O Espírito Santo na Teologia Reformada (parte 01) – BTCast 638
24/03/2026
O Espírito Santo na Teologia Reformada (parte 01) – BTCast 638
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Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Bibo recebe Gabriel Chebek, Léo Cruz e Luiz Henrique para uma conversa sobre o Espírito Santo na Teologia Reformada. O tema nos leva a explorar não apenas a compreensão clássica dos reformadores, mas também os debates que surgiram ao longo da história sobre a continuidade ou cessação dos dons espirituais. Ao longo da discussão, contrapomos a visão cessacionista com documentos históricos que revelam diferentes interpretações dentro da tradição reformada. Como os reformadores e teólogos posteriores entenderam a atuação do Espírito Santo na igreja? Quais argumentos foram levantados para defender a continuidade dos dons e quais para sustentar sua cessação? Em meio a debates contemporâneos sobre dons, experiências espirituais e vida comunitária, refletimos sobre o que a história da teologia reformada tem a nos ensinar sobre a presença e ação do Espírito Santo hoje.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC de número >> 638. >> Eu sou Rodrigo Bibo e Deus também cura nas presbiterianas. Deus age lá também. Seu espírito se move em todos os lugares, inclusive nas igrejas presbiterianas. Amém. >> E eu sou Léo Cruz e eu prefiro ser um continuísta com cinto de segurança a levar multa. >> Ah. Cara, [risadas] boa. >> Genial escrever. >> Genial. >> Eu sou o Luís Henrique. Senhores, documento do Espírito Santo na mesa. Alguém contra? Aprovado. >> Eu sou Gabriel Chebec e como um bom neocalvinista, eu acredito que o espírito atua em todas as frestas da realidade. >> Ó, frestas só queas. Frestas é uma coisa nova, né? >> Fras é uma coisa nova, man. Chebec é bem ruim esse sobrenome, né, mano? Eu acho >> peguei da minha esposa, né? da esposa. >> Como assim? Foi da tua esposa já começou já. Ó, esse episódio já foi muito moderno, muito moderninho, >> muito moderninho. Pegar esposa. Nossa, mano. Tu >> e cara, eu é se tu tu tem problema com o teu pai igual eu assim, porque eu tô podendo ter feito isso. >> Mentira, mentira. Não precisa responder. >> Problemas paternas. Patas paternas. Não é só porque meu sobrome é Pereira e Carvalho. Não tem graça. >> Pereira Carvalho. É não. Chebec é ruim, mas é melhor que Pereira e Carvalho. Não, Carvalho é bom, hein. Carvalho. >> Mas o Gabriel tem problema com o pai. Isso a gente precisa falar aqui. [risadas] >> O dos dos quatro aqui, o único que não tem problemas com o pai é o Léo. >> É o Léo que é que não tem pai por sinal. É, >> não tenho. Que isso? Meu pai tá vivo. Calma, calma. [risadas] Acabei de falar com ele hoje. Acabei de falar com ele hoje. Muito pentecostar meu pai. É isso aí, filhão. É mistério. >> É mistério. Boa demais. Boa demais. Mas é que legal. É cheek. Sheebbec. Enfim. É, enfim. Não sei. Eu me passo uma vibe meio diferente esse Chebec assim, sei lá, meio russo. >> Ah, me passa uma vibe meio federal assim, uma vibe meio federal. Mas vamos lá, galera. É o seguinte, estamos aqui com esse time de presbiterianos para falarmos sobre. Não, fica ligado, galera. O tema hoje é vai envolver sensacionismo, confissões reformadas, eclesiologia reformada, tá? Pneumatologia reformada. Galera, é um papo assim, sério, se você sensacionismo, vai ter tudo nessa conversa. A gente nem sabe se vai conseguir condensar tudo isso aqui em uma hora de episódio, tá bom? Temos aqui o nosso historiador Léo Cruz. Então assim, mano, vai vir muita coisa, vai vir e argumentos históricos, teológicos, vai ter muita coisa aqui nesse >> muita ata, muito documento para você que é presbiteriano. >> Exato. Exato. Mas é, ó, mas cara, eu não sou presbiteriano. O que que eu quero ouvir esse episódio? Bem, você não é presbiteriano, mas você provavelmente deve ser um batista, um pentecostal, sei lá quem é você. comenta aí aqui no YouTube. Então qual é a sua, a o seu credo. Você é um continuísta, você é um sensacionista, você é um pentecostal, você é um batista? Você é um neopentecostal? Você acredita na atualidade dos dons? Já vai comentando aí a aqui nos comentários deste BTC aqui no YouTube, tá bom? Vamos concentrar os comentários aqui no YouTube, fica mais fácil de nós monitorarmos. Mas se você não é presbiteriano, você se pergunta: "Do que que essa conversa me interessa?" Bem, a presbiteriana, ela é uma igreja que está aqui no Brasil. Hoje na internet temos muitos expositores, né, que são presbiterianos de teologia presbiteriana. Você com certeza já esbarrou em algum vídeo de um pastor presbiteriano. Tenho certeza absoluta, né? Você já viu algo do tio Nico? Você já viu algo do Hernandes Dias Lopes? Entendeu? Nem que seja sobre Bolsa Família, mas você viu. O que eu quero dizer é o [risadas] seguinte, >> mano? Pelo amor de Deus. Não é só para pessoal localizar aqui, entendeu? Mas você viu já então os presbiterianos foram os primeiros a evangelizar a internet no Brasil. >> É um dos primeiros convidados do Bibotalk, não é mesmo? >> Uhum. >> Não foi Podemos Lopes ou Leandro Lima? >> Foi o Leandro Lima, cara. Leandro Lima. Milênio >> é os presbiterianos o Bibotal não teria alcançado. Eh, os presbiterianos são sensacionais e fundamentais na nossa história aqui enquanto Bibotalk, né? Tipo assim, o Leandro Lima gravou alguns episódios, Nicodemos gravava episódio com a gente, chegou a prefaciar um livro que nós lançamos em 2013, entendeu? Então assim, Franklin Ferreira já gravou episódio com a gente, Jonas Madureira, né? Então assim, a gente já gravou com uma galera reformada aí, tudo e tal, a Fiel já chegou a patrocinar episódios aqui nesse podcast, entendeu? Então assim, >> é, então eu devo muito a eles, devo muito assim mesmo, né? Por todo o apoio que eles deram no começo, cara. Eu ia em várias conferências, eu todo ano eu ia na conferência da Fiel, né? Eh, eu quase já fui um influencer da Fiel, né? Então assim, é, eu lembro que naquele ano tava eu, Saor Lucena e Douglas, né, do Teologueiros, a quem mais estava lá? Acho que tinha uma tinha uma irmã também, uma uma menina, não lembro se tinha, não, acho que não tinha, né? A mulher não pode falar muito. É, eu não lembro. >> Caraca, essa introdução, [risadas] >> essa introdução >> é é ruim. [risadas] Corta essa parte. Não pode deixar, deixa, deixa, deixa, >> deixa, porque é uma brincadeira saudável. Se o presbiteriano não sabe rir, ele vai aprender conosco. Bom, então é isso. Mas é, mas a mulher tem mesmo pouco espaço, né? Eu não lembro de ter visto mulher pregar na conferência da Fiel, por exemplo. Acho que não tem. Então, acho que ela >> Mas aí essa culpa cai 50% nos Batista, né? Mas aí, enfim, a gente tá divergindo do >> É, é isso. É verdade. [risadas] Isso é verdade. O >> episódio não é sobre isso. O que eu quero dizer é o seguinte, a galera tá aí e a gente precisa entender um pouco mais, porque às vezes os próprios presbiterianos não tão ligado da história, que é o que a gente vai trazer aqui. Então, esse episódio ele vai abrir olhos, né, de presbiterianos, quem sabe, e vai, tipo, você ter um conhecimento geral de uma denominação, de uma teologia que é tão importante para o cristianismo, por que não? E temos muitos brasileiros e expoentes aí, eh, presbiterianos e tal, da qual a gente tem muito respeito, carinho e admiração, porque, de fato, foram os primeiros a povoar aí a internet com conteúdo bíblico, teológico, entendeu? Então é isso, né? Acho que é isso, >> é presbiterianos ou não, a gente espera que esse podcast seja extraordinário para você. >> Exatamente. >> O Espírito Santo de cada um. >> Assim como Exato. >> Amém. Amém. Então tá, vamos pro recado paroquial e depois a gente volta para trocar essa ideia. Luiz, hoje é o roxo. Tô fazendo um experimento aqui para ver se o menino tem futuro. >> E nos recados paroquiais dessa semana, galera, é o seguinte. Teremos aí três eventos confirmados para você poder nos encontrar e desfrutar de boa teologia no presencial. A primeira que eu quero dizer para você é o seguinte: teremos a conferência teológica EBT aqui em Joinville e Santa Catarina. Eu, Guilherme Nunes, Víor Fontana e Alexander Stor Refa falando sobre o Cristo completo. 