reino. Voltamos com a série parábolas. Tem vários episódios aqui em bibotal.com falando sobre as parábolas, inclusive se eu não me engano, primeiro episódio de Cacau. >> Primeiro episódio >> e vários outros. Foi a parte do Cacau, foi a falando sobre parábolas. A minha também. A sua também, né? As 10 virgens. >> A gente já foi mais bíblico. Cara, esse podcast é muito bom também. >> Esse podcast é muito bom. Até hoje ele é muito bom. Eu ouvi ele, cara, acho que três meses atrás eu fui pregar sobre essa parábola, eu ouvi o nosso podcast. Tá muito legal. Tem bom, bons insightes lá. B sit. É isso. Então, a série parábolas, a gente vai analisar algumas parábolas e hoje parábolas do reino, tá? Mateus 13, Jesus conta algumas parábolas que são chamadas de parábolas do reino. Vamos contextualizá-las, trazê-las aqui para você e fazer aplicações práticas para o nosso tempo hoje. Vamos lá. Vamos começar então, gente. Só lembrando que tá aqui na tela. Se você que vai comprar na Amazon, compra pelo link do Bibbotalk. Sempre que você compra pelo nosso link, você ajuda este canal a continuar, a patrocinar o que a gente tá fazendo aqui. Beleza? Não esquece. Vamos lá, gente. Mateus 13, parábolas do reino. Ah, qual é a primeira parábola que a gente tem? Que umas três ou quatro parábolas Jesus conta ali, né? Oito parábolas. >> Oito parábolas, gente. Por que que eu contei? Eu só expliquei você parou antes de terminar. >> Ah, é porque ele é a mesma coisa quase, né? >> Mas são oito parábolas, gente. >> A partir de qual versículo começa? >> A partir do versículo um. Ah, tá gente. Entendi. Entendi. É que vocês pegam já desde a do semeador. É que eu pulei a do semeador porque nós já temos um episódio que sobre >> Mas você pulou só do semeador. >> Eu acho que eu pulei só do semeador, cara. Porque inclusive em algumas bíblias começam lá parábolas que Deus é semelhante a listar. Tem a parábola do semeador de 1 a 23. >> Parábola do j e trigo. >> Parábola do grão de mostard. Não, essas três tem que ir junto. >> Isso porque são grãos, né? Tem. Não, mas é verdade. É, também é. Ele riu. Mas também é também é bon. Mas não é só isso também tem um problema que ele tá traçando. É, >> tem sim. Tem o do fermento que é o quarto, tem o do tesouro escondido, quinto, tem a pérola de grande valor, sexto >> rede, sétimo e o do escriba instruído, oitavo. >> Beleza. >> Mas o que o que o que me faz olhar para esse texto com um olhar bem assim atento é que geralmente a gente entra em crise com essas parábolas que caem assim meio que do céu assim. Eh, tipo, tem um tem um capítulo específico só de parábola. Então, Jesus, ele parou no momento e só pregou parábola e todo mundo, né, registrou de forma linear. fez um bind listening ouvindo ali. >> É, mas aqui, cara, se você for ver assim, ah, essas parábolas, ainda que sejam meio desconexas, mas existe uma narrativa por detrás de todas elas que faz com que todas elas tenham um sentido, uma progressão. Ou seja, desde da questão da recepção da palavra, que é a questão do semeador, >> até a questão que envolve juízo, a questão que envolve ah, a como nós vivemos a partir da palavra semeada. Nós temos, na verdade, toda a complexidade da vida exposta de uma forma muito muito comum, porque as parábolas se propõem a fazer isso. E alguns eruditos dividem essas oito parábolas em alguns movimentos, né? O primeiro é a parábola do semeador, que tem a sua explicação. É uma das únicas parábolas que Jesus faz. >> Questão de explicar. de 1 a 23, temos de 24 a 43, que são as parábolas do jui e do trigo, grão de mostarda e do fermento. >> É. >> Tá. E tem o terceiro ciclo, que é as parábolas do tesouro escondido, da pérola da rede. E tem uma conclusão com uma parábola bem meio que deslocada, parece que fala da dos escribas, né, do da questão do escriba. Então, tem uma lógica por detrás que é uma lógica que a gente precisa sempre estar atento quando nós nos deparamos com esse tipo de texto. Por que que temos um capítulo específico só de parábola? É um trabalho editorial do evangelista, pois ele quer comunicar algo de forma intencional, a conectar de alguma forma essas parábolas, essas oito. >> Uhum. >> Né? nos mostrando um quadro muito maior daquilo que Jesus quer ensinar e da própria pedagogia do Senhor Jesus >> e até o próprio tema do reino, que é um tema muito importante, né, para o público de Mateus, se é um público, né, de forma eh proeminente de judeus, >> tanto que ele até evita no lance do reino de Deus, é mais o reino dos céus e tal, >> uma linguagem de Mateus. >> Uma linguagem de Mateus. Exato. E a questão do reino de Deus ligado a pessoas. >> Olha, >> porque o reino de Deus não é um conceito etéreo. >> Uhum. O reino de Deus está ligado com a rotina da pessoa que está simples simples relacionados com movimentos bem prosaicos, bem ordinários da vida. Então, o que que Jesus ensinou? Arrependei-vos, porque o reino de Deus >> está próximo. É chegado. É chegado de tal maneira que agora os discípulos de Jesus, à luz daquilo que Jesus é, já todos nós podemos viver essa realidade no aqui e no agora. Por exemplo, a parábola do joio e do trigo. O joio do trigo é o que nós estamos vivendo agora. Essa parábola, se nós pegarmos a nossa vida, ela não terminou. Uhum. >> Porque um dia vai chegar o juízo em que Deus vai separar as duas coisas. Então nós estamos crescendo ao mesmo tempo. Trigo e joio é o que nós estamos vivendo agora. Então a realidade do reino não é uma realidade para o além, >> é uma realidade para o agora. >> Até porque o agora é o próprio Cristo, né? A gente pode entender que o reino de Deus não é um lugar, mas é uma pessoa. Vivemos uma