Um papo com Rodrigo Bibo
23/03/2026
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Bom, uma pergunta muito peculiar e assim, ah, esse livro, né, o Deus que destrói sonhos. [aplausos] >> Quem já adquiriu esse livro aqui, pessoal? >> Não, esse muita gente já adquiriu. Tem, tem que adquirir o novo, >> não é? Isso aqui >> o novo não vendeu tanto ainda. Me ajudem, eu tenho dois filhos, [risadas] >> pessoal. Inclusive, tá lá embaixo, tá? >> Trouxe 50 unidades. >> Vamos zerar isso aí em nome de Jesus. Amém. Para abençoar a vida do >> R$ 40. Tá mais barato que na livraria. Ah, mas na Amazon tá mais barato. Aí >> quem já comprou, levanta aí. Jeff Bestesdos é milionário, gente, pelo amor de Deus. Tá, por favor. >> Isso aí. Ó lá, ó os dois, ó. >> Três. Obrigado, gente. 50 só. R$ 40. Faz um empresta de alguém, por favor. Ô, não me rouba, né, gente? Eu já fui roubado em igreja. Não faz isso. Não é legal, [risadas] entendeu? Eu fiquei feliz que a pessoa quis o meu livro, sabe? E às vezes estava passando por necessidade e tal, né? Aí ela falou assim: "Ah, é tudo é de Deus. Eu sou filho de Deus." Daí ela pegou. Então, >> santo Deus. Mas a pergunta é, Bibo, >> da onde vem a inspiração para esse livro? E o título, >> o Deus que destrói sonhos. >> Exato. Então, o título ele nasce justamente dessa observação que eu comecei a fazer e nas músicas, nos pregadores, muitas pregações, canções que falam, né, de Deus que vai realizar os seus sonhos, canções e e pregações que falam sobre sonhar grande, sonhar alto, né? Se o planejamento cabe no seu bolso, não é de Deus. sonho grande, porque o seu Deus é grande. Eu comecei a falar assim, mano, o pessoal transformou Deus no gênio da lâmpada. Deus transformou, o pessoal não é mais povo de Deus, é todo mundo é aladinho agora esfregando a lâmpada. Então, o que acontece? Nossa, irmã da Libras, eu prega uma coisa legal pro pessoal aí, porque tu porque às vezes é difícil que eu falo aqui, né? Mas tu prega uma coisa legal para eles aí, tá bom? por favor, eu confio no teu trabalho. Parabéns, muito obrigado pelo teu trabalho. É um campo missionário pouco alcançado, inclusive. Então, o que acontece? As pessoas tratam Jesus como, sabe, o realizador de projetos, sonhos, né? Se você ouve os teólogos, coach aí da nossa geração, é assustador. Fé para eles é um meio de se alcançar algum benefício financeiro, entende? É assustador. Assustador. Você pega esses podcasts de finança aí com gente que se diz crente e até pode ser que seja crente, mas com teologia horrorosa. E é a distorção do texto bíblico, das palavras de Jesus, sabe? Textos do Antigo Testamento, fora de contexto, até mesmo palavras de Jesus. E tudo que pedirmes, pedirdes em meu nome, eu vos darei, né? Mas que que é o tudo que Jesus tá dizendo aqui? tem que ler o contexto inteiro. Então é isso. Não, eu acredito num Deus que destrói sonhos. E por que que ele destrói? Porque boa parte, senão todos os nossos sonhos, nascem dos desejos mimados do nosso coração. Então, a gente precisa começar a pregar um Deus que desfaz os nossos castelinhos de areia, os nossos castelos de carta, de um Deus que derruba o nosso sorvete. E não porque ele é um Deus sádico, malvado, não. É porque ele sabe que esse sorvete vai fazer mal para nós e vai nos tirar da presença dele. E outra, não é Deus que é nosso escravo, não é Deus que nos serve, é nós que servimos a Deus. Então, a gente precisa, tanto que tem uma confusão que acontece nesse livro, eu até tento, eu até falo um pouquinho na introdução do meu novo livro, que aí algumas pessoas leram o meu livro e aí parece que agora não pode sonhar mais, não é isso mesmo? Não vou sonhar mais, eu não vou planejar mais nada, é, eu sou só um escravo mesmo. Aí venho eu e lanço o segundo livro, né? Como se tornar um crente inútil. É, eu