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A fé vem pelo ouvir

O Espírito Santo na Teologia Reformada (parte 01) – BTCast 638

O Espírito Santo na Teologia Reformada (parte 01) – BTCast 638

O Espírito Santo na Teologia Reformada (parte 01) – BTCast 638

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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Bibo recebe Gabriel Chebek, Léo Cruz e Luiz Henrique para uma conversa sobre o Espírito Santo na Teologia Reformada. O tema nos leva a explorar não apenas a compreensão clássica dos reformadores, mas também os debates que surgiram ao longo da história sobre a continuidade ou cessação dos dons espirituais. Ao longo da discussão, contrapomos a visão cessacionista com documentos históricos que revelam diferentes interpretações dentro da tradição reformada. Como os reformadores e teólogos posteriores entenderam a atuação do Espírito Santo na igreja? Quais argumentos foram levantados para defender a continuidade dos dons e quais para sustentar sua cessação? Em meio a debates contemporâneos sobre dons, experiências espirituais e vida comunitária, refletimos sobre o que a história da teologia reformada tem a nos ensinar sobre a presença e ação do Espírito Santo hoje.

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
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– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número
>> 638.
>> Eu sou Rodrigo Bibo e Deus também cura
nas presbiterianas. Deus age lá também.
Seu espírito se move em todos os
lugares, inclusive nas igrejas
presbiterianas. Amém.
>> E eu sou Léo Cruz e eu prefiro ser um
continuísta com cinto de segurança a
levar multa.
>> Ah. Cara, [risadas] boa.
>> Genial escrever.
>> Genial.
>> Eu sou o Luís Henrique. Senhores,
documento do Espírito Santo na mesa.
Alguém contra? Aprovado.
>> Eu sou Gabriel Chebec e como um bom
neocalvinista, eu acredito que o
espírito atua em todas as frestas da
realidade.
>> Ó, frestas só queas. Frestas é uma coisa
nova, né?
>> Fras é uma coisa nova, man. Chebec é bem
ruim esse sobrenome, né, mano? Eu acho
>> peguei da minha esposa, né? da esposa.
>> Como assim? Foi da tua esposa já começou
já. Ó, esse episódio já foi muito
moderno, muito moderninho,
>> muito moderninho. Pegar esposa. Nossa,
mano. Tu
>> e cara, eu é se tu tu tem problema com o
teu pai igual eu assim, porque eu tô
podendo ter feito isso.
>> Mentira, mentira. Não precisa responder.
>> Problemas paternas. Patas paternas. Não
é só porque meu sobrome é Pereira e
Carvalho. Não tem graça.
>> Pereira Carvalho. É não. Chebec é ruim,
mas é melhor que Pereira e Carvalho.
Não, Carvalho é bom, hein. Carvalho.
>> Mas o Gabriel tem problema com o pai.
Isso a gente precisa falar aqui.
[risadas]
>> O dos dos quatro aqui, o único que não
tem problemas com o pai é o Léo.
>> É o Léo que é que não tem pai por sinal.
É,
>> não tenho. Que isso? Meu pai tá vivo.
Calma, calma. [risadas]
Acabei de falar com ele hoje. Acabei de
falar com ele hoje. Muito pentecostar
meu pai. É isso aí, filhão. É mistério.
>> É mistério. Boa demais. Boa demais. Mas
é que legal. É cheek. Sheebbec. Enfim.
É, enfim. Não sei. Eu me passo uma vibe
meio diferente esse Chebec assim, sei
lá, meio russo.
>> Ah, me passa uma vibe meio federal
assim, uma vibe meio federal. Mas vamos
lá, galera. É o seguinte, estamos aqui
com esse time de presbiterianos para
falarmos sobre. Não, fica ligado,
galera. O tema hoje é vai envolver
sensacionismo,
confissões reformadas, eclesiologia
reformada, tá? Pneumatologia reformada.
Galera, é um papo assim, sério, se você
sensacionismo, vai ter tudo nessa
conversa. A gente nem sabe se vai
conseguir condensar tudo isso aqui em
uma hora de episódio, tá bom? Temos aqui
o nosso historiador Léo Cruz. Então
assim, mano, vai vir muita coisa, vai
vir e argumentos históricos, teológicos,
vai ter muita coisa aqui nesse
>> muita ata, muito documento para você que
é presbiteriano.
>> Exato. Exato. Mas é, ó, mas cara, eu não
sou presbiteriano. O que que eu quero
ouvir esse episódio? Bem, você não é
presbiteriano, mas você provavelmente
deve ser um batista, um pentecostal, sei
lá quem é você. comenta aí aqui no
YouTube. Então qual é a sua, a o seu
credo. Você é um continuísta, você é um
sensacionista, você é um pentecostal,
você é um batista? Você é um
neopentecostal? Você acredita na
atualidade dos dons? Já vai comentando
aí a aqui nos comentários deste BTC aqui
no YouTube, tá bom? Vamos concentrar os
comentários aqui no YouTube, fica mais
fácil de nós monitorarmos. Mas se você
não é presbiteriano, você se pergunta:
"Do que que essa conversa me interessa?"
Bem, a presbiteriana, ela é uma igreja
que está aqui no Brasil. Hoje na
internet temos muitos expositores, né,
que são presbiterianos de teologia
presbiteriana. Você com certeza já
esbarrou em algum vídeo de um pastor
presbiteriano. Tenho certeza absoluta,
né? Você já viu algo do tio Nico? Você
já viu algo do Hernandes Dias Lopes?
Entendeu? Nem que seja sobre Bolsa
Família, mas você viu. O que eu quero
dizer é o [risadas] seguinte,
>> mano?
Pelo amor de Deus. Não é só para pessoal
localizar aqui, entendeu? Mas você viu
já então os presbiterianos foram os
primeiros a evangelizar a internet no
Brasil.
>> É um dos primeiros convidados do
Bibotalk, não é mesmo?
>> Uhum.
>> Não foi Podemos Lopes ou Leandro Lima?
>> Foi o Leandro Lima, cara. Leandro Lima.
Milênio
>> é os presbiterianos o Bibotal não teria
alcançado. Eh, os presbiterianos são
sensacionais e fundamentais na nossa
história aqui enquanto Bibotalk, né?
Tipo assim, o Leandro Lima gravou alguns
episódios, Nicodemos gravava episódio
com a gente, chegou a prefaciar um livro
que nós lançamos em 2013, entendeu?
Então assim, Franklin Ferreira já gravou
episódio com a gente, Jonas Madureira,
né? Então assim, a gente já gravou com
uma galera reformada aí, tudo e tal, a
Fiel já chegou a patrocinar episódios
aqui nesse podcast, entendeu? Então
assim,
>> é, então eu devo muito a eles, devo
muito assim mesmo, né? Por todo o apoio
que eles deram no começo, cara. Eu ia em
várias conferências, eu todo ano eu ia
na conferência da Fiel, né? Eh, eu quase
já fui um influencer da Fiel, né? Então
assim, é, eu lembro que naquele ano tava
eu, Saor Lucena e Douglas, né, do
Teologueiros, a quem mais estava lá?
Acho que tinha uma tinha uma irmã
também, uma uma menina, não lembro se
tinha, não, acho que não tinha, né? A
mulher não pode falar muito. É, eu não
lembro.
>> Caraca, essa introdução, [risadas]
>> essa introdução
>> é é ruim. [risadas] Corta essa parte.
Não pode deixar, deixa, deixa, deixa,
>> deixa, porque é uma brincadeira
saudável. Se o presbiteriano não sabe
rir, ele vai aprender conosco. Bom,
então é isso. Mas é, mas a mulher tem
mesmo pouco espaço, né? Eu não lembro de
ter visto mulher pregar na conferência
da Fiel, por exemplo. Acho que não tem.
Então, acho que ela
>> Mas aí essa culpa cai 50% nos Batista,
né? Mas aí, enfim, a gente tá divergindo
do
>> É, é isso. É verdade. [risadas] Isso é
verdade. O
>> episódio não é sobre isso.
O que eu quero dizer é o seguinte, a
galera tá aí e a gente precisa entender
um pouco mais, porque às vezes os
próprios presbiterianos não tão ligado
da história, que é o que a gente vai
trazer aqui. Então, esse episódio ele
vai abrir olhos, né, de presbiterianos,
quem sabe, e vai, tipo, você ter um
conhecimento geral de uma denominação,
de uma teologia que é tão importante
para o cristianismo, por que não? E
temos muitos brasileiros e expoentes aí,
eh, presbiterianos e tal, da qual a
gente tem muito respeito, carinho e
admiração, porque, de fato, foram os
primeiros a povoar aí a internet com
conteúdo bíblico, teológico, entendeu?
