O que a escola precisa entender quando o aluno não aprende | Tesouro Azul | Rosana de Paula & Aline
28/03/2026
O que a escola precisa entender quando o aluno não aprende | Tesouro Azul | Rosana de Paula & Aline
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[música] [assobiando] [música] เ เฮ [música] >> [música] [música] >> Bom dia, boa tarde, boa noite a todos. Sejam bem-vindos mais uma live do projeto Tesouro Azul com apoio da IBNU. Meu nome é Aline Caririz, sou psicóloga, terapeuta ABA, mãe atípica e fundadora do projeto Tesouro Azul. Sou mãe do Artur, que tem autismo nível três, suporte não verbal e também do Guinéme com TDH. Atuo na área da área clínica, eh também na formação de profissionais, famílias, instituições com foco em inclusão, comportamento e desenvolvimento. E hoje nós vamos falar sobre um tema extremamente necessário, o que a escola precisa entender quando o aluno não aprende? Talvez não seja que a seja a criança que não aprende, é o olhar que ainda não foi transformado. Chamamos muitas vezes de desobediência, o que muitas vezes é dificuldade. E por muito tempo tentamos corrigir o comportamento sem compreender a necessidade desse indivíduo. Inclusão não é intenção, é preparo. Pensando nisso, nós do projeto Tesouraz temos no dia 11/04 o nosso workshop Tesouraz, que vai ter uma equipe multidisciplinar como fonodióloga, terapeuta ocupacional, pessoas da área da educação, da área da saúde, da área do direito. Nós vamos aprofundar tudo isso de forma prática, com estratégias, fundament do do dessas crianças neurodivergente. E para a nossa conversa, eh, eu tenho uma alegria de receber conosco a Rosana de Paulo. Ela é psicopedagoga, especialista em educação inclusiva, atuando diretamente no acompanhamento de alunos, de alunos neurodivergentes, no suporte de professores e na construção de estratégias inclusivas no dia a dia do ambiente escolar. Seja muito bem-vinda, Rosana, ao projeto Tesour Azul, a nossa live. >> Muito obrigada, Aline. É um prazer imenso estar aqui com você e com todos. Eh, tenho muito orgulho, né, de falar sobre isso. Então, antes eu gostaria de fazer a minha autodescrição, porque provavelmente nós temos alguns convidados aí às vezes com deficiência visual, cegueira, enfim, e é um hábito já das minhas formações, tá bom? Então, sou uma mulher branca de cabelo na altura do ombro, com luzes, uso óculos como suporte. Hoje eu estou com uma camisa cor-de-osa, sem mangas. Eh, tem um fone super piscante aqui, que era o que eu tinha hoje. E ao meu fundo eu tenho uma parede branca com uma porta lateral de alumínio. E é isso. Eu estou aí há quase 20 anos, o tempo passa muito rápido, né, né [risadas] educação. Hoje educação inclusiva naquela época educação apenas educação especial, né? Hoje nós já temos aí a perspectiva, não só a perspectiva, mas como buscamos essa ilusão de fato. E eu espero que o que eu traga aqui hoje para vocês possa estar aumentando aí a área de conhecimento de todos e que as barreiras de fato sejam rompidas. >> Uau, que bênção. Eh, você pode fazer uma descrição minha para essa pras pessoas? Ah, eu quero. [risadas] >> Então, a Aline é uma mulher branca, cabelos castanhos. um pouco abaixo do ombro. Hoje ela está com fone branco, fio bem fininho. E ao fundo dela tem uma parede clara também, uma tonalidade de branco e há um quadro com uma gravura, que é uma técnica aí estilo gravura, né, de madeira e que ao fundo dessa tela, então é uma preto, né? E a frente da primeira dimensão tem uma flor >> como aquela flor que você sopra e voa, né? O dente de leão, é a visão que eu tenho do outro lado, tá gente? E ela ocupa aí a grande parte do quadro. Esse quadro ele é tomado aí por uma moldura preta também com no meio uma borda branca. É isso. >> Nossa, top, top, top. [risadas] Então, Rosana, quando nós vamos começar com a nossa live, eh, eu gostaria de começar com um ponto muito sensível que dentro da realidade escolar, tá? Que muitas vezes o aluno é percebido a partir de rótulos antes mesmo de ser conhecido em sua singularidade. Como um rótulo pode se tornar uma barreira invisível antes do professor conhecer o aluno? Você poderia me dar uma orientação sobre isso? docinho. Eh, infelizmente a gente vive em uma sociedade que ainda hoje o laudo ele vem antes da pessoa, né? Então, nós temos um sistema hoje que, por exemplo, eu atuo na rede estadual de ensino, então nós temos a nossa secretaria digital, que ali a gente consegue puxar todo o perfil no início do ano dos estudantes e se há algum estudante elegível a educação especial ou não. E aí eu me lembro muito bem dos momentos em que eu participava de atribuições de aula que os professores f assim, ó, tem tal sala você tem 25 alunos e cinco de inclusão op. >> [limpando a garganta] >> Como assim cinco? Não são todos, né? Porque a inclusão ela é para todos. E aí a pessoa fica assim: "Ah, mas eu não quero, eu não quero aquela sala de aula porque lá tem um aluno autista". Então assim, as pessoas não conhecem o estudante, não sabem as especificidades desse estudante, quem é ele, né? Quais são as habilidades que ele tem, eh, o que ele já é capaz de desenvolver, o que ele precisa desenvolver. Não. Ponto final, autista. como se todos fossem iguais. E sendo dessa forma, então, eh, os professores às vezes têm até medo, né, que é uma coisa assim absurda, mas existe, né? Então eu não quero porque é isso, ele não é o André, ele não é o João, ele é o autista, ele é o surdo, ele é o Dal e infelizmente o laudo ele ainda vem antes da pessoa. E aí dessa forma se perde muitas oportunidades, né, principalmente de conhecer de fato quem é esse estudante. Ele é rotulado, ele é jogado aí à margem dentro de uma escola, dentro de uma sala de aula. se ao menos ter a mínima aí potencialidade das pessoas o conhecerem. Então isso é muito sério. Isso ainda é um padrão clínico médico, porque a gente vem de uma história assim, né, Aline, em que as pessoas elas eram afastadas, elas ficaram à margem da sociedade por uma doença [limpando a garganta] mental ou por uma deficiência. E esse padrão ele vem se repetindo, infelizmente, até dentro da escola. Então, muitas vezes não não existe o olhar pedagógico para aquele aluno. O que existe é um laudo. O médico detectou uma equipe multidisciplina detectou ali aquele laudo. E é isso que essa criança carrega ao invés das pessoas pedagogicamente conhecer, saber das suas habilidades, saber da sua e como, né, ali apoiar e eliminar as barreiras para que esse estudante de fato esteja num ambiente escolar com qualidade. É isso. Eh, quando você tá falando isso, eh, Rosana, a gente precisa entender que o diagnóstico não define essas pessoas, né? A gente precisa ter um olhar além do diagnóstico. >> Sim. >> Quando isso afeta essa criança, a gente começa a olhar para ela como autista, como como pessoa com com TOD, com TDH, a gente não traz oportunidade para ela avançar, né? E a gente só coloca barreiras diante dela, sendo que ela tem tanto a nos ensinar, né? Quando falamos de inclusão, um dos grandes desafios é compreender esse aluno além do diagnóstico. Como compreender a especificidade sem reduzirem ao diagnóstico, Rosana? >> Exatamente. Eh, é, é bem o que eu vinha já trazendo aqui, né? Porque assim, eh, você precisa, em um primeiro momento, eh, e eu digo isso não só para estudante eh, neurodivergente, né, mas como todos. No início do ano, a professora inicia uma uma turma, ela precisa ter ali um uma observação dessa trace, né? Porque assim, a gente rotula aquele que tem o rótulo, o laudo, me desculpa, mas há outras especificidades dentro da sala de aula também que precisam ser identificadas. E aí, então, primeiro momento, você precisa saber pedagogicamente o que aquele aluno já sabe, o que ele não sabe e como eu posso promover ali um currículo, uma educação com qualidade para todos, né? Então assim, isso é bem sério, né, Aline? A gente precisa tomar muito cuidado com esses rótulos, porque como eu te disse, eh, às vezes eu acompanho as escolas e você chega lá, ah, antes do nome vem o rótulo do lavo, né? Então assim, isso é muito sério. Então assim, nãoele pelo laudo, sabe? Isso eu eu tenho, depois eu vou contar algumas experiências para vocês, mas assim, um aluno ele não é ninguém, nós aqui, né, adultos, nós não somos iguais, os alunos também não são iguais. Então a gente precisa conhecer essa essência desses estudantes, né? E não já bater um veredicto ali de que ele é quase como uma condenação, né? Porque você rotula, você diz que ele vai ser aqui eh na dentro da escola, ele vai ser aquilo diante do laudo que ele tem, né? E aí fica um alerta pra gente enquanto educadores, assim como também para as famílias, né? O laudo ele é o norte, mas ele não vai definir quem é a pessoa. O que vai definir quem é a pessoa são as habilidades e a aprendizagem dele ao longo da vida. Aí >> é, então você vê que quando a gente rotula uma criança, a gente olha para ela com uma pessoa com deficiência acima da dela, você vê que já fala assim, transtorno de espectro autista, >> pessoas com deficiência, né? Então vem pessoa antes não vem deficiência, né? Então isso tá fica muito claro pra gente, mas quando a gente fala de professores que estão ali cheio de expectativas, muitas vezes a a expectativa tá muito acima daquela criança e isso pode sim impactar o aprendizado dessa criança. Como que você poderia me trazer sobre essas expectativas desses professores? Sim, porque assim, eh, se cria essa expectativa no aprendizado do estudante. Eh, espera-se resultados que sejam assim de acordo ali com a etapa em que esse estudante está. E aí o e aí vem a frustração do professor. A primeira fala do assim, o ano até o ano passado eu fazer uma formação eh com os professores da rede estadual, toda a rede estadual, né? E logo no começo e assim os professores eles esperam eh receitas, receita como se fosse uma receita de bolo. Então eu tenho um aluno com síndrome de Dal, pegue um caderno, pegue uma folha, faça e não é assim, né? Então é e aí você não tem nem a experiência, você não viu como ele é capaz de se desenvolver. Então aí você acaba, mas será que realmente aquele aluno não está