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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: COMENTANDO A PRODUÇÃO TEÓRICA DE MARX (SOBRE A PRODUÇÃO EM GERAL)

🔴AULIVE: COMENTANDO A PRODUÇÃO TEÓRICA DE MARX (SOBRE A PRODUÇÃO EM GERAL)

🔴AULIVE: COMENTANDO A PRODUÇÃO TEÓRICA DE MARX (SOBRE A PRODUÇÃO EM GERAL)

Pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
>> Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade e uma utopia,
livres do rio ao mar. [música]
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
Guerra [música] aos senhores, ouçam
nossa voz.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunhas
ser terra ao sol.
>> [música]
>> Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final. [música]
Filosofia,
economia, sociedade e religião. [canto]
Praticamos a pinologia diplomada,
>> [música]
>> fazemos propaganda e agitação. Fé,
ciência do mundo, luz, testemunhas ser
da [música] terra ao sol.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova, [música]
todo dia útil até a vitória final.
>> [música]
>> Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade [música] e uma
utopia, livres do rio ao mar.
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
Guerra [música] aos senhores, ouçam
nossa voz.
O pressuposto de toda a existência
humana e, portanto, de toda a história é
que pessoas têm que estar em condições
de viver para fazer história.
Fé e ciência do [música] mundo, luz,
testemunha ser da terra o sol.
Seguimos trazendo [música] a boa nova
todo dia útil até a vitória final.
Fé
>> [música]
>> e ciência do mundo, luz, testemunha ser
da terra o sol. Seguimos trazendo a boa
nova todo dia útil [música] até a
vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil até a vitória final.
Fé e ciência [música] do mundo,
luz, testemunha ser da terra o sol.
>> [música]
>> Fé,
seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até a vitória final.
>> [música]
[música]
>> E aí, bom dia.
Tudo bom?
Bom dia, como é que vocês estão?
>> [música]
>> Espero e desejo que bem.
O som tá bom? Tá muito alto? Tá
estourando?
Tá de buenas? Espera aí, para deixar
mais agradável o sonzinho aqui no fundo,
a musiquinha gostosa.
O som tá bom?
Fala aí minha gente.
Que quarta-feira bonita, não sei porque
mas eu tô animado esses dias, apesar de
estar exausto, exausto, completamente
cansado.
Mas eu tô animado. Bom dia meu querido
John, John Harley, como é que você tá
mano? Tudo bom cara? Salve camarada,
espero desejo que bem, espero desejo que
esteja tudo em paz por aí.
Assim como Rubens, como é que você tá
mano? Sempre bom ter você por aqui com a
gente. Bom dia mano.
Bom dia, estamos aí, estamos aí no
pedaço ou nos pedaços que nos cabem.
Aí estamos.
Bom dia Carapa, como é que você tá mano?
De boa?
Espero desejo que sim.
Talvez nós nos encontraremos bastante
vezes essa semana aparentemente.
>> [risadas]
>> Bom dia meu bom.
Ai ai que massa, grato aí pelo apoio de
sempre, de coração.
Fala Kevin, nosso totalmente excelente
Kevin, como é que você tá mano? Tudo
bem?
Feliz aí, já está lingardizado?
Já está lingardizado?
Aqui é corintiano meu amigo, é só
alegria dentro da tristeza.
E bom, o som tá ótimo, o bom tá ótimo.
O bom tá som.
O bom tá som, o bom tá ótimo.
Bom dia meu querido Fernando Templário,
Templário 4528, tudo bom? Como é que
você tá? Bom dia Bruno Radical, Reque
Dau, cada um fala do jeito que dá né?
Cada um sai de um jeito. Pra mim o
mais divertido foi o o
o Iago Martins falando meu nome, foi o
mais legal. Eu isso tenho que dar pra
ele como né?
Reconhecimento, porque
eu realmente fiquei impressionado quando
ele soltou aquele ar meio anime né?
Bruno Reque Dau, eu falei caraca,
sou eu. como se fosse um anime. Gostei".
É um Brunotaco.
Para mim o som tá bom. Aí então, se para
você tá bom, tá bom para todo mundo.
Você é a régua universal, Rubens. Todos
sabemos disso.
>> [risadas]
>> Só aguardando a estreia do nosso save de
Football Manager. Exato.
>> [risadas]
>> Cara, eu nunca imaginei que eu ia viver
para ver aquelas coisas malucas que a
gente fazia no FM, no CM, é, finado CM,
ou mesmo no Brasfoot e Alifoot, de
repente ter uns gringo aleatório colando
nos times de cá. Eu fiquei
impressionado. Então, já estamos aqui,
ó.
Lingardizados.
>> [risadas]
>> Depois de Depay, né, estou depaizado,
agora estou lingardizado. E vixe, mano.
Já era, já era.
Cara, estão ganhando a gente muito
fácil. Quero saber o nosso querido Zaka,
né, Zakaria Labyad,
como é que é que é a comemoração dele.
Será que ele tem uma comemoração
específica? E a gente vai ter que criar
uma
uma comemoração para ele? Ele vai
inventar? Ia ser legal.
Pergunta do nosso querido John.
"Os dois dedos falou sobre você? Muita
groselha, imagino". Não, não, ele finge
que eu não existo, né, assim,
obviamente. Mas é que teve uma vez que
eu comentei um vídeo do
Abner Henrique, nosso querido Abner, um
beijo, Abner. E o Thiago Santinelli,
nosso querido Thiago Santinelli, um
beijo, meu querido Thiago Santinelli.
É, que eu comentei um vídeo deles, que
eles reagiram a um
conteúdo [música] tenebroso do Iago
Martins sobre marxismo cultural.
E aí o Iago, em vez de responder o vídeo
dos cara ou fazer qualquer parada, ele
quis dar aquela surfada no hype, né,
óbvio. Foi, "Eu prefiro não responder.
Prefiro manter aqui, dar a outra face".
>> [risadas]
>> E aí ele foi ler os comentários do
vídeo, em vez de falar sobre o vídeo. E
aí falando, "Olha, ele uns esquerdistas
aqui apoiando, né, esses dois aqui e
tal". E aí ele viu que meu nome tava lá.
E até então ele tinha ignorado minha
existência, mas eu sabia que ele sabia
que eu existia, porque eu tenho fontes.
Tenho muitas fontes, infiltrados em todo
lugar.
E aí o
ele falou: "Olha aqui, tem um
esquerdista cristão, um tal de Bruno
Requeidão". É maravilhoso esse esse
áudio. Eu
é muito bom. Bruno Requeidão. E aí ele
falou: "É".
E o comentário era bem simples, era só
assim, pro Iago, pro pro Abner e pro
Tiago eu disse: "Toma aqui seus esses
dois dedo de like". Era só isso.
Mas é.
Foi oportunidade. Aí depois ele comentou
que eu sou irrelevante, mas aí foi no
Twitter, mas aí tudo bem.
Mas aí eu gostei também de ser lembrado
da minha irrelevância.
O som tá limpinho, bonitinho, tá bom.
Ai, que delícia. Maravilha.
>> [risadas]
>> Obrigado por reconhecer. Nem todo mundo
aceita o meu papel de régua universal,
infelizmente, diz Rubens. É, eu sei,
cara. Não é fácil, não é fácil. A gente
ter essa ser incumbido, né, dessa
responsabilidade de ser a régua
universal.
Não não é simples a gente
ter essa posição, mas aos poucos o mundo
aceita.
De boa, bye.
Bom dia a todos, baristas e não baristas
da América Latina. Bom dia, meu querido
Tiago, como é que você tá? Sempre bom
ter você aqui com a gente. Muito bom,
muito bom, muito bom. Tamo junto, tamo
junto. Obrigado pelo carinho de sempre.
Esse vídeo é puro suco de olavismo. É
horrível. É, a gente já reagiu, a gente
reagiu primeiro aqui, inclusive. Aliás,
nosso querido Abner Henrique só chegou
nesse vídeo do Iago por causa do meu
react, diga-se de passagem. E esse react
o Tiago também repassou ele por aí, em
alguns lugares, especialmente no
Twitter, mas aí faz tempo já. Foi quando
o canalzinho ainda
ainda era microscópico. Agora ele é só
micro. O scópico saiu. É, a gente é só
um canal micro. Antes era microscópico.
Do Zaca. Bom apelido. infelizmente não
saberemos a comemoração por falta de
gols. É, tem razão Kevin, você tem toda
razão. Esse não tô com tanta esperança
assim, mas espero ter estar enganado.
Não, eu acho que ele ele não é um cara
muito goleador mesmo não, é mais de
composição ali do meio de campo,
aparentemente um jogador leve,
inteligente, de bons passes. Se ele
conseguir fazer a bola sair do meio de
campo pro ataque, né, fazer essa transi
feliz, porque o Garro não tá
conseguindo. É horrível, dá tristeza.
O Bidon, coitado, ele fica o o o Dorival
bota ele lá na ponta direita
e aí ele fica jogando quase de semi
volante e semi meia, a gente não sabe a
posição do do Bidon, coitado, ele fica
isolado na direita sem conseguir fazer
essa articulação, aí quebra.
Aí fica o André na esquerda fazendo uma
correria desgraçada, que ele só faz a
bola chegar lá na frente correndo, na
força, na na querência.
E aí fica o o Bidon que tem mais
habilidade, mais coisa e tal, do outro
ponta. E aí não dá certo. Aí a aí a
gente só funciona na transição de
lançamento do zagueiro ou dos laterais
pro ataque. Aí a gente tá quebrado, né?
Foi assim que a gente se lascou não não
durante o Campeonato Paulista. Fica
Mateuzinho e Bidon fazendo uma correria
lazarenta pelas pontas ou fazendo
lançamento cruzado pra pra pegar o outro
cara livre do outro lado lá, seja um um
dos dois dois atacantes ou algum meia
aleatório que apareça ali na frente pra
dar uma casquinha, uma trombada e fazer
a bola chegar.
Tá faltando meio de campo. Se o Zeca
cobrir aí, tá show de bola.
Tinha nada aí pelos meus dois dedos de
futebol
amador.
>> [risadas]
>> Mas é análises de boteco, né?
Triste, triste, triste.
Saudade de jogar bola pro Sumir,
emagrecer primeiro, tô muito fora de
forma.
Dito isso, minha gente, se é a primeira
vez que você tá chegando aqui no nosso
canalzinho, seja muito bem-vindo, muito
bem-vindo, muito bem-vinde. Aqui no
nosso canal a gente conversa normalmente
sobre temas relacionados a minha
trajetória porque o canal é meu, que
coisa incrível, Bruno breakdown. Mas
dito isso, tive uma formação bem
esquisita, eu sou doutor em economia
política mundial, mestre em filosofia,
graduado em filosofia, formado em
teologia e tento articular tudo isso
aqui no conteúdo de um relativamente
qualificado e interessante. Se você
gosta desse tipo de articulação e desses
campos de conversa, não esqueça de
curtir esse vídeo, comentar para
engajar, quem sabe até se inscrever e
considerar ser membro, membra, membre e
membrezia aqui do nosso canal porque nós
temos conteúdos exclusivos para você.
Para você e todas as outras pessoas que
também são membros, membras, membres e
membrezia aqui do canalzinho. Então, não
é só para você, né? Dito isso. Mas são
alguns cursos que a gente tem, como
evangélicos e política no Brasil, como
Marx e religião, como
como fazer o seu projeto de pesquisa,
né? Algumas orientações que a gente dá,
um conteúdo bem bacana, leituras
comentadas exclusivas também, além de
outros papos, né? Seja na Rádio Crite
Crente que a gente tem um conteúdo
acumulado por aqui e vídeos conversando
e discutindo temas bem específicos.
Cara, dá para ficar bastante tempo com
essa área de membrezia aqui que vale a
pena. Tô tentando finalizar, espero que
nas próximas semanas, duas aulas novas
de um cursinho, mini, micro curso, né?
Porque serão duas aulas que eu acho que
vai ficar bem legal também, mas já já eu
conto para vocês, tá bom? Então,
considere aí ser membro, membra, membre
e membrezia do canal e que você ainda
tem acesso exclusivo, para você e todas
as outras pessoas que fazem questão
disso, de entrar no nosso Zap. Temos um
grupinho do Zap da Igreja Barista,
primeira Igreja Barista do YouTube e
primeira Igreja Barista do WhatsApp.
Aí você pode fazer parte.
Parte aqui.
De
essa
comunidade saudável, bacana, elegante,
gentil, né?
Pessoal é muito, muito legal mesmo e uma
conversa qualificada. Fico muito feliz
inclusive
quando o nosso apostolado, os nossos
apóstolos da Igreja Barista, ali do
do Zap, comentam que é um, um canal
legal de conversa, que tem sido um grupo
bacana para trocas, tal. Eu fico feliz
para caramba, sério mesmo.
Foi porque legal a gente tá criando um
ambiente saudável, de bastante conversa
qualificada, isso é, isso é massa. Tá
bom? Então é, é massa, é massa, fica aí.
Diz Kevin, "Baita análise". É, análise
de boteco é fácil. Claro que o Dorival
deve saber muito mais do que eu de
futebol, obviamente, mas eu tenho aí
esses meus apontamentos, que eu vou
fingir que eu sei o que eu tô falando.
>> [risadas]
>> "Deixa o like", diz o Rubens.
Exatamente, eu sempre esqueço de pedir
like.
Grupo do Zap é
creme, creme de la creme. Tem toda a
razão, Thiago, é um grupo legal mesmo, a
gente tem bastante troca. Essa, essas
últimas
duas semanas ficou um pouco complicado
ali de eu, de eu tá mais ativo, por
motivos de tá trabalhando que nem um
camelo, mas acho que vai começar a
acalmar um pouquinho, mas vai dar tudo
certo.
Diz nosso querido Carapa, "Já pensou em
usar uns trechos da rádio em shorts?
Pode ser uma boa". Nunca pensei, Carapa,
>> [música]
>> mas eu deveria fazer isso. Vou fazer.
E a rádio crítica a gente já ficou bem
legal assim, porque realmente é só
áudio, tá? Quem é aqui membro do canal
já pode ir lá na playlist Rádio
Criticrente.
E tem um, um conteúdo bem massa assim,
é, [música]
uns papos legais, essas articulações
interessantes. Dito isso, falando em
conteúdo massa
e articulações interessantes,
sexta-feira
conhecida também como dia da graça, de
13 de março
13 de março, sexta-feira, guarde esta
data.
Estreia
no canal
Farol Brasil
a parceria
Revista Zelo e Farol Brasil
estreia no dia 13 de março, essa próxima
sexta-feira.
E aí vai ser um
pequeno programa, que é, ainda é piloto,
pra gente fazer esses testes, se vai ser
bacana ou não, se o pessoal vai curtir
ou não. Espero que vocês curtam, mas que
a gente vai falar um pouco sobre
evangélicos e política aqui no Brasil,
numa perspectiva mais radicalizada,
marxista, né? Nós que andamos de skate e
ouvimos Charlie Brown.
Mas você vai poder acompanhar com tudo
bem legal. Então, fica de olho aí que
vai sair. Chama, é um programinha que a
gente intitulou de Brasil Avivado.
Fala Deus.
