O DIA QUE EU CONVENCI UM AMIGO ATEU SOBRE A HISTORICIDADE DE JESUS MAS ELE CONTINUOU ATEU
02/03/2026
O DIA QUE EU CONVENCI UM AMIGO ATEU SOBRE A HISTORICIDADE DE JESUS MAS ELE CONTINUOU ATEU
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Iago, o texto bíblico diz que ao olhar a natureza é possível perceber esses atributos de Deus e a presença de Deus revelada. >> Sim. >> É possível mesmo perceber isso? >> Claro, é impossível não perceber. É impossível não perceber quando você olha para um mundo tão complexo, tão cheio de evidências de um design e de um propósito, de uma sintonia. Ahã. É óbvio. Eu sempre digo isso. Você não precisa de fé para acreditar que Deus existe. Só não ser doido. Não é por isso que a Bíblia chama de tolice, de loucura, quando o homem diz que não há Deus. Mas eu gosto de lembrar de de Mateus 14 nesse processo, quando os fariseus chegam até Jesus e pedem mais um sinal de que ele é o Messias. Ele já tinha dado vários sinais. Tinha realizado milagres, expulsado demônios, dado vista a cegos, ressuscitado mortos. Eles pedem mais evidência. Dá um sinal que tu diz que tu é filho de Deus. E eu, flarece muito a postura do cético moderno diante de um Deus que entrega sinais diariamente e uma criação tão poderosa, tão bela, tão rica, que revela detalhes do caráter e do poder dessa divindade. Um Deus que você consegue perceber a ira, como diz Romanos 1, por meio das forças naturais. Um Deus que você consegue perceber o amor por meio da comida e da alimentação, que você percebe a criatividade por meio das cores. Um Deus cujos atributos são dados até na criação. Quando você nega essa existência de Deus com base nisso, por que que por que é que isso acontece? É um problema intelectual pura e simplesmente é falta de de evidência? Quando os fariseus pedem sinal para Jesus, quando Jesus já deu muitos sinais, o que ele diz é: "Vocês conseguem olhar paraos céus e a partir das nuvens e da cor do céu, vocês conseguem saber se vai chover ou não, mas vocês não conseguem perceber os sinais do reino." Então o que Jesus diz é: vocês conseguem ter uma observação científica das coisas, ver relações de causa e efeito óbvias, mas vocês negam que eu sou o Messias vindo aqui realizando milagres? Ou seja, o problema daquelas pessoas não era intelectual. Eles conseguiam olhar pra natureza e entender algo da natureza. Havia um outro problema. Ele diz: "Uma geração má e adúltera pede um sinal". Qual era o problema daqueles homens? Era intelectual? Era, mas era intelectual a partir da onde? De falta de instrução, não. De falta de moral, de falta de espiritualidade. Havia uma cegueira que o Deus desse século havia dado para cegar o entendimento dos incédulos. Aí o que é que Jesus diz? Nenhum sinal mais lhe será dado. Agora você só você só vai ter o sinal de Jonas, que era sua morte e ressurreição. No fim das contas, o homem sem Deus, ele não consegue perceber Deus na natureza, não porque lhe falta a evidência, a evidência tá dada, mas porque ele odeia tanto a ideia dessa divindade que ele prefere nublar o próprio entendimento, se emborrecer para que a natureza possa parecer fruto de mero acaso e de adaptações cegas. Aí eu lembro quando eu tava para encerrar evangelizando um morador de rua na minha cidade em Fortaleza. E aí eu perguntei para ele questões sobre família e eu perguntei sobre o pai dele. Ele fechou a cara, eu não tenho pai. Bom, alguém tem pai, né? Eu perguntei: "Ah, seu pai morreu, o que aconteceu?" Ele: "Não, não, ele não existe." E aí eu entendi já, né? Pô, o cara vem dizer que o pai dele não existe. E quando eu perguntei se morreu, ele tivverciou. Não é que o pai dele não existe, é que ele odeia tanto o pai que ele prefere fingir que ele não existe. E no fim das contas, esse é o problema do homem sem Deus, não é? O pai tá lá, tá dado. Se não houvesse pai, ele sequer existiria. Mas por alguma questão interior, ele prefere fingir que esse pai não existe. No fim das contas, essa é a realidade do homem sem Deus. >> Iago, o César falou sobre a construção do ateísmo, né, na sociedade e a construção do teísmo. As pessoas nascem teístas. Você consegue ver como a ciência pode contribuir na construção do teísmo na sociedade? Eu acredito que o impulso para paraa religião é um impulso inato da natureza humana, não é? Isso a gente pode considerar tanto teologicamente quando a escritura fala desses sensos divinitates, não é? Que Calvino alencou, essa esse sentimento do divino que tá dentro de todos nós. >> Alguns até chamam homem de homo religiosos, né? Isso vai voltar para Melad, para Rudolf Oto e todos aqueles que vão descrever o ser humano como alguém com esse impulso para além de si e para criar um absoluto, não é? Se a gente volta pra antropologia da religião alemã com Rodolfo Oto, quando ele fala sobre o sagrado, ah, e ele vai desenvolver essa ideia de que existe um mistério tremendo e fascinante, que o homem se coloca desse senso de criaturidade. Então, tudo aquilo que ah te gera esse esse esmagamento de beleza, não é? vai sendo, vai encontrando essa resposta religiosa. O próprio Miss Eliad, quando vai desenvolver a a ideia de que toda a sociedade tem um ponto zero onde se coloca