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Missão na Íntegra está ao vivo!

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Atos 2.46

Legendas automáticas:

Versículo de número 46 e 47. Atos
capítulo 2, versos 46 e 47.
Todos os dias unidos
se reuniam no pátio do templo.
E nas suas casas partiam o pão e
participavam das refeições com alegria e
humildade.
Louvavam a Deus por tudo e eram estimado
por todos.
E cada dia o Senhor juntava-se,
juntava ao grupo as pessoas que iam
sendo salvas.
Todos os dias unidos se reuniam no pátio
do templo e nas suas casas partiam o pão
e participavam das refeições
com alegria
e humildade. A gente vai de novo viajar
no tempo. A gente não tá mais no século
XX.
Não tem mais telas brilhando, não há
mais zumbido de motores, não há o
conforto do ar condicionado, nem do
ventilador
e também não tem a pressa dos nossos
relógios digitais.
A gente vai agora pro ano 30
da era de Cristo, do ano da graça de
nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O
solo acaba de nascer sobre as colinas da
Judeia.
O céu tá com tons de cobre e ouro. E há
uma mistura densa no ar, com um cheiro
de poeira seca levantado pelos cascos
dos animais, fumaça de lenha queimando
nos pátios,
o aroma doce do pão recém-assado e o
cheiro das especiarias dos mercadores
que já começam a montar as suas barracas
nas ruas estreitas.
A cidade de Jerusalém está acordando e
ferve.
É uma panela de pressão política a
cidade de Jerusalém, política e
religiosa.
As ruas de pedra estão lotadas de
peregrinos
que falam dezenas de idiomas diferentes
e tem o tilintar metálico das armaduras
dos soldados romanos que patrulham as
ruas com olhares desconfiados.
E você vê também os sacerdotes com as
suas vestes longas e franjadas,
caminhando apressados.
E você vê também o povo comum, os
trabalhadores
tentando sobreviver
mais um dia, mais um dia sob o peso
esmagador dos impostos de César e das
exigências religiosas dos fariseus, dos
escribas e toda a opressão dos saduceus.
Não faz muito tempo que essa mesma
cidade parou.
Há apenas algumas semanas, o céu
escureceu ao meio-dia.
A terra tremeu de tal forma que as
pessoas
eh ficaram em crise, as pedras se
fenderam, o véu do templo espesso, como
a mão de um homem rasgou-se de alto a
baixo.
A cidade inteira viu,
toda a cidade viu, ou pelo menos ouviu
falar da crucificação daquele
carpinteiro de Nazaré. Jesus.
As autoridades acharam que tinham
resolvido o problema.
Eles levaram as mãos, eles lavaram as
mãos, selaram a tumba com uma pedra
presada, colocaram guardas e voltaram
aos seus negócios. Acabou, pensaram
eles, mais um falso Messias morto.
Mas então algo inexplicável aconteceu
há poucos dias, durante a festa de
Pentecostes,
um som como de um vento impetuoso
varreu uma casa na cidade. Não era vento
natural, era um som que vinha do céu.
Línguas como de fogo desceram e um grupo
de galileus assustados, homens e
mulheres, que até então estavam
trancados com medo de serem os próximos
a ir pra cruz.
De repente,
de repente
saíram para as ruas.
Eles não estavam mais com medo. Eles
pareciam leões destemidos.
Pedro, o mesmo homem que havia negado
Jesus para uma moça, dias antes,
amedrontado,
levantou-se e pregou um sermão que
cortou o coração de 3.000 pessoas.
E hoje nós vamos caminhar pelas ruas
dessa Jerusalém antiga.
Ah, vamos ser uma espécie de
observadores
invisíveis.
Vamos seguir esse grupo de pessoas.
Eles não usam uniformes. Eles não têm um
templo próprio com o nome deles na
fachada.
Eles não têm dinheiro sobrando,
eles não têm influência política nem
exércitos, mas eles tem algo que está
virando a cidade
e logo o mundo inteiro também estará
virado de cabeça para baixo.
Lucas, o médico e historiador cuidadoso,
resumiu a vida deles em uma única frase
em Atos 2:46.
Diariamente
perseveravam unânimes no templo.
Diariamente perseveravam unânimes do
templo.
Partiam pão de casa em casa e tomavam as
suas refeições com alegria e singeleza
de coração.
Parece uma frase simples,
quase um relatório de rotina,
mas dentro destas dessas poucas palavras
está o DNA de uma igreja viva.
Dentro dessas poucas palavras
está o DNA de uma igreja viva.
O segredo de um poder que nós, com toda
a nossa tecnologia,
nossos orçamentos e nossos métodos
modernos,
muitas vezes lutamos para encontrar.
Nessas poucas palavras,
nós temos essa
esse relatório, esse DNA
de uma igreja viva.
Vamos, vamos seguir essa gente.
Vamos ver como era um dia na vida dessa
igreja.
Vamos observar quatro marcas
inegociáveis
que sustentavam essa comunidade.
Se nós queremos aprender com eles, nós
precisamos
observar essas quatro marcas
inegociáveis
que sustentavam
essa comunidade.
E quais são as marcas?
a praça,
a mensagem,
a mesa
e o coração.
As quatro marcas dessa comunidade são a
praça, a mensagem, a mesa e o coração.
O dia deles começa. Para onde que eles
vão?
A gente poderia pensar, bom, eles são
cristãos agora,
eles acabaram de nascer de novo.
Eles vão se esconder em uma caverna
qualquer,
vão construir um mosteiro no deserto,
vão alugar um salão bem longe da
confusão para fazerem seus cultos em paz
e segurança.
Não,
olhe para eles.
Eles estão caminhando em direção ao
centro do furacão,
ao centro do furacão.
Eles estão subindo as imensas escadarias
de pedra do grande templo de Herodes.
O templo não era apenas uma igreja
grande,
era o coração pulsante de Israel.
Tudo acontecia lá. Era o centro
religioso,
era o centro econômico,
era o centro social de toda a nação.
Imagine
lugares assim,
Vaticano, Wall Street, Times Square,
essas coisas que o mundo todo conhece
como centros eh econômicos ou religiosos
do mundo. Tudo no mesmo lugar. Imagina
tudo isso no mesmo lugar. Era assim que
era o templo.
