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Makários Avançado| Romanos | Aula 2 | O evangelho e a justiça de Deus (Rm 1.1-15) |Ákilla Nascimento

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Makários Avançado| Romanos | Aula 2 | O evangelho e a justiça de Deus (Rm 1.1-15) |Ákilla Nascimento

Módulo Avançado: Romanos
Aula 2
O evangelho e a justiça de Deus
Romanos 1.1-15
Ákilla Nascimento

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>> Muito boa noite para todo mundo que está
acompanhando aqui a nossa aula do curso
de teologia Macários. Bom ter vocês aqui
acompanhando o nosso novo módulo do
Macários. Macários avançado, que é o
módulo inteiro dedicado ao livro de
Romanos. a gente vai caminhar eh desde
agora, comecinho de março, até o fim de
maio, eh tratando dessa carta que tem um
volume enorme de temas, argumentos,
questões centrais paraa fé cristã, mas é
acima disso uma correspondência
específica de Paulo para igreja em Roma,
que nos permite ter uma compreensão do
que é o evangelho de uma forma muito
particular, mesmo mesma comparando
Romanos com todas as outras cartas de
Paulo. Certamente Romanos não trata de
tudo que Paulo poderia dizer. Nós
precisamos de Efésios, de Gálatas,
Tessalonicenses,
mas esse é um momento muito particular,
no momento a de maturidade do ministério
do apóstolo Paulo, em que ele discorre
com bastante profundidade a respeito do
evangelho. Por isso a gente, mais uma
vez falei isso no encontro passado, na
aula que saiam deu e repito aqui, a
gente tá empolgado para conseguir
desenvolver tudo que a gente pode
tratar, que a gente pode pensar juntos e
conversar com vocês a respeito da carta
aos romanos, tá? Eh, hoje é a nossa
segunda aula. Tivemos aula terça-feira
passada uma introdução geral para o
livro de Romanos que o Saião deu. Tá
disponível no nosso canal, está
disponível na nossa plataforma. E hoje a
gente vai entrar no primeiro bloco, no
primeiro na primeira sessão do livro de
Romanos, fazendo a introdução para essa
sessão e propriamente no texto de
Romanos, capítulo 1, versículo 1 até o
15, tá? Aula que vem a gente vai então
continuar do 16, provavelmente até o fim
do capítulo primeiro de Romanos. Antes
da gente continuar aqui com o conteúdo,
boa noite pra Adriana, para Isabel,
Fernanda, paraa Mari Lúci, para Carmen,
para Elice, a Marlene, pessoal que já tá
chegando aí, Ana Flora, a o Manuel
também, pessoal que tá chegando, a
Soraia e dando o seu boa noite. A gente
pede para você participar com a gente.
Coloque aqui suas observações, suas
dúvidas no chat. Vou reforçar aqui quem
está assistindo as aulas, eh, por favor,
se inscreva na plataforma. a gente até o
momento na plataforma só está com a
primeira aula e o programa do nosso
curso, mas a gente vai alimentar com
questionários, com leituras, com
material de aprofundamento. É, eu
ressalto também que é bom olhar de vez
em quando o programa do curso, porque a
gente pode colocar versões atualizadas.
Seja porque a gente incluiu uma
indicação de referência que não estava
na primeira versão que a gente já
disponibilizou,
seja porque a gente precisou fazer
alteração, por exemplo, na divisão dos
conteúdos por aula, é normal que ao
longo aqui dos nossos encontros a gente
sempre precise atualizar esse material,
tá? Então, vou compartilhar com vocês
aqui já a apresentação pra gente tratar
de Romanos eh 1 ao 15. Mas antes da
gente entrar nesse texto, falar do a
conjunto de capítulos dessa sessão que
vai de Romanos capítulo 1 até o capítulo
4. Eh, de forma geral, os estudiosos de
Romanos reconhecem, isso não é difícil
de perceber e é quase um consenso, que
Romanos está estruturado em quatro
grandes sessões. Romanos capítulo 1 até
o capítulo 4, a segunda sessão que vai
do 5 ao 8, a terceira sessão que vai do
9 ao 11 e a última sessão que vai do até
o 16. Hoje a gente vai apresentar a
introdução de Romanos capítulo 1 até o
capítulo 4. Que que acontece? A gente
tem nesses quatro, nesses quatro
capítulos, perdão, todos os principais
temas da carta de Romanos. sendo
colocados e apresentados por Paulo. E
isso não significa que tudo aquilo que
está sendo argumentado do ponto de vista
teológico é colocado em Romanos 1 ao 4 e
depois ele vai tratar de questões
particulares.
Na verdade, Romanos é um todo muito eh
concatenado. partes diferentes de
Romanos, apesar de perceber claramente
transições no argumento de Paulo, como,
por exemplo, do capítulo 4 pro 5, do 8
pro 9, do 11, pro 12, que a gente
percebe é que essas partes elas são
muito dependentes entre si. E é muito
difícil a gente compreender aquilo que
Paulo está tratando em Romanos capítulo
5 ou Romanos 7 ou Romanos 8 ou Romanos
11. Só tô citando capítulos que são
passagens que trazem pontos de muita
discussão e muita polêmica. É muito
fácil a gente perceber como algumas
pessoas indicam grande atenção e desejo
de interpretar essas passagens, às vezes
polêmicas, às vezes difíceis e às vezes
centrais pra teologia, sem ter essa
atenção que a carta aos romanos é um
todo muito bem amarrado. Os argumentos
eles são dependentes entre si. Por isso
que é muito importante a gente começar
bem. Então, todos os principais temas da
carta que vão ser desenvolvidos nos 16
capítulos estão apresentados aqui. Nessa
passagem que a gente tá lendo hoje, do 1
até o 15, mas especificamente o que eu
vou afirmar vale também para o versículo
1 até o 17.
Nesses primeiros 17 versículos, a gente
encontra uma declaração concisa e densa
do tema que Romanos traz. Essa
identificação de qual é o tema da carta
aos romanos varia de estudioso para
estudioso. Por isso eu estou colocando
para vocês aqui uma interpretação que,
ao meu ver, é bastante coerente do livro
de Romanos, mas se você for estudiar,
estudar mais de um autor, você vai
perceber que até mesmo no ponto de
definição de qual é o tema principal de
Romanos, há alguma divergência. Mas nós
vamos partir do ponto Q. E aqui é muito
importante a gente prestar atenção no
tema principal da carta. Romanos fala do
anúncio do evangelho
de Jesus Cristo ressurreto como Messias
e Senhor, o verdadeiro Deus, o
verdadeiro ah Messias que Deus revelou a
sua fidelidade e justiça da aliança, a
fidelidade e justiça do próprio Deus
para o benefício de todo aquele que crê.
Então, acho que a leitura ficou um pouco
confusa, mas retomando no anúncio, o a
carta aos romanos trata do anúncio do
evangelho. Eh, no anúncio do Evangelho,
o Jesus ressurreto como Messias e
Senhor, o verdadeiro Deus, o Deus único,
revelou a fidelidade e justiça da
aliança, a própria fidelidade e justiça
de Deus para o benefício de todo aquele
que crer. Nisso que a gente vai basear
no restante aqui da nossa proposta de
leitura.
Paulo, ele procura responder ao longo
dessa carta uma pergunta que é
tipicamente uma pergunta do período do
judaísmo do segundo templo. O que que é
judaísmo do segundo templo? É todo esse
judaísmo que se desenvolve eh após a
reconstrução do templo. O templo é
derrubado pelos babilônios 587 antes de
Cristo. Depois ele é reconstruído. E aí
a gente tem a história da reconstrução
do templo. Tem a história de Neemias, de
Esdras, como a gente encontra no Antigo
Testamento. E cobre todo esse período,
desde a reconstrução do templo até a
queda do templo no ano 70 depois de
Cristo. Esse judaísmo, ele é muito
diferente do judaísmo como era
experimentado e vivenciado antes da
queda do primeiro templo. Por que que
isso acontece? Porque o fato do exílio
acontece como sinal do juízo de Deus
para o povo de Israel, que não havia
mantido e preservado as suas obrigações
diante da aliança que Yahé tinha feito
com Israel. Então, a maneira como eles
releram os textos, como eles
estabeleceram suas práticas e como eles
nutriram as suas esperanças, é muito
própria desse período, do período que
vai da reconstrução do templo até o
momento em que o templo é novamente
destruído depois de Jesus, depois de
Paulo, no ano 70 depois de Cristo. E a
pergunta que muitos judeus se faziam
nesse período, no período de Paulo, por
exemplo, e no período de Jesus, Paulo
não está obviamente tão distante do
período que Jesus viveu. Eles
compartilharam a maior parte do tempo de
sua vida, exceto o fato de que Paulo foi
mais longevo, né? Eh, a pergunta que se
fazia era: "O que acontece quando a
fidelidade declarada de Deus, a sua
própria aliança parece entrar em
conflito? Tá para aí, mas eu digitei
errado, é parece entrar em conflito com
as demandas de sua justiça imparcial,
quando o significado duplo da justiça de
Deus parece contradizer a si mesma.
