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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: ÉTICA PARA UM MUNDO EM CRISE GENERALIZADA

🔴AULIVE: ÉTICA PARA UM MUNDO EM CRISE GENERALIZADA

🔴AULIVE: ÉTICA PARA UM MUNDO EM CRISE GENERALIZADA

Pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade. Uma utopia,
livres do rio ao mar. [música]
Um sonho pelo dia da paz entre nós.
[música] Guerra aos senhores, ouçam
nossa voz.
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho,
ser da terra, o sal. [música] Seguimos
trazendo a boa nova. Todo dia útil até a
vitória [música] final.
Filosofia,
economia, sociedade e religião.
Praticamos [música] pneologia diplomada,
fazemos propaganda e agitação. Fé,
ciência do mundo, [música] luz,
testemunho, ser da terra, o sal.
Seguimos trazendo a boa [música] nova,
todo dia útil até a vitória final.
Segos
trazendo a boa nova, [música] todo dia
útil até a vitória final.
[música]
Pela verdade, pela vida, pela luta
popular, pela realidade, [música]
uma utopia. Livres do rio ao mar, um
sonho pelo dia da paz entre nós.
[música]
Guerraos senhores, ouçam nossa voz.
O pressuposto [música] de toda a
existência humana e, portanto, de toda a
história é que pessoas têm que estar em
condições e viver para fazer história.
Ciência do [música] mundo, luz.
Testemunos ser da terra o sal. Seguimos
trazendo [música] a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
Fé, [música] ciência do mundo, luz,
testemunho ser da terra, o sal. Seguimos
trazendo a boa nova, todo dia útil
[música] até a vitória final.
Segue nos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
[música]
Ciência do mundo, luz, desunhecer da
terra, o sal. [música]
>> [música]
>> Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até a vitória final.
[música]
>> [música]
[música]
>> Bom dia. [música]
Tudo bem?
Temos nos ajeitar aqui, não é?
Trem aí que hoje tá tendo ser mais
corrido. Tudo bem com vocês? Espero
desejo que sim. Um bom dia, um excelente
dia para todos nós.
O som tá bom?
Agora sim, um humano decente enxerga o
som. Tá bom? O som tá bom. Além de
escutar enxergar.
Pera aí. Vamos deixar aqui para ficar
mais bonitinha a centralização.
E aqui estamos nós.
Bom dia, Rubens. Tudo bem com você,
cara? Espero e desejo que sim. Espero e
desejo que esteja bem.
Um excelente dia para nós. Pega o seu
café, pega a sua xícara.
Preparemo-nos, pois.
Ih, Jesus. Aí dando problema de novo no
meu carregador.
Oh, tristeza. Pera aí. Que que esse
carregador tem contra mim?
Não é possível. Eu troquei o bagulho.
Bom dia, Jésica. Tudo bom? Como é que
você tá? Tudo bem, minha querida. Espero
e desejo que esteja tudo bem por aí.
Nesse momento agradável de fim de mundo.
Foi derrubado. Fui derrubado, mas
voltei.
Jesus.
Bom dia. Fala só falar fim de mundo que
as coisas destrói tudo aqui e acaba.
tum tum tum.
Ai, vários bozinhos aqui
de computador, mas vai funcionar, vai
dar tudo certo.
Venceremos,
eu acho.
Hum. Internet tá instável, ó.
Aí, quebra.
Mas vai dar certo. Deixa eu ver se nessa
conexão fica
para mim. O som tá bom. Que bom. Então
significa que não tá tão ruim. Se não tá
tão ruim, tá bom. Bom dia, Rubens.
Obrigado pelo toque.
Venceremos. Como estamos? Três empregos.
Uma loucura. Agora são quatro. [risadas]
pelo menos temporariamente. Mas tá bom,
tá tudo bem, [risadas] estamos bem, tá
tudo sobrevivendo, né? Muita coisa ao
mesmo tempo.
Na verdade, não vou dizer que são quatro
empregos, são quatro atividades
diferentes, mas tudo bem.
Não de fim de mundo, mas o laranja do Z
tá causando caus e poderá vir aí a
terceira guerra. É, pode vir muitas
guerras por enquanto regional, né?
sempre tem um potencial, ainda mais
tratando desse painho complicado, não é?
Que nós temos conhecido Estados Unidos.
Ah, pera aí, cara. Tô apanhando muito do
computador hoje. Ele resolveu
desconfigurar vários bagulhos que eu
tinha ajeitadinho aqui. Aí me quebra.
Perdão aí pela por esse momento de
live de setup,
live de montar live, né?
Ai Jesus. Tô apanhando.
Buenas, buenos dias. Como está, Gabriel?
Tudo bem, meu querido? Espero desejo que
sim. Um excelente dia pra gente. Bom
dia.
Bom dia. Bom dia. Aí, ó, tá tudo
travando, cara. O que que tá acontecendo
aqui? Bom dia, Kevin. Mudou a foto.
Gostei dela. Tá bonita. Bom dia, meu
querido. Tudo bom com você? Espero
desejo que sim. Um excelente dia pra
gente. Bora papear hoje.
Bom dia, Giseli. Como é que você tá?
Tudo bem, minha querida? Espero desejo
que sim. Estamos aqui cedinho para
papear. [risadas]
Bora, bora nos ajudarmos
nesse momento complicado que estamos
vivendo. Gente, e de novo, tive problema
aqui com a minha bateria. Não sei o que
tá acontecendo. Eu vou tentar ajustar um
minuto. Prometo que não demorarei tanto,
porque também se eu demorar vai desligar
a live rapidão.
Essa bateria me quebra.
Trocar esse bagulho de novo.
>> É deu erado. Vamos lá.
Ai ai ai.
Vida do humano que trabalha com vídeo
amador é complicado
ou é fácil? Vocês acham que é fácil?
Não, porque nós somos amadores, nós
improvisamos quase tudo a gente faz.
Ai ai. Vamos nós
que funciona em nome de Jesus. Amém.
E foi vitória, foi, deu tudo certo.
Ai, esse negócio, eu preciso melhorar
meu computador.
Ele também já tá pedindo as contas,
dadinho. Já não tá, não tá legal. Mas
tudo bem com vocês? Espero desejo que
sim. Bom dia,
Checaman.
Fala, Thaago, tudo bom, mano? Bom dia,
meu querido. Espero, desejo que esteja
tudo bem por aí. Um excelente dia pra
gente.
Bora aqui. Pera aí, pera aí, pera aí,
pera aí, pera aí. Probleminha de vai
resolver tudo certo. Um excelente dia
pra gente. Se você tá chegando aqui pela
primeira vez, seja muito bem-vindo,
muito bem-vinda, muito bem-vindo aqui
pra nossa livezinha, o nosso canal Bruno
Requidal. Que nome criativo, não é? Pois
é, nós temos aqui todos os encontros
pela manhã na primeira igreja, todas as
quartas-feiras pela manhã encontros aqui
na Primeira Igreja Barista do YouTube.
Sim, seja muito bem-vindo à primeira
igreja barista do YouTube. Desperta ao
tuque que dormes de todo jeito. Estamos
aqui trocando ideia. considere ser
membro, membra, membre, membresia aqui
do canal, porque quem faz parte desse
grupo seleto de pessoas de membro,
membro membre membresia do canal recebe
conteúdos exclusivos, como os cursos que
nós temos ofertado por aqui. A gente tem
alguns vídeos especiais trocando ideias
e caudos específicos, além de você poder
ter acesso à nossa rádio Criticente e
muito conteúdo para você poder curtir
bastante, maratonar e tudo mais e aí
aprender um conteúdo qualificado de
maneira relativamente leve. Meu nome é
Bruno Requidal, sou doutor em economia
política mundial, mestre em filosofia,
graduado em filosofia, formar teologia e
estamos aí tentando produzir também
conteúdo aqui pra internet uma vez por
semana. E é um canal pequenininho, mas
que se sustenta graças à membresia
maravilhosa que acompanha a gente. Se
você não consegue nesse momento também
vai ser parte dessa membresia, R$ 4,99,
você pode pelo menos curtir esse vídeo,
comentar para já espalhar a palavra por
aí porque a gente segue a vida. Beleza?
Dá aquela curtidinha, custa nada, pega
nada e a gente consegue se ajudar.
E é isso,
correria maluca, mas estamos aí. Seja
bem-vindo.
Meu apelido desde os 15 anos é teca,
então não sabia dessa informação. Olá,
teca, tudo bem, [risadas]
cara? Já tive tanto apelido, teve uma
hora que eu perdi as contas, eu já não
sabia mais. Cada local era um apelido
diferente, aí me quebrava.
Pega uma bateria reserva. Mais barato
que o notebook novo. É mais barato, mas
eu preciso de um notebook novo. Esse meu
aqui ele tá sem nada. Ele ele não tem
nada. Ele já tá agora só com navegador
e sistemas básicos. E quando eu falo
básicos, é básicos mesmo. Tipo, nem
texto eu consigo ver.
[risadas]
Não tem nada nele. Deixa ele limpinho,
lisinho, só pra gente poder papear.
Logo. Sou o Checkam. Checkan que vai
lutar com o One Punchman
e com o Saan e com o qualquer outro mano
que tiver por aí. Hoje tem rect de
texto. Sim, Kevin. Hoje nós vamos ler
texto. Tem react de texto ou comentura,
né? Ou comentura. Leitura [risadas]
comentada. Comentura leitada. Ih,
esquisito isso aí. Leitura comentada nós
temos hoje sim. A gente vai ler um texto
do Henrique Dussell. A gente vai ler de
maneira muito crítica, tá? porque a
gente vai criticar o dúel também em
certa medida enquanto a gente lê. Mas
pra gente poder falar um pouquinho sobre
o tema da live, né, que é ética. Ética
pro mundo em crise e caindo aos pedaços,
como nós estamos hoje preocupados com
isso, né? Afinal, tem um maluco, é
loucura, mas tem método, como diria
Hamlet,
que tá atacando o bombo, quant é lugar,
tá fazendo maluquíci, né? Então,
precisamos aí de critérios para nos
ajudarmos. E aí eu já sei que um monte
de gente fala: "Não, mas você tem que
ver, você tem que considerar que esses
caras eles vão fazer o que eles querem".
Sim, mas eu não tô falando com os caras,
tô falando com a gente. Eu tô falando
com um público seleto de pessoas que
gostam do tipo de conteúdo que a gente
desenvolve aqui, que a gente pode trocar
uma ideia. fã com o mundo inteiro e com
pessoas que não estão sentadas na
cadeirinha de de tomadas de decisão,
infelizmente, porque poderiam estar
muitas delas. E que aí a gente tem que
então pelo menos buscar aí recursos pra
gente viver, sobreviver, se ajudar e
também, quem sabe
organizar comunidades mais saudáveis em
momentos de crise. Isso é importante. A
gente não pode perder a noção de uma
parada que eu quero falar já. Não posso
esquecer comentário. Já já. Falando em
texto, tem Twitter interpretando bem mal
o livro Esquerdismo, doença infantil do
comunismo de Lenin. Ah, é? Sabia não. No
Twitter eu entro para soltar alguma
coisa e saio. Nunca dá nada. Ontem,
infelizmente, deu. Ritou a porcaria de
um tweet que eu fiz porque a boiada
resolveu comentar e aí tá lá um bate
cabeça, maluco estranhíssimo.
Mas eu tô me divertindo respondendo a
maluquícia do pessoal. Talvez eu até
mostre, caso vocês se interessem, como
eu tenho respondido os fake e os birulab
de Twitter, né, que tem muito maluco
nesse mundo, vamos combinar, tem muita
gente com questões cognitivas sérias e
pessoas também com questões emocionais
aí frágeis, sérias também, né? Eh, é a
vida, é a vida.
Se vocês se interessarem, a gente vê um
pouquinho daquela loucura.
O meu notebook que tinha desde a sétima
sétima série.
Quantos anos você tem? 15.
[risadas]
Faleceu esse ano. É. Não. Então ele foi
um bravo guerreiro. Ele foi um
Exatamente. O guerreiro durou. Ele foi
um bravo guerreiro. Foi um lutador aí
intenso. Batalhou como poucos.
Bruno, tenho visto muita gente tirando
sarro do direito internacional dizendo
que é inútil. Qual a sua opinião? A
minha opinião é que
depende.
Cara, o direito internacional, em certo
sentido, ele foi criado de maneira muito
frágil, né? Então, não é que ele é
inútil, é que diante das potências que
nós temos e como tá organizada a questão
bélica e o estrutura de imperialismo que
foi desenvolvida durante o século XX e
que invade o século XX, o direito
internacional ele é frágil. ele é
frágil,
não é algo que vai resolver todos os
nossos problemas. Por outro lado, em
certas circunstâncias, em certa medida,
ele soluciona uma série de problemas.
