O que NÃO é o Reino? I SEMANA TEOLÓGICA EBT
05/03/2026
O que NÃO é o Reino? I SEMANA TEOLÓGICA EBT
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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais uma aula da Semana Teológica EBT! Neste encontro, Rodrigo Bibo e convidados encaram de frente os equívocos mais comuns sobre o Reino de Deus — ideias distorcidas que reduzem o Reino a política, prosperidade, moralismo ou fuga espiritual do mundo. O que Jesus realmente quis dizer quando anunciou o Reino? Onde a igreja costuma confundir poder com serviço, triunfo com cruz e sucesso com fidelidade? Esta conversa é um convite para desmontar caricaturas, recuperar a visão bíblica e redescobrir a beleza subversiva do reinado de Cristo — e também para conhecer a nova turma da Escola Bibotalk de Teologia. Vem estudar com a gente.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Voltamos para o quarto dia da nossa imersão no reino de Deus. Essa imersão que chega até vocês graças à escola Bibotalque de teologia, uma escola pensada para iniciar você neste rico universo que é a teologia. Meus amigos, Guilherme Nunes e Luís Henrique ou Luís Guilherme. Ah, aí ó. Ninguém sabe seu nome é Luís, hein? Luís Guilherme, o resto. >> O Luiz Nunes. >> Luís Nunes, boa. Luiz Nunes é legal. Gostei. Luiz Nunes, muito obrigado por estar presente aqui nesse quarto dia. Luís Henrique, muito obrigado. Olha só, existem interpretações equivocadas, Luiz, do reino de Deus. A gente falou bastante aqui sobre o reino de Deus, sobre o que ele é, o que ele não é, a ética desse reino. >> Hoje vamos falar um pouquinho. A gente não falou da escatologia do reino. Talvez a gente entre hoje, talvez não. Não sabemos, mas vamos lá, Luiz. Qual é a primeira distorção? que a gente tem sobre o reino de Deus. Uma interpretação equivocada. Ô, esconde o teu monjar aí. Ô, ô, [risadas] Luiz, olha, o Luiz com a canetinha do Monjar dele. Al, >> vou chamar de Luiz também, né? Porque tu tem Luiz no nome. Então, Luiz, vai ser um episódio Lu >> André de Luíes, né? CL >> Eh, eu acredito que a primeira, o primeiro grande desvio a respeito do reino de Deus e como ele deve ser vivido, passa pelo lugar da de reduzirmos ele apenas a experiência interior, que porque o reino de Deus está em vocês e aí a pessoa em mim. Eu sou o reino de Deus, eu na minha própria convivência, na minha própria e circunstância ali na minha, >> aliás, essa é uma tradução ruim, né? O reino de Deus está dentro de vocês é uma tradução ruim, né? É, ou literalmente no grego seria está aí, >> está aí, >> está aí. Jesus jogou aí. Aí >> no grego, eu o aí, no grego eu tenho como dizer aí perto e aí próximo aí um pouquinho mais longe. >> Olha só. Sensacional. >> Aí é como se fosse de lado, do teu lado. >> Sim. Uhum. >> Só que parece que quando Jesus diz isso, parece ele pode. E a gente não tem como dizer apontando para si mesmo. >> Exato. Porque faz muito sentido essa interpretação cristológica, porque ele é o reino de Deus. Exato. Quando que o reino de Deus chegou, é ele que chegou, >> entendeu? E então se o reino de Deus está entre vocês, gente, eu estou entre vocês, ele está, né? >> É, mas ainda assim uma implicação teológica em cima. >> Claro que pode ter essa internalização, mas isso a partir da descida do espírito. >> Aí é possível você falar do reino de Deus dentro de você no sentido da presença de Deus dentro de você, né? Porque a gente tem essa, eu entendo dessa maneira, sim. Eu, eu sou a casa de Deus em, né, num sentido assim, bem, eh, eu sou o templo do Espírito Santo. Paulo capítulo se, só que eu tenho que ler o capítulo 6 de Primeira Coríntios à luz do capítulo