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A fé vem pelo ouvir

# 66 Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

# 66 Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

# 66 Pilares da Fé Reformada | Estudo Bíblico

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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos

O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:

“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.

Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:

“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

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Legendas automáticas:

Irmãos, boa noite. Nós vamos começar
nosso estudo bíblico nessa noite. Hoje
eu quero fazer uma conclusão dessa
primeira parte que que é da antropologia
bíblica. Na quarta-feira passada, o
reverendo Alex falou a respeito da
pessoa na sua totalidade,
né? Lembrando que a nossa perspectiva da
teologia reformada
eh que o ser humano ele é eh corpo alma,
né? Ele é uma dicotomia.
Eh eh lembrando que alma e espírito a
gente percebe que biblicamente
eh ela é usada como, né, intercambiável,
é um quase que sinônimos, né? Então
assim, eh, nós não advogamos, né, a
ideia da tricotomia, porque nós temos
vários problemas envolvidos aí e alguns
vão dividir corpo, alma, espírito, né? E
assim, a gente tem que dar alguns
sentidos a isso, mas sabendo que a
totalidade do homem eh aquilo que a
palavra de Deus ela trata e também trata
sempre eh junto, né? Nós temos essa essa
perspectiva e então nós precisamos
amarrar isso com a questão da liberdade.
Nós já falamos várias vezes em alguns
pontos e hoje eu gostaria de falar de
maneira mais aprofundada sobre esse
problema. né, da liberdade. Então,
porque alguns então vão condicionar isso
à questão eh eh da própria Constituição
do homem, né? Mas eh nós vamos ver isso
à luz da palavra de Deus e perceber eh
principalmente que nem mesmo Adão ele
teve aquilo que nós teremos eh quando
estivermos glorificados, né, em Cristo
Jesus. Então nós vamos passo a passo
nessa noite falar a respeito dessa
questão da liberdade. Nós vamos orar
antes de iniciarmos.
Senhor nosso Deus, nós queremos te
louvar, bendizer o teu nome e agradecer
ao Senhor, ó Deus, porque a tua graça é
melhor do que a vida. Portanto, nós te
louvamos, bendizemos ao Senhor, ó Deus,
por tua misericórdia, o teu perdão, ó
Deus, e por principalmente se revelar a
nós por meio da tua palavra. Ajuda-nos,
portanto, a amar a tua palavra, ó Deus,
e cada dia mais nos submeter a ela. Nos
abençoe nessa noite, na condução desse
estudo, ó Deus. Que tudo seja mediado,
Deus, pelo Espírito Santo do Senhor.
Essa é a nossa oração em nome de Cristo
Jesus.
Amém. Quero convidá-los a abrir em
Romanos, no capítulo 6, e nós vamos ler
eh todo o capítulo 6.
da carta de Paulo aos Romanos.
Palavra do Senhor que nos diz assim:
"Que diremos, pois? Permaneceremos no
pecado para que seja a graça mais
abundante?
De modo nenhum, como viveremos ainda no
pecado nós o que para ele morremos? Ou
porventura ignorais que todos nós que
fomos batizados em Cristo Jesus fomos
batizados na sua morte? Fomos, pois
sepultados com ele na morte pelo
batismo, para que como Cristo foi
ressuscitado dentre os mortos pela
glória do Pai, assim também andemos nós
em novidade de vida.
Porque se formos unidos, se fomos unidos
com ele na semelhança da sua morte,
certamente o seremos também na
semelhança da sua ressurreição.
Sabendo isto, que foi crucificado com
ele o nosso velho homem, para que o
corpo do pecado seja destruído e não
sirvamos o pecado como escravos,
porquanto quem morreu está justificado
do pecado. Ora, se já morremos com
Cristo, cremos que também com ele
viveremos. Sabedores de que, havendo
Cristo ressuscitado dentre os mortos, já
não morre, a morte já não tem domínio
sobre ele. Pois quanto a ter morrido de
uma vez para sempre morreu para o
pecado, mas quanto a viver vive para
Deus. Assim também vós considera-vos
mortos para o pecado, mas vivos para
Deus em Cristo Jesus. Não reine,
portanto, o pecado em vosso corpo
mortal, de maneira que obedeçais as suas
paixões, nem ofereçais cada um os
membros do seu corpo ao pecado como
instrumentos de iniquidade, mas
oferecei-vos a Deus como ressurretos
dentre os mortos e o e os vossos membros
a Deus como instrumentos de justiça,
porque o pecado não terá domínio sobre
vós, pois não estais debaixo da lei, e
Sim, da graça. E daí havemos de pecar,
porque não estamos debaixo da lei, sim
da graça, de modo nenhum.
Não sabeis que daquele a quem vos
ofereceis como servos para obediência,
desse mesmo a quem obedeceis sois
servos, seja do pecado para a morte ou
da obediência para a justiça.
Mas graças a Deus, porque outrora,
escravos do pecado, contudo, viestes a
obedecer de coração a forma de doutrina
que fostes entregues. E uma vez
libertados do pecado, fostes feitos
servos da justiça. falo como homem por
causa da fraqueza da vossa carne, assim
como oferecestes os vossos membros para
escravidão da impureza e da maldade para
maldade, assim oferecei agora os vossos
membros para servir a justiça para a
santificação.
Porque quando erais escravos do pecado,
estavais isentos em relação à justiça.
Naquele tempo, que resultado colheste?
somente as coisas de que agora vos
envergonhais, porque o fim delas é
morte.
Agora, porém, libertados do pecado,
transformados em servos de Deus, tendes
o vosso fruto para a santificação e, por
fim, a vida eterna. Porque o salário do
pecado é a morte, mas o dom gratuito de
Deus é a vida eterna em Cristo Jesus,
nosso Senhor.
Ao falar sobre isso, nós temos um
problema aqui. Quando nós falamos da
vontade,
normalmente, eh, nós associamos isso a
algo, né, da nossa, do nosso intelecto,
né? Então aqui a psicologia das
faculdades, né, essa falsa ideia de que
existe uma faculdade ou agente separado
dentro de nós chamado vontade, tá? E que
possui força ou fraqueza própria. Esse
esse é um dos problemas que nós eh
emergimos nele por causa daquilo que a
gente vê nas eh propostas humanistas,
né? Eh, as pessoas entendem que há um
lugar em nós, na nossa constituição, que
está separado ali esse conceito de
vontade. Portanto, uma parte de nós, ela
responde a isso. Mas a realidade é que
nós somos uma pessoa de forma integral.