O templo era esse lugar. Tudo acontecia
lá.
O barulho
é ensurdecedor.
Ensurdecedor.
Ovelhas balindo para o sacrifício.
Pombas arrulhando em gaiolas.
Cambistas gritando as taxas de câmbio
das moedas romanas para o ciclo do
santuário.
Mirar milhares de pés arrastando na
pedra polida.
Mas preste atenção nesse grupo de
cristãos.
Preste atenção.
Eles passam direto pelos altares de
sacrifício de bronze,
onde o cheiro da carne queimada e o
sangue enchuá.
Eles não estão trazendo cordeiros. Eles
não vão participar disso.
Eles não vão trazer cordeiros. Eles vão,
eles não vão participar disso. Eles
sabem com uma convicção que queima no
peito, que o cordeiro definitivo foi
imolado.
Imolado não precisa mais.
O sangue de Jesus na cruz foi o último
sacrifício que o universo precisava.
Guarda isso no seu coração.
Guarda isso no seu coração. O sangue de
Jesus foi o último sacrifício que o
universo precisava.
Nós estamos vivendo numa igreja que fala
de sacrifício todo dia.
Tem de fazer isso, tem de fazer aquilo,
tem de fazer aquilo outro, porque senão
não tem bênção, porque senão o Senhor
não age, porque senão o Senhor não
trabalha. O único, o último sacrifício
que o universo precisava aconteceu
quando Jesus Cristo subiu à cruz.
Ponto.
E o véu rasgado provou isso.
O véu rasgado provou isso. Então, por
que eles estão lá?
Eles se dirigem ao pórtico de Salomão.
Uma imensa colunata coberta ao lado, no
lado leste do complexo do templo. É a
grande praça pública. É onde os rabinos
ensinam. onde os filósofos debatem, onde
o povo se reúne para conversar, fofocar
e discutir as notícias do dia. É o nosso
lugarzinho do café lá, tá vendo? Nós
temos um grupo que fica na colunata e um
grupo que fica na no na nave. Então, a
colunata
era
o lugar do café. Eles também tinham esse
lugar do café, onde o povo se reúne para
conversar, para discutir as notícias do
dia. Tudo acontecia lá na na grande
praça pública.
E lá é que os cabinos ensinavam,
>> onde os filósofos debatem,
onde o povo se reúne,
eh,
para conversar. É lá que as coisas
acontecem.
E eles estão lá.
Eles estão lá. Tudo tá misturado.
Nós aqui já somos mais organizados, não
é? Quando a gente quer conversar, a
gente vai lá pro pátio. Quando a gente
quer eh tá aqui no no no na turma, a
gente vem para cá.
Então eles não, eles faziam tudo
misturado.
Então os rabinos lá ensinavam, os
filósofos debatiam, o povo se reunia
para tudo. E por que que os cristãos
estão lá?
Os cristãos estão lá porque é lá que as
pessoas estão.
Então, por que que os cristãos foram pro
pórtico de Salomão?
Os cristãos foram pro pórtico de
Salomão, porque é lá que as pessoas
estão.
E Lucas diz que eles diariamente
perseveravam no templo.
Diariamente perseveravam no templo. A
palavra grega é muito forte, é
proscarte,
é uma palavra forte. Significa continuar
com esforço intenso. Significa se
agarrar a algo com unhas e dentes. Não
desistir mesmo quando é difícil,
exaustivo ou perigoso.
Não, eles não iam ao templo. Presta
atenção nisso, porque essa é a mensagem
paraa nossa comunidade.
Eles não iam ao templo para um culto de
domingo.
Eles não iam ao templo para um culto de
domingo.
Eles iam todos os dias alter,
segunda, terça, quarta, quinta, sob o
sol escaldante do meio-dia,
sob os olhares de ódio dos fariseus que
passavam com suas filactérias largas,
sob a vigilância armada dos guardas do
templo, que tinham as mãos nas espadas,
eles não esperavam que o mundo viesse
até eles.
Presta atenção nisso. Os cristãos todos
os dias iam pro templo, passavam por
tudo que estava acontecendo no templo e
iam pro pórtico de Salomão. Por quê?
Porque as pessoas estavam no pórtico de
Salomão.
Então os cristãos todo dia, todo dia os
cristãos iam pro pórtico de Salomão.
Todo dia,
de segunda a segunda,
insistiam, estavam lá o tempo todo.
Eles não esperavam que o mundo viesse
até eles.
Eles iam até o mundo.
Eles não esperavam que o mundo viesse
até eles. Eles iam até o mundo.
A presença deles no templo não era um
hábito religioso vazio.
A presença deles no templo não era um
hábito religioso vazio.
Presta atenção. Essa é a mensagem paraa
nossa comunidade.
A presença deles no templo não era um
hábito religioso vazio.
Era uma estratégia de evangelização
diária e intencional.Ó Glória a Deus.
>> Era uma estratégia de evangelização
diária e intencional.
O templo, para eles, não era um lugar de
esconderijo religioso,
era a linha de frente,
era o campo de batalha onde a luz
enfrentava as trevas todos os dias.
Então, imagine a cena.
O Pedro se aproxima de um grupo de
judeus da diáspora que vieram do Egito,
estão prestes a voltar para casa.
Ele não fala sobre o clima,
ele fala sobre a ressurreição.
João está conversando com um comerciante
local que está pesando moedas.
Maria, mãe de Jesus, talvez esteja
consolando uma mulher viúva perto do
pátio das mulheres, contando a ela como
o seu filho venceu a morte.
Eles olham nos olhos das pessoas,
eles contam o que viram.
Eles falam do túmulo vazio.
Eles entenderam algo que nós esquecemos.
A igreja não existe para si mesma.
Eles entenderam algo
que nós esquecemos.
A igreja não existe para si mesma.
A igreja é o barco salvavidas.
Não é um cruzeiro de luxo.
A igreja
é a turma do resgate,
não é um clube de campo para santos
aposentados.
Então vamos ouvir isso
e vamos perguntar a nós mesmos
onde está o nosso pósco de Salomão?
Onde está a nossa praça pública?
Onde estão as pessoas que precisam ouvir
a mensagem
que nós temos?
