Porque o Medo vira Ansiedade | Josemar Bessa
06/03/2026
Porque o Medo vira Ansiedade | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Então, o Salmo três só tem oito versículos, não é? Fala sobre isso na prática, não é? Porque você vai ver alguém fazendo o que Pedro disse, lançando sobre Deus algo, impedindo o medo de se transformar em ansiedade e indo para algo maior. Então, o Salmo diz assim, o Salmo 3: "Senhor, como se tem multiplicado os meus adversários? São muitos os que se levantam contra mim. Muitos dizem da minha alma: "Não há salvação para ele em Deus". Selá é uma confirmação, né? Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória e o que exalta a minha cabeça. Com a minha voz clamei ao Senhor, e ele ouviu-me desde o seu santo monte. Sei lá. Eu me detei e dormi. Acordei porque o Senhor me sustentou. Não temerei 10 milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam. Levanta-te, Senhor. Salva-me, Deus meu, pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos, quebraste os dentes aos ímpios. A salvação vem do Senhor. Sobre o teu povo seja a tua bênção. Ainda você vê, nós falamos como o medo não vira ansiedade levando a Deus. Como nós oramos fazendo isso. Pedro disse que você faz isso orando, mas Davi está fazendo não dizendo o que você deve fazer, mas fazendo. Então ele nos dá um mapa. A primeira coisa que a gente tem que ver que o medo não pede licença, ele chega. como uma frente fria, como um vento frio. Ele encosta no peito, ele encurta a nossa respiração e de repente o mundo inteiro parece maior do que Deus. Tudo parece maior do que Deus. Todas as coisas que nos cercam parecem maior que Deus. E o Salmo, esse Salmo 3 e todo um livro de Salmo é assim, né? Não finge que isso não existe. Como eu disse, a pior coisa é você dar nome errados aquilo que está acontecendo com você. Porque se você tiver uma explicação filosófica, psicológica, então você não pode lançar sobre Deus, como Davi está dizendo. Os salmos não fingem que isso não existe, que não estão lá. Eles não chamam eh o o medo que Davi está sentindo, ele não dá outro nome. É por isso que o medo não vai virar ansiedade. Ele dá o nome certo. Ele não chama esse medo tentando transformar ele de alguma maneira em virtude. também ele não fala do medo como se fosse algo do qual ele deve negar e não falar nem para Deus, porque isso de certa forma seria uma vergonha. O salmista faz o que Pedro falou, ele faz algo mais santo. Eles pegam o temor e levam para Deus. É por isso que o temor não vira ansiedade. Você entra no Salmo 3 e sente a temperatura da alma de Davi. Não é um discurso frio. Eu diria que é uma das orações mais em brasa que você vai ver nas escrituras. A gente que se orgulha de o que chama hoje de honestidade emocional. Mas quando a Bíblia abre o peito de um homem como Davi, nós recuamos porque não há realmente maquiagem nas orações da Bíblia. A gente viu outro dia o Salmo 73 que ele diz: "Eu tive inveja dos ímpios". Há medo, há raiva, a urgência, há um coração que se sente cercado. E aqui está o ponto. Os salmos não mandam você fingir que você não sente, nem manda você redefinir o que é e falar que aquilo não é medo. É por isso que aquilo vira ansiedade, né? Falar que não é isso é que é outra coisa. Há uma explicação natural. O caminho é outro. Você leva o que sente para Deus e você ora diante de Deus o que você sente com os nomes certos. Você derrama sem teatro na presença do santo. Isso eu diria que é um terceiro caminho. É o caminho que a igreja não tem feito. Ah, você vê que ele nem enterra o que ele tá sentindo. Ele nem Mas também não explode o que ele está sentindo. Ele apresenta diante de Deus. É isso que Pedro falou, que a gente deve levar a Deus ao propiciatório. O medo então aparece como o mais primário dos gritos. A gente muito antes de ter consciência já sente medo. Uma criancinha sente medo do que ela vê como uma ameaça. E antes de você saber formular dúvidas, fazer perguntas, você já sente medo. Antes de você ter linguagem para adequada para o luto, você já sente tremor. Então aquele primeiro estranhamento da vida, aquela chegada no mundo onde você sai de um lugar confortável para um ambiente mais hostil, então já gera apreensão, não é? Eh, já é o pulso do medo. E o medo traz aquela sensação de que as paredes sumiram, de que o chão mudou, de que tudo é novo e tudo é frio. Quando você nasce, você já sente isso. O mundo é mais frio do que onde você tava, é menos aconchegante. Então, o coração humano, ele nasce com uma questão que já está com ele e fica a vida inteira. Onde está o abrigo? Onde está o lugar seguro? Qual é o lugar seguro para estar? E quando o abrigo some, o medo tem uma voz muito forte, queridos. Davi tem motivo, não é fantasia. Não basta você dizer assim: "Olha, é justificável. Eu sair do medo para ansiedade, para isso, porque eu estou com problema real. Então, era o que Davi estava experimentando. Isso aqui não é uma fantasia. O título do Salmo 13, lembra? Ele fugia do seu próprio filho, que estava com milhares de pessoas para matá-lo. Não era só a percepção de um perigo, era um perigo real. Nem isso era uma desculpa para Davi deixar seu medo virar ansiedade por não fazer o que Deus diz. Então você tem número, milhares, tem perseguição. Ele está sendo caçado pelo seu próprio filho e a intenção é matá-lo. Mas há mais. O salmo mostra que o medo não é apenas uma reação do corpo. Sempre que há medo, Deus tá te dando a oportunidade de uma batalha pela fé. Porque não são só os inimigos do lado de fora. Na hora do que o medo aparece, há muitas vozes dentro de nós. É o que o salmo diz. Há acusações, há a frase venenosa. O salmo diz assim: "Eles dizem que não há salvação em ti para mim. Deus não vai livrá-lo. Quando essa frase entra, o medo desce mais fundo porque toca na sua eh identidade. Ele diz: "Tu é quem levanta a minha cabeça". Ou seja, tu é que me dás uma identidade. Ele toca a nossa chamada. Ele toca a pergunta: "Quem sou eu? Se Deus não está me livrando disso, quem sou eu? Eu sou amado. Então não trate o medo como um defeito. Simplesmente que você tem que esconder. Leve a sério o que Jesus disse, o que Pedro diz e o que Davi está fazendo. Trate como um alarme. O medo é um alarme em nós que faz imediatamente a gente buscar abrigo. É muito primário isso em nós. Quando alguma coisa perigosa acontece, você entra em modo de busca de abrigo. Se você escuta uns tiros, você se abaixa, você se pula atrás de alguma coisa. É muito rápido. Mas todos os medos nos põe em busca de abrigo, de algo que nos proteja, de algo que nos faça sentir seguro. Então o medo ele serve para nós como alarme do que você chama de segurança, porque você vai correr para aquilo para se esconder. O que você acha? O que o medo ele diz para você? Olha, é isso que você é disso que você fez a sua segurança. É para isso. Essa coisa que você tenta se esconder nela, então isso é o que você sempre achou ser sua segurança. Não parecia porque não havia perigo, mas o perigo mostrou. Ele mostra você como você tenta controlar o futuro, como você acha que o futuro está seguro. Jesus contou uma parábola de homem que disse: "Ele plantou, ele aumentou a plantação, ele fez a sua empresa, eh, fez investimentos, deu tudo certo e ele ganhou muito dinheiro. Ele disse: "Descansa, bebe e folga, porque você acumulou o dinheiro para muitos anos." Você vê, era assim, era isso que ele chamava de segurança, era o dinheiro, era a conta bancária. E era assim que ele achava que ia controlar o futuro, por isso eh lidava com medo. Mas ao mesmo tempo, se você olhar para seu medo de verdade, você vai ver no que você busca segurança. E essa é a oportunidade da graça. Por isso, cada medo ele é uma batalha da fé. Porque o medo orado, quando você ora, o medo, quando você ora o medo, ele nunca vai virar ansiedade. Quando você leva as coisas a Deus, ah, ele empurra você para aquilo que você sabe ou para aquilo que verdadeiramente é o seu escudo, aquilo no qual ou atrás de qual você se sente realmente seguro. O homem disse: "Come e bebe" e falga, ele se sentia seguro. Era o escudo dele pro futuro. E nós sabemos que Deus diz esta louco, esta noite você não tem futuro. Isso não garante nada. O teu abrigo, o teu abrigo, a maneira de você lidar com o medo do futuro está toda errada. Você escolheu o abrigo errado, você vai ficar sempre ansioso com o dinheiro, porque ele é a sua segurança e ele realmente vai falhar com você esta noite. Então ele exige que você diga: "Senhor, eu tremo". E é por isso que os salmos são tão necessários para nós. Eles são eh não são manuais de compostura, eles são eh diagnósticos verdadeiros da nossa alma. Por isso Azaf disse: "Eu tive inveja". Por isso Davi está dizendo: "Eu estou com medo". Eles são salas de oração paraa gente quebrada. Ali Deus não despreza o tremor. Deus não desprezou AF ao dizer: "Senhor, senti inveja" ou Davi dizendo, "Eh, meu coração se atemoriza. Ele purifica o tremor e ele ensina a alma a respirar de novo. Se o medo está gritando em você, não adore o medo. Não finja que não é medo. Não tente uma explicação. Como eu disse, o medo é um alarme que diz para você imediatamente para que você tende a correr instintivamente como segurança. Mas também não cale isso com orgulho. Em vez de você ter uma explicação que deixa o seu orgulho mais intacto, diz: "Isso é medo. Isso vai virar ansiedade. Isso é o que Deus disse que é". Ou como Azaf, isso é inveja. Só assim você pode levar algo a Deus. Você não pode levar algo a Deus que você dá uma