Ah, o que acontece é que Deus tinha uma
aliança com o seu povo e declarou que
seria fiel a essa aliança. Mas ao mesmo
tempo, Deus não é apenas o Deus de
Israel. Deus não é o criador apenas do
povo judeu. Além da aliança que ele tem
com o povo judeu, ele tem o papel de ser
juiz sobre todas as nações, sobre todo o
mundo. O que é que acontece quando essas
duas funções parecem entrar em conflito?
tanto a fidelidade de Deus que disse que
traria juízo para o povo de Israel
quando o povo de Israel não cumprisse
persistentemente a sua parte da aliança
que eles tinham com Yahé. Mas Deus havia
prometido que mesmo diante da
desobediência de Israel, ele traria o
momento de renovo para Israel. Essa
promessa de renovo para Israel, de
prover um Messias que deveria purificar
ou reconstruir o templo, que deveria ser
rei sobre todas as nações. O que que
acontece quando essa promessa parece
entrar em conflito com o fato de que
Deus é um juiz imparcial e deveria
julgar tanto judeus quanto gentius?
Paulo está tentando, na verdade, está
respondendo essa pergunta em torno do
evangelho de Jesus Cristo. E a resposta
enfática que ele dá para isso está
concentrada em Romanos capítulo 3:21 até
o 425.
Em Jesus, o Messias, Deus foi verdadeiro
tanto a aliança que ele fez com Abraão,
quanto as exigências da justiça que o
próprio Deus preserva em todos os
momentos. Como resultado, existe agora
um povo de Deus feito de judeus mais
gentius, que são os verdadeiros filhos
de Abraão, que são marcados pela fé e
não pelas obras da Torá. Então, Paulo
está respondendo a essa pergunta da
aparente contradição da justiça de Deus.
Como Deus que prometeu a Abraão e depois
a Israel tudo que prometeu e como Deus
que é juiz sobre todos os povos. Ele diz
que a resposta para tudo isso está
naquilo que foi revelado na pessoa de
Jesus. E aquilo que acontece no Messias
Jesus resulta em uma família única de
judeus mais gentius que são marcados
pela fé e não pelas obras da Torá. Tudo
isso acontece por conta da fidelidade do
Messias. Deus faz por meio de Jesus o
que Israel falhou em fazer. Isso vai ser
um tema recorrente na nossa explicação,
pelo menos na abordagem e que vou adotar
para as próximas aulas, que é Jesus, ele
personifica toda a nação de Israel nele
mesmo e Jesus faz o que Israel falhou em
fazer. A lei e os profetas apontavam
para esse momento de fidelidade de Deus
a aliança que ele tinha com Israel. Mas
nenhum dos dois, nem a lei e nem mesmo
os profetas podiam fazer o trabalho por
si mesmos. Eles mostravam e indicavam a
condição de necessidade do povo de
Israel e do povo gentil também, mas eles
não conseguiam solucionar o problema.
apenas apontavam para o fato de que em
algum momento Deus agiria para trazer a
solução a toda essa situação. A
fidelidade do Messias foi o meio pelo
qual Deus tratou a doença do pecado e
constituiu um povo perdoado. Esse é um
dos pontos mais importantes que Paulo
vai eh tratar e desenvolver e que ele
coloca de forma muito sucinta no começo
da sua carta. A fidelidade do Messias
foi o meio pelo qual Deus tratou o
problema, a doença do pecado e
constituiu um único povo perdoado. A
marca da membresia nesse povo renovado
de Deus é a fé. Não são as obras da
Torá. O que realmente determina que uma
pessoa é incluída no povo de Deus, não é
se ele é nascido judeu, não é se ele é
um prosélito, é o fato de que ele tem fé
no Messias.
Apesar disso, apesar de não ser a partir
da Torá que o povo de Deus é definido,
pelo menos a partir do momento em que
Jesus veio e fez o que fez, ele está
dizendo que estranhamente e curiosamente
a Torá é satisfeita justamente naquilo
que acontece na pessoa de Jesus e a
partir da pessoa de Jesus. Tudo aquilo
que a Torá sempre desejou e nunca pôde
realizar é alcançado, é satisfeito na
fidelidade do Messias, na pessoa de
Jesus. E tudo isso acontece como parte
eh do cumprimento das promessas que são
feitas a Abraão. Ele vai desenvolver
isso lá no capítulo 4 de Romanos, do
versículo 1 até o 25. Abraão é o pai não
apenas dos judeus, mas de todo aquele
que crê. Toda aquela discussão a
respeito da expressão, Abraão creu e
isso lhe foi creditado como justiça.
Pois é, o argumento de Paulo ali é que
Abraão não é o pai apenas dos judeus,
mas de todo aquele que crê. E isso é
desenvolvido em uma longa exposição,
espécie assim de exegese, de avaliação
cuidadosa, que Paulo faz de Gênesis
capítulo 15. Quando a gente chegar no
capítulo 4 de Romanos, você vai perceber
como ele está olhando diretamente para
Gênesis, capítulo 15, que é o momento em
que é feito a promessa, em que é feita a
promessa para Abraão. Ali a promessa não
depende de obras,
não depende da circuncisão, não depende
da Torá. Nenhuma dessas coisas estavam
estabelecidas. Isso vem a se tornar uma
realidade muito depois de Abraão. E
ainda assim a promessa foi estabelecida
por meio da fé ali para Abraão, antes
que houvesse circuncisão, antes que
houvesse Torá e consequentemente as
obras realizadas a partir da Torá.
Deus agora na pessoa de Jesus criou por
meio da fé uma família única, como ele
havia prometido fazer, consistindo tanto
de judeus quanto de gentius. E a marca
que sempre honrou a Deus foi a fé, desde
Abraão até o Messias, que havia sido
prometido e agora enviado na pessoa de
Jesus. Quando a gente fala agora, é
porque a gente tá se colocando no tempo
e no na condição em que Paulo está
desenvolvendo o seu argumento.
A marca que sempre honrou a Deus, Paulo
está revelando, nunca foi simplesmente a
Torá e as obras da lei, mas desde Abraão
foi a fé.
Essa nova família criada pelo evangelho
é marcada pela fé no Deus que
ressuscitou Jesus dentre os mortos.
Assim, ele completa, Paulo completa o
seu argumento inicial que ele coloca já
no capítulo um, no capítulo 4, antes de
seguir para um outro nível de
fundamentação teológica de tudo aquilo
que ele está desenvolvendo para tratar
das questões que ele vai tratar ah na
terceira sessão, que é Romanos capítulo
eh 9 ao 11 e depois 12 ao 16. Então,
todo o fundamento da argumentação de
Paulo está em Romanos 1 a 4. Depois de
completar isso, ele ainda precisa tratar
de questões que vêm como consequência da
apresentação que ele faz do evangelho e
a justificativa de por que Deus agiu da
forma que agiu nos capítulos 5 a 8. E
depois ele vai tratar tudo aquilo que a
gente encontra no capítulo 9 em diante.
Deixa eu só passar aqui o slide. Ah,
essa, na verdade, esse todos os
comentários que eu fiz eram sobre esse
ponto aqui, a pergunta típica do judeu.
É, como isso daqui tá gravado, você vai
poder depois voltar aqui nesse slide e
dar um pause caso você queira eh copiar,
enfim, eu vou disponibilizar esse slide
também na plataforma para quem quiser
fazer o download, mas tudo isso que eu
argumentei está aqui nesse nesse slide.
Bom, eu vou adotar uma organização das
informações da maneira como você está
vendo aí. Na esquerda, a gente tem a
coluna com o texto de romanos. Eu tô
usando a versão da NVI, nova versão
internacional. E do lado direito, eu vou
apresentar de forma mais condensada os
comentários que eu vou desenvolver ao
longo da aula. Então, se você quiser
acompanhar a os próximos slides, todos
vão seguir essa mesma ordem aqui, tá? O
que eu aconselho é que você também tenha
em mãos a sua Bíblia física aí ou no
celular, ah, e um papel para anotar,
enfim. Mas como a gente tá tratando de
um comentário do texto de Romanos,
diferente dos outros módulos que a gente
fez, a sequência é muito importante. Por
isso, ter o seu próprio material aberto
e disponível vai ajudar bastante. Aqui a
gente chega então no texto de Romanos,
como você pode ler aí, Paulo, servo de
Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo,
separado para o evangelho de Deus, o
qual foi prometido por ele de antemão
por meio dos seus profetas nas
Escrituras Sagradas.
acerca de seu filho, que como homem era
descendente de Davi, e que mediante o
Espírito de santidade foi declarado
filho de Deus com poder pela sua
ressurreição dentre os mortos, Jesus
Cristo, nosso Senhor. A gente vai trazer
um foco muito mais detalhado de Romanos
1 até eh, versículo 1 até o versículo 7.
