EXISTE PSICOLOGIA CRISTÃ?
09/03/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Quais são as diferenças entre a igreja batista e a presbiteriana? >> Depende da presbiteriana e depende da batista, né? Porque você tem muitas batistas diferentes, muitas presbiterianas diferentes. Geralmente quando você fala de presbiteriano, você tá pensando na IPB, igreja presteriana do Brasil, a maior representação presteriana que a gente tem ah no Brasil hoje. Quando você fala de Batista, aí geralmente você tá pensando ali num núcleo batista um pouco mais comum, Batista comissão e tal. Ah, existe um um um campo de diferenças principais. O primeiro ponto de diferença tá atrelado a o batismo. Os batistas têm esse nome porque creem em batismos exclusivos de adultos. Nós chamamos de credobismo, né? Contra o pedobismo, que é o batismo de crianças, né? Pedo vem de pensa de de em dizer uma coisa ruim, né? Vou mudar para pediatra. Pensa em pediatra. Pronto. O pé aí exemplo horroroso ia dar, né? Mas vem do mesmo lugar. Você sabe a ideia de pedo, pedofilia, pediatra, tudo isso fala com relação a a pede, né? Vai pro grego ali, tá? Ela fala de criança. Pedo batismo é batismo de criança. É o que presbiterianos fazem, católicos fazem, acho que luteranos fazem, anglicanos batizam crianças. Então você tem várias comunidades que batizam crianças, tem o pedobismo. Batisem no credo batismo. O batismo ele é mediante a fé, a crença, declaração pública de fé em Jesus. Ah, isso vem principalmente de uma de vem de dois lugares principais. Ah, vem da percepção de que no Novo Testamento o batismo sempre vem diante da confissão de fé. Então, creia e seja batizado. Tem essa expressão muito explícita no novo tachamento. E vem de uma visão sobre a superioridade da nova aliança, em que a nova aliança é feita exclusivamente com crentes, enquanto a antiga aliança como aliança nacional era feita com crentes e descrentes. Por que é que se batizavam crianças no Antigo Testamento? Porque a velha aliança era uma aliança feita com descrentes também. E como era feito com descrentes também, o selo dessa aliança era um selo nacional. Não importa se você cria ou não. Então, crianças eram eram circuncidadas, escravos eram circuncidados. Por exemplo, quando você se convertia. Ah, na nova aliança tem uma coisa diferente. Apenas uns crentes estão debaixo da nova aliança. Não existe descrente debaixo da nova aliança. Enquanto na antiga aliança havia a comunidade judaica debaixo da aliança e um remanescente fiel, que eram os verdadeiros judeus, os realmente salvos, a igreja é o remanescente fiel. Não existe uma comunidade que dá uma aliança externa e então uma aliança mais profunda. Isso não existe. Então o batismo como selo da aliança no Novo Testamento, o selo da nova aliança, ele é feito apenas para crentes. Por isso não cabe descrentes, por isso não cabe crianças. Esse seria o segundo ponto da teologia batista de porque tem essa diferença. Os festirianos vão ter os argumentos para argumentarem a favor do Pedro batismo. Vão usar alguns textos do Novo Testamento, como a pregação de Pedro, de que essa aliança é para vocês e para os vossos filhos. Vou interpretar que isso é um sinal de que os filhos eram batizados também. ah, vão usar um texto Colossenses que vai relacionar o batismo à circuncisão e vão entender que o batismo e circuncisão é eh é uma continuidade, né, entre aliança e outra. O batismo seria a circuncisão da nova aliança e por isso batizaríamos crianças também. Eu discordo plenamente disso porque justamente sou batista. Então não é a minha leitura. Um segundo ponto muito comum entre presbiterianos e batistas fala de modelo de igreja, de governo. Batis tendem a ser congregacionais. Ou seja, existe uma assembleia que governa