# 66 Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
23/04/2026
# 66 Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico
Link para acessar slides – https://drive.google.com/drive/folders/1ZeSQ-PRU1DcgKxoMbYLUXhsqCtjHoahP?usp=sharing
PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO
SE INSCREVA NO NOSSO CANAL. CURTA OS VÍDEOS. COMPARTILHE
Website: http://www.pipg.org
Cultos e pregações: http://www.youtube.com/pipgyn
Facebook: http://www.facebook.com/pipgo
Instagram: http://www.instagram.com/pipg.oficial
TikTok: http://www.tiktok.com/@pipg.oficial
Twitter: http://www.twitter.com/pipg1
TV UCP: http://www.youtube.com/pipgkids
Legendas automáticas:
Irmãos, boa noite. Nós vamos começar nosso estudo bíblico nessa noite. Hoje eu quero fazer uma conclusão dessa primeira parte que que é da antropologia bíblica. Na quarta-feira passada, o reverendo Alex falou a respeito da pessoa na sua totalidade, né? Lembrando que a nossa perspectiva da teologia reformada eh que o ser humano ele é eh corpo alma, né? Ele é uma dicotomia. Eh eh lembrando que alma e espírito a gente percebe que biblicamente eh ela é usada como, né, intercambiável, é um quase que sinônimos, né? Então assim, eh, nós não advogamos, né, a ideia da tricotomia, porque nós temos vários problemas envolvidos aí e alguns vão dividir corpo, alma, espírito, né? E assim, a gente tem que dar alguns sentidos a isso, mas sabendo que a totalidade do homem eh aquilo que a palavra de Deus ela trata e também trata sempre eh junto, né? Nós temos essa essa perspectiva e então nós precisamos amarrar isso com a questão da liberdade. Nós já falamos várias vezes em alguns pontos e hoje eu gostaria de falar de maneira mais aprofundada sobre esse problema. né, da liberdade. Então, porque alguns então vão condicionar isso à questão eh eh da própria Constituição do homem, né? Mas eh nós vamos ver isso à luz da palavra de Deus e perceber eh principalmente que nem mesmo Adão ele teve aquilo que nós teremos eh quando estivermos glorificados, né, em Cristo Jesus. Então nós vamos passo a passo nessa noite falar a respeito dessa questão da liberdade. Nós vamos orar antes de iniciarmos. Senhor nosso Deus, nós queremos te louvar, bendizer o teu nome e agradecer ao Senhor, ó Deus, porque a tua graça é melhor do que a vida. Portanto, nós te louvamos, bendizemos ao Senhor, ó Deus, por tua misericórdia, o teu perdão, ó Deus, e por principalmente se revelar a nós por meio da tua palavra. Ajuda-nos, portanto, a amar a tua palavra, ó Deus, e cada dia mais nos submeter a ela. Nos abençoe nessa noite, na condução desse estudo, ó Deus. Que tudo seja mediado, Deus, pelo Espírito Santo do Senhor. Essa é a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Amém. Quero convidá-los a abrir em Romanos, no capítulo 6, e nós vamos ler eh todo o capítulo 6. da carta de Paulo aos Romanos. Palavra do Senhor que nos diz assim: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum, como viveremos ainda no pecado nós o que para ele morremos? Ou porventura ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois sepultados com ele na morte pelo batismo, para que como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque se formos unidos, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído e não sirvamos o pecado como escravos, porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre, a morte já não tem domínio sobre ele. Pois quanto a ter morrido de uma vez para sempre morreu para o pecado, mas quanto a viver vive para Deus. Assim também vós considera-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais as suas paixões, nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniquidade, mas oferecei-vos a Deus como ressurretos dentre os mortos e o e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça, porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, e Sim, da graça. E daí havemos de pecar, porque não estamos debaixo da lei, sim da graça, de modo nenhum. Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça. Mas graças a Deus, porque outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração a forma de doutrina que fostes entregues. E uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. falo como homem por causa da fraqueza da vossa carne, assim como oferecestes os vossos membros para escravidão da impureza e da maldade para maldade, assim oferecei agora os vossos membros para servir a justiça para a santificação. Porque quando erais escravos do pecado, estavais isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultado colheste? somente as coisas de que agora vos envergonhais, porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Ao falar sobre isso, nós temos um problema aqui. Quando nós falamos da vontade, normalmente, eh, nós associamos isso a algo, né, da nossa, do nosso intelecto, né? Então aqui a psicologia das faculdades, né, essa falsa ideia de que existe uma faculdade ou agente separado dentro de nós chamado vontade, tá? E que possui força ou fraqueza própria. Esse esse é um dos problemas que nós eh emergimos nele por causa daquilo que a gente vê nas eh propostas humanistas, né? Eh, as pessoas entendem que há um lugar em nós, na nossa constituição, que está separado ali esse conceito de vontade. Portanto, uma parte de nós, ela responde a isso. Mas a realidade é que nós somos uma pessoa de forma integral. Então, a vontade é simplesmente a pessoa inteira no processo de tomar decisões. Então, a pergunta correta não é a minha vontade é livre, né? Porque muitos perguntam isso, eh, se a minha vontade é livre, mas sim se a pessoa é é livre quando toma