vivemos é e que ou seja, a presença dele antecipa isso, né? Essa vivência do reino, né? Agora tem uma questão legal nessas parábolas ali que o Snotgress desta destaca essas primeiras aí até a do fermento, né? >> Uhum. >> Que ela fala até do joio, desculpa, até do joio, que ela fala de eh atividades ocultas. >> Uhum. Explica, explica. Atividades ocultas de de questões ocultas. O SnordGress propõe, e acho que faz muito sentido, que a pergunta que meio que conduz essas primeiras parábolas, esse capítulo, é por que a gente não vê o reino irrompendo? >> Uhum. >> Entendeu? Num período em que os discípulos estão ali e se você olhar o capítulo anterior, é um capítulo em que Jesus é rejeitado, tem uma série de questões e os discípulos são meio assim e ele tá em casa, né? Ele tá bem nesse lugar, ele vai para casa e ali tem, né? Na sua terra o profeta não tem honra, tal. E aí ele vai falar de várias questões que respondem essa pergunta. Por exemplo, olha, a mensagem chega em pessoas e por algum motivo ela não germina. Ou é porque tá muito preocupado com as questões da vida, ou porque as aves tomam, mas quando ela cai no solo, ela dá fruto e ela dá frutos e e frutos diferentes. Ou a parábola do joio do trigo, não, eles crescem juntos, >> né? Ou do grão de mostarda, ele é uma um grão pequeno, mas uma hora ela aparece. ou do fermento. É, se mistura o fermento na farinha e não se vê como acontece aquilo, mas acontece, entendeu? Sem que você veja aquilo tá acontecendo. Então, a tentativa de responder por que o reino não tá acontecendo do jeito que a gente acontecia, isso é uma coisa absolutamente eh eh compreensível se você tem uma mentalidade profética do Antigo Testamento falando do dia do Senhor como uma chegada, juízo, destruição e glória, entendeu? E aí isso não acontece. Eles começam a ficar meio como é que que que tá acontecendo? E aí Jesus conta essas parábolas falando: "Calma, não é desse jeito que vocês estão pensando, não. >> É, e ele vai caminhando por esse caminho." Então eu acho que pelo menos essas primeiras elas se conectam com o sistema, mas elas vão acrescentando elementos e elas vão se desenvolvendo e chegando em outros elementos que vai ter outros aspectos de oculto também, que nem a a pérola ela tá oculta, ela vai caminhar por essa questão de estar oculto também, mas em outro sentido, eh, no caso da pérola até no mesmo, né? Eh, você não tá vendo, mas você sabe, então pela fé você adquire e tal, né? Então, >> tem ideia da mostarda que vai crescer, né? Que tá se expandindo e tal. Essa ideia é muito interessante porque nós temos Jesus constantemente lidando com questão de dimensões. >> Hum. >> Começa pequeno >> e vai se alastrando. Então, é um é um é uma espécie de capilaridade que vai se formando do reino de Deus. Bonito isso. >> O reino capilar de Cristo >> é porque quando brota multiplica, né? 10. >> Isso porque é uma é uma capilaridade. >> Oferecimento manual. Desculpa. Se eu fosse patrocinado, eu ia enviar agora o jabá. Vai. >> Mas é uma capilaridade multidimensional, porque é uma capilaridade que envolve a profundidade das raízes, a a a copa, né, da árvore, né? Então, é algo que efetivamente é contrainttuitivo quando nós falamos de reino de Deus. Como assim? O reino de Deus começa com uma semente, é verdade. >> Com uma pérola. Por que que um é importante aqui? >> E por que que no caso da pérola ela é uma coisa só, mas tem tanto valor? A semente que cai na terra boa, o joio, o trigo, tem muitas individualidades sendo tratadas e que no final >> parece que Jesus amarra numa coletividade muito maior. >> É, agora isso aí ecoa a linguagem do Antigo Testamento, né? Que assim, você tem uma questão no Antigo Testamento que é uma quase que uma maneira de Deus agir de partido particular para >> para elementos maiores, uma pessoa para >> Uhum. um povo, um povo para todos os povos, tal, mas até na numa linguagem profética mesmo, porque a própria visão de Daniel que que Daniel, ela é uma pedra que se tá numa montanha, né? Ela pedra que se desprende. >> Então essa mensagem também, esse pessoal tava meio >> podia ter prestado um pouquinho mais atenção na sinagoga. Mas veja que esse crescimento é é interessante você trazer o Daniel, porque quando nós lemos Daniel, nós temos a impressão que esse crescimento é algo sumamente divino. Assim, a pedra cresce e invade toda a terra, né? >> Mas na perspectiva de Jesus, esse crescimento é também uma missão dos seus discípulos. >> É verdade. Cara, né? Então, é o agir de Deus sobre o povo de Deus que faz com que, por meio do evangelho, tanto na sua pregação quanto na sua vivência, na sua experiência, a experiência do reino de Deus possa se esparramar. >> Uhum. >> Para cumprir a expectativa dos profetas, a glória do Senhor encher a terra como as águas cobrem. >> Tanto que em Mateus 13, na parábola do semeador, né, a gente entende que a semente é a palavra de Deus sendo pregada. Só que mais pra frente os filhos, né, do reino são a semente, ou seja, nós também somos as sementes que ele joga no mundo. >> Daqui a pouco Jesus é a semente que precisa morrer. >> Exato, gente. Vai tendo multidimensões da mesmo do mesmo item. >> É verdade. Jesus é a semente. Nós somos a semente. A palavra é a semente, mas a palavra através de nós, a palavra de Cristo, sendo que em Daniel, de fato, a pedra se desprendeu sem auxílio de mãos, né? E aí Jesus explicaram, realmente eu não tinha pensado nisso, né? E o o Cacau falou uma coisa interessante, falou lá, o pessoal de na sinagoga deveria ter prestado mais atenção no no emo foi uma >> Não, não, mas mas é >> foi meio, né, maldoso aqui. >> Não, não é porque porque os