E a gente vai tratar de maneira muito,
muito concisa a o versículo 8 até o 15,
por razões que vão ficar claras ao longo
da nossa explicação. Que que a gente vê
aqui? Os primeiros sete versículos, eu
li até o capítulo 4atro, mas apenas para
completar a leitura dos dos sete
primeiros versículos. Por meio dele e
por causa do seu nome, recebemos graça e
apostolado para chamar dentre todas as
nações um povo para obediência pela fé.
E vocês também estão entre chamados para
pertencerem a Jesus Cristo. A todos que
em Roma são amados de Deus e chamados
para serem santos. Para vocês, graça e
paz da parte de Deus, nosso Pai, e do
Senhor Jesus Cristo. Nos primeiros sete
versículos, a gente tem a apresentação,
a apresentação tanto de Paulo em nível
pessoal, a apresentação que ele faz do
evangelho nos versículos 3 a 4, quanto
da missão que Deus confiou a Paulo. e
ele apresenta o tema principal da carta
que vai ser desenvolvida ao longo de
todo o restante da carta. Como é que ele
faz isso? Paulo ele se apresenta
primeiro como servo de Cristo Jesus.
Versículo um, você tá vendo aí na tela.
Paulo se apresenta como ah com o termo
que na sua época carregava a mais
elevada degradação social. Ninguém
poderia se apresentar de uma forma pior
do que essa que Paulo se apresenta
quando a gente olha especificamente para
esse termo que ele coloca que é servo,
como aparece na tradução da NVI. Mas o
que que acontece? Se você abrir uma nota
de rodapé, caso você esteja com a bíblia
física ou no seu celular, você vai ver
que outra opção de tradução é escravo. E
a palavra que aparece dulos é de fato
mais propriamente traduzida como
escravo. Como escravo tem conotações
muito variadas ao longo do tempo,
algumas traduções optam por colocar
servo. Mas a ideia no contexto de Paulo
era de fato de fazer referência a essa
instituição que era amplamente eh
eh experimentada na sociedade romana e
também no povo de Israel, que era a
condição de escravidão. Por que que
ninguém poderia ter uma condição mais
degradante do que essa? Porque escravo
não tinha direito, escravo não tinha
propriedade pessoal e o escravo também
não tinha futuro nenhum. Ele não tinha
nenhuma perspectiva de futuro que um
homem livre, um cidadão romano, como por
exemplo o próprio Paulo tinha. Mas
quando ele vai se apresentar, ele se
coloca como um escravo. Ele estava lá
para fazer o que ele foi mandado fazer.
Ainda que servo seja uma tradição, uma
tradução mais comum, escravo é um pouco
mais preciso quando a gente entende essa
ideia que existia no contexto de Paulo e
em muitos outros contextos também. Por
que que Paulo usa esse termo? Porque ele
não quer reivindicar qualquer posição
social em sua abordagem que ele vai
realizar no anúncio do Evangelho. E isso
considerando que ele está falando com a
cidade mais importante do mundo, porque
Roma era o maior império do seu mundo, o
maior império que a humanidade havia
conhecido até aquele momento. E até o
nosso momento, possivelmente Roma eh
concentrou o poder como nenhum outro
império na história da humanidade. Ele
tá falando com a capital do império,
pessoas que conhecem o que é
homens e mulheres em posição de
autoridade, em posição de grande poder.
E ele se coloca como alguém sem nenhuma
presunção ou sem nenhum tipo de
autoridade em si mesmo. Paulo não vai
reivindicar qualquer posição social. Por
outro lado, quando ele vai apresentar a
pessoa de Jesus, ele apresenta Jesus
como rei. Como é que a gente sabe disso?
Porque ele usa a palavra.
Ristos, que é essa, esse termo grego,
não era um nome próprio. Muitas pessoas
quando ouvem a expressão Jesus Cristo
acham que Cristo é sobrenome, né? A
gente já falou isso em aulas anteriores
aqui do Macares, mas tem gente que pensa
que Jesus Cristo é filho de Maria Cristo
e José Cristo e não tem nenhuma relação
com o termo Cristos ou Christos, que era
um título. Por quê? Ah, esse título ele
carregava uma conotação real. Paulo usa
essa palavra sempre com muito cuidado.
Apesar de ser muito recorrente toda vez
que ela aparece em escrito paulino,
Paulo está utilizando com um propósito
bem definido de ressaltar o caráter real
que existe no título atribuído a Jesus e
autenticado pelos eventos que
aconteceram com ele, tanto em sua
ministério quanto em sua morte, como
também e em especial na sua
ressurreição.
Cristo é um uma tradução para o grego do
termo Masia ou messias, que é um termo
originalmente hebraico. E Messias,
dentro das escrituras e da história do
povo judeu, é o rei ungido de Israel,
que as escrituras anunciavam como aquele
que deveria reinar sobre todos os outros
monarcas da terra. E aqui eu já chamo a
sua atenção para talvez redefinir o
significado de Messias para além daquilo
que a gente já tratou, do significado da
palavra da palavra cristos, que é uma
tradução de Maia e Messias, que não é
simplesmente um título
hebraico, um título judeu, é um título
real e muito bem definido dentro das
profecias das escrituras hebraicas. E
esse rei judeu não deveria ser
governante apenas sobre o povo judeu. De
acordo com salmos e as profecias, ele
deveria ser um rei sobre todos os povos.
Onde é que a gente encontra isso? Anote
aí, Salmo 72
8 ao 11. Tá no nosso slide, acredito que
todo mundo tá podendo ver aí a
identificação. Salmo 72 8 a 11 coloca
isso. 8927
também. Isaías capítulo 11 1 ao 4.
Existem outros textos. Eu só não
coloquei muita coisa aqui para encher,
mas a gente vai citar outros textos do
mesmo caráter que apontam o Messias
desde as profecias hebraicas como um rei
que não deveria ser rei apenas dos
judeus, do povo de Israel, mas sobre
todas as outras nações. E o status
com o qual Paulo se apresenta no fim das
contas não é simplesmente escravo, mas é
escravo do Rei Jesus, do Jesus Cristo ou
o Cristo Jesus, esse Messias enviado da
parte de Deus, que é o título que ele
reconhece como sendo pertencente a
Jesus. Outras duas designações são muito
importantes na apresentação de Paulo,
que é primeiro, ele é chamado para ser
apóstolo, como você pode ver ainda no
primeiro versículo.
Chamado nos escritos de Paulo não é uma
vocação da qual o sujeito toma
conhecimento gradativamente. Muitas
pessoas falam da sua própria vocação
atualmente nesses termos. Não é disso
que Paulo tá falando aqui. Chamado no
evangelho ou perdão, nas cartas de Paulo
se refere a esse primeiro momento em que
o evangelho tem o seu impacto salvador
numa pessoa. Quando uma pessoa é
chamada, quando Paulo foi chamado, foi
esse momento em que pela primeira vez o
evangelho teve o seu impacto salvador. E
quando a gente cruza a informação de
Romanos, capítulo 1, versículo 1, com o
que a gente vê em Gálatas 1, 15 a 16,
nós vemos que a conversão de Paulo foi
ao mesmo tempo a sua vocação para ser um
apóstolo às nações. Aquele encontro que
Paulo tem com Jesus na estrada de
Damasco é o primeiro momento em que o
evangelho tem um impacto salvador na
vida de Paulo, chamado, mas também
invocação, porque já naquele instante
Jesus revela a missão que ele havia
separado
especialmente para esse apóstolo
realizado.
Outro texto que indica que Paulo define
a ele mesmo como um apóstolo, como uma
vocação específica.
Eh, na verdade, apóstolo, não apenas
para vocação específica de Paulo, mas em
termos bem definidos, é o que a gente vê
em Primeira Coríntios 9:1. Ali Paulo
parece esclarecer, ele indica, porque
ele não tá tratando essa questão em
detalhes, mas é possível inferir que
apóstolo, de forma geral é aquele que vê
Jesus pessoalmente. Então, a gente tem
os 12 apóstolos, depois Judas comete
suicídio, tem Matias que substitui Judas
e Paulo, que é chamado também após a
todos os apóstolos. Ele é um apóstolo
que vem eh mais tarde. Ele trata isso
quase como se ele ele estivesse
atrasado, um um apóstolo que foi chamado
tardiamente para ser um apóstolo aos
gentios. Mas existe uma categoria maior
de apóstolo, que são as testemunhas que
viram o Jesus ressurreto e que levaram
essa mensagem da ressurreição para
outros povos. Então, pessoas que não
estão no círculo dos 12 ou dos 13,
considerando Paulo, também são chamados
de apóstol nesse sentido mais amplo. Mas
tirando essas duas categorias, a gente
não tem referência a outro tipo de
apostulado, como talvez a gente pudesse
imaginar apostulado na nossa época, no
nosso tempo. O chamado de Paulo tem uma
singularidade e ele aponta isso aqui.
