🔴AULIVE: ÉTICA PARA UM MUNDO EM CRISE GENERALIZADA
05/03/2026
🔴AULIVE: ÉTICA PARA UM MUNDO EM CRISE GENERALIZADA
Pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade. Uma utopia, livres do rio ao mar. [música] Um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerra aos senhores, ouçam nossa voz. Fé, ciência do mundo, luz, testemunho, ser da terra, o sal. [música] Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória [música] final. Filosofia, economia, sociedade e religião. Praticamos [música] pneologia diplomada, fazemos propaganda e agitação. Fé, ciência do mundo, [música] luz, testemunho, ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa [música] nova, todo dia útil até a vitória final. Segos trazendo a boa nova, [música] todo dia útil até a vitória final. [música] Pela verdade, pela vida, pela luta popular, pela realidade, [música] uma utopia. Livres do rio ao mar, um sonho pelo dia da paz entre nós. [música] Guerraos senhores, ouçam nossa voz. O pressuposto [música] de toda a existência humana e, portanto, de toda a história é que pessoas têm que estar em condições e viver para fazer história. Ciência do [música] mundo, luz. Testemunos ser da terra o sal. Seguimos trazendo [música] a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Fé, [música] ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra, o sal. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil [música] até a vitória final. Segue nos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [música] Ciência do mundo, luz, desunhecer da terra, o sal. [música] >> [música] >> Seguimos trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. [música] >> [música] [música] >> Bom dia. [música] Tudo bem? Temos nos ajeitar aqui, não é? Trem aí que hoje tá tendo ser mais corrido. Tudo bem com vocês? Espero desejo que sim. Um bom dia, um excelente dia para todos nós. O som tá bom? Agora sim, um humano decente enxerga o som. Tá bom? O som tá bom. Além de escutar enxergar. Pera aí. Vamos deixar aqui para ficar mais bonitinha a centralização. E aqui estamos nós. Bom dia, Rubens. Tudo bem com você, cara? Espero e desejo que sim. Espero e desejo que esteja bem. Um excelente dia para nós. Pega o seu café, pega a sua xícara. Preparemo-nos, pois. Ih, Jesus. Aí dando problema de novo no meu carregador. Oh, tristeza. Pera aí. Que que esse carregador tem contra mim? Não é possível. Eu troquei o bagulho. Bom dia, Jésica. Tudo bom? Como é que você tá? Tudo bem, minha querida. Espero e desejo que esteja tudo bem por aí. Nesse momento agradável de fim de mundo. Foi derrubado. Fui derrubado, mas voltei. Jesus. Bom dia. Fala só falar fim de mundo que as coisas destrói tudo aqui e acaba. tum tum tum. Ai, vários bozinhos aqui de computador, mas vai funcionar, vai dar tudo certo. Venceremos, eu acho. Hum. Internet tá instável, ó. Aí, quebra. Mas vai dar certo. Deixa eu ver se nessa conexão fica para mim. O som tá bom. Que bom. Então significa que não tá tão ruim. Se não tá tão ruim, tá bom. Bom dia, Rubens. Obrigado pelo toque. Venceremos. Como estamos? Três empregos. Uma loucura. Agora são quatro. [risadas] pelo menos temporariamente. Mas tá bom, tá tudo bem, [risadas] estamos bem, tá tudo sobrevivendo, né? Muita coisa ao mesmo tempo. Na verdade, não vou dizer que são quatro empregos, são quatro atividades diferentes, mas tudo bem. Não de fim de mundo, mas o laranja do Z tá causando caus e poderá vir aí a terceira guerra. É, pode vir muitas guerras por enquanto regional, né? sempre tem um potencial, ainda mais tratando desse painho complicado, não é? Que nós temos conhecido Estados Unidos. Ah, pera aí, cara. Tô apanhando muito do computador hoje. Ele resolveu desconfigurar vários bagulhos que eu tinha ajeitadinho aqui. Aí me quebra. Perdão aí pela por esse momento de live de setup, live de montar live, né? Ai Jesus. Tô apanhando. Buenas, buenos dias. Como está, Gabriel? Tudo bem, meu querido? Espero desejo que sim. Um excelente dia pra gente. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Aí, ó, tá tudo travando, cara. O que que tá acontecendo aqui? Bom dia, Kevin. Mudou a foto. Gostei dela. Tá bonita. Bom dia, meu querido. Tudo bom com você? Espero desejo que sim. Um excelente dia pra gente. Bora papear hoje. Bom dia, Giseli. Como é que você tá? Tudo bem, minha querida? Espero desejo que sim. Estamos aqui cedinho para papear. [risadas] Bora, bora nos ajudarmos nesse momento complicado que estamos vivendo. Gente, e de novo, tive problema aqui com a minha bateria. Não sei o que tá acontecendo. Eu vou tentar ajustar um minuto. Prometo que não demorarei tanto, porque também se eu demorar vai desligar a live rapidão. Essa bateria me quebra. Trocar esse bagulho de novo. >> É deu erado. Vamos lá. Ai ai ai. Vida do humano que trabalha com vídeo amador é complicado ou é fácil? Vocês acham que é fácil? Não, porque nós somos amadores, nós improvisamos quase tudo a gente faz. Ai ai. Vamos nós que funciona em nome de Jesus. Amém. E foi vitória, foi, deu tudo certo. Ai, esse negócio, eu preciso melhorar meu computador. Ele também já tá pedindo as contas, dadinho. Já não tá, não tá legal. Mas tudo bem com vocês? Espero desejo que sim. Bom dia, Checaman. Fala, Thaago, tudo bom, mano? Bom dia, meu querido. Espero, desejo que esteja tudo bem por aí. Um excelente dia pra gente. Bora aqui. Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Probleminha de vai resolver tudo certo. Um excelente dia pra gente. Se você tá chegando aqui pela primeira vez, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito bem-vindo aqui pra nossa livezinha, o nosso canal Bruno Requidal. Que nome criativo, não é? Pois é, nós temos aqui todos os encontros pela manhã na primeira igreja, todas as quartas-feiras pela manhã encontros aqui na Primeira Igreja Barista do YouTube. Sim, seja muito bem-vindo à primeira igreja barista do YouTube. Desperta ao tuque que dormes de todo jeito. Estamos aqui trocando ideia. considere ser membro, membra, membre, membresia aqui do canal, porque quem faz parte desse grupo seleto de pessoas de membro, membro membre membresia do canal recebe conteúdos exclusivos, como os cursos que nós temos ofertado por aqui. A gente tem alguns vídeos especiais trocando ideias e caudos específicos, além de você poder ter acesso à nossa rádio Criticente e muito conteúdo para você poder curtir bastante, maratonar e tudo mais e aí aprender um conteúdo qualificado de maneira relativamente leve. Meu nome é Bruno Requidal, sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formar teologia e estamos aí tentando produzir também conteúdo aqui pra internet uma vez por semana. E é um canal pequenininho, mas que se sustenta graças à membresia maravilhosa que acompanha a gente. Se você não consegue nesse momento também vai ser parte dessa membresia, R$ 4,99, você pode pelo menos curtir esse vídeo, comentar para já espalhar a palavra por aí porque a gente segue a vida. Beleza? Dá aquela curtidinha, custa nada, pega nada e a gente consegue se ajudar. E é isso, correria maluca, mas estamos aí. Seja bem-vindo. Meu apelido desde os 15 anos é teca, então não sabia dessa informação. Olá, teca, tudo bem, [risadas] cara? Já tive tanto apelido, teve uma hora que eu perdi as contas, eu já não sabia mais. Cada local era um apelido diferente, aí me quebrava. Pega uma bateria reserva. Mais barato que o notebook novo. É mais barato, mas eu preciso de um notebook novo. Esse meu aqui ele tá sem nada. Ele ele não tem nada. Ele já tá agora só com navegador e sistemas básicos. E quando eu falo básicos, é básicos mesmo. Tipo, nem texto eu consigo ver. [risadas] Não tem nada nele. Deixa ele limpinho, lisinho, só pra gente poder papear. Logo. Sou o Checkam. Checkan que vai lutar com o One Punchman e com o Saan e com o qualquer outro mano que tiver por aí. Hoje tem rect de texto. Sim, Kevin. Hoje nós vamos ler texto. Tem react de texto ou comentura, né? Ou comentura. Leitura [risadas] comentada. Comentura leitada. Ih, esquisito isso aí. Leitura comentada nós temos hoje sim. A gente vai ler um texto do Henrique Dussell. A gente vai ler de maneira muito crítica, tá? porque a gente vai criticar o dúel também em certa medida enquanto a gente lê. Mas pra gente poder falar um pouquinho sobre o tema da live, né, que é ética. Ética pro mundo em crise e caindo aos pedaços, como nós estamos hoje preocupados com isso, né? Afinal, tem um maluco, é loucura, mas tem método, como diria Hamlet, que tá atacando o bombo, quant é lugar, tá fazendo maluquíci, né? Então, precisamos aí de critérios para nos ajudarmos. E aí eu já sei que um monte de gente fala: "Não, mas você tem que ver, você tem que considerar que esses caras eles vão fazer o que eles querem". Sim, mas eu não tô falando com os caras, tô falando com a gente. Eu tô falando com um público seleto de pessoas que gostam do tipo de conteúdo que a gente desenvolve aqui, que a gente pode trocar uma ideia. fã com o mundo inteiro e com pessoas que não estão sentadas na cadeirinha de de tomadas de decisão, infelizmente, porque poderiam estar muitas delas. E que aí a gente tem que então pelo menos buscar aí recursos pra gente viver, sobreviver, se ajudar e também, quem sabe organizar comunidades mais saudáveis em momentos de crise. Isso é importante. A gente não pode perder a noção de uma parada que eu quero falar já. Não posso esquecer comentário. Já já. Falando em texto, tem Twitter interpretando bem mal o livro Esquerdismo, doença infantil do comunismo de Lenin. Ah, é? Sabia não. No Twitter eu entro para soltar alguma coisa e saio. Nunca dá nada. Ontem, infelizmente, deu. Ritou a porcaria de um tweet que eu fiz porque a boiada resolveu comentar e aí tá lá um bate cabeça, maluco estranhíssimo. Mas eu tô me divertindo respondendo a maluquícia do pessoal. Talvez eu até mostre, caso vocês se interessem, como eu tenho respondido os fake e os birulab de Twitter, né, que tem muito maluco nesse mundo, vamos combinar, tem muita gente com questões cognitivas sérias e pessoas também com questões emocionais aí frágeis, sérias também, né? Eh, é a vida, é a vida. Se vocês se interessarem, a gente vê um pouquinho daquela loucura. O meu notebook que tinha desde a sétima sétima série. Quantos anos você tem? 15. [risadas] Faleceu esse ano. É. Não. Então ele foi um bravo guerreiro. Ele foi um Exatamente. O guerreiro durou. Ele foi um bravo guerreiro. Foi um lutador aí intenso. Batalhou como poucos. Bruno, tenho visto muita gente tirando sarro do direito internacional dizendo que é inútil. Qual a sua opinião? A minha opinião é que depende. Cara, o direito internacional, em certo sentido, ele foi criado de maneira muito frágil, né? Então, não é que ele é inútil, é que diante das potências que nós temos e como tá organizada a questão bélica e o estrutura de imperialismo que foi desenvolvida durante o século XX e que invade o século XX, o direito internacional ele é frágil. ele é frágil, não é algo que vai resolver todos os nossos problemas. Por outro lado, em certas circunstâncias, em certa medida, ele soluciona uma série de problemas. Ele não consegue frear, por exemplo, uma potência que tem arma nuclear, né, e o conselho de segurança da ONU e essas coisas tod. e os Estados Unidos atropela todo mundo, mas em outros, em outras circunstâncias, em outros âmbitos, ele acaba sendo útil, ele ele acaba funcionando. É aquilo, nós não temos como destruir porque é burrice, é tiro no pé, mas também não dá para confiar só nisso. Quando a gente tem