a igreja. A igreja se autogoverna. presbiterianos, o nome já fala de presbíteros, fala de uma liderança de uma autoridade sobre a igreja, um corpo, um conselho presbíteral que muitas vezes se estabelece fora da própria comunidade. Então você tem uma rede de igrejas, uma comunidade de igrejas e há presbíteros que cuidam dessas igrejas que têm um conselho local e um pastor ali também. Acima desse conselho tem um sínodo, acima do presbí do presbitério tem um sínodo, que é a junção de presbitérios. Aqui no Brasil tem chama o famoso supremo concílio e junta todos os sínodos, né? Ah, então a questão de governo de igreja é um segundo ponto muito importante. Um terceiro ponto pouco importante é os relacionamentos entre o Antigo e Novo Testamento. Os presbiterianos são majoritariamente aliancistas, creem em um tipo de relacionamento entre as alianças a mais contínua batistas. Alguns são aliancistas, outros tendem alguma vertente do dispensacionalismo, seja os mais clássicos, que já não existem mais praticamente os mais revisados, ou os progressistas, digamos assim, né? são os, é o dispensacionalismo progressivo, que é um modelo um pouco mais novo de dispensacionalismo, que é uma visão um pouco mais descontínua entre Antigo e Novo Testamento. Aí já é uma sopa de letrinhas um pouco maior, não dá para explicar muito numa conversa rápida aqui. Ah, mas essas são as principais diferenças, Iago, mas aí o núcleo doutrinário, mas sabe, é muito parecido. Jesus é Deus, trindade, céu, inferno, Bíblia, palavra de Deus, esses pontos centrais da fé, a gente vive em comunhão. Por isso, batistas e presesterianos costumam ter comunhão como igrejas irmãs, né? Ah, ninguém. Ah, você é preseriano, você não é crente, você é batista, não é crente? Isso não existe, né? Existe um comum muito grande. Batista e presterianos trabalham juntos em muitas frentes, né? Pro serviço do evangelho. Graças a Deus. >> Pastor, nós nós tivemos algumas perguntas que se repetiram bastante, mas >> junta aí, não só. Vocês repetiram bastante, mas teve uma que parece que todo mundo quer saber, todo mundo. >> Eu votei na pessoal está perguntando se você está de insider hoje. Favor, leia aqui a etiqueta, por favor. >> Insider closeupom teologia. Eu sou cara ensai o tempo todo. Assim, eu ia ficar o dia inteiro na igreja. Cheguei aqui 7:40 da manhã, saí 7:20 do hotel, vou ficar aqui só Deus sabe até que horas e vou chegar no hotel de noite. Pensei que roupa aguenta o dia inteiro sem feder? >> Tem que seriderida. Ess >> eu inclusive tô congelando aqui. Olí, ó. Ó a fumaça no frio de de sei lá 1 grau aqui na Coreia do Sul. Só para dizer para você que é verdade mesmo, tá? Eu uso Inside em todo lugar. Eu saí do Brasil, fiz uma um voo de avião até Paris usando Insider. Cheguei em Paris usando insider, peguei trem, fiquei 8 horas em Paris, gravei vlog para vocês lá em Paris. Vai, vai sair aqui no canal. Coisa é meu querido, sai roupa para todo momento. Eu tô fazendo uma viagem de Fortaleza pra Coreia do Sul. É um tempão andando por aí. Um tempão. E aí, meu irmão? Vai ser três dias quase com a roupa do corpo. E aí, o que que eu escolhi? Escolhi Insider porque a Insider é a certeza que eu não vou ficar fedendo nos voo, não vou chegar na Coreia todo fedorento. Por quê? que a gente tem essa roupinha maravilhosa que não deixa as bactérias do odor se proliferarem rapidamente. Peguei outro voo de 12 horas até a Coreia do Sul. Eu fiquei quase três dias com a mesma roupinha da Insider. E o cheiro, cadê? Nada de cheiro, porque as bactérias do odor não se proliferam igual as suas outras roupinhas aí. Tá lembrando, ó minha cara, ó. Ó, ó o cabelo de quem tá desde domingo sem sem tomar um banho. 