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Toda Raça, Tribo, Língua, Povo e Nação – Apocalipse 7 | Luiz Sayão | IBNU

Toda Raça, Tribo, Língua, Povo e Nação – Apocalipse 7 | Luiz Sayão | IBNU

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Para quem se destina a palavra [música]
da salvação? A coisa bela do evangelho é
que [música] para Deus não existe
discriminação nem distinção. [música]
A mensagem salvadora é para toda raça,
tribo, povo, língua e nação. Quer saber
mais sobre isso? Especialmente no
[música] apocalipse?
Abra a sua mente e ainda mais o seu
coração e acompanhe conosco essa
abençoada [música] meditação. Sintonize
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>> Nada como dar a devida atenção à palavra
divina que nos traz orientação
paraa vida, para o entendimento e para o
coração. E hoje, pensando sobre o que a
palavra divina tem a nos dizer, nós
vamos refletir a partir de Apocalipse
capítulo 7 sobre o tema toda raça,
tribo, língua e nação. Uma frase
especialmente
ah marcada no livro de Apocalipse, que
eu quero que você acompanhe comigo a
leitura da palavra de Deus. que
certamente aí vai nos trazer muita coisa
importante e valiosa para a nossa vida.
Então eu convido você a acompanhar
comigo Apocalipse capítulo 7 e vamos ler
aqui a partir do verso de número nove.
Veja o que a palavra divina nos
apresenta.
Depois disso, olhei e diante de mim
estava uma grande multidão que ninguém
podia contar. De todas as nações,
tribos, povos e línguas em pé diante do
trono e do cordeiro, com vestes brancas
e segurando palmas, e clamavam em alta
voz: A salvação pertence.
ao nosso Deus que assenta no trono e ao
cordeiro. Todos os anjos estavam em pé
ao redor do trono, dos anciãos e dos
quatro seres viventes. Eles se
prostraram com o rosto em terra diante
do trono e adoraram a Deus, dizendo:
Amém. Louvor e glória, sabedoria, ação
de graças, honra, poder e força sejam ao
nosso Deus para todo sempre. Amém.
Quando a gente lê isso aqui no livro do
Apocalipse, é importante compreender a
que o que está acontecendo é um momento
de muito sofrimento na vida do povo que
seguia o rei e Messias Jesus diante da
opressão do império romano, diante do
grande sofrimento que eles tinham.
Então, o Apocalipse nos traz a
revelação, a última revelação da
Escritura Sagrada, mostrando para nós
quando João está ali último, apóstolo
vivo na ilha de Pátimos e ele então
aparece no cenário aqui, ah, trazendo
essa mensagem de Deus. Ele é convidado a
trocar o olhar do mundo a partir do
Império Romano para ver as coisas de
acordo com o olhar divino. Então, grande
juízo da parte de Deus está prometido
que vai cair sobre toda perversidade,
injustiça, maldade, pecado do mundo,
especialmente sobre aqueles que eram os
grandes opressores, né? a grande
Babilônia,
aquilo que representava todos os
descompassos terríveis do Império
Romano. E aí quando ele tá falando sobre
isso, ele vai falar ao mesmo tempo
desses, vamos dizer assim, redimidos,
daqueles que foram salvos, que foram
alcançados. E ele apresenta isso como a
multidão do povo de Deus. No começo do
capítulo 7, é interessante que ele fala
de 12.000 de cada tribo de Israel.
Alguns estudiosos acham que pode ser uma
referência
aqueles do povo de Israel e que
encontram redenção plena da parte de
Deus. Até porque eh o Apocalipse conecta
muito o Antigo com o Novo Testamento.