Por quê? Ele diz que ele foi separado e
a palavra que ele utiliza é aforizo e
isso indica a intenção divina. Se o
escravo é uma propriedade de um dono, o
dono tem o poder de separar essa
propriedade para uma finalidade em
particular. E é isso que Deus faz com
Paulo. Qual é a finalidade para a qual
Deus separou Paulo o serviço do
evangelho? Aqui ele não vai tratar
especificamente
da questão do apostolado para outras
nações, para outros povos. Isso vai ser
mais tratado ou detalhado nos versículos
que se seguem. Mas aqui ele coloca que
ele foi separado para o evangelho de
Deus ou o serviço do evangelho de Deus.
A a referência de Paulo é a mensagem ou
ao anúncio da mensagem que ele estava
fazendo ao redor do mundo mediterrâneo.
Paulo nunca havia estado pessoalmente
com a igreja em Roma, mas ele já havia
feito eh outras viagens missionárias e
tudo isso parece estar organizado em
torno desse mundo que acontece no
entorno do Mar Mediterrâneo. E no mundo
judaico de Paulo, essa palavra que ele
está tratando como o evangelho de Deus
tinha uma conotação diferente do que ele
está tratando aqui na carta aos Romanos.
E Paulo é consciente disso. Que que
acontece? Evangelho de Deus está no
coração
da autodefinição e da autocompreensão de
Paulo. Quem ele era, quem ele era, como
ele se compreendia, qual era a sua
missão. Tudo isso estava em torno da
maneira como ele entendia. E ele
proclamava
essa expressão que a gente já encontra
no primeiro versículo, o evangelho de
Deus.
No mundo judaico de Paulo,
essa a palavra tinha a ideia, a
conotação
a de um monarca que havia ascendido ao
poder ou de um eh poderoso que havia
acabado de nascer, o herdeiro de um
trono. Já para Paulo, quando a gente
olha para essa eh expressão evangelho
que aparece tantas vezes aqui no livro
de Romanos em outras cartas, é muito
importante a gente definir com clareza o
que é que ele queria dizer. Para Paul
para Paulo, a palavra eangéliion se
referia no cristianismo primitivo à
proclamação de Jesus. De forma muito
sucinta, Evangelho se referia à
proclamação de Jesus antes de passar a
se referir também a um livro ou a um
conjunto de livros. Por exemplo, hoje
quando a gente fala sobre o evangelho,
muitas pessoas entendem que a gente está
se referindo ao evangelho de Marcos, de
Mateus e de Lucas, mas para Paulo era
toda a missão de anúncio e proclamação
de Jesus. A referência de Paulo é a
mensagem ou ao anúncio que ele estava
fazendo entorno do mundo mediterrâneo,
mas que ele estava fazendo a partir de
uma ideia que é encontrada na Bíblia
hebraica, muito antes do tempo de Jesus.
No mundo judaico de Paulo, essa palavra
olhava para dois textos em especial do
mesmo profeta, que é Isaías, como a
gente encontra em Isaías 40, versículo
9, e também Isaías 52:7.
Apenas pra gente relembrar aquilo que tá
nesses textos, a Isaías 40,
versículo 9 diz o seguinte: Você que
traz boas novas a Sião, suba numa alto
monte. Você que traz boas novas a
Jerusalém, erga a sua voz com fortes
gritos. Erga, não tenha medo. Diga a
cidades de Judá: Aqui está o seu Deus. E
a outra passagem é Isaías 52,
versículo 7. Ele foi oprimido e afligido
e contudo não abriu a sua boca. Como um
cordeiro foi levado a, perdão, tô lendo
53, o 527.
Como são belos nos montes os pés
daqueles que anunciam boas novas, que
proclamam a paz, que trazem boas
notícias, que proclamam salvação, que
dizem a Sião: "O seu Deus reina".
A evangelho, essa palavra que geralmente
e acertadamente a gente associa anúncio,
uma boa notícia, é justamente
relacionado com os textos de Isaías. Por
nesses textos, a referência é a um ao
mensageiro que deveria trazer para
Jerusalém a boa notícia da derrota da
Babilônia, o fim do exílio de Israel e o
retorno pessoal de Yahvé para Sião.
Essas três coisas estavam sendo tratadas
nessa boa notícia que deveria ser dada a
Jerusalém nos dois textos que a gente
leu. Aqui em Paulo a gente tem a mesma
ideia, os mesmos temas que Isaías está
tratando concentrados na pessoa de
Jesus. Como a gente falou no mundo
pagão, que Paulo circulava e que ele
estava muito consciente de um uso
próprio da palavra, ela se referia
evangelho, tanto à ascensão quanto ao
nascimento de um governante ou
imperador. Então, veja que há um
conflito de significado para o mesmo
termo. E Paulo faz isso conscientemente.
Ele quer que essa palavra que estava
apontando para um novo imperador que
chegou ao poder dentro da perspectiva de
qualquer pessoa que fizesse parte do
império romano, o imperador de Roma era
imperador do mundo todo, ou de uma
criança que nasce com a promessa de se
tornar esse grande imperador sobre todo
o mundo. Agora ele está usando esse
termo evangelho evangelion, justamente
para se referir ao anúncio dos eventos e
da pessoa de Jesus. Nós já vemos aqui
que Paulo está falando na intercessão de
dois mundos. O nascimento de Jesus era
tanto o cumprimento de profecias do povo
judeu, como a gente vê também indicado
no versículo 2, que o Messias vem de
acordo com as profecias que foi dada a
esse povo, como também o anúncio de
alguém que chegou para desafiar todos os
outros governantes da terra. O anúncio
da mensagem de Jesus, da forma como
Paulo coloca, é necessariamente uma
confrontação de todos os outros governos
e pessoalmente de todos os outros
governantes da Terra. Ao observar a a
expressão Evangelho de Deus, vale a
gente reforçar que a visão de Paulo
sobre Deus permanece profundamente
judaica. Muitas pessoas quando leem o
texto a respeito do encontro de Paulo
com Jesus na estrada de Damasco,
acredita que que ele deixou de ser judeu
para se tornar um cristão. Mas essas
categorias não funcionavam naquela época
e não funcionam hoje na nossa
interpretação do que Paulo está
escrevendo. Por quê? O argumento de
Paulo é profundamente judaico. A forma
como Paulo continua a pensar é
profundamente judaica. O argumento de
Paulo é que o Deus de Abraão, de Isaque
e de Jacó, o criador do mundo, tinha
trazido a história ao seu ponto mais
elevado, justamente na pessoa de Jesus.
Paulo insiste que os cristãos de Roma
devem entender o propósito pelo qual
Deus fez todas essas coisas e o papel
deles, dos cristãos de Roma, dentro
desse plano e a partir daí começar a
pensar, agir e participar junto com
Paulo na missão que Deus o havia
confiado. Essa mensagem continua sendo
profundamente judaica. é a respeito de
Abraão, de Isaque e de Jacó, que Deus
que Paulo está falando. E ele está
falando não dos patriarcas, eh, de
maneira ah propriamente dita, mas do
Deus que revelou a si mesmo, a esses
homens, a essas famílias ou a família de
Abraão, ao povo de Israel, a fim de
trazer a sua bênção para todas as nações
da terra. A transformação que não é
pequena, que constitui boa parte de toda
a missão de Paulo, é justamente entender
que ele precisou reinterpretar e
compreender de maneira distinta e
completamente diversa todas as profecias
que ele estava tão familiarizado e
habituado a interpretar de outra
maneira, porque agora a pessoa de Jesus
foi revelada a Paulo. Aí a gente vai
seguir aqui adiante. Eh, quando a gente
encontra que no versículo 3,
Paulo vai afirmar o seguinte: Acerca de
seu filho, que como homem era
descendente de Davi, e que mediante o
espírito de santidade foi declarado
filho de Deus com poder pela sua
ressurreição dentre os mortos, Jesus
Cristo, nosso Senhor.
O evangelho é sobre o filho de Deus. No
Antigo Testamento, essa expressão filho
de Deus podia fazer referência a um
anjo, como a gente encontra em Gênesis
6:2 e também Jó, capítulo 1, versículo
6.
