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A fé vem pelo ouvir

Coração Sensível a Deus: O Dom da Nova Aliança | Charles H. Spurgeon

Coração Sensível a Deus: O Dom da Nova Aliança | Charles H. Spurgeon

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Legendas automáticas:

E vos tirarei o coração de pedra do
vosso peito e vos darei um coração de
carne. Ezequiel 36:26.
É uma característica peculiar do
Evangelho que lhe começa a sua obra por
dentro, agindo primeiro sobre o coração.
Outras religiões, como a dos fariseus,
ou, infelizmente, cristãos legalistas,
que, é óbvio, não conhecem a graça
soberana, iniciam com formas e
cerimônias externas. talvez esperando
trabalhar internamente a partir do
exterior, embora tal processo nunca
chegue a esse ponto. Pois ainda que o
exterior do copo e do prato seja limpo,
o interior permanece cheio de podridão
como antes. Nenhuma verdade é mais certa
acerca de todos os filhos dos homens do
que esta. Importa-vos nascer de novo. É
necessário uma mudança total e radical
na natureza humana. Caso contrário, o
homem jamais poderá chegar até onde Deus
está. O evangelho não se esquiva dessa
realidade, mas a reforça. O Espírito
Santo não tenta melhorar a natureza
humana para transformá-la em algo
melhor. Antes ele põe um machado à raiz
das árvores e declara que devemos
tornar-nos novas criaturas. E isso por
meio de uma obra sobrenatural do Deus
onipotente. A escritura não ameniza o
assunto, dizendo que alguns homens podem
ser naturalmente melhores do que outros
e pela melhoria de certas qualidades,
por fim se tornarem bons o suficiente
para Deus. Muito longe disso, ela
declara a todos: "Se não vos
converterdes e não vos fizerdes como
crianças, de modo algum entrareis no
reino dos céus".
O verdadeiro evangelho então começa com
o coração e o coração é o poder
governante do ser humano. Pode-se
esclarecer o entendimento de alguém e
isso é muito. Mas enquanto o coração
estiver errado, esse esclarecimento
apenas o capacitará a pecar, carregando
maior peso de responsabilidade.
Ele sabe que o bem é bom, mas prefere o
mal. Vê a luz, mas ama as trevas e
rejeita a verdade, pois seu coração se
afastou de Deus. Se o coração é
renovado, cedo ou tarde o juízo seguirá
na mesma direção. Mas enquanto o coração
permanecer mal, suas afeições governam a
vontade e inclinam o caráter do homem
para o mal. Se alguém ama o mal, ele é
mal. Se odeia a Deus é inimigo de Deus,
independentemente de suas declarações
externas, de seu conhecimento ou de suas
aparentes boas qualidades. Porque assim
como o homem pensa em seu coração, assim
ele é. O coração é mais essencial ao ser
humano do que a qualquer outra faculdade
e poder que Deus tenha concedido à nossa
natureza. Que meja permitido dizer que o
coração é como a Eva no pequeno jardim
do nosso ser. E é ele que primeiro colhe
o fruto proibido. Embora o entendimento
acabe seguindo as afeições, assim como
Adão seguiu Eva, o primeiro poder para o
bem ou para o mal está nas afeições.
Quando renovado pela graça, o coração é
a melhor parte do homem. Não renovado é
a pior parte. Exopo, quando seu senhor
ordenou que providenciasse apenas as
melhores coisas do mercado para um
banquete, trouxe apenas limbas. E quando
no dia seguinte ordenou que trouxesse as
piores coisas do mercado, novamente
trouxe apenas línguas. E ousaria
corrigir ou espiritualizar essa história
trocando a língua pelo coração, pois não
há nada melhor no mundo do que corações
renovados e nada pior do que corações
não regenerados.
É grande a promessa do pacto de que o
coração será renovado. E a forma
específica dessa renovação é a de
torná-lo vivo, aquecido, sensível e
tenro. Por natureza, ele é um coração de
pedra, mas pela obra divina da graça
deve tornar-se um coração de carne. Por
isso, muito do resultado da regeneração
e da conversão se encontra na formação
de um espírito terro. Ternura de
coração, o oposto de um espírito
obstinado, frio, duro, é um dos sinais
mais graciosos no caráter de um homem. E
onde quer que Deus tenha dado
sensibilidade viva em vez de
insensibilidade morta, ali podemos
concluir que é uma obra real da graça e
que Deus criou a genuína piedade naquele
coração. É sobre essa ternura que
pretendo discorrer. Tirarei da vossa
carne o coração de pedra e vos darei um
coração de carne. Um nos regenerados,
essa ternura aqui descrita se encontra
ausente. Frequentemente eles têm uma
sensibilidade natural. Algumas pessoas
não convertidas são de fato muito
amorosas. Mães afetuosas para com seus
filhos, pais dedicados, amigos leais.