sou inútil mesmo. Não é isso. Calma. >> [risadas] >> Teve um guri, guri é moço, é piá. Teve um rapaz que chegou para mim: "Bibo, eu gostei muito do seu primeiro livro, o Deus que destrói sonhos. E agora você lançou esse segundo livro, eu quero comprar, mas eu luto com depressão. O teu livro é para botar a gente para baixo mesmo, a gente se sentir um inútil, porque eu já me sinto um inútil na vida. Me deu dó, velho. Aí eu expliquei, aí eu mandei um áudio para ele assim, que de vez em quando eu mando áudio para alguns seguidores assim que eu, né? Aí eu mandei um áudio fã, pelo amor de Deus, cara, lê o meu livro, pode ler. Não é, não é inútil. Eu expliquei para ele o que eu quero dizer com o inútil, que eu não vou explicar para vocês, vocês vão comprar o livro, mas eu não tenho dinheiro para comprar o livro. Eu tenho uma mensagem inteirinha lá no YouTube de graça, então eu explicando o que que quer dizer o inútil. E aí eu expliquei, então não é isso aí. As pessoas leram meu, leem os meus livros e acham que não pode mais sonhar, planejar, pensar uma profissão. Claro que pode, mas faça isso diante de Deus, com o coração no lugar certo. Faça os seus planejamentos, os seus sonhos diante de Deus, orando o Pai Nosso com sabedoria, entendeu? Então, pode sonhar, pode planejar, só que Deus não é obrigado a realizar. E se ele não realizar, tá tudo bem. Ele continua sendo Deus e você continua sendo filho dele. Você continua sendo filho, filha dele. >> Aí sai de um triunfalismo e no caso dele vai para um fatalismo, né? >> Fatalismo, um pessimismo, entendeu? Eh, por exemplo, eu eu cheguei à fé no movimento pentecostal e graças a Deus a minha igreja era uma igreja pentecostal com uma boa teologia. Eu desde muito cedo fui rato de escola dominical. Eu desde muito cedo tive eh homens e mulheres que eram versados na palavra de Deus. Então, desde muito cedo, eu gostava mais do culto de doutrina. Converteu, >> eu me converti com 17 anos. Eu cheguei a fé com 17 anos. Nunca gostei de estudar. Passei na prova só porque bebia com os professores e passei em matemática por causa da Eloía, minha amiga que me ensinava matemática. Então assim, eu nunca gostei de estudar. Eu sempre estudei assim, tipo, mano, o que que eu preciso saber para passar nessa prova? Entendeu? Então era assim, era ali passava e depois odiava estudar. Quando eu cheguei à fé e descobri que nós somos a fé, né? Nós somos uma fé que tem uma um credo que é baseado na doutrina dos apóstolos e que essa tradição ela, né, que é um livro que está sendo preservado a milênios e que nós somos o povo do livro. Eu falei: "Mano, eu preciso estudar esse livro". Foi a partir da fé que eu comecei a estudar, >> porque eu sou o povo do livro. E aí eu era aquele, era muito louco, porque tinha aqueles cultos assim que o pregador tinha, eu como eu congregava na sede, a sede tinha os cultos mais da doutrina, mais calmo e de vez em quando tinha os reteté, né? Aí fogo, Ciane, deixa o fogo então pegar cachoeira de tem essas zoeiras. Mas eu gostava mais dos cultos de doutrina. Pastor abria a Bíblia, ensinava o texto. Mas às vezes no culto de reteté e tinha lá e eu prestava muita atenção na pregação, anotava a pregação. Aí o pregador depois fazia fila para orar pela galera, expulsava uns demônios, curava uns câncer. Aí quando chegava a minha vez, aí quando chegava a minha vez, ele já vinha, né, com a mão na minha cabeça. Não, não, não, não. O que tu quis dizer? Ele ficava me olhando assim, meu, quem que é esse endemoniado quase, né? Porque eu chegava para perguntar o negócio da pregação dele. Nossa, tu, o que que tu quer dizer com essa palavra aqui? Eu nunca me esqueço. Uma vez eu cheguei numa mulher pregando lá e ela falava de uns emana para lá, emana para cá. Eu falei assim, aí de novo, né, ela