Então, a vontade é simplesmente a pessoa
inteira no processo de tomar decisões.
Então, a pergunta correta não é a minha
vontade é livre, né? Porque muitos
perguntam isso, eh, se a minha vontade é
livre, mas sim se a pessoa é é livre
quando toma decisões, né? Essa seria a
pergunta correta, né? Porque quando nós
falamos a respeito de vontade, nós já
estamos entrando no lugar onde as
pessoas vão ter um conceito próprio a
respeito de vontade, que não se associa
com aquilo que a palavra de Deus nos
trata, a forma como a palavra de Deus
ela se refere a nós, portanto, sempre de
maneira completa. Tanto é que eu falo
várias vezes aqui que a palavra de Deus
quando ela eh se refere a ao nosso
coração,
ela fala de tudo isso, mente da força,
né, de tudo isso dentro de uma mesma
palavra, né? Tanto é que quando ah
Deuteronômio vai nos dizer, né, de de
amar ao Senhor, ele fala todo o teu
coração, toda a tua alma, toda tua
força, né, mas principalmente para
demonstrar toda essa totalidade do ser
humano. Então, nós temos que
desembaraçar aqui esses termos, né, eh,
que a gente usa sempre, as pessoas
sempre têm essas dúvidas e às vezes são
as nossas, escolha e liberdade, né?
Então, o termo aqui que seria a
capacidade de escolher, a definição
dessa capacidade de escolher seria a
aptidão humana inalienável de fazer
escolhas entre alternativas implicando
responsabilidade moral, seja que é
aberto a qualquer coisa, a tudo, certo?
o ser humano teria uma capacidade
própria, ou seja, que não se tira do ser
humano,
que ele poderia escolher eh corretamente
entre o bem e o mal, né, entre fazer
escolhas boas e escolhas ruins, né? Esse
status aqui, eh, quando a gente fala
nunca foi perdido, até o homem caído
toma decisões de forma eh voluntária,
tá? Então assim, essas decisões, essas
escolhas, elas se tornam voluntárias,
né? Essas capacidades que o homem tem.
Então você eh sei lá, você resolveu
escolher eh
digamos, você tá andando numa rua e vem
passando o cachorro na frente, você
escolheu freiar o carro para que você
não provocasse acidente e matasse o
cachorro, o animal que passou na frente
da da ali. Foi uma escolha e uma escolha
boa. Essas escolhas cotidianas,
essas escolhas que nós fazemos, o ser
humano não perdeu. Aí a confusão que nós
fazemos nós, o homem mesmo o homem
pecador, ele continua tendo essas
escolhas básicas e essa capacidade.
Agora, a questão de liberdade ou
verdadeira liberdade seria a capacidade
auxiliada pelo Espírito Santo de pensar,
dizer e fazer o que é totalmente
agradável a Deus. Agora, isso aqui é
outra coisa,
porque nós vamos perceber claramente
até por uma ordem lógica daquilo que
Deus fez em Cristo. Deus só recebe eh
qualquer coisa de nós que tenha passado
por Cristo Jesus.
Caso contrário, ele não recebe. Essa é a
lógica bíblica e clara. Não adianta
falar não, mas eh basta a sinceridade do
coração, né? O que nós fazemos foi de
maneira sincera, né? Eu fiz isso porque
não, se isso não passa pela obra de
Cristo Jesus ou em Cristo,
Deus não recebe. E essa capacidade de
fazer agora eh aquilo que é agradável a
Deus, isso é mediado por uma ação do
Espírito Santo. Isso foi perdido na
queda e ela é restaurada agora na
redenção. Nós acabamos de ler no texto
de eh Paulo aqui aos Romanos, no
capítulo 6, falando da lei da escravidão
e da graça, tá? Ele fala a respeito
disso. Ele fala que eh agora nós o corpo
nosso está sempre pronto, né, para o
pecado, a natureza pecaminosa. Mas agora
em Cristo Jesus nós temos a capacidade
de fazer aquilo que é agradável a Deus,
certo? Então nós temos essa capacidade.
Aí sim nós estamos falando daquilo que é
o conceito claro de liberdade. Isso
seria liberdade, tá? Não podemos
confundir aqui. Então as pessoas sempre
acham que se eu não tenho a capacidade
de escolher seguir a ou escolher a Deus
ou não, a salvação ou não, isso seria um
determinismo.
Mas não é, não é. Nós não advogamos a
essa questão do determinismo, certo?
Então, a capacidade de escolha é
essencial para responsabilidade,
educação, arte e cultura. Visões
modernas frequentemente nega essa
capacidade. Você tem de um lado
bviorismo, tá? Essa questão de
comportamento, tá? Que e linhas de
comportamentais, né? Skinner ele eh ele
diz que o homem ele é controlado
inteiramente por fatores genéticos e
ambientais.
Portanto, o resultado, nenhuma
responsabilidade moral, seja o crime,
sempre vai ser uma falha do ambiente.
Nós vivemos, o problema está aqui, nós
vivemos uma sociedade que ela tem como
base dela antropológica muitas vezes
aquilo que Skinner ele propõe,
tá? Esse aqui que gerou o caos e gera o
caos na sociedade em várias coisas. Ele
faz muitas experiências, né? que nem fez
experiências ali e é aquele chamado
estímulo resposta, né? Isso a gente vai
entender que dá muito certo com animais,
certo? Você adestra,
pessoas não são adestráveis.
Pessoas elas não são adestráveis.
Animais sim. Você, a pessoa pode até eh,
de alguma maneira manipular que ela foi
adestrada.
fingir que foi, mas o ser humano, por
exemplo, se você criar uma pessoa e
tentar eh condicioná-la a sempre fazer
aquilo que é certo, a pergunta é: ela
sempre fará aquilo que é certo?
Não vai. Isso aqui, portanto, eh
relacionada eh com animais. Eh, e a
gente vai perceber que imagem e
semelhança Deus não comunicou, lembra?
Então nós não comunica isso aos animais,
às outras criaturas aí, né? somente, né,
ao ser humano. A visão cristã é a do
meio, ou seja, a imagem de Deus, ou
seja, o homem é uma criatura de opções
confrontado com alternativas não guiados
apenas por instinto ao treinamento. O
resultado a base para uma sociedade
verdadeiramente livre, a forma como Deus
nos cria, com questão de opções. Nós
temos linhas que normalmente hoje se
alia muito a questão eh até mesmo
política, mas eh tanto marxismo o
fascismo, ele vai dizer que o homem é
produto de estruturas e forças externas,
estado e aquilo que é coletivo, certo?