apóstolos chegam até ouvido >> os discípulos chegam em Jesus que tá lá no barco falando as parábolas e perguntam: "Mestre, por que que o senhor tá falando em parábola?" >> É. E Jesus, a resposta de Jesus é: "Olha, vocês receberam capacidade de compreensão dos mistérios do reino, mas eles não". >> Aí ele cita Isaías, >> que tem um povo que tem ouvido e não ouve, tem olho e não vê. >> Temos um betpapo sobre isso. Muito pouco. >> Verdade. Verdade. >> E aí o o grande lance é, eu tô falando para que haja uma compreensão eh mascarada e ao mesmo tempo revelada nessa dimensão dupla, né? é mascarada porque são metáforas, são símbolos que são colocados e tem interpretações na realidade, mas tá revelado porque o reino de Deus finalmente foi descrotinado. Ele não é mais uma expectativa de vitória eh bélica, enfim, social, política, econômica, conforme existe uma expectativa do povo que tá recebendo essa essa mensagem. Veja, esse povo, eh, a gente tá falando aqui século eh, talvez os avós dessa galera que tá recebendo aqui, eles tiveram autonomia no seu território. Porque se na década de 60, um pouco antes, o Império Romano domina, um pouco antes eles eles estavam vivendo >> os Macabeus, né? Os Asmoneus estavam ali autônomos finalmente, né? >> Então assim, poxa, o meu avô tava livre, hoje eu sou escravo, meu pai é escravo, minha mãe é escrava, eu sou escravo de Roma. Então existe uma expectativa, uma frustração, obviamente, mas tem uma expectativa de que o Messias resolva isso. E Jesus tá falando o seguinte: "Olha, o reino de Deus é muito maior que isso. Muito existe uma libertação que é muito mais política, muito mais que econômica, social, uma libertação espiritual plena, >> uma convicção plena que alcança o entendimento através de elementos do cotidiano." >> Ou seja, Jesus vai mostrar que o pecado que ele veio destruir, por assim dizer, é maior, é maior que Roma. Tipo assim, é um problema maior que que a escravidão que escravidão não, né? Você acha vocês acham que tô tendo um problema aqui com o César? Não, cara, o pecado é muito pior. >> Mas esse pecado também é é algo muito interessante de ser lado aqui, >> porque imagine, não são todas as pessoas que tm noção de que o reino chegou. >> Sim. >> Por isso, >> como é que elas teriam essa noção? >> Porque tem o joio e o trigo >> crescendo juntos. >> Crescendo juntos. E o que determina quem vai ser joio e quem vai ser o trigo é exatamente a >> livre sobre eu não tô brincando. >> É em última análise não que eu não sou calvinista. >> Exato. É >> meu Deus. >> Não, mas até para armeniano alivio soberania de dança também corera também como concorrência. Talvez eu seja peladiano. Vocês não sabem. Tô brincando. Esse é esse corte. >> Eu eu falaria da justamente da percepção que as pessoas têm sobre a pessoa de Jesus. Isso que determina o que é joio, o que é trigo, né? Então é uma >> a gente a gente quer uma realidade do evangelho muito limpinha, muito linear, >> mas o evangelho reflete as complexidades da nossa vida. >> Às vezes não tem resposta fácil. >> Todas as respostas que envolvem a nossa vida são respostas num nível complexo. >> Uhum. >> A realidade do reino era para ser uma realidade que todos perceberiam. >> Sim. em resposta às expectativas que nós temos, os profetas do Antigo Testamento, mas nem todos têm olhos para ver e nem todos têm ouvidos para ouvir. É aí que cai a questão da parábola, porque Jesus falou de parábolas justamente para que aqueles que não têm ouvidos para ouvir não entendam aquilo que está sendo falado sobre o reino e ao mesmo tempo se coloquem, por exemplo, na função do joio. É, >> então tem esse sabor meio agri doce, sabe? Meio >> é Jesus fala que o coração do povo se tornou insensível para perceber essas verdades do reino. E isso tá tá numa parábola, mas comunica com outra quando fala do coração que é que é duro, que a semente cai e não brota. Por quê? Porque tem durezas da sociedade que estão impedindo de penetrar. A gente tem que só, cara, a realidade muito maior do que isso, muito maior do que essa mesa, do que esse estúdio, do que a internet, do que o mundo, tem algo muito maior que é a minha, meu relacionamento com Deus. No final, Deus quer um relacionamento conosco. >> Mas só para ser um pouquinho mais instigador aqui, >> se a semente é a palavra de Deus >> e a palavra de Deus tem o poder que nós reconhecemos, >> por que que ela só brota a depender do coração da pessoa? Cara, o LED vai dizer o seguinte: "Olha, Jesus com essas parábolas tá dizendo que o reino de Deus ele pode ser aceito ou pode ser negado ou que a realidade é muito mais complexa >> do que simplesmente você aderir a uma ideia ou alguma proposta que pode ser de cunho ideológico ou qualquer coisa assim. >> É, existe dimensão intelectual de a gente concordar ou discordar de uma ideia, mas tem algo que é sobrenatural. >> Não, mas tem uma questão >> tem algo sobrenatural. >> É, mas tem mais do que algo sobrenatural. Eu acho que porque para pegar ficar na parábola do semeador, eh, essa essa mesma esse solo raso brota e brota rápido. >> Sim. >> Uhum. >> Se a gente pensar que as pessoas estavam se perguntando sobre puxa, por que que o reino não irrompe? Por que que, né? Eh, pode ser que eles estejam pensando naqueles que, por exemplo, João fala, se não estão entre nós, não eram dos nossos, entendeu? Já estiveram, rapidamente, responderam e depois se afastaram. É, pode ser. E aí tem essa e e isso faz sentido você pensar que houvesse esse tipo de grupo de alguma maneira ali para os leitores de Mateus, né? Talvez não tão visível no momento em que Jesus tá ensinando a parábola. Mas pros leitores de Mateus, décadas