aprendendo? Ou será que é a estratégia ou será que não é o método que você está utilizando com aquele aluno? assim como os demais também, é que não está atingindo. Muitas vezes o aluno, ele está ali quietinho, mas ele está absolvendo algumas questões. E outra, ele tem uma diversas formas de demonstrar o seu conhecimento. O problema é que as pessoas elas têm muito, os professores, uma boa parte deles, >> eles têm muita dificuldade de sair do senso comum, né? >> Sim. Hoje nós sabemos assim que nós temos um autor, eu gosto muito de citar ele, que é o Gardner. O Gardener ele fala de múltiplas inteligências, né? Então a forma de aprender das pessoas são é diferente, né? Eu falo isso por mim, eu sou uma pessoa extremamente visual, né? Então às vezes se o professor ele, se eu não tô ali escrevendo enquanto o professor tá falando, eu não aprendia, né? só pela audição para mim era pouco. Então a gente precisa entender essas especificidades e dentro desse grupo de estudantes também, né, eu preciso conhecer as suas especificidades e preciso criar estratégias. O problema é que é que muitos professores, e aí eu volto lá na minha fala da afirmação de professores, eles enxergam só o aluno. Mas quando a gente começa a pensar no todo e em que estratégias eu posso trazer que vai alcançar esse estudante, assim como os demais também, as coisas começam a mudar de figura. E aí quando eu ia fazendo a formação, eles falam assim: "Nossa, mas eu nunca pensei nisso, eu nunca pensei dessa forma, né? Às vezes o simples não vai atender só o aluno com deficiência, o simples ele vai atender a todos e aí a gente consegue ir moldando ali algumas estratégias, né? Então acho que esse é o grande problema. O laudo ele assusta: "Ponto e agora, meu Deus, não estudei para isso, o que que eu vou fazer?" Não, mas você estudou para ser um educador. Enquanto educador, >> que estratégias que a gente pode utilizar, né? O problema é que o rótulo ali, ele assusta demais os profissionais da educação. As pessoas já sofrem por antecedência antes mesmo de conhecer quem é aquele estudante e muitas vezes são surpreendidos. >> Sim. Uma hoje eu recebi uma pergunta que que eu achei até interessante e tem muito a ver com nossa nossa live. Eh, como você acha que o diretor e o coordenador pode contribuir paraa inclusão, né? >> Sim. Nossa. como esses são os pontos principais da inclusão, né? Então, os pontos que vai nos trazer. Como que você poderia nos falar sobre isso? Porque quando eu falei para ela, eu falei que o diretor ele que sustenta a cultura inclusiva, tá? E >> o que ele é definido por, ele define prioridades, ele promove formação da equipe, ele organiza recursos deixando claro que cada aluno é eh responsabilidade de todos. Você viu responsabilidade de todos, cada aluno, responsabilidade de todos. Já o coordenador pedagógico, ele transforma essa visão em prática no cotidiano, orientando os professores, acompanhando o planejamento, propondo estratégias de acordo com as necessidades específicas de cada aluno. Assim, enquanto o diretor garante direção e o compromisso institucional, né, que ele faz mais focado na instituição, o coordenador viabiliza ações no dia a dia e juntos constróem um ambiente em que o aluno não apenas está presente, mas tem acesso real ao aprendizado. Então você vê que quando eu fiz essa resposta, coloquei essa resposta para ela, eu eu coloquei todos, né? Não tem esse negócio de colocar uma criança, criança atípica, só ela que tem acesso, não são crianças atípicas, né? >> Então, no seu olhar, o que você acha disso aí que eu falei? >> Não, você tá assim coberta de razão, né? Porque assim, a inclusão ela deve começar na porta da escola. >> Sim. >> Né? E aí, eh, o diretor ele tem um papel essencial, porque é a visão desse diretor que com certeza vai fazer a diferença dentro do ambiente escolar. Eu eh se esse diretor tem essa visão, se esse diretor ele compreende, né, esse papel dele enquanto líder, enquanto gestor, de que a ação dele vai impactar toda a escola, isso já é um bom começo, né? Então assim, eh, por quê? Porque em primeiro momento é há necessidade de um acolhimento, um acolhimento à família, um acolhimento a esse estudante e um acolhimento a esses professores também, né? E aí entra a figura do coordenador pedagógico que você trouxe, porque é esse coordenador pedagógico que vai atrás de informações, que vai formar a esses professores, que vai promover recursos eh pedagógicos, né, para que esses professores eles aprendam eh a trabalhar não só com esse aluno, mas como todos na sala de aula, porque assim, a gente precisa muito romper essa visão de que o que eu faço é para aquele aluno, ele tem as especificidades, mas eu preciso pensar num ambiente total de sala de aula. Então, em que momentos eu vou adequar, eu vou adaptar algumas questões, mas em que momentos ele tem que estar ali como todo, né? Eh, eu não sei se cabe aqui, mas eu gostaria muito de trazer a experiência da primeira escola que eu trabalhei quando eu entrei especial. É assim, eh, eu falo assim que a nossa diretora na época, a, o nome dela é Eloía, né? a diretora Luía, assim, ela foi uma pessoa muito aberta, porque naquela época, ô gente, eu tô falando faz muito tempo, mas faz mesmo, foi em 2011, é, faz muito tempo. Então, assim, as salas de recursos elas estavam começando a acontecer na nossa rede. >> Então, eu cheguei em uma escola que não tinha nada, não, só tinha uma sala bem bonitinha assim, não tinha nem professores que queriam trabalhar ainda com isso. >> E ela falou assim: "Olha, eu não sei muito sobre isso, mas o que você precisar, você pode usar. A minha sala ela tá aberta. Se você precisar preparar material, se você precisar tã tã tã tã, e a gente atende alunos de outras escolas, ela falou assim: "Eu quero que essas crianças sejam bem-vindas. Eu não quero que eles fujam da minha escola". E a coordenadora também, o nome dela é Márcia, ela também buscou muitas informações, ela sentava comigo, ela fazia perguntas, sabe? Então assim, essa postura dessas duas profissionais é que fez a diferença. A escola, com o tempo, ela começou até a se tornar uma referência na região enquanto escola pública, eh, nesse, nessa questão da inclusão, porque assim, nós não tínhamos muitos materiais, nem mesmo informações, porque se a gente pensar que a lei é a lei brasileira de inclusão, ela aconteceu em 2015, apesar que a gente já tinha aí, né, uma lei federal, mas a lei brasileira de inclusão era acontecendo. Então assim, a gente não tinha informação, era assim muito tudo muito difícil, né? E mas assim, ela tinha mente aberta para isso, né? Eu eu até brinco, eu faço assim, gente, quando eu cheguei naquela escola, eu fui recebida com tapete vermelho, chegou a professora da inclusão, sabe? E isso fez toda a diferença. Então, ela ela ela ela elas traziam espaços dentro das formações de professores para que eu tivesse fala, para que eu tivesse a troca entre os professores, né? E isso foi assim mudando a visão dos professores também com relação aos estudantes que estavam chegando, né? porque eles eram de escolas eh conveniadas exclusivas, estavam migrando paraa rede. E então assim, a postura dos gestores faz toda a diferença. Essa sua resposta aí, ela foi bem certa, né, com relação a isso, porque é isso um, ele tem que administrar, ele tem que eh fazer essa parceria com a comunidade escolar, a família da desses estudantes precisam se sentir bem-vindos ali. E quantas histórias que eu não escuto fal assim: "Nossa, até pensei em tirar meu filho dessa escola, mas ele já tá gostando tanto e vocês são tão bonzinhos, são tão legais e isso acontece. Gente, o que eu tô falando aqui não é uma utopia, não. É uma realidade que eu vivencio em muitos espaços que eu percorro. Mas porque a postura dos profissionais faz toda a diferença. >> Faz toda a diferença. Sabe o que tinha nessa escola? O amor, o olhar para o para o outro, empatia, compaixão, respeito. Sim. Nossa, muito linda esse relato seu, sabe? [risadas] >> Então, votamos aqui. >> Essencial. >> Essencial. É o ponto essencial da inclusão, né? [risadas] >> Sim, sim. >> Então, voltando para para nossas perguntas aqui, muitas vezes o olhar ainda está direcionado para aquilo que o aluno não consegue fazer, como a gente tá trazendo aqui sobre os rótulos, né? Uhum. >> Como sair dessa visão? Você já não trouxe aqui o olhar de uma coordenadora, uma diretora com olhar de inclusão e amor, né? >> O que pode ser desenvolvido para que construa esse momento de pertencimento, esse sentimento de pertencimento, esse sentimento que a família tá sendo amada, acolhida diante daquele contexto escolar? >> Sim. É um ponto também que nós precisamos eh entender nisso tudo aí, Aline, é que às vezes é que isso hoje já é até garantido também, é que assim os estudantes eles precisam de um tempo de adaptação, de adequação, né? Não adianta, por exemplo, eu querer que o estudante ele entre ali e ele já saiba sentar, pegar o material, no caso, por exemplo, de um estudante nível dois ou nível três de esporte, é difícil para ele, né? Então, por isso que eu digo que é muito importante essa parceria com a comunidade, com a família, porque essas estratégias que vão ser traçadas aí paraa inclusão do estudante, elas precisam ser feitas em parceria, né? Então, a família precisa entender a parte dela, porque também existe a parte da família, a escola precisa entender a parte dela e os professores também, né? Então assim, precisa ter esse relacionamento aí, essa junção. Exatamente. Então, para que isso aconteça de fácil, assim, não acontece do dia paraa noite, né? Mas nós precisamos entender essas etapas. E e é o que eu falo assim, é esse olhar que ele é especial, então há necessidade desse olhar especializado também dentro desse ambiente, né, para que se trace aí uma rota para esse estudante durante o ano. E aí e ir sendo analisado cada etapa tá dando certo, não está dando certo, o que nós precisamos recalcular, o que nós precisamos aí pensar como estratégias. E tem um ponto também que é muito importante quando eu falo em parceria, eh, os demais estudantes, >> sim, >> né? Esse preparo, essa