Deus nos livre de dizer algo de errado
sobre aquilo que há de bom na natureza
humana após a queda. Mas devemos
reconhecer que tal sensibilidade é bem
diferente da ternura espiritual do
coração. Alguns exibem uma ternura que
se origina basicamente da timidez. Uma
ternura que às vezes os inclina ao bem,
não porque amem o bem, mas porque se
deixam levar facilmente pela companhia
de outrem. De modo que se estivessem em
má companhia, seriam igualmente
conduzidos ao mal. Falta-lhes princípio,
falta-lhes raiz em si mesmos. Roboão
demonstra esse tipo de falsa ternura.
Ele era tenro e, por isso, seguiu
conselheiros perversos para sua própria
ruína. Tal brandura que deixa o homem
sem masculinidade de caráter e o faz
manipulado como fantoche deve ser
rechaçada. De fato, precisamos ter
firmeza e determinação e não aplacar-nos
a ponto de sermos conduzidos para
qualquer direção por mãos alheias. Há
também uma certa ternura que nasce do
temor legal do medo e que difere
muitíssimo da ternura evangélica ou
salvadora descrita em nosso texto. Além
disso, existem aqueles que demonstra uma
sensibilidade aparente, uma espécie de
falsa ternura. Ao ouvir um sermão, por
exemplo, são profundamente impactados.
Se o tema versar sobre o futuro ou
revelar um mundo vindouro, eles se
comovem naquele momento. Entretanto,
passam alguns minutos e tudo é
esquecido. Fervem rapidamente e esfriam
com igual rapidez. São tão inconstantes
quanto o vento. É um tipo de ternura que
não se deseja. Uma bondade que é como a
nuvem da manhã ou o orvalho matutino que
logo se vai. Em todos os não regenerados
faltará a genuína ternura espiritual da
qual falo, ainda que uns sejam mais
duros do que outros. Em todos existe,
por exemplo, uma dureza natural de
coração. Não nascemos perfeitos, de modo
que quando encontramos o pecado,
naturalmente o abraçamos em vez de
rejeitá-lo como deveríamos. Observando
as primeiras atitudes das crianças, não
encontramos nelas forte repulso aos
pecados infantis, nem horror ao vê-los.
Quão cedo o pequenino perde o controle e
se entrega a explosões de raiva ou a
pequenos atos de engano. Conforme disse
o profeta, desviam-se desde o ventre,
proferindo mentiras. O poeta infantil
estava certo ao dizer: "É verdade, és
jovem, mas há uma pedra em teu peito,
mesmo tão pequenino. Pois se listarmos
metade das tuas faltas, ainda seria o
bastante para tirar-te a paz." Nosso
coração, por natureza, é semelhante à
pedra de um moinho e sua dureza aumenta
no contato com o mundo. Um jovem que
acabou de sair de um lar piedoso não é
nem metade tão endurecido quanto aquele
que por algum tempo tem convivido em
meio a uma sociedade ímpia, presenciando
práticas de devastidão e profanação. O
costume exerce enorme influência e
aquilo que vemos os outros fazerem
impunmente, nós passamos cedo ou tarde a
considerar, a menos que a graça de Deus
intervenam
que era. A familiaridade com o pecado
não gera desprezo por ele, mas muitas
vezes certo desdém que o proíbe. Vemos o
brilho no olhar do bêbado, ouvimos seu
brado de euforia. Imaginamos que há
prazer na embriaguez.
Ouvimos as pessoas falando sobre as
delícias de suas transgressões e as
supostas doces experiências dos desejos
pecaminosos.
A menos que a providência e a graça nos
refreem, passamos a ver com leviandade
aquilo que antes considerávamos
abominável. Este mundo é como uma fonte
petrificante e todos os que são estão se
petrificando no seu fluxo, tornando-se
cada vez mais endurecidos conforme os
anos transcorrem. Além disso, o próprio
homem endurece a si mesmo ao pecar. Cada
vez que se peca, é mais fácil pecar de
novo. Como uma pedra que ao cair ganha
impulso e maior velocidade, o pecado
também se intensifica a cada prática.
Quem peca uma vez se inclina a pecar
outra vez. E existem pecados que quase
obrigam a prática de outros. Quem mente,
por exemplo, sente que precisa mentir
novamente para encobrir a primeira
mentira. E certos pecados arraigados na
carne geram uma espécie de fome e sede
por repeti-los, de modo que a carne
clama por satisfação. A prática
constante de pecados, então, torna o
coração cada vez mais insensível, como o
calo que se forma com um trabalho árduo.
Cada pecado contribui para transformar o
coração de pedra em algo ainda mais
rígido, semelhante ao diamante. Ao mesmo
tempo, todas as circunstâncias à volta
do não convertido contribuem para o
mesmo resultado. Se, por exemplo, a
pessoa prospera, nada endurece mais o
coração do que a longa prosperidade.
Procure um ímpio cuja vida seja de
constante sucesso e quase certamente
encontrará alguém capaz de dizer: "Quem
é Jeová para que obedeça a sua voz?" O
orgulho costuma surgir em meia à
fartura. Se tal pessoa passasse
necessidade, talvez se humilhasse diante
de Deus, mas agora se orgulha de suas
grandes extensões de terra ou da sua
riqueza. E como Nabuco Donzor exclama:
"Não é esta a grande Babilônia que eu
edifiquei?
