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A fé vem pelo ouvir

Culto – Manhã de Domingo 08 de Março de 2026 em Jardim de Luz

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Culto – Manhã de Domingo 08 de Março de 2026 em Jardim de Luz

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Legendas automáticas:

Vamos começar esse momento de adoração.
Já meditamos junto na palavra hoje, não
é?
Que bom. Vou pedir João que ora ao
Senhor.
Senhor Deus, nós te agradecemos, Pai,
como agradecemos todas as semanas e de
fato, meu Deus, agradeceremos para
sempre, meu Deus, todas as vezes que nos
reunirmos, Pai, porque foi a tua boa
mão, foi a tua graça, meu Deus, que nos
reuniu num povo, que nos reuniu num
corpo, meu Deus, e que constantemente,
meu Deus, guiou a nossa vida para nos
trazer aqui até esse lugar, meu Deus,
até esse momento. que nós possamos
desfrutar, meu Deus, do culto dessa
manhã, Deus, desfrutar da tua presença,
desfrutar, meu Deus, dessa oportunidade
de te adorar junto com os irmãos, de
meditar na tua palavra junto com os
irmãos, meu Deus. que o teu Espírito
Santo possa alimentar os nossos
corações, meu Deus, incendiar os nossos
corações com afetos santos, meu Deus,
com desejo santo, meu Deus, de te
honrar, de fazer a tua vontade para que
a nossa semana seja vivida, meu Deus,
debaixo da influência, meu Deus, do
culto desse domingo, meu Deus, que a tua
misericórdia esteja conosco, que tu
tenhas, meu Deus, a liberdade de de
falar a tua palavra aos nossos corações,
de transformar as nossas vidas, meu
Deus, de nos santificar, de regenerar,
meu Deus, aqueles que te ouvirem hoje,
meu Deus, ainda com coração endurecido.
Enfim, que esse culto meu Deus, este
seja para tua glória, seja pro nosso
crescimento. Nós sejamos abençoados por
ele em nome de Jesus. Amém.
Amém. Primeira Pedro 18. Pedro diz para
uma igreja que a gente pode dizer que a
primeira carta de Pedro, a primeira e
segunda carta de Pedro sendo escrita
para uma igreja na fornalha. As pessoas
estavam sendo presas, mortas, perdendo
seus bens.
E Pedro diz algo incrível no verso 8 da
primeiro capítulo da primeira carta, que
eles nunca tinham visto Cristo e que
eles não viam Cristo agora, mas no
entanto eles se alegravam em Cristo com
uma alegria indisível e cheia de glória.
Ou seja, havia uma alegria neles que não
tinha nenhuma conexão com o que acontece
no mundo com eles. As perseguições, a
morte. havia uma alegria perene que o
sustentava.
E essas palavras, né, indisível, é que
como elas não são como o que nós
normalmente chamamos de alegria, ligado
a um fato ou a ao algo acontecendo no
nosso corpo, à nossa volta, então ela
era inexplicável,
ou seja, não há eh eh ponto, não é, de
explicação paraa alegria que eles
sentiam em Cristo. E ela é cheia de
glória porque ela não tem nada de
natural.
Eu sei que hoje, infelizmente, os
cristãos realmente falam sobre suas
alegrias,
mesmo quando estamos falando em Cristo
sobre processos químicos, mas é
exatamente esse cheio de glória, tá
dizendo exatamente o oposto de tudo
isso,
porque é a alegria de Deus, por isso que
é cheia de glória. Como você sabe, Deus
não tem cérebro, não tem química. Não
tem corpo, não tem nada físico. Todas as
afeições de Deus são afeições
espirituais que sempre existiram antes
que a matéria fosse criada por ele. E
quando ele diz que essa alegria é cheia
de glória, ela tá, ele tá dizendo que
essa alegria está vindo de Deus para
nós. Sabe quando João diz assim: "E
vimos sua glória como a do unigênito do
Pai e da sua plenitude recebemos glória
sobre glória". Então, uma dessas glórias
que fluem de Cristo
é a alegria dele. É essa alegria que
Pedro está dizendo. Agora, por que que
tantas vezes os cristãos estão no mesmo
eh na mesma linha de fundo do mundo? Sua
alegria realmente não tem nada de dessa
alegria e ela ficar então variando sem
fim, dependendo das coisas que
acontecerem. Porque nós fomos expulsos
há muito tempo do Éden. A gente vive ao
leste do Éden
e
não é difícil criaturas caídas como nós
querer uma alegria sem Deus, apesar dela
não existir.
Então nós desde que fomos expulsos
queremos voltar para o paraíso.
Em Gênesis 3:24, a Bíblia diz que Deus
colocou querubins
eh no paraíso e espadas para que o homem
nunca mais voltasse.
Mas a rebelião do nosso coração, ela é
fica clara até no que parece ser melhor
em nós, na busca pela felicidade.
A gente quer voltar pro paraíso sem
Deus, não é? Então, a gente tenta, a
gente tenta voltar para o paraíso, o
casamento, achando que o casamento vai
ser a nossa alegria indisível,
mas o casamento falha.
Deus não deixa ninguém mais voltar.
Aí a gente acha que vai ter o paraíso
amizade, o paraíso filhos,
o paraíso carreira, o paraíso saúde.
E a gente descobre que a gente ainda dá
está a leste do Éden, estamos fora
e que esses paraísos são falsos. Não
podem nos dar uma alegria indisível e
cheia de glória, porque
estamos na parte amaldiçoada do mundo,
fora do paraíso. Nada fora dele nos dá a
verdadeira alegria.
Então, a gente quando encontra lá o
paraíso, o casamento, pensamos: "Agora
estamos, agora a alegria e as coisas
estão aqui." E a gente descobre depois
que o casamento é bom.
é algo feito por Deus, mas não é o
paraíso.
E
eh
trabalhar é bom e ter saúde é bom, mas
não é o paraíso. A gente continua no
mesmo lugar, a leste do Édenem. E a
gente continua tentando voltar para o
paraíso sem Deus, querendo encontrar nas
coisas
uma alegria que seria indisível e cheia
de glória, porque seria algo que viria
de Cristo para nós. Nós em Cristo agora
podemos eh finalmente ter o que Pedro
estava dizendo, uma alegria indisível,
ou seja, sem explicação ligada ao mundo
natural caído
e cheia de glória. seja parte daquela
plenitude que nós temos recebido de
Cristo, glória sobre glória. E uma
dessas glórias é essa alegria indisível
da Trindade Santa. É para esse lugar, é
nesse lugar que nós devemos habitar em
Cristo pelo Espírito diante do Pai. Esse
é o paraíso que experimentamos na terra.
Fora disso, tudo está a leste do Édenem
e debaixo da maldição. Então, que nossos
cânticos sejam mais do que cânticos,
sejam realmente expressão de pessoas
que, apesar de casarem, terem filhos,
viverem, não estão querendo o paraíso,
casamento, o paraíso igreja.
E muitas pessoas pensam: "Ah, quando eu
entrei pra igreja, eu pensei, então
pensava no paraíso igreja. Não, não
existe. Não existe paraíso casamento,
não existe paraíso romance, não existe.
Mas quando nós vamos para aquele lugar
onde aqueles cristãos estavam, então
eles perderam tudo. Família, bens,
dinheiro, poder, como Lutero coloca no
hino, né?
E embora a vida vá por nós, Jesus está e
nos dará seu reino. Eles acharam o
paraíso ainda aqui
a leste do Édem. pelo menos uma prova
suficiente, um penhor suficiente para
uma alegria indisível e cheia de glória
em Cristo. Nós só experimentamos mais
disso quando abandonamos a o pecado de
buscar qualquer paraíso,
eh, tentando voltar para o Éden sem
Deus.
Vamos louvar
esse Cristo que é realmente a fonte da
alegria indisível e cheia de glória. Ja.
>> [música]
[música]
>> Só proclamarei
É Jesus [música] Cristo
para cada mente, coração,
porque a paz só flui em sua presença.
Jesus Cristo. [música]
[música] Só o nome de Jesus proc.
Só nele todo [música] vício seis vai.
Só nele a esperança e liberdade.
[música] Jesus Cristo.
Seu nome [música]
salva.
Seu nome salva. para
a vida [música] dar.
Quebra cadeias,
brilha [música]
nas trevas,
nos dá paz. [música]
Solcionarei
a [música] Jesus Cristo
sobre a vida de o medo. [música]
Para toda mente. Sobe depressão.
[música]
Jesus Cristo.
[música]
Seu nome salva,
seu nome [música]
sara
a vida dá. [música]
Quebra [música] cadeias,
brilha nas trevas, [música]
nos dá paz.