e se a o mundo se coloca em torno daquilo, evoca Babel diretamente, mas se a gente vai para Agostinho com cidade de Deus, ele falando que Deus, né, criou um mundo com dois amores, não é, e que às vezes a gente tem uma sociedade em volta do amor de Deus ou em volta do amor do homem e que tudo isso é religião de alguma forma, não é? o no neocalvinismo holandês, o nosso [música] querido ah no caso do Deiver, o Herman Dei ele vai argumentar que existe esse impulso interior que é o que dá sentido para todos os outros particulares da existência. O que é a religião humana? É aquele absoluto o que dá todo sentido pros particulares da vida. Nesse sentido, se Rudolfoto tá certo, se Herman Doer tá certo, se MCAD estão certo, se Víctor Franco tá certo, quando fala do homem como esse homor religiosos que tem esse impulso de religião para fora de si nessa autranscendência, o ser humano ele é religioso por natureza. Não existe ateísmo nesse sentido. Todo mundo projeta divindade em algo ou em alguém. Se não vai ser em um deus teísta, né, que existe como pessoalidade, vai ser em um objeto, em um desejo, em uma vontade, em um prazer, em uma em uma coisa >> ou para si mesmo também. >> Ou para si mesmo, né? Porque no fim das contas essa foi a promessa da serpente no Éden. Não foi só que vocês vão arbitrar o bem e o mal, foi que vocês seriam iguais a Deus, arbitrando o bem e o mal. Então, no fim das contas, a promessa da queda é que nós seríamos deuses. E por isso existe esse impulso idólatra dentro de nós, em que nós idolatramos a nós mesmos, idolatramos qualquer coisa. Então, até o pastor César tava comentando sobre ninguém nascer ateu em sociedades ágrafas, né, indígenas, as coisas viram Deus. O céu vira Deus, a chuva vira Deus, o trovão vira Deus. Por quê? Porque é é absurdo a qualquer sociedade interpretar esses fenômenos como mero acaso natural. Eles são símbolos de uma coisa maior. Claro que as sociedades desconhecendo o evangelho, acabam aplicando e confundindo a própria divindade com esses seres, com esses acontecimentos. Mas a gente que entende a partir da revelação de Deus à natureza, a gente sabe que isso não é Deus, mas é uma revelação desse Deus. Então, no fim das contas, a gente tem que primeiro sair dessa argumentação e dessa cosmovisão ateísta que vem pós secularismo, da do fim do mundo mágico, né, da ideia de que existe a sentidos sobrenaturais por trás das coisas e e e voltar à ideia de que existe religião em todo mundo. Quando a gente fala de política, por exemplo, né, ela deixa a religião fora da esfera pública, isso é impossível, porque todo mundo vai ter alguma alguma religião, a mesma religião ateísta. O ateísmo se expressa como religião. Isso não é um xingamento, uma coisa assim que a gente fala, né? Ah, tem que ter muita fé para ser ateu. E tem que ter mesmo. Mas existe um impulso religioso dentro de todo o ser humano que vai se expressar em algo. Se a gente consegue devolver essa linguagem pro debate público, a gente para de entrar em certos ostracismos de dizer: "Ah, o religioso deveria deixar a religião dele fora da ciência, tá? Mas o ateu não deixa a religião dele fora da ciência. Então, por que que a minha tem que estar fora da ciência?", entendeu? Então, no primeiro momento, há uma batalha de linguagem e de uma melhor compreensão antropológica, de entender que o impulso religioso é inato ao ser humano e ele se expressará de alguma forma. Mas se continuar, >> nesse caso, o cientista pode fazer da ciência a sua religião. >> Claro. E faz muitas vezes, né? Quando a religião, quando a ciência, por exemplo, vira uma uma esfera moral. E aí o que é que o cer o que é o certo e errado? É o que a ciência diz. E aí, ao invés da ciência ser uma descrição de fatos ou de acontecimentos, a ciência vira uma ética por si só. normas de conduta e comportamento. >> Quando a ciência vira uma fé, ah, na pandemia eu ouvi muito isso. Ah, confie na ciência, não é? Opa, mas confiar na ciência, tudo bem, eu entendo, eu tomo remédio, eu tomo vacina. >> Iago, era ciência, ciência, ciência. Como santo, santo, santo. >> Então assim, confie na ciência, pô. A ciência não é objeto de confiança, é o contrário. O processo científico é um processo de questionamento constante, de desconfiança, de revolução tecnológica. Claro que, de novo, eu não tô dizendo que a gente tem que desconfiar no sentido último, ah, eu não tomo antibiótico ou remédio ou o que quer que seja, mas o quando eu começo a tentar defender a ciência como a fé a ser abraçada sem questionamento, eu tenho um problema. Quando a ciência substitui todos os outros tipos de compreensão. Então, tenho colegas, por exemplo, que vão dizer: "Não, o único conhecimento verdadeiro é o conhecimento científico". Aí, tá, mas o conhecimento econômico não é científico. E quando tu compra uma coisa, o sistema de preços, é uma informação sendo transmitida de escassez, de demanda, de oferta. Não é um conhecimento que você tem pela ciência, mas o preço ou informação é um conhecimento válido. É a os relacionamentos, a criação de um pai para com o filho, o sentimento de amor de uma esposa pelo marido, não é um conhecimento científico, mas você baseia a sua vida