Onde
pode ser? A sala de descanso da sua
empresa,
onde as pessoas reclamam da vida
enquanto tomam café.
Pode ser o portão da escola dos seus
filhos, onde os pais conversam enquanto
esperam o sinal bater.
Pode ser o grupo de WhatsApp do seu
condomínio,
pode ser a mesa da faculdade,
pode ser o hospital onde você trabalha
ou onde você espera.
Nós nos acostumamos a abrir as portas
das nossas casas de reunião no domingo
de manhã,
ligar o ventilador ou o ar condicionado
ou nada, dependendo do tempo, afinar os
instrumentos e esperar que os pecadores
entrem,
que eles entrem, que eles se sentem
nossos bancos e que ouçam.
A igreja de Atos 2 não tinha portas para
abrir.
Eles eram as portas.
Glória a Deus.
Eles iam onde os necessitados estavam,
diariamente,
com perseverança.
A evangelização não era um departamento
da igreja.
A evangelização era o batimento cardíaco
de cada membro.
Se a gente quer ver um impacto de Atos
2, a gente precisa recuperar a coragem
de ir para a praça.
>> Vamos continuar observando os nos
templo.
Enquanto a gente caminha entre as
imensas colunas de mármore do porco de
Salomão ouvindo as conversas,
algo impressionante, quase sobrenatural
acontece.
Se você parasse para ouvir Pedro, se a
gente chegasse perto
e o Pedro falando no canto do pátio
depois de caminhar 50 m até o outro lado
para ouvir o João, ou talvez para parar
para escutar um cristão anônimo
que se converteu no Pentecostes há
apenas trs dias,
que mal sabe ler,
a gente vai notar
O que faz
a gente ficar arrepiado?
Eles dizem exatamente a mesma coisa.
O Pedro, o João e o irmãozinho que
chegou há três dias, eles dizem
exatamente a mesma coisa.
Lucas diz que eles perseveravam
unânimes.
A palavra grega é omotimadom.
É uma palavra linda. É uma das palavras
mais usadas por Lucas. Omotimadom
>> significa unanimidade.
E a ideia aqui é essa mesmo.
Mesmo
e tunos.
Homo de mesmo e túmos de mente significa
paixão,
significa propósito.
Eles tinham a mesma mente, eles tinham a
mesma paixão.
Mas a gente não deve se enganar não.
Eles não eram clones não.
Eles não sofreram lavagem cerebral que
apagou as personalidades deles. Não,
não.
Aquele grupo
era uma mistura improvável e explosiva
de pessoas,
improvável e explosiva.
Pescadores rudes da Galileia
que cheiravam a mar,
cobradores de impostos que antes
roubavam o povo paraa Roma.
Zelotes que antes carregavam dagas
escondidas para matar romanos.
judeus tradicionais
e judeus helenistas que falavam grego e
tinham costumes diferentes.
Eles eram diferentes em cultura,
eles eram diferentes em origem social,
eles eram diferentes em sotaque, eles
eram diferentes em educação.
Se você os colocasse numa sala para
discutir política, economia ou qual a
melhor forma de assar um peixe, eles
provavelmente se escordariam em quase
tudo.
Mas quando eles abriam a boca para falar
de Jesus,
parecia um único coração
a bater.
>> A unanimidade deles não era sobre
preferências secundárias.
Eles eram unânimes na mensagem a ser
apresentada sobre o Cristo.
Não era fofoca doutrinária,
não havia, "Ah, o meu Jesus é diferente
do seu".
Não, não tinha nada disso. Não havia um
grupo dizendo: "Ah, Jesus foi apenas um
bom mestre moral ou um revolucionário
social" e outro dizendo: "Não, ele é
Deus encarnado." Não havia um grupo
pregando a ressurreição física e outro
dizendo: "Bem, a ressurreição é só uma
metáfora espiritual paraa renovação da
esperança". Não, eles tinham uma única
mensagem afiada como uma espada de dois
gumes. Aquele Jesus que vocês
crucificaram,
Deus o fez Senhor e Cristo. Ele
ressuscitou.
Nós somos testemunhas.
Arrependam-se e creiam.
É essa unidade inquebrável, essa
mensagem proclamada a uma só voz que
fazia os joelhos dos ouvintes tremerem.
O mundo não consegue resistir uma igreja
que sabe exatamente quem é o seu senhor.
Vamos pensar no impacto disso.
Os sacerdotes e os fariseus tentando
confundir os irmãos. Eles mandavam
espiões para fazer perguntas capiciosas.
tentavam achar contradições no
testemunho deles. Vamos pegar um
pescador ali, ele é ignorante, ele vai
se contradizer.
Mas eles batiam em uma parede de rocha
sólida. A mensagem era uma só. O Cristo
era um só. A cruz era o centro.
Hoje o mundo olha paraa igreja e muitas
vezes vê uma confusão ensurdecedora
de vozes. Vê igrejas brigando por
questões políticas, líderes atacando uns
aos outros nas redes sociais.
Um evangelho diluído
que promete prosperidade financeira e
carros importados. Outro que promete
apenas conforto psicológico e autoajuda
e outro que se perde em ativismo social
sem mencionar o sangue de Cristo.
>> O mundo fica confuso.
O incrédulo olha para nós e pergunta:
"Quem é esse Jesus de vocês?
Ele é o gênio da lâmpada que realiza
desejos. Ele é um psicólogo cósmico, ele
é um ativista político. Porque cada um
de vocês diz uma coisa diferente.
A igreja primitiva tinha poder porque
tinha clareza.
Eles não negociavam a cruz.
Eles não suavizavam a ressurreição para
parecerem mais intelectuais. Eles não
adaptavam a mensagem para agradar os
ouvintes ou para evitar perseguição.
Eles eram homotimadom,
uma só paixão, um só propósito, um só
Cristo.
Se queremos ver o poder de Atos 2 nas
nossas ruas hoje, temos de voltar paraa
mensagem de Atos.
Temos de parar de pregar a nós mesmos.
Temos de parar de pregar nossas
opiniões, nossas ideologias
e nossas preferências teológicas
secundárias. E temos de voltar a pregar
Cristo e Cristo crucificado.