Então, o indivíduo não eh ele não conta
nessa relação eh há uma a supressão das
liberdade de expressão e reunião,
reunião e religião. A ideia é que o ser
humano você molda ele de acordo com a
estrutura maior, a estrutura máxima. Por
isso que nessas visões aqui, o Estado
ele toma conta e ele vai determinar de
alguma maneira que eh o ser humano viva
da forma como foi estabelecido.
Por isso que muitos desses movimentos
vão apregoar o o assim aquela coisa eh
sempre uma visão aí de que é possível
implantar um estado perfeito de paz
plena, aquela coisa toda. E aí, por isso
eles vão rechaçar a religião e
principalmente o
cristianismo, porque vai completamente
pro lado oposto, vai mostrar que o ser
humano é pecador, as relações dele são
pecaminosas, não é possível estabelecer
uma sociedade perfeita na terra, nunca
será possível eh condicionar o ser
humano para fazer aquilo que é correto.
sempre vai ser algo dominante, eh, eh,
de acordo com a com as suas próprias
pressuposições, mas nunca realmente de
fato algo eh que seria eh o verdadeiro,
certo? Se esse livro, ele vai dizer a
liberdade ou a capacidade de escolher é
isto, o dom que mais os torna semelhante
ao seu criador. Então, eh, entendendo
isso, Deus nos fez assim.
Deus nos fez assim. Mas a gente tem a
realidade da queda. Então, a partir da
queda, nós vamos ver eh as diferenças
agora na nossa vida. Então, nós temos
aqui o estado eh aqui na criação,
é o estágio um, lembra? Deus criou Adão
e Eva. E a e a máxima seria essa: posso
não pecar ou capacidade de não pecar.
Adão era isso aqui. Ele tinha a
capacidade de não pecar, certo?
Somente a capacidade de não pecar.
Então, a partir daí, a gente vai ver
que, no princípio o homem não era
neutro, mas era bom. É o que a palavra
de Deus diz a respeito da criação do
homem. Viu isso que era muito bom, mas
era bom. Ele não era neutro. A
neutralidade é o que muitas linhas
antagônicas ao cristianismo pregoa, que
o ser humano nasce neutro e quem
implanta a o erro ou as virtudes nele é
algo externo.
É puramente ele é fruto do meio, fruto
do ambiente. Se ele tivesse vivido num
ambiente de plena eh harmonia, de paz,
de amor e tudo, ele seria eh reflexo
disso. A gente sabe que não é assim. Nós
sabemos que não é assim. A própria
palavra de Deus, ela nos cita algumas
histórias desconcertantes, né?
Por exemplo, a gente vê, lembra que
quando conta lá na na divisão de juízes
para Samuel, nós temos o sumo sacerdote
Eli.
E o texto nos diz que os filhos dele
eram eh levianos
e conta lá que eles eram de fato
levianos. E aí eles morrem lá, né? E
quando houve a notícia, o ele também
morre, né? Quando ele fala lá, né?
Foi-se a a glória de Israel.
Eh, aí mostra que Eli era também, a
Bíblia nos fala que Eli era eh,
conivente com aquilo lá. Vem Samuel.
Samuel era aquele menino que ouviu a voz
de Deus quando Eli falava para ele,
olha, eh, quando você ouvir, né, que ele
foi lá e três vezes fala, fala, né, eh,
que teu servo ouve, ele entendia que
Deus estava falando com o Samuel.
Samuel, aquele menino que a palavra de
Deus nos mostra que foi consagrado
desde o começo, viveu no tempo, foi um
excelente juiz
em Israel.
A minha pergunta é,
vocês lembram que como eram os filhos de
Samuel?
Se a realidade fosse essa, a gente vê
Samuel no outro estilo, em outra vida.
diferente da de Eli. Você vê Samuel eh a
vida toda fazendo aquilo que era a
vontade do Senhor, eh lutando contra eh
tantas coisas do meio do povo de Deus e
principalmente depois que o povo elege
Saul. Vocês lembram qual foi um dos
argumentos que o povo ele quis um rei?
Ó, o Senhor já tá velho
e os seus filhos não seguem o seu
caminho.
A palavra de Deus, ela mostra essas
questões todas claras da realidade do
pecado. Então, aquilo que a sociedade
apregou, a gente vai perceber
biblicamente que isso é, a própria
Bíblia já nos mostra qual é a verdade,
tá? Então, desde o nascimento o ser
humano nasce e pecador, ele não nasce
neutro. Possui tanto a capacidade de
escolher quanto a verdadeira liberdade.
Quero lembrar que aqui é Adão e Eva, tá?
Lembra que se eu e você, nós não
entramos aqui ainda. Era capaz de viver
uma vida totalmente agradável a Deus,
com auxílio de Deus também. E ainda
assim não era a liberdade perfeita.
Possibilidade de pecar ainda existia. O
objetivo era avançar para um estágio
onde o pecado não fosse mais possível,
tá? Então a gente vai perceber que nesse
plano redentivo Deus nunca foi pego de
surpresa. Ele não foi fazendo planos
para, né? Deus já dentro dos seus
decretos isso já estava eh contemplado,
tá? Porque ele estaria levando a sua
essa criação a um outro estágio que a
gente vai ver. Mas agora nós temos a
realidade da queda,
certo? A verdadeira liberdade agora foi
perdida e é aqui que nós estamos. Então
a máxima é não posso não pecar, ou seja,
não ser capaz de não pecar nenhum de
nós, né? Agora nessa realidade eh nós
não temos eh mais isso, sabe? essa eh
retirada agora a capacidade de não
pecar, todos nós nos tornamos pecadores.
Nós acabamos de ler no texto de Romanos,
isso no capítulo 6 e lá na frente e
Paulo, ele começa falando a respeito
disso, da lei do pecado.
Olha, no capítulo de número sete, ele
fala assim: "Que diremos, pois, é a lei
pecado de modo nenhum." Capítulo 7,
verso 7. Mas eu não teria conhecido o
pecado, senão por intermédio da lei,
pois não teria eu conhecido a cobiça, se
a lei não dissera: "Não cobiçarás". Mas
o pecado, tomando ocasião pelo
mandamento, despertou em mim toda a
sorte de concupiscência,
porque sem lei está morto o pecado.