orando pelos enfermos e endemoniados e tal, aí chegou a minha vez, deu não, não, não. Eu, o que que é emana? Porque eu era, eu era curioso, entendeu? Queria saber e tal. Eu adorava vigília porque depois se jogou gostava do momento da palavra também. Eu sempre fui, então e foi a palavra de Deus. E por que que eu tô falando isso? Nem sei. É isso aí. Qu a próxima pergunta? [risadas] Gente, eu juro que eu tomei as 20 gotas. Tá passando. Acho o efeito já. Redes sociais falar. >> Eu só tô porque eu eu é o meu trabalho. Se você não trabalha com isso, fique longe. >> No seu caso, você é um criador de conteúdos nas redes sociais. Mas como que o jovem ele pode dosar isso >> para que isso não se torne um problema na vida devocional dele? Bibo? Não sei se você tem uma dica, um conselho pro jovem. Eu sei que nós viemos de uma geração. Pronto, [risadas] >> meio radical, eu sei. [risadas] >> Droga, a capinha é boa, não quebrou. Queria pegar o novo, mas assim a minha esposa não deixou trocar. >> Mas tem um conselho pro jovem? >> Não, vamos lá, gente. Eu sei que foi, né? Jogar fora não é não é não resolve, né? Não, jogar fora não resolve. O problema das redes sociais é que ela tá criando uma geração de pessoas que não tem mais profundidade de pensamento, porque a rede social nos dá dopamina rápido, é a experiência rápida. Eu, cara, o que que tu vai me ensinar no reals? Não, mano, é isso. Eu tenho só um minuto para te ouvir, entendeu? Então, a o problema do cristianismo com a rede social, um dos, né, do cristão, é que inclusive nós estamos aprendendo a fazer conteúdos pequenos para geralmente gerar engajamento. Então, tem muito cristão, influencer cristão, utilizando as técnicas de marketing com teologia ruim para justamente já pegar no teu ponto. Então vai ser cercado de emoção, cercado, né, com a palavra certa, com o gancho certo. O problema da rede social é que você gasta o seu presente com o passado do outro. Problema da rede social é que você vai recebendo dopamina. Isso, gente, isso aqui não é coisa de crente chato. Já tem pesquisa falando sobre isso. A ciência, né, é psicólogos, psicólogas estão escrevendo sobre isso. Essa geração dopamina, por exemplo, nós estamos perdendo a atenção. A gente não consegue mais ver um filme sem mexer no celular. É verdade. >> A Netflix está empobrecendo os seus roteiros porque nós estamos empobrecendo como espectadores. A gente tá numa pregação e a gente fica agoniado já. Porque quando é que esse pregador vai trazer uma palavra pro meu coração? A rede social vira sobre você, porque é só você e uma tela. E aí a gente transforma a comunidade no que é só para mim. Eu eu atomizo a minha relação. Cara, conex pregador vai falar uma palavra pra minha vida, não é mais pra igreja. O que eu quero, me dá alguma coisa agora. Então, a gente não tem mais paciência para se deter conteúdos mais pesados. Por quê? Porque a gente se torna preguiçoso. Gente, o autor aos Hebreus já fala isso. Vocês se tornaram preguiçosos em ouvir, ou seja, não tinha rede social naquela época. Então, é do ser humano ignorar a palavra de Deus. Agora tu imagina como rede social que tá ali te tornando um usuário, ó, o termo que é utilizado para usar ruim, né? Nome já é ruim, né? >> É, o usuário é usuário de droga, é assim que a gente chama? Não, ele é usuário de droga, ele é dependente químico. No fundo, nos tornamos dependentes químicos daquilo que a rede social nos dá. Prazer rápido, falsa sensação de relação, comparação, inveja. Gente, nós não damos conta de acompanhar as redes sociais, porque numa você abriu o Instagram agora, vai ter uma notícia de alguém que roubou. Você rolou a postagem, é o marido traído que matou os filhos. Outra postagem, a sua amiga teve um filho. A outra postagem, alguém casou. A outra postagem famoso