Mas na maioria dos casos, filho de Deus
no Antigo Testamento se referia tanto a
Israel como, por exemplo, Êxodo 4:33 e
Jeremias 31:9.
Como também essa expressão novamente
filho de Deus podia se referir a ao rei
que havia sido eleito, separado e
enviado por Deus. Esse rei em alguns
momentos é tratado como um filho que é
adotado por Yahé como seu primogênito,
mas está falando de um rei humano.
Primeira Samuel 7:14 tem esse uso.
Primeira Crônicas 17:13 e Salmo 27. Esse
é um dos salmos mais importantes do
saltério. E é muito curioso como a gente
enxerga a relação entre Deus e o seu
ungido no salmo é de número dois. Por
quê? Ele faz promessas para esse rei que
parece ser algo assim muito superior do
que o domínio que Davi poderia esperar
ter sobre toda a região. O que mesmo
Salomão no momento mais próspero do
governo de Israel conseguiu alcançar. E
não só os limites e os domínios desse
reino é muito grande, como a relação
parece ser muito pessoal de pai e filho.
E é nesses termos que Deus ou Yahé trata
o rei que ele havia separado. Esses dois
sentidos, tanto de filho de Deus como
uma referência a todo o povo de Israel,
quanto o filho de Deus como referência
ao rei que havia sido separado por Yavé,
eles estão relacionados entre si. Por
quê? O pensamento judaico na época de
Paulo e muito anterior a ele, era que o
rei davídico representava todo o povo de
Israel. O que valia para o rei valia
para o povo. Então, o rei Davídico era
um representante do povo diante de Deus.
E aquilo que Deus falava a respeito do
rei valia também para todo o povo.
Logo, a expressão o evangelho de Deus
acerca de seu filho, olhando para o que
a gente pensou no significado de
evangelho e a expressão filho de Deus, o
evangelho de Deus acerca do seu filho
significa o seguinte: o anúncio de Deus
em cumprimento das profecias da
entronização real do Messias, o rei
ungido de Israel como Senhor sobre o
mundo. Essa brevíssima expressão que
Paulo usa, Cristo Jesus, trazendo
título, um título real, Evangelho de
Deus, olhando para Isaías, tanto 49
quanto 52,
quanto filho de Deus, como aparece aqui
no versículo 3, permite a gente perceber
que Paulo está tratando do anúncio de
Deus em cumprimento das profecias que
ele enviou, da entronização real do
Messias, o rei ungido de Israel, uma
mensagem profundamente judaica como
Senhor sobre o mundo todo. E aí a gente
segue para a segunda parte do versículo
3 e o versículo 4 e a gente eh vê como
Paulo desenvolve esse tema. Porque filho
de Deus é tratado aqui como nascido da
semente de Davi. E ele foi então
declarado filho de Deus por meio da
ressurreição. Essa é uma declaração em
duas partes. Primeiro, Jesus é
descendente de Davi. Segundo, a
ressurreição é a declaração para o mundo
de que ele, Jesus de fato, era o Messias
que sempre afirmou o ser.
Duas partes fundamentais. Jesus é
descendente de Davi e segundo a
ressurreição é o que autentificou
Jesus para o mundo inteiro como sendo o
Messias que ele sempre afirmou ser. É
desse ponto que começa o pensamento
propriamente cristão de Paulo. É
justamente a partir do encontro de Paulo
com Jesus na estrada para Damascos.
O Jesus que ele imaginava ser o falso
Messias era na verdade o verdadeiro
enviado de Deus. Se isso era verdade,
então tudo aquilo que eu compreendia
estava equivocado a respeito da maneira
como Deus deveria agir no cumprimento
das profecias que ele entregou aos
nossos antepassados.
Uma coisa desafiadora pra gente é
entender essa expressão semente de Davi.
Porque muitas pessoas acreditam que
Paulo apenas está querendo comprovar que
Jesus era 100% Deus. Toda a nossa
discussão da teologia sistemática de que
Jesus é 100% Deus, 100% humano, parece
definir a nossa leitura dessa expressão
semente de Davi. Mas existem muitas
conexões com essa expressão semente de
Davi que ultrapassam apenas a uma
afirmação doutrinária ou uma afirmação a
respeito da natureza de Jesus. O que
Paulo está querendo fazer aqui é pelo
menos eh isso, provavelmente mais do que
eu obviamente conseguir compreender e
estudar, mas pelo menos é conectar o que
está sendo narrado a respeito da pessoa
de Jesus com as profecias que falavam
sobre o rebento de Jessé, a descendência
de Davi, as promessas que foram dadas ao
rei Davi de que o cetro jamais se
apartaria da sua casa, da sua família.
Ou seja, tudo que está acontecendo agora
em Jesus está conectado com a história
que nos antecede. Nada, queridos gentios
cristãos. Paulo depois vai ter que
tratar sobre várias coisas relacionadas
a judeus, mas gentius no corpo de Cristo
dentro da mesma comunidade. E o que ele
está dizendo para aqueles em especial
cristãos gentios que estão em Roma, é
tudo o que Deus fez na pessoa de Jesus
foi a partir da história que ele
construiu dos profetas, da Torá, da
história do povo de Israel. Então,
semente de Davi conecta diretamente
Jesus com tudo aquilo que havia sido
anunciado nas profecias e também indica
a plena identificação de Jesus com a
humanidade, mas não meramente no sentido
de natureza, de corpo físico, dizer que
Jesus sentia dor, que de fato sentia,
que chorava, que de fato chorou. A
questão é que Jesus está identificado
com a humanidade na condição em que ela
se encontra. Jesus se rebaixa a condição
humana na condição em que a a humanidade
estava no momento da sua encarnação, que
é a identificação da humanidade com o
primeiro Adão. Jesus se identifica com a
humanidade a partir da necessidade que
nós tínhamos de um novo Adão para que
ele pudesse tratar da condição que foi
gerada pelo primeiro Adão. Então, se
Adão pecou e toda a a humanidade estava
em Adão, no momento em que Jesus
encarna, é esse corpo que ele assume e
essa a condição a qual ele se rebaixa. E
a partir daí a gente pode entender o que
Paulo vai tratar sobre a nova
humanidade, sobre aquilo que Jesus
conquista como uma nova natureza também.
E ele então apresenta a Jesus como sendo
esse Messias.
Ah, ele coloca aqui no versículo dois, o
qual foi prometido. Ele já havia
apresentado Jesus como Messias quando
ele chama a Jesus do Cristo. E ele então
coloca aqui acerca de seu filho, que
como homem era descendente de Davi e que
mediante o Espírito de santidade foi
declarado filho de Deus. Quando a gente
olha para o Messias, descendente de
Davi, humano e
fazendo isso ou sendo enviado por Deus
de acordo com as profecias que foram
dadas no Antigo Testamento, a gente
precisa voltar no Antigo Testamento e
relembrar o que é que se esperava desse
Messias, não apenas na revelação do
texto bíblico, mas muito provavelmente
na expectativa do povo judeu que estava
estava lendo a carta de Paulo ou do povo
judeu que antes da vinda de Jesus tinha
toda a sua expectativa sobre como o
Messias deveria agir. Mas olhando apenas
para as profecias, o Messias tinha uma
missão muito bem definida que era
reconstruir ou purificar o templo de
Jerusalém,
derrotar os pagãos, resgatar Israel e
por fim trazer a justiça de Deus para o
mundo todo. resgatar Israel, porque
Israel estava sob o domínio dos pagãos,
e depois trazer a justiça de Deus para
todas as nações. Qualquer homem que
pretendesse
ser considerado Messias e que não
tivesse alcançado essas coisas, era
atestado pela sua própria derrota diante
dos seus inimigos, um falso, um falso
Messias. Qualquer pessoa que se
portasse, que falasse ou que anunciasse
uma mensagem que comunicasse
explicitamente ou implicitamente que ele
era o rei ungido, enviado de Deus, mas
que fosse derrotado pelos pagãos, era
obviamente um falso Messias. Jesus
atacou o templo, morreu na mão dos
pagãos, não libertou Israel de Roma e o
mundo aparentemente continuava tão
injusto quanto sempre foi, mesmo depois
da sua morte. Por isso que foi
necessário algo absolutamente impensável
para alguém supor que Jesus era de fato
o Messias. tudo aquilo que se esperava
do Messias de uma forma imediata e
aparentemente óbvia, ele falhou em
cumprir. Mas o evento da ressurreição
redefiniu completamente a maneira como
aqueles seguidores de Jesus e mesmo
aqueles que não eram seguidores de Jesus
durante o seu ministério interpretassem
o que aconteceu no ministério, na morte
e na ressurreição de Jesus. Então, Paulo
está tratando aqui dessas questões muito
profundas, de uma forma muito sucinta e
concisa.
