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A fé vem pelo ouvir

Porque o Medo vira Ansiedade | Josemar Bessa

Porque o Medo vira Ansiedade  | Josemar Bessa

Porque o Medo vira Ansiedade | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

Então, o Salmo três só tem oito
versículos, não é? Fala sobre isso na
prática, não é? Porque você vai ver
alguém fazendo o que Pedro disse,
lançando sobre Deus algo,
impedindo o medo de se transformar em
ansiedade e indo para algo maior.
Então, o Salmo diz assim, o Salmo 3:
"Senhor, como se tem multiplicado os
meus adversários?
São muitos os que se levantam contra
mim. Muitos dizem da minha alma: "Não há
salvação para ele em Deus". Selá é uma
confirmação, né? Porém tu, Senhor, és um
escudo para mim, a minha glória e o que
exalta a minha cabeça. Com a minha voz
clamei ao Senhor, e ele ouviu-me desde o
seu santo monte.
Sei lá. Eu me detei e dormi. Acordei
porque o Senhor me sustentou.
Não temerei 10 milhares de pessoas que
se puseram contra mim e me cercam.
Levanta-te, Senhor. Salva-me, Deus meu,
pois feriste a todos os meus inimigos
nos queixos, quebraste os dentes aos
ímpios. A salvação vem do Senhor. Sobre
o teu povo seja a tua bênção.
Ainda você vê, nós falamos como o medo
não vira ansiedade
levando a Deus. Como nós oramos fazendo
isso. Pedro disse que você faz isso
orando, mas Davi está fazendo não
dizendo o que você deve fazer, mas
fazendo. Então ele nos dá um mapa. A
primeira coisa que a gente tem que ver
que o medo não pede licença, ele chega.
como uma frente fria, como um vento
frio. Ele encosta no peito, ele encurta
a nossa respiração e de repente o mundo
inteiro parece maior do que Deus. Tudo
parece maior do que Deus.
Todas as coisas que nos cercam parecem
maior que Deus. E o Salmo, esse Salmo 3
e todo um livro de Salmo é assim, né?
Não finge que isso não existe. Como eu
disse, a pior coisa é você dar nome
errados aquilo que está acontecendo com
você.
Porque se você tiver uma explicação
filosófica, psicológica, então você não
pode lançar sobre Deus, como Davi está
dizendo. Os salmos não fingem que isso
não existe, que não estão lá.
Eles não chamam eh o o medo que Davi
está sentindo, ele não dá outro nome. É
por isso que o medo não vai virar
ansiedade.
Ele dá o nome certo. Ele não chama esse
medo tentando transformar ele de alguma
maneira em virtude.
também ele não fala do medo como se
fosse algo do qual ele deve negar e não
falar nem para Deus, porque isso de
certa forma seria uma vergonha.
O salmista faz o que Pedro falou, ele
faz algo mais santo. Eles pegam o temor
e levam para Deus. É por isso que o
temor não vira ansiedade.
Você entra no Salmo 3 e sente a
temperatura da alma de Davi. Não é um
discurso frio. Eu diria que é uma das
orações mais em brasa que você vai ver
nas escrituras. A gente que se orgulha
de o que chama hoje de honestidade
emocional. Mas quando a Bíblia abre o
peito de um homem como Davi, nós
recuamos
porque não há realmente maquiagem nas
orações da Bíblia. A gente viu outro dia
o Salmo 73 que ele diz: "Eu tive inveja
dos ímpios".
Há medo, há raiva, a urgência, há um
coração que se sente cercado. E aqui
está o ponto. Os salmos não mandam você
fingir que você não sente,
nem manda você redefinir o que é e falar
que aquilo não é medo. É por isso que
aquilo vira ansiedade, né? Falar que não
é isso é que é outra coisa. Há uma
explicação natural.
O caminho é outro. Você leva o que sente
para Deus e você ora diante de Deus o
que você sente com os nomes certos. Você
derrama sem teatro na presença do santo.
Isso eu diria que é um terceiro caminho.
É o caminho que a igreja não tem feito.
Ah, você vê que ele nem enterra o que
ele tá sentindo. Ele nem Mas também não
explode
o que ele está sentindo. Ele apresenta
diante de Deus.
É isso que Pedro falou, que a gente deve
levar a Deus ao propiciatório. O medo
então aparece como o mais primário dos
gritos.
A gente muito antes de ter consciência
já sente medo.
Uma criancinha sente medo do que ela vê
como uma ameaça.
E antes de você saber formular dúvidas,
fazer perguntas,
você já sente medo.
Antes de você ter linguagem para
adequada para o luto, você já sente
tremor. Então aquele primeiro
estranhamento da vida, aquela chegada no
mundo onde você sai de um lugar
confortável para um ambiente mais
hostil, então já gera apreensão,
não é?
Eh, já é o pulso do medo.
E
o medo traz aquela sensação de que as
paredes sumiram, de que o chão mudou, de
que tudo é novo e tudo é frio.
Quando você nasce, você já sente isso. O
mundo é mais frio do que onde você tava,
é menos aconchegante.
Então, o coração humano, ele nasce
com uma questão que já está com ele e
fica a vida inteira. Onde está o abrigo?
Onde está o lugar seguro?
Qual é o lugar seguro para estar? E
quando o abrigo some, o medo tem uma voz
muito forte, queridos.
Davi tem motivo, não é fantasia. Não
basta você dizer assim: "Olha, é
justificável.
Eu sair do medo para ansiedade, para
isso, porque eu estou com problema real.
Então, era o que Davi estava
experimentando. Isso aqui não é uma
fantasia. O título do Salmo 13, lembra?
Ele fugia do seu próprio filho, que
estava com milhares de pessoas para
matá-lo.
Não era só a percepção de um perigo, era
um perigo real.
Nem isso era uma desculpa para Davi
deixar seu medo virar ansiedade por não
fazer o que Deus diz.
Então você tem número, milhares, tem
perseguição. Ele está sendo caçado pelo
seu próprio filho e a intenção é
matá-lo.
Mas há mais. O salmo mostra que o medo
não é apenas uma reação do corpo. Sempre
que há medo, Deus tá te dando a
oportunidade de uma batalha pela fé.
Porque não são só os inimigos do lado de
fora.
Na hora do que o medo aparece, há muitas
vozes dentro de nós. É o que o salmo
diz. Há acusações, há a frase venenosa.
O salmo diz assim: "Eles dizem que não
há salvação em ti para mim. Deus não vai
livrá-lo.
Quando essa frase entra, o medo desce
mais fundo porque toca na sua eh
identidade. Ele diz: "Tu é quem levanta
a minha cabeça". Ou seja, tu é que me
dás uma identidade.
Ele
toca a nossa chamada. Ele toca a
pergunta: "Quem sou eu? Se Deus não está
me livrando disso, quem sou eu? Eu sou
amado. Então não trate o medo como um
defeito. Simplesmente que você tem que
esconder.
Leve a sério o que Jesus disse, o que
Pedro diz e o que Davi está fazendo.
Trate como um alarme.
O medo é um alarme em nós que faz
imediatamente a gente buscar abrigo.
É muito primário isso em nós.
Quando alguma coisa perigosa acontece,
você entra em modo de busca de abrigo.
Se você escuta uns tiros, você se
abaixa, você se pula atrás de alguma
coisa. É muito rápido. Mas todos os
medos nos põe em busca de abrigo,
de algo que nos proteja, de algo que nos
faça sentir seguro. Então o medo ele
serve para nós como alarme do que você
chama de segurança, porque você vai
correr para aquilo para se esconder.
O que você acha? O que o medo ele diz
para você? Olha, é isso que você é disso
que você fez a sua segurança.
É para isso. Essa coisa que você tenta
se esconder nela, então isso é o que
você sempre achou ser sua segurança. Não
parecia porque não havia perigo, mas o
perigo mostrou. Ele mostra você como
você tenta controlar o futuro,
como você acha que o futuro está seguro.
Jesus contou uma parábola de homem que
disse: "Ele plantou, ele aumentou a
plantação, ele fez a sua empresa, eh,
fez investimentos, deu tudo certo e ele
ganhou muito dinheiro. Ele disse:
"Descansa, bebe e folga,
porque você acumulou o dinheiro para
muitos anos." Você vê,
era assim, era isso que ele chamava de
segurança, era o dinheiro, era a conta
bancária.
E era assim que ele achava que ia
controlar o futuro, por isso eh lidava
com medo. Mas ao mesmo tempo, se você
olhar para seu medo de verdade,
você vai ver no que você busca
segurança. E essa é a oportunidade da
graça. Por isso, cada medo ele é uma
batalha da fé. Porque o medo orado,
quando você ora, o medo, quando você ora
o medo, ele nunca vai virar ansiedade.
Quando você leva as coisas a Deus, ah,
ele empurra você para aquilo que você
sabe ou para aquilo que verdadeiramente
é o seu escudo,
aquilo no qual ou atrás de qual você se
sente realmente seguro. O homem disse:
"Come e bebe" e falga, ele se sentia
seguro. Era o escudo dele pro futuro. E
nós sabemos que Deus diz esta louco,
esta noite você não tem futuro. Isso não
garante nada. O teu abrigo, o teu
abrigo, a maneira de você lidar com o
medo do futuro está toda errada.
Você escolheu o abrigo errado, você vai
ficar sempre ansioso com o dinheiro,
porque ele é a sua segurança e ele
realmente vai falhar com você esta
noite. Então
ele exige que você diga: "Senhor, eu
tremo". E é por isso que os salmos são
tão necessários para nós. Eles são eh
não são manuais de compostura,
eles são eh
diagnósticos verdadeiros da nossa alma.
Por isso Azaf disse: "Eu tive inveja".
Por isso Davi está dizendo: "Eu estou
com medo".
Eles são salas de oração paraa gente
quebrada. Ali Deus não despreza o
tremor. Deus não desprezou AF ao dizer:
"Senhor, senti inveja" ou Davi dizendo,
"Eh, meu coração se atemoriza.
Ele purifica o tremor e ele ensina a
alma a respirar de novo. Se o medo está
gritando em você, não adore o medo.
Não finja que não é medo. Não tente uma
explicação. Como eu disse, o medo é um
alarme que diz para você imediatamente
para que você tende a correr
instintivamente como segurança.
Mas também não cale isso com orgulho.
Em vez de você ter uma explicação que
deixa o seu orgulho mais intacto, diz:
"Isso é medo. Isso vai virar ansiedade.
Isso é o que Deus disse que é".
Ou como Azaf, isso é inveja.
Só assim você pode levar algo a Deus.