Estar por muito tempo com boa saúde, sem
sequer adoecer, pode ser igualmente
perigoso. Longe de ser bênção de Deus ao
ímpio, não há quase nada que possa
tornar-se maior maldição do que nunca
sentir dor ou enfermidade. Se nunca és
castigado, então não és filho de Deus.
Se ele deixa que aches prazer no pecado,
talvez isso seja um sinal de que ele te
deixa ter o que desejas neste mundo,
pois sabe que um terrível futuro te
aguarda. Ó tu que levas uma vida
tranquila, inquieta-te, pois correso.
A dureza de coração quase
inevitavelmente acompanhará tal
condição. Tu vives sem sobressaltos
desde a juventude. Nunca foste passado
de vaso em vaso. Portanto, o teu cheiro
permanece em ti e esse cheiro é do
orgulho e da segurança carnal. A
situação oposta das circunstâncias leva
igualmente ao mesmo resultado por causa
do pecado. Aflições endurecem aqueles
que não são por elas amolecidos. Alguns
homens passam por diversas tempestades
no mar, embora antes temessem, com o
tempo já não tremem mais. Mesmo que
precisem cortar um mastro ou o navio
estivesse prestes a naufragar, eles o
enfrentariam com xingamentos e
blasfêmias, já endurecidos pelo
desespero. Outros que escaparam de
inúmeros acidentes e doenças graves, que
estiveram à beira da morte por febre ou
sobreviveram à cólera, muitas vezes se
tornam insensíveis a ponto de nada mais
os abalar. Aquilo que não é derretido
pelo fogo acaba se tornando ainda mais
rígido como o aço temperado. Ai de
muitos, como disse o profeta, porque
series ainda feridos se continuais na
rebelião. São como rei Ais, de quem se
afirmou que enquanto mais era afligido,
mas pecava. Este é aquele rei Ais. Eis a
insensibilidade em seu auge comparável à
de faraó, que o Senhor endureceu por
meio de juízos que deveriam tê-lo levado
ao arrependimento. Infelizmente, devo
acrescentar que influências sagradas
podem muitas vezes consumar e
intensificar esse endurecimento. O
evangelho, por exemplo, exerce um
tremendo poder de endurecer sobre
aqueles que o rejeitam. A mesma luz do
sol que suaviza a cera endurece o barro.
O brilho do evangelho, incidindo sobre o
ouvinte, ou derrete em arrependimento ou
endurece em obstinada resistência. Não
há como ouvir o evangelho sem que ele
produza algum efeito. Alguns de vocês
frequentam este local desde a sua
inauguração e se ainda não estão
melhores por isso, certamente estão
piores. Se o evangelho não é em vocês um
aroma de vida para vida, tornar-seá
aroma de morte para morte. Entre os
pecadores endurecidos, o pior de todos é
aquele que foi endurecido pelas próprias
verdades do evangelho. Mas ainda quando
um não regenerado tem a ousadia de
professar-se cristão, talvez esse seja o
caminho mais rápido e certo de consumar
a obra do diabo. Pois se um homem tem a
desfarçatez de juntar-se aos santos
enquanto se entrega secretamente ao
pecado, se toma parte na cia do Senhor,
sabendo que seus desejos carnais
continuam a dominá-lo. Se de fato chega
ao ponto de se vangloriar, de ser filho
de Deus, quando em verdade não tem parte
na graça divina, então tal indivíduo é a
matéria-pra perfeita para Satanás moldar
um Judas. O próprio diabo não poderia
criar um Judas sem antes encontrar um
apóstolo falso. E se quiserdes procurar
os piores dentre os homens, é entre os
hipócritas religiosos que os
encontrareis. E permita-me dizer: "Se
quiserdes ser bem-sucedidos e
encontrá-los, buscai um ministro de
coração falso. Quanto mais elevado o
posto no jardim do Senhor, mais
abundantes as ervas daninhas. Os
corações mais endurecidos não são
necessariamente aqueles que cometeram
crimes contra a sociedade e foram parar
nas prisões. Muitas vezes basta um pouco
de bondade para enternecer tais homens
ferozes. Mas os piores são aqueles que
se revestem de uma aparência de povo de
Deus enquanto seguem pecando com ambas
as mãos. Acobertar uma vida ímpia sob o
manto de uma profissão de fé cristã é
sinal de reprovação. Em resumo, em
qualquer estágio em que os homens se
encontrem, esta é a verdade. Em ninguém
que não seja regenerado se encontra o
coração de carne. Dois. Onde quer que
exista essa ternura verdadeira, ela é um
dom especial da nova aliança, da graça
soberana. O coração de carne é uma
bênção da graça soberana, sempre
resultado do poder divino. Coração de
pedra nenhum jamais se transformou em
carne por acaso ou apenas por
circunstâncias providenciais, ou ainda
por presunção humana, ou pelo livre
arbítrio. Seria inútil argumentar com
uma rocha, esperando convencê-la a
tornar-se carne. Tão pouco essa mudança
produzida pelas próprias ações do homem.