Outrora, sem lei eu vivia, mas
sobrevindo o preceito reviveu o pecado e
eu morri. E o mandamento que me fora
para a vida, verifiquei que este mês se
me tornou para a morte, porque o pecado
prevalecendo-se do mandamento,
pelo mesmo mandamento, me enganou e me
matou. Por conseguinte, a lei é santa e
o mandamento santo e justo e bom. Acaso
bom se me tornou em morte? De modo
nenhum. Pelo contrário, o pecado para
revelar-se como pecado por meio de uma
coisa boa causou-me a morte. a fim de
que pelo mandamento se mostrasse sobre
maneira maligno. Porque bem sabemos que
a lei é espiritual. Eu, todavia sou
carnal, vendido à escravidão do pecado,
porque nem mesmo compreendo o meu
próprio modo de agir, pois não faço o
que prefiro, e sim o que detesto. Ora,
se faço o que não quero, consinto com a
lei que é boa. Neste caso, quem faz isso
já não sou eu, mas o pecado que habita
em mim, porque eu sei que em mim, isto
é, na minha carne, não habita bem
nenhum, pois o querer o bem está em mim,
não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço
o bem que prefiro, mas o mal que não
quero esse faço. Mas se eu faço o que
não quero, já não sou eu quem o faz, e
sim o pecado que habita em mim. Então, o
querer fazer o bem encontra a lei de que
o mal reside em mim. Porque no tocante
ao homem interior tenho prazer na lei de
Deus. Mas vejo nos meus membros outra
lei, que guerreando contra a lei da
minha mente me faz prisioneiro da lei do
pecado que está nos meus membros.
Desventurado homem que sou, quem me
livrará do corpo dessa morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso
Senhor. De maneira que eu de mim mesmo
com a mente sou escravo da lei de Deus,
mas segundo a carne da lei do pecado.
Paulo está dizendo eh que a ao a lei ao
mostrar aquilo que deveria ser, eh ele
mostra no nosso coração que nós temos
essa eh propensão em quebrar a lei e a
lei de Deus.
Nós temos sempre dentro de nós essa
capacidade, né? E agora, eh, nessa
condição do estado de queda, nós vamos
entender isso. Jesus, ao falar lá em
João, no capítulo 8:34, ele fala: "Todo
que comete pecado é escravo do pecado".
Aqui nós temos aquele contraponto da
visão de pelaja, o pelajanismo,
que ela é a base de da maioria da
teologia também arminiana.
que que ela dá corpo a toda a teologia
pentecostal, tá? Ela eh vai dizer que
Adão foi criado neutro e nós nascemos
neutros. A verdadeira liberdade
permanece intacta. Pecamos apenas por
causa de maus exemplos. Isso não é
verdade.
Isso não é verdade. Isso aqui é aquilo
que Adão mesmo já fez lá no início,
quando ele é confrontado. Aí fala assim:
"Mas a mulher que me destes aí, ó, né? A
mulher fala serpente, né? É essa relação
de jogar, né? A culpa no outro, né? Isso
aí sim nós temos, né? de passar sempre a
culpa pro outro, mas essa realidade de
neutralidade e de que sempre a gente
pode eh colocar em outro essa eh culpa,
né, da do nosso próprio pecado, isso não
é verdadeiro. A visão de Agostinho é
aquele que fundamenta a teologia
reformada. Então, argumentava que,
embora a capacidade eh de escolha tenha
permanecido, ainda fazemos escolhas
voluntárias. A verdadeira liberdade,
então, ela foi destruída. Lembra que a
verdadeira liberdade é fazer aquilo que
é agradável a Deus.
Ela foi destruída por causa do pecado.
Então aqui começa essa ilusão do livre
arbítrio, né?
Tanto Lutero quanto Calvino, eh,
preferiam evitar o termo livre arbítrio
para descrever a humanidade caída. O
homem ainda escolhe, mas escolhe o
pecado de bom grado. Então, Martinho
Lutero, ele escreve esse livro de
escravidão, eh, é escravidão da Vontade,
a tradução nossa, em 1525,
e afirmava que o termo livre arbítrio é
divino e só deveria ser aplicado a Deus,
né? e sugeriu que fosse chamado de
vontade própria, que de nada serve para
a salvação.
João Calvino, ele vai dizer que a
vontade não eh perece, mas foi de tal
maneira subjulgada aos desejos ímpios
que não consegue lutar pelo que é
correto. Chamou o livre arbítrio humano
de um título esplêndido, mas algo tão
insignificante. Porque nós é apenas uma
ilusão quando as pessoas falam: "Nós
temos o livre arbítrio".
Sabe, a, o homem pecador,
quando ele não teve o encontro com
Cristo, ele tem essa ilusão de livre
arbítrio. Ele acha sim que ele tem
capacidade, ele é eh só que ele está
falando da da dessa vontade, dessas
escolhas. Só ele não está falando da
daquilo que eh que seria a liberdade
plena de fazer aquilo que agrada a Deus.
Isso nem passa pela mente dele, na mente
de um pecador que não foi atingido por
uma ação do Espírito Santo. Por isso que
a que as pessoas elas continuam dizendo
isso. Mas nós temos o estágio três, que
é a redenção,
tá? A criação queda redenção. E aqui a
verdadeira liberdade, ela é restaurada,
certo? O Espírito Santo regenera a
pessoa renovando a imagem de Deus,
libertando-a da escravidão da vontade. O
Estado volta a ser posso não pecar, ou
seja, capaz de não pecar. Aqui nós
estamos em Cristo. Quando formomos
alcançados em Cristo, nós estamos na
mesma capacidade de Adão,
certo? De poder não pecar. Como que a
gente não peca eh hoje? por causa da da
ação do Espírito Santo,
eh, da ação da palavra de Deus na nossa
vida. Lembra quando João fala que a
palavra de Deus é aquela que nos limpa?
É ela que nos limpa. É por meio da
palavra de Deus e ela constante na nossa
vida que nós vamos mudando a nossa
mente, a nossa percepção, a a vamos
dizer a vontade nossa toda, né? emoções,
tudo é submetido à palavra de Deus. E a
cada vez mais nós eh temos o desejo de
não pecar contra Deus e temos a
capacidade de não fazê-lo. Aí lembra do
que Paulo aqui está falando? Olha, eh,
ele sabe o que é o bem, o bem que eu
quero, que eu prefiro, eu não faço. O
mal que não quero, se eu faço. Essa é a
nossa sensação quando nós pecamos,
porque todas as vezes que nós pecamos,
nós sabemos exatamente que nós pecamos.
E isso só acontece com alguém onde o
Espírito Santo já atuou, caso contrário,
ele vai relativizar o os próprios
pecados. Ele sempre vai falar: "Não, mas
ah, mas
ah, mas isso é todo mundo faz. Ah, mas
isso aqui não é
não é pecado em outro lugar, né? Que
alguns a a pega a cultura para
justificar.