15 16 de maio. Põe na tela aí, Rafa. Olha só essa conferência. É uma conferência de teologia que vai acontecer aqui em Joinville, Santa Catarina. Galera, espero vocês para este encontro. Aliás, por falar encontro aqui em Joinville, eu não ten banner pro Rafa colocar na tela, mas cara, dia 28 de março agora, ou seja, nesse sábado, se você aqui é de Joinville, na minha igreja vai ter um café teológico com o André Daniel Heink, tá? Vou colocar aqui um celular para você mandar uma mensagem, caso você queira participar e você é faz a sua inscrição ali. Mas é só chegar, tá bom? Só chegar Café Teológico com André Hank sobre fé e dúvida no dia 28 de eh março aqui em Joinville, lá na Milk também aqui de Joinville, Santa Catarina. Tá bom? Mas volta o banner, Rafa. Volta aí. Ó, conferência teológica da EBT aqui em Joinville, Santa Catarina. Ainda temos algumas vagas. Garanta a sua. Vem aqui para Joinville participar dessa conferência teológica. Você que é de Governador Valadares, teremos BTD aí. Sério, olha só, dia 30 de maio, põe na põe na Rafa tela, não, né? Põe na tela, Rafa. Eu estarei lá, Cacau Marques e Víor Fontana com o tema A igreja perfeita. Você que é de Minas, cola lá em Governador Valadares que a gente vai ter o BTD lá. E eu e o Cacau estaremos em Lisboa. Olha só, BTD Internacional em Portugal no dia ah 2 de maio. Dia 2 de maio. Eu troquei as ordens, mas não importa. Você que é da Europa, cola com a gente em Portugal no dia 2 de maio para este BTD também. O tema Igreja perfeita, eu, Cacau e Rafael Ciano e talvez um convidado surpresa que a gente não sabe ainda, mas talvez ele apareça por lá, tá? Dia 2 de maio, tá? Vai ser muito legal este BTD, o nosso primeiro BTD em Portugal, mais um BTD na Europa e vai ser muito legal você que é da região estar por lá, tá bom? Vai ser legal demais. Esses são os eventos que a gente tem, que está rolando aí, tá bom? para você nos encontrar. Não temos mais nenhum BTD confirmado ainda. Talvez lá em dezembro surja um BTD. Em Belém ainda não temos data confirmada. Bibo e e BTD em outras cidades. Galera, o que tá fechado são esses. O BTDI acontece onde as igrejas entram em contato com a gente e elas, né, perguntam como é que funciona para custear o evento. A gente passa mais ou menos a dinâmica e a igreja então fecha o BTD. para esse ano não temos mais data, infelizmente. Mas se você quer um BTD na sua igreja, você é pastor, líder do departamento, você tem poder de decisão para criar um BTD aí, manda o e-mail contato@bibotalk.com, tá bom? Simbora para esse episódio aí que, ó, vai ferver miolo, hein? Vai ferver miolo, galera. Então, tá, eu só eu tenho essa pergunta para fazer. Geralmente ah, quando a gente ouve falar um pouquinho de teologia reformada e tal, ah, no assunto do Espírito Santo, parece que se tem assim uma certa comedida. O o próprio sensacionismo geralmente está associado à teologia reformada. Eh, isso é uma opção de alguns reformados, é algo que está documentado, tipo, a teologia reformada é sensacionista. Como é que eu entendo isso? Teologia reformada, sensacionismo. O Espírito Santo é uma pessoa da trindade. E a teologia reformada, obviamente, né, ela chancela essa doutrina bíblica da Trindade. Então, como é que fica aí? eh o papel do Espírito Santo e principalmente, né, a questão dos dons que também estão registrados na Bíblia, mas na teologia reformada. É uma opção exegética de alguns? É algo documentado nos escritos oficiais? Como é que a gente pode começar a conversar sobre isso para entender um pouco o papel dos dons espirituais na teologia reformada? É sensacionismo e pronto ou não? Tem espaço, tem abertura? Como é que a gente entende esse rolê? >> Tá. Eu acho que para começo de conversa a gente deveria eh entender de que a teologia reformada, assim como a reforma protestante, ela não é monolítica. Existem vários grupos, existem vários documentos, como o catecismo de Heidelberg, que faz parte do bojo da teologia reformada, o sínodo, o sínodo de Dort, que também fez documentos sobre a teologia reformada. E nós temos dentro da história a consolidação ou a cristalização para com os presbiterianos da confissão de fé de Westminster. Nós estamos falando do documento que parece ser a Magnopos, mas que eh existem algumas, mas é que na verdade é a consolidação de anos e anos de reflexão em cima daquilo que seria a identidade reformada. E eu queria começar por aí, né? Porque quando nós falamos de cestacionismo, nós precisamos nos ater ao documento da confissão de fé de Westminster, até porque os documentos de fé são algo bem fronteiriços. Eles passam por uma determinada exegese, mas eles passam também pela consolidação da doutrina a ao redor do tempo e principalmente diante dos dilemas, dos problemas que a fé reformada enfrentou eh eclesiologicamente eh no seu nascimento e no seu desenvolvimento. Então, quando nós falamos do da confissão de de Westminster, nós encontramos lá a ideia dos antigos caminhos de Deus revelar, eh, de Deus se revelar como algo que cessou. Então, o documento ele, eh, realmente vai por esse caminho. E o que isso significaria? O que que de fato é essa esse sensacionismo do da vontade de Deus diante da revelação? Então, para começo de conversa, a gente teria que entender daí e por a confissão de fest de Westminster, porque ela é paradigmática para toda a reforma. Então, a gente precisa fazer uma um para começo de conversa, a gente precisa realmente fazer uma distinção dos modos de revelação que a fé reformada ela faz a respeito da própria revelação, né? Eh, existe a questão da revelação direta de Deus por meio de de por meios ah por meio aos fiéis em tempos antigos. Então, a gente tá falando de oráculos, visões, sonhos, as ditas profecias e existe a inscrituração, que é nada mais, nada menos do que o ato de colocar a revelação por escrito, ou seja, o canon. A gente tá falando aí da formação do canon, do antigo e do Novo Testamento. E quando a confissão de fé de Westminster se refere aos antigos caminhos, ela está se referindo a questões de manifestações imediatas, ou seja, a ideia do da inscrituração, a ideia desse canon fechado. Então, já pelo documento, a gente consegue observar de que os ah os reformados ou pelo menos a confissão de Fed Westminster não está tão preocupado em discutir pneumatologia. >> É o que eu ia falar agora, né, sobre os dons. E, aliás, eu até concordo com essa declaração aí de Westminster, eu acho que, >> né, concordo em partes, na verdade. Eu, como pentecostal acredito no dom de profecia, né, só que não uma revelação canônica. Isso de fato, eu acredito que o canon está fechado, virtualmente fechado. Acho muito difícil hoje acharem alguma carta assim. Olha gente, essa carta aqui realmente é a carta que Paulo escreveu a Laá Odiceia, sabe? Não, essa aqui é a terceira aos Coríntios. Acho muito difícil isso acontecer hoje. Então assim, creio que o cano está fechado e a revelação principal de Deus, a revelação que Deus deu pra comunidade, pro seu povo, tá lá nesse sentido. Sim. Mas isso não não isso não tem nada a ver com os dons em última análise, né? >> É, a princípio não, porque a grande questão é que a confissão de fé de Westminster, ela precisa também ser submetida a uma exegés. Nós não estamos falando única e exclusivamente sobre um algo que é entendido da mesma forma em todo tempo. Então, para fazer a exegese da confissão de Fed Westminster, é só sujeitá-la ao tempo, à cultura, as pessoas. Estamos falando do discurso do enunciado, mas estamos falando também do dos