uma posição frágil numa determinada situação de conflito, você se apega a tudo que você puder. Se você tira eh recursos que podem ser úteis, ainda que frágeis, você se enfraquece. Então tem que ter essa capacidade aí de discernimento, né? Tem que ser crítico, mas tem que saber usar. Em certo sentido, ele te protege. Bruno Radical ganhou 22 cents. Foi. [risadas] Eu talvez eu mostre isso. Eu ganhei 22 centavos de um bolsonarista. Obrigado aí. Contribuiu com o canal. A chave Pix tá aqui embaixo, inclusive. Vou até aproveitar. Se você também quer mandar aí uns 22 centavos. A chave Pix tá aqui, ó. Ai, que onda. Deve ser mesma galera que tiram para merda, positivismo, direito positivo, algo assim. Esse povo sem noção, esticadores de corda. É, então é é porque tudo que a gente produzir tem limite. E aí eu tenho que criticar, criticar os limites, tensionar e tentar aperfeiçoar e buscar outras soluções. Tudo que a gente faz, a gente nada vai resolver por si só todos os nossos problemas, porque a história anda, a vida muda, o contexto também, novas situações surgem. Agora isso não implica eu ter que jogar fora tudo que existe, né? Assim, saber criticar e saber os limites não significa que eu também vou abandonar e não vou saber usar meu favor, né? O pessoal confunde as coisas um pouco, aí é complicado. Deixa eu baixar um pouquinho isso aqui para minha cara não ficar tão tão em cima dos comentários. Ruim com ele, pior sem ele. É tipo isso. É tipo isso. Ruim com o pior sem, né? Assim, por exemplo, ah, esses dias eu eu comentei com com uma pessoa muito querida, né, que eu que eu conheço, que eu falei: "Ó, eh, eu moro no Minha Casa, minha vida". Aí a pessoa fez um uma piadinha, né? Minha casa, minha dívida. E é verdade, porque agora tenho que pagar, pô, o resto da vida. Assim, eu vou ficar 30 anos pagando a casa que eu moro e já tô aí um tempão e vou continuar um tempão. Esse é um efeito que faz parte do jogo. Aí eu vou reclamar, fal: "É, nossa, agora eu tenho que carregar essa dívida." Gente, queria comprar uma casa e não tem que pagar nada. Assim, dentro do mundo que eu vivo, ruim com ele, pior sem ele, entendeu? Ah, tem seus limites ou qualquer projeto X. Sim, é pior ainda se não tiver. Tic te precisa trocar ideia, gente. [risadas] Resumindo, tem que ser controlado um pouco a crítica, um pouco e concordo com isso e aquilo. Isso, isso é uma ponderação, discernimento. A palavra discernimento, ela ela caiu em desuso. No mundo do crente ele ainda é muito forte porque traduções bíblicas a utilizam. Mas é isso, é saber discernir, né? você saber, cara, eh, perceber os pontos fortes, pontos fracos, o que te potencializa, o que te enfraquece, entender o que é melhor em determinado momento, isso é fundamental, por favor, né? A gente tem que ter bom senso, um senso de noção. Ai, ai, isso é importante. E aí eu até ia comentar um bagulho, esqueci o que eu ia comentar. Ah, é, inclusive tem a ver com uma parada que é assim, eu ainda vou escrever sobre isso, eu quero muito escrever sobre isso, uma reflexão em certo sentido epistemológica que eu acho que é assim, que que eu acho que é importante, me parece importante, que é mais ou menos assim, a gente olha pro mundo e nós temos o hábito de perceber o mundo e e tentar entender ele. graças ao a relação construída com a modernidade e com o capitalismo. Do ponto de vista do observador, a gente se coloca como um observador do mundo e analisa o mundo desse ponto de vista do observador, um sujeito que observa, que analisa de boa até aí. Isso dá muitos ganhos pra gente. Te auxilia ao abstrair uma série de questões materiais, fazer cálculos e planejamentos que podem potencializar determinadas ações, tornar elas mais efetivas, mais eficientes e tal. Mas por outro lado, quando você se acostuma a vivenciar e perceber o mundo como observador, como esse que tá, né, olhando de cima, você se exime enquanto sujeito e aí você perde um pouco da noção do contexto histórico da materialidade na qual você tá inserido e você se acostuma só ser o observador e esquece de ob de de ver enquanto sujeito embricado no processo histórico. E isso é um um risco muito grande, né? E isso não acontece pelo desenvolvimento das ideias, pelas ideias. Isso é efeito, eu preciso muito escrever esse texto. Eh, isso é efeito do próprio processo de organização da divisão social do trabalho dentro do capitalismo, né? Que vai se tornando cada vez mais complexa, cada vez mais diversificada, cada vez mais fragmentada e vai colocando os indivíduos cada vez menos conectados uns com os outros de maneira direta. Nós apenas estamos conectados de maneira indireta por meio do trabalho. Então, tipo, a gente não consegue formar comunidade, essas paradas, a gente fica mais distante, tá ligado? A gente fica sempre mediado por por indiretamente, né? A gente sempre tem contatos indiretos. Os nossos trabalhos estão conectados de maneira indireta. Nesse exato momento, eu dependo de alguém que tá fazendo algum trabalho aqui pra internet ou pra luz não cair. Alguém nesse exato momento tá fazendo alguma parada que garante que a luz esteja funcionando, que a internet também, que na casa de vocês que estão acompanhando esse vídeo também. Então só dá para fazer isso porque tem esses trabalhos combinados, né? Mas eles estão eles estão eles estão tão fragmentados e tão separados que a gente começa a observar o mundo sem nos colocarmos na relação interpessoal, na relação social, sem nos imbricarmos historicamente. Então a gente se acostuma cada vez a perceber abstraído também. Então a gente começa a se acostumar a ver o mundo como observadores, não só de maneira teórica, de maneira muito prática. E aí isso cai, cria uma ilusão, mas é uma ilusão que não é que é mentira, que funciona, mas ela te dá uma ilusão de que você não é participante da história. Então você pode analisar as coisas sem considerar o seu contexto e você nem percebe isso. Você a gente não percebe isso, a gente vai vivendo isso. E aí, se você faz isso, você não consegue entender a posição social que você ocupa, o lugar que você tá na divisão social do trabalho, as possibilidades que você tem de atuação no mundo. E isso vai se amplificando para todos, para todos os âmbitos. Então, na hora que acontece uma crise geopolítica, você dá um pitaco e pensa como observador, como aquele que não, olha aqui, se fosse eu planejando, eu faria assim e tal, não sei o que. E você esquece de de se dar conta de quem é você na fila do pão. Você esquece de colocar enquanto sujeito no processo histórico o contexto do seu país, o contexto do seu território, o contexto da sua história, tal. E isso então te dá a sensação de que você tá participando do jogo como observador e da pt e tal. E é uma armadilha perigosíssima em muitos sentidos, tá ligado? E isso a rede social ainda amplifica mais, porque você fala, você apresenta suas ideias, aí duas ou três pessoas te respondem. O, e aí a gente tem aparece que parece que a gente tá interagindo e que a gente tá construindo uma comunidade ou construindo um conteúdo ou pensando junto. E não tá, cara, porque nós não estamos no ponto de vista do observador. A gente tá pode criar esse ponto de vista, a gente pode criar essa posição se a gente preferir, né? Porque tem gente que não gosta da ideia de ponto de vista. A gente pode criar essa posição, esse lugar de observador, mas ele não pode se abstrair completamente e esquecer da da do contexto histórico e de como a gente tá imbricado na história, qual a nossa posição real. A análise quando a gente tiver pra posição real é outra fita. Pô, vou ler um texto do capital para vocês. Pera aí, eu vou agora me animei agora. [risadas] Agora me animei, mas vou vou ler um bagulho. Mas pera aí. Bom dia, jovens. Bom dia, carapa. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Um excelente dia para nós. Espero que esteja tudo bem por aí. Você se acostuma a observar de fora. Exatamente. E esquece de agir. E isso e daí de pensar assim, pensar de dentro, né? Quem é você, pô? Onde você tá? Nessa posição. Analisado de fora, eu entendo de um jeito. Analisado de dentro eu percebo de outro. É isso. Tudo escrito na areia. E se bate o vento, o que que acontece? Bagunça tudo que tá escrito na areia. Vou pegar um texto aqui. Eu vou vou pegar o capital, mostrar um trecho para vocês. Deixa eu pegar aqui. Tem que baixar, né? Porque eu limpei meu computador. Eu ia ler um outro texto, mas eu vou ler esse antes. A gente vai, vai ser legal. Uma breve reflexão metodológica. Ai, fez um barulho esquisito aqui. Que que tá acontecendo? Pera aí. Ah, não, tá tudo certo. Só um sustinho. Achei que tinha dado pau. Ai, meu nariz tá coçando. Deixa eu pegar aqui o capital. Livro um del capital. A gente vai ler juntos um trechinho. [risadas] Bruno guarda esses 22 centavos do bolsonarista para comprar um notebook novo. [risadas] É, ele podia ter errado sem querer a cifra, né? Mas tudo bem. >> [risadas] >> pelo menos ele contribuiu. Agradecia a generosidade, agradecer honestamente. Muito obrigado por ser generoso. Foi engraçado. H, como é que é o nome? Hum. Deixa eu ver se com essa palavra-chave eu acho triste que eu quero. Não. Ah. Ah, isso. Achei. Agora, ó, não me pergunta em qual sessão tá. Ah, eu vou pegar em qual sessão que tá. É a sessão dois. Final da sessão dois, antes da produção do do e de mais valor absoluto ou de mais valia absoluta. Vamos lá. Então, tá na final da sessão dois, os últimos dois parágrafos da sessão dois. É isso. Então, vamos ver junto aqui. Deixa eu separar. Capital, últimas duas sessões, os últimos dois parágrafos da sessão dois, que acho que é de mais valor relativo, né? Eu já não lembro de cabeça. Memória é uma tristeza. Vamos lá para essa reflexão metodológica que a gente estava fazendo. Isso aqui é interessante, ó. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. marxistas no meu Brasil, baristas marxistas ou não marxistas, mas eh como é que é? [risadas] Nas adjacências. Tá tudo certo. Esse é um textinho interessante compartilhar com vocês. Ó, final da dos últimos dois parágrafos da sessão dois do capital, tem esse trechinho aqui, ó, que vale a pena aqui para essa reflexão sobre observador e sujeito ou sujeito observador e sujeito histórico imbricado, né? Suito real, material de carne e osso. Se liga, se liga nesse trechinho aqui do capital. É massa. O tamanho da letra tá bom, tá ruim? Eu eu já não tenho mais noção. Deixa eu ver como é que tá aqui. Exatamente. Simpatizantes e Marx. Marx e simpatizantes, né? Nas adjacências. Vocês aí que não são marxistas, mas tem simpatia, fazem simpatias. Simpáticos, simpáticos. Amar vocês aí. Simpáticos. É, se convertam, seus herges. Convertam em fiéis. >> [risadas] >> Estamos aqui na doutrinação, né? Mas, ó, que acontece, Marx tá falando sobre, vai comentar aqui como se fosse uma grande peça de teatro, né? Ele faz uma brincadeira como se fosse uma peça de teatro em que existe o comprador das mercadorias, né? Que o capitalista que ele entra nessa peça como comprador de mercadorias e o trabalhador que entra na peça não como comprador de mercadorias, ele entra como uma mercadoria a ser consumida, ser adquirida, né? mais uma na circulação. E aí Marx vai falar: "Olha, você pode observar essa situação desse sistema, né, em torno do capital, seja do ponto de vista do capitalista, seja do ponto de vista do trabalhador." No caso do capitalista, ele age, atua enquanto sujeito, observando e vendo a circulação de mercadorias. No caso do trabalhador, ele age, atua não como alguém que observa a circulação de mercadorias, mas alguém que está imbricado no processo de de circulação da mercadorias, porque ele é uma mercadoria, ele tá vendendo ali o seu tempo de trabalho, sua força de trabalho, né, como mercadoria. Vende sua força como mercadoria. Então, quando você tá na posição do observador, o sistema aparece de um jeito. Quando você tá na posição do trabalhador, o sistema se aparece de outro. Obviamente são sujeitos atuando em posições distintas, não é só teoricamente dentro da divisão social do trabalho. E o que ele tá dizendo, o que que a gente pode depreender daí, né? né? O que ele tá dizendo, o que eu tô tirando daí, é que quando você analisar qualquer coisa, você pode observar eh quanto desse dessa posição de quem observa, de quem não tá envolvido no processo, daquele que tá envolvido no processo. E isso altera o modo como esse sistema funciona, como ele é vivenciado, né? O trabalhador ele pode querer observar como como e pode analisar como observador? pode, ele faz uma descrição colocando essa posição de de observador. Ele pode fazer isso, assim como o o capitalista poderia se colocar como sujeito e perceber o que ele tá fazendo, é que a posição que ele ocupa já é uma posição de análise de tomada de decisão e que ele observa. Ele não tá necessariamente se vendendo enquanto mercadoria. Esse é o ponto. Então vamos lá, né? Vai ser vai ser legal. Vai ser legal. Vai ser legal. Para, vamos lá. A esfera da circulação ou da troca de mercadorias, em cujos limites se move a compra e a venda da força de trabalho, né, para não dizer o trabalhador, é de fato um verdadeiro é dos direitos inatos do homem. Então, no caso aqui, os direitos natos do humano, Marx está sendo muito irônico para dizer: "Olha, os direitos que você tem de ser livre, livre para se vender." Ela é o reino exclusivo da liberdade, da igualdade, da propriedade e de Benton. Benton aqui, ele tá fazendo mais aquela brincadeirinha, o trocadilho que a gente já passou por ele em outro momento, eh, que é liberdade e igualdade Benton, né? que é o Jerem é o é Jerem Benta, acho que é. Eu sou limpo como Benta. Esqueci o primeiro nome, mas tudo bem. O filósofo inglês utilitarista, britânico utilitarista. Liberdade, pois os compradores e vendedores de uma mercadoria, por exemplo, da força de trabalho, né? Então aqui, ó, veja a distinção compradores e vendedores de uma mercadoria. Por exemplo, qual mercadoria? A força de trabalho. Veja que a força de trabalho aqui, ela já tá abstraída da pessoa. Não é que você tá vendo seres humanos rodando, você tá vendo força de trabalho sendo vendida. Não é pessoa. Do ponto de vista do observador que vê esse sistema, não é que você tá comprando uma pessoa, você tá comprando a força de trabalho dela por um tempo. Entende a diferença? Mas e a pessoa que tá vendendo sua força de trabalho, ela consegue separar dela mesma força de trabalho, né? Essa aqui é a minha força de trabalho que eu vendo, né? Recebo pelo tempo que ela é gasta. Não é ela, pô. [risadas] Então, na posição de observador, eu vejo força de trabalho sendo comprada. Na posição de sujeito em processo, sou eu que tô sendo vendido enquanto pessoa. Percebe? são movidos apenas por seu livre arbítrio. Claro, todo mundo aqui tá decidendo porque quer. A gente, né, escolheu poder fazer isso. Obviamente foi livre arbítrio. Eles contratam como pessoas livres dotadas dos mesmos direitos, né? como se o contratante e o contratado tivessem os mesmos direitos de liberdade, igualdade, propriedade e benta. O contrato é o resultado em que suas vontades recebem uma expressão legal comum a ambas as partes. Igualdade, pois eles se relacionam um com o outro apenas como possuidores de mercadorias e trocam equivalente por equivalente. O comprador vem com dinheiro e o vendedor vem com seu corpo, mas ele vai dizer que ele não tá vendendo seu corpo, ele tá vendendo a força de trabalho. Certo? Isso, o tempo de atividade para produzir algo por um período vai usar força trabalho aí, né? Exatamente. O trabalho abstrato, não. Então não é nem que ele não existe na realidade. Ele existe na realidade porque ele funciona assim. Quando você cria essa ideia de trabalho abstrato, né, quando ela opera nessa compra e venda pelo tempo, ela existe, ela é real, ela funciona, ela é funcional no sistema do ponto de vista do observador, da posição de observador. Na posição de sujeito embricado, ela não funciona. Por quê? Porque não é que eu tô separando meu tempo de trabalho, minha força de trabalho, é, sou eu, pô, eu que tô sendo vendido e trocado nessa birosca. Então, trocando eu, euzinho por dinheiro, duas mercadorias, propriedade, pois cada um dispõe apenas do que é seu, né? Então, o capitalista dispõe do que é seu, que é o seu capital, seu dinheiro, e o em forma de dinheiro, né, no caso, porque vai comprar com dinheiro. E o trabalhador, o que que ele dispõe? ele mesmo. Então ele chega vendendo a as costas, a pelezinha, o corpo. Bentam, pois cada um olha somente para si mesmo, né? Que essa é a piadinha. Então, o filósofo utilitarista, cada um tá pensando no ganho que pode ter, o máximo de ganhos possíveis ou de prazer possível. A única força que os une e os põe em relação mútua é de sua utilidade própria, né? Ambos aí estão tirando suas vantagens. Isso não é um discursinho liberal, né? Ohô, meu Deus. de sua vantagem pessoal, de seus interesses privados, né? Cada um tá buscando seus interesses, todo mundo tá querendo seu interesse. Um interesse de sobreviver, o outro de ganhar dinheiro ou mais de aumentar seu capital. Mas tudo bem. E é justamente porque cada um se preocupa apenas consigo mesmo e nenhum se preocupa com o outro que todos em consequência de uma harmonia pré-estabelecida das coisas ou sob os auspícios de uma providência autoestosa, né, que é o mercado mágico aí que todo mundo aí tá tá conduzindo os egoísmos compartilhados, realizam em conjunto a obra de sua vantagem mútua da utilidade comum do interesse geral. Pronto. Olha que bonito. Tá muito bem feito, muito bem explicado. Isso é real. Sim, parece que funciona sim. Enquanto observador do sistema, enquanto aquele que olha como funciona o sistema de capital, o sistema de mercado capitalista, você fala: "É isso todo mundo tá buscando o próprio interesse, todo mundo tá competindo com todo mundo, fazem acordos os múos, eu vendo meu corpo, né, para conseguir o uma grana por um período, porque a minha força de trabalho sendo vendida para executar alguma função em algum algum cargo, né, de de de produção. E o outro em troca dessa vendinha do meu corpo, ele troca um equivalente, que seria em forma de dinheiro, que é o meu salário. Tá comprando, tá me comprando no mercado de trabalho. A gente chama de mercado de trabalho, mercado de força de trabalho, né? E é isso, exatamente. O discurso de negociar com patrão, é isso, né? Tá todo mundo aqui buscando seus interesses. Nós fazemos os nossos negócios. Do ponto de vista do observador do sistema, isso é muito claro. Olha que que que simples, que bonito, que redondo, né? Mas, ó, isso é do ponto de vista da circulação de mercadorias. Se você tá na posição da circulação de mercadorias, isso faz sentido. Você observa ela enquanto sujeito observador. Ah, ok. Eu consigo abstrair e vejo isso. Mercadoria A, mercadoria B, há uma troca. Uma pessoa vende ou troca, né? Uma pessoa troca sua força de trabalho, que na verdade é ela mesmo, mas troca sua força de trabalho abstraída do seu corpinho e o outro troca o pelo dinheiro, forme o dinheiro. A gente vai trocar essas duas coisas. E o outro, né, em vez dele vender sua própria vida, seu próprio corpo, ele vende o dinheiro, que é para pagar o uso aí da sua mercadoria força de trabalho. Ó, no observação faz sentido, gente. Esse o sistema funciona assim, tá desenhado, tá lindo. Mas isso do ponto de vista do observador, do sujeito abstraído, da pessoa humana que deixa de ser humana para observar o sistema funcionando. Agora vamos colocar na realidade do sujeito envolvido no processo histórico. Que que acontece ao abandonarmos essa esfera da circulação simples ou da troca da de mercadorias, de onde o livre cambista, né? Então, o livre trocador, os livres trocadores aí, [risadas] o pessoal que tá tá tá vendendo e comprando, tá se vendendo. Vulgares, né? O vulgar, o livre cambista vulgar extrai noções. Então, ó, esfera da circulação simples, de onde é extraída a noção desse dessa livre troca vulgar, né, que é o que a gente entende, que é o sistema liberal que hoje fica nesses discurso merda que a gente vê na internet, né, nível Renata Barreto para pior. É isso, é isso. Como é que é o nome do dos outros manos lá? O ZCAP da vida que fica um três oitão da vida. Um, como é que é o nome doido lá? O engenheiro Léo. O nome do cara ser engenheiro acho interessante. Será que tá na certidão de nascimento dele? Engenheiro. Engenheiro. Léo. Sobrenome: Léo. Nome engenheiro ou qualquer outro desidiota que fica falando sobre livre mercado e troca desse tipo. É isso. Entendeu? De dessa circulação simples e trai extrai essas ideias vulgares, simples, idiotas, né? Por isso que os marxistas nada de braçada. Então é dessa desse mundo, né? Se a gente sair desse mundo onde se extrai essas noções, conceitos e parâmetros para julgar a sociedade do capital e do trabalho assalariado, já podemos perceber uma certa transformação. Então vamos sair dessa dessa abstração da circulação simples. Saímos, ao que parece na fisionomia de nossas dramatises personai, né, dos personagens teatrais ou personagens desse drama. Então vamos ver os personagens desse drama. Se a gente sair dessa abstração e se a gente for agora para ver como é que funciona essa peça, como é que funciona esse drama da vida real, o antigo possuidor de dinheiro se apresenta agora como capitalista e o possuidor de força de trabalho como seu trabalhador. Então, o capitalista e o trabalhador tem posições sociais diferentes, não é mais aquela igualdade do circulação simples de mercadorias. Na divisão social do trabalho, eles estão em posições diferentes. Um decide e coordena a divisão social do trabalho e o outro não tem nenhuma ingerência sobre coordenação da divisão social do trabalho. Essa é a diferença do capitalista pro trabalhador. O capitalista decide como será coordenada a divisão social do trabalho. O trabalhador não. Ele só vende sua força de trabalho. O primeiro, né, o capitalista, com um ar de importância, confiante e ávido por negócios. O segundo, tímido, hesitante, como alguém que trouxe sua própria pele ao mercado e agora não tem mais nada a esperar além da despela ou da esfola. Um chega como um empreendedor ávido, né? Imponente, interessado em comprar e o outro chega tímido, hesitante, cabeça baixa, com a pastinha azul debaixo do braço distribuindo currículo, né? E ele tem o que para vender? a própria pele. Ele só chega com a própria pele. Essa distinção é o que eu tô querendo chamar atenção do ponto de vista epistemológico de observar a realidade em que a gente pode cair na armadilha de se colocar na posição só do observador, desse que entende o sistema da circulação de mercadorias ou explica, mas não vê como no drama se dá a história, saca? Então, tipo, mano, isso aqui é sofisticado e a gente cai nas armadilhas de ficar observando o mundo só do ponto de vista de observação. E não é porque a gente é tonto, porque a teoria nos convence, só é porque na realidade, na prática social, a coordenação da divisão social do trabalho tá tão complexa