Cristãos odiados, igrejas aplaudidas: qual a diferença? – T04EP01
05/03/2026
Cristãos odiados, igrejas aplaudidas: qual a diferença? – T04EP01
Por que o cristianismo é tão odiado em uma cultura que diz valorizar inclusão, tolerância e diversidade?
Se existem tantas religiões e crenças por aí… por que o alvo principal do ódio cultural costuma ser justamente o cristão que leva a Bíblia a sério?
Neste primeiro episódio da 4ª temporada do Página Virada, começamos a estudar o livro “Quando a Cultura Odeia Você” (Natasha Crain) e conversamos sobre:
– por que o verdadeiro cristianismo sempre foi perseguido na história;
– a diferença entre achar bonito o cristão “bonzinho” e odiar o cristão que confronta a mentira;
– quando a cultura aplaude a caridade cristã, mas rejeita seus valores sobre família, sexualidade e verdade;
– por que tanta gente ama um “Jesus do meu jeito”, mas rejeita o Jesus que chama ao arrependimento;
– quando a perseguição é por causa de Cristo… e quando é só porque a gente está errado mesmo.
Se você quer entender como ser sal da terra e luz do mundo numa cultura que ri dos seus valores, esse episódio é pra você.
📚 Livro base da temporada
“Quando a Cultura Odeia Você” – Natasha Crain
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Legendas automáticas:
Então o cristão ele não é não é odiado pela sua bondade. >> Ah, eu acho o seguinte, pastor. >> Não é nem pela bondade, é pela pitaco, vamos dizer assim, é pelo pitaco que ele dá na sociedade. >> Acho, eu acho que o diabo ele tem uma capacidade impressionante de transformar a mentira em verdade absoluta. >> Sim. Eu tenho que dar graça a Deus e me alegrar de ser perseguido. [música] Agora a gente tem que avaliar, porque às vezes o cristão ele é perseguido, não é por causa de Cristo, mas porque ele é ruim no trabalho. Ele é uma pessoa que não tem palavra. Eu acho que é por isso que o cristão ele é mais odiado, porque ele não entra na régua do mundo, ele não entra nesse padrão, pelo contrário, ele traz um padrão eh de acordo com a palavra de Deus, um viés bíblico [música] que tenta mostrar o quão é bom e maravilhoso andar com Cristo e [música] que aponta para algo muito maior do que aquilo que o mundo apresenta. >> [música] >> Boa noite. Nós estamos começando a quarta temporada do Página Virada, onde nós vamos discutir sobre esse livro Quando a Cultura odeia você. Como é que a autora chama? Bianca. >> Natasha Cran. >> Ah, para não passar vergonha, eu tô pedindo auxílio da Bianca. E nós vamos discutir acerca desse livro que vai trazer uma verdade muito preciosa para nós sobre a forma como nós enxergamos o mundo. E aqui nós temos mais uma vez a presença desses integrantes. Temos aqui o André participando conosco, Gustavo, a Bianca e eu, Thaago. Então nós vamos discutir acerca desse assunto e você é o nosso convidado a participar, a interagir, a deixar aí o seu comentário, a estar conosco, porque quando nós olhamos para o nosso tempo e esse momento, a gente vai ver que inclusão, por exemplo, tolerância e diversidade eh ganharam novas conotações. Hoje, por exemplo, se você é contra alguma coisa no meio de uma cultura, você às vezes é cancelado. Só que o que a palavra de Deus tem a responder acerca disso? Como que nós podemos influenciar o mundo? Como que nós podemos continuar sendo sal da terra e luz do mundo sem sermos levados por uma cultura totalmente degradante, totalmente suja e defendermos os nossos valores e os nossos princípios com seriedade, com compromisso, amando e respeitando uns aos outros. Então, a diretriz desse podcast, dessa temporada, vai gerar como que nós cristãos, podemos testemunhar e sermos fiéis à palavra de Deus. no meio de uma cultura que nos odeia. E a autora desse livro vai nos ajudar dando notes, dando princípios, dando insightes para que a gente possa pegar a palavra e aplicar ela ao nosso coração. E hoje nós vamos perceber como que