>> [música]
>> Seu nome salva,
seu [música] nome sara
a vida da [música]
quebra as cadeias,
>> quebra cadeiras,
brilha [música] nas trevas,
nos dá paz.
Sim [música] Cristo nas montanhas
e nos vales.
[música] Cristo na escuridão
e cada dor aqui.
Cristo [música] pro meu lar.
Seu nome santo é Cristo. [música]
[música]
Sim, Cristo nas montanhas
e nos ves.
Cristo na escuridão [música]
em cada dor aqui.
Cristo pro meu lar, seu nome [música]
santo é.
Cristo,
[música]
seu nome salva,
[música] seu nome sara
a vir andar. [música]
Quebra cadeias,
brilha nas trevas, [música]
nos dá paz.
>> [música]
>> de Cristo. Seu nome salva,
seu nome sala
[música] a vida.
Quebra as cadeiras, [música]
>> quebra cadeiras,
brilha [música] nas trevas,
nos dá paz. [música]
Só proclamarei
a Jesus Cristo
para cada mente, coração, [música]
porque a paz só flui em sua presença.
>> [música]
>> Jesus Cristo.
[música]
Cristo [música] nas montanhas
e nos vales.
Cristo na [música]
escuridão e car
aqui. [música]
Cristo pro meu lar.
Seu nome [música]
santo é Cristo.
[música]
Se Cristo nas monas
[música] e nos vales.
Cristo na escuridão [música]
e cada dor aqui.
Cristo pro meu lar, seu [música] nome
santo é.
Cristo.
[música]
Sim. Cristo nas montanhas
e nos [música]
Cristo da escuridão
e cada dor aqui. Cada [música]
dor aqui.
>> Cristo pro meu lar.
Seu nome santo é
Cristo. [música]
Cristo.
[música]
>> Aleluia.
Ele é a única fonte de alegria indisível
e cheia de glória que nos liberta da
escravidão a de um mundo caído à nossa
volta e de esperar dele ser uma fonte de
gozo e alegria em nossos corações. Era
[música]
trevas sem ter paz.
>> [música]
>> Só pecar eu amei.
Deus do trono levantou.
Deus desceu, se esvaziou [música]
e cumpriu a lei profetas. Sua glória
encobriu. [música]
Pela cruz deixou a glória. Minha morte
abraçou.
>> [música]
>> Louve ao Pai, [música]
a Jesus,
ao [música]
Espírito
de Deus, [música]
Deus da glória,
grande [música]
eu sou.
Ao Deus trino de todo
[música] louvor.
[música]
Com seu sangue derramado,
meu pecado [música] espiou.
Redmiu, comprou para sempre os eleitos
de [música] Deus Pai.
E rasou
seu corpo, dando [música] acesso a Deus
Pai.
Preço infinito pago sobre a morte que
[música] o
[música]
louv ao pai
a Jesus [música]
ao
Espírito
[música] de Deus,
Deus A glória. [música] Grande eu sou.
Ao Deus
de todo
louvor. [música]
Como a tumba [música]
vai deterdeiro
[música]
ressurgio reinando está. Nele mais que
vencedor. [música]
Nele eu perfeito sou. Nele eu agora
[música] estou.
À direita de Deus Pai, os remidos
[música]
reinarão,
sem fim a Deus. Só os Cristos bradarão,
[música] só cruz cantarão.
Se seu sangue nos salvou. Graças
soberana [música]
é o amor do rei Jesus
transmontou. Vu [música]
cruz.
[música]
Glória ao Pai,
a [música] Jesus,
ao
Espírito
de [música] Deus,
Deus da glória, [música]
grande eu sou.
Ao Deus trino [música] de todo
louvor.
Ao [música] Deus trino de todo
louvor. [música]
Céu, na terra, [aplausos]
pai, filho, espírito santo.
>> Amém. Pega a sua oferta, seu dízimo
nesta manhã. Vamos agradecer a Deus. Ah,
a vida corre tão rápido
e nossas vidas estão, como Moisés diz,
como uma neblina se dissipando. Já
estamos em março, ah, começamos um ano,
um dia desse, não podemos voltar atrás.
Nunca vamos poder pedir a Deus tempo
para fazermos o que não fizemos.
Vamos pedir então que a gente viva cada
dia e tudo que somos e fazemos seja para
sua glória. Obrigado, Deus por
sustentar, Senhor Deus, nossas vidas.
Nós, Senhor Pai, precisamos de 1
acontecimentos durante um dia, Senhor
Deus, para, Senhor Deus, que nossas
vidas sejam preservadas no mundo, onde,
Senhor Deus, somos totalmente frágeis,
Senhor Pai, e a vida tem mil maneiras,
Senhor Pai, de nos destruir, mas é a
providência, Senhor Deus, que nos
conduz. Não vamos ficar, Senhor Pai,
neste mundo nemhum dia mais pela perícia
dos médicos, mas também não vamos,
Senhor Pai, partir antes por causa da
malícia de Satanás. Nós confiamos nossa
vida a ti, Senhor Pai, toda ela não
parte dela, Senhor Pai. Por isso, Senhor
Deus, vendo todas as coisas fluindo da
tua mão, nós agradecemos,
ó Deus, e sabemos que não merecemos de
ti nada senão a morte e a ira. Então,
recebemos o copo d'água que bebemos com
ações de graças e o pão. Então, fazemos
isso para a sua glória e todas as
coisas, Senhor Deus. Cada respiração
sabemos que é o teu ar, Senhor Deus.
cada beleza que a luz nos mostra. Nós
sabemos que tanto a luz quanto as
coisas, ó Deus, são todas pertencentes a
ti. Que nós vivamos, Senhor Pai, de
maneira clara, que mostra que nós, ó
Deus, pertencemos a ti de coração, corpo
e alma, em nome de Jesus. Amém. Amém.
Vamos ofertar.
Vamos cantar. Enquanto ofertamos ao
Senhor, Ja.
>> [música]
>> Deus se revelou
plenamente
em Jesus, [música]
a expressão do Pai,
o princípio [música]
e o fim.
Glória velada [música]
foi
quando andou
entre nós. [música]
Hem de dores [música] foi
hoje em glória
está. [música]
Aleluia.
Deus espírito abriu meu coração,
[música]
me fez enxergar a glória de Jesus.
[música]
>> Meus olhos são indignos de contemplar,
[música]
mas graça soberan
tocou.
Aleluia. [música]
Aleluia.
Meu rei, [música]
o pai me levou
sem [música] haver
em seu filho.
Só em Cristo [música] vejo
o trino
[música]
Deus.
Deus espírito abriu [música] o meu
coração,
me fez enxergar a glória de [música]
Jesus.
Meus olhos são [música] dignos de
contemplar,
mas [música] graça soberana me tocou.
Aleluia. [música]
Aleluia.
[música]
Aleluia,
meu Deus.
Aleluia! [música]
Aleluia!
Meu rei! [música]
[música]
>> [música]
[música]
>> Hoje eu [música] sei,
pois eu vi.
Eu [música]
não conheço mais ou
[música]
novo sou
e serei.
[música] Pois verei
em breve a face do rei.
Deus,
Deus, meu espírito [música]
abriu o meu coração,
me fez [música] enxergar a glória de
Jesus.
Senhor, [música]
>> meus olhos são indignos de contemplar.
[música]
As graças soberano e
aleluia. [música]
Aleluia!
[música]
Aleluia!
Meu rei!
Aleluia! [música]
Aleluia!
[música]
Aleluia!
Meu Deus!
Aleluia!
[música]
Aleluia!
Aleluia, [música]
meu Deus.
Aleluia,
aleluia,
[música]
aleluia,
meu Deus.
[música] Aleluia.
Aleluia, [música]
aleluia.
>> [música]
>> nossas vontades, afeições e desejos.
Obrigado, Deus. Obrigado. Amém. Os
irmãos podem se assentar.
Bom dia, irmãos. Bom dia.
>> Hoje eu gostaria de falar com vocês
sobre um problema que muitas vezes é
silencioso, mas que ele adoece a vida
espiritual de muita gente no nosso
mundo. E esse problema nem sempre
aparece, eu poderia dizer, no eh
primeiramente no comportamento às vezes
da pessoa. Ele aparece antes no
pensamento de que cada um tem. Aparece
geralmente na maneira que a pessoa
enxerga a Deus.
Porque no final das contas ninguém vive
acima da visão que a pessoa tem de Deus.
Se alguém enxerga Deus de uma forma
pequena, adivinha só? A sua fé vai ser
pequena. Se alguém enxerga Deus de forma
superficial,
não tem como a sua adoração não ser
superficial.