decisões, né? Essa seria a pergunta correta, né? Porque quando nós falamos a respeito de vontade, nós já estamos entrando no lugar onde as pessoas vão ter um conceito próprio a respeito de vontade, que não se associa com aquilo que a palavra de Deus nos trata, a forma como a palavra de Deus ela se refere a nós, portanto, sempre de maneira completa. Tanto é que eu falo várias vezes aqui que a palavra de Deus quando ela eh se refere a ao nosso coração, ela fala de tudo isso, mente da força, né, de tudo isso dentro de uma mesma palavra, né? Tanto é que quando ah Deuteronômio vai nos dizer, né, de de amar ao Senhor, ele fala todo o teu coração, toda a tua alma, toda tua força, né, mas principalmente para demonstrar toda essa totalidade do ser humano. Então, nós temos que desembaraçar aqui esses termos, né, eh, que a gente usa sempre, as pessoas sempre têm essas dúvidas e às vezes são as nossas, escolha e liberdade, né? Então, o termo aqui que seria a capacidade de escolher, a definição dessa capacidade de escolher seria a aptidão humana inalienável de fazer escolhas entre alternativas implicando responsabilidade moral, seja que é aberto a qualquer coisa, a tudo, certo? o ser humano teria uma capacidade própria, ou seja, que não se tira do ser humano, que ele poderia escolher eh corretamente entre o bem e o mal, né, entre fazer escolhas boas e escolhas ruins, né? Esse status aqui, eh, quando a gente fala nunca foi perdido, até o homem caído toma decisões de forma eh voluntária, tá? Então assim, essas decisões, essas escolhas, elas se tornam voluntárias, né? Essas capacidades que o homem tem. Então você eh sei lá, você resolveu escolher eh digamos, você tá andando numa rua e vem passando o cachorro na frente, você escolheu freiar o carro para que você não provocasse acidente e matasse o cachorro, o animal que passou na frente da da ali. Foi uma escolha e uma escolha boa. Essas escolhas cotidianas, essas escolhas que nós fazemos, o ser humano não perdeu. Aí a confusão que nós fazemos nós, o homem mesmo o homem pecador, ele continua tendo essas escolhas básicas e essa capacidade. Agora, a questão de liberdade ou verdadeira liberdade seria a capacidade auxiliada pelo Espírito Santo de pensar, dizer e fazer o que é totalmente agradável a Deus. Agora, isso aqui é outra coisa, porque nós vamos perceber claramente até por uma ordem lógica daquilo que Deus fez em Cristo. Deus só recebe eh qualquer coisa de nós que tenha passado por Cristo Jesus. Caso contrário, ele não recebe. Essa é a lógica bíblica e clara. Não adianta falar não, mas eh basta a sinceridade do coração, né? O que nós fazemos foi de maneira sincera, né? Eu fiz isso porque não, se isso não passa pela obra de Cristo Jesus ou em Cristo, Deus não recebe. E essa capacidade de fazer agora eh aquilo que é agradável a Deus, isso é mediado por uma ação do Espírito Santo. Isso foi perdido na queda e ela é restaurada agora na redenção. Nós acabamos de ler no texto de eh Paulo aqui aos Romanos, no capítulo 6, falando da lei da escravidão e da graça, tá? Ele fala a respeito disso. Ele fala que eh agora nós o corpo nosso está sempre pronto, né, para o pecado, a natureza pecaminosa. Mas agora em Cristo Jesus nós temos a capacidade de fazer aquilo que é agradável a Deus, certo? Então nós temos essa capacidade. Aí sim nós estamos falando daquilo que é o conceito claro de liberdade. Isso seria liberdade, tá? Não podemos confundir aqui. Então as pessoas sempre acham que se eu não tenho a capacidade de escolher seguir a ou escolher a Deus ou não, a salvação ou não, isso seria um determinismo. Mas não é, não é. Nós não advogamos a essa questão do determinismo, certo? Então, a capacidade de escolha é essencial para responsabilidade, educação, arte e cultura. Visões modernas frequentemente nega essa capacidade. Você tem de um lado bviorismo, tá? Essa questão de comportamento, tá? Que e linhas de comportamentais, né? Skinner ele eh ele diz que o homem ele é controlado inteiramente por fatores genéticos e ambientais. Portanto, o resultado, nenhuma responsabilidade moral, seja o crime, sempre vai ser uma falha do ambiente. Nós vivemos, o problema está aqui, nós vivemos uma sociedade que ela tem como base dela antropológica muitas vezes aquilo que Skinner ele propõe, tá? Esse aqui que gerou o caos e gera o caos na sociedade em várias coisas. Ele faz muitas experiências, né? que nem fez experiências ali e é aquele chamado estímulo resposta, né? Isso a gente vai entender que dá muito certo com animais, certo? Você adestra, pessoas não são adestráveis. Pessoas elas não são adestráveis. Animais sim. Você, a pessoa pode até eh, de alguma maneira manipular que ela foi adestrada. fingir que foi, mas o ser humano, por exemplo, se você criar uma pessoa e tentar eh condicioná-la a sempre fazer aquilo que é certo, a pergunta é: ela sempre fará aquilo que é certo? Não vai. Isso aqui, portanto, eh relacionada eh com animais. Eh, e a gente vai perceber que imagem e semelhança Deus não comunicou, lembra? Então nós não comunica isso aos animais, às outras criaturas aí, né? somente, né, ao ser humano. A visão cristã é a do meio, ou seja, a imagem de Deus, ou seja, o homem é uma criatura de opções confrontado com alternativas não guiados apenas por instinto ao treinamento. O resultado a base para uma sociedade verdadeiramente livre, a forma como Deus nos cria, com questão de opções. Nós temos linhas que normalmente hoje se alia muito a questão eh até mesmo política, mas eh tanto marxismo o fascismo, ele vai dizer que o homem é produto de estruturas e forças externas, estado e aquilo que é coletivo, certo? Então, o