Aleluia, xerenebias. Então, Brasil
Avivado, sexta-feira,
dia 3 de março, no canal do Fora Brasil,
vai ter essa parceria Zelota, Fora
Brasil, e a gente vai ter, eu não lembro
quantos episódios são, mas é uma
sequência aí. Eu já gravei o primeiro
que eu participo,
mas eu não digo qual vai ser, porque aí
você tem que assistir todos
para
>> [risadas]
>> estar por dentro.
Mas o primeiro que a gente faz
apresentando a proposta do programa sai
na sexta-feira. Tá bom?
Então, é só para a gente dar essa dica
aí e fazer essa, esse merchan da revista
Zelota,
que sempre é bom acompanhar,
nossa querida revista Zelota.
Bom dia, Ryan, Ryan, Rian.
Tudo bom, mano? Como é que você tá? Como
é que você acha de ter o nome,
né, o mesmo nome de uma pessoa que está
despontando no futebol
mundial?
É legal.
O menino lá tá no Bournemouth,
Bournemouth,
Bournemouth, nem sei falar com aquele
sotaque esquisito, e tá jogando bola,
hein? O menino tá jogando bola.
Joga bola, o menino.
Não acho ele super estrela, mas o bicho
joga bola, mano.
Impressionante.
Dito isso, que legal.
>> [risadas]
>> Hoje a gente começou um pouquinho mais
cedo e vamos aí seguir um pouquinho mais
cedo por motivos de
Ah, você tem um ponto. O nome dele tem
um A a mais e o teu é Ryan.
É,
é, o teu é Rian.
É Rian, é que eu falei Ryan. Eu disse
Ryan.
Mas o dele tem um A a mais mesmo. O dele
é Rian, literalmente, né? Não é Ryan. É
verdade. Tem razão.
Dito isso, eu sou flamenguista. Mas na A
que um, um, um, um, eu, eu sou a favor
do, do, do seguinte, eu sou a favor do
seguinte, posso estar equivocado aqui na
minha posição.
Jogador, saiu do clube brasileiro para
ir para fora, ele vira um jogador
brasileiro.
Não importa de onde ele veio, ele vira
jogador brasileiro.
Aí a gente vai torcer por ele. E aí
porque agora ele só veste amarelinha
quando for vestir
e aí a gente vai torcer por ele. Então
saiu do, do Brasil, foi para fora, ele
vira jogador brasileiro.
Em genérico, a gente não precisa daí se
a pegado também, né?
Mas é coisa minha.
Tem que ir para Copa o Rayan? Eu não
sei, eu acho que não, tem que ter mais
rodagem, tem mais rodagem.
Eu, eu não levaria não.
Levaria Endrick, já disse isso no nosso
canal lá, lá, no nosso zap barista,
Kevin, já conversamos sobre isso.
>> [risadas]
>> Eu já, eu, levaria Endrick. Endrick é o
meu nomezinho para ataque da Copa.
Diz
Claro, torço mais pelo Endrick. Aí ó,
linha correta, linha correta do que pelo
Rayan. Não, eu também, mas não é nem só
a força da torcida porque o Endrick joga
mais bola mesmo.
Mano, depois daquele dia
É assim, eu tinha minhas certas
desconfianças com o Endrick, eu achava
ele um cara bizarro, mas porque ele era
tinha 16 anos, tem um corpo de, de, de
um, de um adulto de 37 que fez academia
a vida inteira, né? O menino foi
abençoado por Deus.
E aí ele, então ele sobrava na, na base,
mas na hora que ele vai no profissional,
naquele jogo, acho que foi contra o
Botafogo, que ele domina uma bola de
joelho de propósito para fazer um drible
num campo ruim, com a bola quicando toda
torta, ele domina de joelho cortando
para o lado e acerta a pancada no gol,
eu falei, não.
Esse menino é diferente, isso aí
Isso aí, meu irmão, isso aí é outro
nível, assim, sem sacanagem, isso aí
é outro nível. O maluco driblou de de de
propósito.
Maluco, 17 anos de idade,
tomando a responsa para si. Pô, aí eu
falei, é isso aí, é outro nível. Aí eu
comecei, eu falei, não, realmente o o
moço é diferente, não tem o que fazer
não.
>> [risadas]
>> Bicho é bicho é brabo.
Mas é isso, né, minha gente? É.
É triste. Gostar de futebol é triste. A
gente sofre tanto.
E aí hoje em dia, pô, mano, eu eu sou um
um um messólatra, né?
Sou um devoto de Messi.
Mas aí o moço vai lá e me faz aquela
patacoada com Trump.
Pô, eu estou derrubado, cara. Estou
muito triste com isso.
Fiquei muito triste. O moço vai lá, aí o
Trump chama ele de de ah, não dá.
E aí eu tive que dar o braço a torcer.
Eu tenho uma amiga cubana, Quirenia. Um
beijo, Quirenia. Quire.
E aí a Quire, uma vez a gente
conversando, ela falando, pô, eu adoro o
Messi. Adoro o Messi. Eu falei, eu
também. Ela, fiquei triste só com esse
negócio de ele dizer que o sonho dele
era ir para os Estados Unidos. Ele foi
jogar no Inter Miami. Eu falei, pô,
Quire, você tem razão. Eu falei, mas aí
é uma coisa
passageira. Ele também tem outras
posições legais. Ele
Aí ele mete essa esses dias aí de estar
com Trump
fazendo aquela patacoada. Aí eu fiquei
triste.
Aí eu sofri.
Que eu falei, é,
a Quire tinha tido uma intuição mais
forte que a minha.
Aí me
me entristeceu.
Me entristeceu muito.
Tinha que estar mais mais linha
Maradona, né?
Não, pelo amor de Deus. Aí o Gabriel
também agora aí você está se passando,
Gabriel.
Bom dia, CR7 sempre o melhor. Não, aí
você também não viu o que que o CR7 fez
com o Trump. Foi pior ainda.
>> [risadas]
>> E o que que ele faz com os malucos na
Arábia?
É pior ainda, com todo o respeito.
Mas dito isso, não tem não faz nem
sentido a gente discutir quem é melhor,
CR7 ou Messi, né?
São dois níveis diferentes.
Um é Messi e o outro é um jogador
que joga muito
marca muito gol
mas não chega nem na unha coitado
toda a América Latina chorou depois que
o Messi colocou exatamente com esse
querido de topete né né Tiago exatamente
toda a América Latina chorou a gente
ficou triste espero que ele ponha a mão
na consciência deite culpado no
travesseiro
tem que separar o artista da obra tem
que mas é difícil nesse enquanto o
artista está vivo é difícil
>> [risadas]
>> enquanto o artista está vivo é difícil
não sobra um tem razão Gabriel não sobra
um fica complicado é é sobrar poucos um
beijo Maradona saudade Maradona
saudade Sócrates
ai um pessoalzinho legal
pessoalzinho bom
mas é isso mas tem um menino como é que
é o nome do menino lá acho que é Igor
que era do Fluminense
é Igor?
eu acho que ele está jogando nos Estados
Unidos agora
que ele também é super politizado o mano
pô
da hora de escutar de trocar ideia com
ele de ouvir ele é muito massa esqueci o
nome dele
esqueci o nome dele pô vou lembrar
mano massa assim que
da hora de de ver o mano trocar ideia
ai ai mas é isso minha gente hoje o
nosso papo
>> [risadas]
>> diz Gabriel só o Richarlison mas assim
da seleção Argentina não dá para esperar
nada diferente não então aí que está eu
tenho minhas contradições com a seleção
Argentina por motivos que a gente já
sabe né racismo
é especialmente do Preciado
mas o
Argentina também tem posições políticas
interessantes enquanto seleção
eles tem umas paradas interessantes
quando eles cancelaram o amistoso antes
da Copa
que porque tinha um amistoso Argentina e
Israel antes da Copa eles cancelaram por
por questões de de pró Palestina os Os
se organizaram e cancelaram o amistoso
E eu lembro que a liderança dessa dessa
organização era do Di Maria, o Messi
e tinha mais um. Não lembro se era o
Agüero,
mas era mais um, mas tinha. Tem essas
paradas contraditórias, né?
Diz nosso querido Fernando Templário.
>> [risadas]
>> Eu gosto porque eu não entendo luvas de
bom luvas de futebol,
mas entendo o sentimento porque
acompanho o cenário de e-sports, de
vários jogos que eu sinto a mesma coisa.
É, é que é é o futebol, ele te pega ou
não te pega. Ele me pegou. Eu gosto
muito de futebol.
Então, gostava muito de jogar bola.
Mas é outra coisa. Um dia eu conto essa
história diferente.
Mas hoje o nosso papo não é sobre
futebol,
eu acho.
Quer dizer, vai acabar aparecendo aí
metáforas futebolísticas sempre
auxiliando.
Aí ele falando isso, minha filha está
jogando futebol e tá indo bem, viu?
Minha filha tá fazendo futsal.
A menina tá
tem uma habilidadizinha ali. Não é a
Marta, não promete ser uma monstruosa,
mas ela tem noção.
Ontem ela começou a pedalar, já fiquei
satisfeito. Ela tá com 6 anos, tentou as
primeiras pedaladas. Eu falei: "Aí, ó,
tá indo no caminho correto".
Tá jogando bola, jogando bola
direitinho.
Chuta bem.
Quem sabe.
Tá, tem um estilo, eu gosto de bater de
trivela a criança desde pequena.
Trivela ou de peito de pé, mas é porque
é mania de ver o pai também. Um dia eu
mostro um vídeo, vou lá no lá no nosso
zap eu vou mandar um videozinho para
vocês da da criança
batendo com o ladinho do pé, porque eu
ensinei ela em vez de chapa, no primeiro
momento eu ensinei ela quando ela era
desde pequenininha a bater de ladinho de
pé.
Trivelinha assim.
Pegou a manha.
Diz Gabriel: "Não pergunte sobre quem
era os avós deles se trabalhavam na
Volkswagen".
>> [risadas]
>> É importante não perguntar mesmo, você
tem razão.
Diz nosso querido Kevin: "Mais uma
craque para as bravas vindo aí". Pô, eu
preciso muito levar essa criança para
assistir um jogo das bravas, de verdade.
Tô há um tempo enrolando para isso. Ano
passado quase levei e mosquei, não
consegui levar.
Mas eu vou levar esse ano.
Nada der errado, vou levar essa criança
para assistir o jogo das bravas.
Inclusive porque a gente ganha, né?
Então é bom.
>> [risadas]
>> Melhor do que no masculino, correr o
risco de não ganhar.
>> [risadas]
>> Davi tem que vir ganhando.
Mas deixa eu
Deixa eu pegar aqui o que a gente vai
fazer hoje. A gente vai falar sobre
Marx, nosso tio Marx, nosso barbudo,
nosso querido barbudo Marx.
E a gente não vai falar sobre qualquer
Marx, a gente vai falar sobre um Marx
específico.
A produção teórica de Marx, né? É um
pouco bait o título? Talvez.
Porque esse é o título de um livro do
Enrique Dussel chamado A produção
teórica de Marx.
Dos poucos livros do Dussel traduzido
para o português. Poucos porque em
relação ao tamanho da obra desse homem,
foram poucos os livros que realmente
trouxeram para a gente.
E eu queria mostrar para vocês, acho que
vocês vão vão curtir.
Ele faz uma conversa sobre a produção em
geral que é muito boa.
E é um livrinho do Dussel que eu o meu
físico eu já distribuí por aí. Eu
prestei para alguém ou dei para alguém,
já não lembro.
É, mas o PDF eu ainda é muito acessível
por motivos de que o Dussel era um autor
muito gente boa. E eu vou colocar aqui
no chat
para quem se interessar
o link para o site do Enrique Dussel,
está aqui
no nosso chat.
enriquedussel.com, né? Tá aqui. Se você
clicar nesse linkzinho, vai abrir o quê?
O site que eu vou mostrar para vocês
aqui.
E lá vocês podem baixar toda obra desse
homem.
E ele vai ser o nosso mediador hoje para
conversar um pouquinho sobre Marx e a
produção teórica de Marx.
Especificamente para a gente falar um
pouquinho sobre trabalho, mas isso vai
abrir outras coisas.
Lá vai.
Lá vem aí. Esse é o sitezinho do Dussel.
Você vem aqui no site do Dussel.
Ó, que legal.
Sitezinho do Dussel.
Tem biografia do homem.
Tem atividades que foram realizadas aí
de gravações e tudo mais que dá para
encontrar na internetica, no YouTubes.
Tem um curso inteiro dele no YouTube
sobre ética, muito bom.
Dá para acompanhar.
E a gente pode vir aqui, ó, obra. Vamos
ir na obra.
Obra do homem.
E aí você vem na obra, vai ter aqui
vários links, muitos links, excesso de
links, links e links com mais links.
Tem um DVD de obras.
>> [risadas]
>> Mas aqui do lado, ó,
livros,
então, livros. A gente vai clicar no
livros, porque o que nos interessa são
os livros do Dussel. Então, obra,
livros.
E ei-lo, aqui está simplesmente
todo o livro, toda a obra do do nosso
querido Henrique de Lima Vaz Dussel.
Ó.
Traduzida para vá
diferentes línguas, toda
toda toda a obra dele. Então, você vai
colar aqui e vai poder baixar o livro
que lhe interessar.
E mano, tem livro, hein? Jesus
[limpando a garganta] Cristo. Pronto,
acabou.
É muito livro, mas você vai poder
escolher e a gente vai pegar daqui.
Diz nosso querido Kevin: "Gigantesco
esse curso sobre ética, um dia verei". É
gigantesco, várias aulas, são e elas são
muito boas, cara, são aulas muito
legais.
Conteúdo excelente dessas aulas. Esse
curso é muito bom, curso de ética, ele é
muito bom. É um semestre inteiro que ele
deu aula
e gravaram só todas as aulas dele. E aí
não são aulinhas, né? Aula de 3 horas, 4
horas de aula e vai embora. É bom, bom,
velho, bom. Que que curso bom.
E de graça no YouTube.
Mas ó, vou colocar aqui também, ó, sobre
a obra, né? Sobre la obra.
Você vem aqui no sobre la obra
e vai ter o quê?
Textos, livros, artigos sobre o
pensamento do Dussel, que também são
comentários ao pensamento do Dussel, o
que é bem legal.
Então fica a dica aqui.
Eu preciso lembrar de mandar para o
nosso querido, para o camarada lá, o o o
Alberto, para ele colocar aqui para mim
o meu livrinho, que eu não não mandei
até hoje. Preciso mandar para ele
colocar aqui.
É
para ele adicionar. Mas olha o que
acontece aqui.
Se você vai descendo aqui sobre a obra
do nada, cadê os bagulhos aqui?
Eu ia achar um negócio aqui, não estou
achando.
Ah
pa pa pa para pa
tum
turu Em algum momento eu vou achar.
Aí tem as ah tem as teses sobre o Mar o
o Dussel, eu tenho que achar ele depois.
Depois eu vou procurar, peraí.
Ia achar um bagulho, mas não estou
achando.
Depois eu vejo. Dito isso, esse aqui é o
site do Dussel, no qual nós vamos vir
aqui
e a gente vai pegar o livrinho. O
livrinho é a produção teórica de Marx,
né?
Diz Rubins, o autor que disponibiliza
livro de grátis, coraçãozinho.