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Vamos volta lá pro nosso câm pastor de hoje. >> Pastor, eh, qual é o livro de apologética que você indica e você acha que esse assunto é um assunto relevante para que a igreja tenha encontros, tenha informações contínuas sobre esse assunto? É, um tema relevante, é útil, mas quando você fala de apologética depende muito do tipo de apologética que você tá tentando estabelecer, né? Ah, do tipo o tipo de engajamento cultural e local. Se for predicar alguns livros, eu gosto muito como livros básicos e introdutórios, ah, um livro do Norman Geisler chamado Não tem um fé suficiente para ser ateu. Livro muito simples, muito bom de ler, uma boa coleção de argumentos e os materiais do William Len Craig. O Will Len Craig tem um livro chamado em guarda, que ele ajuda a estabelecer os argumentos a favor da existência de Cristo, da existência de Deus e coisas assim. São dois livros muito bons. O Craig tem uma série de materiais úteis, todos eles em português. Tem um livro dele que é a o livro mais básico dele, que é o é o Fé, eu acho que é Fé Racional o nome do livro em português. Em inglês é Resonable Faith. É, não sei se acho que é acho que foi assim que foi traduzido. Ah, e ele tem um outro material muito bom que é a filosofia com as móviles cristã. Ele escreveu junto com com Morland todos pela vida nova. Vale a pena. Eu não tenho fest para ser atu. Eu acho que é pela editora vida, a vida nova e o vida, né? Vida velha só vida e o Vida nova. São ótimos materiais introdutórios. Vale muito a pena ir esses caminhos aí para você iniciar no processo apologia. Aí às vezes assim, é uma matéria que pode se aprofundar muito, então você pode ir para tentar discutir já questões mais filosóficas, tem as correntes apologéticas, você vai ter o evidencialismo, pressuposismo, aí você vai pr aí é filosofia, aí vai para correntes filosóficas. Se você é uma pessoa que é dotada dessa capacidade técnica, né, em ler filosofia, gosto de filosofia, aí você vai para autores como Cornélius Vantil, como Gordon Clark, que aí discutem esses assuntos no sentido um pouco mais profundo, um pouco de lógica mais difícil. Assim, se você é um cara mais na área de lógica formal, você vai ter o Alvin Plantinga escrevendo também livros muito muito bons e apologético, mas é uma coisa mais cabeçuda assim para quem tá a fim dessas coisas mais difíceis. Membro de igreja, tô só querendo aprender aqui uns argumentos para fortalecer minha fé. Norman Geisler, William Craig, ó, bom demais, gosto muito. >> A próxima pergunta, ela tem uma relação com essa daí também. Alguma sugestão de por onde começar a estudar teologia mais a fundo, incluindo alguma indicação de livros? >> Vou dar a indicação mais chata possível. Eu vou dizer, não vou dizer para começar com a Bíblia, eu vou explicar. É porque teologia geralmente é o estudo sobre, não é? Não é leitura da. Então assim, toda a teologia tem que ser fundamentada na Bíblia. Eu não vou dizer começa a ler na Bíblia, porque eu já presumo que você está lendo sua Bíblia. Já é assim, já é pressuposto. Tem que estar lendo sua Bíblia. Ah, tem que est tendo os seus devocionais em dia, lendo a palavra de Deus. Agora, se você quer um aprofundamento na compreensão desse texto e das relações desse texto com a vida, geralmente digo é compra uma teologia sistemática, porque você vai gastar ali às vezes uns R$ 200 comprando um livro que é caro, mas é um calhabaço de 1000 páginas. E aí você vai passar um ano, 2 anos lendo aquele livro, três anos lendo aquele livro, sei lá, e você tem um panorama de doutrina muito grande. Então assim, é economia financeira, porque você compra um livro só para ler 3 anos, queele livro provavelmente, dependendo do seu ritmo de leitura, você tem um livro que tem um panorama de doutrinas. Então