separou. A outra postagem o seu amigo mostrando o corpo na academia, querendo validação do corpo dele ou a sua amiga com versículo bíblico. É isso. Ninguém dá conta de emocionalmente gerenciar isso aí. Sabe o que acontece? Nada mais nos afeta. É, para nós é tudo a mesma coisa. É isso. É o algoritmo ditando o ritmo da nossa alma. Ou a nossa alma é guiada pela palavra de Deus e pelo ritmo da escritura ou pelo ritmo do algoritmo. A gente precisa aprender a fazer uma escolha. Então, a gente tem que ter realmente cuidado com as redes sociais, porque elas viciam. Elas viciam. a gente quer ali o e outra, ela nos ajuda também a encontrar o nosso grupo. E aí você vai criando o quê? Câmaras de eco. É impressionante. Se você assiste determinado conteúdo, é só aquele conteúdo que começa a aparecer para você. É por isso que de repente você vê e tem um velho preso numa manifestação, porque ele não pensou mais nas coisas. Ele só foi consumindo aquele conteúdo e convenceram ele que ele tem que ir lá fazer determinada coisa. E é um senhor de 60 anos. Mas sabe o que é mais impressionante? A gente adora criticar o adolescente que tá no celular, né? Vai no aeroporto ou começa a andar por aí, os velhos tão com a cara enfiada nisso aqui. Cara, é muito louco. Eu tava numa reunião que eu não quero dizer onde. E aí eu cheguei e eu tenho feito um exercício de pegar menos. Isso aqui eu tenho feito, porque inclusive eu dou a seguinte desculpa para mim, não, isso aqui é o meu trabalho. Às vezes em briga com a minha mulher, fala: "Não, mas isso aqui é o meu trabalho". Só que eu sei que nem tudo que eu faço aqui é trabalho, é também perda de tempo e apodrecimento do cérebro. Então, pelo menos em casa, eu tenho feito esse exercício nos no último ano de não mexer tanto nele. Só que eu tava num lugar, aí eu cheguei e tinha cinco pessoas acima de 60 anos, que eu não sei se pode chamar de velho hoje em dia. Na minha época era velho, hoje em dia é terceira idade, não sei, enfim, >> melhor idade, >> melhor idade, enfim. E tinha gente até de 70 e poucos anos, tava lá um grupo de cinco pessoas assim, acima de 60 anos. Você acha que eles estavam tomando um chimarrão? Uma cerveja. Não, cerveja não, não pode. Um uma bebida, não. Conversando. Um café. O café boa. Café é uma coisa é é vicia, mas é aceitável, tá? Vocês acham que eles estavam tomando isso? Tava todo mundo com a cara enfiada no celular vendo TikTok. Quando eu vi e tem tinha um um ser específico que eu nunca imaginei que aquele ser fosse. Falei: "Mano, eu fiquei aí e eu mano, o que que ele tá vendo no TikTok?" E e aqui, ó, um outro ser do sexo feminino tava assistindo uma novela no TikTok e é em pedaços. Falei, mano, como é que a pessoa ela, cara, tu sabia que o pessoal tá partindo? >> É, séries, novelas, tudo feito ali, ó, picado, e a pessoa vê aquilo em 30 partes? >> Jesus. não tão mais lendo e conversando. Então não é um problema só dessa geração, não. É que essa geração tá ficando mais burra e não vai ser sábia. Agora a galera que poderia ter sabedoria tá perdendo a sabedoria. Bom, se fosse gente que com a idade viesse sabedoria, hum, não vem. Tem gente acima dos 60 anos falando muita coisa estranha, muita coisa errada, sem sabedoria alguma. Por quê? Porque também tá sendo ditado por aquilo que vê em grupos de WhatsApp e algoritmos. Vamos lá, Bíblia. O que que a gente faz? Filtros, tempo, desconfiança. Viu um vídeo que fala de apocalipse e tem inteligência artificial? Tá errado. Não preciso nem me mostra. Tá errado. Não acredita nessa porcaria. Teologia de TikTok é rasa, a não ser que você queira ser raso, igual aos destinatários, igual aqueles hebreus ali da carta aos Hebreus. Só que esse é um problema muito sério que a gente tá enfrentando. Nós estamos desenvolvendo uma incapacidade de reflexão. Eu