Se alguém enxerga Deus como uma forma de
ajuda emocional a ele a viver nesse
mundo, como apoio nos dias difíceis,
como uma presença útil para resolver as
suas crises, mas não como um Senhor
santo, sábio, glorioso, amoroso, como a
Escritura revela. Então, toda a sua
visão cristã será deformada por essa
visão reduzida que ela tem. Esse é um
dos grandes dramas da nossa época. Há
muita linguagem sobre Deus. Muitas
pessoas vão usar uma linguagem que você
poderia dizer assim: "Essa parece uma
linguagem cristã, mas pouco conhecimento
que eles têm de Deus. Há muita
familiaridade com termos cristãos, mas
há pouca reverência a eles. Há muita
opinião sobre Deus, sobre quem Deus é e
sobre o que que Deus devia fazer na sua
vida e no mundo. Mas pouca submissão ao
que ele disse sobre si mesmo na palavra
e a pessoa seguir a ele. E quando isso
acontece, o homem passa a construir em
sua mente uma visão confortável de Deus
para ele, uma visão muito reduzida de
Deus. Um Deus você acha que confronta
ele? É óbvio que não. Esse Deus nunca
confronta ele. Um Deus que nunca vai
assustar a ele. Um Deus que nunca vai
expor o pecado dele, dos outros.
provavelmente um Deus que existe para
aliviar as tensões que ele tem no dia a
dia, confirmar os desejos dele e
sustentar os projetos pessoais que essa
pessoa tem. Mas esse Deus pequeno não é
o Deus das Escrituras. E aqui está o
ponto que precisamos sentir logo no
início agora aqui dessa mensagem. Pensar
errado sobre Deus nunca é um erro
pequeno, porque tudo muda quando Deus é
visto de uma maneira errada. O pecado
parece mais leve. A santidade você quase
vai pensar que ela parece um exagero. A
a adoração a Deus vira o gosto pessoal.
Como que eu gosto? A obediência começa a
se tornar negociável com seus pecados
favoritos. O arrependimento perde a
urgência. A cruz de Cristo perde
completamente a profundidade do que ela
significa. Quando Deus é diminuído em
nossa mente, toda a vida cristã que você
tem vai encolher junto. Por isso, nossa
necessidade mais urgente não é apenas
aprender algumas informações religiosas
pra gente poder viver nesse mundo e
saber algumas coisas. Nossa necessidade
é contemplar a Deus como ele se revelou
na sua palavra. Não como a cultura
imagina que ela acha que deveria ser.
Não como o coração caído preferia que
ele fosse. Não como os nossos
sentimentos o interpretam em dias bons
ou em dias ruins. Precisamos deixar que
a Bíblia corrija a nossa imaginação,
quebrante eh o nosso orgulho e levante
os nossos olhos paraa grandeza do
Senhor. Porque Deus não é uma ideia que
pode ser ajustada pelo homem. Deus é o
Senhor, eh, pelo qual diante o homem
precisa se curvar sempre.
Quando começamos a vê-lo de acordo com
sua própria revelação, nós começamos a
entender a sua glória, começamos
entender a sua sabedoria, sua santidade
e seu amor. E vemos que tudo isso não
são temas separados, nem conceitos
soltos, nem conceitos soltos a ponto de
você poder escolher qual é o seu
preferido, mas as perfeições do único
Deus vivo. E é justamente aqui que
começa a verdadeira transformação de
cada um de nós, quando deixamos de olhar
para Deus como uma projeção do desejo
que nós temos e passamos a contemplar
ele do jeito que ele é. E quando falamos
dessas perfeições de Deus, estamos
tentando responder a uma pergunta
essencial. Quem Deus é? É isso que nós
estamos começando a estudar, por
exemplo, na escola dominical nesse
tempo. Quem é Deus?
E já no começo precisamos cuidar da
maneira como pensamos nisso, porque
existe um perigo muito comum aqui.
Às vezes a pessoa imagina que os
atributos de Deus como se fossem partes
separadas de Deus, como se fosse de como
se Deus fosse montado por diferentes
componentes e você vai montando aos
poucos, cada um separado um do outro,
como se uma parte dele fosse o amor,
outra santidade, outra sabedoria e outra
fosse a glória. Mas não é assim. A
Bíblia nos apresenta o nosso Senhor e
ela não apresenta dessa forma separada.
Deus não é uma soma de qualidades. Deus
é simples em seu ser, pleno em sua
perfeição, indivisível em sua natureza.
Quando as escrituras falam dos atributos
de Deus, ele está descrevendo as
perfeições do único Deus vivo, revelado
a nós de muitos ângulos quem ele é
através das escrituras. Quando dizemos
que Deus é santo, não estamos dizendo
que Deus é apena, que Deus apenas possui
a santidade. Estamos dizendo que ele é
santo em tudo o que ele é. Quando
dizemos que Deus é amor, não estamos
afirmando somente que ele pratica atos
amorosos. Estamos dizendo que não há
nele dureza pecaminosa, instabilidade
moral, egoísmo, carência ou sombra de
maldade. Seu amor é perfeito, porque
tudo o que Deus é perfeito. Isso
significa que nunca podemos estudar as
perfeições de Deus, os atributos dele
isolados uns dos outros. A glória de
Deus não existe sem sua santidade. Por
exemplo, a santidade de Deus não age
contra o seu amor. O amor de Deus não
cancela a sua justiça. A sabedoria de
Deus nunca entra em conflito com a
bondade de Deus. Em Deus não há
contradição, não há uma tensão moral,
não há o desequilíbrio nele. Nós, ao
contrário, somos assim. Nós amamos, mas
de maneira impura. Nós julgamos sem
sabedoria. Nós nos exaltamos sem
santidade.
Mas em Deus tudo é perfeito, harmonioso,
puro e completo. Esse ponto é muito
importante, porque o coração humano
sempre tenta construir um Deus seletivo.
Um um o pecador quer um Deus que seja o
quê? de amor, mas que não tem a
santidade ali no meio. Um Deus que vai
acolher ele em qualquer situação,
mas com a verdade não. Que era um Deus
eh um Deus de glória, mas sem governar
sobre a sua vida, que ele possa viver a
vida do jeito que ele quiser e que Deus
governe a vida de todos de acordo com a
sua própria vontade. era um Deus
gracioso, mas não um Deus eh pelo qual
diante dele ele tem que se arrepender.
Outros vão cair no extremo oposto. Eles
vão falar de santidade, mas aí eles não
têm ternura nenhuma. Eles falam da
verdade de Deus, mas eles falam sem
misericórdia nenhuma com quem tá
escutando. Eles falam da soberania de
Deus, mas sem beleza nenhuma nessa
soberania. Em ambos os casos, o
resultado final vai ser o mesmo. Um Deus
mutilado à preferência da pessoa que
está falando.
Mas o Deus da Bíblia não pode ser
editado. Ele não pode ser reduzido de
jeito nenhum. Nós não podemos
reorganizar ele para caber ele no gosto
de qualquer pessoa, nem da nossa. Ele
deve ser recebido como ele diz que ele
é, como está nas escrituras. E conhecer
a Deus não é um luxo para quem gosta de
estudar teologia. É necessidade vital
para qualquer cristão que vá a Deus.
Porque ninguém pode adorá-lo
verdadeiramente e corretamente, sem
conhecer ele. Ninguém pode servir ele
com fidelidade se você não conhece ele.
Ninguém pode confiar nele de verdade sem
conhecer ele. Quanto mais nós conhecemos
de Deus como ele se revelou na Bíblia,
mais a nossa eh adoração vai ganhar
reverência, mais a nossa obediência vai
ganhar firmeza na hora de decidir o que
fazer. Mas a nossa confiança ganha
descanso ali. E é por isso que antes de
olharmos cada uma dessas perfeições,
cada uma dessas qualidades, eh, cada um
dos atributos de Deus, precisamos firmar
o nosso coração nessa verdade. Estamos
tratando do próprio Deus, o Deus vivo, o
Deus santo, o Deus que se revelou para
ser conhecido através da Bíblia. E por
isso ele deve ser adorado e obedecido. E
se é verdade que os atributos de Deus
não são partes separadas, mas as
perfeições do único Deus vivo, então a
pergunta que sobra agora é: por onde nós
vamos começar a contemplar quem Deus é?
E eu gostaria de começar essa mensagem
pela glória de Deus, porque a glória de
Deus é a manifestação da beleza de tudo
o que ele é. É a expressão da majestade
do seu ser. É o resplendor da sua
santidade, da sua sabedoria, do seu
poder, da sua justiça, do seu amor.
Falar da glória de Deus é falar da
excelência divina tornada evidente ali.
É olhar Deus não apenas como aquele que
existe, mas aquele que é infinitamente
digno de honra, temor, adoração e louvor
pela nossa parte. E isso é importante
porque a glória de Deus não é apenas
mais um tema da vida cristã.