você tem ali toda a teologia cristã dividida às vezes em 10 doutrinas e tudo aquilo sendo discutido sistematicamente. Você tem você vence a ansiedade de ficar procurando livro novo também. Meu ten livro só para ler aqui. Eu sempre digo isso, cara. Você tá querendo começar a teologia de forma mais aprofundada? Pega a teologia sistemática do Ericson, pega a teologia sistemática do Elen Gruden, se você quiser, são os dois que eu mais recomendo. E lê de caba rabo. Começa e vai até o final. Vai demorar 3 anos, dependendo do seu ritmo de leitura, talvez dois anos. Sou muito nestem um ano. Você for uma pessoa normal, você vai demorar mais. Mas você tem um grande panorama de doutrinas, só que é um texto às vezes um pouco mais árido, um pouco mais chato, não é aquela leitura empolgante, nossa, que ilustração, que aplicação pra minha vida. não é discutir o texto bíblico e sistematizá-lo para entender. Se você leu uma teologia sistemática de cabo a rabo, você tá a vou dizer, você tá muito acima da média de todo mundo que tá começando a querer discutir teologia, que você ganhou uma amplitude de compreensão acerca dos temas doutrinários de forma muito ampla, muito aberta, né, com um bom grau de profundidade até para você saber o que que tá sendo discutido, para onde ir, para onde caminhar. É a melhor d que eu dou. Teologia sistemática do Ericson é minha favorita. Meus amigos indicam também é do Gruden. Não é minha favorita, mas é meu top dois. As duas pela vida nova. Vai lá lê de caba rábado você terminar. vai ser uma pessoa diferente, lhe garanto. >> Pastor, a próxima pergunta é a seguinte: como definir o conceito de psicologia cristã? >> Não tem, né? Não existe. >> Então não tem muito como definir. Não existe psicologia cristã. Porque quando você fala de psicologia, você tá falando de uma série de correntes psicológicas, científicas, que são aprovadas por um conselho. E no Brasil você não tem nenhum, o conselho de psicologia, não reconhece nenhuma corrente chamada psicologia cristã. Então não existe uma psicologia cristã. Nesse sentido, fora do Brasil, você vai ter correntes psicológicas que são voltadas à espiritualidade. Então, você tem correntes aprovadas fora do Brasil de uma psicologia que pode ser relacionado a elementos cristãos e coisas assim. Como lá nos Estados Unidos você tem um ambiente muito mais livre do que no Brasil, muito menos ideologizado. Você tem muitos cristãos que nem são psicólogos, só são conselheiros ou terapeutas livres mesmo assim e que fazem um processo às vezes meio de integração entre psicologia e questões mais pastorais e tal. Então, no Brasil você não tem psicologia cristã como uma corrente psicológica, mas você tem cristãos pensando psicologia e você tem cristãos fazendo psicologia. Só que isso a gente tem um problema no Brasil. O problema se chama perseguição religiosa. No Brasil, especificamente, você pode ter tudo menos cristianismo na psicologia. Então, acabou de ser aprovada uma tese de mestrado, acho que na PUC, propondo uma psicologia islâmica, trabalho acadêmico muito excelente, tá? Foi aprovado, louvado e aceito. Você acha que alguém aprovaria um trabalho propondo psicologia cristã? Jamais. Os conselhos regionais de psicologia fazem eventos promovendo uma psicologia afro-brasileira, chamando pai de santo para fazer reza em evento do conselho de psicologia. Mas eu tenho uma amiga psicóloga que é perseguida, caçada, enfrentando o conselho de ética do conselho de psicologia. Por quê? Porque tenta convencer cristãos que psicologia não é do diabo. E aí faz postagem no Instagram dizendo: "Gente, psicologia não é do diabo, psicologia é uma coisa boa, Deus também usa psicologia." E aí o CRP faz o quê? Aí, ó, tá misturando psicologia com