inteira dentro de um conhecimento relacional que não é testado em laboratório. Então, existem vários conhecimentos como o conhecimento religioso, como muitas vezes a informação relacionada a Deus, que claro, passa por provas científicas também, mas que muitas vezes vem de um relacionamento pessoal com a divindade, em que eu conheço Deus. Eu não tenho muitas vezes como provar que eu conheço Deus, eu só conheço, entendeu? Assim como eu sei que minha mulher me ama, eu não tenho muito como colocar no laboratório, assim como eu cuido dos meus filhos, meu relacionamento com eles, é um conhecimento mais importante que muitos conhecimentos científicos. Então, quando eu reduzo toda a experiência de vida a uma parte dessa vida, que era uma parte extremamente importante, a ciência maravilhosa, cientistas aqui, não é? Ah, a uma a parte importante da vida, mas que não reduz toda a existência. Eu reduzo a existência a isso. Bom, na linguagem bíblica, o nome disso é idolatria, é religião. >> Indo por esse caminho de ciência e teologia, eu herdei do meu pai um antigo livro chamado E a Bíblia tinha razão. >> Opa. >> Né? Exatamente. >> É para os mais novos aí, eh, é um livro interessante, mas tem muita coisa ali que precisa ser repensado. Naquela época, muita gente dizia assim: "Se a ciência está dizendo o que a Bíblia também diz, a Bíblia é confiável". Esse trabalho do teólogo e do cientista casa de alguma maneira e em que medida é certo ou errado usar a ciência para corroborar o que a Bíblia diz e torná-la digna de crédito, de aceitação? Olha só, eu eu acho que a ciência não torna a Bíblia digna de crédito. Ah, eu diria que uma vez que nós somos homens guiados pela fé, deveria existir num primeiro momento até mesmo uma disposição dualista no sentido de mesmo que a ciência desliga tudo que tá revelado aqui, pois eu viro o antífico, acabou, pois a ciência tá errada, a Bíblia tá certa e acabou. Aquela velha história, né? Você acredita que o peixe engoliu que a baleia engoliu Jonas? Não é baleia no texto, mas você crê que a baleia engoliu Jonas? Rapaz, se a Bíblia disse, se a Bíblia dissesse que Jonas engoliu a baleia, eu acreditava, não é? Porque tá no texto, acabou. Então, se a gente crê que ali é a revelação do Senhor, deveria existir uma disposição clara no nosso coração de não importa o quão antisientífico soe, o quão contrário a toda outra razão, eu calo a minha consciência para ser cativo à palavra de Deus. Essa é a ideia da fé e diz intelecto, né? É uma fé que vai procurar o entendimento. Num primeiro momento, essa devia ser a postura. Eu amo a revelação desse Deus a esse ponto de que eu posso não entender nada, não sei explicar, não tenho apologética, não tenho ciência, mas eu era cego e agora vejo. Para mim é o bastante. Essa é a é a postura dos primeiros, não é? Ah, quem foi esse aí? Não sei. Sei que eu tava cego, agora tô vendo. Então é esse caba que eu vou seguir, não é? Então tinha que ser a primeira postura da gente, uma postura de eu sigo cegamente. Mas e essa é a maravilha da nossa revelação, é que não é isso que ele pede da gente no primeiro, no segundo momento. É que essa fé que às vezes ainda não encontrou entendimento, é uma fé que vai inspirar o entendimento. Porque o Deus que se revelou é o mesmo Deus, como o pastor disse muito bem, que o Deus que se revelou de forma especial na palavra é o Deus que se revelou também na natureza. O mesmo Deus que escreveu a Bíblia é o Deus que criou o mundo à nossa volta. Então, não tem como existir contradições entre essas duas coisas. O que é que isso significa? Que se nós temos uma teologia bem feita e uma ciência bem feita, elas sempre vão ser a mesma coisa. Elas sempre vão confluir pro mesmo lugar. Se eu encontro uma discrepância entre a revelação especial ou a minha leitura da revelação especial e a revelação natural ou a minha leitura da revelação natural, uma das duas coisas pelo menos tá errada. Então, ou minha teologia tá mal feita ou a minha ciência tá mal feita. E aí que entra um trabalho complicado que talvez conflua teólogos e cientistas nesse processo. O que é que tá mal feito? O que é que eu tenho que olhar de novo? O que é que eu tenho que ver mais uma vez? Claro que em um mundo secularista dizer que uma ciência provavelmente tá mal feita, porque a revelação diz isso é um absurdo. Deixa a sua teologia na sua casa. Aqui é ciência, não é? Mas se nós somos pessoas que possuem uma epistemologia diferente, que recebem uma revelação especial, nós temos um mapa para olhar a realidade. E claro, um processo científico neutro, que não existe mais como um ideal referencial, >> o processo teológico, né, >> também não é neutro, né? Mas se a gente tenta fazer direito, em tese, chegaremos no mesmo lugar. Então, em um sentido, é bom quando as evidências científicas corroboram o que nós temos no texto bíblico, principalmente quando são evidências arqueológicas, quando são evidências ah da história do Novo Testamento, do Antigo Testamento, vira um peso apologético interessante pra gente mostrar que esse texto realmente é um texto válido, tá? Mas quando isso não acontece, não deveria abalar a nossa fé, deveria, por um momento de humildade