Na verdade, ela é o centro dessa
realidade. Ela nos ajuda a entender por
que o mundo existe, por que a história
acontece, porque a salvação foi
realizada e porque a vida humana só vai
encontrar sentido quando ela se volta
para o criador. A grande tragédia do
homem não é apenas que ele peca, é que
ele peca contra a glória de Deus. E a
grande restauração da vida não acontece
quando o homem melhora um pouco o seu
comportamento de alguma maneira, mas
quando ele volta a reconhecer que Deus é
simplesmente o centro de tudo. Quando a
Bíblia fala da glória de Deus, ela está
nos levando exatamente para esse ponto,
não para os detalhes, eh, um detalhe,
eh, específico que você pode deixar de
lado na fé cristã, mas a referência
suprema de toda a nossa realidade. Em
uma linguagem simples, a glória de Deus
é a manifestação da grandeza de tudo o
que Deus é. É a beleza das perfeições de
Deus colocada diante de nós. É a
majestade do seu ser. É o peso da sua
importância. É a excelência absoluta da
nossa natureza. É aquilo que faz Deus
ser infinitamente digno da honra, do
louvor, do temor e da adoração da nossa
parte.
Às vezes a palavra glória na Bíblia
carrega a ideia de peso, de algo real,
tão grandioso, tão cheio de valor, que
não pode ser tratado com Levisa. Deus é
grandioso, não é? E não há ninguém como
ele. Sua glória é a expressão da sua
santidade, da sua sabedoria, do seu
poder, da sua vontade, justiça e amor.
Quando Deus manifesta a sua glória, o
que está sendo mostrado é a beleza
incomparável de quem ele é. E isso já
nos ajuda a eh e já nos leva a uma
verdade que confronta profundamente o
coração humano. Deus age para a sua
própria glória. Essa afirmação incomoda
incomoda o homem natural, porque o homem
caído quer ser o centro de tudo. O
pecador não se importa que Deus nos
ajude. Ele acha ótimo que Deus nos
ajude. O que ele não vai suportar é um
Deus pelo qual, diante do qual ele
precisa se curvar.
Mas a escritura não pede eh desculpa por
isso. Ela mostra repetidamente que Deus
faz tudo para a glória do seu nome. Ele
criou todas as coisas paraa sua glória.
Ele governa todas as coisas para sua
glória. Ele salva pecadores para sua
glória e pela sua graça. Ele julga o mal
para a sua glória e a glória da sua
justiça. Ele sustenta a história de modo
que no fim fique claro eh que dele, por
meio dele e para ele são todas as
coisas. A grande questão do universo não
é a exaltação do homem, é a exaltação de
Deus. Veja, por exemplo, como isso
aparece na criação. No Salmo 19 diz que
os céus declaram a glória de Deus. A
criação não fala com palavras audíveis,
mas ela prega sem parar. Nós vimos isso,
o sol, a lua, as estrelas, a ordem da do
mundo, a beleza, a força do mar, a
regularidade do dia e da noite, tudo
isso aponta para fora dessas próprias
coisas. A criação é o imenso público,
eh, púlpito de Deus. Ela não chama
atenção para si mesma, ela aponta pro
criador. Em Romanos 1, Paulo mostra que
aquilo eh aquilo que de Deus se pode
conhecer se manifesta na criação, de
modo que os homens que olham são
indesculpáveis. Isso significa que o
universo não é neutro em momento algum.
O mundo criado está carregando,
carregado desse testemunho. Há sinais da
glória divina por toda parte, onde quer
que nós olhamos. Mas não é só a criação
que revela a glória de Deus. A
providência dele também revela. A
providência é o governo contínuo de Deus
sobre tudo que existe. Não apenas que
Deus fez o mundo, Deus sustenta o mundo.
Deus não apenas deu o início, a
história, deu start a história e deixou
com a história e indo sem ele. Não, ele
conduz a história. Nada escapa da sua
mão. Nada surpreende sua sabedoria. Nada
vai frustrar o seu propósito. Reis vão
ser levantados.
e vão cair. Nações florescem e se
desfazem. Portas se abrem e se fecham.
Alegria chega e dores chegam logo atrás.
E sobre tudo isso, a mão de Deus
continua soberana, cuidando de cada eh
situação. Quando olhamos para as
providências de Deus, mesmo sem entender
todos os detalhes, somos chamados a
reconhecer que ele está escrevendo a
história maior do que nós seríamos
capazes de escrever a nossa própria
história. Uma história em que sua glória
não concorre com o bem do seu povo. Pelo
contrário, é justamente porque Deus
busca a sua glória que seu povo vai
encontrar segurança. Porque Deus governa
tudo para a glória do seu nome e nunca
perde o controle do que acontece
com aqueles que lhe pertencem. Mas a
glória de Deus brilha de modo ainda mais
eh a gente pode dizer claro na redenção.
Porque se na criação nós podemos ver o
poder de Deus, a providência nós vemos o
governo de Deus, na redenção, nós vemos
a glória da graça de Deus. O pecador não
precisa apenas de instruções
para ele melhorar
a sua situação. Ele precisa de muito
mais do que isso. Ele precisa do
resgate. Ele não precisa apenas de uma
melhora, ele precisa de uma salvação
completa para ele. E Deus, em sua
misericórdia, decidiu salvar o seu povo
para o louvor da glória da sua graça.
Isso significa que a salvação não existe
em primeiro lugar para exaltar a
dignidade do homem que está sendo salvo,
mas para exaltar a grandeza da graça de
Deus. Quanto mais profundo,
profundamente nós entendemos o pecado,
mais brilhante se torna a glória de Deus
em Cristo. A cruz não engrandece o
homem. A cruz engrandece a santidade, a
justiça, a sabedoria e o amor do nosso
Deus no ato de salvar pecadores sem
comprometer a sua própria perfeição. E é
exatamente nesse ponto que nós
conseguimos entender a gravidade do
pecado. O pecado não é apenas uma quebra
de regras. O pecado é a troca da glória
de Deus. Romanos 1 diz que os homens,
tendo conhecido Deus, não glorificaram
como Deus, nem lhe deram graça. Antes
trocaram a glória de Deus, do Deus
incorruptível, por imagens. Essa é a
essência da idolatria. O homem olha pra
glória de Deus, rejeita essa glória como
sendo da sua vida e coloca outra coisa
no lugar. O que que ele vai colocar no
lugar? Pode ser um ídolo de madeira,
pode ser o dinheiro, pode ser o prazer,
pode ser a sua reputação, o sucesso que
você deseja, o romance que você almeja,
a autonomia que você quer ter, ou pode
ser você próprio. No fundo, a idolatria
sempre é isso. Tira o Deus do centro e
coloca a criatura no trono. Aqui está a
raiz mais profunda da idolatria. O homem
quer ocupar o centro. Ele quer definir a
verdade. Ele quer escolher o bem. Ele
quer estabelecer o sentido. Ele quer
governar a própria essência sem prestar
contas ao criador. Foi assim desde o
começo. O coração humano não quer apenas
alguns presentes de Deus. Ele quer a
posição de Deus. E é por isso que a
glória divina confronta tanto o nosso
pecado, porque a glória de Deus declara
algo que o homem natural odeia ouvir.
Você não é o centro. Sua vontade não é
soberana. Seus sentimentos não são
medida da verdade do que está
acontecendo ao seu redor. Sua satisfação
não é o alvo supremo do universo e das
pessoas que estão ao seu redor. Deus é o
centro de tudo. Isso tem aplicações
muito diretas a nós. Primeiro, a vida
não gira em torno de nós.
Essa parece uma verdade simples, mas ela
precisa entrar fundo na nossa alma.
Porque muito do nosso desânimo que nós
temos, muito da nossa frustração, da
nossa rebeldia, quando eh é quando nós
imaginamos que a vida deveria se
organizar ao nosso redor e dentro das
nossas expectativas. Quantas pessoas
falam que estão deprimidas só porque
elas percebem, só porque elas acham que
o mundo deveria girar ao seu redor,
acham que a história precisa fazer
sentido para nós o tempo todo. Acha que
Deus precisa explicar cada detalhe para
você do que que vai acontecer contigo.
acha que as nossas preferências devem
ser tratadas como prioridade final.