Então pode ser pode ser uma referência
aos judeus redimidos ou talvez seja o
povo de Deus como um todo apresentado em
duas metáforas diferentes no começo do
capítulo 7 na sequência. Mas o
interessante
é que esse texto vai apresentar pra
gente essa ideia muito nítida, que é a
ideia ah de que existe uma grande
multidão. E essa multidão ela é descrita
dessa maneira, de todas as nações,
tribos, povos e línguas. Isso é
importante porque você pode ver a
grandiosidade que era o mapa do antigo
império romano. Veja que esse império
dominava desde a região chamada
Britânia, né, a região da atual
Grã-Bretanha, né, propriamente a
Inglaterra, a Espânia e até a Lusitânia
na Península Ibérica, todo o norte da
África, uma parte do mundo germânico ali
junto ao rio Reno e se estendendo, né,
até aquilo que era uma fronteira com o
antigo império persa, também chegando
ali próximo da habitação dos antigos
eslavos. era um império gigantesco que
dominava tudo. E aí o que que o Império
Romano, particularmente nessa época, com
a centralização de poder, com a ideia,
né, de que o imperador era, né, isso
acontece muito a partir desse momento do
primeiro século, né, da era cristã,
desde a época aí de César Augusto, a
centralização do poder e o imperador
cada vez mais se apresentando como um
divino. Então a gente observa isso e aí
você pode ver aquilo que foi palco de
muito sofrimento
cristão e de outros também na história
que você pode ver em Roma, o famoso
coliseu, né? Então, diante desse
cenário, interessante que a palavra
divina
nos apresenta uma grande questão que é a
seguinte: Pera aí, será que todo esse
sofrimento, essa injustiça, essa
maldade, esse império romano que diz o
seguinte, essa aqui é a questão
fundamental, que toda raça, tribo, povo,
língua e nação pertencem a Roma. estão
debaixo de César, o grande
dono do trono que se assenta no trono em
Roma. Ele é dono de tudo isso, né? E
aqui é interessante nessa palavra grega
etno,
geralmente por nações, né? Ah, ou
poderia ser poros, mas do lado tem uma
palavra que é mais especificamente povo,
essa palavra que deu origem à palavra
etnia. e que pode ser claramente ou raça
ou nação, ou seja, grupo étnico
distinto. Então, diante de tudo isso,
esse povo tá pensando quando é que a
justiça divina e o reino de Deus sobre
a o a maldade, vitorioso sobre o pecado,
sobre todo tipo de coisa que afronta a
Deus na sua bondade, na sua pureza,
quando é que isso vai triunfar? E eles
estão clamando. Então, o Apocalipse nos
mostra, na verdade, todo esse mundo
diversificado antropológico
pertence ao nosso Deus e a salvação vem
dele. Por isso Apocalipse traz a ideia
de juízo. Você vai encontrar depois, né,
a famosa referência a batalha do
Arnagedon, que é esse desfecho da
vitória do bem contra o mal. E ela é
exatamente ligada ao famoso Vale de
Gesreel. Quando você vê aí esse lugar,
né, que é de frente da antiga cidade de
Megido, Megido, Megido,
Megidor, Armagedon,
que evoca essa grande vitória, esse
grande
desdobramento daquilo que vai aparecer
no cenário. Mas a gente continua olhando
e vai ver mais pra frente no próprio
Apocalipse o que aparece
num outro texto mais adiante que nós
encontramos no último livro da Bíblia.
Apocalipse. Nós vimos o que aparece no
capítulo 7, mas também no capítulo 14,
quando nós vamos ver aquilo que fala
novamente dos chamados 144.000
mil selados e também do surgimento da
mensagem de três anjos que aparece no
capítulo a partir do verso um, indo até
o verso 5, a gente lê o seguinte: "Então
olhei e diante de mim estava o cordeiro
em pé sobre o monte Sião e com ele
144.000 que traziam escritos na testa o
nome dele e o nome de seu pai. Ouvi um
som dos céus como de muitas águas e de
um forte trovão. Era como de arpistas
tocando seus instrumentos.
Eles cantavam um cântico novo diante do
trono dos quatro seres viventes dos
anciãos. Esse tema é muito interessante,
muita música, muito cântico, muita
celebração, muita festa e uma ênfase
nessa questão de um cântico novo que
celebra a redenção. Ninguém podia
aprender o cântico a não ser os 144.000
que haviam sido comprados na Terra. Uma
linguagem que fala de gente tirada da
escravidão, comprada no mercado daquele
mundo greco-romano, a famosa ágora da
cidade.
Estes são os que não se contaminaram com
mulheres, pois se conservaram castos,
uma linguagem para falar de pureza
claramente metafórica. E seguem o
cordeiro por onde quer que ele vá. foram
comprados dentre os homens e ofertados
como primícias a Deus e ao cordeiro.
Mentira nenhuma foi encontrada na boca
deles. São imaculados no sentido de não
terem se corrompido, seguindo todo tipo
de ensino completamente distante daquilo
que era a palavra divina.
E então no verso 6 o texto prossegue e
diz: "Então vi outro anjo que voava pelo
céu e tinha na mão o evangelho eterno
para proclamar aos que habitam na terra.
Atenção a toda nação, tribo, língua e
povo. Ele disse em alta voz: "Temam a
Deus e glorifiquem-nois
chegou a hora do seu juízo. Adorem
aquele que fez os céus, a terra e o mar
e as fontes das águas". Um segundo anjo
seguiu dizendo: "Caiu, caiu a grande
Babilônia que fez todas as nações
beberem do vinho da fúria da sua
prostituição.
Uma celebração
impressionante aqui a linguagem
figurada, né, da grande Babilônia é uma
referência ao antigo império romano.
Porque assim como a Babilônia no passado
foi a a grande opressora do reino de
Judá, Roma com esse império cruel é a
referência dessa grande opressão que nós
estamos vendo agora. E de novo, a
linguagem aparece. Esta mensagem, esta
salvação, esta palavra é destinada a
todo o povo, língua, raça e nação.
Agora, quando a gente pensa sobre isso,
a gente vai descobrir
o grande problema da experiência humana.