teológica também entender que nós não somos perfeitos como teólogos e talvez alguma leitura nossa possa ser melhorada, não é? Por outro lado, entender que a ciência também não é neutra, também não é objetiva, também não é absoluta e que ela pode melhorar na sua compreensão das coisas. Quantos elementos históricos, por exemplo, do antigo e do Novo Testamento, foram questionados por séculos, até muito recentemente, novas descobertas arqueológicas mostrarem que aquelas cidades realmente existiam, que aqueles personagens realmente fizeram o que a Bíblia diz que fizeram, não é? E outras evidências, né? Antigamente a ideia era que o universo era infinito, que vai contra, não é? A infinito no sentido de era eterno, né? Sempre existia o universo >> matéria sempre existia. Isso. Então, quando surge a ideia do do início, o universo com início, isso foi uma das grandes conquistas da da nossa cosmologia, por exemplo, que sempre defendemos que o universo teve o início, não é? Isso tudo nos ajuda de alguma forma a colocarmos a nossa fé na esfera pública com mais força e eficácia. >> Houve eh um tempo em que a ciência, a teologia passou por um processo de cientificação, digamos assim. Eu vou procurar a ciência para ver se o que o texto bíblico tá dizendo é verdade ou não. E aí, até mesmo Jesus Cristo passou pelo escrutínio da ciência. A ciência diz que Jesus existiu. Se a ciência diz que Jesus existiu, então é mais fácil pro ateu acreditar em Jesus? >> Eu acho que a gente tem que qualificar um pouco de que área da ciência a gente tá falando, não é? Porque se a gente fala de historiografia, que é o que vai fazer esse tipo de análise, há um processo científico diferente de ciências naturais, alguma coisa assim. Ah, se eu vou discutir um fato químico, um fato biológico, astronomia ou coisa do tipo, é diferente de discutir historiografia. Eu tô analisando documentos, ah, registros históricos e coisas do tipo. Quando a gente entra nessa matéria, que é uma matéria científica ao seu modo, a historiografia ela vai nos dar, sem sombra de dúvida, certeza da existência de desse personagem histórico chamado Jesus, não é? Ah, principalmente porque ele é o personagem antigo do seu tempo que possui o maior número de registros a seu respeito. Você pensa em Pilatos, talvez era o homem mais importante da Galileia naquele período, você tem menos de meia dúzia de referências a ele ao longo da historiografia. E quando você fala de Jesus, você somar todas as fontes diretas e indiretas, religiosas e não religiosas, você vai ter algo entre 69 e 72 fontes falando de Jesus, não é? O que é um número absurdo de fontes para um personagem que era da zona rural da periferia de lugar nenhum e que se torna o iniciador de um movimento cuja única explicação é que as declarações que ele fazia a seu respeito eram verdadeiras. Então, o essa ideia de um Jesus histórico é é um um uma pedra no sapato de muita da comunidade ateia, porque você hoje, se você defender que Jesus não existiu como personagem histórico, você é um outsider do mundo acadêmico. Você é um cara que tá defendendo uma posição que não é cientificamente consensual. Até os piores, você pensa no Barfan, não é? O Barfan tem é hoje um agnóstico, um não cristão muito conhecido, teve debates com Willen Craig. Ah, o Erman, ele vai defender a historicidade do personagem Jesus, por exemplo. Até mesmo os principais defensores de que Cristo não existiu, de que ele é uma invenção romana, alguma coisa do tipo, e confessam que a posição deles não é aceita na academia. Por outro lado, e aí a coisa vai ficando mais interessante, se a gente entende Jesus como personagem histórico e a gente entra ah nesse processo de avaliar o que é que nós podemos ter cientificamente no sentido historiográfico sobre Jesus, você vai precisar chegar à conclusão de que esse Cristo era Deus, de que ele ressuscitou dos mortos, de que ele era aquilo que ele declarava ser. Porque a evidência da ressurreição é uma evidência muito poderosa. Você tem um homem que [música] o testemunho sobre ele é que ele realizou milagres, ele declarou sobre si mesmo ser Deus, ele morre e ele ressuscita. E ele não ressuscita de uma forma que, ah, viram ele de longe ali dando um tchauzinho no céu. Não, a gente viu ele depois de 12 horas de jejum olhando para uma fogueira de madrugada sem dormir três dias, a gente viu ele de relance, igual gente que diz que viu o anjo, né? Ah, pastor, vi o anjo. E como foi? Eu tava 12 horas de jejum olhando pra fogueira, eu vi uma luz passar. Eu disse, é bom assim qualquer um v anjo, né? >> A falta de glicose no cérebro explicaria muito bem isso, né? >> É, Jesus andou com eles 50 dias depois, comeu com eles. Por isso que João fala aquilo que a gente viu, que a gente tocou, que a gente pegou. Eu recostei a cabeça no peito dele. Por que que João diz isso? Ele tá querendo se amostrar. Ele fala assim no Ceará, ele quer se amostrar, se exibir? Não, ó, eu botei a cabecinha no peito de Jesus. >> Era amiguinho dele, né? Ele queria deixar claro, ele não era uma figura etére, ele existiu de carne e osso. A gente conviveu com ele. E esses homens registraram acerca daquilo que viram e assinaram o seu testemunho