A unanimidade, na verdade, é o motor da
evangelização eficaz. Quando a igreja
fala a uma só voz sobre quem é Jesus,
o inferno treme.
>> Mas o dia de Jerusalém não termina no
templo.
O sol começa a se pôr, tingindo as
pedras brancas da cidade de um vermelho
profundo. sombra se alongam, o barulho
do mercado começa a diminuir, os guardas
do tempo começam a fechar os pesados
portões de bronze, é hora de voltar para
casa. Vamos segui-los.
Vamos seguir essa turma. Vamos seguir
essa gente que passou o dia falando da
cruz e da ressurreição.
Vamos ver como é que eles deixam a
praça. É, eles estão saindo da praça
pública. Não, eles não vão cada um pro
seu canto, não.
Eles não vão cada um para o seu canto
trancar as suas portas, ligar as suas
telas e viver as suas vidas isoladas.
Não, eles não vão fazer isso não. Eles
começam a se dividir. Sim.
Eles começam a se dividir em grupos
menores,
entrando por vielas estreitas,
subindo escadas externas, entrando nas
casas uns dos outros.
Lucas nos diz: "Eles partiam pão de casa
em casa e tomavam as suas refeições com
alegria.
Eles iam para várias casas, era muita
gente, 3.000 pessoas
não cabe num lugar só".
Então eles se dividiam em grupos, mas
iam para casa, sempre em grupo, sempre
em comunhão, sempre em comunidade.
Vamos entrar numa dessas casas.
A gente vai ter de abaixar a cabeça para
passar, passar pela porta que é baixa. A
sala é pequena. As paredes são de barro
e pedra, são iluminadas por uma luz
bruxoleante,
pequenas lamparinas de azeite, o cheiro
de peixe assado, pão quente, toma conta
do ar.
Não tem púlpito,
não tem vitrais coloridos
e nem tem um corala ensaiado.
>> Nada disso.
>> Mas provavelmente tinha o
>> Ah, não sei não, porque o o
Diamonso já foi melhor. [risadas]
Já foi melhor, já foi mais evangelista.
Mas vamos, vamos pensar que é o dos
velhos tempos, tá bom? Tá lá o diamanto.
Então, no centro da sala, Diamanto, Raí,
>> é o Diamant Raí, no centro da sala tem
algo muito mais poderoso.
O que é que tem? uma mesa.
>> No centro da sala tem uma mesa.
Na cultura do antigo Oriente próximo, a
mesa não era apenas um móvel onde se
colocava comida,
era o lugar supremo de aceitação.
Presta atenção nisso.
Era o lugar supremo de aceitação.
A mesa era lugar de aceitação.
A mesa era lugar de aliança.
A mesa era lugar de intimidade.
Sim, porque no Antigo Oriente você não
comia com qualquer um,
você comia com alguém que tinha
significado para você.
E você estava dizendo para essa pessoa:
"Eu aceito você.
Eu sou seu amigo. Minha vida está ligada
à sua.
Se você for atacado, eu vou defender
você." Era aceitação.
Ao redor dessa mesa tinha um milagre
social absoluto acontecendo.
Olha para essas pessoas, vamos olhar.
Estão sentadas no chão sobre esteiras.
Ali tem um mestre da lei, um fariseu
convertido, sentado ombro a ombro com um
ex-cobrador de impostos que trabalhava
para Roma.
Alguns meses, o fariseu não chegaria a
10 m dessa pessoa sem cuspir no chão e
murmurar uma maldição.
Hoje eles estão dividindo o mesmo pão.
Ali tem um rico comerciante de tecidos
passando a tigela de azeitonas para uma
viúva pobre que até a semana passada
mendigava perto do tanque de Betesda.
Ali estava um escravo sentado ao lado do
seu antigo senhor
e ambos chamavam a Deus de pai.
>> As barreiras sociais, econômicas,
raciais, culturais foram completamente
pulverizadas.
Nós temos de lembrar isso porque a
igreja de hoje é uma igreja elitizadora.
A igreja de hoje é uma igreja de raças.
A igreja de hoje é uma igreja de
nacionalidades. A igreja de hoje é uma
igreja de poder econômico. Isso não tem
nada a ver com a igreja de nosso Senhor
e Salvador Jesus Cristo.
>> Glória.
>> A mesa
era o altar da comunhão cristã.
A mesa era o altar da comunhão cristã. a
coinonia.
E preste atenção, vamos prestar atenção
no que é que preenche aquela sala. Não é
o som de cânticos fúnibres.
Não é o som de cânticos fúnebres.
Não é o som de pessoas murmurando sobre
como a vida é difícil sobre o Império
Romano.
Não é o som de fofoca sobre o que
aconteceu no templo mais cedo.
Sabe qual é o som? Gargalhadas,
conversas animadas.
É o som de uma alegria exuberante.
Lucas ou usa a palavra grega a galias.
Não é um sorriso amarelo de educação. A
Galias não é uma alegria contida e
política que às vezes a gente vê nos
nossos corredores de igreja, onde a
gente diz: "Paz do Senhor, irmão, sem
olhar nos olhos do irmão".
A Galiases é um júbilo transbordante.
Júbilo transbordante. Uma exultação, uma
alegria que não cabe no peito e que
transborda pelos olhos e pelos lábios. É
a alegria de quem encontrou o tesouro
escondido no campo.
Eles partem o pão duro com as mãos,
servem o vinho simples, comem como se
estivessem no banquete do próprio rei do
universo. E estão
estão no banquete do Rei do universo.
É onde eles estão,
sabe? Eles não têm muito. Muitos deles
venderam suas propriedades para ajudar
os mais pobres.
Eles estão sob ameaça constante de
prisão.
Eles sabem que mesmo os sacerdotes que
mataram Jesus, os mesmos estão de olho
neles.
Que o império romano, com toda a sua
brutalidade
para sobre eles como uma sombra escura.
Mas a alegria que vibra naquelas paredes
de barro faz o palácio de mármore de
César em Roma parecer uma tumba fria e
triste.
Por quê?
Porque a alegria deles não dependia das
circunstâncias.
E hoje, hoje,
hoje quando nós vemos a igreja apoiando
o que há de pior na história humana,
alguém em nome de Cristo Jesus precisa
recuperar essa alegria
e dizer que a igreja de Cristo não tem
nada a ver com esse genocídio, não tem
nada a ver com essa loucura. cura.