Como uma pedra, sendo apenas pedra,
poderia gerar em si mesma carne. É
necessária uma ação vinda do alto,
conforme diz a escritura. Se alguém não
nascer do alto, não pode ver o reino de
Deus. O Espírito de Deus deve operar
essa mudança de natureza ou jamais o
coração de pedra se transformará em
coração de carne. Observem que as
primeiras obras do Espírito de Deus na
alma tendem a produzir essa ternura.
Pois quando ele vem a uma pessoa,
convence-a do pecado, levando-a ao
quebrantamento. Quem é convencido de
pecado não mais faz pouco o caso dele,
nem despreza a ira de Deus que o pune.
Quando as flechas de convicção são
lançadas pelo espírito na alma, o
coração começa a sangrar e o homem passa
a sentir dores e emoções das quais antes
não tinha conhecimento.
Espero que alguns de vocês entendam bem
esse início da obra do espírito em seus
corações, que ele já os está convencendo
de pecado. Ele os fez temer um Deus
irado e recear a ira futura. Essa
primeira obra da graça já os deixou mais
sensíveis do que antes, e à medida que o
espírito prossegue em sua ação, cada vez
mais sensíveis ficarão. Quando a alma de
fato é salva e encontra paz em Jesus
Cristo, um importante sinal dessa
salvação é a ternura de coração. Ah, e
quão adequado é o lugar da cruz para se
encontrar essa ternura. Assim que o
homem contempla o Salvador pela primeira
vez, logo chora. Ele olha e vive. Mas
também olha e se lamenta, pois foi ele
mesmo que feriu o Senhor. Quem pode
contemplar o Salvador sangrando por seus
pecados sem ser derretido? Coração algum
de pedra suporta contato com a cruz.
Basta que Jesus lance um olhar de amor e
somos dissolvidos como correu com Pedro,
que caiu em lágrimas de arrependimento.
Ao ouvirmos sua doce voz, dizemos:
"Minha alma se derreteu quando ele me
falou". O fato de ele nos amar e de ter
se entregado por nós é o suficiente para
amolecer qualquer coração de ferro se
este chegar a compreender essa
realidade. Assim, essas primeiras obras
do Espírito de Deus, a convicção e a
conversão conduzem à ternura e isso
continua verdadeiro para todos os atos
subsequentes do Espírito Santo. Toda a
essência do evangelho conduz à ternura.
Não consigo lembrar um único versículo,
promessa ou doutrina do evangelho que
tenda a endurecer o coração de um
crente. Você consegue? Creio que se
alguém examinar todos os aspectos que
conhece da salvação ou tudo que Deus
revelou, verá que não existe nada que
possa endurecê-lo ou torná-lo
voluntarioso. Tudo ao contrário, visa
torná-lo tenro e sensível. Ó, como cada
verdade, cada doutrina, cada promessa
dada a nós pelo evangelho age em sua
essência para sensibilizar o coração.
Reflita sobre a graça soberana de Deus
na salvação e veja como ela nos humilha
e nos lança no pó. Não mais se fala
sobre direitos do homem como criatura ou
sobre o que Deus deveria fazer. Somos
quebrantados e percebemos que o Senhor é
livre para fazer o que lhe agrada. E
assim a nossa vontade se prostra com
mansidão diante dele. Ah, quando
compreendemos que não existe perdão
senão através de um substituto, quando
reconhecemos que Deus deve e punirá o
pecado, passamos a considerar que o
pecado não é nenhuma trivialidade.
Passamos a detestá-lo como um grande mal
e ficamos vigilantes para não pecarmos
de novo. E ao descobrirmos que toda a
nossa ajuda foi posta em Jesus Cristo, a
raiz de toda a nossa autoconfiança é
cortada de imediato, levando-nos a ficar
humildes aos pés do Senhor. Eu poderia
revisar cada uma das doutrinas e
promessas se houvesse tempo. Estou certo
de que demonstraria, sem contradição,
que o efeito legítimo de cada uma delas
é tornar o coração sensível em todos os
pontos onde opera. O mesmo vale para
todas as virtudes cristãs. Todas
incentivam a vida e a ternura do
coração. Tem zelo por Deus, então
certamente temerás o pecado. Oiarás até
a roupa contaminada pela carne. Tens
paciência debaixo da vara do Senhor. Tal
paciência é apenas outra forma doce da
sensibilidade de coração. Tens amor,
então tens ternura, pois na proporção em
que o coração é de pedra, não pode haver
verdadeiro afeto. Todas as virtudes que
compõem o caráter cristão relacionam-se
intimamente com o coração de carne. E
ouso dizer que quanto mais terno for
alguém, mais avançado está na graça.
Inversamente, quanto mais insensível e
indiferente, mais distante está daquilo
que deveria ser. Que o professante de
fé, porventura frio e indiferente, saiba
disto. Se é realmente filho de Deus,
está certamente em um estado de fraqueza
ou retrocesso espiritual, pois de outro
modo lamentaria profundamente sua
própria insensibilidade.
Cada graça nos conduz à ternura e todo o
fluxo da vida divina corre nessa
direção. Não se pode ser forte em
piedade sem ser tenro de coração. Será
que podes ser um bom filho sem ser
sensível e se manter obstinado, frio,
endurecido para com os pais? É servo?
