🔴AULIVE: COMENTANDO A PRODUÇÃO TEÓRICA DE MARX (SOBRE A PRODUÇÃO EM GERAL)
11/03/2026
🔴AULIVE: COMENTANDO A PRODUÇÃO TEÓRICA DE MARX (SOBRE A PRODUÇÃO EM GERAL)
Pix: [email protected]
🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] >> Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade e uma utopia, livres do rio ao mar. [música] Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra [música] aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunhas ser terra ao sol. >> [música] >> Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Filosofia, economia, sociedade e religião. [canto] Praticamos a pinologia diplomada, >> [música] >> fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, luz, testemunhas ser da [música] terra ao sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova, [música] todo dia útil até a vitória final. >> [música] >> Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade [música] e uma utopia, livres do rio ao mar. Um sonho pelo dia da paz entre nós. Guerra [música] aos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições de viver para fazer história. Fé e ciência do [música] mundo, luz, testemunha ser da terra o sol. Seguimos trazendo [música] a boa nova todo dia útil até a vitória final. Fé >> [música] >> e ciência do mundo, luz, testemunha ser da terra o sol. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil [música] até a vitória final. Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Fé e ciência [música] do mundo, luz, testemunha ser da terra o sol. >> [música] >> Fé, seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. >> [música] [música] >> E aí, bom dia. Tudo bom? Bom dia, como é que vocês estão? >> [música] >> Espero e desejo que bem. O som tá bom? Tá muito alto? Tá estourando? Tá de buenas? Espera aí, para deixar mais agradável o sonzinho aqui no fundo, a musiquinha gostosa. O som tá bom? Fala aí minha gente. Que quarta-feira bonita, não sei porque mas eu tô animado esses dias, apesar de estar exausto, exausto, completamente cansado. Mas eu tô animado. Bom dia meu querido John, John Harley, como é que você tá mano? Tudo bom cara? Salve camarada, espero desejo que bem, espero desejo que esteja tudo em paz por aí. Assim como Rubens, como é que você tá mano? Sempre bom ter você por aqui com a gente. Bom dia mano. Bom dia, estamos aí, estamos aí no pedaço ou nos pedaços que nos cabem. Aí estamos. Bom dia Carapa, como é que você tá mano? De boa? Espero desejo que sim. Talvez nós nos encontraremos bastante vezes essa semana aparentemente. >> [risadas] >> Bom dia meu bom. Ai ai que massa, grato aí pelo apoio de sempre, de coração. Fala Kevin, nosso totalmente excelente Kevin, como é que você tá mano? Tudo bem? Feliz aí, já está lingardizado? Já está lingardizado? Aqui é corintiano meu amigo, é só alegria dentro da tristeza. E bom, o som tá ótimo, o bom tá ótimo. O bom tá som. O bom tá som, o bom tá ótimo. Bom dia meu querido Fernando Templário, Templário 4528, tudo bom? Como é que você tá? Bom dia Bruno Radical, Reque Dau, cada um fala do jeito que dá né? Cada um sai de um jeito. Pra mim o mais divertido foi o o o Iago Martins falando meu nome, foi o mais legal. Eu isso tenho que dar pra ele como né? Reconhecimento, porque eu realmente fiquei impressionado quando ele soltou aquele ar meio anime né? Bruno Reque Dau, eu falei caraca, sou eu. como se fosse um anime. Gostei". É um Brunotaco. Para mim o som tá bom. Aí então, se para você tá bom, tá bom para todo mundo. Você é a régua universal, Rubens. Todos sabemos disso. >> [risadas] >> Só aguardando a estreia do nosso save de Football Manager. Exato. >> [risadas] >> Cara, eu nunca imaginei que eu ia viver para ver aquelas coisas malucas que a gente fazia no FM, no CM, é, finado CM, ou mesmo no Brasfoot e Alifoot, de repente ter uns gringo aleatório colando nos times de cá. Eu fiquei impressionado. Então, já estamos aqui, ó. Lingardizados. >> [risadas] >> Depois de Depay, né, estou depaizado, agora estou lingardizado. E vixe, mano. Já era, já era. Cara, estão ganhando a gente muito fácil. Quero saber o nosso querido Zaka, né, Zakaria Labyad, como é que é que é a comemoração dele. Será que ele tem uma comemoração específica? E a gente vai ter que criar uma uma comemoração para ele? Ele vai inventar? Ia ser legal. Pergunta do nosso querido John. "Os dois dedos falou sobre você? Muita groselha, imagino". Não, não, ele finge que eu não existo, né, assim, obviamente. Mas é que teve uma vez que eu comentei um vídeo do Abner Henrique, nosso querido Abner, um beijo, Abner. E o Thiago Santinelli, nosso querido Thiago Santinelli, um beijo, meu querido Thiago Santinelli. É, que eu comentei um vídeo deles, que eles reagiram a um conteúdo [música] tenebroso do Iago Martins sobre marxismo cultural. E aí o Iago, em vez de responder o vídeo dos cara ou fazer qualquer parada, ele quis dar aquela surfada no hype, né, óbvio. Foi, "Eu prefiro não responder. Prefiro manter aqui, dar a outra face". >> [risadas] >> E aí ele foi ler os comentários do vídeo, em vez de falar sobre o vídeo. E aí falando, "Olha, ele uns esquerdistas aqui apoiando, né, esses dois aqui e tal". E aí ele viu que meu nome tava lá. E até então ele tinha ignorado minha existência, mas eu sabia que ele sabia que eu existia, porque eu tenho fontes. Tenho muitas fontes, infiltrados em todo lugar. E aí o ele falou: "Olha aqui, tem um esquerdista cristão, um tal de Bruno Requeidão". É maravilhoso esse esse áudio. Eu é muito bom. Bruno Requeidão. E aí ele falou: "É". E o comentário era bem simples, era só assim, pro Iago, pro pro Abner e pro Tiago eu disse: "Toma aqui seus esses dois dedo de like". Era só isso. Mas é. Foi oportunidade. Aí depois ele comentou que eu sou irrelevante, mas aí foi no Twitter, mas aí tudo bem. Mas aí eu gostei também de ser lembrado da minha irrelevância. O som tá limpinho, bonitinho, tá bom. Ai, que delícia. Maravilha. >> [risadas] >> Obrigado por reconhecer. Nem todo mundo aceita o meu papel de régua universal, infelizmente, diz Rubens. É, eu sei, cara. Não é fácil, não é fácil. A gente ter essa ser incumbido, né, dessa responsabilidade de ser a régua universal. Não não é simples a gente ter essa posição, mas aos poucos o mundo aceita. De boa, bye. Bom dia a todos, baristas e não baristas da América Latina. Bom dia, meu querido Tiago, como é que você tá? Sempre bom ter você aqui com a gente. Muito bom, muito bom, muito bom. Tamo junto, tamo junto. Obrigado pelo carinho de sempre. Esse vídeo é puro suco de olavismo. É horrível. É, a gente já reagiu, a gente reagiu primeiro aqui, inclusive. Aliás, nosso querido Abner Henrique só chegou nesse vídeo do Iago por causa do meu react, diga-se de passagem. E esse react o Tiago também repassou ele por aí, em alguns lugares, especialmente no Twitter, mas aí faz tempo já. Foi quando o canalzinho ainda ainda era microscópico. Agora ele é só micro. O scópico saiu. É, a gente é só um canal micro. Antes era microscópico. Do Zaca. Bom apelido. infelizmente não saberemos a comemoração por falta de gols. É, tem razão Kevin, você tem toda razão. Esse não tô com tanta esperança assim, mas espero ter estar enganado. Não, eu acho que ele ele não é um cara muito goleador mesmo não, é mais de composição ali do meio de campo, aparentemente um jogador leve, inteligente, de bons passes. Se ele conseguir fazer a bola sair do meio de campo pro ataque, né, fazer essa transi feliz, porque o Garro não tá conseguindo. É horrível, dá tristeza. O Bidon, coitado, ele fica o o o Dorival bota ele lá na ponta direita e aí ele fica jogando quase de semi volante e semi meia, a gente não sabe a posição do do Bidon, coitado, ele fica isolado na direita sem conseguir fazer essa articulação, aí quebra. Aí fica o André na esquerda fazendo uma correria desgraçada, que ele só faz a bola chegar lá na frente correndo, na força, na na querência. E aí fica o o Bidon que tem mais habilidade, mais coisa e tal, do outro ponta. E aí não dá certo. Aí a aí a gente só funciona na transição de lançamento do zagueiro ou dos laterais pro ataque. Aí a gente tá quebrado, né? Foi assim que a gente se lascou não não durante o Campeonato Paulista. Fica Mateuzinho e Bidon fazendo uma correria lazarenta pelas pontas ou fazendo lançamento cruzado pra pra pegar o outro cara livre do outro lado lá, seja um um dos dois dois atacantes ou algum meia aleatório que apareça ali na frente pra dar uma casquinha, uma trombada e fazer a bola chegar. Tá faltando meio de campo. Se o Zeca cobrir aí, tá show de bola. Tinha nada aí pelos meus dois dedos de futebol amador. >> [risadas] >> Mas é análises de boteco, né? Triste, triste, triste. Saudade de jogar bola pro Sumir, emagrecer primeiro, tô muito fora de forma. Dito isso, minha gente, se é a primeira vez que você tá chegando aqui no nosso canalzinho, seja muito bem-vindo, muito bem-vindo, muito bem-vinde. Aqui no nosso canal a gente conversa normalmente sobre temas relacionados a minha trajetória porque o canal é meu, que coisa incrível, Bruno breakdown. Mas dito isso, tive uma formação bem esquisita, eu sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia e tento articular tudo isso aqui no conteúdo de um relativamente qualificado e interessante. Se você gosta desse tipo de articulação e desses campos de conversa, não esqueça de curtir esse vídeo, comentar para engajar, quem sabe até se inscrever e considerar ser membro, membra, membre e membrezia aqui do nosso canal porque nós temos conteúdos exclusivos para você. Para você e todas as outras pessoas que também são membros, membras, membres e membrezia aqui do canalzinho. Então, não é só para você, né? Dito isso. Mas são alguns cursos que a gente tem, como evangélicos e política no Brasil, como Marx e religião, como como fazer o seu projeto de pesquisa, né? Algumas orientações que a gente dá, um conteúdo bem bacana, leituras comentadas exclusivas também, além de outros papos, né? Seja na Rádio Crite Crente que a gente tem um conteúdo acumulado por aqui e vídeos conversando e discutindo temas bem específicos. Cara, dá para ficar bastante tempo com essa área de membrezia aqui que vale a pena. Tô tentando finalizar, espero que nas próximas semanas, duas aulas novas de um cursinho, mini, micro curso, né? Porque serão duas aulas que eu acho que vai ficar bem legal também, mas já já eu conto para vocês, tá bom? Então, considere aí ser membro, membra, membre e membrezia do canal e que você ainda tem acesso exclusivo, para você e todas as outras pessoas que fazem questão disso, de entrar no nosso Zap. Temos um grupinho do Zap da Igreja Barista, primeira Igreja Barista do YouTube e primeira Igreja Barista do WhatsApp. Aí você pode fazer parte. Parte aqui. De essa comunidade saudável, bacana, elegante, gentil, né? Pessoal é muito, muito legal mesmo e uma conversa qualificada. Fico muito feliz inclusive quando o nosso apostolado, os nossos apóstolos da Igreja Barista, ali do do Zap, comentam que é um, um canal legal de conversa, que tem sido um grupo bacana para trocas, tal. Eu fico feliz para caramba, sério mesmo. Foi porque legal a gente tá criando um ambiente saudável, de bastante conversa qualificada, isso é, isso é massa. Tá bom? Então é, é massa, é massa, fica aí. Diz Kevin, "Baita análise". É, análise de boteco é fácil. Claro que o Dorival deve saber muito mais do que eu de futebol, obviamente, mas eu tenho aí esses meus apontamentos, que eu vou fingir que eu sei o que eu tô falando. >> [risadas] >> "Deixa o like", diz o Rubens. Exatamente, eu sempre esqueço de pedir like. Grupo do Zap é creme, creme de la creme. Tem toda a razão, Thiago, é um grupo legal mesmo, a gente tem bastante troca. Essa, essas últimas duas semanas ficou um pouco complicado ali de eu, de eu tá mais ativo, por motivos de tá trabalhando que nem um camelo, mas acho que vai começar a acalmar um pouquinho, mas vai dar tudo certo. Diz nosso querido Carapa, "Já pensou em usar uns trechos da rádio em shorts? Pode ser uma boa". Nunca pensei, Carapa, >> [música] >> mas eu deveria fazer isso. Vou fazer. E a rádio crítica a gente já ficou bem legal assim, porque realmente é só áudio, tá? Quem é aqui membro do canal já pode ir lá na playlist Rádio Criticrente. E tem um, um conteúdo bem massa assim, é, [música] uns papos legais, essas articulações interessantes. Dito isso, falando em conteúdo massa e articulações interessantes, sexta-feira conhecida também como dia da graça, de 13 de março 13 de março, sexta-feira, guarde esta data. Estreia no canal Farol Brasil a parceria Revista Zelo e Farol Brasil estreia no dia 13 de março, essa próxima sexta-feira. E aí vai ser um pequeno programa, que é, ainda é piloto, pra gente fazer esses testes, se vai ser bacana ou não, se o pessoal vai curtir ou não. Espero que vocês curtam, mas que a gente vai falar um pouco sobre evangélicos e política aqui no Brasil, numa perspectiva mais radicalizada, marxista, né? Nós que andamos de skate e ouvimos Charlie Brown. Mas você vai poder acompanhar com tudo bem legal. Então, fica de olho aí que vai sair. Chama, é um programinha que a gente intitulou de Brasil Avivado. Fala Deus. Aleluia, xerenebias. Então, Brasil Avivado, sexta-feira, dia 3 de março, no canal do Fora Brasil, vai ter essa parceria Zelota, Fora Brasil, e a gente vai ter, eu não lembro quantos episódios são, mas é uma sequência aí. Eu já gravei o primeiro que eu participo, mas eu não digo qual vai ser, porque aí você tem que assistir todos para >> [risadas] >> estar por dentro. Mas o primeiro que a gente faz apresentando a proposta do programa sai na