não sei agora a porcentagem, mas a nação brasileira, o povo brasileiro tem um índice altíssimo de analfabetos funcionais. É aquela galera que lê e não entende. É por causa desse pessoal que tá escrito na caixa contém ovos numa caixa de ovo. É por causa desse pessoal que tem na porta do elevador. Ei, antes de entrar, vê se o elevador tá aí. É isso. As pessoas não leem mais. Elas passam olho. Por quê? porque elas não têm mais capacidade de refletir. E isso é um grande problema para nós cristãos, porque nós somos o povo da palavra e essa palavra ela precisa de meditação. Ela precisa que você pare, sossegue o seu facho, celular no modo avião e você tire. Olha gente, se você não tiver 15 minutos, ó, você pode ser uma mulher com recém-nascido, 15 minutos você tem. Você pode ser o dono de uma empresa, o cara mais ocupado do planeta. 15 minutos, nem que seja na privada danificando os seus esfters, porque não presta ficar muito tempo sentado na privada. Outro problema do celular também, a galera passa horas ali, né, e tá danificando o seu o seu corpo. Isso não é engra. Eu sei que parece, é sério, problema sério. A galera danificando o corpo que passa horas sentado no vaso sanitário. Horas é exagero, né? Mas muitos minutos. Então assim, todo mundo tem 15 minutos, galera. 1% do teu dia tu pode dar para Deus. Não é, não tem, não tem como. 1% do teu dia tu pode dar para Jesus. Desse 1% tira cinco para ler a Bíblia, lê, lê, relê. Ora sobre aquilo, pede perdão para Deus. E vai. >> Quero aproveitar, já que você tocou nesse assunto, Bibo, você pode explicar como a teologia se torna acessível e prática a cristãos comuns? Não tratando aqui de teólogos, né? Eh, mas como isso pausa, pausa. A gente tem que começar a parar de separar pessoas comuns de teólogos. Todo mundo é teólogo. A pergunta é se você é um bom ou mau teólogo. Todo mundo é. Todo mundo pensa alguma coisa sobre Deus. Você sai daqui e conversa sobre a pregação. Você vai na internet, você vê um corte de uma pregação. Você tá pensando sobre Deus. A pergunta é se você tá pensando certo sobre Deus. Eu sei que tem teólogos que a gente olha, meu Deus, o cara tá lá naquela torre de marfim inacessível. Mas a teologia é pro povo. O povo de Deus é conclamado a pensar sobre Deus. Por quê? Porque nós precisamos explicar Deus. E para explicar Deus, eu preciso entender as escrituras. Então, como tornar a teologia acessível? Na igreja local. A igreja local precisa fornecer um espaço. Chame de escola dominical, chame culto de ensino, chame de catequese, chame do que você quiser. Mas a igreja precisa propiciar um espaço onde as pessoas podem levantar a mão e perguntar: "O que é a trindade? O que é dizer que Jesus Cristo é 100% homem, 100% Deus? O que que quer dizer que a Bíblia é inspirada por Deus? Eu ouvi dizer que Jesus não fez isso. Eu a a igreja precisa ter um espaço onde as pessoas são catequisadas. A catequese, né, que é a gente acha que é coisa de Igreja Católica, não. Isso é uma marca da igreja, onde as pessoas são instruídas na palavra de Deus. A pregação é algo fundamental numa igreja, uma boa pregação fundamentada na palavra, no evangelho, mas ela sozinha não dá conta. Então, nós precisamos ter o quê? Líderes capacitados para ter classes, para se ter momentos onde se estuda a palavra de Deus. E é bom que comece na igreja local, entendeu? Depois você nesse ano, no seu aniversário, no Natal, na Páscoa, você vai pedir uma Bíblia de estudo de presente, um comentário bíblico, alguma coisa assim. A vida nova tem boas bíblias de estudo, tem bons comentários bíblicos. A Thomas Nelson tem a melhor, e não é porque é minha editora, mas é porque é fato. A melhor bíblia de estudo é a Bíblia de estudo Thomas Nelson. Eu sei que não é não é barato. A mais barata custa 200 pila, às vezes 190 