Então é isso, né? Acho que é isso,
>> é presbiterianos ou não, a gente espera
que esse podcast seja extraordinário
para você.
>> Exatamente.
>> O Espírito Santo de cada um.
>> Assim como Exato.
>> Amém. Amém. Então tá, vamos pro recado
paroquial e depois a gente volta para
trocar essa ideia. Luiz, hoje é o roxo.
Tô fazendo um experimento aqui para ver
se o menino tem futuro.
>> E nos recados paroquiais dessa semana,
galera, é o seguinte. Teremos aí três
eventos confirmados para você poder nos
encontrar e desfrutar de boa teologia no
presencial. A primeira que eu quero
dizer para você é o seguinte: teremos a
conferência teológica EBT aqui em
Joinville e Santa Catarina. Eu,
Guilherme Nunes, Víor Fontana e
Alexander Stor Refa falando sobre o
Cristo completo. 15 16 de maio. Põe na
tela aí, Rafa. Olha só essa conferência.
É uma conferência de teologia que vai
acontecer aqui em Joinville, Santa
Catarina. Galera, espero vocês para este
encontro. Aliás, por falar encontro aqui
em Joinville, eu não ten banner pro Rafa
colocar na tela, mas cara, dia 28 de
março agora, ou seja, nesse sábado, se
você aqui é de Joinville, na minha
igreja vai ter um café teológico com o
André Daniel Heink, tá? Vou colocar aqui
um celular para você mandar uma
mensagem, caso você queira participar e
você é faz a sua inscrição ali. Mas é só
chegar, tá bom? Só chegar Café Teológico
com André Hank sobre fé e dúvida no dia
28 de eh março aqui em Joinville, lá na
Milk também aqui de Joinville, Santa
Catarina. Tá bom? Mas volta o banner,
Rafa. Volta aí. Ó, conferência teológica
da EBT aqui em Joinville, Santa
Catarina. Ainda temos algumas vagas.
Garanta a sua. Vem aqui para Joinville
participar dessa conferência teológica.
Você que é de Governador Valadares,
teremos BTD aí. Sério, olha só, dia 30
de maio, põe na põe na Rafa tela, não,
né? Põe na tela, Rafa. Eu estarei lá,
Cacau Marques e Víor Fontana com o tema
A igreja perfeita. Você que é de Minas,
cola lá em Governador Valadares que a
gente vai ter o BTD lá. E eu e o Cacau
estaremos em Lisboa. Olha só, BTD
Internacional em Portugal no dia ah 2 de
maio. Dia 2 de maio. Eu troquei as
ordens, mas não importa. Você que é da
Europa, cola com a gente em Portugal no
dia 2 de maio para este BTD também. O
tema Igreja perfeita, eu, Cacau e Rafael
Ciano e talvez um convidado surpresa que
a gente não sabe ainda, mas talvez ele
apareça por lá, tá? Dia 2 de maio, tá?
Vai ser muito legal este BTD, o nosso
primeiro BTD em Portugal, mais um BTD na
Europa e vai ser muito legal você que é
da região estar por lá, tá bom? Vai ser
legal demais. Esses são os eventos que a
gente tem, que está rolando aí, tá bom?
para você nos encontrar. Não temos mais
nenhum BTD confirmado ainda. Talvez lá
em dezembro surja um BTD. Em Belém ainda
não temos data confirmada. Bibo e e BTD
em outras cidades. Galera, o que tá
fechado são esses. O BTDI acontece onde
as igrejas entram em contato com a gente
e elas, né, perguntam como é que
funciona para custear o evento. A gente
passa mais ou menos a dinâmica e a
igreja então fecha o BTD. para esse ano
não temos mais data, infelizmente. Mas
se você quer um BTD na sua igreja, você
é pastor, líder do departamento, você
tem poder de decisão para criar um BTD
aí, manda o e-mail contato@bibotalk.com,
tá bom? Simbora para esse episódio aí
que, ó, vai ferver miolo, hein? Vai
ferver miolo, galera. Então, tá, eu só
eu tenho essa pergunta para fazer.
Geralmente ah, quando a gente ouve falar
um pouquinho de teologia reformada e
tal, ah, no assunto do Espírito Santo,
parece que se tem assim uma certa
comedida. O o próprio sensacionismo
geralmente está associado à teologia
reformada. Eh, isso é uma opção de
alguns reformados, é algo que está
documentado, tipo, a teologia reformada
é sensacionista. Como é que eu entendo
isso? Teologia reformada, sensacionismo.
O Espírito Santo é uma pessoa da
trindade. E a teologia reformada,
obviamente, né, ela chancela essa
doutrina bíblica da Trindade. Então,
como é que fica aí? eh o papel do
Espírito Santo e principalmente, né, a
questão dos dons que também estão
registrados na Bíblia, mas na teologia
reformada. É uma opção exegética de
alguns? É algo documentado nos escritos
oficiais? Como é que a gente pode
começar a conversar sobre isso para
entender um pouco o papel dos dons
espirituais na teologia reformada? É
sensacionismo e pronto ou não? Tem
espaço, tem abertura? Como é que a gente
entende esse rolê?
>> Tá. Eu acho que para começo de conversa
a gente deveria eh entender de que a
teologia reformada, assim como a reforma
protestante, ela não é monolítica.
Existem vários grupos, existem vários
documentos, como o catecismo de
Heidelberg, que faz parte do bojo da
teologia reformada, o sínodo, o sínodo
de Dort, que também fez documentos sobre
a teologia reformada. E nós temos
dentro da história a consolidação ou a
cristalização
para com os presbiterianos da confissão
de fé de Westminster. Nós estamos
falando do documento que parece ser a
Magnopos,
mas que eh existem algumas, mas é que na
verdade é a consolidação de anos e anos
de reflexão em cima daquilo que seria a
identidade reformada. E eu queria
começar por aí, né? Porque quando nós
falamos de cestacionismo, nós precisamos
nos ater ao documento da confissão de fé
de Westminster, até porque os documentos
de fé são algo bem fronteiriços. Eles
passam por uma determinada exegese, mas
eles passam também pela consolidação da
doutrina a ao redor do tempo e
principalmente diante dos dilemas, dos
problemas que a fé reformada enfrentou
eh eclesiologicamente
eh no seu nascimento e no seu
desenvolvimento. Então, quando nós
falamos do da confissão de de
Westminster, nós encontramos lá a ideia
dos antigos caminhos de Deus revelar,
eh, de Deus se revelar como algo que
cessou. Então, o documento ele, eh,
realmente vai por esse caminho. E o que
isso significaria? O que que de fato é
essa esse sensacionismo
do da vontade de Deus diante da
revelação? Então, para começo de
conversa, a gente teria que entender daí
e por a confissão de fest de
Westminster, porque ela é paradigmática
para toda a reforma.
Então, a gente precisa fazer uma um
para começo de conversa, a gente precisa
realmente fazer uma distinção dos modos
de revelação que a fé reformada ela faz
a respeito da própria revelação, né? Eh,
existe a questão da revelação direta de
Deus por meio de de por meios ah por
meio aos fiéis em tempos antigos. Então,
a gente tá falando de oráculos, visões,
sonhos, as ditas profecias e existe a
inscrituração,
que é nada mais, nada menos do que o ato
de colocar a revelação por escrito, ou
seja, o canon. A gente tá falando aí da
formação do canon, do antigo e do Novo
Testamento. E quando a confissão de fé
de Westminster se refere aos antigos
caminhos, ela está se referindo a
questões de manifestações
imediatas, ou seja, a ideia do da
inscrituração, a ideia desse canon
fechado. Então, já pelo documento, a
gente consegue observar de que os ah os
reformados ou pelo menos a confissão de
Fed Westminster não está tão preocupado
em discutir pneumatologia.
>> É o que eu ia falar agora, né, sobre os
dons. E, aliás, eu até concordo com essa
declaração aí de Westminster, eu acho
que,
>> né, concordo em partes, na verdade. Eu,
como pentecostal acredito no dom de
profecia, né, só que não uma revelação
canônica. Isso de fato, eu acredito que
o canon está fechado, virtualmente
fechado. Acho muito difícil hoje acharem
alguma carta assim. Olha gente, essa
carta aqui realmente é a carta que Paulo
escreveu a Laá Odiceia, sabe? Não, essa
aqui é a terceira aos Coríntios. Acho
muito difícil isso acontecer hoje. Então
assim, creio que o cano está fechado e a
revelação principal de Deus, a revelação
que Deus deu pra comunidade, pro seu
povo, tá lá nesse sentido. Sim. Mas isso
não não isso não tem nada a ver com os
dons em última análise, né?