Você não pode levar algo a Deus que você
dá uma explicação que não é a
verdadeira. Porque a cura começa quando
a alma para de correr de Deus e corre
para Deus com seu medo.
Davi vai mostrar na sua oração como o
medo dele não se transformou em
ansiedade. Mas pelo contrário, foi uma
batalha da fé que o fez mais parecido
com Cristo. Então o medo não é rei. O
medo é material de oração.
Se você não souber o que você faz com
seu medo, ele vira ansiedade. O Salmo 3
desce dois degraus no medo. Dois. E se
você não perceber isso, você vai tentar
curar o profundo com o remendo raso. É o
que o mundo faz. É o que muitas vezes a
igreja faz. O primeiro degrau é visível.
Davi olha ao redor e vê muitos. Ele diz:
"Muitos se levantam contra mim,
milhares.
Muitos estão me caçando como um bicho.
Quem lidera eles é o meu filho. Então
é o medo. Ele sabe que estão caçando ele
para matá-lo.
É uma ameaça concreta. É a possibilidade
real de perder a vida, o caminho, a
história, o trono. Às vezes o coração
está certo em tremer.
Há perigos que não são imaginários. Há
muitas pessoas que temem coisas que não
são reais, um problema maior ainda, mas
também podemos falar sobre isso outro
dia. Mas aqui você vê, Davi não está
inventando um perigo. O perigo existe,
mas ainda assim o perigo que existe não
deve virar ansiedade.
Então ele ora o seu medo, né? Há noites
em que tem milhares
eh realmente de perigos.
Na vida a de Davi é real, são um peso e
o corpo responde, o peito aperta, a
mente só calcula uma coisa, a fuga. Davi
não podia pensar em mais nada, ele tinha
que escapar. Ele estava sendo caçado.
Quem está sendo caçado esquece as outras
coisas. Eu vejo os passarinhos se
alimentando, comendo, né, umas coisinhas
de manhã quando tá amanhecendo, mas tem
dia que tá um silêncio.
Tá um silêncio, não tem um passarinho,
não tem um passarinho fazendo nenhum
barulho. Eu já sei.
E quando eu chego na janela, aqui em
cima
tem quatro gaviões, cinco.
Por mais que comer pela manhã seja
necessário, os passarinhos ficam no mais
absoluto silêncio e não aparecem porque
eles sabem que tem um gavião.
Então eles têm medo.
Se eles aparecem, eles morrem.
O corpo responde, o peito aperta, a
mente só calcula uma coisa fuga. O
passarinho, em vez de ele pensar, eu
quero comer, ele pensa: "Eu quero
viver".
E eles ficam aonde eles acham que é
seguro.
Eles não eh ficam expostos, eles nem
fazem barulho.
Então
o segundo degrau é mais escuro ainda,
porque os inimigos não atacam apenas eh
a pele de Davi, o corpo, atacam também
eh ele emocionalmente.
Eles atacam o nome, eles atacam quem ele
é. Eles dizem que ele não é rei
legítimo.
Eles dizem que eles que ele merece que
Deus o tire do trono.
Eles dizem que Deus se afastou, que Deus
não vai salvá-lo. Eles, muitos dizem que
não há salvação em Deus para ele. Isso
não é só ameaça externa. Você vê uma
acusação espiritual é um golpe contra a
identidade de Davi. Deus havia prometido
que eh nunca faltaria um rei no trono de
Davi.
Então, eh a revolta de Absalão não era
só política, era pessoal, era
humilhante, era o seu filho. O filho fez
tudo para humilhar o pai publicamente
e junto com a espada vinha a narrativa.
Como alguém como Davi pode ser rei, ele
merece ser tirado mesmo.
Deus já abandonou esse homem.
E quando essas acusações viam muitas
delas
falsas acusações, Davi lembrava que ele
realmente era um pecador.
Então ele tinha pecados reais que ele
lembrava. E a lembrança de pecados reais
viram o quê? Munição, fracassos
passados, viram sentença presente, o
medo começa a se misturar com a
vergonha. Você
entende porque isso é tão atual? Talvez
você não esteja fugindo de um exército,
mas há vozes que tentam expulsar eh eh o
seu o seu chamado, a sua identidade, da
onde ela está centrada. E há situações
que não só ameaçam sua paz, mas o senso
de quem você é.
Então, às vezes, para algumas pessoas, a
demissão de um trabalho é mais do que a
perda da renda.
Pode virar um eu não tenho valor.
Uma crise familiar pode ser mais do que
conflito, pode eh se transformar num
enorme eu falhei como pessoa.
E uma queda moral pode sussurrar. Deus
não vai mais receber você.
mesmo a uma queda moral, mesmo como a de
Davi, como a de Pedro,
quando o que está em jogo não é só um
bem externo, é o seu próprio eu,
é a sua última segurança, quem você é.
Ah, então você não teme apenas o que
pode acontecer, você teme que isso vai
dizer sobre você.
Você teme o que aquilo vai dizer sobre
quem você é. As pessoas estão dizendo:
"Deus não vai livrá-lo pelo que ele é".
O Salmo 3 é misericórdia, porque não
disfarça isso. Ele escreve o veneno no
papel. Repalhe o detalhe, a acusação
vem, o salmo marca a pausa. Há um celar,
né? A alma,
como se a alma dissesse: "Pare, não
reaja no impulso a isso. Não devolva
violência com incredulidade. Leve tudo
isso a Deus.
Porque o que não é orado, queridos, vira
um eco em nossas vidas. E essa esse eco
contínuo vira uma prisão.
Medos viram ansiedade. Ele coloca
acusação na presença de Deus. Ele não
coloca diante de Deus só a
o perigo iminente contra a sua vida, mas
todas essas coisas, ele não deixa a
frase Deus não vai livrar, ficar ecuando
sem confronto da verdade para com ela.
Ele a traz para a luz da palavra de
Deus, porque
tudo o que gera medo precisava ser
levado a Deus. E aqui você aprende o
primeiro ato de fé. Não é sentir
coragem,
é recusar a narrativa do inimigo
quando você sente medo.
Eu falo que às vezes a gente dá
diagnósticos errados, melhores. Esse é o
diagnóstico do inimigo. O inimigo nunca
nos dá o diagnóstico certo. ele tem uma
narrativa
e
há um tipo de medo que vem como
tempestade e você imediatamente
identifica o perigo. Há há coisas que
vão eh crescendo e você age, mas depois
passa e paradoxalmente você sai mais
atento, mais vivo.
Mas existe outro tipo mais fundo, mais
úmido, mais constante, que não é como
uma chuva de verão.
Ele não tem um rosto tão claro.
Você não se sente seguro.
Você não sabe nem dizer muito porque eh
você tem essas apreensões.
Você não sabe nem muito por que medo
está virando ansiedade. Mas é óbvio que
sempre é o medo que vira ansiedade.
Ele não tem hora marcada, ele não te
empurra para ação, ele te paralisa. Ele
é como uma chuvinha fina que não para.
Em vez de ser uma tempestade, ele
infiltra, ele apodrece a tua esperança
por dentro. E esse medo costuma receber
um nome de ansiedade.
A chuva nunca passa, não é tão forte,
mas é contínuo. O texto
nos mostra que sempre há um degrau mais
profundo de medo
e o susto saudável protege um bem
específico.
A ansiedade ameaça o nosso eu.
Ela ameaça a sensação de existir com
firmeza.
O chão já não é firme. Ela faz você
sentir que perder o chão mesmo quando
nada caiu. Visivelmente
as coisas estão eh se erodindo. E por
que isso acontece? Porque existe um
lugar secreto onde você colocou sua
glória.
Glória quer dizer peso.
É aquilo que te dá valor. É aquilo que
diz: "Eu sou alguém". Pode ser
aprovação, pode ser controle. Para Davi
podia ser um trono. Se fosse, ele estava
perdido, porque ele perdeu o trono.
Pode ser desempenho, pode ser família,
pode ser reputação, pode ser qualquer
coisa boa que seja finita. E na nossa
vida todas as outras coisas são finitas,
as melhores.
E o que é finito é vulnerável. É
vulnerável porque é finito. Se fosse
infinito, não era vulnerável.
Está exposto ao tempo, à mudanças, as
perdas. Tudo que está exposto, tudo que
é finito está exposto a perdas, ao
tempo, a intempere.
Se sua glória está ali, você vai viver
em vigilância. Há um estado de
vigilância, de medo, não é? Com o
coração sempre armado para não perder o
seu abrigo.
Davi chega a esse diagnóstico sem
linguagem moderna. O trono dele treme, a
família dele está dividida. O seu filho
quer matá-lo.
O nome dele é cuspido,
é desprezado. Então ele perdeu a
posição, perdeu a família, perdeu o
nome.
Se alguma dessas coisas for a glória
dele, ele não tem como que o medo
finalmente não vire a ansiedade.
E ele percebe, eu estava dependendo de
apoios que podem ser arrancados. Por
isso que eu disse que cada medo é um
momento de batalha da fé. Davi percebeu
que ele estava se apoiando em trono, em
família,
em seu nome, mas todas essas coisas
podem ser tiradas de nós
e foram tiradas dele. Por isso, o medo
desceu a um porão mais fundo.
Por isso, não é só uma ameaça externa, é
desintegração de sentido.
Por isso o medo
vai descer para o porão da ansiedade
se ele não fizer o que está fazendo.
Este Salmo 13 prepara essa virada. E
essa virada começa com uma palavra
pequena, mas totalmente decisiva. Mas
ela parece como uma porta no meio da
madrugada, no meio no meio da
meia-noite. Não é uma negação do perigo.
Não é dizer: "Ah, não tem ninguém
querendo me matar. Meu filho não é tão
ruim assim. Não tão cuspindo no meu
nome. Tudo isso tava acontecendo mesmo.
Ele, esse não é o caminho. A negação
é uma mudança de direção. É o coração
dizendo: "Eu não vou ficar preso ao que
vejo.
Eu me apoiava no trono, no nome, na
família.
E o medo é um alarme que está me
mostrando isso. Eu vou lidar com isso.
Eu vou levar isso a Deus. É o que ele
está fazendo. Ansiedade não se cura com
brutalidade contra si mesmo. Também não
se cura com culto ao sentimento.
Ela se cura quando você segue a fumaça
até o fogo.
Quando você pergunta o que é o chão de
glória?
Davi finalmente tem que fazer essa
pergunta a ele mesmo. O que eu preciso
ter para me sentir seguro? O que é meu
abrigo? ao trono, então eu não tenho
mais abrigo.
E ele não podia viver sem estar ansioso.
O que eu preciso para me sentir seguro?
Minha família. Então ele não tinha mais.