indivíduo não eh ele não conta nessa relação eh há uma a supressão das liberdade de expressão e reunião, reunião e religião. A ideia é que o ser humano você molda ele de acordo com a estrutura maior, a estrutura máxima. Por isso que nessas visões aqui, o Estado ele toma conta e ele vai determinar de alguma maneira que eh o ser humano viva da forma como foi estabelecido. Por isso que muitos desses movimentos vão apregoar o o assim aquela coisa eh sempre uma visão aí de que é possível implantar um estado perfeito de paz plena, aquela coisa toda. E aí, por isso eles vão rechaçar a religião e principalmente o cristianismo, porque vai completamente pro lado oposto, vai mostrar que o ser humano é pecador, as relações dele são pecaminosas, não é possível estabelecer uma sociedade perfeita na terra, nunca será possível eh condicionar o ser humano para fazer aquilo que é correto. sempre vai ser algo dominante, eh, eh, de acordo com a com as suas próprias pressuposições, mas nunca realmente de fato algo eh que seria eh o verdadeiro, certo? Se esse livro, ele vai dizer a liberdade ou a capacidade de escolher é isto, o dom que mais os torna semelhante ao seu criador. Então, eh, entendendo isso, Deus nos fez assim. Deus nos fez assim. Mas a gente tem a realidade da queda. Então, a partir da queda, nós vamos ver eh as diferenças agora na nossa vida. Então, nós temos aqui o estado eh aqui na criação, é o estágio um, lembra? Deus criou Adão e Eva. E a e a máxima seria essa: posso não pecar ou capacidade de não pecar. Adão era isso aqui. Ele tinha a capacidade de não pecar, certo? Somente a capacidade de não pecar. Então, a partir daí, a gente vai ver que, no princípio o homem não era neutro, mas era bom. É o que a palavra de Deus diz a respeito da criação do homem. Viu isso que era muito bom, mas era bom. Ele não era neutro. A neutralidade é o que muitas linhas antagônicas ao cristianismo pregoa, que o ser humano nasce neutro e quem implanta a o erro ou as virtudes nele é algo externo. É puramente ele é fruto do meio, fruto do ambiente. Se ele tivesse vivido num ambiente de plena eh harmonia, de paz, de amor e tudo, ele seria eh reflexo disso. A gente sabe que não é assim. Nós sabemos que não é assim. A própria palavra de Deus, ela nos cita algumas histórias desconcertantes, né? Por exemplo, a gente vê, lembra que quando conta lá na na divisão de juízes para Samuel, nós temos o sumo sacerdote Eli. E o texto nos diz que os filhos dele eram eh levianos e conta lá que eles eram de fato levianos. E aí eles morrem lá, né? E quando houve a notícia, o ele também morre, né? Quando ele fala lá, né? Foi-se a a glória de Israel. Eh, aí mostra que Eli era também, a Bíblia nos fala que Eli era eh, conivente com aquilo lá. Vem Samuel. Samuel era aquele menino que ouviu a voz de Deus quando Eli falava para ele, olha, eh, quando você ouvir, né, que ele foi lá e três vezes fala, fala, né, eh, que teu servo ouve, ele entendia que Deus estava falando com o Samuel. Samuel, aquele menino que a palavra de Deus nos mostra que foi consagrado desde o começo, viveu no tempo, foi um excelente juiz em Israel. A minha pergunta é, vocês lembram que como eram os filhos de Samuel? Se a realidade fosse essa, a gente vê Samuel no outro estilo, em outra vida. diferente da de Eli. Você vê Samuel eh a vida toda fazendo aquilo que era a vontade do Senhor, eh lutando contra eh tantas coisas do meio do povo de Deus e principalmente depois que o povo elege Saul. Vocês lembram qual foi um dos argumentos que o povo ele quis um rei? Ó, o Senhor já tá velho e os seus filhos não seguem o seu caminho. A palavra de Deus, ela mostra essas questões todas claras da realidade do pecado. Então, aquilo que a sociedade apregou, a gente vai perceber biblicamente que isso é, a própria Bíblia já nos mostra qual é a verdade, tá? Então, desde o nascimento o ser humano nasce e pecador, ele não nasce neutro. Possui tanto a capacidade de escolher quanto a verdadeira liberdade. Quero lembrar que aqui é Adão e Eva, tá? Lembra que se eu e você, nós não entramos aqui ainda. Era capaz de viver uma vida totalmente agradável a Deus, com auxílio de Deus também. E ainda assim não era a liberdade perfeita. Possibilidade de pecar ainda existia. O objetivo era avançar para um estágio onde o pecado não fosse mais possível, tá? Então a gente vai perceber que nesse plano redentivo Deus nunca foi pego de surpresa. Ele não foi fazendo planos para, né? Deus já dentro dos seus decretos isso já estava eh contemplado, tá? Porque ele estaria levando a sua essa criação a um outro estágio que a gente vai ver. Mas agora nós temos a realidade da queda, certo? A verdadeira liberdade agora foi perdida e é aqui que nós estamos. Então a máxima é não posso não pecar, ou seja, não ser capaz de não pecar nenhum de nós, né? Agora nessa realidade eh nós não temos eh mais isso, sabe? essa eh retirada agora a capacidade de não pecar, todos nós nos tornamos pecadores. Nós acabamos de ler no texto de Romanos, isso no capítulo 6 e lá na frente e Paulo, ele começa falando a respeito disso, da lei do pecado. Olha, no capítulo de número sete, ele fala assim: "Que diremos, pois, é a lei pecado de modo nenhum." Capítulo 7, verso 7. Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei, pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: "Não cobiçarás". Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a sorte de concupiscência, porque sem lei está morto o pecado. Outrora, sem lei eu vivia, mas sobrevindo o preceito reviveu o pecado e eu morri. E o mandamento que me fora para a vida, verifiquei que este mês se me tornou para a morte, porque o pecado prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa e o mandamento santo e justo e bom. Acaso bom se me tornou em morte? De modo nenhum. Pelo contrário, o pecado para revelar-se como pecado por meio de uma coisa boa causou-me a morte. a fim de que pelo mandamento se mostrasse sobre maneira maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Eu, todavia sou carnal, vendido à escravidão do pecado, porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei que é boa. Neste caso, quem faz isso já não sou eu, mas o pecado que habita em mim, porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim, não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero esse faço. Mas se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, o querer fazer o bem encontra a lei de que o mal reside em mim. Porque no tocante ao homem interior tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei, que guerreando contra a lei da minha mente me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou, quem me livrará do corpo dessa morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu de mim mesmo com a mente sou escravo da lei de Deus, mas segundo a carne da lei do pecado. Paulo está dizendo eh que a ao a lei ao mostrar aquilo que deveria ser, eh ele mostra no nosso coração que nós temos essa eh propensão em quebrar a lei e a lei de Deus. Nós temos sempre dentro de nós essa capacidade, né? E agora, eh, nessa condição do estado de queda, nós vamos entender isso. Jesus, ao falar lá em João, no capítulo 8:34, ele fala: "Todo que comete pecado é escravo do pecado". Aqui nós temos aquele contraponto da visão de pelaja, o pelajanismo, que ela é a base de da maioria da teologia também arminiana. que que ela dá corpo a toda a teologia pentecostal, tá? Ela eh vai dizer que Adão foi criado neutro e nós nascemos neutros. A verdadeira liberdade permanece intacta. Pecamos apenas por causa de maus exemplos. Isso não é verdade. Isso não é verdade. Isso aqui é aquilo que Adão mesmo já fez lá no início, quando ele é confrontado. Aí fala assim: "Mas a mulher que me destes aí, ó, né? A mulher fala serpente, né? É essa relação de jogar, né? A culpa no outro, né? Isso aí sim nós temos, né? de passar sempre a culpa pro outro, mas essa realidade de neutralidade e de que sempre a gente pode eh colocar em outro essa eh culpa, né, da do nosso próprio pecado, isso não é verdadeiro. A visão de Agostinho é aquele que fundamenta a teologia reformada. Então, argumentava que, embora a capacidade eh de escolha tenha permanecido, ainda fazemos escolhas voluntárias. A verdadeira liberdade, então, ela foi destruída. Lembra que a verdadeira liberdade é fazer aquilo que é agradável a Deus. Ela foi destruída por causa do pecado. Então aqui começa essa ilusão do livre arbítrio, né? Tanto Lutero quanto Calvino, eh, preferiam evitar o termo livre arbítrio para descrever a humanidade caída. O homem ainda escolhe, mas escolhe o pecado de bom grado. Então, Martinho Lutero, ele escreve esse livro de escravidão, eh, é escravidão da Vontade, a tradução nossa, em 1525, e afirmava que o termo livre arbítrio é divino e só deveria ser aplicado a Deus, né? e sugeriu que fosse chamado de vontade própria, que de nada serve para a salvação. João Calvino, ele vai dizer que a vontade não eh perece, mas foi de tal maneira subjulgada aos desejos ímpios que não consegue lutar pelo que é correto. Chamou o livre arbítrio humano de um título esplêndido, mas algo tão insignificante. Porque nós é apenas uma ilusão quando as pessoas falam: "Nós temos o livre arbítrio". Sabe, a, o homem pecador, quando ele não teve o encontro com Cristo, ele tem essa ilusão de livre arbítrio. Ele acha sim que ele tem capacidade, ele é eh só que ele está falando da da dessa vontade, dessas escolhas. Só ele não está falando da daquilo que eh que seria a liberdade plena de fazer aquilo que agrada a Deus. Isso nem passa pela mente dele, na mente de um pecador que não foi atingido por uma ação do Espírito Santo. Por isso que a que as pessoas elas continuam dizendo isso. Mas nós temos o estágio três, que é a redenção, tá? A criação queda redenção. E aqui a verdadeira liberdade, ela é restaurada, certo? O Espírito Santo regenera a pessoa renovando a imagem de Deus, libertando-a da escravidão da vontade. O Estado volta a ser posso não pecar, ou seja, capaz de não pecar. Aqui nós estamos em Cristo. Quando formomos alcançados em Cristo, nós estamos na mesma capacidade de Adão, certo? De poder não pecar. Como que a gente não peca eh hoje? por causa da da ação do Espírito Santo, eh, da ação da palavra de Deus na nossa vida. Lembra quando João fala que a palavra de Deus é aquela que nos limpa? É ela que nos limpa. É por meio da palavra de Deus e ela constante na nossa vida que nós vamos mudando a nossa mente, a nossa percepção, a a vamos dizer a vontade nossa toda, né? emoções, tudo é submetido à palavra de Deus. E a cada vez mais nós eh temos o desejo de não pecar contra Deus e temos a capacidade de não fazê-lo. Aí lembra do que Paulo aqui está falando? Olha, eh, ele sabe o que é o bem, o bem que eu quero, que eu prefiro, eu não faço. O mal que não quero, se eu faço. Essa é a nossa sensação quando nós pecamos, porque todas as vezes que nós pecamos, nós sabemos exatamente que nós pecamos. E isso só acontece com alguém onde o Espírito Santo já atuou, caso contrário, ele vai relativizar o os próprios pecados. Ele sempre vai falar: "Não, mas ah, mas ah, mas isso é todo mundo faz. Ah, mas isso aqui não é não é pecado em outro lugar, né? Que alguns a a pega a cultura para