com o próprio sangue. Morreram em nome daquilo que testemunharam. O que é muito diferente de você morrer por uma fé, porque você pode morrer por uma fé falsa. Ah, eu creio aqui numa falso no falso Deus e eu morro declarando minha fé nesse falso Deus. Isso pode acontecer. Mas eles não morreram declarando a fé em Jesus. Eles morreram declarando a fidelidade de um testemunho ocular. Eu vi, eu toquei, eu senti, eu andei com ele, foi isso aqui que ele fez. E se você quer me matar por pregar isso aqui, pode me matar. Ninguém morre pelo que sabe que é mentira. Eles morreram crendo que aquilo era verdade. E aquilo era um testemunho ocular, um testemunho confiável. E é um testemunho de uma coisa muito poderosa. O homem que veio pra terra dizendo ser Deus, morreu. Todo mundo viu ele morto. Foi diante de toda a comunidade da Judeia numa cruz romana, foi colocado no leito e ele voltou dos mortos depois de três dias. É uma declaração muito poderosa, innegável. Aí você fez uma pergunta muito poderosa, fica mais fácil pro ateu crer? Eu lembro quando eu tava conversando com um amigo meu, ele era teu, talvez ainda seja, não tenho certeza hoje, mas ele era história, historiador e ele me chamou, Igago, eu tô lendo sobre Deus e tal e tal. E eu queria saber por Jesus, foi a pergunta dela, foi dele, foi essa. Por que Jesus tem o tempo para almoçar? Nossa, é, é oferecer banana para macaco, né? Pô, por que Jesus para um pastor agora, meu filho, né? Eu mordo esse queijo e vou aí no caminho que for, né? Fui lá almoçar com ele e aí, bom, ele é historiador, né? Históri faz trabalho com historiografia. Vou por essa linha. Argumentei, mostrei o argumento da expliquei crítica textual, a validade dos manuscritos, decorei um monte de informação e números que fica mais poderoso o argumento, né? Aí falei lá de call, um monte de coisa e tal e ele colocava contraargumentos. Olha na hora decorado já aqui, ó, manualzinho de apologética. Pá, pá, pá, eu expliquei, deixei aquele homem sem palavras, venci todos os contraargumentos, expliquei com maestria. E ele disse para mim no final, negar que Jesus era Deus. é negar tudo o que eu já aprendi na minha vida sobre historiografia. Poderoso, né? Ele creu, >> não saiu. Ateu da conversa, continuou ateu. Au, até a última vez que eu ouvi falar dele, anos depois, ainda era ateu. Então, veja, a apologética tem um papel, tem importante, mas esse papel ainda é o papel de abrir um caminho mais fácil para que eu possa apresentar o evangelho, para que eu possa mostrar para ele os caminhos da fé, para tirar parte das barreiras que o impedem de seguir o caminho do evangelho. Mas quem faz o trabalho ainda é o evangelho, que eu sou um calvin de cinco pontos, não é? Então eu eu ainda acredito plenamente que quando Pedro diz para Jesus, "Tu és o Cristo, filho do Deus vivo", aí Jesus diz: "Não foi nada humano que te revelou isso aí. Não foi nem carne, nem sangue. Quem te revelou isso foi o Pai". Então eu tentei, através de carne e sangue revelar, mas o Pai não revelou. Então, em certo sentido, sim, a apologética tem um papel poderoso de pré-evangelismo, de tirar barreiras paraa pregação do evangelho, de tornar até até mesmo a fé cristã uma fé mais aceita socialmente, o que facilita o nosso trabalho como pregadores. Mas no fim das contas, a apologética sozinha, ela só convence o homem da razoabilidade da nossa fé. >> O pastor César tem informação em apologia, né? Ah, a ciência, nesse caso do estudo do Jesus histórico, da comprovação, a a ciência pode servir na apologética para isso? >> Eh, eu vou, é muito legal esse depoimento do Iago. Ele fala assim: "No fim ele terminou ateu, então, mas se ele disse, diante de tudo isso que a gente tá vendo, é impossível dizer que Jesus não seja Deus, nesse momento ele deixou de ser ateu. Ele só não é salvo, mas ele confessou que existe um Deus. Isso significa que ele saiu do ateísmo e veio para o teísmo. >> Não, não, mas continua ateu, infelizmente. >> Posso declarar porque eu vi. >> Então é que o ateu ele não crê que exista um Deus. >> Se ele disse assim, é impossível que você precisa dele, >> pastor César, eu acho que ateu não existe na realidade. Todos eles sabem que Deus existe. Eles estão negando para si mesmos uma realidade que eles reconhecem. >> Exato. Aí a gente vai partir para uma outra perspectiva que é da soterologia. Aí tudo bem, ele continua não sendo salvo, entende? Eh, eu eu eu entendo que essa esse ateísmo é sempre construído. E o nosso papel é, eu vou falar como apologista, né, na que é a minha primeira formação, que o nosso cham vencer debate não é difícil. Vencer debate não é difícil. Tempos atrás a gente fez uma live e como é que chama aquele grandão? O Daniel, quem mais tava na live? Eu, o Éberl, o Daniel, mas eu não lembro mais quem o Carlos não foi que eles iam participar de um debate. Na sequência eles iam participar de um debate. Se aí >> é o Kelson. Kelson. Então >> foi o Kelson. Exatamente. E lá na na sequência eles iam parp participar de debate. Falou: "Pastor, eu vou participar de debate, senhor manja de debate? Me dá umas dicas de como que eu faço tal". Falou: "Ó, faça mais perguntas, não sei o que e tal". E hoje quando