Pô, eu eu
É uma meta que eu tenho na vida. Todo
livro que eu lançar terá o PDF gratuito
para geral. Isso é uma meta que eu tenho
na vida. Até o momento eu estou
conseguindo cumprir.
Já são aí dois livros e dois livros
disponíveis, três livros, não, se eu
contar aqueles outros livretos.
É que são três que são livretos
introdutórios, eu não considero como
livro, considero como livreto, material
didático talvez.
Então três disponíveis como materiais
didáticos, livreto e
dois livros efetivamente. Todos estão em
PDF liberado na internet, cara. Dá para
achar.
Liberado pelo autor. E vai sair um em
breve novo aí que
estou anunciando, mas os caras estão
enrolando para lançar.
Que é Marx e religião
na América Latina. Acho que ficou bem
legal o livrinho.
Mas ó, vindo aqui
que a gente quer a produção teórica de
Marx.
Em português foi publicado pela
Expressão Popular
dos poucos livros que foram publicados.
O livro é de 1985. Ele só foi traduzido
e publicado em português em 2012.
Mas é um senhor de um livro, tá? Eu vou
abrir ele aqui numa nova aba porque ah o
PDF que tá aqui neste site não é um PDF
tão legal.
É, eu acho que eu vou utilizar o PDF em
espanhol porque ele é melhor de ler e a
gente faz aqui uma tradução simultânea.
Mas é esse aqui, ó, a produção teórica
de Marx, um comentário aos Grundrisse,
né, que é aquele famoso livro dos
rascunhos de Marx.
O Dussel simplesmente fez o primeiro
comentário aos Grundrisse linha a linha
completo
na história.
O primeiro, cara.
O primeiro, primeiro, primeiro.
Muito legal.
Oxe, não tá aparecendo para vocês o a
minha outra aba aqui?
Que sacanagem.
Era para tá aparecendo.
Pera aí, deixa eu fazer aqui.
Oh, Jeová.
Veja aqui. Pronto, agora vai.
A produção teórica de Marx. Pronto,
aqui.
Um comentário aos Grundrisse,
tá bom?
Produção teórica de Marx, comentário aos
Grundrisse. É o primeiro, cara, é linha
a linha da dos de comentários aos
Grundrisse, o primeiro que foi
feito na história e o Dussel foi esse
pioneiro inovador.
E é muito legal. É uma estrutura que
acompanha ah o desenvolvimento da obra e
o Dussel vai comentando da obra de Marx
linha a linha, trecho a trecho.
Dá um senhor de um livro bom.
Vocês podem ver aqui, tem 300 e lá vai
pedrada de página. Então, né, fica a
dica aí de ler. Só que a gente não vai
ler
o né, aqui em português, porque esse PDF
tá ruim. A gente vai ler o PDF em
espanhol e fazer uma tradução
simultânea.
O PDF em espanhol está onde?
Está onde o PDF em espanhol?
Taram, tam.
Turu, turu, turu, turu, turu, tum. Esse
aqui. Bom.
É esse aqui.
Texto de 85. La producción teórica de
Marx, um comentário a los Grundrisse.
Enrique Dussel. Essa aqui ainda é a
segunda edição. Que coisa bonita.
Tá?
A gente vai ler esse trecho aqui. E a
gente vai ler especificamente a parte da
produção em geral, sobre a produção em
geral.
E a gente vai ler o tópico, eh, 1.3, a
produção em geral.
Tá? É um tópico bem legal, tá? Está na
página 34.
É, é um texto muito bom. Então, eu
recomendo. Quem não quiser ler em
espanhol, já mostrei aqui que dá para
ler em português. Tá lá no site do
Dussel. O PDF não é tão bom, mas, eh, tá
meio ruim ali de
de ler, mas tá legal.
Dá para usar e salva nós que tá sem
dinheiro. Então, tá, tá de boa. Se bem
que a Expressão Popular tem preços bem
acessíveis nos livros, né?
Então, importante.
Diz nosso querido Carapa: "Mas no
próximo livro vamos fazer três lives
sobre o tema do livro antes de dar o
PDF".
>> [risadas]
>> Cara, eu sou horrível para isso, mas
você tem razão. Eu tenho que ser melhor
na na divulgação das coisas que eu faço.
Mas é verdade.
É, e o livrinho vai ficar bom. Se nada
der errado, fica muito bom. Bom dia,
querido Borduna. Como é que você tá, meu
bom? Espero que deseje que bem. Bom dia,
bom dia, bom dia.
Vamos para o nosso papo de Marx. Marx,
Marx, Marx.
Cara, esse texto é muito interessante.
Aliás, deixa eu fazer um comentário
antes. Aqui. Pá. Tã, tã, tã, rã.
Rapidão.
Aí.
O Dussel, ele, eh,
como é que é que fala? Ele virou esse,
ele começou a estudar Marx depois, mais
velho.
Ele não era marxista,
nem é na verdade marxista, ele é um
marxólogo, né? É um marx, é um estudioso
de Marx.
Mas que incorpora o pensamento de Marx e
depois sim, a gente pode considerar o
trabalho dele maduro na partida ali dos
anos 90 já
bem marxista, vamos dizer assim, mas ele
é um estudioso marxólogo e muito
conhecido aqui no Brasil em diversos
ambientes por ser um bom marxólogo, por
ter comentários muito interessantes
e muito inovadores, ousados, né? E muito
originais, vamos dizer assim.
E fez o primeiro comentário linha a
linha aos Grundrisse, que a gente vai
ver aqui.
E ele começou a estudar Marx porque
sentiu falta mesmo, ele foi exigido, né?
Por, para se radicalizar em certo
sentido no pensamento, que ele não
discutia economia, para ser mais
concreto, menos abstrato, ele tinha uma
filosofia bem aberta, bem abstrata.
E aí durante os anos 80, então durante
todos os anos 80, final dos anos 80,
durante os anos 80 e início dos 90, ele
dedica sua vida ao estudo de Marx.
E isso é muito interessante também,
porque se você considerar no mundo
ocidental e também na América Latina,
seguindo a tendência da Europa, Marx
começa a ser abandonado nesse período.
É um período que o pessoal para de ler
Marx, tá desiludido com a União
Soviética, tá desiludido com o
comunismo, com não sei o quê, o pessoal
para de ler Marx. Quando o pessoal
começa a parar de ler Marx, o Dussel tá
lendo.
E isso é legal, então isso é É
interessante de perceber esses contextos
e contradições.
Bom dia, queridos esquerdos autorais,
como é que você tá? Tudo bem? Espero,
desejo que sim.
Está aí espalhando a palavra do ivismo,
Pedro ivismo
e de petista safado.
>> [risadas]
>> Bom dia, mano.
Bom dia, Érica, como é que você tá,
minha querida? Tudo bom? Espero, desejo
que sim. Que bom que você tá com a
gente. Que bom, que bom, que bom. Muito
bom a gente poder papear hoje.
Bom demais.
Diz o nosso querido Fernando Templário:
"Eu conheço esse tal de Marx aí, eu
tenho certeza". É, talvez. Tem
possibilidade de você conhecer. Tem
possibilidade de você conhecer.
Diz Kevin: "Nada como um atentado a
bomba em sua casa para te fazer ler
Marx". Exatamente, Kevin, exatamente.
Para quem não pegou o contexto, vai que
não tá sabendo, o Dussel, né, ele tá no
início dos anos 70, ele
tá na Argentina, participa de uma
manifestação contra a ditadura, faz umas
palavrinha lá no palanque, volta para
casa, na semana seguinte explodem uma
bomba na casa dele e aí ele tem que
fugir.
Então,
tomou um susto danado,
foge,
vai para o México, ele e sua família,
para tentar não morrer, que é uma uma
meta interessante,
e daí ele vai se radicalizando também,
consideravelmente. Então, sim, nada como
você passar por certos perrengues para
fazer, talvez seja importante aí ter um
conhecimento maior de Marx.
Diz nosso querido Borduna: "Sim, Marx
vira curiosidade acadêmica nos anos 90".
É, nos anos 90, nos anos 90, em geral,
vira isso, vira: "Ó, tem que ler Marx,
né? Olha, Marx é importante". Mas já
vinha com vários adendos também, né?
Marx é importante, mas ó,
tá um pouco ultrapassado, século XXI aí,
não sei o quê, e aí, isso por um lado,
né, hegemonicamente, por outro, a galera
tentando conservar um Marx do do do do
o Marx soviético, que também não dava
muito certo. É um conflito interessante
para pensar limites do marxismo.
Mas é
é legal, é legal. Agora, esses dias eu
tava conversando com um amigo meu,
opinologia até, tá? Opinologia
tudológica generalizada.
E comentando: "Pô, na minha percepção,
assim, o marxismo ocidental, né, aquele
que se estabelece na Europa,
ali no pós-guerra,
e a galera já tudo desiludida, tudo
é, anti-soviética e não sei o quê, vai
abstraindo muito Marx da luta popular,
né? E vai criando um Marx acadêmico
que não vê perspectiva de de futuro, né?
Não tá conectado com a luta. E aí na
Europa Ocidental vem uma desilusão
danada, nos Estados Unidos também e
arrefece.
Isso na teoria. E aí o pessoal produz um
pensamento acadêmico
que tá já desmobilizado.
Vai se mobilizar de outras maneiras, né?
Porque vai ter essas esse esses
movimentos mais fragmentários e tal dos
anos 60, marcado pela organização
estudantil na França, essa coisa toda.
Muito, né, aparente isso.
Só que na América Latina, na Ásia e na
África
o marxismo tá sendo empunhado na luta
anticolonial contra a
as ditaduras, né?
Então
ao mesmo tempo.
Aí hegemonicamente nas universidades se
estabelece um pensamento marxista
ocidental desiludido
acadêmico, super abstrato, desmobilizado
mas que vai tentando manter a teoria.
E na periferia do mundo o marxismo tá
sendo sufocado na pancada, né? Assim, na
na dos movimentos reacionários e
conquistando vitórias contra eh as
ditaduras na América Latina.
E também na
nas lutas anticoloniais na África e na
Ásia. Só que isso massacra muitos
movimentos, né? Essas duas coisas
acontecendo ao mesmo tempo.
E
por outro lado, no
na chamada Europa Oriental, né? Na União
Soviética você tem
a dissolução da União Soviética no final
dos anos 80 e início dos anos 90, que aí
quebra com a o pensamento mais ortodoxo
do marxismo. Então fica um limbo aí de
reconstituição do marxismo, né? Vamos
dizer assim.
E eu acho que a gente tá Só que isso
tudo é muito recente, gente, pelo amor
de Deus, não faz 30 anos.
Então assim, é tudo muito recente. Então
a gente tá num momento de reorganização
das lutas populares, do pensamento
dentro da na
do próprio recuperação do pensamento
marxista mais organizado, mais
mobilizado e com acúmulo de aprendizado
histórico. Então, eu acho legal a gente
entender esse contexto, esse lugar e não
cair nem na armadilha do pensamento do
marxismo ocidental,
esse desiludido que não vê o mundo, não
vê futuro, não vê opção nenhuma,
nem cair na armadilha do
União Soviética tupiniquim, né? União
Soviética latino-americana.
E nem na armadilha do do
da só mobilização, só correria, só luta
e esquece da própria produção teórica.
Cara, vamos construir nesse momento
nossas armas necessárias, né?
Considerando esse aprendizado histórico
totalmente recente. Então, de pouquinho
em pouquinho.
De pouquinho em pouquinho lá vamos nós.
É uma análise minha aí.
Comentáriozinho.
Causa e efeito, falou e explodiu, diz
nosso querido Fernando. Eu já perdi
totalmente o assunto. Eu não não sei o
que aconteceu.
Exatamente, Gabriel. Marxismo pós 68,
né? Fica muito marcado, um marxismo que
vai se
desenfreado aí ou vai se freado, na
verdade.
Menos Marx, mais Nego Bispo. Então, esse
tipo de debate, eu acho que ele perde
linha assim,
esse tipo de de comentário, né? Seja o
cara menos Marx, mais Nego Bispo, outro
mais Marx e menos
Não, gente.
Meu Deus do céu, o que orienta nossa
teoria e nossa organização é o a
resolução de problemas.
É, acho que eu sou pragmático demais.
Para mim não faz nem sentido. Aí, vou
fazer um comentário aqui importante que
eu lembrei.
Mas antes disso. Não, é só o povo
soviético, é um meme que o pessoal
criou, né? Dito isso, o Jones nunca
disse isso, só para que a gente seja
justo com nosso querido Jones, mas tem
gente que fica reproduzindo um tweet aí
que é fake.
É, diz nosso querido Fernando Temer.
Bom, dito isso, bom dia, Jones Miguel.
Como é que você tá aí, cara? Que bom que
você tá aqui com a gente. Hoje está na
academia? Trabalhando o corpinho e mente
ao mesmo tempo? Espero que sim.
>> [risadas]
>> Diz nosso querido Tempario: "Para que eu
sonho para que eu sonho frequentemente
com a Ursal?" Ah, eu também. Eu sou O
dia que inventaram a Ursal,
que eu fui chocado com essa informação
da Ursal pelo querido Cabo Daciolo, meus
sonhos se reanimaram.
Daquele dia em diante eu nunca mais fui
o mesmo.
Eu fiquei encantado
com a ideia.
E lá vamos nós. Exatamente, Bruno. E lá
vamos nós.
Pronto, tio Tempario. Vou malhar depois.
Não, a hora que a hora que lhe aprouver
e que lhe for possível. Eu preciso
voltar a malhar, preciso voltar a fazer
exercícios físicos. Eu estou
completamente dependente sedentário, mas
eu tenho um plano ainda de três anos sem
tornar esse plano efetivo, porque eu
tenho que entrar na crise da meia-idade,
que vai ser ali aos 40. Então ainda
tenho três anos aí para conviver só com
o preciso, preciso e aos 40 entrar em
desespero
e crise de meia-idade e querer ser
jovenzinho.
Mas é fim de tempo.
Diz nosso querido Gabriel: "É porque a
maioria das pessoas quer uma bandeira,
Bruno, não teoria." É, exatamente.
Pertencimento, identidade, bandeira
e se sentir importante em alguma coisa.
A gente precisa disso, eu não nego não.
A gente precisa disso.
Mas o problema é que a
eh
precisar disso a gente também pode
encontrar de outras maneiras. Mas
nada que os meus sonhos ajudem nesse
momento. Mas ó, tem uma parada que eu
acho que é legal de comentar
que é uma crítica ao nosso querido
Safatle.
Safatlão.
Né?
Porque a gente comentou aqui do Dussel,
né? Recuperando o pensamento de Marx nos
anos 80, anos 90.
E que se torna um marxólogo muito
importante. Vocês pegam o trabalho do
Gustavo Machado, por exemplo, não tem
como não passar por por Dussel. O
Gustavo traz Dussel como referência.
Porque ele é um marxólogo
importantíssimo.
Tem uma foto minha do e o
eu com cara de 16 anos, mas já tinha 20
e tantos, e o Gustavo ainda sem nenhum
fio de cabelo branco na cabeça.
Da gente num debate lá na UFMG.
E ele foi convidado convidado como
debatedor para o para o trabalho no
congresso de filosofia lá.
Porque ele era um estudioso leitor de
Dussel, né? Como um bom marxólogo que o
mar o Gustavo também é.