Ele não consegue frear, por exemplo, uma
potência que tem arma nuclear, né, e o
conselho de segurança da ONU e essas
coisas tod.
e os Estados Unidos atropela todo mundo,
mas em outros, em outras circunstâncias,
em outros âmbitos, ele acaba sendo útil,
ele ele acaba funcionando.
É aquilo, nós não temos como destruir
porque é burrice, é tiro no pé, mas
também não dá para confiar só nisso.
Quando a gente tem uma posição frágil
numa determinada situação de conflito,
você se apega a tudo que você puder.
Se você tira eh recursos que podem ser
úteis, ainda que frágeis, você se
enfraquece.
Então
tem que ter essa capacidade aí de
discernimento, né? Tem que ser crítico,
mas tem que saber usar. Em certo
sentido, ele te protege.
Bruno Radical ganhou 22 cents. Foi.
[risadas]
Eu talvez eu mostre isso. Eu ganhei 22
centavos de um bolsonarista. Obrigado
aí. Contribuiu com o canal. A chave Pix
tá aqui embaixo, inclusive. Vou até
aproveitar. Se você também quer mandar
aí uns 22 centavos.
A chave Pix tá aqui, ó.
Ai, que onda.
Deve ser mesma galera que tiram para
merda, positivismo, direito positivo,
algo assim. Esse povo sem noção,
esticadores de corda. É, então é é
porque
tudo que a gente produzir tem limite. E
aí eu tenho que criticar, criticar os
limites, tensionar e tentar aperfeiçoar
e buscar outras soluções. Tudo que a
gente faz, a gente nada vai resolver por
si só todos os nossos problemas,
porque a história anda, a vida muda, o
contexto também, novas situações surgem.
Agora isso não implica eu ter que jogar
fora tudo que existe, né? Assim, saber
criticar e saber os limites não
significa que eu também vou abandonar e
não vou saber usar meu favor, né? O
pessoal confunde as coisas um pouco, aí
é complicado.
Deixa eu baixar um pouquinho isso aqui
para minha cara não ficar tão tão em
cima dos comentários.
Ruim com ele, pior sem ele. É tipo isso.
É tipo isso. Ruim com o pior sem, né?
Assim, por exemplo, ah, esses dias eu eu
comentei com com uma pessoa muito
querida, né, que eu que eu conheço, que
eu falei: "Ó, eh, eu moro no Minha Casa,
minha vida". Aí a pessoa fez um uma
piadinha, né? Minha casa, minha dívida.
E é verdade, porque agora tenho que
pagar, pô, o resto da vida. Assim, eu
vou ficar 30 anos pagando a casa que eu
moro e já tô aí um tempão e vou
continuar um tempão. Esse é um efeito
que faz parte do jogo. Aí eu vou
reclamar, fal: "É, nossa, agora eu tenho
que carregar essa dívida." Gente, queria
comprar uma casa e não tem que pagar
nada. Assim, dentro do mundo que eu
vivo, ruim com ele, pior sem ele,
entendeu? Ah, tem seus limites ou
qualquer projeto X. Sim, é pior ainda se
não tiver.
Tic te precisa trocar ideia, gente.
[risadas]
Resumindo, tem que ser controlado um
pouco a crítica, um pouco e concordo com
isso e aquilo. Isso, isso é uma
ponderação, discernimento. A palavra
discernimento, ela ela caiu em desuso.
No mundo do crente ele ainda é muito
forte porque traduções bíblicas a
utilizam. Mas é isso, é saber discernir,
né? você saber, cara, eh,
perceber os pontos fortes, pontos
fracos, o que te potencializa, o que te
enfraquece, entender o que é melhor em
determinado momento,
isso é fundamental,
por favor, né? A gente tem que ter bom
senso, um senso de noção.
Ai, ai, isso é importante. E aí eu até
ia comentar um bagulho, esqueci o que eu
ia comentar. Ah, é, inclusive tem a ver
com uma parada
que é assim,
eu ainda vou escrever sobre isso, eu
quero muito escrever sobre isso, uma
reflexão
em certo sentido epistemológica que eu
acho que é assim, que que eu acho que é
importante, me parece importante, que é
mais ou menos assim,
a gente olha pro mundo
e nós temos o hábito de perceber o mundo
e e tentar entender ele.
graças ao a relação construída com a
modernidade e com o capitalismo. Do
ponto de vista do observador,
a gente se coloca como um observador do
mundo e analisa o mundo desse ponto de
vista do observador,
um sujeito que observa, que analisa
de boa até aí. Isso dá muitos ganhos pra
gente. Te auxilia ao abstrair uma série
de questões materiais, fazer cálculos e
planejamentos que podem potencializar
determinadas ações, tornar elas mais
efetivas, mais eficientes e tal.
Mas por outro lado, quando você se
acostuma a vivenciar e perceber o mundo
como observador, como esse que tá, né,
olhando de cima, você se exime enquanto
sujeito e aí você perde um pouco da
noção do contexto histórico da
materialidade na qual você tá inserido e
você se acostuma só ser o observador e
esquece de ob de de ver enquanto sujeito
embricado no processo histórico. E isso
é um um risco muito grande, né? E isso
não acontece pelo desenvolvimento das
ideias, pelas ideias. Isso é efeito, eu
preciso muito escrever esse texto. Eh,
isso é efeito do próprio processo de
organização da divisão social do
trabalho dentro do capitalismo, né? Que
vai se tornando cada vez mais complexa,
cada vez mais diversificada, cada vez
mais fragmentada e vai colocando os
indivíduos cada vez menos conectados uns
com os outros de maneira direta. Nós
apenas estamos conectados de maneira
indireta por meio do trabalho. Então,
tipo, a gente não consegue formar
comunidade, essas paradas, a gente fica
mais distante, tá ligado?
A gente fica sempre mediado por por
indiretamente, né? A gente sempre tem
contatos indiretos. Os nossos trabalhos
estão conectados de maneira indireta.
Nesse exato momento, eu dependo de
alguém que tá fazendo algum trabalho
aqui pra internet ou pra luz não cair.
Alguém nesse exato momento tá fazendo
alguma parada que garante que a luz
esteja funcionando, que a internet
também, que na casa de vocês que estão
acompanhando esse vídeo também. Então só
dá para fazer isso porque tem esses
trabalhos combinados, né? Mas eles estão
eles estão eles estão tão fragmentados e
tão separados que a gente começa a
observar o mundo sem nos colocarmos na
relação interpessoal, na relação social,
sem nos imbricarmos historicamente.
Então a gente se acostuma cada vez a
perceber abstraído também. Então a gente
começa a se acostumar a ver o mundo como
observadores, não só de maneira teórica,
de maneira muito prática. E aí isso cai,
cria uma ilusão, mas é uma ilusão que
não é que é mentira, que funciona, mas
ela te dá uma ilusão de que você não é
participante da história. Então você
pode analisar as coisas sem considerar o
seu contexto e você nem percebe isso.
Você a gente não percebe isso, a gente
vai vivendo isso. E aí, se você faz
isso, você não consegue entender a
posição social que você ocupa, o lugar
que você tá na divisão social do
trabalho, as possibilidades que você tem
de atuação no mundo. E isso vai se
amplificando para todos, para todos os
âmbitos. Então, na hora que acontece uma
crise geopolítica, você dá um pitaco e
pensa como observador, como aquele que
não, olha aqui, se fosse eu planejando,
eu faria assim e tal, não sei o que. E
você esquece de de se dar conta de quem
é você na fila do pão. Você esquece de
colocar enquanto sujeito no processo
histórico o contexto do seu país, o
contexto do seu território, o contexto
da sua história, tal. E isso então te dá
a sensação de que você tá participando
do jogo como observador e da pt e tal. E
é uma armadilha perigosíssima em muitos
sentidos, tá ligado?
E isso a rede social ainda amplifica
mais, porque você fala, você apresenta
suas ideias, aí duas ou três pessoas te
respondem. O, e aí a gente tem aparece
que parece que a gente tá interagindo e
que a gente tá construindo uma
comunidade ou construindo um conteúdo ou
pensando junto. E não tá, cara, porque
nós não estamos no ponto de vista do
observador. A gente tá pode criar esse
ponto de vista, a gente pode criar essa
posição se a gente preferir, né? Porque
tem gente que não gosta da ideia de
ponto de vista. A gente pode criar essa
posição, esse lugar de observador, mas
ele não pode se abstrair completamente e
esquecer da da do contexto histórico e
de como a gente tá imbricado na
história, qual a nossa posição real.
A análise quando a gente tiver pra
posição real é outra fita. Pô, vou ler
um texto do capital para vocês. Pera aí,
eu vou agora me animei agora. [risadas]
Agora me animei, mas vou vou ler um
bagulho. Mas pera aí. Bom dia, jovens.
Bom dia, carapa. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Um excelente dia
para nós.
Espero que esteja tudo bem por aí. Você
se acostuma a observar de fora.
Exatamente. E esquece de agir. E isso e
daí de pensar assim, pensar de dentro,
né? Quem é você, pô? Onde você tá? Nessa
posição.
Analisado de fora, eu entendo de um
jeito. Analisado de dentro eu percebo de
outro. É isso.
Tudo escrito na areia. E se bate o
vento, o que que acontece? Bagunça tudo
que tá escrito na areia. Vou pegar um
texto aqui. Eu vou vou pegar o capital,
mostrar um trecho para vocês. Deixa eu
pegar aqui. Tem que baixar, né? Porque
eu limpei meu computador.
Eu ia ler um outro texto, mas eu vou ler
esse antes. A gente vai, vai ser legal.
Uma breve reflexão metodológica.
Ai, fez um barulho esquisito aqui. Que
que tá acontecendo?
Pera aí.
Ah, não, tá tudo certo. Só um sustinho.
Achei que tinha dado pau.
Ai, meu nariz tá coçando. Deixa eu pegar
aqui o capital. Livro um del capital. A
gente vai ler juntos um trechinho.
[risadas]
Bruno guarda esses 22 centavos do
bolsonarista para comprar um notebook
novo. [risadas]
É, ele podia ter errado sem querer a
cifra, né? Mas tudo bem.
>> [risadas]
>> pelo menos ele contribuiu. Agradecia a
generosidade,
agradecer honestamente.
Muito obrigado por ser generoso.
Foi engraçado.
H, como é que é o nome?
Hum.
Deixa eu ver se com essa palavra-chave
eu acho triste que eu quero.
Não.
Ah.
Ah,
isso. Achei.
Agora, ó, não me pergunta em qual sessão
tá. Ah, eu vou pegar em qual sessão que
tá. É a sessão dois. Final da sessão
dois, antes da produção do do e de mais
valor absoluto ou de mais valia
absoluta. Vamos lá. Então, tá na final
da sessão dois, os últimos dois
parágrafos da sessão dois. É isso.
Então, vamos ver junto aqui. Deixa eu
separar.
Capital, últimas duas sessões,
os últimos dois parágrafos da sessão
dois,
que acho que é de mais valor relativo,
né? Eu já não lembro de cabeça. Memória
é uma tristeza.
Vamos lá
para essa reflexão metodológica que a
gente estava fazendo. Isso aqui é
interessante, ó.
Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá.
marxistas no meu Brasil,
baristas marxistas ou não marxistas, mas
eh como é que é? [risadas]
Nas adjacências.
Tá tudo certo. Esse é um textinho
interessante
compartilhar com vocês.
Ó, final da dos últimos dois parágrafos
da sessão dois do capital, tem esse
trechinho aqui, ó, que vale a pena aqui
para essa reflexão sobre observador e
sujeito
ou sujeito observador e sujeito
histórico imbricado, né? Suito real,
material de carne e osso. Se liga, se
liga nesse trechinho aqui do capital. É
massa.
O tamanho da letra tá bom, tá ruim? Eu
eu já não tenho mais noção. Deixa eu ver
como é que tá aqui. Exatamente.
Simpatizantes e Marx. Marx e
simpatizantes, né? Nas adjacências.
Vocês aí que não são marxistas, mas tem
simpatia,
fazem simpatias. Simpáticos, simpáticos.
Amar vocês aí. Simpáticos.
É, se convertam, seus herges. Convertam
em fiéis.
>> [risadas]
>> Estamos aqui na doutrinação, né? Mas, ó,
que acontece, Marx tá falando sobre, vai
comentar aqui como se fosse uma grande
peça de teatro, né? Ele faz uma
brincadeira como se fosse uma peça de
teatro em que existe o comprador das
mercadorias, né? Que o capitalista que
ele entra nessa peça como comprador de
mercadorias e o trabalhador que entra na
peça não como comprador de mercadorias,
ele entra como uma mercadoria a ser
consumida, ser adquirida, né? mais uma
na circulação.