cristianismo. Existe um cenário terrível de perseguição religiosa no Brasil, na área da psicologia, em que psicólogos são tol de fazer o seu trabalho. Claro, só sou psicólogo e ninguém me perturba, não. Ah, se você não fizer nada relacionado com religião em público, claro, ninguém atingir o fato mesmo, não. Agora, se você tentar falar este público, tentar promover uma relação mais íntima entre psicologia e teologia e falar isso publicamente, você vai ser denunciado pelos seus pares. O cara coloca assim, ó, psicologia feminista. Tudo bem, por mais que conselho de ética proíba. No mesmo artigo que proíbe o relacionamento entre psicologia e religião no consultório, proíbe psicologia e política no consultório, mas tá lá. Psicologia decolonial, pode, psicologia afro, pode, psicologia feminista, pode, psicologia afro-brasileira, pode, psicologia da Umbanda, pode, psicologia islâmica agora, pode, mas em psicologia cristã, estado é laic não. Então assim, existe um cenário de perseguição religiosa muito séria no Brasil contra psicólogo. A galera acha que porque tem uma bancada evangélica não existe perseguição contra evangélicos no Brasil, né? Não, claro que não tem perseguição. Maur é evangélico, bancada evangélica, o presidente falava lá, a igreja acima de tudo, não sei o quê, Deus acima de tudo. Mas existem cenários, ambientes particulares que você não consegue ser cristão, brother. Tenta ser evangélico no fazendo um doutorado no Brasil. Eu tenho colegas da minha igreja que deletam as próprias redes sociais pr os colegas não descobrirem que são crentes, porque sabem que podem perder a orientação. Eu tenho colegas que são jornalistas que precisam lutar para poder estabelecer pautas ali, porque muitas vezes viéis no ambiente de mídia no Brasil, no ambiente de jornalismo, que torna na vida deles muito difícil. Você vê ambientes acadêmicos, você ambientes de mídia, pessoas que trabalham com marketing digital, quantas agências de marketing você conhece que não são profundamente cooptadas por uma certa visão específica de sociedade, né? Então, existem ambientes onde é mais difícil ser crente. Ser um psicólogo cristão no Brasil é muito difícil se você tá tentando falar o público cristão de forma muito explícita, porque eles não conseguem por ignorância e por preconceito religioso, identificar o que é, sei lá, um cara tentando fazer terapia de regressão sexual. Não, esse cara aqui é um psicólogo fazendo cura gay. Esse que é um psicólogo que tá evangelizando na clínica e vai contra o conselho de ética da psicologia no Brasil. E um cara que tá simplesmente propondo uma visão em que eu como cristão, leio o mundo a partir de um pressuposto cristão. Existe uma antropologia cristã que guia parte da minha visão de mundo, minha visão do ser humano. E eles vão dizer: "Não, não pode, porque a psicologia ou tem que ser neutra, o que é impossível, ou só pode ser de esquerda. Se for de esquerda, pode. Se for cristã, é do capeta. É, não pode, não pode mais, entendeu? É absurdo. É difícil. É muito difícil. A vida do psicola no Brasil é muito dura nesse sentido, >> pastor. Se Deus é um só, a Bíblia é uma só, o corpo de Cristo é um só, o espírito é um só. Por que que existe disensão com relação no exemplo dons, né? Dom de línguas, dom de profecia, >> porque nós somos muitos. Deus é um só. Eu encho é um bocado. A Bíblia é uma só, nós somos um monte. Então, à medida que a gente se aproxima disso tudo, eu não nos aproximamos como sendo um só. nos aproximando com nos aproximamos como sendo uma série de pessoas diferentes, com capacidades de leitura diferentes, com preferências diferentes, com cosmovisões diferentes, que desejam coisas diferentes, que tem expectativas diferentes sobre Deus. Então, Deus é um só, a Bíblia é