A gente diz: "Ah, os os romanos eram
opressores, maltratavam as outras
etnias". Sim, é verdade. Mas atenção,
não é exclusividade dos romanos. Isso
sempre na experiência humana, a partir
de critérios entendidos como raciais,
critérios
étnicooculturais,
eh critérios eh sociais, critérios
econômicos, ou seja, tudo que traz
alguma diferença, distinção entre os
seres humanos, eh, tem trazido uma
história de conflito, de problemas
dentro da experiência humana. Então
assim, é só o indivíduo ser de alguma
maneira um pouco diferente um do outro,
que a gente começa um processo de
ruptura e distanciamento daquilo que
seria saudável na nossa experiência de
fraternidade.
Inclusive, é tão absurdo você vê que até
dentro do mesmo país, dentro do mesmo
ambiente cultural, dentro de uma relação
bastante homogênea, um simples sotaque
faz pessoas estranharem umas às outras e
tratarem de maneira ah
às vezes discriminatória
a uma pessoa da sua própria nação.
Então, qual é o grande desafio que nós
temos aqui? Nós temos o desafio entre o
que a gente chama de uma coisa que é
universal e uma coisa que é particular.
Então, se os romanos se achavam, vamos
dizer assim, a última bolacha do pacote
pelo seu poder do seu grande império,
também os gregos, como os antigos
herdeiros da grande filosofia, da grande
sabedoria, de tudo que eles construíram,
também se achavam muito diferenciados em
relação aos outros. Aliás, gregos e
latinos nesse mundo antigo, eles ouviam
os outros povos e diziam: "Es caras nem
sabem falar direito, eles falam barbar
bar bar b barbar". Ou seja, eles são
bárbaros. Por isso que o termo surgiu,
né? E ao mesmo tempo, a religiosidade
que se desenvolveu no contexto de Israel
fazia com que esses, especialmente
líderes religiosos da época, eles
tivessem uma atitude de dizer: "Olha,
nós temos uma relação diferenciada com
Deus e os outros são, ó, goim, eles são
pagãos, eles são esses povos gentílicos
que têm um valor que não equivale ao
nosso, em vez das pessoas pessoas
enxergarem principalmente a mão de Deus
e a sua misericórdia. Muitos religiosos
pensavam assim: "Aliás, não é
exclusividade nem de romanos, nem de
gregos, nem de judeus. Esse mesmo
problema acompanha a nós até hoje." Já
viu? Até nos ambientes
religiosos da cristandade, cada grupo
quer dizer: "Olha, eu sou mais legal do
que os outros. Eu eh se tem alguém que
tá mais próximo de Deus, é a minha
tradição, porque a gente faz isso, isso.
Então é uma série de critérios assim, às
vezes aleatórios que parecem definir uma
pretensa primazia de um grupo em relação
ao outro. Então para entender essa
questão é muito interessante a gente
observar
como é que era a realidade desse mundo
antigo no qual as pessoas viviam. Qual
que é a grande diferença da revelação
bíblica? Ela aparece num cenário onde
ela diz sim que o Deus único e
verdadeiro se revelou de maneira
particular a Israel. No entanto, o
objetivo não é que ele se tornasse um
deus delimitado pela realidade hebraica
ou judaica. Esse Deus revelado é o Deus
criador dos céus e da terra. é o Deus
único, é o Senhor do universo, é o Deus
que fez todos os povos. não é um Deus
meramente tribal, não é um Deus
simplesmente eh delimitado por um
particularismo acentuado, não. Então,
isso nos leva a um caminho curioso de
como saindo de um enfoque que poderia
parecer particularizado,
essa mensagem, essa salvação, essa
aliança, esse agiro divino se dirige a
todas as nações e povos da terra.
E aí a gente precisa ver como isso é
significativo, como é que Apocalipse
trata isso e como é que ele vai fazer
uma conexção com a antiga experiência de
Israel no Egito. No Egito, os israelitas
foram escravos, por isso eles são
inspiração dessa comunidade dos
seguidores do Messias de Israel, que
está numa condição análoga diante do
sofrimento
que eles têm agora no império romano.
Então, nesse ambiente, você pode, por
exemplo, acompanhar
essa escravidão. A Bíblia diz láem no
começo de Êxodo, que os israelitas
trabalharam como escravos, fabricando
tijolos para grandes construções
egípcias. Não, as pirâmides que a gente
ouve falar e ver nas fotos, não são
essas, são outras construções de um
período bem posterior, mas você pode ver
como é que era essa fabricação de
tijolos no Egito descrita pelos próprios
egípcios. E aí quando a gente olha eh
para isso, a gente vê os diversos povos.
E aqui cá entre nós, ninguém na história
é inocente. Você vai ver todo tipo de
ser humano, não somente europeus, mas
africanos, asiáticos,
indígenas das Américas. Todos os povos
na sua história t a prática da
escravidão e geralmente marcada por
crueldade. E olha que coisa
interessante, nós temos então esse
desafio das diferenças quando nós temos
na experiência humana o triste
eh momento em quando povos dominaram
sobre os outros com atitudes racistas,
com a prática de escravidão e de
opressão. Inclusive, é interessante dar
uma olhada nesse quadro quando nós vemos
algo que foi encontrado no Egito,
mostrando a diferença entre grupos
étnicos, né? Esse mais aí à direita é um
egípcio padrão, mais moreno. Depois você
tem um indivíduo semita, né, com essa
barba mais e nítida aí. E depois você
tem um um egípcio do da parte sul, da
região da Núbia, já junto ao Sudão, com
a pele mais escura e uma outra
referência de alguém mais próximo do
contexto do Médio Oriente. Quer dizer,
você tem essa descrição dessas
diferenças que a própria arqueologia nos
apresenta. Então, o que que acontece?