Mas a maturidade espiritual começa
quando o coração aprende a dizer: "Eu
não sou centro, Deus é. Não estou
vivendo para construir um pequeno reino
pessoal em que todas as minhas vontades
vão ser satisfeitas. Estou vivendo
diante do Senhor." Segundo, o culto não
é centrado
no homem. Isso é uma coisa muito
importante diante de grande confusão que
tem eh em dias como o nosso. O culto não
existe para entreter as pessoas. Vocês
não vieram aqui para serem entretidas. O
culto não existe para massagear a emoção
das pessoas. O culto não existe para
confirmar os seus gostos pessoais. O
culto é a resposta reverente do povo à
glória de Deus. Quando a glória do
Senhor é perdida de vista, a adoração
pode se tornar apenas um espetáculo, um
consumo, uma preferência, um ambiente ou
uma performance. Mas quando a igreja
volta a enxergar a glória de Deus, o
centro volta a ser a palavra, a
reverência, a verdade, a santidade e a
exaltação de Cristo. Terceiro, a
maturidade cristã é viver para a glória
de Deus. Em primeiro Coríntios 10:31,
Paulo diz: "Quer vocês comam, quer vocês
bebam ou façam qualquer outra coisa,
façam tudo pra glória pra glória de
Deus". Isso significa que o centro eh
deve ser a glória de Deus. E isso não
pertence apenas aos grandes momentos de
vida espiritual. Ele deve governar
coisas pequenas do seu dia a dia. Seu
trabalho, Deus deve estar lá. E a glória
de Deus deve ser aonde você almeja. Na
sua casa, o que que você fala, suas
decisões, seus relacionamentos, a
generosidade que você vai ter, a pureza,
sofrimento, descanso, tudo deve ser
colocado debaixo da pergunta. Isso
glorifica a Deus?
O cristão maduro não é apenas alguém que
evita certos pecados, obviamente, sempre
de preferência, não humildimação.
É alguém cuja vida vai sendo
reorganizada em torno da grandeza de
Deus. Quando isso acontece, algo
precioso começa a mudar. O homem deixa
de usar Deus para si e começa a viver
para Deus. Deixa de medir tudo pelo
próprio conforto e passa a medir pela
glória de Deus. Deixa de buscar uma fé
centrada em seus benefícios e passa a
buscar uma vida centrada na adoração. É
assim que a glória de Deus nos cura da
tirania do eu. É assim que ele nos livra
da superficialidade. É assim que ela põe
todas as coisas no lugar que elas
deveriam estar. Porque no fim a verdade
mais libertadora que existe não é de que
nós somos grandes, é que Deus é grande.
E quando ele ocupa o centro, tudo mais
começa finalmente a encontrar o lugar
correto na nossa vida. E depois de
vermos a glória de Deus, eh, e como ela
coloca todas as coisas em seu devido
lugar, a pergunta que surge quase
naturalmente a esta é como o Deus
glorioso conduz tudo o que que ele faz?
A resposta das Escrituras é clara. Ele o
faz com sabedoria perfeita, não apenas
com poder, não apenas com autoridade,
não apenas com conhecimento, mas ele age
com sabedoria. Isso significa que tudo
eh que tudo o que ele conhece, ele
também vai ordenar de modo perfeito.
Tudo que ele declara ele conduz sem erro
algum. Tudo que ele faz tem sentido um
propósito, uma coerência, uma perfeição
moral. E aqui é importante a gente fazer
uma distinção simples
entre conhecimento e sabedoria.
Conhecimento é você saber das coisas.
Sabedoria é você saber a coisa e saber o
que que você vai fazer com o que você
sabe. Conhecimento diz respeito à
plenitude da informação que você tem.
Sabedoria diz respeito ao uso perfeito
dessa verdade que chegou em você. Nós,
como criaturas, muitas vezes sabemos
algumas coisas, mas nós não sabemos
aplicar elas muito bem. Outras vezes
entendemos parte de uma situação, mas
não temos clareza de como devemos agir
diante daquela situação. Em muitos
momentos, nós acabamos fazendo o quê?
Agindo com impulso, sem pensar muito bem
no que que vai fazer.
E é isso. Agindo por impulso, nós
devemos fazer o quê? Depois nós temos
que corrigir decisões. Nós devemos
voltar atrás e tentar de novo, porque a
nossa compreensão
é limitada daquele conhecimento que nós
temos.
Mas com Deus não é assim que funciona.
Deus nunca vai aprender algo novo. Deus
nunca descobre um dado que ele não
conhecia antes. Deus nunca reavalia o
plano porque ele percebeu alguma coisa
que tava escapando no início. Deus nunca
improvisa, Deus nunca corrige uma rota.
Tudo que ele faz procede da sua
sabedoria perfeita. Isso precisa entrar
fundo no nosso coração, porque muitas
vezes nós até aceitamos que Deus sabe
tudo, mas vivemos como se ele nem sempre
soubesse o que tá fazendo. Afirmamos sua
onisciência com os lábios, mas duvidamos
a sua sabedoria com o nosso coração.
Quando a vida nos confunde, quando a
oração parece sem resposta, quando a dor
se prolonga, quando os caminhos de Deus
parecem escuros, o que entra em crise é,
não é só a nossa paciência, muitas vezes
é a nossa confiança na sabedoria de
Deus. E é exatamente aqui que a doutrina
precisa se tornar um consolo para nós. O
Deus que conhece todas as coisas, que
ordenou todas as coisas, também ordena
todas as coisas perfeitamente.
Vemos essa sabedoria na criação. O mundo
não é um amunto caótico de elementos sem
direção. a uma ordem, uma estrutura, uma
proporção, uma coerência, uma
dependência entre as coisas. A
regularidade no curso da criação, há uma
beleza na formação da vida, há uma
complexidade que humilha o orgulho
humano. Mas a sabedoria não aparece
apenas no que ele fez no princípio, ela
também aparece na história. Quando
olhamos a narrativa bíblica, vemos que
Deus nunca perdeu o controle.
O que parecia atraso era uma preparação.
O que parecia o silêncio de Deus era
Deus governando perfeitamente a
situação. O que parecia uma derrota no
fim é o caminho da vitória. José foi
vendido, ele foi humilhado, ele foi
esquecido e ainda assim Deus estava
escrevendo uma história maior ali
através dele. Israel passou pelo
deserto, enfrentou a disciplina de Deus.
experimentou a provisão e em tudo isso,
Deus estava conduzindo o seu povo. A
história da redenção não avança aos
tropeços, ela avança pela sabedoria de
Deus. E o mesmo vale para a providência.
Deus não apenas criou o universo em
sabedoria.
Ele sustenta toda a vida com essa
sabedoria. Ele governa as
circunstâncias. Ele que vai abrir e
fechar as portas para você. Ele que
permite e restringe. Ele que dá e tira.
Ele que consola e confronta você. Embora
nós eh raramente enxergamos o quadro
inteiro das situações que estão ao nosso
redor, Deus sempre está vendo. Essa é
uma das grandes lições que nós podemos
ver em Romanos 11:33. Ó profundidade da
riqueza e da sabedoria. e do
conhecimento de Deus. Quão insondáveis
são os seus juízos, inescrutáveis os
seus caminhos. Paulo não diz isso como
quem está frustrado, mas como alguém que
está maravilhado com o que está
acontecendo. Há um ponto em que a mente
humana precisa se curvar, não porque
Deus é irracional, mas porque a sua
sabedoria é alta demais para nós, como
nós vimos nas últimas mensagens dessa
sequência que estou fazendo. Esse é um
ponto muito importante. O limite da
nossa mente não é um defeito no governo
de Deus.
é uma marca da nossa condição de ser uma
criatura. Nós queremos respostas
completas, linhas retas, explicações
imediatas. Queremos entender agora o que
que Deus está fazendo, mas muitas vezes
o que o Senhor está fazendo e ele não
dá, não nos dá explicações detalhadas,
ele nos dá apenas a si mesmo. Ele nos
chama a confiar em seu caráter. Jó, a
gente viu no na sequência que nós
fizemos há pouco tempo atrás, aprendeu
isso de uma forma muito dolorosa. Ele
não recebeu um mapa completo do
sofrimento que ele estava passando. Ele
recebeu uma revelação da grandeza de
Deus. E isso foi o suficiente para
humilhá-lo e para sustentar ele. A fé
madura não é a fé que vai entender todos
os assuntos completamente e saber o que
que Deus está fazendo em cada situação.
É a que aprende a descansar em Deus, que
Deus entende tudo. Então eu posso ficar
descansado.
onde a sabedoria de Deus brilha de uma
forma mais, a gente pode dizer suprema é
em Cristo. Porque na cruz o que parecia
loucura para o mundo se tornou salvação
para nós.
Como a salvação poderia vir por meio de
tamanho humilhação, sofrimento e morte.
Mas foi exatamente ali que a sabedoria
de Deus resplandeceu. Na cruz, Deus não
ignorou o pecado, nem destruiu o pecador
que ele decidiu salvar. Na cruz, ele
preservou a sua justiça e derramou a sua
graça. Na cruz, o pecado foi julgado e o
pecador salvo. Por isso Paulo diz em
Primeira Coríntios que Cristo é o poder
de Deus e a sabedoria de Deus. O
evangelho humilha a arrogância humana
porque mostra um caminho de salvação que
nenhum homem seria capaz de inventar.