Conversando com alguém a respeito disso,
ele falou,
ele falou, por exemplo, aquilo que às
vezes a gente acha que é pecado é apenas
um padrão cultural.
Aí vai falar daquela história, a velha
história dos esquimols, né?
A gente nem sabe se isso é verdadeiro
mesmo, mas quase todo livro tem isso. E
aí vem alguém falando, advogando que diz
que o esquimó como eh uma demonstração
de hospitalidade, se passar um viajante
lá, ele entrega a esposa para que ela
durma com o viajante.
Aí tá falando, tá vendo? É uma questão
cultural para eles. Isso não é pecado,
não é adultério, não é isso, não é
aquilo outro.
interessante que as pessoas elas vão
pegar eh posturas que normalmente são eh
rebeldia contra Deus e normatizar isso.
Eu eu dou outros exemplos. Então, eh não
é pecado você pegar e transferir cultura
paraa sua cultura. Vocês sabem muito
bem, eu já contei essa história aqui,
que em vários eh etnias aí a gente tinha
até um pouco tempo atrás, tem até um
filme que eh denuncia isso. Eh, em
alguns povos que se nasce gêmeos, tem
que escolher um para morrer,
porque eles vão achar que a alma de um
vai puxar do outro, alguma coisa assim
também. se nascer com alguma
alguma deficiência também eh precisa
morrer. E aí é pecado ou não é pecado?
Aí as pessoas falam: "Não é porque é
cultural. É cultural, né? E tal". É
interessante notar que a primeira vez
que o evangelho entra na vida de uma
pessoa, você não precisa nem falar para
ela: "Olha, não faz mais isso, ela deixa
de fazer".
Isso é claro, gente. Eh, conhece a
história daquela de uma ilha lá pro lado
da Oceania, onde o evangelho chegou e
eles deixaram de ser canibais.
Não há registro na história que o
missionário ficou pregando. Vocês não
podem mais comer os seus eh semelhantes.
Vocês têm que deixar de Não, eles
pregaram o evangelho. O evangelho
transformou toda uma cultura, né? Por
meio da transformação do evangelho, eles
entenderam que aquilo que eles estavam
fazendo era um atentado contra o outro
semelhante, criado à imagem semelhança
de Deus. Isso não era eh seria pecado
diante de Deus. Não foi necessário
falar: "Olha, vocês tem que parar de
fazer isso."
Só que ao defrontar com a lei, a lei vai
dizer: "Não matarás". Aí agora eles
percebem: "Olha, agora sim eu entendi o
meu pecado, eu já cometi esse pecado e
agora como é que eu posso me livrar
disso?"
Aí ele vai correr paraa perspectiva de
um redentor. Fala só há forma de você eh
não ser imputado desse pecado. É por
meio de um redentor que é Cristo.
Caso contrário, pela lei, se você matou
alguém, né, você
lembra do texto, salário do pecado é a
morte.
A lei é essa.
A lei é essa. Então o ao defrontar com a
lei, o ser humano, ele vai perceber que
e ele é incapaz de de realmente fazer
aquilo que é a vontade de Deus. Ele vive
essa escravidão
e agora transformado na redenção, uma
nova criação, certo? Então, na união com
Cristo, lá em Romanos 6, Paulo ensina
que morremos e ressuscitamos com Cristo
e deixamos de ser escravos do pecado e
somos feitos servos da justiça,
genuinamente livres, mas ainda não
totalmente, porque ainda nós eh pecamos,
né? Então, a tarefa aqui,
responsabilidade,
eh, não somos robôs. O evangelho exige
uma decisão pessoal e santificação
contínua e exige que nos purifiquemos e
escolhamos permanecer livres. Essa é a
nossa luta constante. Santificação é
exatamente esse entendimento e essa
busca constante de fazer aquilo que é a
vontade de Deus.
Então, a anatomia aqui da liberdade
cristã. João Calvino distingue três
aspectos práticos da verdadeira
liberdade restaurada na vida do cristão.
Agora, entendendo o cristão, eh,
libertação da necessidade de guardar a
lei para obter a salvação. Não é que nós
vamos quebrar a lei, mas nós entendemos
que nós quebramos a lei.
Gente, a ideia é o seguinte. Se nós
quebrarmos um dos mandamentos, nós já
seremos réu de tudo. Aí seremos Só que
eh o se a gente parar para pensar, nós
nunca quebramos só um mandamento.
Percebeu que lá no final, a o último lá
mandamento é não cobiçarás.
Para pensar um pouco.
Quando alguém mata o outro, ah, você
olhar numa condenação, a condenação
seria só pelo
pela morte do outro. Por que que ele
matou o outro?
Com qual intenção que ele matou o outro?
O que que motivou ele matar o outro?
Sempre nós vamos perceber que o ser
humano ele nunca vai ser réu de um só do
do, vamos dizer, de uma quebra de um dos
mandamentos,
né? Ele quebra vários mandamentos porque
se ele matou um, ele já quebrou o
primeiro. Ele já quebrou a a questão de
de eh da sua relação para com Deus,
sabendo que se Deus criou o ser humano,
o único que tem poder sobre a morte e a
vida é Deus. Então ele se intrometeu no
meio,
né?
E ele já ofendeu a Deus. Aí ele quebrou
o mandamento. E qual a motivação? Foi
cobiça ou o que que foi? Por causa do
quê? A gente vai perceber que sempre há
uma uma série. Nunca vai adiantar. Às
vezes eu acho que o ser humano tem uma
perspectiva que o dia do juízo, ele vai
chegar diante de Deus falar assim:
"Senhor, só quebrei um mandamento, são
10.
Poxa vida, tirei nove, senhor.
Lá na escola cinco passava,
então tirei nove. Eu acho que o ser
humano acha que ele tem essa perspectiva
de chegar diante de Deus assim, mas
também nós somos livres do legalismo.
Liberdade com respeito às coisas
exteriores em si mesma eh são
indiferenças. Nós vamos ver o que que é
isso, essa diáfora que a Bíblia usa esse
termo, né, para falar sobre isso. Nós
vamos ver após aqui.
Liberdade para gratidão. Eh, liberdade
para obedecer a lei de Deus
voluntariamente, motivado por amor, não
por medo. Essa é a nossa condição. Nós
lutamos para para
obedecer a lei de Deus por gratidão a
Deus, por aquilo que ele fez por nós em
Cristo Jesus.