depois, com certeza esse grupo existe dos que receberam o evangelho e se afastaram. Demas, amor demais presente século, abandonou Paana. >> Ex. É, então essas essa >> Susana >> é é Nárnia. Ah, tá boa. Amou, amou os sapatos, né? Exato. Exato. >> Então, essas eu acho que que é é uma coisa que assim aí pega pra gente também o quão profundo a semente vem para mover esse solo todo do nosso coração, entendeu? E aqui, independente da gente tá falando sobre se essa condição é mutável ou não, se ela é pré-definida ou não definida, >> a questão é que se a gente tá falando de um poder desse reino, ele envolve um certo compromisso de transformação profundo em nós mesmos. É, >> e a gente tá muito condicionado a essas condições em que a gente tá inserido muitas vezes que a gente não deixa esse tipo de transformação. E aí, independente também se essa questão é pessoal ou não, isso aí é mais para uma para uma análise pessoal do que para ficar investigando as razões teológicas, espirituais disso. Entendeu? A gente gosta de ficar olhando pro outro, falar assim: "Tem gente que é coração duro, tem gente que nasce, mas os pássaros vem". Vamos, vamos internalizar isso. >> Como tá o meu coração? Como que eu tô recebendo a palavra de Jesus? Eu tô absorvendo, eu tô rejeitando? Eu tô desobedecendo, eu tô me esfriando? >> Qual minha relação com o presente século? >> Caramba, >> entendeu? Porque no final das contas a gente tá meio >> quem define os meus amores, né? >> E outra, e aí tem até o lance, né? Eu sou semente de qualidade? Deus tá me lançando no mundo, né? Como a semente do seu evangelho, né? Onde? O que que eu tô representando em relação a isso? No fim das contas, a última coisa que Jesus fala, né, na sétima parábola, que é a parábola da rede, rede, >> é que essa avaliação final >> que envolve o compromisso pessoal, que envolve a autoconsciência, >> ela é uma avaliação que vai ser feita dentro da mente de Deus, porque ele é o >> é os seres celestiais, né, que vão fazer esse essa >> isso. E chama os anjos para ajudar nessa seara. Ele é o que separa, ele é o que colhe o e lança o joio fora e e guarda o trigo. >> Isso. Mas aí vem a pergunta, OK, a separação do joio e do trigo, ela é uma separação escatológica, ou seja, é no frigir dos ovos, é no grande dia que a gente vai ter essa separação do joio e do trigo. Enquanto isso, ou seja, enquanto o mundo tá rolando, eles estão crescendo. E por isso que a gente é frustrado muitas vezes, mano, por que que tem tanto mal no mundo? É, Jesus já respondeu nessa parábola, gente. O jo e o trigo tão crescendo junto. Como é que fica o lance de nós, com as outras orientações bíblicas de nós julgarmos, né, o falso profeta, ou seja, as orientações de Paulo, né, pra gente ficar de olho. Olha, virão mestres que vão querer enganar. >> É, a minha pergunta assim assim, mano. Beleza, a separação do joio e do trigo, ela é pro grande dia, certo? Vou usar uma linguagem mais genérica para pegar aqui pré-milenistas e amilenistas. >> É pro grande dia. Pro. Como e como é que fica o nosso papel de julgar hoje, né, os falsos profetas? >> Eu acho que a questão do juízo, ela está muito mais relacionada aos efeitos do que à forma, porque o joio e o trigo são duas plantas que visualmente são muito parecidas. >> Muito parecidas. >> Hum. Agora o trigo alimenta, >> tem glúten, >> tem entre outras coisas. >> O trigo é que vai salvar a gente no futuro, como eu já disse, >> mas o milho, >> o joio faz mal, >> melhorza, >> faz mal pra saúde. Não tem um efeito bom, >> não faz pão. >> Não faz pão, cara. Já imaginou ter um negócio que não faz pão? Já tá errado já no começo. >> Pronto. >> Mas Jesus mesmo também ensinou que é pelos seus frutos que você julga. Então aqui Jesus não está falando apenas da aparência do reino, mas da essência e uma essência que produz prática e uma prática que é visível e reconhecida >> por entre os discípulos e pelos de fora. >> Uhum. >> Então nós estamos falando de um grau de comprometimento, de um grau de complexidade da vida cristã que está muito além de você achar que é alguém. >> Uhum. de você aderir a certas ideias. Nós estamos falando de uma transformação que acontece por meio da boa semente, porque aquilo que faz com que o nosso coração seja um solo fofo, fértil é a ação do Espírito Santo. >> Então, nós temos uma boa mistura entre o agir de Deus e a nossa responsabilidade em viver de acordo com aquilo que Deus faz e em resposta à ação de Deus. Esse movimento duplo nos faz inclusive termos um padrão mais refinado de quando necessário julgar o próximo. E às vezes é necessário julgar o próximo >> vendo os efeitos >> os efeitos que alguém que está numa posição de joio está fazendo em relação ao campo. >> É. E tem uma outra coisa bem prática nisso também, que os julgamentos que a gente faz é para em relação a esses efeitos tudo e não são sentenças finais, né? >> A gente não tá fazendo a sentença final, graças a Deus, né? Boa. É, não deveríamos, mas a internet está aí para mostrar que a galera gosta. >> Tribunal. O tribunal é forte, né? >> Tribunal é forte. Mas você, se você vai pro céu, compartilhe, senão só olhe. Nossa. Mas você vê como as mídias sociais estão tornando a nossa vida rasa. >> Ah, meu Deus. >> Rasa, rasa, rasa. >> Agora eu tô tô me sentindo confrontado que é de uma estado. >> Recebe, irmão. Nós estamos com o coração semelhante à beira da estrada. >> É >> por quê? Porque nós estamos perdendo essa múltipla complexidade que é a vida cristã. >> Uhum. e nos apegando apenas a juízos temerários, que podem ser muito bem ah juízos de um estereótipo, é, >> de uma persona, de um avatar, >> palavras