Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

COMO O AUTOR E A DATA INFLUENCIA A NOSSA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA? – VALDEMAR KROKER

COMO O AUTOR E A DATA INFLUENCIA A NOSSA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA? – VALDEMAR KROKER

COMO O AUTOR E A DATA INFLUENCIA A NOSSA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA? – VALDEMAR KROKER

Cada livro da Bíblia foi escrito por autores diferentes, em momentos históricos distintos e com propósitos específicos. Esses elementos ajudam a compreender melhor a mensagem do texto. Neste video, Valdemar Kroker explica como o conhecimento sobre autor, data e contexto histórico pode influenciar diretamente a nossa interpretação bíblica.

Adquira o livro: https://bit.ly/4s8cSoe

#Bíblia #PanoramaBíblico #Escrituras #Estudo #podcast #edicoesvidanova

EDIÇÕES VIDA NOVA

Edições Vida Nova: https://www.vidanova.com.br/

Versão Bíblica Almeida Século 21: https://bibliaalmeida21.com.br/

Teologia Brasileira: http://www.teologiabrasileira.com.br/

Cruciforme: https://cruciforme.com.br/

Instagram: https://instagram.com/edicoesvidanova/

Facebook: https://www.facebook.com/vidanovaedicoes/

Twitter: https://twitter.com/edicoesvidanova

Telegram: https://t.me/edicoesvidanova

Legendas automáticas:

Perfeito. Agora, quando a gente olha
para um livro como esse, um panorama das
escrituras, muitas vezes nós vemos
ênfases em várias questões contextuais,
históricas, né? Aquele plano de fundo
histórico e cultural. E ainda que aqui
não vá fazer isso com aprofundamento,
ele vai trazer esses dados pra gente. E
aí perguntas que são importantes pra
gente pensar. Qual é a relevância de
entender uma autoria antes de me
aprofundar na leitura de um livro? Qual
é a relevância de saber quem é o autor
do livro e como isso pode me influenciar
ou me conduzir na leitura?
>> O que eu penso ali é um exemplo bem
prático, né? É assim bastante fácil
entender uma série de aspectos das
cartas de Paulo, porque nós conhecemos
um bom pouco da sua história, né? Eh,
alguém que cresceu no judaísmo, é hebreu
de hebreus, da tribo de Benjamim, foi
formado ali como fariseu, eh, depois
caiu do cavalo no caminho para Damasco,
eh, entendeu quem o derrubou do cavalo,
né? eh aceitou eh aí de perseguidor se
eh, né, transformou em perseguido, foi
preso várias vezes, eh, quis levar
evangelho até no imperador. Eh, e, eh, a
gente vê muitas dessas coisas refletidas
naquilo que ele ensina, eh, naquilo que
ele escreve, né? Então, é bem mais fácil
entender quando você conhece, né? Eh,
então pode de fato fazer uma grande
diferença na prática. que no caso de
Paulo, para ficar nesse exemplo, eh toda
a questão da justificação pela fé, eh,
né, ele que era assim irrepreensível,
como ele diz em Filipenses 3, né, num
resuminho da sua de uma autobiografia,
eh, dá para entender bem melhor que se
Paulo, que era irrepreensível, que
obedeceu, que cresceu nisso, se ele
entendeu que a fé é o que importa eh
para que tenha
a justiça imputada a nós, eh, ele hebreu
de hebreus, né? Então, porque a coisa é
séria, né? Então, dá para entender
melhor. Ou seja, tem uma grande
diferença na prática, mas não é
condição, no caso da Bíblia, para que
compreendamos a mensagem do texto.
Eh, até porque tem alguns livros que nós
não sabemos quem é o autor, eh,
>> né? E a E aí fica difícil se é muito,
>> é que digamos de Hebreus, né?
>> Hebreus tá aí no debate até hoje, né?
>> Como é que você sabe que eu tinha
anotado Hebreus aqui, ó?
>> É o caso clássico. Agora eu tenho eu
tenho minha argumentação fortíssima
>> para quem é o autor de Hebreus, sabia?
Val mesmo. E você vai revelar hoje.
>> É porque assim, vou vou revelar, você
vai revelar o segredo para ler
Apocalipse. Eu vou revelar o autor de
Hebreus aqui, entendeu?
podcast revelaçõ. Mas a minha
argumentação fortíssima é o seguinte,
né? Eu já ouvi, eu aprendi no seminário
que dentre as opções para os autores de
Hebreus, nós temos Paulo, como era
colocado no início ali. Ah, depois não
se fortaleceu tanto essa ênfase, mas
enfim, você tem outros nomes, dentre
eles você tem Apolo, né? E como o nome
do meu filho é Apolo, o que eu quero
acreditar que escreveu Hebreus é Apolo.
Então tá resumindo, tá resolvido. É
assim, entendeu? Estamos aqui tratando
com fundamentos sólidos aí de
argumentação. Tô vendo
>> irrefutáveis. É isso aí.
>> Irrefutáveis. [risadas]
Bom, eu tenho mais um outro ainda.
Então, já que você tá entrando para esse
campo, eh, eu
>> eh eu eh entre os nomes que você citou,
inclusive aqui nesse livro aqui, eh, né,
nós vamos pegar, deixa eu aproveitar já
que estamos tratando desse livro, ele
diz aqui, ele fala de Hebreus que, eh,
vários autores foram sugeridos,
eh, né, eh, e além de Paulo tem Lucas,
Barnabé, Felipe, Priscila,
E claro, Apolo, como você já anotou aí,
né? Então,
>> verdadeiro, né? [risadas]
>> Isso. Eu acho que foi Priscila. Tá,
>> mas rapaz, não acredito. Você tá aqui na
minha cara, Valdemar. Tô brincando,
Valdem. [risadas]
>> Então, veja só, depois de uma longa
dissertação,
argumentação, coisas densas, Hebreus é
espetacular. Eu dou um curso só de
Hebreus, né? um semestre inteiro. Aí vai
começar agora, fim do mês em fevereiro
no no seminário servo de Cristo aí é
fora de série. Depois de toda essa
denidade de informações,
eh o autor ou talvez a autora de Hebreus
termina assim: "Irmãos, peço que escutem
com paciência esta palavra de exortação,
porque na verdade escrevi de forma bem
resumida".
>> Uhum.
Só só, só pode ter sido mulher que
escreveu isso. Então, [risadas]
>> tá bom. Seu argumento é forte também.
Seu argumento é forte, viu?
>> Agora, quem tiver aí nos comentários,
diga quem é que você acredita. Se é
Apolo ou se
>> Mas na verdade, na verdade, não sei se