eu cheguei aqui, eles falaram assim: "Meu, todo mundo até nos comentários falaram assim: "Meu, tinha que achar uns naturalismos mais melhores do que eles, do que não sei o quê". Porque os meninos foram lá e arrebentaram no debate. Vencer debate não é difícil. Vencer debate não é difícil. Tá o Schopenhauer aí com o aquele livro Como vencer um debate sem ter razão. Eu não lembro como que é o nome do livro lá. Não sei quantos pontos dá para você vencer um debate, mas você tem razão. Então vencer um debate não é difícil. Eh, mas a gente não foi chamado para ganhar debate, ele foi chamado para ganhar a alma. E ganhar alma aí é um trabalho do Espírito Santo, entende? Então a gente vai lá e abre a cortina [música] para falar assim: "Olha, ó o que tem aqui dentro. Isso aqui é disso que eu tô falando. É disso aqui eu vivo para falar sobre isso aqui [música] que é o reino de Deus chegando. Agora é o Espírito Santo que vai convencer esse cara [música] a dobrar o seu joelho e a língua sua, confessar que Jesus Cristo é o Senhor. Ninguém pode fazer isso. Não foi um trabalho do Espírito Santo. Então a nossa parte é chegar lá e abrir a cortina e falar assim: "Tá vendo aqui dentro? [música] Tá vendo isso aqui que você não conhecia? pega tudo que você conhecia e agora coloca diante disso aqui e vê se você não termina de joelhos. [música] Agora, quem vai fazer esse trabalho espiritualmente, aí nós estamos falando de um milagre, que é o homem velho eh dobrar o joelho e sair dessa experiência uma nova criatura. >> Eu lembrei muito de um debatedor americano, sua, seu testemunho me lembrou muito disso, que é muito me tocou muito na época dele dizendo que tava em um debate com o Mateu. E aí o debate era sobre sintonia fina do universo, alguma coisa assim. E aí do nada o cara meteu um problema do mal, o ateu. Ah, mas se Deus é bom, por que que as pessoas morrem? >> Sempre o problema. >> E aí o o teísta bem preparado disse: "Isso é uma falácia, um hair de hering. Você tá mudando o assunto, explicou a falácia e tal, tal, destruiu o cara". Quando acabou o debate, um colega dele chegou e disse: "Ol, ele perguntou isso porque faz dois meses que a mulher dele morreu". E aí ele disse: "Cara, eu venci o debate, mas eu perdi a alma". >> Exato. >> É. Então, às vezes a gente na cultura do debate >> ali, se ele soubesse essa informação, ele tava ele estaria diante de uma ótima oportunidade de evangelizar o cara, >> entendeu? Usando a perda dor, tal. >> Tomé foi cientista diante de Jesus. Eu só vou acreditar se eu fizer o experimento de tocar, de ver, de sentir. Tomé foi cientista. >> Que perguntinha, hein, rapaz? >> É porque já me perguntaram e eu nunca soube a resposta. Então hoje eu vou sair com essa eu vou sair com a resposta para mim. >> Eu não sei, viu? Não sei se ele foi cientista. Eu não não sei. Ah, >> usou do método científico >> para acreditar em Jesus. O o quando as mulheres vem em Cristo, então correm segundo João, entram naquela casa com os discípulos presos ali em João X, com medo dos judeus, portas e janelas trancadas e contam, não é menos científico você confiar no testemunho de alguém em certo sentido. Talvez não seja o método científico, como a gente tá acostumado, mas nem existia naquele tempo desse jeito, né? Quando Jesus aparece a eles no primeiro momento e se revela, eles estão vendo. É, é, você tá entrando no processo de confiabilidade de sentidos. É, é não científico, é menos científico confiar nos sentidos na quando ele aparece. Quando o Tomé diz que ele não tava lá no primeiro momento, não, mas eu eu quero ver o buraco na mão, eu quero ver o Tomé, ele ele descrê em certo sentido no primeiro momento, mas Jesus assente a descreça dele. Pois pega aqui, olha aqui embaixo, vai ver se não é, não é? E ele não precisa, ele não faz, né? Ele não, ele reconhece porque vê. Eu não, não sei se eu não sei se deu uma pegadinha aí na na pergunta. Eu não sei se ele foi científico, mas em certo sentido existe um um uma ansiedade de ver essa revelação do Jesus manifesto, não é? E e ele descrê porque é uma coisa muito poderosa. Estão dizendo que ele voltou, irmão, tão doido, mano. Tão enganado, né? Não pode ter, não pode ser, não é? E aí a partir do momento em que ele aparece, ele declara que Jesus é Deus, não é? Deus meu, não é? Eh, se por um lado ele foi o primeiro descrente, primeiro sédico dentre os discípulos, nesse sentido, ele foi o o primeiro pós ressurreição até essa declaração tão poderosa da divindade de Jesus, não é? Se ele foi cientista, não sei, não é? Mas acho que ele foi um epítome de muitos de nós, não é? Que por um por muito tempo não creram, muito tempo não acreditaram, mas que em algum momento encontraram essa revelação e se dobraram diante dessa divindade, diante de nós. >> Eu sou Cloves da grande Pirascaba. Eu vou fazer uma pergunta como pastor que eu sou. Eu estou aqui com meu filho adolescente, tem outros adolescentes da minha igreja, tem outro pastor aqui comigo, jovens, e eu me coloco na pele deles. O que a certeza da existência do Jesus histórico nos ajuda para crermos também que ele é o Salvador e o nosso único Deus? >> É, é uma certeza que nos dá um um ponto de contato comum com