Não tem nada a ver com essa estupidez,
não tem nada a ver com os senhores da
guerra.
>> Era a alegria de quem sabia que a morte
havia sido derrotada.
Era a alegria quem tinha o Espírito
Santo habitando dentro de si.
Cada refeição era uma celebração da
ressurreição. E nunca, como hoje, nós
precisamos
celebrar a ressurreição.
para que as notícias que tomem conta do
nosso coração sejam notícias da vida
eterna
e não da morte que os loucos
satanizados
estão espalhando no mundo com apoio de
muita gente que se diz seguidora de
Cristo.
Não era a alegria de quem tinha o
Espírito Santo habitando dentro de si.
Cada refeição era para celebrar a
ressurreição. Cada pedaço de pão
lembrava o corpo de Cristo dado por
eles. Cada cálice lembrava o sangue da
nova aliança.
Um cristão sombrio, amargurado,
ranzinza, que vive reclamando da vida, é
uma contradição viva do evangelho.
A igreja primitiva nos ensina que a
comunhão à mesa é uma celebração diária
da vitória de Cristo. Se eu e você não
celebrarmos diariamente a vitória de
Cristo, do que é que nós vamos falar?
Onde nós vamos buscar a esperança?
Onde nós vamos buscar a resiliência para
resistir esses loucos?
Se nós não celebrarmos a ressurreição,
nós vamos pensar que a morte pode vencer
e a morte foi derrotada.
É da ressurreição que nasce a força, a
resiliência, a coragem
para dizer não aos senhores da guerra,
para dizer não à injustiça,
>> para não, para dizer não a esses loucos
satanizados
que ousam invocar o nome de Jesus
enquanto matam.
e causam desespero.
Quando nós nos reunimos, é para celebrar
a vitória de Cristo, porque é vitória de
Cristo que nos dá certeza da nossa
vitória.
A vitória de Cristo é que nos diz qual é
a última palavra na história humana.
E a última palavra na história humana é
a palavra devida.
Então, quando nos reunimos, seja para
ser do senhor oficial,
seja por um churrasco no sábado,
seja para tomar um café na padaria da
esquina,
a alegria,
a Galias deve ser a marca registrada do
nosso encontro em todo lugar.
Aqui na padaria da esquina, no churrasco
na nossa casa, a Galias deve ser a marca
registrada do nosso encontro.
Sabe como é que você derrota Satanás
celebrando a ressurreição?
Sabe como você derrota a sua raninzice
celebrando a ressurreição,
lembrando sempre que é a ressurreição
que marca a sua história.
Porque a ressurreição é a certeza de que
a vida triunfou sobre a morte. Glória a
Deus.
>> Triunfou ontem,
triunfa hoje e triunfará amanhã.
Alegria, a Galiases deve ser a marca
registrada do nosso encontro. Onde nós
estivermos.
O mundo lá fora tá deprimido
e não tem como não estar.
O mundo lá fora tá ansioso,
o mundo está solitário.
Mesmo conectado a milhares de pessoas
nas redes sociais, o mundo precisa olhar
para as nossas mesas e desejar sentar-se
conosco, porque ali a vida, a riso, a
esperança verdadeira.
>> Glória a Deus. Não tem nenhuma razão pro
mundo vir para um bando de gente que
vive fazendo as mesmas reclamações,
sem nenhuma esperança, sem nenhuma
alegria
e ainda com o fardo desgraçado da
religião.
Porque a religião,
a religião é um fardo desgraçado.
E eu tô usando a palavra desgraçado
propositadamente, que é sem a graça de
Deus. Desgraçado, privado da graça de
Deus.
É isso que a religião se tornou.
Você vai, são verdadeiros túmulos.
Verdadeiros túmulos.
onde as pessoas são ameaçadas de manhã,
de tarde e de noite,
onde elas saem com a sensação de que
estão em débito eterno,
que precisam viver rastejando mesmo,
que são loucos pensando que Deus vai
abençoá-los do jeito que eles vivem.
É o fardo desgraçado da religião.
Os fariseus ganharam sucessores.
Os saduceus ganharam sucessores.
Os escribas ganharam sucessores.
Isso virou uma loucura.
É preciso recuperar a esperança
verdadeira.
É preciso olhar paraas nossas mesas
como uma coisa desejável,
um lugar onde nós retomamos diariamente
a alegria da ressurreição.
Porque Cristo ressuscitou,
a morte não vai vencer. Então nós
podemos nos levantar contra a morte,
porque Cristo ressuscitou, a injustiça
não vai vencer. Por isso, nós podemos
nos levantar contra a injustiça,
porque Cristo ressuscitou.
Os loucos satanizados não vão vencer,
porque Cristo expôs os demônios na praça
pública,
os despojou.
Então, nós podemos nos levantar contra
os demônios
porque Cristo ressuscitou. Inclusive
podemos nos levantar contra o nosso mau
humor,
porque Cristo ressuscitou.
>> Tem de haver um cântico novo,
>> tem de haver uma música no nosso
coração, tem de haver um louvor na nossa
alma.
>> Porque Cristo ressuscitou.
>> Então vai haver esperança verdadeira.
Então, são os as quatro marcas da
igreja. Lembra sempre das quatro marcas
da igreja.
A praça.
Eles estavam o tempo todo praego.
A mesa.
Eles estavam sempre lá
o tempo todo.
Então, a ideia básica é a alegria. A
alegria do Senhor é a nossa força.
>> Amém.
O quarto, a quarta marca daquela igreja
era o coração.
O coração deles tinha a singeleza
como fundamento.
Se a gente se aproximar mais um pouco e
olhar pros rostos iluminados pelo fogo
da lamparina
e a gente perguntar como eles conseguem
comer juntos sendo tão diferentes?
Como eles conseguem, sem que o rico
humilhe o pobre, sem que o judeu
tradicional
despreze o helenista? como eles evitam
que essa comunidade se disfaça em brigas
de ego,
como acontece em muitas das nossas
igrejas,
brigas de ego.
É uma desgraça.
Todo mundo quer ser chefe, ninguém quer
ser garçom.