sabia, Sauro, mas houve uma pessoa ao
longo da história desses 2000 anos que
soube de fato quem escreveu Hebreus.
Sabia?
>> Hum. o professor de eh professor de
introdução ao Novo Testamento, deu todas
as aulas lá sobre os vários livros,
autoria, contexto, eh razão para
escrever e tal. E aí deu, aplicou a
prova aquele tempo ali no papel,
preenchendo a prova e tal. E uma das
questões da prova era quem foi o autor
de Hebreus? Aí o o professor passeando
pela sala viu que o aluno estava
exatamente naquela questão ali,
perguntou a ele: "E daí? E você sabe
quem é o autor de Hebreus?" O professor
perguntou pro pro aluno, ele falou:
"Professor, agorinha eu eu sabia, eu
sabia e escapou, não consigo lembrar,
escapou". E o professor falou: "Mas que
tragédia! Você foi a única pessoa na
história da igreja que alguma vez soube
quem escreveu Hebreus e você foi
esquecer. Que coisa
>> é isso. [risadas]
>> Tá certo. Tá certo. Mas é isso aí. A
autoria tem a sua relevância, tem também
aí a sua diversão, mas tem a sua
relevância paraa nossa interpretação.
Muito bom.
>> Agora, se a autoria tem eh uma
relevância, é algo que talvez a gente
pudesse colocar até como mais
importante, não sei. Você me diz qual
dos dois você acha mais relevante, mas é
a data, né? A data em que o livro foi
escrito. Eh, como é que a data, né, a
ocasião em que ele foi escrito pode
influenciar a nossa interpretação? Eu
creio que a questão básica em relação à
data é aquela discussão entre os mais eh
conservadores e mais liberais. Eh, né, o
grupo conservador acaba atribuindo datas
eh dos livros à época em que viveram os
autores, né? E aí varia dentro disso.
Eh, e os mais liberais aí então acabam
tirando dessa época. E aí você começa a
dizer, é, foi a escola de João que
escreveu o livro, foi eh uma uma
invenção, foi uma síntese que foi feita
depois, eh, e algumas coisas nessa linha
aí, né? Eh, então, para ser mais
específico em relação à sua pergunta,
eh, se
tivesse vencido a ideia que prevaleceu
por muito tempo do FC Bauer, eh, tinha
que ser um alemão, tinha que ser um
alemão para, [risadas] né, para dizer,
para questionar eh a, né, da da
influente escola de de Tubingan, né,
para questionar a historicidade, a
veracidade eh, na integridade do
evangelho de João. Ele tinha uma visão
crítica radical, né? Ele propunha que o
Evangelho de João era um documento
apostólico histórico, eh, não era um
documento apostólico histórico, mas uma
obra teológica posterior, né? Ele
argumentava que esse evangelho nunca
teve a intenção de ser um relato
histórico, né? Um relato confiável, como
os Evangelhos sinóticos, Mateus, Marcos
e Lucas, né? E aí ele o descreveu
simplesmente como uma síntese idealista.
E ele então situou o Evangelho de João,
falando de data agora, na autoria eh lá
eh eh no ano de em torno do ano de 170
depois do Cristo, né? Falou: "Olha, foi
foi escrito lá naquela época, muito
tempo, muito depois do tempo eh dos
apóstolos, né? Mas contudo, porém, em
1920, lá no Egito, né, terras secas de
muito sol e muita areia que preservam
bem um monte de documentos, né? Eh, foi
achado, eh, o Papirus, conhecido depois,
né, como Papirus 52.
Ele foi encontrado em Oxirinco, no
Egito. Eh, isso como eu falei, 1920. Que
que é esse papiro? é um pequeno
fragmento, 8 cm por 6 eh seis, né,
talvez de altura e 8 e pouco centímetros
de largura. Eh, que na frente tem eh
dois versículos de João 18 e no verso
tem mais dois versículos de João 18.
Eh, e daí, grande coisa. Pois é. Ah, o
fato é, todo mundo que examinou esse
documento, esse papiro, concorda que ele
foi escrito entre o ano 100 e 120, 125
depois de Cristo. Ou seja, uma cópia de
cópia de cópia do que João escreveu,
>> mas que já circulava no começo do século
I, ou seja, ele não pode ter sido
escrito em 170, ele foi escrito bem
antes. E chegamos, é, é o documento mais
antigo que nós temos, né? Chegamos então
bem perto da cópia, né, do documento
original de João que ele escreveu a
imagem no fim da vida, né, no fim do do
primeiro século, né? Então aí aí
simplesmente muda tudo, né? Você tem que
dizer que isso é um documento histórico,
né? E se a gente vê o que João tudo
experimentou com Jesus e o que ele
escreveu sobre Jesus, eh, né? Tem então
uma faz uma enorme diferença na
interpretação de tudo que a gente tem no
Evangelho de João, né? Então, cerou
a data exata, mas comprovou que no ano
de cento e pouco já circularam [música]
cópias
>> do documento original.
>> [música]

Tags: