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A fé vem pelo ouvir

Cristãos odiados, igrejas aplaudidas: qual a diferença? – T04EP01

Cristãos odiados, igrejas aplaudidas: qual a diferença? – T04EP01

Cristãos odiados, igrejas aplaudidas: qual a diferença? – T04EP01

Por que o cristianismo é tão odiado em uma cultura que diz valorizar inclusão, tolerância e diversidade?
Se existem tantas religiões e crenças por aí… por que o alvo principal do ódio cultural costuma ser justamente o cristão que leva a Bíblia a sério?

Neste primeiro episódio da 4ª temporada do Página Virada, começamos a estudar o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain) e conversamos sobre:

– por que o verdadeiro cristianismo sempre foi perseguido na história;
– a diferença entre achar bonito o cristão “bonzinho” e odiar o cristão que confronta a mentira;
– quando a cultura aplaude a caridade cristã, mas rejeita seus valores sobre família, sexualidade e verdade;
– por que tanta gente ama um “Jesus do meu jeito”, mas rejeita o Jesus que chama ao arrependimento;
– quando a perseguição é por causa de Cristo… e quando é só porque a gente está errado mesmo.

Se você quer entender como ser sal da terra e luz do mundo numa cultura que ri dos seus valores, esse episódio é pra você.

📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain

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Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Então o cristão ele não é não é odiado
pela sua bondade.
>> Ah, eu acho o seguinte, pastor.
>> Não é nem pela bondade, é pela pitaco,
vamos dizer assim, é pelo pitaco que ele
dá na sociedade.
>> Acho, eu acho que o diabo ele tem uma
capacidade impressionante de transformar
a mentira em verdade absoluta.
>> Sim. Eu tenho que dar graça a Deus e me
alegrar de ser perseguido. [música]
Agora a gente tem que avaliar, porque às
vezes o cristão ele é perseguido, não é
por causa de Cristo, mas porque ele é
ruim no trabalho.
Ele é uma pessoa que não tem palavra. Eu
acho que é por isso que o cristão ele é
mais odiado, porque ele não entra na
régua do mundo, ele não entra nesse
padrão, pelo contrário, ele traz um
padrão eh de acordo com a palavra de
Deus, um viés bíblico [música] que tenta
mostrar o quão é bom e maravilhoso andar
com Cristo e [música] que aponta para
algo muito maior do que aquilo que o
mundo apresenta.
>> [música]
>> Boa noite. Nós estamos começando a
quarta temporada do Página Virada, onde
nós vamos discutir sobre esse livro
Quando a Cultura odeia você. Como é que
a autora chama? Bianca.
>> Natasha Cran.
>> Ah, para não passar vergonha, eu tô
pedindo auxílio da Bianca. E nós vamos
discutir acerca desse livro que vai
trazer uma verdade muito preciosa para
nós sobre a forma como nós enxergamos o
mundo. E aqui nós temos mais uma vez a
presença desses integrantes. Temos aqui
o André participando conosco, Gustavo, a
Bianca e eu, Thaago. Então nós vamos
discutir acerca desse assunto e você é o
nosso convidado a participar, a
interagir, a deixar aí o seu comentário,
a estar conosco, porque quando nós
olhamos para o nosso tempo e esse
momento, a gente vai ver que inclusão,
por exemplo, tolerância e diversidade eh
ganharam novas conotações.
Hoje, por exemplo, se você é contra
alguma coisa no meio de uma cultura,
você às vezes é cancelado. Só que o que
a palavra de Deus tem a responder acerca
disso? Como que nós podemos influenciar
o mundo? Como que nós podemos continuar
sendo sal da terra e luz do mundo sem
sermos levados por uma cultura
totalmente degradante, totalmente suja e
defendermos os nossos valores e os
nossos princípios com seriedade, com
compromisso, amando e respeitando uns
aos outros. Então, a diretriz desse
podcast, dessa temporada, vai gerar como
que nós cristãos, podemos testemunhar e
sermos fiéis à palavra de Deus. no meio
de uma cultura que nos odeia. E a autora
desse livro vai nos ajudar dando notes,
dando princípios, dando insightes para
que a gente possa pegar a palavra e
aplicar ela ao nosso coração. E hoje nós
vamos perceber como que nós cristãos
andamos totalmente na contramão do
mundo. Porque Jesus, inclusive já tinha
alertado para nós que o mundo nos
odiaria. Mas por que, Dr. Gustavo, que o
mundo nos odeia? Por que que ele tem
tanta antipatia contra nós que somos
cristãos?