orientação, né? Quando a gente fala assim de empatia dos gestores, mas também que esses gestores eles levem isso para os estudantes. Não às vezes que o estudante seja visto como coitado, coisas do gênero, mas que os demais colegas compreendam que ele é capaz de aprender também. mas que existem algumas situações que aí precisa ver o respeito, precisa ver o silêncio, né? A troca entre pares. A gente sabe que os estudantes eles aprendem muitas, eu até falo, muitas vezes eles aprendem muito mais entre os colegas do que a relação aluno professor, né? Então essa essa junção aí entre adultos e >> alunos, ela também é muito importante pro processo de inclusão, né? os o até alguém tá falando aqui, ó, pertencente do processo. É isso, é isso, é isso mesmo, >> é isso mesmo, [risadas] >> isso mesmo, Cristina. Então, aproveitando que a Cristina aqui está no nosso chat falando aqui conosco, eh, eu gostaria de que vocês colocassem aí no chat quais foram os desafios que vocês tiveram diante do ambiente escolar, né? Eh, se vocês já vivenciaram momento de rotulação, de preconceitos, e se vocês têm alguma coisa, um relato, algum algum assim, um depoimento dessa criança, desse avanço no ambiente escolar, que também a gente precisa potencializar os pontos positivos, avanço dessas crianças, né? E vocês que são pais também, colocar aqui suas suas orientações, o que vocês acharam da inclusão escolar, o que vocês estão achando hoje, né, da inclusão escolar com muitas hoje com a conscientização, muitas escolas estão adequando o seu contexto escolar para incluir da melhor forma, né? Mas é ainda até um um processo formiguinha que a gente ainda está nesse processo. Precisamos tirar os rótulos, tirar os mitos, né, da pessoa com autismo. A gente precisa tirar muito esses mitos. Mas coloque aí no nosso chat, participe conosco que no final a gente vai conversando aqui com vocês também que vai ser um prazer estar aqui com vocês. Rosana, quando você nos fala assim de com essa reflexão, com esse olhar, esse olhar além do diagnóstico, que a gente precisa deixar de focar nas limitações, passarmos a a prestar atenção mais nas potencialidades, a gente abre desenvolvimento para essa criança, espaço desenvolvimento, a gente começa a deslocar esse olhar além do diagnóstico, né? e a gente acaba tirando eh eh o poder do diagnóstico, né? Porque a gente começa a olhar para essa criança na sua totalidade e a gente vai construindo possibilidades para ela se avançar diante do ambiente escolar. Isso é extremamente enriquecedor, porque eu, como mãe atípica, eu vejo a importância desse olhar do profissional. Muitas vezes quando o Artur teve no ano passado, ele teve umas dificuldades emocionais diante da perda da avó, né? E ele ele sofreu no momento lá do do enterro, mas ele e esse comportamento de sofrer, chorar foi muito constante para ele. Tanto o Artur viveu o luto, né? >> Sim. E e hoje, lógico que houve comportamento desafiador dele. Muitas vezes ele fugia da sala de aula, mas é porque ele não conseguia se controlar emocionalmente diante de uma perda tão dura que foi não só para nó para ele, mas foi pra família toda, né? Então, o olhar do profissional, quando ele tem esse olhar, porque houve uma mudança eh do ambiente dessa criança, houve uma perda desse nesse ambiente, essa criança não conseguiu, tá não tá conseguindo se se regular diante daquele ambiente porque algo tá acontecendo, né? Então esse olhar do profissional não deixa eu falar assim: "Ah, ele tá com a crise do autismo, não tá com crise do autismo, ele está vivendo uma dor de uma perda. Ele tá vivendo muito. Você vê a diferença, né? Quando a gente desconstrói os ritos, tira esses rótulos, tira a deficiência da frente dessa criança, a gente avança ela na sua totalidade. Hoje o Artur, ele ele conseguiu se regular emocionalmente, lógico que ele sente ainda a falta da avó, a gente deixa liberdade para ele expressar esse sentimento. E a gente, ele tem até a foto da avó no no celular dele, abraço, beijão ele. Então ele viveu esse luto, mas a gente traz esse amor para ele, a gente mostra essa situação e a gente deixou ele viver luto, né? Sim. >> Quando nós falamos, Rosana, de inclusão, estamos falando também de garantir acesso real à aprendizagem, né? Sim. >> Hoje eh o a gente ti o DUA, é um desenho, um desenho universal de para aprendizagem, tem um papel importante nessa construção. Sim. >> Na sua prática, como essa abordagem contribui para a construção de aulas mais acessíveis desde o início do planejamento? >> Tá. >> Você pode me falar um pouco do DUA? >> Falo sim. Então assim, o DUA ele é o desenho universal para aprendizagem, como você mesma disse, e ele vem de um conceito da arquitetura, né? Eh, nessa questão do espaço para todos. Então, por exemplo, eu vou te dar um exemplo, né? Eu tenho um prédio, >> e nesse prédio eu tenho tem até uma ilustração muito famosa escrever aqui. >> É, tem até uma ilustração muito famosa que eu vou trazer aqui para você, que provavelmente muitas pessoas já viram, >> que é assim, um grupo de alunos parado e uma pessoa limpando uma rampa. >> Sim. E tem um estudante cadeirante esperando que a que a rampa eh seja ali liberada, né? >> E aí os estudantes falam assim: "A escada é mais ou menos assim, a escada ela é limitada, alguns conseguem subir, mas se eu tiver a rampa livre, todos podem passar pela rampa, né? Então esse não sei se eu fui bem clara aqui, eu tô dessa imagem da rampa. É assim como elevador também, né? O ambiente ele tem o elevador e o elevador ele é para todos, não só para aquelas pessoas com deficiência, né? Qualquer pessoa pode usar rampa, pode usar o elevador. Então o DUA, ele vem desse conceito aí da arquitetura. Então é nesse sentido, eh, dentro da escola. Então, >> por exemplo, eh a gente precisa pensar quais são as habilidades que esses estudantes precisam aprender, a classe como um todo, né? Então, é o que eu te falei lá atrás, se eu ficar olhando o rótulo do estudante, eu vou pensar que ele precisa fazer algo diferente dos demais, porque ele não vai conseguir aprender. Mas se eu pensar nessa questão da acessibilidade curricular, eu vou criar estratégias de formas que esse estudante também participe da ação, né? Então, por exemplo, às vezes o estudante ele não registra, mas ele tem um colega que registra. Eu eu ali eu promovo duplas produtivas, né? Sim. >> Então, eh, o primeiro, o dua, ele tem três pilares aí na prática, né? O primeiro deles é o engajamento. Então, por que aprender e qual vai ser essa motivação para esse aprender, né? Então, e o >> dentro desse porqu aprender, o que ele vai aprender? E aí, o que ele vai aprender? Que estratégias que eu posso trazer? Por exemplo, uma professora, ela vai falar de ciências, ela vai falar sobre o ciclo da água. Se ela der um texto pros alunos lerem, >> nem todos vão conseguir. E não tô falando só de alunos >> com deficiência, autismo, não. Tô falando de vários estudantes. Mas essa professora, ela traz uma estratégia, por exemplo. Então, vamos pensar. Vou passar um vídeo de 3 minutos mostrando da onde a água vem. né? Por onde a água passa, aonde a água chega. Aí depois eu vou trabalhar um texto com os meus estudantes. O vídeo já ali matou a charada, né? [risadas] >> Eles já compreenderam. Aí eu vou trazer o texto. O texto os alunos vão ler, de repente, vamos marcar palavras que são importantes, palavras que vocês não conhecem. Isso aqui a gente vai fazer em dupla, tá? Então aquele aluno, eles estão juntos ali produzindo um, ensinando o outro, tal. Aí lá no final, eh, então agora vocês vão fazer um desenho sobre esse ciclo, sobre isso que eu acabei de explicar. Em que momento, talvez esse aluno ele não consiga participar de todos os momentos, mas em algum momento ele participou e ele e ele conseguiu compreender esse ciclo da água também. Então é isso, é trazer estratégias que de fato ela contemple a todos. Eu lembro, Aline, eu até esqueci de comentar um pouquinho no começo, né, que dentre a minha formação aí, eh, eu tenho a especialização em deficiência intelectual, autismo e também sou professora de estudantes surdos. E eu tive uma experiência eh de estar em sala regular, que eu sou professora de arte também. E teve um ano que eu tive uma aluna surda na sala regular, então eu sabia as estratégias que seriam melhor para que ela também aprendesse, mesmo tendo a intérprese de Libras, né? Então, fazia muitas coisas visuais, montava PowerPoint, levava imagem, explicava, mas tudo muito bem detalhado visualmente, porque eu sabia que para ela aquilo ali seria importante, porque ela tem essa questão do visual, né? E um dia os alunos falaram: "Professora, é muito interessante porque o seu jeito de explicar é tão legal que até a gente entende." Eles falaram assim brincando, mas porque o visual também trazia significado para aqueles estudantes, muito mais do que se eu ficasse ali com texto ou só apenas falando, porque eu apontava, eu mostrava, eu, né, trazia roteiros ali para eles. Então assim, eh, eu tenho um colega, o Nilson, ele falava sempre assim para mim, que ele é professor de matemática, né? falou: "Nossa, no começo eu tinha tanta dificuldade, mas aí onde eu entendi que se eu fizesse uma atividade para ela, todo mundo ia conseguir aprender também". Então você não tá deixando >> de trabalhar a habilidade, mas você tá trazendo estratégias e conceitos que faz com que todos aprendam >> sem ninguém ficar de fora. >> Muito é o duo. É isso. E aí o terceiro pilar lá do dua, né? o terceiro >> é que é demonstrar como ele aprendeu, que é o que eu falei quando chega lá na desenho, né? Por exemplo, de repente você tem um aluno dislexo, né? Esse aluno ele não vai, ele vai ter a dificuldade do registro ou da leitura, mas ele pela oralidade, pelo desenho, ele é capaz de se expressar. Pessoal, vamos produzir um vídeo aí sobre o ciclo da água, quem vocês entenderam, tal. Então você tá alcançando a todos, né? E e essas coisas muito assim na palma da mão, não é nenhuma mágica, né? >> Mas é uma aula realmente construída pensando na totalidade da sala de aula. >> Nossa, e como e se torna muito mais prático o professor do que fazer uma adaptação