uma só. Os leitores são muitos, os intérpretes são muitos. O que que a gente precisa é da comunidade a igreja como coluna da verdade, os mestres da igreja como parte do processo de interpretação da escritura, para que possamos caminhar em direção à leitura e então chegar no consenso, não é, que é altamente possível, porque o texto é nossa fonte de significado. Então, por que aqui, por exemplo, não é só uma coisa amorfa ao cristianismo que cada um crê no que quiser? Por que que existe um núcleo de doutrinas tão comum entre as igrejas protestantes? Mesma igreja diferente. A gente falou aqui de batistas, presesterianos, né? Mas você juntar todas as as comunidades que provei da reforma, tá adicionado até o catolicismo. Isso existe um núcleo de doutrina comum muito grande sobre a palavra de Deus, sobre a pessoa de Jesus, sobre fé, sobre salvação. E aí vai começar a existir rupturas. Primeiro entre protestantes e católicos, então entre protestantes e seitas como testemunho de Jeová, como mórmons, então entre grupos ah que tá ali na na periferia do que seria ser reformado, da reforma protestante e tal. Ah, você pode colocar ali adventista do sétimo dia que tá ali e jogar na heresia talvez um pouco pesado, mas que não são exatamente muito protestantes no seu núcleo maior pelo modo como recebem a profecia de White como profecia quase infalível. E aí você vai entrando em núcleos ali mais centrais do que são os reformados, os protestantes, que as doutrinas são são quase iguais e que as brigas são sobre detalhes. Então, às vezes a gente supervaloriza as brigas, um acredita em de línguas, outro não. Um acredita que o arrebatamento é depois da tribulação, outro nem acredita em arrebatamento, outro acredita que é antes. Um batiza adulto, outro batiza criança, que são fatores altamente secundários. E a gente acha que isso representa uma grande ruptura no cristianismo, né? Nosso, que aquilo que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa. >> Essa aqui ela é três e um. O que é honrar os pais? Devo honrar pais que não são convertidos e qual o limite da honra? >> Interessante. O que é honrar os pais? Difícil definir, né? Definições à vezes são difíceis. Tratar com respeito, obedecer naquilo que que cabe, na aquilo que é devido, não é? Em termos de de relacionamento, é preservar a imagem, falar bem. Quando você fala de pais já idosos, seria sustentá-los e prover na velice, quando eles não puderem prover e sustentar a si mesmos, não os abandoná-los, não é, nesse período de de velice, devorrar pais crentes, com certeza, não é? Os pais descrentes também são pais, são seus pais, eles são tiveram você e cuidam de você. Agora, existe um limite, né? E qual é o limite, né? Um limite muito claro é o limite quando nós somos ordenados ao pecado. Pedro vai dizer que é melhor obedecer a Deus do que a homens, falando sobre obediência ao estado, mas isso se aplica a qualquer obediência, seja um patrão, seja um pai. Se só os pais querem te levar pro caminho do pecado, você desobedece os seus pais para obedecer a Deus. Você obedece até mesmo mandamentos ruins dos seus pais. Você obedece até injustiças dos seus pais, mas você não obedece aos pecados dos seus pais. Não sai o caminho do pecado, porque você obedece a Deus antes de qualquer coisa. Às vezes existe um caminho de autodefesa, de autoproteção. E a gente começa a entrar no caminho de pais abusivos, de pais que são violentos ou de pais que tentam te destruir de alguma forma. o teu amigo que ele fala uma coisa muito séria, ele diz: "Os seus pais não têm o direito de destruir você". E tem filhos às vezes que não conseguem se desvencilhar dos pais depois de casado, depois de mais velhos. E tem existem pais horríveis também, certo? Porque ter filho não