E a igreja de Cristo é um lugar de
garçons.
O próprio Cristo disse,
vocês viram aquele banquete onde nós
fomos?
Vimos quem era o maior lá? Ah, o sujeito
que estava sentado à ponta e todo mundo
servindo ele.
Aí Jesus diz: "Pois eu entre vocês sou o
garçom.
Se ele é o garçom,
por que que você quer ser o chefe?
Por que que eu quero ser o chefe?
A comunidade de Cristo é uma comunidade
de garçons,
todo mundo prestando serviço, abençoando
o próximo.
Então, como eles conseguiam?
O versículo da chave.
E é uma chave de ouro.
O alicerce que sustentava todo o
edifício daquela comunidade.
É esse versículo. O Lucas diz: "Tomavam
suas refeições com alegria e singeleza
de coração.
A palavra grega aqui é a felez.
É uma palavra rara. muito rara, só
aparece aqui em todo o Novo Testamento.
Ela deriva de uma palavra cuja raiz é
sem pedras.
Então, a a feles é sem pedras,
liso,
suave. Um coração singelo, é um coração
sem dobras.
É um coração sem engano, sem hipocrisia,
sem segundas intenções.
É a ausência total de orgulho, de
vaidade e de agenda oculta.
Simples assim.
Eu só vim para ver você.
Ponto.
Eu só vim para ver você.
Acabou. Olha lá eles no no no em volta
da mesa. Não tem máscara.
Ninguém tá tentando parecer mais santo
do que realmente é.
Ninguém tá competindo para ver quem orou
mais alto no templo,
nem quem curou mais enfermos.
Isso era uma senhora igreja, hein? Que o
cara podia ver quem foi de nós que curou
mais. Uau!
Não, nem isso.
Também não estavam lá para ver quem é
que tinha doado mais dinheiro paraa
caixa dos pobres.
Ninguém tava tentando impressionar os
apóstolos.
Eles são simplesmente
eles mesmos,
pecadores perdoados,
lavados pelo sangue,
amando uns aos outros com uma
transparência chocante.
Vamos prestar atenção nisso, porque esse
é o ponto onde muito das nossas igrejas
modernas falharam miseravelmente.
Sem a singeleza de coração, a verdadeira
comunhão se torna absolutamente
impossível.
Não tem comunhão onde não há singeleza
de coração, nem na sua casa.
Nem na sua casa.
Você tem de levantar para ver a pessoa
com quem você vive. Apenas isso.
Não para fazer cobranças,
não para fazer reclamações, só para
vê-la.
Eu vim ver você. Eu vim estar com você.
Eu vim comer com você. Eu vim tomar café
com você.
>> É só isso.
Singeleza de coração,
verdadeira comunhão.
Sem singeleza de coração, não tem
comunhão possível. Esquece, esquece. Não
adianta ficar fazendo
elucubrações, não adianta ficar eh lendo
eh teses psicológicas ou teológicas, ou
seja lá o que for.
A diferença, como disse o poeta, está no
coração.
A diferença, como disse o poeta, está no
coração.
Ponto.
Não dá para ter comunhão com alguém com
quem você está competindo. Bota isso no
seu coração, irmão e irmã. Não dá para
ter comunhão com alguém com quem você tá
competindo.
>> Eu me lembro que uma vez Eliane e eu
fomos visitar um casal que pediu pra
gente lá conversar. Eles estavam com
problema familiar brabo e tal. a gente
não conseguia conversar com ele porque
eles estavam competindo o tempo todo.
E eu olhava para ali, ali olhava para
mim e dizia e eu dizia para ela: "Acho
que não tem nada para fazer aqui,
porque enquanto um aqui não for
declarado campeão, essa porcaria não
para.
Sim, porque é uma porcaria você viver
com uma pessoa e ficar competindo com
ela. Você tá doente.
Você tá doente.
Ficou louco.
Você tá o tempo todo com a pessoa que
vive com você tentando provar que você é
o melhor ou que você é a melhor. Você
ficou louco.
Você tá doente, mas você tá muito
doente.
muito doente,
porque você vive com essa pessoa. Essa
pessoa vive com você, pelo amor de Deus.
Tudo que acontecer ali vai acontecer com
vocês dois.
Se vocês não estiverem lá apenas um para
ver o outro, um para estar com o outro,
esse negócio vai desmoronar.
Não dá para ter comunhão com alguém com
quem a gente compete. A competição
é uma praga.
A fé cristã é a fé da cooperação,
não é a fé da competição.
Melhor exemplo disso foram duas mães que
puseram as filhas para correr. Aí uma
menina corria muito mais do que a outra.
E a mãe que dessa que corria muito mais
do que a outra, já começou a esfregar as
mãos vendo a filha cruzar a linha final.
A menina que corria muito mais do que a
outra olhou para trás e viu a outra com
dificuldade. Voltou,
pegou na mão da outra e foram juntas
para cruzar a linha final.
Essa menina ensinou pra mãe o que que
significa ser cristã.
Ser cristão não é vencer a corrida,
é ajudar todo mundo a chegar.
>> Nós vamos chegar juntos.
Não tem nenhuma alegria em eu chegar
primeiro. Para quê?
Para quê?
Então, não dá para ter comunhão onde tem
competição, assim como não dá para ter
comunhão onde tem inveja.
Não dá. Eu quero o que o outro tem. Não,
eu quero abençoar o outro.
Assim como não dá para ter comunhão onde
tem fofoca, onde as pessoas sorrem pela
frente e apunhalam pelas costas. Não dá,
não dá, não dá, não dá, não dá.
Não dá.
Não dá para ter comunhão onde as pessoas
usam máscaras de crente para esconder as
suas feridas,
os seus erros, os seus casamentos em
crise e as suas lutas reais. Não dá.
Não dá para ter comunhão.
Não dá. É preciso
orar juntos,
é preciso amar uns aos outros.
Por isso que a gente não julga, a gente
intercede.
A gente não julga, pelo amor de Deus, a
gente não julga,
>> a gente intercede.
Vamos orar, irmão. Vamos pedir um
milagre de Deus. A ressurreição do
Cristo pode vencer qualquer tipo de
morte. A ressurreição do Cristo pode
vencer qualquer tipo de morte.