pedagógica direcionada para aquele aluno, né? e acaba unindo todos no processo. E é criança, eu já recebi de adolescente que tem autismo nível dois, suporte verbal, >> ele falava assim que queria fazer atividade que que os os amigos estão fazendo em sala de aula. Exatamente. >> Olha como dua seria excelente para esse ambiente. Is excelente. >> É porque ele não ele não vai fazer assim, talvez em algum momento eh ele precisa ser necessidade mais de suporte, né? >> Precisa de suporte, precisa de repente de alguns recursos, eh, uso de um computador ou uso de materiais concretos, né? Porque às vezes aquilo que você trouxe lá do Artur, às vezes aquilo que é abstrato, trabalhar com a imaginação, então ele precisa de referências que sejam reais, >> mas tá todo mundo na habilidade, né? Eu tive essa experiência também de às vezes você traz também se fazer enquanto todo mundo lá falando da da álgebra, você traz a folhinha pro menino ficar lá juntando pontinho, ele fala: "Não, ele já é um adolescente, eu também quero escrever no caderno". tá tudo bem com isso, sabe? Então assim, a gente precisa proporcionar para que ele não se sinta o estranho da turma, né? Porque já já é tão rotulado, né? E aí por que que todo mundo tá fazendo isso e eu tenho que fazer outra coisa? Mas se você coloca todo mundo para fazer outra coisa também, ele se sente incluído. >> E é um aprendizado se torna muito mais eh emocionante, mais eh tranquilo, né? As crianças aprendem melhor, né? que você trouxe vídeo, trouxe texto para decodificar os pontos principais, depois você trouxe o desenho >> para trazer uma forma de ilustração de como que você aprendeu. Nossa, eu amei essa essa eh o duo dua, né? Ô, meu Deus. Dua >> dua é [risadas] >> ela é um um método ou é um método? Isso ele é um conceito, na verdade, >> conceito. É um conceito. >> Isso. Ele é um conceito. E aí, por meio desse conceito é que o professor ele pensa nas diversas formas de aprender e do estudante e as diversas formas de ensinar, que é aquilo, se eu fizer a escada hoje só meia dúzia vai subir, mas se eu colocar a rampa, todo mundo acessa, né? Tem até uma >> também uma outra imagem que é bem famosa, que é aquela equidade e da igualdade, né? Você já viu que tem o campo de futebol? Aí a equidade, eles colocam uma criança baixa, outra sim. A igualdade, aliás, né? Eles estão todos ali, a equidade, eles colocam os livrinhos para todo mundo olhar por cima do muro. Mas o aí tem, hoje em dia eles fazem já a terceira figura que é a do que é o campo aberto para todo mundo ver o mesmo tempo. >> Tudo ao mesmo tempo. Agora >> é muito bom esse dua. >> Sim, sim. muito apaixonada. >> E é um conceito antigo, viu, Aline? É que ele ele vem chegando, né, na para nós aqui, mas ele começou lá nos Estados Unidos e ele é um conceito antigo já dentro da educação. >> Mas quanto tempo ele tem no Dua? >> Ah, nossa, já tem o DU, ele é do final, ele é mais ou menos. Ah, já tem mais de 12, 15, 20. E agora de cabeça não vou lembrar não, mas de 10 anos, né? já tem mais de 10 anos aproximadamente, né? Sim, sim. Ele começou lá fora, né? >> Sim. E eu tô até pesquisando aqui para mim não falar besteira, mas assim, eh, ele é antigo, mas é que por meio da dessa busca, né, de se aprimorar as políticas públicas, de estudos que foram eh sendo feitos aí para que, de fato, a gente trouxesse aí eh o a inclusão de fato, né, é que se começa a buscar essa essas outras experiências, né, né, que existem aí. E aí se chega nesse conceito do dua, mas ele é antes do do ano 2000, ele já começa v sendo aíado. É que nem eu te disse, ele começou com arquitetura e aí esse grupo de americanos, eles começam a trazer esse olhar também para dentro da educação. Ele é um conceito bem antigo, mas ele vem sendo explorado aqui por nós há um tempo para cá, de uns 10, 15 anos para cá. Nós temos hoje grandes referências de pesquisadores, mas >> é como você disse, né? Estamos engateando aí. [risadas] >> É um trabalho de formiguinha. Estamos chegando. Estamos chegando. Mas tá chegando, tá chegando, >> estamos chegando. Nossa, é muito bom. Então, saindo de um pouco do conceito, da parte conceitual, eu gostaria de pensar na parte prática, sabe? >> Uhum. me traz agora uma experiência sua que foi marcante dentro da educação inclusiva para de você falar para mim aqui [risadas] agora eu tô curiosa. >> São tantas, são tantas, vou trazer duas, tá bom? Bem rapidinho. >> Mas o que mais marcou a sua vida assim? Então pode trazer. Eu tenho assim, eu vou trazer da escola e depois eu vou. Quando eu comecei a fazer essa pesquisa na área da educação especial, foi porque eu comecei por um projeto, isso lá em 2004. Eh, e aí esse projeto era um centro de convivência para pessoas com deficiência. Eu não tinha menor noção da onde eu estava indo pisar, né? E nos primeiros dias eu falei assim pra pessoa responsável, falei: "Eu queria observar um pouco, eu preciso entender o que que é para eu começar desenvolver alguma coisa, que quando eu cheguei lá, ela já ficou toda feliz da vida. Nossa, uma professora de arte, vai vir ficar aqui com a gente, tal, falei, preciso entender." Aos poucos eu fui entendendo que eles eram capazes, >> sim, >> né? E que às vezes, e muitas vezes eles eram até infantilizados, né? Ali, >> mas a experiência que me marcou ali foi um rapazinho que hoje ele já deve ter mais de 30 anos, o Silas. autista e o Silas não ia pra escola naquela época, ele ficava nesse centro. Só que assim, ele tinha uma capacidade de decorar carros e números. Eu nem sabia o que era autismo nessa época, Line, porque foi assim, foi minha primeira porta. E aí no primeiro dia ele me pediu o telefone. >> Passei, [risadas] tipo, esse menino, né, vai saber meu telefone. Passei, passou uns 15 dias, o telefone toca. Oi, Rosana. Aquele jeito. Tudo bem, Silas? S filas, você guardou o meu telefone? Ele Sim, eu sei que já faz com quase 20 anos essa história e até hoje ele me liga. [risadas] Que lindo. >> É muito legal. Ele é um moção, já um omão já. E depois disso a gente começou a ver que ele tinha muita potencialidade. Graças a Deus a mãe entendeu que ele precisava ir para uma escola regular, que ele poderia se desenvolver ali. E ele foi. E uma outra experiência que aí é o é o que aí a gente vem para aquele aquela questão que nós estávamos falando do rótulo no começo, foi uma turma de sexto ano que eu peguei uma vez que tinham dois estudantes. E aí é e assim só me fala assim, vai ter dois autistas na sua turma. Eu falei: "OK, né?" Aí no primeiro dia eu conversei com os estudantes, expliquei para eles, falei assim, "Ó, vai ter momentos em que eles precisam sair e tá tudo bem. Aos pouquinhos eles vão aprendendo as regras, vocês não podem, né? Cuidado com barulho, isso pode irritar, tal, tal". Fiz todo aquele trabalho com eles antes desses meninos chegar. E aí, qual era a surpresa, né? E pros alunos também, porque eles não eram iguais. Um adorava gibi, então o hiperfoco dele em gibi. Ele ficava ali, ele participava um pouquinho. Na hora do intervalo, ele não conseguia ficar lá dentro do ambiente barulhento. Aí a gente puxava ele para fora, ele ficava ali, comia o lanchinho e tudo bem. O outro já era totalmente oposto, né? Agora se você imagina se eu tivesse nivelado esses dois. >> Ah, então vou trazer todo dia uma atividade pros dois que, >> né? e não ia contemplar, porque um ele tinha essa especificidade, ele tinha esse hiperfoco com desenho. E eu entendi que com ele, se eu trabalhasse por meio de imagens, narrativas, em quadrinhos, ia ser super legal, ele ia se envolver bem na aula. O outro ele tinha muito mais eh obstáculos ainda ser rompidos, né? Então ele precisaria de uma sala de recursos, ele precisaria cumprir uma o que é rotina, o espaço que ele estava chegando, porque eles estavam chegando no sexto ano por um ambiente totalmente diferente. Mas assim, a história deles me marca muito por essa diferença, porque muitas vezes a gente rotula, né? be laudo lá no no lado lá do da chamada rotula e não é nada disso. Nós precisamos conhecer os alunos, precisamos identificar as suas potencialidades e desenvolver. E a turma era uma turma muito, eles eram muito compreensivos, sabe assim? Aí só que assim, foi legal também porque um um o Gabriel, né, na época, ele de vez em quando ele aprontava na sala de aula e os meninos ficavam bravos, né? não vai acontecer nada com ele. Falei: "Pera aí, né?" Então, um dia eu falei com a diretora, falei: "O que aconteceria se qualquer criança da escola tivesse feito o que ele fez?" "Ah, a gente ia chamar mãe para conversar". Eu falei, "Por que que vocês não vão chamar a mãe dele?" >> Sim, >> né? E aí os alunos ficaram tudo assim, sabe? O rolinho, [risadas] porque assim, eh, em alguns momentos ele tinha questões específicas, mas ele precisava compreender também regras, ambientes, tudo mais, >> limites, né? E ele depois eu perguntou: "Por que você contou para ela?" [risadas] F. Ah, então você sabe que você aprontou, né? E aí ele tudo, mas ele precisava entender que existiam regras ali dentro também e que aquilo que ele fez não era legal. E os alunos >> é, se a gente ficar olhando pra limitação, a gente nem vai dar, nem vai pôr limites, nem regras, né? >> É muito importante limites e regras, respeitando ele na sua totalidade, né? Mas foi excelente porque ele mesmo teve essa compreensão de que foi ô pera aí, eu fiz coisa errada e pediu desculpa, né? >> Pediu ele ele todo ali, né? Daí quando ele viu que eu realmente ia contar o que aconteceu, ele mudou até o tom de voz. Eu falei: "Não, agora você vai falar alto porque você não gosta de gritar, então vamos falar num tom legal que todo mundo vai ouvir o seu pedido [risadas] de desculpa." E os meninos assim, tipo, hã, sei, desculpa, né? O que você fez foi sério, mas aí a mãe foi até lá, conversou, explicou e ele começou a entender que existiam regras que nem tudo ele poderia fazer. Mas são duas histórias assim, Aline que me que marcou bastante assim a minha trajetória foram esses rapazes hoje já, né, já são moços, homens aí que traz aí para mim essas duas perspectivas. O Silas, que eu não tinha a menor noção e que o Silas me ensinou