explicação que não é a verdadeira. Porque a cura começa quando a alma para de correr de Deus e corre para Deus com seu medo. Davi vai mostrar na sua oração como o medo dele não se transformou em ansiedade. Mas pelo contrário, foi uma batalha da fé que o fez mais parecido com Cristo. Então o medo não é rei. O medo é material de oração. Se você não souber o que você faz com seu medo, ele vira ansiedade. O Salmo 3 desce dois degraus no medo. Dois. E se você não perceber isso, você vai tentar curar o profundo com o remendo raso. É o que o mundo faz. É o que muitas vezes a igreja faz. O primeiro degrau é visível. Davi olha ao redor e vê muitos. Ele diz: "Muitos se levantam contra mim, milhares. Muitos estão me caçando como um bicho. Quem lidera eles é o meu filho. Então é o medo. Ele sabe que estão caçando ele para matá-lo. É uma ameaça concreta. É a possibilidade real de perder a vida, o caminho, a história, o trono. Às vezes o coração está certo em tremer. Há perigos que não são imaginários. Há muitas pessoas que temem coisas que não são reais, um problema maior ainda, mas também podemos falar sobre isso outro dia. Mas aqui você vê, Davi não está inventando um perigo. O perigo existe, mas ainda assim o perigo que existe não deve virar ansiedade. Então ele ora o seu medo, né? Há noites em que tem milhares eh realmente de perigos. Na vida a de Davi é real, são um peso e o corpo responde, o peito aperta, a mente só calcula uma coisa, a fuga. Davi não podia pensar em mais nada, ele tinha que escapar. Ele estava sendo caçado. Quem está sendo caçado esquece as outras coisas. Eu vejo os passarinhos se alimentando, comendo, né, umas coisinhas de manhã quando tá amanhecendo, mas tem dia que tá um silêncio. Tá um silêncio, não tem um passarinho, não tem um passarinho fazendo nenhum barulho. Eu já sei. E quando eu chego na janela, aqui em cima tem quatro gaviões, cinco. Por mais que comer pela manhã seja necessário, os passarinhos ficam no mais absoluto silêncio e não aparecem porque eles sabem que tem um gavião. Então eles têm medo. Se eles aparecem, eles morrem. O corpo responde, o peito aperta, a mente só calcula uma coisa fuga. O passarinho, em vez de ele pensar, eu quero comer, ele pensa: "Eu quero viver". E eles ficam aonde eles acham que é seguro. Eles não eh ficam expostos, eles nem fazem barulho. Então o segundo degrau é mais escuro ainda, porque os inimigos não atacam apenas eh a pele de Davi, o corpo, atacam também eh ele emocionalmente. Eles atacam o nome, eles atacam quem ele é. Eles dizem que ele não é rei legítimo. Eles dizem que eles que ele merece que Deus o tire do trono. Eles dizem que Deus se afastou, que Deus não vai salvá-lo. Eles, muitos dizem que não há salvação em Deus para ele. Isso não é só ameaça externa. Você vê uma acusação espiritual é um golpe contra a identidade de Davi. Deus havia prometido que eh nunca faltaria um rei no trono de Davi. Então, eh a revolta de Absalão não era só política, era pessoal, era humilhante, era o seu filho. O filho fez tudo para humilhar o pai publicamente e junto com a espada vinha a narrativa. Como alguém como Davi pode ser rei, ele merece ser tirado mesmo. Deus já abandonou esse homem. E quando essas acusações viam muitas delas falsas acusações, Davi lembrava que ele realmente era um pecador. Então ele tinha pecados reais que ele lembrava. E a lembrança de pecados reais viram o quê? Munição, fracassos passados, viram sentença presente, o medo começa a se misturar com a vergonha. Você entende porque isso é tão atual? Talvez você não esteja fugindo de um exército, mas há vozes que tentam expulsar eh eh o seu o seu chamado, a sua identidade, da onde ela está centrada. E há situações que não só ameaçam sua paz, mas o senso de quem você é. Então, às vezes, para algumas pessoas, a demissão de um trabalho é mais do que a perda da renda. Pode virar um eu não tenho valor. Uma crise familiar pode ser mais do que conflito, pode eh se transformar num enorme eu falhei como pessoa. E uma queda moral pode sussurrar. Deus não vai mais receber você. mesmo a uma queda moral, mesmo como a de Davi, como a de Pedro, quando o que está em jogo não é só um bem externo, é o seu próprio eu, é a sua última segurança, quem você é. Ah, então você não teme apenas o que pode acontecer, você teme que isso vai dizer sobre você. Você teme o que aquilo vai dizer sobre quem você é. As pessoas estão dizendo: "Deus não vai livrá-lo pelo que ele é". O Salmo 3 é misericórdia, porque não disfarça isso. Ele escreve o veneno no papel. Repalhe o detalhe, a acusação vem, o salmo marca a pausa. Há um celar, né? A alma, como se a alma dissesse: "Pare, não reaja no impulso a isso. Não devolva violência com incredulidade. Leve tudo isso a Deus. Porque o que não é orado, queridos, vira um eco em nossas vidas. E essa esse eco contínuo vira uma prisão. Medos viram ansiedade. Ele coloca acusação na presença de Deus. Ele não coloca diante de Deus só a o perigo iminente contra a sua vida, mas todas essas coisas, ele não deixa a frase Deus não vai livrar, ficar ecuando sem confronto da verdade para com ela. Ele a traz para a luz da palavra de Deus, porque tudo o que gera medo precisava ser levado a Deus. E aqui você aprende o primeiro ato de fé. Não é sentir coragem, é recusar a narrativa do inimigo quando você sente medo. Eu falo que às vezes a gente dá diagnósticos errados, melhores. Esse é o diagnóstico do inimigo. O inimigo nunca nos dá o diagnóstico certo. ele tem uma narrativa e há um tipo de medo que vem como tempestade e você imediatamente identifica o perigo. Há há coisas que vão eh crescendo e você age, mas depois passa e paradoxalmente você sai mais atento, mais vivo. Mas existe outro tipo mais fundo, mais úmido, mais constante, que não é como uma chuva de verão. Ele não tem um rosto tão claro. Você não se sente seguro. Você não sabe nem dizer muito porque eh você tem essas apreensões. Você não sabe nem muito por que medo está virando ansiedade. Mas é óbvio que sempre é o medo que vira ansiedade. Ele não tem hora marcada, ele não te empurra para ação, ele te paralisa. Ele é como uma chuvinha fina que não para. Em vez de ser uma tempestade, ele infiltra, ele apodrece a tua esperança por dentro. E esse medo costuma receber um nome de ansiedade. A chuva nunca passa, não é tão forte, mas é contínuo. O texto nos mostra que sempre há um degrau mais profundo de medo e o susto saudável protege um bem específico. A ansiedade ameaça o nosso eu. Ela ameaça a sensação de existir com firmeza. O chão já não é firme. Ela faz você sentir que perder o chão mesmo quando nada caiu. Visivelmente as coisas estão eh se erodindo. E por que isso acontece? Porque existe um lugar secreto onde você colocou sua glória. Glória quer dizer peso. É aquilo que te dá valor. É aquilo que diz: "Eu sou alguém". Pode ser aprovação, pode ser controle. Para Davi podia ser um trono. Se fosse, ele estava perdido, porque ele perdeu o trono. Pode ser desempenho, pode ser família, pode ser reputação, pode ser qualquer coisa boa que seja finita. E na nossa vida todas as outras coisas são finitas, as melhores. E o que é finito é vulnerável. É vulnerável porque é finito. Se fosse infinito, não era vulnerável. Está exposto ao tempo, à mudanças, as perdas. Tudo que está exposto, tudo que é finito está exposto a perdas, ao tempo, a intempere. Se sua glória está ali, você vai viver em vigilância. Há um estado de vigilância, de medo, não é? Com o coração sempre armado para não perder o seu abrigo. Davi chega a esse diagnóstico sem linguagem moderna. O trono dele treme, a família dele está dividida. O seu filho quer matá-lo. O nome dele é cuspido, é desprezado. Então ele perdeu a posição, perdeu a família, perdeu o nome. Se alguma dessas coisas for a glória dele, ele não tem como que o medo finalmente não vire a ansiedade. E ele percebe, eu estava dependendo de apoios que podem ser arrancados. Por isso que eu disse que cada medo é um momento de batalha da fé. Davi percebeu que ele estava se apoiando em trono, em família, em seu nome, mas todas essas coisas podem ser tiradas de nós e foram tiradas dele. Por isso, o medo desceu a um porão mais fundo. Por isso, não é só uma ameaça externa, é desintegração de sentido. Por isso o medo vai descer para o porão da ansiedade se ele não fizer o que está fazendo. Este Salmo 13 prepara essa virada. E essa virada começa com uma palavra pequena, mas totalmente decisiva. Mas ela parece como uma porta no meio da madrugada, no meio no meio da meia-noite. Não é uma negação do perigo. Não é dizer: "Ah, não tem ninguém querendo me matar. Meu filho não é tão ruim assim. Não tão cuspindo no meu nome. Tudo isso tava acontecendo mesmo. Ele, esse não é o caminho. A negação é uma mudança de direção. É o coração dizendo: "Eu não vou ficar preso ao que vejo. Eu me apoiava no trono, no nome, na família. E o medo é um alarme que está me mostrando isso. Eu vou lidar com isso. Eu vou levar isso a Deus. É o que ele está fazendo. Ansiedade não se cura com brutalidade contra si mesmo. Também não se cura com culto ao sentimento. Ela se cura quando você segue a fumaça até o fogo. Quando você pergunta o que é o chão de glória? Davi finalmente tem que fazer essa pergunta a ele mesmo. O que eu preciso ter para me sentir seguro? O que é meu abrigo? ao trono, então eu não tenho mais abrigo. E ele não podia viver sem estar ansioso. O que eu preciso para me sentir seguro? Minha família. Então ele não tinha mais. O que eu preciso para me sentir seguro? O meu bom