Nós temos esse desafio
tremendo do ensino bíblico de que a
mensagem, a revelação de Deus, ela é
transcultural.
Ela apresenta uma palavra que diz
respeito ao coração de todos os seres
humanos, independentemente
da sua etnia ou da sua particularidade.
Isso é muito especial porque a gente vê
isso, né? Tão impressionante ver pessoas
tendo experiências com Deus. Pessoas
recebendo a vida em Jesus nos todos os
continentes da terra e cada vez mais em
toda tribo, língua, povo, raça e nação.
Mas o que que acontece? Nós temos uma
experiência recente. Aliás, esse é um
assunto delicado, é um assunto que abre
feridas, que mostra uma relação
problemática em vários lugares do mundo.
E porque foi dentro desse ambiente
iluminista,
a especialmente do século XVI para cá,
que se desenvolveu uma espécie de
conceito de raça, né, que apareceu em
vários ambientes da Europa Ocidental e
que se desdobrou pelo mundo, né? Nós
tivemos inclusive gente eh desse
ambiente especialmente francês e inglês,
gente como
Charles Gobinot ou ou ah o Conde
Gobinot, melhor dizendo, e Charles
Darwin, por exemplo, que fizeram
observações sobre o Brasil e a realidade
da América do Sul. Mas esse esse jeito
de pensar sobre raça não existe na
Bíblia.
Se olha na Bíblia, até difícil. Algumas
pessoas pensam: "Ô, Saião, como é que
era exatamente a aparência de Saul? Como
é que era o Abraão? Jesus era como?"
Você sabe que a gente não tem condições
de dar detalhes porque a Bíblia não tava
nem aí para esse tipo de coisa. nunca
foi. A gente tem algumas pessoas que se
descrevem aparência e você diz: "Olha,
mas assim, é uma coisa casual, é uma
coisa que não merece atenção, a gente,
né, não não tem esse tipo de
preocupação, não existe, né? E aí o que
acontece nesse mundo mais recente, em
nome de algo que se pretendia
eh se definir como científico, a gente
teve o que a gente pode chamar de uma
afirmação deturpada de identidade.
Mas olhando pro texto bíblico, o que que
acontece? Qual é a diretriz da lei
divina para tratar com o diferente?
Mesmo que a gente tenha esse esse
descaminho da maneira de enxergar raça e
etnia nos últimos tempos no ambiente,
vamos dizer, da civilização ocidental
que se espalha pelo mundo todo. Ah, na
Bíblia isso não tem esse foco do mesmo
jeito, mas tem uma analogia
interessante. Vamos ver qual era o foco
bíblico. Olha que coisa interessante. Em
Êxodo capítulo 12 verso 38. A gente não
imagina isso. Quando os israelitas estão
fugindo do Egito, saindo da escravidão,
sendo libertados pela mão divina contra
o poder do faraó que se proclamava como
divino. A Bíblia diz: "Grande multidão
de estrangeiros de todo tipo seguiu com
eles, além de grandes rebanhos, tanto de
bois como de ovelhas e cabras". Você
percebe um grande número de estrangeiros
de todo tipo. Quer dizer, e os
israelitas não se tornaram exatamente
uma raça. Entre eles havia vários
estrangeiros. Aliás, né? José casou com
uma mulher do Egito. Os seus dois filhos
foram muito importantes na história
israelita. Efraim e Manassés. Eles
tinham mãe egípcia. Os outros filhos de
Jacó também se casaram com mulheres que
não eram do povo hebreu, porque Jacó só
teve uma filha e os filhos se casaram
então com outras mulheres que não faziam
parte ali do contexto daquele clã. Então
é muito interessante o foco bíblico que
esse foco permanece. Olha, olha que
coisa valiosa olhar Êxodo 23 verso 9.
Não oprima o estrangeiro. A palavra é
muito clara. Vocês sabem o que é ser
estrangeiro, pois foram estrangeiros no
Egito. Quer dizer, aquele povo
diferente, maltratado, excluído por ser
eh distinto e ser escravizado. Então,
olha, vocês sabem o que é passar por
isso. Então, nunca faça isso com alguém
que é diferente de você, que é um
estrangeiro, que às vezes o estrangeiro
diferente, a gente tem uma estranheza em
relação a ele e a gente acaba e entrando
por um descaminho problemático na nossa
relação humana. E olha que coisa
interessante quando você vai ver as
profecias do grande profeta do reino do
norte do oitavo século, profeta Amós.