e a gente só tem relações indiretas que a gente é jogado para essa posição abstraída e que a gente olha pro mundo solto, não imbricado, a gente não vê o processo social, a gente não tá vivenciando, a gente sofre ele, mas a gente não vivencia ele de maneira consciente. Por isso a importância de conscientização de classe, entender a divisão social do trabalho, entender como ela funciona e o teu lugarzinho nesse mundo para que na hora que você vê essa peça, esse teatro, você saber onde é que você tá. Você não pode ficar olhando o mundo como se fosse um observador. Pô, tu é brasileiro, meu irmão. Tu tá na periferia desse desse mundo, infelizmente. Ainda que o seu país seja super rico, tem uma história de 500 anos aí de exploração. Você mora num Capão Redondo como eu, doido. Não vai ficar achando que você é é velho da van. não vai achar que você tá do lado do Donald de Trump, que bater continência pra bandeira americana ou estadunidense, né, vai te fazer ser isento, imune a problemas nacionais, será salvo, sabe? Mas isso não é só burrice, também tem aburrice, óbvio, mas não é só burrice. Isso também tem um ponto importante que é o modo como nós estamos vivendo. A vida nos empurra para essa posição de observador, que é uma armadilha. E a rede social ainda amplifica isso, porque ela te dá voz e parece que você tá conversando e tomando grandes decisões e fazendo grandes análises e não tá e ninguém tá te vendo ou te ouvindo, mas as relações são tão indiretas que a gente esquece desse desse ponto e desses vínculos, né? A gente se coloca na posição, por exemplo, como se fosse um grande analista de guerra, né? Um grande analista de políticas internacionais. Eu faria diferente. Basta os Estados Unidos fazer não sei o quê. Basta o Brasil fazer não sei o quê. Isso é burrice, mano. Olhe quem é você, sujeito histórico em determinado contexto e quais são as possibilidades de ação que você tem nos lugares em que você tá. E aí o estudo do ponto de vista de observador que você tem, ele é secundário porque ele te auxilia como recurso, como ferramenta para interpretar o mundo e para potencializar sua ação onde você tá. Mas você age onde você tá. Você não age do ponto de vista do observador universal. Não seja burro, né? Mas isso vale para todo mundo, inclusive para nós de esquerda, porque o hábito que a gente tem de ficar dando pitaco de análise como observador é aposta. [risadas] Mas é legal, né? Um testinho massa aí pra gente pensar isso. E acabou o capítulo. Quem disse que a gente aqui é marxista de segunda linha? Não, pô. Aqui a gente é marxista de primeira linha. [risadas] É importante essa reflexão metodológica, pô. Ela é importante. Ela é importante. Bom dia, Cléber. Tudo bem com você, meu querido? Espero desejo que sim. Espero, desejo que esteja tudo em paz por aí. Espero desejo também que o papo de hoje contribua de alguma maneira minimamente adequada. A ciência também leva a gente para esse ponto. Tem que ser um observador distante. Sim. e faz parte do método científico. Abstrair, tá nesse ponto de observador. A partir de Decart, não tem como escapar disso, assim, Decart, ele ele botou a gente num lugar que não tem como você não tá nessa posição de observador. A dúvida de tudo, considerar que tem um demoniozinho ali que fica soprando no seu ouvido, que ele pode estar te enganando e tal. Então você se coloca na posição de observador para conseguir compreender o mundo, analisar ele de maneira mais segura e conseguir tomar ações cada vez mais eficientes. Isso é bom. Só que isso não é a realidade como um todo, [ __ ] Isso não é o suficiente para você entender o processo histórico, quem é você, a vivência, a comunidade, o que tá acontecendo no mundo. Se não acontece uma coisa maluca, que é você achar que o conhecimento, que a ciência se desenvolve num mundo paralelo, que não tá conectado com a divisão social do trabalho, por exemplo. Essa é a grande revolução do pensamento de Marx. Ele conecta o pensamento à divisão social do trabalho. Ele quando ele fala que eu odeio a metáfora porque ele usa uma vez só e o pessoal lê mal, mas vai, já que todo mundo usa superestrutura e e e estrutura e superestrutura, o que que é estrutura? Só dá para pensar a partir de um tipo de de organização mínima de uma sociedade que dê condições de você tá vivo para você daí desenvolver ciência, pensar, refletir, não sei quê, não sei quê, não sei quê. Ótimo. Ótimo. Então, eu tenho que observar que o pensamento, a ciência, o progresso, o desenvolvimento, a compreensão de mundo, ela está conectada ou depende dessa base que é como nós organizamos as condições de produção e reprodução da vida. A reprodução social, eu olho para ela e vejo o papel que o conhecimento desempenha nela. Isso é a virada de chave de Marx, cara. ele ele conecta a a ciência, a ciência econômica, ela ela vai ser criticada a partir do papel que ela desempenha na manutenção dessa ordem social e não na não transformação dela. E aí você começa a ver a ciência como ideologia. E aí ele vai fazer uma crítica da ideologia para conseguir buscar uma ciência adequada. Porque para Marx a ciência é aquela que te ajuda a praticamente, a na praxis, na prática alterar as relações sociais existentes e planejar o futuro de maneira consciente, você conseguir intervir na realidade. Essa é a 11ª tese de forma tão citada por aí. Olha, não adianta mais a gente só interpretar o mundo. A gente tem que agir, a gente tem que atuar. ciência é essa, é essa que te dá recursos para agir no mundo. Só que quando a gente perde essa noção, o conhecimento ele fica tão abstraído, ele fica tão num mundo paralelo que a gente não conecta ele com a divisão social do trabalho, com a reprodução social. E aí essa análise do sistema capitalista ou análise de qualquer outra ordem econômica se torna ideologia, ela se torna funcionamento de manutenção da ordem e não ciência que te potencializa a intervir nela, porque você não tá conectando o papel que a ciência tá sendo, tá desempenhando dentro da manutenção dessa reprodução social. E Marx vai criticar isso aí. A galera da da como é que é o nome do bagulho? esqueci o nome do bagulho da teoria crítica, por exemplo, com todos os limites que tenha, o grande ponto da teoria crítica é recuperar esse elemento fundamental, é tentar trazer paraa crítica epistemológica, em certo sentido, não perder de vista a importância de você ver qual o papel a ciência e o modo de produção de ciência desempenha na reprodução social. E obviamente que a gente tem ganhos e perdas nesse processo, mas é fundamental, entendeu? Então, senão a gente cai numa ilusão tosca também, que é você não perder, você perder essa, essa malandragem. É isso. Eu penso que a força de uma ideia validada dentro de um nicho, diz nosso querido Thiago, perdão, eu penso que a força de uma ideia validada dentro de um nicho é tão forte ou mais que o fato. A ideia está na nossa mente toda santa hora. O fato muitas vezes nem chegamos perto. Então eu eu vou ter problemas com a ideia de separação de fato e e ideias. >> [risadas] >> Como diz a expressão de Franzin Kelammert, mas que não é só dele, não se percebe a realidade a secas, né, direto. Você não percebe ela de maneira direta. Ela tá sempre, sempre, sempre, em qualquer circunstância ou condição mediada, porque nós não somos mentes separadas da história ou da vida, do processo evolutivo, essa coisa toda. O nosso modo de realidade humano, ele interpreta o mundo, ele não percebe ele as secas. a gente já vai a partir daquilo que foi constituído no nosso processo histórico de vida individual e comunitária. A língua que eu aprendi, o espaço que eu tô, eh as experiências que eu tive, as vivências, as influências interpessoais, né? Tudo isso tá o próprio processo histórico anterior que me conduz até aqui, tudo isso já tá como instrumentos e recursos necessários para interpretar o fato, para me relacionar com ele, né? eu me relaciono já assim, ele nunca é percebido as secas e o objetivo não é perceber ele as secas porque nem tem como. Então é eh é a gente entender que as ideias ou aquilo que a gente chama de ideia, ela já é no nosso modo de realidade um modo de viver, de se relacionar com o mundo. Ele tá ali, ele não tá separado. Aí é que a gente aprendeu que ciência é você só ajustar a ideia à realidade. E não é isso. ciência você conseguir buscar maneiras mais eficientes de intervir, interferir na realidade. Isso é importante. Não é o ponto de vista do observador da análise. A análise ela cumpre o papel na intervenção sobre a realidade. Isso é importante. No trabalho ouvindo é nós. Espero não atrapalhar o trabalho. [risadas] Bruno com 6.66.000 inscritos. Pois é, Igor. E é pior que é 6.66666666666. 6 se 6 se 6 6000 inscritos, quase uma dízima periódica. E graças às pessoas que são membresia desse canal, que é mais ou menos 10, 1% desse grupo, se fosse 10, eu ia tá vivendo tranquilo. 1% das pessoas inscritas nesse canal são membresia e agradeço a vocês. Obrigado por pelo 1% que aqui nos apoia. Sim, somos 1%. [risadas] E se vocês acharem que vale a pena, convida mais gente para participar aqui do nosso canalzinho. Correto, camarada? É nós. Eu já nem sei mais no que que eu tô correto, se é que eu tava correto. Perdão aí. A representação mental nunca é o fato em si, desculpemens, mas é por isso que a ação tem que ser coletiva, né? Cada um dá seu pitaco. Em conjunto a gente decide melhor. Sim, o conhecimento ele é coletivo. Óbvio, óbvio. E é óbvio. Tem toda a razão. Mas é massa. Eita, pera aí. Ai, que susto, Jesus Cristo. Recebi um e-mail maluco aqui avisando sobre negócio de hospital. Já fiquei desesperado porque coisa de de atendimento que a minha criança às vezes precisa de cuidados médicos. 1% de elite barista. Vai barismo. [risadas] Mas é isso. Mas legal, né? Eu eu acho um papo da hora, tá ligado? Eu acho um papo masso da gente ter. Ele qualifica muita coisa. potencializa a gente. Acho interessante da gente trocar esse tipo de ideia. Vale a pena, né? Vale a pena. Vale a pena. Importante, ó, hoje era para ser um texto, vai virar dois, porque o react de texto de hoje é para discutir ética. ética, que inclusive já dá até para conectar com o que a gente tá falando aqui. Perdão, minha voz tá uma desgraça. Dei muita aula de semana passada para cá e mudança muito brusca de clima. Eu fiquei muito ruim. Não deente, mas a garganta tá daquele jeito. Perdão. Eh, hoje, gente, a gente vai falar de ética. Ética. E ética para um mundo maluco que a gente tá vivendo, né? E conecta com o que a gente tá falando, tá? Porque eu falei que ciência para intervir na realidade, mas eu preciso de critério para saber qual intervenção eu devo fazer. Isso fica só no café. [risadas] Toma água que você fica só no café. É, eu já vou beber água. Mas é que a água tá longe e o café tá perto. Café tá aqui. Aí facilita muito a minha vida. Eh, mas assim, pô, falei ciência para intervir na realidade, né? Pra gente ser capaz de intervir na realidade, mas eu preciso de critérios para intervir na realidade. Eu preciso de critérios. Eu preciso de alguma coisa que potencialize isso, que eu não posso sair fazendo qualquer coisa que eu queira, né? Se eu sair fazendo qualquer coisa que eu queira, dá errado, porque senão vira aquele bagulho nitiano, né? que é uma abre um mundo interessante de de possibilidades e fecha o outro necessário, né? Abre possibilidades, fecha as necessidades. Quando Niet fala, não existem fatos, apenas interpretações, que que é isso? abre possibilidades e