Tem Dussel como referência. Tô dando
essa volta para dizer que o Gustavo é um
acadêmico de ponta, né? De nova geração,
mas acadêmico de ponta. O Safatle em uma
dos 365 textos que ele foi lançando
sobre decolonialidade.
Ele comenta sobre o Dussel.
E ele fala: Dussel não tem dialética.
E aí eu fiquei, meu Deus.
Meu Deus.
Esse homem, ou ele não conhece Dussel,
que é o que
Não, como a gente disse no nosso vídeo
comentando esse debate todo, ele não tem
obrigação de conhecer, não precisa, tá
tranquilo, tá suave. Ninguém é obrigado
a conhecer tudo.
Mas ou ele não conhece, que é o que o
que eu pressuponho.
Ou ele simplesmente leu um texto do
Dussel aleatório e falou: Dussel não é
um pensador dialético.
Aí eu falei: meu Deus.
O homem é um marxólogo.
De ponta, respeitadíssimo,
que maneja a dialética como poucos e que
nos anos 70 reinventou um movimento
específico da dialética chamado
analética.
Em que ele tenta fazer uma crítica
dialética à própria dialética
estandartizada.
E é muito bom o movimento. Hoje eu sou
muito mais crítico a ele, mas é
excelente.
E aliás, no ano passado, foi ano
passado? Final do ano passado, eu
participei de um encontro de hegelianos.
Fui convidado para para para falar sobre
a recepção do pensamento de Hegel aqui
na América Latina.
Lá na Federal do ABC, no ano passado.
Encontro muito massa de um grupo, um
grupo muito legal.
E aí eu fui lá,
já bem preocupado, né, se ia fazer
sentido o que ia falar, porque os
hegelianos são muito estrito, ler Hegel
é uma desgraça, mas eles curtiram a, o
papo. E nessa conversa a gente discutiu
muito sobre como Dussel, inclusive,
é, porque eu falei sobre Henk Lamers e a
recepção que Henk Lamers faz de Hegel. E
o
Daniel Passarelli, querido Daniel
Passarelli, um beijo Dani, ele falou
sobre o, a recepção que Dussel faz.
E Dussel tem uma discussão intensa com
Hegel, a ponto da gente poder dizer que,
de um jeito chulo, Dussel é o Hegel da
América Latina. Fica esquisita essa
frase, dependendo do sotaque que você
utiliza, né? Dussel é o Hegel da América
Latina.
Num bom sentido.
E aí a gente pode, porque ele é um cara
com um pensamento muito tensional, muito
dialético, muito massa. E o Safatle mete
essa. Aí, com todo o respeito ao
Safatle.
Ou você não leu, mano,
não conhece o Dussel, bem, não tem
problema.
Ou você leu um texto e deduziu da obra
do autor.
E aí eu vou ter que criticá-lo por
deu uma mancada aí.
Deu uma mancada
Vamos ler direitinho. Vamos respeitar o
trabalho dos nossos queridos coleguinhas
marxólogos.
Mas é isso.
Diz nosso querido Gabriel: "Geralmente
não leu Marx e nem o Nico Bispo". É,
exatamente.
Isso acontece com frequência.
Diz nosso querido Templário: "Sou
pragmático também. Enquanto,
enquanto Marx resolver a Marx, vou me
basear, assim como outros sociólogos que
transformam soluções filosóficas em ação
material". Exatamente. Por isso que eu
acho muito tosco quem simplesmente, um
marxista, por exemplo, que só fala: "Ah,
Weber é uma porcaria". Não, mano, pera
aí.
Pera aí.
Você não precisa virar um weberiano, nem
um marxista weberiano, mas você tem que
ler e falar: "Cara, como é que isso
aqui, isso é uma ferramenta que pode ser
útil para resolver problema.
Né? É,
pô,
a gente é bem crítico de de verba aqui
no canal, mas pô, não não vamos ser
burro.
Bom dia, Brunão. Bom dia, meu querido
Vinícius, como é que você tá? Tudo bem?
Espero, desejo que sim, cara. Bom dia,
meu bom. Bom dia, bom dia.
Diz missa safado. Isso pode ser um
elogio, dependendo do contexto,
ouvir um sa safado no ouvido é gostoso.
Vai saber.
>> [roncando]
>> Ah, o [ __ ] diz nosso querido Gabriel, o
[ __ ] desses textos é que tem um pay
paywall, não consegui ler nenhum. É, aí
pode ser que acidentalmente, na sua
vida, você acabe encontrando alguém que
consiga
pular o muro.
Pode ser.
Diz nosso querido Borduna, ser marxólogo
nos anos 90, justamente nesse ponto de
retração, me chama atenção. Exatamente.
É o salmão subindo o rio. Exatamente,
exatamente, Borduna. Eu nunca tinha me
ligado nisso. Eu só percebi isso
porque o Juan José Bautista Segales faz
um comentário ao pensamento de Dussel
indicando isso, falando, ó,
é, enquanto os marxistas e os movimentos
de esquerda estão abandonando Marx nos
anos 80 e 90, Dussel tá assimilando
Marx, ele tá indo contra a corrente.
Eu falei, pô, verdade, verdade. E aí eu
comecei a observar diferente esse
trabalho do Dussel nesse período, com
com olhos muito mais cuidadosos, assim.
Porque eu
a gente brinca, né? Nós que Nós Nós 13
pessoas desse país
estudamos o pensamento de Dussel,
é, não tem um grupo um pouquinho maior,
mas vai. A gente que enche uma
combizinha para pensar para discutir
Dussel, a gente sempre brinca de que
existe o Marx de Dussel, né? Que Dussel
tem um pensamento de Marx que é só dele.
Ele leu um Marx ali que só ele viu.
Só que eu comecei a ser mais cuidadoso
nesse nesse apontamento, quando eu
percebi o papel que ele tá desempenhando
nos anos 80 e 90
fazendo uma leitura contra a corrente e
resgatando um pensamento
nesse momento abandonado no contexto, na
conjuntura.
Falei: "Pô, pode crer".
Pode crer. Aí eu comecei a ler com mais
bons olhos. Exceto um texto que é muito
interessante, é muito original,
contribui para discussões, mas que hoje
eu leio e vejo muitas questões muito
problemáticas.
Eles lançam uma trilogia de Marx, o
Dussel, né? Chama "É a produção teórica
de Marx"
"Por um Marx desconhecido"
e "As metáforas teológicas de Marx".
Esse "As metáforas teológicas de Marx"
tem pensamentos muito ousados, tem
sacadas muito legais, tem dados
biográficos muito bons, com referências
interessantes para depois
aprofundar pesquisa
mas ele tem umas partes bem
problemáticas. Hoje eu leio e falo:
"Cara, não. Aí não, Dussel. Aí você
pisou no acelerador demais. Vai
devagar".
Mas o "Por um Marx desconhecido" e o
"A produção teórica de Marx" é
brilhante. Brilhante, assim, ó, o
negócio
é diferente.
É diferente. É legal.
Diz nosso querido Rubens: "Um Hegel
gostosinho".
É.
Dussel é um Hegel gostosinho.
Com certeza.
Porque ele é um Hegel muito mais
interessante.
Esse nome é complicado, né, em
português?
Vamos combinar, a quinta série não
permite a gente ficar satisfeito com o
nome Hegel.
Não, ele não ajuda a gente.
Dependendo da citação que você faz,
inclusive, se você mistura Tomás de
Aquino e Hegel, fica complicado.
Tomás de Aquino, Hegel.
Tomás de Aquino, vírgula, Hegel. Fica
Fica esquisito. É melhor tomar cuidado
com esses nomes.
Em português.
E para a gente.
E tal.
Quinta série.
Diz o nosso querido Fernando: "Assim
como todo gamer, acidentalmente, todo
gamer, uma [risadas] hora ou outra,
encontra o joguinho de 200 contos de
graça. Não digo por onde ou por quem,
mas vou jogar de graça. É, acaba, vai
jogar de graça, né? A pessoa,
hipoteticamente, pode jogar de graça.
Hipoteticamente, consegue muitas coisas
de graça. Hipoteticamente, supostamente.
Diz nosso querido esquerdos autorais.
Diego Bispo confunde trabalho com
trabalho alienado ao criticar Marx. Até
Platão tem sua atualidade, mas tem ídolo
que é difícil. O texto iconoclasta do
Douglas é muito bom, pragmático.
[risadas]
É muito massa mesmo, acho interessante.
Eu, assim, o bait é complicado, né? O
modo como ele manejou o bait ali, nosso
querido Douglas.
E eu acho que daria para não utilizar a
figura do Nego Bispo para crítica. Eu
não faria isso. Eu discutiria em termos
mais precisos e gerais do tema.
Porque
Não, eu entendo a função, tá? Eu tô, só
tô pensando no ponto de vista da
comunicação. Eu sou muito preocupado com
o diálogo e criar
conexões e pontos para a gente trocar
ideia.
Fica aí, ah,
mas é que isso, coisa minha. É, eu sou
crente demais.
>> [risadas]
>> Diz nosso querido Gabriel.
Vira Verglein de esquerda?
Pô, eu perdi agora.
Quem virou Verglein de esquerda? Sei lá,
né?
O Rubens Rio, provavelmente, do
trocadilho.
Mas é, a quinta série é complicado.
Diz Kevin. Às vezes o paywall ajuda a
ter mais tempo para ler outros textos.
Isso é verdade, nunca tinha pensado por
esse lado, Kevin. Mas às vezes o paywall
tá te liber, é um livramento, né? Você
está sendo livrado, você está sendo
salvo
por uma graça não divina, mas você tá
sendo livrado ali de alguma coisa
terrível que poderia estar em contato.
Você tem um ponto.
Tem um ponto. Às vezes nem sempre é bom
pular o muro.
Do outro lado pode ter um cão raivoso.
Do outro lado pode ter um, um dono da,
da residência que você tá invadindo
com ódio no coração.
Do outro lado pode ter problemas. Que
nem quando eu era criança na cidade que
eu morava, que a gente pulava alguns
muros de algumas casas em determinadas
situações
para aproveitar determinados espaços
aguados que lá tinham.
Espaços grandes que continham água.
Pode ser que eu tenha pulado alguns
muros com alguns colegas
e a gente desfrutado dessa desse
ambiente, né? Cheio de água
num dia quente, sabendo que determinadas
famílias não estavam na região
para desfrutar
dessa propriedade privada.
Talvez.
Não que isso seja necessariamente tenha
ocorrido dessa maneira.
Talvez também, certa feita, numa férias
com alguns amigos
a gente andando de bicicleta
e um amigo em especial, que tem um nome
curioso, o nome de um país, de um país,
ele tem o nome de um país.
Um país específico aí, bem complicado.
Ele falou: "Vem, estávamos em quatro
pessoas" e ele falou: "Vamos lá na casa
da fulana de tal, eles estão viajando e
tá de boa.
Tem lá um um um ambiente
com água, que o Humberto Matos não gosta
muito
que tá disponível.
E a gente falou: "Nossa, que
interessante.
Podemos aproveitar ao sol, ou a lua que
tá lá".
Talvez nós tenhamos pulado o muro.
Talvez a gente se empolgou, entrou na
piscina, deixamos as bicicletas ali
atrás do muro, obviamente.
E nunca a gente dá os primeiros pulos na
água, a gente só ouve assim: "Pi!"
E o portão abrindo: "Pé!"
E dá-lhe moleque correndo,
hipoteticamente,
desesperado subindo em cadeira, tentando
pular de volta o o
caindo em cima de uma bike, tropeçando
tudo e fugir o mais rápido possível para
que não fôssemos hipoteticamente pegos
no flagra.
Numa piscina alheia.
>> [risadas]
>> Talvez isso já tenha acontecido. Talvez
isso já tenha acontecido.
A infância é uma coisa divertida.
Talvez eu tivesse uns 10, 11 anos de
idade.
>> [risadas]
>> Ai, interior. Ai, o interior tinha cada
coisa.
Mas é isso.
Ah, massa, agora entendi Gabriel. Sobre
o texto da metáfora teológica de
religiosa do Dussel. Não, não, não. Pior
que não. Não.
É uma parada muito massa assim. Ele
tenta encontrar os usos que Marx faz de
metáforas religiosas. Ele não é o
primeiro a fazer isso. Tem um autor
alemão do início do século XX que eu
esqueci o nome agora.
Eagleton. E
Ah, não vou lembrar agora. Mas é um cara
que já tinha feito isso. Aí o Dussel
tenta ampliar isso porque ele tem
o Dussel tem um acesso a um acervo muito
maior do pensamento de Marx do que esse
cara. Então ele consegue fazer mais
conexões e discussões interessantes.
Mas é um texto para ser lido com
cuidado.
Diz nosso querido Fernando: "O fato do
Brasil paralelo do ser pago salvou muita
gente". Exato. Apesar de eles colocarem
o preço mais baixo, desgraçados.
Diz nosso querido Gabriel: "Já
prescreveu Bruno, está suave". Que que
prescreveu? Minha minha pena? Ah, é.
Não, eu era menor.
Também poderia ser diferente algumas
coisas.
E eu também não cometi nada de errado.
Hipoteticamente.
Nadei numa piscina.
>> [risadas]
>> Molecagem era complicado nos anos 90.
Então Bruno, "Radical já era contra a
propriedade privada desde
[limpando a garganta] criança", diz
nosso Tiago. Sim, sim. Contra contra.
Contra piscinas.
Eu era a favor de piscinas. Eu queria
nadar em uma.
Então a gente ia até outra região da
cidade para poder fazer isso.
E era legal.
Ia até outro outro lugar, umas outras
casas ali,
que era massa. Mas é isso. Olha quanta
coisa a gente tá confessando aqui.
>> [risadas]
>> Ai, sem contar as
as bolas que ia parar em terreno baldio,
em casa abandonada. Tinha casa
abandonada perto de casa lá que a gente
jogava bola na frente, a bola caía lá
dentro. Aí aqueles terror, né, de
criança dizendo: "Pô, mano, lá tem
fantasma, não sei o quê". Era
divertidíssimo.
Bom dia, querido fazer o what, fazendo o
quê? Que é ser?
Que faremos? Bom dia, meu querido, como
é que você tá? Tudo bem? Espero e desejo
que sim.
Bom dia. Passando para dar um oi. Oi.
Mas vamos lá, vamos pro nosso texto. Já
falei muita bobagem.
Aqui, ó. Pá.
Nosso textinho. Vamos ler então esse
texto do Dussel, um excelente marxólogo,
para falar um pouquinho sobre a produção
teórica de Marx, especificamente a
respeito do trabalho.
Eu gosto muito desse texto.
E depois tem um outro autor,
deixa eu pegar ele aqui.
Dion.
Hã.
Tem um autor, cara, que o Dussel não
cita, mas eu tenho quase certeza que ele
influenciou ele.
Hã,
aqui.
Esse nome aqui, eu tenho dificuldade de
escrever ele.
Tem um um autor,
acho que ele é romeno, se eu não me
engano. Romeno?
Não, não é romeno.
Acho que ele é ele é da escola de
Ah, não lembro agora a nacionalidade.
Mas é o Georg Lukács.
Georg Lukács.
>> [roncando]
>> Ele tem um texto
é, sobre a concepção antropológica de
Marx, né? Sobre o trabalho e tal.