é redentivo. Pessoas horrorosas também podem ter filhos, certo? Pessoas horrorosas conseguem engravidar, pessoas horrorosas conseguem engravidar as outras. Então tem gente horrorosa que tem filho e às vezes pessoas horrorosas vão ser pessoas horrorosas com seus filhos também. E às vezes você precisa conseguir se defender e se proteger disso. Já vi casamentos acabarem com filhos que não conseguiam se desprender de pais horrorosos que fizeram de tudo para o casamento dos filhos. De pais que diziam coisas horríveis, que agiam de forma absolutamente violenta às vezes contra contra os filhos. E aí existe um momento que você tem que saber ter a estrutura para as vezes criar uma ruptura. É muito triste, mas às vezes desaparecer. Uma vez na minha vida, acho que eu lembro de uma vez na minha vida que eu tive que aconselhar uma jovem da igreja a dizer: "Você tem que parar de ver sua mãe, você tem que parar de encontrar a sua mãe. Não encontro mais essa senhora, pelo amor de Deus". E vai assim: "Ah, por quê?" Porque ela falou mal do meu cabelo, sei lá. Não é porque ela se envolvia com o presidiário e os presidiá e a mulher dos presidiários ia lá brigar com ela, a filha porque a mãe tava envolvido com os presidiados casado, entendeu? Negócio maluco assim, né? Às vezes envolve droga, envolve crime, sabe? Não tô falando de bobagem, de brigas comuns dentro do ambiente familiar. Às vezes tem coisas que envolvem envolve criminalidade, saúde física, segurança, às vezes uma maldade persistente, constante, muito muito pungente contra o indivíduo. E aí chega uma hora que você tem que saber se proteger. Aí você pede um conselho, você fala com os pastores, você mostra qual é a situação. Talvez você possa estar exagerando, talvez você já devia ter fugido há muito tempo, né? Agora, claro, eu acho, tem um princípio reformado muito interessante que fala de política, mas que pode ser aplicado no caso dos pais, que a melhor forma de você poder desobedecer uma autoridade é debaixo da aprovação das outras autoridades. Então, eu tenho uma liderança civil que eu vou desobedecer, o ideal é que eu tenha a anuência das outras lideranças civis que estão ali em volta, que entenda que é justa essa desobediência. Então, se eu tenho que desobedecer meu pai e eu sou uma pessoa jovem, eu vou conversar com meus tios, vou conversar com com minha avó, sei lá, vou conversar com meus pastores, eu vou procurar outras autoridades sobre mim para saber se eu não deveria estar só obedecendo e baixando a cabeça ou se deveria estar me protegendo de alguma coisa que possa ser fisicamente abusiva ou violenta ou o que que seja. Então, existe sabedoria também até na desobediência, até quando eu acho que preciso me afastar em nome de um tipo de preservação pessoal, seja psicológica, seja física. Muito bem. >> Próxima pergunta é a seguinte: O que fazer quando alguém não ouve mais o Espírito Santo ou não se arrepende mais dos pecados, mas ainda quer a vida cristã? >> Não quer, né? >> Tá perdido. Isso aí >> quer não. Eu quero muito continuar casado com você. Eu só quero te dar uma surra todo dia, né? Quer ficar casado? Não quer, né? É loucura isso aí. Mateus 18 vai deixar muito claro. Seu irmão está em pecado. Que que você faz? Você faz uma postagem no Instagram? É isso? Tá lá. Você conta pro pastor? É isso? Não. Você viu o seu irmão em pecado, faz o quê? Vá até ele, você repreende pelo pecado, convida ele ao arrependimento. Se ele se arrepender, que aconteceu? Resolveu. Resolveu. Pachou tem nem que saber. O cara fez uma porcaria ali, não é um crime, né? Uma coisa que precisa de envolvimento de outras pessoas. Ei, macho, já é isso aí. No Ceará, né? Ei, macho, já é isso aí. Sor, tal, não sei o qu. Como é que faz negócio desse a palavra de