sexta-feira. Tá bom? Então, é só para a gente dar essa dica aí e fazer essa, esse merchan da revista Zelota, que sempre é bom acompanhar, nossa querida revista Zelota. Bom dia, Ryan, Ryan, Rian. Tudo bom, mano? Como é que você tá? Como é que você acha de ter o nome, né, o mesmo nome de uma pessoa que está despontando no futebol mundial? É legal. O menino lá tá no Bournemouth, Bournemouth, Bournemouth, nem sei falar com aquele sotaque esquisito, e tá jogando bola, hein? O menino tá jogando bola. Joga bola, o menino. Não acho ele super estrela, mas o bicho joga bola, mano. Impressionante. Dito isso, que legal. >> [risadas] >> Hoje a gente começou um pouquinho mais cedo e vamos aí seguir um pouquinho mais cedo por motivos de Ah, você tem um ponto. O nome dele tem um A a mais e o teu é Ryan. É, é, o teu é Rian. É Rian, é que eu falei Ryan. Eu disse Ryan. Mas o dele tem um A a mais mesmo. O dele é Rian, literalmente, né? Não é Ryan. É verdade. Tem razão. Dito isso, eu sou flamenguista. Mas na A que um, um, um, um, eu, eu sou a favor do, do, do seguinte, eu sou a favor do seguinte, posso estar equivocado aqui na minha posição. Jogador, saiu do clube brasileiro para ir para fora, ele vira um jogador brasileiro. Não importa de onde ele veio, ele vira jogador brasileiro. Aí a gente vai torcer por ele. E aí porque agora ele só veste amarelinha quando for vestir e aí a gente vai torcer por ele. Então saiu do, do Brasil, foi para fora, ele vira jogador brasileiro. Em genérico, a gente não precisa daí se a pegado também, né? Mas é coisa minha. Tem que ir para Copa o Rayan? Eu não sei, eu acho que não, tem que ter mais rodagem, tem mais rodagem. Eu, eu não levaria não. Levaria Endrick, já disse isso no nosso canal lá, lá, no nosso zap barista, Kevin, já conversamos sobre isso. >> [risadas] >> Eu já, eu, levaria Endrick. Endrick é o meu nomezinho para ataque da Copa. Diz Claro, torço mais pelo Endrick. Aí ó, linha correta, linha correta do que pelo Rayan. Não, eu também, mas não é nem só a força da torcida porque o Endrick joga mais bola mesmo. Mano, depois daquele dia É assim, eu tinha minhas certas desconfianças com o Endrick, eu achava ele um cara bizarro, mas porque ele era tinha 16 anos, tem um corpo de, de, de um, de um adulto de 37 que fez academia a vida inteira, né? O menino foi abençoado por Deus. E aí ele, então ele sobrava na, na base, mas na hora que ele vai no profissional, naquele jogo, acho que foi contra o Botafogo, que ele domina uma bola de joelho de propósito para fazer um drible num campo ruim, com a bola quicando toda torta, ele domina de joelho cortando para o lado e acerta a pancada no gol, eu falei, não. Esse menino é diferente, isso aí Isso aí, meu irmão, isso aí é outro nível, assim, sem sacanagem, isso aí é outro nível. O maluco driblou de de de propósito. Maluco, 17 anos de idade, tomando a responsa para si. Pô, aí eu falei, é isso aí, é outro nível. Aí eu comecei, eu falei, não, realmente o o moço é diferente, não tem o que fazer não. >> [risadas] >> Bicho é bicho é brabo. Mas é isso, né, minha gente? É. É triste. Gostar de futebol é triste. A gente sofre tanto. E aí hoje em dia, pô, mano, eu eu sou um um um messólatra, né? Sou um devoto de Messi. Mas aí o moço vai lá e me faz aquela patacoada com Trump. Pô, eu estou derrubado, cara. Estou muito triste com isso. Fiquei muito triste. O moço vai lá, aí o Trump chama ele de de ah, não dá. E aí eu tive que dar o braço a torcer. Eu tenho uma amiga cubana, Quirenia. Um beijo, Quirenia. Quire. E aí a Quire, uma vez a gente conversando, ela falando, pô, eu adoro o Messi. Adoro o Messi. Eu falei, eu também. Ela, fiquei triste só com esse negócio de ele dizer que o sonho dele era ir para os Estados Unidos. Ele foi jogar no Inter Miami. Eu falei, pô, Quire, você tem razão. Eu falei, mas aí é uma coisa passageira. Ele também tem outras posições legais. Ele Aí ele mete essa esses dias aí de estar com Trump fazendo aquela patacoada. Aí eu fiquei triste. Aí eu sofri. Que eu falei, é, a Quire tinha tido uma intuição mais forte que a minha. Aí me me entristeceu. Me entristeceu muito. Tinha que estar mais mais linha Maradona, né? Não, pelo amor de Deus. Aí o Gabriel também agora aí você está se passando, Gabriel. Bom dia, CR7 sempre o melhor. Não, aí você também não viu o que que o CR7 fez com o Trump. Foi pior ainda. >> [risadas] >> E o que que ele faz com os malucos na Arábia? É pior ainda, com todo o respeito. Mas dito isso, não tem não faz nem sentido a gente discutir quem é melhor, CR7 ou Messi, né? São dois níveis diferentes. Um é Messi e o outro é um jogador que joga muito marca muito gol mas não chega nem na unha coitado toda a América Latina chorou depois que o Messi colocou exatamente com esse querido de topete né né Tiago exatamente toda a América Latina chorou a gente ficou triste espero que ele ponha a mão na consciência deite culpado no travesseiro tem que separar o artista da obra tem que mas é difícil nesse enquanto o artista está vivo é difícil >> [risadas] >> enquanto o artista está vivo é difícil não sobra um tem razão Gabriel não sobra um fica complicado é é sobrar poucos um beijo Maradona saudade Maradona saudade Sócrates ai um pessoalzinho legal pessoalzinho bom mas é isso mas tem um menino como é que é o nome do menino lá acho que é Igor que era do Fluminense é Igor? eu acho que ele está jogando nos Estados Unidos agora que ele também é super politizado o mano pô da hora de escutar de trocar ideia com ele de ouvir ele é muito massa esqueci o nome dele esqueci o nome dele pô vou lembrar mano massa assim que da hora de de ver o mano trocar ideia ai ai mas é isso minha gente hoje o nosso papo >> [risadas] >> diz Gabriel só o Richarlison mas assim da seleção Argentina não dá para esperar nada diferente não então aí que está eu tenho minhas contradições com a seleção Argentina por motivos que a gente já sabe né racismo é especialmente do Preciado mas o Argentina também tem posições políticas interessantes enquanto seleção eles tem umas paradas interessantes quando eles cancelaram o amistoso antes da Copa que porque tinha um amistoso Argentina e Israel antes da Copa eles cancelaram por por questões de de pró Palestina os Os se organizaram e cancelaram o amistoso E eu lembro que a liderança dessa dessa organização era do Di Maria, o Messi e tinha mais um. Não lembro se era o Agüero, mas era mais um, mas tinha. Tem essas paradas contraditórias, né? Diz nosso querido Fernando Templário. >> [risadas] >> Eu gosto porque eu não entendo luvas de bom luvas de futebol, mas entendo o sentimento porque acompanho o cenário de e-sports, de vários jogos que eu sinto a mesma coisa. É, é que é é o futebol, ele te pega ou não te pega. Ele me pegou. Eu gosto muito de futebol. Então, gostava muito de jogar bola. Mas é outra coisa. Um dia eu conto essa história diferente. Mas hoje o nosso papo não é sobre futebol, eu acho. Quer dizer, vai acabar aparecendo aí metáforas futebolísticas sempre auxiliando. Aí ele falando isso, minha filha está jogando futebol e tá indo bem, viu? Minha filha tá fazendo futsal. A menina tá tem uma habilidadizinha ali. Não é a Marta, não promete ser uma monstruosa, mas ela tem noção. Ontem ela começou a pedalar, já fiquei satisfeito. Ela tá com 6 anos, tentou as primeiras pedaladas. Eu falei: "Aí, ó, tá indo no caminho correto". Tá jogando bola, jogando bola direitinho. Chuta bem. Quem sabe. Tá, tem um estilo, eu gosto de bater de trivela a criança desde pequena. Trivela ou de peito de pé, mas é porque é mania de ver o pai também. Um dia eu mostro um vídeo, vou lá no lá no nosso zap eu vou mandar um videozinho para vocês da da criança batendo com o ladinho do pé, porque eu ensinei ela em vez de chapa, no primeiro momento eu ensinei ela quando ela era desde pequenininha a bater de ladinho de pé. Trivelinha assim. Pegou a manha. Diz Gabriel: "Não pergunte sobre quem era os avós deles se trabalhavam na Volkswagen". >> [risadas] >> É importante não perguntar mesmo, você tem razão. Diz nosso querido Kevin: "Mais uma craque para as bravas vindo aí". Pô, eu preciso muito levar essa criança para assistir um jogo das bravas, de verdade. Tô há um tempo enrolando para isso. Ano passado quase levei e mosquei, não consegui levar. Mas eu vou levar esse ano. Nada der errado, vou levar essa criança para assistir o jogo das bravas. Inclusive porque a gente ganha, né? Então é bom. >> [risadas] >> Melhor do que no masculino, correr o risco de não ganhar. >> [risadas] >> Davi tem que vir ganhando. Mas deixa eu Deixa eu pegar aqui o que a gente vai fazer hoje. A gente vai falar sobre Marx, nosso tio Marx, nosso barbudo, nosso querido barbudo Marx. E a gente não vai falar sobre qualquer Marx, a gente vai falar sobre um Marx específico. A produção teórica de Marx, né? É um pouco bait o título? Talvez. Porque esse é o título de um livro do Enrique Dussel chamado A produção teórica de Marx. Dos poucos livros do Dussel traduzido para o português. Poucos porque em relação ao tamanho da obra desse homem, foram poucos os livros que realmente trouxeram para a gente. E eu queria mostrar para vocês, acho que vocês vão vão curtir. Ele faz uma conversa sobre a produção em geral que é muito boa. E é um livrinho do Dussel que eu o meu físico eu já distribuí por aí. Eu prestei para alguém ou dei para alguém, já não lembro. É, mas o PDF eu ainda é muito acessível por motivos de que o Dussel era um autor muito gente boa. E eu vou colocar aqui no chat para quem se interessar o link para o site do Enrique Dussel, está aqui no nosso chat. enriquedussel.com, né? Tá aqui. Se você clicar nesse linkzinho, vai abrir o quê? O site que eu vou mostrar para vocês aqui. E lá vocês podem baixar toda obra desse homem. E ele vai ser o nosso mediador hoje para conversar um pouquinho sobre Marx e a produção teórica de Marx. Especificamente para a gente falar um pouquinho sobre trabalho, mas isso vai abrir outras coisas. Lá vai. Lá vem aí. Esse é o sitezinho do Dussel. Você vem aqui no site do Dussel. Ó, que legal. Sitezinho do Dussel. Tem biografia do homem. Tem atividades que foram realizadas aí de gravações e tudo mais que dá para encontrar na internetica, no YouTubes. Tem um curso inteiro dele no YouTube sobre ética, muito bom. Dá para acompanhar. E a gente pode vir aqui, ó, obra. Vamos ir na obra. Obra do homem. E aí você vem na obra, vai ter aqui vários links, muitos links, excesso de links, links e links com mais links. Tem um DVD de obras. >> [risadas] >> Mas aqui do lado, ó, livros, então, livros. A gente vai clicar no livros, porque o que nos interessa são os livros do Dussel. Então, obra, livros. E ei-lo, aqui está simplesmente todo o livro, toda a obra do do nosso querido Henrique de Lima Vaz Dussel. Ó. Traduzida para vá diferentes línguas, toda toda toda a obra dele. Então, você vai colar aqui e vai poder baixar o livro que lhe interessar. E mano, tem livro, hein? Jesus [limpando a garganta] Cristo. Pronto, acabou. É muito livro, mas você vai poder escolher e a gente vai pegar daqui. Diz nosso querido Kevin: "Gigantesco esse curso sobre ética, um dia verei". É gigantesco, várias aulas, são e elas são muito boas, cara, são aulas muito legais. Conteúdo excelente dessas aulas. Esse curso é muito bom, curso de ética, ele é muito bom. É um semestre inteiro que ele deu aula e gravaram só todas as aulas dele. E aí não são aulinhas, né? Aula de 3 horas, 4 horas de aula e vai embora. É bom, bom, velho, bom. Que que curso bom. E de graça no YouTube. Mas ó, vou colocar aqui também, ó, sobre a obra, né? Sobre la obra. Você vem aqui no sobre la obra e vai ter o quê? Textos, livros, artigos sobre o pensamento do Dussel, que também são comentários ao pensamento do Dussel, o que é bem legal. Então fica a dica aqui. Eu preciso lembrar de mandar para o nosso querido, para o camarada lá, o o o Alberto, para ele colocar aqui para mim o meu livrinho, que eu não não mandei até hoje. Preciso mandar para ele colocar aqui. É para ele adicionar. Mas olha o que acontece aqui. Se você vai descendo aqui sobre a obra do nada, cadê os bagulhos aqui? Eu ia achar um negócio aqui, não estou achando. Ah pa pa pa para pa tum turu Em algum momento eu vou achar. Aí tem as ah tem as teses sobre o Mar o o Dussel, eu tenho que achar ele depois. Depois eu vou procurar, peraí. Ia achar um bagulho, mas não estou achando. Depois eu vejo. Dito isso, esse aqui é o site do Dussel, no qual nós vamos vir aqui e a gente vai pegar o livrinho. O livrinho é a produção teórica de Marx, né? Diz Rubins, o autor que disponibiliza livro de grátis, coraçãozinho. Pô, eu eu É uma meta que eu tenho na vida. Todo livro que eu lançar terá o PDF gratuito para geral. Isso é uma meta que eu tenho na vida. Até o momento eu estou conseguindo cumprir. Já são aí dois livros e dois livros disponíveis, três livros, não, se eu contar aqueles outros livretos. É que são três que são livretos introdutórios, eu não considero como livro, considero como livreto, material didático talvez. Então três disponíveis como materiais didáticos, livreto e dois livros efetivamente. Todos estão em PDF liberado na internet, cara. Dá para achar. Liberado pelo autor. E vai sair um em breve novo aí que estou anunciando, mas os caras estão enrolando para lançar. Que é Marx e religião na América Latina. Acho que ficou bem legal o livrinho. Mas ó, vindo aqui que a gente quer a produção teórica de Marx. Em português foi publicado pela Expressão Popular dos poucos livros que foram publicados. O livro é de 1985. Ele só foi traduzido e publicado em português em 2012. Mas é um