Quem é um bom servo senão aquele que
zela pelo nome do seu Senhor e tem
cuidado de cumprir a vontade dele? É
soldado. Ora, é bom soldado aquele que
zela pela honra do capitão e se submete
fielmente à lei do seu senhor.
Precisamos de ternura. É algo essencial.
Enquanto o metal não for derretido, ele
não poderá ser moldado, nem ficar pronto
para o uso e para a beleza. O Senhor
Jesus jamais colocará seu selo em cera
fria. Ele imprime sua imagem em corações
de carne, não em pedras. Uma consciência
sensível é elemento imprescindível no
caráter cristão genuíno. Onde isso não
existe, a vida de Deus também não se faz
presente. Três. Esta ternura, uma vez
concedida, manifesta-se sob diversos
aspectos.
A pessoa que recebe de Deus um coração
de carne torna-se sensível ao temor. Ele
treme ao pensar num Deus santo que se
opõe a ela. Não argumenta mais a
respeito do inferno e da eternidade,
como muitos fazem. Ao contrário, o seu
coração está em reverência diante de
Deus e teme os seus juízos. Não mais
considera Deus excessivamente severo.
Antes reconhece que ele é justo quando
julga e puro quando condena. O coração
renovado teme o que outros chamam de
pecados pequenos, fugindo deles como
quem foge de uma serpente. O homem
regenerado sabe que há morte em cada
gota de vin do pecado e não se arrisca a
prová-lo. Ele não quer saborear nem
mesmo uma migalha das iguarias reais do
pecado. Tema a Deus e não ouse ofender
aquele que é justo, pois agora você vê
quão santo ele é e percebe quão real é a
sua justiça. O coração de pedra nada
sabe nem teme, por isso permanece em
morte. Quão pouco temo por alguém que de
fato teme enquanto tremo por aqueles que
jamais tremem. Há alguns cristãos muito
assegurados de si, mas temam que sua
suposta certeza possa não passar de
presunção. Às vezes, quase desejo que
essas pessoas tão confiantes tivessem um
toque de santo temor, que é como um sal
à vida do homem. O temor e o tremor são
apropriados ao mais eminente dos santos,
pois a escritura diz: Deus deve ser
temido na Assembleia dos Santos. Servi
ao Senhor com temor e alegrai-vos com
tremor. Desenvolvei a vossa salvação com
temor e tremor. Embora eu lamente muito
quando alguém duvida da veracidade de
Deus, não me preocupo tanto quando
alguém duvida sobre si mesmo, pois
existe o que se chama de ansiedade
santa. Recomendo-lhes que jamais pensem
pouco dela. Guardem bem os versos do
poeta. Aquele que jamais duvidou do seu
estado, talvez venha a duvidar tarde
demais. O alto exame frequentemente
suscita santo temor e uma profunda
investigação interior, revelando-nos
tanto pecado que somos lançados de
joelhos em choro e súplica, implorando
ajuda e perdão. Viver sem temor é viver
em pecado, pois uma das marcas do crente
é ter o temor de Deus sempre diante dos
olhos. Nesse sentido, bem-aventurado é o
homem que teme continuamente. Além
disso, o coração terro torna-se sensível
aos vereditos de uma consciência
iluminada. O coração mudado pela graça
começa a avaliar suas ações diante de
Deus e chega à conclusão: "Procedi
injustamente com meu criador e
benfeitor. Ele tem sido sempre tão
bondoso para comigo, concede-me
incontáveis bênçãos e ainda assim eu o
tem esquecido de forma ingrata. Sempre
que ouvi falar dele, tratei-o com
desdém. Vivi para mim mesmo e não para o
meu Deus bom e gracioso. A consciência
despertada estabelece um juízo diário e
o coração de carne submete-se à sua voz.
No ímpio, a consciência também existe,
mas está adormecida e precisa de um tiro
de canhão para despertá-la. No coração
de pedra, ela não gera qualquer
sentimento de desconforto. Façamos nossa
oração tão sensível quanto a pupila do
olho. Ó Deus, faz minha consciência,
desperta minha alma ao menor sinal de
pecado e manten-la sempre alerta. O
cristão entende ser horrível pecar
contra Deus, contra o amor de Cristo e
contra a influência do Espírito que
habita em nós. Ele se retrai diante do
pecado, não apenas com medo do castigo,
mas porque é ferido pelo próprio pecado.
Como fumaça para os olhos, espinhos para
a carne ou fé para o paladar, assim é o
pecado para o coração do crente. O
coração renovado também se torna
sensível ao amor divino. Não é
assombroso que a história do Calvário
não encha de lágrimas cada olho que a
lê. Existiu o amor mais tocante,
comovente que o do filho de Deus a favor
de seus inimigos quando ele abandonou a
glória do céu para sofrer vergonha na
terra?