nome? Então ele não tinha mais. Davi teve que se perguntar, por isso que o medo é um alarme. O que se eu perder eu desmorono. Essa pergunta dói, mas ela é a graça de Deus, porque ela é o alarme que mostra os nossos ídolos. O medo que se não visto como deve ser visto se aprofunda em ansiedade. Os ídolos sempre cobram o mesmo preço. Todo ídolo cobra a sua paz. Como sua vida está firmada naquilo, quando aquilo está sobre ameaça, a sua paz se vai. E note, quando o medo vira o centro, você encolhe, você vive para uma única coisa, se preservar. Você fica sempre nesse estado de defesa, de insegurança, de proteger cada vez mais proteção. Como eu disse, os pássaros não aparecem para comer, porque eles eles vem o perigo. Então, a primeira coisa que eles entram é em estado de proteção. A escritura diz que o amor lança fora todo medo. Primeira João 4:18. E as pessoas às vezes vê essa esse verso de de maneiras totalmente piegas, não é? O que João tá dizendo é que o amor desloca o eu do trono e isso é parte da cura. Todos os meus medos eram baseados em abrigos que eu achava que eram lugares de segurança. O amor joga fora o medo porque eu não vejo mais nada como abrigo. O amor verdadeiro a Deus, ver Deus de uma maneira que o medo sempre pode ser tratado, nunca vai virar crescer e virar o mais ainda. Por isso, antes de subir, você precisa descer. Antes de respirar, você precisa admitir o sufoco. Se você não admite que não tá tá sem ar, então não há nada para fazer por você. O salmo três não pede coragem teatral. Ela mostra o pescoço, ele mostra o pescoço. Porque então a alma esteja pronta para segurar a única coisa ou para ser segurado pela única coisa que realmente te protege, que é seguro, que não é finito. O caminho não começa na ausência do perigo. Você vê que Davi não está pedindo, muda meu filho, muda a situação para me sentir paz, Deus, pro meu medo ir embora. Não, não, não. O caminho não começa com a ausência do perigo, começa com a presença de Deus. Ansiedade é fumaça. Ela denuncia um fogo no altar errado. O fogo no altar de um ídolo. Eu tenho que seguir a fumaça. O medo então tem níveis e por isso a cura também terá passos. Mas nada começa enquanto a alma estiver presa à narrativa do pavor ou a justificativa dele. O primeiro milagre é essa pequena porta. Mas quando essa palavra nasce no peito, o coração para de correr em círculos e começa finalmente correr para o Senhor, que é o que precisamos. Então, a fé não nasce quando o perigo desaparece, ela nasce quando o coração para de obedecer ao medo, como se ele fosse rei. É, ele não nega o medo, mas o rei não é seu rei. A fé começa quando a alma aprende a dizer uma palavra pequena, mas decisiva. Mas essa é a dobra do caminho. Essa é a virada. É a curva no meio da noite. É um instante que você para de olhar só para o cerco e volta a olhar para o Senhor. Se Davi continuasse olhando para os milhares que Absalão juntou, para Absalão, para as pessoas que falavam do nome dele, então, queridos, ele não tinha, ele não encontrar com essas coisas. seria o seu abrigo e elas estavam desprotegidas, o seu medo ia eh eh ir para a ansiedade e só ia colapsando. Mas você vê, é voltar-se para o Senhor. Não é a negação do que acontece, que é a virada. Não é a negação de que Absalão vai mudar, de que as coisas vão mudar. Não, não, não. É se voltar para o Senhor. É governo sobre o que acontece dentro de você. Ainda que você não tenha domínio sobre nada que está acontecendo fora, porque o mundo pode cercar teu corpo, mas o que a Bíblia diz que só o medo intronizado cerca a tua alma. Se você não entronizar o medo, a sua alma nunca vai ser cercada, ainda que seu corpo esteja todo cercado, como está Davi. Então, o medo começa com estatísticas. Muitos estão contra mim. Muitos contra mim, muitos se levantam, muitos dizem, tá vendo? Não é nem só, é uma quantidade tão grande. E a gente sabe que o medo é proporcionar a quantidade de inimigos que há. Muitos se levantam contra mim. Se Absalon tivesse só com um cara, era um um nível de perigo. Mas como ele está com milhares de soldados, então é muito perigoso. Muitos contra mim, muitos se levantam, muitos dizem: "O coração ouve essa soma, esse". Muitos, muitos. E o coração conclui: "E eu estou sozinho." Muitas dores, muitos inimigos, muitos problemas. E eu só sou um, só sou uma pessoa para lidar com isso. Mas a fé nasce com uma conjunção, uma palavra pequena, uma porta na muralha. Mas o salmista não nega os muitos. Ele já não é tanto assim, eu tava exagerando. Não, não. Ele não faz isso. Ele não nega os muitos. Ele não chama ameaça de imaginação. Ele apenas se recusa a deixar que aquilo seja a voz final na sua alma. Porque o medo não quer só informar. O medo não quer só te informar que tem muitos contra você, muitos problemas, muitos, muitos, muitos. O medo quer governar você. E é quando ele governa aqui, ele começa a se transformar em outras coisas. Ansiedade, o medo quer escrever o teu roteiro. O medo queria escrever o roteiro de Davi. E Davi não começou negando o medo, nem negando a situação. O medo te diz que o que Deus pensa. Ele tenta te dizer. Deus te abandonou. Deus não vai fazer nada. Deus não é seu abrigo. O medo tenta falar coisas conosco. O medo diz que o céu virou as costas para você. E quando você aceita o roteiro do medo, a alma se ajoelha diante dessas coisas. Tudo isso começa a virar mais do que medo, não é? Ansiedade. Por isso mais é guerra. É o primeiro ato de resistência. a alma dizendo, "Eu não serei discipulado pelas vozes do medo. Eu não serei catequisado pelos números muitos. Não vou me deter me fixar. Eu não vou fazer do couro dos homens o oráculo de Deus. Muitos podiam chamar Jesus de Deusebu. Eu vou falar de Deus na presença de Deus. Então, no Salmo 3, esse mas tem um nome, mas tu, Senhor, tu vê como muda. Ele não vai falar mais sobre os muitos problemas, os muitos inimigos, os muitos que falam, mas eu não tomo essas coisas como únicas, mas tu, Senhor. A frase muda o centro, tira o foco a multidão, tira o foco o problema, tira o foco a ameaça de assassinato, tira o foco a quantidade e coloca o foco numa única coisa, no único esconderijo. Ele não começa com o que o cerca, ele começa com quem me cerca. Não os problemas que me cercam, não os os inimigos, mas quem é que realmente me cerca? O mundo grita muitos e a fé responde: "Mas tu, Senhor". Porque Deus não entra na conta como mais um. Deus não é seu aliado em outros abrigos. Ele é o Senhor acima de tudo. Se ele é o abrigo, você não precisa de outros. O medo conta inimigos. O medo te ensina a contar inimigos. A fé confessa o rei, o Senhor. Ela para de contar as cabeças. Ela conta um. E veja como o coração aprende. Ele contradiz a acusação. Muitos dizem: "Deus não lhe livrará". Mas a fé responde com essa sentença: "Mas tu és." Não é autoajuda, é confissão. Eu direia que isso aqui é teologia de joelhos. É o que Pedro tá dizendo. Levem para Deus, coloquem sobre Deus. Quando o medo domina, ele faz você falar sozinho. Ele tranca você na sua própria cabeça e você continua contando os números dos muitos. Ele repete a mesma frase até virar verdade e só a fé quebra o ciclo. A um selar no meio das vozes uma pausa santa, como se a escritura dissesse: "Não responda com instinto, não deixe a primeira emoção escrever a última frase. Pare. Respire mais. Vire-se, leve a acusação para o tribunal certo. O medo quer te apressar. O medo quer dar o diagnóstico. Deus te chama a recolher-se sob a sua palavra. O mundo quer dizer o que é, o que tua alma é, o que ela está sentindo. Então, o mais não é anestesia. Ele não apaga o tremor, começa a realinhar o temor. Ele não transforma uma noite em manhã, mas acende uma lâmpada suficiente para o próximo passo. Uma lâmpada para o pé. Não te mostra o caminho inteiro, mas você pode dar o próximo passo. Se você não consegue remover os muitos, faça o que o salmista fez. Davi não podia remover os milhares que estavam contra ele. Davi não podia remover as milhares de línguas que falavam dele. Davi não podia remover essas coisas. Ele não podia remover os muitos. Faça o que ele fez. Remova o trono deles. Estes muitos não me governam. Não vão governar. Eu não posso tirá-los. Vai continuar haver milhares, mas eles não vão reinar sobre minha alma. Pare de tratar o medo como profeta. Você é alguém cativo à palavra de Deus. Diga: "Mas tu, Senhor, e deixo tu ser maior que os muitos." é o que Davi está fazendo. Está deixando Deus ser maior do que os milhares de soldados atrás dele, de que sua família estava querendo destruí-lo, de que o seu nome estava sendo destruído. Mas tu, Senhor, deixe o tu ser maior do que os muitos, muitos problemas, seja quais eles forem. Porque o primeiro passo para sair do pavor não é controlar o mundo. E é isso que Pedro estava ensinando. É recolocar Deus no centro de todas as coisas. Isso começa com uma palavra pequena, mas o mundo sempre vai gritar você, muitos, muitos problemas, muitos falam, muitos. Mas a fé sempre vai responder: "Mas tu, Senhor?" Isso muda tudo. O medo ele gosta de de de silêncio, não do silêncio que adora. Aquiai-vos e sabei que o Senhor é Deus. Não, não, não. É do silêncio que isola. Ele te mantém dentro de você. Ele faz você ruminar o medo, os milhares, o que eles vão fazer, o que eles estão falando. Ele te mantém dentro de você. Ele te faz repetir cenários, desfechos, roteiros. Ele te prende a um monólogo longo, sem saída. E quando você percebe nesse monólogo longo e sem saída, aquilo que não é mais uma tempestade de verão, aquilo é uma