Então, quais são as explicações, as
aplicações disso para nós? Primeiro,
devemos confiar mesmo quando nós não
entendemos.
Nós devemos também descansar na
providência de Deus. Nada chega à nossa
vida sem passar pelas mãos do nosso
Deus. O nosso Deus é sábio em tudo que
ele faz. Nós devemos também rejeitar a
arrogância de julgar Deus. Criaturas
finitas como nós não estão em posição de
colocar o criador no banco dos réus.
Além disso, nós devemos buscar sabedoria
em submissão à palavra de Deus. O homem
sábio não é o que confia no próprio
coração, é o que curva a sua mente
diante da verdade de Deus. E quando mais
vemos isso, mais somos levados a a
reconhecer que Deus é sábio e que ele
nunca erra. Agora, se a glória de Deus
mostra que ele é o centro de tudo e a
sabedoria de Deus nos mostra que ele
nunca erra no que que ele faz, agora
chegamos a um ponto em que a alma não
pode permanecer eh analisando. Agora,
ela precisa tremer diante de Deus.
Porque quando as escrituras nos conduz a
santidade de Deus, ela não está apenas
ampliando o nosso conhecimento, ela está
nos colocando na posição diante da
perfeição moral absoluta de Deus. A
palavra eh santidade carrega a ideia de
separação, pureza e eh transcendência
moral. Dizer que Deus é santo é dizer
que ele é absolutamente distinto de tudo
o que é criado, absolutamente eh puro em
tudo o que ele é. Ele não apenas está
acima de nós em poder. Ele não apenas
está eh além do nosso conhecimento, ele
é moralmente eh perfeito de um modo que
a nossa mente mal consegue abarcar.
Em Deus não há sombra do mal, não há
mistura, não há corrupção, não há
inclinação torta, não há impureza
escondida, ambiguidade moral, oscilação
ética ou qualquer defeito. Tudo o que
ele é puro. Tudo que ele ama, ele ama de
forma pura. Tudo que ele julga, ele
julga de forma pura. Tudo que ele faz,
ele faz com absoluta perfeição moral. E
precisamos nós hoje aqui sentir o peso
disso. Porque às vezes quando ouvimos
que Deus é santo, pensamos apenas o quê?
Ah, Deus é muito elevado. Isso não é
mentira, é verdade. Mas ainda não é o
suficiente. A santidade de Deus não fala
apenas da distância em relação à
criatura, fala da pureza absoluta dele.
Fala da beleza moral dele, fala da
perfeição que resplandece do ser de
Deus. É por isso que muitos teólogos
falaram da santidade de Deus como a um
esplendor moral de tudo o que Deus é.
Sua glória é santa, seu amor é santo,
sua justiça é santa, sua sabedoria é
santa e seu poder é santo. A santidade
não é apenas um atributo à parte dos
outros. Em certo eh em certo sentido,
ela colore tudo o que Deus é. Ela nos
mostra que nele não existe grandeza sem
pureza, poder sem retidão, amor sem
verdade, governo sem justiça. Por isso
Deus é totalmente distinto da criação.
Toda criatura é limitada, é dependente,
ela é mutável. E mais do que isso, toda
criatura caída está tocada pelo pecado.
Mas Deus não. Deus não evolui. Deus não
amadurece. Deus não melhora. Deus não
corrige falhas. Ele não luta contra
tendências eternas e erradas que ele
tem. Ele é eternamente perfeito e
perfeitamente santo. A pureza de Deus
não é conquistada. é a essência do ser
dele. Ele não apenas escolhe o bem, ele
é a própria medida suprema do que que é
bom. Quando a Bíblia nos mostra, homens
entrando em contato com essa santidade,
a reação nunca é casual quando eles
estão diante da santidade de Deus.
Ninguém encontra a santidade de Deus e
permanece leve. Em Isaías 6, quando o
profeta vê o Senhor eh alto e exaltado,
ele ouve os serafins cantando: Santo,
santo, santo, santo é o Senhor dos
Exércitos. A terra inteira está cheia da
sua glória. A resposta dele não é uma
mera eh admiração.
Que que acontece com ele? É um
quebrantamento. Ele fala: "Ai de mim,
estou perdido porque sou um homem de
lábios impuros. Vivo no meio do povo de
lábios impuros. E os meus olhos viram o
rei, o Senhor dos exércitos. Essa é a
reação de um homem quando a santidade de
Deus rasga as suas ilusões do coração. O
mesmo acontece em outros momentos.
Quando Pedro percebe quem Cristo é, ele
cai aos pés de Cristo e diz: "Afasta de
mim, Senhor, porque sou um homem
pecador". Quando João lá em Apocalipse
vê a glória de Cristo ressurreto, ele
cai morto. Quando Moisés se aproxima na
sarça ardente, o chão
é um local santo. Em todos esses casos,
a presença de Deus não produz mera
trivialidade.
Ele produz o temor, a reverência e a
consciência de indignidade. Isso porque
a santidade divina não é não apenas
revela quem Deus é, ela também revela
quem nós somos. E aqui está uma das
razões pelos quais um homem natural foge
tanto da verdadeira doutrina de Deus.
Porque a santidade do Senhor destrói a
nossa autoimagem infada que nós temos
nós mesmos. Ela mostra que nosso maior
problema não é a nossa falta de
autoestima, como muitas pessoas gostam
de dizer. Mas o excesso de confiança que
nós, de autoconfiança que nós temos
diante de um Deus santo, ela mostra que
o pecado não é algo pequeno, nem apenas
uma falha social que está ali, nem
apenas uma imperfeição inevitável.
Pecado é uma ofensa moral contra o Deus
infinitamente puro. O pecado é a
rebelião contra a santidade desse Deus.
Pecado é preferir a criatura ao criador,
a própria vontade à vontade de Deus. É
por isso que só entendemos a gravidade
do nosso pecado quando enxergamos a
santidade divina. Quando Deus é
reduzido, adivinha só? O pecado também é
reduzido. Quando Deus é banalizado,
você vai ver que a situação
do pecado daquela pessoa, ela começa a
parecer mais leve, ela começa a
relativizar o seu pecado. Quando a
santidade de Deus desaparece da
consciência, o arrependimento perde a
sua profundidade. E a cruz de Cristo
vira mero símbolo de amor e não
necessidade de expiação que nós temos.
Mas quando começamos a ver Deus que é
santo, então o pecado começa a aparecer
um detalhe
que está ali, um pecado que você não
consegue administrar, que não é nós que
conseguimos administrar. Ele passa a ser
visto como aquilo que ele de fato é uma
afronta terrível contra a pureza e
majestade do Senhor. Isso expõe um
problema muito sério do nosso tempo.
Vivemos em dias que banalizaram Deus. E
como eles banalizaram Deus, o que que
acontece? Eles banalizam o pecado.
Deus é tratado com leveza, como se fosse
apenas uma referência religiosa
disponível para consumo espiritual da
sua parte. Seu nome é usado sem temor.
Sua verdade é adaptada sem temor. Sua
presença é presumida sem reverência. Ao
mesmo tempo, o pecado é tratado como o
quê? com uma como uma fraqueza simpática
que você tem, como uma expressão
pessoal, como uma liberdade individual
que você tenha. Mas a Bíblia não nos
permite essa superficialidade. O Deus
das Escrituras é santo. Então, a única
resposta é que o pecado é realmente
pecaminoso. Talvez uma das evidências
mais claras dessa banalização esteja no
modo como muitos querem eh um
relacionamento com Deus. sem precisar se
arrepender,
sem eh com consolo, mas sem santidade,
com graça, mas sem a verdade. Aceitação
por parte de Deus, mas sem transformação
de quem você é. Querem um Deus que
acolha, mas não confronte você, que
perdoe, mas não governe. Mas adivinha
só, esse Deus que você tanto gostaria de
ter não existe. O Deus vivo é santo. E
justamente por ele ser santo, ele não
vai negociar com o mal. Ele não vai
relativizar a impureza. Ele não trata a
rebelião como algo pequeno. Ao mesmo
tempo, a santidade de Deus não deve nos
empurrar para o desespero sem saída, mas
para a humildade verdadeira. Porque
quando a santidade de Deus nos humilha,
ela nos coloca no lugar certo onde nós
deveríamos estar. Ela arranca todas as
nossas desculpas. Ela desmonta a nossa
posse. Ela nos ensina a parar de nos
comparar com os outros pecadores e
começar a nos enxergar diante de um Deus
santo. Ninguém ama profundamente a cruz
se ainda não tremeu diante da santidade
de Deus. Por isso, esta verdade precisa
atingir o coração de forma pessoal para
cada um de nós. Deus é santo no culto e
por isso não podemos adorar quando
viermos aqui ou em qualquer lugar que
você esteja, adorá-lo com irreverência.