E aí Marx vai falar: "Olha, você pode
observar essa situação desse sistema,
né, em torno do capital, seja do ponto
de vista do capitalista, seja do ponto
de vista do trabalhador." No caso do
capitalista, ele age, atua enquanto
sujeito, observando e vendo a circulação
de mercadorias. No caso do trabalhador,
ele age, atua não como alguém que
observa a circulação de mercadorias, mas
alguém que está imbricado no processo de
de circulação da mercadorias, porque ele
é uma mercadoria, ele tá vendendo ali o
seu tempo de trabalho, sua força de
trabalho, né, como mercadoria. Vende sua
força como mercadoria. Então, quando
você tá na posição do observador, o
sistema aparece de um jeito. Quando você
tá na posição do trabalhador, o sistema
se aparece de outro. Obviamente são
sujeitos atuando em posições distintas,
não é só teoricamente dentro da divisão
social do trabalho. E o que ele tá
dizendo, o que que a gente pode
depreender daí, né? né? O que ele tá
dizendo, o que eu tô tirando daí, é que
quando você analisar qualquer coisa,
você pode observar eh quanto desse dessa
posição de quem observa, de quem não tá
envolvido no processo, daquele que tá
envolvido no processo. E isso altera o
modo como esse sistema funciona, como
ele é
vivenciado, né? O trabalhador ele pode
querer observar como como e pode
analisar como observador? pode, ele faz
uma descrição colocando essa posição de
de observador. Ele pode fazer isso,
assim como o o capitalista poderia se
colocar como sujeito e perceber o que
ele tá fazendo, é que a posição que ele
ocupa já é uma posição de análise de
tomada de decisão e que ele observa. Ele
não tá necessariamente se vendendo
enquanto mercadoria. Esse é o ponto.
Então vamos lá, né? Vai ser vai ser
legal. Vai ser legal. Vai ser legal.
Para,
vamos lá.
A esfera da circulação ou da troca de
mercadorias, em cujos limites se move a
compra e a venda da força de trabalho,
né, para não dizer o trabalhador, é de
fato um verdadeiro é dos direitos inatos
do homem. Então, no caso aqui, os
direitos natos do humano, Marx está
sendo muito irônico para dizer: "Olha,
os direitos que você tem de ser livre,
livre para se vender."
Ela é o reino exclusivo da liberdade, da
igualdade, da propriedade e de Benton.
Benton aqui, ele tá fazendo mais aquela
brincadeirinha, o trocadilho que a gente
já passou por ele em outro momento, eh,
que é liberdade e igualdade Benton, né?
que é o Jerem é o
é Jerem Benta, acho que é. Eu sou limpo
como Benta. Esqueci o primeiro nome, mas
tudo bem. O filósofo inglês
utilitarista,
britânico utilitarista. Liberdade, pois
os compradores e vendedores de uma
mercadoria,
por exemplo, da força de trabalho, né?
Então aqui, ó, veja a distinção
compradores e vendedores de uma
mercadoria. Por exemplo, qual
mercadoria? A força de trabalho. Veja
que a força de trabalho aqui, ela já tá
abstraída da pessoa. Não é que você tá
vendo seres humanos rodando, você tá
vendo força de trabalho sendo vendida.
Não é pessoa.
Do ponto de vista do observador que vê
esse sistema, não é que você tá
comprando uma pessoa, você tá comprando
a força de trabalho dela por um tempo.
Entende a diferença? Mas e a pessoa que
tá vendendo sua força de trabalho, ela
consegue separar dela mesma força de
trabalho, né? Essa aqui é a minha força
de trabalho que eu vendo, né? Recebo
pelo tempo que ela é gasta. Não é ela,
pô. [risadas]
Então, na posição de observador, eu vejo
força de trabalho sendo comprada. Na
posição de sujeito em processo, sou eu
que tô sendo vendido
enquanto pessoa.
Percebe?
são movidos apenas por seu livre
arbítrio. Claro, todo mundo aqui tá
decidendo porque quer. A gente, né,
escolheu poder fazer isso. Obviamente
foi livre arbítrio. Eles contratam como
pessoas livres dotadas dos mesmos
direitos, né? como se o contratante e o
contratado tivessem os mesmos direitos
de liberdade, igualdade, propriedade e
benta. O contrato é o resultado em que
suas vontades recebem uma expressão
legal comum a ambas as partes.
Igualdade, pois eles se relacionam um
com o outro apenas como possuidores de
mercadorias e trocam equivalente por
equivalente. O comprador vem com
dinheiro e o vendedor vem com seu corpo,
mas ele vai dizer que ele não tá
vendendo seu corpo, ele tá vendendo a
força de trabalho. Certo? Isso, o tempo
de atividade para produzir algo por um
período vai usar força trabalho aí, né?
Exatamente. O trabalho abstrato, não.
Então não é nem que ele não existe na
realidade. Ele existe na realidade
porque ele funciona assim. Quando você
cria essa ideia de trabalho abstrato,
né, quando ela opera nessa compra e
venda pelo tempo, ela existe, ela é
real, ela funciona, ela é funcional no
sistema do ponto de vista do observador,
da posição de observador. Na posição de
sujeito embricado, ela não funciona. Por
quê? Porque não é que eu tô separando
meu tempo de trabalho, minha força de
trabalho, é, sou eu, pô, eu que tô sendo
vendido e trocado nessa birosca.
Então, trocando eu, euzinho por
dinheiro, duas mercadorias, propriedade,
pois cada um dispõe apenas do que é seu,
né? Então, o capitalista dispõe do que é
seu, que é o seu capital, seu dinheiro,
e o em forma de dinheiro, né, no caso,
porque vai comprar com dinheiro. E o
trabalhador, o que que ele dispõe? ele
mesmo. Então ele chega vendendo a as
costas, a pelezinha, o corpo.
Bentam, pois cada um olha somente para
si mesmo, né? Que essa é a piadinha.
Então, o filósofo utilitarista, cada um
tá pensando no ganho que pode ter, o
máximo de ganhos possíveis ou de prazer
possível.
A única força que os une e os põe em
relação mútua é de sua utilidade
própria, né? Ambos aí estão tirando suas
vantagens. Isso não é um discursinho
liberal, né? Ohô, meu Deus. de sua
vantagem pessoal, de seus interesses
privados, né? Cada um tá buscando seus
interesses, todo mundo tá querendo seu
interesse. Um interesse de sobreviver, o
outro de ganhar dinheiro ou mais de
aumentar seu capital. Mas tudo bem.
E é justamente porque cada um se
preocupa apenas consigo mesmo e nenhum
se preocupa com o outro que todos em
consequência de uma harmonia
pré-estabelecida das coisas ou sob os
auspícios de uma providência autoestosa,
né, que é o mercado mágico aí que todo
mundo aí tá tá conduzindo os egoísmos
compartilhados,
realizam em conjunto a obra de sua
vantagem mútua da utilidade comum do
interesse geral. Pronto. Olha que
bonito. Tá muito bem feito, muito bem
explicado. Isso é real.
Sim, parece que funciona sim. Enquanto
observador do sistema, enquanto aquele
que olha como funciona o sistema de
capital, o sistema de mercado
capitalista, você fala: "É isso todo
mundo tá buscando o próprio interesse,
todo mundo tá competindo com todo mundo,
fazem acordos os múos, eu vendo meu
corpo, né, para conseguir o uma grana
por um período, porque a minha força de
trabalho sendo vendida para executar
alguma função em algum algum cargo, né,
de de de produção.
E o outro em troca dessa vendinha do meu
corpo, ele troca um equivalente, que
seria em forma de dinheiro, que é o meu
salário. Tá comprando, tá me comprando
no mercado de trabalho. A gente chama de
mercado de trabalho, mercado de força de
trabalho, né? E é isso, exatamente. O
discurso de negociar com patrão, é isso,
né? Tá todo mundo aqui buscando seus
interesses. Nós fazemos os nossos
negócios. Do ponto de vista do
observador do sistema, isso é muito
claro. Olha que que que simples, que
bonito, que redondo, né?
Mas, ó, isso é do ponto de vista da
circulação de mercadorias. Se você tá na
posição da circulação de mercadorias,
isso faz sentido. Você observa ela
enquanto sujeito observador. Ah, ok. Eu
consigo abstrair e vejo isso. Mercadoria
A, mercadoria B, há uma troca. Uma
pessoa vende ou troca, né? Uma pessoa
troca sua força de trabalho, que na
verdade é ela mesmo, mas troca sua força
de trabalho abstraída do seu corpinho e
o outro troca o pelo dinheiro, forme o
dinheiro. A gente vai trocar essas duas
coisas. E o outro, né, em vez dele
vender sua própria vida, seu próprio
corpo, ele vende o dinheiro, que é para
pagar o uso aí da sua mercadoria força
de trabalho. Ó, no observação faz
sentido, gente. Esse o sistema funciona
assim, tá desenhado, tá lindo.
Mas isso do ponto de vista do
observador,
do sujeito abstraído, da pessoa humana
que deixa de ser humana para observar o
sistema funcionando.
Agora vamos colocar na realidade do
sujeito envolvido no processo histórico.
Que que acontece
ao abandonarmos essa esfera da
circulação simples ou da troca da de
mercadorias, de onde o livre cambista,
né? Então,
o livre trocador, os livres trocadores
aí, [risadas] o pessoal que tá tá tá
vendendo e comprando, tá se vendendo.
Vulgares, né? O vulgar, o livre cambista
vulgar extrai noções. Então, ó, esfera
da circulação simples, de onde é
extraída a noção desse dessa livre troca
vulgar, né, que é o que a gente entende,
que é o sistema liberal que hoje fica
nesses discurso merda que a gente vê na
internet, né, nível Renata Barreto para
pior. É isso, é isso. Como é que é o
nome do dos outros manos lá? O ZCAP da
vida que fica
um três oitão da vida. Um, como é que é
o nome doido lá? O
engenheiro Léo. O nome do cara ser
engenheiro acho interessante. Será que
tá na certidão de nascimento dele?
Engenheiro. Engenheiro. Léo. Sobrenome:
Léo. Nome engenheiro ou qualquer outro
desidiota que fica falando sobre livre
mercado e troca desse tipo. É isso.
Entendeu? De dessa circulação simples e
trai extrai essas ideias vulgares,
simples, idiotas, né? Por isso que os
marxistas nada de braçada.
Então é dessa desse mundo, né? Se a
gente sair desse mundo onde se extrai
essas noções, conceitos e parâmetros
para julgar a sociedade do capital e do
trabalho assalariado, já podemos
perceber uma certa transformação. Então
vamos sair dessa dessa abstração da
circulação simples. Saímos,
ao que parece na fisionomia de nossas
dramatises personai, né, dos personagens
teatrais ou personagens desse drama.
Então vamos ver os personagens desse
drama. Se a gente sair dessa abstração e
se a gente for agora para ver como é que
funciona essa peça, como é que funciona
esse drama da vida real,
o antigo possuidor de dinheiro se
apresenta agora como capitalista
e o possuidor de força de trabalho como
seu trabalhador. Então, o capitalista e
o trabalhador tem posições sociais
diferentes, não é mais aquela igualdade
do circulação simples de mercadorias. Na
divisão social do trabalho, eles estão
em posições diferentes. Um decide e
coordena a divisão social do trabalho e
o outro não tem nenhuma ingerência sobre
coordenação da divisão social do
trabalho. Essa é a diferença do
capitalista pro trabalhador. O
capitalista decide como será coordenada
a divisão social do trabalho. O
trabalhador não. Ele só vende sua força
de trabalho.
O primeiro, né, o capitalista, com um ar
de importância, confiante e ávido por
negócios. O segundo, tímido, hesitante,
como alguém que trouxe sua própria pele
ao mercado e agora não tem mais nada a
esperar além da despela ou da esfola.
Um chega como um empreendedor
ávido, né? Imponente, interessado em
comprar e o outro chega tímido,
hesitante, cabeça baixa, com a pastinha
azul debaixo do braço distribuindo
currículo, né? E ele tem o que para
vender? a própria pele. Ele só chega com
a própria pele. Essa distinção é o que
eu tô querendo chamar atenção do ponto
de vista epistemológico de observar a
realidade em que a gente pode cair na
armadilha de se colocar na posição só do
observador, desse que entende o sistema
da circulação de mercadorias ou explica,
mas não vê como no drama se dá a
história, saca?