uma chuva contínua, aquilo se transforma em ansiedade. O Salmo 3 corta isso com uma ação. Eu clamo. Não é apenas pensar, você vê, não é apenas analisar tudo para ver friamente. É clamar, é falar com Deus, como Deus, é tratar o Senhor como pessoa viva. Pedro diz: "Lance sobre Deus". Porque o medo tenta reduzir Deus a uma ideia distante, como se o problema fosse mais real do que Deus. A oração recoloca a Deus como presença contínua. É isso que os salmos são. E note de onde vem a resposta do seu monte santo. Verso 4. Isso não é poesia, isso é teologia, né? O Monte Santo é o lugar do governo de Deus, é o lugar da santidade de Deus. Aquele lugar ser o centro, o lugar do seu trono, o lugar da sua santidade, o lugar onde Deus reina sem concorrentes, o lugar onde Deus julga com justiça, o lugar onde Deus é Deus. De fato, quando a alma clama, ela está fazendo duas coisas ao mesmo tempo. É isso que Pedro tá dizendo e que Davi está fazendo. Ela confessa a própria fraqueza e ela confessa junto com isso a suficiência de Deus. Não é que ele pode, muito, que ele confessa a suficiência dele e admite, eu não tenho controle sobre os milhares que estão com Absalão querendo me matar. Não tenho controle sobre a língua deles, não tenho controle sobre a minha família. Eu não controlo, mas ao mesmo tempo que admite isso, diz: "Mas tu controlas tudo que está fora do meu controle não está fora do seu reinado." Clamar aqui, então, não é fuga do real, é enfrentamento do real com a luz certa, porque o medo é um filtro. que faz você ver tudo de uma cor. O medo faz, sabe quando você bota um óculos vermelho, você vê tudo vermelho. O medo faz isso. E é por isso que ele se transforma numa ansiedade. Todas as coisas ficam com a mesma cor. Ele faz os inimigos parecerem maiores do que são. Ele faz você parecer eh eh eh totalmente cercado e acima de tudo faz Deus parecer ausente. Ausente. E estranhamente ausente. A presença de Deus reordena a visão, não necessariamente mudando os fatos, não é? Mas mudando o peso que aqueles fatos t na tua vida. O peso que perder a vida podia ter na vida de Davi, o peso que a família tinha, o peso que o trono tinha. E quando Deus volta ao centro, o que era absoluto vira relativo. Duas coisas não podem ser absolutas ou centrais. O que era final, o trono, a vida, a família, vira provisório, vira o que é finito. Não é um abrigo. O que parecia incontrolável. Todas as coisas incontroláveis, você percebe, são criaturas. E o coração deixa de ser governado por criaturas por causa do criador. Nem toda a criação junta é nada perto do criador. Então, os muitos perdem um peso de governo no coração. Por isso, a oração não é um adereço para gente forte, é o ar. Quando Lutero disse que a oração é o ar que o que estão respeito tá falando isso, é o ar de gente fraca, é o caminho de quem sabe que o medo não se vence no peito fechado. O medo cresce no segredo. Quando eu dou nomes errados ou falsos nomes para o que sinto, digo que não é o que é, não posso levar a Deus como Pedro falou, o medo cresce, mas ele enfraquece quando ele é exposto diante de algo infinitamente maior. É o que deve estar dizendo. Ele está expondo o seu medo diante de Deus. O seu medo não vai virar ansiedade. Você vê que nesse mesmo sal diz: "Eu deito e durmo". Não, porque Deus eh eh eh se surpreende, mas porque nós paramos de mentir para nós mesmos diante de Deus. Há uma coragem que nasce exatamente aqui. Não a coragem de negar o tremor ou o medo, não é o que deve estar fazendo, mas a coragem de levar o tremor ao Senhor e dizer: "Tem misericórdia". De dizer: "Responda, de dizer me guie". que eu tenha só a ti como um abrigo, que tu realmente seja o esconderijo do Altíssimo. Que eu sinta que o que me protege são só as asas, não é meu trono, nem a minha família, nem o meu bom nome. A fé não precisa de frases bonitas, ela precisa de direção. E a direção da fé é o monte santo. Éonde Deus governa, onde Deus julga todas as coisas, onde Deus não tem adversários. Há um consolo que o salmo afirma sem espetáculo. Ele me responde não, talvez. Ele me responde do seu santo monte. Não, quem sabe não. Se eu for alguém melhor. A afirmação é: Ele me responde do seu monte santo. O Deus santo não é inacessível aos seus. Ele é alto, ele é transcendente, ele é infinitamente maior do que os muitos que caçavam Davi. Mas por ser infinitamente maior, ele também não fala: "Ah, isso não é nada, não. Não, ele é acessível e por isso ele é seguro. Então, quando o medo apertar, não negocie com o medo. Não fique dialogando com ele ou não dê outro nome. Ele vai se transformar em algo ainda maior." Não espere sentir vontade de orar. Ore para ter vontade. Clame antes de entender. Clame antes de melhorar. Clame ainda com medo. Clame porque o céu não é mudo. E a resposta do monte santo reordena a sua alma. Então, quando a alma clama, o céu nunca fica mudo. Davi diz: "Ele me responde do seu santo monte". Então, há uma linha aqui no Salmo 13 que parece simples, mas é milagre. Eu me deito e durmo. Davi não escreveu isso na praia ou num domingo como hoje. Ele ele escreveu isso quando tinha milhares de pessoas querendo assassiná-lo. Ele tá dizendo: "Eu não vou caçar a noite toda pensando nisso. Eu não vou deixar o medo ficar falando comigo a noite toda. Os milhares. Eu me deito e durmo." Davi não escreve isso de férias. Ele escreve cercado. Ele escreve quando está fugindo pela sua vida. Ele escreve com rumor de passos, com barulhos de espadas à distância, com barulho de cavalos e mesmo assim ele dorme. Dormir é um ato teológico aqui, porque dormir é desistir de vigiar tudo. É o que ele tá dizendo, é entregar a mente. Porque se eu tiver com medo, eu não durmo porque eu tô vigiando. Eu tô querendo, sabe? Mas ele tá dizendo: "Não, não é desistir de vigiar tudo. É o medo realmente não está no governo. É apagar as luzes. É confessar: "Eu não sou Deus". Um insôni, nesse sentido, tenta ser soberano. Eu vou vigiar, eu vou me proteger. Ele tenta controlar o amanhã com pensamentos. Isso é ansiedade. Ele tenta manter o mundo em pé com a sua ansiedade. Ele não dorme nesse sentido. Mas o corpo não foi feito para carregar esse trono. A cura aqui não começa com a ausência dos inimigos, começa com uma nova certeza. Porque o Senhor me sustenta. Verso 5. A sustentação não é barulho, ela não é espetáculo, é o trabalho silencioso de Deus mantendo a vida quando a alma se sente em queda. Ele é Deus segurando o que você não consegue segurar. E veja o movimento. Ele dorme, ele acorda, ele continua. Não porque o perigo acabou, mas porque Deus permaneceu. A fé aprende a viver um dia por vez, o que é o oposto da ansiedade. Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã ou pela próxima hora ou pela próxima. A fé aprende a viver um dia por vez, mas não como resignação eh resignação amarga que eu não posso fazer nada. Não, não, não, mas com confiança, porque o amanhã não pertence ao medo. O o amanhã pertence a Deus. Se ele pertence ao medo, você fica ansioso. Daí nasce a frase seguinte: "Não temerei". Você vê, ele começou com medo, nada tinha mudado. Ele disse: "Não vouer." Isso não é brava, isso aqui é fruto. É isso que Pedro mandou nós fazermos. fruto de um coração sustentado. O medo, os perigos ainda existem. Mas ele virou servo, não senhor. Ele virou sinal, não destino. O medo agora é o servo que vai levar Davi para lugares mais altos. O medo agora virou um sinal de onde estava a a o altar falso. Virou um sinal, não um destino. E a imagem é forte. 10 milhares ao meu redor. Ou seja, o cerco continuava. Milhares de homens continuavam cercando ele, só que agora há outro cerco. Ele não vê só o que tá cercando ele, os muitos inimigos, os muitas línguas, os muitos problemas. Ele consegue ver um outra coisa cercando ele. 10 milhares ao meu redor. Ou seja, os problemas, o cerco permanece. Só que agora ele vê outro cerco. Tu és o escudo ao meu redor. Agora minha glória, o que eu dou peso não é nada. Não é meu trono, não é minha vida, não é meu nome. Então o inimigo cerca por fora, Deus cerca por dentro e por cima. O medo te mostra a multidão. O medo continua falando da multidão. A fé te vê outro cerco. É isso que lida com aquilo. Aqui está o ponto devocional. Você não precisa esperar a vida ficar segura para descansar. Você precisa aprender a descansar em Deus no meio da insegurança. Isso é santidade. Isso é humildade. Isso é reconhecer nossos próprios limites de criatura. Não é, eu vou me sentir bem quando eu sentir que eu tô no controle de das coisas que você nunca esteve. Isso é abandonar a idolatria de controle. E é muito fácil sermos dominados pela idolatria de controle, estarmos bem enquanto achamos que estamos no controle. Isso também é combate da fé, porque o medo quer roubar o sono, porque ele rouba a tua adoração. Ele faz você continuar adorando a coisa errada e faz você continuar vendo que o que você adora está ameaçado. Ele quer te manter acordado para te manter curvado a outro Deus. Ele quer que você acorde cansado para que você viva reativo. Mas Deus na sua misericórdia sustenta. Ele dá quietude à mente. Ele dá o suficiente para você atravessar a noite. Dormi e acordei porque o Senhor me sustentou. Não confunda a coragem com a ausência de tremor. Coragem aqui é fé sustentada por Deus. E o coração dizendo, é, é o coração dizendo, eu não sei o que vai acontecer. Davi não sabia qual seria o desfecho da história, mas eu sei que Deus me sustenta. Me sustentou enquanto eu estava dormindo. Eu não precisei ficar vigiando e vai me