muito, né? Então, tinha um potencial enorme com essa questão da lógica, da matemática e tantos outros que eu conhecia aí no decorrer da minha vida. E esses dois que estavam dentro da mesma sala de aula, mas alunos totalmente diferentes. E aí eu precisava ter esse olhar individualizado para cada um também, né? Se eu tivesse outro lado, só levado a folhinha o ano inteiro, não ia dar muito certo, né? >> Ia conseguir avançar. Verdade. >> Ó, a Cristina Silva, ela falou aqui: "Eu tenho percebido que a relação família e escola tem se tem se diluído, porém o que me chama atenção é o fato de que a escola está abrindo mão dessa relação. O papel do educador é não desistir, né? Então ela fala aqui que muitas vezes os os professores deixam de chamar os pais para ter essa essa relação dos pais. Lembra-se que a importância é essa relação pai e escola, né? É importante essa relação. É uma >> O que você acha disso? >> É isso. A a Cristina Silva, ela é minha colega de trabalho. Cris. >> Ah, Cris [risadas] competente também e ela desenvolve um trabalho muito legal em uma outra área aí que uma hora de repente você até convida ela para uma live aí. Mas é isso mesmo, né? É isso mesmo que a Cris trouxe. Ela ela acompanha aí os estudantes de anos iniciais, né, as crianças pequenas. E eu falo que nessa fase eh é onde tudo começa, né? E aí, independente da fase da faixa etária do estudante, enfim, eh precisa se ter essa parceria, né? Isso aí é muito importante. Eh, não pode separar, né? O pai tem que fazer parte dessa jornada. Tanto é que hoje alguns documentos que existem na escola, além da assinatura do gestor, do professor, precisa constar esse essa assinatura do pai também. Ele precisa entender o que tá acontecendo, o que vem sendo feito. Ele precisa participar dessa dessa formação de qualquer estudante de uma forma integral, né? Então não se pode separar família, escola, todos são pertencentes >> tem que tá integrado os dois. >> Isso a família, a família ela tem muito a contribuir, né? Não pode andar separado. Sim, >> não. Eu como mãe, eu sempre fui presente nesse no momento da escola, >> tanto que eu sempre fui participativa, sempre estive presente em situações e até, lógico, em orientações para cons paraa escola. sobre alguns comportamentos, como lidar com algumas situações, mas infelizmente tem muitos pais que estão esgotado, né? Tão esgotado emocionalmente, eles estão tem dia que eles não conseguem dormir, tem dia que eles estão naquele aí, tem pais que ainda vivem o luto do diagnóstico. >> E o luto do diagnóstico muitas vezes pode durar um mês, dois meses ou até 10, 15, 20, 30 anos ou até mais se deixar, né? Então, eh, quando o papel da escola de não desistir do educador, não desistir é o coordenador, convidar os pais, eu acho importante também trazer um momento de conscientização na escola, >> sabe? trazer depoimento de pais que já avançaram diante da inclusão, como que ia lidar com algumas demandas, porque quando tem essa troca de experiência, troca de de o pai sentir que o outro também vive a situação, mas que conseguir avançar, >> né? Então traz mais força para esse pai, né? Traz mais eh assim, eu vou conseguir também, né? Mas quando você vai numa escola, que eu já tive vários contatos com escolas e teve uma escola que que a mãe estava sendo muito maltratada, né? Não vou relatar o nome da escola aqui porque não cabe a mim fazer isso, >> mas eu vi o quanto essa mãe estava angustiada diante daquela daquela pressão que ela tava vivendo diante do da abordagem da coordenadora, abordagem da diretora, né? Então é muito difícil ver o quantos pais ainda precisam ter trazer essa confiança da escola. >> Sim. >> E não é tão fácil construir essa confiança, porque muitos pais vivem ainda preconceito, vivem muito rótulos. >> Eh, tem pais que chega na escola, acabei de deixar e acabou de vol, nem chegou em casa, já tem que voltar, >> né? E então isso é um um algo que desgasta emocionalmente os pais, né? Então essa correlação dos pais com a escola é extremamente fundamental na construção de uma uma educação inclusiva. Sim, >> né? Então, quando a gente tira esse olhar, além do diagnóstico, tira esse olhar do rótulo, a gente começa a entender essa criança na sua totalidade. A gente começa a olhar para essa criança, vê que ele tem potencial, que ele tem como avançar diante daquela da do ambiente escolar, a gente começa a trazer eh metodologia como a dua, né? Trazer formas de de adequar essa criança diante do ambiente escolar. Então você vê que a gente tira essa visão e como aquela diretora falou, ele eu quero que eles se sintam bem, né, na escola. Então isso mesmo. >> E a nossa >> como eu gostaria de ouvir isso de todas as escolas. [risadas] >> Incrível, né, Aline? >> Gostaria de ouvir isso, mas infelizmente a gente ainda anda no >> É, >> a formiguinha ainda tá chegando lá, sabe? >> Tá, tá. [risadas] Eh, a gente fala assim, né, que dentro da inclusão hoje o nosso olhar de pedagogo tem que ser a eliminação de barreiras, né, da a gente falta mais o conceito arquitetônico, eliminação de barreiras, né, quais são as barreiras que esse estudante ele encontra dentro do ambiente escolar e quais são os apoios, recursos e serviços que eu vou promover para que essas barreiras sejam eliminadas. Mas a barreira mais gritante que ainda acontece é a barreira atitudinal, né? As pessoas elas têm o preconceito, elas impedem esse acesso de fato, né? Que a gente volta lá pro início da conversa, as adequações que são necessárias. Tem um eh eu já acompanhei uma escola que até uma escola só de ensino médio e lá eles tinham uma sala de descompressão e não era só pros estudantes eh elegíveis, não. Qualquer aluno, crise de ansiedade, vai lá pra salinha, fica um tempinho, musiquinha, cachoeira e tal, porque é uma escola de tempo integral, né? Os alunos passam, >> preciso estar nessa escola, [risadas] tem, [suspirando] >> então eles têm essa salinha de descompressão, sabe? e ele falou para mim, é para qualquer estudante que tiver ali no cara num dia bom, tal, de repente seja uns 10, 15 minutinhos. E o professor eh e o eu sei que hoje nós, enquanto professores, né, nós também temos muitas cargas para carregar. E aí também quando você volta lá naquele papel do diretor e do coordenador também existe esse papel de acolhimento que deve haver com os professores, porque nós estamos aí eh por várias questões bem esgotados, né? Mas a gente precisa entender que a educação ela precisa fluir, né? E para esse para essa fluição aí da educação é necessário que haja essa humanização em primeiro momento, né? Que é que é isso, é acolher a família, é acolher o professor, acolher os estudantes juntos, o que nós podemos construir. Eh, eu eu acredito muito num trabalho de prevenção, sabe? E esse trabalho de prevenção, ele envolve essas parcerias que devem acontecer, né? Para que, por exemplo, essa mãe que, poxa vida, eu tive que abrir mão do meu trabalho para estar com meu filho, né? Eu preciso toda hora estar indo lá na escola. Então, assim, essa mãe, ela precisa desse acolhimento, então uma parceria com alguma >> uma instituição, uma instituição, uma ONG, né? área da saúde. Então, e essa conexão também entre os serviços públicos, eh, eles precisam acontecer. Eu sei que é muito difícil, a gente às vezes sabe que a, eh, às vezes é feito um encaminhamento, eh, para uma família e é tanta dificuldade para conseguir uma consulta, para conseguir uma medicação, né? Mas eh eles precisam ser orientados. E como você disse, essa questão do luto, ela é muito séria, né? Porque também a gente tem uma uma outra questão aqui, Aline, é aquela família que não aceita e aí quando você puxa, ele tira o filho da escola. Você vai ver histórico do menino, ele já estudou em mais de 10 escolas com 12, 13 anos de idade. Porque cada vez que alguém percebe, chama a família para conversar meu filho, não tem nada. Eu, então eu vou trocar ele de escola, né? >> Ela tá vivendo a negação, né? a negação. A negação. Exatamente. Então isso precisa ser assim muito bem elaborado, né? Por isso que esse trabalho de prevenção ele é muito importante. Então é conscientização, eh ações, né, estratégias, eh para que de fato a inclusão ela comece a acontecer. Isso é bem necessário. >> Isso mesmo. Então vou aproveitar você aqui essa sua fala. O projeto Tesouro Azul, ele vai nas escolas, tá? vai nas escolas para trazer essa conscientização, trazer esse apoio para os professores, tá? Além dos pais, também a gente traz esse apoio. É importante o entrar depois em contato com você que tem essa demanda, precisa de trazer uma conscientização na escola, como a gente já foi na PAI, a gente já foi na escola pública, escola privada, então estamos aqui à disposição para trazer essa conscientização e trabalhar junto com vocês sobre a inclusão escolar, como é muito importante eh fortalecer a escola nesse ambiente, né? Então também eu gostaria de convidar também workshop Tesouro Azul, né, que temos a equipe multidisciplinar ali totalmente dedicada a esse dia da inclusão que será no dia 11 de abril, estarão disposto ali para conversar, bater papo, dialogar, poder tirar as dúvidas, troca de experiência. vocês que estão na área da educação, vocês que estão na área da saúde e também vocês que são pais, é importante vocês aprenderem mais, aprenderem que acho que a a quando a gente traz informação, a gente a gente tira esse bloqueio, a gente tira a barreira, a gente abre caminhos para novos, >> novas possibilidades. Então, ainda quando a gente busca informação, vocês têm oportunidade, vão lá no no workshop Tesouro Azul, que vai ser um tempo muito enriquecedor para todos vocês e também para nós, né, com essa troca de conversa, essa experiência nos enriquece muito. Então entra no nosso Instagram, Tesourazor Oficial, aqui tá o link da inscrição do workshop também, tá no nosso nosso Instagram tem informações sobre o que é autismo, tem bastante post lá falando sobre as regulações sensoriais, que é importante vocês também entenderem um pouco mais sobre a desregulação. Então busque mais entender sobre essas coisas, entra no nosso Instagram, Tesouro Azul oficial que tá aqui