Então, livros da escravidão da lei é o
primeiro ponto lá. Essa é a nossa
liberdade básica e essência do
evangelho. Lembra do que Gálatas fala,
né, que é de uma falsa crença,
necessidade de se amoldar a lei. Eh, e o
exemplo foram judaisantes, exigindo
circuncisão para garantir a salvação.
Quando Paulo escreve Gálatas,
tá condenando isso. O povo pregou
evangelho, as pessoas, os gentios, eh,
se converteram a Cristo. Aí vem os
judaisantes que eram judeus que que
tinham crido no cristianismo, certo? Aí
eles vem, mas fala assim: "Ah, tá OK, é
Jesus, mas vocês têm que fazer mais uma
coisinha aí.
Você tem, vocês têm que circuncidar,
senão vocês vão ser salvo, não, né?
Então, a salvação não seria unicamente
em Cristo, é Jesus e mais alguma coisa.
qualquer sistema, né, que você perceba,
mesmo no meio evangélico, que é Jesus,
mais alguma coisa, pode saber que é a
mesma mesma condenação aqui.
Se para você ser crente, você tem que
fazer um um
é um programa, aí você fala assim: "Não,
OK, você já você eh converteu e tal, mas
você tem que subir o morro
de joelho.
Não, OK, você é crente, mas você é um
crente básico.
para você ser um crente plus, aí você
tem que fazer mais uma coisinha. já viu
que vários movimentos na no meio
evangélico sempre é um um uma, vamos
dizer assim, é um deboche da do da do da
cristologia, da obra de Cristo. É sempre
jogando a obra de Cristo no ralo, eh,
falando assim: "OK, tem os crentes,
mas tem os muito crentees, os super
crentes." Paulo Romero escreveu um livro
super crentes, né? Porque sempre foi um
movimento de pessoas, parece que a gente
não se contenta, né? Falar assim: "Olha,
eh, em Cristo Jesus todos nós fomos
libertos do pecado e estamos garantidos
em Cristo Jesus". Aí vem, né, o pecado
do ser humano, fala assim: "Ah,
mas será? Mas todo mundo do mesmo
lugar?"
"Ah, não, eu sou bom de Eu eu tô um
nível acima. Então, o nível acima. Vamos
criar um aí começa as heresias, né? ou
movimentos que vem para tentar eh passar
alguma coisa além daquilo que é a obra
de Cristo. Paulo está atacando isso lá
no eh em Gálatas, tá falando que eles
passaram para outro evangelho que não é
evangelho. Então, a verdade eh verdade
libertadora é que o homem é justificado
pela fé, independente das obras da lei,
que é o que diz Romanos 3:28.
A singularidade cristã. Todas as outras
religiões ensinam a salvação pelo que
fazemos ou sofremos. O cristianismo é a
única mensagem que afirma que somos
salvos pela obediência perfeita de
Cristo em nosso lugar. E lembre-se que é
o cristianismo autêntico, porque em
vários movimentos chamado cristianismo,
as pessoas por causa dessa da própria
natureza pecaminosa,
mérito, essas coisas tudo que nos
humilha, o evangelho ele nos humilha.
eh eh o entendimento, né, da eh humilha
o ser humano de falar: "Olha, ou você
aceita a obra de Cristo que a sua não, a
sua não vale nada, é a obra de Cristo,
mas muitos não vão querer." Então,
chegamos aqui ao legalismo, que a
palavra de Deus usa o termo e a diáfora.
Então, você tem o evangelho e as coisas
indiferentes aqui. O que que é isso?
Então, eh, são coisas exteriores que não
são ordenadas nem proibidas por Deus.
Exemplo, criar eh aí padrões, né? Eu sei
que nós temos o padrão é modéstia, o
padrão, né, de vestimenta é assim, OK?
Mas eh você determinar que crente que é
crente, ele veste
é algodão cru.
Pode ser algodão cru.
eh que foi também cultivado por crente,
tá? E também quem teou, fez a teia, tem
que ser crente, senão não serve. Ou
determinar cores e algumas coisas assim,
determinar essas coisas externas, sabe?
fala assim, ó, o crente de verdade, ele
é assim, a gente tem os os eh tanto é
que na nossa sociedade brasileira eles
têm isso, né? Então, normalmente se eles
tiverem na rua de camiseta, você fala:
"Eu sou crente". Alguns vão falar assim:
"Mas crente, crente usa só camisa e tem
que fechar até o último botão. Se tiver
aberto, você já é mais ou menos".
E é verdade, é verdade. Eh, tinha um um
senhor que sempre me cumprimentava numa
igreja que eu pastoreava. Eu chegava,
toda vez que eu chegava à noite, aí às
vezes estava de camisa e tal, ele me
via, aí me cumprimentava,
né? Paz do Senhor. Eu falava: "Paz do
Senhor."
Um dia ele me viu chegando para jogar
bola com os meninos. Eu não tava de
roupa de social. Fui jogar bola com com
os adolescentes. Eu não estou brincando.
Nunca mais ele me cumprimentou na vida.
Nunca mais. Eu cumprimentava ele de
tudo. Falava boa noite, boa tarde, pai
do Senhor,
nada. Ele virava cara e passava. Porque
para ele, crente, crente, um crente, ele
nunca colocaria um tênis e uma bermuda
para jogar bola, né? Isso são padrões
externos.
Padrões externos. E há um perigo do
legalismo, tá? A imersão aqui de
valores, tornar eh abstenção de coisas
indiferentes, a a eh
a marca essencial de um cristão,
ignorando justiça, misericórdia e fé.
Então, a gente vai ver um afastamento
aqui, barreiras, limite, eh, limitar o
crescimento da igreja, criando regras
culturais, exemplo, impor estética, eh,
ocidental em missões, né, que ofende e
exclu pessoas eh do amor de Deus. Igual
a gente vai para outra, vamos para outro
lá paraa África pregar o evangelho, né?
Aí fala assim: "Olha, eh, vocês não
podem vir com essas roupas para cara
não?
Vocês t que vestir, né, desse desse
jeito. Vocês têm que fazer assim, assim,
né? Eh,
são coisas externas.
uma no
quando eu fui eu fui em Guinébissal e
fui em algumas igrejas pregar,
eh, eu estava observando o culto. A
maior parte do culto é cantado.
Para alguns aqui fala assim: "Poxa vida,
né? E o adoração, contrição, né? Qual
que a liturgia? Mas aí eu eu ficava
perguntando o que que eles estão
cantando.
A forma deles ensinar a Bíblia que a
maior parte não lia
era cantando.