Ele diz assim: "Diz o Senhor: "Por três
transgressões de Moabe, e ainda por
mais, ainda mais por quatro, não
anularei o castigo." Por quê? Porque
Moabe, o ele queimou até reduzir à
cinzas os ossos do rei Jedom.
Assim diz o Senhor: "Por três
transgressões de Israel, ainda mais por
quatro, não anularei o castigo, vende
por prata o justo e por um par de
sandálias o pobre". Que quer dizer isso,
Sa?
Então, quando o pessoal começou a
imaginar,
olha, Deus tá circunscrito à nossa
realidade,
Deus tá limitado ao ambiente do nosso
povo, Deus através de Amós diz:
"Pessoal, olha, Deus não se incomoda só
o que é feito contra aqueles que
conhecem o seu nome. Deus não age só por
causa daqueles que se identificam como
seu povo, quer seja pessoas do contexto
da igreja ou do povo de Israel no Antigo
Testamento. Olha como Moab fez o que fez
com Edom. Nenhum deles tem nada a ver
com os israelitas diretamente,
então Deus vai trazer o julgamento sobre
eles. Ele se importa com o que acontece
com as nações que não estão no contexto
da aliança que ele fez com Israel. E tem
mais.
E se Israel se comporta de maneira
inadequada, não é porque eles são
chamados povo de Deus que tá tudo bem,
não. Eles também vão receber o juízo,
até porque que que eles fizeram? Eles
estão se corrompendo, vendendo por prata
o justo, quer dizer, fazendo um negócio
no sistema jurídico eh desonesto e
desleal para, né, se corromper por
propina, por eh pagamento, né, que
compra a justiça e vendem um pobre por
um par de sandálias. A palavra é muito
clara e a Bíblia ainda vai dizer pra
gente, olha, para você não entender, ah,
Sao do Novo Testamento e que a Bíblia
começa a dizer que Deus abençoa os
outros povos antes de Jesus. Não era
assim. Como assim, meu amigo? Olha o
Salmo 86.
Todas as nações que tu formaste, verso 9
diz, virão e te adorarão, Senhor, e
glorificarão o teu nome, pois tu és
grande e realizas feitos maravilhosos.
Só tu és Deus. Tá vendo no livro de
Salmos? As nações que tu formaste.
Então, quem formou os africanos? Quem
formou os asiáticos, os orientais, os
ocidentais? as pessoas da Oceania, os
diversos povos da Europa, os diversos
grupos indígenas, os povos das Américas,
as diversas tribos da África, todo o
pessoal do Oriente Médio, Deus formou. E
isso tá em plena sintonia com Atos 17.
Quando o apóstolo Paulo vai anunciar o
evangelho lá, ele diz o quê? O Deus que
fez o mundo e tudo que nele há é o
Senhor dos céus e da terra e não habita
em santuários feitos por mãos humanas. E
o verso 26, Deus de um só ele fez todos
os povos. Isso quer dizer que todos os
povos, em última instância, são irmãos,
para que povoassem toda a terra, tendo
determinado os tempos anteriormente
estabelecidos e os lugares exatos em que
deveriam a habitar.
Apesar de todo esse cenário, que que
acontece? É complicado, pessoal. Todo
mundo quer se achar
a última bolacha do pacote. A história
humana é uma coisa, sabe, que eu acho às
vezes parece coisa de criança. Não, eu
sou eu que sou melhor, eu que fiz mais
bonito, tia. Não, fui eu que fiz, tio.
Quer dizer, para com isso, né? existe o
que a gente chama de a tentação da
primazia, que através da história
justificou
idolatria e opressão de uma maneira
brutal. Eu acho, por isso que eu penso
que às vezes que a prosperidade é um
desafio maior do que a diversidade,
porque certas pessoas, por que de alguma
maneira Deus abençoa a sua vida, certos
grupos que, vamos dizer, de alguma
maneira estão, passam por uma trajetória
favorecedora, por uma série de
elementos, parece que eles começam se
achar. E que bobagem é essa? Olha o que
Deus diz. Por exemplo, o nosso querido
Amós volta a chamar atenção no capítulo
9 verso 7, ele diz: "Vocês israelitas
não são para mim, atenção, melhores do
que os etípes", declara o Senhor. OK, eu
tirei Israel do Egito, atirei os
filisteus de Caftó e os arameus de Kir.
Então, chegou uma hora que o pessoal não
estava entendendo direito. Falou: "Olha,
Deus tirou a gente do Egito por causa
dos nossos lindos olhos, porque a gente
é maravilhoso. Eu me amo, não posso mais
viver sem mim". E aí Deus diz o quê?
Falou: "Olha, você acha que vocês são
melhores do que o pessoal da Etiópia?
Ah, tirei vocês do Egito, tá bom? Os
outros povos que se movimentam também
fazem isso debaixo da minha mão
soberana. Então, parem de pensar dessa
maneira."