interlocutores que formaram esse belo documento de fé. E quando olhamos para a confissão de fé de otimista, a gente fala que, ó, ela foi produzida em um determinado tempo. E como produção de um determinado tempo, ela apresenta algumas coisas a qual ela, algumas respostas ao qual a a algumas perguntas que foram levantadas ah na sua época vigente. E se nós deslocarmos a confissão de fé de Westminster para outro tempo, talvez algumas coisas elas percam a noção. Então, para começo de conversa, a gente precisa entender o que seria esses antigos caminhos. Mais uma vez, antigos caminhos na confissão de Westminster está se referindo à inscrituração, à formação do canon, ao fechamento do canon e não a pneumatologia. Aliás, eh é de prae que os reformados falem muito pouco sobre a pneumatologia, muito pouco. Existe posteriormente uma atualização da confissão de Westminster que vai acrescentar dois capítulos falando sobre o Espírito Santo, mas a princípio a preocupação deles é algo que beira a cristologia e a eclesiologia e não a pneumatologia. cistologia, a doutrina ou pelo menos a a o campo de estudos a respeito de Cristo, a eclesiologia da igreja e pneumatologia para explicar para quem nunca ouviu esses termos, a a área de estudos do Espírito Santo. E uma coisa muito interessante, já pegando o que o Luiz falou, quando a gente vai confrontar essa questão dos modos de revelação, a gente vê principalmente que a confissão de F Minster, ela não tá preocupada em tratar isso como uma noção de dons, porque se você analisa o documento, você vai ver a citação da de dons enquanto realmente, como a gente entende em dois momentos, no capítulo 5 e no capítulo 26, em que nenhuma das vezes está ligado à noção de sensação total ou extinção desses dons. Continuando aqui no no Gabriel, por que que isso é importante? Geralmente o pessoal mais sensacionista vai pegar o primeiro artigo que é esse de os caminhos antigos revelação de Deus cessaram para dizer não tem revelação. E aí é mais uma discussão de prática contra prática, ou seja, uma prática das igrejas reformadas e práticas das igrejas pentecostais, não exatamente doutrina de Bíblia. Por quê? Porque no, para quem já foi pentecostal, no no dia a dia, no uso comum, as pessoas chamam a visão, o oráculo de revelação. Mas não é esse o sentido que tá no documento. E se você teve a experiência de igreja pentecostal, o fato da pessoa chamar de revelação não significa que ela considere aquilo equivalente à Bíblia, né? Então é uma coisa convenção cultural. Então você não tá debatendo o documento, você tá usando o documento de espelho. E isso fica evidenciado no próprio documento, porque mais à frente, eh, quando ele vai falar sobre a lei, existe um texto que seria até mais apropriadamente sensacionista, entre aspas, porque fala que toda a lei, no Antigo Testamento, inclusive, ela não é abolida, mas dá instrução suficiente para obedecer a Deus. Então assim, se eu tenho instrução suficiente para obedecer a Deus em todas as áreas da vida, por eu precisaria de uma intervenção divina a para me iluminar além da leitura. Porém, o na própria confissão, quando fala da obediência, no capítulo sobre obediência, vai dizer que para amadurecimento da fé e para melhor proveito da santificação, nós podemos dispor de iluminações e comunicações mais plenas do espírito. Então, a própria confissão abre essa margem para que além dos meios ordinários, Deus fale conosco por aqueles naqueles momentos em que esses meios ordinários eles nos instruem, mas por questões específicas. E aqui eu já tô trabalhando até um o Bruce Waltk, naquele livrinho amarelo, né? Buscar a vontade de Deus, não são cristão pagão. >> Lá no final ele abre essa margem. >> Se você, presbiterianamente falando, se você orou, se você leu a Bíblia, se você buscou conselho, se você meditou sobre a sua experiência e ainda assim com tudo isso você não tem uma instrução suficiente para alguma situação, é possível que Deus atue sobrenaturalmente. Isso está aberto na teologia reformada, né? não tá fechado esse caminho. E aí vem, voltando o meu comentário lá do combate de prática contra prática, a minha entrada, né, do por que que é preferível ser um continuista com cinto de segurança a levar multa, né? Não sei se vocês aqui agora que a gente comprou carro, a gente tá recebendo muito meme de carro e aí tem aquele meme do Detran implica com qualquer coisinha, entendeu? [risadas] A pessoa tá com, a pessoa tá com 15 pessoas no Uno, o Uno apodrecendo, levando mais carga que um Boong. E aí não tomei a multa porque o Detran implica qualquer coisinha. Imagina esse tipo de analogia para uma igreja assim pentecostal carismática que a pessoa fala de eh unção da águia, unção do boi selvagem, igual os talismã do Jack Chan e aí é apóstolo com cajado de cobra. O reformado vê isso e na internet diz: "Tá vendo? Isso é culpa de permitir que os dons continuem". Só que aí ele tá combatendo uma prática, não é doutrina pentecostal. >> E por outro lado, quando ele vai olhar pra própria confusão ou o pentecostal olhar para reformado, tá dizendo: "Não, vocês estão fechando o caminho do espírito." Quando na verdade que a teologia reformada pelo menos abre margem, é, OK, se você não quer ser conduzido por Deus, vamos dizer assim, nessa analogia, você não quer pegar o ônibus divino, você quer conduzir o seu carro, use cinto de segurança, senão você toma multa. >> Uhum. Não. E observa a natureza do documento da confissão de Westminster, é que e o ao redor dela, a gente tá falando de um movimento de reforma e de reformas políticas, eclesiásticas que tem um grande inimigo, que tem um grande algóz, que é o catolicismo romano. E aí toda a influência católica, anglocatólica, inclusive que é feita na Inglaterra, né, tem esses aparatos de salvação ou de penduricalos de salvação, penduricalos ah místicos, esotéricos. E a o documento, ele tá surgindo nesse contexto para ser justamente contra esses aparatos. Mas veja, é contra a prática, como o Léo falou, não contra uma teologia e não contra uma pneumatologia. Ah, a doutrina do Espírito Santo, e a gente conversou, o Léo veio aqui em casa esses dias, né? A gente tava conversando, batendo um papo, né? a a doutrina do Espírito Santo dentro da compreensão reformada, no caso puritana ali da compão de Fed Westminster, ela tá diluída em todo documento. O Espírito Santo, ele tá diluído em todo documento. A gente pode falar depois mais paraa frente sobre isso, né? Mas mais uma vez, é necessário você entender a natureza antipapal, antiromana, que o documento eh está exalando para que você possa, por sua vez, entender o que seria o quais são os termos que são utilizados no documento para que você possa fazer uma boa interpretação dela, né? Eu acrescentaria não só antepapal Luiz, mas também antientusiástica, porque os entusiastas eram um conjunto de vários movimentos que seriam esses carismáticos do nível Detran implica com qualquer coisinha, porque era o pessoal que dizia que era possível voltar para pro estado adâmico, pré-pcado e ter novas revelações. Então, eh esses movimentos também estão na mira dos documentos ali dos puritanos, né? Seja esses penduricos papais, como também esses movimentos entusiastas mais radicais. E por falar em movimento entusiasta, eu vou interrompendo aqui esse papo para dizer o seguinte: vocês sabem que eu sou entusiasta da Insider e agora é o momento de você aproveitar as promoções do mês do consumidor. Sério, não sei se você já colocou alguma coisa no carrinho, mas ainda não decidiu. Gente, essa é a reta final para você adquirir os seus produtos Insider, porque você sabe, Insider é conforto térmico, a regulação térmica, tecnologia antiodor, ou seja, as bactérias não se proliferam. Eu quero dizer o seguinte, eu eu esperei para gravar essa publicidade porque eu estou há três dias com essa minha aqui, com essa Insider, tá? Eu estou há três dias com ela. Você pode vir me dar um abraço aqui agora. Tá de boaça, tá bom? Tá de boaça. Insider é uma camiseta ou uma bermuda ou uma calça ou uma saia ou um top. Cara, tem uma variedade de roupas lá na Insider, sabe? Roupas íntimas. Meias, mano. A meia da Insider. Gente, eu sou fã. Gente, eu sou fã da Insider, tá? Meias cuecas. 