Que teve um período que circulou
bastante em alguns territórios aqui do
do do do planetinha chamado Brasil, é,
do chamado mundo, né? Esse planetinha
chamado mundo, planeta Terra, esse
planetinha.
Nesse planetinha. E o Georg Marcos, ele
tinha esse texto, acho que ele
influenciou muito muito mesmo o Dussel.
Apesar do Dussel não citar ele
diretamente.
Mas se não influenciou
eles encontraram elementos muito
parecidos nas análises e aí fica também
como uma referência esse cara aqui.
Georg Marcos. Ele tem um livro sobre o
concepção antropológica de Marx e
discute o trabalho, que é muito legal.
Fica a dica aí.
É, talvez eu o tenha e talvez eu possa
compartilhar hipoteticamente com
determinadas pessoas em determinado
lugar exclusivo para determinado grupo
>> [risadas]
>> e um determinado canal.
É, para quem é membro desse canal
hipotético. Mas vamos lá, vamos lá, né?
É um texto interessante que eu acho que
vale a pena a gente conversar sobre
trabalho
em Marx e a produção teórica de Marx,
porque esse é um ponto de partida muito
importante para desenvolver outros
desdobramentos do pensamento de Marx.
Questão do trabalho.
É, a con essa concepção de trabalho em
que ele vai procurar um núcleo muito
mais simples, mais
abstrato
sem deixar de ser relativamente
concreto.
Muito mais simples para em seus
desdobramentos ele ir complexificando.
Então esse núcleo simples, que é o a
questão e concepção de trabalho, é muito
importante para o pensamento de Marx,
né? Estrutural para esse pensamento. E
Dussel faz um comentário muito bacana
sobre isso. E vamos ler lá. Como
comentei já, a versão em português dá
para baixar no site do Dussel.
Eu vou ler em espanhol fazendo a
tradução simultânea porque o PDF tá
melhor, tá bom?
Então aqui, no tópico 1.3, a produção em
geral, né? E aqui tá indicado os os
parágrafos, né?
Eh,
do que ele tira dos Grundrisse. Tem uma
marcação específica, ele cria um índice
para você ler os Grundrisse e aí depois
dá para acompanhar pegando o livro dos
Grundrisse de Marx e lendo
eh, e lendo o comentário do Dussel ao
mesmo tempo, comparando as duas coisas,
o que é muito legal, considero uma
ponto positivo também para esse
comentário do Dussel. Bom dia, querido
Guilherme, como é que você tá? Tudo bem?
Chegou Lógico que você chegou a tempo.
Há tempo para todas as coisas e você tá
no tempo correto delas.
>> [risadas]
>> Isso não dá, por incrível que pareça,
esse vídeo fica gravado, mas é mais
legal a gente papear ao vivo, né?
Mas, ó,
a produção em geral, né?
No nível da descrição essencial da
produção
enquanto tal, né? Então, no nível de
descrição essencial da produção enquanto
tal.
Marx descrevendo a produção, o que é o
processo produtivo.
Os Grundrisse, para quem não sabe, são
cadernos de estudo de Marx, são
rascunhos. Marx, antes de publicar outro
livro,
eh, ou qualquer livro, ele fazia
anotações, rascunhos, pensava e
repensava como ele entendia determinados
conceitos para depois estruturar esse
pensamento, fazer uma publicação.
O Juan José Bautista Segallias, por
exemplo, considera, assim como o Dussel,
considera os Grundrisse os Grun os
Grundrisse já uma das redações possíveis
do Capital, né?
Marx tem os Grundrisse, os escritos de
não sei quando,
os a contribuição para a crítica da
economia política,
depois ele tem a primeira versão do
Capital e a segunda edição do Capital. A
segunda edição do Capital, por exemplo,
o Juan José Bautista já considera outro
livro, porque tem uma adição
considerável de páginas e alteração
muito muito impactante da própria
estrutura do texto,
né? Tem a
é É na segunda edição que você tem o
capítulo específico do fetichismo da
mercadoria, por exemplo.
Então, o Juanro considera que isso já é
uma outra versão do capital.
É um aperfeiçoamento, a segunda edição
altera muita coisa.
Na, nos cadernos, né, de manuscrito do
Mar, do, do, do, do Marx, que é o Maga
2, o projeto Maga 2, né, dos, das obras
completas de Marx.
É, tem, dá uma diferença de 800 páginas,
por exemplo, 800 páginas manuscritas.
Aí você fala: "Ah, mas era 800 páginas à
mão, tem muito rabisco, tem muita
rasura". Tá, que seja 300.
>> [risadas]
>> Na versão final. É página para caramba.
Então, o Juanro considera, por exemplo,
mais uma versão do capital. Eu não
lembro toda ordem, mas para o Juanro Cea
Bautista Segales são seis.
Marx tem seis versões de aperfeiçoamento
do capital até chegar nessa, que é a
segunda edição do, do, do livro um,
Que eu acho legal, uma maneira
interessante de ver.
Mas é, é isso.
Diz nosso querido Guilherme:
"Infelizmente, meu pai comprou um café
bem ruim, mas estou bem. Levantei
cedinho e estou com a disposição lá em
cima. Excelente, café e indisposição é
muito bom. Eu estou feliz, mas eu não
estou disposto, eu estou cansado. Não
vou negar não,
pessoalmente falando aqui. Mas que
alegria, bom ver os camaradas dispostos
e animados. Uhu!"
Vamos lá.
Então, des, descrevendo,
eh, essencialmente a produção enquanto
tal,
Marx distingue ainda dois planos de
abstração. Então, estamos descrevendo a
produção.
Eh, e na descrição dessa produção
essencial,
dis, distinguindo, diferenciando
dois planos de abstração. É importante a
gente perceber isso daí.
Em um primeiro nível
de generalidade ou de generalização, né,
de generalidade,
>> [música]
>> a produção em si,
como um todo independente,
máxima generalidade ou a essência em seu
maior grau de essencialidade. Então o
primeiro nível que ele vai trabalhar é a
produção em si.
Que que é a produção enquanto conceito?
Então utilizando aqui uma metodologia
bem hegeliana,
passo a passo, seguindo ali uma
construção conceitual, estrutural e
sistemática, ele começa do mais simples,
mais simples, a produção em si. Vou
descrever em termos genéricos e
abstratos, do mais simples possível, a
produção em si. Essencialmente o que é a
produção.
Quando a gente fala essencialmente, a
gente pode ter a tendência de imaginar
que ele está falando do mais concreto
possível, o mais material possível, mas
não é isso. Marx está discutindo algo
concreto, algo que existe na realidade,
mas abstraindo ao máximo, tendo a
descrição mais geral.
Na hora que ele faz isso, ele sai dessa
materialidade da história
efetiva, né? Assim, observar os fatos e
tudo que está acontecendo, abstrai a
descrição mais geral possível e a partir
dela retornar para a realidade. Esse é o
movimento de Marx, de ascensão e
descensão, ascensão e descensão,
ascensão e descensão. Marx vai fazendo
isso durante todo o pensamento dele.
E a gente vai fazer isso, então, tá
aqui, observando a história, fenômenos
sociais, vai fazer a abstração mais
geral possível de descrição, vai
retornar para a história. Esse retorno
vai fazer com que ele faça críticas e re
compreenda essa própria descrição geral.
Ele vai nesse movimento constante. Tá
bom?
Então é importante a gente
ter isso em mente aqui na nossa
conversa, porque é um
é um um movimento in in interessante.
Então vamos lá.
Do nível mais essencial que a gente tem,
o mais geral, né, não necessariamente o
mais material, mas
historicamente determinado, senão o que
é o mais geral, o mais abstrato,
a produção em si. Esse é o primeiro
nível.
Segundo nível,
em um segundo nível, a A
entra em co eh entra a co determinar, se
começa a se co determinar, tá?
Tem uma relação mais complexa.
Em um plano mais concreto, mas sempre
abstrato,
com respeito ao consumo,
a distribuição
e a troca ou intercâmbio. Então, num
primeiro tempo, num primeiro momento, a
produção é o mais geral, mais abstrato.
Num segundo nível, eu vou começar a
observar a produção em relação com
produção, distribuição e troca.
Vou ver aqui essa co determinação. Faz
parte do processo produtivo em geral,
mas eu vou começar a co determinar,
mas ainda de maneira abstrata.
Isso é o que Marx vai fazendo nesses
primeiros passos, né?
Pra entender o que que é
o, o que seria a produção em si.
Produção em si, produção co determinada
com outras relações, mas ainda em nível
muito abstrato.
Pergunta muito boa o Rubens faz aqui pra
gente.
O primeiro, a, primeira produção
individual
e depois ela passa a ser coordenada, a,
coordenada através da divisão do
trabalho, pergunta o nosso querido
Rubens.
Sim e não, porque qual que é a ideia? Em
termos abstratos, em níveis abstratos,
Rubens,
a gente pode entender de maneira
individual, mas Marx não vai falar
assim, ele vai falar em termos de geral,
de sujeito produtor,
que aí sujeito produtor, o sujeito não é
a mesma coisa que indivíduo.
Sujeito é quem age, quem atua. Pode ser
uma comunidade, uma família, um grupo
ou o indivíduo.
Então, enquanto sujeito que produz,
sujeito que consome, sujeito que
distribui, sujeito que troca.
Né?
Isso é muito interessante, é é o
sujeito.
Porque é um nível bem abstrato,
genérico, que eu posso con, aplicar pra
questões individuais,
como eu posso aplicar pra questões que
sejam coletivos?
Esse é o grau de nível de abstração que
a gente tem.
Um sujeito que atua na história, a ideia
de sujeito, ela não é um indivíduo.
Sujeito é esse grupo, esse movimento que
determina sobre os objetos, que faz com
que a história aconteça. Então não
precisa ser um indivíduo. Pode, eu posso
tanto compreender individualmente quanto
coletivamente.
Por isso é um nível alto de abstração.
Quando entra nos termos de consumo,
troca, né, essa coisa toda,
já começa a exigir a participação de
mais de um sujeito ou um um único
sujeito que se co-determine e se
correlaciona.
Troca consigo mesmo, né? Então, por
exemplo, uma comunidade, se eu penso em
termos de coletivo e individual, ela é
coletiva, mas ela é um sujeito. Um
sujeito que troca entre si, que consome
entre si, que produz para si.
Entende?
Então, é um um cuidado aí com a
terminologia e o conceituação filosófica
importante para a gente poder perceber o
que que Marx está fazendo.
Esse grau de abstração permite com que
ele trate uma comunidade, uma família,
um núcleo produtivo de maneira abstrata,
mas enquanto sujeito, que troca entre
si, que consome entre si e para si, que
produz para si.
É coletivo, mas é um sujeito, entendeu?
Não sei se fez sentido o que eu
comentei, se não, só soltar mais
comentários aí, apontamentos que a gente
vai aperfeiçoando.
Mas em termos mais genéricos, a gente
fala que há uma estruturação de sujeito,
há um sujeito que age na história sobre
objetos que estão disponíveis na
história.
Tá? Então, isso foi o nível mais
abstrato possível. É que a gente tem a
tendência de considerar sujeito como
indivíduo e indivíduo como sujeito. Mas
não, o sujeito, ele não é
necessariamente individual.
Então, vamos lá.
É aqui onde Marx adverte a complexidade
metodológica que tudo isso implica, né,
os níveis que a gente tá comentando. E
por isso, fará um parênteses
metodológico. E aí gostei que o Dussel,
ele realmente fez aqui uma
metalinguagem. Ele falou: "E por isso
fará um parênteses metodológico, entre
parênteses". Ó, metalinguagem dentro
[limpando a garganta] da própria
linguagem que ele tá construindo.
>> [risadas]
>> E ele faz um desenho aqui que eu gosto
muito. Esse esqueminha é um esqueminha
maravilhoso. Isso também é um ponto pro
Dussel. O Dussel, com os seus esquemas,
é algo maravilhoso.
Eu gosto dos esquemas do Dussel.
Pra tornar mais gráfico e visível aquilo
que a gente tá vendo. É um
metaparênteses, exatamente.
Metaparênteses.
É o parênteses do parênteses.
Eh, e aí vamos ver, vamos conversar um
pouco sobre esse esquema e depois a
gente vê a descrição que o Dussel faz do
esquema, tá? Mas é muito legal porque,
como Marx, ele tenta tornar gráfico o
que Marx tá discutindo sobre a produção
em geral. Tanto a produção em si, quanto
ela codeterminada.
Ó que legal.
Alguns esquemas de determinações
essenciais da produção. Vamos ver esses
esquemas de determinações
essenciais da produção.
Então, quais são as determinações
essenciais da produção?
Inicia-se todo o processo com um
sujeito. Tão vendo aqui?
Dá pra ver meu cursor na tela?
Não sei se dá pra ver meu cursor na
tela. Espero que sim.
Sujeito. O sujeito é o ponto de partida
do pensamento hegeliano, da do modo como
se vê a realidade. E aqui, obrigado
Rubens, então tá certo.
E aqui vai ser o o ponto de partida pro
Marx também. O sujeito enquanto aquele
que inicia o movimento, né? Que dá o o
start aí, como atuante na história,
diante de objetos.
O sujeito, este sujeito, ele é um
sujeito de necessidades.
Ele é um sujeito necessitante. Ele
necessita de alguma coisa.
Ele não é um sujeito que está
satisfeito, ele não é um sujeito que
está pleno. Ele é um sujeito
necessitante,
ele necessita,
ele precisa, ele é carente nesse
sentido, né? Ele tem carência.
Precisa de carinho, ele precisa de
coisas, ele necessita de coisas.
Porque é um sujeito vivo, então um
sujeito que só consegue se manter vivo
porque ele necessita de coisas que o
mantenham vivo.
Esse sujeito que necessita
ele necessita
de
uma determinada
Como é que eu posso falar?
Uma mas é
uma necessidade A, vai, necessita de
algo A, dessa questão A, essa carência
A, né?
Para suprir esta carência A, ele precisa
de algo que satisfaça
sua necessidade. Essa satisfação
se dá do que se chama de satisfator.
Eu acho que é um termo importante da
gente utilizar.
Um sujeito que é necessitante, que
necessita, que precisa, portanto, de
algo que satisfaça a sua necessidade, de
um satisfator.
Esse sujeito, ele age
sobre um
satisfator, né? Uma matéria satisfatora
para poder consumir e manter o seu ciclo
de vida como sujeito, sua manutenção do
sujeito. Um sujeito necessitante que
precisa de um satisfator que ao ser
consumido mantém o sujeito.
Isso é um primeiro ciclo de
determinações, né?
Um sujeito que precisa de um satisfator
que ao ser consumido mantém o sujeito.
Sujeito que precisa de um satisfator que
ao ser consumido mantém o sujeito.
Beleza?
Nível interessante, dá para ver. Exato,
Rubens, é aí que a gente vai ter ideia
de valor de uso. Valor de uso, o consumo
porque é necessário. Vai vai aparecer lá
na frente, lá na frente, agora não. Lá
na frente, essa estrutura básica se
desdobra como valor de uso para Marx.
Valor de uso porque é aquilo que atende
a necessidade do sujeito. Diferente do
valor de troca.
O valor de troca é o que é determinado
pelo intercâmbio entre os sujeitos.
Que vão trocar, vão cambiar.
Vão distribuir entre si satisfatórios
distintos.