três, onde é a família >> de Deus que é a morada de Deus, né? É o templo espiritual, é a formação do povo de Deus que é a morada de Deus. Então essa dimensão interna só faz sentido diante do coletivo. Exato. E Adolf Harnak, ele foi um dos primeiros a popularizar essa ideia do reino de Deus como governo de Deus espiritual dentro de você. Só que a ideia que ele tinha era um tipo místico mesmo. >> Era do tipo a o amor, o reino de Deus dentro de mim que me faz amar outras pessoas e me faz amar, mas num amor assim altamente humanitário somente, >> não é? O amor enraizado numa boa teologia. que considera Jesus o Messias, que considera que ele ressuscitou e aquilo que tudo mais, né? >> É uma consciência moral, né? Ou moralizante, >> você não tem as implicações históricas a respeito da vida de Jesus de Nazaré na Terra. >> E eu acho que um dos problemas disso tudo é que quando eu centralizo e individualizo o reino de Deus dentro de mim, eu esqueço que ele ele não ele não sou eu. Ele não sou eu. Tá certo isso? >> O reino não sou eu. >> O reino não sou eu, né? no sentido de que eh tem a igreja, tem os irmãos, tá fora de mim. Não é a minha espiritualidade fechada dentro de um quarto que que é o centro da vida cristã, vamos dizer assim, né? Ela ela tá para fora disso. >> Então, acho que tudo bem você dizer: "Ah, eu sinto o reino de Deus, eu sinto, quero trabalhar pro reino de Deus. Eu eu eu tenho um, eu sinto que o reino de Deus está trabalhando na minha vida". >> Uhum. Tudo bem, desde que isso tenha o contexto e desde que isso diga, seja dito no sentido de >> Espírito Santo e etc. >> Uhum. Muito bom. Eu eu eu tenho uma questão aqui, é porque toda vez que eu vejo essa afirmação sendo levada adiante de que o reino de Deus ele é algo mais interior, atomizado. Acho que a palavra atomizada ela é melhor para ser dita aqui. Quando o reino de Deus ela é atomizado, você tende a tirar os aspectos de perigo que se confessar como cidadão desse reino muitas vezes podem trazer. >> Nossa, rep. Vai devagar agora. Não, vamos pegar Não, imagine Jesus Cristo eh trazendo uma mensagem e uma mensagem tão interna, mas tão interna, que não causa nenhum tipo de comoção social, >> que não não traz nenhum tipo de eh insumo pro movimento de Jesus. esse movimento que vai ser perseguido, esse movimento que vai ser, querendo ou não, um risco para a dinâmica de poder que você tem no Império Romano. >> Então, toda vez que eu falo de algo muito interno, mas muito interno, eu estou estou falando de alguém que é eh de uma noção de que é inóqua pra sociedade. >> Mas o cristianismo ele não chegou até nós. a mensagem, o evangelho não chega até nós pela, é por essa inoquidade. Não, inoquidade não, pera aí. É por essa >> é tá difícil. Por essa pobreza. Muito pelo contrário. Quando você observa a mensagem do reino chegando a eles, a aos primeiros cristãos, os cristãos eles estão indo para fora, eles estão se manifestando, eles estão indo >> em prol de um rei. >> Uhum. Eh, se não fosse, se fosse tão subjetivo assim, acho que a gente não encontraria uma ação tão dinâmica da igreja no primeiro século como nós encontramos na história da igreja. >> Uhum. >> E isso para nós e e qual que é a grande questão no nosso contexto hoje? É muito fácil nós falarmos a respeito de uma fé intramuros, uma fé entre quatro paredes, uma fé que fica nesse reduto, que ele não leva em consideração, como o Nunes trouxe aqui, a o outro, a comunidade, o estar aí, né? aí o aí pode ser essa implicação de Jesus a esse centro, mas também pode ser o outro também, a manifestação do outro, desse outro juntos em comunidade, eh, manifestando esse reino. Então, eu acho