senhor de um livro, tá? Eu vou abrir ele aqui numa nova aba porque ah o PDF que tá aqui neste site não é um PDF tão legal. É, eu acho que eu vou utilizar o PDF em espanhol porque ele é melhor de ler e a gente faz aqui uma tradução simultânea. Mas é esse aqui, ó, a produção teórica de Marx, um comentário aos Grundrisse, né, que é aquele famoso livro dos rascunhos de Marx. O Dussel simplesmente fez o primeiro comentário aos Grundrisse linha a linha completo na história. O primeiro, cara. O primeiro, primeiro, primeiro. Muito legal. Oxe, não tá aparecendo para vocês o a minha outra aba aqui? Que sacanagem. Era para tá aparecendo. Pera aí, deixa eu fazer aqui. Oh, Jeová. Veja aqui. Pronto, agora vai. A produção teórica de Marx. Pronto, aqui. Um comentário aos Grundrisse, tá bom? Produção teórica de Marx, comentário aos Grundrisse. É o primeiro, cara, é linha a linha da dos de comentários aos Grundrisse, o primeiro que foi feito na história e o Dussel foi esse pioneiro inovador. E é muito legal. É uma estrutura que acompanha ah o desenvolvimento da obra e o Dussel vai comentando da obra de Marx linha a linha, trecho a trecho. Dá um senhor de um livro bom. Vocês podem ver aqui, tem 300 e lá vai pedrada de página. Então, né, fica a dica aí de ler. Só que a gente não vai ler o né, aqui em português, porque esse PDF tá ruim. A gente vai ler o PDF em espanhol e fazer uma tradução simultânea. O PDF em espanhol está onde? Está onde o PDF em espanhol? Taram, tam. Turu, turu, turu, turu, turu, tum. Esse aqui. Bom. É esse aqui. Texto de 85. La producción teórica de Marx, um comentário a los Grundrisse. Enrique Dussel. Essa aqui ainda é a segunda edição. Que coisa bonita. Tá? A gente vai ler esse trecho aqui. E a gente vai ler especificamente a parte da produção em geral, sobre a produção em geral. E a gente vai ler o tópico, eh, 1.3, a produção em geral. Tá? É um tópico bem legal, tá? Está na página 34. É, é um texto muito bom. Então, eu recomendo. Quem não quiser ler em espanhol, já mostrei aqui que dá para ler em português. Tá lá no site do Dussel. O PDF não é tão bom, mas, eh, tá meio ruim ali de de ler, mas tá legal. Dá para usar e salva nós que tá sem dinheiro. Então, tá, tá de boa. Se bem que a Expressão Popular tem preços bem acessíveis nos livros, né? Então, importante. Diz nosso querido Carapa: "Mas no próximo livro vamos fazer três lives sobre o tema do livro antes de dar o PDF". >> [risadas] >> Cara, eu sou horrível para isso, mas você tem razão. Eu tenho que ser melhor na na divulgação das coisas que eu faço. Mas é verdade. É, e o livrinho vai ficar bom. Se nada der errado, fica muito bom. Bom dia, querido Borduna. Como é que você tá, meu bom? Espero que deseje que bem. Bom dia, bom dia, bom dia. Vamos para o nosso papo de Marx. Marx, Marx, Marx. Cara, esse texto é muito interessante. Aliás, deixa eu fazer um comentário antes. Aqui. Pá. Tã, tã, tã, rã. Rapidão. Aí. O Dussel, ele, eh, como é que é que fala? Ele virou esse, ele começou a estudar Marx depois, mais velho. Ele não era marxista, nem é na verdade marxista, ele é um marxólogo, né? É um marx, é um estudioso de Marx. Mas que incorpora o pensamento de Marx e depois sim, a gente pode considerar o trabalho dele maduro na partida ali dos anos 90 já bem marxista, vamos dizer assim, mas ele é um estudioso marxólogo e muito conhecido aqui no Brasil em diversos ambientes por ser um bom marxólogo, por ter comentários muito interessantes e muito inovadores, ousados, né? E muito originais, vamos dizer assim. E fez o primeiro comentário linha a linha aos Grundrisse, que a gente vai ver aqui. E ele começou a estudar Marx porque sentiu falta mesmo, ele foi exigido, né? Por, para se radicalizar em certo sentido no pensamento, que ele não discutia economia, para ser mais concreto, menos abstrato, ele tinha uma filosofia bem aberta, bem abstrata. E aí durante os anos 80, então durante todos os anos 80, final dos anos 80, durante os anos 80 e início dos 90, ele dedica sua vida ao estudo de Marx. E isso é muito interessante também, porque se você considerar no mundo ocidental e também na América Latina, seguindo a tendência da Europa, Marx começa a ser abandonado nesse período. É um período que o pessoal para de ler Marx, tá desiludido com a União Soviética, tá desiludido com o comunismo, com não sei o quê, o pessoal para de ler Marx. Quando o pessoal começa a parar de ler Marx, o Dussel tá lendo. E isso é legal, então isso é É interessante de perceber esses contextos e contradições. Bom dia, queridos esquerdos autorais, como é que você tá? Tudo bem? Espero, desejo que sim. Está aí espalhando a palavra do ivismo, Pedro ivismo e de petista safado. >> [risadas] >> Bom dia, mano. Bom dia, Érica, como é que você tá, minha querida? Tudo bom? Espero, desejo que sim. Que bom que você tá com a gente. Que bom, que bom, que bom. Muito bom a gente poder papear hoje. Bom demais. Diz o nosso querido Fernando Templário: "Eu conheço esse tal de Marx aí, eu tenho certeza". É, talvez. Tem possibilidade de você conhecer. Tem possibilidade de você conhecer. Diz Kevin: "Nada como um atentado a bomba em sua casa para te fazer ler Marx". Exatamente, Kevin, exatamente. Para quem não pegou o contexto, vai que não tá sabendo, o Dussel, né, ele tá no início dos anos 70, ele tá na Argentina, participa de uma manifestação contra a ditadura, faz umas palavrinha lá no palanque, volta para casa, na semana seguinte explodem uma bomba na casa dele e aí ele tem que fugir. Então, tomou um susto danado, foge, vai para o México, ele e sua família, para tentar não morrer, que é uma uma meta interessante, e daí ele vai se radicalizando também, consideravelmente. Então, sim, nada como você passar por certos perrengues para fazer, talvez seja importante aí ter um conhecimento maior de Marx. Diz nosso querido Borduna: "Sim, Marx vira curiosidade acadêmica nos anos 90". É, nos anos 90, nos anos 90, em geral, vira isso, vira: "Ó, tem que ler Marx, né? Olha, Marx é importante". Mas já vinha com vários adendos também, né? Marx é importante, mas ó, tá um pouco ultrapassado, século XXI aí, não sei o quê, e aí, isso por um lado, né, hegemonicamente, por outro, a galera tentando conservar um Marx do do do do o Marx soviético, que também não dava muito certo. É um conflito interessante para pensar limites do marxismo. Mas é é legal, é legal. Agora, esses dias eu tava conversando com um amigo meu, opinologia até, tá? Opinologia tudológica generalizada. E comentando: "Pô, na minha percepção, assim, o marxismo ocidental, né, aquele que se estabelece na Europa, ali no pós-guerra, e a galera já tudo desiludida, tudo é, anti-soviética e não sei o quê, vai abstraindo muito Marx da luta popular, né? E vai criando um Marx acadêmico que não vê perspectiva de de futuro, né? Não tá conectado com a luta. E aí na Europa Ocidental vem uma desilusão danada, nos Estados Unidos também e arrefece. Isso na teoria. E aí o pessoal produz um pensamento acadêmico que tá já desmobilizado. Vai se mobilizar de outras maneiras, né? Porque vai ter essas esse esses movimentos mais fragmentários e tal dos anos 60, marcado pela organização estudantil na França, essa coisa toda. Muito, né, aparente isso. Só que na América Latina, na Ásia e na África o marxismo tá sendo empunhado na luta anticolonial contra a as ditaduras, né? Então ao mesmo tempo. Aí hegemonicamente nas universidades se estabelece um pensamento marxista ocidental desiludido acadêmico, super abstrato, desmobilizado mas que vai tentando manter a teoria. E na periferia do mundo o marxismo tá sendo sufocado na pancada, né? Assim, na na dos movimentos reacionários e conquistando vitórias contra eh as ditaduras na América Latina. E também na nas lutas anticoloniais na África e na Ásia. Só que isso massacra muitos movimentos, né? Essas duas coisas acontecendo ao mesmo tempo. E por outro lado, no na chamada Europa Oriental, né? Na União Soviética você tem a dissolução da União Soviética no final dos anos 80 e início dos anos 90, que aí quebra com a o pensamento mais ortodoxo do marxismo. Então fica um limbo aí de reconstituição do marxismo, né? Vamos dizer assim. E eu acho que a gente tá Só que isso tudo é muito recente, gente, pelo amor de Deus, não faz 30 anos. Então assim, é tudo muito recente. Então a gente tá num momento de reorganização das lutas populares, do pensamento dentro da na do próprio recuperação do pensamento marxista mais organizado, mais mobilizado e com acúmulo de aprendizado histórico. Então, eu acho legal a gente entender esse contexto, esse lugar e não cair nem na armadilha do pensamento do marxismo ocidental, esse desiludido que não vê o mundo, não vê futuro, não vê opção nenhuma, nem cair na armadilha do União Soviética tupiniquim, né? União Soviética latino-americana. E nem na armadilha do do da só mobilização, só correria, só luta e esquece da própria produção teórica. Cara, vamos construir nesse momento nossas armas necessárias, né? Considerando esse aprendizado histórico totalmente recente. Então, de pouquinho em pouquinho. De pouquinho em pouquinho lá vamos nós. É uma análise minha aí. Comentáriozinho. Causa e efeito, falou e explodiu, diz nosso querido Fernando. Eu já perdi totalmente o assunto. Eu não não sei o que aconteceu. Exatamente, Gabriel. Marxismo pós 68, né? Fica muito marcado, um marxismo que vai se desenfreado aí ou vai se freado, na verdade. Menos Marx, mais Nego Bispo. Então, esse tipo de debate, eu acho que ele perde linha assim, esse tipo de de comentário, né? Seja o cara menos Marx, mais Nego Bispo, outro mais Marx e menos Não, gente. Meu Deus do céu, o que orienta nossa teoria e nossa organização é o a resolução de problemas. É, acho que eu sou pragmático demais. Para mim não faz nem sentido. Aí, vou fazer um comentário aqui importante que eu lembrei. Mas antes disso. Não, é só o povo soviético, é um meme que o pessoal criou, né? Dito isso, o Jones nunca disse isso, só para que a gente seja justo com nosso querido Jones, mas tem gente que fica reproduzindo um tweet aí que é fake. É, diz nosso querido Fernando Temer. Bom, dito isso, bom dia, Jones Miguel. Como é que você tá aí, cara? Que bom que você tá aqui com a gente. Hoje está na academia? Trabalhando o corpinho e mente ao mesmo tempo? Espero que sim. >> [risadas] >> Diz nosso querido Tempario: "Para que eu sonho para que eu sonho frequentemente com a Ursal?" Ah, eu também. Eu sou O dia que inventaram a Ursal, que eu fui chocado com essa informação da Ursal pelo querido Cabo Daciolo, meus sonhos se reanimaram. Daquele dia em diante eu nunca mais fui o mesmo. Eu fiquei encantado com a ideia. E lá vamos nós. Exatamente, Bruno. E lá vamos nós. Pronto, tio Tempario. Vou malhar depois. Não, a hora que a hora que lhe aprouver e que lhe for possível. Eu preciso voltar a malhar, preciso voltar a fazer exercícios físicos. Eu estou completamente dependente sedentário, mas eu tenho um plano ainda de três anos sem tornar esse plano efetivo, porque eu tenho que entrar na crise da meia-idade, que vai ser ali aos 40. Então ainda tenho três anos aí para conviver só com o preciso, preciso e aos 40 entrar em desespero e crise de meia-idade e querer ser jovenzinho. Mas é fim de tempo. Diz nosso querido Gabriel: "É porque a maioria das pessoas quer uma bandeira, Bruno, não teoria." É, exatamente. Pertencimento, identidade, bandeira e se sentir importante em alguma coisa. A gente precisa disso, eu não nego não. A gente precisa disso. Mas o problema é que a eh precisar disso a gente também pode encontrar de outras maneiras. Mas nada que os meus sonhos ajudem nesse momento. Mas ó, tem uma parada que eu acho que é legal de comentar que é uma crítica ao nosso querido Safatle. Safatlão. Né? Porque a gente comentou aqui do Dussel, né? Recuperando o pensamento de Marx nos anos 80, anos 90. E que se torna um marxólogo muito importante. Vocês pegam o trabalho do Gustavo Machado, por exemplo, não tem como não passar por por Dussel. O Gustavo traz Dussel como referência. Porque ele é um marxólogo importantíssimo. Tem uma foto minha do e o eu com cara de 16 anos, mas já tinha 20 e tantos, e o Gustavo ainda sem nenhum fio de cabelo branco na cabeça. Da gente num debate lá na UFMG. E ele foi convidado convidado como debatedor para o para o trabalho no congresso de filosofia lá. Porque ele era um estudioso leitor de Dussel, né? Como um bom marxólogo que o mar o Gustavo também é. Tem Dussel como referência. Tô dando essa volta para dizer que o Gustavo é um acadêmico de ponta, né? De nova geração, mas acadêmico de ponta. O Safatle em uma dos 365 textos que ele foi lançando sobre decolonialidade. Ele comenta sobre o Dussel. E ele fala: Dussel não tem dialética. E aí eu fiquei, meu Deus. Meu Deus. Esse homem, ou ele não conhece Dussel, que é o que Não, como a gente disse no nosso vídeo comentando esse debate todo, ele não tem obrigação de conhecer, não precisa, tá tranquilo, tá suave. Ninguém é obrigado a conhecer tudo. Mas ou ele não conhece, que é o que o que eu pressuponho. Ou ele simplesmente leu um texto do Dussel aleatório e falou: Dussel não é um pensador dialético. Aí eu falei: meu Deus. O homem é um marxólogo. De ponta, respeitadíssimo, que maneja a dialética como poucos e que nos anos 70 reinventou um movimento específico da dialética chamado analética. Em que ele tenta fazer uma crítica dialética à própria dialética estandartizada. E é muito bom o movimento. Hoje eu sou muito mais crítico a ele, mas é excelente. E aliás, no ano passado, foi ano passado? Final do ano passado, eu participei de um encontro de hegelianos. Fui