Então, sim. A partir desse esquema, lá
na frente aparece como valor de uso.
Só que é como é que é legal a gente ver
essa construção linha a linha e esses
esquemas. Porque eu já posso começar
dando uma aula, por exemplo,
apresentando uma formação
sobre o pensamento de Marx dizendo:
"Valor de uso para Marx é, valor de
troca é". E aí eu tenho as definições e
vou entendendo. Agora, essa construção
aqui linha a linha que você vai vendo
desde a base da produção em geral, a
produção em si e tudo mais, vai dar
sentido para esse valor de uso e para
esse valor de troca lá na frente. Agora
você sabe o fundamento, o ponto de
partida, que faz esse desenho ficar
muito mais claro.
Beleza? Massa, né?
Eu, pô, eu acho isso muito legal. Assim,
eu acho isso muito legal.
Diz o nosso querido Rubens: "Valor de
troca só que só aparece na relação
dinheiro mercadoria, né? Dentro do
capitalismo?" Não, cara. É, ele vai
aparecer antes também, em certo sentido.
Mas é mais difícil da gente trocar ideia
a respeito disso. Mas a gente vai
chegar, porque eu acho que a os próximos
passos vai, vai dar para dizer.
O grande lance é que Marx vai conseguir
distinguir e determinar a diferença
entre valor de uso e valor de troca,
porque ela durante a história, no
desenvolvimento do processo produtivo,
né? Da, das relações produtivas e tudo
mais,
essa autonomização do mercado
garante um espaço para trocas que não
são, não tem como você determinar de
acordo com o consumo imediato desse
sujeito.
A troca vai ser a partir, inclusive, das
necessidades diferentes dos sujeitos.
É massa. Eu gosto. Me agrada.
Mas a gente vai chegar lá.
Então, ó, sujeito
produz, que tem uma necessidade, que
precisa de um satisfator uma matéria
aqui, né, uma matéria tal e vai
consumir. Beleza.
Mas o que acontece? Isso não é mágico,
né? Isso é um ciclo básico necessário
para o sujeito.
Mas essa satisfação, ela nem sempre é
tão preparada assim. Ela não tá pronta.
Você precisa produzir
aquilo que vai ser necessário para
satisfazer a sua necessidade.
Então esse sujeito necessitante, ao
atuar sobre o objeto,
ele atua como produtor.
Ao atuar sobre um objeto que temos aí
disponível nesta realidadezinha,
ele vai aparecer como produtor. Então o
sujeito necessitante
que vai atuar sobre o objeto como
produtor, ele vai produzir algo
utilizando um instrumento de trabalho,
né, um instrumento de trabalho,
eh, que aqui o Dussel coloca até em
parênteses, né, e trabalho passado, né,
porque
ao você utilizar, por exemplo, uma mesma
uma ferramenta que foi realizada antes,
essa ferramenta que foi realizada antes
é fruto de um trabalho anterior, é um
trabalho passado que está materializado
nessa ferramenta que dura no tempo.
Então, você tá reutilizando trabalho
passado.
Mas utiliza esse instrumento
para alterar o objeto disponível na
natureza,
o objeto aí que tá
tá disponível como recurso, o sujeito
produtor usa o instrumento atuando nessa
natureza criando um objeto. Esse objeto
como produto.
Ele é produto externo, ele tá ali. Eu
criei um produto. No processo de
produção, o sujeito, utilizando os meios
disponíveis, cria um produto.
Este produto
será
consumido.
Ao ser consumido, ele agora vem como
satisfator novamente e esse sujeito como
consumidor.
Sujeito produtor que atua na realidade
com mediante instrumentos necessários
para criar um objeto específico, esse
objeto como produto, produto que é
satisfatório para o sujeito.
E olha a separação que tem aqui, produto
de um lado, fora do ciclo do sujeito e
satisfatório quando entra no no ciclo do
sujeito. É aqui, Rubens, que a gente
começa a perceber a distinção entre o
valor de uso e valor de troca.
O produto alienado do sujeito, e aqui eu
tô usando o termo alienado em genérico,
né, separado do sujeito, ele é um
produto que pode ser trocado, quando
pode ser consumido. Ao ser trocado, ele
é um produto que não entra no ciclo do
sujeito satisfatório.
Né, ele não entra no sujeito
necessitante como satisfatório. Ele é um
produto, produto que pode ser trocado.
Se for trocado no
sobre relações de mercado ali como
mercadoria.
E aqui então ele vai ter uma valorização
determinada não pela necessidade do
sujeito, mas nesta relação de produto
separado.
O mesmo produto, ao entrar no ciclo
vital desse sujeito aqui,
ele vem como satisfatório. O mesmo
produto separado de sujeito, ele é um
produto que pode se converter em
mercadoria.
Legal, né? Pô, eu acho isso muito massa.
Só que isso a partir da da o Marx ainda
não tá trabalhando sobre esses termos,
ele não tá falando de mercadoria, ele
não tá falando de valor de uso, não tá
falando de valor de troca. Esse é o
fundamento, ponto de partida para o que
vai aparecer lá na frente, nas
discussões mais complexas ali do do seu
pensamento ao analisar ao analisar o
capital, ao analisar as relações de
mercado e tudo mais.
Mas esse desenho aqui de de produção em
geral é muito massa. Ele é ele é ele é
muito sintético e auxilia muito a gente
compreender essa essa estrutura básica
para que seja fácil
ou de maior assimilação, de de
assimilação mais fácil de conteúdo
bacana
do pensamento maduro de Marx, né? Aquele
que vai tá mais estruturado.
Tá?
E é verdade, Gabriel fez um comentário
importante, o curso do Machado é muito
bom sobre o sobre o capital, é muito
bom, ele explica de um jeito muito
legal.
Diz nosso querido Rubens:
"E esse trabalho é consumido conforme a
ferramenta é utilizada?"
E esse trabalho é consumido conforme a
ferramenta é utilizada?
Isso acontece com as máquinas que são
produzidas para produzir bens de
capital, é por aí?
Trabalho consumido conforme ferramenta
utilizada. Isso, isso, é se eu não
entendi errado, meu querido Rubens está
falando do trabalho passado, né? O
trabalho passado é consumido conforme a
ferramenta é utilizada? Sim.
Sim.
Isso acontece com as máquinas, também.
São produzidas para produzir bens de
capital, capital, exato, exato.
À medida que eu vou utilizando esses
instrumentos de trabalho, esses meios de
trabalho, esse tem trabalho acumulado
passado, né? Porque alguém fez e eu
estou utilizando durante o tempo.
É
o que o a diferença do capital fixo e
capital variável, né? Que o Marx vai
fazer lá na frente, inclusive, que
compõe a força produtiva.
Mas isso é tem
papo para outro dia, mas é isso,
enquanto eu vou usando eu vou consumindo
esse trabalho passado, ele vai sendo
consumido durante um tempo, um tempo
maior.
Mas esse consumo pode ser um consumo
produtivo.
À medida que enquanto eu o consumo, eu
produzo novas coisas. Né? Eu posso ter
um consumo produtivo e um consumo
improdutivo.
Esse consumo produtivo, à medida que ele
produz novos satisfatórios,
novos satisfatórios que do ponto de
vista do sujeito pode ser produtivo, mas
que só vai ser efetivamente produtivo à
medida que esses novos satisfatórios
atendam às necessidades dos sujeitos.
Porque se eles não atenderem às
necessidades dos sujeitos e
potencializarem o desenvolvimento da
vida, da sociedade, tudo mais, ele acaba
também criando um tipo de consumo que é
um consumo improdutivo.
Mas também é um papo para outro momento,
mas é legal de de discutir, né? Essa
estrutura básica aqui ela ela abre um
universo de conversas, eu gosto muito
disso.
Mas é é isso aí, tem toda a razão, é
exatamente isso.
É,
vamos lá.
Diz nosso querido Dussel agora, né,
explicando o desenho que ele mesmo fez.
A produção em si, em geral, como temos
indicado,
supõe sempre ao menos um sujeito,
como a gente viu, um objeto e na
realidade duplo, né, a natureza como
matéria e o produto como satisfator.
Então isso também é uma distinção
interessante, natureza como matéria para
ser trabalhada e o produto como
satisfator para o sujeito, né? O sujeito
realiza um trabalho
para obter um produto que é o satisfator
para esse sujeito.
Separado do sujeito é natureza.
Entra no ciclo do sujeito como
satisfator.
Bem interessante observar desse nesse
aspecto.
Um instrumento em um trabalho passado
acumulado como perícia, diz aqui o nosso
querido Dussel, né, como habilidade,
como recurso para a gente poder
é,
seguir desenvolvendo forças produtivas e
novas
dinâmicas de produção.
Este círculo produtivo, sujeito,
instrumento, objeto, sujeito, sujeito,
instrumento, objeto, sujeito, ciclo
produtivo.
Da produção em geral deve ser estudado
com deternimento ou com detenção, com
atenção, com afinco, deve ser estudado
com afinco, né? Nós temos aqui que tomar
cuidado. E é por isso que eu inclusive
escolhi esse trecho aqui, porque essa
eu li esse livro, cara, em 2000 e
2015, eu li esse livro do Dussel.
É, foi 2015.
E quando eu comecei a ler que eu isso tá
logo no início desse texto, eu já
[limpando a garganta]
ligou aqui a minha cabeça,
já ligou aqui na minha cabeça,
é,
a chavezinha dessa
estrutura básica do pensamento de Marx
que meio que abriu várias portas para eu
conseguir sair desse pensamento do
Dussel e ir direto para o pensamento de
Marx. Então assim
é uma porta muito É uma chave para abrir
porta maravilhosa. Então fica esse
cuidado esse com esse desenho aqui
porque é um desenho muito bom. É um
desenho legal. Eu [música] gosto.
Deve-se ter em conta que o sujeito, como
Marx repete continuamente, é
primeiramente sujeito de necessidade ou
subjetividade necessitada. Essa
distinção é legal também, né?
É um sujeito de necessidades, não é um
sujeito de preferências. Por que que é
importante ressaltar isso?
Porque o pensamento econômico mainstream
ortodoxo, liberal, né, essa coisa toda,
não trata de sujeito que necessita,
trata de sujeito que prefere. A partir
dos neoclássicos, isso vai ficando cada
vez mais reforçado.
Não é um sujeito necessitante ou
necessitado, é um sujeito de
preferências.
E a diferença entre necessidade e
preferência é gigantesca.
Eu tenho necessidade de água.
Eu não tenho como optar por não beber
água. Eu tenho necessidade de ar.
>> [risadas]
>> Tenho necessidade de alimento que
consiga manter minha vida por um tempo
maior do que simplesmente salsicha,
entendeu?
Então
importante a gente considerar isso.
Essa distinção, ela é muito fundamental.
Pode parecer uma bobagem, mas isso
altera completamente.
Diz o nosso querido Clay Kesley. Como é
que você está Clay Kesley? Beleza, mano?
Quanto tempo, velho? De boa?
Se eu não estiver enganado e minha
memória não estiver falhando, a minha
pode falhar também.
Eh
me recordo que essa reflexão de Marx
sobre necessidade, ele retoma em seu
doutorado em Epicuro e que faz três
distinções. E aí você me quebra, mas é
bem capaz.
Bem capaz.
O que eu lembro agora da do doutorado de
Marx é a introdução.
Que é aquele prólogo que ele fala do
do Prometeu que rouba o fogo dos deuses.
E
do final que ele faz o comentário sobre
o dinheiro.
E
que é bem interessante também.
Puts, mas eu não lembro agora desse Mas
você deve ter razão. Você deve ter toda
razão. Eu que tô moscando aqui.
Mas deve ser, deve ter toda razão.
Com o único adendo de que o doutorado
vem eh de 1800 ou 1841.
E é publicado acho que em 42, se eu não
me engano. Ou é de 39 publicado 40 40
publicado em 41.
É de 40 publicado em 41. Alguma coisa
assim. É ali, no comecinho dos dos de
1840.
E que esse texto aqui dos Grundrisse, se
eu não me engano, é 1858.
Talvez.
60. É, talvez. Eu não lembro. Eu tô ruim
de de memória de datas. Eu sou ruim de
memória de datas.
Tirurudum. Diz nosso querido Ryan.
Muito bom. Que bom.
Que bom que tá sendo útil.
>> [risadas]
>> Diz nosso querido Guilherme. Eu tenho
necessidade de água e preferência pelo
barismo. Exato. Essa distinção é
importante. Prefiro barismo, mas eu
necessito de água. Então isso faz toda
diferença na vida.
Mas diz nosso querido Rubens.
Mas com o desenvolvimento das
sociedades, o que era preferência se
torna necessidade, não é? Hum,
algumas coisas não, alguns elementos
não. Aí é o critério importante.
Por exemplo, antes ter um telefone era
preferência, já é necessidade. Não,
socialmente falando sim. Do ponto de
vista da divisão social do trabalho, da
complexificação dos trabalhos
realizados, hoje é muito difícil você
não ter um celular. Telefone já tá mais
fácil, porque o telefone fixo foi pra
casa do chapéu.
Mas você precisa ter o tá conectado pra
poder participar do processo de trabalho
mesmo, né? Socialmente. Mas é uma
necessidade social distinta de uma
necessidade vital do sujeito vivo
necessitante.
Percebe essa diferença?
Para falar da produção em geral, eu falo
desse sujeito que tem condições mínimas
para se manter como sujeito. Aí eu tô
falando de um sujeito vivente
necessitante de satisfatores
específicos. É claro que daí quando a
gente for
ir para
concretude, o desenvolvimento da
história e tudo mais, a gente vai ver
essas outras coisas.
Mas essa distinção é importante, dessa
necessidade antropológica básica e da do
desenvolvimento da história da sociedade
com outro outros elementos aí que vão
agregando, né, como necessi necessidades
sociais. E aí eu acho que é um avanço
importante do que o Enrique Dussel em
especial, mas o Dussel também fazem
diante de Marx.
Porque Marx já tem consciência de que
você precisa estar vivo, né? Tem que
condições de estar vivo para continuar
fazendo história.
Ele até fala que o capital só desenvolve
suas forças produtivas na destruição das
fontes de riqueza possível, que é a
terra e o trabalhador. O que permite a
gente pensar as pessoas e a natureza, ou
seja, preciso de um organismo vivo para
continuar a estar vivo e uma mínima
estabilidade, sustentabilidade.
E isso dá para depreender de Marx. E no
século XIX ele é o único que fala assim,
é o único que fala sobre isso. No
pensamento ocidental não tem outro
falando sobre essas necessidades vitais
básicas.
Mas ele não desenvolve isso.
E aí o Franz Hinkelammert e o Enrique
Dussel, eles contribuem muito para o
pensamento de Marx
ao destacarem esse aspecto da
necessidade vital
como critério para você fazer
julgamentos no âmbito econômico,
político e e e mesmo avançar em
discussões
dentro da economia política. O Dussel
cria o critério, né, de que toda ação,
critério ético, de que toda ação
estrutura, microestrutura, instituição,
relação humana, tal, tem que garantir a
as condições de produção, reprodução e
desenvolvimento da vida humana em
comunidade.
Isso ele cria esse critério, inclusive,
a partir de Marx. E o Rinkelamert
trabalha
sob esse mesmo critério, repensando a
economia, repensando a economia
considerando esse elemento básico de
garantir as condições de produção e
reprodução da vida.