Então, tipo, mano, isso aqui é
sofisticado
e a gente cai nas armadilhas de ficar
observando o mundo só do ponto de vista
de observação.
E não é porque a gente é tonto, porque a
teoria nos convence, só é porque na
realidade, na prática social, a
coordenação da divisão social do
trabalho tá tão complexa e a gente só
tem relações indiretas que a gente é
jogado para essa posição abstraída e que
a gente olha pro mundo solto, não
imbricado, a gente não vê o processo
social, a gente não tá vivenciando, a
gente sofre ele, mas a gente não
vivencia ele de maneira consciente. Por
isso a importância de conscientização de
classe, entender a divisão social do
trabalho, entender como ela funciona e o
teu lugarzinho nesse mundo para que na
hora que você vê essa peça, esse teatro,
você saber onde é que você tá. Você não
pode ficar olhando o mundo como se fosse
um observador.
Pô, tu é brasileiro, meu irmão. Tu tá na
periferia desse desse mundo,
infelizmente. Ainda que o seu país seja
super rico, tem uma história de 500 anos
aí de exploração.
Você mora num Capão Redondo como eu,
doido. Não vai ficar achando que você é
é velho da van. não vai achar que você
tá do lado do Donald de Trump, que bater
continência pra bandeira americana ou
estadunidense, né, vai te fazer ser
isento, imune a problemas nacionais,
será salvo, sabe? Mas isso não é só
burrice, também tem aburrice, óbvio, mas
não é só burrice. Isso também tem um
ponto importante que é o modo como nós
estamos vivendo. A vida nos empurra para
essa posição de observador, que é uma
armadilha. E a rede social ainda
amplifica isso, porque ela te dá voz e
parece que você tá conversando e tomando
grandes decisões e fazendo grandes
análises e não tá
e ninguém tá te vendo ou te ouvindo, mas
as relações são tão indiretas que a
gente esquece desse desse ponto e desses
vínculos, né? A gente se coloca na
posição, por exemplo, como se fosse um
grande analista de guerra, né? Um grande
analista de políticas internacionais. Eu
faria diferente. Basta os Estados Unidos
fazer não sei o quê. Basta o Brasil
fazer não sei o quê. Isso é burrice,
mano. Olhe quem é você, sujeito
histórico em determinado contexto e
quais são as possibilidades de ação que
você tem nos lugares em que você tá. E
aí o estudo do ponto de vista de
observador que você tem, ele é
secundário porque ele te auxilia como
recurso, como ferramenta para
interpretar o mundo e para potencializar
sua ação onde você tá. Mas você age onde
você tá. Você não age do ponto de vista
do observador universal. Não seja burro,
né? Mas isso vale para todo mundo,
inclusive para nós de esquerda, porque o
hábito que a gente tem de ficar dando
pitaco de análise como observador é
aposta.
[risadas]
Mas é legal, né? Um testinho massa aí
pra gente pensar isso. E acabou o
capítulo.
Quem disse que a gente aqui é marxista
de segunda linha? Não, pô. Aqui a gente
é marxista de primeira linha.
[risadas]
É importante essa reflexão metodológica,
pô.
Ela
é importante. Ela é importante. Bom dia,
Cléber. Tudo bem com você, meu querido?
Espero desejo que sim. Espero, desejo
que esteja tudo em paz por aí. Espero
desejo também que o papo de hoje
contribua de alguma maneira minimamente
adequada.
A ciência também leva a gente para esse
ponto. Tem que ser um observador
distante. Sim. e faz parte do método
científico. Abstrair, tá nesse ponto de
observador. A partir de Decart, não tem
como escapar disso, assim, Decart, ele
ele botou a gente num lugar que não tem
como você não tá nessa posição de
observador. A dúvida de tudo, considerar
que tem um demoniozinho ali que fica
soprando no seu ouvido, que ele pode
estar te enganando e tal. Então você se
coloca na posição de observador para
conseguir compreender o mundo, analisar
ele de maneira mais segura e conseguir
tomar ações cada vez mais eficientes.
Isso é bom. Só que isso não é a
realidade como um todo, [ __ ]
Isso
não é o suficiente para você entender o
processo histórico, quem é você, a
vivência, a comunidade, o que tá
acontecendo no mundo. Se não acontece
uma coisa maluca, que é você achar que o
conhecimento, que a ciência se
desenvolve num mundo paralelo, que não
tá conectado com a divisão social do
trabalho, por exemplo.
Essa é a grande revolução do pensamento
de Marx. Ele conecta o pensamento à
divisão social do trabalho. Ele quando
ele fala que eu odeio a metáfora porque
ele usa uma vez só e o pessoal lê mal,
mas vai, já que todo mundo usa
superestrutura e e e
estrutura e superestrutura, o que que é
estrutura? Só dá para pensar a partir de
um tipo de de organização mínima de uma
sociedade que dê condições de você tá
vivo para você daí desenvolver ciência,
pensar, refletir, não sei quê, não sei
quê, não sei quê. Ótimo. Ótimo.
Então, eu tenho que observar que o
pensamento, a ciência, o progresso, o
desenvolvimento, a compreensão de mundo,
ela está conectada ou depende dessa base
que é como nós organizamos as condições
de produção e reprodução da vida. A
reprodução social, eu olho para ela e
vejo o papel que o conhecimento
desempenha nela. Isso é a virada de
chave de Marx, cara. ele ele conecta a a
ciência, a ciência econômica, ela ela
vai ser criticada a partir do papel que
ela desempenha na manutenção dessa ordem
social e não na não transformação dela.
E aí você começa a ver a ciência como
ideologia. E aí ele vai fazer uma
crítica da ideologia para conseguir
buscar uma ciência adequada. Porque para
Marx a ciência é aquela que te ajuda a
praticamente, a na praxis, na prática
alterar as relações sociais existentes e
planejar o futuro de maneira consciente,
você conseguir intervir na realidade.
Essa é a 11ª tese de forma tão citada
por aí. Olha, não adianta mais a gente
só interpretar o mundo. A gente tem que
agir, a gente tem que atuar. ciência é
essa, é essa que te dá recursos para
agir no mundo. Só que quando a gente
perde essa noção, o conhecimento ele
fica tão abstraído, ele fica tão num
mundo paralelo que a gente não conecta
ele com a divisão social do trabalho,
com a reprodução social. E aí essa
análise do sistema capitalista ou
análise de qualquer outra ordem
econômica se torna ideologia, ela se
torna funcionamento de manutenção da
ordem e não ciência que te potencializa
a intervir nela,
porque você não tá conectando o papel
que a ciência tá sendo, tá desempenhando
dentro da manutenção dessa reprodução
social. E Marx vai criticar isso aí. A
galera da da como é que é o nome do
bagulho? esqueci o nome do bagulho
da teoria crítica, por exemplo, com
todos os limites que tenha, o grande
ponto da teoria crítica é recuperar esse
elemento fundamental, é tentar trazer
paraa crítica epistemológica, em certo
sentido, não perder de vista a
importância de você ver qual o papel a
ciência e o modo de produção de ciência
desempenha na reprodução social. E
obviamente que a gente tem ganhos e
perdas nesse processo, mas é
fundamental, entendeu? Então, senão a
gente cai numa ilusão tosca também, que
é você não perder, você perder essa,
essa malandragem.
É isso.
Eu penso que a força de uma ideia
validada dentro de um nicho, diz nosso
querido Thiago, perdão, eu penso que a
força de uma ideia validada dentro de um
nicho é tão forte ou mais que o fato. A
ideia está na nossa mente toda santa
hora. O fato muitas vezes nem chegamos
perto. Então eu eu vou ter problemas com
a ideia de separação de fato e e ideias.
>> [risadas]
>> Como diz a expressão de Franzin
Kelammert, mas que não é só dele, não se
percebe a realidade a secas, né, direto.
Você não percebe ela de maneira direta.
Ela tá sempre, sempre, sempre, em
qualquer circunstância ou condição
mediada, porque nós não somos mentes
separadas da história ou da vida, do
processo evolutivo, essa coisa toda. O
nosso modo de realidade humano,
ele interpreta o mundo, ele não percebe
ele as secas. a gente já vai a partir
daquilo que foi constituído no nosso
processo histórico de vida individual e
comunitária. A língua que eu aprendi, o
espaço que eu tô, eh as experiências que
eu tive, as vivências, as influências
interpessoais, né? Tudo isso tá o
próprio processo histórico anterior que
me conduz até aqui, tudo isso já tá como
instrumentos e recursos necessários para
interpretar o fato, para me relacionar
com ele, né?
eu me relaciono já assim, ele nunca é
percebido as secas e o objetivo não é
perceber ele as secas porque nem tem
como. Então é eh é a gente entender que
as ideias ou aquilo que a gente chama de
ideia, ela já é no nosso modo de
realidade um modo de viver, de se
relacionar com o mundo. Ele tá ali, ele
não tá separado. Aí é que a gente
aprendeu que ciência é você só ajustar a
ideia à realidade. E não é isso. ciência
você conseguir buscar maneiras mais
eficientes de intervir, interferir na
realidade.
Isso é importante. Não é o ponto de
vista do observador da análise.
A análise ela cumpre o papel na
intervenção sobre a realidade. Isso é
importante. No trabalho ouvindo é nós.
Espero não atrapalhar o trabalho.
[risadas]
Bruno com 6.66.000
inscritos. Pois é, Igor. E é pior que é
6.66666666666. 6 se 6 se 6 6000
inscritos,
quase uma dízima periódica. E graças às
pessoas que são membresia desse canal,
que é mais ou menos 10,
1% desse grupo, se fosse 10, eu ia tá
vivendo tranquilo. 1% das pessoas
inscritas nesse canal são membresia e
agradeço a vocês. Obrigado por pelo 1%
que aqui nos apoia. Sim, somos 1%.
[risadas]
E se vocês acharem que vale a pena,
convida mais gente para participar aqui
do nosso canalzinho.
Correto, camarada? É nós. Eu já nem sei
mais no que que eu tô correto, se é que
eu tava correto. Perdão aí. A
representação mental nunca é o fato em
si, desculpemens, mas é por isso que a
ação tem que ser coletiva, né? Cada um
dá seu pitaco. Em conjunto a gente
decide melhor. Sim, o conhecimento ele é
coletivo. Óbvio, óbvio. E é óbvio. Tem
toda a razão. Mas é massa. Eita, pera
aí.
Ai, que susto, Jesus Cristo. Recebi um
e-mail maluco aqui avisando sobre
negócio de hospital. Já fiquei
desesperado porque coisa de de
atendimento que a minha criança às vezes
precisa de cuidados médicos. 1% de elite
barista. Vai barismo. [risadas]
Mas é isso. Mas legal, né? Eu eu acho um
papo da hora, tá ligado? Eu acho um papo
masso da gente ter. Ele qualifica muita
coisa. potencializa a gente.
Acho interessante da gente trocar esse
tipo de ideia. Vale a pena, né? Vale a
pena. Vale a pena.
Importante, ó, hoje era para ser um
texto, vai virar dois, porque o react de
texto de hoje é para discutir ética.
ética, que inclusive já dá até para
conectar com o que a gente tá falando
aqui. Perdão, minha voz tá uma desgraça.
Dei muita aula de semana passada para cá
e mudança muito brusca de clima.
Eu fiquei muito ruim. Não deente, mas a
garganta tá daquele jeito.
Perdão.
Eh,
hoje, gente, a gente vai falar de ética.
Ética.
E ética para um mundo maluco que a gente
tá vivendo, né?
E conecta com o que a gente tá falando,
tá? Porque eu falei que ciência para
intervir na realidade,
mas eu preciso de critério para saber
qual intervenção eu devo fazer. Isso
fica só no café. [risadas]
Toma água que você fica só no café. É,
eu já vou beber água. Mas é que a água
tá longe e o café tá perto. Café tá
aqui. Aí facilita muito a minha vida.
Eh, mas assim, pô, falei ciência para
intervir na realidade, né? Pra gente ser
capaz de intervir na realidade, mas eu
preciso de critérios para intervir na
realidade. Eu preciso de critérios. Eu
preciso de alguma coisa que potencialize
isso, que eu não posso sair fazendo
qualquer coisa que eu queira, né? Se eu
sair fazendo qualquer coisa que eu
queira, dá errado, porque senão vira
aquele bagulho nitiano, né?
que é uma abre um mundo interessante de
de possibilidades e fecha o outro
necessário, né? Abre possibilidades,
fecha as necessidades.
Quando Niet fala, não existem fatos,
apenas interpretações, que que é isso?
abre possibilidades e fecha
necessidades.
Porque, cara, tem coisas que não são
interpretação,
muitas coisas não são interpretações.