Deus é santo em sua palavra e por isso
não podemos ouvi-la com descuido de quem
escuta um discurso muitas vezes achando
chato. Deus é santo em seu caráter e por
isso não podemos brincar com o pecado.
Quanto mais a igreja perde a visão da
santidade de Deus, mais perde a
seriedade do pecado, a profundidade da
graça de Deus e a beleza da salvação.
Mas quanto mais ela se volta a
contemplar a santidade de Deus, mais
aprende a abaixar a cabeça, a confessar
o pecado e a desejar uma vida limpa
diante dele. Porque Deus é santo e
diante dele toda máscara cai, toda
desculpa enfraquece e toda a soberba se
desfaz. Se a santidade de Deus nos leva
a abaixar a cabeça, agora precisamos
tomar cuidado para não concluir a coisa
errada.
Porque alguém poderia ouvir tudo isso e
pensar em apenas um Deus distante,
severo, inacessível, mas a Bíblia não
permite pensar assim. O mesmo Deus que é
infinitamente santo também é
infinitamente amoroso. E aqui precisamos
caminhar com reverência, porque poucas
verdades foram tão repetidas e ao mesmo
tempo tão distorcidas quanto esta. Muita
gente fala do amor de Deus.
Mas nem sempre está falando do amor que
Deus revela nas Escrituras. O amor de
Deus não é uma permissividade,
não é uma disposição sentimental a
aceitar tudo do seu jeito, do jeito que
você é, aprovar tudo e tratar o pecado
como algo pequeno. O amor de Deus não
significa que ele deixou de ser santo.
Ele é as duas coisas perfeitamente. Não
significa que ele abriu mão da sua
justiça. Não significa que ele resolveu
ignorar a rebelião humana para manter
uma relação mais confortável com o
pecador. Pelo contrário, justamente
porque o amor de Deus é verdadeiro, ele
não é superficial. Justamente porque
Deus ama de forma perfeita, ele não ama
como nós, de maneira instável, confusa e
egoísta de grande parte do tempo. O amor
de Deus nunca é cúmplice-se com o mal. A
Bíblia nos mostra o amor de Deus que é
santo, justo, fiel e soberano. Ele é
santo porque não existe nenhuma impureza
afetiva, nenhum egoísmo escondido,
nenhuma paixão desordenada ali. Deus eh
não ama porque que porque ele é carente,
como nós vimos na última mensagem. Deus
não ama porque precisa de algo fora de
si. Deus ama de acordo com a perfeição
do seu próprio ser. Seu amor é justo
porque nunca contradiz sua retidão. Ele
não demonstra bondade às custas da
verdade. Ele não exerce misericórdia às
custas da justiça. Seu amor é fiel
porque não oscila como o nosso. Nós
mudamos, nós recuamos, prometemos, nós
falhamos, mas o amor de Deus é
constante, perfeito e firme. Seu amor é
soberano porque brota da liberdade do
próprio Deus. Ele não ama porque
encontrou o mérito no pecador, mas
porque quis amar segundo o propósito da
sua vontade. A escritura também nos
mostra uma bondade eh de Deus derramada
amplamente na criação. Ele sustenta a
vida. Ele envia a chuva sobre justos e
injustos. Ele concede dons. Ele preserva
a ordem do mundo e enche a existência
humana de sinais.
de sinais da sua paciência. Isso revela
que Deus é bom até mesmo quando com o
mundo rebelde. Mas a Bíblia também fala
de um amor redentor, salvador, pelo qual
Deus decide resgatar pecadores, trazendo
eles para si. Esse amor não é apenas um
cuidado providencial, é a graça de Deus
que salva, é misericórdia que perdoa, é
compaixão que reconcilia, é amor que não
apenas eh sustenta a criatura no mundo,
mas arranca a condenação e conduz essa
criatura a vida à vida eterna. Aqui
precisamos um eh corrigir um erro muito
comum. Muitos colocam o amor e a
santidade em oposição, como se
precisasse enfraquecer um para
prevalecer o outro ou enfraquecer um
para que o outro pudesse aparecer, como
se um Deus santo fosse menos amoroso e
como se um Deus amoroso fosse menos
santo. Mas isso é pensar em Deus como se
ele fosse dividido. E nós já vimos, ele
não é. Seu amor. O amor de Deus é santo
e a santidade de Deus é amorosa. Na
verdade, só porque Deus é santo, o seu
amor é puro. E só porque Deus ama sua
santidade, ela não é fria, nem árida. Se
separarmos essas duas coisas, criaremos
ou um Deus sentimental que acolhe sem
purificar, ou um Deus severo que governa
sem misericórdia.
Mas o Deus vivo não é nenhum desses dois
ídolos que você pode criar para sua
vida. É por isso que a revelação suprema
do amor de Deus não está em frases
genéricas de aceitação, mas na entrega
do seu filho. João 3:16 diz: "Porque
Deus tanto amou ao mundo que deu seu
filho unigênito para para que todo o que
nele crer não pereça, mas tenha a vida
eterna." Em Romanos 5:8, ele diz: "Mas
Deus não demonstra o seu amor por nós.
Eh, Cristo morreu em nosso favor quando
ainda éramos pecadores." Veja bem, o
amor de Deus não é abstrato. Ele não é
uma abstração, não é um discurso sem
custo, não é uma emoção sem ação. O amor
de Deus se torna visível para nós no
Calvário. É justamente na cruz que vemos
o amor de Deus. Ela quer, ele não é uma
permissividade. Se o pecado pudesse ser
simplesmente ignorado, a cruz era
desnecessária. Se a santidade de Deus
pudesse ser deixada de lado, o filho não
precisava sofrer. Mas a cruz nos mostra
o exato contrário. O pecado é tão grave,
a justiça divina é tão inviolável e a e
a santidade de Deus é tão perfeita que a
salvação só poderia vir por meio da
entrega do seu próprio filho. E ao mesmo
tempo, o amor de Deus é tão profundo,
tão livre e tão glorioso, que ele fez
exatamente isso. E isso muda toda a
situação. Porque agora entendemos que o
amor de Deus não é uma ideia doce
inventada para consolar pessoas
inseguras. É uma perfeição santa,
soberana e redentora, revelada de forma
suprema em Cristo. Esse amor humilha o
orgulhoso porque mostra que ele precisa
ser salvo. Esse amor consola o
quebrantado porque mostra que é a graça
real para pecadores reais. Esse amor
corrige a superficialidade porque mostra
que o perdão custou o sangue de Cristo.
E esse amor dá segurança ao crente
porque Deus amou Cristo. Eh, que amou em
Cristo continua sendo santo, fiel e
imutável. E é exatamente aqui no
Calvário que tudo o que vimos ao longo
aqui dessa mensagem se encontra de
maneira perfeita. Porque se alguém
perguntar onde a glória de Deus pode ser
vista com mais clareza, onde a sabedoria
de Deus pode resplandecer com mais
força, onde a santidade de Deus aparece
com mais seriedade e onde o amor de Deus
se revela com mais profundidade, a
resposta cristã é só uma. Na cruz de
Cristo, na cruz a glória de Deus é
manifestada.
Não, a glória é do homem que o homem
natural esperaria, cercada de apusos,
poder visível e triunfo imediato. Mas a
glória de Deus age de modo tão alto, tão
puro e tão santo, que até a redenção dos
pecadores se torna palco para exibição
da sua grandeza. Na cruz, Deus mostra
quem ele é. Ele mostra todos os seus
atributos. Na cruz, a sabedoria de Deus
vence a loucura do mundo. O mundo não
teria inventado uma salvação assim. A
mente humana ia buscar o quê? A força, o
mérito, a conquista e exaltação. Mas
Deus salva por meio do filho que foi
humilhado, ferido e crucificado.
Aquilo que parece fraqueza aos olhos do
homem é, na verdade, a mais alta
sabedoria de Deus. Na cruz, a santidade
de Deus julga o pecado. O Calvário nos
impede de tratar o mal com leveza. Se o
filho de Deus precisou sofrer e morrer,
então o pecado não pode ser pequeno.
Deus não relativizou o pecado. Deus não
ignorou o pecado. Deus julgou o pecado.