sustentar. E é por isso que eu me deito. E é por isso que eu descanso. Se hoje o seu peito treme, não faça do temor o seu mestre. É isso. Faça do Senhor seu sustento. Deite diante de Deus. É isso que Pedro tá dizendo. Levemos. Coloquemos sobre Deus. E acorde lembrando, se você permanece, é porque ele te sustentou. É o que Davi diz. Quem é sustentado por Deus, ele tá dizer o seguinte: pode dormir quando está cercado. Ele mesmo não precisa ser o vigia da sua vida. Ele não é o guardião, ele mesmo de Israel. Então, o mais não expulsa os inimigos do lado de fora, queridos. Mais ele expulsa o usurpador dentro de nós, o medo querendo ser rei nossos corações. Ele muda o trono, ele recoloca Deus no centro e o medo não deixa. Não é que o medo é algo que não existe. Ele passa a ser só o que ele é, uma criatura. E quando Deus volta a governar o coração, a oração volta realmente a respirar. O céu volta a ser ouvido e até o sono vira uma confissão. A noite ainda existe, não é? Mas ela já não é dona. Deus não prometeu um caminho sem flechas. Ele prometeu: "Eu serei o seu escudo". Virão flechas de todos os lados. Não espere segurança externa. Espere segurança na sua alma. e não um escudo distante. Ele diz no versículo 3, um escudo ao redor. Não é conforto barato, é a presença soberana no meio do perigo. Ah, e escudo ao redor, ou seja, é uma proteção dentro do perigo. O escudo não serve se não houvesse perigo. Ele serve exatamente para deter flechas, ataques que estão acontecendo. O medo adora uma mentira simples. Se Deus me ama, nada de ruim vai acontecer. Mas a Bíblia nunca fala a respeito disso. O Salmo 13 foi escrito por alguém que está com poeira no rosto, está dormindo numa caverna, está fugindo. Perseguição nas costas. Davi não está em um retiro espiritual, ele está fugindo. E ali ele confessa que o Senhor é escudo ao redor dele. Repare no detalhe, ao redor não é um escudo que ele segura com o braço, como se Deus fosse uma ferramenta dele. É um abrigo. É um escudo que envolve ele como se Deus fosse a atmosfera no seu caminho. Isso muda tudo. Deus não é um escudo no sentido de que eu mesmo seguro o escudo e tô tentando me defender com Deus, usando Deus. Porque isso seria um amuleto tentando impedir flechas. Um escudo ao redor sustenta você quando as flechas existem e estão vindo. Você não se defende com esse escudo. Esse escudo te defende. O coração quera uma proteção que evite dor. Mas Deus muitas vezes protege você na dor. Protege Davi fugindo. Vai dar ele paz assim. Porque esse alarme mostrou Davi, ele seguiu as fumaças, viu onde estava. A dor pode ser disciplina, não condenação, pode ser misericórdia, pode ser o Senhor salvando você de um mal maior, expondo os seus ídolos, quebrando sua autoconfiança, arrancando raízes de orgulho. O medo vai chamar cada uma dessas coisas de perda. A graça chama isso de livramento disfarçado. Davi não perdeu o trono, a família e o bom nome. Deus está livrando ele de coisas maiores que eram aquelas coisas serem seu abrigo. Quando o texto diz ao redor, ele está dizendo: "Não há ponto do cerco que Deus não toque." Se Deus tá a todo ao redor, não há um ponto sequer daqueles muitos que estão atrás de mim, daquelas muitas línguas, das muitas ameaças, dos muitos perigos. Não há um ponto que Deus não toque. Não é que ele me protege de muitas coisas. Ele está ao meu redor. Nada pode chegar até a mim sem passar por ele. Você pode estar cercado de inimigos, mas você também está cercado do Senhor. Ele também te cerca. O mundo vê apenas o anel de ameaças. A fé vê o anel maior do governo de Deus no seu santo monte. O medo mede a situação, a fé mede o Deus que está nela. E aqui é um chamado devocional. Pare de transformar Deus em garantia de tranquilidade, de vida tranquila. O Senhor não é o prêmio para quem obedece, não é como presente de Natal. Ele é o próprio Deus santo e fiel que conduz os seus pela estrada da santificação, conduzindo Davi por esses caminhos. Se você só confia quando a vida é macia, você não confia em Deus, você confia nas circunstâncias. Mas o escudo ao redor é dado para noites reais, ataques reais, ameaças reais, perigos reais, para fugas reais, para ataques reais, para quando o coração diz: "Eu não dou conta". Então, ore assim: "Senhor, não me prometas ausência de flechas. Prometa-me a tua presença ao redor." É o que Davi está fazendo. E depois observe, a proteção divina não é sempre retirar o perigo. Às vezes é impedir que o perigo vire dono da sua alma, porque é isso que faz o medo se transformar em ansiedade e o ciclo continuar. Pior é porque eh o perigo se torna o dono da sua, se torna o senhor, se torna o profeta, se torna quem prega para você. Deus é o escudo fazendo, mantendo a fé viva. Às vezes guardando a tua integridade no meio daquilo, às vezes conduzindo você para um vale para livrar você de um abismo. Deus não é um amuleto. Ele é o guarda soberano. Ele não é um amuleto que te protege das coisas. Ele controla até as coisas que são a nossa ameaça. E quem está guardado por ele pode atravessar a guerra. sem perder o Senhor como centro. E quando você sentir que a guerra é grande demais, lembre, o escudo não é uma ideia. O escudo é o Senhor. Tu és o escudo ao meu redor. Ele não cobre apenas seu corpo, ele guarda o seu coração. Ele guardará nossas mentes e os nossos corações em Cristo Jesus. Você vê, não é um escudo do meu corpo, ele é um escudo, ele é uma proteção para a minha mente, é uma proteção para o meu coração. E a paz de Deus que excede todo entendimento, guardará as vossas mentes e os vossos corações. Ele sustenta a sua esperança contra a vergonha, contra a acusação. O Salmo 13 não apresenta uma fé que foge do perigo. apresenta uma fé que anda em direção a Deus, mesmo quando isso parece irracional. E é o que muitas pessoas dizem quando elas contrapõem o manímo secular à palavra de Deus. A confissão de que o Senhor é um escudo ao redor, no verso 13, não é um convite para recuar, é uma força para seguir. Ah, porque há um tipo de proteção que só funciona em movimento. Não é proteção para fuga, é proteção para obediência. Deus nos protege não até a gente conseguir fugir do problema. Ele nos protege para obedecermos. O medo sempre oferece um atalho. Volte, pare, desista, negocie com o pecado, preserve-se a qualquer custo. O medo tá sempre te dando conselho de Pedro, mas sempre a voz do diabo. Pedro fala para Jesus: "Não faça isso contigo mesmo. Não vai para Jerusalém". A resposta de Jesus para o conselho do medo foi para atrás de mim, Satanás. Mas o coração que teme a Deus aprende outra lógica. A lógica do fim. Você não vê o fim, você não entende o mapa, você apenas sabe. Deus está guiando, está me guiando. E se ele está guiando a direção, é vida, porque ele é a vida. Ainda que pareça uma descida, a vontade de Deus raramente parece uma linha reta aos olhos da carne. Por isso que Deus diz: "Meus pensamentos não são os vossos pensamentos. Ela tem curvas, ela tem corredores escuros, ela tem o calvário. Nunca estaria no seu pensamento isso, que o caminho passava pela cruz. Ela tem partes estreitas. Mas às vezes ela leva para lugares onde a alma diz: "Isso não pode ser o caminho". Era o que todo mundo achou sobre a cruz. Isso não pode ser o caminho de Deus. É horrível. O texto nos dá uma imagem simples, não é? e eh nos guia como uma criança pode ser guiada nessas histórias em que alguém para não se perder vai colocando eh sementes ou segurando um um barbante porque espera que aquilo lhe traga de volta, mesmo quando você está passando por lugares desconhecidos. Mas no caso de Deus é estranho, porque quando você começa a seguir a linha, ela vai para lugares muitos estranhos que você achava que ela não devia ir, mas até que você aprende a única coisa necessária. O fio de Deus é confiável. Mesmo quando o caminho não é compreensível, a gente continua. É o que Davi está fazendo. Ele não foi eh eh eh Deus não tem que explicar o fio que ele manda você seguir. Você segura o fio e volta segurando o fio. O nome disso é discipulado. Você quer que Deus te proteja. Ele promete, mas ele não promete do jeito que o seu medo exige. Muitas das vezes nossos medos têm exigências para Deus. Deus não ouve as exigências dos nossos medos. Ele te protege enquanto você o segue. Muitas vezes seguir significa entrar em intenção, suportar perdas, dizer não a desejos antigos, permanecer fiel quando seria mais fácil mentir, calar, ceder, abandonar. Dá uma definição humanista. O filho da obediência parece duro, mas ele é misericórdia. Porque um grama de desobediência pode te ferir mais do que toneladas de aflição. Milhares de inimigos não podiam fazer mais mal a Davi do que se lhe deixasse o medo ser seu conselheiro e não Deus. Então, quando a ansiedade te empurrar para trás, faça a pergunta: Qual é a direção do filho de Deus? O que a Bíblia diz? O medo tá dizendo que a coisa melhor fazer é isso. E está me levando para uma ansiedade que faz eu cada vez mais querer fazer isso e justificar isso. Mas então você não pergunta qual é a direção do alívio? Qual é a direção do meu orgulho? Estão difamando o meu nome. É o que Davi diz. Qual é a direção do meu controle? Qual é a direção do Senhor? A fé anda no escuro sem largar a direção, queridos. Ela não pede simplesmente que a luz seja acesa. Davi, eh, Isaías disse: "Quando eu andar na escuridão, eu i de confiar em ti, seja, vou confiar na tua palavra, vou seguir o fio." É isso. Em cada passo obediente, o escudo ao redor se torna mais visível, você começa a vê-lo mais. estava