convidado para para para falar sobre a recepção do pensamento de Hegel aqui na América Latina. Lá na Federal do ABC, no ano passado. Encontro muito massa de um grupo, um grupo muito legal. E aí eu fui lá, já bem preocupado, né, se ia fazer sentido o que ia falar, porque os hegelianos são muito estrito, ler Hegel é uma desgraça, mas eles curtiram a, o papo. E nessa conversa a gente discutiu muito sobre como Dussel, inclusive, é, porque eu falei sobre Henk Lamers e a recepção que Henk Lamers faz de Hegel. E o Daniel Passarelli, querido Daniel Passarelli, um beijo Dani, ele falou sobre o, a recepção que Dussel faz. E Dussel tem uma discussão intensa com Hegel, a ponto da gente poder dizer que, de um jeito chulo, Dussel é o Hegel da América Latina. Fica esquisita essa frase, dependendo do sotaque que você utiliza, né? Dussel é o Hegel da América Latina. Num bom sentido. E aí a gente pode, porque ele é um cara com um pensamento muito tensional, muito dialético, muito massa. E o Safatle mete essa. Aí, com todo o respeito ao Safatle. Ou você não leu, mano, não conhece o Dussel, bem, não tem problema. Ou você leu um texto e deduziu da obra do autor. E aí eu vou ter que criticá-lo por deu uma mancada aí. Deu uma mancada Vamos ler direitinho. Vamos respeitar o trabalho dos nossos queridos coleguinhas marxólogos. Mas é isso. Diz nosso querido Gabriel: "Geralmente não leu Marx e nem o Nico Bispo". É, exatamente. Isso acontece com frequência. Diz nosso querido Templário: "Sou pragmático também. Enquanto, enquanto Marx resolver a Marx, vou me basear, assim como outros sociólogos que transformam soluções filosóficas em ação material". Exatamente. Por isso que eu acho muito tosco quem simplesmente, um marxista, por exemplo, que só fala: "Ah, Weber é uma porcaria". Não, mano, pera aí. Pera aí. Você não precisa virar um weberiano, nem um marxista weberiano, mas você tem que ler e falar: "Cara, como é que isso aqui, isso é uma ferramenta que pode ser útil para resolver problema. Né? É, pô, a gente é bem crítico de de verba aqui no canal, mas pô, não não vamos ser burro. Bom dia, Brunão. Bom dia, meu querido Vinícius, como é que você tá? Tudo bem? Espero, desejo que sim, cara. Bom dia, meu bom. Bom dia, bom dia. Diz missa safado. Isso pode ser um elogio, dependendo do contexto, ouvir um sa safado no ouvido é gostoso. Vai saber. >> [roncando] >> Ah, o [ __ ] diz nosso querido Gabriel, o [ __ ] desses textos é que tem um pay paywall, não consegui ler nenhum. É, aí pode ser que acidentalmente, na sua vida, você acabe encontrando alguém que consiga pular o muro. Pode ser. Diz nosso querido Borduna, ser marxólogo nos anos 90, justamente nesse ponto de retração, me chama atenção. Exatamente. É o salmão subindo o rio. Exatamente, exatamente, Borduna. Eu nunca tinha me ligado nisso. Eu só percebi isso porque o Juan José Bautista Segales faz um comentário ao pensamento de Dussel indicando isso, falando, ó, é, enquanto os marxistas e os movimentos de esquerda estão abandonando Marx nos anos 80 e 90, Dussel tá assimilando Marx, ele tá indo contra a corrente. Eu falei, pô, verdade, verdade. E aí eu comecei a observar diferente esse trabalho do Dussel nesse período, com com olhos muito mais cuidadosos, assim. Porque eu a gente brinca, né? Nós que Nós Nós 13 pessoas desse país estudamos o pensamento de Dussel, é, não tem um grupo um pouquinho maior, mas vai. A gente que enche uma combizinha para pensar para discutir Dussel, a gente sempre brinca de que existe o Marx de Dussel, né? Que Dussel tem um pensamento de Marx que é só dele. Ele leu um Marx ali que só ele viu. Só que eu comecei a ser mais cuidadoso nesse nesse apontamento, quando eu percebi o papel que ele tá desempenhando nos anos 80 e 90 fazendo uma leitura contra a corrente e resgatando um pensamento nesse momento abandonado no contexto, na conjuntura. Falei: "Pô, pode crer". Pode crer. Aí eu comecei a ler com mais bons olhos. Exceto um texto que é muito interessante, é muito original, contribui para discussões, mas que hoje eu leio e vejo muitas questões muito problemáticas. Eles lançam uma trilogia de Marx, o Dussel, né? Chama "É a produção teórica de Marx" "Por um Marx desconhecido" e "As metáforas teológicas de Marx". Esse "As metáforas teológicas de Marx" tem pensamentos muito ousados, tem sacadas muito legais, tem dados biográficos muito bons, com referências interessantes para depois aprofundar pesquisa mas ele tem umas partes bem problemáticas. Hoje eu leio e falo: "Cara, não. Aí não, Dussel. Aí você pisou no acelerador demais. Vai devagar". Mas o "Por um Marx desconhecido" e o "A produção teórica de Marx" é brilhante. Brilhante, assim, ó, o negócio é diferente. É diferente. É legal. Diz nosso querido Rubens: "Um Hegel gostosinho". É. Dussel é um Hegel gostosinho. Com certeza. Porque ele é um Hegel muito mais interessante. Esse nome é complicado, né, em português? Vamos combinar, a quinta série não permite a gente ficar satisfeito com o nome Hegel. Não, ele não ajuda a gente. Dependendo da citação que você faz, inclusive, se você mistura Tomás de Aquino e Hegel, fica complicado. Tomás de Aquino, Hegel. Tomás de Aquino, vírgula, Hegel. Fica Fica esquisito. É melhor tomar cuidado com esses nomes. Em português. E para a gente. E tal. Quinta série. Diz o nosso querido Fernando: "Assim como todo gamer, acidentalmente, todo gamer, uma [risadas] hora ou outra, encontra o joguinho de 200 contos de graça. Não digo por onde ou por quem, mas vou jogar de graça. É, acaba, vai jogar de graça, né? A pessoa, hipoteticamente, pode jogar de graça. Hipoteticamente, consegue muitas coisas de graça. Hipoteticamente, supostamente. Diz nosso querido esquerdos autorais. Diego Bispo confunde trabalho com trabalho alienado ao criticar Marx. Até Platão tem sua atualidade, mas tem ídolo que é difícil. O texto iconoclasta do Douglas é muito bom, pragmático. [risadas] É muito massa mesmo, acho interessante. Eu, assim, o bait é complicado, né? O modo como ele manejou o bait ali, nosso querido Douglas. E eu acho que daria para não utilizar a figura do Nego Bispo para crítica. Eu não faria isso. Eu discutiria em termos mais precisos e gerais do tema. Porque Não, eu entendo a função, tá? Eu tô, só tô pensando no ponto de vista da comunicação. Eu sou muito preocupado com o diálogo e criar conexões e pontos para a gente trocar ideia. Fica aí, ah, mas é que isso, coisa minha. É, eu sou crente demais. >> [risadas] >> Diz nosso querido Gabriel. Vira Verglein de esquerda? Pô, eu perdi agora. Quem virou Verglein de esquerda? Sei lá, né? O Rubens Rio, provavelmente, do trocadilho. Mas é, a quinta série é complicado. Diz Kevin. Às vezes o paywall ajuda a ter mais tempo para ler outros textos. Isso é verdade, nunca tinha pensado por esse lado, Kevin. Mas às vezes o paywall tá te liber, é um livramento, né? Você está sendo livrado, você está sendo salvo por uma graça não divina, mas você tá sendo livrado ali de alguma coisa terrível que poderia estar em contato. Você tem um ponto. Tem um ponto. Às vezes nem sempre é bom pular o muro. Do outro lado pode ter um cão raivoso. Do outro lado pode ter um, um dono da, da residência que você tá invadindo com ódio no coração. Do outro lado pode ter problemas. Que nem quando eu era criança na cidade que eu morava, que a gente pulava alguns muros de algumas casas em determinadas situações para aproveitar determinados espaços aguados que lá tinham. Espaços grandes que continham água. Pode ser que eu tenha pulado alguns muros com alguns colegas e a gente desfrutado dessa desse ambiente, né? Cheio de água num dia quente, sabendo que determinadas famílias não estavam na região para desfrutar dessa propriedade privada. Talvez. Não que isso seja necessariamente tenha ocorrido dessa maneira. Talvez também, certa feita, numa férias com alguns amigos a gente andando de bicicleta e um amigo em especial, que tem um nome curioso, o nome de um país, de um país, ele tem o nome de um país. Um país específico aí, bem complicado. Ele falou: "Vem, estávamos em quatro pessoas" e ele falou: "Vamos lá na casa da fulana de tal, eles estão viajando e tá de boa. Tem lá um um um ambiente com água, que o Humberto Matos não gosta muito que tá disponível. E a gente falou: "Nossa, que interessante. Podemos aproveitar ao sol, ou a lua que tá lá". Talvez nós tenhamos pulado o muro. Talvez a gente se empolgou, entrou na piscina, deixamos as bicicletas ali atrás do muro, obviamente. E nunca a gente dá os primeiros pulos na água, a gente só ouve assim: "Pi!" E o portão abrindo: "Pé!" E dá-lhe moleque correndo, hipoteticamente, desesperado subindo em cadeira, tentando pular de volta o o caindo em cima de uma bike, tropeçando tudo e fugir o mais rápido possível para que não fôssemos hipoteticamente pegos no flagra. Numa piscina alheia. >> [risadas] >> Talvez isso já tenha acontecido. Talvez isso já tenha acontecido. A infância é uma coisa divertida. Talvez eu tivesse uns 10, 11 anos de idade. >> [risadas] >> Ai, interior. Ai, o interior tinha cada coisa. Mas é isso. Ah, massa, agora entendi Gabriel. Sobre o texto da metáfora teológica de religiosa do Dussel. Não, não, não. Pior que não. Não. É uma parada muito massa assim. Ele tenta encontrar os usos que Marx faz de metáforas religiosas. Ele não é o primeiro a fazer isso. Tem um autor alemão do início do século XX que eu esqueci o nome agora. Eagleton. E Ah, não vou lembrar agora. Mas é um cara que já tinha feito isso. Aí o Dussel tenta ampliar isso porque ele tem o Dussel tem um acesso a um acervo muito maior do pensamento de Marx do que esse cara. Então ele consegue fazer mais conexões e discussões interessantes. Mas é um texto para ser lido com cuidado. Diz nosso querido Fernando: "O fato do Brasil paralelo do ser pago salvou muita gente". Exato. Apesar de eles colocarem o preço mais baixo, desgraçados. Diz nosso querido Gabriel: "Já prescreveu Bruno, está suave". Que que prescreveu? Minha minha pena? Ah, é. Não, eu era menor. Também poderia ser diferente algumas coisas. E eu também não cometi nada de errado. Hipoteticamente. Nadei numa piscina. >> [risadas] >> Molecagem era complicado nos anos 90. Então Bruno, "Radical já era contra a propriedade privada desde [limpando a garganta] criança", diz nosso Tiago. Sim, sim. Contra contra. Contra piscinas. Eu era a favor de piscinas. Eu queria nadar em uma. Então a gente ia até outra região da cidade para poder fazer isso. E era legal. Ia até outro outro lugar, umas outras casas ali, que era massa. Mas é isso. Olha quanta coisa a gente tá confessando aqui. >> [risadas] >> Ai, sem contar as as bolas que ia parar em terreno baldio, em casa abandonada. Tinha casa abandonada perto de casa lá que a gente jogava bola na frente, a bola caía lá dentro. Aí aqueles terror, né, de criança dizendo: "Pô, mano, lá tem fantasma, não sei o quê". Era divertidíssimo. Bom dia, querido fazer o what, fazendo o quê? Que é ser? Que faremos? Bom dia, meu querido, como é que você tá? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Bom dia. Passando para dar um oi. Oi. Mas vamos lá, vamos pro nosso texto. Já falei muita bobagem. Aqui, ó. Pá. Nosso textinho. Vamos ler então esse texto do Dussel, um excelente marxólogo, para falar um pouquinho sobre a produção teórica de Marx, especificamente a respeito do trabalho. Eu gosto muito desse texto. E depois tem um outro autor, deixa eu pegar ele aqui. Dion. Hã. Tem um autor, cara, que o Dussel não cita, mas eu tenho quase certeza que ele influenciou ele. Hã, aqui. Esse nome aqui, eu tenho dificuldade de escrever ele. Tem um um autor, acho que ele é romeno, se eu não me engano. Romeno? Não, não é romeno. Acho que ele é ele é da escola de Ah, não lembro agora a nacionalidade. Mas é o Georg Lukács. Georg Lukács. >> [roncando] >> Ele tem um texto é, sobre a concepção antropológica de Marx, né? Sobre o trabalho e tal. Que teve um período que circulou bastante em alguns territórios aqui do do do do planetinha chamado Brasil, é, do chamado mundo, né? Esse planetinha chamado mundo, planeta Terra, esse planetinha. Nesse planetinha. E o Georg Marcos, ele tinha esse texto, acho que ele influenciou muito muito mesmo o Dussel. Apesar do Dussel não citar ele diretamente. Mas se não influenciou eles encontraram elementos muito parecidos nas análises e aí fica também como uma referência esse cara aqui. Georg Marcos. Ele tem um livro sobre o concepção antropológica de Marx e discute o trabalho, que é muito legal. Fica a dica aí. É, talvez eu o tenha e talvez eu possa compartilhar hipoteticamente com determinadas pessoas em determinado lugar exclusivo para determinado grupo >> [risadas] >> e um determinado canal. É, para quem é membro desse canal hipotético. Mas vamos lá, vamos lá, né? É um texto interessante que eu acho que vale a pena a gente conversar sobre trabalho em Marx e a produção teórica de Marx, porque esse é um ponto de partida muito importante para desenvolver outros desdobramentos do pensamento de Marx. Questão do trabalho. É, a con essa concepção de trabalho em que ele vai procurar um núcleo muito mais simples, mais abstrato sem deixar de ser relativamente concreto. Muito mais simples para em seus desdobramentos ele ir complexificando. Então esse núcleo simples, que é o a questão e concepção de trabalho, é muito importante para o pensamento de Marx, né? Estrutural para esse pensamento. E Dussel faz um comentário muito bacana sobre isso. E vamos ler lá. Como comentei já, a versão em português dá para baixar no site do Dussel. Eu vou ler em espanhol fazendo a tradução simultânea porque o PDF