A gente já falou isso, inclusive o
Witkenstein, por exemplo, leva isso no
limite, né? Quando ele fala que
do ponto para um observador,
eh, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê? É isso
aqui. Para um observador
que saberia, que soubesse tudo, né?
soubesse todos os livros do mundo,
tivesse eh pensamento ali absoluto para
conseguir ver todos os fatos que
acontecem ao mesmo tempo. Para esse
observador total, não teria diferença
entre a queda de uma pedra e uma
execução de uma pessoa.
Esse é o limite do não existem fatos
apenas interpretações. Mas é óbvio que a
diferença entre a queda de uma pedra e a
execução de uma pessoa. Existe uma coisa
que não dá para discutir, que é o limite
da vida morte. Você passou da vida paraa
morte, não dá para voltar. Então você
precisa estar vivo, inclusive para falar
sobre a sua interpretação. E aí Marx
ganha novamente. Ponto para Marx. 1 a 0
Marx contra todos os demais. É o único
que sustenta essa coisa óbvia de que se
você não tá vivo, não dá para você
interpretar a realidade. Óbvio,
cara. Tem que falar isso. Me dá até
raiva, tá ligado?
A que ponto chegamos, meu Deus.
Mas tudo bem,
dito isso, ciência é para intervir na
realidade, mas tem um limite. Ela tem
que garantir, potencializar as condições
de produção e reprodução da vida, porque
se você não tiver vivo, não dá nem para
fazer ciência. Diga-se aí, né?
Pensamento, por favor. Usemos o cérebro.
Bruno, particularmente eu concordo com
você, diz nosso querido Tacaman.
Tacaman. Thaago, falei Bruno.
Particularmente eu concordo com você,
com o que você falou sobre ideias a
secas, mas pela mediação excessiva que
temos de redes sociais, grupos de zap,
isso não estaria bem distorcido? Ah, com
certeza, porque nós caímos em ilusões,
né?
Ilusões. Ilusões. Não sei se você
lembra, Thaago, você aqui já é membro do
do barismo há muito tempo. Então você
como um barista tradicional,
ortodoxo,
[risadas] já doutrinado tanto tempo.
Brincadeira.
Eh, a gente cai em ilusões, né? A
expressão de Kant é legal para isso.
Ilusões transcendentais. Caraca, hoje a
gente tá gastando filosofia até uma
hora.
as ilusões transcendentais, quando você
chega num ponto e que confunde as
potencialidades de abstração que a gente
tem realidade a partir do do trabalho
mental, né, do nosso modo de realidade
com o critério do possível, do factível
na realidade. E a gente confunde esses
âmbitos, caem em ilusões
transcendentais. As redes sociais, elas
potencializam essas ilusões. Então,
nesse sentido, sim.
E aí elas criam ainda mais camadas para
essa interpretação da realidade. Esse
lance que a gente tá falando sobre hoje
em dia, né, de fake news, de mentira, a
verdade não é mais como é era antes e
não sei o quê.
Opnologia, hipótese minha, tem um um não
posso sair falando isso ainda, eu tenho
que tenho que aprimorar. Então aqui vou
soltar só hipótese hipoteticamente aqui
uma estrutura de tentando entender até
aproveitando uma fala por exemplo do
Wagner Moura, né, para ficar mais
palpável, que fala que hoje não existe
mais verdade ou a verdade não é mais
como a gente conhecia.
Na minha opinologia hipotética
generalizada sem critério nesse momento,
eu ainda tô querendo elaborar para ver
se faz sentido, para ver se é factível e
tal. O problema não é a verdade não ser
mais. O aparato que nós temos
epistemológico de reconhecimento da
verdade é que é o problema.
Não é só uma questão do que é dito ou
não dito, mas os recursos que nós temos
para lidar com o mundo, eles estão
problemáticos, eles estão limitados.
Joguei, mas preciso aprofundar. Não falo
mais do que isso. Essa é a hipótese em
sinteticamente. E agora preciso
desenvolver. em algum momento oportuno
faremos entre as quatro atividades
semiremuneradas ou remuneradas que eu
tenho desempenhado. Em algum momento eu
escrevo sobre isso,
[risadas] sabe Deus quando.
Mas eh joguei, joguei, joguei só joguei.
Tá aí no mundo, soltei.
[risadas]
Um dia a gente trabalha isso. Mas vamos
lá. Eu preciso de tempo. Eu eu precisava
de tempo para isso.
Eu tinha que ser mais canalha, tipo
pondé para ganhar dinheiro sem fazer
nada. Aí eu tinha tempo para ficar
escrevendo coisa.
Exato. Epistemologia tá meio capenga,
então. Perfeitamente. Perfeitamente.
Ah, deixa eu abrir aqui pra gente falar
um pouquinho de ética de maneira crítica
ao nosso querido, excelentíssimo
Henrique Dúciel. né? Fui muito muito
influenciado por esse homem. E aí eu tô
relendo esse texto porque eu vou dar
aula eh inclusive amanhã nesse texto aí.
[risadas]
E aí eu vou a abordagem que eu vou dar
na aula, obviamente tem nada a ver com o
que a gente vai fazer aqui, mas é um
texto que eu tenho relido desde o final
do ano passado
e
tá aqui gritando no meu ouvido uns temas
que acho que vale a pena a gente passar
por eles.
É porque epistemologia em si tá em
crise. Exatamente. Porque a galera faz
ad rock também
diz Gabriel, né?
Desculpem isso. A gente não consegue
saber o que é verdade devido ao fluxo
infinito de informação toda hora. Tipo
isso? Não, não só isso. O problema não é
nem o fluxo, né? O fluxo ele realmente é
impossível de ser acompanhado e será
impossível e ele já vem filtrado, então
vai de acordo com as preferências do
sujeito, essa coisa toda, essa merda que
acontece com o algoritmo. É só que a
gente não tá tendo aparato, aparato,
recurso, ferramenta para conseguir lidar
com a verdade. A gente perdeu critério,
a gente perdeu aí ferramenta. Esse é um
ponto que eu preciso trabalhar. Eu ainda
hipótese é opnologia, eu preciso
desenvolver com mais cuidado, mas eu
apostaria nisso. Tem a galera falando
que a verdade se perdeu, que a verdade
não é mais como é antes por causa das
informações, da mentira. Cara, eu também
vou responsabilizar o sujeito, a gente
ter
recurso epistemológico, né? Recurso para
lidar com o mundo, com a verdade, com
produção de ciência, critério para poder
filtrar também. Mas é
e eu vou precisar de um tempo para isso.
Saquei trabalha nisso aí, parece legal.
Eu tô querendo fazer isso a miliano, que
junto inclusive com a discussão que eu
quero fazer, aquela aquela inicial que
eu fiz do sujeito observador e sujeito
imbricado, é o meu ponto inicial, que eu
quero chegar nisso, que a gente não tá
tendo recurso para lidar com a
realidade.
Mas essa segunda parte vai demorar um
pouquinho. A primeira já tá mais
assentadinha, que é essa diferença entre
observador e sujeito, tal. Eu uso isso
muito do Hinkelumbert, que ele me ajudou
a perceber isso, assim, a sacar esse
esse bagulho. Mas aí eu quero chegar
nesse outro resultado. Mas eu ainda não
construí esse caminho. Tô apresentando
aqui. Mas o que que me falta? Tempo,
porque eu tenho que vender a [ __ ] da
força do trabalho. [risadas]
Ai, desgraça.
Eu rio porque se chorar estraga.
vocabulário para analisar a realidade.
Exato. Não é nem só vocabulário, é é
estrutura mesmo. Sinapse tem que correr
pro lado certo. Mas é interessante para
certos grupos, diz nosso querido Thiago,
eh, ideológicos, fazer essa suspensão da
verdade deixa mais vulnerável a quem não
tem tantas ferramentas de análise para
cair em armadilhas. Exatamente, Thago.
Essa tá aí a a o ponto o ponto máximo do
bagulho. Aí que chega o o uso ideológico
desse negócio, tá?
Diz Thaco. Bruno, o sol há de brilhar.
Calma. Não, tá suave, tá suave.
Só espero ter tempo na vida para fazer
isso. É que é que assim, daqui a 3s anos
eu tenho eu tenho uma meta, tá gente? Já
vou contar para vocês aqui a meta. Eu tô
com,
foi mal, eu tô com 36 anos, vou
completar 37 nesse ano.
Então, daqui a 3 anos, no ano da graça
de 2029, eu completo 40 anos. E aí eu
vou entrar na minha crise da minha
idade. Eu já tô planejando ela, tá? Tô
tô aqui me preparando para ela. E quando
entrar na minha crise da minha idade, é
a data limite que eu tenho para voltar a
fazer a academia, voltar a fazer
exercício, voltar a jogar bola, né? né?
Porque eu vou entrar em crise, vou achar
que eu tô morrendo, meia idade, tal,
então eu vou precisar fazer esses
bagulhos e aí isso vai tomar mais tempo
ainda das possibilidades que eu teria de
produzir as ideias. Então isso vai me
atrapalhar no meu planejamento de vida.
A crise da minha idade vai ser um
empecího, porque eu vou ter que me
preocupar com o corpinho, vou ter que me
preocupar aqui com com os 25 kg que eu
ganhei aí acima do meu peso. Eu vou ter
que emagrecer, vou ter que fazer os
bagulhos aí, né? vai dar aquele
desespero, né? Ter que ir no
proctologista com frequência. A família
tem um histórico de câncer de próstata,
então tem que ficar atento. Eu sou
hipocondríaco, né? Então vou ter que
entrar nessa crise, vou ter que entrar
nesse momento e aí vai atrapalhar o meu
planejamento de produção de
conhecimento. Então eu tenho três aninho
aí para tentar ver se o sol brilha antes
[risadas]
para viver tipo os caras que não precisa
trabalhar, que não dá, né? Mas é isso.
Ou poder trabalhar produzindo essas
ideias, mas não vai dar. Você já ganhou
22 centavos do nada. É, pois é. Já é
alguma coisa. 20 de 22 centavos em 22
centavos. Se eu for investindo em
Bitcoin, [risadas]
diz Gabriel, pô, mas exercício de
alimentação boa ajudam até a pensar
melhor, mano. Tudo flui melhor. Deve
fluir, é que não vai dar tempo.
[risadas]
Eu eu acredito em você. Eu não duvido.
Deve ser muito melhor, mas eu não
deve ser melhor, mas eu não sei se eu
vou ter tempo para fazer as duas coisas.
Dis Rubens, agora é hora de investir em
Bitcoin e ficar milionário antes dos 40.
Claro, tenho três em três aninhos de 22
centavos e 22 centavos. Vixe,
[risadas]
vou tá trilharário.
Ai ai, esse mundo é divertido.
E se a gente chegar daqui a três anos?
Mas aí é outro ponto.
Voltando ao texto do Dúciel, né? Eu vou
dar aula desse bar com esse texto e eu
tenho líder relido ele muito. Então eu
vou fazer uma leitura aqui que não tem
nada a ver com o que eu vou utilizar em
aula. Aqui eu vou fazer uma leitura
muito mais crítica,
porque toda a minha pesquisa no mestrado
foi lendo dúciel e trabalhando essas
questões aqui sobre ética que a gente
vai ver aqui. Esse texto é o texto que
tá no livro Filosofia da Libertação, né,
ou filosofia de Liberação, que eu acho
que foi publicado em espanhol em 1974 e
em português em 1977, a edição
traduzida.
E esse texto do filosofia da libertação,
filosofia de la liberação dos anos 70,
por que que o Dussel escreveu ele?
Porque assim como eu falei agora da
crise dos 40 anos, o Dussel em 73,
acho que foi em 73, eh ele tá na na
Argentina, tá na sob ditadura, né? E
eles, a casa dele sofre um atentado à
bomba, explodem a casa dele. Ninguém
faleceu no processo, mas foi um
avisinho, né? bem indelicado de que ele
tava ameaçado. E aí ele foge pro México,
consegue exílo, exílio para ele, pra
família. Ele vai primeiro, depois a
família vai depois.
E quando ele tá no México, ele fala:
"Cara, ele ele tem certeza de que ele
vai morrer. Assim, ele tem um momento de
desespero porque ele fala: "Tão me
perseguindo".
Óbvio, explodir a casa dele, pô. E ele
com receio, ele escreve o que seria o
projeto dele de filosofia. E ele tem um
sistema de filosofia. Ele quer falar
sobre economia, articulado com política,
articulado com ética, articulado com
pedagógico, né, com formação das
pessoas. E ele vai montando um
sisteminha estética, ética, economia,
tal, não sei o quê, não sei o quê, não
sei o que. Ele vai juntando todas essas
áreas,
como diz o Daniel Passarelli, querido
amigo e que foi meu orientador,
ele fala uma frase que para mim é isso.