ditas, mas vocês sabem muito bem, palavras, sentenças que nós escrevemos muitas vezes ocultam o coração da pessoa. >> Nós não temos como saber a intenção da pessoa por detrás daquilo que ela produz na internet. Então nós às vezes avaliamos muito bem uma pessoa pelo tipo de conteúdo que ela produz, mas na verdade ela é joio. >> É. >> E por isso que só o só o fim dos tempos. >> Só o fim dos tempos. E o interessante é que Deus usa o joio às vezes para abençoar o trigo. Isso. >> Essa é a dinâmica complexa. Cara, é o ser humano é muito complexo pra gente poder ficar julgando as pessoas, entendeu? Por isso que só mesmo a a corte celestial vai poder fazer isso. >> É, nesse momento aqui, Jesus, Jesus, ele é o próprio semeador. Nesse primeiro período aqui, Jesus ele tá pregando e tá anunciando o reino. Corta para 2025, estamos nós pregando o evangelho. Então, eventualmente, eh, culto de domingo, estão as pessoas eh recebendo eh em seus solos as palavras que são pregadas eh no culto público. É, mas veja, a gente tá num num período em que as pregações não são apenas restritas ao âmbito eclesiástico, né, a igreja. Você tem pregações na internet também. E veja, a semente já é algo pequeno, né? O Jesus fala de grão de mostarda que é menor dos grãos. O que que a gente faz? A gente corta o grão, mói e pega um pozinho do grão, joga na internet e a gente agora alimenta pessoas >> com exatamente café. 1 démo do grão em tempo com a geração dos cortes que se alimenta de corte em corte, a gente vai plantando de corte em corte um pouquinho da semente das pessoas >> e tem gente que tá satisfeita com isso. >> Infelizmente, como é que vai brotar um grão pela metade, um grão, um quarto de grão? Não brota. O grão ele ele é inteiro. Então por isso que a necessidade de um relacionamento na igreja, né, de um de uma congregação ou >> porque esse reino das pessoas, né? Mas veja que o reino traz uma história muito mais ampla. É justamente isso. Pra gente nós, pra gente ter um grão inteiro que possa morrer e possa brotar, nós precisamos ter uma visão de que, né, o reino ele é proclamado. O reino cresce em meio à oposição de várias formas. O reino tem um início humilde, mas tem um final glorioso. O reino é algo que vale mais do que qualquer coisa e que vale dar a vida por aquilo que parece ser tão pequeno, mas é como se fosse uma pérola daquela mais rara que que vale você vender aquilo que tem e que não tem. Esse reino que vai culminar na concretização de toda a história quando Jesus se assentar para julgar os vivos e os mortos. E aí sim nós termos um reino perfeito da qual nós estamos vivendo apenas uma antecipação e uma miniatura, algo provisório. >> Uhum. >> E esse reino que é unido na pessoa de Jesus Cristo, a pessoa de Jesus Cristo faz esse reino ser o reino de Deus. Então, nós temos uma convergência de toda a expectativa do Antigo Testamento para o Novo Testamento, em consonância a toda complexidade que é a vida do discípulo de Jesus Cristo. >> Então, você viver dia após dia crescendo nessa complexidade é algo muito contracultural com aquilo que nós estamos vivendo. Nós queremos drops de nós queremos um anestésico, >> doses, mas nós não queremos ter uma visão geral de tudo, porque na verdade isso pro homem moderno não importa. >> Uhum. >> Não importa isso para homem moderno. O homem moderno quer se sentir bem agora. O depois, o depois ele corre. >> Pessoas vejam ele se sentindo bem também. >> Esse é um ponto também terrível, é um ponto maligno, porque a gente vive em função do outro, não em função daquilo que Deus quer fazer por mim >> e da dopamina rápido, né? É a dopamina. >> Tem tudo, tem toda a galera tá criticando, né, esse mundo. >> Mas já tem gente falando que estão criticando demais também. Dopaimina não é todo esse problema não. Não >> é todo esse problema não. Mas assim, de fato assim, essa essa geração dopamina, essa é tudo estímulos rápidos e tal, então assim, a galera não consegue mais se prender num conteúdo mais denso, porque que é tudo muito já mastigado e e tipo assim, embalado numa numa embalagem que me atraia e que vai me dar o que eu preciso para aquele momento, entendeu? Então são doses, pílulas, entendeu? E eu quero tudo assim, tudo fragmentado. Então não tem como construir algo mais completo, porque é tudo muito fragmentado, muito particionado e aí falta vida de comunidade e a galera >> E o mais engraçado é que a gente tá falando tudo isso, mas a gente produz essas coisas, produz a gente produz essas coisas, >> mas não produz só, né? >> Mas sabe isso que você falou? Eu tava pensando desde lá, a gente falando do pequeno que enche, né? E você falando agora que toda essa questão tá conectada em Jesus Cristo. É exatamente o que Paulo fala em Efésios 1, né? Quando ele fala que o pai colocou Cristo no trono para ser cabeça sobre todas as coisas e para que ele seja o cabeça sobre todas as coisas, o deu a igreja que é o seu corpo, ou seja, a igreja é o corpo de Cristo unido, ok? Isso, >> mas que é a plenitude daquele que enche todas as coisas e ele vai, então assim, para ele ser o cabeça sobre todas as coisas, ou seja, para que ele tem o reino sobre tudo, a igreja é o seu corpo unido que se espalha submetendo todas as coisas a ele. E e e essa característica acho que é muito importante nisso tudo, porque se é a vida de Cristo que nos dá essa condição de estarmos assentados com ele em regiões celestiais, que é outra coisa que ele fala também, né? Que nós já estamos assentados com ele nas regiões celestiais, ou seja, que já estamos nessa posição privilegiada no reino de alguma maneira, porque já estamos lá, >> mas se é essa conexão com Cristo, >> então