>> Cristão sempre foi odiado, né? Se você
for olhar a história do cristianismo, o
verdadeiro cristianismo sempre foi
perseguido.
Inclusive o próprio Jesus, ele foi na
cruz. Ele acabou na cruz porque ele era
odiado, como você bem colocou, pastor
João 18, João 15:18, né? Que ele já nos
preveniu que como ele foi odiado, nós
também seríamos odiados.
E assim continua até os dias de hoje,
né? O verdadeiro cristianismo sempre
odiado. Interessante notar que tem
algumas religiões,
a todas as religiões elas não são
odiadas igual cristianismo.
>> Uhum.
>> Né? A autora até cita algumas coisas
tragicômicas, né? De seitas que levam as
pessoas a suicidarem.
Eh, dizendo que tem a, como é que é?
Naves espaciais.
que seriam redentivas para aquela
comunidade,
>> vinham atrás de um cometa.
>> Exatamente. São coisas tão ridículas e a
sociedade ridiculariza, mas não odeia,
né? Ou algumas seitas, tipo o testemunho
de Jeová que bate na porta das casas,
vira até meme muitas vezes e aí você vai
ver, não são odiadas como os cristãos
e que realmente tem a Bíblia como regra
de fé e prática. E por que isso será? A
autora, ela vai dizer que o cristianismo
ele é odiado porque
ele influencia a sociedade.
Ele é, o cristianismo é luz, né? Luz no
sentido de que ilumina as trevas. E quem
tá na treva não quer ser iluminado,
porque a luz ela mostra as nossas
imperfeições.
E o cristianismo é a religião que
confronta,
confronta o pecado.
As outras religiões não confrontam
pecado como cristianismo.
E o ser humano, ele não gosta de ser
confrontado.
Ele gosta de achar que ele é bom, que
ele faz coisas boas, que ele merece
alguma coisa.
O cristianismo não é uma uma religião, o
cristianismo ele ele incomoda,
ele incomoda o ser humano, né? Ele
incomoda o ser humano porque ele aponta
o pecado. A luz ela aponta as
imperfeições.
>> Cristo era a luz. E ele incomodou até
aqueles grandes religiosos da época
que achavam que mereciam alguma coisa de
Deus. E Jesus vai mostrar suas
imperfeições.
E a porta de entrada pro cristianismo é
o arrependimento.
Mas se for parar para pensar essa
questão de dizer o que que é certo e
errado, tem muitas outras manifestações
de fé que colocam isso também, né? Até
uma que tá ali, que alguns colocam como
sendo a mesma coisa, né? Muita muita
gente põe cristianismo e judaísmo junto,
né? A a a confissão de fé no judaísmo,
ela é muito rígida em várias várias
questões,
>> mas tirando lá essa guerra que existe
lá, né, que envolve também questão de
origem de povos, né, ali na o que a
gente tem visto aí nas guerras, mas no
geral a cultura também não odeia o
judaísmo. Ah, odeia odeia muito mas no
sentido diferente.
Existe sim, tem a ver com essa questão
aí de disputa de de terra, etc. Mas se
você for olhar, tem muitos tem muitos
artistas que são, né, que são de origem
judaica, celebram lá as suas, mas assim,
o povo acha bonito, né, as pessoas ter
essa prática.
A questão maior é que é é é que são
confissões de fé, são religiões que
ainda que tenham o seu certo errado, mas
é restrito ao deles. Então, se você não
faz parte da nossa religião,
você vive a sua vida como você bem
entende, né?
>> Eu não vou chegar e condenar você. Você
não é judeu.
>> Eu vou eu vou condenar um judeu que tá
vivendo errado.
>> Agora o cristianismo não. O cristianismo
tem essa essa de se posicionar
no entendimento de que o que eu aquilo
em que eu acredito não é bom só para
mim, não é só uma tradição religiosa, é
aquilo que a gente entende como sendo a
única regra de fé e prática que vai
>> acho que a questão a questão do próprio
cristianismo é essa questão de contra
valores subversivos.
que a própria sociedade e a cultura
tenta imprimir, né?