lá, mas a fé começa a vê-lo não como ausência de flechas, mas como essa presença que preserva a alma. Essa paz de Deus quer ser todo entendimento. A proteção de Deus aqui não é fuga, é direção. E o Senhor diz: "Siga e eu estarei ao redor. Tome a sua cruz diariamente. Siga, eu vou estar como um escudo." Então, há um momento em que o medo muda de linguagem. Ele para de dizer cuidado e começa a dizer volte, volte, volte, retroceda. E quando ele diz volte, ele não está oferecendo prudência, apesar de que ele pode dar esse nome e você também pode dar. Ele está oferecendo apostasia e miniatura, uma desistência silenciosa, um recu espiritual. Abrace como verdade coisas que negam o que Deus diz. O Salmo 3, porém, ensina uma outra arte, né, de arte de permanecer. Davi estava cercado e ainda assim ele suplica que o Senhor se levante e o livre. Verso 7 e 8. Ele não está pedindo um esconderijo, ele está pedindo justiça. Ele não está pedindo permissão para fugir do caminho. Ele está pedindo que Deus governe o caminho. Isso é importante porque a alma em pânico quer trocar fidelidade por sobrevivência, por qualquer coisa que me faça me sentir melhor. Quer trocar santidade por paz imediata, ainda que seja paz, paz, quando não há paz. É óbvio que as pessoas sentiram mais em paz. Quando os profetas falaram paz, paz, aí elas ficaram sem o medo da Babilônia. Então eles ficaram em paz, mas eles não estavam em paz. O medo quer trocar Deus por alívio. Aqui a escritura coloca diante de nós um fato simples e duro. Há apenas duas direções. Obedecer é difícil num mundo caído. Desobedecer é fatal. Obedecer pode parecer lento, confuso, caro. Não parece para Jesus. lento, caro. Desobedecer parece rápido, claro, barato, mas esse barato cobra muitos juros. O pecado sempre cobra no fim. Ele promete escape e entrega o quê? Prisão. Ele faz você ser aconselhado pelo medo e te entrega ansiedade. Ele promete controle, te entrega vergonha. Ele promete vida e te entrega morte. Por isso, o escudo ao redor não é cobertura para rebeldia, para nós seguirmos outra verdade, entre aspas. É a proteção para você seguir o Senhor. Não porque Deus ama mais os obedientes, como se a obediência comprasse amor, mas porque a obediência é o caminho onde você pode saborear a presença de Deus. E é quando você saboreia Deus, quando ele é uma alegria indisível, é que você pode enfrentar todas as coisas. Quando você corre para longe do Senhor, você corre para longe da sua própria segurança, mesmo que pareça ser o caminho que o medo, não é? Mesmo que seja seguir o conselho que Pedro estava dando a Jesus, quando você se volta para o pecado, você se volta para um chão escorregadio, não é seguro. O medo diz: "Seja prático". A fé responde: "Seja fiel". A voz da carne diz: "Faça o que funciona". Portanto, você vê o medo é a carne falando de várias maneiras. A voz do espírito diz: "Faça o que é verdadeiro". Aqui está o paradoxo. 1 gr de desobediência fere mais do que toneladas das aflições que Davi estava experimentando. Porque a aflição pode ser um instrumento de Deus, mas a desobediência não é. É uma ruptura com Deus. A aflição pode ser um instrumento como o espinho de Paulo. A aflição pode purificar, mas o pecado corrompe. A aflição pode te humilhar, humilhar seu orgulho, mas o pecado endurece o seu coração. E se você pensa que isso é inumano, né? não é humano. Lembre-se do próprio Cristo. Ah, houve um jardim, houve um suor, houve um temor real. O filho da vontade do pai conduzia um túmulo, o que parece para nós um beco sem saída. Mas ele não correu para trás, ele seguiu o fio. E o túmulo não foi um beco sem saída, não foi um fim. E nós não podemos pensar em nada pior que um túmulo, mas definitivo. Mas você vê, não há becos sem saídas para Deus. A obediência atravessou a morte e encontrou a ressurreição. Isso redefine a nossa luta. Você não está obedecendo para dar certo. Você está obedecendo porque Deus é Deus e porque a vida está do outro lado do caminho que ele nos conduz. Ainda que parece está levando para o túmulo. Portanto, quando o medo apertar você e você quiser recuar, faça uma confissão curta. Como Pedro falou: "Senhor, eu tremo, mas eu vou seguir. O escudo não te infantiliza. Ah, ele te conduz e conduzido por Deus, você pode caminhar com medo sem cair. É assim que o medo é vencido em vez de virar ansiedade. O escudo de Deus não é uma promessa e eh de vida macia, mas Deus tá prometendo: "Eu vou te dirigir de maneira fiel". Ele não trata você como uma criança mimada, nem a mim, mas ele nos trata como um filho que ele conduz. Ele não tratou o seu próprio filho como uma criança mimada. E quando você aprende, aprende a seguir, você descobre: "A guerra continua". Mas sempre o Senhor, como tá no versículo 13, está ao redor. Então, há um medo que vem de fora e é um medo que nasce dentro. O primeiro ameaça o seu corpo como inimigos de Davi, mas o segundo desmantela o Sen eu. Quando o coração treme e eh eh sem nome, é porque algo que tinha peso foi tocado. Algo que você realmente colocava como sua segurança, algo que você chama de meu valor, minha segurança, meu futuro. Como a gente viu, a escritura chama isso de peso de glória. E Deus em misericórdia pergunta: "Onde está a tua glória? O medo profundo não nasce só do perigo, ele nasce do peso, daquilo que nós damos mais glória na nossa vida. Do lugar onde você colocou o seu centro de gravidade. A escritura chama isso de glória. E glória é peso. É aquilo que quando está firme você tem chão. Quando não está você perde o chão. É aquilo que quando treme te derruba por dentro. Davi está no deserto, ele tem inimigos na estrada. Há uma guerra mais íntima do que os inimigos atrás dele. Há uma guerra dentro dele. É ela que ele está vencendo agora. A voz diz: Deus não vai te livrar. O golpe não é apenas contra a pele, o corpo, não. É contra o nome, contra o sentido, contra quem ele é. E por isso ele não responde primeiro com plano, ele responde com Deus. Não plano de fuga dos inimigos externos, mas tu, Senhor, tu és a minha glória. Tu és o peso, não é meu trono, o peso, aquilo que eu dou, o peso final que faz minha vida segura. Não é minha família, não é meu filho, não é minha segurança, mas tu, Senhor. Verso 3, é minha glória. Perceba o choque. Ele não diz tu me dás glória, ele diz tu és. Deus não é um degrau para subir. Deus é o próprio peso que nos sustenta. É a única coisa que se fosse tirada ficaríamos sem chão. É o que Davi tá dizendo. Quando ele é glória, você não precisa mendigar importância. Você não precisa beber a aprovação como se fosse água. Muitos estão falando de mim da Davi disse, mas isso não vai ter o peso que o que tu falas tem. Porque eu não dou glória aquilo, dou glória à tua fala. Você não precisa fabricar identidade como uma sua performance. Você descansa em quem Deus é. A ansiedade denuncia quando a glória está no lugar errado sempre. Ah, mas isso aqui é real. Então, tudo que tá acontecendo na vida era real também. Porque o que você chama de eu sempre se apoia em algo. O nosso eu, ele precisa estar apoiado em alguma coisa para se sentir seguro. Se sua glória está no dinheiro, o extrato é o seu juiz. Quanto mais o extrato cai, mais sua paz se esvai. Se sua glória está na reputação, qualquer comentário sobre você vira uma sentença muito maior. Se sua glória está na família, uma crise vira o apocalipse. Se sua glória está no controle, qualquer surpresa vira terror. Coisas boas podem virar tronos. Jeremias diz que quando alguém é uma árvore plantada em Deus, não teme. Quando o terror chega, você vê, e todo trono falso cobra o mesmo imposto. A qualquer trono, qualquer coisa que se tornou gloriosa na sua vida, que se tornou rei, cobra o imposto. E o nome do imposto é medo. O medo, então, é um tipo de liturgia. Ele revela onde o seu coração se prostra, onde mostra, ele mostra o altar secreto da tua alma. E Deus em misericórdia te chama a mudar de centro, não com slogans, mas com arrependimento de ter feito qualquer coisa, ter glória com deslocamento real do amor. Porque onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração. E o coração, sem perceber, transforma tesouros em deuses. Davi aprende a dizer: "Tu és a minha glória". E isso é mais do que consolo, queridos. Isso é reordenação da alma. É tirar o peso do pó. É parar de pedir que coisas frágeis carregam, carreguem o infinito para nós. É confessar: "Eu fui feito para Deus. Só Deus é grande o bastante para ser meu peso. Só Deus é santo bastante para ser o meu centro. Só Deus é estável para ser o chão que eu piso, que me firma ser a rocha. E aqui a graça, porque se Deus é a glória, só tu és a minha glória. Então a perda não precisa ser identidade. Nada que é em si mesmo atemorizante precisa se tornar ansiedade e governar. A vergonha não precisa ser a última palavra. A acusação não precisa ser trono. Você pode chorar, mas não precisa ser governado por nada. Você pode tremer, mas não precisa se entregar a nenhum tipo de pânico, porque sua dignidade não está no que você segura. Está em quem te segura. Mas tu, Senhor. Quando Deus volta a ser glória, o medo muda de tamanho. Ele ainda existe. Você ainda vai perceber o que é uma ameaça, mas ele não governa mais. Davi ainda sabia que seu filho estava atrás dele, que havia milhares. Não era uma ilusão. Ele para de ser senhor. E o medo vira algo interessante, vira um sinal. Sinal de que você precisa voltar ao centro. Quando o medo é só ameaça, você vai procurar sempre sua saída. Quando o medo é acusação, você perde a cabeça. A