fecha necessidades. Porque, cara, tem coisas que não são interpretação, muitas coisas não são interpretações. A gente já falou isso, inclusive o Witkenstein, por exemplo, leva isso no limite, né? Quando ele fala que do ponto para um observador, eh, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê? É isso aqui. Para um observador que saberia, que soubesse tudo, né? soubesse todos os livros do mundo, tivesse eh pensamento ali absoluto para conseguir ver todos os fatos que acontecem ao mesmo tempo. Para esse observador total, não teria diferença entre a queda de uma pedra e uma execução de uma pessoa. Esse é o limite do não existem fatos apenas interpretações. Mas é óbvio que a diferença entre a queda de uma pedra e a execução de uma pessoa. Existe uma coisa que não dá para discutir, que é o limite da vida morte. Você passou da vida paraa morte, não dá para voltar. Então você precisa estar vivo, inclusive para falar sobre a sua interpretação. E aí Marx ganha novamente. Ponto para Marx. 1 a 0 Marx contra todos os demais. É o único que sustenta essa coisa óbvia de que se você não tá vivo, não dá para você interpretar a realidade. Óbvio, cara. Tem que falar isso. Me dá até raiva, tá ligado? A que ponto chegamos, meu Deus. Mas tudo bem, dito isso, ciência é para intervir na realidade, mas tem um limite. Ela tem que garantir, potencializar as condições de produção e reprodução da vida, porque se você não tiver vivo, não dá nem para fazer ciência. Diga-se aí, né? Pensamento, por favor. Usemos o cérebro. Bruno, particularmente eu concordo com você, diz nosso querido Tacaman. Tacaman. Thaago, falei Bruno. Particularmente eu concordo com você, com o que você falou sobre ideias a secas, mas pela mediação excessiva que temos de redes sociais, grupos de zap, isso não estaria bem distorcido? Ah, com certeza, porque nós caímos em ilusões, né? Ilusões. Ilusões. Não sei se você lembra, Thaago, você aqui já é membro do do barismo há muito tempo. Então você como um barista tradicional, ortodoxo, [risadas] já doutrinado tanto tempo. Brincadeira. Eh, a gente cai em ilusões, né? A expressão de Kant é legal para isso. Ilusões transcendentais. Caraca, hoje a gente tá gastando filosofia até uma hora. as ilusões transcendentais, quando você chega num ponto e que confunde as potencialidades de abstração que a gente tem realidade a partir do do trabalho mental, né, do nosso modo de realidade com o critério do possível, do factível na realidade. E a gente confunde esses âmbitos, caem em ilusões transcendentais. As redes sociais, elas potencializam essas ilusões. Então, nesse sentido, sim. E aí elas criam ainda mais camadas para essa interpretação da realidade. Esse lance que a gente tá falando sobre hoje em dia, né, de fake news, de mentira, a verdade não é mais como é era antes e não sei o quê. Opnologia, hipótese minha, tem um um não posso sair falando isso ainda, eu tenho que tenho que aprimorar. Então aqui vou soltar só hipótese hipoteticamente aqui uma estrutura de tentando entender até aproveitando uma fala por exemplo do Wagner Moura, né, para ficar mais palpável, que fala que hoje não existe mais verdade ou a verdade não é mais como a gente conhecia. Na minha opinologia hipotética generalizada sem critério nesse momento, eu ainda tô querendo elaborar para ver se faz sentido, para ver se é factível e tal. O problema não é a verdade não ser mais. O aparato que nós temos epistemológico de reconhecimento da verdade é que é o problema. Não é só uma questão do que é dito ou não dito, mas os recursos que nós temos para lidar com o mundo, eles estão problemáticos, eles estão limitados. Joguei, mas preciso aprofundar. Não falo mais do que isso. Essa é a hipótese em sinteticamente. E agora preciso desenvolver. em algum momento oportuno faremos entre as quatro atividades semiremuneradas ou remuneradas que eu tenho desempenhado. Em algum momento eu escrevo sobre isso, [risadas] sabe Deus quando. Mas eh joguei, joguei, joguei só joguei. Tá aí no mundo, soltei. [risadas] Um dia a gente trabalha isso. Mas vamos lá. Eu preciso de tempo. Eu eu precisava de tempo para isso. Eu tinha que ser mais canalha, tipo pondé para ganhar dinheiro sem fazer nada. Aí eu tinha tempo para ficar escrevendo coisa. Exato. Epistemologia tá meio capenga, então. Perfeitamente. Perfeitamente. Ah, deixa eu abrir aqui pra gente falar um pouquinho de ética de maneira crítica ao nosso querido, excelentíssimo Henrique Dúciel. né? Fui muito muito influenciado por esse homem. E aí eu tô relendo esse texto porque eu vou dar aula eh inclusive amanhã nesse texto aí. [risadas] E aí eu vou a abordagem que eu vou dar na aula, obviamente tem nada a ver com o que a gente vai fazer aqui, mas é um texto que eu tenho relido desde o final do ano passado e tá aqui gritando no meu ouvido uns temas que acho que vale a pena a gente passar por eles. É porque epistemologia em si tá em crise. Exatamente. Porque a galera faz ad rock também diz Gabriel, né? Desculpem isso. A gente não consegue saber o que é verdade devido ao fluxo infinito de informação toda hora. Tipo isso? Não, não só isso. O problema não é nem o fluxo, né? O fluxo ele realmente é impossível de ser acompanhado e será impossível e ele já vem filtrado, então vai de acordo com as preferências do sujeito, essa coisa toda, essa merda que acontece com o algoritmo. É só que a gente não tá tendo aparato, aparato, recurso, ferramenta para conseguir lidar com a verdade. A gente perdeu critério, a gente perdeu aí ferramenta. Esse é um ponto que eu preciso trabalhar. Eu ainda hipótese é opnologia, eu preciso desenvolver com mais cuidado, mas eu apostaria nisso. Tem a galera falando que a verdade se perdeu, que a verdade não é mais como é antes por causa das informações, da mentira. Cara, eu também vou responsabilizar o sujeito, a gente ter recurso epistemológico, né? Recurso para lidar com o mundo, com a verdade, com produção de ciência, critério para poder filtrar também. Mas é e eu vou precisar de um tempo para isso. Saquei trabalha nisso aí, parece legal. Eu tô querendo fazer isso a miliano, que junto inclusive com a discussão que eu quero fazer, aquela aquela inicial que eu fiz do sujeito observador e sujeito imbricado, é o meu ponto inicial, que eu quero chegar nisso, que a gente não tá tendo recurso para lidar com a realidade. Mas essa segunda parte vai demorar um pouquinho. A primeira já tá mais assentadinha, que é essa diferença entre observador e sujeito, tal. Eu uso isso muito do Hinkelumbert, que ele me ajudou a perceber isso, assim, a sacar esse esse bagulho. Mas aí eu quero chegar nesse outro resultado. Mas eu ainda não construí esse caminho. Tô apresentando aqui. Mas o que que me falta? Tempo, porque eu tenho que vender a [ __ ] da força do trabalho. [risadas] Ai, desgraça. Eu rio porque se chorar estraga. vocabulário para analisar a realidade. Exato. Não é nem só vocabulário, é é estrutura mesmo. Sinapse tem que correr pro lado certo. Mas é interessante para certos grupos, diz nosso querido Thiago, eh, ideológicos, fazer essa suspensão da verdade deixa mais vulnerável a quem não tem tantas ferramentas de análise para cair em armadilhas. Exatamente, Thago. Essa tá aí a a o ponto o ponto máximo do bagulho. Aí que chega o o uso ideológico desse negócio, tá? Diz Thaco. Bruno, o sol há de brilhar. Calma. Não, tá suave, tá suave. Só espero ter tempo na vida para fazer isso. É que é que assim, daqui a 3s anos eu tenho eu tenho uma meta, tá gente? Já vou contar para vocês aqui a meta. Eu tô com, foi mal, eu tô com 36 anos, vou completar 37 nesse ano. Então, daqui a 3 anos, no ano da graça de 2029, eu completo 40 anos. E aí eu vou entrar na minha crise da minha idade. Eu já tô planejando ela, tá? Tô tô aqui me preparando para ela. E quando entrar na minha crise da minha idade, é a data limite que eu tenho para voltar a fazer a academia, voltar a fazer exercício, voltar a jogar bola, né? né? Porque eu vou entrar em crise, vou achar que eu tô morrendo, meia idade, tal, então eu vou precisar fazer esses bagulhos e aí isso vai tomar mais tempo ainda das possibilidades que eu teria de produzir as ideias. Então isso vai me atrapalhar no meu planejamento de vida. A crise da minha idade vai ser um empecího, porque eu vou ter que me preocupar com o corpinho, vou ter que me preocupar aqui com com os 25 kg que eu ganhei aí acima do meu peso. Eu vou ter que emagrecer, vou ter que fazer os bagulhos aí, né? vai dar aquele desespero, né? Ter que ir no proctologista com frequência. A família tem um histórico de câncer de próstata, então tem que ficar atento. Eu sou hipocondríaco, né? Então vou ter que entrar nessa crise, vou ter que entrar nesse momento e aí vai atrapalhar o meu planejamento de produção de conhecimento. Então eu tenho três aninho aí para tentar ver se o sol brilha antes [risadas] para viver tipo os caras que não precisa trabalhar, que não dá, né? Mas é isso. Ou poder trabalhar produzindo essas ideias, mas não vai dar. Você já ganhou 22 centavos do nada. É, pois é. Já é alguma coisa. 20 de 22 centavos em 22 centavos. Se eu for investindo em Bitcoin, [risadas] diz Gabriel, pô, mas exercício de alimentação boa ajudam até a pensar melhor, mano. Tudo flui melhor. Deve fluir, é que não vai dar tempo. [risadas] Eu eu acredito em você. Eu não duvido. Deve ser muito melhor, mas eu não deve ser melhor, mas eu não sei se eu vou ter tempo para fazer as duas coisas. Dis Rubens, agora é hora de investir em Bitcoin e ficar milionário antes dos 40. Claro, tenho três em três aninhos de 22 centavos e 22 centavos. Vixe, [risadas] vou tá trilharário. Ai ai, esse mundo é divertido. E se a gente chegar daqui a três anos? Mas aí é outro ponto. Voltando ao texto do Dúciel, né? Eu vou dar aula desse bar com esse texto e eu tenho líder relido ele muito. Então eu vou fazer uma leitura aqui que não tem nada a ver com o que eu vou utilizar em aula. Aqui eu vou fazer uma leitura muito mais crítica, porque toda a minha pesquisa no mestrado foi lendo dúciel e trabalhando essas questões aqui sobre ética que a gente vai ver aqui. Esse texto é o texto que tá no livro Filosofia da Libertação, né, ou filosofia de Liberação, que eu acho que foi publicado em espanhol em 1974 e em português em 1977, a edição traduzida. E esse texto do filosofia da libertação, filosofia de la liberação dos anos 70, por que que o Dussel escreveu ele? Porque assim como eu falei agora da crise dos 40 anos, o Dussel em 73, acho que foi em 73, eh ele tá na na Argentina, tá na sob ditadura, né? E eles, a casa dele sofre um atentado à bomba, explodem a casa dele. Ninguém faleceu no processo, mas foi um avisinho, né? bem indelicado de que ele tava ameaçado. E aí ele foge pro México, consegue exílo, exílio para ele, pra família. Ele vai primeiro, depois a família vai depois. E quando ele tá no México, ele fala: "Cara, ele ele tem certeza de que ele vai morrer. Assim, ele tem um momento de desespero porque ele fala: "Tão me perseguindo". Óbvio, explodir a casa dele, pô. E ele com receio, ele escreve o que seria o projeto dele de filosofia. E ele tem um sistema de filosofia. Ele quer falar sobre economia, articulado com política, articulado com ética, articulado com pedagógico, né, com formação das pessoas. E ele vai montando um sisteminha estética, ética, economia, tal, não sei o quê, não sei o quê, não sei o que. Ele vai juntando todas essas áreas, como diz o Daniel Passarelli, querido amigo e que foi meu orientador, ele fala uma frase que para