A cruz é a prova que a santidade divina
permanece intacta e ao mesmo tempo na
cruz o amor de Deus salva pecadores. O
Deus santo não abandona o seu povo a
condenação merecida. Ele entregou o seu
próprio filho. O justo morreu pelos
injustos. O pastor deu a vida pelas suas
ovelhas. O amor de Deus não ficou sem
palavras. Ele se derramou em sangue, em
dor, em entrega e em redenção. Por isso,
o Calvário é o lugar onde as perfeições
divinas, onde os atributos de Deus
brilham sem contradição. Ali a glória
não apaga o amor. O amor não vai
enfraquecer a santidade. A santidade não
não cancela a graça. A sabedoria
sustenta tudo em perfeita harmonia. E
por isso a vida cristã termina sempre
aqui, aos pés da cruz, porque ali o
pecador vê a si mesmo,
vê em verdade, vê Deus com clareza,
encontra a Cristo, o único Salvador
digno de toda fé, toda rendição e toda
adoração. Amém, irmãos. Deus, nós te
agradecemos por esse dia, por podermos
estar aqui e ver, primeiramente na
Escola Dominical o início do estudo dos
seus atributos. E aqui mais uma vez
dando uma pincelada sobre seus
atributos, meu Deus, que nós possamos
ver a perfeição
de tudo, meu Deus, o como tudo, eh,
todos os seus atributos agem não
separados uns dos outros, mas com
perfeita harmonia, que nós podemos ver
perfeitamente na cruz do teu filho. Meu
Deus, revela isso na nossa mente. Abre o
nosso coração para isso, para vermos que
tu tens amor, mas tu também és santo, tu
também és sábio, tu também é todoeroso.
que nós possamos ver a beleza dos seus
atributos, meu Deus. Que nós possamos
nos maravilhar e que isso nos leve a uma
verdadeira adoração a Ti. Pois não há
verdadeira adoração sem conhecer a ti,
meu Deus. Que nós possamos contemplar
todos os seus atributos e ver a tua
beleza, meu Deus. ver como isso tudo
mostra o quanto foi a que nos mostra a
sabedoria que aconteceu ali no calvário
para nossa salvação. Que nós possamos
ver o seu amor ali, que possamos ver a
sua sabedoria e possamos ver a sua
santidade tudo agindo com perfeita
harmonia. Meu Deus, esse é o nosso
desejo hoje, que isso esteja
verdadeiramente enraizado em nossos
corações para que nós possamos nos
voltar a ti mais e mais, meu Deus, com
mais certeza e com mais temor diante de
ti, pois tu és nosso Deus, o nosso
grande Deus de beleza infinita e
perfeito, meu Deus. É isso que nós te
agradecemos hoje em nome de Jesus. Amém.
Amém. Vamos ficar de pé, queridos.
Pai, nós te agradecemos.
Não precisamos, Senhor Pai, de mais nada
a não ser do que tivemos nesta manhã, o
pão do céu.
Ó Deus,
a maior necessidade dos nossos corações
é sermos completamente centrados em ti,
Senhor Deus. E, Senhor, ó Pai, estamos
no lugar exatamente oposto em nossa
geração. A igreja Senão Pai tem abraçado
de todas as formas o humanismo secular e
colocado o homem como a medida das
coisas.
Ó Deus, todas as doutrinas, Senhor Pai,
que revelaste, ó Deus, para mostrar a
tua glória, Senhor Pai, tem sido
diminuídas, diminuídas para que o homem
seja aumentado.
Ó Deus, as pessoas têm dificuldades com
a doutrina da depravação total, tem
porque acham que o homem não é tão mau
quanto ele é em seu pecado, queda e
inimizade contra ti. Temos, Senhor, meu
pai, em nossos dias uma grande
dificuldade com a tua soberania
infinita. Porque o homem, ser um pai se
diz livre quando na verdade é escravo da
corrupção.
Ó Deus, cada dificuldade, Senhor Pai, é
porque de alguma maneira o homem é
colocado no lugar, ó Deus, usurpador da
sua glória, dos seus atributos, da sua
beleza, quando na verdade o homem foi
feito não para admirar a si mesmo no
espelho, mas para olhar para a tua
beleza encantado, Senhor, pai, ó Deus,
responder a isso, Senhor Deus, com um ó
profundidade das riquezas, como o
apóstolo Paulo, maravilhado, Deus diante
de uma grandeza, Senhor, Pai, tão sem
fim, que a eternidade inteira, Senhor,
Pai, será um contínuo aprendizado,
Senhor Pai, e um contínuo encantamento
cada vez maior de quem tu és. Que nós
como igreja, Senhor Pai,
individualmente, Senhor Pai, possamos,
Senhor Deus, ter o cuidado, Senhor Deus,
de medir todas as coisas, Senhor Pai, ó
Deus, de formar, Senhor Pai, opinião
sobre todas as coisas, levando em
consideração, Senhor Pai, quem tu és,
levando em consideração, Senhor Pai, o
nada que somos, ó Deus, para que eh
possamos estar exatamente naquele lugar
onde disseste, Senhor Pai, ó Deus, que
tu escolhiste, Senão Pai, aqueles que
nada
para que ninguém se glorie diante de ti.
Que nós possamos nos alegrar, Senhor
Pai, porque o nosso nada não fica vazio,
é preenchido pelo tudo que teu filho é.
E não precisamos de mais nada, Senhor
Pai, a não ser sermos transformados na
mesma imagem do teu filho. E essa é a
grande promessa da aliança, uma obra tua
e não nossa. Nós descansamos, Senhor
Pai, eh olhando paraa tua beleza agora.
Não precisamos temer mais como Moisés,
porque olhamos para tua glória na face
de Cristo. Deus homem, Senhor Pai, ó
Deus, a nossa propiciação,
que nós possamos, Senhor Pai, então como
igreja expressar, Senhor Pai, ó Deus, e
ver cada problema, Senhor Pai, no mundo
e em nossas vidas, como centralmente,
Senhor, Pai, estando eh eh localizado,
Senhor, ó Pai, no humanismo natural,
pecaminoso que temos, Senhor, Pai, de
ver o homem, ó Deus, num lugar, Senhor
Deus, que definitivamente ele não ocupa,
mas que ao vermos, Senhor, Pai, a
totalidade de quem tu és, ó Deus,
realmente percebamos com o coração e
contemplemos com os olhos do coração,
Senhor Pai, que temos tudo que
precisamos quando olhamos apenas para
ti, em nome de Jesus. Amém. Amém. Hoje à
noite vamos estar aqui, né, em culto
adorando a Deus. Faça planos de estar.
Na nossa vida praticamente nada acontece
sem fazer planos. Não é? Se pessoas hoje
vão estar no Maracanã, é porque elas
fizeram planos de estar lá. Elas não
deixaram para ver se elas iam estar lá.
Elas tiveram que ligar,
fazer, comprar
sem planos. Se a gente deixar a coisa
acontecer,
nada de realmente centrado em Deus
acontece em nossas vidas.
Nós realmente buscamos a face de Deus,
fazemos planos de estar diante dele.
Faça isso e vem adorar a Deus conosco
esta noite. Vamos cantar encerrando esse
momento maravilhoso de escola dominical
e culto ao Senhor.
[música]
Quero me entregar a ti, [música]
tua força conhecer.
Só me acho [música]
em meio às tuas promessas.
[música] Tua morte sobre a cruz. Minhas
maldições venceu.
[música] Me fez novo,
novo só para ti.
Só tu és [música] meu Deus.
O sol que me ilumina,
a escuridão se foi.
Para sempre [música] tu me guias.
Sonhos
hoje são verdades. [música]
Tua graça já venceu. E agora em Cristo
[música]
eu pertenço
a ti, Deus. Tua glória [música] eu vejo
e em temor humilde hoje eu venho
[música] ante a ti.
Vida és em mim.
[música]
E [música] outro Deus não há. Eu sei. O
meu ego rejeitei
a mão arm.
Não vou voltar [música] atrás
o morrer de Cristo. Eu vou sim para
sempre aqui [música]
levar e sua glória
ao mundo mostrarei.
Vida [música] e muito mais
e abundante graça. [música]
Eu já encontrei
a [música] busca terminou de os sonhos
hoje são verdades. [música]
Tua graça já venceu e agora em Cristo eu
pertenço [música] a ti, Deus. Tua glória
eu vejo [música]
e em temor humilde hoje eu venho ante a
ti.
Viraris [música]
em mim.
Meu deleite está em ti, meu [música]
Deus e rei. Estou em ti.
>> Quando o céu passar, meu Deus, [música]
estarei ainda em ti.
[música]
Sonhos
hoje são verdades.
Tua graça [música]
já venceu. Ó Cristo, eu
tenho [música]
a ti, Deus tua glória eu vejo.
[música] Em temor humilde, hoje eu venho
a ti.
Vida [música] reis em mim.
[música] Vida reis em mim.
>> [música]
>> Quero me entregar [música]
a ti tua força conhecer.
>> Seria tudo em todos. Leve-nos na tua
paz, Deus. Que nossos corações, Senhor
Pai, sejam alargados pelo Teu [música]
Espírito para, Senhor Pai, cada vez
mais, Senhor Pai, serem preenchidos pela
tua beleza, em nome de Jesus. Amém.
Amém. Que os irmãos sigam na paz do
Senhor. Amém.

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