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O QUE É UMA DOENÇA MENTAL? – HELDER CARDIN

O QUE É UMA DOENÇA MENTAL? – HELDER CARDIN

O QUE É UMA DOENÇA MENTAL? – HELDER CARDIN

Como podemos definir o que são doenças mentais, considerando a antropologia bíblia? Neste vídeo, o teólogo Helder Cardin explica como doenças mentais estão relacionadas à Queda e afastamento de Deus.

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Legendas automáticas:

Vamos pra pergunta, o que é doença
mental? Porque eu acho que ela é central
pra gente seguir, né? Se é um livro que
tá falando de saúde mental e sobre como
as doenças podem impactar e como a gente
pode aconselhar em cada caso, o que é
uma doença mental?
>> Joia. Eh, é até interessante que nesse
capítulo, né, o capítulo dois, deixa eu
voltar um ponto aqui, Saur, que é legal
até para apresentar o livro um pouco na
sua divisão ou composição. Eh, o livro
ele tem três sessões muito bem
divididas. A primeira das sessões lida
predominantemente com essa sua questão,
né? Eh, o que é uma doença mental? Em
que consiste um diagnóstico, onde
entram, por exemplo, medicamentos no
âmbito da psiquiatria para tratar. E aí
nós temos a sessão dois que diz respeito
o que nós como cristãos, o que nós como
igreja, como comunidade da fé, podemos
ou devemos fazer no acompanhamento, no
trato de pessoas que eventualmente
sofram com questões mentais. E por fim,
no que seria a sessão três, ali composta
por cinco capítulos, eh os autores lidam
com áreas específicas, né, eh tensões,
crises, problemas específicos no âmbito
mental, como ansiedade, depressão e
tantas outras coisas, né? Então, assim,
é uma divisão muito legal do livro. Você
tem uma parte teórica profunda do ponto
de vista da medicina, com uma boa
intersecção e diálogo com a escritura.
Você tem uma perspectiva na sessão dois
ministerial, eclesiástica, pessoal, da
mutualidade cristã, muito boa. E depois
alguns estudos de caso, quando os
autores apresentam eh estudos de casos,
que eu diria para você, Saur, muito
reais no âmbito das nossas igrejas, né?
Então, muito legal essa abordagem. Na
primeira sessão, eh, é bem interessante
como os autores trabalham, porque eles
dizem que muitas vezes, diferentemente
dos aspectos orgânicos ou físicos de uma
doença em que alguém, né, pelo corpo não
estar produzindo insulina adequadamente
ou estar com a taxa de colesterol alta,
ou estar com uma febre ou um
desequilíbrio hormonal, e podemos então
dizer que alguém é saudável ou não,
doente ou não, como um câncer, eh uma
perna quebrada, no âmbito mental não é
tão simples assim, né? Não é tão, como
eles dizem, eh, tão binário, preto no
branco, é saudável ou doente. Eh, eu
acho interessante uma definição que eles
trazem pra gente, é quando eles dizem
que doença mental são muitas vezes
versões intensificadas
ou quase que exageradas. Exagerada não
no sentido de fraudulento ou forjado,
né? Mas um exagero, né? de experiências
humanas comuns, como tristeza,
preocupação,
eh, angústia,
medo e tantas outras coisas. Então, é
como se a doença mental fosse essa
versão mais intensa, prolongada ou
contínua de de algumas dessas sensações,
de algumas dessas emoções, de algumas
experiências que teríamos pontualmente
numa determinada circunstância. Uma
coisa muito legal também que eles
trabalham quando eles falam sobre uma
perspectiva bíblica da doença mental,
eles vão dizer que qualquer que seja a
doença mental, ela é consequência ou ela
é fruto ou expressão da queda da queda
de Gênesis 3, que fez com que o mundo
estivesse em desequilíbrio, que fez com
que a nossa própria psique, o nosso
corpo, as nossas relações se
desorganizassem,
né? Ou seja, elas não estão funcionando
como deveriam, segundo o propósito de
Deus. Então, uma doença mental, na
perspectiva dos autores, são essas
versões intensificadas daquilo que
seriam experiências comuns. Por exemplo,
passamos por tristezas, né? Estava até
recentemente eh visitando uma família da
igreja, família extremamente querida,
lidando com um caso de câncer de um dos
seus filhinhos, né? garoto com 9 anos de
idade. Eh, ninguém está preparado para
isso, Saor.
>> Ninguém tem estrutura emocional, física,
orgânica para lidar com isso. Então, ou
seja, são experiências comuns da
humanidade. Eu já passei por uma
situação dessas, né? você não tá
preparado. O que os autores chamam de
doença mental é que esse estado de
tristeza,
de angústia, de medo, receio, no caso de
uma doença mental, acontece de forma
intensa e prolongada,
alcançando expressões externas na
relação que o indivíduo tem consigo
mesmo, com outras pessoas ou com o mundo
à sua volta, de uma forma tão organizada
que não é pontual ou momentânea, né? O
que eu gosto na definição deles é que
eles trabalham o seguinte, né? A queda
traz desordem, né? A queda do pelo
pecado lá de Gênesis traz desordem, traz
caos. Então aquilo que seria natural da
tristeza, a nossa mente, o nosso coração
bagunçam de tal forma a ser muito mais
intenso e prolongado. Então is isso
seria uma definição simplificada aí como
os autores trabalham a ideia de saúde
mental. Interessante. Interessante. Eu
acho que é importante esse destaque.
>> É, então é interessante esse esse
destaque sobre como não é algo tão
objetivo assim. É importante essa essa
advertência, essa ênfase, mas ainda
assim existem alguns parâmetros que
servem para nos ajudar a analisar com
cuidado cada situação, né? Eu acho que
cada situação, inclusive, é uma uma
expressão chave para todo o contexto,
né? a gente tem que analisar com cuidado
>> eh esses casos. E aí ligado à questão do
Sim, pode falar, por favor.
>> Por exemplo, todos nós passamos
naturalmente por algum tipo de medo,
expectativa, angústia ou apreensão sobre
o desconhecido, sobre o futuro, aquilo
que nos foge o controle, né? No entanto,
muitas vezes, algumas desses sentimentos
ou algumas dessas emoções encontram
algum respaldo no nosso coração, algum
vazio ali que não foi completamente
preenchido pelo evangelho, pela palavra
de Deus. E então, por causa desse certo
vazio, né? Por quê? Porque a gente tá
num processo de aperfeiçoamento ainda,
né? determinado ponto do livro, eles vão
dizer que só na eternidade nós vamos
viver livres de tudo isso. Então,
enquanto até lá, estamos sujeitos a
isso.
>> Então, por todas essas coisas pelas
quais passamos, ô Saor, muitas delas
encontram guarida no nosso coração, nas
nossas mentes e são extremamente
potencializadas
e são intensificadas de forma rotineira,
prolongada, muitas vezes tentandoos
lidar por nós vezes e não conseguimos. É
isso que eles vão chamar de uma doença
mental, né? É a ansiedade exagerada, é a
depressão profunda que o indivíduo não
consegue eh sair. Ou até alguns hábitos
escravizadores, como vícios e tantas
outras coisas, que acabam produzindo um
desequilíbrio mental eh impressionante,
que a pessoa simplesmente entra num
ciclo vicioso de autoconsumo, de
autodepreciação e por aí vai, né? Então,
só alguns exemplos do do que seria essa
essa doença mental na perspectiva dos
autores.

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