nós cristãos andamos totalmente na contramão do mundo. Porque Jesus, inclusive já tinha alertado para nós que o mundo nos odiaria. Mas por que, Dr. Gustavo, que o mundo nos odeia? Por que que ele tem tanta antipatia contra nós que somos cristãos? >> Cristão sempre foi odiado, né? Se você for olhar a história do cristianismo, o verdadeiro cristianismo sempre foi perseguido. Inclusive o próprio Jesus, ele foi na cruz. Ele acabou na cruz porque ele era odiado, como você bem colocou, pastor João 18, João 15:18, né? Que ele já nos preveniu que como ele foi odiado, nós também seríamos odiados. E assim continua até os dias de hoje, né? O verdadeiro cristianismo sempre odiado. Interessante notar que tem algumas religiões, a todas as religiões elas não são odiadas igual cristianismo. >> Uhum. >> Né? A autora até cita algumas coisas tragicômicas, né? De seitas que levam as pessoas a suicidarem. Eh, dizendo que tem a, como é que é? Naves espaciais. que seriam redentivas para aquela comunidade, >> vinham atrás de um cometa. >> Exatamente. São coisas tão ridículas e a sociedade ridiculariza, mas não odeia, né? Ou algumas seitas, tipo o testemunho de Jeová que bate na porta das casas, vira até meme muitas vezes e aí você vai ver, não são odiadas como os cristãos e que realmente tem a Bíblia como regra de fé e prática. E por que isso será? A autora, ela vai dizer que o cristianismo ele é odiado porque ele influencia a sociedade. Ele é, o cristianismo é luz, né? Luz no sentido de que ilumina as trevas. E quem tá na treva não quer ser iluminado, porque a luz ela mostra as nossas imperfeições. E o cristianismo é a religião que confronta, confronta o pecado. As outras religiões não confrontam pecado como cristianismo. E o ser humano, ele não gosta de ser confrontado. Ele gosta de achar que ele é bom, que ele faz coisas boas, que ele merece alguma coisa. O cristianismo não é uma uma religião, o cristianismo ele ele incomoda, ele incomoda o ser humano, né? Ele incomoda o ser humano porque ele aponta o pecado. A luz ela aponta as imperfeições. >> Cristo era a luz. E ele incomodou até aqueles grandes religiosos da época que achavam que mereciam alguma coisa de Deus. E Jesus vai mostrar suas imperfeições. E a porta de entrada pro cristianismo é o arrependimento. Mas se for parar para pensar essa questão de dizer o que que é certo e errado, tem muitas outras manifestações de fé que colocam isso também, né? Até uma que tá ali, que alguns colocam como sendo a mesma coisa, né? Muita muita gente põe cristianismo e judaísmo junto, né? A a a confissão de fé no judaísmo, ela é muito rígida em várias várias questões, >> mas tirando lá essa guerra que existe lá, né, que envolve também questão de origem de povos, né, ali na o que a gente tem visto aí nas guerras, mas no geral a cultura também não odeia o judaísmo. Ah, odeia odeia muito mas no sentido diferente. Existe sim, tem a ver com essa questão aí de disputa de de terra, etc. Mas se você for olhar, tem muitos tem muitos artistas que são, né, que são de origem judaica, celebram lá as suas, mas assim, o povo acha bonito, né, as pessoas ter essa prática. A questão maior é que é é é que são confissões de fé, são religiões que ainda que tenham o seu certo errado, mas é restrito ao deles. Então, se você não faz parte da nossa religião, você vive a sua vida como você bem entende, né? >> Eu não vou chegar e condenar você. Você não é judeu. >> Eu vou eu vou condenar um judeu que tá vivendo errado. >> Agora o cristianismo não. O cristianismo tem essa essa de se posicionar no entendimento de que o que eu aquilo em que eu acredito não é bom só para mim, não é só uma tradição religiosa, é aquilo que a gente entende como sendo a única regra de fé e prática que vai >> acho que a questão a questão do próprio cristianismo é essa questão de contra valores subversivos. que a própria sociedade e a cultura tenta