Dúel é o último filósofo sistemático que
nós temos. até então, né? Porque pode
ser que surja alguém, é o último até
agora, como seria aquele meme com Homer
Simpson até agora, mas depois de Hegel,
né, famoso Hegel, não tem mais filósofo
que faz sistema e o Dusell fez sistema e
nos anos 70, completamente
contracorrente pós-moderna de fazer
pensamento fragmentário sem sistema
do seu monta um sistema filosófico e ele
escreve o projeto dele de sistema
filosófico a partir dos ali nos anos 70
porque tem certeza que ele vai morrer.
fal, se eu não deixar minha obra pronta,
eu pelo menos deixo o projeto [risadas]
e aí ele desenha o projeto. O projeto é
esse livro chamado Filosofia de La
Liberação ou Filosofia da Libertação,
que a gente vai ler um trechinho, tá? E
ele é bem sistemático mesmo, assim, é
parágrafo por parágrafo, tal, vocês vão
ver. A gente vai ler um trechinho dele,
tá? Tá contextualizado. Vamos lá pra
gente falar um pouquinho sobre ética. E
isso me influenciou muito, mas eu vou
ler agora nesse momento de maneira muito
crítica a certos pontos, tá bom? Mas
acho que vai ser legal. Então vamos lá.
Esse aqui é o trecho um, né, aqui do
filosofia da libertação, parágrafo dois,
[risadas] parágrafo dois, do capítulo 2,
no tópico 2.6.2,
vê que o homem é organizado mesmo,
gente. [risadas]
O desenho tá tá desenhado
chamado consciência ética. A gente vai
conversar um pouquinho sobre consciência
ética. Bora lá.
O o bicho é organizado. Não tem como
negar que o que o camarada não é
organizado. Ele organizou bonitinho.
Vamos lá.
Eh, a linguagem ela também não é muito
inclusiva, né? Pelo amor de Deus. O
texto é da década de 70. Mas vamos lá.
O homem totalizado que realiza o projeto
vigente e suas leis pode ter consciência
moral. Vamos aqui já traduzir a primeira
parte. homem totalizado para Dúciel
seria aquele que está incluído num
determinado sistema. Aqui estamos
falando em termos abstratos.
Por exemplo, qual o sistema vigente
patriarcal?
uma pessoa, um homem ou uma mulher ou
qualquer outra pessoa
inserida nesse sistema, ele pode estar
totalizado, ou seja, participante ativo
globalizado por esse sistema
ou e defensor dele, ou ele pode estar
excluído, marginalizado,
não inserido nesse sistema. No sistema
capitalista, a mesma coisa. No sistema
da geopolítica global, seria a mesma
coisa. A gente tá falando em termos
abstratos, né? Então o que ele tá
falando, alguém que tá inserido, alguém
que tá totalizado, alguém que faz parte
da manutenção desta ordem, pode ter uma
consciência moral da ordem que seja.
Escolham de sua preferência.
Denominamos consciência moral a
aplicação de uma decisão concreta dos
princípios vigentes do sistema. Então,
por exemplo, há um determinado sistema
e ao aplicar as leis vigentes, a ordem
vigente, os padrões vigentes, ele tá
tendo uma consciência moral. Ele está
validando aquilo ali e tá moralmente
correto, alinhado. Beleza? OK. É isso.
Tem consciência moral um administrador
que consegue vender produtos o mais caro
possível, né? Então, por exemplo, numa
negociação, o cara tá ali gerenciando um
produto, tá fazendo as trocas e ele ao
vender o mais caro possível, mesmo que
acima do valor, a fala: "Nossa, ele está
o quê? Correto, moralmente correto
dentro do sistema de compra, venda,
trocas, negociações e tal. Tá correto?
Ele está cumprindo a função. Alguém pode
falar: "Isso é injusto". Não sei, aí já
não tá cumprindo com as regras do jogo.
Ele tá querendo alterar a regra do jogo.
Na regra do jogo vigente, a moral tá
valendo.
Para dar a empresa maiores ganhos e que
não rouba pessoalmente nada da empresa.
Essa consciência moral é concomitante ao
ato e pode alegrar, causar remorço,
culpabilizar ou tranquilizar.
maior tirano poderia ter uma consciência
moral tranquila, da mesma forma que o
fanático. Então, o cara que executa uma
lei injusta, ele tem a moral tranquila,
dorme, deita a cabeça no travesseiro e
fica em paz, porque é assim que a ordem
tá vigente. O cara que super explora o
trabalho alheio, a mesma coisa. alguém
que contrata uma pessoa para trabalhar
em sua residência em algum trabalho
doméstico específico e que paga um valor
ali baixíssimo, mas que não tem nenhum,
não teria nenhuma outra regra que eu
obrigasse a pagar o mínimo X, Y, Z,
fala: "Não, mas ó, eu tô dentro da regra
do jogo, então eu deito a cabeça no
travesseiro e durmo bem". OK? Então, o
Del tá chamando disso. Isso é uma
consciência moral. Eu cumpro as regras
do jogo. Tô dentro, tô dentro das quatro
linhas, diria aí um atual, um atual
presidiário. Expresidente, né? Tô
jogando dentro das quatro linhas.
[risadas]
Chamamos consciência ética, né? Então,
diferente da moral,
a capacidade que se tem de escutar a voz
do outro ou de outra pessoa. Palavra, aí
lá vem conceitinho filosófico pilantra
transontológica
que rompe eh de além do sistema vigente.
Vamos lá. Ah, vamos nós. Oh, Jesus
Cristo.
Na filosofia do Dúcio, um sistema
totalizado e existente, seja ele de
mercado, seja ele patriarcal, seja ele o
que a gente quiser,
ele estrutura uma ontologia fechada ali,
um modo de ser fechado, uma realidade
fechada.
Essa realidade fechada, ela exclui
pessoas de participação nela.
Se fosse a partir do texto que a gente
leu antes de Marx, quando você vê o
sistema da circulação simples dos do
mercado, do ponto de vista do
observador, você vê esse sistema fechado
e rondando bonitinho. Quem que tá
excluído dele? A pessoa trabalhadora.
Porque ela aparece nesse sistema como
força de trabalho, mas não como pessoa.
E quando você vê a pessoa, ela tá
excluída da negociação, da participação,
ela não tem nada para dar nem do corpo
que ela tem.
Então, enquanto pessoa, enquanto ser
humano, ela não é vista nesse sistema
fechado. E aí quando ela grita e reclama
que tá doendo, seria essa voz que vem
além do sistema, que é transontológica.
Por quê? Porque ela é incluída enquanto
força de trabalho, mas excluída enquanto
pessoa.
Já o tal do capitalista, ele é incluído
dos dois jeitos. O cara que trabalha
como observador ali, que atua do ponto
de vista de coordenação do sistema, ele
é pessoa porque ele não se vende ali,
ele tá integral, ele troca por dinheiro,
né? E é visto também como comprador. Ele
vê as duas posições.
O já o outro não, ele é incluído como
força de trabalho, mas separado de quem
ele é enquanto pessoa.
O transológico seria o grito desse cara
que tá excluído como pessoa, falando:
"Ou, eu sou uma pessoa". e não é ouvido
ou não seria ouvido. A capacidade de
ouvir essa pessoa produsel seria o que a
gente chama de ética. É um ato ético,
uma consciência ética.
Isso entra no sistema com capital
variável. Perfeito. Isso seria nos
termos de Marx, seria exatamente isso.
É força de trabalho.
É possível que o justo protesto do
outro, né, diz o Dúciel, ponha em
questão os princípios morais do sistema.
Óbvio,
somente quem tem consciência ética pode
aceitar o questionamento a partir do
critério absoluto, o outro como outro na
justiça. Aí esse jeito de falar também é
muito influenciado pelo Levinas. Mas
assim, que que o Delu tá chamando
atenção? Consciência ética é o sujeito,
o grupo, a comunidade capaz de ouvir
esse que o grito de quem tá excluído do
sistema fechado.
Ouço e sou capaz de, opa, algo de errado
não está certo, precisamos alterar.
diferente da consciência moral
prodúciel, que é a reprodução das regras
e da ordem desse sistema fechado. E tá
tudo bem, tá OK, tá tranquilo até aqui.
Beleza?
E eu acho interessante, é um modo
interessante de discutir os temas e os
termos. Acho muito bom.
As condições de possibilidade para poder
ouvir a voz do outro são muito claras
e as iremos descrevendo ao longo desta
parte. 2.6. O homem é muito sist
sistemático.
Em primeiro lugar, para poder ouvir a
voz do outro, é necessário que sejamos
ateus do sistema ou descobrir seu
fetichismo. 3.4.3. Esse é o tema que ele
vai discutir lá pra frente. Ó, o homem é
muito organizado, né? É um negócio
incrível aqui. [risadas]
O homem é muito organizado.
Você tem que ser ateu do sistema
vigente. Eu adoro essa expressão. Nesse
momento, o Dúcio, ele tá muito
influenciado também pela teologia da
libertação e as discussões desse tempo,
né? Os 1970 é publicado o livro Teologia
de la liberação, Teologia da Libertação
do Gustavo Gutierres. Mais ou menos aí 4
anos antes. Na verdade, eu acho que ele
é publicado em 72, né? Então, 2, 3 anos
antes da publicação desse livro do
Dúciel, Filosofia de La Liberação.
Então, ele tá muito influenciado pelas
discussões teológicas. E aí na discussão
teológica tem essa diferença entre você
ser crente de um determinado sistema
vigente e ser ateu desse sistema. E ele
brinca com isso ao colocar aqui
descobrir seu fetichismo. Que que é
fetichismo?
Eles estão utilizando a partir de Marx
a mercadoria ou o sistema que se fecha
sobre si mesmo, que esconde uma
realidade, que faz tornar invisível uma
determinada relação, né? Ela não é
perceptível
e que você só vai conseguir desvendar o
segredo da mercadoria, da forma da
mercadoria que esconde uma determinada
realidade. Isso para Marcos. Se você
recuperar as discussões, entrar no mundo
da do dos melindres teológicos e
místicos, né? Ele fala isso no capital
eh na sessão quatro ou cinco, né? Do no
capítulo 4 c da primeira sessão ali da
parte da mercadoria, eu já não lembro,
gente, desculpa aí, eu sou ruim de de
memória desses números. Mas quando ele
fala sobre fetismo, a ideia é essa, você
fazer a crítica a esse essa forma cheia
desses melindres. E o Dúceel vai tentar
replicar aqui de maneira mais abrangente
ainda. Então o sistema vigente, ele se
fecha sobre si mesmo, um determinado
sistema. E quando ele se fecha sobre si
mesmo, ele se fetixiza. De que modo? De
modo que a gente não percebe que fomos
nós, seres humanos, que criamos uma
determinada ordem, uma determinada lei,
um determinado mundo. E se fomos nós que
criamos, nós podemos mudá-la.
Basicamente é isso. E aí ele brinca de
ser ateu desse sistema. Exatamente. Para
você não cair na mágica, nesse fetiche.
Fetiche que é o que significa é feito à
mão. É uma expressão que Marx toma da
dos estudos de Deb Rosses, um francês
que vai acompanhar o processo terrível
de colonização no continente africano. E
ele faz um estudo antropológico bem
complicadinho, mas ele chama de para
dizer o mínimo, né? Mas ele chama de
fetiche aquilo que é feito pela mão por
determinadas comunidades, né? O feitiço
em português seria o feitiço feito pela
mão. E essa coisa que foi produzida pela
mão do ser humano se volta contra ele,
porque ele tem poder mágico contra ele.
E aí o Dúciel fala: "Você tem que ser
ateu desse sistema que é feito pelos
seres humanos, mas que parece que se
perde e cria vida própria. E aí a gente
só segue ele como se não fosse a gente
que tivesse criado,
que é isso." Então, primeira coisa, você
tem que ser discrente de um sistema. E
aqui é a primeira crítica que eu faria é
o Dussell, tá? Porque ele pode falar
isso, eu tenho que ouvir o outro, tenho
que não sei o quê, eu tenho que ser
descrente de um sistema. Mas o Dussell,
ele vai até trabalhar isso de maneira
mais clara mais paraa frente,
especialmente no livro Ética da
libertação, que ele publica em 1998.
Aqui ainda não, e tudo bem, porque ele
ainda tá naquele desespero de montar o
seu projeto, porque ele achou que ele ia
morrer.