>> É, a princípio não, porque a grande
questão é que a confissão de fé de
Westminster, ela precisa também ser
submetida a uma exegés. Nós não estamos
falando única e exclusivamente sobre um
algo que é entendido da mesma forma em
todo tempo. Então, para fazer a exegese
da confissão de Fed Westminster, é só
sujeitá-la ao tempo, à cultura, as
pessoas. Estamos falando do discurso do
enunciado, mas estamos falando também do
dos interlocutores que formaram esse
belo documento de fé. E quando olhamos
para a confissão de fé de otimista, a
gente fala que, ó, ela foi produzida em
um determinado tempo. E como produção de
um determinado tempo, ela apresenta
algumas coisas a qual ela, algumas
respostas ao qual a a algumas perguntas
que foram levantadas ah na sua época
vigente. E se nós deslocarmos a
confissão de fé de Westminster para
outro tempo, talvez algumas coisas elas
percam a noção. Então, para começo de
conversa, a gente precisa entender o que
seria esses antigos caminhos. Mais uma
vez, antigos caminhos na confissão de
Westminster está se referindo à
inscrituração, à formação do canon, ao
fechamento do canon e não a
pneumatologia. Aliás, eh é de prae que
os reformados falem muito pouco sobre a
pneumatologia, muito pouco. Existe
posteriormente uma atualização da
confissão de Westminster que vai
acrescentar dois capítulos falando sobre
o Espírito Santo, mas a princípio a
preocupação deles é algo que beira a
cristologia e a eclesiologia e não a
pneumatologia. cistologia, a doutrina ou
pelo menos a a o campo de estudos a
respeito de Cristo, a eclesiologia da
igreja e pneumatologia para explicar
para quem nunca ouviu esses termos, a a
área de estudos do Espírito Santo. E uma
coisa muito interessante, já pegando o
que o Luiz falou, quando a gente vai
confrontar essa questão dos modos de
revelação, a gente vê principalmente que
a confissão de F Minster, ela não tá
preocupada em tratar isso como uma noção
de dons, porque se você analisa o
documento, você vai ver a citação da de
dons enquanto realmente, como a gente
entende em dois momentos, no capítulo 5
e no capítulo 26, em que nenhuma das
vezes está ligado à noção de sensação
total ou extinção desses dons.
Continuando aqui no no Gabriel, por que
que isso é importante? Geralmente o
pessoal mais sensacionista vai pegar o
primeiro artigo que é esse de os
caminhos antigos revelação de Deus
cessaram para dizer não tem revelação. E
aí é mais uma discussão de prática
contra prática, ou seja, uma prática das
igrejas reformadas e práticas das
igrejas pentecostais, não exatamente
doutrina de Bíblia. Por quê? Porque no,
para quem já foi pentecostal, no no dia
a dia, no uso comum, as pessoas chamam a
visão, o oráculo de revelação. Mas não é
esse o sentido que tá no documento. E se
você teve a experiência de igreja
pentecostal, o fato da pessoa chamar de
revelação não significa que ela
considere aquilo equivalente à Bíblia,
né? Então é uma coisa convenção
cultural. Então você não tá debatendo o
documento, você tá usando o documento de
espelho. E isso fica evidenciado no
próprio documento, porque mais à frente,
eh, quando ele vai falar sobre a lei,
existe um texto que seria até mais
apropriadamente sensacionista, entre
aspas, porque fala que toda a lei, no
Antigo Testamento, inclusive, ela não é
abolida, mas dá instrução suficiente
para obedecer a Deus. Então assim, se eu
tenho instrução suficiente para obedecer
a Deus em todas as áreas da vida, por eu
precisaria de uma intervenção divina a
para me iluminar além da leitura. Porém,
o na própria confissão, quando fala da
obediência, no capítulo sobre
obediência, vai dizer que para
amadurecimento da fé e para melhor
proveito da santificação, nós podemos
dispor de iluminações e comunicações
mais plenas do espírito. Então, a
própria confissão abre essa margem para
que além dos meios ordinários, Deus fale
conosco por aqueles naqueles momentos em
que esses meios ordinários eles nos
instruem, mas por questões específicas.
E aqui eu já tô trabalhando até um o
Bruce Waltk, naquele livrinho amarelo,
né? Buscar a vontade de Deus, não são
cristão pagão.
>> Lá no final ele abre essa margem.
>> Se você, presbiterianamente falando, se
você orou, se você leu a Bíblia, se você
buscou conselho, se você meditou sobre a
sua experiência e ainda assim com tudo
isso você não tem uma instrução
suficiente para alguma situação, é
possível que Deus atue
sobrenaturalmente. Isso está aberto na
teologia reformada, né? não tá fechado
esse caminho. E aí vem, voltando o meu
comentário lá do combate de prática
contra prática, a minha entrada, né, do
por que que é preferível ser um
continuista com cinto de segurança a
levar multa, né? Não sei se vocês aqui
agora que a gente comprou carro, a gente
tá recebendo muito meme de carro e aí
tem aquele meme do Detran implica com
qualquer coisinha, entendeu? [risadas] A
pessoa tá com, a pessoa tá com 15
pessoas no Uno, o Uno apodrecendo,
levando mais carga que um Boong. E aí
não tomei a multa porque o Detran
implica qualquer coisinha. Imagina esse
tipo de analogia para uma igreja assim
pentecostal carismática que a pessoa
fala de eh unção da águia, unção do boi
selvagem, igual os talismã do Jack Chan
e aí é apóstolo com cajado de cobra. O
reformado vê isso e na internet diz: "Tá
vendo? Isso é culpa de permitir que os
dons continuem". Só que aí ele tá
combatendo uma prática, não é doutrina
pentecostal.
>> E por outro lado, quando ele vai olhar
pra própria confusão ou o pentecostal
olhar para reformado, tá dizendo: "Não,
vocês estão fechando o caminho do
espírito." Quando na verdade que a
teologia reformada pelo menos abre
margem, é, OK, se você não quer ser
conduzido por Deus, vamos dizer assim,
nessa analogia, você não quer pegar o
ônibus divino, você quer conduzir o seu
carro, use cinto de segurança, senão
você toma multa.
>> Uhum.
Não. E observa a natureza do documento
da confissão de Westminster, é que e o
ao redor dela, a gente tá falando de um
movimento de reforma e de reformas
políticas, eclesiásticas
que tem um grande inimigo, que tem um
grande algóz, que é o catolicismo
romano. E aí toda a influência católica,
anglocatólica, inclusive que é feita na
Inglaterra, né, tem esses aparatos de
salvação ou de penduricalos de salvação,
penduricalos ah místicos, esotéricos. E
a o documento, ele tá surgindo nesse
contexto para ser justamente contra
esses aparatos. Mas veja, é contra a
prática, como o Léo falou, não contra
uma teologia e não contra uma
pneumatologia.
Ah, a doutrina do Espírito Santo, e a
gente conversou, o Léo veio aqui em casa
esses dias, né? A gente tava
conversando, batendo um papo, né? a a
doutrina do Espírito Santo dentro da
compreensão reformada, no caso puritana
ali da compão de Fed Westminster, ela tá
diluída em todo documento.
O Espírito Santo, ele tá diluído em todo
documento. A gente pode falar depois
mais paraa frente sobre isso, né? Mas
mais uma vez, é necessário você entender
a natureza antipapal, antiromana, que o
documento eh está exalando para que você
possa, por sua vez, entender o que seria
o quais são os termos que são utilizados
no documento para que você possa fazer
uma boa interpretação dela, né? Eu
acrescentaria não só antepapal Luiz, mas
também antientusiástica, porque os
entusiastas eram um conjunto de vários
movimentos que seriam esses carismáticos
do nível Detran implica com qualquer
coisinha, porque era o pessoal que dizia
que era possível voltar para pro estado
adâmico, pré-pcado e ter novas
revelações. Então, eh esses movimentos
também estão na mira dos documentos ali
dos puritanos, né? Seja esses penduricos
papais, como também esses movimentos
entusiastas mais radicais. E por falar
em movimento entusiasta, eu vou
interrompendo aqui esse papo para dizer
o seguinte: vocês sabem que eu sou
entusiasta da Insider e agora é o
momento de você aproveitar as promoções
do mês do consumidor. Sério, não sei se
você já colocou alguma coisa no
carrinho, mas ainda não decidiu. Gente,
essa é a reta final para você adquirir
os seus produtos Insider, porque você
sabe, Insider é conforto térmico, a
regulação térmica, tecnologia antiodor,
ou seja, as bactérias não se proliferam.
Eu quero dizer o seguinte, eu eu esperei
para gravar essa publicidade porque eu
estou há três dias com essa minha aqui,
com essa Insider, tá? Eu estou há três
dias com ela. Você pode vir me dar um
abraço aqui agora. Tá de boaça, tá bom?
Tá de boaça. Insider é uma camiseta ou
uma bermuda ou uma calça ou uma saia ou
um top. Cara, tem uma variedade de
roupas lá na Insider, sabe? Roupas
íntimas. Meias, mano. A meia da Insider.