imprimir, né? >> Uhum. Eu acho que é por isso que o cristão ele é mais odiado, porque ele não entra na régua do mundo, ele não entra nesse padrão. Pelo contrário, ele traz um padrão eh de acordo com a palavra de Deus, um viés bíblico que tenta mostrar o quão é bom e maravilhoso andar com Cristo e que aponta para algo muito maior do que aquilo que o mundo apresenta. Eu acho que a questão do ódio contra o cristão não é só no que diz respeito à sua crença, é aos seus valores, aos seus princípios, porque ele de fato traz impacto para uma cultura que quer ir contra e quer seguir o seu coração caído, quer seguir sua vontade, que quer seguir sua própria ambição. Interessante que a gente chega nessa quarta temporada tratando esse assunto e na terceira temporada a gente estudou como é que isso evoluiu, porque esse ódio ao cristão, ele não era uma coisa tão praticada, tão amada, assim, vamos odiada, vamos dizer assim, né? Não era tão odiado como é hoje. E isso teve uma >> uma ascensão, né? >> Tem uma ascensão. Tem uma dica aí para quem não assistiu a terceira temporada. >> De onde que veio esse ódio, então ainda que seja sempre que o mundo existiu, né? Mas eu acho que é, eu acho que o ódio desde o começo, viu? >> Sim, mas agora tá mais assim falado as claras, né? >> Mas a gente teve períodos na história que a a religião cristã e ela era a o modos operante ali da sociedade. >> Mas deixa eu falar assim, a gente tá falando de cristianismo, mas eu acho que o o eleito, a verdadeira igreja, o verdadeiro Israel, o povo escolhido, sempre foi odiado desde o princípio. >> Sim. Sim. Entendeu? Nós somos o povo escolhido de Deus. Nós somos o verdadeiro Israel. E sempre esse povo foi odiado. Sim, >> por todas as nações. A própria oração de Jesus em João 17, eu não peço que os tire do mundo, >> mas que o guarde do mal, porque do mundo eles não são. >> É, >> é o povo da aliança, né? O povo da aliança sempre foi hostilizado. >> Sempre. Mas é interessante olhar essa questão do ódio, né? Que Cristo já alertou. Cristo deixou bem claro para nós que nós seríamos odiados, que nós seríamos perseguidos por conta dos nossos valores, por conta dos nossos princípios. E a cultura tenta impor, a cultura tenta jogar, mas a gente precisa também definir o que de fato é cultura. O que que seria cultura, Bianca? Porque hoje, será que cultura é comida, cultura é minha opinião. O que que é cultura realmente? Porque você tem uma fragmentação da própria palavra. É importante essa definição, até porque o título leva esse esse termo, né? Quando a cultura odeia você, quem é essa cultura que tá odiando aqui, né? E nossa, quando a gente vai olhar a definição de dicionário, então você fica louco, né? Cultura tem tantos sentidos até até um comum que a gente ouve por aí, né? Não, aquela pessoa é uma pessoa muito culta, né? A bagagem cultural dela é vasta. Aí tá falando de repertório, tá falando de estudo, de conhecimento, de leitura, etc. Não é essa definição de cultura que a gente usa aqui. Existe também essa questão de costumes e hábitos, né? Por exemplo, pra gente é muito óbvio essa questão de é muito óbvia. A gente acho que até falou disso em outros programas, né? De tomar banho todo dia, mas a gente se esquece que isso é uma questão cultural. Por mais que pra gente seja básico pra vida humana, mas você vai para outros contextos culturais de outros países, tomar banho todo dia não é uma questão de certo errado assim, não, mas pera aí, acham até que a gente é exagerado, né? >> Então tem essa coisa de costumes, de hábitos, que é uma forma de enxergar a cultura, né? Ou também essa questão do espírito da época, né? Os valores que estão em alta, né? o que que é valorizado. A gente vive num num tempo da história da humanidade que a figura da mulher passou por muitas mudanças. Então, na nossa na atualidade, essa coisa da mulher viver restrita a um ambiente doméstico, não ter acesso