que isso, ah, traz um determinado problema para a própria missão, a missão da igreja, né? a grande comissão, que é isso que o próprio Senhor Jesus traz também na sua mensagem, no seu evangelho. É assim, então, resumindo, acho que uma coisa legal a gente pensar assim, por que é que dizer que o reino de Deus é o governo do homem tá errado? Porque não é. >> Uhum. >> É, é a ação dinâmica de Deus salvando o homem. Não é o reino ele trabalhando no teu coração no sentido para te dar mais espiritualidade. >> Exato. Muito bom. Vai lá. Outro equívoco, seleciona um pouco porque nosso tempo no estúdio está acabando. Esse episódio será mais curto por culpa da laí, que ela estud sair mais cedo, não é porque a gente foi tomar café, ficou conversando, é sempre [risadas] nossa, mas é sempre bom botar a culpa nos outros, >> como Jesus fez, né, >> gente? Vamos falar um pouquinho sobre reino como utopia social. >> Reino como utopia social, vamos lá. O que isso quer dizer? Tipo, se eu fizer o bem é o reino de Deus, é só caridade faltada na no Iluminismo, mas ele é ou progresso humano ou uma questão de moralidade coletiva. >> Moralidade coletiva, tá? Ah, a gente tá muito acostumado em e essa foi uma ideia muito pautada, principalmente pelo liberalismo teológico, que via a humanidade seguindo um um progresso por conta da influência desse Iluminismo, esse pensamento positivista filosófico. Mas a gente consegue eh e aí o declínio dela acontece nas duas grandes guerras, em todas as fraturas sociais que ainda permanecem entre nós. Estamos falando agora de crises geopolíticas em 2026, logo no começo de 2026. >> Começou já bonita e tudo mais. Para além disso, a maldade ainda manifestada e tudo mais. Só que a grande questão é que quando nós falamos sobre a utopia desse reino de Deus, a gente pega o aspecto político, a ação, a praxis, e aí a gente rejeita o etos. E quem é esse etos? Cristo. >> O que etos? [risadas] né? Ou o núcleo o que faz a motivação, é que é o próprio Jesus Cristo, é a própria história de que Deus ele está resgatando o ser humano. A gente esvazia o conceito espiritual e só coloca na prática, só naquilo que eu posso fazer. E a utopia >> é o contrário do outro erro. Esse outro erro é aquela internalização e atomização. Esse outro erro é tipo uma ação, uma praxis, ou seja, só fazer o bem, ações sociais. Isso. Isso. >> Foi o problema do evangelho social nesse sentido. Utopia. Sim. Mas a utopia social também ela pode ser manifestada em outras formas. Muitas vezes a gente critica essa questão de eh um marxismo cristianizado ou um cristianismo marxizado, alguma coisa do tipo. Mas a utopia social também pode ser moldada >> por alguns fatores ou escolhas de determinadas comunidades eh de adequação. Então, a utopia social pode muitas vezes >> é como se a gente pudesse implantar o reino de Deus aqui por meio da nossa conduta, >> não? E como se nós tivéssemos a ideia do que é essa utopia. que essa utopia pode ser você ter um carro do ano. Hum. >> Essa ideia você é é viver. É nada quebrado, nada faltando, nada fora do lugar. Hum. >> Eh, e eu sei que existe uma crítica muito grande ao pensamento marxista entrando na na em relações em em diálogo com o evangelho, mas a gente pode também pegar um pouquinho dessa utopia, porque essa utopia pode ser feita a aos moldes de quem está na frente da utopia, quem está falando a respeito desse reino e quem está ditando o que de fato é o reino de Deus. E se a gente esvazia o reino de Deus da mensagem de Jesus de Nazaré, automaticamente qualquer outra ideia de um regente e os seus valores substituirão esse lugar. >> Pode ter alguma coisa a ver também com essa ideia de