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Um grande exemplo em relação a essa questão de contextualização na na compão de Fminster ocorre muito, como por exemplo, eh, não sei se o ouvinte já participou disso, mas e principalmente quem tá aqui já participou, tanto o Léo quanto o Luiz quanto o Bibo, quando você vai numa reunião de de presbitério, né, eh, explicando para quem não conhece a estrutura presbiteriana, cada igreja tem um conselho de presbíteros e o pastor eleito. >> Ah, mano, pula isso daí, velho. Pula isso daí. Só explica a reunião, cara. Aí depois eles têm razão dizendo que presbiteriano é chato, velho. >> Chato, [ __ ] >> Ah, vai ter que explicar nos vamos lá. Tem representantes de cada igreja que fazem parte desse presbitério aí, que reúne uma série de igrejas. Toda vez quando vai ser ordenada uma pessoa, vai ser ordenado alguém ao ministério, normalmente faz uma seguinte pergunta: "Você acha que o Papa é o anticristo?" >> Baseado na noção de Westminster? Então, hoje em dia, muito dos presbitérios, grande parte na verdade vai condicionar essa resposta a uma noção muito clara de olha, a confissão tem um contexto de formação, não necessariamente lá o Leão 14, Leão 13, >> não, Leão 14 é agora. Então, então leão 14, eu tô falando agora, >> eh, do Leão 14 ser o anticristo, a figura lá do anticristo do apocalipse. Então, é algo muito contextual quando a gente analisa este anticatolicismo e que vai se repetir depois, principalmente nos Estados Unidos, com algumas figuras proeminentes aí que a gente vai conversar ainda. >> E tem live do bibliotalco sobre isso, né, do que a gente comenta sobre o anticristo na confissão. Isso aí depois procura. Então, uma uma coisa muito interessante, quando a gente já começa esses questionamentos e vê essa colocou essa questão que o Léo colocou de prática contra prática, a gente tem um caso muito emblemático à época nas colônias britânicas, Estados Unidos, que foi o caso da Ms Willer. E aí eu vou passar pro nosso historiador explicar esse caso aí, porque foi uma questão que gerou muita controvérsia dentro do meio presbiteriano e reformado nos Estados Unidos. É, é, é a Mercy, Mercy Wier, é o nome dela. Eh, >> de misericórdia. >> Misericórdia. Eh, esse caso é famoso porque assim, na década de 1740 tem dois livros que são publicados e meio que bagunçam esse universo da discussão sobre milagres, né? Eles não têm interação direta entre si, assim, são dois lados do do Atlântico. O primeiro deles é a a narrativa dos maravilhosos feitos de Deus, que é a cura dessa Mercy Willer. Ela desde os 8 11 anos de idade, se eu não tô enganado, ela teve uma febre por conta de malária e não conseguia mais andar. Não conseguia mais andar, parecia incurável. E então, eh, num culto doméstico, um pastor congregacional foi à casa dela, realizou uma reunião de oração, pediu para que ela se arrependesse, se entregasse a Cristo e ela se levantou da cama e nos dias seguintes ela começou a andar, né? Então, esse pastor escreveu a narrativa, foi divulgada em panfletos e esse é um dos documentos que eh solta a fagulha que leva ao grande despertamento que você já ouviu com o George Whitefield, John Wesley e Jonathan Edward, esses caras todos. Então esse é um dos eventos que que desperta o pessoal que tá na América do Norte para buscar essa renovação espiritual muito forte. Então ess a crença de que os milagres era uma coisa, milagres como esses, né, de uma pessoa que não conseguia andar e de repente passa a andar por meio do poder de oração, que era uma coisa que aparentemente estava restrita era apostólica, teriam voltado. E aí você avança 4 anos, 1748 e o David Hilm publica o ensaio dele sobre milagres. E aí nesse ensaio ele fala: "Se milagres acontecem, nós temos uma violação das leis naturais. E a gente tem um problema, porque se as leis naturais são um sistema fechadinho e uniforme, perfeito, criado por Deus, como o reloginho do relojoeiro, porque ele precisa toda hora ficar apontando o ponteiro desse relógio, acertando o ponteiro do relógio. Se esse relógio funciona, o relógioeiro não precisa ficar ali acertando o ponteiro. Se ele precisa acertar o ponteiro, porque o relógio foi mal feito. E aí isso derruba para algumas pessoas mais céticas a crença na intervenções sobrenaturais e nos milagres. Por outro lado, dentro da teologia, especialmente da teologia reformada, surgirá uma defesa da existência de milagres e curas, porém sem quebrar esse mecanismo de leis naturais, que é o que o Janato Eldard vai fazer quando ele vai explicar porque a cura da Mercy Willer não foi uma uma falsificação, não foi um relato feito para mover o coração das pessoas, ele vai dizer que Deus, sendo soberano sobre as naturais pode ter reorganizado as pecinhas desse grande relóg lógio para que naquela hora, no momento certo, ela fosse curada. Mas a gente tem um problema aqui que é filosófico, não é nem teológico necessariamente. Percebe que a defesa da cura, ela tá condicionada à preservação desse sistema de um mecanismo de leis naturais todo coerente, que todas as pecinhas se encaixam e é assim que o mundo deveria funcionar, que é uma visão que vem lembrando aí das aulas de física do ensino mais lado, Isaac Newton. Então esse é o problema que vai condicionar, pelo menos pós Westminster, a interpretação reformada sobre dons ou eventos extraordinários. Eles podem até acontecer, mas seriam eles extraordinários, seriam eles sobrenaturais, se eles acontecem por meio de leis naturais, então não seriam. E isso vai fechando a porta para essa sensibilidade, para essa percepção de que Deus pode atuar por meios, como diz a própria confissão, acima além ou até superando as leis naturais, quando a confissão lá de WM fala da providência de Deus. >> Só que antes a gente precisa eh entrar no assunto sobre providência, né? eh a ideia da providência ordinária extraordinária. No bojo da fé reformada, você encontra essa divisão eh desses dois termos. E quando nós falamos sobre providências, nós estamos falando eh eh especificamente sobre como Deus ele eh rege todo mundo, toda a realidade, né? E aí o o próprio o Gabriel falou, fez uma entrada, né, sobre a questão das frestas, frestas da realidade, né, que o Espírito Santo age por meio desse, né, como todo bom neocalvinista e tal, porque o neocalvinismo é uma forma de de reformado e tudo mais. Ah, mas eu acho que eh é interessante a gente levar em consideração antes de nós entrarmos e nos aprofundarmos nessa discussão, principalmente da Mercil Willer, porque a a noção da providência, ela é fundamental dentro da teologia reformada, porque o que seria a providência eh ordinária? A providência ordinária nada mais é do que a o o fato de Deus organizar todo o cosmos, toda a ideia e deixar a manutenção do cosmos por conta da própria manutenção do cosmos. Ou seja, é é aquela ideia do relógio, né? Você tem o relógio sendo construído com as engrenagens. As engrenagens, por sua vez, elas estão lá, elas são imutáveis e elas funcionarão daquela forma para todo um sempre. Só que dentro do BJ reformado existe também uma compreensão da providência extraordinária e e no bojo reformado como um todo, a providência extraordinária ela serve serviria para duas coisas. A primeira delas é para voltar ou ou utilizar e levar a igreja para um status de pureza. por aí que a gente passa pelo pelos avivamentos e pelas compreensões do avivamento. Se você é pentecostal, se você entende a e gosta muito do tema avivamento, pois bem, o mecanismo e a epistemologia do do