a voto, não ter direitos, isso aí já foi, né, superado na aos olhos da nossa cultura. Mas o que que a Natasha especificamente define como cultura para poder dizer quando a cultura odeia você? Eu vou ler, gente, eu precisei anotar para não correr o risco de de errar. Ela considera, ela parte do princípio de cultura como sendo pessoas e instituições que sustentam os valores amplamente aceitos e celebrados em determinada sociedade. E é interessante ela colocar, ela não tá falando só de princípios, ela tá trazendo até o componente das pessoas. Porque quando a gente fala quando a cultura odeia você, a gente tá falando de um grupo de indivíduos, né? O que aparece muito na Bíblia, o termo em relação à pessoa, fala o mundo, né? A Bíblia define como o mundo. Então é essa definição de mundo que a Bíblia traz em vários locais, mas também as instituições que validam, né, que validam, que definem o que que é aceito, o que que deve ser celebrado. A gente vive, por exemplo, numa cultura em que abordar questões de de gênero, pessoas escolhendo se são homem ou mulher, que a gente discutiu também no programa passado, né? Isso é celebrado, não é nem colocado como uma opção, é valorizado e aplaudido como sendo algo, principalmente porque combate a questão do cristianismo, né? >> E essa essa forma de interpretar a palavra cultura que ela é mais aborda aqui nesse livro, né? >> Sim. >> É justamente essa forma, né? >> É disso que ela tá falando, de pessoas e instituições que estabelecem os valores que são aceitos e que devem ser celebrados. É interessante isso porque na realidade a gente olha para isso e a gente percebe então que eh o que é aceitável é o que eu defino que seja aceitável. >> É quem, né? >> E quem tem que ser aceitável. Acho que o próprio mundo, a própria essa cultura, ela impõe uma coisa que tem que ser a minha opinião e não a opinião correta, né? E é interessante observar isso porque dentro dessa cultura ou dentro desse mundo que a gente vive, é, muitas vezes o que é celebrado é o que é errado. >> Uhum. >> E o que é certo é ridicularizado. >> É. E acaba que isso traz pra gente, quando a gente fala assim, não, a nossa cultura, a gente tá falando de uma fotografia moral, >> sim, >> do nosso tempo. É isso que que que a gente pode identificar como sendo a nossa cultura. E o senhor falou aí de às vezes o que é certo é ridicularizado, né? >> A gente viveu isso agora no carnaval, gente. >> A gente não acompanha desfile de carnaval, né, gente? Não, nós é nós é crente. [risadas] Precisava n acompanhar. >> Mas é impressionante. >> Você não fez uma fotinha com a dentro da lata? >> Não, não fiz. >> Ah, eu fiz. [risadas] >> A gente voltou, passamos lá imersos no acampamento, né, pastor? Tivemos o privilégio de ficar lá no acampamento aprendendo e em comunhão, amizade. Foi um tempo delicioso. Aí você volta do acampamento, vou abrir meu Instagram, né? Nossa, só tinha postagem disso. Eu falei: "Gi do céu, o que que houve?" Abrir a >> família con [risadas] >> abriram todas as latas, né? Você não teve desfile de supermercado, alguma coisa assim. Então, até você entrar ali foi ali é uma manifestação muito evidente do ódio da nossa cultura. Não é só uma questão de você defender um direito a outras formas de família. é você combater claramente e ridicularizar, debochar o que o cristianismo a vida inteira e ou desde que desde que cristão é cristão defende, né, que esse núcleo familiar >> é é o que a cultura tenta mostrar para nós, né, essa moral eh deturpada, essa moral e esfaccelada, fragmentada. E aí a gente precisa olhar além disso ainda e ver como que isso choca direto com a palavra de Deus. E quando a gente vai olhar para isso e perceber, a gente vai ver que o cristão é quando que ele é de fato celebrado e quando ele é inimigo, André, porque tem momento que o cristão ele é aplaudido, nossa, ele ele tá cuidando, ele tá dando sopa, ele tá