Deus aqui? Tava. Ixe, rapaz, tô fácil, não devia ter feito isso, tal, não sei o quê. Não, mas talí ora, hora junto ali, não quero melhorar, vou mudar. Tal tal tal tal. A pessoa diz: "Ah, cara, tem nada a ver isso aí, a vida é minha, Deus vê meu coração, não sei o quê. Que que a Bíblia manda? Você chama dois ou três, aí você chama um disciplador, chama alguém mais velho, chama o pastor junto e tal, vai lá para repreender a pessoa. E aí a pessoa ter a ouve essa essa comunidade agora aí no em torno dele, ele pode se arrepender. Não, realmente vocês t razão. Quando ele falou aqui, eu endureci o coração, mas vocês vieram aqui, eu realmente tô entendendo aqui que é isso mesmo e tal. Ele não ouviu essas duas ou três que você chamou, leva a igreja. O assunto é levado pra comunidade. Então tem que existir uma comunidade, ou seja, tem o conceito de membresia bem estabelecido. Aí a igreja tem que ter uma comunidade definida de quem são de quem são a igreja, de quem é a igreja. E aí esse assunto é levado à igreja, não de imediato. Então é assim, flaninho pecou, igreja tem que saber, não é isso? Você vai protegendo até a reputação da pessoa ali, mas à medida que a pessoa não vai ouvindo os convites ao arrependimento, chega uma hora que você traz pra comunidade, irmãos, fulano tá vivendo essa vida aqui e tal e tal, tal e precisa ser resgatado. O texto diz que se ele se ele não ouvir a igreja, ou seja, presume-se que ele pode ouvir a igreja, então se arrepender, como nos casos passados, então ser recebido na igreja ainda e mantido na igreja, se ele ouve a igreja, se ele não ouve a igreja, você considera como gentil publicando. Então, quem era o gentil? era aquele que era separado do reino, aquele que não era parte do povo judaico. Quem era o publicano, era o traidor do povo judaico. Então, a situação até até pior do que de um mero gentil que nunca ouviu o evangelho. É de um cara que traiu a comunidade e é tratado como descrente. Então, se tem alguém na igreja que parou de ouvir o Espírito Santo, não quer viver em arrependimento, tem sido confrontado em seus pecados e não quer se arrepender de seus pecados, a igreja tem que escomungar. É um, é o termo técnico, é excomunhão, é tirar da comunhão. Essa é a chave do reino que a igreja recebe, que a gente liga na terra o que está ligado nos céus, desliga na terra o que tá desligado nos céus. O que é a membresia da igreja? Essa expressão visível na terra de quem tá ligado e desligado. Então, quando a igreja desliga alguém da membresia, o que que a igreja tá dizendo? Nós estamos dizendo que nos céus você está desligado. Por quê? Porque você não tem arrependimento. Qual é o grande o qual é o único pecado que exclui alguém da igreja? Só tem um pecado. Um único pecado que dá autoridade pra igreja expulsar alguém. Um único só. Você chama falta de arrependimento. Esse é o pecado. Você pode fazer a maior porcaria da sua vida. Se você tiver uma postura de arrependimento, você tem que ser recebido. Não é não. Se você tem uma postura de arrependimento genuíno, a igreja te recebe de mão. Chega aí. Aqui é o lugar dos arrependidos. Agora, se não há arrependimento, pode ser o menor pecado. Pode ser o menor pecado. A igreja recebe um assassino arrependido, mas ela exclui o preguiçoso impenitente. Recebe o ladrão arrependido. Nossa igreja apoia o missionário que é ex-presidiário, que se arrependeu. Mas o o orgulhoso não arrependido, o lacivo, não arrependido, o preguiçoso não arrependido, o blcemo não arrependido. A igreja exclui, porque a grande a grande marca de alguém que tá dentro e que tá fora, que tá no reino e fora do reino, é arrependimento. é enfrentar os próprios pecados com o coração contrito de quem quer mudar e que é Jesus para essa é a grande questão.