cabeça baixa não é apenas cansaço, é vergonha. E a sensação de ser eh desmentida é o peso de uma história que parece dizer: "Acabou, acabou". Por isso a frase de Davi é tão humana e tão santa: "Tu és o que levanta a minha cabeça." Ele não pede primeiro que o exército de Absalão suma, ele pede que a alma pare de se curvar para essas coisas. Porque o inimigo quer mais do que te ferir. Ele quer te curvar. Ele quer que você se prostre a esses falsos deuses. Quer que você viva olhando para o chão, que você carregue o rosto como quem foi rejeitado pelo céu. Mas Deus não é como as vozes. Deus ergue. Tu é quem ergues a minha cabeça. Não ergue com bajulação. Não ergue me dando diagnóstico errado. Ele não chama pecado de virtude ou de disfunção. Ele não faz você um herói para maciar, massagear seu ego. Ele ergue por graça a tua cabeça. Ele ergue por causa do seu filho, pelo que ele fez. Ele ergue porque seu nome está sobre aqueles em que está a sua aliança. A cabeça se levanta quando Deus volta a ser a tua honra. Isso significa que sua aceitação não nasce do seu desempenho. Deus levanta sua cabeça apontando para a cruz e não para você. Porque se dependesse do desempenho, Davi estava perdido. A história dele tem coisas para acusá-lo e dizer: "Você tem que se manter cabeça baixa mesmo." Havia culpa reais, havia falhas reais. E ainda assim ele ousa dizer: "Tu levanta a minha cabeça". Como? Porque ele sabe que o Senhor não é apenas juiz. Deus é o seu refúgio, é o seu salvador. O Deus santo que disciplina também guarda. O Deus que humilha o orgulho também cura o quebrantado. É por isso que Pedro falou para você levar lá o medo profundo disse: "Eu falhei, não tenho mais lugar, não tenho mais segurança". A graça responde: "Se você é meu, eu não te abandono nunca, nunca, nunca, nunca eu te deixarei." É assim, é a diferença entre fugir de Deus e voltar para Deus. Quando a cabeça está no pó, você só vê sua miséria, seus inimigos, seus problemas, suas ameaças. Quando Deus levanta sua cabeça, você volta a ver quem? Deus. Ele levantou sua cabeça, tirou ela do chão e ver o Senhor muda a geometria do teu coração. Por isso Paulo fala sobre a paz que excede todo entendimento, porque a geometria do coração é mudada. O texto também diz que ele concede glória, ou seja, ele dá peso à nossa vida. Não a dignidade do orgulho, mas a dignidade da criatura escolhida soberanamente por misericórdia, mesmo ela sendo indigna. O medo quer que você viva sobre o olhar humano. Deus te chama para viver corondel diante dos olhos dele. Porque o olhar que define você não é o da multidão, é o de Deus que vê você através da cruz. Quando o Senhor te honra, ele te chama de volta ao caminho. Ele não promete uma vida sem cruz, mas ele promete: "Eu vou manter seu rosto erguido". O autor de Hebreus pode falar assim: "Mantendo nossos olhos fixos no autor da nossa salvação." Ele coloca a esperança onde havia cinza. Ele dá coragem para obedecer quando ninguém aplaude. Se você eh eh hoje tem a sua cabeça baixa, não tente erguê-la com vaidade. Auto ajuda, humanismo secular, porque essas coisas não levantam a nossa cabeça para Deus. Elas nos fazem olhar mais para o chão. Não busque honra em plataformas frágeis. Peço ao Senhor que seja o seu levantador. Só Deus pode levantar nossas cabeças. E ele só faz isso em seu filho. O caminho, caminha em arrependimento, em fé, porque Deus levanta a cabeça. Esse Deus não faz isso mentindo. Ele te levanta para te conduzir. Ele ergue para sustentar. E a ansiedade é um mensageiro insistente. Ela chega cedo e ela volta à noite. Ela chega cedo e ela volta. Ela não explode o susto. Ela infiltra como goteira na nossa vida. E depois de um tempo, você já não sabe onde termina o mundo e começa o seu medo. O Salmo 3 nos ensina não tratar essa fumaça como destino, mas como um sinal. Essa fumaça tem algum altar falso que está queimando ela. E o fogo quase sempre está nesse altar secreto do coração. Um lugar onde algo bom virou absoluto, onde algo criado está agindo como criador na nossa vida. Por isso, siga a fumaça até o fogo, em vez de dar outros nomes para isso. A resposta dói porque ela vai revelar o quê? ídolos na nossa vida. E ídolos não são estátuas, não é? São amores desordenados, amores não cativos a glória de Cristo. São seguranças que você transformou em salvação. O medo vira mestre quando Deus vira um detalhe e então o medo vira ansiedade. Quando Deus é detalhe, é óbvio que você precisa de um Deus que não seja um detalhe. Pode ser controle, aprovação, pode ser qualquer coisa, pode ser a imagem do eu. Se fosse Davi estava perdido, o nome dele estava no lixo. E esses ídolos pedem sacrifícios diários e no fim ele rouba a paz, transforma o medo em ansiedade e sempre é descendente. Então, o arrependimento não é apenas remorço, é recolocar o amor, é trocar o centro. Isso começa com você confessando, Senhor, eu coloquei meu peso onde não viia. Agora eu estou com medo. É abandonar o trono do eu. É aceitar ser criatura, porque o orgulho quer ser Deus. Por isso a gente faz de outras coisas Deus. E por isso o orgulho vive com medo. Medo. Ele teme o imprevisível. Porque o imprevisível prova que ele não é tão grande como ele achava o nosso ego. Mas o Senhor reina, ele governa a história e também nossos novos corações. Providência não é teoria, é a mão invisível sustentando. Se Deus é bom e soberano, você pode soltar o punho de qualquer coisa que você está segurando. Você pode perder controle sem perder Deus. A fé, porém, troca controle por fidelidade. Ela aprende a dizer: "Tu és o escudo ao meu redor." Não, eu não diz: "Eu vou dar um jeito, mas tu me cercas". E isso muda o dia. Mudou o de Davi. Você obedece mesmo tremendo. E como você não dá governo ao medo, ele não vai virar outra coisa. Ele vai ser apenas uma criatura que vai ter que se prostrar diante do criador. Você ora em vez de ruminar o medo, ve deixar ele pregar para você, você serve em vez de se preservar, porque o amor expulsa todo medo. Quando Deus é o centro, quando o amor está no lugar certo, todos os medos são expulsos, porque nada mais é o seu chão. O amor lança fora todo medo. O amor desloca o eu do centro. O amor corta então a raiz do pavor, do medo que se tornaria ansiedade e continuaria. Siga a fumaça, encontre o fogo, entregue o fogo ao Senhor. Coloque o ídolo no chão como Dagom ficou diante da arca. Não esconda. Traga a luz. Não dê a ele o nome humanista secular. Traga diante de Deus. Lancemos sobre Deus. Pedro diz: Deus não pede que você se cure, ele pede que você se renda. E quando você se rende, ele purifica. A vida pode continuar difícil, mas você não precisa continuar escravo da vida. A ansiedade só diminui e se vai quando o altar muda. Se o altar ficar o mesmo, ela não tem como ir embora. Quando Deus é glória, o nosso coração começa a respirar e tudo vai começar a ficar bem dentro de nós. É isso que é a paz de Deus que ser de todo entendimento. Mas para o Senhor que governa e sustenta, não é? Quando Deus é glória, o coração volta ao lugar certo. Qual o lugar certo do nosso coração? De criatura dependente, guardada, que depende de um escudo, de uma glória que não seja parte da criação. E para terminarmos, o medo profundo não é só extinto. O medo é um instinto em nós, mas não é só instinto. Ele é muitas vezes culpa com voz. É a sensação de que se Deus se aproximar, eu serei consumido. E por isso o coração tenta se proteger até de Deus com nomes falsos para o que nós vemos em nós mesmos. Em vez de falarmos como Davi, sonda o meu coração e veja se h algum caminho mau, nós começamos a dizer que o mal não é mal. Para isso serve o nosso humanísimo secular. Como um homem cercado pode descansar, pode ter paz. Como um pecador acusado pode levantar a cabeça diante de Deus? Só se Deus o fizer. Tu é quem ergues a minha cabeça. O texto diz: "O Senhor, ao Senhor eu clamo em alta voz e ele me responde do seu monte santo." O monte santo não é cenário, como eu disse, é fundamento. É porque o monte santo é o lugar de Deus na Bíblia. É o lugar da santidade. É o lugar do governo, é o lugar da sua soberania. E para um pecador isso poderia ser um terror, porque santidade não combina com culpa, não combina com o meu medo, não combina com a minha ansiedade. Então a pergunta aparece mesmo quando não é dita. Por que Davi não foge do Deus santo? Porque ele clama em vez de se esconder com definições humanistas. Porque ele espera resposta em vez de esperar juízo de Deus. Porque ele sabe que no Monte Santo existe um sacrifício, existe um propiciatório, existe um caminho de perdão, existe substituição apontada. A presença de Deus não era apenas trono, era também o altar. E o altar ensinava uma linguagem que o medo não consegue inventar. Culpa real é tratada no sacrifício real. Se você não tem culpa real, Jesus não tem nada para fazer na sua vida. O que você chama por outros nomes não pode ser colocado sobre ele. Pecado pode ser coberto. O impuro pode ser recebido. O a oração confiante não nasce da autoestima, nasce da visão da graça soberana de Deus. Quando a consciência acusa, você tem duas opções. Ou tentar se justificar ou correr para o perdão. Quem tenta se justificar vai viver com medo constante, porque justiça própria é frágil. Todos os ídolos são frágeis. Você pode se justificar, mas você vai estar sempre sabendo tem algo errado. Mas quem corre para o perdão encontra o quê? Encontra chão, finalmente encontra aquilo que tem glória. Sem graça, o medo vira escravidão. Porque se Deus é apenas avaliador, você nunca