ela envolve esse tipo de radicalidade de transformação, que essa é a transformação que Jesus Cristo mesmo opera. >> Sim. e opera em nós. E aí é loucura, cara, porque assim, não há limites pro que pode acontecer aí, porque a distância entre quem nós somos e quem Jesus é, ela é gigantesca, >> entendeu? >> E fica super quando a gente, por exemplo, pensa nessa questão, você tava falando da às vezes não tem vida, né? Às vezes, literalmente não tem vida. Literalmente. Como assim literalmente? John Piper fez aquele vídeo em que ele manda o chat orar segunda teologia de de Don Carson. E aí ele diz, ó, aí todo mundo, nossa, amém, que lindo. Falou, tá vendo? Não é nem ninguém, >> não é nem ninguém e fez isso. É muito fácil fazer isso. Difícil é viver, né? Então, >> e é curioso ainda na metáfora da semente, né? A semente quando cresce as raízes elas criam, elas são, enfim, elas crescem por baixo da terra, ninguém tá vendo. Até começar a sair, já tem uma uma raiz bem grande se nutrindo eh do terreno, né? Então isso leva tempo. Jesus ele quando manda lá o pessoal por todo mundo, pregar o evangelho, toda criatura, batizando em nome do pai, filho, do espírito santo, ele também manda ensinar >> a guardar as palavras que eu >> eu tenho ordenado. Veja, isso é discipulado. >> Discipulado leva tempo. >> Tempo. >> Então, a gente tá numa sociedade acelerada que o cara se converte, o famoso se converte agora, semana que vem ele já tá pregando. Semana que vem ele já tá no >> É que a gente, na verdade, hoje a gente industrializou o discipulado. >> Isso. E o discipulado é uma coisa mais artesanal. >> Isso. Isso. Manufaturado aqui, ó. >> Exato. Demora uma vida o discipl. Exato. Exato. Mas >> raizão crescendo. >> A gente faz muito industrializado. Linha de produção de discípulo. Entendeu? A gente faz. A gente tira a terra e quer e quer tirar foto da raiz. Tira foto, tira selfie da raiz. >> A raiz crescendo, crescendo. Olha como a raiz é gigante. >> Infelizmente é isso. Sociedade de hoje. >> Nossa, ficou uma bed vibe agora. Não, mas enquanto vocês estão vendo tudo isso, o reino está crescendo invisível. >> Isso que é muito legal também, o lance de que o e aí tem a questão da soberania de Deus sem discussão, né? É meio que independe de nós, né? >> Você tá falando isso para me agradar? >> Claro. Sim. Quero que você volte. Quero que você volte. Não, mas é o armeniano não tem problema com a soberania de Deus também, né? >> Independe de nós, mas Deus se alegra em nos usar para isso. Por isso que nós também somos a semente, >> mas eles estão brincando, viu, cara? Eu não sou, eu sou calvinista. Calvinista de 1 ponto e meio, mas sou. Não existe isso. Existe o Cacau. >> Perseverança dos Santos. >> O Cacau quer agradar tanto vocês que ele não admite que é Arminiano de >> Perseverança do Santos e a graça quase não, não, não. É depravação total e meia perseverança social. Ah, >> mas depravação. Todo mundo crê na depravação. Mas não deixa. >> O Lucas Martins tem um livro assim, né? >> Mas sabe uma coisa? Eu tava ouvindo o Iago falando hoje, eu tava vindo para cá, eu tava, eu queria ver o, o PT, mas a minha caneca não deixou. Ai gente, >> então aí a gente a gente vai ter que explicar depois, mas o aí eu vim vendo, ouvindo o vídeo do Iago lá que eu botei rodando que YouTube premium, você pode, né? >> É o YouTube premium é >> para dizer que eu não tava assistindo, tá gente? >> Exato. >> E aí ele tava falando sobre calvinismo, tava refutando, ele tava respondendo um um armiliano tentando refutar o calvinismo. >> Meu Deus. >> E eu ouvindo os dois, eu falei: "Cara, eu concordo mil vezes mais com o Iago nessa discussão do que com armirin". >> É, tem argumento ruim, né? Ruim, né, mano? Bem que o Vinício ultimamente, viu? >> Ah, quer não tô nem aí pros dois, a verdade é essa. Ah, tem hora que é Deus, tem hora que é nós. A culpa é sempre minha. >> Eu acho assim, não cabe, honestamente não cabe nas caixinhas bonitinhas. >> Honestamente não cabe nesse nesse episódio, >> nesse episódio. O negócio é o seguinte, >> eu trouxe uma crise teológica pessoal para ver. >> A culpa é sempre minha, isso eu tenho certeza. A culpa não é de Deus. Deus não projetou para que eu fizesse isso. A culpa é totalmente minha e tá tudo certo. Mas cara, eu acho e o reino de Deus tá crescendo. Isso tem que alegrar o coração do crente, sabe? Porque é a promessa dele, sabe? O reino de Deus vai se estabelecer de forma plena. Isso deve motivar os cristãos, entende? Tipo assim, eu acho que na cabeça dos discípulos, dos primeiros que ouviram isso, Jesus pregar, a ressurreição, >> tipo assim, mano, >> o cara falou que ia ressuscitar e ressuscitou, mano. O que que esse cara falou tudo mais, mano? É verdade. Se ele falou que o reino de Deus é isso, então assim, agora a gente vê tudo muito pequeno, a gente não consegue distinguir uma coisa da outra, mas o homem Deus que falou que ia ressuscitar, ressuscitou. Então a gente deve confiar e a partir dessa palavra fazer a nossa nossa parte. >> E a edificação da igreja, ela ela passa por essa esperança primeiro, certo? Mas ela também passa por pela o desafio que é esse compromisso, ele é muito grande. Então assim, se a gente não tiver junto um com o outro, lembrando um ao outro qual que é a nossa o nosso alvo, qual que é o nosso foco, se a gente não tiver um junto com o outro apontando de novo para quem se distrai, qual que é o caminho, qual que é o fim ali, >> a gente vai se perder, entendeu? Uhum. >> E aí esse é um outro problema disso aí que o Irlan trouxe da questão do discipulado e da imagem, essas questões todas, porque elas ela a elas tá num vazio tão grande