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A fé vem pelo ouvir

EP17 – IntegreComenta Gálatas: duas religiões, dois ministério parte 2

EP17 – IntegreComenta Gálatas: duas religiões, dois ministério parte 2

EP17 – IntegreComenta Gálatas: duas religiões, dois ministério parte 2

Entender a diferença entre um ministério que liberta e um que aprisiona é vital para a nossa caminhada com Cristo. Dando continuidade ao nosso estudo detalhado do livro de Gálatas, baseado na obra de Timothy Keller, mergulhamos hoje na segunda parte do capítulo 4 (versículos 8 a 20).

Muitas vezes, nos sentimos sobrecarregados por tradições e regras que parecem pesar mais do que a própria mensagem da cruz. Paulo confronta exatamente essa dor: o cansaço do legalismo e a armadilha de líderes que buscam "fãs" em vez de discípulos de Jesus. Queremos ajudar você a identificar o que define um ministério verdadeiramente bíblico e saudável.

Exploramos como o Evangelho nos torna culturalmente flexíveis e a importância da transparência na liderança. Mais do que teoria, a vida cristã se manifesta na realidade do dia a dia e, surpreendentemente, até no sofrimento. Você descobrirá como Deus usa nossas fraquezas e planos interrompidos para manifestar a Sua soberania e nos aproximar d’Ele.

Se você deseja maturidade espiritual e quer aprender a confrontar o erro com amor, sem cair na soberba, este estudo é para você. Vamos juntos entender por que o verdadeiro líder sofre "dores de parto" para que Cristo seja formado em você, e não para que você fique dependente dele.