>> Uhum. Eu acho que é por isso que o
cristão ele é mais odiado, porque ele
não entra na régua do mundo, ele não
entra nesse padrão. Pelo contrário, ele
traz um padrão eh de acordo com a
palavra de Deus, um viés bíblico que
tenta mostrar o quão é bom e maravilhoso
andar com Cristo e que aponta para algo
muito maior do que aquilo que o mundo
apresenta. Eu acho que a questão do ódio
contra o cristão não é só no que diz
respeito à sua crença, é aos seus
valores, aos seus princípios, porque ele
de fato traz impacto para uma cultura
que quer ir contra e quer seguir o seu
coração caído, quer seguir sua vontade,
que quer seguir sua própria ambição.
Interessante que a gente chega nessa
quarta temporada tratando esse assunto e
na terceira temporada a gente estudou
como é que isso evoluiu, porque esse
ódio ao cristão, ele não era uma coisa
tão praticada, tão amada, assim, vamos
odiada, vamos dizer assim, né? Não era
tão odiado como é hoje. E isso teve uma
>> uma ascensão, né?
>> Tem uma ascensão. Tem uma dica aí para
quem não assistiu a terceira temporada.
>> De onde que veio esse ódio, então ainda
que seja sempre que o mundo existiu, né?
Mas eu acho que é, eu acho que o ódio
desde o começo, viu?
>> Sim, mas agora tá mais assim falado as
claras, né?
>> Mas a gente teve períodos na história
que a a religião cristã e ela era a o
modos operante ali da sociedade.
>> Mas deixa eu falar assim, a gente tá
falando de cristianismo, mas eu acho que
o o eleito, a verdadeira igreja, o
verdadeiro Israel, o povo escolhido,
sempre foi odiado desde o princípio.
>> Sim. Sim. Entendeu? Nós somos o povo
escolhido de Deus. Nós somos o
verdadeiro Israel. E sempre esse povo
foi odiado. Sim,
>> por todas as nações. A própria oração de
Jesus em João 17, eu não peço que os
tire do mundo,
>> mas que o guarde do mal, porque do mundo
eles não são.
>> É,
>> é o povo da aliança, né? O povo da
aliança sempre foi hostilizado.
>> Sempre. Mas é interessante olhar essa
questão do ódio, né? Que Cristo já
alertou. Cristo deixou bem claro para
nós que nós seríamos odiados, que nós
seríamos perseguidos por conta dos
nossos valores, por conta dos nossos
princípios. E a cultura tenta impor, a
cultura tenta jogar, mas a gente precisa
também definir o que de fato é cultura.
O que que seria cultura, Bianca? Porque
hoje, será que cultura é comida, cultura
é minha opinião. O que que é cultura
realmente? Porque você tem uma
fragmentação da própria palavra. É
importante essa definição, até porque o
título leva esse esse termo, né? Quando
a cultura odeia você, quem é essa
cultura que tá odiando aqui, né? E
nossa, quando a gente vai olhar a
definição de dicionário, então você fica
louco, né? Cultura tem tantos sentidos
até até um comum que a gente ouve por
aí, né? Não, aquela pessoa é uma pessoa
muito culta, né? A bagagem cultural dela
é vasta. Aí tá falando de repertório, tá
falando de estudo, de conhecimento, de
leitura, etc. Não é essa definição de
cultura que a gente usa aqui. Existe
também essa questão de costumes e
hábitos, né? Por exemplo, pra gente é
muito óbvio essa questão de é muito
óbvia. A gente acho que até falou disso
em outros programas, né? De tomar banho
todo dia,
mas a gente se esquece que isso é uma
questão cultural. Por mais que pra gente
seja básico pra vida humana, mas você
vai para outros contextos culturais de
outros países, tomar banho todo dia não
é uma questão de certo errado assim,
não, mas pera aí, acham até que a gente
é exagerado, né?
>> Então tem essa coisa de costumes, de
hábitos, que é uma forma de enxergar a
cultura, né? Ou também essa questão do
espírito da época, né? Os valores que
estão em alta, né? o que que é
valorizado.
A gente vive num num tempo da história
da humanidade que a figura da mulher
passou por muitas mudanças. Então, na
nossa
na atualidade, essa coisa da mulher
viver restrita a um ambiente doméstico,
não ter acesso a voto, não ter direitos,
isso aí já foi, né, superado na aos
olhos da nossa cultura. Mas o que que a
Natasha especificamente define como
cultura para poder dizer quando a
cultura odeia você? Eu vou ler, gente,
eu precisei anotar para não correr o
risco de de errar. Ela considera, ela
parte do princípio de cultura como sendo
pessoas e instituições que sustentam os
valores amplamente aceitos e celebrados
em determinada sociedade. E é
interessante ela colocar, ela não tá
falando só de princípios, ela tá
trazendo até o componente das pessoas.