Atos 16 verso 20 e 21, na mesma sintonia
com a linguagem teológica de Amós diz:
"E levando-os aos magistrados disseram:
"Olha lá, estes homens são judeus e
estão perturbando a nossa cidade."
quando foram acusar Paulo
da sua mensagem em Filipos e quiseram
fazer, né, a uma acusação para que ele
fosse condenado, a acusação é de teor
racial, uma acusação explicitamente
antissemita. Então eles, ó, nós somos
romanos e olha lá o verso 21, eles estão
propagando costumes que a nós romanos
não é permitido aceitar nem praticar.
Eles não estão dizendo: "Olha, esse
homem aqui, ele quebrou a lei. Esse
homem tá prejudicando pessoas, esse
homem tá fazendo uma coisa muito
errada". Não, eles são judeus e nós
somos romanos. E o que eles fazem, a
gente não pode aceitar. A acusação tem
esse teor problemático e complicado.
Então, quando a gente olha isso, a gente
pensa, mas ou saião, eu tô um pouco
confuso, porque você tá falando aí, mas
a Bíblia não fala que Deus escolheu do
mesmo jeito todas as nações. Ele até fez
as nações, mas ele diz que escolheu
Israel. Então, Israel é diferente. Pois
é. Mas a pergunta é: escolheu para quê?
escolheu em que sentido, qual que é o
foco da escolha de Israel, o que
significa isso? Vamos entender. Para
entender, olhemos a própria palavra
divina. Deuteronômio 7 traz para nós uma
luz importante a partir do verso 7. Ele
diz o seguinte: "O Senhor, falando do
povo de Israel não se afeiçoou a vocês,
nem os escolheu por serem mais numerosos
do que os outros povos." E atenção,
numerosos no mundo antigo significa mais
importantes, mais destacados, até porque
você compreende facilmente um povo mais
numeroso tem mais exército, tem mais
gente capaz de guerra, eles são mais
imbatíveis. No mundo antigo a gente tem
basicamente infantaria. Então a coisa é
assim. Mas por que que Deus escolheu?
Mas foi porque o Senhor os amou e por
causa do juramento que fez aos seus
antepassados. Por isso ele os tirou com
mão poderosa e os redimiu da terra da
escravidão do poder do faraó, do rei do
Egito. Então, na verdade, Israel nunca
foi escolhido por seus méritos.
Inclusive a Bíblia diz que eles deveriam
ser um reino de sacerdotes, que eles
tinham uma missão de fazer diferença,
que o caminho da grande revelação
de Deus para a humanidade foi uma
revelação que acontece inicialmente por
meio de Israel para se desdobrar a todo
povo, língua, tribo, raça e nação.
Por que que isso é tão importante?
Porque quando a gente pensa em estudar a
Bíblia, em fazer o que a gente chama de
um estudo teológico, ele não só precisa
ter fundamento bíblico, deve ser bem
articulado, mas ele precisa ter impacto
e relevância. Hoje nós vivemos num
ambiente onde as relações étnicas, as
relações com minorias, os diversos
grupos da nossa experiência brasileira e
mundial eh tem se tornado muito
conflitivo e problemático. É
impressionante como esse clima de
tolerância, esse clima de diálogo, essa
conversa promissora tem sido fragilizada
nos últimos tempos. E aqui a gente pode
falar da tristeza do racismo e das
atrocidades
recentes. Vale lembrar aqui da história,
né, de um pastor batista dos Estados
Unidos que ficou conhecido mundialmente,
o reverendo Martin Luther King.
Interessante que tinha um grande amigo
judeu, né, o famoso Abraham Joshua Hel,
que também era rabino, mas um grande
estudioso, que fez juntamente, né, com
ele teve um um apoio extraordinário
naquilo que foi conhecido como a marcha
pelos direitos civis no contexto da
América do Norte, onde era uma sociedade
onde essa questão racial, essa
problemática tava presente.
E a coisa não para aí, né? a gente vê eh
que a experiência brasileira de
escravidão também é uma história muito
triste. A gente pode ver até na nossa
literatura ler, por exemplo, poemas como
de Castro Alves. E a gente vê até hoje
em muitos lugares essa essa realidade de
desprezo racial direto ou indireto
dentro do nosso contexto nacional e o
problema de outros lugares do mundo.
Você vê problemas étnicos graves na
Ásia, você vê grupos étnicos fazendo um
contra o outro no contexto africano. A
gente vê isso no Oriente Médio, vê na
Europa, na América do Norte. Quer dizer,
é um negócio triste, lamentável e que a
luz do evangelho deve
mudar com certeza.
E aqui nós vemos essa experiência
terrível, mas uma caminhada promissora,
desde Luther King, mas de outras pessoas
também que tem feito um caminho numa
direção diferente. Olha que coisa
interessante quando, né, a gente vai
ouvir, eu acho, eu vou até olhar aqui
direitinho o texto de Apocalipse
capítulo 13, né? Porque é interessante
como muitas vezes a gente não olha o
texto todo assim para eh falar do que
ele nos apresenta. Então o capítulo 13
do apocalipse é famoso porque ele fala
da besta, né? Então aparece aqui a
referência clara da besta. E tem uma
besta que sai do mar no começo de
Apocalipse 13.