Gente, eu sou fã. Gente, eu sou fã da
Insider, tá? Meias cuecas. Minha esposa
tem calcinhas, roupas de ginástica, tech
t-shirts. Cara, agora é hora. Sério. Por
quê? Porque o meu cupom Bibotalk, ele já
dá 20% de desconto para quem nunca
comprou na Inside. Então, se você tem um
CPF aí que nunca foi utilizado no site
da Insider, já te dá 20% de desconto na
primeira compra. Você que é cliente
recorrente, vai aproveitar agora é 15%,
mas pode se somar a outros descontos no
site que pode chegar até 50% de
desconto, cara. Sério, é agora essa a
reta final do mês do consumidor. Então,
aproveite para adquirir a sua Insider.
Galera, você vai entrar lá? Nossa, P,
mas eu vou pagar esse valor por uma
camiseta, cara. Vai. E tu não vai se
arrepender. Sabe por quê? Porque são
camisetas que vão durar muito tempo. Se
você lavar certinho, tá bom? Lavou
certinho, conforme a instrução que a
Insider manda, você vai ter camiseta
para mais de 5 anos, sem desbotar, sem
laciar. Cara, você tem noção? Duvido que
uma camiseta de algodão é vai durar tudo
isso. Não dura. Não dura, entendeu?
Então a camiseta da Insider, para dar um
exemplo de camiseta, acaba sendo muito
mais barata do que outras camisetas que
você compra por aí. Fora que você vai
ter toda a tecnologia da Insider,
entendeu, mano? Desamassa no corpo, não
fed, entende? Cara, é sensacional. É
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garanta a sua peça da Insider. Tem esse
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também que tá aqui na descrição deste
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Aproveita. Não, não, não, não, não. Tá
Insider.
Um grande exemplo em relação a essa
questão de contextualização na na compão
de Fminster ocorre muito, como por
exemplo, eh, não sei se o ouvinte já
participou disso, mas e principalmente
quem tá aqui já participou, tanto o Léo
quanto o Luiz quanto o Bibo, quando você
vai numa reunião de de presbitério, né,
eh, explicando para quem não conhece a
estrutura presbiteriana, cada igreja tem
um conselho de presbíteros e o pastor
eleito.
>> Ah, mano, pula isso daí, velho. Pula
isso daí. Só explica a reunião, cara. Aí
depois eles têm razão dizendo que
presbiteriano é chato, velho.
>> Chato, [ __ ]
>> Ah, vai ter que explicar nos vamos lá.
Tem representantes de cada igreja que
fazem parte desse presbitério aí, que
reúne uma série de igrejas. Toda vez
quando vai ser ordenada uma pessoa, vai
ser ordenado alguém ao ministério,
normalmente faz uma seguinte pergunta:
"Você acha que o Papa é o anticristo?"
>> Baseado na noção de Westminster? Então,
hoje em dia, muito dos presbitérios,
grande parte na verdade vai condicionar
essa resposta a uma noção muito clara de
olha, a confissão tem um contexto de
formação, não necessariamente lá o Leão
14, Leão 13,
>> não, Leão 14 é agora. Então, então leão
14, eu tô falando agora,
>> eh, do Leão 14 ser o anticristo, a
figura lá do anticristo do apocalipse.
Então, é algo muito contextual quando a
gente analisa este anticatolicismo e que
vai se repetir depois, principalmente
nos Estados Unidos, com algumas figuras
proeminentes aí que a gente vai
conversar ainda.
>> E tem live do bibliotalco sobre isso,
né, do que a gente comenta sobre o
anticristo na confissão. Isso aí depois
procura. Então, uma uma coisa muito
interessante, quando a gente já começa
esses questionamentos e vê essa colocou
essa questão que o Léo colocou de
prática contra prática, a gente tem um
caso muito emblemático à época nas
colônias britânicas, Estados Unidos, que
foi o caso da Ms Willer. E aí eu vou
passar pro nosso historiador explicar
esse caso aí, porque foi uma questão que
gerou muita controvérsia dentro do meio
presbiteriano e reformado nos Estados
Unidos. É, é, é a Mercy, Mercy Wier, é o
nome dela. Eh,
>> de misericórdia.
>> Misericórdia. Eh, esse caso é famoso
porque assim, na década de 1740 tem dois
livros que são publicados e meio que
bagunçam esse universo da discussão
sobre milagres, né? Eles não têm
interação direta entre si, assim, são
dois lados do do Atlântico. O primeiro
deles é a a narrativa dos maravilhosos
feitos de Deus, que é a cura dessa Mercy
Willer. Ela desde os 8 11 anos de idade,
se eu não tô enganado, ela teve uma
febre por conta de malária e não
conseguia mais andar. Não conseguia mais
andar, parecia incurável. E então, eh,
num culto doméstico, um pastor
congregacional foi à casa dela, realizou
uma reunião de oração, pediu para que
ela se arrependesse, se entregasse a
Cristo e ela se levantou da cama e nos
dias seguintes ela começou a andar, né?
Então, esse pastor escreveu a narrativa,
foi divulgada em panfletos e esse é um
dos documentos que eh solta a fagulha
que leva ao grande despertamento que
você já ouviu com o George Whitefield,
John Wesley e Jonathan Edward, esses
caras todos. Então esse é um dos eventos
que que desperta o pessoal que tá na
América do Norte para buscar essa
renovação espiritual muito forte. Então
ess a crença de que os milagres era uma
coisa, milagres como esses, né, de uma
pessoa que não conseguia andar e de
repente passa a andar por meio do poder
de oração, que era uma coisa que
aparentemente estava restrita era
apostólica, teriam voltado. E aí você
avança 4 anos, 1748 e o David Hilm
publica o ensaio dele sobre milagres. E
aí nesse ensaio ele fala: "Se milagres
acontecem, nós temos uma violação das
leis naturais. E a gente tem um
problema, porque se as leis naturais são
um sistema fechadinho e uniforme,
perfeito, criado por Deus, como o
reloginho do relojoeiro, porque ele
precisa toda hora ficar apontando o
ponteiro desse relógio, acertando o
ponteiro do relógio. Se esse relógio
funciona, o relógioeiro não precisa
ficar ali acertando o ponteiro. Se ele
precisa acertar o ponteiro, porque o
relógio foi mal feito. E aí isso derruba
para algumas pessoas mais céticas a
crença na intervenções sobrenaturais e
nos milagres. Por outro lado, dentro da
teologia, especialmente da teologia
reformada, surgirá uma defesa da
existência de milagres e curas, porém
sem quebrar esse mecanismo de leis
naturais, que é o que o Janato Eldard
vai fazer quando ele vai explicar porque
a cura da Mercy Willer não foi uma uma
falsificação, não foi um relato feito
para mover o coração das pessoas, ele
vai dizer que Deus, sendo soberano sobre
as naturais pode ter reorganizado as
pecinhas desse grande relóg lógio para
que naquela hora, no momento certo, ela
fosse curada. Mas a gente tem um
problema aqui que é filosófico, não é
nem teológico necessariamente.
Percebe que a defesa da cura, ela tá
condicionada à preservação desse sistema
de um mecanismo de leis naturais todo
coerente, que todas as pecinhas se
encaixam e é assim que o mundo deveria
funcionar, que é uma visão que vem
lembrando aí das aulas de física do
ensino mais lado, Isaac Newton. Então
esse é o problema que vai condicionar,
pelo menos pós Westminster, a
interpretação reformada sobre dons ou
eventos extraordinários.
Eles podem até acontecer, mas seriam
eles extraordinários, seriam eles
sobrenaturais, se eles acontecem por
meio de leis naturais, então não seriam.
E isso vai fechando a porta para essa
sensibilidade, para essa percepção de
que Deus pode atuar por meios, como diz
a própria confissão, acima além ou até
superando as leis naturais, quando a
confissão lá de WM fala da providência
de Deus.