Porque quando a gente fala quando a
cultura odeia você, a gente tá falando
de um grupo de indivíduos, né? O que
aparece muito na Bíblia, o termo em
relação à pessoa, fala o mundo, né? A
Bíblia define como o mundo. Então é essa
definição de mundo que a Bíblia traz em
vários locais, mas também as
instituições que validam, né, que
validam, que definem o que que é aceito,
o que que deve ser celebrado.
A gente vive, por exemplo, numa cultura
em que abordar questões de de gênero,
pessoas escolhendo se são homem ou
mulher, que a gente discutiu também no
programa passado, né? Isso é celebrado,
não é nem colocado como uma opção, é
valorizado e aplaudido como sendo algo,
principalmente porque combate a questão
do cristianismo, né?
>> E essa essa forma de interpretar a
palavra cultura que ela é mais aborda
aqui nesse livro, né?
>> Sim.
>> É justamente essa forma, né?
>> É disso que ela tá falando, de pessoas e
instituições que estabelecem os valores
que são aceitos e que devem ser
celebrados. É interessante isso porque
na realidade a gente olha para isso e a
gente percebe então que eh o que é
aceitável é o que eu defino que seja
aceitável.
>> É quem, né?
>> E quem tem que ser aceitável. Acho que o
próprio mundo, a própria essa cultura,
ela impõe uma coisa que tem que ser a
minha opinião e não a opinião correta,
né? E é interessante observar isso
porque dentro dessa cultura ou dentro
desse mundo que a gente vive, é, muitas
vezes o que é celebrado é o que é
errado.
>> Uhum.
>> E o que é certo é ridicularizado.
>> É. E acaba que isso traz pra gente,
quando a gente fala assim, não, a nossa
cultura, a gente tá falando de uma
fotografia moral,
>> sim,
>> do nosso tempo. É isso que que que a
gente pode identificar como sendo a
nossa cultura. E o senhor falou aí de às
vezes o que é certo é ridicularizado,
né?
>> A gente viveu isso agora no carnaval,
gente.
>> A gente não acompanha desfile de
carnaval, né, gente? Não, nós é nós é
crente. [risadas] Precisava n
acompanhar.
>> Mas é impressionante.
>> Você não fez uma fotinha com a dentro da
lata?
>> Não, não fiz.
>> Ah, eu fiz. [risadas]
>> A gente voltou, passamos lá imersos no
acampamento, né, pastor? Tivemos o
privilégio de ficar lá no acampamento
aprendendo e em comunhão, amizade. Foi
um tempo delicioso. Aí você volta do
acampamento, vou abrir meu Instagram,
né? Nossa, só tinha postagem disso. Eu
falei: "Gi do céu, o que que houve?"
Abrir a
>> família con [risadas]
>> abriram todas as latas, né? Você não
teve desfile de supermercado, alguma
coisa assim. Então, até você entrar ali
foi ali é uma manifestação muito
evidente do ódio da nossa cultura.
Não é só uma questão de você defender
um direito a outras formas de família. é
você combater claramente e
ridicularizar, debochar o que o
cristianismo a vida inteira e ou desde
que desde que cristão é cristão defende,
né, que esse núcleo familiar
>> é é o que a cultura tenta mostrar para
nós, né, essa moral eh deturpada, essa
moral e esfaccelada, fragmentada. E aí a
gente precisa olhar além disso ainda e
ver como que isso choca direto com a
palavra de Deus. E quando a gente vai
olhar para isso e perceber, a gente vai
ver que o cristão é quando que ele é de
fato celebrado e quando ele é inimigo,
André, porque tem momento que o cristão
ele é aplaudido, nossa, ele ele tá
cuidando, ele tá dando sopa, ele tá
oferecendo ajuda. Não, mas quando ele
vai contra os valores, quando ele é
inimigo,
quando o cristão
ele pratica boas ações,
só as boas ações, caladinho,
ele é celebrado.
Então, por exemplo, eu li no livro, ele
coloca aqui uma um termo que para nós
brasileiros é estranho, né? Ele coloca
eh cozinha solidária, coisa assim. Para
nós ficar mais fácil entender o sopão.
>> Sopão. Sopão.
>> Sopão.
>> Então quando o cristão
>> ah faz um sopão, né? E aquele sopão
começa a ficar movimentado, vem
imprensa, divulga as pessoas, nossa, lá
os cristãos ali
>> são da igreja tal. Quando às vezes
quando cita, né? Eh, estão fazendo um um
trabalho bonito, né? É, todos nós que
moramos aqui sabemos do trabalho, por
exemplo, com mendigos que em Anápoles
eles fazem. Então, isso todo mundo
gosta, né?
>> Aham.
Eh, mas para por aí, para por aí. Eh,
depois vem o a parte que eles nos
odeiam,
que é quando a gente começa a emitir
opiniões.
Então, se, por exemplo, você citou sobre
a questão família, se o cristão começar
a omitir opiniões a respeito do que é
correto para uma família, defender
bandeiras, defender eh, vamos dizer que
tem uma medida provisória em volga para
ser votada e começa a se empenhar
naquilo ali, ele passa a ser odiado,
porque aquilo que ele
>> também se questiona, né?
Se você tem, a gente falou isso muito,
falou muito sobre isso no programa
passado, se se você tem uma configuração
familiar, né, que tem dois homens
adotando uma criança.
>> Uhum.
Se o cristão questiona
a a a o benefício daquilo, a validade ou
ou levanta a possibilidade de talvez
futuramente isso não ser bom para aquela
criança que nem tem idade, maturidade
ainda para lidar com isso, ou a criança
que tem dúvidas sobre a sua sexualidade,
né? Ah, não, mas a gente tem que
respeitar. É um indivíduo, né? Se o
cristão se levanta para colocar em
cheque aquilo, ele já é odiado.
>> E é interessante porque se o cristão
pega, por exemplo, uma uma criança que
está el tá órfão, ele leva para dentro
da casa dele, ele é aplaudido.
>> Aham.
>> Se ele ensinar, começar a ensinar a
sexualidade cristã pra criança, ele já é
odiado, né?
>> Ah, sim. Ensinar a sexualidade nos
moldes cristãos. cristão não pode. Aí
você não pode. E e é uma coisa também
que você que eu acho muito interessante
>> quando o cristão ele é elogiado, é
quando tem aquela fé, aquela fé reclusa.
Eh, as pessoas, nossa, aquele é um uma
pessoa que se dedica à oração. Eles
acham bonito falar assim, né? É, eles
acham bonito falar assim: "Ah, cria a
pessoa ali, não, aquele ali se dedica
oração."
>> Ele nem quer saber que tipo de oração
que ele faz,
né? O que que ele ora, o que que ele
pede, o que que ele clama a Deus naquela
oração? Mas é importante, né? Uma
pessoa, eu já escutei assim, pessoal,
ah, é importante ter pessoas assim que
não trabalham e se dedic oração,
>> mas a frase fica assim solta, né?
>> Uma pessoa devota.
>> Aquele aquele pessoal que levanta e
agora, acho que é 3:45, não sei, da
madrugada para fazer a as rezas lá, não
sei o quê. Ah, agora a gente tá em
quaresma, né? É, agora é
>> então a pessoa fazer isso, ela é
elogiada pelo esforço, sacrifício,
pergunte motivo daquilo e os objetivos,
porque aí já vira um motivo de ódio. E
outra coisa que é muito interessante é
que a sociedade, vamos botar a cultura
atual, que acha bonito a as nossas ações
de caridade,
eh que acha bonito nossas ações às vezes
de ensino, tem uma escola, tem uma
creche, esse tipo de coisa, ela não, ela
passa, ela a gostar das, dos cristãos
quando esses cristãos começam a defender
aquilo que eles aprovam. Uhum.
>> Né? Se ficar quietinho e não tocar
nenhum assunto nada relevante à
sociedade, à política, a educação, a
sexualidade, tá ótimo. Cristão, continue
na sua fé aí, fique aí. Mas se o cristão
começar a falar ao contrário, ele se
rebela contra ele. Mas existe uma forma
que o que que eu acho que eu preciso ser
mais claro. Existe um um uma situação em
que o o o a sociedade, a cultura passa a
gostar do cristão quando o cristão
começa a falar de Cristo. Mas é quando
ele falando essa falar de Cristo de tal
forma que ele fala de encontro ao que
eles querem ouvir. E aí passa um ter
apoio um do outro.
>> Aí essa igreja que era para ser um
inimigo da cultura se une essa de cá.