Então o eles estavam fazendo um momento
de contrição, que eles fazem as partes
cantando. Aí eu perguntei pro pro
missionário, traduz para mim, por favor.
Vamos falar a verdade, rapaz. A música
que eles fizeram para confessar o pecado
dá de 10 a zer em muitos que a gente
canta.
de maneira direta eles falando: "Pai,
pecamos contra ti,
não merecemos estar diante do Senhor,
mas tem Cristo." Aí eles ficavam
repetindo isso para as pessoas
aprenderem, porque eles aprendem por
repetição. Mas foi gente do céu, a muito
mais profundo do que muitas vezes
algumas coisas que nós cantamos. Mas aí
você olha para fala: "Não, vocês não
podem fazer assim, não tem que ser
assim, ó". Tá? E também a a as roupas aí
e o jeito de vocês eh dançar quando tá
cantando também não pode não, né?
Presbiteriano não pode dançar, impor
algumas coisas já é da
própria o jeito deles é a gente impor
algumas coisas externas,
tá? e legalismo, puro legalismo, né?
Obrigar as pessoas, igual a gente tem o
trabalho que é lá no nos quilombolas,
né? Os deles às vezes até vê os estudos
aqui. Muitos deles eles é o costume
deles, a forma de chegar de chinelo, de
bermuda no e ali eles estão bem
vestidos,
né? Aí fala assim, ó, não, hoje vai ter
ceia. Você vai lá, coloca uma calça e um
sapato e volta, senão você não pode
participar da ceia. Isso é legalismo
puro. Puro legalismo. A regra de ouro.
Então, a liberdade deve ser exercida
visando a edificação do próximo.
Causa tropeço ao irmão, cristão eh livre
e escolhe abrir mão dela, tá? É o que eh
Paulo vai dizer em Primeiro Coríntios,
quando fala a respeito de comida, né? e
a comida oferecida e tal. Aqui nós temos
um exemplo também, ó, de regras humanas.
Em uma parte do fund eh eh
Hulman cita isso no livro dele, tá? O
fundamentalismo americano, eles estão eh
pro lado de lá assim, proibe álcool de
eh e fumo de forma absoluta, né? Aí é as
regras deles lá. Mas aí eles têm outros
problemas. Aí eles trazem um do lado de
cá e consome eh ambos aqui, mas se
rorizam com jeans e chiclete do o do
lado de cá, né? Então não tem problema
nenhum em algumas partes lá, mas aí
questão exterior apenas de roupa, aí vai
eh muitas vezes se escandalizar, né? Eh,
o bom samaritano suíço, o pastor
europeu, descreveu o samaritano eh
oferecendo ao homem ferido um cigarro,
uma cerveja, um bate-papo, tá?
Eh, aí a gente vai perceber que em meio
a tudo isso, né, em meio a essas
liberdades, essas coisas todas, nós
precisamos nos reger aquilo que a
palavra de Deus diz, tá? Então, use os
dons sem escrúpulos, mas se o uso da
liberdade não edifica o irmão, abra a
mão dela por amor. Abra a mão dela por
amor. Eh, a gente precisa ter esses
testes, né, de legalismo, que muitas
vezes não passa de eh puro legalismo.
Mas livres, então, para gratidão. Se a
salvação dependesse da lei, a menor
falha seria maldição. Viveríamos em
pânico. Como a salvação está garantida,
a lei se torna uma regra de gratidão.
Então, a mentalidade de servo escravidão
compelido pelo medo, ainda escravos
compelido pelo medo, tentar cumprir a
medida exata da tarefa diária, terror de
apresentar
um trabalho eh defeituoso ou incompleto
perante o mestre. A mentalidade de
filho, é adoção,
é impelido pela gratidão,
serve de forma voluntária e alegre.
confiança total de que o Pai aceitará
serviços imperfeitos feitos com amor, se
feitos em Cristo Jesus,
tá? Não é que a gente fala assim, eh,
isso eh, só exemplificando, né? Eu me
lembro de da primeira vez que eu fui
tocar na igreja, eu tocando errado,
antes de eu sacar aquela resposta que um
rapaz veio falar para mim, fala: "Ô,
você a cada cinco notas que você faz,
seis tá errada, né?
Aí já ia falar assim: "Estou fazendo
para Deus". Eu veio na mente. Aí falei:
"Não fala isso não, porque
para Deus você tem que esforçar para
fazer o melhor a cada dia." Então eu só
tô te falando, tá errado e procura fazer
melhor na próxima vez.
Eu falei, tá bom? É isso mesmo. Aí a
próxima vez eu falou: "Agora tá
melhorando,
né?"
Mas é é o entendimento que eh sempre
ouvi isso. A pessoa, vocês lembra que
quem já teve filho, primeira vez que vai
lá na escola, o filho pega e fala assim:
"Vai dia das mães, dia dos pais, aí
chega lá, tá lá toquinho, fala:
"Batinha, quando nasce esparrama pelo
chão, mamãezinha quando dói, põe a mão
no coração." A mãe chora,
fala: "Meu Deus do céu, que que poema
lindo". Ela já viu isso.
Nossa, meu filho é um poeta e declamou
um poema para mim na frente dos outros.
Digamos que foi primeira vez. Aí o
menino tá com já tá lá com uns 15 anos.
Apresentação dia dos pais. Aí o menino
de novo. Batatinha quando nasce
esparrama. Aí a mãe fala: "Não é
possível, meu Deus. 15 anos. Esse menino
não entendeu nada ainda. Eu não tenho
nada de gratidão para ele aprender ou ir
além. Ir além.
Sabe? Essa é a nossa caminhada dia após
dia, tá? Dia após dia, santificação
progressiva, não é? É isso que Deus está
nos levando. Então, liberdade para
obedecer com alegria, impelidos pela
gratidão, não é impelidos pelo medo. Nós
já vimos aqui. Isso aqui diz respeito à
questão da nossa adoção em Cristo. Lá no
catecismo de Heidelberg e diz: "A lei
deixa de ser uma condição para a
salvação e passa a ser a regra de
gratidão pela qual evidenciamos nosso
amor." Tá?
Então aqui indo para o final, esse
paradoxo a lei como esqueleto. É um eh
Paul Brand é um médico, tá? O médico,
esse médico aqui tem um livro dele que é
fantástico, chama Dad Vadador.
Esse médico até hoje ele é famoso no
mundo
porque ele ele eh
cirurgia de mão, os processos ainda foi
todo dele, era um presbiteriano.