mim é isso. Dúel é o último filósofo sistemático que nós temos. até então, né? Porque pode ser que surja alguém, é o último até agora, como seria aquele meme com Homer Simpson até agora, mas depois de Hegel, né, famoso Hegel, não tem mais filósofo que faz sistema e o Dusell fez sistema e nos anos 70, completamente contracorrente pós-moderna de fazer pensamento fragmentário sem sistema do seu monta um sistema filosófico e ele escreve o projeto dele de sistema filosófico a partir dos ali nos anos 70 porque tem certeza que ele vai morrer. fal, se eu não deixar minha obra pronta, eu pelo menos deixo o projeto [risadas] e aí ele desenha o projeto. O projeto é esse livro chamado Filosofia de La Liberação ou Filosofia da Libertação, que a gente vai ler um trechinho, tá? E ele é bem sistemático mesmo, assim, é parágrafo por parágrafo, tal, vocês vão ver. A gente vai ler um trechinho dele, tá? Tá contextualizado. Vamos lá pra gente falar um pouquinho sobre ética. E isso me influenciou muito, mas eu vou ler agora nesse momento de maneira muito crítica a certos pontos, tá bom? Mas acho que vai ser legal. Então vamos lá. Esse aqui é o trecho um, né, aqui do filosofia da libertação, parágrafo dois, [risadas] parágrafo dois, do capítulo 2, no tópico 2.6.2, vê que o homem é organizado mesmo, gente. [risadas] O desenho tá tá desenhado chamado consciência ética. A gente vai conversar um pouquinho sobre consciência ética. Bora lá. O o bicho é organizado. Não tem como negar que o que o camarada não é organizado. Ele organizou bonitinho. Vamos lá. Eh, a linguagem ela também não é muito inclusiva, né? Pelo amor de Deus. O texto é da década de 70. Mas vamos lá. O homem totalizado que realiza o projeto vigente e suas leis pode ter consciência moral. Vamos aqui já traduzir a primeira parte. homem totalizado para Dúciel seria aquele que está incluído num determinado sistema. Aqui estamos falando em termos abstratos. Por exemplo, qual o sistema vigente patriarcal? uma pessoa, um homem ou uma mulher ou qualquer outra pessoa inserida nesse sistema, ele pode estar totalizado, ou seja, participante ativo globalizado por esse sistema ou e defensor dele, ou ele pode estar excluído, marginalizado, não inserido nesse sistema. No sistema capitalista, a mesma coisa. No sistema da geopolítica global, seria a mesma coisa. A gente tá falando em termos abstratos, né? Então o que ele tá falando, alguém que tá inserido, alguém que tá totalizado, alguém que faz parte da manutenção desta ordem, pode ter uma consciência moral da ordem que seja. Escolham de sua preferência. Denominamos consciência moral a aplicação de uma decisão concreta dos princípios vigentes do sistema. Então, por exemplo, há um determinado sistema e ao aplicar as leis vigentes, a ordem vigente, os padrões vigentes, ele tá tendo uma consciência moral. Ele está validando aquilo ali e tá moralmente correto, alinhado. Beleza? OK. É isso. Tem consciência moral um administrador que consegue vender produtos o mais caro possível, né? Então, por exemplo, numa negociação, o cara tá ali gerenciando um produto, tá fazendo as trocas e ele ao vender o mais caro possível, mesmo que acima do valor, a fala: "Nossa, ele está o quê? Correto, moralmente correto dentro do sistema de compra, venda, trocas, negociações e tal. Tá correto? Ele está cumprindo a função. Alguém pode falar: "Isso é injusto". Não sei, aí já não tá cumprindo com as regras do jogo. Ele tá querendo alterar a regra do jogo. Na regra do jogo vigente, a moral tá valendo. Para dar a empresa maiores ganhos e que não rouba pessoalmente nada da empresa. Essa consciência moral é concomitante ao ato e pode alegrar, causar remorço, culpabilizar ou tranquilizar. maior tirano poderia ter uma consciência moral tranquila, da mesma forma que o fanático. Então, o cara que executa uma lei injusta, ele tem a moral tranquila, dorme, deita a cabeça no travesseiro e fica em paz, porque é assim que a ordem tá vigente. O cara que super explora o trabalho alheio, a mesma coisa. alguém que contrata uma pessoa para trabalhar em sua residência em algum trabalho doméstico específico e que paga um valor ali baixíssimo, mas que não tem nenhum, não teria nenhuma outra regra que eu obrigasse a pagar o mínimo X, Y, Z, fala: "Não, mas ó, eu tô dentro da regra do jogo, então eu deito a cabeça no travesseiro e durmo bem". OK? Então, o Del tá chamando disso. Isso é uma consciência moral. Eu cumpro as regras do jogo. Tô dentro, tô dentro das quatro linhas, diria aí um atual, um atual presidiário. Expresidente, né? Tô jogando dentro das quatro linhas. [risadas] Chamamos consciência ética, né? Então, diferente da moral, a capacidade que se tem de escutar a voz do outro ou de outra pessoa. Palavra, aí lá vem conceitinho filosófico pilantra transontológica que rompe eh de além do sistema vigente. Vamos lá. Ah, vamos nós. Oh, Jesus Cristo. Na filosofia do Dúcio, um sistema totalizado e existente, seja ele de mercado, seja ele patriarcal, seja ele o que a gente quiser, ele estrutura uma ontologia fechada ali, um modo de ser fechado, uma realidade fechada. Essa realidade fechada, ela exclui pessoas de participação nela. Se fosse a partir do texto que a gente leu antes de Marx, quando você vê o sistema da circulação simples dos do mercado, do ponto de vista do observador, você vê esse sistema fechado e rondando bonitinho. Quem que tá excluído dele? A pessoa trabalhadora. Porque ela aparece nesse sistema como força de trabalho, mas não como pessoa. E quando você vê a pessoa, ela tá excluída da negociação, da participação, ela não tem nada para dar nem do corpo que ela tem. Então, enquanto pessoa, enquanto ser humano, ela não é vista nesse sistema fechado. E aí quando ela grita e reclama que tá doendo, seria essa voz que vem além do sistema, que é transontológica. Por quê? Porque ela é incluída enquanto força de trabalho, mas excluída enquanto pessoa. Já o tal do capitalista, ele é incluído dos dois jeitos. O cara que trabalha como observador ali, que atua do ponto de vista de coordenação do sistema, ele é pessoa porque ele não se vende ali, ele tá integral, ele troca por dinheiro, né? E é visto também como comprador. Ele vê as duas posições. O já o outro não, ele é incluído como força de trabalho, mas separado de quem ele é enquanto pessoa. O transológico seria o grito desse cara que tá excluído como pessoa, falando: "Ou, eu sou uma pessoa". e não é ouvido ou não seria ouvido. A capacidade de ouvir essa pessoa produsel seria o que a gente chama de ética. É um ato ético, uma consciência ética. Isso entra no sistema com capital variável. Perfeito. Isso seria nos termos de Marx, seria exatamente isso. É força de trabalho. É possível que o justo protesto do outro, né, diz o Dúciel, ponha em questão os princípios morais do sistema. Óbvio, somente quem tem consciência ética pode aceitar o questionamento a partir do critério absoluto, o outro como outro na justiça. Aí esse jeito de falar também é muito influenciado pelo Levinas. Mas assim, que que o Delu tá chamando atenção? Consciência ética é o sujeito, o grupo, a comunidade capaz de ouvir esse que o grito de quem tá excluído do sistema fechado. Ouço e sou capaz de, opa, algo de errado não está certo, precisamos alterar. diferente da consciência moral prodúciel, que é a reprodução das regras e da ordem desse sistema fechado. E tá tudo bem, tá OK, tá tranquilo até aqui. Beleza? E eu acho interessante, é um modo interessante de discutir os temas e os termos. Acho muito bom. As condições de possibilidade para poder ouvir a voz do outro são muito claras e as iremos descrevendo ao longo desta parte. 2.6. O homem é muito sist sistemático. Em primeiro lugar, para poder ouvir a voz do outro, é necessário que sejamos ateus do sistema ou descobrir seu fetichismo. 3.4.3. Esse é o tema que ele vai discutir lá pra frente. Ó, o homem é muito organizado, né? É um negócio incrível aqui. [risadas] O homem é muito organizado. Você tem que ser ateu do sistema vigente. Eu adoro essa expressão. Nesse momento, o Dúcio, ele tá muito influenciado também pela teologia da libertação e as discussões desse tempo, né? Os 1970 é publicado o livro Teologia de la liberação, Teologia da Libertação do Gustavo Gutierres. Mais ou menos aí 4 anos antes. Na verdade, eu acho que ele é publicado em 72, né? Então, 2, 3 anos antes da publicação desse livro do Dúciel, Filosofia de La Liberação. Então, ele tá muito influenciado pelas discussões teológicas. E aí na discussão teológica tem essa diferença entre você ser crente de um determinado sistema vigente e ser ateu desse sistema. E ele brinca com isso ao colocar aqui descobrir seu fetichismo. Que que é fetichismo? Eles estão utilizando a partir de Marx a mercadoria ou o sistema que se fecha sobre si mesmo, que esconde uma realidade, que faz tornar invisível uma determinada relação, né? Ela não é perceptível e que você só vai conseguir desvendar o segredo da mercadoria, da forma da mercadoria que esconde uma determinada realidade. Isso para Marcos. Se você recuperar as discussões, entrar no mundo da do dos melindres teológicos e místicos, né? Ele fala isso no capital eh na sessão quatro ou cinco, né? Do no capítulo 4 c da primeira sessão ali da parte da mercadoria, eu já não lembro, gente, desculpa aí, eu sou ruim de de memória desses números. Mas quando ele fala sobre fetismo, a ideia é essa, você fazer a crítica a esse essa forma cheia desses melindres. E o Dúceel vai tentar replicar aqui de maneira mais abrangente ainda. Então o sistema vigente, ele se fecha sobre si mesmo, um determinado sistema. E quando ele se fecha sobre si mesmo, ele se fetixiza. De que modo? De modo que a gente não percebe que fomos nós, seres humanos, que criamos uma determinada ordem, uma determinada lei, um determinado mundo. E se fomos nós que criamos, nós podemos mudá-la. Basicamente é isso. E aí ele brinca de ser ateu desse sistema. Exatamente. Para você não cair na mágica, nesse fetiche. Fetiche que é o que significa é feito à mão. É uma expressão que Marx toma da dos estudos de Deb Rosses, um francês que vai acompanhar o processo terrível de colonização no continente africano. E ele faz um estudo antropológico bem complicadinho, mas ele chama de para dizer o mínimo, né? Mas ele chama de fetiche aquilo que é feito pela mão por determinadas comunidades, né? O feitiço em português seria o feitiço feito pela mão. E essa coisa que foi produzida pela mão do ser humano se volta contra ele, porque ele tem poder mágico contra ele. E aí o Dúciel fala: "Você tem que ser ateu desse sistema que é feito pelos seres humanos, mas que parece que se perde e cria vida própria. E aí a gente só segue ele como se não fosse a gente que tivesse criado, que é isso." Então, primeira coisa, você tem que ser discrente de um sistema. E aqui é a primeira crítica que eu faria é o Dussell, tá? Porque ele pode falar isso, eu tenho que ouvir o outro, tenho que não sei o quê, eu tenho que ser descrente de um sistema. Mas o Dussell, ele vai até trabalhar isso de maneira mais clara mais paraa frente, especialmente no livro Ética da libertação, que ele publica em 1998. Aqui ainda não, e tudo bem, porque ele ainda tá naquele desespero de montar o seu projeto, porque ele achou que ele ia morrer. Mas qual que é o ponto? Eu tenho que deixar muito claro qual é o critério ético que eu tenho para ser descrente de um sistema. Porque se não cai naquela no bagulho que começou o nosso papo hoje quando a Jéssica trouxe aqui a questão