Tem que ser o Cristo do meu jeito. O
Cristo do meu jeito. Entendeu? Então
assim, então assim, se se eh
>> se essa essa essa igreja, e é triste a
gente falar sobre isso, né? Se tem essas
igrejas aqui que estão começando a,
vamos dizer, olha, a diversidade sexual
não tem nada a ver com a Bíblia, né? tem
que ter diversidade sexual, né? Aí esse
grupo progressista aqui, aplaudamos esta
igreja que essa é motivo. Aleluia. Isso
é uma igreja. A Bíblia precisa ser acho
que o exemplo no Brasil talvez seja o
exemplo mais claro disso, que a essa
sociedade progressista, essa cultura que
a Bianca bem explicou, essa cultura vai
aplaudir essa igreja e aí ele vai não
vai ser odiada e vai ser, então isso
gera uma pergunta mais intrigante ainda.
Então o cristão ele não é não é odiado
pela sua bondade? Eu
acho o seguinte, pastor. Não é nem pela
bondade, é pela pitaco, vamos dizer
assim. É pelo pitaco que ele dá na
sociedade.
>> Eu acho que o diabo ele tem uma
capacidade impressionante de transformar
a mentira em verdade absoluta.
>> Sim.
Ele ele faz a mentira virar uma verdade
absoluta.
E o cristão, ele é odiado quando ele
confronta essa verdade mentirosa,
>> entendeu? E sempre foi assim, por
exemplo, na ciência, se você falar
contra a teoria da evolução,
>> é,
>> a teoria da evolução é verdade absoluta
na ciência. Você não pode questionar a
teoria da evolução,
>> apesar de ser uma grande mentira, não
>> é uma coisa até absurda.
>> O termo é até uma incoerência, porque é
uma teoria.
>> Teoria. [risadas]
Não isso é um exemplo.
Isso é um exemplo no meio sentido. Você
não pode questionar
>> a mentira que virou verdade absoluta da
evolução.
>> Uhum.
>> E é tudo assim. É tudo assim. Então o o
diabo ele transforma mentiras em
verdades. E é interessante
>> quando você confronta essa mentira
>> Uhum.
>> Você é o diabo.
>> E é interessante que você faz a gente
lembrar de Balaão, né? É
>> porque Bala ele é chamado para
amaldiçoar o povo e ele fala assim, ó,
não tem como, não tem encantamento
contra esse povo, mas tem uma coisa que
você pode fazer,
>> entra lá no meio do povo, leva as
mulheres e influencia eles e a gente
leva.
>> É,
>> então como que o diabo ele é astuto, né?
Ele pega, vamos dizer, aspectos de
bondade que a sociedade aplaude.
>> É,
>> mas quando fala assim, aspectos de
retidão,
de coisas certas, corretas, verdadeiras,
não de acordo com a tua verdade, nem a
minha verdade, mas de acordo com a a
verdade absoluta da palavra de Deus, aí
nós somos odiados.
>> Sabe o que que é curioso?
É que a sociedade, aí nós vamos falando
da nossa cultura como um todo, no geral
odeio o cristianismo, mas ama Jesus
>> do meu jeito.
>> E ainda tem aindo
>> petulância [risadas]
de de estabelecer assim, não, Jesus
nunca pregou isso, né? Esses cristãos
não vivem o que de fato Jesus veio
ensinar ao mundo, né? Aí o que que eles
pegam? O Jesus. Ai meu Deus, meu braço
aqui, né? Não dobra. Mão de cá. Nessa
mão de cá.
>> O Jesus que multiplica pães, né, e
peixes e alimenta a multidão. O Jesus
que ressuscita. O Jesus que cura doentes
e enfermos. O Jesus que recebe as
crianças, né? O Jesus que não tem
preconceito contra ninguém, né? Que ele
é um Jesus inclusivo, gente. O maior, o
homem mais inclusivo que já passou por
essa terra é Jesus Cristo. Vocês
concordam? Não, [risadas]
>> do ponto de vista da sociedade, de que
não rejeitou ninguém, né,
>> de que sentou na mesa com publicanos,
etc. É esse essa faceta que se enxerga
dentro faceta é o que eles adoram.
>> E qual que é a outra parte também que
até veio, né, quando é que Jesus
condenava alguma coisa? os fariseus, os
religiosos da época, os que se prendiam
muito a regras religiosas, mas não olham
pro Jesus que vai lá na mulher
samaritana e fala: "É, cadê seu marido?
>> Seu pecado tá aí."