O que eu preciso para me sentir seguro?
O meu bom nome? Então ele não tinha
mais.
Davi teve que se perguntar, por isso que
o medo é um alarme. O que se eu perder
eu desmorono.
Essa pergunta dói, mas ela é a graça de
Deus, porque ela é o alarme que mostra
os nossos ídolos.
O medo
que se não visto como deve ser visto se
aprofunda em ansiedade. Os ídolos sempre
cobram o mesmo preço. Todo ídolo cobra a
sua paz. Como sua vida está firmada
naquilo, quando aquilo está sobre
ameaça, a sua paz se vai.
E note, quando o medo vira o centro,
você encolhe, você vive para uma única
coisa, se preservar.
Você fica sempre nesse estado de defesa,
de insegurança, de proteger cada vez
mais proteção. Como eu disse, os
pássaros não aparecem para comer, porque
eles eles vem o perigo. Então, a
primeira coisa que eles entram é em
estado de proteção. A escritura diz que
o amor lança fora todo medo. Primeira
João 4:18.
E as pessoas às vezes vê essa esse verso
de de maneiras totalmente piegas, não é?
O que João tá dizendo é que o amor
desloca o eu do trono
e isso é parte da cura.
Todos os meus medos
eram baseados
em abrigos que eu achava que eram
lugares de segurança.
O amor joga fora o medo porque eu não
vejo mais nada como abrigo. O amor
verdadeiro a Deus, ver Deus de uma
maneira que o medo
sempre pode ser tratado, nunca vai virar
crescer e virar o mais ainda. Por isso,
antes de subir, você precisa descer.
Antes de respirar, você precisa admitir
o sufoco. Se você não admite que não tá
tá sem ar, então não há nada para fazer
por você. O salmo três não pede coragem
teatral. Ela mostra o pescoço, ele
mostra o pescoço. Porque então a alma
esteja pronta para segurar a única coisa
ou para ser segurado pela única coisa
que realmente te protege, que é seguro,
que não é finito. O caminho não começa
na ausência do perigo. Você vê que Davi
não está pedindo, muda meu filho, muda a
situação para me sentir paz, Deus, pro
meu medo ir embora. Não, não, não. O
caminho não começa com a ausência do
perigo, começa com a presença de Deus.
Ansiedade é fumaça.
Ela denuncia um fogo no altar errado. O
fogo no altar de um ídolo.
Eu tenho que seguir a fumaça.
O medo então tem níveis e por isso a
cura também terá passos. Mas nada começa
enquanto a alma estiver presa à
narrativa do pavor ou a justificativa
dele.
O primeiro milagre é essa pequena porta.
Mas quando essa palavra nasce no peito,
o coração para de correr em círculos e
começa finalmente correr para o Senhor,
que é o que precisamos. Então, a fé não
nasce quando o perigo desaparece, ela
nasce quando o coração para de obedecer
ao medo, como se ele fosse rei. É, ele
não nega o medo, mas o rei não é seu
rei.
A fé começa quando a alma aprende a
dizer uma palavra pequena, mas decisiva.
Mas essa é a dobra do caminho. Essa é a
virada.
É a curva no meio da noite. É um
instante que você para de olhar só para
o cerco e volta a olhar para o Senhor.
Se Davi continuasse olhando para os
milhares que Absalão juntou, para
Absalão, para as pessoas que falavam do
nome dele, então, queridos, ele não
tinha, ele não encontrar com essas
coisas. seria o seu abrigo e elas
estavam desprotegidas,
o seu medo ia eh eh ir para a ansiedade
e só ia colapsando.
Mas você vê, é voltar-se para o Senhor.
Não é a negação do que acontece,
que é a virada. Não é a negação de que
Absalão vai mudar, de que as coisas vão
mudar. Não, não, não. É se voltar para o
Senhor. É governo sobre o que acontece
dentro de você.
Ainda que você não tenha domínio sobre
nada que está acontecendo fora, porque o
mundo pode cercar teu corpo, mas o que a
Bíblia diz
que só
o medo intronizado cerca a tua alma. Se
você não entronizar o medo, a sua alma
nunca vai ser cercada, ainda que seu
corpo esteja todo cercado, como está
Davi. Então, o medo começa com
estatísticas. Muitos estão contra mim.
Muitos contra mim, muitos se levantam,
muitos dizem, tá vendo? Não é nem só, é
uma quantidade tão grande. E a gente
sabe que o medo é proporcionar a
quantidade de inimigos que há. Muitos se
levantam contra mim. Se Absalon tivesse
só com um cara, era um um nível de
perigo. Mas como ele está com milhares
de soldados, então é muito perigoso.
Muitos contra mim, muitos se levantam,
muitos dizem: "O coração ouve essa soma,
esse". Muitos, muitos. E o coração
conclui: "E eu estou sozinho."
Muitas dores, muitos inimigos, muitos
problemas. E eu só sou um, só sou uma
pessoa para lidar com isso. Mas a fé
nasce com uma conjunção, uma palavra
pequena, uma porta
na muralha. Mas o salmista não nega os
muitos. Ele já não é tanto assim, eu
tava exagerando. Não, não. Ele não faz
isso. Ele não nega os muitos. Ele não
chama ameaça de imaginação. Ele apenas
se recusa a deixar que aquilo seja a voz
final na sua alma.
Porque o medo não quer só informar.
O medo não quer só te informar que tem
muitos contra você, muitos problemas,
muitos, muitos, muitos. O medo quer
governar você. E é quando ele governa
aqui, ele começa a se transformar em
outras coisas. Ansiedade, o medo quer
escrever o teu roteiro. O medo queria
escrever o roteiro de Davi. E Davi não
começou negando o medo, nem negando a
situação. O medo te diz que o que Deus
pensa. Ele tenta te dizer. Deus te
abandonou.
Deus não vai fazer nada. Deus não é seu
abrigo. O medo tenta falar coisas
conosco. O medo diz que o céu virou as
costas para você.
E quando você aceita o roteiro do medo,
a alma se ajoelha diante dessas coisas.
Tudo isso começa a virar mais do que
medo, não é? Ansiedade. Por isso mais é
guerra. É o primeiro ato de resistência.
a alma dizendo, "Eu não serei
discipulado pelas vozes do medo.
Eu não serei catequisado pelos números
muitos. Não vou me deter
me fixar. Eu não vou fazer do couro dos
homens o oráculo de Deus.
Muitos podiam chamar Jesus de Deusebu.
Eu vou falar de Deus na presença de
Deus. Então, no Salmo 3, esse mas tem um
nome, mas tu, Senhor, tu vê como muda.
Ele não vai falar mais sobre os muitos
problemas, os muitos inimigos, os muitos
que falam, mas
eu não tomo essas coisas como únicas,
mas tu, Senhor. A frase muda o centro,
tira o foco a multidão, tira o foco o
problema, tira o foco a ameaça de
assassinato, tira o foco a quantidade
e coloca o foco numa única coisa,
no único esconderijo.
Ele não começa com o que o cerca, ele
começa com quem me cerca. Não os
problemas que me cercam, não os os
inimigos, mas quem é que realmente me
cerca?
O mundo grita muitos
e a fé responde: "Mas tu, Senhor".
Porque Deus não entra na conta como mais
um.
Deus não é seu aliado em outros abrigos.
Ele é o Senhor acima de tudo. Se ele é o
abrigo, você não precisa de outros.
O medo conta inimigos. O medo te ensina
a contar inimigos.
A fé confessa o rei,
o Senhor.
Ela para de contar as cabeças. Ela conta
um. E veja como o coração aprende. Ele
contradiz a acusação. Muitos dizem:
"Deus não lhe livrará". Mas a fé
responde com essa sentença: "Mas tu és."
Não é autoajuda,
é confissão. Eu direia que isso aqui é
teologia de joelhos.
É o que Pedro tá dizendo. Levem para
Deus,
coloquem sobre Deus. Quando o medo
domina, ele faz você falar sozinho.
Ele tranca você na sua própria cabeça e
você continua contando os números dos
muitos. Ele repete a mesma frase até
virar verdade e só a fé quebra o ciclo.
A um selar no meio das vozes uma pausa
santa, como se a escritura dissesse:
"Não responda com instinto,
não deixe a primeira emoção escrever a
última frase.
Pare.
Respire
mais. Vire-se, leve a acusação para o
tribunal certo.
O medo quer te apressar. O medo quer dar
o diagnóstico.
Deus te chama a recolher-se sob a sua
palavra. O mundo quer dizer o que é, o
que tua alma é, o que ela está sentindo.
Então, o mais não é anestesia. Ele não
apaga o tremor,
começa a realinhar o temor.
Ele não transforma uma noite em manhã,
mas acende uma lâmpada suficiente para o
próximo passo.
Uma lâmpada para o pé. Não te mostra o
caminho inteiro,
mas você pode dar o próximo passo. Se
você não consegue remover os muitos,
faça o que o salmista fez.
Davi não podia remover os milhares que
estavam contra ele. Davi não podia
remover as milhares de línguas que
falavam dele. Davi não podia remover
essas coisas. Ele não podia remover os
muitos. Faça o que ele fez. Remova o
trono deles.
Estes muitos não me governam. Não vão
governar.
Eu não posso tirá-los. Vai continuar
haver milhares, mas eles não vão reinar
sobre minha alma.
Pare de tratar o medo como profeta.
Você é alguém cativo à palavra de Deus.
Diga: "Mas tu, Senhor,
e deixo tu ser maior que os muitos."
é o que Davi está fazendo. Está deixando
Deus ser maior do que os milhares de
soldados atrás dele, de que sua família
estava querendo destruí-lo, de que o seu
nome estava sendo destruído. Mas tu,
Senhor, deixe o tu ser maior do que os
muitos, muitos problemas, seja quais
eles forem. Porque o primeiro passo para
sair do pavor não é controlar o mundo. E
é isso que Pedro estava ensinando. É
recolocar Deus no centro de todas as
coisas.
Isso começa com uma palavra pequena, mas
o mundo sempre vai gritar você, muitos,
muitos problemas, muitos falam, muitos.
Mas a fé sempre vai responder: "Mas tu,
Senhor?"
Isso muda tudo. O medo ele gosta de de
de silêncio, não do silêncio que adora.
Aquiai-vos e sabei que o Senhor é Deus.
Não, não, não. É do silêncio que isola.
Ele te mantém dentro de você. Ele faz
você ruminar
o medo, os milhares,
o que eles vão fazer, o que eles estão
falando. Ele te mantém dentro de você.
Ele te faz repetir cenários, desfechos,
roteiros. Ele te prende a um monólogo
longo,
sem saída.
E quando você percebe nesse monólogo
longo e sem saída,
aquilo que não é mais uma tempestade de
verão, aquilo é uma uma chuva contínua,
aquilo se transforma em ansiedade.
O Salmo 3 corta isso com uma ação. Eu
clamo. Não é apenas pensar, você vê, não
é apenas analisar tudo para ver
friamente. É clamar, é falar com Deus,
como Deus, é tratar o Senhor como pessoa
viva. Pedro diz: "Lance sobre Deus".
Porque o medo tenta reduzir Deus a uma
ideia distante, como se o problema fosse
mais real do que Deus.
A oração recoloca a Deus como presença
contínua. É isso que os salmos são. E
note de onde vem a resposta do seu monte
santo. Verso 4. Isso não é poesia, isso
é teologia, né? O Monte Santo é o lugar
do governo de Deus,
é o lugar da santidade de Deus.
Aquele lugar ser o centro,
o lugar do seu trono, o lugar da sua
santidade, o lugar onde Deus reina sem
concorrentes,
o lugar onde Deus julga com justiça, o
lugar onde Deus é Deus. De fato,
quando a alma clama, ela está fazendo
duas coisas ao mesmo tempo. É isso que
Pedro tá dizendo e que Davi está
fazendo. Ela confessa a própria fraqueza
e ela confessa junto com isso a
suficiência de Deus. Não é que ele pode,
muito, que ele confessa a suficiência
dele e admite, eu não tenho controle
sobre os milhares que estão com Absalão
querendo me matar. Não tenho controle
sobre a língua deles, não tenho controle
sobre a minha família.
Eu não controlo, mas ao mesmo tempo que
admite isso, diz: "Mas tu controlas
tudo que está fora do meu controle não
está fora do seu reinado."
Clamar aqui, então, não é fuga do real,
é enfrentamento do real com a luz certa,
porque o medo é um filtro. que faz você
ver tudo de uma cor. O medo faz, sabe
quando você bota um óculos vermelho,
você vê tudo vermelho. O medo faz isso.
E é por isso que ele se transforma numa
ansiedade. Todas as coisas ficam com a
mesma cor.
Ele faz os inimigos parecerem maiores do
que são. Ele faz você parecer eh eh eh
totalmente cercado e acima de tudo faz
Deus parecer ausente. Ausente. E
estranhamente ausente. A presença de
Deus reordena a visão, não
necessariamente mudando os fatos, não é?
Mas mudando o peso que aqueles fatos t
na tua vida.
O peso que perder a vida podia ter na
vida de Davi, o peso que a família
tinha, o peso que o trono tinha. E
quando Deus volta ao centro, o que era
absoluto vira relativo.
Duas coisas não podem ser absolutas
ou centrais. O que era final, o trono,
a vida, a família, vira provisório, vira
o que é finito.
Não é um abrigo. O que parecia
incontrolável.
Todas as coisas incontroláveis, você
percebe, são criaturas.
E o coração deixa de ser governado por
criaturas
por causa do criador.
Nem toda a criação junta é nada perto do
criador. Então, os muitos perdem um peso
de governo
no coração. Por isso, a oração não é um
adereço para gente forte, é o ar.
Quando Lutero disse que a oração é o ar
que o que estão respeito tá falando
isso, é o ar de gente fraca,
é o caminho de quem sabe que o medo não
se vence no peito fechado. O medo cresce
no segredo. Quando eu dou nomes errados
ou falsos nomes para o que sinto, digo
que não é o que é, não posso levar a
Deus como Pedro falou,
o medo cresce, mas ele enfraquece quando
ele é exposto diante de algo
infinitamente maior.
É o que deve estar dizendo. Ele está
expondo o seu medo diante de Deus. O seu
medo não vai virar ansiedade.
Você vê que nesse mesmo sal diz: "Eu
deito e durmo". Não, porque Deus eh eh
eh
se surpreende, mas porque nós paramos de
mentir para nós mesmos diante de Deus.
Há uma coragem que nasce exatamente
aqui. Não a coragem de negar o tremor ou
o medo, não é o que deve estar fazendo,
mas a coragem de levar o tremor ao
Senhor e dizer: "Tem misericórdia".
De dizer: "Responda, de dizer me guie".
que eu tenha só a ti como um abrigo, que
tu realmente seja o esconderijo do
Altíssimo.
Que eu sinta que o que me protege são só
as asas, não é meu trono, nem a minha
família, nem o meu bom nome. A fé não
precisa de frases bonitas, ela precisa
de direção. E a direção da fé é o monte
santo. Éonde Deus governa,
onde Deus julga todas as coisas, onde
Deus não tem adversários.
Há um consolo que o salmo afirma sem
espetáculo. Ele me responde não, talvez.
Ele me responde do seu santo monte.
Não, quem sabe não. Se eu for alguém
melhor.
A afirmação é: Ele me responde do seu
monte santo. O Deus santo não é
inacessível aos seus. Ele é alto, ele é
transcendente,
ele é infinitamente maior do que os
muitos que caçavam Davi. Mas por ser
infinitamente maior, ele também não
fala: "Ah, isso não é nada, não. Não,
ele é acessível e por isso ele é seguro.
Então, quando o medo apertar, não
negocie com o medo.
Não fique dialogando com ele ou não dê
outro nome. Ele vai se transformar em
algo ainda maior."
Não espere sentir vontade de orar. Ore
para ter vontade. Clame antes de
entender. Clame antes de melhorar.
Clame ainda com medo.
Clame porque o céu não é mudo. E a
resposta do monte santo reordena a sua
alma. Então, quando a alma clama, o céu
nunca fica mudo. Davi diz: "Ele me
responde do seu santo monte".
Então, há uma linha aqui no Salmo 13 que
parece simples, mas
é milagre. Eu me deito e durmo. Davi não
escreveu isso na praia ou num domingo
como hoje.
Ele ele escreveu isso quando tinha
milhares de pessoas querendo
assassiná-lo.
Ele tá dizendo: "Eu não vou caçar a
noite toda pensando nisso.
Eu não vou deixar o medo ficar falando
comigo a noite toda. Os milhares.
Eu me deito e durmo." Davi não escreve
isso de férias. Ele escreve cercado. Ele
escreve quando está fugindo pela sua
vida. Ele escreve com rumor de passos,
com barulhos de espadas à distância, com
barulho de cavalos
e mesmo assim ele dorme. Dormir é um ato
teológico aqui,
porque dormir é desistir de vigiar tudo.
É o que ele tá dizendo, é entregar a
mente. Porque se eu tiver com medo, eu
não durmo porque eu tô vigiando. Eu tô
querendo,
sabe? Mas ele tá dizendo: "Não, não é
desistir de vigiar tudo.
É o medo realmente não está no governo.
É apagar as luzes. É confessar: "Eu não
sou Deus".
Um insôni, nesse sentido, tenta ser
soberano.
Eu vou vigiar, eu vou me proteger.
Ele tenta controlar o amanhã com
pensamentos. Isso é ansiedade.
Ele tenta manter o mundo em pé com a sua
ansiedade.
Ele não dorme nesse sentido.
Mas o corpo não foi feito para carregar
esse trono. A cura aqui não começa com a
ausência dos inimigos, começa com uma
nova certeza.
Porque o Senhor me sustenta. Verso 5.
A sustentação não é barulho, ela não é
espetáculo, é o trabalho silencioso de
Deus mantendo a vida quando a alma se
sente em queda.
Ele é Deus segurando o que você não
consegue segurar.
E veja o movimento. Ele dorme, ele
acorda, ele continua. Não porque o
perigo acabou,
mas porque Deus permaneceu. A fé aprende
a viver um dia por vez, o que é o oposto
da ansiedade.
Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã
ou pela próxima hora ou pela próxima.
A fé aprende a viver um dia por vez, mas
não como resignação eh resignação amarga
que eu não posso fazer nada. Não, não,
não, mas com confiança, porque o amanhã
não pertence ao medo.
O o amanhã pertence a Deus.
Se ele pertence ao medo, você fica
ansioso.
Daí nasce a frase seguinte: "Não
temerei". Você vê, ele começou com medo,
nada tinha mudado. Ele disse: "Não
vouer."
Isso não é brava, isso aqui é fruto. É
isso que Pedro mandou nós fazermos.
fruto de um coração sustentado.
O medo, os perigos ainda existem. Mas
ele virou servo, não senhor.
Ele virou sinal, não destino. O medo
agora é o servo que vai levar Davi para
lugares mais altos.
O medo agora
virou um sinal de onde estava a a
o altar falso.
Virou um sinal, não um destino. E a
imagem é forte. 10 milhares ao meu
redor. Ou seja, o cerco continuava.
Milhares de homens continuavam cercando
ele, só que agora há outro cerco.
Ele não vê só o que tá cercando ele, os
muitos inimigos, os muitas línguas, os
muitos problemas.
Ele consegue ver um outra coisa cercando
ele. 10 milhares ao meu redor. Ou seja,
os problemas, o cerco permanece. Só que
agora ele vê outro cerco. Tu és o escudo
ao meu redor.
Agora
minha glória, o que eu dou peso não é
nada. Não é meu trono,
não é minha vida, não é meu nome.
Então o inimigo cerca por fora, Deus
cerca por dentro e por cima. O medo te
mostra a multidão. O medo continua
falando da multidão.
A fé te vê outro cerco.
É isso que lida
com aquilo. Aqui está o ponto
devocional. Você não precisa esperar a
vida ficar segura para descansar.
Você precisa aprender a descansar em
Deus no meio da insegurança. Isso é
santidade. Isso é humildade.
Isso é reconhecer nossos próprios
limites de criatura. Não é, eu vou me
sentir bem quando eu sentir que eu tô no
controle de das coisas que você nunca
esteve.
Isso é abandonar a idolatria de
controle.
E é muito fácil sermos dominados pela
idolatria de controle, estarmos bem
enquanto achamos que estamos no
controle.
Isso também é combate da fé, porque o
medo quer roubar o sono,
porque ele rouba a tua adoração. Ele faz
você continuar adorando a coisa errada
e faz você continuar vendo que o que
você adora está ameaçado.
Ele quer te manter acordado para te
manter curvado a outro Deus.
Ele quer que você acorde cansado para
que você viva reativo.
Mas Deus na sua misericórdia sustenta.
Ele dá quietude à mente. Ele dá o
suficiente para você atravessar a noite.
Dormi e acordei porque o Senhor me
sustentou.
Não confunda a coragem com a ausência de
tremor. Coragem aqui é fé sustentada por
Deus. E o coração dizendo, é, é o
coração dizendo, eu não sei o que vai
acontecer. Davi não sabia qual seria o
desfecho da história, mas eu sei que
Deus me sustenta. Me sustentou enquanto
eu estava dormindo. Eu não precisei
ficar vigiando e vai me sustentar. E é
por isso que eu me deito. E é por isso
que eu descanso. Se hoje o seu peito
treme, não faça do temor o seu mestre. É
isso. Faça do Senhor seu sustento. Deite
diante de Deus. É isso que Pedro tá
dizendo. Levemos.
Coloquemos sobre Deus.
E acorde lembrando, se você permanece, é
porque ele te sustentou. É o que Davi
diz.
Quem é sustentado por Deus, ele tá dizer
o seguinte: pode dormir quando está
cercado.
Ele mesmo não precisa ser o vigia da sua
vida. Ele não é o guardião, ele mesmo de
Israel.
Então, o mais não expulsa os inimigos do
lado de fora, queridos. Mais ele expulsa
o usurpador dentro de nós, o medo
querendo ser rei nossos corações. Ele
muda o trono, ele recoloca Deus no
centro e o medo
não deixa. Não é que o medo é algo que
não existe. Ele passa a ser só o que ele
é, uma criatura.
E quando Deus volta a governar o
coração, a oração volta realmente
a respirar. O céu volta a ser ouvido e
até o sono vira uma confissão.
A noite ainda existe,
não é? Mas ela já não é dona. Deus não
prometeu um caminho sem flechas.
Ele prometeu: "Eu serei o seu escudo".
Virão flechas de todos os lados. Não
espere segurança externa. Espere
segurança na sua alma.
e não um escudo distante. Ele diz no
versículo 3, um escudo ao redor. Não é
conforto barato, é a presença soberana
no meio do perigo. Ah,
e
escudo ao redor, ou seja, é uma proteção
dentro do perigo.
O escudo não serve se não houvesse
perigo. Ele serve exatamente para deter
flechas, ataques
que estão acontecendo.
O medo adora uma mentira simples. Se
Deus me ama, nada de ruim vai acontecer.
Mas a Bíblia nunca fala a respeito
disso. O Salmo 13 foi escrito por alguém
que está com poeira no rosto, está
dormindo numa caverna,
está fugindo.
Perseguição nas costas. Davi não está em
um retiro
espiritual, ele está fugindo.
E ali ele confessa que o Senhor é escudo
ao redor dele. Repare no detalhe, ao
redor não é um escudo que ele segura com
o braço, como se Deus fosse uma
ferramenta dele. É um abrigo.
É um escudo que envolve ele como se Deus
fosse a atmosfera
no seu caminho. Isso muda tudo. Deus não
é um escudo no sentido de que eu mesmo
seguro o escudo e tô tentando me
defender com Deus, usando Deus.
Porque isso seria um amuleto tentando
impedir flechas. Um escudo ao redor
sustenta você quando as flechas existem
e estão vindo.
Você não se defende com esse escudo.
Esse escudo te defende. O coração quera
uma proteção que evite dor. Mas Deus
muitas vezes protege você na dor.
Protege Davi fugindo. Vai dar ele paz
assim. Porque esse alarme mostrou Davi,
ele seguiu as fumaças, viu onde estava.
A dor pode ser disciplina, não
condenação, pode ser misericórdia, pode
ser o Senhor salvando você de um mal
maior, expondo os seus ídolos,
quebrando sua autoconfiança, arrancando
raízes de orgulho. O medo vai chamar
cada uma dessas coisas de perda.
A graça chama isso de livramento
disfarçado.
Davi não perdeu o trono, a família e o
bom nome. Deus está livrando ele de
coisas maiores que eram aquelas coisas
serem
seu abrigo.
Quando o texto diz ao redor, ele está
dizendo: "Não há ponto do cerco que Deus
não toque." Se Deus tá a todo ao redor,
não há um ponto sequer
daqueles muitos que estão atrás de mim,
daquelas muitas línguas, das muitas
ameaças, dos muitos perigos. Não há um
ponto
que Deus não toque. Não é que ele me
protege de muitas coisas. Ele está ao
meu redor. Nada pode chegar até a mim
sem passar por ele. Você pode estar
cercado de inimigos, mas você também
está cercado do Senhor. Ele também te
cerca.
O mundo vê apenas o anel de ameaças. A
fé vê
o anel maior do governo de Deus no seu
santo monte. O medo mede a situação, a
fé mede o Deus que está nela.
E aqui é um chamado devocional. Pare de
transformar Deus em garantia de
tranquilidade,
de vida tranquila. O Senhor não é o
prêmio para quem obedece, não é como
presente de Natal.
Ele é o próprio Deus santo e fiel que
conduz os seus pela estrada da
santificação, conduzindo Davi por esses
caminhos. Se você só confia quando a
vida é macia, você não confia em Deus,
você confia nas circunstâncias.
Mas o escudo ao redor é dado para noites
reais, ataques reais, ameaças reais,
perigos reais,
para fugas reais, para ataques reais,
para quando o coração diz: "Eu não dou
conta".
Então, ore assim: "Senhor,
não me prometas ausência de flechas.
Prometa-me a tua presença ao redor."
É o que Davi está fazendo. E depois
observe, a proteção divina não é sempre
retirar o perigo. Às vezes é impedir que
o perigo vire dono da sua alma,
porque é isso que faz o medo se
transformar em ansiedade e o ciclo
continuar.
Pior é porque
eh
o perigo se torna o dono da sua, se
torna o senhor, se torna o profeta, se
torna quem prega para você.
Deus é o escudo fazendo, mantendo a fé
viva. Às vezes guardando a tua
integridade no meio daquilo,
às vezes conduzindo você para um vale
para livrar você de um abismo. Deus não
é um amuleto.
Ele é o guarda soberano. Ele não é um
amuleto que te protege das coisas. Ele
controla até as coisas que são a nossa
ameaça.
E quem está guardado por ele pode
atravessar a guerra. sem perder o Senhor
como centro. E quando você sentir que a
guerra é grande demais, lembre, o escudo
não é uma ideia. O escudo é o Senhor. Tu
és o escudo ao meu redor. Ele não cobre
apenas seu corpo, ele guarda o seu
coração. Ele guardará nossas mentes e os
nossos corações em Cristo Jesus. Você
vê, não é um escudo do meu corpo, ele é
um escudo, ele é uma proteção para a
minha mente, é uma proteção para o meu
coração.
E a paz de Deus que excede todo
entendimento, guardará as vossas mentes
e os vossos corações. Ele sustenta a sua
esperança contra a vergonha, contra a
acusação.
O Salmo 13 não apresenta uma fé que foge
do perigo. apresenta uma fé que anda em
direção a Deus, mesmo quando isso parece
irracional.
E é o que muitas pessoas dizem quando
elas contrapõem o manímo secular à
palavra de Deus. A confissão de que o
Senhor é um escudo ao redor, no verso
13, não é um convite para recuar, é uma
força para seguir. Ah, porque há um tipo
de proteção que só funciona em
movimento.
Não é proteção para fuga,
é proteção para obediência.
Deus nos protege não até a gente
conseguir fugir do problema. Ele nos
protege para obedecermos.
O medo sempre oferece um atalho. Volte,
pare, desista, negocie com o pecado,
preserve-se a qualquer custo. O medo tá
sempre te dando conselho de Pedro, mas
sempre a voz do diabo. Pedro fala para
Jesus: "Não faça isso contigo mesmo. Não
vai para Jerusalém".
A resposta de Jesus para o conselho do
medo foi para atrás de mim, Satanás.
Mas o coração que teme a Deus aprende
outra lógica. A lógica do fim. Você não
vê o fim, você não entende o mapa, você
apenas sabe.
Deus está guiando, está me guiando. E se
ele está guiando a direção, é vida,
porque ele é a vida.
Ainda que pareça uma descida, a vontade
de Deus raramente parece uma linha reta
aos olhos da carne.
Por isso que Deus diz: "Meus pensamentos
não são os vossos pensamentos.
Ela tem curvas, ela tem corredores
escuros, ela tem o calvário.
Nunca estaria no seu pensamento isso,
que o caminho passava pela cruz.
Ela tem partes estreitas. Mas às vezes
ela leva para lugares onde a alma diz:
"Isso não pode ser o caminho". Era o que
todo mundo achou sobre a cruz. Isso não
pode ser o caminho de Deus. É horrível.
O
texto nos dá uma imagem simples, não é?
e
eh
nos guia como uma criança pode ser
guiada nessas histórias em que alguém
para não se perder vai colocando eh
sementes ou segurando um um barbante
porque espera que aquilo lhe traga de
volta, mesmo quando você está passando
por lugares desconhecidos.
Mas no caso de Deus é estranho, porque
quando você começa a seguir a linha, ela
vai para lugares muitos estranhos que
você achava que ela não devia ir, mas
até que você aprende a única coisa
necessária.
O fio de Deus é confiável.
Mesmo quando o caminho não é
compreensível,
a gente continua. É o que Davi está
fazendo. Ele não foi eh eh eh
Deus não tem que explicar o fio que ele
manda você seguir.
Você segura o fio e volta segurando o
fio. O nome disso é discipulado.
Você quer que Deus te proteja. Ele
promete, mas ele não promete do jeito
que o seu medo exige. Muitas das vezes
nossos medos têm exigências para Deus.
Deus não ouve as exigências dos nossos
medos.
Ele te protege enquanto você o segue.
Muitas vezes seguir significa entrar em
intenção, suportar perdas, dizer não a
desejos antigos, permanecer fiel quando
seria mais fácil mentir, calar, ceder,
abandonar.
Dá uma definição humanista.
O filho da obediência parece duro, mas
ele é misericórdia. Porque um grama
de desobediência
pode te ferir mais do que toneladas de
aflição.
Milhares de inimigos não podiam fazer
mais mal a Davi do que se lhe deixasse o
medo ser seu conselheiro e não Deus.
Então, quando a ansiedade te empurrar
para trás, faça a pergunta: Qual é a
direção do filho de Deus? O que a Bíblia
diz?
O medo tá dizendo que a coisa melhor
fazer é isso. E está me levando para uma
ansiedade
que faz eu cada vez mais querer fazer
isso e justificar isso. Mas
então você não pergunta qual é a direção
do alívio? Qual é a direção do meu
orgulho? Estão difamando o meu nome.
É o que Davi diz. Qual é a direção do
meu controle? Qual é a direção do
Senhor?
A fé anda no escuro sem largar a
direção, queridos. Ela não pede
simplesmente que a luz seja acesa. Davi,
eh, Isaías disse: "Quando eu andar na
escuridão, eu i de confiar em ti, seja,
vou confiar na tua palavra, vou seguir o
fio." É isso. Em cada passo obediente, o
escudo ao redor se torna mais visível,
você começa a vê-lo mais.
estava lá, mas a fé começa a vê-lo não
como ausência de flechas, mas como essa
presença que preserva a alma. Essa paz
de Deus quer ser todo entendimento.
A proteção de Deus aqui não é fuga, é
direção. E o Senhor diz: "Siga
e eu estarei ao redor. Tome a sua cruz
diariamente.
Siga, eu vou estar como um escudo."
Então, há um momento em que o medo muda
de linguagem.
Ele para de dizer cuidado e começa a
dizer volte, volte, volte,
retroceda. E quando ele diz volte, ele
não está oferecendo prudência, apesar de
que ele pode dar esse nome e você também
pode dar. Ele está oferecendo apostasia
e miniatura, uma desistência silenciosa,
um recu espiritual. Abrace como verdade
coisas que negam o que Deus diz.
O Salmo 3, porém, ensina uma outra arte,
né, de arte de permanecer. Davi estava
cercado e ainda assim ele suplica que o
Senhor se levante e o livre. Verso 7 e
8. Ele não está pedindo um esconderijo,
ele está pedindo
justiça. Ele não está pedindo permissão
para fugir do caminho. Ele está pedindo
que Deus governe
o caminho. Isso é importante porque a
alma em pânico quer trocar fidelidade
por sobrevivência,
por qualquer coisa que me faça me sentir
melhor.
Quer trocar santidade por paz imediata,
ainda que seja paz, paz, quando não há
paz.
É óbvio que as pessoas sentiram mais em
paz. Quando os profetas falaram paz,
paz, aí elas ficaram sem o medo da
Babilônia. Então eles ficaram em paz,
mas eles não estavam em paz.
O medo quer trocar Deus por alívio.
Aqui a escritura coloca diante de nós um
fato simples e duro. Há apenas duas
direções.
Obedecer é difícil
num mundo caído. Desobedecer é fatal.
Obedecer pode parecer lento, confuso,
caro. Não parece para Jesus.
lento,
caro.
Desobedecer parece rápido, claro,
barato, mas esse barato cobra muitos
juros.
O pecado sempre cobra no fim. Ele
promete escape e entrega o quê?
Prisão.
Ele faz você ser aconselhado pelo medo e
te entrega ansiedade.
Ele promete controle, te entrega
vergonha. Ele promete vida e te entrega
morte. Por isso, o escudo ao redor não é
cobertura para rebeldia, para nós
seguirmos outra verdade, entre aspas.
É a proteção para você seguir o Senhor.
Não porque Deus ama mais os obedientes,
como se a obediência comprasse amor, mas
porque a obediência é o caminho onde
você pode saborear a presença de Deus.
E é quando você saboreia Deus, quando
ele é uma alegria indisível,
é que você pode enfrentar todas as
coisas. Quando você corre para longe do
Senhor, você corre para longe da sua
própria segurança, mesmo que pareça ser
o caminho que o medo, não é? Mesmo que
seja seguir o conselho que Pedro estava
dando a Jesus, quando você se volta para
o pecado, você se volta para um chão
escorregadio,
não é seguro.
O medo diz: "Seja prático". A fé
responde: "Seja fiel".
A voz da carne diz: "Faça o que
funciona". Portanto, você vê o medo é a
carne falando de várias maneiras. A voz
do espírito diz: "Faça o que é
verdadeiro". Aqui está o paradoxo. 1 gr
de desobediência fere mais do que
toneladas das aflições que Davi estava
experimentando. Porque a aflição pode
ser um instrumento de Deus, mas a
desobediência não é.
É uma ruptura com Deus.
A aflição pode ser um instrumento como o
espinho de Paulo. A aflição pode
purificar, mas o pecado corrompe.
A aflição pode te humilhar,
humilhar seu orgulho, mas o pecado
endurece o seu coração.
E se você pensa que isso é
inumano, né? não é humano. Lembre-se do
próprio Cristo. Ah, houve um jardim,
houve um suor, houve um temor real.
O filho da vontade do pai conduzia um
túmulo, o que parece para nós um beco
sem saída.
Mas ele não correu para trás, ele seguiu
o fio.
E o túmulo não foi um beco sem saída,
não foi um fim.
E nós não podemos pensar em nada pior
que um túmulo, mas definitivo. Mas você
vê, não há becos sem saídas para Deus.
A obediência atravessou a morte e
encontrou a ressurreição. Isso redefine
a nossa luta. Você não está obedecendo
para dar certo. Você está obedecendo
porque Deus é Deus e porque a vida está
do outro lado do caminho que ele nos
conduz. Ainda que parece está levando
para o túmulo. Portanto, quando o medo
apertar você e você quiser recuar, faça
uma confissão curta.
Como Pedro falou: "Senhor, eu tremo, mas
eu vou seguir.
O escudo não te infantiliza. Ah, ele te
conduz e conduzido por Deus, você pode
caminhar com medo sem cair. É assim que
o medo é vencido em vez de virar
ansiedade.
O escudo de Deus não é uma promessa e eh
de vida macia, mas Deus tá prometendo:
"Eu vou te dirigir de maneira fiel".
Ele não trata você como uma criança
mimada, nem a mim, mas ele nos trata
como um filho que ele conduz. Ele não
tratou o seu próprio filho como uma
criança mimada.
E quando você aprende, aprende a seguir,
você descobre: "A guerra continua". Mas
sempre o Senhor, como tá no versículo
13, está ao redor.
Então, há um medo que vem de fora e é um
medo que nasce dentro.
O primeiro ameaça o seu corpo
como inimigos de Davi, mas o segundo
desmantela o Sen eu. Quando o coração
treme e eh eh sem nome, é porque algo
que tinha peso foi tocado. Algo que você
realmente colocava como sua segurança,
algo que você chama de meu valor, minha
segurança, meu futuro. Como a gente viu,
a escritura chama isso de peso de
glória. E Deus em misericórdia pergunta:
"Onde está a tua glória?
O medo profundo não nasce só do perigo,
ele nasce do peso, daquilo que nós damos
mais glória na nossa vida.
Do lugar onde você colocou o seu centro
de gravidade. A escritura chama isso de
glória. E glória é peso. É aquilo que
quando está firme você tem chão. Quando
não está você perde o chão. É aquilo que
quando treme te derruba por dentro.
Davi está no deserto, ele tem inimigos
na estrada. Há uma guerra mais íntima do
que os inimigos atrás dele. Há uma
guerra dentro dele. É ela que ele está
vencendo agora.
A voz diz: Deus não vai te livrar. O
golpe não é apenas contra a pele, o
corpo, não. É contra o nome, contra o
sentido, contra quem ele é. E por isso
ele não responde primeiro com plano, ele
responde com Deus. Não plano de fuga dos
inimigos externos, mas tu, Senhor, tu és
a minha glória. Tu és o peso, não é meu
trono, o peso, aquilo que eu dou, o peso
final que faz minha vida segura. Não é
minha família, não é meu filho,
não é minha segurança, mas tu, Senhor.
Verso 3, é minha glória. Perceba o
choque. Ele não diz tu me dás glória,
ele diz tu és.
Deus não é um degrau para subir. Deus é
o próprio peso que nos sustenta.
É a única coisa que se fosse tirada
ficaríamos sem chão. É o que Davi tá
dizendo. Quando ele é glória, você não
precisa mendigar importância. Você não
precisa beber a aprovação como se fosse
água. Muitos estão falando de mim da
Davi disse, mas isso não vai ter o peso
que o que tu falas tem.
Porque eu não dou glória aquilo, dou
glória à tua fala. Você não precisa
fabricar identidade como uma sua
performance. Você descansa em quem Deus
é. A ansiedade denuncia quando a glória
está no lugar errado sempre.
Ah, mas isso aqui é real. Então, tudo
que tá acontecendo na vida era real
também.
Porque o que você chama de eu sempre se
apoia em algo. O nosso eu, ele precisa
estar apoiado em alguma coisa para se
sentir seguro. Se sua glória está no
dinheiro, o extrato é o seu juiz. Quanto
mais o extrato cai, mais
sua paz se esvai.
Se sua glória está na reputação,
qualquer comentário sobre você vira uma
sentença muito maior.
Se sua glória está na família, uma crise
vira o apocalipse.
Se sua glória está no controle, qualquer
surpresa vira terror. Coisas boas podem
virar tronos.
Jeremias diz que quando alguém é uma
árvore plantada em Deus, não teme.
Quando o terror chega, você vê, e todo
trono falso cobra o mesmo imposto.
A qualquer trono, qualquer coisa que se
tornou gloriosa na sua vida, que se
tornou rei, cobra o imposto. E o nome do
imposto é medo.
O medo, então, é um tipo de liturgia.
Ele revela onde o seu coração se
prostra, onde mostra, ele mostra o altar
secreto da tua alma. E Deus em
misericórdia te chama a mudar de centro,
não com slogans, mas com arrependimento
de ter feito qualquer coisa,
ter glória
com deslocamento real do amor. Porque
onde está o teu tesouro, aí estará o teu
coração. E o coração, sem perceber,
transforma tesouros em deuses.
Davi aprende a dizer: "Tu és a minha
glória".
E isso é mais do que consolo, queridos.
Isso é reordenação da alma.
É tirar o peso do pó. É parar de pedir
que coisas frágeis carregam, carreguem o
infinito para nós.
É confessar: "Eu fui feito para Deus.
Só Deus é grande o bastante para ser meu
peso.
Só Deus é santo bastante para ser o meu
centro. Só Deus é estável para ser o
chão que eu piso, que me firma ser a
rocha.
E aqui a graça, porque se Deus é a
glória, só tu és a minha glória. Então a
perda não precisa ser identidade.
Nada que é em si mesmo atemorizante
precisa se tornar ansiedade e governar.
A vergonha não precisa ser a última
palavra. A acusação não precisa ser
trono. Você pode chorar, mas não precisa
ser governado por nada. Você pode
tremer, mas não precisa se entregar a
nenhum tipo de pânico, porque sua
dignidade não está no que você segura.
Está em quem te segura. Mas tu, Senhor.
Quando Deus volta a ser glória, o medo
muda de tamanho. Ele ainda existe.
Você ainda vai perceber o que é uma
ameaça,
mas ele não governa mais. Davi ainda
sabia que seu filho estava atrás dele,
que havia milhares. Não era uma ilusão.
Ele para de ser senhor. E o medo vira
algo interessante, vira um sinal.
Sinal de que você precisa voltar ao
centro.
Quando o medo é só ameaça, você vai
procurar sempre sua saída. Quando o medo
é acusação, você perde
a cabeça. A cabeça baixa não é apenas
cansaço, é vergonha.
E a sensação de ser eh desmentida é o
peso de uma história que parece dizer:
"Acabou,
acabou". Por isso a frase de Davi é tão
humana e tão santa: "Tu és o que levanta
a minha cabeça."
Ele não pede primeiro que o exército de
Absalão suma, ele pede que a alma pare
de se curvar
para essas coisas. Porque o inimigo quer
mais do que te ferir. Ele quer te
curvar.
Ele quer que você se prostre a esses
falsos deuses. Quer que você viva
olhando para o chão, que você carregue o
rosto como quem foi rejeitado pelo céu.
Mas Deus não é como as vozes.
Deus ergue. Tu é quem ergues a minha
cabeça. Não ergue com bajulação. Não
ergue me dando diagnóstico errado.
Ele não chama pecado de virtude
ou de disfunção.
Ele não faz você um herói para maciar,
massagear seu ego. Ele ergue por graça a
tua cabeça. Ele ergue por causa do seu
filho, pelo que ele fez.
Ele ergue porque seu nome está sobre
aqueles em que está a sua aliança.
A cabeça se levanta quando Deus volta a
ser a tua honra.
Isso significa que sua aceitação não
nasce do seu desempenho.
Deus levanta sua cabeça apontando para a
cruz e não para você.
Porque se dependesse do desempenho, Davi
estava perdido. A história dele tem
coisas para acusá-lo e dizer: "Você tem
que se manter cabeça baixa mesmo."
Havia culpa reais, havia falhas reais. E
ainda assim ele ousa dizer: "Tu levanta
a minha cabeça". Como? Porque ele sabe
que o Senhor não é apenas juiz. Deus é o
seu refúgio, é o seu salvador.
O Deus santo que disciplina também
guarda. O Deus que humilha o orgulho
também cura o quebrantado. É por isso
que Pedro falou para você levar lá o
medo profundo disse: "Eu falhei, não
tenho mais lugar, não tenho mais
segurança".
A graça responde: "Se você é meu, eu não
te abandono nunca, nunca, nunca, nunca
eu te deixarei."
É assim, é a diferença entre fugir de
Deus e voltar para Deus. Quando a cabeça
está no pó, você só vê sua miséria, seus
inimigos, seus problemas, suas ameaças.
Quando Deus levanta sua cabeça, você
volta a ver quem? Deus. Ele levantou sua
cabeça, tirou ela do chão
e ver o Senhor muda a geometria do teu
coração. Por isso Paulo fala sobre a paz
que excede todo entendimento, porque a
geometria do coração é mudada. O texto
também diz que ele concede glória,
ou seja, ele dá peso à nossa vida. Não a
dignidade do orgulho, mas a dignidade da
criatura escolhida soberanamente por
misericórdia, mesmo ela sendo indigna. O
medo quer que você viva sobre o olhar
humano. Deus te chama para viver
corondel diante dos olhos dele.
Porque o olhar que define você não é o
da multidão, é o de Deus que vê você
através da cruz.
Quando o Senhor te honra, ele te chama
de volta ao caminho. Ele não promete uma
vida sem cruz, mas ele promete: "Eu vou
manter seu rosto erguido". O autor de
Hebreus pode falar assim: "Mantendo
nossos olhos fixos no autor da nossa
salvação."
Ele coloca a esperança onde havia cinza.
Ele dá coragem para obedecer quando
ninguém aplaude. Se você eh eh hoje tem
a sua cabeça baixa, não tente erguê-la
com vaidade.
Auto ajuda,
humanismo secular,
porque essas coisas não levantam a nossa
cabeça para Deus.
Elas nos fazem olhar mais para o chão.
Não busque honra em plataformas frágeis.
Peço ao Senhor que seja o seu
levantador. Só Deus pode levantar nossas
cabeças. E ele só faz isso em seu filho.
O caminho,
caminha em arrependimento, em fé, porque
Deus levanta a cabeça. Esse Deus não faz
isso mentindo.
Ele te levanta para te conduzir. Ele
ergue para sustentar.
E a ansiedade é um mensageiro
insistente.
Ela chega cedo e ela volta à noite. Ela
chega cedo e ela volta. Ela não explode
o susto. Ela infiltra como goteira na
nossa vida.
E depois de um tempo, você já não sabe
onde termina o mundo e começa o seu
medo.
O Salmo 3 nos ensina não tratar essa
fumaça como destino, mas como um sinal.
Essa fumaça tem algum altar falso que
está queimando ela. E o fogo quase
sempre está nesse altar secreto do
coração. Um lugar onde algo bom virou
absoluto,
onde algo criado
está agindo como criador na nossa vida.
Por isso, siga a fumaça até o fogo,
em vez de dar outros nomes para isso. A
resposta dói porque ela vai revelar o
quê? ídolos na nossa vida.
E ídolos não são estátuas, não é? São
amores desordenados,
amores não cativos
a glória de Cristo.
São seguranças que você transformou em
salvação.
O medo vira mestre quando Deus vira um
detalhe e então o medo vira ansiedade.
Quando Deus é detalhe, é óbvio que você
precisa de um Deus que não seja um
detalhe.
Pode ser controle, aprovação, pode ser
qualquer coisa, pode ser a imagem do eu.
Se fosse Davi estava perdido, o nome
dele estava no lixo.
E esses ídolos pedem sacrifícios diários
e no fim ele rouba a paz, transforma o
medo em ansiedade e sempre é
descendente.
Então, o arrependimento não é apenas
remorço, é recolocar o amor, é trocar o
centro.
Isso começa com você confessando,
Senhor, eu coloquei meu peso onde não
viia. Agora eu estou com medo.
É abandonar o trono do eu. É aceitar ser
criatura, porque o orgulho quer ser
Deus. Por isso a gente faz de outras
coisas Deus. E por isso o orgulho vive
com medo. Medo. Ele teme o imprevisível.
Porque o imprevisível prova que ele não
é tão grande como ele achava o nosso
ego.
Mas o Senhor reina, ele governa a
história e também nossos novos corações.
Providência não é teoria, é a mão
invisível sustentando. Se Deus é bom e
soberano, você pode soltar o punho de
qualquer coisa que você está segurando.
Você pode perder controle sem perder
Deus.
A fé, porém, troca controle por
fidelidade. Ela aprende a dizer: "Tu és
o escudo ao meu redor." Não, eu não diz:
"Eu vou dar um jeito,
mas tu me cercas". E isso muda o dia.
Mudou o de Davi. Você obedece mesmo
tremendo. E como você não dá governo ao
medo, ele não vai virar outra coisa.
Ele vai ser apenas uma criatura
que vai ter que se prostrar diante do
criador.
Você ora em vez de ruminar o medo, ve
deixar ele pregar para você, você serve
em vez de se preservar, porque o amor
expulsa todo medo. Quando Deus é o
centro, quando o amor está no lugar
certo, todos os medos são expulsos,
porque nada mais é o seu chão. O amor
lança fora todo medo.
O amor desloca o eu do centro. O amor
corta então a raiz do pavor,
do medo que se tornaria ansiedade e
continuaria. Siga a fumaça, encontre o
fogo, entregue o fogo ao Senhor. Coloque
o ídolo no chão como Dagom ficou diante
da arca.
Não esconda. Traga a luz. Não dê a ele o
nome humanista secular.
Traga diante de Deus.
Lancemos sobre Deus. Pedro diz: Deus não
pede que você se cure,
ele pede que você se renda.
E quando você se rende, ele purifica. A
vida pode continuar difícil,
mas você não precisa continuar escravo
da vida.
A ansiedade
só diminui e se vai quando o altar muda.
Se o altar ficar o mesmo, ela não tem
como ir embora.
Quando Deus é glória, o nosso coração
começa a respirar
e tudo vai começar a ficar bem dentro de
nós. É isso que é a paz de Deus que ser
de todo entendimento.
Mas para o Senhor que governa e
sustenta, não é? Quando Deus é glória, o
coração volta ao lugar certo. Qual o
lugar certo do nosso coração? De
criatura
dependente, guardada, que depende de um
escudo, de uma glória
que não seja parte da criação. E para
terminarmos, o medo profundo não é só
extinto. O medo é um instinto em nós,
mas não é só instinto. Ele é muitas
vezes culpa com voz.
É a sensação de que se Deus se
aproximar,
eu serei consumido. E por isso o coração
tenta se proteger até de Deus com nomes
falsos para o que nós vemos em nós
mesmos. Em vez de falarmos como Davi,
sonda o meu coração e veja se h algum
caminho mau, nós começamos a dizer que o
mal não é mal.
Para isso serve o nosso humanísimo
secular. Como um homem cercado pode
descansar,
pode ter paz. Como um pecador acusado
pode levantar a cabeça diante de Deus?
Só se Deus o fizer.
Tu é quem ergues a minha cabeça.
O texto diz: "O Senhor, ao Senhor eu
clamo em alta voz e ele me responde do
seu monte santo." O monte santo não é
cenário, como eu disse, é fundamento. É
porque o monte santo é o lugar de Deus
na Bíblia. É o lugar da santidade. É o
lugar do governo, é o lugar da sua
soberania.
E para um pecador isso poderia ser um
terror, porque santidade não combina com
culpa, não combina com o meu medo, não
combina com a minha ansiedade.
Então a pergunta aparece mesmo quando
não é dita. Por que Davi não foge do
Deus santo? Porque ele clama em vez de
se esconder com definições humanistas.
Porque ele espera resposta em vez de
esperar juízo de Deus.
Porque ele sabe que no Monte Santo
existe um sacrifício, existe um
propiciatório,
existe um caminho de perdão, existe
substituição apontada. A presença de
Deus não era apenas trono, era também o
altar.
E o altar ensinava uma linguagem que o
medo não consegue inventar.
Culpa
real é tratada
no sacrifício real. Se você não tem
culpa real, Jesus não tem nada para
fazer na sua vida.
O que você chama por outros nomes não
pode ser colocado sobre ele.
Pecado pode ser coberto. O impuro pode
ser recebido.
O a oração confiante não nasce da
autoestima, nasce da visão da graça
soberana de Deus.
Quando a consciência acusa, você tem
duas opções. Ou tentar se justificar
ou correr para o perdão.
Quem tenta se justificar vai viver com
medo constante, porque justiça própria é
frágil.
Todos os ídolos são frágeis. Você pode
se justificar, mas você vai estar sempre
sabendo tem algo errado.
Mas quem corre para o perdão encontra o
quê? Encontra chão, finalmente encontra
aquilo que tem glória.
Sem graça, o medo vira escravidão.
Porque se Deus é apenas avaliador, você
nunca descansa.
Você nunca sabe se sua vida foi
suficiente.
Você nunca sabe se será aceito. Então
sua vida vigilância, sua religião também
vira ansiedade.
Porque Deus tá deixando isso acontecer.
Sua oração vira tentativa de controlar
Deus, mas com graça o medo vira oração,
medo real. Você pode dizer: "Senhor, eu
tremo, mas eu venho a ti, não vou ouvir
a voz do medo. Ele não é um rei na minha
vida.
Ele não vai transformar o que ele é em
ansiedade, certa. Você pode dizer:
"Senhor, eu falhei, mas eu clamo a ti
mais, mais". Você pode dizer: "Senhor,
eu não tenho mérito, mas eu tenho um
refúgio. Eu não tenho mérito, mas eu
tenho um salvador. Eu tenho um
substituto."
O monte santo é o lugar de resposta,
porque é o lugar da santidade
reconciliadora de Deus. Não é o lugar da
santidade que nós conquistamos.
É o lugar onde ele fez do seu filho
justiça, santificação por nós. O pecador
não é minimizado. É o único lugar onde o
pecado, o mal é tratado na nossa vida e
não justificado
e não recebe nomes humanistas.
A culpa não é negada, não é justificada
com discursos, ela é removida pelo meio
que Deus estabeleceu. Só uma maneira de
tirar culpa.
E aqui o medo perde o argumento. Porque
o medo diz: "Você não pode chegar." A
graça diz: "Chegue". O medo diz: "Você
vai ser rejeitado". A graça diz: "Há um
sacrifício suficiente."
O medo diz: "Não há segurança." A graça
diz: "Há perdão. Quem tentará acusação
contra os escolhidos de Deus?"
Quando isso entra no coração, a noite
muda. O inimigo pode estar perto, pode
até gritar, rugir como um leão, não é?
Mas a consciência encontra repouso. O
repouso espiritual se torna a base para
coragem.
Não coragem teatral, mas uma coragem
humilde, porque é baseada em outro.
A coragem de quem sabe, eu sou pecador,
mas eu já fui recebido.
É como Deus dizendo para, a gente não
pode entrar nisso, mas é um texto que
vocês conhecem e podem eh mastigar em
casa. É Deus dizendo em Gênesis 15:1
para Abraão, não temas.
Eu sou o teu escudo e a tua grande
recompensa. Então, o mesmo Deus que
cercava Davi no deserto fala com Abraão
à noite.
Nós sabemos que Abraão falou: "Ó,
Senhor, como eu poderei saber?" E Deus
disse: "Prepare os animais, parta eles
no meio." E Abraão já sabia, então, que
ia cortar uma aliança com Deus. Mas nós
sabemos que na hora Deus passou sozinho.
E Deus estava dizendo: "Eu vou pagar se
eu não cumprir minha parte e eu vou
pagar se você não cumprir a sua.
Eu vou pagar por nós dois. Eu não vou
descumprir minha parte, mas você
vai, mas eu vou pagar." E é o que Deus
fez. Então, o medo quer garantia de que
Deus não vai soltar o medo de Abraão.
Como é que esse medo foi curado? foi
curado Deus dizendo: "Eu vou passar por
nós dois.
Você não pode ser alcançado.
É assim que o medo dele foi tratado. O
juramento com sangue e o espanto é esse.
Deus assume o custo. Deus se coloca como
garantia. Deus se compromete de tal
forma que a promessa não depende do
servo Abraão, só depende dele. Então,
como é que o medo pode subsistir quando
toda aliança depende só de Deus? Como é
que o medo pode me acusar se nenhuma
acusação pode ser feita contra aqueles
que Deus passou entre os animais ele
mesmo? Se Deus é o escudo ao redor, é
porque ele decidiu ser. E isso teve um
custo imenso.
E se Deus decidiu que ele mesmo seria o
preço pago,
se preciso, o pacto de Deus então não é
barateado,
mas também não é quebrável. Você saberá
porque Deus se amarra a promessa com
fidelidade. Você saberá porque Deus não
trata a sua palavra como opinião, mas
como aliança. Você não vai trocar a
palavra de Deus pelas ecos do mundo ou
os ecos do medo. Aliança responde: Ele
não muda. Ele não muda porque ele está
aliançado a fazer a parte dele e a sua.
O medo diz: "Você vai cair". A aliança
diz: "Eu vou te segurar". O medo diz:
"Você não é digno". A aliança diz: "Eu
sou fiel e justo".
Quando o coração vê que Deus assume o
custo, a fé ganha nervo
e o medo cede. Não o nervo do orgulho,
mas o nervo da da confiança é o que a fé
desenvolve. Ao matar o outro. Você
começa a entender, a minha segurança não
está em eu segurar Deus com força.
Minha segurança está em Deus segurar sua
promessa, sua aliança com fidelidade.
Isso muda a oração. Você não ora como
quem negocia, você ora como quem se
apoia, como se Deus é a sua única rocha.
Realmente
você não ora para convencer Deus. Você
ora porque Deus já se comprometeu.
A certeza não nasce do seu sentimento,
nasce do nome de Deus. E isso é
infinitamente maior do que qualquer medo
no mundo. Você tem argumentos.
Você não ouve a pregação do medo. Você
tem resposta. No fim, o medo é derrotado
quando o centro muda. O medo vive de um
eu curvado sobre si mesmo. Então o ego
entra em pânico. Isso é ansiedade.
Ele é a preservação eh desesperada. Ele
a é o coração dizendo eu, eu eu eu vendo
todas as profecias do medo. Por isso a
escritura diz: "O amor lança fora todo
medo." Não porque o amor seja uma edoção
doce, mas porque o amor é deslocado das
coisas para Deus.
o único lugar absoluto para o amor.
E quando eu saio do centro, o medo perde
governo, porque o medo é a ameaça que eu
sinto contra o meu eu.
Veja como o Salmo 3 termina. Davi pede
livramento, sim, mas ele termina olhando
para o povo do Senhor vem o livramento.
Ele tá pregando o que a o que Deus faz
na vida dele para todo para todo o povo.
Sobre o teu povo seja a tua bção. Isso é
decisivo. Ele não está buscando apenas
paz interior como fim. Ele está buscando
coragem para espalhar a verdade de Deus.
Ele quer justiça porque ama, ele quer
ordem porque o povo precisa. Ele sai do
labirinto do eu e entra no campo do
amor, não é? A gente pode dizer paz
recebida vira coragem para viver.
O medo sempre vai te prender a você.
Autoproteção, né? Ele te faz medir o
mundo pelo que te ameaça ou pelo que
ameaça o teu conforto. O medo faz isso.
Mas quando Deus volta a ser a tua glória
e quando a graça volta a ser seu
fundamento, a alma se alarga e volta a
enxergar o plano maior de Deus.
Não, você você volta a pensar em
responsabilidade, volta a pensar
no propósito eterno de Deus. Coisas
muito maiores do que você mesmo entram
diante de você e a fé amadurece.
Não é? E
você vê que aqui não há
obediência por moralismo. Isso aqui é um
é um fruto, porque só quem sabe que foi
amado quando era indigno consegue
realmente
ter o amor que lança fora todo medo.
E
você vê que Davi realmente conhecia o
que era pegar o medo e lançar sobre
Deus.
Ele sabe na prática o que Pedro estava
dizendo. Lance sobre Deus a vossa
ansiedade.
Ele está nos dando o caminho.
Então, siga a fumaça. Eu estou
defendendo um ídolo. Eu estou tentando
salvar a mim mesmo. Então, volte. Volte
ao Senhor, volte à graça, volte ao amor,
porque o medo vive dentro do nosso ego e
quanto mais ele eh controla, ele vira
ansiedade dentro de nós. Tudo é uma
ameaça para a nossa existência, para o
nosso ego. E no fim você percebe o maior
livramento não foi a fuga do perigo, foi
a restauração do meu coração.
Foi o retorno ao Deus que sustenta. Foi
a alma aprendendo que não é dona de si,
mas pertence ao Senhor. A última palavra
não é pavor, é aliança, não é fuga, é
amor obediente. O escudo de Deus não é
um truque contra a dor, não é autoajuda,
é a fidelidade do Senhor ao redor dos
seus. E essa fidelidade, essa fidelidade
tem um custo. E Deus quis assumir o
custo numa cruz.
Por isso a cabeça se levanta.
Não ficamos olhando para baixo, para o
que o medo está dizendo, não é? Por isso
o peito respira, por isso a alma aprende
a dormir cercada. Eu me deito e durmo,
porque o Deus que promete é o Deus que
cumpre. Há um custo infinito para ele
mesmo. Vamos ficar de pé. Santo Deus, eu
me aproximo sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
nos pequenos [música]
pensamentos,
nas palavras que eu soltei.
Teu espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha culpa, [música]
não maquio minha dor.
Contra [música] ti eu pequei,
contra o teu santo amor.
Mas que [música] atos minha raiz,
um querer desalinhado.
Eu [música] preciso de limpeza. Eu
preciso ser
lavado.
Cordeiro, minha justiça, [música]
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [música]
me rendo ao teu final.
Jesus
tem misericórdia. [música]
Jesus,
vem me purificar. [música]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado é gritar.
Minha única [música]
defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
[música]
Eu descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música]
é melhor.
Tua misericórdia [música]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro.
Tu és [música] luz e eu sou pó.
Quando eu tento ser dono, eu no [música]
terco em mim só.
Autonomia é mentira,
autossuficiência [música]
também.
Tu és [música] fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho com rico, [música]
venho com mãos sem ter. Não confio no
meu choro, nem o meu [música]
vou vencer. Eu confio na firmeza do teu
pacto, ó Senhor. [música]
Tua aliança é selada no cordeiro
redentor.
[música]
Restaura minha alegria,
tua salvação [música]
em mim.
Sustenta-me com espírito
pronto até o fim.
Jesus [música]
tem misericórdia.
Jesus [música]
vem me purificar.
Teu sangue fulá mais alto que o meu
pecado a gritar.
A minha única defesa [música]
é a cruz é o teu favor. Eu adoro
[música] a tua graça.
[música]
Eu descanso no teu amor.
Inclina [música] o meu coração.
Ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito pronto, [música] mais
doce do meu querer. Guarda-me na
tentação, [música]
na rotina e na aflição.
Tua graça me carrega,
tua mão me põe [música]
de pé
no chão.
Tu me def. Yeah.

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