tá melhor, tá bom? Então aqui, no tópico 1.3, a produção em geral, né? E aqui tá indicado os os parágrafos, né? Eh, do que ele tira dos Grundrisse. Tem uma marcação específica, ele cria um índice para você ler os Grundrisse e aí depois dá para acompanhar pegando o livro dos Grundrisse de Marx e lendo eh, e lendo o comentário do Dussel ao mesmo tempo, comparando as duas coisas, o que é muito legal, considero uma ponto positivo também para esse comentário do Dussel. Bom dia, querido Guilherme, como é que você tá? Tudo bem? Chegou Lógico que você chegou a tempo. Há tempo para todas as coisas e você tá no tempo correto delas. >> [risadas] >> Isso não dá, por incrível que pareça, esse vídeo fica gravado, mas é mais legal a gente papear ao vivo, né? Mas, ó, a produção em geral, né? No nível da descrição essencial da produção enquanto tal, né? Então, no nível de descrição essencial da produção enquanto tal. Marx descrevendo a produção, o que é o processo produtivo. Os Grundrisse, para quem não sabe, são cadernos de estudo de Marx, são rascunhos. Marx, antes de publicar outro livro, eh, ou qualquer livro, ele fazia anotações, rascunhos, pensava e repensava como ele entendia determinados conceitos para depois estruturar esse pensamento, fazer uma publicação. O Juan José Bautista Segallias, por exemplo, considera, assim como o Dussel, considera os Grundrisse os Grun os Grundrisse já uma das redações possíveis do Capital, né? Marx tem os Grundrisse, os escritos de não sei quando, os a contribuição para a crítica da economia política, depois ele tem a primeira versão do Capital e a segunda edição do Capital. A segunda edição do Capital, por exemplo, o Juan José Bautista já considera outro livro, porque tem uma adição considerável de páginas e alteração muito muito impactante da própria estrutura do texto, né? Tem a é É na segunda edição que você tem o capítulo específico do fetichismo da mercadoria, por exemplo. Então, o Juanro considera que isso já é uma outra versão do capital. É um aperfeiçoamento, a segunda edição altera muita coisa. Na, nos cadernos, né, de manuscrito do Mar, do, do, do, do Marx, que é o Maga 2, o projeto Maga 2, né, dos, das obras completas de Marx. É, tem, dá uma diferença de 800 páginas, por exemplo, 800 páginas manuscritas. Aí você fala: "Ah, mas era 800 páginas à mão, tem muito rabisco, tem muita rasura". Tá, que seja 300. >> [risadas] >> Na versão final. É página para caramba. Então, o Juanro considera, por exemplo, mais uma versão do capital. Eu não lembro toda ordem, mas para o Juanro Cea Bautista Segales são seis. Marx tem seis versões de aperfeiçoamento do capital até chegar nessa, que é a segunda edição do, do, do livro um, Que eu acho legal, uma maneira interessante de ver. Mas é, é isso. Diz nosso querido Guilherme: "Infelizmente, meu pai comprou um café bem ruim, mas estou bem. Levantei cedinho e estou com a disposição lá em cima. Excelente, café e indisposição é muito bom. Eu estou feliz, mas eu não estou disposto, eu estou cansado. Não vou negar não, pessoalmente falando aqui. Mas que alegria, bom ver os camaradas dispostos e animados. Uhu!" Vamos lá. Então, des, descrevendo, eh, essencialmente a produção enquanto tal, Marx distingue ainda dois planos de abstração. Então, estamos descrevendo a produção. Eh, e na descrição dessa produção essencial, dis, distinguindo, diferenciando dois planos de abstração. É importante a gente perceber isso daí. Em um primeiro nível de generalidade ou de generalização, né, de generalidade, >> [música] >> a produção em si, como um todo independente, máxima generalidade ou a essência em seu maior grau de essencialidade. Então o primeiro nível que ele vai trabalhar é a produção em si. Que que é a produção enquanto conceito? Então utilizando aqui uma metodologia bem hegeliana, passo a passo, seguindo ali uma construção conceitual, estrutural e sistemática, ele começa do mais simples, mais simples, a produção em si. Vou descrever em termos genéricos e abstratos, do mais simples possível, a produção em si. Essencialmente o que é a produção. Quando a gente fala essencialmente, a gente pode ter a tendência de imaginar que ele está falando do mais concreto possível, o mais material possível, mas não é isso. Marx está discutindo algo concreto, algo que existe na realidade, mas abstraindo ao máximo, tendo a descrição mais geral. Na hora que ele faz isso, ele sai dessa materialidade da história efetiva, né? Assim, observar os fatos e tudo que está acontecendo, abstrai a descrição mais geral possível e a partir dela retornar para a realidade. Esse é o movimento de Marx, de ascensão e descensão, ascensão e descensão, ascensão e descensão. Marx vai fazendo isso durante todo o pensamento dele. E a gente vai fazer isso, então, tá aqui, observando a história, fenômenos sociais, vai fazer a abstração mais geral possível de descrição, vai retornar para a história. Esse retorno vai fazer com que ele faça críticas e re compreenda essa própria descrição geral. Ele vai nesse movimento constante. Tá bom? Então é importante a gente ter isso em mente aqui na nossa conversa, porque é um é um um movimento in in interessante. Então vamos lá. Do nível mais essencial que a gente tem, o mais geral, né, não necessariamente o mais material, mas historicamente determinado, senão o que é o mais geral, o mais abstrato, a produção em si. Esse é o primeiro nível. Segundo nível, em um segundo nível, a A entra em co eh entra a co determinar, se começa a se co determinar, tá? Tem uma relação mais complexa. Em um plano mais concreto, mas sempre abstrato, com respeito ao consumo, a distribuição e a troca ou intercâmbio. Então, num primeiro tempo, num primeiro momento, a produção é o mais geral, mais abstrato. Num segundo nível, eu vou começar a observar a produção em relação com produção, distribuição e troca. Vou ver aqui essa co determinação. Faz parte do processo produtivo em geral, mas eu vou começar a co determinar, mas ainda de maneira abstrata. Isso é o que Marx vai fazendo nesses primeiros passos, né? Pra entender o que que é o, o que seria a produção em si. Produção em si, produção co determinada com outras relações, mas ainda em nível muito abstrato. Pergunta muito boa o Rubens faz aqui pra gente. O primeiro, a, primeira produção individual e depois ela passa a ser coordenada, a, coordenada através da divisão do trabalho, pergunta o nosso querido Rubens. Sim e não, porque qual que é a ideia? Em termos abstratos, em níveis abstratos, Rubens, a gente pode entender de maneira individual, mas Marx não vai falar assim, ele vai falar em termos de geral, de sujeito produtor, que aí sujeito produtor, o sujeito não é a mesma coisa que indivíduo. Sujeito é quem age, quem atua. Pode ser uma comunidade, uma família, um grupo ou o indivíduo. Então, enquanto sujeito que produz, sujeito que consome, sujeito que distribui, sujeito que troca. Né? Isso é muito interessante, é é o sujeito. Porque é um nível bem abstrato, genérico, que eu posso con, aplicar pra questões individuais, como eu posso aplicar pra questões que sejam coletivos? Esse é o grau de nível de abstração que a gente tem. Um sujeito que atua na história, a ideia de sujeito, ela não é um indivíduo. Sujeito é esse grupo, esse movimento que determina sobre os objetos, que faz com que a história aconteça. Então não precisa ser um indivíduo. Pode, eu posso tanto compreender individualmente quanto coletivamente. Por isso é um nível alto de abstração. Quando entra nos termos de consumo, troca, né, essa coisa toda, já começa a exigir a participação de mais de um sujeito ou um um único sujeito que se co-determine e se correlaciona. Troca consigo mesmo, né? Então, por exemplo, uma comunidade, se eu penso em termos de coletivo e individual, ela é coletiva, mas ela é um sujeito. Um sujeito que troca entre si, que consome entre si, que produz para si. Entende? Então, é um um cuidado aí com a terminologia e o conceituação filosófica importante para a gente poder perceber o que que Marx está fazendo. Esse grau de abstração permite com que ele trate uma comunidade, uma família, um núcleo produtivo de maneira abstrata, mas enquanto sujeito, que troca entre si, que consome entre si e para si, que produz para si. É coletivo, mas é um sujeito, entendeu? Não sei se fez sentido o que eu comentei, se não, só soltar mais comentários aí, apontamentos que a gente vai aperfeiçoando. Mas em termos mais genéricos, a gente fala que há uma estruturação de sujeito, há um sujeito que age na história sobre objetos que estão disponíveis na história. Tá? Então, isso foi o nível mais abstrato possível. É que a gente tem a tendência de considerar sujeito como indivíduo e indivíduo como sujeito. Mas não, o sujeito, ele não é necessariamente individual. Então, vamos lá. É aqui onde Marx adverte a complexidade metodológica que tudo isso implica, né, os níveis que a gente tá comentando. E por isso, fará um parênteses metodológico. E aí gostei que o Dussel, ele realmente fez aqui uma metalinguagem. Ele falou: "E por isso fará um parênteses metodológico, entre parênteses". Ó, metalinguagem dentro [limpando a garganta] da própria linguagem que ele tá construindo. >> [risadas] >> E ele faz um desenho aqui que eu gosto muito. Esse esqueminha é um esqueminha maravilhoso. Isso também é um ponto pro Dussel. O Dussel, com os seus esquemas, é algo maravilhoso. Eu gosto dos esquemas do Dussel. Pra tornar mais gráfico e visível aquilo que a gente tá vendo. É um metaparênteses, exatamente. Metaparênteses. É o parênteses do parênteses. Eh, e aí vamos ver, vamos conversar um pouco sobre esse esquema e depois a gente vê a descrição que o Dussel faz do esquema, tá? Mas é muito legal porque, como Marx, ele tenta tornar gráfico o que Marx tá discutindo sobre a produção em geral. Tanto a produção em si, quanto ela codeterminada. Ó que legal. Alguns esquemas de determinações essenciais da produção. Vamos ver esses esquemas de determinações essenciais da produção. Então, quais são as determinações essenciais da produção? Inicia-se todo o processo com um sujeito. Tão vendo aqui? Dá pra ver meu cursor na tela? Não sei se dá pra ver meu cursor na tela. Espero que sim. Sujeito. O sujeito é o ponto de partida do pensamento hegeliano, da do modo como se vê a realidade. E aqui, obrigado Rubens, então tá certo. E aqui vai ser o o ponto de partida pro Marx também. O sujeito enquanto aquele que inicia o movimento, né? Que dá o o start aí, como atuante na história, diante de objetos. O sujeito, este sujeito, ele é um sujeito de necessidades. Ele é um sujeito necessitante. Ele necessita de alguma coisa. Ele não é um sujeito que está satisfeito, ele não é um sujeito que está pleno. Ele é um sujeito necessitante, ele necessita, ele precisa, ele é carente nesse sentido, né? Ele tem carência. Precisa de carinho, ele precisa de coisas, ele necessita de coisas. Porque é um sujeito vivo, então um sujeito que só consegue se manter vivo porque ele necessita de coisas que o mantenham vivo. Esse sujeito que necessita ele necessita de uma determinada Como é que eu posso falar? Uma mas é uma necessidade A, vai, necessita de algo A, dessa questão A, essa carência A, né? Para suprir esta carência A, ele precisa de algo que satisfaça sua necessidade. Essa satisfação se dá do que se chama de satisfator. Eu acho que é um termo importante da gente utilizar. Um sujeito que é necessitante, que necessita, que precisa, portanto, de algo que satisfaça a sua necessidade, de um satisfator. Esse sujeito, ele age sobre um satisfator, né? Uma matéria satisfatora para poder consumir e manter o seu ciclo de vida como sujeito, sua manutenção do sujeito. Um sujeito necessitante que precisa de um satisfator que ao ser consumido mantém o sujeito. Isso é um primeiro ciclo de determinações, né? Um sujeito que precisa de um satisfator que ao ser consumido mantém o sujeito. Sujeito que precisa de um satisfator que ao ser consumido mantém o sujeito. Beleza? Nível interessante, dá para ver. Exato, Rubens, é aí que a gente vai ter ideia de valor de uso. Valor de uso, o consumo porque é necessário. Vai vai aparecer lá na frente, lá na frente, agora não. Lá na frente, essa estrutura básica se desdobra como valor de uso para Marx. Valor de uso porque é aquilo que atende a necessidade do sujeito. Diferente do valor de troca. O valor de troca é o que é determinado pelo intercâmbio entre os sujeitos. Que vão trocar, vão cambiar. Vão distribuir entre si satisfatórios distintos. Então, sim. A partir desse esquema, lá na frente aparece como valor de uso. Só que é como é que é legal a gente ver essa construção linha a linha e esses esquemas. Porque eu já posso começar dando uma aula, por exemplo, apresentando uma formação sobre o pensamento de Marx dizendo: "Valor de uso para Marx é, valor de troca é". E aí eu tenho as definições e vou entendendo. Agora, essa construção aqui linha a linha que você vai vendo desde a base da produção em geral, a produção em si e tudo mais, vai dar sentido para esse valor de uso e para esse valor de troca lá na frente. Agora você sabe o fundamento, o ponto de partida, que faz esse desenho ficar muito mais claro. Beleza? Massa, né? Eu, pô, eu acho isso muito legal. Assim, eu acho isso muito legal. Diz o nosso querido Rubens: "Valor de troca só que só aparece na relação dinheiro mercadoria, né? Dentro do capitalismo?" Não, cara. É, ele vai aparecer antes também, em certo sentido. Mas é mais difícil da gente trocar ideia a respeito disso. Mas a gente vai chegar, porque eu acho que a os próximos passos vai, vai dar para dizer. O