que a gente está reinando, logo a gente vai ter tudo do bom, do melhor, essa ideia de que a gente tá aqui para reinar, né? E às vezes quando eu ouço no algumas pessoas falando sobre isso, que a gente tá aqui para reinar, porque a gente reina com Cristo e tal, né? Então essa ideia justamente de governo, né, de um governo dos súditos do reino já aqui e agora e a gente tomando conta das coisas. E esse lance também da da da governança, né, ou seja, pessoas que que são empoderadas, que tomam conta, que que estão ali para governar, para liderar, é como se todo mundo alcançasse esse lugar de liderança, de governo, de dominação praticamente, né? Isso é uma distorção do que é o reino de Deus. >> Qual é o grande problema disso? Então quer dizer que o reino de Deus só é composto de pessoas da classe média alta, >> geralmente >> pequenos empreendedores, de gente que manda desmanda no mercado imobiliário, mercado econômico. Sim, mas não somente são essas pessoas com essas inferências locais, com essas micro eh esferas de ação, né, de dada por Deus, inclusive, mas também são outras pessoas que não fazem parte dessa mesma bolha. Uhum. Eh, é por isso que eu falo que às vezes a ideia de utopia social, ela pode ser essa ideia macro, um ideal, mas a utopia social também pode ser algo geolocalizado, bairrista, dessa ideia bem bairrista do que é ser próspero, do que é ser o rendo, de como é viver esse rendo. >> Uhum. Algum centavo sobre isso, Gu? >> Não. Show de bola. >> Show de bola. Você governa, você reina, você tá dominando aí. >> As imersões estão gerando, >> cara. A gente acabou não falando, acho que a gente pode fazer até uma pausa, não sei se entra, mas a gente comentou em alguma aula passada aqui sobre eh tem grupos que fazem essa separação entre reino e salvação. Isso faz algum sentido teológico, Gui? Essa separação, alguma coisa no Novo Testamento eh faz essa separação que existe um povo que até vai ser salvo, mas tem um povo que tá reinando. Existe uma diferença? >> Essa diferença ela surge, ela ela estourou mais com a galera do Palavra da Fé. Uhum. >> Onde eles, a diferença é que ser salvo é você ter os seus pecados perdoados e tudo mais. >> Uhum. >> E reinar é você desfrutar de vários elementos do reino aqui. >> Ah, tá. Então, então, ou seja, a salvação é o crente basic. Isso. >> Crente basic. Aí, se você agora aprendeu, você destravou uma ideia, você já tá desfrutando desse reino aqui agora. >> É o RPG do reino de Deus. >> Aí você é um crente [risadas] premium plus. >> É. E Paulo em Romanos capítulo 6 fala sobre reinar em vida. >> Isso. Pois é. Que doideira isso aí de Paulo, hein? >> É. Então é quando ele tá falando em vida, ele tá falando sobre reinar dentro de uma esfera de vida, da nova vida. >> Hum. >> Ele não tá dizendo reinar vivo. Ele tá dizendo vocês estavam mortos, então sob o governo da morte e agora vocês estão dentro de um reino de vida. >> Uhum. Ele não tá, ele não tá dizendo que agora você que >> enquanto você estiver vivo, você vai viver como um rei. >> É que vai viver como um rei, que basta dar uma palavra de fé, que você vai conseguir tudo que você quer, que você vai poder profetizar. >> Então, o Novo Testamento em Paulo não não existe essa essa separação entre salvação e reino. >> Nossa, reinar em vida, desculpa te cortar, mas é que de fato uma leitura errada leva essas esses equívocos, né? Vai tem uma coisa que eu que eu detesto. Detesto assim, poucas coisas eu detesto. >> Vamos lá. Seis coisas o o Gui não gosta, mas uma ele detesta. A sétima sua alma detesta. >> Detest. Quando eu digo detesto é uma coisa que me me dá dor de cabeça assim, >> no sentido de dor nos