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Fala pessoal, eu sou Israel, estou aqui
de volta no canal da IBNU. Ah, nós
estamos continuando nossos estudos do
Ministério dos Jovens a Ministério
Integre. A gente tá estudando o livro
Gálatas para você do Team Keller. Estou
continuando. Na semana passada a gente
trabalhou um pouquinho o capítulo 4 do
livro de Gálatas, versículos de 8 a 20,
a parte um. Nesse vídeo, hoje a gente
vai ver a parte dois. Então, a abordagem
do Tin Keller nesse momento, o que que
Paulo tá trabalhando, qual que é o
enfoque, né, do livro nesses versículos,
ah, o tema vai ser ministério ah do
evangelho e e vai contradizer com algum
tipo de ministério que aparentemente não
é do evangelho. Então, como que isso
começa, né? Primeiro Paulo, ele só,
enfim, escreveu a carta aos Gálatas
porque nas suas primeiras viagens
missionárias, ele vai, a primeira,
inclusive, provavelmente ele vai passar,
né, pela região da Galáxia, ele vai
ficar por lá, então ele vai plantar uma
igreja. Então, ele tá conversando com o
pessoal sobre esse momento ah em que ele
passou um templar e acabou plantando a
essa igreja e trabalhou com eles, né?
Daí, ah, vai ser interessante essa
avaliação, porque ele vai trabalhar três
principais pontos que refletem o que
seria o ministério saudável, bíblico,
bom, em concordância com a o Evangelho.
E esse ministério tem três principais
características. Começando, a gente vai
avaliar que ele é um evangelho, um
ministério, né, culturalmente flexível.
O que que é isso? Basicamente tudo no
cristianismo ele é flexível com exceção
do evangelho. Então saiu até um estudo
um tempo atrás avaliando as religiões do
mundo. Falou: "Caramba, o cristianismo é
a religião mais adaptável do mundo.
Porque pela teologia bíblica em si, tudo
é flexível. Apenas o evangelho tem que
ser preservado, mas a tradições,
culturas,
o que tá por fora, a o comportamento das
pessoas, a vida na sociedade, tudo que
não entra em contradição com o
evangelho, não tem uma forma, uma
tradição, uma cultura que define o que
que é ideal, o que que é certo, que é
errado. Isso tá fora do controle. O que
é interessante é que há o ministério não
bíblico, o ministério que não é a
digamos baseado no evangelho, ele é
legalista e por natureza ele vai ser
inflexível, ele vai ser detalhista.
Então, ou é do jeito que eu falei, do
jeito que a gente tá fazendo aqui, ou
você não é da não é de Deus, não tá na
igreja, tá fora, você não tá associado
com a gente. Isso é muito interessante,
porque essa flexibilidade
gasta a energia necessária. Toda energia
é fundamental, é, eh, vai ser, enfim,
gasta com o que importa e não com
fatores secundários. Ah, então o que que
é mais importante fora do evangelho vai
ser ter um relacionamento com o
interlocutor no nível pessoal. É isso
que Paulo vai fazer. vai desenvolver um
relacionamento com as pessoas com quem
ele está evangelizando, com quem ele
está trabalhando e convivendo. Isso sim
é muito mais importante do que a
inflexibilidade cultural. A segunda
coisa que é muito forte desse eh
ministério baseado no evangelho é a
transparência. E isso a gente vê ah no
culturalmente flexível, a gente vai ver
a o mesmo versículo, versículo 12, Paulo
fala: "Eu me tornei como vocês". Então
quando Paulo fala: "Eu me tornei como
vocês", eu tô absolutamente flexível. O
que importa é o evangelho. Só que depois
ele fala: "Se tornem como eu". Espera um
pouco. Como assim? Ele tá falando que
culturalmente ele se adapta, não tem
nenhum problema, mas que a referência
que ele tá falando quando ele fala: "Se
tornem como eu", é se tornam imitadores
de Cristo Jesus. Então, na sua cultura,
eu me adapto, eu como que você comer, a
gente faz o que for necessário pra gente
e louvar a Deus e glorificar a a Cristo
em harmonia. A mais. tem que ser Cristo.
Não pode, eu não posso respeitar a, por
exemplo, eu vou fazer a minha cultura,
só que eu não glorifico a Cristo. Daí
isso não faz sentido. Então, a
transparência desse evangelho, esse
ministério, né, de acordo com o
evangelho, é uma transparência que
basicamente o ministro, o líder, quem tá
trabalhando nesse projeto, ele é aberto,
a vida dele tá exposta como a de Paulo e
ele não tem nada para esconder. Então
ele pode ter total transparência num
nível em que as pessoas podem olhar para
ele como uma referência de alguém que