E depois quando vai falar de como é que
essa besta atua, diz o verso 5: "A besta
foi dada uma boca para falar palavras
arrogantes e blasfemas. Ele foi dado
autoridade para agir durante 42 meses."
Quando chega no verso 6, dá uma uma
olhada sobre como é que é o
comportamento da besta que surge do mar.
Diz o texto: "Ela abriu a boca". para
blasfemar contra Deus e amaldiçoar o seu
nome, o seu tabernáculo, isto é, os que
habitam nos céus. Foi-lhe dado poder
para guerrear contra os santos e
vencê-los. Foi-lhe dada a autoridade
sobre toda tribo, povo, língua e nação.
A opressão contra cada nação aparece na
história da redenção. Você percebe que
aquilo que marca o poder da besta, ela
exatamente tem esse fundamento de uma
atitude de suposta supremacia e de
legitimidade para fazer com os
diferentes povos o que bem entender.
Então você vê a raiz terrível dessa
rejeição da fraternidade humana e da
opressão sobre o outro justificado a
partir dessa atitude que nós vamos ver
aqui tem a ver com o Império Romano e
tem a ver com a realidade escatológica
futura também, né? Ou seja, o domínio
sobre todo mundo dessa maneira.
E voltando para Apocalipse 14 que a
gente mencionou, vamos ver o que aparece
lá. Quando o texto bíblico vai nos falar
da ação de juízo da parte de Deus.
Ele diz que ele viu um outro anjo,
capítulo 14, verso 6, que voava pelo
céu, tinha na mão o evangelho eterno
para proclamar aos que habitam na terra,
a toda nação, tribo, língua e povo.
Então, pessoal, olha que coisa, né? Ele
disse em alta voz: "Temam a Deus e
glorifiquem-no, pois chegou a hora do
seu juízo. Adoreem aquele que fez os
céus, a terra, o mar e as fontes das
águas."
Ou seja, uma palavra de juízo e salvação
que envolve toda a nação aqui nessa
direção daquilo que é a razão de ser da
caminhada da igreja, que é a missão.
Isso é importante, muito significativo.
Por quê? Porque toda tribo, língua, raça
e nação pertence ao poder maior que
envolve a besta, a Babilônia, essa
opressão do império. E aí o que que
chega o evangelho fazendo? rompendo tudo
isso, dizendo: "Não, não. Toda raça,
tribo, povo, língua e nação pertence ao
Senhor. A palavra do evangelho, a
salvação chega para todos esses povos.
Por isso
o caminho aqui, o caminho é de um grande
coral multiétnico
dentro dessa realidade onde novamente
todos os seres humanos são irmanados.
Isso é que eu acho especial na minha
vida. Eu tive, eu não, eu sincero, vou
ser sincero, eu não imaginava uma coisa
dessa, porque eu conheci o evangelho, a
graça de Deus me alcançou dentro do meu
contexto, né, histórico, cultural, e de
repente eu comecei a encontrar irmãos
ainda ainda novo na minha fé, eu tive o
privilégio de conhecer alguns irmãos
indígenas, né? E eu achava curioso,
falei: "Caramba, eu eu sinto esse
indivíduo como se ele fosse realmente a
minha família e e ele não tem nada a ver
comigo." Depois eu encontrei gente da
Europa, encontrei gente eh de outros
lugares do Brasil, encontrei gente
africana, gente asiática, gente. E aí eu
percebia quando a pessoa tinha uma
experiência real aquilo tinha, a gente
sentiu uma conexão que até era maior do
que com gente da minha própria realidade
cultural. Impressionante o que o
evangelho faz. Olha só, a grande festa
de Apocalipse, capítulo 5, verso 9, diz
que eles cantavam um cântico novo. E
esse cântico novo diz: "Tu és digno".
falando, né, da vitória grande do
Messias, do rei, que ele sim está no
trono, muito além do poder de César. E
tu és digno de receber o livro, de abrir
os seus selos, pois foste morto e com
teu sangue compraste para Deus,
compraste para Deus, tiraste da
escravidão, libertaste gente de toda
tribo, língua, povo e nação. E de novo,
palavra nação também pode ser traduzido
toda raça. E o que que ele faz? Tu os
constituíste em reino e sacerdotes. Uma
linguagem que vem lá de Êxodo, capítulo
19 versos 5 e 6. Eles vão ser um reino
não de dominadores, reino de gente
supremacista, não. Gente que tem um
reino de servir de sacerdote, de fazer
esse meio de campo, de ser mediador no
sentido de apresentar cada ser humano
diante de Deus e fazem isso para o nosso
Deus e eles reinarão sobre a terra. Ou
seja, todo o poder babilônico mais cedo
ou mais tarde vai cair. Toda atitude de
querer eh ter, né, a sua a sua primazia
pisando sobre os outros em nome de
alguma possível distinção, jamais se
sustentará, porque aqueles redimidos
reinarão sobre a terra. Então, nós vemos
a celebração da redenção das nações. Eu
acho que uma das coisas mais especiais
que eu vi na minha vida foi participar
de grandes conferências em congresso,
onde você vê gente do mundo todo
celebrando. Uma vez eu encontrei gente
do Nepal, encontrei gente da Mongólia,
encontrei gente do norte da África,
encontrei gente da Coreia, do Japão, da
Indonésia, de dos Estados Unidos, da
Alemanha, todo mundo junto. Que coisa
extraordinária. Ou seja, a gente vê que
na verdade da parte de Deus, o amor
abraça a gente de toda a raça. Pensando
sobre isso, a gente então fala, mas a
gente tem que entender que não é uma
questão de querer ser importante, é que
a gente tem a nossa identidade. A nossa
identidade tem a ver com a nossa raça, a
nossa origem, a nossa cultura. E eu vejo
cada vez mais o pessoal batendo ao pé.