Mas qual que é o ponto? Eu tenho que
deixar muito claro qual é o critério
ético que eu tenho para ser descrente de
um sistema.
Porque se não cai naquela no bagulho que
começou o nosso papo hoje quando a
Jéssica trouxe aqui a questão do eh e o
Rubens também de ser crente ou descrente
de um sistema internacional, de direito
internacional, por exemplo. Eu tenho que
ter um critério para ter discrença desse
desse de da ordem vigente, de um sistema
vigente. Por quê? Porque tem coisa que
eu tenho que assimilar e tem coisa que
não. Eu tenho que ser
ter mais discernimento para poder
manejar bem a crítica,
porque senão eu simplesmente vou fazer
couro a quem quer destruir um
determinado sistema para se beneficiar
ainda mais, como um Donald Trump da
vida.
A a a regra do jogo para ele é pôr fogo
em tudo para ele ganhar mais. Só que ele
não tá colocando em crise um sistema
para transformá-lo. Ele tá pondo em
crise um sistema para potencializar
relações de opressão, de dominação,
piorar ainda mais as relações humanas,
as relações interpessoais, sociais,
comunitárias e de geopolítica em última
instância, né?
Então eu tenho que ter um critério para
saber quando é legítima essa crítica e
quando não, quando eu defendo e quando
não um determinado sistema e a parte que
me interessa e a que não desse sistema
com critérios claros.
Beleza?
Em segundo lugar, é necessário respeitar
o outro como outro, né? a pessoa
enquanto outra pessoa que não nós. O
respeito é a posição de metafísica
passividade com a qual se presta culto à
exterioridade do outro. Aí essa
linguagem me incomoda consideravelmente,
mas é coisa minha. Deixa-se que este
seja aquilo que é como distinto. Aqui
ele tá muito influenciado pelo Emanuel
Levinas ainda e tratando o outro, né, a
pessoa,
a exterioridade do sistema, como
realmente para além da ontologia
vigente. Se tá além da ontologia
vigente, o Dúciel vai brincar que é
metafísico. Brincar não, porque ele usa
sério o conceito, mas se tá paralém do
sistema, é metafísico em relação ao
sistema. É isso para distinguir
ontologia e metafísica.
É uma metafísica bem concreta ou
socialmente estruturada.
Diz Gabriel, daí a ideia da extrema
direita de ser antistema. Exato. Exato.
Aí que tá. Eu tenho que ser crítico.
Tenho que ser crítico ao sistema
vigente. É um sistema vigente, mas eu
tenho que ter critério para julgar esse
sistema e ver o que eu dissirno daquilo
que é bom e daquilo que é ruim, como
funciona ou não em determinadas
circunstâncias. Porque senão é burrice
só. Porque se a gente só faz voz ant
sistema, cai nessa bagulho aí de extrema
direita maluco reacionária. E eu não
quero dar voz para esses caras nem
razão. Por quê? Porque inclusive eles
são destrutivos por um critério muito
claro que não é a preferência ideológica
y z. É o critério de garantir as
condições de produção e reprodução da
vida em comunidade.
Os caras explode tudo e não tô nem aí.
Não, não pens em critérios de produção,
reprodução e desenvolvimento da vida em
comunidade. Essa expressão o Dúciel só
produz nos anos 90, no final dos anos
90. a ideia de desse critério.
Eh, mas aqui ele já tá um pouco mais
presente, mas ainda muito abstrato. Por
isso que eu tô sendo bem crítico na
leitura aqui desse texto em específico.
Mas esse conceito de justiça aí, ele
define? Define, a gente já chega,
talvez, eu não lembro se a gente chega
hoje, mas ele define.
Hum. O respeito é a atitude metafísica
como ponto de partida. Metafísica,
acabei de explicar, hein? de toda
atitude na de toda atividade na justiça.
Mas não é respeito à lei que é universal
ou abstrata, nem pelo sistema ou
projeto. É respeito por alguém, pela
liberdade do outro. O outro é o único
realmente sagrado e digno de respeito
sem limite. É aqui que eu entro no no
nos critérios que a gente precisa ter.
Esse outro tem que ser um outro bem
claro, aquele que está privado de
condições de produção e reprodução da
vida em comunidade.
Esse critério ele tá tem que tá muito
claro, porque na abstração geral,
colocado no nível que tá sendo discutido
aqui, esse mesmo discurso poderia ser
utilizado por uma pessoa reacionária de
extrema direita, o mesmo. E aí que tá o
risco, que o outro, que o outro, que não
sei o que, tal, fica tão abstrato que
você não coloca um critério fundamental,
a produção e reprodução da vida. Esse é
o critério da comunidade e em
comunidade.
Porque a linha vida morte não dá para
para cruzar, gente. Ah, qual que é o
nosso receio quando começa a ver
bombardeio para lá e para cá? Pô, mano,
se o cara resolve tacar uma bomba
nuclear, destrói tudo. E nem precisa ser
só nuclear, gente. Um míssil quando ele
é executado, quando ele chega num lugar,
quando ele explode um bagulho, ele é
extremamente improdutivo. E mais do que
isso é destrod des dest destrutivo. Ele
é improdutivo e destrutivo. Ele destrói
potencial econômico, porque ele destrói
recurso, ele destrói espaço, ele destrói
pessoas. pessoas, recurso, espaço são
coisas fundamentais para qualquer
organização econômica.
Então é burrice
do ponto de vista de produção e
reprodução da vida, pô.
E aí por isso que a gente se desespera.
Pô, mano, como assim vai destruir as
condições de produção, reprodução da
vida? Porque isso afeta a gente
literalmente.
Então esse critério, esse desespero dá
pelo critério. Agora é óbvio que tem
gente que perde esse critério e aí tá o
risco. O critério ético fundamental é
garantir as condições de produção,
reprodução e desenvolvimento da vida e
comunidade para que a gente tenha
elementos para entender. Gente, isso
aqui não faz sentido. Sentido econômico,
político, social, em nenhum âmbito
possível.
Ah, mas isso aí, Bruno, você tá sendo
muito idealista. Você é uma pessoa muito
com fé na humanidade. Essa é a posição,
não enquanto observador, enquanto
sujeito imbricado no processo histórico
do que que eu posso ou não posso fazer,
do que eu sou capaz ou não de fazer.
E se você ainda quiser, a posição clara,
clara, clara do comunismo historicamente
realizado é ser contra a guerra, porque
ela é improdutiva para a própria
organização da classe trabalhadora.
Lenin mandou um beijo e um abraço.
Por favor, gente,
o respeito é silêncio, mas não silêncio
daquele que nada tem a dizer. e sim
daquele que tem que escutar tudo, porque
nada sabe do outro como outro. E aqui eu
acho uma parte importante, né? Aquele
que tá incluído no processo de um
determinado sistema, ele tem que ser
capaz de ouvir, de escutar esse outro. E
aí tem essa atitude que o Dúciel vai
chamar atenção de transontológica e tal,
esses nomes bonito, né?
Eu acho importante trazer esses
elementos e pensar nisso, porque não é
só do ponto de vista de análise da
observação, do que tá acontecendo, cara.
Onde é que você atua? Qual comunidade
você tá envolvido? Qual o núcleo
familiar? Como é a relação com a
vizinhança nos espaços de trabalho, né?
Porque é aí que a gente atua, é aí que a
gente tem critério para conversar com as
pessoas. Não é do ponto de vista do
observador, da análise tática, do não
sei o quê, que porque daí desse ponto de
vista de observação, o míssil
supersônico, ele é a mesma coisa que a
pedra caindo. Aí sim o Vitgenstein, tá
certo. Ah, entre a execução de uma
pessoa e uma pedra caindo não tem
diferença. Do ponto de vista do
observador não, mas a gente não tá nesse
lugar, gente. A gente pode fazer uma
análise, a gente pode fazer observação.
Mas onde você atua? Onde você lida com
pessoas? Onde você tem que tomar
decisão? Onde você forma e conforma a
comunidade, aí eu preciso de critérios
éticos, de um mundo em crise, porque eu
não tenho como atuar lá na caixa prego,
eu tenho como fazer aqui, pô, que é
isso. E aqui não na internet, tô falando
aqui nos lugares onde eu tô envolvido,
em brincados histórica e realmente, tá?
Isso são elementos importantes pra gente
pensar, cara. muito importantes, muito,
muito, muito importantes.
Só que as pessoas pensam, diz nosso
querido Thiago, só que as pessoas pensam
que isso, afetar e acabar os nossos
modos de produção de vida, nunca vão
afetar elas. É porque é burrice, né? A
pessoa, ela esquece que o planeta é um
globo, né? Um globo é um sistema
fechado. [risadas]
Você não tem para onde ir, animal.
A, cara, é a diversão que eu tive de
responder uma galerinha lá no no Twiet
que, infelizmente, irritou lá, né? no
que eu falei sobre o os Estados Unidos
arranjar desculpa para invadir o Brasil,
dizendo que tem uma base secreta chinesa
em Salvador. Aí uma galera isso tá com a
bomba lá, falou animal, você acha que
isso não te afeta?
Tinha o Tucuruí, a cidade de Tucuruí tá
onde? Em Nova Jersey, não, né, mano?
E mesmo se tivesse em Nova Jersey, uma
fumaça não respeita a fronteira, eh,
destruição de recursos, de espaço no
planeta não respeita a fronteira. Então,
assim, não seja burro, né?
Não seja burro. Mas é burrice. É, é
falta de recurso mesmo, né? Aí é [ __ ]
Ai ai, vejo muito isso ao meu redor. Eu
também vejo isso por todos os lados. G,
esquece, lembrei do daquele filme lá do
Seo sentido.
Muita teoria e pouca prática.
Exatamente. Exatamente, querido
Guilherme. Muita teoria e pouca prática.
pouca observação da realidade.
Ai, parabéns, Guilherme. Exatamente,
você tem, tá de parabéns. Um beijo e um
abraço para você. Eh, desde que destrua
tudo, tá tudo bem. Então, Deus abençoe,
siga sua vida em paz.
Tem que usar ética primeiro no seu
condomínio, depois você vai expandindo.
É óbvio, é no condomínio, é em casa, é
na família, na organização próxima, nas
comunidades que a gente tá envolvido,
né? Isso não é só burrice, pô. É só
burrice. E cada vez a gente mais
separado uns dos outros, a gente vai
perdendo esse e esse senso de
pertencimento. A gente vai perdendo esse
senso de responsabilidade,
responsabilidade pelo outro e tal. E a
gente vai abstraindo a tal ponto que a
gente pode fazer como nosso querido
Guilherme, né? pode explodir tudo, né?
Como se não fosse afetar a gente, como
se a gente não percebesse o lugar que a
gente tá no mundo, em que posição
histórica você tá, qual, onde é que você
tá na fila do pão, né? Que que é aquilo?
A gente pode ter um maluco que vai lá e
twietta um bagulho muito louco sobre o
que que ele faria se ele tivesse na
posição do Lula, se ele tivesse na
posição do Putin, tivesse na posição do
Macron ou do Trump que faz isso, faz
aquilo, não sei que lá e pode fazer todo
esse bagulho. E aí a a companheira dele
já liga e fala: "Ô, ô lindão, não
esquece de trazer pão na volta para
casa, tá? Isso é a parte importante.
Quando for dormir, não esquece de bater
o trinco, né? Chegou em casa, tal.
Ponto importante
diz nosso querido Guilherme, mas quem
falou em explodir tudo? Bom, pode
invadir e me parece que o pode invadir e
pode invadir. Aí tá liberado invasão daí
pra frente. Ninguém tá explodindo tudo
não. Claro que não. Em Nárnia
provavelmente as coisas estão
tranquilas. Tá tudo em paz. Deus
abençoe.
Exatamente, Thaago. Se eu fosse o Lula,
não lavou a louça. É isso. É isso.
[risadas]
Se o Trump, se não sei o quê, se falar
parará. Hoje é dia 5, hoje é dia 4,
amanhã dia 5 de março, tem boleto para
pagar, gente. Então assim, né? Vamos
lembrar o ponto.
[risadas]
Não, se acontece isso, se não sei o que
lá é professor rock, né? O cara
acompanha o professor rock, fica lá
fissurado na nas paranoia, na
conspiração e não sei o qu e no e meu
querido, não esquece que que tem que
limpar a areia do gato,
sabe?
Importante.
Vou ler mais um trechinho porque aí
depois não vai dar mais para ir muito
paraa frente que eu preciso parar.
Responsabilidade pelo outro, né? Então
vamos lá.
Aquele que ouve o lamento e o protesto
do outro é comovido na própria
centralidade do mundo. É descentrado.