justificar. Conversando com alguém a respeito disso, ele falou, ele falou, por exemplo, aquilo que às vezes a gente acha que é pecado é apenas um padrão cultural. Aí vai falar daquela história, a velha história dos esquimols, né? A gente nem sabe se isso é verdadeiro mesmo, mas quase todo livro tem isso. E aí vem alguém falando, advogando que diz que o esquimó como eh uma demonstração de hospitalidade, se passar um viajante lá, ele entrega a esposa para que ela durma com o viajante. Aí tá falando, tá vendo? É uma questão cultural para eles. Isso não é pecado, não é adultério, não é isso, não é aquilo outro. interessante que as pessoas elas vão pegar eh posturas que normalmente são eh rebeldia contra Deus e normatizar isso. Eu eu dou outros exemplos. Então, eh não é pecado você pegar e transferir cultura paraa sua cultura. Vocês sabem muito bem, eu já contei essa história aqui, que em vários eh etnias aí a gente tinha até um pouco tempo atrás, tem até um filme que eh denuncia isso. Eh, em alguns povos que se nasce gêmeos, tem que escolher um para morrer, porque eles vão achar que a alma de um vai puxar do outro, alguma coisa assim também. se nascer com alguma alguma deficiência também eh precisa morrer. E aí é pecado ou não é pecado? Aí as pessoas falam: "Não é porque é cultural. É cultural, né? E tal". É interessante notar que a primeira vez que o evangelho entra na vida de uma pessoa, você não precisa nem falar para ela: "Olha, não faz mais isso, ela deixa de fazer". Isso é claro, gente. Eh, conhece a história daquela de uma ilha lá pro lado da Oceania, onde o evangelho chegou e eles deixaram de ser canibais. Não há registro na história que o missionário ficou pregando. Vocês não podem mais comer os seus eh semelhantes. Vocês têm que deixar de Não, eles pregaram o evangelho. O evangelho transformou toda uma cultura, né? Por meio da transformação do evangelho, eles entenderam que aquilo que eles estavam fazendo era um atentado contra o outro semelhante, criado à imagem semelhança de Deus. Isso não era eh seria pecado diante de Deus. Não foi necessário falar: "Olha, vocês tem que parar de fazer isso." Só que ao defrontar com a lei, a lei vai dizer: "Não matarás". Aí agora eles percebem: "Olha, agora sim eu entendi o meu pecado, eu já cometi esse pecado e agora como é que eu posso me livrar disso?" Aí ele vai correr paraa perspectiva de um redentor. Fala só há forma de você eh não ser imputado desse pecado. É por meio de um redentor que é Cristo. Caso contrário, pela lei, se você matou alguém, né, você lembra do texto, salário do pecado é a morte. A lei é essa. A lei é essa. Então o ao defrontar com a lei, o ser humano, ele vai perceber que e ele é incapaz de de realmente fazer aquilo que é a vontade de Deus. Ele vive essa escravidão e agora transformado na redenção, uma nova criação, certo? Então, na união com Cristo, lá em Romanos 6, Paulo ensina que morremos e ressuscitamos com Cristo e deixamos de ser escravos do pecado e somos feitos servos da justiça, genuinamente livres, mas ainda não totalmente, porque ainda nós eh pecamos, né? Então, a tarefa aqui, responsabilidade, eh, não somos robôs. O evangelho exige uma decisão pessoal e santificação contínua e exige que nos purifiquemos e escolhamos permanecer livres. Essa é a nossa luta constante. Santificação é exatamente esse entendimento e essa busca constante de fazer aquilo que é a vontade de Deus. Então, a anatomia aqui da liberdade cristã. João Calvino distingue três aspectos práticos da verdadeira liberdade restaurada na vida do cristão. Agora, entendendo o cristão, eh, libertação da necessidade de guardar a lei para obter a salvação. Não é que nós vamos quebrar a lei, mas nós entendemos que nós quebramos a lei. Gente, a ideia é o seguinte. Se nós quebrarmos um dos mandamentos, nós já seremos réu de tudo. Aí seremos Só que eh o se a gente parar para pensar, nós nunca quebramos só um mandamento. Percebeu que lá no final, a o último lá mandamento é não cobiçarás. Para pensar um pouco. Quando alguém mata o outro, ah, você olhar numa condenação, a condenação seria só pelo pela morte do outro. Por que que ele matou o outro? Com qual intenção que ele matou o outro? O que que motivou ele matar o outro? Sempre nós vamos perceber que o ser humano ele nunca vai ser réu de um só do do, vamos dizer, de uma quebra de um dos mandamentos, né? Ele quebra vários mandamentos porque se ele matou um, ele já quebrou o primeiro. Ele já quebrou a a questão de de eh da sua relação para com Deus, sabendo que se Deus criou o ser humano, o único que tem poder sobre a morte e a vida é Deus. Então ele se intrometeu no meio, né? E ele já ofendeu a Deus. Aí ele quebrou o mandamento. E qual a motivação? Foi cobiça ou o que que foi? Por causa do quê? A gente vai perceber que sempre há uma uma série. Nunca vai adiantar. Às vezes eu acho que o ser humano tem uma perspectiva que o dia do juízo, ele vai chegar diante de Deus falar assim: "Senhor, só quebrei um mandamento, são 10. Poxa vida, tirei nove, senhor. Lá na escola cinco passava, então tirei nove. Eu acho que o ser humano acha que ele tem essa perspectiva de chegar diante de Deus assim, mas também nós somos livres do legalismo. Liberdade com respeito às coisas exteriores em si mesma eh são indiferenças. Nós vamos ver o que que é isso, essa diáfora que a Bíblia usa esse termo, né, para falar sobre isso. Nós vamos ver após aqui. Liberdade para gratidão. Eh, liberdade para obedecer a lei de Deus voluntariamente, motivado por amor, não por medo. Essa é a nossa condição. Nós lutamos para para obedecer a lei de Deus por gratidão a