que a gente se isola muito, a gente quer menos possível interferência dos outros. >> Sim. >> As pessoas eh uma das coisas que mais eh afasta pessoas da igreja é justamente a exigência de prestar conta. >> Hum. Você que é visitante levant não é nem isso. É isso. Até pode ser para algumas pessoas pode disparar vários cativilhos, mas mas nem é nem isso. É assim, cara, o cara passa a vida inteira eh pensando, tomando decisões, considerando outras pessoas, certo? Ele passa a vida inteira pensa nisso. >> E aí ele fala uma hora: "Cara, eu me sinto tão mais livre, tão mais leve agora que eu tomo as minhas próprias decisões". Então aí como a igreja responde a isso? ela passa a deixar um pouco de lado esse nosso compromisso de edificar um ao outro. >> Uhum. >> Porque puxa, as pessoas, né, elas e eh elas se se sentem invadidas com isso e de fato são invadidas e e então elas se afastam. Mas o problema é que a gente não parte da grandeza da glória de Cristo para qual a gente foi chamado. Uhum. >> A gente parte de um tipo de modelo que a gente apresenta e fala: "Entra aqui nessa caixa". Entendeu? Aí de fato é muito melhor você tá fora, muito melhor. Mas se a gente consegue pregar a glória de Deus de modo que as pessoas desejem aquela glória >> Uhum. >> aí ela fala: "Eu preciso de ajuda para que eu não". Entendeu? Eu preciso de ajuda para para olhar para lá, entendeu? Porque as pessoas elas estão dispostas a fazer mudanças na vida dela a partir de outras pessoas. >> Então eu vejo direto gente falando sobre nutrição, porque eu quero emagrecer, mas eu é que quero, eu é que tô olhando para aquilo e falei: "Eu desejo aquilo". Então, como que a gente fala para as pessoas sobre a grandeza desse reino que a gente deve desejar? Ao ponto delas falarem: "Eu quero ser disciplado, eu quero ser apontado para essa direção". E a gente não faz muito esse processo e aí até fala: "Cara, >> cada um, cada um, vamos se afastar um pouco." E aí a gente torna essa coletividade de indivíduos que não tem mais a uma coisa que uma vez tinha um texto antigo do >> Ricardo Gin. >> Ai, cara, >> não que se é texto antigo é bom. >> Ô Paulo, se é texto antigo do Ricardo é bom. Eu acho que é do Eric. >> Te conheço. >> Eu não sei se é do Eric Rodrigues ou é de um outro cara que eu tô esquecendo o nome dele, cara. Mas sobre Mas acho que é do Eric Rodriguez. Sim. Sobre a nossa, como é que é? As coisas que passam água. >> Cano. Não, não, não, >> não. Tipo um papel que filtro. >> Filtro impermeabilidade, permeabilidade sobre a permeabilidade das pessoas, sobre nós sermos permeáveis uns aos outros. >> Ah, que legal. E isso é uma questão que a gente tá muito hidrofóbico nesse sentido, né? Que a gente tá super assim, bate, não gruda nada bolha, né? >> E a gente tá igual aquele negócio que o pessoal vende aqueles spray lá, ó, permeabilizante, né? Não, de ser permeável mesmo, um pelo outro, de ser formado. >> Imagina o o assim como o ferro com o ferro se afia, né? Assim o amigo, assim o amigo ao seu amigo, né? Uma ideia de de provérbios e tal. E a gente faz isso, >> assim como o reino de Deus é um fermento que junto com a massa é uma coisa só e de repente >> isso >> e aí, entendeu? É ali, é naquela. >> Mas tem uma coisa que eu acho que é de falar isso é complicado porque tem tem desdobramentos, mas nós pregamos o reino. A gente tem aqui várias parábolas que Jesus tá falando sobre o reino. Ele tá ensinando sobre o reino. Hoje nós ensinamos sobre o reino. Só que nós ensinamos sobre o reino de uma perspectiva futura. você vai pro inferno ou vai pro céu. Salvação ou perdição. Basicamente é isso. Então, aceite a Jesus porque você vai viver uma eternidade na Nova Jerusalém com ele. Legal. Só que tem desdobramentos modernos agora que a gente tem, a gente tem privilégios agora, benefícios agora. E esse reino aplica na nossa vida uma mudança para agora, que não é só a ressurreição. Ressurreição é glória a Deus, eu vou estar lá, vou morar com Jesus, maravilha. Só que hoje, 2025, agora isso me faz bem. >> Então o reino de Deus é esse tesouro escondido que eu descobri. >> E agora, cara, vou fazer uma festa. É, é agora que Mateus mesmo vai dizer que >> a cidade tá sobre o monte, mas as pessoas que estão em trevas olham para ela. >> É isso. >> Então assim, as trevas não acabaram e a cidade também já tá lá. Então, e vendo as suas obras, glorificaram o Pai que está no céu. Então, essa essa essa simultaneidade ela acontece, né? Então isso é importante também porque senão a gente joga tudo lá pra frente, uma hora vai aparecer. Não, os efeitos dessa comunidade, os efeitos de sermos corpo de Cristo, esses efeitos tem que aparecer agora. E aí vamos lá puxar que que você vai falar? >> O fruto do espírito. >> Não, não era isso. Se >> você usar um um chavão nosso aqui, >> o Já ainda não. >> Comunidade de contraste. >> Comunidade de contraste. Um abraço pro Gorinho. Um abraço pro Gorrinho. >> Eu traria uma só uma última observação. Comunidade. >> Eh, vamos ver quantas vezes Jesus fala de reino. >> Os episódios que envolvem Jesus e o reino. Se nós vermos, por exemplo, a tentação de Jesus, o diabo mostra para Jesus todos os reinos da terra >> e faz uma proposta indecente. Eu te darei tudo se você me adorar. >> Se prostrado me adorar. >> Se prostrado me adorar. Point passando, cara. como reza as nossas traduções mais contemporâneas, né? Mas >> e senti que tem um pouquinho, >> tem um direto do original aí, né? Mas >> o que que faz do reino de Deus ser tão exuberante e tão belo? E por que que o reino dos homens perde a beleza? Por que que todos os reinos serão dados a Cristo e Cristo devolverá todos os reinos