Aqui é do aqui o Dus é extremamente
idealista, né? Não é pouco idealista,
que ele tá bem esperançoso.
Mas digamos que aquela pessoa capaz de
ouvir o lamento do outro, capaz de ouvir
o sofrimento do outro, quando o outro tá
reclamando, quando a pessoa tá, pô,
mano, tá embaçada aqui, ele decentra,
ele sai dessa posição de defensor do
sistema. Então ele consegue daí ter uma
solidariedade, vamos dizer assim.
O grito de dor daquele que não podemos
ver significa para alguém mais do que
algo. Alguém significado por seu
significante. Ai lac triste. O grito nos
exorta, exige que assumamos sua dor a
causa de seu grito, né? A ideia, na
verdade, é isso. Você ser capaz de ouvir
outra pessoa, você capaz de ouvir o
sofrimento que ela tem, o que ela tá
pedindo e tal. Então isso é importante.
Diz nosso querido Guilherme, o rock é
ruim, então? Hum.
[risadas]
Depois, cara, quando estiver com
tempinho, se achar interessante, chega
aqui no canal, a gente tem vários
videozinhos reagindo ao nosso querido
careca
da geopolítica, né? O nosso testa de
ferro do imperialismo. Testa de ferro. A
testa começa acima da sobrancelha e
termina na nuca. Fica a dica aí porque
tem uns videozinho legal. Pode até não
concordar comigo, mas o vídeo tá bom, é
divertido
o tomar sobre si, né, entre aspas, é
fazerse responsável, fazer responsável
pelo outro, se tornar responsável pelo
outro. Responsabilidade tem relação não
com responder a uma pergunta, mas com
responder por uma pessoa, né? Falar por
alguém, com alguém, junto a alguém. Isso
é muito importante, cara, a gente ouvir
e tal.
E
é fundamental esse esse ponto de ser
capaz, de ter essa se ouvido para quem
tá excluído, né? Para quem não faz parte
de um sistema, por exemplo, patriarcal,
para quem não faz parte do sistema talá,
porque a partir dessa posição a gente
consegue fazer uma
crítica ética materialista ou material,
né, que toca na vida das pessoas.
a gente pode
abrir espaço para garantir as condições
de produção e reprodução da vida a
partir desse excluído que também nos
coloca na posição daqueles que são
afetados por ele. Então a gente vai
tentar na ponto de vista do dúel ampliar
cada vez mais as condições de produção e
reprodução da vida de todo mundo. Você
tentar incluir cada vez mais que as
condições estejam garantidas. Esse é o
fundamental. Fundamental.
Por que fugiu da pergunta? Diz nosso
querido Guilherme, ele é ruim ou não?
Assiste lá o vídeo, pô. Eu preciso de
usar de sense. Fica o convite, acompanha
o canalzinho, vai valer a pena. Acredita
em mim, você vai gostar. Acredita,
confia.
Responsabilidade é encarregar-se do
pobre. Aqui ele também tá muito
influenciado pela teologia da
libertação, né? Essa ideia de
[risadas]
Gabriel você me pegou aqui. Essa ideia
do pobre tal ainda é uma figura muito
utilizada nos anos 70 porque na teologia
da libertação era figura que
influenciava o pessoal para poder falar
sobre responsabilidade ética, sobre a
crítica ao sistema capitalista, essa
coisa toda que se encontra na
exterioridade diante do sistema. Ter
responsável diante de é o tema. E isso
eu acho legal, ter responsável diante de
diante de uma pessoa, diante daquele que
foi posto para fora.
E aí a gente tem critério, cara. A gente
tem critério para poder tomar decisão. A
gente tem critério para poder fazer
críticas, né, que nos auxiliam a não
cair nas armadilhas, nas tais dessas
armadilhas que nos colocam no ponto de
vista de observador, das armadilhas que
nos tiram da relação histórica, que nos
tornam irresponsáveis. Eu não tenho
responsabilidade, né? Eu posso perder
essa responsabilidade.
E é muito doido, porque não é um só uma
parada só voluntária, é de não se dar
conta. Aí você pode se tornar
irresponsável e cumprir com a moral de
um sistema vigente. E aí a tua
consciência moral tá limpa, você deita e
dorme tranquilo no travesseiro.
Então não é um processo fácil e não é um
processo simples de lidar, mas tendo
critério, nos auxilia. O dúel aqui ele
ainda não tem o critério claro de
produção, reprodução da vida
eh da comunidade ou na comunidade.
Quando encontrar esse critério material,
aí ele consegue potencializar aquilo que
ele tá dizendo, não em termos abstratos,
mas muito mais prático. Então isso é é
fundamental pra gente poder trocar ideia
a respeito, pra gente poder conversar
sobre, né?
Então,
também da gente
atuar no mundo em crise, na constituição
de laços, de espaços, de
ambientes
que sejam saudáveis, que garantam em
condições, em que a gente se rique, que
a gente se responsabilize, sabe? Eu acho
que isso é muito importante, cara,
essa dinâmica da reprodução social, da
divisão social do trabalho, que cada vez
nos deixa mais isolados
e que cria essa condição para que a
gente perca a noção de responsabilidade
de comunidade e tudo mais,
ela só é recuperada. Aqui é aposta
minha, aposta, né, bet, bet social, bet
da realidade social. Só é recuperado
quando a gente se volta para as
comunidades em que a gente tem tem
atuação, em que a gente pode vivenciar
isso, em que a gente pode ser
responsável, em que a gente participa,
né? Porque é aí que a gente atua, gente.
É isso. É, é ali que a gente atua. Então
fica esse convite para recuperar esse
tipo de discussão e debate no mundo em
crise, né? é onde a gente vai poder
atuar, onde a gente vai poder agir, onde
a gente vai poder buscar esperança, onde
a gente vai poder ter um mínimo de
respiro de organização. Não viva de
YouTube, não viva de internet, não viva
da discussão aleatória. Se envolva em
espaços, em comunidades, em coletivos. E
é cada vez mais difícil da gente ter
isso. E isso é uma é um é um um ponto
que eu queria trazer aqui pra gente
poder papear.
Fechou? Isso é muito importante, de
verdade, de verdade mesmo. Eh, senão a
gente vai perder muito, muito no meio
desse mundo em crise. A gente vai poder
lavar as mãos, a gente vai poder ser
irresponsável achando que estamos bem,
porque estamos cumprindo com uma moral.
seria irresponsável também. Ah, não
tenho nada a ver com isso, não tô nessa
posição de decisão. Sim, na posição de
decisão de observador não, mas na
posição real efetiva, né, interpessoal,
você tá todo dia.
E aí eu convido para poder fazer isso.
Fechou?
[risadas]
Pergunta Gabriel, Hernandes Dias Lopes é
ruim. Então, temos aqui no nosso canal a
playlist Observatório Hernandes Dias
Lopes. Você pode assistir essa playlist
e tirar as suas conclusões. São play, é
uma playlist excelente, modéstia à
parte, é muito boa e o conteúdo é
qualificado.
E pergunta Thaago, o Iago é ruim? Então
depende de que Iago nós estamos falando.
Eu tenho dois dedos de pitaco para
dizer.
Pergunta nosso querido Guilherme:
"Você acha uma pessoa ser careca um
defeito?"
Não.
Mas diga-se de passagem, o nosso querido
Rock diz que ele é um careca por opção.
Ele disse que ele não é careca, que ele
escolhe ser careca. E aí eu me preocupo
com pessoas que escolhem ser carecas.
Essa pessoa, ela tem um potencial
perigoso
[risadas]
e ele escolhe ser careca para poder ser
testa de ferro do imperialismo. Testa
que começa acima da sobrancelha e
termina na nuca. Diga-se de passagem.
O Tikovsk é ruim, então não, não.
Ele não é ruim, mas o que fizeram com a
música dele por causa da máscara de
Folks, por causa do V de Vingança e essa
parada toda aí é um problema, né? V de
vingança virou uma máscara de de gente
maluca.
[risadas]
Chega-se de passagem.
Tem que fazer definição de justiça nesse
texto aqui para nós. Tem que Acho que
seria interessante saber o que o autor
define como justiça. Justo. Já temos uma
próxima live. Isso. Porque só isso que
não ficou claro para mim. O resto tô de
acordo, cara. Na verdade, o fazer
justiça pro Dúcio, eu já vou antecipar,
vai, tem a ver com você ser capaz de
atuar politicamente na transformação de
um determinado sistema vigente a partir
do critério ético estabelecido e dessa
exterioridade do sistema, né? A tua
referência paraa crítica é quem tá
exteriorizado do sistema sofrendo com
ele, sofrendo efetivamente, porque você
precisa do critério de produção e
reprodução da vida, porque sem esse
critério um maluco Biruleaby, tipo
Trump, vai poder soltar um
estou fora desse sistema aí. Aí ele dá o
nome que ele quiser, walk. Ai meu Deus.
Eh, se você não tem critério para poder
colocar o a regra do jogo, poder colocar
o pé no chão e responsabilidade efetiva,
você vai poder brincar, né, abstração
disso. Mas justiça seria fazer isso, né?
Você atuar politicamente para constituir
uma nova ordem, um novo sistema, uma
nova instituição que garanta as
condições de produção e reprodução da
vida. A a justiça vai por aí, tá ligado?
Então é importante
isso, isso, isso. Perfeito, perfeito,
Rubens. A boa é ser justo ao eh ao
critério pré-definido por aí, por aí.
Você conseguir articular um critério bem
definido para atuação na realidade,
paraa vida em comunidade. E esse
critério ele vai te se desdobrar por
todos os outros.
Esse critério ele vai se desdobrar por
todos os outros âmbitos e a justiça é
realizada no processo histórico. Daí
para ele vai a partir daí, entendeu? E é
um processo constante, tá? Não é tipo,
vamos encontrar o reino de justiça na
terra em que tudo estará em paz,
ataraxia e todos estaremos bem, a
utopia. Não, não é um processo contínuo
historicamente realizado. O Dusel ainda
acho que ele trabalha mal essa ideia do
processo contínuo. Quem faz isso melhor
é o Hink Lammert, diga-se de passagem. O
França
diz, Thaago, o é ruim, então
é o é o [risadas] panela o eu gosto
necessário. Esse fim de semana eu fiz um
um um
yakoma delicioso utilizando uma panela
walk muito boa, muito bom. Usei duas
panelas inclusive que tive que pegar
emprestado outra porque a família é
grande e eu fiz pra família. com
maravilhoso diga de passagem.
Boa, saquei. Então é isso, minha gente.
Preciso ir. O trabalho chama o dever
também. Só conseguimos gravar as
quartas-feiras pela manhã. Então aqui
estamos. Aqui seguiremos
trazendo a boa nova todo dia, né? Cadê o
quadro Bruno na cozinha? Já foi exigido.
Eu ainda não consegui. Não consegui
entregar o quadro na cozinha. Eu fazendo
fazendo
meus pratos de cozinheiro amador. É
cozinheiro só, né?
Cozinheirinho de casa.
Diz Kevin. Infelizmente terei que pegar
o replay porque por não ter pego o
contexto, não poderei fazer um
comentário sobre algo sobre se algo é
ruim. Então é, infelizmente, Kevin, e
recomendo a todos que peguem esse replay
várias vezes e compartilhem com as
pessoas, curtam esse vídeo, ajudem aí o
canalzinho. Se tiver sobrando uma
merreca aí, não esquece de mandar um
Pix, né, que é o Pix aqui na nos
comentários. E é isso, considerar ser
membro, membra membro do canalzinho.
E nós estamos numa quarta-feira,
quarta-feira,
10:30 da madrugada.
Vamos começar a nossa conversa por vamos
acabar a nossa conversa por aqui. Mas
não esqueça que é quase fim de semana e
nesse fim de semana você tem que
aproveitar para estar junto com quem
você gosta, jogar um joguinho legal,
comer uma comida gostosa, beber uma
parada legal, fazer um churrasquinho se
tiver sobrando na merca aí, porque dia 5
muita gente recebe no dia 5. Aproveita
aí para fazer uma graça. Por quê? Porque
a gente tem que viver e desfrutar. Às
vezes a gente esquece dessa parte e essa
parte é a mais importante nesse momento.
Respira um pouquinho, curte, bota o pé
no chão, tira o teu tempinho para poder
tá junto com a família, junto com quem
você gosta, com quem você ama, porque a
gente vai sobrevivendo, não é? E é isso,
minha gente. Fiquem bem e seguimos por
aqui trazendo a boa nova [música]
até a vitória final.
Seguimos trazendo [música] boa nova todo
dia útil.
até a vitória final.
E voltamos na próxima quarta-feira 9 da
manhã.
Um beijo.
>> [música]

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