>> Só que antes a gente precisa eh entrar
no assunto sobre providência, né? eh a
ideia da providência ordinária
extraordinária. No bojo da fé reformada,
você encontra essa divisão eh desses
dois termos. E quando nós falamos sobre
providências, nós estamos falando eh eh
especificamente sobre como Deus ele eh
rege todo mundo, toda a realidade, né? E
aí o o
próprio o Gabriel falou, fez uma
entrada, né, sobre a questão das
frestas, frestas da realidade, né, que o
Espírito Santo age por meio desse, né,
como todo bom neocalvinista e tal,
porque o neocalvinismo é uma forma de de
reformado e tudo mais. Ah, mas eu acho
que eh é interessante a gente levar em
consideração antes de nós entrarmos e
nos aprofundarmos nessa discussão,
principalmente da Mercil Willer, porque
a a noção da providência, ela é
fundamental dentro da teologia
reformada, porque o que seria a
providência eh ordinária? A providência
ordinária nada mais é do que a o o fato
de Deus organizar todo o cosmos, toda a
ideia e deixar a manutenção do cosmos
por conta da própria manutenção do
cosmos. Ou seja, é é aquela ideia do
relógio, né? Você tem o relógio sendo
construído com as engrenagens. As
engrenagens, por sua vez, elas estão lá,
elas são imutáveis e elas funcionarão
daquela forma para todo um sempre. Só
que dentro do BJ reformado existe também
uma compreensão da providência
extraordinária
e e no bojo reformado como um todo, a
providência extraordinária ela serve
serviria para duas coisas. A primeira
delas é para voltar ou ou utilizar e
levar a igreja para um status de pureza.
por aí que a gente passa pelo pelos
avivamentos e pelas compreensões do
avivamento. Se você é pentecostal, se
você entende a e gosta muito do tema
avivamento, pois bem, o mecanismo e a
epistemologia do do avivamento cabe aos
reformados, tá bom? foram os reformados
que acabaram criando todo esse mecanismo
de compreensão de avivamento, que é
quando Deus ele começa a quebrar esse
relógio, abrir esse relógio, desmontar e
colocar outras engrenagens para que, por
sua vez, aquilo se tornasse um um
mecanismo de purificação da igreja
através da ação do Espírito Santo. É
como se fosse isso. Então, a providência
ordinária é o relógio montadinho e
deixando bonitinho. A extraordinária
seria essa intervenção no relógio,
tirando as peças, colocando umas a mais
para fazer funcionar de uma outra forma,
talvez, talvez para acelerar ou diminuir
o ponteiro de maneira não e eh não
natural, de maneira não convencional,
para que por sua vez você tenha ali a um
um momento específico na história da
igreja para eh que demonstrasse a
intervenção de Deus quando ela está está
se encaminhando para apostas. fantasia.
Mas eh tanto que eu acho maior
interessante porque Calvino nas
institutas fala que até mesmo o
ministério apostólico e profético
poderia retornar eh caso a caso fosse
necessário, caso a igreja estivesse mal
das pernas. Olha, olha como como é
interessante a visão de Calvino a
respeito desses dons que outrora ele
fala de que por sua vez cessaram, né?
Esses ministérios que são mais místicos,
esses ministérios que seriam, por sua
vez mais a ah mais ah afrontosos por
meio do espírito, eles poderiam retornar
se a igreja ela demonstrasse algum tipo
de inadequação diante dos desígnios
divinos. Então, é é importante entender
isso dentro da própria teologia
reformada. Providência ordinária, o
relógio construído. Providência
extraordinária, a intervenção do
relojoeiro na dinâmica e no sistema que
rege o relógio como um todo para
acelerar ou diminuir o ponteiro. E aí
com base nisso a gente entra na e volta
pra história, né?
O essa alegoria do relógio, ela ainda é
muito naturalista, não é mesmo, Léo?
[risadas]
Ela é extremamente naturalista. ela está
sendo pautada e e eu sei que é um uma
questão de filosofia, mas ela vai
querendo ou não, tangenciar
algumas áreas da teologia,
principalmente a pneumatologia, porque
ah ah é uma noção muito eurocentrista de
que o mundo ele age ah em ordem e não em
caos, conforme a teologia bíblica muitas
vezes nos trata, né? Quando você olha a
teologia bíblico particular de ordem,
né? Porque o problema não é dizer que o
mundo atua em ordem, porque assim, tem
um um livro que é interessante, aliás,
seria uma trilogia, mas o autor David
Nichols morreu antes de completar a
trilogia, né? ficou devendo essa. Mas
tem dois livros que ele fala sobre a
concepção de Deus da modernidade até a
contemporaneidade. E aí tem um livro que
é Deus e a Razão, eh, aliás, Deus e
Governo na era da razão, em que ele vai
mostrar como a transição da Idade Média
paraa Idade Moderna faz com que a a a
doutrina de Deus encareus como um grande
legislador. E esse legislador não é como
um juiz medieval que decide caso a caso
com base na virtude. Esse legislador,
ele cria um grande sistema coerente de
leis. E aí, a partir disso, que leis são
essas? São leis naturais que regem o
mundo criado, mundo natural, são leis
sociais e existem essas leis espirituais
que são a revelação entregue na
escritura. E aí daí a ortodoxia, ela as
ortodoxias, né, em particular reformada,
eh, por conta dessa refuzina na
soberania. E aí por a gente entraria até
em outro debate, que é a própria
organização da Bíblia em versículos
ajuda isso. Uhum. lidar com a Bíblia
como um grande código de leis, que aí
você abre o capítulo e versículo, ó, tá
aqui dizendo isso, não pode fazer. E
você vai se afastando do caráter
literário do texto, narrativo do texto,
para esse caráter mais eh
não não é propositivo, proposicional do
texto, tipo o que que o texto tá
afirmando, né? Como se fosse um um
código civil. E aí temos o Gabriel aqui
do direito para para corroborar
corroborar com a gente nessa
interpretação.
>> E já pegando essa linha e fazendo essa
noção, é muito interessante por quando a
gente tá ali no século XVI e X e no
início do século XX, a gente tem a
figura do que a gente chama doce direito
canônico. Esse direito canônico muito
ligado, principalmente à Igreja
Católica, que vai reger questões morais
públicas, defrontando com as próprias
escrituras. Só que acontece uma coisa
muito interessante, é aí que eu acho que
a gente consegue começar a desenhar essa
noção, que graças, ou pelo menos por uma
influência de uma perspectiva
protestante na positivação de leis e
tudo mais, esse direito canônico perde o
seu lugar e a gente tem um direito civil
que começa a legislar sobre todas as
coisas da vida comum, certo? Então, o
que que é importante da gente entender
isso em relação a essa discussão e que
que isso tem a ver, né, com essa
discussão sobre don o cara trouxe o
judiciário lá de Genebra para para essa
O que que é isso, cara? Que é isso?
>> É de jurista. [risadas]
Jurista
>> é mal de jurista. Explica aí. Continua.
>> Mas qual é a grande noção disso? é que
quando a gente vê a a influência da
reforma e principalmente ali pós uma
questão de um racionalismo muito grande,
desse naturalismo muito grande que tá
sempre ligado ao positivismo, que é quem
vai levar esse movimento de positivação,
de escritura da lei e a regência disso
para toda a vivência. a gente vê como na
verdade existem muitas coisas que a
gente entende que são uma doutrina, que
são algo de fidelidade bíblica, mas na
verdade é muito mais uma construção
cultural, principalmente europeia, que a
gente importa. E aí já fica essa
polêmica pra gente discutir em relação a
essa importação de que não se trata
necessariamente de algo doutrinário,
bíblico, mas sim interpretações, como a
gente já começou falando da confissão de
fé de Westminster, que trazem a partir
de um ideal, de uma construção de um
país, de uma nação e não da
interpretação bíblica. Olha que
interessante isso, cara, porque a gente
tem a a Mercy Will e Willer, é, né,
acontecendo esse
>> Will e assim com perdão do trocadilho,
né? A mulher tava sem andar e o nome
dela era tipo a pessoa que tem rodinha,
não é misericordinha e rodinha, né?
Willer, Willer. [risadas]
Ai, [risadas] ai, ai. Mas é isso mesmo.
Mas olha que pior,
>> tem uma personagem Stranger Things que
lembra muito, eu falei o nome errado da
A N Willer.
>> Willer, a N Willer. [risadas]
>> Mas olha que que maluco, né? Você tem a
Mercy e a história da Mercy ganhando
super uma repercussão. E aí você tem a
caras como o Charles Cy, aí você tem o
Benjamin Lord, o o Elifat, o Elifat,
Elifalet Adams, o Elifalet Adams, eu
lembrei do nome e tudo mais, só que você
começa a observar a que essa discussão
ainda está na prática e está na prática
olhando o tipo, ó, existem os radicais
avivalistas que foi um nome dado para
que eles que seriam os autodenominados
de moderados, ao qual é o presbiteriano
com cinto. E esse é um problema do
presbiteriano como um todo, né? Ele se
acha muito certo até mesmo nesses
momentos e os momentos cruciais da
história. E eles alcunham um nome que
não é um nome pejorativo, eles alcunham
nomes que geralmente elevam a sua moral,
né? Então os moderados é uma ironia do
do da humildade presbiteriana. Eh, os
moderados eles vão olhar para essa
situação e vão falar: "Não, a gente
acredita nisso, mas, ó, o seguinte, tem
que ver aquele eh creo para não mútil,
né? Eh, a gente acredita, mas, ó, isso
não pode ser transformado em uma
doutrina posterior ao acontecimento
de ênfase e de entusiasmo
sobre a era apostólica. Voltando, e
existiam até questões escatológicas
envolvidas na época, né, de que esses
seriam sinais da volta da segunda volta
de da segunda vinda de Cristo, né, da
volta de Cristo e a inauguração do reino
de Deus de maneira perpétua. Então, é,
existe esse esse cuidado, né? E eu vou
colocar entre aspas o cuidado, porque
esse cuidado ele acabou criando
determinados sistemas que empurravam
essas manifestações para um ostracismo
ou para um lugar de não adequação dentro
do sistema presbiteriano como um todo.