avivamento cabe aos reformados, tá bom? foram os reformados que acabaram criando todo esse mecanismo de compreensão de avivamento, que é quando Deus ele começa a quebrar esse relógio, abrir esse relógio, desmontar e colocar outras engrenagens para que, por sua vez, aquilo se tornasse um um mecanismo de purificação da igreja através da ação do Espírito Santo. É como se fosse isso. Então, a providência ordinária é o relógio montadinho e deixando bonitinho. A extraordinária seria essa intervenção no relógio, tirando as peças, colocando umas a mais para fazer funcionar de uma outra forma, talvez, talvez para acelerar ou diminuir o ponteiro de maneira não e eh não natural, de maneira não convencional, para que por sua vez você tenha ali a um um momento específico na história da igreja para eh que demonstrasse a intervenção de Deus quando ela está está se encaminhando para apostas. fantasia. Mas eh tanto que eu acho maior interessante porque Calvino nas institutas fala que até mesmo o ministério apostólico e profético poderia retornar eh caso a caso fosse necessário, caso a igreja estivesse mal das pernas. Olha, olha como como é interessante a visão de Calvino a respeito desses dons que outrora ele fala de que por sua vez cessaram, né? Esses ministérios que são mais místicos, esses ministérios que seriam, por sua vez mais a ah mais ah afrontosos por meio do espírito, eles poderiam retornar se a igreja ela demonstrasse algum tipo de inadequação diante dos desígnios divinos. Então, é é importante entender isso dentro da própria teologia reformada. Providência ordinária, o relógio construído. Providência extraordinária, a intervenção do relojoeiro na dinâmica e no sistema que rege o relógio como um todo para acelerar ou diminuir o ponteiro. E aí com base nisso a gente entra na e volta pra história, né? O essa alegoria do relógio, ela ainda é muito naturalista, não é mesmo, Léo? [risadas] Ela é extremamente naturalista. ela está sendo pautada e e eu sei que é um uma questão de filosofia, mas ela vai querendo ou não, tangenciar algumas áreas da teologia, principalmente a pneumatologia, porque ah ah é uma noção muito eurocentrista de que o mundo ele age ah em ordem e não em caos, conforme a teologia bíblica muitas vezes nos trata, né? Quando você olha a teologia bíblico particular de ordem, né? Porque o problema não é dizer que o mundo atua em ordem, porque assim, tem um um livro que é interessante, aliás, seria uma trilogia, mas o autor David Nichols morreu antes de completar a trilogia, né? ficou devendo essa. Mas tem dois livros que ele fala sobre a concepção de Deus da modernidade até a contemporaneidade. E aí tem um livro que é Deus e a Razão, eh, aliás, Deus e Governo na era da razão, em que ele vai mostrar como a transição da Idade Média paraa Idade Moderna faz com que a a a doutrina de Deus encareus como um grande legislador. E esse legislador não é como um juiz medieval que decide caso a caso com base na virtude. Esse legislador, ele cria um grande sistema coerente de leis. E aí, a partir disso, que leis são essas? São leis naturais que regem o mundo criado, mundo natural, são leis sociais e existem essas leis espirituais que são a revelação entregue na escritura. E aí daí a ortodoxia, ela as ortodoxias, né, em particular reformada, eh, por conta dessa refuzina na soberania. E aí por a gente entraria até em outro debate, que é a própria organização da Bíblia em versículos ajuda isso. Uhum. lidar com a Bíblia como um grande código de leis, que aí você abre o capítulo e versículo, ó, tá aqui dizendo isso, não pode fazer. E você vai se afastando do caráter literário do texto, narrativo do texto, para esse caráter mais eh não não é propositivo, proposicional do texto, tipo o que que o texto tá afirmando, né? Como se fosse um um código civil. E aí temos o Gabriel aqui do direito para para corroborar corroborar com a gente nessa interpretação. >> E já pegando essa linha e fazendo essa noção, é muito interessante por quando a gente tá ali no século XVI e X e no início do século XX, a gente tem a figura do que a gente chama doce direito canônico. Esse direito canônico muito ligado, principalmente à Igreja Católica, que vai reger questões morais públicas, defrontando com as próprias escrituras. Só que acontece uma coisa muito interessante, é aí que eu acho que a gente consegue começar a desenhar essa noção, que graças, ou pelo menos por uma influência de uma perspectiva protestante na positivação de leis e tudo mais, esse direito canônico perde o seu lugar e a gente tem um direito civil que começa a legislar sobre todas as coisas da vida comum, certo? Então, o que que é importante da gente entender isso em relação a essa discussão e que que isso tem a ver, né, com essa discussão sobre don o cara trouxe o judiciário lá de Genebra para para essa O que que é isso, cara? Que é isso? >> É de jurista. [risadas] Jurista >> é mal de jurista. Explica aí. Continua. >> Mas qual é a grande noção disso? é que quando a gente vê a a influência da reforma e principalmente ali pós uma questão de um racionalismo muito grande, desse naturalismo muito grande que tá sempre ligado ao positivismo, que é quem vai levar esse movimento de positivação, de escritura da lei e a regência disso para toda a vivência. a gente vê como na verdade existem muitas coisas que a gente entende que são uma doutrina, que são algo de fidelidade bíblica, mas na verdade é muito mais uma construção cultural, principalmente europeia, que a gente importa. E aí já fica essa polêmica pra gente discutir em relação a essa importação de que não se trata necessariamente de algo doutrinário, bíblico, mas sim interpretações, como a gente já começou falando da confissão de fé de Westminster, que trazem a partir de um ideal, de uma construção de um país, de uma nação e não da interpretação bíblica. Olha que interessante isso, cara, porque a gente tem a a Mercy Will e Willer, é, né, acontecendo esse >> Will e assim com perdão do trocadilho, né? A mulher tava sem andar e o nome dela era tipo a pessoa que tem rodinha, não é misericordinha e rodinha, né? Willer, Willer. [risadas] Ai, [risadas] ai, ai. Mas é isso mesmo. Mas olha que pior, >> tem uma personagem Stranger Things que lembra muito, eu falei o nome errado da A N Willer. >> Willer, a N Willer. [risadas] >> Mas olha que que maluco, né? Você tem a Mercy e a história da Mercy ganhando super uma repercussão. E aí você tem a caras como o Charles Cy, aí você tem o Benjamin Lord, o o Elifat, o Elifat, Elifalet Adams, o Elifalet Adams, eu lembrei do nome e tudo mais, só que você começa a observar a que essa discussão ainda está na prática e está na prática olhando o tipo, ó, existem os radicais avivalistas que foi um nome dado para que eles que seriam os autodenominados de moderados, ao qual é o presbiteriano com cinto. E esse é um problema do presbiteriano como um todo, né? Ele se acha muito certo até mesmo nesses momentos e os momentos cruciais da história. E eles alcunham um nome que não é um nome pejorativo, eles alcunham nomes que geralmente elevam a sua moral, né? Então os moderados é uma ironia do do da humildade presbiteriana. Eh, os moderados eles vão olhar para essa situação e vão falar: "Não, a gente acredita nisso, mas, ó, o seguinte, tem que ver aquele eh creo para não mútil, né? Eh, a gente acredita, mas, ó, isso não pode ser transformado em uma doutrina posterior ao acontecimento de ênfase e de entusiasmo sobre a era apostólica. Voltando, e existiam até questões escatológicas envolvidas na época, né, de que esses seriam sinais da volta da segunda volta de da segunda vinda de Cristo, né, da volta de Cristo e a inauguração do reino de Deus de maneira perpétua. Então, é, existe esse esse cuidado, né? E eu vou colocar entre aspas o cuidado, porque esse cuidado ele acabou criando determinados sistemas que empurravam essas