do eh e o Rubens também de ser crente ou descrente de um sistema internacional, de direito internacional, por exemplo. Eu tenho que ter um critério para ter discrença desse desse de da ordem vigente, de um sistema vigente. Por quê? Porque tem coisa que eu tenho que assimilar e tem coisa que não. Eu tenho que ser ter mais discernimento para poder manejar bem a crítica, porque senão eu simplesmente vou fazer couro a quem quer destruir um determinado sistema para se beneficiar ainda mais, como um Donald Trump da vida. A a a regra do jogo para ele é pôr fogo em tudo para ele ganhar mais. Só que ele não tá colocando em crise um sistema para transformá-lo. Ele tá pondo em crise um sistema para potencializar relações de opressão, de dominação, piorar ainda mais as relações humanas, as relações interpessoais, sociais, comunitárias e de geopolítica em última instância, né? Então eu tenho que ter um critério para saber quando é legítima essa crítica e quando não, quando eu defendo e quando não um determinado sistema e a parte que me interessa e a que não desse sistema com critérios claros. Beleza? Em segundo lugar, é necessário respeitar o outro como outro, né? a pessoa enquanto outra pessoa que não nós. O respeito é a posição de metafísica passividade com a qual se presta culto à exterioridade do outro. Aí essa linguagem me incomoda consideravelmente, mas é coisa minha. Deixa-se que este seja aquilo que é como distinto. Aqui ele tá muito influenciado pelo Emanuel Levinas ainda e tratando o outro, né, a pessoa, a exterioridade do sistema, como realmente para além da ontologia vigente. Se tá além da ontologia vigente, o Dúciel vai brincar que é metafísico. Brincar não, porque ele usa sério o conceito, mas se tá paralém do sistema, é metafísico em relação ao sistema. É isso para distinguir ontologia e metafísica. É uma metafísica bem concreta ou socialmente estruturada. Diz Gabriel, daí a ideia da extrema direita de ser antistema. Exato. Exato. Aí que tá. Eu tenho que ser crítico. Tenho que ser crítico ao sistema vigente. É um sistema vigente, mas eu tenho que ter critério para julgar esse sistema e ver o que eu dissirno daquilo que é bom e daquilo que é ruim, como funciona ou não em determinadas circunstâncias. Porque senão é burrice só. Porque se a gente só faz voz ant sistema, cai nessa bagulho aí de extrema direita maluco reacionária. E eu não quero dar voz para esses caras nem razão. Por quê? Porque inclusive eles são destrutivos por um critério muito claro que não é a preferência ideológica y z. É o critério de garantir as condições de produção e reprodução da vida em comunidade. Os caras explode tudo e não tô nem aí. Não, não pens em critérios de produção, reprodução e desenvolvimento da vida em comunidade. Essa expressão o Dúciel só produz nos anos 90, no final dos anos 90. a ideia de desse critério. Eh, mas aqui ele já tá um pouco mais presente, mas ainda muito abstrato. Por isso que eu tô sendo bem crítico na leitura aqui desse texto em específico. Mas esse conceito de justiça aí, ele define? Define, a gente já chega, talvez, eu não lembro se a gente chega hoje, mas ele define. Hum. O respeito é a atitude metafísica como ponto de partida. Metafísica, acabei de explicar, hein? de toda atitude na de toda atividade na justiça. Mas não é respeito à lei que é universal ou abstrata, nem pelo sistema ou projeto. É respeito por alguém, pela liberdade do outro. O outro é o único realmente sagrado e digno de respeito sem limite. É aqui que eu entro no no nos critérios que a gente precisa ter. Esse outro tem que ser um outro bem claro, aquele que está privado de condições de produção e reprodução da vida em comunidade. Esse critério ele tá tem que tá muito claro, porque na abstração geral, colocado no nível que tá sendo discutido aqui, esse mesmo discurso poderia ser utilizado por uma pessoa reacionária de extrema direita, o mesmo. E aí que tá o risco, que o outro, que o outro, que não sei o que, tal, fica tão abstrato que você não coloca um critério fundamental, a produção e reprodução da vida. Esse é o critério da comunidade e em comunidade. Porque a linha vida morte não dá para para cruzar, gente. Ah, qual que é o nosso receio quando começa a ver bombardeio para lá e para cá? Pô, mano, se o cara resolve tacar uma bomba nuclear, destrói tudo. E nem precisa ser só nuclear, gente. Um míssil quando ele é executado, quando ele chega num lugar, quando ele explode um bagulho, ele é extremamente improdutivo. E mais do que isso é destrod des dest destrutivo. Ele é improdutivo e destrutivo. Ele destrói potencial econômico, porque ele destrói recurso, ele destrói espaço, ele destrói pessoas. pessoas, recurso, espaço são coisas fundamentais para qualquer organização econômica. Então é burrice do ponto de vista de produção e reprodução da vida, pô. E aí por isso que a gente se desespera. Pô, mano, como assim vai destruir as condições de produção, reprodução da vida? Porque isso afeta a gente literalmente. Então esse critério, esse desespero dá pelo critério. Agora é óbvio que tem gente que perde esse critério e aí tá o risco. O critério ético fundamental é garantir as condições de produção, reprodução e desenvolvimento da vida e comunidade para que a gente tenha elementos para entender. Gente, isso aqui não faz sentido. Sentido econômico, político, social, em nenhum âmbito possível. Ah, mas isso aí, Bruno, você tá sendo muito idealista. Você é uma pessoa muito com fé na humanidade. Essa é a posição, não enquanto observador, enquanto sujeito imbricado no processo histórico do que que eu posso ou não posso fazer, do que eu sou capaz ou não de fazer. E se você ainda quiser, a posição clara, clara, clara do comunismo historicamente realizado é ser contra a guerra, porque ela é improdutiva para a própria organização da classe trabalhadora. Lenin mandou um beijo e um abraço. Por favor, gente, o respeito é silêncio, mas não silêncio daquele que nada tem a dizer. e sim daquele que tem que escutar tudo, porque nada sabe do outro como outro. E aqui eu acho uma parte importante, né? Aquele que tá incluído no processo de um determinado sistema, ele tem que ser capaz de ouvir, de escutar esse outro. E aí tem essa atitude que o Dúciel vai chamar atenção de transontológica e tal, esses nomes bonito, né? Eu acho importante trazer esses elementos e pensar nisso, porque não é só do ponto de vista de análise da observação, do que tá acontecendo, cara. Onde é que você atua? Qual comunidade você tá envolvido? Qual o núcleo familiar? Como é a relação com a vizinhança nos espaços de trabalho, né? Porque é aí que a gente atua, é aí que a gente tem critério para conversar com as pessoas. Não é do ponto de vista do observador, da análise tática, do não sei o quê, que porque daí desse ponto de vista de observação, o míssil supersônico, ele é a mesma coisa que a pedra caindo. Aí sim o Vitgenstein, tá certo. Ah, entre a execução de uma pessoa e uma pedra caindo não tem diferença. Do ponto de vista do observador não, mas a gente não tá nesse lugar, gente. A gente pode fazer uma análise, a gente pode fazer observação. Mas onde você atua? Onde você lida com pessoas? Onde você tem que tomar decisão? Onde você forma e conforma a comunidade, aí eu preciso de critérios éticos, de um mundo em crise, porque eu não tenho como atuar lá na caixa prego, eu tenho como fazer aqui, pô, que é isso. E aqui não na internet, tô falando aqui nos lugares onde eu tô envolvido, em brincados histórica e realmente, tá? Isso são elementos importantes pra gente pensar, cara. muito importantes, muito, muito, muito importantes. Só que as pessoas pensam, diz nosso querido Thiago, só que as pessoas pensam que isso, afetar e acabar os nossos modos de produção de vida, nunca vão afetar elas. É porque é burrice, né? A pessoa, ela esquece que o planeta é um globo, né? Um globo é um sistema fechado. [risadas] Você não tem para onde ir, animal. A, cara, é a diversão que eu tive de responder uma galerinha lá no no Twiet que, infelizmente, irritou lá, né? no que eu falei sobre o os Estados Unidos arranjar desculpa para invadir o Brasil, dizendo que tem uma base secreta chinesa em Salvador. Aí uma galera isso tá com a bomba lá, falou animal, você acha que isso não te afeta? Tinha o Tucuruí, a cidade de Tucuruí tá onde? Em Nova Jersey, não, né, mano? E mesmo se tivesse em Nova Jersey, uma fumaça não respeita a fronteira, eh, destruição de recursos, de espaço no planeta não respeita a fronteira. Então, assim, não seja burro, né? Não seja burro. Mas é burrice. É, é falta de recurso mesmo, né? Aí é [ __ ] Ai ai, vejo muito isso ao meu redor. Eu também vejo isso por todos os lados. G, esquece, lembrei do daquele filme lá do Seo sentido. Muita teoria e pouca prática. Exatamente. Exatamente, querido Guilherme. Muita teoria e pouca prática. pouca observação da realidade. Ai, parabéns, Guilherme. Exatamente, você tem, tá de parabéns. Um beijo e um abraço para você. Eh, desde que destrua tudo, tá tudo bem. Então, Deus abençoe, siga sua vida em paz. Tem que usar ética primeiro no seu condomínio, depois você vai expandindo. É óbvio, é no condomínio, é em casa, é na família, na organização próxima, nas comunidades que a gente tá envolvido, né? Isso não é só burrice, pô. É só burrice. E cada vez a gente mais separado uns dos outros, a gente vai perdendo esse e esse senso de pertencimento. A gente vai perdendo esse senso de responsabilidade, responsabilidade pelo outro e tal. E a gente vai abstraindo a tal ponto que a gente pode fazer como nosso querido Guilherme, né? pode explodir tudo, né? Como se não fosse afetar a gente, como se a gente não percebesse o lugar que a gente tá no mundo, em que posição histórica você tá, qual, onde é que você tá na fila do pão, né? Que que é aquilo? A gente pode ter um maluco que vai lá e twietta um bagulho muito louco sobre o que que ele faria se ele tivesse na posição do Lula, se ele tivesse na posição do Putin, tivesse na posição do Macron ou do Trump que faz isso, faz aquilo, não sei que lá e pode fazer todo esse bagulho. E aí a a companheira dele já liga e fala: "Ô, ô lindão, não esquece de trazer pão na volta para casa, tá? Isso é a parte importante. Quando for dormir, não esquece de bater o trinco, né? Chegou em casa, tal. Ponto importante diz nosso querido Guilherme, mas quem falou em explodir tudo? Bom, pode invadir e me parece que o pode invadir e pode invadir. Aí tá liberado invasão daí pra frente. Ninguém tá explodindo tudo não. Claro que não. Em Nárnia provavelmente as coisas estão tranquilas. Tá tudo em paz. Deus abençoe. Exatamente, Thaago. Se eu fosse o Lula, não lavou a louça. É isso. É isso. [risadas] Se o Trump, se não sei o quê, se falar parará. Hoje é dia 5, hoje é dia 4, amanhã dia 5 de março, tem boleto para pagar, gente. Então assim, né? Vamos lembrar o ponto. [risadas] Não, se acontece isso, se não sei o que lá é professor rock, né? O cara acompanha o professor rock, fica lá fissurado na nas paranoia, na conspiração e não sei o qu e no e meu querido, não esquece que que tem que limpar a areia do gato, sabe? Importante. Vou ler mais um trechinho porque aí depois não vai dar mais para ir muito paraa frente que eu preciso parar. Responsabilidade pelo outro, né? Então vamos lá. Aquele que ouve o lamento e o protesto do outro é comovido na própria centralidade do mundo. É descentrado. Aqui é do aqui o Dus é extremamente idealista, né? Não é pouco idealista, que ele tá bem esperançoso. Mas digamos que aquela