Mas por outro lado, você tem, se você
tem a prática, essa prática dos
moderados, você tem do outro lado a
prática desses radicais que sendo tão
entusiasmados, tão entusiasmados, faziam
um grande avoroso. Inclusive eles
tentaram eh cooptar a a Mercy para que
ela fosse uma espécie de santa desse
movimento, né? uma um um exemplo para
que ela pudesse guiar e dar as bases,
inclusive a sua história, dar as bases
para esse novo momento da história da
igreja. E ambos os lados, mais uma vez
passam pela falta de cuidado com a
história e com o sopro do espírito ali
naquele momento. Então, a gente pode já
começar aí aí, só que o o movimento
moderado foi um movimento que se
consolidou nas academias.
o o movimento mais conservador foi um
movimento que ganhou espaço dentro das
estruturas
eclesiásticas e constitucionais da
igreja. E e só qual é o problema? É que
avivamentos estavam explodindo na
região. O que que a gente faz com isso?
Como a gente lida com isso? Por exemplo,
avivamento Genebrino lá de 1810, 1850,
né? a gente tem a uma tensão política a
ser colocada, que não era só uma tensão
teológica, mas uma tensão política. Se
nós pegarmos todo o mecanismo da
confissão de fé de Westministra, que é
uma questão política eclesiástica e e
transportarmos para 1810, nós veremos
essa mesma tensão sendo reconfigurada
com eh outros players, que seria os
petistas, essa galera mais voltada para
uma para uma espiritualidade profunda e
e um até mesmo uma pneumatologia
mais refinada ou pelo menos melhor
desenvolvida do que até então havia na
confissão de de Fed Westminster, eh, e
contra esses conservadores
que também se juntaram a determinados
liberais. E a gente entra na teologia
liberal e olha que que engraçado, né? Os
conservadores estão ao lado dos liberais
quando se trata de pneumatologia.
[risadas]
>> Quem diria? Quem diria, né, de que
talvez a filosofia por na verdade a
epistemologia ou na verdade a cosmologia
e a forma como o mundo se forma eh seja
o mesmo chão comum entre conservadores e
liberais no que tange a continuidade, a
descontinuidade dos dons. Olha que
loucura. É, o ponto interessante aí e
que torna o caso da da Mercy Willer
ainda mais chocante pra época, eh, se a
gente conectar isso com a escatologia,
porque assim, a gente precisa lembrar
que entre conservadores e liberais a a
linha pós-milenista era predominante. E
para quem não conhece, resumo bem
rápido, o pós-milenismo, como o nome
diz, após o milênio, né? eh, o milênio,
sendo entendido como uma metáfora para o
desenvolvimento das sociedades. Então,
depois desse pleno desenvolvimento, o
retorno de Cristo aconteceria após esse
momento de plenitude ou na conclusão
desse momento de plenitude. E aí, nesse
momento, você tem essa compreensão de
que as sociedades elas se organizam por
meio de um sistema racional coerente que
espelha o sistema racional e coerente
que Deus colocou para todo o universo.
Esse sistema ele é coeso e fechado, não
tá aberto para intervenções externas. E
isso também é compreendido como um
avanço social, porque
organizações que precisam de
intervenções diretas ou que aludam
aquilo que é espiritual, sobrenatural,
eh, imaginativo, são arcaicos, são
primitivos.
>> Hum. Hum.
>> Nessa sociedade em que você percebe um
grande evento que remonta essa época de
primitividade em que as pessoas
acreditavam em milagres ou
potencialmente, considerando aqui a
preocupação que é legítima com os
desvio, com o curandeirismo, isso era
visto como um problema, porque se pelo
menos nessa nesses grandes centros, né,
nas elites ali, as grandes
universidades, os grandes templos ou
outros centros intelectuais, se
acreditar ava que essa sociedade tava
cada ocidental, tava cada vez mais
próxima dessa plenitude que aproxima o
estágio da felicidade, que é uma palavra
que que tem conotação escatológica, que
é a plenitude da existência em toda a
terra.
>> Por que esse é isso? Porque os eventos
que remetem a um passado de imaturidade
e primitivismo estão acontecendo aqui
agora? Porque isso resiste? E aí e
acontece
nessa eh nessa crítica a à manifestação
dos dons com alguma recorrência eh a
associação a esse a esses eventos
sobrenaturais que aconteciam nos
avivamentos com não só irracionalismo,
mas também com algumas conotações
racistas, porque isso é coisa de culto
dos indígenas, isso é coisa de culto dos
africanos, isso é coisa de culto dos
asiáticos, não é?
>> Ah, nossa. Então, existe um preconceito,
um eurocentrismo envolvido no
sensacionismo aí, né, nas críticas
sensacionistas desse dessa época,
>> século XIX, principalmente.
Principalmente.
>> Olha [risadas] aí.
>> E isso permanece até hoje, cara. Assim,
eu lembro que tava ali na na transição
saindo de uma igreja pentecostal pr pra
a reformada e me recomendaram um texto
sobre eh o culto brasileiro. E esse tipo
de afirmação apareceu lá. O culto
reformado é superior ao pentecostal,
porque o pentecostal ele ainda tem
raízes africanas do paganismo africano
indígena por conta do misticismo.
>> Por e o que ele tá chamando de paganismo
e misticismo é essa questão
>> do dos dons, visões, etc. Eu acho que,
se eu não me engano, você mesmo, Luí,
teve essa experiência de tá conduzindo
eh uma congregação presbiteriana e você
contou que chegou uma pessoa e falou
assim: "Eu gosto de vir aqui porque é um
culto europeu ou um culto parecido
europeu". Sim, exato. Não, não foi eh eh
diante de uma congregação, mas foi por
conta da minha igreja que me mandou para
essa congregação, da minha igreja mãe
enquanto eu estava como seminarista.
Tinha muito isso, a ideia das pessoas
elas se deslumbrarem, porque toda a
formatação era uma formatação litúrgica
construída e pautada naquilo que seria a
liturgia clássica, ah, europeia,
europeia, né? Ou uma liturgia que se
assemelhasse cada vez mais à estrutura.
Então, a gente tinha uma arquitetura que
era muito próximo das paróquias das
paróquias ou paróquias que são didas
como europeias, que não são, tá? Mas eh
dá essa impressão, a liturgia, o coral,
as músicas, a forma. O pastor não usava
eh gola clerical, não usava veste de
liturgia. É uma era uma tristeza, mas
não utilizava, né? Mas você tem isso
mesmo, né? E aí eu via muitas pessoas
falam: "Nossa, é um culto muito bonito,
é um culto muito bonito e tal". E aí
isso me gerava um certo estresse, viu,
gente? Eu vou confessar aqui em momento
de confissão presbiteriano, porque o
culto era para se deleitar, né? Eu sou,
eu tenho essa ver de que o culto era
para se deleitar no Senhor, né? E aí as
pessoas elas viviam de maneira muito
formal para ser só um um algo bonito e
tal. Enfim, voltando aqui, pode
continuar, mano. [risadas]
>> Eu ia só falar uma coisa muito
interessante, porque a atualmente eu tô
como professor universitário numa
faculdade assembleiana aqui de Goiana,
né?
E tem uma coisa muito interessante que
me foi apresentada muito recentemente e
que eu estava conversando com alguns
alunos. Eu sou professor de direito, mas
há muitos intercâmbios com a teologia
dentro da sala de aula, muitos pastores
assembleas dentro da sala de aula e me
questionaram sobre a Igreja
Presbiteriana de Gana e recentemente e
eu fui dar uma pesquisada e eu achei uma
coisa muito interessante, tá? Por quê?
Se você pesquisar a Igreja Presbiteriana
de Gana, você vai ver duas coisas.