Deus, por aquilo que ele fez por nós em Cristo Jesus. Então, livros da escravidão da lei é o primeiro ponto lá. Essa é a nossa liberdade básica e essência do evangelho. Lembra do que Gálatas fala, né, que é de uma falsa crença, necessidade de se amoldar a lei. Eh, e o exemplo foram judaisantes, exigindo circuncisão para garantir a salvação. Quando Paulo escreve Gálatas, tá condenando isso. O povo pregou evangelho, as pessoas, os gentios, eh, se converteram a Cristo. Aí vem os judaisantes que eram judeus que que tinham crido no cristianismo, certo? Aí eles vem, mas fala assim: "Ah, tá OK, é Jesus, mas vocês têm que fazer mais uma coisinha aí. Você tem, vocês têm que circuncidar, senão vocês vão ser salvo, não, né? Então, a salvação não seria unicamente em Cristo, é Jesus e mais alguma coisa. qualquer sistema, né, que você perceba, mesmo no meio evangélico, que é Jesus, mais alguma coisa, pode saber que é a mesma mesma condenação aqui. Se para você ser crente, você tem que fazer um um é um programa, aí você fala assim: "Não, OK, você já você eh converteu e tal, mas você tem que subir o morro de joelho. Não, OK, você é crente, mas você é um crente básico. para você ser um crente plus, aí você tem que fazer mais uma coisinha. já viu que vários movimentos na no meio evangélico sempre é um um uma, vamos dizer assim, é um deboche da do da do da cristologia, da obra de Cristo. É sempre jogando a obra de Cristo no ralo, eh, falando assim: "OK, tem os crentes, mas tem os muito crentees, os super crentes." Paulo Romero escreveu um livro super crentes, né? Porque sempre foi um movimento de pessoas, parece que a gente não se contenta, né? Falar assim: "Olha, eh, em Cristo Jesus todos nós fomos libertos do pecado e estamos garantidos em Cristo Jesus". Aí vem, né, o pecado do ser humano, fala assim: "Ah, mas será? Mas todo mundo do mesmo lugar?" "Ah, não, eu sou bom de Eu eu tô um nível acima. Então, o nível acima. Vamos criar um aí começa as heresias, né? ou movimentos que vem para tentar eh passar alguma coisa além daquilo que é a obra de Cristo. Paulo está atacando isso lá no eh em Gálatas, tá falando que eles passaram para outro evangelho que não é evangelho. Então, a verdade eh verdade libertadora é que o homem é justificado pela fé, independente das obras da lei, que é o que diz Romanos 3:28. A singularidade cristã. Todas as outras religiões ensinam a salvação pelo que fazemos ou sofremos. O cristianismo é a única mensagem que afirma que somos salvos pela obediência perfeita de Cristo em nosso lugar. E lembre-se que é o cristianismo autêntico, porque em vários movimentos chamado cristianismo, as pessoas por causa dessa da própria natureza pecaminosa, mérito, essas coisas tudo que nos humilha, o evangelho ele nos humilha. eh eh o entendimento, né, da eh humilha o ser humano de falar: "Olha, ou você aceita a obra de Cristo que a sua não, a sua não vale nada, é a obra de Cristo, mas muitos não vão querer." Então, chegamos aqui ao legalismo, que a palavra de Deus usa o termo e a diáfora. Então, você tem o evangelho e as coisas indiferentes aqui. O que que é isso? Então, eh, são coisas exteriores que não são ordenadas nem proibidas por Deus. Exemplo, criar eh aí padrões, né? Eu sei que nós temos o padrão é modéstia, o padrão, né, de vestimenta é assim, OK? Mas eh você determinar que crente que é crente, ele veste é algodão cru. Pode ser algodão cru. eh que foi também cultivado por crente, tá? E também quem teou, fez a teia, tem que ser crente, senão não serve. Ou determinar cores e algumas coisas assim, determinar essas coisas externas, sabe? fala assim, ó, o crente de verdade, ele é assim, a gente tem os os eh tanto é que na nossa sociedade brasileira eles têm isso, né? Então, normalmente se eles tiverem na rua de camiseta, você fala: "Eu sou crente". Alguns vão falar assim: "Mas crente, crente usa só camisa e tem que fechar até o último botão. Se tiver aberto, você já é mais ou menos". E é verdade, é verdade. Eh, tinha um um senhor que sempre me cumprimentava numa igreja que eu pastoreava. Eu chegava, toda vez que eu chegava à noite, aí às vezes estava de camisa e tal, ele me via, aí me cumprimentava, né? Paz do Senhor. Eu falava: "Paz do Senhor." Um dia ele me viu chegando para jogar bola com os meninos. Eu não tava de roupa de social. Fui jogar bola com com os adolescentes. Eu não estou brincando. Nunca mais ele me cumprimentou na vida. Nunca mais. Eu cumprimentava ele de tudo. Falava boa noite, boa tarde, pai do Senhor, nada. Ele virava cara e passava. Porque para ele, crente, crente, um crente, ele nunca colocaria um tênis e uma bermuda para jogar bola, né? Isso são padrões externos. Padrões externos. E há um perigo do legalismo, tá? A imersão aqui de valores, tornar eh abstenção de coisas indiferentes, a a eh a marca essencial de um cristão, ignorando justiça, misericórdia e fé. Então, a gente vai ver um afastamento aqui, barreiras, limite, eh, limitar o crescimento da igreja, criando regras culturais, exemplo, impor estética, eh, ocidental em missões, né, que ofende e exclu pessoas eh do amor de Deus. Igual a gente vai para outra, vamos para outro lá paraa África pregar o evangelho, né? Aí fala assim: "Olha, eh, vocês não podem vir com essas roupas para cara não? Vocês t que vestir, né, desse desse jeito. Vocês têm que fazer assim, assim, né? Eh, são coisas externas. uma no quando eu fui eu fui em Guinébissal e fui em algumas igrejas pregar, eh, eu estava observando o culto. A maior parte do culto é cantado. Para alguns aqui fala assim: "Poxa vida, né? E o adoração, contrição, né? Qual que a liturgia? Mas aí eu eu