numa promoção da Amazon. Eu sei que isso é caro, é pesado para muita gente, mas às vezes guarda uma grana, junta, entendeu? pede aniversário, galera, quer me dar presente Bíblia de estudo Thomas Nelson, entendeu? Ou pede uma Bíblia de estudo introdutória, tem por 79 pilas na Amazon. Bíblia de estudo introdutório também da Thomas Nelson, mais acessível. Bíblia de estudo plenitude é mais acessível. Bíblia de estudo aplicação pessoal, Bíblia de estudo na, NVT, NVI. Ótimas Bíblias de estudo. Tenha uma Bíblia de estudo. Por quê? Porque ela vai te dar o básico. Gente, faça essa experiência. Um dia, tire. Olha, hoje eu vou eu vou eu vou eu vou fazer o que o Bíbl disse. Pegue uma boa Bíblia e abra ela e leia a introdução do livro. Pega lá Mateus, leia a introdução do Novo Testamento que vai ter lá. Cara, você vai perceber que é um mundo que você não fazia ideia. Aí você começa a ler o livro de, né, a introdução a Mateus. É importante você saber quem escreveu, por escreveu, para quem escreveu, com qual objetivo escreveu. Cara, isso ganha, sabe? Dar um background, sabe? Te dá um colorido diferente no texto, porque é isso, você tá estudando, Bibo. Eu realmente, nesse momento da minha vida, eu não tenho condições de comprar uma Bíblia de estudo. Talvez seja o seu, o a sua situação. Você vai abrir o chat GPT. e vai colocar um promp mais ou menos parecido assim, ó. Monte para mim um estudo introdutório no Evangelho de Mateus. Me explique quem escreveu, para quem escreveu, qual propósito escreveu, qual o principal tema teológico, o que eu posso aprender de Jesus no Evangelho de Mateus. E dá um enter. Para essas coisas básicas, o GPT ele é muito bom. Para estas básicas, vai aprofundar, foge. Mas para essas coisas básicas ele é bom, ele pode te ajudar nesse momento que você não consegue comprar uma Bíblia de estudo, entende? Faça ali, faça perguntas para o GPT, para coisas básicas. Ele pode te ajudar, já que você não tem dinheiro para comprar uma Bíblia de estudo. Monte um plano de leitura no Evangelho de Mateus, nos três primeiros capítulos, e divida para mim as principais intenções teológicas desse capítulo, desses versículos. Para essas coisas básicas, ele vai te ajudar, entendeu? Pode ser uma ferramenta. Só qual é o problema? É uma ferramenta que tá no seu computador, que tá no seu celular, que é dois toques para você se distrair de novo. Por isso que se tiver condições, uma biblinha de estudo, voltar pro analógico, entendeu? Papel e caneta. Isso ajuda, gente. É um detox, isso ajuda. Quero aproveitar e dar uma dica para todos vocês. Todo mundo tem um smartphone. Você vai lá na sua loja e baixa o aplicativo My Bible. Está em inglês, minha Bíblia. Você baixa esse aplicativo, você vai na sessão módulos, lá tem comentários bíblicos de Matthew Harry, lá tem comentários bíblicos de Bicon, Francis Davis, isso tudo em português. Lá você tem pelo menos 15 comentários bíblicos para você baixar. Eu tenho no tap, tenho no celular. Ah, lá tá tá aberto aqui o do o do Juninho, só para vocês verem. Vocês >> tá todo mundo vendo? É, só para vocês terem uma noção, dá para ler. Você baixa os módulos e você tem comentários bíblicos e você tem Strongs, tem vários dicionários bíblicos que você pode baixar e versões da Bíblia. E detalhe, tudo de graça para você baixar no seu aplicativo, viu? É só querer. Galera, >> você pega um comentário do do Henry, é R$ 600, R$ 700 para comprar e tá de graça no seu aplicativo. É >> a famosa frase, né? Já disse alguém, quem quer dá um jeito, quem não quer dá uma desculpa. Exatamente. Bom, uma das áreas que você trabalha é a área de podcast. >> Yes. >> E >> que é de graça para você ouvir >> também. Bom conteúdo, gente. Acompanhe lá. Aliás, eu não quis falar, né, já que estamos nesse momento aqui, desculpa de cortar pela