Ah, quando Paulo fala a respeito disso,
dessa questão do Messias na abertura da
sua carta, ele é muito claro em dizer
que a ressurreição foi o evento que
marcou Jesus como sendo o filho de Deus.
Se todo pensamento judaico da época não
comportava um Messias nos termos que
Deus revelou em Jesus, Paulo diria: "É
uma pena para o nosso próprio
pensamento, é uma pena para todas as
nossas expectativas". É essa gigante
tarefa que Paulo se propõe a realizar,
repensar tudo que Deus havia revelado,
que faria a partir da revelação de Jesus
Cristo. Deus então atua por meio do
espírito de santidade com poder. É
interessante como aqui não aparece a
expressão Espírito Santo, mas espírito
de santidade.
Esse espírito de santidade
é o espírito pelo qual Deus atua com
poder na ressurreição de Jesus. O mesmo
poder que atua na ressurreição de Jesus,
ele vai tratar disso com muito mais
detalhes na segunda sessão da carta,
Romanos 5 a 8. Esse mesmo poder que atua
na ressurreição de Jesus, a o
autenticando como Messias, é o poder que
Paulo vai falar que atua naqueles que
estão em Cristo. Essa ressurreição pelo
Espírito Santo era esperada por muitos
judeus. A questão é que nenhum judeu
esperava que isso acontecesse no meio da
história. Como vocês vão lembrar,
existia essa diferença de compreensão
entre fariseus e saduceus. Os saduceus
não acreditavam na ressurreição. Os
fariseus acreditavam na ressurreição.
Paulo era um fariseu.
E eles acreditavam que Deus
ressuscitaria os justos de forma
especial para receber a sua recompensa
no fim da história e que a ressurreição
dos justos marcaria o começo da era por
nova era que Deus inauguraria de justiça
e paz sobre a terra. Ninguém esperava
que uma ressurreição como essa pudesse
acontecer no meio da história a um único
homem. E é isso que Paulo está colocando
no meio aqui da da salada de pensamento
judeu e de pensamento de pensamento
judaico e pensamento gentílico para
aquelas pessoas que já haviam acreditado
que Jesus Cristo era o Messias. Se de
fato Jesus era o Messias, se ele
ressuscitou dentre os mortos, se as
profecias que falavam sobre ressurreição
se cumpriram ou começaram a se cumprir a
partir da pessoa de Jesus, o que é que
isso implica? Implica que a nova era,
esse novo tempo determinado por Deus já
começou.
A eternidade de alguma forma estava
contida na pessoa e nos eventos em torno
de Jesus, em especial na sua
ressurreição. De alguma forma a
eternidade
já se faz presente e nós fomos incluídos
nesse novo tempo, nessa nova época,
nessa nesse novo reino em que Jesus
estabelece sobre a terra justiça e paz
para todos os povos que são marcados
pela fé. Essa ressurreição então de
Jesus indica que a era prometida por
Deus foi inaugurada por ele através do
espírito de santificação, o espírito de
santidade mais precisamente que
ressuscitou o filho dentre os mortos.
Esse Romanos 1, 3 e 4 é o primeiro
resumo do evangelho que dá, que Paulo dá
na carta aos Romanos. Muitas pessoas
olham paraa declaração de Paulo um pouco
mais à frente ainda no capítulo um, que
o evangelho é o poder de Deus para
salvação de todo aquele que crê, como se
essa fosse uma definição do conteúdo do
evangelho. E não é, essa é uma afirmação
de Paulo a respeito do poder do
evangelho. Mas o que é o evangelho? É
isso que nós encontramos em Romanos
capítulo 1, versículo 3 e 4. Ainda que
de forma muito sucinta e ainda que ele
esteja colocando vários temas que ele
vai desenvolver mais paraa frente. Ah, e
o que é que a gente encontra aqui um
pouco mais adiante? Ele fala sobre a
obediência.
Por meio dele e por causa do seu nome,
recebemos graça e apostolado para
chamado entre todas as nações um povo
para a obediência que vem pela fé. A
partir de agora eu não vou conseguir
comentar tantos detalhes, a gente já tá
com tempo bastante adiantado, mas
destacar esses dois termos que ele
coloca aqui ou essa expressão obediência
que vem pela fé. O verbo grego para
obediência que ele utiliza aqui é
ripacoé.
Ripacoé é a versão grega ou a tradução
em grego para um termo muito comum no
Antigo Testamento. Porque o Antigo
Testamento usa essa palavra a quando usa
em hebraico, usa a palavra chemar ou
chamar.
Essa palavra, o chemá, a oração que nós
eh fazemos referência como oração do
Chemá, é o que está em Deuteronômio,
capítulo 6, versículos 4 e 5, em
especial.
A Bíblia hebraica foi escrita, uma
surpresa enorme, em hebraico, mas existe
uma tradução a para o grego que é
conhecida como a septoaginta. Por que
que essa informação é importante? Porque
o Novo Testamento foi escrito em grego.
Então, muitas vezes, quando a gente vê
um termo grego no Novo Testamento, vale
a pena comparar com as ocorrências desse
termo grego na Septoagenta, que é o
Antigo Testamento em grego, e depois
comparar com a Bíblia hebraica, o termo
que o grego está traduzindo
originalmente
do hebraico. E assim a gente fazer uma
correlação de o que que provavelmente
Paulo está ou lembrando ou lendo da
Bíblia hebraica enquanto ele está
escrevendo ou ditando uma carta. Essa é
uma relação importante aqui. Hipacoé faz
referência a Shemá e Shemá faz
referência a Deuteronômio, capítulo 6,
que é a oração central de definição do
povo judeu. Por quê? Chamar, além da
ideia de ouvir, povo e ó Israel, além da
ideia de ouvir e obedecer, também traz a
ideia de obrigações pessoais que os
judeus tinham em relação à aliança. Esse
ouvir de Deuteronômio 6 não é só para
lembrar do que Deus fez, mas o que eles
estavam se comprometendo a realizar.
Então, como é que a gente encontra o
texto de Deuteronômio, capítulo 6?
Ouça, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é
o único Senhor. Ame o Senhor, o seu
Deus, de todo o seu coração, de toda a
sua alma e de todas as suas forças.
O que Paulo está colocando aqui é que
aquilo que Deus falou para o povo de
Israel aí em Deuteronômio capítulo 6 é o
que ele estava fazendo aqui em Romanos
capítulo 1, versículo 5, ou o que ele
estava fazendo na época da realização do
seu ministério, chamando para a
obediência que vem pela fé todas as
nações, todo aquele que crê.
É muito claro que a Paulo está trazendo
todas as nações para essa obediência,
assim como
Israel foi chamado à obediência por
parte de Deus. E ser chamado para
obediência é ser chamado para fazer
parte dessa família de Deus. Então, a
missão de Paulo não é só chamar as
pessoas para um comportamento moral
específico, deixar de fumar, deixar de
beber, deixar de cometer esse ou aquele
vício, mas é chamar as pessoas para a
família da fé, que obviamente é
constituído de uma nova moralidade, de
uma nova visão de mundo, de uma nova
esperança que é definida a partir do
Messias. Paulo não estava ofertando uma
nova religião para aquelas pessoas.
Quando a gente olha para o evangelho,
como sendo esse anúncio de Jesus, como o
Messias enviado por Deus, que conquista
a vitória e se torna Senhor sobre todos
os outros governantes, Senhor sobre
todas as outras nações, aquele que
conquistou poder sobre todos os povos. A
gente percebe que evangelho é uma
convocação real. Evangelho é, na
verdade, um comando que vem da parte de
Deus e comunica isso para todas as
pessoas. Há um novo rei sobre o mundo e
ele convoca todos a fazerem parte do seu
reino. Evangelho não é uma oferta de
religião. Evangelho não é uma oferta de
moralidade específica. Não é nem mesmo
um convite apenas, mas tem essa
conotação de um uma convocação, um
comando. Jesus conquistou domínio sobre
todos os povos, sobre toda a terra, o
nome que está acima de todo nome. E ele
convoca a todas as pessoas a fazer parte
do seu reino. Agora, isso obviamente não
anula a responsabilidade daquele que
ouve a convocação. E a nossa compreensão
é que o sujeito ele tem que dar uma
resposta autêntica a partir da sua
decisão de fé ou não. A resposta de fé
que nós damos, aquilo que Paulo vai
falar como confessar que Jesus Cristo é
o Senhor. Se com a sua boca você
confessar que Jesus é o Senhor e com o
coração crê que Deus o ressuscitou entre
os mortos, será salvo. Essa resposta de
fé que qualquer indivíduo que é
convocado pode dar é um passo segundo. É
a nossa resposta de fé a fidelidade do
próprio Deus. Nós só podemos ter fé e
fidelidade ao Messias porque Deus foi
fiel às profecias que ele deu para o
povo de Israel. Porque Deus foi fiel às
promessas que ele fez para o povo judeu.