ao Pai novamente? Eu acho que essa perspectiva e esse referencial da pessoa de Jesus Cristo é que faz da experiência do reino ser aquilo que é a beleza. O brilho está na pessoa de Jesus. >> Porque se a gente espelha essa beleza para as nossas estruturas, que nós chamamos de reino, mas Jesus não chamaria de reino, >> nós estamos pervertendo algo que não é para ser assim. aquilo que nós fazemos, os nossos programas, as nossas propostas, tudo isso faz parte da atividade dentro da qual nós podemos, dentro dos nossos limites, podemos fazer para Deus. Mas o reino em si é a glória de Cristo, >> é o seu senhorio sobre todas as coisas. E há um senhorio que se esparrama em todos os âmbitos da nossa vida. >> Uhum. E quando o texto diz que eles olharão, as pessoas olharão para nós e glorificarão a Deus que está no céu, ele está se referindo justamente a esse brilho do reino celestial que é projetado em nós. Então, ouvi uma certa vez um pregador pentecostal, amigo meu, falar o seguinte: "Nós não somos estrelas, né, porque nós não emitimos luz própria. Nós somos no máximo satélites. Humum! aparecemos no céu em reflexo ao brilho de um astro. Eu acho que essa dinâmica precisa est muito bem estabelecida. Eu enxergo o discípulo, eu me enxergo e eu me enxergo toda a minha rotina à luz da beleza do reino de Cristo. E é esse reino de Cristo que nós começamos a viver já aqui e no agora, >> com a expectativa de que tudo aquilo que de fazer de legal fazemos para Deus possa ser ainda mais perfeito, ainda mais legal no reino por vir. Então isso nos faz viver com esperança. >> A gente falou da complexidade da vida e isso dá um banho de água fria um pouquinho, né? Porque a gente fala que não tem resposta fácil, a gente fala que nós vamos passar por dificuldade mesmo. Mas tudo isso é plenamente possível ser administrado quando o nosso olhar está na glória de Jesus e na esperança do mundo por vir. Se isso está claro pra gente, nós vamos viver todos os anos da nossa vida sofrendo e penando nesse mundo, mas ainda assim com a boa perspectiva e com sorriso no rosto de que tudo vai dar certo e tudo vai apontar para um lugar que Deus projetou nós estarmos. Amém. Isso aí. Vocês vocês falam lá atrás sobre o o grão do joio e o grão do trigo. O trigo faz pão, o joio não. Eh, >> eu acho, eu não sei, não sei fazer pão. >> É, eu nunca comi pão de joio. >> Mas hoje acho que dá até para fazer pão, né? Fazem pão com qualquer coisa, né? >> Meu Deus. >> Mas o o o trigo que faz o pão e Jesus ele parte o pão e ele fala que este é o meu corpo, né? Ele fala também que a igreja é o corpo de Cristo. É. >> Então, nesse sentido, nós fazemos parte desse desse pão que é partido, né? E e veja, o sangue, viajando na metáfora aqui, o sangue fica dentro do corpo normalmente, né? Para pessoa saudável, sangue fica dentro do corpo. >> Eu acho que sim. >> Mas, mas quando Jesus ele é torturado ali, o sangue banha o corpo. O sangue banha. O o sangue de Cristo é quem está agora eh na superfície do corpo, né? >> Nós somos esse corpo que é cuidado, coberto pelo pelo sangue dele, espiados, né? E e enfim, pecados espiados e e redimidos pelo sangue, comprados pelo sangue. E o joio não, o joio não faz parte dessa dinâmica. Então, não é que o joio seja mau, o joio só não faz parte dessa dinâmica e não tem os benefícios, né? Obviamente o joio é mal na analogia, né? nosso quem quem é joio, enfim. Então, todo mundo é mal também. O trigo também, né? Só tem um bom que é Deus, é o pai. Jesus fala isso, Mateus 7. Eh, o ponto é, >> nós fazemos parte de um corpo e esse corpo faz parte de um reino e esse reino faz parte é é é de um rei, >> não é sobre nós. >> E é só o rei, a esse rei que nós adoramos, né? Esses reis temporais aqui que nós temos não é um >> Eu até abro o meu livro com Segunda Coríntios 4:5, né? que vai bem na na vibe que o Paulo tava falando antes. Não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês, por causa de Jesus. >> Amém. É isso. >> Segunda Coríntios 4:5. É isso, meus amigos. >> Esse é o reino. >> Esse é o reino. Exatamente. Súditos do reino. Sempre eterno, firmado em misericórdia, justiça e >> minha música preferida de louvores. >> Muito boa essa música. Ele tava com olhar de de meio que decepção. >> Não, não. Eu tava tentando lembrar que música é essa. >> É o nome dela. Você que vocês cantam lá porque lá os reinos se abalam, >> os povos se curvam. Ah, >> ó, ó o dedinho do teclado aqui já. >> O cara começa. >> Éô. >> É, mas como é que é o nome da música? Cristo. >> Acho é teu reino. >> Teu reino. Música é teu reino. >> Teu reino é sempre eterno. Não lembra >> não canta mais porque vai dar problema. Mas o cara é que é igualzinho. >> Não, mas o cara que comeu ele é é ele ele é gente boa. Gente boa. >> Gente, ficamos por aqui com mais um BTC. Já sabe, né? Aquele seu like, se inscreve no canal, passa adiante. A gente tá fazendo isso aqui para edificar a sua vida, tá bom? O que que você pode devolver de volta? Se você quiser comentar, dar o like, passar para alguém, traga ouvintes novos para o BTCash. E é claro, vai comprar na Amazon, compra pelo link do Bibotalk, não esquece, tá bom? Deus abençoe. Obrigado, Cacau. Estamos together. É nós, Paulão, de novo. >> Valeu, >> Erlan. É nós. Até o próximo BTQ, se ele quiser assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. >> Muito bem. Você viu esse? Você viu, você ouviu, eu não sei se você está vendo no YouTube, está ouvindo no Spotify ou outra plataforma, mas esse podcast tenho certeza que abençoou demais a sua vida, clarificou várias parábolas que a gente pode ler ali em Mateus. 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