Olha, aliás, cá entre nós, a gente diz
que Deus é brasileiro. Olha só que
coisa. Com tantas dificuldades que o
próprio Brasil tem, muita gente afirma
isso. Sabe o que acontece? Olha que
coisa bonita, extraordinária na Bíblia.
A nossa identidade maior não está na
nossa etnia, não está limitada aos
nossos aspectos culturais, não tem a ver
com a nossa raça. Na palavra divina, a
identidade aqui é descoberta e sabe que
ela é encontrada em Deus, em Cristo. E
isso é algo completamente diferente.
Porque se eu olhar pra minha
particularidade, se eu olhar pra minha
aparência física, se eu olhar pra minha
cultura, pra minha origem e eu quiser a
partir daí construir uma base para me
sustentar, eu não vou conseguir. Por
isso que eu acho interessante. Boa parte
das pessoas de perfil nacionalista
ou muito, vamos dizer, entre aspas,
patriota ou muito voltado paraa sua
realidade, eles acabam em dois caminhos.
ou eles começam a perceber os problemas
da sua cultura, da sua nação, do seu
povo e entram num processo assim de
autocrítica, né? É comum até entre
muitos brasileiros isso, ah, o Brasil é
horrível, não sei mais o quê, né? Ou a
pessoa começa a romantizar, ah, não, meu
país é o melhor, não tem nada igual à
gente. Quer dizer, duas atitudes que não
são tão amadurecidas assim. Sabe o que
acontece quando o foco da nossa
identidade está em Deus, em Cristo? Aí
você, meu amigo, aí você vai ter a
devida autoestima, porque você reconhece
os seus erros, as suas falhas e se
coloca numa situação igual diante de
todo mundo, mas é amado
incondicionalmente e recupera a sua
autoestima de maneira extraordinária.
E quando a gente descobre essa
identidade ligada à missão, ao amor de
Deus que se volta para cada nação, a
gente acha o propósito de vida
absolutamente único. Por isso a gente
vai ver isso sabe onde? Olha que legal,
quando a gente lê Primeira Pedro
capítulo 2, a Bíblia diz: "Vocês, porém,
são geração eleita, sacerdócio real,
nação santa, povo exclusivo de Deus,
aquele mundarel de gente daquele império
romano, de gregos, romanos, judeus,
citas, gente de origem celta, do norte
da África, ah, de origem arameia, de
tudo quanto é lugar. Eles eram isso. E
sabe para quê? Para anunciar as
grandezas daqueles que o chamou das
trevas paraa sua maravilhosa luz.
Eles que no ambiente romano,
especialmente essas minorias, que não
eram nada e que não tinham qualquer
privilégio em Jerusalém, antes vocês nem
sequer eram povo, mas agora são um povo
de Deus. Não haviam recebido
misericórdia, mas agora
receberam. Por isso a gente celebra essa
realidade de sermos de fato nações
unidas no Senhor, salvos, perdoados
nesse contexto, nessa compreensão
antropológica, onde nenhum ódio, nenhum
ressentimento, nenhuma opressão, nenhuma
manutenção de conflito entre grupos faz
sentido no reino de Deus. sempre
trabalhando para paz, para construção,
paraa relação mútua, pela fraternidade,
para entendermos o desdobramento da obra
de Deus na sua plenitude nas nossas
relações fraternais como irmãos em
Jesus. Por isso, a gente celebra aqui
juntamente com cada nação, a grande
vitória do reino de Deus. E essa vitória
é celebrada em Apocalipse 11:15, segunda
parte do texto diz: "O reino do mundo se
tornou do nosso Senhor e do seu Cristo.
Não mais de Roma, não mais da Babilônia,
não mais do faraó, não mais dos
assírios, não mais de nenhum pretenso
poder imperial, imperialista no mundo,
não. Porque o reino do mundo se tem, se
tornou do Senhor do seu Cristo e ele
reinará para todo sempre."
No texto do apocalipse, o reino do
Senhor vence o império romano e qualquer
que se coloca nessa posição. Deus
abençoe sua vida, Deus abençoe a sua
família, Deus abençoe o povo da sua
origem, Deus abençoe a sua fé em Jesus e
celebremos a vitória completa do reino
de Deus. Amém.
[música]

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