oferecendo ajuda. Não, mas quando ele vai contra os valores, quando ele é inimigo, quando o cristão ele pratica boas ações, só as boas ações, caladinho, ele é celebrado. Então, por exemplo, eu li no livro, ele coloca aqui uma um termo que para nós brasileiros é estranho, né? Ele coloca eh cozinha solidária, coisa assim. Para nós ficar mais fácil entender o sopão. >> Sopão. Sopão. >> Sopão. >> Então quando o cristão >> ah faz um sopão, né? E aquele sopão começa a ficar movimentado, vem imprensa, divulga as pessoas, nossa, lá os cristãos ali >> são da igreja tal. Quando às vezes quando cita, né? Eh, estão fazendo um um trabalho bonito, né? É, todos nós que moramos aqui sabemos do trabalho, por exemplo, com mendigos que em Anápoles eles fazem. Então, isso todo mundo gosta, né? >> Aham. Eh, mas para por aí, para por aí. Eh, depois vem o a parte que eles nos odeiam, que é quando a gente começa a emitir opiniões. Então, se, por exemplo, você citou sobre a questão família, se o cristão começar a omitir opiniões a respeito do que é correto para uma família, defender bandeiras, defender eh, vamos dizer que tem uma medida provisória em volga para ser votada e começa a se empenhar naquilo ali, ele passa a ser odiado, porque aquilo que ele >> também se questiona, né? Se você tem, a gente falou isso muito, falou muito sobre isso no programa passado, se se você tem uma configuração familiar, né, que tem dois homens adotando uma criança. >> Uhum. Se o cristão questiona a a a o benefício daquilo, a validade ou ou levanta a possibilidade de talvez futuramente isso não ser bom para aquela criança que nem tem idade, maturidade ainda para lidar com isso, ou a criança que tem dúvidas sobre a sua sexualidade, né? Ah, não, mas a gente tem que respeitar. É um indivíduo, né? Se o cristão se levanta para colocar em cheque aquilo, ele já é odiado. >> E é interessante porque se o cristão pega, por exemplo, uma uma criança que está el tá órfão, ele leva para dentro da casa dele, ele é aplaudido. >> Aham. >> Se ele ensinar, começar a ensinar a sexualidade cristã pra criança, ele já é odiado, né? >> Ah, sim. Ensinar a sexualidade nos moldes cristãos. cristão não pode. Aí você não pode. E e é uma coisa também que você que eu acho muito interessante >> quando o cristão ele é elogiado, é quando tem aquela fé, aquela fé reclusa. Eh, as pessoas, nossa, aquele é um uma pessoa que se dedica à oração. Eles acham bonito falar assim, né? É, eles acham bonito falar assim: "Ah, cria a pessoa ali, não, aquele ali se dedica oração." >> Ele nem quer saber que tipo de oração que ele faz, né? O que que ele ora, o que que ele pede, o que que ele clama a Deus naquela oração? Mas é importante, né? Uma pessoa, eu já escutei assim, pessoal, ah, é importante ter pessoas assim que não trabalham e se dedic oração, >> mas a frase fica assim solta, né? >> Uma pessoa devota. >> Aquele aquele pessoal que levanta e agora, acho que é 3:45, não sei, da madrugada para fazer a as rezas lá, não sei o quê. Ah, agora a gente tá em quaresma, né? É, agora é >> então a pessoa fazer isso, ela é elogiada pelo esforço, sacrifício, pergunte motivo daquilo e os objetivos, porque aí já vira um motivo de ódio. E outra coisa que é muito interessante é que a sociedade, vamos botar a cultura atual, que acha bonito a as nossas ações de caridade, eh que acha bonito nossas ações às vezes de ensino, tem uma escola, tem uma creche, esse tipo de coisa, ela não, ela passa, ela a gostar das, dos cristãos quando esses cristãos começam a defender aquilo que eles aprovam. Uhum. >> Né? Se ficar quietinho e não tocar nenhum assunto nada relevante à sociedade, à política, a educação, a sexualidade, tá ótimo. Cristão, continue na sua fé aí, fique aí. Mas se o cristão começar a falar ao contrário, ele se rebela contra ele. Mas existe uma forma que o que que eu acho que eu preciso ser mais claro. Existe um um uma