>> É. E fala para outros também, né? Quando
ele cura e confronta, vai, não peques
mais. A mulher que tava sendo pedejada,
né? A própriaúa,
>> a mulher adúltera, todo mundo pega e
fala assim: "Nossa, é, vai,
>> não julga, né? Não jul nem eu tô um
pouco te condendo, mas se esquece de de
uma verdade preciosa ali. Porque Jesus,
vamos pensar e quem que não tinha pecado
ali?
>> Ele.
>> Quem não tem pecado que atira a primeira
pedra? Quem não tinha?
>> É só ele, né?
>> Só ele.
>> Ele podia atirar. [risadas]
>> Por que ele não atirou?
>> Essa é a pergunta. Por que que ele não
atirou? Porque ele não foi uma
testemunha ocular do fato. Porque se ele
fosse a testemunha ocular do fato, ele
tinha que que matar ela. Só que ele
falou assim: "Nem eu, ou seja, nem eu
tampouco". Não é que ele não que ele não
tinha pecado, que ele que ele tinha nem
eu nem eu fui testemunha, eu não posso
te condenar.
Então, as pessoas olham para aquele
texto e não observa essa verdade, não
enxerga isso. Na realidade, se Jesus
tivesse que aplicar a lei por ser alguém
santo, ele tinha que ser testemunho. Se
ele fosse, ele tinha que apedrejar.
>> Uhum.
>> E não ia fugir da lei.
>> E tem outras partes também, por exemplo,
quando Jesus vai fazer referência a João
Batista, né, que João Batista tinha
vindo preparar o caminho e ele trazia
mensagem de
>> arrependimento.
>> Arrependimento.
E ele ainda aponta para alguns que
estavam ali, ai vocês que estão ouvindo
essa mensagem, não se arrependeram.
Se Sodoma e Gomorra tivessem ouvido, né?
E eles estariam aí em pé até hoje, né?
Então assim, Jesus foi muito duro ali.
Ele veio trazer mensagem, evangelho,
passa necessariamente, faz parte. É, é
arrependimento.
>> É possível a pessoa ler o evangelho, ler
as palavras de Cristo e interpretar
segundo um um prismo enviezado que ele
quer, né? Mas eu creio que muita gente
repete frases que outras pessoas falaram
e a pessoa lê uma frase só e não
entendeu nada do contexto.
>> Nada.
>> El não entendeu nada do contexto, mas
ela continua. Aí começa aquelas coisas,
ah, Jesus era socialista. [risadas]
Isso aí é que a gente mais escuta.
Assim, a pessoa não leu nada, né? Ponta
pergunta assim: "Você não sabe que sabe
quem é Jesus, não sabe quem é social."
>> É, dá vontade perguntar: "Ah, que bom
que você tá lendo a livro. Ah, que que
mais você tá lendo?" a pessoa não, não.
E eu só escutei falar sobre isso mesmo.
>> E quando Jesus chega, quando ele andava
com os os excluídos, o que os religiosos
não aceitavam, jamais sentaria na mesa
com Mateus, o publicano, né,
>> ou com Zaqueu, né, e todos esses.
>> E ele era questionado por isso. Eu
falava: "Eu não vim atrás dos sãos, eu
vim atrás dos doentes". E quando ele tá
falando de doente, ele tá falando de
pecado.
>> Sim,
>> né? Ele, ele tá falando dessa cura da
alma, pecado caída,
>> da natureza caída.
>> Enfim, assim, nós, a grande tribulação
vai ser um ódio assim quase que
insuportável, né?
>> E os cristãos não serão perseguidos por
serem cristãos, mas por serem
fundamentalistas.
Você pode ter certeza que vai ter
cristão que não vai ser perseguido.
>> Ah, sim. Já tem.
>> Que são os cristãos que se adequam à
cultura
>> que não serão os odiados. Exatamente.
Mas o cristão que segue, arrisca, que
entende a lei de Deus e confronta o
pecado, as verdades mentirosas de
Satanás, e esse será perseguido.
>> Mas, Gustavo, Jesus prometeu para nós
vida fácil?
>> Não,
>> não mesmo.
>> Não. Mateus 10 é muito claro, né, de que
nós não teríamos vida fácil. Esse
evangelho da vida fácil não é um
evangelho bíblico.
Nós não teríamos vida fácil. E toda a
história do cristianismo, o verdadeiro
cristão, ele não teve vida fácil. Pedro
vai falar que nós temos que nos alegrar
quando somos perseguidos.