A gente até trouxe aqui em algum
momento, no no no nosso canalzinho, uma
discussão sobre isso.
Sobre um cálculo econômico que considera
os dejetos, né, os rejeitos e também em
certas condições de produção de vida,
que o Rinkelamert faz, que é muito
bacana.
Então, fica aqui
as dicas e comentários. Tô até com ideia
de na semana que vem trazer esse tema,
hein? Então, agora agora me atiçou.
Mas é importante a gente fazer isso.
>> [risadas]
>> É nós, que isso?
Pois é, estou muito tempo, é, pois é,
muito tempo. Estou chegando em casa.
Estou dirigindo. É melhor você estar
dirigindo. É melhor se não eu não
confessar que você está dirigindo.
Se eu encontrar eu mando a referência.
Ainda bem que ninguém sabe onde você
está dirigindo. E evita aí
contravenções.
>> [risadas]
>> Diz o Gomes: "Sim, a divisão entre
biologia e sociologia". Perfeitamente. E
diz o nosso Guilherme: "Seria o café uma
necessidade social laboral"? É, se
tornou, se tornou uma necessidade social
laboral, sem dúvida.
No meu caso, até de existência, né?
Necessito de café para existir, não que
é um problema danado para a minha vida.
Mas, vamos lá.
Voltando aqui, mais um pouquinho.
Se é, pode se satisfazer sua
necessidade, né? Se pode, se pode
satisfazer sua necessidade com objeto
natural, uma fruta à mão,
o consumo não estará mediado por um ato
produtor. Isso é muito interessante
também, né? Por por
Tá lá John Locke.
John Locke falando sobre a propriedade
privada e o direito à propriedade no
raio dos primeiro e segundo tratado, na
verdade no segundo tratado sobre o
governo.
Baseado no primeiro que é uma discussão
completamente
bom, com todo o respeito ao John Locke
sem sentido. Mas tudo bem.
Dito isso, mas vai lá o John Locke
falando sobre o negócio e que se eu pego
uma maçã na árvore é uma propriedade
minha e não sei o que lá.
Ai que preguiça. Dito isso, aqui é, se
eu posso satisfazer a necessidade com
objeto natural, a fruta à mão, o consumo
ele não está mediado por um ato
produtor. Eu simplesmente fui lá e
peguei a maçã. Eu não produzi nada. Não
foi um ato produtor. Foi um consumo
imediato. Não precisou de um processo
produtivo. Não há um trabalho realizado
nesse sentido.
Tudo bem?
Isso isso é importante porque essa
distinção também desarma um monte de
groselha dita por nossos queridos amigos
liberais.
Não haverá uma nenhuma produção.
Somente no caso de que o objeto natural
satisfator não esteja à mão
terá que ser produzido, né? Então, casa,
eu posso te contar a caverna e não
produzir nada e fico lá na caverna.
Um abrigo naturalmente estabelecido e
fico lá no abrigo.
Outra coisa, outra coisa aí é se eu
realizo uma produção
de uma casa, de um abrigo, de uma oca,
de um lugar que o proteja da chuva, do
frio e do relento, né?
Aí eu tenho um ato produtivo.
Completamente diferente uma coisa da
outra.
Beleza?
Pô.
Distinções importantes para a vida.
Pô, querido Fred, muito obrigado pelo
carinho. Obrigado aí. Um salve que um
arrego pro cara pro cara. Obrigado,
obrigado. Deus abençoe sua vida. Deus
abençoe sua vida. Obrigado pelo carinho.
De coração. Valeu demais, pô. Aí sim,
hein. Aí sim, vitória trabalhador. Já aí
já dá praticamente duas passagens de
metrô. Pô, valeu demais. Agradeço de
coração. Valeu mesmo.
Eh,
obrigado, cara. Obrigado
[limpando a garganta] mesmo.
Então, não tá a mão, né? Tem que ter tem
que ser produzido a desgraça do abrigo.
Então, ou qualquer outra coisa, né? Vou
ter que se eu quiser uma com a fruta com
regularidade, aí eu planto a árvore, a
árvore vai surgir, aí sim, eu vou pegar
a maçã da árvore que eu plantei, que eu
cuidei, que não sei o quê. Teve trabalho
envolvido para depois você poder manter
esta árvore, aí sim, tem trabalho
envolvido. Só ir lá e pegar a fruta já
isso isso é Moscou. Aí não tem trabalho
envolvido. Importante essas distinções.
O sujeito necessidade ou no sujeito
necessitante, né? Se transforma assim em
sujeito produtor, né? Na hora que ele
tem que realizar um trabalho para poder
produzir o seu satisfator.
Que na realidade e para o próprio Marx,
não é então a primeira relação do homem
eh com a natureza, né? Então, isso aqui
ele já tá dando uma puxadinha de orelha
em certas interpretações
marxistas. Há discussões aqui a serem
levadas a cabo.
Ainda no caso da satisfação da relação
sujeito necessidade e natureza é relação
material.
Mas a natureza não será neste caso
matéria de trabalho, né? Porque só vai
ser matéria de trabalho quando você
realizar o ato do trabalho.
É isso que importa. É isso que importa.
Ô, louco. Muito obrigado, Fred. Agora
sim, cão. Agora a gente vai abusar hoje.
Vai ter uma cerveja no fim do dia.
Obrigado, mano. Obrigado pelo carinho.
De verdade. Valeu demais.
Vai ter hoje uma cerveja no fim do dia
para encerrar a lata no fim do dia.
Eh, nesse caso será um eh
não será um caso de matéria de trabalho.
É matéria de trabalho quando o sujeito
precisa produzir. Aí a natureza é
matéria de trabalho. Se ele simplesmente
pegou o que estava disponível sem um ato
de produção, sem um ato produtivo, aí
não dá,
Em um materialismo marxista, que sempre
é
produtivo e não cosmológico. Também é
algo importante, porque a gente tem que
distinguir
uma concepção materialista
como a natureza, né? Ah, mas a natureza
é material, e tal, não sei o quê. Eu
falei: "Não, sim, sim, sim, sim, sim".
Mas é é um materialismo de Marx é um
materialismo que considera a ação humana
com certa distinção qualitativa, né?
Porque ela produz, ela é produtora de
seus satisfatores.
Então isso é importante.
Senão matéria de desfrute, de
satisfação, como conteúdo, aí ele gasta
o alemão, in halt,
da eh da necessidade,
sentido ainda mais essencial e
fundamental do materialismo do gozo.
Olha que palavra bonita. Dia do gozo, o
materialismo do gozo. Hum,
Dussel. Você sala, malandrinho, né? Mas
do desfrute,
de você gozar
dos materiais
necessários, de você gozar aí de daquilo
que você precisa, de desfrute da vida,
da alegria, da felicidade de um Marx
desconhecido frequentemente.
>> [risadas]
>> Não sei se vocês lembram quando eu
eu li aqui, pô,
ficou muito bonito essa leitura, até
chorei lendo.
O as dedicatórias que eu fiz no meu
trabalho
de dissertação de mestrado e da tese de
doutorado, eu fiz dedicatória para minha
companheira e para minha filha.
Em ambas eu acabei falando sobre o
trabalho, né?
Em ambas eu falei também sobre a
necessidade de fazer de tudo para que
elas para que as pessoas, né, que fazem
parte da minha família vivam.
E
isso eu fui muito influenciado por esse
texto do Dussel aqui.
Essa leitura de Marx que ele faz.
Porque eu comecei É ver esse ato
produtivo, esse ato do trabalho, de
realização do trabalho, como ato de
desfrute, né? Como ato de você produzir
aquilo que é necessário para a vida,
como satisfator.
E isso não é só o sofrimento, porque o
trabalho alienado, o trabalho como a
gente tem socialmente determinado, que
rouba tempo de vida, que tá, ele não
produz aquilo que te satisfaz, que te
traz alegria, felicidade, que te traz
gozo, desfrute.
E quando eu li isso do Dussel, isso me
mexeu muito comigo, porque produzo
aquilo
que também me traz desfrute, produzir
aquilo que também me dá vontade de
viver, que me dá gana para a vida, saca?
E isso realmente é um marco Marcos
desconhecido, por isso que a Suzy, né?
Suzy Piza quando leu meu meu trabalho
e no no dia da avaliação, né? Da banca
quando a conheci, ela leu e falou: "Quem
disse que marxista não sabe falar de
amor, né?"
>> [risadas]
>> Exatamente que eu comecei a perceber
essa relação de trabalho, de garantir
tempo de vida, de de você produzir o
necessário para a vida, também como esse
ato de gozo, de desfrute, de aproveitar,
cara, que coisa boa, né? E a tristeza de
ter um trabalho alienado não é só uma
tristeza do tipo: "Ai, caraca,
exploração", tal, é óbvio, a gente vai
ter esses termos, mas eu a tristeza de
não poder desfrutar da vida que eu
tenho, né? Não poder desfrutar dos
amigos, das amigas, de ter tempo com a
família, de uma coisa que eu gosto
muito, de cozinhar para as pessoas, né?
De cozinhar para as pessoas
é
coisas que eu gosto e que fiquem boas,
que elas comam e desfrutem e que eu veja
as pessoas felizes com aquilo que eu
cozinhei, eu gosto, cara, tipo: "Pô, que
legal, né? Que que que da hora, que
momento gostoso", produzir um trabalho
satisfator, esse satisfator, esse
produto satisfator é um satisfator de
necessidades, a necessidade material de
estar vivo, vivente e a necessidade de
você
participar desse ritual de comer junto,
de alimentar, que dá que é da alegria,
que você se diverte, que também é uma
necessidade humana.
A gente pode usar até o termo que o
mesmo Marx, em determinado momento,
utiliza,
uma necessidade espiritual, não no
sentido abstrato, de fantasminhas
rodando por aí, no sentido dessa relação
social interpessoal que nós temos
enquanto seres humanos, de dar
significado e sentido para as coisas,
que vai para além só do comer a comida.
Que tem o processo de produzir, tem a
alimentação, tem o estar junto, tem o
comer junto, tem o agradecer a comida,
né, quem fez a comida, quem produziu, e
essa troca de de de
de carinho, de afeto, de cuidado, que
faz parte do processo de necessidades e
satisfatores.
Não é bonito?
Pô, isso é muito importante, cara, e o
capitalismo rouba essa merda da gente,
tá ligado?
Ele diz, ele destrói a nossa vida,
inclusive nesse sentido de significados,
inclusive nessas experiências. Eu tenho
certeza que todo mundo aqui tem tem
memórias de de vivências, de coisas que
pôde desfrutar, que se conecta muito à
mesa, a estar junto com as pessoas.
Alguém que tá trabalhando e produzindo
coisas que você satisfaz e desfruta.
Pô, que legal, né? A gente compartilha
trabalhos entre a gente para desfrute,
para aproveitar, não é só para troca e
para mercado. Aí a tristeza da vida de
um liberal, que tudo tem que ser
trabalho trocado.
Que aí vai ser muito mais importante se
eu tô vendendo, produzindo comida para
vender do que produzindo comida para
satisfazer uma comunidade, uma família,
um grupo, os amigos,
Todas as ações elas têm que ser
comercializadas. Pô, mas você tá você
não tá entendendo o que é a vida, tá
ligado? Você não tá entendendo.
Você Pô, é a é a conversa importante. Eu
acho esse tipo de conversa muito
importante.
Além da discussão econômica, da
militância ou junto dela, esse tipo de
papo, porque é um papo que conecta a
nossa vida, nossa vida profunda, nosso
coraçãozinho, né?
Diz o nosso querido Guilherme: "Então
aquele vídeo do Nego Bispo dizendo que
marxismo é a mesma coisa que capitalismo
porque o mundo trabalho tá errada?" Tá.
Perdão ao Nego, mas ele tá errado. A
leitura que ele faz de Marx eu eu acho
ruim, bem ruim.
Bem ruim. Porque também tá muito mediado
pelas relações que ele teve com o
pessoal marxista que também não foram
muito
proveitosas.
Tristeza do tempo roubado mesmo. Exato.
Nossa gente, pelo amor de Deus.
Diz o nosso querido Guilherme: "Fazer
atos de serviço para quem amamos é
maravilhoso". Nossa, é uma delícia,
cara. É uma delícia. E é trabalho, né? É
você produzir o satisfator.
É é muito legal.
A turma acha que marxista, diz o
Borduno, né? A turma acha que marxista
não pode contar piada, ter piscina, se
divertir, ter coisas.
>> [risadas]
>> Marxista não é o dementador não.
Exatamente. É. Marxista é o cara que
vive ali só para ficar marxistando, né?
No sentido negativo do termo. Fica Fica
só para dizer: "Propriedade privada é
roubo".
É o marxista é só esse cara, não é o
cara que desfruta da vida. Não é uma
pessoa que tem uma militância e que quer
um mundo distinto, né? E alterar as
relações de produção. Não, não é. É só
um militante. Marxista é
a identidade dele é militante. Então ele
não desfruta. Ele tá sempre puto.
>> [risadas]
>> Esse pessoal precisa de família.
Não é brincadeira, mas a gente tem que
ter esse cuidado, cara, assim. Eu eu eu
às vezes fico um pouco chateado. Já
comentamos isso aqui no canal.
Com o tipo de produção que a gente tem
sobre comunismo, sobre marxismo, você
sempre um ponto
reativo, tá sempre puto, tá sempre não
sei o que lá. Pô, cara, é só isso que a
gente produz, que a gente se relaciona,
que a gente tem de conteúdo e de e de de
pontos de contato, né? Não, cara. A
militância ela se dá de muitas maneiras,
inclusive nas relações interpessoais, de
cuidado, de sonhar junto.
Vivenciar outras coisas. A história se
dá nesse nesse processo.
Necessidade humana, exatamente.
Exatamente, Rubens.
E diz o Rubens: "Em cima de tudo isso
ainda tem
o ritmo do trabalho que atualmente é
insano". Perfeitamente. O volume de
trabalho é surreal, não sobra tempo para
quase nada, apesar de produzirmos
demais. Exato. E tudo comercializado,
né? Tudo mercantilizado. As relações
viram de cliente e e e prestador de
serviço, né? É horrível.
É horrível. Em sala de aula, a relação é
de cliente e prestador de serviço.
Em em tudo, tudo. Ai, é uma tristeza.
Rouba essas oportunidades de trocas
humanas que dão significado. Por isso
que eu gosto de produzir algum
conteudinho conteudinho aqui que que vai
nessa linha, sabe? Eu acho importante.
Talvez seja uma utilidade que eu tenha,
espero.
Diz o nosso querido Guilherme: "Eu
entendo que comer junto é um dos pilares
da sociabilidade". Exato, junto com a
fofoca. São dois pilares: comer junto e
fofoca. Fofoca é um elemento fundamental
da sociabilidade humana.
Seja em família, seja em um almoço
executivo, seja um encontro com o
parceiro romântico. Perfeito, perfeito.
Tá junto. É gostoso demais, cara. Bom
demais. Gostoso mesmo, né?
Diz o nosso querido Keisy: "Encontrei
tese de doutorado {dois pontos} do Marx,
provavelmente, né? Diferença entre a
filosofia da natureza de Demócrito e a
de Epicuro foi apresentada
eh e aprovada na Universidade de Iena em
15 de abril de 41, exatamente, 41. Ó.