grande lance é que Marx vai conseguir distinguir e determinar a diferença entre valor de uso e valor de troca, porque ela durante a história, no desenvolvimento do processo produtivo, né? Da, das relações produtivas e tudo mais, essa autonomização do mercado garante um espaço para trocas que não são, não tem como você determinar de acordo com o consumo imediato desse sujeito. A troca vai ser a partir, inclusive, das necessidades diferentes dos sujeitos. É massa. Eu gosto. Me agrada. Mas a gente vai chegar lá. Então, ó, sujeito produz, que tem uma necessidade, que precisa de um satisfator uma matéria aqui, né, uma matéria tal e vai consumir. Beleza. Mas o que acontece? Isso não é mágico, né? Isso é um ciclo básico necessário para o sujeito. Mas essa satisfação, ela nem sempre é tão preparada assim. Ela não tá pronta. Você precisa produzir aquilo que vai ser necessário para satisfazer a sua necessidade. Então esse sujeito necessitante, ao atuar sobre o objeto, ele atua como produtor. Ao atuar sobre um objeto que temos aí disponível nesta realidadezinha, ele vai aparecer como produtor. Então o sujeito necessitante que vai atuar sobre o objeto como produtor, ele vai produzir algo utilizando um instrumento de trabalho, né, um instrumento de trabalho, eh, que aqui o Dussel coloca até em parênteses, né, e trabalho passado, né, porque ao você utilizar, por exemplo, uma mesma uma ferramenta que foi realizada antes, essa ferramenta que foi realizada antes é fruto de um trabalho anterior, é um trabalho passado que está materializado nessa ferramenta que dura no tempo. Então, você tá reutilizando trabalho passado. Mas utiliza esse instrumento para alterar o objeto disponível na natureza, o objeto aí que tá tá disponível como recurso, o sujeito produtor usa o instrumento atuando nessa natureza criando um objeto. Esse objeto como produto. Ele é produto externo, ele tá ali. Eu criei um produto. No processo de produção, o sujeito, utilizando os meios disponíveis, cria um produto. Este produto será consumido. Ao ser consumido, ele agora vem como satisfator novamente e esse sujeito como consumidor. Sujeito produtor que atua na realidade com mediante instrumentos necessários para criar um objeto específico, esse objeto como produto, produto que é satisfatório para o sujeito. E olha a separação que tem aqui, produto de um lado, fora do ciclo do sujeito e satisfatório quando entra no no ciclo do sujeito. É aqui, Rubens, que a gente começa a perceber a distinção entre o valor de uso e valor de troca. O produto alienado do sujeito, e aqui eu tô usando o termo alienado em genérico, né, separado do sujeito, ele é um produto que pode ser trocado, quando pode ser consumido. Ao ser trocado, ele é um produto que não entra no ciclo do sujeito satisfatório. Né, ele não entra no sujeito necessitante como satisfatório. Ele é um produto, produto que pode ser trocado. Se for trocado no sobre relações de mercado ali como mercadoria. E aqui então ele vai ter uma valorização determinada não pela necessidade do sujeito, mas nesta relação de produto separado. O mesmo produto, ao entrar no ciclo vital desse sujeito aqui, ele vem como satisfatório. O mesmo produto separado de sujeito, ele é um produto que pode se converter em mercadoria. Legal, né? Pô, eu acho isso muito massa. Só que isso a partir da da o Marx ainda não tá trabalhando sobre esses termos, ele não tá falando de mercadoria, ele não tá falando de valor de uso, não tá falando de valor de troca. Esse é o fundamento, ponto de partida para o que vai aparecer lá na frente, nas discussões mais complexas ali do do seu pensamento ao analisar ao analisar o capital, ao analisar as relações de mercado e tudo mais. Mas esse desenho aqui de de produção em geral é muito massa. Ele é ele é ele é muito sintético e auxilia muito a gente compreender essa essa estrutura básica para que seja fácil ou de maior assimilação, de de assimilação mais fácil de conteúdo bacana do pensamento maduro de Marx, né? Aquele que vai tá mais estruturado. Tá? E é verdade, Gabriel fez um comentário importante, o curso do Machado é muito bom sobre o sobre o capital, é muito bom, ele explica de um jeito muito legal. Diz nosso querido Rubens: "E esse trabalho é consumido conforme a ferramenta é utilizada?" E esse trabalho é consumido conforme a ferramenta é utilizada? Isso acontece com as máquinas que são produzidas para produzir bens de capital, é por aí? Trabalho consumido conforme ferramenta utilizada. Isso, isso, é se eu não entendi errado, meu querido Rubens está falando do trabalho passado, né? O trabalho passado é consumido conforme a ferramenta é utilizada? Sim. Sim. Isso acontece com as máquinas, também. São produzidas para produzir bens de capital, capital, exato, exato. À medida que eu vou utilizando esses instrumentos de trabalho, esses meios de trabalho, esse tem trabalho acumulado passado, né? Porque alguém fez e eu estou utilizando durante o tempo. É o que o a diferença do capital fixo e capital variável, né? Que o Marx vai fazer lá na frente, inclusive, que compõe a força produtiva. Mas isso é tem papo para outro dia, mas é isso, enquanto eu vou usando eu vou consumindo esse trabalho passado, ele vai sendo consumido durante um tempo, um tempo maior. Mas esse consumo pode ser um consumo produtivo. À medida que enquanto eu o consumo, eu produzo novas coisas. Né? Eu posso ter um consumo produtivo e um consumo improdutivo. Esse consumo produtivo, à medida que ele produz novos satisfatórios, novos satisfatórios que do ponto de vista do sujeito pode ser produtivo, mas que só vai ser efetivamente produtivo à medida que esses novos satisfatórios atendam às necessidades dos sujeitos. Porque se eles não atenderem às necessidades dos sujeitos e potencializarem o desenvolvimento da vida, da sociedade, tudo mais, ele acaba também criando um tipo de consumo que é um consumo improdutivo. Mas também é um papo para outro momento, mas é legal de de discutir, né? Essa estrutura básica aqui ela ela abre um universo de conversas, eu gosto muito disso. Mas é é isso aí, tem toda a razão, é exatamente isso. É, vamos lá. Diz nosso querido Dussel agora, né, explicando o desenho que ele mesmo fez. A produção em si, em geral, como temos indicado, supõe sempre ao menos um sujeito, como a gente viu, um objeto e na realidade duplo, né, a natureza como matéria e o produto como satisfator. Então isso também é uma distinção interessante, natureza como matéria para ser trabalhada e o produto como satisfator para o sujeito, né? O sujeito realiza um trabalho para obter um produto que é o satisfator para esse sujeito. Separado do sujeito é natureza. Entra no ciclo do sujeito como satisfator. Bem interessante observar desse nesse aspecto. Um instrumento em um trabalho passado acumulado como perícia, diz aqui o nosso querido Dussel, né, como habilidade, como recurso para a gente poder é, seguir desenvolvendo forças produtivas e novas dinâmicas de produção. Este círculo produtivo, sujeito, instrumento, objeto, sujeito, sujeito, instrumento, objeto, sujeito, ciclo produtivo. Da produção em geral deve ser estudado com deternimento ou com detenção, com atenção, com afinco, deve ser estudado com afinco, né? Nós temos aqui que tomar cuidado. E é por isso que eu inclusive escolhi esse trecho aqui, porque essa eu li esse livro, cara, em 2000 e 2015, eu li esse livro do Dussel. É, foi 2015. E quando eu comecei a ler que eu isso tá logo no início desse texto, eu já [limpando a garganta] ligou aqui a minha cabeça, já ligou aqui na minha cabeça, é, a chavezinha dessa estrutura básica do pensamento de Marx que meio que abriu várias portas para eu conseguir sair desse pensamento do Dussel e ir direto para o pensamento de Marx. Então assim é uma porta muito É uma chave para abrir porta maravilhosa. Então fica esse cuidado esse com esse desenho aqui porque é um desenho muito bom. É um desenho legal. Eu [música] gosto. Deve-se ter em conta que o sujeito, como Marx repete continuamente, é primeiramente sujeito de necessidade ou subjetividade necessitada. Essa distinção é legal também, né? É um sujeito de necessidades, não é um sujeito de preferências. Por que que é importante ressaltar isso? Porque o pensamento econômico mainstream ortodoxo, liberal, né, essa coisa toda, não trata de sujeito que necessita, trata de sujeito que prefere. A partir dos neoclássicos, isso vai ficando cada vez mais reforçado. Não é um sujeito necessitante ou necessitado, é um sujeito de preferências. E a diferença entre necessidade e preferência é gigantesca. Eu tenho necessidade de água. Eu não tenho como optar por não beber água. Eu tenho necessidade de ar. >> [risadas] >> Tenho necessidade de alimento que consiga manter minha vida por um tempo maior do que simplesmente salsicha, entendeu? Então importante a gente considerar isso. Essa distinção, ela é muito fundamental. Pode parecer uma bobagem, mas isso altera completamente. Diz o nosso querido Clay Kesley. Como é que você está Clay Kesley? Beleza, mano? Quanto tempo, velho? De boa? Se eu não estiver enganado e minha memória não estiver falhando, a minha pode falhar também. Eh me recordo que essa reflexão de Marx sobre necessidade, ele retoma em seu doutorado em Epicuro e que faz três distinções. E aí você me quebra, mas é bem capaz. Bem capaz. O que eu lembro agora da do doutorado de Marx é a introdução. Que é aquele prólogo que ele fala do do Prometeu que rouba o fogo dos deuses. E do final que ele faz o comentário sobre o dinheiro. E que é bem interessante também. Puts, mas eu não lembro agora desse Mas você deve ter razão. Você deve ter toda razão. Eu que tô moscando aqui. Mas deve ser, deve ter toda razão. Com o único adendo de que o doutorado vem eh de 1800 ou 1841. E é publicado acho que em 42, se eu não me engano. Ou é de 39 publicado 40 40 publicado em 41. É de 40 publicado em 41. Alguma coisa assim. É ali, no comecinho dos dos de 1840. E que esse texto aqui dos Grundrisse, se eu não me engano, é 1858. Talvez. 60. É, talvez. Eu não lembro. Eu tô ruim de de memória de datas. Eu sou ruim de memória de datas. Tirurudum. Diz nosso querido Ryan. Muito bom. Que bom. Que bom que tá sendo útil. >> [risadas] >> Diz nosso querido Guilherme. Eu tenho necessidade de água e preferência pelo barismo. Exato. Essa distinção é importante. Prefiro barismo, mas eu necessito de água. Então isso faz toda diferença na vida. Mas diz nosso querido Rubens. Mas com o desenvolvimento das sociedades, o que era preferência se torna necessidade, não é? Hum, algumas coisas não, alguns elementos não. Aí é o critério importante. Por exemplo, antes ter um telefone era preferência, já é necessidade. Não, socialmente falando sim. Do ponto de vista da divisão social do trabalho, da complexificação dos trabalhos realizados, hoje é muito difícil você não ter um celular. Telefone já tá mais fácil, porque o telefone fixo foi pra casa do chapéu. Mas você precisa ter o tá conectado pra poder participar do processo de trabalho mesmo, né? Socialmente. Mas é uma necessidade social distinta de uma necessidade vital do sujeito vivo necessitante. Percebe essa diferença? Para falar da produção em geral, eu falo desse sujeito que tem condições mínimas para se manter como sujeito. Aí eu tô falando de um sujeito vivente necessitante de satisfatores específicos. É claro que daí quando a gente for ir para concretude, o desenvolvimento da história e tudo mais, a gente vai ver essas outras coisas. Mas essa distinção é importante, dessa necessidade antropológica básica e da do desenvolvimento da história da sociedade com outro outros elementos aí que vão agregando, né, como necessi necessidades sociais. E aí eu acho que é um avanço importante do que o Enrique Dussel em especial, mas o Dussel também fazem diante de Marx. Porque Marx já tem consciência de que você precisa estar vivo, né? Tem que condições de estar vivo para continuar fazendo história. Ele até fala que o capital só desenvolve suas forças produtivas na destruição das fontes de riqueza possível, que é a terra e o trabalhador. O que permite a gente pensar as pessoas e a natureza, ou seja, preciso de um organismo vivo para continuar a estar vivo e uma mínima estabilidade, sustentabilidade. E isso dá para depreender de Marx. E no século XIX ele é o único que fala assim, é o único que fala sobre isso. No pensamento ocidental não tem outro falando sobre essas necessidades vitais básicas. Mas ele não desenvolve isso. E aí o Franz Hinkelammert e o Enrique Dussel, eles contribuem muito para o pensamento de Marx ao destacarem esse aspecto da necessidade vital como critério para você fazer julgamentos no âmbito econômico, político e e e mesmo avançar em discussões dentro da economia política. O Dussel cria o critério, né, de que toda ação, critério ético, de que toda ação estrutura, microestrutura, instituição, relação humana, tal, tem que garantir a as condições de produção, reprodução e desenvolvimento da vida humana em comunidade. Isso ele cria esse critério, inclusive, a partir de Marx. E o Rinkelamert trabalha sob esse mesmo critério, repensando a economia, repensando a economia considerando esse elemento básico de garantir as condições de produção e reprodução da vida. A gente até trouxe aqui em algum momento, no no no nosso canalzinho, uma discussão sobre isso. Sobre um cálculo econômico que considera os dejetos, né, os rejeitos e também em certas condições de produção de vida, que o Rinkelamert faz, que é muito bacana. Então, fica aqui as dicas e comentários. Tô até com ideia de na semana que vem trazer esse