>> Então, vamos clamar pela ressurreição.
A falta de singeleza transforma a mesa
da comunhão num campo de batalha
silencioso.
Não é essa a ideia.
Não pode ter. Imagina se naquelas casa
em Jerusalém eles estivessem com inveja
um do outro.
Foi isso que matou Ananês e Safeira.
É inveja.
Simples assim. Foi isso que o Pedro
falou. Vocês mentiram pro Espírito
Santo?
Aí alguém diz: "Mas como que mente pro
Espírito Santo?" Nem mãe não mente pro
Espírito Santo. Claro que não mente.
Tanto é que o moço vai ficar ali mesmo.
>> Vocês estão fazendo isso por quê?
Vocês venderam por 1000, querem doar só
500? Tá bom.
Ou não querem doar nada? Tá bom. É
doação, filho. Doação.
Doação.
Eu me lembro quando eu pregava por tudo
quanto era canto e todo mundo aqui que
já pregou para tudo quanto é canto sabe
disso. O cara chegava para mim, dava uma
oferta e dizia: "Tá bom". Eu dizia:
"Você que tem, né? Você que tá
ofertando,
você que tem de me dizer se tá bom".
Não queria saber se essa oferta satisfaz
o senhor. É a sua oferta? É. Não, não.
Porque o senhor pode ficar chateado.
Falei: "Filho, você tá me dando oferta
ou tá pedindo que eu dê valor pro meu
trabalho?
Se você quer que eu dê o valor do meu
trabalho, eu vou dar
e você não vai gostar.
Eu
não vim aqui cobrando o meu trabalho.
Eu vim aqui para abençoar vocês e você
oferta se quiser. E é você que diz se a
oferta tá boa ou tá má. Não sou eu.
Tá boa.
Porque isso é o seu culto a Deus, não é
a mim. Você tá me cultuando? Você não tá
me cultuando. Eu não vim aqui para ser
cultuado.
Então você não tá me cultuando, filho.
Você que tem me dizer, tá bom ou não tá.
É oferta, filho. Agora você tá querendo
que eu dê o preço do meu trabalho.
Eu vou dar.
Eu vou dar. E aí você não vai gostar se
eu der.
Porque aí, filho, eu vou começar a fazer
comparações,
eu vou começar a a buscar o meu
currículo,
eu vou falar dos meus livros,
eu vou falar das conferências que eu já
fiz
e aí vai custar caro, filho. Vai custar
caro.
Vai custar muito caro.
Então você decide o que é que você está
fazendo. Não vem pedir para eu decidir
por você.
É você que tá ofertando. Eu não pedi. É
oferta.
Tá bom assim? Tá. Para mim tá bom. Então
para mim também tá. Obrigado. Louvado
seja o nome do Senhor. Porque isso nós
fazemos um louvor ao Senhor.
Então imagina se lá fosse assim, o pão
ia ter gosto de cinza.
Se houver hipocrisia, o vinho fica
barbo.
Se houver orgulho,
>> garçom chegou.
>> Ô garçom, valeu, hein? Tá ficando melhor
isso, hein? Falei: "Caramba, tô pregando
aqui a uma hora e os caras não se
topam". Ah, que bom. [risadas]
Então,
o vinho ia ser amargo. Se houvesse
orgulho, o silêncio ia ser
constrangedor.
Porque gente orgulhosa
não fala, quer ouvir.
Mas por que o Espírito Santo tinha
descido como fogo
e tinha queimado o egoísmo deles?
Eles podiam ser irmãos de verdade
porque o Espírito Santo havia descido
como fogo. Eles podiam ser vulneráveis,
pelo amor de Deus, vulneráveis.
Vulneráveis.
Simples assim.
Eles podiam confessar seus pecados uns
aos outros.
Eles podiam chorar juntos quando a
perseguição apertava
e podiam rir juntos quando Deus operava
um milagre. Podiam viver.
Eu
olho para um montão de gente que diz que
é crente em Jesus Cristo. Eu olho para
eles e digo: "Isso aqui
é um amontoado de mentiras.
Isso aqui é um amontoado de falsidade.
Isso aqui é um amontoado de besteira.
Ninguém é desse jeito.
Impossível! Esse cara tá escondendo tudo
de todos.
mentiroso,
bandido.
E quem que ele pensa que ele tá
enganando?
Não. Aqui é um lugar de vulnerabilidade,
de pedir oração, de orarmos juntos, de
chorarmos juntos e de juntos
agradecermos a Deus pelos seus milagres
que são extraordinários.
Hoje mesmo o senhor deu a palavra pra
irmã dizendo que já tava fazendo
milagre.
Eu até falei: "Ah, vou embora então. Já
acabou,
já tá feito, já tem gente sendo curada,
o Espírito Santo já tá trabalhando.
Vamos para casa, irmãos".
Mas como eu sou pago para pregar, então
fiquei para pregar,
entendeu?
continuar,
>> pode continuar, né? Então o amor ali não
era fingido, era de verdade. Eu vim aqui
para ver você.
Singeleza, de coração é solo fértil,
onde a semente da comunhão brota e gera
a árvore da alegria exuberante.
Se a gente quer
comunhão, não basta organizar jantar,
não basta criar pequenos grupos ou fazer
retiros, não tem nada contra isso. a
gente mesmo faz, mas a gente precisa
cair de joelhos e pedir a Deus que nos
dê singeleza de coração,
que quando a gente for para encontrar-se
com os irmãos, é para encontrar com os
irmãos. A gente tem de depor armas, tem
de tirar as máscaras, tem de parar de
tentar impressionar uns aos outros e até
impressionar nós mesmos. A gente tem só
de se amar com a simplicidade de Cristo.
E assim termina o dia em Jerusalém. As
lamparinas se apagam, a cidade dorme,
mas no escuro daquelas casas, uma
revolução silenciosa
tá ganhando força.
Uma revolução que o Império Romano não
vai conseguir parar com seus leões,
nem com as suas fogueiras,
nem com as suas cruzes.
Porque você pode matar um ser humano,
mas você não pode matar uma comunidade
que vive assim.
A igreja de Atos
246 não é um museu para ser admirado de
longe.
Não é um conto de fadas religioso para
lermos e suspirarmos ah, como era bom
naquele tempo. Não é um espelho.