passando, né? [risadas] e vocês possam estar aqui conosco. Ah, Rosana, voltando aqui, a gente, você falou, além dessas estratégias e desafios de inclusão, também transformam o ensino no como ambiente ao redor, né? O qual desses esses alunos para você e para sua turma trouxe uma experiência profunda? Você já nos trouxe isso, né? Então, buscando, de dessa parte aí, que eu já tô voltando pro passado, [risadas] eu gostaria de entender um pouco sobre a Dua, né? Quando você falou aqui que a DUA é um ponto central, né? que quando falamos dela de inclusão, porque ela é uma prática para todos, >> como você nos trouxe, que ela é de na forma, ela faz o o aluno pensar, o aluno refletir, o aluno trazer informações, como você falou aqui do vídeo que ele faz, ele traz engajamento, ele faz o que a criança entender o que ela vai aprender também. Ela traz uma forma de como demonstrar como ela aprendeu, né? Isso. >> Então ela ela nos convida a planejar desde o início, considerando a variedade do variabilidade dos alunos, ou seja, ela reconhece que os alunos aprendem de forma diferente >> e que o ensino precisa oferecer múltiplos caminhos, né? que não é somente aquele aquela a gente tá engessado diante daquela daquele aquele ensino. Dentro dessa perspectiva, eu queria te ouvir como a DU ajuda a planejar aulas mais acessíveis para você explicar mais um pouco da DUA, porque ela nos nos trouxe uma forma outra forma de ensino, né? Então eu gostaria de mais entender muito mais sobre, >> tá? Então, eu acho que quando nós falamos aqui dos estudantes eh elegíveis, que esse é o nosso foco de hoje, né? Eh, e a gente pensar nessa nesse currículo que precisa ser acessível a todos, eh, a gente precisa pensar na questão do desenvolvimento de habilidades. Então, fugir um pouco do conteúdo, né? Porque muitos professores são conteudistas, né? e pensar nessa questão do desenvolvimento dessas habilidades. E aí dentro dessa habilidade que o que é proposta ali no currículo, quais são as estratégias que eu vou trazer para que esses estudantes, aí eu falo no plural porque eu tô pensando na minha turma, da minha sala de aula, quais são as estratégias que eu preciso trazer para que esses estudantes aprendam de fato, né? Será que aquela estratégia que eu vou utilizar eu vou conseguir contemplar a todos, né? E aí eu vou pensar em diversas metodologias dentro da sala de aula, sair do comum, né? Às vezes corromper aquela questão da das carteiras enfileiradas, >> mas também assim, né? >> Isso. Mas também eu não posso deixar de pensar na individualidade. >> E por isso que é muito eh por isso que é muito importante então eh eu conhecer quem é esse estudante, né? Então eu quando eu falo assim o o de o sondagem, né, no caso feita com esses estudantes, então vou ver eh o que eles já possuem. Tô falando da traça, tá gente? Quais são as defasagens que ficaram lá, né? A gente fala muito da recomposição da aprendizagem, é buscar estratégias para que eles tragam aquelas habilidades que ficou lá atrás e e os nossos estudantes eh neurodivergentes, nós precisamos ir um pouquinho mais a fundo, né? Então, aí eu vou dentro daquilo que ele tem e dentro daquilo que ele gosta. Por exemplo, eu enquanto professora de arte, eu sei que, por exemplo, se eu for trabalhar ruídos dentro da sala de aula, será que eu não vou desregular alguém ali dentro? >> Sim, >> né? Então, por isso que é importante eu conhecê-los, >> né? Eh, e assim, e é um grande desafio. Eu eu lembro que quando eu comecei a trabalhar em salas eh n na educação regular, né? que eu era só professora sala de recursos. Eh, nos primeiros dias você fala: "Uau, não são só os alunos da educação especial, né? Os outros também precisam de apoios, de recursos, né?" E aí um dos maiores desafios é lá no meu currículo dizia que eu vou trabalhar música, mas como eu vou trabalhar a música se eu tenho alunos que não vão gostar da música, né? Então, aí eu ia pensando em estratégias visuais mesmo para eles entenderem o que era o ritmo, o que que era o tempo, o que que era a pausa. A gente trabalhava por meio de desenho, de vídeos. Então aqueles que poderiam lidar com a música, eles compreendiam o movimento da música, mas aqueles que também não poderiam, eles entendiam que a música era além do som, né? Então, a gente precisa aí pensar nesse sentido. Eu vou olhar como um todo, mas eu também preciso conhecer as particularidades. E dentro dessas estratégias, isso, dentro dessas estratégias que eu vou trazer, eu preciso pensar como que esse aluno ele também será alcançado, né? Por isso que eu preciso também ter esse olhar individual, né? E aí não é o professor sozinho, tá? Às vezes os professores falam isso, mas são tantas as escolas, isso é por direito de lei, né? Nós sabemos muito bem que eles têm direito a um atendimento educacional especializado. E aí é esse professor desse atendimento educacional especializado que vai promover o suporte para esse professor da sala regular criar essas estratégias, promover essas estratégias. Porque eu no meu atendimento individualizado, enquanto professora especializada, eu sei que o aluno, ele gosta muito de quebra cabeça. Então o professor vai trabalhar história, vamos montar estações. E uma determinado ponto dessas estações ali, eles vão montar o cenário da história, a narrativa, a linha do tempo, eles vão trabalhar com mapas mentais. Então tudo isso vai ajudar esse estudante a compreender também, né? Então é isso, é conhecer o todo, é conhecer o individual, mas principalmente ter esses apoios de profissionais que ajudem esses professores a elaborarem essas aulas também. Então precisa se conhecer o aluno antes, o planejamento ele começa antes da sala de aula, né? Então ele precisa saber com que ele vai ter que trabalhar naquele ano e ele precisa prever nessa totalidade aí quais são as estratégias que ele vai trazer aí para que esses alunos aprendam de fato. >> Eh, quando você falou aqui de lei, né, a lei 13.146 de 2015, a o plano de ensino individualizado P é um direito de todos os estudantes com deficiência, tá? pessoas com a pessoa com autismo, ela não tem, ela não é uma pessoa com deficiência, mas pela lei ela é equiparada pessoa com deficiência. >> Então ele esse o P ele reforça uma necessidade de planejamento individualizado como metas claras, muitas vezes adaptações pedagógicas, participação da família. Isso é fundamental para o início da, quando você tá eh com aquele estudante ter fazer esse plano de ensino individualizado, ele vai garantir que esse o recurso seja estruturado e intencional para essa criança, né? >> Mas quando a gente fala doa, como você nos disse aqui, nós estamos falando de um, não estamos falando de protocolo, mas sim uma metodologia de de abordagem pedagógica, né? deixar bemando isso. A orienta o professor a planejar, considerando desde o início a diversidade da turma, oferecendo múltiplas formas de engajamento, apresentação do conteúdo, de expressão. Ela não é individualizado porque não olha para o estudante específico, mas organiza o ensino que é a maior forma de número de possível de estudante que consegue aprender diante daquela daquela daquele ensino. Já o plano de [limpando a garganta] ensino individualizado, quando você me falou aqui que a gente fala do sobre prevenção, >> o plano dividizada, ele ora para o desenvolvimento global da pessoa, incluindo aspectos comportamentais, incluindo aspectos emocionais, funcionais. É nele que entram estratégias de autorregulação, habilidades adaptativas e principalmente construção de protocolo de prevenção de crise. >> Sim. Por que eu tô falando isso? Porque muitas vezes quando a gente faz o eh é extremamente importante o plano de ensino individalizado, porque quando a gente tem um estudante que você falou aqui que você usou, você precisava trabalhar música, mas você usou recursos visuais, né? Tem crianças que t dificuldades auditivas, que eu já tive um caso de uma criança que ela tinha dificuldades auditivas e que ela não gostava de ouvir os outros cantar música. Então, >> só que esse plano de desenvolvimento individualizado não foi exposto para a professora, não foi exposto para para os para a escola em si, mas ficou direcionado somente a direção e a coordenação. Isso é um erro. Por quê? Sim, >> essa criança, ela não conseguia ouvir outras pessoas cantando. E quando a professora começou a cantar uma musiquinha, essa criança ela ela ela se desregulou. Então, essa desregulação, ela foi lá e bateu a cabeça na boca da professora. Então, ela abriu toda essa parte da boca da professora. Não é culpa da criança, né? foi eh falta de manejo de uma estrutura institucional de apresentar esse protocolo, né, de prevenção diante de crise paraa professora. Sim, >> nesse caso, a professora, ela não sabia dessa informação. >> Sim. >> Então, o o P o PDI ele é fundamental porque se não se trata apenas de intervir comportamento, né? Mas ele >> ã ele antecipa, organiza o ambiente, ensina os caminhos de comunicação e de autorregulação e também comportamentos funcionais que muitas vezes podem ocorrer diante daquele ambiente por causa do busca de autorregulação. Nesse caso, essa criança tava buscando uma autorregulação, mas ela não sabia expressar porque ela era nível três suporte não verbal, né? Então e como cada um tem o seu papel complementar, a DUA ela nos organiza como um todo, o PE, ele ele ele trabalha a estrutura, o o percurso pedagógico individual e já o PDI ele aprofunda mais o desenvolvimento e o comportamento. Quando esses doos três se juntam, ele deixa a inclusão mais adaptada e passa a ser mais de uma forma mais planejada, tá? Sim, >> de forma simples assim falando para vocês, a DU é para todos, como a a Rosana nos falou aqui, o P e o PDI são eh trabalha mais a singularidade. >> Então, pensando nisso, tudo isso eu achei importante trazer, porque quando a gente fala da DU, a gente tá falando de engajamento, representação, ação e expressão, né, de uma forma de planejamento de condução como um todo. Rosana, você me falou dos três pilares, mas você poderia falar para mim >> especificamente cada pilar pra gente poder paraas passar pr as pessoas para elas não esquecerem