A gente que derrama lágrimas com os
torietas sentimentais ou romances de
três volumes, mas que considera esta
grandiosa narrativa a mais
extraordinária tragédia de amor como
apenas algo repetido várias vezes,
deixando a Bíblia na prateleira por
achá-la interediante. Embora diga
respeito a todos nós e sem ela estejamos
perdidos e com ela nos tornemos
participantes da natureza divina, elas a
ignoram. Como isso é possível senão por
haver corações de pedra? Mas quando o
nosso coração é transformado em carne, o
amor de Deus nos toca, nos humilha, nos
derrete, nos atrai, nos cativa,
enche-nos de ações de graças e eleva
nossa alma em direção ao céu. Esse amor
divino gera em nós uma sensibilidade
grata. Cristo fez tudo isso por mim,
então o que eu posso fazer por ele? Ele
me comprou com seu sangue. Então sou
dele e não de mim mesmo, nem do mundo.
Que posso fazer por aquele que morreu
para salvar minha alma indigna? O
coração regenerado sente que o amor de
Cristo o constrante, concluindo que se
um morreu por todos, logo todos
morreram. E ele morreu por todos, para
que os que vivem já não vivam para si
mesmos, mas para aquele que por eles
morreu e ressuscitou. Segunda Coríntios
5:1 e 15. Assim, o coração se torna
sensível também ao santo pesar. Quando
erra, o crente castiga e humilha a si
mesmo por ter entristecido o Salvador.
Ele vinga-se do seu próprio pecado se o
tem acolhido. Porém, ao mesmo tempo,
torna-se sensível à alegria. E, ó, que
alegria sente o cristão. Alegria essa da
qual o ímpio permanece eternamente
alheio. O coração renovado exulta ao
ouvir os passos do Salvador. E quando
percebe seu amor sendo derramado, nenhum
perfume é tão doce. Quão grandes são as
emoções e deleites que experimentamos
quando contemplamos claramente nossa
aceitação em Cristo. Que festas e
banquetes de alma quando desfrutamos de
comunhão com o crucificado. Quão
inefável a exultação quando,
atravessando as portas de pérolas,
lançamos um vislumbre de nossa herança
eterna com as coroas de ouro e palmas de
vitória. Pela regeneração, somos
tornados capazes de experimentar uma
plenitude de alegria desconhecida. Cada
sentido e faculdade é vivificado,
podendo vibrar com o gozo celestial. O
próprio céu parece percorrer cada fibra
da alma quando mergulhamos em comunhão
com Jesus. Do mesmo modo, tornamos-nos
sensíveis ao sofrimento alheio. Eu não
daria nada pela sua religião se não
desejas que os outros também a
desfrutem. Se sem emoção alguma consegue
imaginar uma alma sendo condenada, temo
por ti. Talvez esse seja teu próprio
destino. Se és capaz de contemplar os
ignorantes, os rebeldes, os extraviados
e imaginar sua ruína eterna sem qualquer
pesar, não podes ser filho de Deus. Teu
Salvador, o primogênito da família
divina, chorou sobre Jerusalém. Como
podes ficar indiferente? Cristo chorou
pelos pecadores e podemos nós ficar sem
lágrimas? Que gotas de lamento solidário
irriguem cada um de nossos olhos? O
coração de pedra diz: "Que me importa
para onde vão. Acaso sou o guardador do
meu irmão?" Mas o coração de carne diz:
"Senhor, usa-me para salvá-los, custe o
que custar". Será minha alegria conduzir
os pecadores a abandonar seus maus
caminhos. Quando essa ternura de coração
atinge um grau elevado, o que deveria
acontecer com todo cristão, o crente
passa a ser sensível às coisas de Deus
de modo extremamente apurado. Já havia
instrumentos de medição tão delicados
que eram afetados por uma partícula de
poeira invisível ao olho nu. Há também
balanças rústicas que nem sequer notam a
diferença de uma onça, mas aquelas muito
finas se movem com a menor brisa. Nosso
coração deve ser deste segundo tipo. O
cristão deve assemelhar-se a uma planta
sensitiva que ao menor toque recolhe
suas folhas ou a uma ferida em carne
viva que dói ao mais leve roçar. A
sensibilidade espiritual é sinônimo de
vida abundante. A insensibilidade revela
morte. Perceber o mínimo sussurro do
Espírito Santo é sinal de alta
espiritualidade. Não desejo ser como um
grande navio que só se move quando há
ondas imensas, mas como a isca do
pescador que vibra a menor ondulação. Ó
Espírito do Senhor, age assim em meu
coração desejoso. Quero ser de tal forma
sensível à tua presença que como a folha
de um álamo eu comece a tremer, ainda
que a brisa seja imperceptível para os
outros.
Precisamos estar atentos para cumprir a
vontade de Deus, sem precisar de chicote
ou freio que nos forcem a obedecer.
Contudo, já vi muitos crentes que sabiam
perfeitamente que determinada prática
estava ensinada na Bíblia, mas diziam:
"Bom, creio que isso é bíblico, mas vou
esperar ter uma forte impressão no
coração ou sinais claros da providência
de Deus para que eu então me decida a
obedecer." Isso não é comportamento de
obediência, e sim falta de submissão à
vontade de Deus. Nossa regra de fé e
prática é a palavra do Senhor, não
nossas impressões ou circunstâncias.