Isso tem que ser perseguidos por causa
de Cristo.
>> É a justiça, inclusive
>> é por causa da justiça, por sermos
cristãos. Se o motivo da perseguição é a
nossa fé em Cristo, eu tenho que dar
graça a Deus e me alegrar de ser
perseguido.
>> Agora, a gente tem que avaliar, porque
às vezes o cristão ele é perseguido, não
é por causa de Cristo, mas porque ele é
ruim no trabalho,
ele é uma pessoa que não tem palavra. Ou
às vezes até uma pessoa legalista
demais, que fica apontando o dedo para
as pessoas e ele é odiado, perseguido,
mas não pela fé genuína que hostilidade,
>> não pelo seu testemunho, o seu
testemunho de vida,
>> mas pelo farisaí,
>> pela sua retidão nos seus negócios, no
seu trabalho, por não concordar com
atitudes que não são coerentes com o
evangelho no seu trabalho. Aí quando ele
é perseguido, porque pela fé em Cristo,
ele tem que se alegrar.
>> Então, vida fácil e isso
>> nunca foi prometido na escritura.
>> Não, fantástico. Inclusive, que você
falou, porque é fascinante. Tô sendo
perseguido no meu trabalho, tô sendo
perseguido, mas a vida não está de
acordo. Exatamente.
>> E a palavra de Deus mostra, olha, a
perseguição quando é correta,
>> ela é aquela pessoa que vive diferente.
>> Então, ser perseguida e vem assim, os
humilhados serãoados. [risadas]
sempre um filho do diabo para distorcer
o negócio, né? Sempre para fazer isso.
Isso é muito interessante, porque Jesus
falou que a gente seria levado para
onde? Para tribunal.
>> Exatamente.
>> A gente seria levado perseguido, a gente
seria traído, a gente seria humilhado.
Então Jesus não prometeu vida fácil para
ninguém. Inclusive é um discurso muito
duro de Jesus que ele diz assim: "Ó,
vocês também não quer ir embora, não?
>> É, vocês estão preparados? Pedro ol,
>> agora é a hora.
>> Senhor, para onde nós vamos?
Só tu tens as palavras de vida até,
Senhor. Não tem outro lugar, não tem
outro caminho, não tem outro meio, não
tem outra forma. É só o Senhor.
Só o Senhor.
>> A fonte tá ali, né?
>> Isso é muito importante. E a Natasha
escreve de uma maneira muito
maravilhosa, tão prática, é tão clara. E
como que ela mostra na realidade é que
nós somos odiados não por aspectos de
bondade, porque a gente vê muita gente
fazendo boas ações, boas obras, mas nós
somos perseguidos por conta da nossa
retidão,
>> por conta do nosso compromisso, por
conta da nossa vida com Deus. E Jesus
deixou bem claro que era isso que
aconteceria, ainda mais nos últimos
dias, né? Nós seríamos ainda mais
odiados. de Jesus. Deixa isso muito
claro, que essa hostilidade viria. Ele
alertou a gente, ele nunca prometeu
aplauso. O grande problema é que a o
cristianismo, alguns cristãos querem ser
aplaudidos, querem ser reconhecidos,
querem ser vistos,
>> não querem ser rejeitados,
>> não querem, querem ser bonzinhos, querem
coadunar com as coisas erradas e aí a
cultura nunca vai odiar. Mas se é um
cristão que quer seguir os princípios
bíblicos, que quer andar, aí ele é
cancelado, aí ele é odiado. E essa
primeira parte que Natasha escreve é de
maneira muito maravilhosa, porque o
mundo odeia e vai odiar, mas a nossa
atitude nunca é recuar.
>> É,
>> a nossa atitude é manter firme
>> e nos alegrar.
>> E nos alegrar.
>> É difícil alegrar quando você tá sendo
cancelado, né?
>> É difícil
>> quando o emprego tá em cheque.
>> É difícil. É, às vezes você tem muito
prejuízo.
>> É difícil, é difícil a gente se alegrar.
Então, a gente chegou mais um fim da
nossa temporada nesse momento. Participe
com a gente, não deixe participar. Na
próxima, no nosso próximo momento, nós
vamos falar como que o cristianismo
então pode se tornar relevante. Já que a
gente olha para isso, como que o cristão
anda na contramão, como que a gente pode
se tornar relevante, atuante e assim
servir a sociedade de acordo com os
princípios bíblicos? sendo sal da terra
e luz do mundo. Até o próximo episódio.

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