olhos. >> É quando >> é tu arrumar esse grau, vai. [risadas] >> É quando as pessoas elas eh dizem assim: "Ah, não, mas eles veja bem, reinar em vida aí, como você falou, né? Tipo assim, como uma pessoa falou comigo, por isso que eu tô dizendo, eh, mas é meio óbvio que pode tá, eles podem estar certo. Olha aí essa leitura da Bíblia aí. >> Uhum. >> Justificar todo o erro, toda destruição de famílias, toda destruição de lares de palavra da fé que usaram esse termo, esse texto e tudo mais, dizendo que é óbvio. Não, a gente não pode dizer, eu vou dar um exemplo, paternidade espiritual. Ah, Paulo foi filho. Paulo Timóteo chamou de filho. Então, eh, a gente tem que dar um um coisa aí, né? É, é, não é tão fácil não criar toda a teoria de paternidade espiritual em cima disso. Como dizendo, eh, eles têm motivos para poder criar toda a teoria de paternidade espiritual em um versículo. Não, não tem. >> E a responsabilidade deles é estudar o versículo. >> Uhum. E não, isso não é feito. A mesma coisa do reinar em vida. Então, tem pessoas dentro da igreja hoje que elas estão completamente afastadas da comunhão da igreja porque elas não se sentem numa classe especial de pessoas que estão reinando em vida. >> Uhum. Assim como a igreja não é o reino >> ou e se fizer essa essa essa equação, vai dar problema porque vão se achar e vão vão achar que estão plenos e vão querer ser ricões e aquela coisa toda. Assim também essa diferença entre salvação e reino precisa acabar. O salvação é a mesma coisa do que você eh estar com Cristo e reinando com Cristo e enfim dentro daquela estrutura de já ainda não, né? >> Uhum. >> Sim. É. É importante isso, né? Porque o que é reinar com Cristo, né? O >> que significa reinar com Cristo? O que significa estar assentado com Cristo nas regiões celestiais, né? Isso tá muito na dinâmica do ainda não. >> É verdade. Verdade. >> Qual é o problema do Palavra da Fé? Qual é o problema desses dessa galera que que fala de cura assim de forma errada? >> É que esquece o ainda não. >> Uhum. >> Então assim, ah, mas Jesus levou eh eh os me as minhas feridas e me curou e tal. Eu digo sim. E isso vai ser aplicado a você novo céu e nova terra. >> Uhum. >> Agora ele pode curar só lá que é certo que ele vai curar. >> Uhum. >> Boa. >> Porque esquece dessa questão do já ainda não. Uma condição. Ex. Mas lá é certo que ele fará. Sensacional. Muito bom isso. Muito bom. Temos tempos para mais um mais um equívoco. Envolvendo o reino de Deus. >> Vamos falar do reino de Deus apenas como algo futuro. >> Esse é tentador, hein? Porque esse ajuda a gente a responder essa mano, mas tá ruim isso aqui, né, mano? Acho que é só o futuro mesmo esse reino, né? Porque por enquanto, >> no último episódio nós falamos um pouquinho sobre a interpretação do sermão do monte, a ética, só para o milênio. Uhum. >> Né? E existe um grande problema em a gente só observar o reino de Deus como algo futuro e não trazer uma uma implicações positivas para o agora, para o já. Uhum. >> Por quê? Aí eu jogo pro Gu. >> Vai lá, Gu. A sua última bala, seu último resquício de de animação. Isso. Tem que aproveitar ali o Monjar que ele tomou. >> Bom, ah, vê, a leitura do reino de Deus somente como futura veio eh por alguns dispersacionalistas, não todos. a gente tem sete sete eh diferentes perspectivas dentro do do dispensacionalismo que vão responder isso, mas a primeira foi que não existe reino medi medional, né? Meridional >> meridional. >> Meridional. >> Nenhum reino tá acontecendo agora, somente um reino futuro vai ser instaurado. Então isso foi uma perspectiva bastante >> eh viva no século XX. >> Uhum. E ela tem um um problema muito