desses pilares, >> tá? E aí, Aline, eh, antes de eu trazer esses três pilares, eh, só complementando aí a sua fala, eh, é de suma importância a gente compreender, eh, esses instrumentos que você trouxe, esses documentos, né, que você falou, >> eh, que eles precisam estar disponíveis para todos, né? precisa estar, ele não é o professor especializado, ele não é detentor disso. Ele é um documento que ele vai apoiar, inclusive os demais professores a construir aí um planejamento para esses estudantes. E esses documentos eles precisam ser revisitados periodicamente, >> porque é o que no começo, não tá dando certo, o que que tá acontecendo, o que que eu preciso mudar, né? Como que eu vou recalcular? Opa, isso aqui já deu certo. Então, de repente, para aluno, qual que é a primeira necessidade dele do ambiente escolar? Não é o aprender ler, escrever. Primeira necessidade dentro daquele estudante é ele se adaptar ao espaço, compreender as rotinas, compreender os momentos que ele tem dentro do ambiente escolar. E aí a consequência é que as demais coisas começam a acontecer. Aí se o professor, se não há esse planejamento, se não há esse plano já eh aí individualizado, esse aluno acaba ocupando o espaço, mas ele não é pertencente a esse espaço. Então isso é bem sério, né? Então assim, esses documentos são de extrema importância e precisam ser levados muito a sério e precisam muito mais do que isso, que a gestão ela compreenda que todos têm que ter acesso a esse documento e que a parceria entre professor regente, professor especializado, ela é extremamente necessária para que a inclusão aconteça de fato. Então é isso aí. Voltando pros três pilares lá do DUA, [risadas] então eu vou repetir, né? Eh, o primeiro deles aí que é o engajamento, né? Então, é o porquê da aprendizagem. Então, esse conceito ele é o pilar aí paraa motivação e do interesse emocional do aluno também, porque como eh a gente falou lá, eh, o aluno não gosta de música. Eh, então, se eu trago a música paraa sala, isso vai de repente eh desestabilizar, estimular, >> desestabilizar. Isso mesmo. Isso. Então assim, mas qual é a forma dele aprender? Não sei se eu tenho tempo, mas eu queria contar mais uma experiência bem rapidinho. >> Tem tempo, tem tempo, tem tempo. Tem. [risadas] >> Eu é, eu atendi uma vez o estudante em sala de recursos, ele vinha de uma outra escola. Naquela época nem todas as ainda não tem todas as escolas, mas era bem mais difícil ainda, né? E assim, ele era muito sociável, enfim. Mas gente, foi uma batalha assim, porque tudo que eu fazia dava errado. [risadas] >> Meu Deus, >> não conseguia. Eu não conseguia assim. Eu vinha pro jogo, eu tentava montar a dupla. Vamos ver se com esse aluno ele ele vai. Não, não vai. Vamos trocar de horário, vamos trocar de parceiro. E fui, fui, fui, fui. E sempre conversava com as famílias também. Mas acho que naquela época eu ainda não tinha essa visão do que realmente eu precisava perguntar para essas famílias, né? Até que um belo dia eu resolvi, era dia das crianças já, e eu resolvi levar um videogame para montar para eles brincarem lá o Xbox na época, né? E aí eu comecei a montar e ele falou assim: "Tá difícil". Falei: "Tá difícil, [risadas] eu sei. Eu eu assim, você sabe, como assim você sabe, né?" Aí ele foi lá pá pá pá pá pá, montou. Eu falei: "Não acredito, >> gente, que top. O ano já tá quase acabando e agora eu entendi qual é a forma desse menino aprender, porque ele associava a cor aos pinos lá de montar o Xbox e deu tudo certo. Aí chama meu pai pai, como você nunca me falou isso, né? E ele [risadas] falou: "Mas eu não achei que fosse importante, mas ele sabe montar, ele brinca, não sei o quê". E aí eu, né, refiz o meu plano de atendimento do menino e a coisa começou a fluir por essas habilidades que ele tinha, >> porque eu ia por onde ele não tinha. [risadas] >> E aí a partir dessas questões, ele a gente começou aos pouquinhos ir desenvolvendo outras habilidades, mas era o carro era o que ele tinha, né? Então, eh, esse conceito aí do engajamento, né, ele ele tá envolvido com isso também. Então, por exemplo, eh, ao invés de começar a aula lá, apenas abre o livro, vamos ler página tal, a gente pode começar com desafio, com uma pergunta, com uma brincadeira, né? A gente fala muito da questão da gameção, mais engajamento mesmo. >> É, eles adoram, eles adoram, né? eh a questão aí da gamificação, eh, e não só o quando a gente fala de a gente fala do plugado, né, que são as tecnologias, mas também do desplugado, né? Então, outros jogos, outras estratégias que façam com que eles aprendam também. E aí a gente vai para esse segundo conceito aí do dua, né, que é o oferecer a informação, né? Então, por exemplo, eh, eu disse lá o exemplo do ciclo da água, né? Então, não usar a imagem, pensar que nem todos aprendi apenas lendo ouvindo, mas tem aqueles alunos como a Rosana que precisa pôr a mão na massa, né? E assim, Aline, eu tive muita dificuldade na minha escola, né? Porque era um método muito tradicional, só quando eu fui pra faculdade foi que eu me descobri, porque ali eu colocava a mão na e ainda bem que eu escolhi a área de arte, né? E aí eu comecei a praticar aquilo que eu gostava e meu desempenho ele melhorou muito, né? Então até o final do ensino médio eu era uma aluna mediana, era daquelas brincadeiras que tirou cinco é 10, né? Sete é 10. Mas quando eu fui para aquelas habilidades que eu gostava de desenvolver de fato, aí eu comecei a me formar aí de fato como uma cidadã, enfim. Então isso é muito sério, né? É por isso que a gente precisa ter essa questão. Eh, e aí não adianta. Eu lembro que eu tinha professor que eles pegavam no meu pé, mas não foi desse jeito que eu perguntei a a que eu fiz a pergunta. Eu entendi o que você tá perguntando, mas eu não consigo responder do jeito que você quer e tá tudo bem. Tem outras formas que eu poderia responder, né? Então, às vezes é muito cobrado. Não, mas tem que escrever, mas ele não consegue escrever. Mas dá um tablet na mão dele que ele vai >> fazer ali, né? Então, a gente precisa conhecer essas formas também de expressão desses estudantes e entender que a a avaliação do aluno, ela não é uma prova final, ela é todo um percurso, né? Então, o que que ele fez ali naquele percurso que aí a gente quebra aquele conceito de que ah, é aluno da inclusão, tem que tirar cinco, dá cinco para ele. >> Pera aí, tem muitas possibilidades de chegar a 10. >> [risadas] >> Exatamente. >> Muito mais muito melhor que a gente. >> Exatamente. Lembrar do Silas que decorava números [risadas] e quantos outros aí, né? Então assim, aí você fica às vezes nem dá nada e fica ali, ele fica dentro de um quadradinho, né? >> Limitando essa criança. >> Exatamente. Limitando essa criança, né? Então, eh, lembrar que essas estratégias aí, esses exemplos, eles não vai beneficiar apenas o aluno com deficiência, né? ele vai beneficiar a todos. Isso mesmo. Eh, e aí o terceiro pilar lá que é a ação expressão, é o como, né, da aprendizagem, como ele aprendeu. E aí ele tem aí eh diferente que eu já acabei de falar, né, diferentes formas aí de apresentar o seu aprendizado, né? Então é isso. >> Você me falando aqui, eu da dua, eu eu estudo com Artur. Toda vez que ele vai fazer prova, a, eu faço aqui sim. Eu pego o primeiro, eu apresento para ele um um vídeo. >> Não, primeiro eu apresento o texto. Eu apresento para ele um texto, né? Depois que eu apresentei aquele texto, aquele tema, eu trago o vídeo. Depois do vídeo, essa é a forma que o Artur aprende, tá? Sim. O, eu apresento o vídeo, depois do vídeo eu uso imagens para para decodificar >> e coloco os pontos principais de cada do quais são os pontos principais ali como forma de perguntas, imagem para ele aprender, sabe? >> E quando chega na prova, ele vai lá e tira 8, 9, 10. E ele é muito bom nisso, sabe? Porque é uma forma que ele aprende, né? Sim. >> Então, eh, como eh tavam apresentando para ele, mapa mental, mapa mental não é um aprendizado, gente. O mapa mental é uma forma de você só aprender ali e decorar. >> Mas se você quer que a criança tenha interpretação, >> precisa trazer a tua, né? Uma forma que ela pode todos podquele ambiente escolar, né? Sim. >> E se os com a participação dos pais também fazer uma decodificação, uma organização de estudo. Tanto que o Artur ele ele tirou ótimas notas. >> Olha aí. >> E agora aí agora vai perguntar pra mãe se você lembra do contexto. Eu não lembro dos contextos, mas ele foi ótimo. [risadas] >> É. E ainda bem que ele tem, ainda bem que ele tem você, né? E mas esse também é um papel que quando os professores eh do atendimento especializado ele consegue entender, ele vai trazer essa trilha pro professor regente. E aí Aline, eu queria até dar uma dica. >> Pode dar dica. É isso mesmo. Que eu queria que você me passasse dica de estratégia. pass existe, existe um site chamado Para Casa Inclusivo. O professor ele pega a habilidade que ele vai desenvolver com a turma, ele joga ali e hoje não só esse site, a própria IA em diversas modalidades aí diferentes de a >> eu vou trabalhar essa habilidade na minha turma. Eu preciso, mas se eu tenho um aluno que precisa aprender dessa, dessa dessa forma, eh, crie um plano de ensino, >> levando o dua como patamar aí para essa para essa sala de aula. Ele quer um plano em segundos ali para você, ele traz as estratégias, ele traz o como aprender, o que aprender, ah, como avaliar esse estudante. Então, assim, eh, esses estudantes, né? Então assim, hoje em dia a tecnologia, eu falo assim, a inteligência artificial ela trabalha para mim e não ao contrário, eu não sou dependente dela, ela trabalha para mim >> e eu preciso aprender a usar esses recursos também porque por esse site que eu te falei, >> se eu pedir para ela, >> colocando aqui, >> é, se eu pedir para ela >> site para casa inclusiva, né? Isso aí, >> isso mesmo. Isso mesmo. Eh, se eu colocar, por exemplo, vou ensinar o ciclo da aula. Ah, mas eu tenho o aluno lá que eu citei lá no começo que ele atende por aprende por quadrinhos. Então, criei para mim um dentro desse plano uma atividade por quadrinhos. Aí ela puf cria, >> sabe? É, claro