Primeiro, é uma igreja que cada vez mais
cresce e que tem princípios reformados,
muitos alicerçados. Só que se você
pesquisar, você vai também ver um
racismo teológico gigantesco, porque
você vai ver muitos pastores ocidentais,
pastores da América e América aqui no
sentido de todo continente, criticando
sem alguma razão a Igreja Presbiteriana
de Gana. Por quê? A igreja igreja
presbiteriana de Gana, ela não
interpreta o capítulo um da confissão de
fé de Westminster como a cessação dos
dons. E tem mais um detalhe muito
importante sobre a cultura, em
específico a da região da igreja, que é
o seguinte, dentro uma uma breve
splining aqui em relação à coisa, dentro
da da noção ganense, por assim dizer,
nesse sentido, há uma diferença cultural
muito grande da atuação do Espírito
Santo, do misticismo de algumas outras
religiões que existem, que eles chamam
de Kuborrora e Kuganura.
Nomes estranhos, mas vai fazer sentido
por
>> É o Kugan Harrhura. É nome de anime?
>> É quase nome de Eu na hora que eu li
isso eu achei. [risadas]
>> Calma aí, calma rápido.
>> Fala aí, fala aí.
>> Mas vamos lá. O que que acontece dentro
da noção daquele povo? O cubo ele
significa libertação, só que é
considerado uma libertação a partir de
um ponto de vista de atuação de
espíritos, de manifestação, de você se
tremer e de uma noção de um culto primá
africano de origens de de religiões de
matriz africana. Só que eles têm uma
diferença pro Kugangar que na verdade é
uma noção de libertação espiritual,
emocional e racional. de atuação do
Espírito Santo que vai mudar a vida
daquela pessoa em arrependimento de
pecados, em mudança de vida, em ser
transformado pelo espírito
integralmente, o que também vai estar
abordando os dons do espírito. Então,
veja só, a gente tem uma igreja
presbiteriana, liturgicamente
presbiteriana, com a existência de dons.
E uma igreja que está ligada à noção
internacional reformada. Só que por que
que ela é criticada? é muito difícil não
enxergar essas críticas como uma mera
noção de racismo teológico
>> e tem pontos para além do racismo
também. Você não precisa chegar eh na no
racismo, porque
>> uma exegna confissão de de Westmin já dá
>> não não só isso. Eu queria botar outras
questões que também são sociais e
afastam essa recepção dos dons, né? E é
uma questão de classe também, porque o
avivamento genebrino ele era branco
europeu
>> e foi criticado por ser irracional, por
ser subjetivista.
eh todas essas coisas. E o avimento
geneo, ele foi importante inclusive
paraa conversão do Van Prinster, que é o
o pai intelectual lá do Kiper. Então
assim, a gente vê moviment,
>> o próprio Kyer também, eh, ou outros
movimentos de avivamento na Irlanda, no
Reino Unido, eh, e até mesmo nos Estados
Unidos, por eles terem essa origem
social numa classe mais popular, uma
galera mais operária, o pessoal que tava
presente nas grandes universidades,
grandes centros teológicos, via isso
como falta de letramento,
>> como falta de estudo.
>> E por isso que essas pessoas tinham esse
tipo de comportamento. mais emotivo,
mais explosivo e bastava estudar
teologia que isso eh se atenuaria. E aí
a gente não tá ignorando que a falta de
estudo leve a distorções, mas a gente
não pode colocar na conta da falta de
estudo todo tipo de manifestação que
pareça sobrenatural extraordinária. Isso
precisa passar continuamente pelo crio
da igreja, pelo crio comunitário e aí
presbiterianamente falando, pela
adequação delas aos meios ordinários.
Eh, não, eu ia até comentar sobre isso
porque eh é uma crítica tão injusta eh
que foi feita principalmente no
avivamento genebrino, que o avivamento
genebrino gerou um grupo específico, que
é o grupo pietista. E o grupo pietista é
um é um dos grupos que mais valorizavam
faculdades
>> e construção de faculdades. É, é muito
comum você observar que na expansão
missional desses grupos você tivesse
aliado a a ida desses missionários para
uma terra estrangeira, um interesse de
estabelecer universidades,
eh escolas,
aquela aquela base do protestantismo
clássico, né, de da preocupação com a
saúde, com a integralidade humana, com
com aquilo que a gente chama hoje de
maneira anacrônica, né, dos direitos
humanos. E e veja, ah, foi a partir do
do movimento um um movimento
extremamente carismático, tá? A
ortodoxia reformada também, né? O outro
grupo que faz parte junto com os
pietistas que fizeram a parte, ela era
mais voltada para uma espécie de
doutrina clássica, né? voltava para os
rudimentos e os documentos, ah, que
foram desenvolvidos na reforma
protestante como toda e no
escolasticismo, no comecinho do
escolasticismo. Ah, mas ah, observe, era
um dos grupos que estavam em tensão
contra conservadores teológicos e
liberais teológicos que mandavam ou que
estruturavam-se ou arquitetavam-se
ah ali nesses grandes centros urbanos e
nos grandes centros também formativos.
Até porque a a igreja mandava os seus
seminaristas para esses lugares. Eh,
então as pessoas elas se formavam, volta
se formavam, tinham todo um um processo
que a gente vai chamar de de maneira bem
irônica aqui de doutrinação teológica.
>> [risadas]
>> E a partir dessa doutrinação teológica,
o antiseminarista que cresceu na na
realidade de avivamento e cresceu na na
realidade em que a fé piedosa se
manifestava, deixava de exercer essa fé
e substituía por uma visão muito
específica de vida, que é uma visão de
preconceito de classe, que é uma visão
de preconceito ah
étnico, que é uma visão também que é uma
teologia
moldada e pautada dentro de uma de um de
um preconceito, né, de uma distinção, na
verdade, de em em ver a humanidade como
facções e facções mais nobres e menos
nobres, né? Qu é quase uma,
neoaristocracia,
só que a aristocracia ainda promove um
um certo tipo de bem. enquanto o o
liberalismo e o conservadorismo ali da
reforma diante dessas tensões a respeito
do avivamento, não produziam tantas
coisas boas assim, né?
>> Então, a agora pegando o que vocês
falaram em relação tanto ao Vamp Prisht
quanto ao Kyer, a gente vê e esse
surgimento a partir dessa origem. A
gente pega o Van Prisher, que já era um
aristocrata, e um Kiper, que já era um
operário e que depois vai ter mais
desdobramentos. E a gente vê muito disso
na influência da construção de como o
neocalvinismo ele vai se construir no
decorrer do tempo. a gente passa ali por
Dy Rockmos,
mas chegando principalmente na
contemporaneidade, a gente tem grandos
desnomes, como por exemplo o Van Dercei,
que ele tem um livro muito muito
importante chamado, Traduzindo em
Tradução Livre, essa incrível força, o
Espírito Santo na teologia reformada e a
espiritualidade, em que ele vai trazer,
e aqui foi a o comentário que eu trouxe
lá no início, de como o Espírito Santo
ele vai atuar em cada fresta, cada
detalhe do universo e que a
espiritualidade reformada, ela precisa
com urgência ter olhos e ouvidos abertos
para ver o Espírito Santo na sua atuação
nos dons, a o Espírito Santo atuando na
cultura e em todas as esferas da
sociedade. Então, veja só,
>> o Espírito Santo, ele está assentado e
diluído por toda a realidade, né?
>> Isso. Até arrepiei.
>> Olha aí, ó, você vê, né? [risadas]
E o ponto assim que acho que é
importante ressaltar é que a capacidade
para perceber isso, ela não surge na
teologia reformada, ela tá presente
desde o próprio Calvino. Eh, quando o
Calvino vai comentar lá no primeiro tomo
das institutas sobre as propriedades da
alma, ele não vai defender que sonhos e
visões são um dom que você tem que
buscar. Não é isso. Entendo o que eu tô
querendo dizer? Mas ele vai falar que
olha como Deus coloca sementes da
divindade no ser humano. Deus pode, por
exemplo, no momento em que a gente tá
dormindo, a gente não usa razão, Deus
pode nos dar sonhos de adivinhação,
avisando ou alertando os fés sobre o
futuro. Ou seja, a própria teologia
calvinista, ela já tem repertório para
dizer que o ser humano tem essa
capacidade para ser sensível ao
espírito. E como o Luiz falou, na
teologia reformada é fato, assim, não
somos como os pentecostais que dedicamos
um uma sessão da teologia dogmática, da
doutrina para falar sobre o Espírito
Santo. Mas se você lê com atenção a
teologia reformada, onde tá o Espírito
Santo? Tá na eclesiologia, tá na
pregação, tá na liturgia, tá nos
sacramentos, tá na cultura, tá na
criação. Ou seja, se o reformado não
consegue enxergar o Espírito Santo em
tudo, a gente tem um problema.
Exato. Exato.
>> Porque assim, voltando e aí eu encerro
naquele contrário de prática contra
prática, se o problema às vezes de quem
vem de contexto pentecostal é você tem
ali, já tive essa experiência mais uma
vez, um culto maravilhoso, louvor
incrível, pregação maravilhosa, mas
antes de encerrar alguém pega o
microfone e diz: "Tá faltando cura, tá
faltando língua, tá faltando revelação".