manifestações para um ostracismo ou para um lugar de não adequação dentro do sistema presbiteriano como um todo. Mas por outro lado, você tem, se você tem a prática, essa prática dos moderados, você tem do outro lado a prática desses radicais que sendo tão entusiasmados, tão entusiasmados, faziam um grande avoroso. Inclusive eles tentaram eh cooptar a a Mercy para que ela fosse uma espécie de santa desse movimento, né? uma um um exemplo para que ela pudesse guiar e dar as bases, inclusive a sua história, dar as bases para esse novo momento da história da igreja. E ambos os lados, mais uma vez passam pela falta de cuidado com a história e com o sopro do espírito ali naquele momento. Então, a gente pode já começar aí aí, só que o o movimento moderado foi um movimento que se consolidou nas academias. o o movimento mais conservador foi um movimento que ganhou espaço dentro das estruturas eclesiásticas e constitucionais da igreja. E e só qual é o problema? É que avivamentos estavam explodindo na região. O que que a gente faz com isso? Como a gente lida com isso? Por exemplo, avivamento Genebrino lá de 1810, 1850, né? a gente tem a uma tensão política a ser colocada, que não era só uma tensão teológica, mas uma tensão política. Se nós pegarmos todo o mecanismo da confissão de fé de Westministra, que é uma questão política eclesiástica e e transportarmos para 1810, nós veremos essa mesma tensão sendo reconfigurada com eh outros players, que seria os petistas, essa galera mais voltada para uma para uma espiritualidade profunda e e um até mesmo uma pneumatologia mais refinada ou pelo menos melhor desenvolvida do que até então havia na confissão de de Fed Westminster, eh, e contra esses conservadores que também se juntaram a determinados liberais. E a gente entra na teologia liberal e olha que que engraçado, né? Os conservadores estão ao lado dos liberais quando se trata de pneumatologia. [risadas] >> Quem diria? Quem diria, né, de que talvez a filosofia por na verdade a epistemologia ou na verdade a cosmologia e a forma como o mundo se forma eh seja o mesmo chão comum entre conservadores e liberais no que tange a continuidade, a descontinuidade dos dons. Olha que loucura. É, o ponto interessante aí e que torna o caso da da Mercy Willer ainda mais chocante pra época, eh, se a gente conectar isso com a escatologia, porque assim, a gente precisa lembrar que entre conservadores e liberais a a linha pós-milenista era predominante. E para quem não conhece, resumo bem rápido, o pós-milenismo, como o nome diz, após o milênio, né? eh, o milênio, sendo entendido como uma metáfora para o desenvolvimento das sociedades. Então, depois desse pleno desenvolvimento, o retorno de Cristo aconteceria após esse momento de plenitude ou na conclusão desse momento de plenitude. E aí, nesse momento, você tem essa compreensão de que as sociedades elas se organizam por meio de um sistema racional coerente que espelha o sistema racional e coerente que Deus colocou para todo o universo. Esse sistema ele é coeso e fechado, não tá aberto para intervenções externas. E isso também é compreendido como um avanço social, porque organizações que precisam de intervenções diretas ou que aludam aquilo que é espiritual, sobrenatural, eh, imaginativo, são arcaicos, são primitivos. >> Hum. Hum. >> Nessa sociedade em que você percebe um grande evento que remonta essa época de primitividade em que as pessoas acreditavam em milagres ou potencialmente, considerando aqui a preocupação que é legítima com os desvio, com o curandeirismo, isso era visto como um problema, porque se pelo menos nessa nesses grandes centros, né, nas elites ali, as grandes universidades, os grandes templos ou outros centros intelectuais, se acreditar ava que essa sociedade tava cada ocidental, tava cada vez mais próxima dessa plenitude que aproxima o estágio da felicidade, que é uma palavra que que tem conotação escatológica, que é a plenitude da existência em toda a terra. >> Por que esse é isso? Porque os eventos que remetem a um passado de imaturidade e primitivismo estão acontecendo aqui agora? Porque isso resiste? E aí e acontece nessa eh nessa crítica a à manifestação dos dons com alguma recorrência eh a associação a esse a esses eventos sobrenaturais que aconteciam nos avivamentos com não só irracionalismo, mas também com algumas conotações racistas, porque isso é coisa de culto dos indígenas, isso é coisa de culto dos africanos, isso é coisa de culto dos asiáticos, não é? >> Ah, nossa. Então, existe um preconceito, um eurocentrismo envolvido no sensacionismo aí, né, nas críticas sensacionistas desse dessa época, >> século XIX, principalmente. Principalmente. >> Olha [risadas] aí. >> E isso permanece até hoje, cara. Assim, eu lembro que tava ali na na transição saindo de uma igreja pentecostal pr pra a reformada e me recomendaram um texto sobre eh o culto brasileiro. E esse tipo de afirmação apareceu lá. O culto reformado é superior ao pentecostal, porque o pentecostal ele ainda tem raízes africanas do paganismo africano indígena por conta do misticismo. >> Por e o que ele tá chamando de paganismo e misticismo é essa questão >> do dos dons, visões, etc. Eu acho que, se eu não me engano, você mesmo, Luí, teve essa experiência de tá conduzindo eh uma congregação presbiteriana e você contou que chegou uma pessoa e falou assim: "Eu gosto de vir aqui porque é um culto europeu ou um culto parecido europeu". Sim, exato. Não, não foi eh eh diante de uma congregação, mas foi por conta da minha igreja que me mandou para essa congregação, da minha igreja mãe enquanto eu estava como seminarista. Tinha muito isso, a ideia das pessoas elas se deslumbrarem, porque toda a formatação era uma formatação litúrgica construída e pautada naquilo que seria a liturgia clássica, ah, europeia, europeia, né? Ou uma liturgia que se assemelhasse cada vez mais à estrutura. Então, a gente tinha uma arquitetura que era muito próximo das paróquias das paróquias ou paróquias que são didas como europeias, que não são, tá? Mas eh dá essa impressão, a liturgia, o coral, as músicas, a forma. O pastor não usava eh gola clerical, não usava veste de liturgia. É uma era uma tristeza, mas não utilizava, né? Mas você tem isso mesmo, né? E aí eu via muitas pessoas falam: "Nossa, é um culto muito bonito, é um culto muito bonito e tal". E aí isso me gerava um certo estresse, viu, gente? Eu vou confessar aqui em momento de confissão presbiteriano, porque o culto era para se deleitar, né? Eu sou, eu tenho essa ver de que o culto era para se deleitar no Senhor, né? E aí as pessoas elas viviam de maneira muito formal para ser só um um algo bonito e tal. Enfim, voltando aqui, pode continuar, mano. [risadas] >> Eu ia só falar uma coisa muito interessante, porque a atualmente eu tô como professor universitário numa faculdade assembleiana aqui de Goiana, né? E tem uma coisa muito interessante que me foi apresentada muito recentemente e que eu estava conversando com alguns alunos. Eu sou professor de direito, mas há muitos intercâmbios com a teologia dentro da sala de aula, muitos pastores assembleas dentro da sala de aula e me questionaram sobre a Igreja Presbiteriana de Gana e recentemente e eu fui dar uma pesquisada e eu achei uma coisa muito interessante, tá? Por quê? Se você pesquisar a Igreja Presbiteriana de Gana, você vai ver duas coisas. Primeiro, é uma igreja que cada vez mais cresce e que tem princípios reformados, muitos alicerçados. Só que se você pesquisar, você vai também ver um racismo teológico gigantesco, porque você vai ver muitos pastores ocidentais, pastores da América e América aqui no sentido de todo continente, criticando sem alguma razão a Igreja Presbiteriana de Gana. Por quê? A igreja igreja presbiteriana de Gana, ela não interpreta o capítulo um da confissão de fé de Westminster como a cessação dos dons. E