Para o coração renovado, deve bastar
saber a vontade de Deus para agir
prontamente. Da mesma forma, se algo é
proibido na palavra ou claramente
errado, nenhuma desculpa justifica
permanecer nisso. Somos obrigados a
abandonar tal prática imediatamente. A
grande falta desta era a insensibilidade
quanto a verdade revelada e a vontade
divina. Aqui na Inglaterra, por exemplo,
há uma igreja em que se encontram três
grupos distintos, todos declarando crer
no livro de oração comum em sua
totalidade, o que é claramente
impossível, pois esses grupos não
concordam entre si, estando em guerra
constante. Contudo, cada um jura
aceitá-lo, exânimo integralmente, algo
que homem algum, nem anjo, nem diabo
poderia fazer, pois o livro se contradiz
em si mesmo. Mas isso pouco importa para
consciências flexíveis, treinadas para
jogar com as palavras. Alguns ministros
dessa igreja sabem que sua posição é
questionável, mas a mantém alegando que
se saíssem dela, sua utilidade ficaria
comprometida. Será este o raciocínio de
um cristão fiel? Devemos buscar uma
suposta utilidade ao custo de violentar
nossa consciência? Nossa regra de
conduta é a vontade de Deus e apenas
ela. Ah, como anseio ver surgir entre
nós uma geração semelhante aos antigos
covenanters,
dispostos a morrer em defesa de cada
palavra de Jesus e a derramar sangue por
cada pequena joia da coroa de Cristo.
Mas na sociedade atual, o que prevalece
é ser caridoso. E se alguns de nós nos
levantamos para defender a verdade de
Deus, logo somos ridicularizados como
sem amor. Entretanto, é justamente nosso
grande amor pelas almas que nos faz
falar e assumir riscos. Temos caridade
pelos que estão perecendo, bem como por
aqueles que virão após nós. Vemos o
quanto o erro mortal é apoiado pelos que
vacilam e não podemos silenciar. Se os
ministros do Evangelho derem um mau
exemplo de manipular as palavras e
brincar com a verdade, onde estará a
moral da próxima geração? Irmãos, nós
que pregamos o evangelho, precisamos
seguir um padrão de estrita veracidade
pela causa de Deus, de nosso ofício e do
povo. Não podemos permitir nada
diferente de retidão absoluta em nossas
declarações solenes, pois responderemos
por elas diante do Senhor naquele grande
dia final. Se somos mestres de outros,
devemos ser irrepreensíveis, inflexíveis
na verdade, ainda que isso custe nossas
vidas. Ó, que possamos demonstrar muita
sensibilidade para com a vontade de
Deus. Mesmo que o zelo pela verdade seja
interpretado como sectarismo, isso é
infinitamente preferível a uma caridade
que destrói as almas. A Diana desta era,
traduzida em termos claros, a caridade
atual significa, em muitos casos, que
não importa o que Deus disse, façamos o
sistema que melhor nos convenha e
concordemos em ignorar as partes
inconvenientes da revelação. Sejamos
liberais com aquilo que pertence ao
Senhor, sem nos importar com a sua
honra, desde que tudo transcorra bem aos
olhos humanos. Mas nós que temos coração
sensível, seremos fiéis, suportando a
censura de todos para não incorrermos na
reprovação do Senhor. Ternura diante de
Deus é indispensável.
Anelo ver novamente o espírito de Elias
de firme determinação, somado ao
espírito de João, de amor pelos que
erram. Jeová deve reinar em nossa terra
e todos os ídolos devem ser destruídos.
Quatro reflexões finais. A ternura de
coração deve ser grandemente estimada e
diligentemente cultivada. Alguns de
vocês talvez estejam pela primeira vez
aflitos por causa do pecado. E eu me
alegro com isso. Alguns não são mais os
mesmos de antes, quando eram livianos e
indiferentes. Agora estão pensativos e,
ao mesmo tempo, tristes. Vieram hoje
esperando que Deus lhes concedesse paz,
porém ainda não a obtiveram. Oro para
que o Senhor lhes conceda o que anseiam,
mas desejo ainda mais que jamais
encontrem paz senão a paz que vem de
Deus por meio de Jesus Cristo. Que esta
seja sua resolução. Não descansarei até
encontrar descanso no próprio Deus, no
seu filho amado. Queridos, não procurem
livrar-se de seus temores, convicções e
do pecado, a não ser pelo caminho de
Deus. Há muitos médicos de valor nulo
que tentariam tratar suas feridas se
vocês deixassem, mas apenas encobririam
um mal, deixando sob a superfície uma
úlcera que traria a morte espiritual.
Suportem a ação do cirurgião fiel que
abre a ferida, limpando toda a carne
orgulhosa. E supliquem ao Espírito Santo
que os sonde até o íntimo, em vez de
aceitarem bajulações, que lhes deem uma
sensação falsa de cura. Vão ao Senhor
para obter cura. Todo outro remédio é
inútil. Digam: "Senhor, realiza uma obra
profunda em mim. Salva-me tu mesmo.