quarta vez, >> mas eu tenho um curso de teologia que é bem introdutório e se o pastor me permitir, o pastor nem tá aqui, então vou vou vou falar. Tá, cadê? Ah, não Ah, tá, tá, tá ali. É que eu sou vesgo, eu tenho eu tenho assim. >> É, não é que eu inclusive eu tô agora aberto uma turma que é só o curso de introdução a teologia mesmo e é menos de R$ 50. Poxa. Então assim, se você entrar na lá na minha no meu Instagram e no e no link da Bio ou digitar retiro e retiro e eu vou te mandar o link, você vai ter mais de 10 horas de conteúdo lá eu te dando a introdução, né, do que é teologia, da importância e tal. O meu curso de teologia, que tem vários módulos, é sempre numa linguagem também introdutória. Perfeito. >> Perfeito. Ah, a pergunta é, dentre os muitos episódios que você eh desenvolveu no Bbotalque, qual foi aquele que mais desafiou sua compreensão teológica? Teve algum especial ou não? Ou todos os dias é um >> sobre a compreensão teológica, todos que envolvem escatologia, eu sempre tô mudando quando eu ouço, acho legal. Eu já fui a milenista, já virei pré-milenista histórico. Hoje eu sou só pré-atribulado, né? Mas esses me desafiam o sobre Israel e a relação do cristão com a lei também sempre tem, né, quando a gente estuda Gálatas e tal, ah, sobre o papel da lei, as compreensões sobre Paulo me desafiam teologicamente, mas como eu disse, esses são desafios às vezes intelectuais que são legais e tal. Agora, quando a gente faz aqueles episódios, como a gente teve agora, essa semana sobre o fruto do espírito, esse te chama paraa prática, irmão, entendeu? Esses são os mais desafiadores. Porque é legal eu ficar discutindo sobre as cinco perspectivas de como ler a lei no apóstolo Paulo, sobre, né, novas perspectivas sobre Paulo, né, interpretações do apocalipse. É legal, bacana, instiga. Tem espaço para isso dentro da teologia. Agora é muito lindo quando a gente vai, vamos estudar o sermão do monte, as bemaventuranças, aí você estuda as parábolas, esses é que desafiam para valer mesmo, entendeu? Então se você ouviu o podcast essa semana sobre o que é o fruto do espírito, né, você vai sair dali com desafio, você vai sair dali com uma compreensão, entende? Então esses desafiam, sabe? esses os provocam no sentido positivo. >> Perfeito. E pra gente encerrar, eh, Bibô, eu queria que você falasse de forma bem rápida como surgiu o título desse novo livro, né? E fizesse aí o jabá sobre esse livro pra gente vender todos eles aí. >> Já, já, já tá vendido já. Nesse que é teu. >> Então, gente, ah, esse título aqui propriamente, ele nasce quando eu estou lendo a Bíblia. E aí eu me deparo com a parábola que é chamada de parábola do servo inútil. E aí eu leio a parábola a parábola onde Jesus está literalmente chamando e convocando os seus discípulos a se considerarem inúteis. Olha, vocês por fazerem aquilo que é pedido para vocês, não achem que vocês são grande coisa. Olha, vocês não passam de servos inúteis. E aí vou escrever sobre isso. Afinal, a gente vive numa geração tão meritocrática que se acha digna de receber as coisas, se acha digna e uma geração, sabe, tão empoderada que, na verdade, a gente precisa descobrir a inutilidade de quem nós somos. E ser inútil em Jesus não é não ter utilidade, mas é saber que não tem mérito. E eu explico essa parábola e a partir disso desenvolvo então o texto e amplio, né, para o todo Novo Testamento. Então, como se tornar um cristão inútil? É como saber que você não é essencial para o reino de Deus, que é você saber que Deus não precisa de você para fazer a obra dele? Quer você saber que o reino de Deus vai continuar mesmo se você não quiser ou se você morrer, mas ainda assim ele te convida a sentar na mesa e a fazer parte. >> Glória a Deus. Glória a Deus. >> Você pode aplaudir ao Senhor Jesus.