situação em que o o o a sociedade, a cultura passa a gostar do cristão quando o cristão começa a falar de Cristo. Mas é quando ele falando essa falar de Cristo de tal forma que ele fala de encontro ao que eles querem ouvir. E aí passa um ter apoio um do outro. >> Aí essa igreja que era para ser um inimigo da cultura se une essa de cá. Tem que ser o Cristo do meu jeito. O Cristo do meu jeito. Entendeu? Então assim, então assim, se se eh >> se essa essa essa igreja, e é triste a gente falar sobre isso, né? Se tem essas igrejas aqui que estão começando a, vamos dizer, olha, a diversidade sexual não tem nada a ver com a Bíblia, né? tem que ter diversidade sexual, né? Aí esse grupo progressista aqui, aplaudamos esta igreja que essa é motivo. Aleluia. Isso é uma igreja. A Bíblia precisa ser acho que o exemplo no Brasil talvez seja o exemplo mais claro disso, que a essa sociedade progressista, essa cultura que a Bianca bem explicou, essa cultura vai aplaudir essa igreja e aí ele vai não vai ser odiada e vai ser, então isso gera uma pergunta mais intrigante ainda. Então o cristão ele não é não é odiado pela sua bondade? Eu acho o seguinte, pastor. Não é nem pela bondade, é pela pitaco, vamos dizer assim. É pelo pitaco que ele dá na sociedade. >> Eu acho que o diabo ele tem uma capacidade impressionante de transformar a mentira em verdade absoluta. >> Sim. Ele ele faz a mentira virar uma verdade absoluta. E o cristão, ele é odiado quando ele confronta essa verdade mentirosa, >> entendeu? E sempre foi assim, por exemplo, na ciência, se você falar contra a teoria da evolução, >> é, >> a teoria da evolução é verdade absoluta na ciência. Você não pode questionar a teoria da evolução, >> apesar de ser uma grande mentira, não >> é uma coisa até absurda. >> O termo é até uma incoerência, porque é uma teoria. >> Teoria. [risadas] Não isso é um exemplo. Isso é um exemplo no meio sentido. Você não pode questionar >> a mentira que virou verdade absoluta da evolução. >> Uhum. >> E é tudo assim. É tudo assim. Então o o diabo ele transforma mentiras em verdades. E é interessante >> quando você confronta essa mentira >> Uhum. >> Você é o diabo. >> E é interessante que você faz a gente lembrar de Balaão, né? É >> porque Bala ele é chamado para amaldiçoar o povo e ele fala assim, ó, não tem como, não tem encantamento contra esse povo, mas tem uma coisa que você pode fazer, >> entra lá no meio do povo, leva as mulheres e influencia eles e a gente leva. >> É, >> então como que o diabo ele é astuto, né? Ele pega, vamos dizer, aspectos de bondade que a sociedade aplaude. >> É, >> mas quando fala assim, aspectos de retidão, de coisas certas, corretas, verdadeiras, não de acordo com a tua verdade, nem a minha verdade, mas de acordo com a a verdade absoluta da palavra de Deus, aí nós somos odiados. >> Sabe o que que é curioso? É que a sociedade, aí nós vamos falando da nossa cultura como um todo, no geral odeio o cristianismo, mas ama Jesus >> do meu jeito. >> E ainda tem aindo >> petulância [risadas] de de estabelecer assim, não, Jesus nunca pregou isso, né? Esses cristãos não vivem o que de fato Jesus veio ensinar ao mundo, né? Aí o que que eles pegam? O Jesus. Ai meu Deus, meu braço aqui, né? Não dobra. Mão de cá. Nessa mão de cá. >> O Jesus que multiplica pães, né, e peixes e alimenta a multidão. O Jesus que ressuscita. O Jesus que cura doentes e enfermos. O Jesus que recebe as crianças, né? O Jesus que não tem preconceito contra ninguém, né? Que ele é um Jesus inclusivo, gente. O maior, o homem mais inclusivo que já passou por essa terra é Jesus Cristo. Vocês concordam? Não, [risadas] >> do ponto de vista da sociedade, de que não rejeitou ninguém, né, >> de que sentou na mesa com publicanos, etc. É esse essa faceta que se enxerga dentro faceta é o que eles adoram. >> E qual que é a outra parte também que até veio, né, quando é que Jesus condenava