o mundo secular. A gente por muito tempo precisou defender a nossa fé dentro do ambiente acadêmico, dentro do ambiente e acadêmico. Eu vou falar do ensino médio, ensino ensino fundamental, de uma perspectiva de quem tava ali segurando, sabe, uma uma crença pela que se esvaia pelos dedos, porque o mundo medieval tava indo embora, todo mundo já sabia que Deus não existia. Quando eu fiz, estava saindo do ensino fundamental e entrando no ensino médio, foi no auge do Richard Dawkins. Então, nas bi na biblioteca da escola chama Deus o delírio, meus coleguinhas lendo Deus um delírio, meus professores de biologia falando lá de Darwin e zombando de Deus. E eu não sabia o que fazer com aquilo. Eu só cria em Jesus. E eu não tinha argumento, seu Iaguinho de adolescente de sei lá, 16 anos, 15 anos, eu já era me atrevido, mas mas eu não era tão inteligente, então eu queria argumentar, mas não tinha como. Então só ficava lá emburrado, chegava na igreja e orar. Era isso, não tinha o que fazer. Quando hoje com a internet popularizando mais esse conhecimento, ah, com mais tradução de materiais de apologética, com mais eventos, esses eventos que cada vez mais populares, como que o TD Brasil faz, a gente tem acesso a mais argumentações que possam dar pra gente em um momento paz de dizer: "Olha, eu minha fé é absolutamente razoável". Mas também nos dá um lugar para poder responder com graça, com misericórdia e com bondade a razão da nossa fé. Então, quando agora eu, um aluno de ensino médio, ensino fundamental, sou confrontado por um professor, por um colega que zomba da minha fé ou que tenta de alguma forma tirar de mim legitimidade pública para poder pregar o evangelho, viver de acordo com o meu próprio minha própria moral, eu consigo encontrar um ponto para poder ter esse tipo de conversa. Então, quando um professor talvez diga que Jesus é um mito, meus professores de biologia não criam que Jesus existiu como personagem histórico, mas meus professores de literatura argumentavam que Jesus era uma criação literária. Eu dizia: "Mas professor, hoje eu poderia dizer, na época não, porque eu não sabia de nada, mas podia levantar a mão hoje, decorar um vídeo no YouTube, né? Procura do 2D do teologia, Jesus histórico, tem lá um vídeo de uma hora analisando todas as fontes que a gente tem. Professor, mas e quando flegonte de trales? E quando tal e quando bem arbá sarapião e tal? e você cita as fontes históricas que mostram a Jesus que existiu como personagem histórica, eu consigo dar mais razoabilidade paraa minha fé. Claro que não como alguém que tá confrontando diretamente, que eu acho que nem a função de um aluno de ensino médio na sala de aula, mas com alguém que pode colocar um contraponto com inteligência para mostrar que a fé dele não é essa esse absurdo que o professor ateu às vezes tenta fazer parecer. Então, por um lado, veja, eu não vou, eu não passei a crer mais em Jesus quando consegui bases para crer que ele foi um personagem histórico. Para mim, não, não afetou a minha fé. Outras coisas afetaram positivamente, não isso, mas isso me dá uma base para dentro de um mundo que tenta até negar que ele existiu, ter um primeiro ponto de contato para apresentar essa razoabilidade. Beleza? Existiu como personagem histórico e aí passa para uma segunda pergunta: "Ah, mas ele era Deus? Opa, agora eu já chegamos em um ponto. A gente pode ir pro próximo e pode ir pro próximo. Pode encontrar esse ambiente que dá aberturas para pregação do evangelho e como o senhor falou, abrir a cortina, né, e mostrar o que é que tá atrás. E Luís Eduardo de Cuiabá, Mato Grosso, também dono do canal de teologia apologética cristã teólogos, pergunta: "A gente usa muito aquele argumento apofático de que Deus é imaterial, atemporal e não espacial." Não existe um problema nisso quando a gente discute com ateus, no sentido de que o nada também se caracteriza por ser imaterial, atemporal e também não espacial. E se possível, vocês tiveram tempo também comentando sobre a história da Cidade de Jesus, falar um pouco do que vocês acham do Sudário de Turin. >> É sobre esse primeiro ponto aí, o apesar de você tentar fornecer atributos ao nada, por definição, se é nada, é difícil atribuir qualquer coisa ao nada, não é? >> O nada é nada mesmo, absolutamente nada. Mas Deus não é nada. >> É, mas Deus é tudo. [risadas] Porque esse é um grande ponto. A gente confere atributos ao nada no sentido retórico e e e intelectual, mas ele não tem uma característica que é própria dele, porque não existe, né? O que é completamente diferente quando a gente pensa em Deus. Sobre o estudar de Turim, eu tenho as minhas as minhas bom, não sei qual é o qual é a opinião se o TD tem uma opinião formal sobre isso, mas eu não estou convencido de que é original o Sudário de Turim. >> O Célio Pires está viu bastante. Cadê essa? Eu andei, eu andei, quando eu fui pesquisar sobre Jesus histórico recentemente, eu eu gastei um tempo lendo sobre o Sudário de Turim eu, eu pessoalmente ainda não consigo, eu ainda eu estou convencido pessoalmente de que ele é realmente uma falsificação moderna, não é? Não é um não é um documento um, um artefato [música] original de Jesus