Parabéns pelo seu trampo". Valeu, Keisy.
"Venho te acompanhando há algum tempo".
É, espero que seja útil.
Espero [risadas] que seja útil.
Valeu.
Valeu, Rubens. Valeu, Rubens disso. "Seu
conteúdo é bom demais, Bruno". É só às
quartas-feiras. Meu conteúdo da segunda
é ruim, terça é ruim, quinta é ruim,
sexta é ruim. Na quarta é bom. Então,
quarta-feira, vocês apareçam aqui.
>> [risadas]
>> Pois é isso, pô.
Mas é legal. É um tipo de leitura que
que me agrada, me agrada muito, assim.
Essas essas estruturas de pensamento. E
tipo, aqui a gente tá fazendo uma
análise, não sei se se vocês perceberam,
teórica, né? Acadêmica, que fundamenta
desdobramentos do pensamento de Marx lá
na frente, mas que não rouba da
existência Jesus Cristo, põe o pé no
chão.
>> [risadas]
>> A gente aproveita.
Mais um pouquinho. Para um sujeito
produtor, diz o Dutra, né?
As coisas aparecem como instrumentos
para produzir a partir da natureza dos
objetos satisfatórios, de que necessita,
né? Que lhe faltam. É uma carência, tá
faltando coisa, então tem que produzir.
A produção é assim, negação,
gasto de energia ou morte, isso é
importante. Produção enquanto negação.
Por quê?
Quando você você tá necessitando de
algo, tá em falta,
o cálculo inicial seria, então deixa eu
só recuperar essa energia que me falta.
Mas na verdade é, para eu suprir isso
que me falta, eu preciso produzir, eu
vou ter que ter um gasto de energia.
Então eu nego,
>> [risadas]
>> eu nego, eu eu tiro, eu
realizo um gasto, né?
Que o Dutra até usa o termo morte, né?
Eu estou tirando mais força vital
para negar a negação da fome como
necessidade, por exemplo, né?
Então a minha falta, eu tenho uma falta,
uma necessidade, fome. Aí seria comer
imediatamente, não, eu vou gastar um
pouco mais de energia
para poder negar essa minha essa minha
falta.
Ele usa essa brincadeira da negação da
negação.
Eu vou aumentar essa falta, negar aquilo
que já está sendo negado, né? Eu tô
faltando energia, eu vou gastar até um
pouco mais de energia
para no final ter um resultado que
recupere essa energia e ainda me
entregue um a mais, um excedente.
Então,
eu gosto desse exemplo de comida, comida
é bom.
Por quê?
Eu vou produzir aqui um uma comida, aqui
em casa, sei lá.
Fazer uma um creme, um creme de legumes
nesse friozinho que tá em São Paulo.
Fazer um cremezinho gostoso que eu gosto
de fazer.
Cremezinho que minha filha pede para eu
fazer vez por outra.
Fazer um creme. Aí eu vou pegar lá
batata, vou pegar mandioquinha, pegar
cenoura, pegar
bacon, linguiça, pegar cebola, pegar
alho, né? Se quiser colocar um um
brócolis bem picadinho, né? Bom também.
Põe esses trem lá, faço o creme, faço
com os pedacinhos de umas parada bem
gostosa,
tempero com aquele salzinho gostoso, com
um pouco de pimenta, com um pouco de de
noz-moscada, dá um ar um cheirinho
gostoso também.
E [roncando] quem sabe até chimichurri
para reforçar o legume, mas aí eu acho
demais. Mas põe tudo esse trem lá,
bate, faz o creme. Fiz o creme. Eu
gastei tempo de vida, gastei energia,
gastei o fogo, gastei esse bagulho todo,
né? Mas gastei todo esse bagulho
para no final,
ao consumir isso que eu gastei,
me dá um excedente de energia para que
eu viva um pouco mais. Ela não recupera
só o que eu perdi, ela recupera o que eu
perdi e me dá um a mais
para manter até o dia seguinte ou até a
próxima refeição.
>> [risadas]
>> Veja que é um ciclo interessante, né? É
um ciclo interessante de se pensar.
Um uma me falta algo, eu gasto energia
para faltar esse negócio, para daí a
gente conseguir, ao consumir esse
produto realizado com esse gasto, negar
as duas negar a fome, negar esse negócio
e ainda conseguir um excedente de de de
energia de vida para o próxima refeição,
para mais um tempo vivendo.
É muito massa essa dinâmica. E aí o
Dussel tá utilizando essa dinâmica
dialética para explicar para gente esse
movimento de Marx. Muito massa. Muito
massa.
Acho sensacional.
Pergunta Gabriel: "Há live de culinária
proletária quando?" Só para membresia, a
gente faz em algum momento. A gente vai
fazer em algum momento.
Bom dia Peca, como é que você tá, mano?
Diz Ederson Peca: "Bom dia, tô com fome,
me adota". É.
Não sou capaz de adotar um adulto. Eu já
já tenho uma criança que come como um
adulto. Eu cozinho para três adultos em
casa e nós somos apenas dois adultos e
uma criança.
Então, não sou capaz de agregar mais um
adulto, perdão aí pela minha
incapacidade.
Então, a produção é assim, negação,
gasto de energia para negar a negação, a
fome como necessidade, por exemplo.
A produção é atualidade da vida para
reprodução e subsistência da vida, como
veremos. Então,
muito importante de se considerar isso.
Esse excedente que vai ser realizado,
né? Que vai ser produzido.
Eu gasto energia, gasto insumos, gasto
recurso para não consumir o produto
realizado por esse processo, eu ter
recuperação da energia que eu gastei
mais um excedente.
Genial.
Eu acho isso assim, um requinte de
genialidade maravilhoso.
Eh, e aí, vou ler um último parágrafo
aqui do Dussel para a gente fechar, que
é a explicação do desenho que a gente já
explicou, mas é legal ver o autor
explicando.
O círculo da necessidade A
funda o círculo da produção B, né?
Então, voltando aqui para o desenho.
O círculo da necessidade A
funda, fundamenta, né? Dá sentido para o
círculo da necessidade B,
que é quando entra o processo produtivo.
Sujeito que necessita, que precisa de um
satisfator que ao ser consumido mantém o
sujeito vivo. Esse é o ponto um para
pensar a produção.
Ele funda, ele fundamenta a próprio
processo produtivo do sujeito
necessitante ou necessitado, que vai
produzir mediante instrumento,
utilizando a natureza como objeto, um
produto.
Mas esse produto, esse processo
produtivo, ele só é realizado porque
primeiro você tem um sujeito vivo
necessitante.
Por que que isso é importante? A
referência da economia do trabalho
econômico, da produção econômica. A
dife, a essência da economia é o sujeito
humano vivo.
Ela, é a referência para você fazer
qualquer planejamento econômico.
Qual é o problema?
No mercado capitalista, no mundo
capitalista, este sujeito é negado.
Esta necessidade fundamental que funda o
porquê produzimos e para quê produzimos
e para quem produzimos,
quando isso é negado,
fecha-se um círculo aqui que eu sou,
círculo da produção que abstrai o
sujeito e vira o círculo do mercado
capitalista e da produção capitalista.
Não é mais pessoa, é força de trabalho.
Percebe?
A produção não é para atender as
necessidades dos sujeitos, mas as
preferências dos consumidores.
E o produtor não produz para satisfazer
necessidades, mas para vender no mercado
e obter lucro.
Porque há uma cisão aqui nesse processo.
O processo da produção, ele acaba
alienando o sujeito produtor. E
lembrando que sujeito aqui não é
indivíduo, é quem realiza a história, a
humanidade. O mercado se torna
referência para a economia e não os
seres humanos que organizam o mercado.
Macatso, é esse o ponto de Marx.
Aí começa a crítica científica,
científica,
>> [risadas]
>> da economia liberal.
O sujeito tá vivo, ele é referência para
a economia, não é o mercado.
A produção social só tem sentido se ela
garante as condições de produção e
reprodução dessa própria sociedade. Se
ela destrói ou entra em contradição com
essa reprodução, esta economia está mal
planejada, está mal fun, é, ela não
funciona adequadamente, ela está errada.
E não é errada do ponto de vista
humanista, do ponto de vista abstrato,
não, do ponto de vista de que ela não se
sustenta.
Ela destrói quem produz e quem consome,
porque quem produz e quem consome é o
sujeito vivo, que necessita e não o
mercado. O mercado não produz, o mercado
não consome.
Se ele é a referência para o processo
produtivo, ele é o critério, ele destrói
as condições de sua própria existência,
porque ele não atende às necessidades do
sujeito, sujeito necessitante que
precisa de satisfatórios e os sujeitos
são pessoas, a humanidade.
Dá para negar isso?
Não dá.
Não dá para negar esse ponto.
Marx ganhou, zerou o game.
Essa crítica daqui para frente, você não
tem como aceitar o mercado liberal solto
por aí. Você não tem como aceitar o
ancapistão. Você não tem, não tem como.
É básico, gente, pelo amor de Deus. Aí
fala: "Não é assim, olha a janela". Abra
a janela da sua casa. Abra a janela da
sua casa e vê se você consegue respirar,
por exemplo, numa cidade como eu moro,
como São Paulo.
Tá conseguindo respirar?
A água tá garantida?
O clima, o ambiente que você precisa
respirando, vivendo, tá estável? Tá
adequado?
Você tá se alimentando bem?
Tá tendo tempo?
Todo esse processo são efeitos daquilo
que é a sua própria causa, é o modo de
organizar a produção e reprodução da
vida, não para atender às necessidades
dos sujeitos, mas das preferências de
consumidores que são atores dentro de um
mercado, na verdade, o próprio
funcionamento do mercado.
E aí destrói as condições de produção e
reprodução da vida da própria sociedade,
que são as pessoas.
É o ambiente em que essas pessoas estão
inseridas.
A terra e o trabalhador, como diria
Marx.
Isso aqui é genial.
Gênio. O homem era gênio.
Gênio e crítico e gênio
e crítico.
Seria então investimento? Pergunta o
Guilherme. Sim, um investimento
material, né? Materialmente é um
investimento.
Não é para ganhar
dinheiro abstrato com Bitcoin, né? O
dinheiro trabalhar para você, isso não
existe.
>> [risadas]
>> Diz nosso querido Rubens: "E isso
acelera a produção. Você produz 400.000
calças em um ciclo e nem consegue vender
todas. Umas vão até para o lixo, só
gastando recurso e produzindo nenhum
satisfatório". Exato. O crise da
superprodução.
Diz nosso querido Ederson: "A água da
Sabesp aqui no ABC já tá vindo até
temperada". Aí, ó, que delícia.
Vem temperada e turva.
Gosto, gosto de Coca-Cola, Coca-Cola.
Ai, meu Deus.
E ambos, né? A necessidade
eh
do círculo da produção, né?
O círculo da necessidade e o círculo da
produção, ambos fundam materialmente o
círculo econômico propriamente dito.
Para Marx, em seu materialismo
histórico, o sujeito necessitado, né, ou
o produtor,
funda a matéria em sua essência.
Como conteúdo consumido da necessidade
ou como o com o que consumido constitui
o objeto produzido. É o que a gente
comentou agora. O sujeito funda a
economia. A pessoa, a humanidade
realizando a história é o fundamento da
economia. Não ela por ela mesma, não
mercado por ele mesmo, não o capital por
ele mesmo.
O sujeito histórico é anterior.
O sujeito é o a priori da matéria. Isso
é uma uma expressão interessante. O
sujeito é a priori da matéria. É o
próprio sujeito que constitui matéria a
ser consumida e realizada, né?
Primeiro está o sujeito histórico como
trabalho e depois está a natureza como
matéria.
Esse é o conceito de materialismo
histórico ou produtivo.
Materialismo histórico ou produtivo,
porque o sujeito, a referência do ser
humano é o ponto um
para você pensar o resto.
Não existe matéria sem sujeito que a
funde, que a constitua como objeto de
trabalho, como satisfator.
O sujeito é a referência.
Se a matéria, como massa física,
astronômica, cosmológica, é o anterior
ao sujeito, o materialismo ontológico,
cosmológico, intuitivo, ingênuo, é
questão secundária para Marx.
A fo, é, o e o fora do seu discurso
científico, né? E fora do seu discurso
científico, já que são postulações
filosóficas, no mau sentido da palavra.
E do qual Marx nunca se ocupou em seu
discurso científico central,
fundamental, teórico, que tem hoje para
a América Latina um sentido político,
é, fundamental.
E voltaremos isso sobre o tema, mas
depoismente. E nós também voltaremos
mais depoismente sobre o tema. Gostaram?
Massa?
Como é que foi o papo?
Eu curti. Foi legal nosso papo hoje.
Rendeu o papo, hein? Rendeu conversa,
rendeu conteúdo legal.
Que espero que seja útil.
É, a, a, acha, quem, quem, quem, quem
puder, né, quem achar interessante con,
conversar com os coleguinhas, acho que
esse, esse vídeo aqui pode ser útil para
falar sobre economia, sobre fundamento
do pensamento de Marx, dar as dicas aí,
que acho que é legal, é legal, vale a
pena.
Produção teórica de Marx aí, desde o seu
ponto zero um.
Massa demais, massa demais. Muita massa.
Muita massa.
Mas é isso, minha gente. Eita nós.
Quarta-feira, quase fim de semana.
Quase fim de semana.
Tô animado, apesar de cansado, exausto.
Vamos ouvir músicas que nos deixem
felizes ou irritados ou, sei lá, que
expressem algo que a gente precisa nesse
momento.
E com aquela sensação de invencibilidade
apesar da desgraçeira e bagaceira que tá
nesse mundo.
Mas é isso meu povo.
Muito obrigado pelo carinho.
Fiquem bem,
tenham uma
excelente quarta-feira, uma excelente
quinta-feira, uma excelente sexta-feira,
um excelente sábado, um excelente
domingo e nesse processo todo de quase
fim de semana e fim de semana
efetivamente.
Cozinhem para as pessoas que vocês
gostam,
façam comidas gostosas, chamem o pessoal
para trocar ideia.
Se você não sabe cozinhar, aprenda algum
prato simples, pega no YouTube, gasta um
tempo aí fazendo uma parada legal ou
pega uma receita
>> [música]
>> na internet para que todo o mundo
desfrute e você aproveite este gozo da
vida de estar junto e comer junto.
Beleza?
Fiquem bem,
se cuidem.
E muito obrigado, ah, muito obrigado
Freddy por mais um carinho meu, meu bom,
muito obrigado aqui por mais um carinho.
Freddy diz: "Ao contrário de todo mundo
que não conhece o comunismo [música] e
odeia, eu não conheço e amo". É isso.
Não conheço mas já amo.
Espero que seja útil esse papo.
Ah, vamos indo, vamos indo que
sobreviveremos
e seguiremos
por aqui.
Sempre, sempre, [música] sempre.
Trazendo a boa nova.
>> [música]
[música]
>> Valeu, fiquem bem, Deus abençoe, em
breve voltaremos semana que vem para
falar um pouquinho mais sobre essa coisa
toda. Tamo junto.
>> [música]
>> É nós, se cuidem.
Valeu,
falou, ah, fica a dica.
O áudio Nowhere é, Nowhere Generation do
Rage Against the Machine. Muito bom.
Tchau, valeu.

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