alguma coisa? os fariseus, os religiosos da época, os que se prendiam muito a regras religiosas, mas não olham pro Jesus que vai lá na mulher samaritana e fala: "É, cadê seu marido? >> Seu pecado tá aí." >> É. E fala para outros também, né? Quando ele cura e confronta, vai, não peques mais. A mulher que tava sendo pedejada, né? A própriaúa, >> a mulher adúltera, todo mundo pega e fala assim: "Nossa, é, vai, >> não julga, né? Não jul nem eu tô um pouco te condendo, mas se esquece de de uma verdade preciosa ali. Porque Jesus, vamos pensar e quem que não tinha pecado ali? >> Ele. >> Quem não tem pecado que atira a primeira pedra? Quem não tinha? >> É só ele, né? >> Só ele. >> Ele podia atirar. [risadas] >> Por que ele não atirou? >> Essa é a pergunta. Por que que ele não atirou? Porque ele não foi uma testemunha ocular do fato. Porque se ele fosse a testemunha ocular do fato, ele tinha que que matar ela. Só que ele falou assim: "Nem eu, ou seja, nem eu tampouco". Não é que ele não que ele não tinha pecado, que ele que ele tinha nem eu nem eu fui testemunha, eu não posso te condenar. Então, as pessoas olham para aquele texto e não observa essa verdade, não enxerga isso. Na realidade, se Jesus tivesse que aplicar a lei por ser alguém santo, ele tinha que ser testemunho. Se ele fosse, ele tinha que apedrejar. >> Uhum. >> E não ia fugir da lei. >> E tem outras partes também, por exemplo, quando Jesus vai fazer referência a João Batista, né, que João Batista tinha vindo preparar o caminho e ele trazia mensagem de >> arrependimento. >> Arrependimento. E ele ainda aponta para alguns que estavam ali, ai vocês que estão ouvindo essa mensagem, não se arrependeram. Se Sodoma e Gomorra tivessem ouvido, né? E eles estariam aí em pé até hoje, né? Então assim, Jesus foi muito duro ali. Ele veio trazer mensagem, evangelho, passa necessariamente, faz parte. É, é arrependimento. >> É possível a pessoa ler o evangelho, ler as palavras de Cristo e interpretar segundo um um prismo enviezado que ele quer, né? Mas eu creio que muita gente repete frases que outras pessoas falaram e a pessoa lê uma frase só e não entendeu nada do contexto. >> Nada. >> El não entendeu nada do contexto, mas ela continua. Aí começa aquelas coisas, ah, Jesus era socialista. [risadas] Isso aí é que a gente mais escuta. Assim, a pessoa não leu nada, né? Ponta pergunta assim: "Você não sabe que sabe quem é Jesus, não sabe quem é social." >> É, dá vontade perguntar: "Ah, que bom que você tá lendo a livro. Ah, que que mais você tá lendo?" a pessoa não, não. E eu só escutei falar sobre isso mesmo. >> E quando Jesus chega, quando ele andava com os os excluídos, o que os religiosos não aceitavam, jamais sentaria na mesa com Mateus, o publicano, né, >> ou com Zaqueu, né, e todos esses. >> E ele era questionado por isso. Eu falava: "Eu não vim atrás dos sãos, eu vim atrás dos doentes". E quando ele tá falando de doente, ele tá falando de pecado. >> Sim, >> né? Ele, ele tá falando dessa cura da alma, pecado caída, >> da natureza caída. >> Enfim, assim, nós, a grande tribulação vai ser um ódio assim quase que insuportável, né? >> E os cristãos não serão perseguidos por serem cristãos, mas por serem fundamentalistas. Você pode ter certeza que vai ter cristão que não vai ser perseguido. >> Ah, sim. Já tem. >> Que são os cristãos que se adequam à cultura >> que não serão os odiados. Exatamente. Mas o cristão que segue, arrisca, que entende a lei de Deus e confronta o pecado, as verdades mentirosas de Satanás, e esse será perseguido. >> Mas, Gustavo, Jesus prometeu para nós vida fácil? >> Não, >> não mesmo. >> Não. Mateus 10 é muito claro, né, de que nós não teríamos vida fácil. Esse evangelho da vida fácil não é um evangelho bíblico. Nós não teríamos vida fácil. E toda a história do cristianismo, o verdadeiro cristão, ele não teve vida fácil. Pedro vai falar que nós temos que nos