está imitando Cristo. Então isso achei
muito positivo, muito interessante,
essas duas características e isso acho
que é legal fechar com uma coisa que o
Timer fala sobre teoria versus
realidade, porque às vezes no ambiente
religioso a teoria é redonda, é
perfeita, a tese tá ótima, bem escrita,
o cara fala bem, mas na hora de viver a
vida é aquela desgraça. E esse que é o
problema, a vida, o convivência ou como
você lida com a sua família, com seus
amigos, sua vida profissional, o dia a
dia, o seu, o o indivíduo que eu, você,
nós somos na sociedade. Isso é imitar a
Cristo. Por mais que eu fale tudo
certinho, se o meu comportamento está em
contradição, eu tô queimado. Então, acho
que a ideia é concentrar menos na
cultura e na formalidade, mais no
conteúdo, mas na hora de viver o
evangelho, concentrar-se em imitar a
Cristo. E por último, a parte mais,
digamos, dolorosa desse ministério é que
Deus não trabalha só com uma vida boa e
tranquila. E a oportunidade que Deus vai
trabalhar é com dificuldade de desafio,
sofrimento. E isso se mostra claro nesse
texto quando Paulo fala sobre o
sofrimento que ele teve, a dificuldade
de saúde na questão da vista. Teve algum
problema, a gente não sabe exatamente
qual que era o problema, mas ele sofria
com algum tipo de enfermidade ocular. E
isso é interessante por quê? Porque Deus
vai usar. Daí abre uma outra parte que o
Tinquel vai trabalhar associada a Deus
usar dificuldade e sofrimento para a
glória dele. Como Deus usa o sofrimento.
Caramba, mas sofrimento é ruim. Eu sou
cristão, eu oro, Deus tem que me
proteger, cuidar de mim. Deus não pode
deixar eu sofrer. Isso não é verdade.
Isso não é a Bíblia. Ah, Deus usa o
sofrimento. O maior exemplo disso, o
cara que mais importante em toda a
Bíblia é Jesus Cristo, que literalmente
vem para sofrer e ser crucificado, para
redimir a humanidade. Então, Deus usa o
sofrimento para o o a expansão do reino
e para transmitir o evangelho e as boas
novas para todas as pessoas do mundo.
Então, a ideia é que nem Paulo, ah, que
fez todo o planejamento, toda sua
estratégia para evangelizar e era um
cara muito organizado, não conseguiu
fazer o que ele queria. E pela
enfermidade, Deus usa essa enfermidade e
ele consegue então proclamar o evangelho
para os Gálatas, que é uma coisa que era
o objetivo de Deus e não era o dele. Ah,
mas daí só tem que fazer uma ressalva,
né? Ah, porque daí tem muita gente que
fica feliz. Ufa, então o planejamento é
ruim, o negócio é, eu sinto no coração
que Deus quer que eu evangelize, eu vou
lá e faço. Não, não é tão fácil assim.
Tem que ter planejamento, sim, isso é
bom, isso é bíblico e isso é da vontade
de Deus. Mas o planejamento é humano e
Deus é soberano. Então o planejamento
ele é feito e daí Deus ainda é soberano
sobre o planejamento. Ele muda se for do
agrado dele. E muitas vezes o que Deus
quer e ele sabe que é melhor para nós,
ah, vai contra nossos planos. Então é
aquela questão, a gente faz o melhor
plano, faz o melhor que a gente pode com
Deus nos deu e ele ainda é soberano para
usar a nossa vida como canal de bênção,
independente dos planos, ah, e com
sofrimento e coisas que às vezes seriam
muito negativas e tristes para nós, mas
num olhar mais distante está impactando
positivamente o mundo e melhor ainda, o
sofrimento que, por exemplo, eu tive na
minha vida me trouxe mais próximo de
Deus. O sofrimento que Paulo teve também
lhe aproximou de Deus. Então, acho que a
finitude humana ela é muito clara no
desafio, no sofrimento, na fraqueza.
Então, às vezes o sofrimento faz mais
bem para nós mesmos do que
necessariamente para a outras pessoas
com quem a gente, em tese estaria
trabalhando e servindo a Deus para
auxiliá-los ou levá-los à palavra. É
importante reconhecer como nós somos
limitados e dependemos de Deus. Ah,
então dentro desse contexto todo que o
Tinqueller tá trabalhando, ele vai
entrar no no na parte final, né, da
carta da desse trecho específico da
carta, onde ele vai concluir dois tipos
de ministérios, porque se vocês verem
bem, Paulo começa mega positivo. Ó,
galera, tipo, vocês me receberam bem,
foi muito legal ir aí visitar vocês, foi
maravilhoso. Mas daí quando ele tá
terminando o texto é meio meio ruim,
porque parece que tem um tipo de
confrontação, algum tipo de ah
animosidade, é meio como se fosse um