tem mais um detalhe muito importante sobre a cultura, em específico a da região da igreja, que é o seguinte, dentro uma uma breve splining aqui em relação à coisa, dentro da da noção ganense, por assim dizer, nesse sentido, há uma diferença cultural muito grande da atuação do Espírito Santo, do misticismo de algumas outras religiões que existem, que eles chamam de Kuborrora e Kuganura. Nomes estranhos, mas vai fazer sentido por >> É o Kugan Harrhura. É nome de anime? >> É quase nome de Eu na hora que eu li isso eu achei. [risadas] >> Calma aí, calma rápido. >> Fala aí, fala aí. >> Mas vamos lá. O que que acontece dentro da noção daquele povo? O cubo ele significa libertação, só que é considerado uma libertação a partir de um ponto de vista de atuação de espíritos, de manifestação, de você se tremer e de uma noção de um culto primá africano de origens de de religiões de matriz africana. Só que eles têm uma diferença pro Kugangar que na verdade é uma noção de libertação espiritual, emocional e racional. de atuação do Espírito Santo que vai mudar a vida daquela pessoa em arrependimento de pecados, em mudança de vida, em ser transformado pelo espírito integralmente, o que também vai estar abordando os dons do espírito. Então, veja só, a gente tem uma igreja presbiteriana, liturgicamente presbiteriana, com a existência de dons. E uma igreja que está ligada à noção internacional reformada. Só que por que que ela é criticada? é muito difícil não enxergar essas críticas como uma mera noção de racismo teológico >> e tem pontos para além do racismo também. Você não precisa chegar eh na no racismo, porque >> uma exegna confissão de de Westmin já dá >> não não só isso. Eu queria botar outras questões que também são sociais e afastam essa recepção dos dons, né? E é uma questão de classe também, porque o avivamento genebrino ele era branco europeu >> e foi criticado por ser irracional, por ser subjetivista. eh todas essas coisas. E o avimento geneo, ele foi importante inclusive paraa conversão do Van Prinster, que é o o pai intelectual lá do Kiper. Então assim, a gente vê moviment, >> o próprio Kyer também, eh, ou outros movimentos de avivamento na Irlanda, no Reino Unido, eh, e até mesmo nos Estados Unidos, por eles terem essa origem social numa classe mais popular, uma galera mais operária, o pessoal que tava presente nas grandes universidades, grandes centros teológicos, via isso como falta de letramento, >> como falta de estudo. >> E por isso que essas pessoas tinham esse tipo de comportamento. mais emotivo, mais explosivo e bastava estudar teologia que isso eh se atenuaria. E aí a gente não tá ignorando que a falta de estudo leve a distorções, mas a gente não pode colocar na conta da falta de estudo todo tipo de manifestação que pareça sobrenatural extraordinária. Isso precisa passar continuamente pelo crio da igreja, pelo crio comunitário e aí presbiterianamente falando, pela adequação delas aos meios ordinários. Eh, não, eu ia até comentar sobre isso porque eh é uma crítica tão injusta eh que foi feita principalmente no avivamento genebrino, que o avivamento genebrino gerou um grupo específico, que é o grupo pietista. E o grupo pietista é um é um dos grupos que mais valorizavam faculdades >> e construção de faculdades. É, é muito comum você observar que na expansão missional desses grupos você tivesse aliado a a ida desses missionários para uma terra estrangeira, um interesse de estabelecer universidades, eh escolas, aquela aquela base do protestantismo clássico, né, de da preocupação com a saúde, com a integralidade humana, com com aquilo que a gente chama hoje de maneira anacrônica, né, dos direitos humanos. E e veja, ah, foi a partir do do movimento um um movimento extremamente carismático, tá? A ortodoxia reformada também, né? O outro grupo que faz parte junto com os pietistas que fizeram a parte, ela era mais voltada para uma espécie de doutrina clássica, né? voltava para os rudimentos e os documentos, ah, que foram desenvolvidos na reforma protestante como toda e no escolasticismo, no comecinho do escolasticismo. Ah, mas ah, observe, era um dos grupos que estavam em tensão contra conservadores teológicos e liberais teológicos que mandavam ou que estruturavam-se ou arquitetavam-se ah ali nesses grandes centros urbanos e nos grandes centros também formativos. Até porque a a igreja mandava os seus seminaristas para esses lugares. Eh, então as pessoas elas se formavam, volta se formavam, tinham todo um um processo que a gente vai chamar de de maneira bem irônica aqui de doutrinação teológica. >> [risadas] >> E a partir dessa doutrinação teológica, o antiseminarista que cresceu na na realidade de avivamento e cresceu na na realidade em que a fé piedosa se manifestava, deixava de exercer essa fé e substituía por uma visão muito específica de vida, que é uma visão de preconceito de classe, que é uma visão de preconceito ah étnico, que é uma visão também que é uma teologia moldada e pautada dentro de uma de um de um preconceito, né, de uma distinção, na verdade, de em em ver a humanidade como facções e facções mais nobres e menos nobres, né? Qu é quase uma, neoaristocracia, só que a aristocracia ainda promove um um certo tipo de bem. enquanto o o liberalismo e o conservadorismo ali da reforma diante dessas tensões a respeito do avivamento, não produziam tantas coisas boas assim, né? >> Então, a agora pegando o que vocês falaram em relação tanto ao Vamp Prisht quanto ao Kyer, a gente vê e esse surgimento a partir dessa origem. A gente pega o Van Prisher, que já era um aristocrata, e um Kiper, que já era um operário e que depois vai ter mais desdobramentos. E a gente vê muito disso na influência da construção de como o neocalvinismo ele vai se construir no decorrer do tempo. a gente passa ali por Dy Rockmos, mas chegando principalmente na contemporaneidade, a gente tem grandos desnomes, como por exemplo o Van Dercei, que ele tem um livro muito muito importante chamado, Traduzindo em Tradução Livre, essa incrível força, o Espírito Santo na teologia reformada e a espiritualidade, em que ele vai trazer, e aqui foi a o comentário que eu trouxe lá no início, de como o Espírito Santo ele vai atuar em cada fresta, cada detalhe do universo e que a espiritualidade reformada, ela precisa com urgência ter olhos e ouvidos abertos para ver o Espírito Santo na sua atuação nos dons, a o Espírito Santo atuando na cultura e em todas as esferas da sociedade. Então, veja só, >> o Espírito Santo, ele está assentado e diluído por toda a realidade, né? >> Isso. Até arrepiei. >> Olha aí, ó, você vê, né? [risadas] E o ponto assim que acho que é importante ressaltar é que a capacidade para perceber isso, ela não surge na teologia reformada, ela tá presente desde o próprio Calvino. Eh, quando o Calvino vai comentar lá no primeiro tomo das institutas sobre as propriedades da alma, ele não vai defender que sonhos e visões são um dom que você tem que buscar. Não é isso. Entendo o que eu tô querendo dizer? Mas ele vai falar que olha como Deus coloca sementes da divindade no ser humano. Deus pode, por exemplo, no momento em que a gente tá dormindo, a gente não usa razão, Deus pode nos dar sonhos de adivinhação, avisando ou alertando os fés sobre o futuro. Ou seja, a própria teologia calvinista, ela já tem repertório para dizer que o ser humano tem essa capacidade para ser sensível ao espírito. E como o Luiz falou, na teologia reformada é fato, assim, não somos como os pentecostais que dedicamos um uma sessão da teologia dogmática, da doutrina para falar sobre o Espírito Santo. Mas se você lê com atenção a teologia reformada, onde tá o Espírito Santo? Tá na eclesiologia, tá na pregação, tá na liturgia, tá nos sacramentos, tá na cultura, tá na criação. Ou seja, se o reformado não consegue enxergar o Espírito Santo em tudo, a gente tem um