alegrar quando somos perseguidos. Isso tem que ser perseguidos por causa de Cristo. >> É a justiça, inclusive >> é por causa da justiça, por sermos cristãos. Se o motivo da perseguição é a nossa fé em Cristo, eu tenho que dar graça a Deus e me alegrar de ser perseguido. >> Agora, a gente tem que avaliar, porque às vezes o cristão ele é perseguido, não é por causa de Cristo, mas porque ele é ruim no trabalho, ele é uma pessoa que não tem palavra. Ou às vezes até uma pessoa legalista demais, que fica apontando o dedo para as pessoas e ele é odiado, perseguido, mas não pela fé genuína que hostilidade, >> não pelo seu testemunho, o seu testemunho de vida, >> mas pelo farisaí, >> pela sua retidão nos seus negócios, no seu trabalho, por não concordar com atitudes que não são coerentes com o evangelho no seu trabalho. Aí quando ele é perseguido, porque pela fé em Cristo, ele tem que se alegrar. >> Então, vida fácil e isso >> nunca foi prometido na escritura. >> Não, fantástico. Inclusive, que você falou, porque é fascinante. Tô sendo perseguido no meu trabalho, tô sendo perseguido, mas a vida não está de acordo. Exatamente. >> E a palavra de Deus mostra, olha, a perseguição quando é correta, >> ela é aquela pessoa que vive diferente. >> Então, ser perseguida e vem assim, os humilhados serãoados. [risadas] sempre um filho do diabo para distorcer o negócio, né? Sempre para fazer isso. Isso é muito interessante, porque Jesus falou que a gente seria levado para onde? Para tribunal. >> Exatamente. >> A gente seria levado perseguido, a gente seria traído, a gente seria humilhado. Então Jesus não prometeu vida fácil para ninguém. Inclusive é um discurso muito duro de Jesus que ele diz assim: "Ó, vocês também não quer ir embora, não? >> É, vocês estão preparados? Pedro ol, >> agora é a hora. >> Senhor, para onde nós vamos? Só tu tens as palavras de vida até, Senhor. Não tem outro lugar, não tem outro caminho, não tem outro meio, não tem outra forma. É só o Senhor. Só o Senhor. >> A fonte tá ali, né? >> Isso é muito importante. E a Natasha escreve de uma maneira muito maravilhosa, tão prática, é tão clara. E como que ela mostra na realidade é que nós somos odiados não por aspectos de bondade, porque a gente vê muita gente fazendo boas ações, boas obras, mas nós somos perseguidos por conta da nossa retidão, >> por conta do nosso compromisso, por conta da nossa vida com Deus. E Jesus deixou bem claro que era isso que aconteceria, ainda mais nos últimos dias, né? Nós seríamos ainda mais odiados. de Jesus. Deixa isso muito claro, que essa hostilidade viria. Ele alertou a gente, ele nunca prometeu aplauso. O grande problema é que a o cristianismo, alguns cristãos querem ser aplaudidos, querem ser reconhecidos, querem ser vistos, >> não querem ser rejeitados, >> não querem, querem ser bonzinhos, querem coadunar com as coisas erradas e aí a cultura nunca vai odiar. Mas se é um cristão que quer seguir os princípios bíblicos, que quer andar, aí ele é cancelado, aí ele é odiado. E essa primeira parte que Natasha escreve é de maneira muito maravilhosa, porque o mundo odeia e vai odiar, mas a nossa atitude nunca é recuar. >> É, >> a nossa atitude é manter firme >> e nos alegrar. >> E nos alegrar. >> É difícil alegrar quando você tá sendo cancelado, né? >> É difícil >> quando o emprego tá em cheque. >> É difícil. É, às vezes você tem muito prejuízo. >> É difícil, é difícil a gente se alegrar. Então, a gente chegou mais um fim da nossa temporada nesse momento. Participe com a gente, não deixe participar. Na próxima, no nosso próximo momento, nós vamos falar como que o cristianismo então pode se tornar relevante. Já que a gente olha para isso, como que o cristão anda na contramão, como que a gente pode se tornar relevante, atuante e assim servir a sociedade de acordo com os princípios bíblicos? sendo sal da terra e luz do mundo. Até o próximo episódio.