que você cria agora para mim o texto em caixa alta, pá, ele cria, sabe? Então, assim, isso é bem bacana e a gente precisa eh aprender a utilizar esses recursos também. né? Porque isso facilita muito, né? Então, todas as estratégias que você traz aí com o seu filho, né? Os professores também podem. Eu dei essa dica para um colega meu que ele é professor de química, [limpando a garganta] >> ele adorou, >> ele faz aula agora assim, ó, papum, porque ele consegue atingir a todos e tem aquelas especificidades também. Então, assim, é muito legal. Hoje em dia a tecnologia, >> a gente tem bastante recursos, né? Então a gente precisa aproveitar os recursos que temos para trazer uma uma educação inclusiva mais efetiva para essas crianças, né? >> Vou trabalhar tal tema por duas aulas. Que estratégias que você me traz parar no dua aí? Aí ele cria ali para você o plano. É muito bacana. É muito bacana mesmo. >> Ah, nossa, é muito bom. Então eu coloquei aqui, ó, paracasainclusiva.com.br. Eu já coloquei aqui no >> na nos comentários. Você você dá o comando e depois você pode abrir uma caixinha de diálogo para ir dialogando com a IA, né? Ah, não preciso agora criar isso aí. Ela puff cria, sabe? É muito bacana. Ajuda >> Nossa, eu coloquei aqui já para para dar dica pra gente ter a gente eu quero ouvir de todas as escolas, seja essa criança, quero que ela se sinta amada. Então vamos colocar aqui todo tipo de informação para que essa eh as escolas sejam inclusivas de uma forma mais efetiva e também trazer mais recurso pros professores, porque a gente sabe que muitas vezes a demanda escolar não não é tão fácil porque precisa muito de políticas públicas, né? Então, a gente precisa muito andar ainda em políticas públicas, mas as informações que a gente tem, a gente vai já oferecendo para que os professores educadores possam ter mais eh recursos para adequar diante do seu assistido, diante do seu aluno, né? Então é extremamente importante. >> É porque assim como os Ah, desculpa, eu fale assim, assim como os alunos aprendem pares, >> assim como os alunos aprendem entre pares, os professores também. Então, tem essa troca, isso é essencial, gente. É >> essencial. A gente tem aqui a Márcia Viana Pereira, ela nos fala aqui: "Excelentes colocações, vocês falam com propriedade sobre o assunto, grandes contribuições para educadores e famílias". Aí ela repetia, acabou, foi dois, foi duas vezes a mensagem. >> A, a Márcia é minha prima, tá? Ai, minha preciosa. [risadas] >> Ela colocou aqui, é, meu amor, já até faço coraçãozinho. [risadas] Então, eh, eu, a gente viu que aqui as pessoas aqui no chat colocam suas perguntas aqui. A gente ainda tem uns dois minutinhos para perguntas. Vocês tam alguma dificuldade diante do ambiente escolar na educação inclusiva ou vocês já tiveram já utilizaram dua, né? porque vai saber que se tem alguém aqui diante da nos assistindo também, que já utilizaram o dua, que seria uma excelente contribuição para nós também, >> né? E vocês que tiveram alguma experiência de com uma criança e foi algo assim que impactou a vida de vocês, podem nos colocar aqui. Se caso não ter tempo da gente ver aqui ou vocês colocarem, coloca nos comentários também depois que o nosso Instagram vai estar salvo, o nosso YouTube, nossa transmissão vai estar salva. Coloca lá suas experiências, depois coloca sua mensagem, manda mensagem pro Tesouro Azul oficial aqui e a gente vai entrar em contato com vocês e vai ser uma grande contribuição. Rosana, eu estou impactada, você sincera, que meu coração está aqui, ó. Que bom, que bom, >> porque realmente esse essa live aqui trouxe trouxe a esperança, sabe, para muitos educadores, >> porque muitos educadores não tem não tem para não sabe para onde, qual é o norte, onde >> você trouxe esse norte, né? Por onde eu começo. Então isso nos traz uma esperança, né? uma esperança que realmente podemos conseguir sim avançar, conseguir eh nos ter recursos para nossos nossas crianças. Isso foi muito impactante. Eu tô muito honrada. Eu me sinto honrada por Deus, pela sua presença aqui no nosso workshop Tesouro Azul, que você também estará conosco e também na nossa live. Eu quando eu te conhecia já, meu coração já fez assim no primeiro dia, tá? Naquela, naquele momento que a gente foi foi recíproco, porque quando a gente apresentou, né, sobre a inclusão, né, na igreja e vi o quanto foi, eu olhei para você e vi a sua palestra, eu falei assim: "Ai, que linda, [risadas] >> vou convidar a Rosana pro workshop." >> Obrigada. Porque eu senti isso, eu senti esse amor, eu senti esse cuidado, eu senti que eh que você não fala por falar, você fala porque realmente você sente esse amor, você sente esse cuidado com essas crianças. >> E isso é um dos pilares paraa inclusão, é você ter amor e você ter essa empatia e você traz tudo isso e você fala com com olhar brilhando assim. Ai tem que você amor que tá muito pulsante aí na sua frente assim no seu sorriso >> e isso é realmente impacta uma mãe atípica. Eu tô falando assim agora como mãe e como profissional eu tô me sentindo honrada, tá? Honrada e eu creio que isso aqui vai impactar vidas e vai alcançar multidões, porque essa live vai abençoar muitas famílias. Eu gostaria que você deixasse aqui pra gente umas considerações finais e tá >> bom. >> Então assim, eu tô muito feliz de ter participado aqui desse momento. Realmente o que você trouxe é verdadeiro. Eh, eu falo que a minha vida ela é uma antes e uma depois de eu ter começado a ser professora, né? principalmente professora aí na perspectiva inclusiva, porque eu acredito muito na educação, eu acredito muito no papel social da educação, né? Nós temos muitos autores que falam isso, que o estudante ele aprende pelo meio que ele convive. E nós, enquanto educadores, nós temos esse papel de transformar esse meio, porque para muitos o o único refúgio dele é a escola. Isso mesmo, >> né? Paraas famílias. também nem todos têm essa bênção de ter uma mãe como a Aline, né? E aí é lá na escola que ele vai aprender de fato, que ele vai aprender a diferença. E assim, a inclusão ela é muito importante. Nós sabemos que existem casos que são específicos, né, Aline? Mas primeiro nós precisamos testar, tentar aí todas as possibilidades, né? E não no primeiro não que você ouvir, você já desistir, sabe? Porque assim, eh, precisa de um tempo de adaptação, precisa de persistência, não é fácil, como a Aline Trou o papel da mãe é típica, não é fácil, é cansativo e nós sabemos de tudo isso, mas assim, eu vejo a luz lá no final do túnel, sabe quantas experiências que a gente não vê até hoje em dia na televisão, né, de alunos, de jovens, que eles avançaram, que eles se desenvolveram, porque de repente teve aquela pessoa que virou a chavinha na vida dele, né? né? Então eu acredito muito na educação dessa forma. Eu acredito nessa educação que ela tem que ser humanizada sim e que nós precisamos olhar quem é o cidadão antes da deficiência, como você disse lá no começo, a pessoa com deficiência, né? Então ela não é a pessoa deficiente, ela é a pessoa com deficiência. Então, antes de se da deficiência ou de outros do TEA, enfim, existe a pessoa, né, mes o aluno que tem nome, tem sobrenome, tem família, tem uma história. A gente precisa respeitar tudo isso. É nisso que eu acredito de verdade. Aline. >> Ai, muito obrigada. Eu quero agradecer agradecer novamente, Rosana, pela consistência teórica que pela contribuição em prática que você nos trouxe nessa conversa. Nós encerramos essa live com uma compreensão que não pode ser ignorada, tá? O aprendizado, o processo de aprendizagem não depende somente do aluno, ele depende principalmente das condições de acesso que ele tá tendo e essa condição que nós estamos podemos oferecer para ele. >> E a inclusão é como um todo, né? E quando esse acesso não está garantido, precisamos ter maturidade profissional para reconhecer que não é o aluno que não aprende, é o ensino que ainda não conseguimos alcançá-lo, né? E isso nos nos confronta, nós faz uma uma pergunta de confronto aqui que eu quero deixar para vocês, para vocês guardarem nos seus corações e colocarem em prática. Estamos de fato garantindo o acesso de aprendizagem. ou ainda estamos esperando eh que todos aprenda da mesma forma dentro de um modelo que ainda contempla, não contempla a diversidade, coloca isso em pauta, porque isso é muito importante, porque a inclusão não se sustenta em discurso, ela existe, ele existe revisão prática, tenscionalidade pedagógica, é um compromisso do desenvolvimento real desse aluno e isso exige preparo, tá? Por isso, a formação continuada deixa de ser uma opção, mas se torna uma responsabilidade profissional. Então, vocês que estão aqui conosco, eu quero fazer um outro convite para vocês do nosso workshop Tesouro Azul, que será no dia 11 de abril. Nós fomos aprofundar esses esses assuntos fundamentais, trazer estratégias aplicáveis, construir caminhos possíveis para prática mais acessível e eficaz diante do contexto da inclusão da educação inclusiva. Se você deseja, né, sair da intenção e e atuar com mais segurança, clareza, responsabilidade, esse é o próximo passo de você estar conosco no nosso workshop do Tesouro Azul. vem para o workshop Tesouro Azul, garanto a sua vaga. O link está aqui no nosso chat, mas também estará disponível no nosso Instagram, Tesouro Azul Oficial. Quero fazer um convite também para vocês. No dia 3 de abril, teremos a nossa live sobre a conscientização da pessoa com autismo, que será com a participação da Luna Sampaio e a Patrícia Romero estará conosco aqui para falar um pouco das suas experiências. Elas são mães atípicas e elas vão trazer como como o contexto social, o contexto educacional afetam na na inclusão dos filhos dela e também trazer as suas experiências na prática, né? Então aguardamos vocês no dia 11/04 no nosso workshop Tesouro Azul. E muito obrigada a todos pela participação. Deus os abençoe. Até a próxima. Tem uma coisa aqui que a Cristina falou, foi ótimo. Parabéns pela mesa. CR >> excelente. Então, que Deus os abençoe. Até a próxima. >> Tchau, pessoal. Até dia 11. >> Até dia 11. É, até dia 11. [risadas]