Essa fé é a verdadeira marca daqueles
que fazem parte do povo de Deus. aqueles
que reconhecem Jesus como rei que ele de
fato é, aqueles que se submetem à sua
vontade e como consequência são
transformados em uma nova criatura.
A, o versículo 6 e 7 é o momento em que
Paulo, depois de ter desenhado de uma
maneira muito concisa, mas muito
profunda, esse grande mapa do evangelho,
do seu apostolado, da missão que ele
recebeu, do que aconteceu na pessoa de
Jesus, ele coloca uma seta enorme e diz
para os romanos: "Vocês se encontram
aqui. Esse é o lugar em que vocês se
encontram. Esse é o evangelho que
alcançou vocês e é isso que eu fui
chamado a realizar como um apóstolo que
foi separado para o serviço do
evangelho. Para todo esse mapa, então
Paulo começa a localizar os romanos
dentro da condição específica em que
eles estavam.
Ah, e aí a gente tem essa longa sessão,
como eu disse, eh, que eu não vou
conseguir entrar em tantos detalhes, mas
vou reler aqui para não ficar com a
mensagem completa. Antes de tudo, sou
grato a meu Deus, mediante Jesus Cristo,
por todos vocês, porque em todo o mundo
está sendo anunciada a fé que vocês têm.
Deus, a quem sirvo de todo coração,
pregando o evangelho de seu filho, é
minha testemunha de como sempre me
lembro de vocês em minhas orações. E
peço que agora, finalmente, pela vontade
de Deus, seja me aberto o caminho para
que eu possa visitá-los. Anseio vê-los a
fim de compartilhar com vocês algum dom
espiritual para fortalecê-los. Isto é,
para que eu e vocês sejamos mutuamente
encorajados pela fé. Quero que vocês
saibam, irmãos, que muitas vezes
planejei visitá-lo, mas fui impedido até
agora. Meu propósito é colher algum
fruto entre vocês, assim como tenho
colhido entre os demais gentios. Sou
devedor, tanto a grego como a bárbaros,
tanto a sábios como ignorantes. Por
isso, estou disposto a pregar o
evangelho também a vocês que estão em
Roma. Paulo começa aqui uma sessão mais
pessoal falando sobre o plano que ele
sempre teve, mas que ele não pôde
realizar antes de estar com os irmãos e
Roma, poder partilhar com eles um dom ou
algum domes
também algum fruto desse desse evangelho
que havia frutificado já em Roma. Agora,
uma pergunta que Paulo estava
respondendo e que era uma pergunta
implícita, provavelmente para aqueles
romanos que receberam a sua carta é: que
você, um evangelista, um missionário
pioneiro,
vai edificar sobre o fundamento que
outro lançou? Por que que você está
desejando via Roma? Talvez algumas
pessoas da comunidade ou boa parte da
comunidade pudesse imaginar que Paulo
estava questionando a legitimidade do
evangelho que foi estabelecido e pregado
em Roma.
Não é o caso. Paulo deixa muito claro
que ele sabe
da autenticidade e da veracidade da fé
daqueles irmãos, que aquela fé se faz
conhecer no mundo todo e que ele
desejava estar ali por outro motivo. É
muito importante a gente perceber que
existiam algumas dezenas, talvez poucas
centenas de cristãos em Roma. E Roma era
uma cidade com 1 milhão de habitantes
aproximadamente, talvez um pouco mais ou
um pouco menos.
Mas era uma capital gigantesca para um
grupo muito pequeno de cristãos.
E seria uma pergunta razoável que
algumas pessoas talvez levantassem
diante da carta de Paulo. É, poxa, será
que ele está duvidando do nosso do nosso
compromisso com o evangelho? Está
duvidando da nossa a dedicação à
proclamação do evangelho? não é o caso.
Ele queria que e eles soubessem, que os
cristãos em Roma soubessem que há muito
tempo ele já desejava fazer uma viagem,
conhecer aqueles irmãos, apesar de ter
conhecido muitos daqueles irmãos que
estavam em outros lugares do império.
Mas apesar de ter esse desejo há muito
tempo, ele não pôde fazer isso. Ele não
explica se foi Deus que não deixou o
Satanás que de alguma forma o atrasou em
sua viagem. Mas o fato mais importante é
que Paulo se vê como devedor para com
Deus, mas também para com todos os
grupos não judaicos em sua missão de
anunciar o evangelho ao mundo gentílico.
Por isso, ainda que a igreja já tivesse
lançado o seu fundamento na cidade de
Roma, de alguma forma ele vê que a sua
missão envolve todos os povos, em
especial todos os povos não judeus,
porque ele foi novamente aforizo,
separado por Deus para anunciar a
mensagem do evangelho para todas essas
nações gentílicas. E se de alguma forma
ele pudesse compartilhar os seus dons,
edificar a vida daquelas pessoas em
Roma, ele o faria. Ainda que ele não
fosse para Roma para começar a igreja ou
recomeçar a igreja. Esse não era o
propósito. Depois do versículo 15, a
gente encontra nos dois próximos
versículos, 16 e 17, uma questão
fundamental do Evangelho, do da carta
aos Romanos, mas que vai exigir muito
mais tempo do que eu sabia que nós
teríamos hoje para discutir aqui. Já tem
1 hora e 8 minutos. E aí eu eu nesse
sentido eh antecipei que a gente não
teria condições de entrar em muito mais
detalhes a partir daqui. Por isso, a
aula que vem a gente vai continuar a
partir do versículo 16, tá bom? Vamos lá
pro pro chat ver o que que o pessoal
colocou aqui de
eh pergunta, dúvida,
de pontuações aqui paraa nossa aula de
hoje. Deixa eu ver.
Olha,
a Fernanda faz uma pergunta sobre
Romanos 4 e 18, que é justamente a
passagem que a gente citou sobre a
exegese que Paulo faz de Gênesis,
capítulo 15, contra toda esperança, em
esperança creu, tornando-se assim pai de
muitas nações.
É como foi dito ao seu respeito. Ah, e
aí depois ela coloca a pergunta que eu
não sei, na verdade se é sobre Romanos
4:18.
Se Deus é invisível, que se revela
claramente através da criação,
aparentemente não é sobre Romanos 4.
Porque a humanidade prefere trocar a
glória de Deus por ídolos e o que isso
se refere por ídolos e o que isso se
refere à natureza caída humana na
atualidade? Olha, Fernanda, essa é uma
pergunta muito interessante e vai ser
exatamente o assunto da nossa conversa
da próxima semana. Eu vou falar sobre
Romanos 16 e 17, mas logo depois Paulo
vai justamente falar sobre essa condição
de queda da humanidade. Então, não vou
adiantar tanto o argumento aqui, mas de
maneira geral a chave pra gente
compreender eh esse trecho de Romanos
capítulo 1, em que ele trata dessa
questão da revelação de Deus na natureza
criada, é que Deus entregou a humanidade
ao seu próprio pecado e Deus os
entregou. Ele repete isso, se eu não me
engano, três vezes ao longo do capítulo
um. Se não for, se não forem três vezes,
foram quatro vezes. Mas é como se a os
nossos pensamentos tivessem se tornado
tão injustos e tão eh corrompidos quanto
a nossa própria decisão. Porque tomamos
a decisão de nos corromper? Deus
permitiu que os nossos pensamentos, a
nossa forma de enxergar as coisas, ou
melhor, a nossa maneira de não enxergar
as coisas, não permitissem que a gente
percebesse a glória de Deus nas coisas
criadas. Eh, então, novamente, nós vamos
desenvolver esse argumento, mas a ideia
parece ser que as consequências do
pecado
atingem a nossa capacidade de
compreensão e de avaliação, inclusive de
percepção da revelação de Deus, onde ela
acontece diante dos nossos olhos, onde
ela acontece de uma forma facilmente
acessível. Nós nos cegamos por meio do
pecado e Deus permitiu que eh nós
tivéssemos aquilo que nós desejávamos,
né?
Ah,
vamos mais aqui.
Observação muito boa aqui da Marlene.
Meu marido disse que a carta de Paulo é
uma carta escrita pros nossos parentes
italianos. Muito bom. Deixa de dizer
verdade.
Ah,
mais
Paulo se considerava algemado no serviço
de Cristo. Olha, eh, o termo algemado
precisa ser melhor compreendido.