ficava perguntando o que que eles estão cantando. A forma deles ensinar a Bíblia que a maior parte não lia era cantando. Então o eles estavam fazendo um momento de contrição, que eles fazem as partes cantando. Aí eu perguntei pro pro missionário, traduz para mim, por favor. Vamos falar a verdade, rapaz. A música que eles fizeram para confessar o pecado dá de 10 a zer em muitos que a gente canta. de maneira direta eles falando: "Pai, pecamos contra ti, não merecemos estar diante do Senhor, mas tem Cristo." Aí eles ficavam repetindo isso para as pessoas aprenderem, porque eles aprendem por repetição. Mas foi gente do céu, a muito mais profundo do que muitas vezes algumas coisas que nós cantamos. Mas aí você olha para fala: "Não, vocês não podem fazer assim, não tem que ser assim, ó". Tá? E também a a as roupas aí e o jeito de vocês eh dançar quando tá cantando também não pode não, né? Presbiteriano não pode dançar, impor algumas coisas já é da própria o jeito deles é a gente impor algumas coisas externas, tá? e legalismo, puro legalismo, né? Obrigar as pessoas, igual a gente tem o trabalho que é lá no nos quilombolas, né? Os deles às vezes até vê os estudos aqui. Muitos deles eles é o costume deles, a forma de chegar de chinelo, de bermuda no e ali eles estão bem vestidos, né? Aí fala assim, ó, não, hoje vai ter ceia. Você vai lá, coloca uma calça e um sapato e volta, senão você não pode participar da ceia. Isso é legalismo puro. Puro legalismo. A regra de ouro. Então, a liberdade deve ser exercida visando a edificação do próximo. Causa tropeço ao irmão, cristão eh livre e escolhe abrir mão dela, tá? É o que eh Paulo vai dizer em Primeiro Coríntios, quando fala a respeito de comida, né? e a comida oferecida e tal. Aqui nós temos um exemplo também, ó, de regras humanas. Em uma parte do fund eh eh Hulman cita isso no livro dele, tá? O fundamentalismo americano, eles estão eh pro lado de lá assim, proibe álcool de eh e fumo de forma absoluta, né? Aí é as regras deles lá. Mas aí eles têm outros problemas. Aí eles trazem um do lado de cá e consome eh ambos aqui, mas se rorizam com jeans e chiclete do o do lado de cá, né? Então não tem problema nenhum em algumas partes lá, mas aí questão exterior apenas de roupa, aí vai eh muitas vezes se escandalizar, né? Eh, o bom samaritano suíço, o pastor europeu, descreveu o samaritano eh oferecendo ao homem ferido um cigarro, uma cerveja, um bate-papo, tá? Eh, aí a gente vai perceber que em meio a tudo isso, né, em meio a essas liberdades, essas coisas todas, nós precisamos nos reger aquilo que a palavra de Deus diz, tá? Então, use os dons sem escrúpulos, mas se o uso da liberdade não edifica o irmão, abra a mão dela por amor. Abra a mão dela por amor. Eh, a gente precisa ter esses testes, né, de legalismo, que muitas vezes não passa de eh puro legalismo. Mas livres, então, para gratidão. Se a salvação dependesse da lei, a menor falha seria maldição. Viveríamos em pânico. Como a salvação está garantida, a lei se torna uma regra de gratidão. Então, a mentalidade de servo escravidão compelido pelo medo, ainda escravos compelido pelo medo, tentar cumprir a medida exata da tarefa diária, terror de apresentar um trabalho eh defeituoso ou incompleto perante o mestre. A mentalidade de filho, é adoção, é impelido pela gratidão, serve de forma voluntária e alegre. confiança total de que o Pai aceitará serviços imperfeitos feitos com amor, se feitos em Cristo Jesus, tá? Não é que a gente fala assim, eh, isso eh, só exemplificando, né? Eu me lembro de da primeira vez que eu fui tocar na igreja, eu tocando errado, antes de eu sacar aquela resposta que um rapaz veio falar para mim, fala: "Ô, você a cada cinco notas que você faz, seis tá errada, né? Aí já ia falar assim: "Estou fazendo para Deus". Eu veio na mente. Aí falei: "Não fala isso não, porque para Deus você tem que esforçar para fazer o melhor a cada dia." Então eu só tô te falando, tá errado e procura fazer melhor na próxima vez. Eu falei, tá bom? É isso mesmo. Aí a próxima vez eu falou: "Agora tá melhorando, né?" Mas é é o entendimento que eh sempre ouvi isso. A pessoa, vocês lembra que quem já teve filho, primeira vez que vai lá na escola, o filho pega e fala assim: "Vai dia das mães, dia dos pais, aí chega lá, tá lá toquinho, fala: "Batinha, quando nasce esparrama pelo chão, mamãezinha quando dói, põe a mão no coração." A mãe chora, fala: "Meu Deus do céu, que que poema lindo". Ela já viu isso. Nossa, meu filho é um poeta e declamou um poema para mim na frente dos outros. Digamos que foi primeira vez. Aí o menino tá com já tá lá com uns 15 anos. Apresentação dia dos pais. Aí o menino de novo. Batatinha quando nasce esparrama. Aí a mãe fala: "Não é possível, meu Deus. 15 anos. Esse menino não entendeu nada ainda. Eu não tenho nada de gratidão para ele aprender ou ir além. Ir além. Sabe? Essa é a nossa caminhada dia após dia, tá? Dia após dia, santificação progressiva, não é? É isso que Deus está nos levando. Então, liberdade para obedecer com alegria, impelidos pela gratidão, não é impelidos pelo medo. Nós já vimos aqui. Isso aqui diz respeito à questão da nossa adoção em Cristo. Lá no catecismo de Heidelberg e diz: "A lei deixa de ser uma condição para a salvação e passa a ser a regra de gratidão pela qual evidenciamos nosso amor." Tá? Então aqui indo para o final, esse paradoxo a lei como esqueleto. É um eh Paul Brand é um médico, tá? O médico, esse médico aqui tem um livro dele que é fantástico, chama Dad Vadador. Esse médico até hoje ele é famoso no mundo porque ele ele eh cirurgia de mão, os processos ainda foi todo