Um espelho que Deus coloca diante de nós
hoje.
É um modelo definitivo do que significa
ser corpo de Cristo na terra.
Deus nos chama hoje para resgatar esse
equilíbrio perfeito.
Chama a gente para ser uma igreja com
duas asas, a asa do templo e a asa da
casa.
Primeiro, presta atenção nisso.
Ele nos chama para uma evangelização
diária e corajosa lá fora.
O pórtico de Salomão do nosso dia a dia.
A gente precisa sair das quatro paredes
e ir onde as pessoas estão.
Guarda isso no seu coração.
A Eliana e o João, que são evangelistas,
vivem me falando isso todo dia.
Eu digo: "Isso é com o Espírito Santo,
amigo. Calma.
Com João ainda posso falar assim. Com a
Iliana não adianta. [risadas]
Com João de Calma, João, calma, calma.
Com a Eliana não adianta falar. Eu digo:
"Não, então ora, então ora, ora, eu vou
fazer o quê?"
Calma, tudo a seu tempo. Então, ouça
isso. O Espírito Santo já usou a
armadinha para dizer isso milhares de
vezes.
A igreja precisa sair das quatro paredes
e ir onde as pessoas estão. Então, onde
as pessoas estão na sua relação? Onde
elas estão?
Onde?
Segundo eles nos chama, o Espírito Santo
nos chama rua,
nos chama para uma unanimidade
inquebrável na proclamação de que Jesus
Cristo é o Senhor.
Amém.
>> Jesus Cristo é o Senhor.
Lembre-se sempre disso. Essa é a
confissão da igreja.
Lembrou disso?
Essa é a primeira confessão da igreja,
o Senhor Jesus Cristo.
Então ele chama a gente para essa
unanimidade
inquebrável. A gente tem de parar de
pregar as opiniões da gente e pregar a
cruz e a ressurreição.
>> Amém.
E ele terceiro nos chama a ruach.
Lembre-se, a triunidade
é indecifrável,
mas quando a triunidade se manifestou a
nós e se revelou a nós, a triunidade se
revelou como pai, mãe e filho.
Tá certo?
Na triunidade tem a paternidade, a
maternidade e a filialidade.
A triunidade se revelou como pai, mãe e
filho. Mas não é isso que a triunidade
é. O que a triunidade é é um mistério.
Mas como a triunidade se revelou? se
revelou, porque nós só falamos do que
foi revelado. Nós não falamos do que é,
nós falamos do que foi dito, do que foi
apresentado,
porque a criatura não pode falar do
criador. Deus,
>> tá certo?
Então, a rua do nos chama para uma
alegria contagiante quando nos reunimos
ao redor da mesa.
Nossas casas, nossas comunidades
precisam ser oases de celebração
nesse mundo deprimido que nós estamos
vivendo. Gente, pelo amor de Deus, tenha
consciência do mundo que nós estamos
vivendo agora, que esses loucos
satanizados estão reinaugurando.
E tá cheio de loucos satanizados,
inclusive nos púlpitos.
Então é preciso ter um grupo que saiba
celebrar a ressurreição. E acima de
tudo, a rua Cadeleza
de coração que rejeita a hipocrisia, que
arranca as máscaras e que abraça o amor
sincero e vulnerável.
O que que vai acontecer na nossa cidade
se a nossa igreja viver assim? O que vai
acontecer no nossos nossos bairros? Se a
nossa casa for um centro dessa alegria e
dessa singeleza, o mundo não vai
conseguir ignorar a gente.
Eles vão olhar para nós e vão dizer o
que disseram dos primeiros cristãos. E
sabe o que eles disseram dos primeiros
cristãos?
Vejam como eles se amam.
Que o Senhor nos conceda a graça pelo
poder da Rua Cadmos
a igreja, a igreja viva,
a igreja da praça. Quem gosta muito da
praça é o Diamanso. Ele tem toda uma
teologia sobre a praça. Um dia ele vai,
nós vamos num retiro, ele vai só falar
da praça dele. Ele vive me falando dessa
praça o tempo todo. De vez em quando eu
tenho de dizer para ele, vai pra casa
também, meu filho, não fica só na praça,
não. Volta pra casa. D medo dele dormir
na casa?
>> É, não, eu tenho medaço de um dia alguém
me ligar e falar: "Ai, pelo amor de
Deus, vem tirar o diamante, porque ele
agora só dorme no banco da praça".
Todo dia que eu oro pelo diamanto, eu
penso nisso. Senhor, dá moderação pro
Diamanto.
>> Então, uma igreja viva é uma igreja de
praça e de mesa,
uma igreja de testemunho e de coração.
Amém.
>> Amém. Amém.
>> É por isso que agora nós estamos sendo
convocados para essa mesa.
>> Nós separamos o pão e o vinho do uso
comum, o fruto da vite, né? Porque por
bom tom a gente não traz o vinho, mas
traz o fruto da vida. Ah, pois é. Nem
tudo é nem tudo é perfeito. A gente traz
o fruto da vida.
O fruto da vida e o pão são para todos
os que confessam Jesus Cristo como
Senhor. Não tem nada a ver com se você
teve uma vida perfeita ou imperfeita.
Não tem nada a ver se você cometeu um
desvio ou não cometeu um desvio. Aqui
não é lugar de juízo. Aqui não é lugar
de punição e aqui não é lugar de
disciplina.
>> Entendeu? Glória.
>> Aqui é o lugar de comungar com o
ressurreto, porque só a vida do
ressurreto pode salvar a nossa vida.
>> Amém.
>> Pode renovar a nossa história, pode
corrigir a nossa caminhada e pode limpar
o nosso coração e a nossa alma.
>> Amém. Glória a Deus.
>> Então, em nome de Cristo Jesus, todos os
que confessam Jesus Cristo como Senhor
são bem-vindos.
Venham,
tomem do pão que significa o corpo de
Cristo que foi moído por amor de nós e
tomem do vinho, que significa o sangue
de Cristo, que manchou a cruz e que
permitiu que ele se tornasse a nova
matriz da humanidade, a matriz de cada
um de nós que aqui está. Amém.
>> Então, sejam bem-vindos. A mesa é nossa.

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