Ele atuou na numa parte do Nepal, perto
do Nepal, onde muita gente tinha uma eh
não sei se chama síndrome, mas eh
manifestava aquela doença que a pessoa
perde a capacidade de sentir dor,
tá? E aí ele mostra como é uma tragédia
não sentir dor nesse livro. Mas aí ele
vem falando dessa metáfora que ele vai
falando da ilusão aqui. Os ossos do
corpo humano são duros, inflexíveis, né?
Parecendo o oposto da liberdade macia da
carne, mas a ideia é que sem os ossos
seríamos uma massa imóvel. Os ossos,
então, não são uma jaula, são a
estrutura exata que possibilita o
movimento. Aí faz a aplicação.
As leis de Deus não são correntes, são
esqueleto da realidade. Guardá-las com
gratidão não é voltar à escravidão, mas
ganhar a estrutura necessária para a
verdadeira liberdade. Gente,
em Cristo Jesus, se olharmos aos pros 10
mandamentos, a pergunta é: se nós
lutarmos, se Deus em Cristo Jesus para
cumprir os 10 mandamentos,
nós viveremos melhor nesse mundo ou não?
>> É claro que sim.
É claro. Então, não é algo que nos
amarra. Então, a ideia seria essa aqui,
a metáfora dos ossos, né? A lei não é
oposta à liberdade. Sem ossos seria como
se fosse uma anarquia, né? Sem
estrutura, não há movimento útil. E a
anarquia ela destrói a liberdade. Alguns
acham que anarquia é liberdade. A
anarquia destrói a liberdade, né? Tem de
vez em quando, vem uns aí fala assim:
"Vamos implantar sistema de governo,
anarquia, governo de todo mundo,
implanta para ver. Ele vai ser o
primeiro a pular fora." Fala: "Não, não
gostei, né?" Porque aí ninguém tem eh
não tem espaço, né? Todo espaço é de
qualquer um, né? Não tem mais nada, não
tem estrutura.
Aí a própria pessoa que idealizou isso
fala assim: "Não, eu tô indo lá pro
outro lado, né? Aqui não dá mais. Aqui
não tem jeito não, tá? Então os ossos
aqui a lei de Deus, né? são duros
inflexíveis, mas suportam o peso e nos
liberta para ação e o movimento, ou
seja, a lei perfeita da liberdade. Então
aqui é o arco do histórico redentivo da
liberdade. Lembra-se, na criação posso
não pecar e capaz de não pecar.
Capacidade de escolha, sim. Verdadeira
liberdade, sim, mas com potencial de
perda. Lembra? Lá em Adão vem a queda.
Então não posso não pecarem. Ou seja, o
ser humano na depois da queda não é
capaz de não pecar. Aí a capacidade de
escolha, sim, escolhe voluntariamente o
pecado.
E verdadeira liberdade não tem perdido e
se torna escravo, completamente escravo
do pecado. Vem a redenção em Cristo.
Então posso não pecar? Volta ao estado
da criação lá, ó. Capaz de não pecar.
Eh, capacidade de escolha, sim.
Responsabilidade moral. E a verdadeira
liberdade, sim, genuína, mas ainda
imperfeita. Lembra que nós somos
chamados de santos por causa da de Deus
nos vê lá, mas nós estamos num processo.
Agora olha paraa glorificação.
Seria não posso pecar e, ou seja, não é
capaz de pecar. Eh, capacidade, sim, em
perfeita harmonia com Deus e a
verdadeira liberdade, sim, total e
perfeita. Então, esse estágio, perceba
que da glorificação,
ele é diferente do estado da criação em
Adão.
Em Adão, tá? aquilo que Deus fez. Lembra
que Paulo repete várias vezes que por
meio do pecado, por meio de um homem
entrou o pecado no mundo. Mas aí ele
fala de Cristo como segundo Adão, mas
mostra que o segundo Adão não pode na na
sua obra ser comparado com a obra do
primeiro Adão. Essa obra do segundo
Adão, que é Cristo, é muito maior do que
a obra do primeiro Adão.
E ela vai nos levar a esse ponto, tá?
Então aqui a verdadeira liberdade
aperfeiçoada.
Somente na vida por vir nossa liberdade
será perfeita. Não posso pecar. Sem
obstáculo da fraqueza, doença ou da
presença do pecado, receberemos corpos
espirituais governados inteiramente pelo
espírito. O paradoxo final resolvido.
Essa liberdade perfeita será expressa
como serviço absoluto na nova terra.
Seus servos o servirão, como diz
Apocalipse 22:3.
Mas esse serviço é a própria
manifestação da glória. Jorge Manterson,
ele fala: "Toma a minha espada e me
farás um vencedor. Faz de mim um cativo
e me tornarás livre, Senhor." Esse é o
paradoxo agora no Evangelho. E por fim,
aqui liberdade é serviço e amor. Então o
cristão é um Senhor completamente livre
de todos. submisso a ninguém, mas um
cristão é um servo completamente
submisso a todos e sujeito a todos, né?
Então, liberdade para o próximo, eh, não
alcançamos a liberdade no isolamento,
mas na vida com os outros. E essa canção
do mesmo Jorge Maton, ele fala: "Faz de
mim um cativo e me tornarás livre,
Senhor". Esse é o verdadeiro paradoxo da
liberdade. Quando nos tornamos cativos
de Deus em Cristo Jesus, aí
experimentamos
verdadeira liberdade,
tá? Então, espero que tenha ficado claro
que normalmente as terminologias que
muitos usam como livre arbítrio, ela não
eh ela não se sustenta à luz da palavra
de Deus. Amém. Nós vamos orar mais uma
vez.
Senhor nosso Deus, nós queremos te
agradecer, ó Deus, pela tua palavra.
Pedimos que a tua palavra lida possa
ficar gravada em nossa mente e em nosso
coração. Pai, nos abençoe, nos dê uma
boa noite de descanso. Abençoe a todos
aqueles, ó Deus, que também nos
acompanham à distância e aqueles que
estão aqui presentes. Que a bção do
Senhor esteja sobre todos nós e que
possamos nos alegrar, ó Deus, por aquilo
que o Senhor está fazendo em nós por
meio de Cristo Jesus. Que nós possamos
aguardar, ó Deus, com esperança,
ó Deus, e com ansiedade o dia de Cristo
Jesus, onde nós seremos completamente
restaurados, ó Deus, glorificados
e viveremos eternamente contigo. Nos
abençoe, ó Deus, e a nossa oração em
nome de Jesus. Amém. Que Deus os
abençoe, nos dê uma boa noite de
descanso em nome de Jesus.

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