dele, era um presbiteriano. Ele atuou na numa parte do Nepal, perto do Nepal, onde muita gente tinha uma eh não sei se chama síndrome, mas eh manifestava aquela doença que a pessoa perde a capacidade de sentir dor, tá? E aí ele mostra como é uma tragédia não sentir dor nesse livro. Mas aí ele vem falando dessa metáfora que ele vai falando da ilusão aqui. Os ossos do corpo humano são duros, inflexíveis, né? Parecendo o oposto da liberdade macia da carne, mas a ideia é que sem os ossos seríamos uma massa imóvel. Os ossos, então, não são uma jaula, são a estrutura exata que possibilita o movimento. Aí faz a aplicação. As leis de Deus não são correntes, são esqueleto da realidade. Guardá-las com gratidão não é voltar à escravidão, mas ganhar a estrutura necessária para a verdadeira liberdade. Gente, em Cristo Jesus, se olharmos aos pros 10 mandamentos, a pergunta é: se nós lutarmos, se Deus em Cristo Jesus para cumprir os 10 mandamentos, nós viveremos melhor nesse mundo ou não? >> É claro que sim. É claro. Então, não é algo que nos amarra. Então, a ideia seria essa aqui, a metáfora dos ossos, né? A lei não é oposta à liberdade. Sem ossos seria como se fosse uma anarquia, né? Sem estrutura, não há movimento útil. E a anarquia ela destrói a liberdade. Alguns acham que anarquia é liberdade. A anarquia destrói a liberdade, né? Tem de vez em quando, vem uns aí fala assim: "Vamos implantar sistema de governo, anarquia, governo de todo mundo, implanta para ver. Ele vai ser o primeiro a pular fora." Fala: "Não, não gostei, né?" Porque aí ninguém tem eh não tem espaço, né? Todo espaço é de qualquer um, né? Não tem mais nada, não tem estrutura. Aí a própria pessoa que idealizou isso fala assim: "Não, eu tô indo lá pro outro lado, né? Aqui não dá mais. Aqui não tem jeito não, tá? Então os ossos aqui a lei de Deus, né? são duros inflexíveis, mas suportam o peso e nos liberta para ação e o movimento, ou seja, a lei perfeita da liberdade. Então aqui é o arco do histórico redentivo da liberdade. Lembra-se, na criação posso não pecar e capaz de não pecar. Capacidade de escolha, sim. Verdadeira liberdade, sim, mas com potencial de perda. Lembra? Lá em Adão vem a queda. Então não posso não pecarem. Ou seja, o ser humano na depois da queda não é capaz de não pecar. Aí a capacidade de escolha, sim, escolhe voluntariamente o pecado. E verdadeira liberdade não tem perdido e se torna escravo, completamente escravo do pecado. Vem a redenção em Cristo. Então posso não pecar? Volta ao estado da criação lá, ó. Capaz de não pecar. Eh, capacidade de escolha, sim. Responsabilidade moral. E a verdadeira liberdade, sim, genuína, mas ainda imperfeita. Lembra que nós somos chamados de santos por causa da de Deus nos vê lá, mas nós estamos num processo. Agora olha paraa glorificação. Seria não posso pecar e, ou seja, não é capaz de pecar. Eh, capacidade, sim, em perfeita harmonia com Deus e a verdadeira liberdade, sim, total e perfeita. Então, esse estágio, perceba que da glorificação, ele é diferente do estado da criação em Adão. Em Adão, tá? aquilo que Deus fez. Lembra que Paulo repete várias vezes que por meio do pecado, por meio de um homem entrou o pecado no mundo. Mas aí ele fala de Cristo como segundo Adão, mas mostra que o segundo Adão não pode na na sua obra ser comparado com a obra do primeiro Adão. Essa obra do segundo Adão, que é Cristo, é muito maior do que a obra do primeiro Adão. E ela vai nos levar a esse ponto, tá? Então aqui a verdadeira liberdade aperfeiçoada. Somente na vida por vir nossa liberdade será perfeita. Não posso pecar. Sem obstáculo da fraqueza, doença ou da presença do pecado, receberemos corpos espirituais governados inteiramente pelo espírito. O paradoxo final resolvido. Essa liberdade perfeita será expressa como serviço absoluto na nova terra. Seus servos o servirão, como diz Apocalipse 22:3. Mas esse serviço é a própria manifestação da glória. Jorge Manterson, ele fala: "Toma a minha espada e me farás um vencedor. Faz de mim um cativo e me tornarás livre, Senhor." Esse é o paradoxo agora no Evangelho. E por fim, aqui liberdade é serviço e amor. Então o cristão é um Senhor completamente livre de todos. submisso a ninguém, mas um cristão é um servo completamente submisso a todos e sujeito a todos, né? Então, liberdade para o próximo, eh, não alcançamos a liberdade no isolamento, mas na vida com os outros. E essa canção do mesmo Jorge Maton, ele fala: "Faz de mim um cativo e me tornarás livre, Senhor". Esse é o verdadeiro paradoxo da liberdade. Quando nos tornamos cativos de Deus em Cristo Jesus, aí experimentamos verdadeira liberdade, tá? Então, espero que tenha ficado claro que normalmente as terminologias que muitos usam como livre arbítrio, ela não eh ela não se sustenta à luz da palavra de Deus. Amém. Nós vamos orar mais uma vez. Senhor nosso Deus, nós queremos te agradecer, ó Deus, pela tua palavra. Pedimos que a tua palavra lida possa ficar gravada em nossa mente e em nosso coração. Pai, nos abençoe, nos dê uma boa noite de descanso. Abençoe a todos aqueles, ó Deus, que também nos acompanham à distância e aqueles que estão aqui presentes. Que a bção do Senhor esteja sobre todos nós e que possamos nos alegrar, ó Deus, por aquilo que o Senhor está fazendo em nós por meio de Cristo Jesus. Que nós possamos aguardar, ó Deus, com esperança, ó Deus, e com ansiedade o dia de Cristo Jesus, onde nós seremos completamente restaurados, ó Deus, glorificados e viveremos eternamente contigo. Nos abençoe, ó Deus, e a nossa oração em nome de Jesus. Amém. Que Deus os abençoe, nos dê uma boa noite de descanso em nome de Jesus.