pessoa capaz de ouvir o lamento do outro, capaz de ouvir o sofrimento do outro, quando o outro tá reclamando, quando a pessoa tá, pô, mano, tá embaçada aqui, ele decentra, ele sai dessa posição de defensor do sistema. Então ele consegue daí ter uma solidariedade, vamos dizer assim. O grito de dor daquele que não podemos ver significa para alguém mais do que algo. Alguém significado por seu significante. Ai lac triste. O grito nos exorta, exige que assumamos sua dor a causa de seu grito, né? A ideia, na verdade, é isso. Você ser capaz de ouvir outra pessoa, você capaz de ouvir o sofrimento que ela tem, o que ela tá pedindo e tal. Então isso é importante. Diz nosso querido Guilherme, o rock é ruim, então? Hum. [risadas] Depois, cara, quando estiver com tempinho, se achar interessante, chega aqui no canal, a gente tem vários videozinhos reagindo ao nosso querido careca da geopolítica, né? O nosso testa de ferro do imperialismo. Testa de ferro. A testa começa acima da sobrancelha e termina na nuca. Fica a dica aí porque tem uns videozinho legal. Pode até não concordar comigo, mas o vídeo tá bom, é divertido o tomar sobre si, né, entre aspas, é fazerse responsável, fazer responsável pelo outro, se tornar responsável pelo outro. Responsabilidade tem relação não com responder a uma pergunta, mas com responder por uma pessoa, né? Falar por alguém, com alguém, junto a alguém. Isso é muito importante, cara, a gente ouvir e tal. E é fundamental esse esse ponto de ser capaz, de ter essa se ouvido para quem tá excluído, né? Para quem não faz parte de um sistema, por exemplo, patriarcal, para quem não faz parte do sistema talá, porque a partir dessa posição a gente consegue fazer uma crítica ética materialista ou material, né, que toca na vida das pessoas. a gente pode abrir espaço para garantir as condições de produção e reprodução da vida a partir desse excluído que também nos coloca na posição daqueles que são afetados por ele. Então a gente vai tentar na ponto de vista do dúel ampliar cada vez mais as condições de produção e reprodução da vida de todo mundo. Você tentar incluir cada vez mais que as condições estejam garantidas. Esse é o fundamental. Fundamental. Por que fugiu da pergunta? Diz nosso querido Guilherme, ele é ruim ou não? Assiste lá o vídeo, pô. Eu preciso de usar de sense. Fica o convite, acompanha o canalzinho, vai valer a pena. Acredita em mim, você vai gostar. Acredita, confia. Responsabilidade é encarregar-se do pobre. Aqui ele também tá muito influenciado pela teologia da libertação, né? Essa ideia de [risadas] Gabriel você me pegou aqui. Essa ideia do pobre tal ainda é uma figura muito utilizada nos anos 70 porque na teologia da libertação era figura que influenciava o pessoal para poder falar sobre responsabilidade ética, sobre a crítica ao sistema capitalista, essa coisa toda que se encontra na exterioridade diante do sistema. Ter responsável diante de é o tema. E isso eu acho legal, ter responsável diante de diante de uma pessoa, diante daquele que foi posto para fora. E aí a gente tem critério, cara. A gente tem critério para poder tomar decisão. A gente tem critério para poder fazer críticas, né, que nos auxiliam a não cair nas armadilhas, nas tais dessas armadilhas que nos colocam no ponto de vista de observador, das armadilhas que nos tiram da relação histórica, que nos tornam irresponsáveis. Eu não tenho responsabilidade, né? Eu posso perder essa responsabilidade. E é muito doido, porque não é um só uma parada só voluntária, é de não se dar conta. Aí você pode se tornar irresponsável e cumprir com a moral de um sistema vigente. E aí a tua consciência moral tá limpa, você deita e dorme tranquilo no travesseiro. Então não é um processo fácil e não é um processo simples de lidar, mas tendo critério, nos auxilia. O dúel aqui ele ainda não tem o critério claro de produção, reprodução da vida eh da comunidade ou na comunidade. Quando encontrar esse critério material, aí ele consegue potencializar aquilo que ele tá dizendo, não em termos abstratos, mas muito mais prático. Então isso é é fundamental pra gente poder trocar ideia a respeito, pra gente poder conversar sobre, né? Então, também da gente atuar no mundo em crise, na constituição de laços, de espaços, de ambientes que sejam saudáveis, que garantam em condições, em que a gente se rique, que a gente se responsabilize, sabe? Eu acho que isso é muito importante, cara, essa dinâmica da reprodução social, da divisão social do trabalho, que cada vez nos deixa mais isolados e que cria essa condição para que a gente perca a noção de responsabilidade de comunidade e tudo mais, ela só é recuperada. Aqui é aposta minha, aposta, né, bet, bet social, bet da realidade social. Só é recuperado quando a gente se volta para as comunidades em que a gente tem tem atuação, em que a gente pode vivenciar isso, em que a gente pode ser responsável, em que a gente participa, né? Porque é aí que a gente atua, gente. É isso. É, é ali que a gente atua. Então fica esse convite para recuperar esse tipo de discussão e debate no mundo em crise, né? é onde a gente vai poder atuar, onde a gente vai poder agir, onde a gente vai poder buscar esperança, onde a gente vai poder ter um mínimo de respiro de organização. Não viva de YouTube, não viva de internet, não viva da discussão aleatória. Se envolva em espaços, em comunidades, em coletivos. E é cada vez mais difícil da gente ter isso. E isso é uma é um é um um ponto que eu queria trazer aqui pra gente poder papear. Fechou? Isso é muito importante, de verdade, de verdade mesmo. Eh, senão a gente vai perder muito, muito no meio desse mundo em crise. A gente vai poder lavar as mãos, a gente vai poder ser irresponsável achando que estamos bem, porque estamos cumprindo com uma moral. seria irresponsável também. Ah, não tenho nada a ver com isso, não tô nessa posição de decisão. Sim, na posição de decisão de observador não, mas na posição real efetiva, né, interpessoal, você tá todo dia. E aí eu convido para poder fazer isso. Fechou? [risadas] Pergunta Gabriel, Hernandes Dias Lopes é ruim. Então, temos aqui no nosso canal a playlist Observatório Hernandes Dias Lopes. Você pode assistir essa playlist e tirar as suas conclusões. São play, é uma playlist excelente, modéstia à parte, é muito boa e o conteúdo é qualificado. E pergunta Thaago, o Iago é ruim? Então depende de que Iago nós estamos falando. Eu tenho dois dedos de pitaco para dizer. Pergunta nosso querido Guilherme: "Você acha uma pessoa ser careca um defeito?" Não. Mas diga-se de passagem, o nosso querido Rock diz que ele é um careca por opção. Ele disse que ele não é careca, que ele escolhe ser careca. E aí eu me preocupo com pessoas que escolhem ser carecas. Essa pessoa, ela tem um potencial perigoso [risadas] e ele escolhe ser careca para poder ser testa de ferro do imperialismo. Testa que começa acima da sobrancelha e termina na nuca. Diga-se de passagem. O Tikovsk é ruim, então não, não. Ele não é ruim, mas o que fizeram com a música dele por causa da máscara de Folks, por causa do V de Vingança e essa parada toda aí é um problema, né? V de vingança virou uma máscara de de gente maluca. [risadas] Chega-se de passagem. Tem que fazer definição de justiça nesse texto aqui para nós. Tem que Acho que seria interessante saber o que o autor define como justiça. Justo. Já temos uma próxima live. Isso. Porque só isso que não ficou claro para mim. O resto tô de acordo, cara. Na verdade, o fazer justiça pro Dúcio, eu já vou antecipar, vai, tem a ver com você ser capaz de atuar politicamente na transformação de um determinado sistema vigente a partir do critério ético estabelecido e dessa exterioridade do sistema, né? A tua referência paraa crítica é quem tá exteriorizado do sistema sofrendo com ele, sofrendo efetivamente, porque você precisa do critério de produção e reprodução da vida, porque sem esse critério um maluco Biruleaby, tipo Trump, vai poder soltar um estou fora desse sistema aí. Aí ele dá o nome que ele quiser, walk. Ai meu Deus. Eh, se você não tem critério para poder colocar o a regra do jogo, poder colocar o pé no chão e responsabilidade efetiva, você vai poder brincar, né, abstração disso. Mas justiça seria fazer isso, né? Você atuar politicamente para constituir uma nova ordem, um novo sistema, uma nova instituição que garanta as condições de produção e reprodução da vida. A a justiça vai por aí, tá ligado? Então é importante isso, isso, isso. Perfeito, perfeito, Rubens. A boa é ser justo ao eh ao critério pré-definido por aí, por aí. Você conseguir articular um critério bem definido para atuação na realidade, paraa vida em comunidade. E esse critério ele vai te se desdobrar por todos os outros. Esse critério ele vai se desdobrar por todos os outros âmbitos e a justiça é realizada no processo histórico. Daí para ele vai a partir daí, entendeu? E é um processo constante, tá? Não é tipo, vamos encontrar o reino de justiça na terra em que tudo estará em paz, ataraxia e todos estaremos bem, a utopia. Não, não é um processo contínuo historicamente realizado. O Dusel ainda acho que ele trabalha mal essa ideia do processo contínuo. Quem faz isso melhor é o Hink Lammert, diga-se de passagem. O França diz, Thaago, o é ruim, então é o é o [risadas] panela o eu gosto necessário. Esse fim de semana eu fiz um um um yakoma delicioso utilizando uma panela walk muito boa, muito bom. Usei duas panelas inclusive que tive que pegar emprestado outra porque a família é grande e eu fiz pra família. com maravilhoso diga de passagem. Boa, saquei. Então é isso, minha gente. Preciso ir. O trabalho chama o dever também. Só conseguimos gravar as quartas-feiras pela manhã. Então aqui estamos. Aqui seguiremos trazendo a boa nova todo dia, né? Cadê o quadro Bruno na cozinha? Já foi exigido. Eu ainda não consegui. Não consegui entregar o quadro na cozinha. Eu fazendo fazendo meus pratos de cozinheiro amador. É cozinheiro só, né? Cozinheirinho de casa. Diz Kevin. Infelizmente terei que pegar o replay porque por não ter pego o contexto, não poderei fazer um comentário sobre algo sobre se algo é ruim. Então é, infelizmente, Kevin, e recomendo a todos que peguem esse replay várias vezes e compartilhem com as pessoas, curtam esse vídeo, ajudem aí o canalzinho. Se tiver sobrando uma merreca aí, não esquece de mandar um Pix, né, que é o Pix aqui na nos comentários. E é isso, considerar ser membro, membra membro do canalzinho. E nós estamos numa quarta-feira, quarta-feira, 10:30 da madrugada. Vamos começar a nossa conversa por vamos acabar a nossa conversa por aqui. Mas não esqueça que é quase fim de semana e nesse fim de semana você tem que aproveitar para estar junto com quem você gosta, jogar um joguinho legal, comer uma comida gostosa, beber uma parada legal, fazer um churrasquinho se tiver sobrando na merca aí, porque dia 5 muita gente recebe no dia 5. Aproveita aí para fazer uma graça. Por quê? Porque a gente tem que viver e desfrutar. Às vezes a gente esquece dessa parte e essa parte é a mais importante nesse momento. Respira um pouquinho, curte, bota o pé no chão, tira o teu tempinho para poder tá junto com a família, junto com quem você gosta, com quem você ama, porque a gente vai sobrevivendo, não é? E é isso, minha gente. Fiquem bem e seguimos por aqui trazendo a boa nova [música] até a vitória final. Seguimos trazendo [música] boa nova todo dia útil. até a vitória final. E voltamos na próxima quarta-feira 9 da manhã. Um beijo. >> [música]