Tipo assim, meu irmão, não foi
suficiente orar, não foi suficiente. É
como se fosse o algo mais que Deus
prometeu e o espírito não atuasse na
pregação e em tudo. Agora, a tendência
reformada é focar muito na acho que isso
é bom da teologia reformada no aspecto
formativo do culto e da vida cristã, da
instrução e reduzir instrução só
cognitiva, não formar os nossos afetos e
não formar a nossa alma. Como Calvin tá
falando, a gente tem esse aparato para
ser sensível ao espírito onde quer que
ele esteja ato, em cada fresta. Se a
gente reformado não tá enxergando o
espírito atuando, então a gente tem uma
miopia espiritual grande aí para tratar.
E digo mais, se o reformado não
conseguir enxergar o Espírito Santo em
tudo, ele não é um bom missionário. Ele
não vai conseguir lidar com missão. Ele
não vai entender que aonde ele está é
campo. E se ele não entende isso, ele
vira um reformado eh eh como que eu
posso dizer, como que nem Hanolo que foi
petrificado [risadas]
para ser vendido ao jaba, sabe? É isso.
Ele vai ser um um reformado apenas
petrificado. Se ele não conseguir ler o
Espírito Santo na sua nos seus
documentos de fé, na sua exegese
bíblica, se ele não conseguir observar o
Espírito Santo na sua própria vida e na
dinâmica da igreja, ele vai ah correr o
risco de ficar petrificado em missão. E
e a gente sabe que o o a igreja ela é
chamada para ser cooperadora da missão
de Deus no mundo, consertando-o como um
todo.
>> Aleluia.
>> Voltei. Fui, ó, fui transladado no
decorrer desse episódio, [risadas] mas
voltei aqui para dizer o seguinte,
galera, ó, isso tem caldo, né? Isso tem
caldo. Tem tem segunda parte? Acho que
vai ter a segunda parte, né? Vocês
deixaram algumas pontas soltas aí que eu
acho que importante a gente voltar.
>> Tem muita coisa, tem muita coisa. O
programa teve, é, então o programa tinha
três blocos e a gente só abordou o
primeiro bloco,
>> ó. É porque já passou o carnaval, daí
não tem tantos blocos assim.
Exato. Exato, [risadas] exatamente.
>> Então vamos lá, gente. Olha só, mas a
gente quer prometer um negócio para
vocês. A gente não demorará tanto quanto
a gente tá demorando para lançar a
terceira parte do conselho divino. Tá
bom, Luiz? A gente tem que prometer isso
pra audiência aqui.
>> Não, gente, eu aqui, deixa eu já fazer o
disclaimer do conselho. É, então eu
posso fazer o disclaimer do conselho
divino?
>> Pode.
>> Tá todo mundo trabalhando muito, gente.
Tá todo mundo trabalhando muito. A
Cíntia tá trabalhando muito. O Mateus tá
trabalhando muito. Eu tô aqui com Bibo e
eu vou dizer que eu tô trabalhando
muito. Não tá trabalhando tanto.
[risadas]
É isso. Exato. Não, tá difícil
>> salarial. Tá difícil fechar a data,
gente.
>> Tá fechado, mas a gente vai, ó, a gente
já tá lá movimentando o grupo e a gente
vai voltar com a terceira parte do
conselho divindo, a gente promete para
vocês. E não vamos demorar para voltar
com a segunda parte deste papo aqui, ah,
que esses três aqui trouxeram para
vocês, que eu tenho certeza que agregou
bastante. Já indicaram literatura ao
longo desse papo que eu tive que sumir
mesmo. Tudo para de Belém. Ó, já eu
mencionei aqui em português. Em
português, o Bruce Waltk e o Bruce Waltk
é naquele buscar a vontade de Deus, uma
noção cristã pagã. Porque
>> Uhum.
Ele vai falar da dessa noção de que nós
podemos ter uma vontade redimida, não
sentido de ah não ignore suas emoções,
foque na razão, que é um discurso bem
reformado, padrão. Ele vai não só abrir
espaço para afetos redimidos, mas ao
final do livro ele vai abrir espaço
paraa sensibilidade e voz do espírito e
vai dar um repertório bíblico para
entender que isso aconteceu mesmo em
Atos, que mesmo os apóstolos precisaram
de intervenção extraordinária
>> para poder redirecionar a missão,
>> porque aquilo que era ordinário nas suas
vidas estava tudo dando cheque ali
certinho, mas Deus queria que outra
coisa acontecesse.
>> Bacana. Alguma outra literatura que
vocês têm aí? Eu
>> em inglês, Léo?
Inglês
>> não, português. Para inglês. Vai
português. Vai, vai. Sheebbec, por
favor.
>> Então, o Eu tenho um é o batismo e os
dons do espírito do Martin Lloyd Jones.
>> Boa. Da carisma.
>> Da Carisma, que dá uma discutida legal
de um cara que é um reformado assim
clássico.
>> Uhum. Uhum. Legal. Boa, boa, boa. Não
sei se vende ainda, mas um abraço pro
meu amigo Neto. Eu dei o meu para ele.
>> Olha aí. Eh, eu não tenho nenhuma
indicação porque já pegaram os dois, as
duas obras em português [risadas]
que tem
>> pouca coisa. Pouquíssima obra em
pouquíss pouquíssima obra.
>> Se tivesse inglês, mais uma para
indicar. Eu acho que
>> Mas a gente, mas é um problema nosso
como reformado de nós não publicarmos eh
teologias dogmáticas ou sistemáticas
após Bavink. Ah, Bavink é maravilhoso,
gente. Ele tem um um uma parte só sobre
o Espírito Santo que é maravilhoso,
maravilhoso mesmo. Íolo do Gabriel.
>> É exato. Mas só que pós Bavink, ah, os
reformados eles não publicaram mais
nada.
em inglês
>> em português, né? Em português, em
português.
>> Mostra o Bavin de novo aí, ô Chebec,
deixa eu ver o Bavin
>> aqui, ó.
>> Ele era bonitão, né?
>> Aí, ó. Parece o Freud.
>> Parece teu pai, mano. [risadas]
>> É um elogio. É um elogio, Gabriel. Amém.
Caraca, felizão agora.
>> É. Tá legal. É, mas então na na dogm é
dogmática do Bavink, né? Na dogmática.
Abraço pro meu amigo Neto também. Eu
também dei para ele a minha dogmática do
Bav. Poderia ter dado
uma te, eu consigo uma contigo lá. que
acho que a, enfim, eh, então lá tem
também um bom boas coisas sobre o
Espírito Santo, tem umas coisas legais
também.
>> Isso, tem muitas coisas assim, é bem
desenvolvido, tem uma discussão
principalmente que o Bavink pega pós a o
avivamento.
>> Uhum.
>> Então, ele é um homem um homem à frente
do seu tempo, no que tange a
pneumatologia. Ele antecede muito das
discussões ah que são desenvolvidas
posteriormente nos avivamentos que dão
base ao pentecostalismo. Tanto que se
você quiser ver qualquer tipo de reforma
de reformado a teologia pentecostal,
eles vão recorrer a Bavink porque Bavink
meio que antecipou esse movimento,
entendeu?
>> Uhum.
>> Mas é muito legal, muito legal mesmo
para conhecer um pouquinho da
pneumatologia reformada. Só que em
inglês tem o do Cornellius Van Dercey,
que o Gabriel já falou no episódio, e do
Gilbert's Vanerbrink, que é o Christian
Dogmatics. Uma introdução. Eu acho que é
ótimo, porque você pega uma teologia
sistemática, você já começa a entender
um novo mundo e reformado, o novo mundo
da teologia ali.
>> Muito bom. Muito bom.
>> Voltada aos reformados, né? Ó, você pode
usar os comentários aqui no YouTube para
fazer mais perguntas sobre esse tema ou
até porque até a partir da pergunta de
vocês a gente pode já, né, a trazer na
pauta da do segundo momento. Ou você
pode seguir os nossos amigos aqui nas
redes sociais. O arroba deles está aqui
na descrição ah deste episódio, tanto no
YouTube como também em bibotal.com. Aí
você chama eles na DM lá que eles passam
os nomes certinho para vocês bonitinho.
Com claro que é tudo holandês, né? Nome
difícil. É tudo holandês. É tudo tudo
holandês.
>> Holandês? Ver neocalvinismo.
Neocalvinismo.
>> E quem diria, né? Os holandes e os os
alemães procurando o fogo do espírito e
a gente aqui que é latino fugindo.
>> Fugindo. É, olha onde se viu, né? Onde
já se viu.
>> Enfim. É isso, galera. Vamos ficando por
aqui em mais um BTC. Voltamos a semana
que vem, se Deus quiser assim permitir.
Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. M.

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