adversário deles na parte final desses
versículos. E entra dois tipos de
ministérios e dois tipos de mestres, que
eu acho que aí é muito importante a
gente prestar atenção, porque tem o
mestre falso e o mestre correto. O
mestre correto é o ministério do
evangelho. A gente acabou de falar sobre
isso. E quem que é o mestre falso?
Lembra da semana passada? O mestre
falso, ele acha que ele precisa
conquistar a salvação pelas obras dele.
Então ele de alguma forma precisa da do
interesse dos seus seguidores para meio
que justificar ele. Daí ele vai falar pr
as pessoas o que eles querem ouvir. Ele
vai conquistar as pessoas pessoalmente.
É uma pessoa com um charme, um carisma.
Ele vai manipular semelhante a um líder
de uma seita. Esse ministro meio
manipulador que influencia as pessoas,
ele quer ser amado, ele quer um fã clube
que, honestamente não é bíblico. E esse
fã clube de alguma forma vai trazer
salvação para ele na mente torpe que ele
desenvolveu por mérito dele. Isso não
tem nada a ver com a Bíblia. Então, se a
gente pensa que quando alguém busca
admiração para se sentir merecedor da
salvação pelo seu ministério, ele tá no
ministério exatamente igual esses
opositores de Paulo que estavam
confundindo os gatas e levando eles para
um caminho de salvação pelas obras, para
um caminho de merecer, de justificação
pelas suas próprias ações e não pela
graça do Senhor Jesus Cristo. Então essa
que é a questão. um dos exemplos legais
que Paulo vai vai est na exatamente do
que Paulo falou, né? O Tincler é muito
legal como ele ele ressalta isso, né?
Que Paulo ele usa o exemplo de parto de
um dor de parto, né? Para ter um bebê. A
mãe ela não quer que o bebê fica dentro
dela. Então isso seria um ministério
saudável. De que forma? O ministro
doentil ele vai querer prender, ele quer
o fã clube, ele quer ele ser lisongeado,
ele quer ser respeitado e seguido por
pessoas que colocam ele num pedestal.
Agora, o indivíduo que segue a Cristo
Jesus, o ministro, né, quem tá no
ministério do evangelho, tá conectado
com Deus, a visão é de Paulo. É o quê? A
dor de parto. Eu vou sofrer, eu quero
que dê certo. Mas daí você vai ter
independência espiritual do líder, do
próprio evangelista, e você vai se
desenvolver espiritualmente com Deus.
Porque a libertação não está com o líder
importante, controlador, aquela pessoa
que acha que de alguma forma o pastor
tem uma oração ungida, mágica, que cura
mais do que ele. Quem cura é Deus, não é
o o líder, o ministro, o pastor, enfim,
quem seja. Então, a ideia do ministério
associado ao evangelho é glorificar a
Jesus. Então, Paulo fala: "Pessoal, me
imitem. Não é me imitem porque eu sou o
cara, é me imitem porque eu estou
imitando a Cristo. Vem aqui no meu time
de imitadores de Jesus. Enquanto o líder
que é o manipulador, o líder que é uma
pessoa que não está fazendo ministério
do evangelho, é, pessoal, vem aqui me
glorificar, porque eu sou o cara e se
vocês me glorifiquem, daí eu vou ganhar
umas fichinhas e eu entro no céu sozinho
pelo meu mérito. Então, tá distorcida a
visão. Acho que para finalizar a esse
texto, esse trecho, é legal pensar no
finalzinho, quando Paulo trabalha a
questão da confrontação e lembrar que
confrontar é uma coisa necessária que
todo cristão tem que fazer, mas ele tem
que confrontar com o amor, porque daí
fica muito fácil bater nos outros, você
é tranquilo. Confrontar é uma delícia,
amar é mais difícil, mas amar também e
passar a mão na cabeça não faz bem.
Então é o equilíbrio entre não vou
agredir, atacar as pessoas que erram e
eu também não vou desconsiderar,
abandonar elas, mas eu vou
repreendê-las. Ao mesmo tempo, eu não
vou passar a mão na cabeça, falar: "Não,
mas ele é meu amigo, vai tudo bem se ele
acredita coisa errada, mas pelo menos
ele tá vindo na igreja". Não, eu
repreendo porque eu amo, eu confronto,
mas confronta com amor e não com um
senso de superioridade, um senso de ah
uma justificação pelas pelas suas
próprias obras e a reconhecimento de
quem nós somos dentro da sociedade,
dentro do reino de Deus e quem Deus é
nessa trajetória ah do reino de Deus.
Mas era isso por hoje, pessoal. Muito
obrigado por terem assistido e
participarem. Não esquece de curtir e
seguir o canal da IBNW. Nos vemos nas
próximas vezes. Deus abençoe. Até a
próxima.

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