claro dentro dela. O problema é que ela ah, ela não consegue resolver o tanto de experiências que o cristão que é oferecida ao cristão no aqui nesse novo momento que ele vive depois da cruz. O Espírito Santo, o Pentecostes e tudo mais. Santificação. Mas eu acho que não é tem, eu lembrei de Hebreus também, né? Eles experimentaram, né, a glória do porvir, né, essa. >> Sim, sim. E eu acho que mais forte, a passagem mais forte para isso, que é mais usada, que eu que eu usaria é Atos capítulo 2, onde a descida do espírito. E no sermão de Pedro ele fala de Davi. >> Uhum. >> Por que que ele fala de Davi? Aquilo que a gente falou, o trono de Davi linkcado ao espírito. >> Olha aí. Então, ou seja, ele tá lincando o reino a este momento. O problema de você tirar o reino daqui, jogar para lá, é que você começa a não explicar. As coisas não fazem sentido. A narrativa bíblica, ela vai se perdendo. >> Uhum. você não consegue então deixar claro ali. Outros acham que o reino é só no milênio. Eh, e aí os nossos ouvintes podem concordar ou não de que vai existir milênio ou não, essa não é a questão. Mas quem defende um reino somente futuro, ele tá defendendo que que o reino de Deus é futuro, é milenar. >> Uhum. >> E de novo, porque ele acha que para ser reino de Deus precisa ter um trono físico. Essa seria a ideia. >> Então esse é o esse é o problema. Eu diria nem para Paulo, nem para Jesus, o reino de Deus em todos os versículos que a gente tem de mais de 68 versículos, joga somente pro futuro. Eu acho que o LED, apesar das minhas discordâncias, apesar de tudo, eu acho que ele foi o que melhor do século XX, século, enfim, conseguiu falar sobre o reino de Deus nessas duas etapas. >> Sim, porque é o já ainda não, ele é perfeito mesmo, né, cara? Cabe ele elástico, >> tem a própria conversão aponta para esse reino agora. É uma evidência desse reino agora, sabe? A possibilidade da conversão de uma nova vida, >> entende? Do perdão. Isso já são elementos do reino agora, >> sabe? >> É, o Douglas Mo lançou um livro agora pela, já faz um tempinho, mas chegou agora pela Thomas Nelson. >> Ah, é Paulo e suas cartas. >> Paulo e suas cartas. É, >> é o subtítulo. Não sei como é que tá em português, mas é um novo campo. É um novo campo ou é nova era de novo? >> Vou ver aqui no >> de novo. A dificuldade se é nova. [risadas] >> É, >> é. Não, mas eu tenho aqui o >> eu acho que eles traduziram como novo campo. Eu acho que foi bem excelente essa tradução. >> Uma teologia de Paulo e suas cartas. Teologia bíblica do Novo Testamento. Eh, a dádiva do novo domínio em Cristo. >> Domínio. Tromínio. Boa. É. a dádiva do novo domínio em Cristo. >> Douglas Mur vai argumentar que a gente vive entre num num lugar de tensão entre o velho domínio e o novo domínio. Então, se a gente pega dois círculos, a gente faz um círculo aqui e outro aqui >> e a gente faz faz a intersecção, a gente o crente tá vivendo nesse período de interseção entre os dois domínios. Uhum. Aí ele vai mostrar que Paulo, principalmente em Romanos, de toda a teologia paulina é como o crente deve viver entre esses dois domínios. Paulo começa suas cartas falando do velho domínio, eh depois fala do novo domínio e depois fala como viver nos no na intercessão desses desse domínio. >> Então essa é essa é a ideia desse livro. E por que que isso é importante? de novo, que a gente vai ver muito claramente nas cartas de Paulo, que se o reino de Deus só for só futuro, eh, não vai fazer sentido >> a vida paulina, >> a vida cristã, como >> a vida cristã, >> e tudo mais, né? >> Nem mesmo Jesus faria sentido, Jesus faria sentido, né? Nem mesmo muitas declarações de Jesus, do reino