descansa. Você nunca sabe se sua vida foi suficiente. Você nunca sabe se será aceito. Então sua vida vigilância, sua religião também vira ansiedade. Porque Deus tá deixando isso acontecer. Sua oração vira tentativa de controlar Deus, mas com graça o medo vira oração, medo real. Você pode dizer: "Senhor, eu tremo, mas eu venho a ti, não vou ouvir a voz do medo. Ele não é um rei na minha vida. Ele não vai transformar o que ele é em ansiedade, certa. Você pode dizer: "Senhor, eu falhei, mas eu clamo a ti mais, mais". Você pode dizer: "Senhor, eu não tenho mérito, mas eu tenho um refúgio. Eu não tenho mérito, mas eu tenho um salvador. Eu tenho um substituto." O monte santo é o lugar de resposta, porque é o lugar da santidade reconciliadora de Deus. Não é o lugar da santidade que nós conquistamos. É o lugar onde ele fez do seu filho justiça, santificação por nós. O pecador não é minimizado. É o único lugar onde o pecado, o mal é tratado na nossa vida e não justificado e não recebe nomes humanistas. A culpa não é negada, não é justificada com discursos, ela é removida pelo meio que Deus estabeleceu. Só uma maneira de tirar culpa. E aqui o medo perde o argumento. Porque o medo diz: "Você não pode chegar." A graça diz: "Chegue". O medo diz: "Você vai ser rejeitado". A graça diz: "Há um sacrifício suficiente." O medo diz: "Não há segurança." A graça diz: "Há perdão. Quem tentará acusação contra os escolhidos de Deus?" Quando isso entra no coração, a noite muda. O inimigo pode estar perto, pode até gritar, rugir como um leão, não é? Mas a consciência encontra repouso. O repouso espiritual se torna a base para coragem. Não coragem teatral, mas uma coragem humilde, porque é baseada em outro. A coragem de quem sabe, eu sou pecador, mas eu já fui recebido. É como Deus dizendo para, a gente não pode entrar nisso, mas é um texto que vocês conhecem e podem eh mastigar em casa. É Deus dizendo em Gênesis 15:1 para Abraão, não temas. Eu sou o teu escudo e a tua grande recompensa. Então, o mesmo Deus que cercava Davi no deserto fala com Abraão à noite. Nós sabemos que Abraão falou: "Ó, Senhor, como eu poderei saber?" E Deus disse: "Prepare os animais, parta eles no meio." E Abraão já sabia, então, que ia cortar uma aliança com Deus. Mas nós sabemos que na hora Deus passou sozinho. E Deus estava dizendo: "Eu vou pagar se eu não cumprir minha parte e eu vou pagar se você não cumprir a sua. Eu vou pagar por nós dois. Eu não vou descumprir minha parte, mas você vai, mas eu vou pagar." E é o que Deus fez. Então, o medo quer garantia de que Deus não vai soltar o medo de Abraão. Como é que esse medo foi curado? foi curado Deus dizendo: "Eu vou passar por nós dois. Você não pode ser alcançado. É assim que o medo dele foi tratado. O juramento com sangue e o espanto é esse. Deus assume o custo. Deus se coloca como garantia. Deus se compromete de tal forma que a promessa não depende do servo Abraão, só depende dele. Então, como é que o medo pode subsistir quando toda aliança depende só de Deus? Como é que o medo pode me acusar se nenhuma acusação pode ser feita contra aqueles que Deus passou entre os animais ele mesmo? Se Deus é o escudo ao redor, é porque ele decidiu ser. E isso teve um custo imenso. E se Deus decidiu que ele mesmo seria o preço pago, se preciso, o pacto de Deus então não é barateado, mas também não é quebrável. Você saberá porque Deus se amarra a promessa com fidelidade. Você saberá porque Deus não trata a sua palavra como opinião, mas como aliança. Você não vai trocar a palavra de Deus pelas ecos do mundo ou os ecos do medo. Aliança responde: Ele não muda. Ele não muda porque ele está aliançado a fazer a parte dele e a sua. O medo diz: "Você vai cair". A aliança diz: "Eu vou te segurar". O medo diz: "Você não é digno". A aliança diz: "Eu sou fiel e justo". Quando o coração vê que Deus assume o custo, a fé ganha nervo e o medo cede. Não o nervo do orgulho, mas o nervo da da confiança é o que a fé desenvolve. Ao matar o outro. Você começa a entender, a minha segurança não está em eu segurar Deus com força. Minha segurança está em Deus segurar sua promessa, sua aliança com fidelidade. Isso muda a oração. Você não ora como quem negocia, você ora como quem se apoia, como se Deus é a sua única rocha. Realmente você não ora para convencer Deus. Você ora porque Deus já se comprometeu. A certeza não nasce do seu sentimento, nasce do nome de Deus. E isso é infinitamente maior do que qualquer medo no mundo. Você tem argumentos. Você não ouve a pregação do medo. Você tem resposta. No fim, o medo é derrotado quando o centro muda. O medo vive de um eu curvado sobre si mesmo. Então o ego entra em pânico. Isso é ansiedade. Ele é a preservação eh desesperada. Ele a é o coração dizendo eu, eu eu eu vendo todas as profecias do medo. Por isso a escritura diz: "O amor lança fora todo medo." Não porque o amor seja uma edoção doce, mas porque o amor é deslocado das coisas para Deus. o único lugar absoluto para o amor. E quando eu saio do centro, o medo perde governo, porque o medo é a ameaça que eu sinto contra o meu eu. Veja como o Salmo 3 termina. Davi pede livramento, sim, mas ele termina olhando para o povo do Senhor vem o livramento. Ele tá pregando o que a o que Deus faz na vida dele para todo para todo o povo. Sobre o teu povo seja a tua bção. Isso é decisivo. Ele não está buscando apenas paz interior como fim. Ele está buscando coragem para espalhar a verdade de Deus. Ele quer justiça porque ama, ele quer ordem porque o povo precisa. Ele sai do labirinto do eu e entra no campo do amor, não é? A gente pode dizer paz recebida vira coragem para viver. O medo sempre vai te prender a você. Autoproteção, né? Ele te faz medir o mundo pelo que te ameaça ou pelo que ameaça o teu conforto. O medo faz isso. Mas quando Deus volta a ser a tua glória e quando a graça volta a ser seu fundamento, a alma se alarga e volta a enxergar o plano maior de Deus. Não, você você volta a pensar em responsabilidade, volta a pensar no propósito eterno de Deus. Coisas muito maiores do que você mesmo entram diante de você e a fé amadurece. Não é? E você vê que aqui não há obediência por moralismo. Isso aqui é um é um fruto, porque só quem sabe que foi amado quando era indigno consegue realmente ter o amor que lança fora todo medo. E você vê que Davi realmente conhecia o que era pegar o medo e lançar sobre Deus. Ele sabe na prática o que Pedro estava dizendo. Lance sobre Deus a vossa ansiedade. Ele está nos dando o caminho. Então, siga a fumaça. Eu estou defendendo um ídolo. Eu estou tentando salvar a mim mesmo. Então, volte. Volte ao Senhor, volte à graça, volte ao amor, porque o medo vive dentro do nosso ego e quanto mais ele eh controla, ele vira ansiedade dentro de nós. Tudo é uma ameaça para a nossa existência, para o nosso ego. E no fim você percebe o maior livramento não foi a fuga do perigo, foi a restauração do meu coração. Foi o retorno ao Deus que sustenta. Foi a alma aprendendo que não é dona de si, mas pertence ao Senhor. A última palavra não é pavor, é aliança, não é fuga, é amor obediente. O escudo de Deus não é um truque contra a dor, não é autoajuda, é a fidelidade do Senhor ao redor dos seus. E essa fidelidade, essa fidelidade tem um custo. E Deus quis assumir o custo numa cruz. Por isso a cabeça se levanta. Não ficamos olhando para baixo, para o que o medo está dizendo, não é? Por isso o peito respira, por isso a alma aprende a dormir cercada. Eu me deito e durmo, porque o Deus que promete é o Deus que cumpre. Há um custo infinito para ele mesmo. Vamos ficar de pé. Santo Deus, eu me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo do coração, nos pequenos [música] pensamentos, nas palavras que eu soltei. Teu espírito me chama, confessa. E eu confessei, não escondo minha culpa, [música] não maquio minha dor. Contra [música] ti eu pequei, contra o teu santo amor. Mas que [música] atos minha raiz, um querer desalinhado. Eu [música] preciso de limpeza. Eu preciso ser lavado. Cordeiro, minha justiça, [música] fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [música] me rendo ao teu final. Jesus tem misericórdia. [música] Jesus, vem me purificar. [música] Teu sangue fala mais alto que o meu pecado é gritar. Minha única [música] defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [música] Eu descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [música] é melhor. Tua misericórdia [música] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me prostro. Tu és [música] luz e eu sou pó. Quando eu tento ser dono, eu no [música] terco em mim só. Autonomia é mentira, autossuficiência [música] também. Tu és [música] fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. Eu não venho com rico, [música] venho com mãos sem ter. Não confio no meu choro, nem o meu [música] vou vencer. Eu confio na firmeza do teu pacto, ó Senhor. [música] Tua aliança é selada no cordeiro redentor. [música] Restaura minha alegria, tua salvação [música] em mim. Sustenta-me com espírito pronto até o fim. Jesus [música] tem misericórdia. Jesus [música] vem me purificar. Teu sangue fulá mais alto que o meu pecado a gritar. A minha única defesa [música] é a cruz é o teu favor. Eu adoro [música] a tua graça. [música] Eu descanso no teu amor. Inclina [música] o meu coração. Ensina-me a obedecer. Dá-me um espírito pronto, [música] mais doce do meu querer. Guarda-me na tentação, [música] na rotina e na aflição. Tua graça me carrega, tua mão me põe [música] de pé no chão. Tu me def. Yeah.