Certamente Paulo, ele se considerava
escravo, ele se considerava eh um servo
em em uma condição irrevogável. Nada
poderia ser feito para alterar a sua
relação de escravo de Jesus. Ele estava
de fato algemado durante parte do seu
ministério. Por isso que a gente tem as
cartas da prisão, as cartas que Paulo
escreveu enquanto ele estava
literalmente fisicamente preso e
algemado. Mas existe um um terceiro
sentido que é relacionado com o
primeiro, que é é Paulo se via nessa
necessidade, nessa obrigação, como a
gente viu no fim da nossa exposição de
hoje, que ele tinha um senso de dever em
relação ao serviço de Cristo. Então,
nesses três sentidos, a resposta é sim,
exceto no segundo em que ele esteve
algemado, mas não durante todo o seu
ministério. Mas ele tinha uma noção de
que é a expressão que acontece várias
vezes no Antigo Testamento de lamento.
Ai, ai de você, Corazim, como Jesus fala
no Novo Testamento. Ai de você,
Betsaida. Se todos os milagres que foram
realizados antes de você tivessem sido
feitos em Sodoma e Gomorra, eh essas
cidades não teriam sido destruídas. Essa
expressão de lamento, Paulo utiliza
sobre si mesmo. Ai de mim se eu não
pregar o evangelho. Então ele se vê
fortemente atado, algemado a essa
missão.
Ah, segund Sagradas Escrituras, no
versículo 2, já havia sido usado antes
essa frase, esse termo. Deixa eu
recuperar aqui na maneira como acontece
para eu te responder. Versículo 10. o
qual foi prometido ele de antemão por
meio dos seus profetas nas eh escrituras
sagradas. A escrituras sagradas não se
refere a Novo Testamento, se refere
quando utilizada no Novo Testamento
ao Antigo Testamento, porque a ideia de
canon ainda não havia sido estabelecida.
Tanto é que Paulo está escrevendo eh a
carta aos Romanos, enquanto outros
livros, como Apocalipse, que foi o
último livro a ser escrito, ainda não
havia sido escrito. O próprio Paulo
escreveu, provavelmente segunda Timóteo,
depois de ter escrito a carta aos
Romanos. Então, Sagradas Escrituras,
quando aparece no Novo Testamento, é uma
referência à Bíblia Hebraica, ou a Torá
ou então a ao Taná, que é a Bíblia
hebraica, o nosso Antigo Testamento, tá?
Eh, a única exceção é quando Pedro vai
falar sobre os escritos de Paulo e ele
autentica os escritos de Paulo e depois
ele fala as demais escrituras. Então ele
eleva a condição dos escritos de Paulo
às escrituras, assim como ele reconhecia
o Antigo Testamento como escritura, né?
No o Ataná.
Vamos ver mais aqui.
Por isso os judeus não aceitaram Jesus,
um rei sem riquezas materiais. Ah, Adri,
eu não sei exatamente em que contexto,
em que momento da aula você colocou essa
pergunta. Não sei qual era a informação
que eu estava tratando aqui. Se você
puder esclarecer, a gente pode comentar.
Vamos ver o que mais aqui.
Por isso ele se esvaziou para a parte de
Deus não interferir na vida
literalmente. Bom, eh, Fernanda, se essa
pergunta foi colocada no momento em que
nós discutíamos a questão de Jesus ser
da semente de Davi, vou assumir que sim.
A resposta é não. Quando Filipenses 2
fala que Jesus se esvaziou, ele não se
apegou ao fato de ser Deus. Ele não está
dizendo que Jesus abriu mão de ser Deus,
mas dessa condição de um Deus que
obviamente não necessita de um corpo
humano, que não necessita inclusive de
um corpo humano que havia sido marcado
pela entrada da morte no mundo. A gente
não entrou em detalhes quando a gente
falou sobre isso, mas o termo sarx, como
aparece
em Romanos e em todas as outras cartas
paulinas, faz uma referência ao corpo
humano na condição em que todos nós o
experimentamos. A glória de Deus, o
corpo que nós temos é dádiva feita com
grande sabedoria e generosidade da parte
de Deus. A glória de Deus está refletida
no corpo humano, mas é também um um
corpo submetido a todas as limitações
que nós passamos a conhecer a partir do
pecado. E tem um outro fato que é mesmo
antes do pecado, o ser humano sempre foi
criatura. E Jesus não é criatura, ele é
gerado a partir do pai e ele não tem a
necessidade de se rebaixar as limitações
e condição dessa criatura. Então, é isso
que Filipenses 2 está tratando quando
fala da quenes, do esvaziamento de
Jesus. Eh, não necessariamente do fato
de que ele abre mão de certa parte da
divindade para não interferir na sua
humanidade. Essa é uma divisão que a
gente não consegue fazer na vida de
Jesus. Isso aqui é simplesmente o
aspecto humano. Isso aqui é o aspecto
divino. E isso é parte do mistério
revelado. Como é que o Deus, criador dos
céus e da terra, coube no corpo de um
homem galileu que dormia dentro do
barco?
Como é que o criador de todas as coisas,
que aquele que teve poder para derrotar
todas as potestades, os inimigos
visíveis e invisíveis,
teve condições de caber dentro de um
espaço finito e de um homem tão frágil
que pode ser morto numa cruz e se
entregar na morte na cruz. Então, eh,
tudo interfere, né? Tudo interfere a
quanto à divindade, a humanidade de
Jesus.
Vamos ver mais aqui.
Aquila, citando Paulo como fariseu em
Romanos 7, quando Paulo descreve o
conflito interno de fazer o mal que não
quer e não conseguir fazer o bem que
deseja, tem fundamento, ele está
compartilhando uma luta atual e de sua
vida apostólica ou apenas usando uma
figura de linguagem didática. e o que a
vulnerabilidade desse relato revela
sobre como ele via a própria liderança.
Edu, eu acho que isso não tem a ver com
as particularidades
eh de Paulo ou mesmo o Paulo como o
fariseu que a gente conhece. Eu acredito
que a condição que ele está citando é a
condição de Israel, da humanidade de
forma geral, porque Paulo também trata
sobre a lei que está gravada no coração
daquele que não recebeu a Torá. Romanos
capítulo 1.
Ele vai voltar a sua acusação contra o
povo judeu, que tendo recebido a
revelação especial da parte de Deus,
também não cumpriu as exigências que
foram feitas. E depois ele vai tratar da
condição da humanidade concentrada no
povo de Israel. E o povo de Israel é
inclusive esse povo que tem a revelação
da parte de Deus, se compromete a fazer
o que é certo e não consegue cumprir
isso. Isso de uma forma geral paraa
humanidade específica no caso de Israel,
mas a dentro do coração humano em
particular. Então eu eh eu não acho que
isso aqui tem a ver particularmente de
Paulo como um fariseu ou como uma luta
apenas dele, mas uma condição eh que
acompanha
a humanidade, o povo de Israel e cada
indivíduo, né, eh na sua luta
particular. E aí a essa essa
vulnerabilidade,
eh, eu acho que a pergunta que se segue
dependia do pressuposto de que Paulo
estava tratando da situação dele em
especial, né? Mas bom, a gente vai ter
tempo de discutir isso e outras
possibilidades de interpretação quando a
gente falar de Romanos capítulo 7. Esse
é outro dos textos mais importantes da
carta, Romano, Romanos capítulo 7 e 8. A
gente vai voltar nesse tema.
Vamos ver mais o que aqui a gente tem.
Que mais?
Tô procurando as perguntas, gente. Tô
acabado aqui porque eu tô vendo muita
interação no chat, coisa boa, mas não tô
vendo as próximas perguntas ainda.
Bom, cheguei aqui ao fim da das últimas
mensagens que foram enviadas. que a
gente respondeu, senão a todas, a quase
todas as perguntas que foram feitas
aqui. Como a gente colocou, a
naturalmente quando falamos de Romanos,
perguntas sobre um texto ou outro
surgem, mas a gente vai dar prioridade
para o o texto que a gente tá tratando
no dia e guardando também a
possibilidade de desenvolver os
argumentos antes de responder eh
passagens específicas, tá bom? Gente,
espero que vocês tenham conseguido
acompanhar ou aproveitado a aula eh até
esse momento aqui de exposição dos
primeiros versículos de Romanos. A gente
vai retornar na próxima semana para dar
continuidade novamente com a passagem
fundamental que é Romanos 1 16 e 17 e
seguir, se conseguirmos ter fôlego e e
velocidade também para isso até o final
do capítulo um, tá? Então, mais uma vez,
obrigado pelo tempo de vocês, pela
atenção. Se inscrevam tanto no canal
quanto na nossa nossa plataforma de
ensino que eu vou colocar aqui no chat,
ensino.ibibniu.com.br.
br. Procurem lá a o nosso módulo
avançado de maos, já tá na página
inicial e a gente vai alimentar ali com
questionários, material de aula para que
vocês possam continuar estudando. Forte
abraço a todos, uma boa semana e até o
nosso próximo encontro. Ciao. Ciao.

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