de Deus está aí, do reino de Deus chegou. >> Jesus fala, fala algo que é para mim é uma, pra gente terminar que é uma afirmação muito pesada. Mateus capítulo 12, ele tá expulsando demônios >> e aí ficam dizendo assim: "Olha, esse cara tá expulsando demônios por Satanás, por não sei o que, não sei o quê, >> por Beebu." Aí ele vai dizer: "Você acha que Beebu ia expulsar Beebu? Que estratégia de guerra horrível, um expulsando o outro, >> mas se eu expulso demônios pelo dedo de Deus, o reino de Deus chegou. >> Vai, isso é sensacional. Sensacional. >> Muito forte. >> É muito forte. O reino de Deus chegou. E tem esse, eu não sei se é nesse contexto, acho que é nessa mesma, nessa mesma perícope, esse lance da, de uma casa dividida, né? Tipo, um reino dividido e tal. >> Não subsiste, não. É ele dizendo, imagina eu e o diabo aqui, a gente eu expulsando ele, ele me expulando. Não faz sentido. A gente tá dividindo. >> Exato. Exato. Muito bom, gente. Muito bom. Galera, é o seguinte, tem mais equívocos, né, sobre o reino de Deus, muitos outros, mas você vai aprender mais sobre isso, estudando com a gente na escola Bibotalk de Teologia. Abre a câmera aqui, L, por gentileza. Então, olha só, essa bancada aqui se despede dessa semana teológica, mas amanhã, amanhã tem um betcash sobre as parábolas do reino. Não lembro quem tá nesse betcash. Acho que tá eu, fulano, ciclano e belrano. Eu e o Paulon. Tá, será que é o Paulon, o Erlan e o Cacau? [risadas] Acho que é isso. Cacau. Lembro porque eu gravei tanto já nesse estúdio aqui. Mas já foi o de hoje. Foi o de hoje. Ah, não, >> o de hoje foi sobre apócrifos. É, enfim, galera, é o seguinte, tá bom? Então, ó, vai ter amanhã um podcast incrível, com uma bancada incrível como essa aqui para você, falando sobre as parábolas do reino de Deus, como Jesus conta parábolas sobre o reino de Deus é semelhante a e a gente vai discorrer sobre várias delas e você vai aprender um pouquinho mais sobre o reino de Deus. Então, espero vocês neste podcast que sai amanhã nesse mesmo horário. Então, deixa eu explicar para vocês o que tá acontecendo na escola Bibotalco de Teologia. Você não sabe, você não conhece nossa escola? É uma escola 100% online que tem professores e professoras que amam a igreja, amam a Jesus, amam a teologia, a tradição da igreja e que ensina de forma clara, de forma transparente, numa linguagem acessível, ao mesmo tempo profunda, os princípios da teologia de várias disciplinas teológicas. Você vai ter lá matérias comigo, com o Cacau Marques, com o Guilherme Nunes, com o Luiz, ah, com o Erlan, com o André Rik, tem um monte de gente boa, Paulo, enfim, gente, uma imensidade. Cíntia Muniz, uma galera de gente boa, até não tô citando todo mundo aqui, tá? Tem muita matéria legal na EBT. São mais de 180 horas de conteúdo que você tem acesso ao adquirir qualquer um dos nossos planos. E se liga, nós estamos fazendo 4 anos de existência. Há 4 anos que nós estamos produzindo teologia numa linguagem acessível para você aprender mais sobre esse rico universo que é a teologia. Então, olha só, galera, a gente tá dando 40% de desconto no nosso plano anual. Sim, o nosso plano anual ele é incrível, ele tem diferenças em relação ao plano mensal, tem mais coisas e a gente tá dando 40% de desconto. Basta você aplicar esse cupom aqui, ó, Aniver 40. selecionou o plano anual, aplicou o cupom, vai vir esse descont. Mas é o seguinte, pela primeira vez na história da IBT, vamos dar descontos no plano mensal. Sim, 20% de desconto no plano mensal basta por 6 meses, tá bom? por 6 meses. Por 6 meses você tem 20% de desconto. 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