Salva-me por completo. Livra-me de
confiar em mim ou em qualquer outro
homem, levando-me a descansar somente em
ti e em teu filho amado. Não se voltem
para distrações que apenas lhes fariam
esquecer sua real condição. Não busquem
bailes, festas ou qualquer forma de
entretenimento que apenas amorteceriam
sua consciência. Ao invés disso, peçam
ao Senhor que aprofunde o
quebrantamento, que os leve a perceber
ainda mais a culpa do pecado, pois vocês
nunca valorizarão o Salvador enquanto
não se odiarem a si mesmos. Nunca amarão
o seu sangue se não ficarem
envergonhados do vermelho do seu próprio
pecado. Jesus jamais será seu salvador
enquanto não se virem a seus próprios
olhos como pecadores arruinados.
Corram a Jesus confiando nele e não
endureçam o coração contra ele. Agora
fala a você, ó cristão, cultive ainda
mais a ternura de coração. Dirijo-me aos
crentes. Não abracem qualquer doutrina
cujo efeito natural seja torná-los
insensíveis em sua vida espiritual ou
indiferentes em relação ao próximo e a
Deus. Receio que, por vezes, até as
verdades que professamos possam ser
sustentadas em justiça e nos induzir a
negligenciar o pecado. Sempre que
encontro um irmão perfeitamente
satisfeito consigo mesmo, fico
preocupado. Ele certamente não vê o
pecado que Deus vê nele, pois se o
enxergasse, estaria lastimando-se em
lugar de jactar-se.
Gosto de ver que alguns pregam padrões
de santidade muito elevados. Quanto mais
altos, melhor. Mas se alguém diz tê-lo
atingido, envergonhe-me por ele e temo
por seu estado espiritual. Ele precisa,
isso sim, começar de novo na escada da
santificação, pois o primeiro degrau
dessa escada é a humildade. Sejam muito
humildes e mantenham-se no lugar mais
baixo. Tornem-se cada vez mais
conscientes de sua culpa natural.
Arrependam-se diariamente com mais
intensidade. Diante de todos declaro que
creio ser o melhor lugar para se estar
de braços ao redor da cruz, dizendo:
"Eu, o principal dos pecadores sou,
porém Jesus morreu por mim. Sou nada,
mas Cristo é tudo. Em mim mesmo nada há
além de miséria, mas ainda assim sou
aceito no amado. Que dia após dia
temamos a rotina de uma religião sem
vida e poder. Podemos cantar sem
verdadeira alegria o louvor, orar sem
fervor, ler a Bíblia sem realmente
alimentar-nos de suas verdades, conhecer
as doutrinas do Evangelho sem provar
seus efeitos sobre o coração. Oremos
para não cairmos nisso. Oremos. Para não
ter uma religião morta. Quero que minha
alma seja viva em cada parte, tão
sensível diante de Deus como se
estivesse sem pele, sem a coraça
endurecida, para que cada verdade, cada
promessa, cada palavra divina impacte-me
profunda e imediatamente.
Supliquemos por isso, irmãos. Lembrem-se
de como Jesus era tenro. Nele não havia
nenhuma dureza. Sejamos tão sensíveis
como ele foi, e assim seremos.
conformados a imagem para a qual Deus
nos está preparando por seu espírito
eterno. Tema perder a sensibilidade em
relação ao pecado. Tema esfriar em seu
amor por Cristo. Tema endurecer-se em
relação aos pecadores ao seu redor.
Recorde e use em suas orações esta
promessa. E vos tirarei o coração de
pedra da vossa carne e vos darei um
coração de carne. Que o Senhor a cumpra
em vocês por causa da sua fidelidade e
do seu nome.
Amém. Peçam [música]
e será dado.
Busque encontrarão.
Batam na porta certa. Ela se abrirá
então,
pois [música] quem pede recebe, quem
busca vai achar. E aquele que bate a
porta se abrirá. Deus conhece [música]
o melhor, a bênção para nos dar. Se não
é o que [música] pedimos, é o que irá
nos guiar.
Sua graça é perfeita. nos ensina a
esperar. Mesmo no silêncio, Deus sábio
que a nos amar. Na fraqueza, poder. Na
espera a direção.
[música]
Sua vontade é boa.
A melhor solução.
[música]
O tempo que parece longo
pra mente impaciente [música]
é o exato momento
pra resposta [música] que é crescente.
Se a oração não vê resposta,
olhe bem com atenção.
Deus já [música] pode ter agido
fora da contemplação. [música]
Sua graça é perfeita,
nos ensina
a esperar.
Mesmo no silêncio,
Deus sabe o que é nos amar.
Na fraqueza, poder, na espera, direção.
[música]
Sua vontade é boa,
a melhor solução.
Paulo lorou e clamou.
O espinho não saiu,
mas a graça foi maior.
Em sua dor, ela surgiu.
Que possamos aprender
com fé e submissão.
A vontade do Senhor é sempre a melhor
lição. [música]
Peçam e será dado. Busquem encontrarão.
Batam [música] na porta certa, ela se
abrirá. Então,
sua vontade é boa.

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