tema, hein? Então, agora agora me atiçou. Mas é importante a gente fazer isso. >> [risadas] >> É nós, que isso? Pois é, estou muito tempo, é, pois é, muito tempo. Estou chegando em casa. Estou dirigindo. É melhor você estar dirigindo. É melhor se não eu não confessar que você está dirigindo. Se eu encontrar eu mando a referência. Ainda bem que ninguém sabe onde você está dirigindo. E evita aí contravenções. >> [risadas] >> Diz o Gomes: "Sim, a divisão entre biologia e sociologia". Perfeitamente. E diz o nosso Guilherme: "Seria o café uma necessidade social laboral"? É, se tornou, se tornou uma necessidade social laboral, sem dúvida. No meu caso, até de existência, né? Necessito de café para existir, não que é um problema danado para a minha vida. Mas, vamos lá. Voltando aqui, mais um pouquinho. Se é, pode se satisfazer sua necessidade, né? Se pode, se pode satisfazer sua necessidade com objeto natural, uma fruta à mão, o consumo não estará mediado por um ato produtor. Isso é muito interessante também, né? Por por Tá lá John Locke. John Locke falando sobre a propriedade privada e o direito à propriedade no raio dos primeiro e segundo tratado, na verdade no segundo tratado sobre o governo. Baseado no primeiro que é uma discussão completamente bom, com todo o respeito ao John Locke sem sentido. Mas tudo bem. Dito isso, mas vai lá o John Locke falando sobre o negócio e que se eu pego uma maçã na árvore é uma propriedade minha e não sei o que lá. Ai que preguiça. Dito isso, aqui é, se eu posso satisfazer a necessidade com objeto natural, a fruta à mão, o consumo ele não está mediado por um ato produtor. Eu simplesmente fui lá e peguei a maçã. Eu não produzi nada. Não foi um ato produtor. Foi um consumo imediato. Não precisou de um processo produtivo. Não há um trabalho realizado nesse sentido. Tudo bem? Isso isso é importante porque essa distinção também desarma um monte de groselha dita por nossos queridos amigos liberais. Não haverá uma nenhuma produção. Somente no caso de que o objeto natural satisfator não esteja à mão terá que ser produzido, né? Então, casa, eu posso te contar a caverna e não produzir nada e fico lá na caverna. Um abrigo naturalmente estabelecido e fico lá no abrigo. Outra coisa, outra coisa aí é se eu realizo uma produção de uma casa, de um abrigo, de uma oca, de um lugar que o proteja da chuva, do frio e do relento, né? Aí eu tenho um ato produtivo. Completamente diferente uma coisa da outra. Beleza? Pô. Distinções importantes para a vida. Pô, querido Fred, muito obrigado pelo carinho. Obrigado aí. Um salve que um arrego pro cara pro cara. Obrigado, obrigado. Deus abençoe sua vida. Deus abençoe sua vida. Obrigado pelo carinho. De coração. Valeu demais, pô. Aí sim, hein. Aí sim, vitória trabalhador. Já aí já dá praticamente duas passagens de metrô. Pô, valeu demais. Agradeço de coração. Valeu mesmo. Eh, obrigado, cara. Obrigado [limpando a garganta] mesmo. Então, não tá a mão, né? Tem que ter tem que ser produzido a desgraça do abrigo. Então, ou qualquer outra coisa, né? Vou ter que se eu quiser uma com a fruta com regularidade, aí eu planto a árvore, a árvore vai surgir, aí sim, eu vou pegar a maçã da árvore que eu plantei, que eu cuidei, que não sei o quê. Teve trabalho envolvido para depois você poder manter esta árvore, aí sim, tem trabalho envolvido. Só ir lá e pegar a fruta já isso isso é Moscou. Aí não tem trabalho envolvido. Importante essas distinções. O sujeito necessidade ou no sujeito necessitante, né? Se transforma assim em sujeito produtor, né? Na hora que ele tem que realizar um trabalho para poder produzir o seu satisfator. Que na realidade e para o próprio Marx, não é então a primeira relação do homem eh com a natureza, né? Então, isso aqui ele já tá dando uma puxadinha de orelha em certas interpretações marxistas. Há discussões aqui a serem levadas a cabo. Ainda no caso da satisfação da relação sujeito necessidade e natureza é relação material. Mas a natureza não será neste caso matéria de trabalho, né? Porque só vai ser matéria de trabalho quando você realizar o ato do trabalho. É isso que importa. É isso que importa. Ô, louco. Muito obrigado, Fred. Agora sim, cão. Agora a gente vai abusar hoje. Vai ter uma cerveja no fim do dia. Obrigado, mano. Obrigado pelo carinho. De verdade. Valeu demais. Vai ter hoje uma cerveja no fim do dia para encerrar a lata no fim do dia. Eh, nesse caso será um eh não será um caso de matéria de trabalho. É matéria de trabalho quando o sujeito precisa produzir. Aí a natureza é matéria de trabalho. Se ele simplesmente pegou o que estava disponível sem um ato de produção, sem um ato produtivo, aí não dá, Em um materialismo marxista, que sempre é produtivo e não cosmológico. Também é algo importante, porque a gente tem que distinguir uma concepção materialista como a natureza, né? Ah, mas a natureza é material, e tal, não sei o quê. Eu falei: "Não, sim, sim, sim, sim, sim". Mas é é um materialismo de Marx é um materialismo que considera a ação humana com certa distinção qualitativa, né? Porque ela produz, ela é produtora de seus satisfatores. Então isso é importante. Senão matéria de desfrute, de satisfação, como conteúdo, aí ele gasta o alemão, in halt, da eh da necessidade, sentido ainda mais essencial e fundamental do materialismo do gozo. Olha que palavra bonita. Dia do gozo, o materialismo do gozo. Hum, Dussel. Você sala, malandrinho, né? Mas do desfrute, de você gozar dos materiais necessários, de você gozar aí de daquilo que você precisa, de desfrute da vida, da alegria, da felicidade de um Marx desconhecido frequentemente. >> [risadas] >> Não sei se vocês lembram quando eu eu li aqui, pô, ficou muito bonito essa leitura, até chorei lendo. O as dedicatórias que eu fiz no meu trabalho de dissertação de mestrado e da tese de doutorado, eu fiz dedicatória para minha companheira e para minha filha. Em ambas eu acabei falando sobre o trabalho, né? Em ambas eu falei também sobre a necessidade de fazer de tudo para que elas para que as pessoas, né, que fazem parte da minha família vivam. E isso eu fui muito influenciado por esse texto do Dussel aqui. Essa leitura de Marx que ele faz. Porque eu comecei É ver esse ato produtivo, esse ato do trabalho, de realização do trabalho, como ato de desfrute, né? Como ato de você produzir aquilo que é necessário para a vida, como satisfator. E isso não é só o sofrimento, porque o trabalho alienado, o trabalho como a gente tem socialmente determinado, que rouba tempo de vida, que tá, ele não produz aquilo que te satisfaz, que te traz alegria, felicidade, que te traz gozo, desfrute. E quando eu li isso do Dussel, isso me mexeu muito comigo, porque produzo aquilo que também me traz desfrute, produzir aquilo que também me dá vontade de viver, que me dá gana para a vida, saca? E isso realmente é um marco Marcos desconhecido, por isso que a Suzy, né? Suzy Piza quando leu meu meu trabalho e no no dia da avaliação, né? Da banca quando a conheci, ela leu e falou: "Quem disse que marxista não sabe falar de amor, né?" >> [risadas] >> Exatamente que eu comecei a perceber essa relação de trabalho, de garantir tempo de vida, de de você produzir o necessário para a vida, também como esse ato de gozo, de desfrute, de aproveitar, cara, que coisa boa, né? E a tristeza de ter um trabalho alienado não é só uma tristeza do tipo: "Ai, caraca, exploração", tal, é óbvio, a gente vai ter esses termos, mas eu a tristeza de não poder desfrutar da vida que eu tenho, né? Não poder desfrutar dos amigos, das amigas, de ter tempo com a família, de uma coisa que eu gosto muito, de cozinhar para as pessoas, né? De cozinhar para as pessoas é coisas que eu gosto e que fiquem boas, que elas comam e desfrutem e que eu veja as pessoas felizes com aquilo que eu cozinhei, eu gosto, cara, tipo: "Pô, que legal, né? Que que que da hora, que momento gostoso", produzir um trabalho satisfator, esse satisfator, esse produto satisfator é um satisfator de necessidades, a necessidade material de estar vivo, vivente e a necessidade de você participar desse ritual de comer junto, de alimentar, que dá que é da alegria, que você se diverte, que também é uma necessidade humana. A gente pode usar até o termo que o mesmo Marx, em determinado momento, utiliza, uma necessidade espiritual, não no sentido abstrato, de fantasminhas rodando por aí, no sentido dessa relação social interpessoal que nós temos enquanto seres humanos, de dar significado e sentido para as coisas, que vai para além só do comer a comida. Que tem o processo de produzir, tem a alimentação, tem o estar junto, tem o comer junto, tem o agradecer a comida, né, quem fez a comida, quem produziu, e essa troca de de de de carinho, de afeto, de cuidado, que faz parte do processo de necessidades e satisfatores. Não é bonito? Pô, isso é muito importante, cara, e o capitalismo rouba essa merda da gente, tá ligado? Ele diz, ele destrói a nossa vida, inclusive nesse sentido de significados, inclusive nessas experiências. Eu tenho certeza que todo mundo aqui tem tem memórias de de vivências, de coisas que pôde desfrutar, que se conecta muito à mesa, a estar junto com as pessoas. Alguém que tá trabalhando e produzindo coisas que você satisfaz e desfruta. Pô, que legal, né? A gente compartilha trabalhos entre a gente para desfrute, para aproveitar, não é só para troca e para mercado. Aí a tristeza da vida de um liberal, que tudo tem que ser trabalho trocado. Que aí vai ser muito mais importante se eu tô vendendo, produzindo comida para vender do que produzindo comida para satisfazer uma comunidade, uma família, um grupo, os amigos, Todas as ações elas têm que ser comercializadas. Pô, mas você tá você não tá entendendo o que é a vida, tá ligado? Você não tá entendendo. Você Pô, é a é a conversa importante. Eu acho esse tipo de conversa muito importante. Além da discussão econômica, da militância ou junto dela, esse tipo de papo, porque é um papo que conecta a nossa vida, nossa vida profunda, nosso coraçãozinho, né? Diz o nosso querido Guilherme: "Então aquele vídeo do Nego Bispo dizendo que marxismo é a mesma coisa que capitalismo porque o mundo trabalho tá errada?" Tá. Perdão ao Nego, mas ele tá errado. A leitura que ele faz de Marx eu eu acho ruim, bem ruim. Bem ruim. Porque também tá muito mediado pelas relações que ele teve com o pessoal marxista que também não foram muito proveitosas. Tristeza do tempo roubado mesmo. Exato. Nossa gente, pelo amor de Deus. Diz o nosso querido Guilherme: "Fazer atos de serviço para quem amamos é maravilhoso". Nossa, é uma delícia, cara. É uma delícia. E é trabalho, né? É você produzir o satisfator. É é muito legal. A turma acha que marxista, diz o Borduno, né? A turma acha que marxista não pode contar piada, ter piscina, se divertir, ter coisas. >> [risadas] >> Marxista não é o dementador não. Exatamente. É. Marxista é o cara que vive ali só para ficar marxistando, né? No sentido negativo do termo. Fica Fica só para dizer: "Propriedade privada é roubo". É o marxista é só esse cara, não é o cara que desfruta da vida. Não é uma pessoa que tem uma militância e que quer um mundo distinto, né? E alterar as relações de produção. Não, não é. É só um militante. Marxista é a identidade dele é militante. Então ele não desfruta. Ele tá sempre puto. >> [risadas] >> Esse pessoal precisa de família. Não é brincadeira, mas a gente tem que ter esse cuidado, cara, assim. Eu eu eu às vezes fico um pouco chateado. Já comentamos isso aqui no canal. Com o tipo de produção que a gente tem sobre comunismo, sobre marxismo, você sempre um ponto reativo, tá sempre puto, tá sempre não sei o que lá. Pô, cara, é só isso que a gente produz, que a gente se relaciona, que a gente tem de conteúdo e de e de de pontos de contato, né? Não, cara. A militância ela se dá de muitas maneiras, inclusive nas relações interpessoais, de cuidado, de sonhar junto. Vivenciar outras coisas. A história se dá nesse nesse processo. Necessidade humana, exatamente. Exatamente, Rubens. E diz o Rubens: "Em cima de tudo isso ainda tem o ritmo do trabalho que atualmente é insano". Perfeitamente. O volume de trabalho é surreal, não sobra tempo para quase nada, apesar de produzirmos demais. Exato. E tudo comercializado, né? Tudo mercantilizado. As relações viram de cliente e e e prestador de serviço, né? É horrível. É horrível. Em sala de aula, a relação é de cliente e prestador de serviço. Em em tudo, tudo. Ai, é uma tristeza. Rouba essas oportunidades de trocas humanas que dão significado. Por isso que eu gosto de produzir algum conteudinho conteudinho aqui que que vai nessa linha, sabe? Eu acho importante. Talvez seja uma utilidade que eu tenha, espero. Diz o nosso querido Guilherme: "Eu entendo que comer junto é um dos pilares da sociabilidade". Exato, junto com a fofoca. São dois pilares: comer junto e fofoca. Fofoca é um elemento fundamental da sociabilidade humana. Seja em família, seja em um almoço executivo, seja um encontro com o parceiro romântico. Perfeito, perfeito. Tá junto. É gostoso demais, cara. Bom demais. Gostoso mesmo, né? Diz o nosso querido Keisy: "Encontrei tese de doutorado {dois pontos} do Marx, provavelmente, né? Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro foi apresentada eh e aprovada na Universidade de Iena em 15 de abril de 41, exatamente, 41. Ó. Parabéns pelo seu trampo". Valeu, Keisy. "Venho te acompanhando há algum tempo". É, espero que seja útil. Espero [risadas] que seja útil. Valeu. Valeu, Rubens. Valeu, Rubens disso. "Seu conteúdo é bom demais, Bruno". É só às quartas-feiras. Meu conteúdo da segunda é ruim, terça é ruim, quinta é ruim, sexta é ruim. Na quarta é bom. Então, quarta-feira, vocês apareçam aqui. >> [risadas] >> Pois é isso, pô. Mas é legal. É um tipo de leitura que que me agrada, me agrada muito, assim. Essas essas estruturas de pensamento. E tipo, aqui a gente tá fazendo uma análise, não sei se se vocês perceberam, teórica, né? Acadêmica, que fundamenta desdobramentos do pensamento de Marx lá na frente, mas que não rouba da existência Jesus Cristo, põe o pé no chão. >> [risadas] >> A gente aproveita. Mais um pouquinho. Para um sujeito produtor, diz o Dutra, né? As coisas aparecem como instrumentos para produzir a partir da natureza dos objetos satisfatórios, de que necessita, né? Que lhe faltam. É uma carência, tá faltando coisa, então tem que produzir. A produção é assim, negação, gasto de energia ou morte, isso é importante. Produção enquanto negação. Por quê? Quando você você tá necessitando de algo, tá em falta, o cálculo inicial seria, então deixa eu só recuperar essa energia que me falta. Mas na verdade é, para eu suprir isso que me falta, eu preciso produzir, eu vou ter que ter um gasto de energia. Então eu nego, >> [risadas] >> eu nego, eu eu tiro, eu realizo um gasto, né? Que o Dutra até usa o termo morte, né? Eu estou tirando mais força vital para negar a negação da fome como necessidade, por exemplo, né? Então a minha falta, eu tenho uma falta, uma necessidade, fome. Aí seria comer imediatamente, não, eu vou gastar um pouco mais de energia para poder negar essa minha essa minha falta. Ele usa essa brincadeira da negação da negação. Eu vou aumentar essa falta, negar aquilo que já está sendo negado, né? Eu tô faltando energia, eu vou gastar até um pouco mais de energia para no final ter um resultado que recupere essa energia e ainda me entregue um a mais, um excedente. Então, eu gosto desse exemplo de comida, comida é bom. Por quê? Eu vou produzir aqui um uma comida, aqui em casa, sei lá. Fazer uma um creme, um creme de legumes nesse friozinho que tá em São Paulo. Fazer um cremezinho gostoso que eu gosto de fazer. Cremezinho que minha filha pede para eu fazer vez por outra. Fazer um creme. Aí eu vou pegar lá batata, vou pegar mandioquinha, pegar cenoura, pegar bacon, linguiça, pegar cebola, pegar alho, né? Se quiser colocar um um brócolis bem picadinho, né? Bom também. Põe esses trem lá, faço o creme, faço com os pedacinhos de umas parada bem gostosa, tempero com aquele salzinho gostoso, com um pouco de pimenta, com um pouco de de noz-moscada, dá um ar um cheirinho gostoso também. E [roncando] quem sabe até chimichurri para reforçar o legume, mas aí eu acho demais. Mas põe tudo esse trem lá, bate, faz o creme. Fiz o creme. Eu gastei tempo de vida, gastei energia, gastei o fogo, gastei esse bagulho todo, né? Mas gastei todo esse bagulho para no final, ao consumir isso que eu gastei, me dá um excedente de energia para que eu viva um pouco mais. Ela não recupera só o que eu perdi, ela recupera o que eu perdi e me dá um a mais para manter até o dia seguinte ou até a próxima refeição. >> [risadas] >> Veja que é um ciclo interessante, né? É um ciclo interessante de se pensar. Um uma me falta algo, eu gasto energia para faltar esse negócio, para daí a gente conseguir, ao consumir esse produto realizado com esse gasto, negar as duas negar a fome, negar esse negócio e ainda conseguir um excedente de de de energia de vida para o próxima refeição, para mais um tempo vivendo. É muito massa essa dinâmica. E aí o Dussel tá utilizando essa dinâmica dialética para explicar para gente esse movimento de Marx. Muito massa. Muito massa. Acho sensacional. Pergunta Gabriel: "Há live de culinária proletária quando?" Só para membresia, a gente faz em algum momento. A gente vai fazer em algum momento. Bom dia Peca, como é que você tá, mano? Diz Ederson Peca: "Bom dia, tô com fome, me adota". É. Não sou capaz de adotar um adulto. Eu já já tenho uma criança que come como um adulto. Eu cozinho para três adultos em casa e nós somos apenas dois adultos e uma criança. Então, não sou capaz de agregar mais um adulto, perdão aí pela minha incapacidade. Então, a produção é assim, negação, gasto de energia para negar a negação, a fome como necessidade, por exemplo. A produção é atualidade da vida para reprodução e subsistência da vida, como veremos. Então, muito importante de se considerar isso. Esse excedente que vai ser realizado, né? Que vai ser produzido. Eu gasto energia, gasto insumos, gasto recurso para não consumir o produto realizado por esse processo, eu ter recuperação da energia que eu gastei mais um excedente. Genial. Eu acho isso assim, um requinte de genialidade maravilhoso. Eh, e aí, vou ler um último parágrafo aqui do Dussel para a gente fechar, que é a explicação do desenho que a gente já explicou, mas é legal ver o autor explicando. O círculo da necessidade A funda o círculo da produção B, né? Então, voltando aqui para o desenho. O círculo da necessidade A funda, fundamenta, né? Dá sentido para o círculo da necessidade B, que é quando entra o processo produtivo. Sujeito que necessita, que precisa de um satisfator que ao ser consumido mantém o sujeito vivo. Esse é o ponto um para pensar a produção. Ele funda, ele fundamenta a próprio processo produtivo do sujeito necessitante ou necessitado, que vai produzir mediante instrumento, utilizando a natureza como objeto, um produto. Mas esse produto, esse processo produtivo, ele só é realizado porque primeiro você tem um sujeito vivo necessitante. Por que que isso é importante? A referência da economia do trabalho econômico, da produção econômica. A dife, a essência da economia é o sujeito humano vivo. Ela, é a referência para você fazer qualquer planejamento econômico. Qual é o problema? No mercado capitalista, no mundo capitalista, este sujeito é negado. Esta necessidade fundamental que funda o porquê produzimos e para quê produzimos e para quem produzimos, quando isso é negado, fecha-se um círculo aqui que eu sou, círculo da produção que abstrai o sujeito e vira o círculo do mercado capitalista e da produção capitalista. Não é mais pessoa, é força de trabalho. Percebe? A produção não é para atender as necessidades dos sujeitos, mas as preferências dos consumidores. E o produtor não produz para satisfazer necessidades, mas para vender no mercado e obter lucro. Porque há uma cisão aqui nesse processo. O processo da produção, ele acaba alienando o sujeito produtor. E lembrando que sujeito aqui não é indivíduo, é quem realiza a história, a humanidade. O mercado se torna referência para a economia e não os seres humanos que organizam o mercado. Macatso, é esse o ponto de Marx. Aí começa a crítica científica, científica, >> [risadas] >> da economia liberal. O sujeito tá vivo, ele é referência para a economia, não é o mercado. A produção social só tem sentido se ela garante as condições de produção e reprodução dessa própria sociedade. Se ela destrói ou entra em contradição com essa reprodução, esta economia está mal planejada, está mal fun, é, ela não funciona adequadamente, ela está errada. E não é errada do ponto de vista humanista, do ponto de vista abstrato, não, do ponto de vista de que ela não se sustenta. Ela destrói quem produz e quem consome, porque quem produz e quem consome é o sujeito vivo, que necessita e não o mercado. O mercado não produz, o mercado não consome. Se ele é a referência para o processo produtivo, ele é o critério, ele destrói as condições de sua própria existência, porque ele não atende às necessidades do sujeito, sujeito necessitante que precisa de satisfatórios e os sujeitos são pessoas, a humanidade. Dá para negar isso? Não dá. Não dá para negar esse ponto. Marx ganhou, zerou o game. Essa crítica daqui para frente, você não tem como aceitar o mercado liberal solto por aí. Você não tem como aceitar o ancapistão. Você não tem, não tem como. É básico, gente, pelo amor de Deus. Aí fala: "Não é assim, olha a janela". Abra a janela da sua casa. Abra a janela da sua casa e vê se você consegue respirar, por exemplo, numa cidade como eu moro, como São Paulo. Tá conseguindo respirar? A água tá garantida? O clima, o ambiente que você precisa respirando, vivendo, tá estável? Tá adequado? Você tá se alimentando bem? Tá tendo tempo? Todo esse processo são efeitos daquilo que é a sua própria causa, é o modo de organizar a produção e reprodução da vida, não para atender às necessidades dos sujeitos, mas das preferências de consumidores que são atores dentro de um mercado, na verdade, o próprio funcionamento do mercado. E aí destrói as condições de produção e reprodução da vida da própria sociedade, que são as pessoas. É o ambiente em que essas pessoas estão inseridas. A terra e o trabalhador, como diria Marx. Isso aqui é genial. Gênio. O homem era gênio. Gênio e crítico e gênio e crítico. Seria então investimento? Pergunta o Guilherme. Sim, um investimento material, né? Materialmente é um investimento. Não é para ganhar dinheiro abstrato com Bitcoin, né? O dinheiro trabalhar para você, isso não existe. >> [risadas] >> Diz nosso querido Rubens: "E isso acelera a produção. Você produz 400.000 calças em um ciclo e nem consegue vender todas. Umas vão até para o lixo, só gastando recurso e produzindo nenhum satisfatório". Exato. O crise da superprodução. Diz nosso querido Ederson: "A água da Sabesp aqui no ABC já tá vindo até temperada". Aí, ó, que delícia. Vem temperada e turva. Gosto, gosto de Coca-Cola, Coca-Cola. Ai, meu Deus. E ambos, né? A necessidade eh do círculo da produção, né? O círculo da necessidade e o círculo da produção, ambos fundam materialmente o círculo econômico propriamente dito. Para Marx, em seu materialismo histórico, o sujeito necessitado, né, ou o produtor, funda a matéria em sua essência. Como conteúdo consumido da necessidade ou como o com o que consumido constitui o objeto produzido. É o que a gente comentou agora. O sujeito funda a economia. A pessoa, a humanidade realizando a história é o fundamento da economia. Não ela por ela mesma, não mercado por ele mesmo, não o capital por ele mesmo. O sujeito histórico é anterior. O sujeito é o a priori da matéria. Isso é uma uma expressão interessante. O sujeito é a priori da matéria. É o próprio sujeito que constitui matéria a ser consumida e realizada, né? Primeiro está o sujeito histórico como trabalho e depois está a natureza como matéria. Esse é o conceito de materialismo histórico ou produtivo. Materialismo histórico ou produtivo, porque o sujeito, a referência do ser humano é o ponto um para você pensar o resto. Não existe matéria sem sujeito que a funde, que a constitua como objeto de trabalho, como satisfator. O sujeito é a referência. Se a matéria, como massa física, astronômica, cosmológica, é o anterior ao sujeito, o materialismo ontológico, cosmológico, intuitivo, ingênuo, é questão secundária para Marx. A fo, é, o e o fora do seu discurso científico, né? E fora do seu discurso científico, já que são postulações filosóficas, no mau sentido da palavra. E do qual Marx nunca se ocupou em seu discurso científico central, fundamental, teórico, que tem hoje para a América Latina um sentido político, é, fundamental. E voltaremos isso sobre o tema, mas depoismente. E nós também voltaremos mais depoismente sobre o tema. Gostaram? Massa? Como é que foi o papo? Eu curti. Foi legal nosso papo hoje. Rendeu o papo, hein? Rendeu conversa, rendeu conteúdo legal. Que espero que seja útil. É, a, a, acha, quem, quem, quem, quem puder, né, quem achar interessante con, conversar com os coleguinhas, acho que esse, esse vídeo aqui pode ser útil para falar sobre economia, sobre fundamento do pensamento de Marx, dar as dicas aí, que acho que é legal, é legal, vale a pena. Produção teórica de Marx aí, desde o seu ponto zero um. Massa demais, massa demais. Muita massa. Muita massa. Mas é isso, minha gente. Eita nós. Quarta-feira, quase fim de semana. Quase fim de semana. Tô animado, apesar de cansado, exausto. Vamos ouvir músicas que nos deixem felizes ou irritados ou, sei lá, que expressem algo que a gente precisa nesse momento. E com aquela sensação de invencibilidade apesar da desgraçeira e bagaceira que tá nesse mundo. Mas é isso meu povo. Muito obrigado pelo carinho. Fiquem bem, tenham uma excelente quarta-feira, uma excelente quinta-feira, uma excelente sexta-feira, um excelente sábado, um excelente domingo e nesse processo todo de quase fim de semana e fim de semana efetivamente. Cozinhem para as pessoas que vocês gostam, façam comidas gostosas, chamem o pessoal para trocar ideia. Se você não sabe cozinhar, aprenda algum prato simples, pega no YouTube, gasta um tempo aí fazendo uma parada legal ou pega uma receita >> [música] >> na internet para que todo o mundo desfrute e você aproveite este gozo da vida de estar junto e comer junto. Beleza? Fiquem bem, se cuidem. E muito obrigado, ah, muito obrigado Freddy por mais um carinho meu, meu bom, muito obrigado aqui por mais um carinho. Freddy diz: "Ao contrário de todo mundo que não conhece o comunismo [música] e odeia, eu não conheço e amo". É isso. Não conheço mas já amo. Espero que seja útil esse papo. Ah, vamos indo, vamos indo que sobreviveremos e seguiremos por aqui. Sempre, sempre, [música] sempre. Trazendo a boa nova. >> [música] [música] >> Valeu, fiquem bem, Deus abençoe, em breve voltaremos semana que vem para falar um pouquinho mais sobre essa coisa toda. Tamo junto. >> [música] >> É nós, se cuidem. Valeu, falou, ah, fica a dica. O áudio Nowhere é, Nowhere Generation do Rage Against the Machine. Muito bom. Tchau, valeu.