problema. Exato. Exato. >> Porque assim, voltando e aí eu encerro naquele contrário de prática contra prática, se o problema às vezes de quem vem de contexto pentecostal é você tem ali, já tive essa experiência mais uma vez, um culto maravilhoso, louvor incrível, pregação maravilhosa, mas antes de encerrar alguém pega o microfone e diz: "Tá faltando cura, tá faltando língua, tá faltando revelação". Tipo assim, meu irmão, não foi suficiente orar, não foi suficiente. É como se fosse o algo mais que Deus prometeu e o espírito não atuasse na pregação e em tudo. Agora, a tendência reformada é focar muito na acho que isso é bom da teologia reformada no aspecto formativo do culto e da vida cristã, da instrução e reduzir instrução só cognitiva, não formar os nossos afetos e não formar a nossa alma. Como Calvin tá falando, a gente tem esse aparato para ser sensível ao espírito onde quer que ele esteja ato, em cada fresta. Se a gente reformado não tá enxergando o espírito atuando, então a gente tem uma miopia espiritual grande aí para tratar. E digo mais, se o reformado não conseguir enxergar o Espírito Santo em tudo, ele não é um bom missionário. Ele não vai conseguir lidar com missão. Ele não vai entender que aonde ele está é campo. E se ele não entende isso, ele vira um reformado eh eh como que eu posso dizer, como que nem Hanolo que foi petrificado [risadas] para ser vendido ao jaba, sabe? É isso. Ele vai ser um um reformado apenas petrificado. Se ele não conseguir ler o Espírito Santo na sua nos seus documentos de fé, na sua exegese bíblica, se ele não conseguir observar o Espírito Santo na sua própria vida e na dinâmica da igreja, ele vai ah correr o risco de ficar petrificado em missão. E e a gente sabe que o o a igreja ela é chamada para ser cooperadora da missão de Deus no mundo, consertando-o como um todo. >> Aleluia. >> Voltei. Fui, ó, fui transladado no decorrer desse episódio, [risadas] mas voltei aqui para dizer o seguinte, galera, ó, isso tem caldo, né? Isso tem caldo. Tem tem segunda parte? Acho que vai ter a segunda parte, né? Vocês deixaram algumas pontas soltas aí que eu acho que importante a gente voltar. >> Tem muita coisa, tem muita coisa. O programa teve, é, então o programa tinha três blocos e a gente só abordou o primeiro bloco, >> ó. É porque já passou o carnaval, daí não tem tantos blocos assim. Exato. Exato, [risadas] exatamente. >> Então vamos lá, gente. Olha só, mas a gente quer prometer um negócio para vocês. A gente não demorará tanto quanto a gente tá demorando para lançar a terceira parte do conselho divino. Tá bom, Luiz? A gente tem que prometer isso pra audiência aqui. >> Não, gente, eu aqui, deixa eu já fazer o disclaimer do conselho. É, então eu posso fazer o disclaimer do conselho divino? >> Pode. >> Tá todo mundo trabalhando muito, gente. Tá todo mundo trabalhando muito. A Cíntia tá trabalhando muito. O Mateus tá trabalhando muito. Eu tô aqui com Bibo e eu vou dizer que eu tô trabalhando muito. Não tá trabalhando tanto. [risadas] É isso. Exato. Não, tá difícil >> salarial. Tá difícil fechar a data, gente. >> Tá fechado, mas a gente vai, ó, a gente já tá lá movimentando o grupo e a gente vai voltar com a terceira parte do conselho divindo, a gente promete para vocês. E não vamos demorar para voltar com a segunda parte deste papo aqui, ah, que esses três aqui trouxeram para vocês, que eu tenho certeza que agregou bastante. Já indicaram literatura ao longo desse papo que eu tive que sumir mesmo. Tudo para de Belém. Ó, já eu mencionei aqui em português. Em português, o Bruce Waltk e o Bruce Waltk é naquele buscar a vontade de Deus, uma noção cristã pagã. Porque >> Uhum. Ele vai falar da dessa noção de que nós podemos ter uma vontade redimida, não sentido de ah não ignore suas emoções, foque na razão, que é um discurso bem reformado, padrão. Ele vai não só abrir espaço para afetos redimidos, mas ao final do livro ele vai abrir espaço paraa sensibilidade e voz do espírito e vai dar um repertório bíblico para entender que isso aconteceu mesmo em Atos, que mesmo os apóstolos precisaram de intervenção extraordinária >> para poder redirecionar a missão, >> porque aquilo que era ordinário nas suas vidas estava tudo dando cheque ali certinho, mas Deus queria que outra coisa acontecesse. >> Bacana. Alguma outra literatura que vocês têm aí? Eu >> em inglês, Léo? Inglês >> não, português. Para inglês. Vai português. Vai, vai. Sheebbec, por favor. >> Então, o Eu tenho um é o batismo e os dons do espírito do Martin Lloyd Jones. >> Boa. Da carisma. >> Da Carisma, que dá uma discutida legal de um cara que é um reformado assim clássico. >> Uhum. Uhum. Legal. Boa, boa, boa. Não sei se vende ainda, mas um abraço pro meu amigo Neto. Eu dei o meu para ele. >> Olha aí. Eh, eu não tenho nenhuma indicação porque já pegaram os dois, as duas obras em português [risadas] que tem >> pouca coisa. Pouquíssima obra em pouquíss pouquíssima obra. >> Se tivesse inglês, mais uma para indicar. Eu acho que >> Mas a gente, mas é um problema nosso como reformado de nós não publicarmos eh teologias dogmáticas ou sistemáticas após Bavink. Ah, Bavink é maravilhoso, gente. Ele tem um um uma parte só sobre o Espírito Santo que é maravilhoso, maravilhoso mesmo. Íolo do Gabriel. >> É exato. Mas só que pós Bavink, ah, os reformados eles não publicaram mais nada. em inglês >> em português, né? Em português, em português. >> Mostra o Bavin de novo aí, ô Chebec, deixa eu ver o Bavin >> aqui, ó. >> Ele era bonitão, né? >> Aí, ó. Parece o Freud. >> Parece teu pai, mano. [risadas] >> É um elogio. É um elogio, Gabriel. Amém. Caraca, felizão agora. >> É. Tá legal. É, mas então na na dogm é dogmática do Bavink, né? Na dogmática. Abraço pro meu amigo Neto também. Eu também dei para ele a minha dogmática do Bav. Poderia ter dado uma te, eu consigo uma contigo lá. que acho que a, enfim, eh, então lá tem também um bom boas coisas sobre o Espírito Santo, tem umas coisas legais também. >> Isso, tem muitas coisas assim, é bem desenvolvido, tem uma discussão principalmente que o Bavink pega pós a o avivamento. >> Uhum. >> Então, ele é um homem um homem à frente do seu tempo, no que tange a pneumatologia. Ele antecede muito das discussões ah que são desenvolvidas posteriormente nos avivamentos que dão base ao pentecostalismo. Tanto que se você quiser ver qualquer tipo de reforma de reformado a teologia pentecostal, eles vão recorrer a Bavink porque Bavink meio que antecipou esse movimento, entendeu? >> Uhum. >> Mas é muito legal, muito legal mesmo para conhecer um pouquinho da pneumatologia reformada. Só que em inglês tem o do Cornellius Van Dercey, que o Gabriel já falou no episódio, e do Gilbert's Vanerbrink, que é o Christian Dogmatics. Uma introdução. Eu acho que é ótimo, porque você pega uma teologia sistemática, você já começa a entender um novo mundo e reformado, o novo mundo da teologia ali. >> Muito bom. Muito bom. >> Voltada aos reformados, né? Ó, você pode usar os comentários aqui no YouTube para fazer mais perguntas sobre esse tema ou até porque até a partir da pergunta de vocês a gente pode já, né, a trazer na pauta da do segundo momento. Ou você pode seguir os nossos amigos aqui nas redes sociais. O arroba deles está aqui na descrição ah deste episódio, tanto no YouTube como também em bibotal.com. Aí você chama eles na DM lá que eles passam os nomes certinho para vocês bonitinho. Com claro que é tudo holandês, né? Nome difícil. É tudo holandês. É tudo tudo holandês. >> Holandês? Ver neocalvinismo. Neocalvinismo. >> E quem diria, né? Os holandes e os os alemães procurando o fogo do espírito e a gente aqui que é latino fugindo. >> Fugindo. É, olha onde se viu, né? Onde já se viu. >> Enfim. É isso, galera. Vamos ficando por aqui em mais um BTC. Voltamos a semana que vem, se Deus quiser assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. M.