mesmo, mas obviamente é só a minha opinião. >> Joares Galindo de Mogi das Cruzes, minha pergunta é e na casa do meu pai existe muitas moradas. O que que, como que a gente entende isso? Essas moradas é um, é o, é um texto que representa que há um caminho aberto para todos que quiserem se aproximar desse Cristo, né? Quando os discípulos ficam nervosos acerca do destino deles, Jesus traz essa mensagem de paz, né? Se fos se não fosse assim, eu não teria dito que vou preparar para vocês um lugar, né? Então, a ideia não é um não é literalidade de que existem várias casinhas, né? Tem talvez tenha, sei lá. Mas a a ideia é que a gente tem moradia lá, que lá é onde a gente vai, há espaço para todos nós lá, não é? Tem uma uma banda de Portugal que canta músicas cristãs que diz que nesse trem todo mundo se aperta, mas ninguém sufoca, não é? Então acho que a mensagem é mais ou menos essa. A gente tem espaço para todo mundo, vai entrando aí que a gente vai chegar lá. Sou o pastor e a minha pergunta é dentro das evidências, eh, dentro da historicidade de Jesus, como que a gente leva esse assunto paraa igreja, pros jovens, para adultos que têm dificuldade na fé e também para aqueles que estão fora relacionado às evidências de veracidade da Bíblia? Porque quando é estudado a historicidade de Jesus, penso eu que já é uma evidência das escrituras. Mas como que que vocês poderiam nos ajudar teologicamente, cientificamente, com dicas bem práticas que nos leve a essa segurança? Porque grandes questionamentos que nos surgem é OK, acredito em Jesus, acredito nessas evidências, nem tem como negar, tá? Mas e como eu vou basear a minha fé, a minha vida, então, se eu não acredito nas escrituras? Como evidenciá-la? >> Se se eu não acredito nas escrituras, aí acabou. Aí não tem não tem muito onde basear a minha fé mais. Então é importante que cada pastor conheça a sua comunidade, entenda quais são as demandas ali da sua juventude ou dos adultos, isso é o caso, e conseguir encontrar quais são as demandas a serem respondidas, porque muitas vezes a gente tá respondendo questões apologéticas de pessoas de outras de outros lugares, né? Então, às vezes tem as brigas da internet, tem as questões que estão pipocando no YouTube, tem as as treitas do Twitter e o pessoal da minha igreja às vezes tá completamente alheio a isso, mas as demandas, as dificuldades são outras, é daquele povo. Então, num primeiro momento, a dica mais prática que eu posso dar para um pastor é antes de ser uma voz paraa sua igreja, você tem que ser um ouvido pra sua igreja. Você tem que fazer escuta ativa, você tem que dar aconselhamento, conversar, ter o seu WhatsApp disponível para ouvir os áudios intermináveis do pessoal e e entender quais são as demandas do seu povo, quais são as dores, quais são as dúvidas de fato, quando você tem isso mais ou menos estabelecido, você tem um caminho de dar uma resposta pra igreja, seja de uma resposta mais do púlpito. Vamos fazer aqui uma série de aulas de EBD, onde eu vou estudar e vou compilar os assuntos e vou treinar aqui os jovens sobre isso, às vezes fazer uma uma série com os jovens, às vezes o próprio sermão de domingo, né, desenvolvendo alguns assuntos, se cabe ali no caso do sermão de domingo para poder empoderar o meu povo, dar poder pro meu povo para eles entenderem as questões que são dúvida, dúvidas para eles. Algumas questões mais complicadas precisam de trabalho de discipulado. Então, às vezes tem jovens da minha igreja com questões teóricas muito complexas que às vezes eu tenho que estudar para responder. Tem vídeo do YouTube que eu faço que na verdade eu tentando resolver o problema de uma pessoa da minha igreja que manda uma pergunta muito difícil. Eu digo: "Rapaz, eu não sei. Tu me dá um tempo que eu vou preparar". Aí eu preparo, falo com a pessoa ali uma hora no discipulado e vai virar um vídeo pro YouTube depois, assim, porque às vezes dá o trabalho o negócio, não é? Então é, esse é o trabalho da gente como pastor, não é? Por que que o cara só não joga lá no YouTube 2D, teologia, tema, tal que vai ter, façam isso. Tem, tem, vai ter qualquer coisa. Por que que ele procura o pastor? Porque o pastor vai ouvi-lo. Eu não gosto, tenho como ouvir o pessoal da internet. o pastor vai ouvi-lo, vai saber qual é a grande questão para poder responder diretamente. >> Eh, uma outra questão, se você já, se o Jesus histórico já tá firmado, eles já conhecem, tem o trilema e do Josh Mcdoyell, eu não sei [música] quem quem conhece, eh, já que Jesus histórico já tá provado, então eu creio que ele existe, eu creio que a Bíblia tá lá no Evangelho, tudo é verdade, tal, tal, tá? Como que faz dele Deus? Então você aplica o trilema do Josh McDog, são três perguntas básicas. Jesus é mentiroso? Aí eles vão [música] dizer: "Não, segundo, eu vou falar bem de forma coloquial para ganhar tempo. Jesus é mentiroso? Não, ele é doido? Não, então ele é Deus. Então tudo que ele falou, então ele é Deus. Se ele não é mentiroso, se ele não é doido, então é verdade. Então, o trilema de Josh McD muito a grosso modo, depois dá um Google aí que você vai ter são umas 20 páginas para falar disso aí, mas eu tô tentando resumir aqui.