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A fé vem pelo ouvir

A Canção no Vale da Confusão – 2 Crônicas 20.1-31 | Jônatas Hübner | IBNU

A Canção no Vale da Confusão – 2 Crônicas 20.1-31 | Jônatas Hübner | IBNU

A Canção no Vale da Confusão – 2 Crônicas 20.1-31 | Jônatas Hübner | IBNU

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Você já se viu numa situação em que uma
batalha se arma na sua vida e você já
olhou para aquela dificuldade, aquela
luta e pensou: "Ixe, já perdi?" Não tem
saída, não tem escapatório?
Essa é a situação que nós vamos ver no
segundo livro das Crônicas, capítulo 20,
a história de um rei chamado Josafá. Eu
convido você [música]
a prestar atenção comigo aqui sobre o
tema A canção no Vale da confusão. Como
que Deus pode transformar a nossa
realidade se nós simplesmente voltarmos
os nossos olhos [música] para ele e o
adorarmos? Vem comigo nessa trajetória e
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ser um canal de bção na vida [música] de
muitas pessoas.
Seja muito bem-vindo a mais um momento
de reflexão aqui no canal da IBNU. Nesse
mês em que nós enfatizamos
como deve ser o nosso espírito adorador,
como nós devemos focar a nossa vida para
que ela se transforme em uma vida de
adoração, uma vida que está sempre
conectada com Deus, com o seu propósito,
com aquilo que ele quer que nós façamos
e principalmente lembrando de tudo
aquilo que ele já fez por nós. Por isso,
nessa, nesse momento, eu convido você a
acompanhar comigo um trecho muito
interessante da palavra de Deus sobre um
período de batalha, sobre um período de
guerra que vai acontecer lá já depois
que o reino de Israel, o reino Davídico,
né, no caso Saul, é quem começa esse
reino embrionário. Depois com Davi ele é
unificado, ele é expandido. Salomão,
levando as suas extensões ao poder, ao
limite máximo que ele poôde ocupar ali
naquela região do Oriente Médio. E logo
depois de Salomão, nós temos já uma
divisão, uma divisão que acontece ali
por conta de uma forma meio ruim de se
expressar do seu filho Roboão, que
colocou um peso ainda maior sobre a
população de Israel. E ela se revolta.
10 tribos saem dessa união tribal que
ainda estava bastante incipiente,
bastante eh dificultosa ali e se unem a
Jeroboão como seu líder. E aí a história
vai contar, tanto no livro dos Reis como
no livro das Crônicas, o desenrolar
dessa relação dos povos, principalmente
reinos do norte e do sul, com esse Deus
que os resgatou do Egito, que os deu à
terra e que simplesmente pedia
obediência nos seus preceitos, na forma
de como eles deveriam se encontrar com
ele. E aí a gente vai falar sobre a
canção no Vale da Confusão, que é uma
história muito interessante que acontece
no reino do sul, reino de Judá. no
período, logo no início do período da
monarquia. A gente vai falar sobre isso
já já. Mas o que que a gente vai
perceber aqui? Quando a gente vai
analisar o texto bíblico, a gente
precisa entender que trecho da Bíblia
nós estamos analisando, de onde eh esse
trecho está falando, ou seja, no período
eh cronológico que esse texto está
falando, mas principalmente o momento em
que esse texto é produzido, o momento em
que esse texto é gerado para influenciar
aquele povo. Obviamente, quando a gente
vai falar de livros, vai falar de
literatura, você pensa, por exemplo, que
os grandes autores da nossa época e do
nosso tempo, eles não estão escrevendo
para a população de 200 anos atrás, de
100 anos atrás, eles estão escrevendo
pra população de hoje e muitos deles
tentando escrever algo que vai impactar
as próximas gerações também. Não é
diferente no texto bíblico. O autor do
livro da da do documento que a gente vai
avaliar, seja qual for ele, você pode
pegar, por exemplo, as cartas do
apóstolo Paulo, você pode pegar os
Evangelhos, né? Tem um trecho no
Evangelho de João que é muito
interessante ali quando Jesus está
orando pelos seus discípulos e ele faz
questão de registrar um pedaço dessa
oração de Jesus dizendo: "Eu não oro
apenas por esses, mas eu oro também por
todos aqueles que vão acreditar em mim
ou na palavra que esses estão falando
através do Espírito Santo." Então, eh,
João registra, ou seja, não apenas um
documento para a sua época, mas para
todas as épocas posteriores, mostrando
que Jesus também orou pelas gerações
posteriores. E aí, quando a gente vai
avaliar essa história que nós vamos ver
hoje, a gente precisa entender isso e
ter isso muito claro na nossa mente.
Quem é o autor? Já temos uma dificuldade
aí. Nós estamos falando do livro das
crônicas. E as crônicas são a segunda
vez que a história dos reis é contada.
Você tem o livro dos reis. Normalmente
nas nossas bíblias, o livro dos Reis e
das Crônicas, eles são sequenciais, não
são concomitantes. Você tem Primeiro
Reis, Segundo Reis, Primeiro Crônicas,
segundo Crônicas. E quando você vai
lendo na sequência dos livros do índice
da Bíblia, muitas vezes você se
pergunta: "Mas por que que eles estão
repetindo essas histórias? Por que que
eles estão contando essas histórias de
novo? Talvez você nunca parou para
pensar nisso. Talvez você nunca parou
para avaliar por que a história do rei
A, B, C, D, é contada tanto no livro dos
Reis como no livro das crônicas. Talvez
você tenha até algum conhecimento da
época, sabe que material de escrita não
era tão comum assim, não era tão fácil
você encontrar papéis como hoje a gente
vai numa grande loja de departamentos de
informática e de escritório e compra
aquelas famosas resmas de papel A4
chamado de sulfit também. Você tem papel
ali para você escrever o que você
quiser, reaproveitar papel que imprimiu
errado, aí você leva pro seu filho fazer
desenho. Você tem vários materiais hoje
que estão disponibilizados com uma
facilidade enorme. E naquela época não
era assim, não era tão fácil você
escrever. Então, por que que eles vão
contar a mesma história duas vezes?
Então, vale a pena a gente parar um
pouquinho aqui e pensar no motivo que
que nos nos faz pensar na existência do
livro das Crônicas. Nós já tínhamos o
livro dos reis, já contava a história
até o último rei do reino de Judá, que
vai falecer ali e no período, vai ser,
na verdade, levado, né, pelos pelos
babilônios, que é o rei eh Joaquim e
Zedequias. São os dois últimos que
aparecem ali na história de Judá. E
antes disso, você vai ter o último rei
do período
ah do reino do norte, que vai acontecer
ali por volta do ano 722. de último rei
sendo o rei Oséas, que vai ser levado
cativo. Isso está lá em Segundo Reis,
capítulo 17. Vai contar essa história.
Quando o reino do norte vai deixar de
existir, os assírios vão levar cativa a
liderança do reino do norte. Então, por
que crônicas? Por que que Crônicas
reaparece? Para começar, a maioria dos
estudiosos vai entender que Crônicas ele
é um livro pós-esílico, ou seja, o povo
já tinha sido levado para o exílio e
agora o povo tinha sido autorizado a
retornar. para a terra de Israel. E
lembre qual foi um dos grandes problemas
que aconteceu no período antes do
exílio. Foi um problema de terra, de
posse. O as tribos estavam alocadas nos
seus territórios. Inclusive, há um uma
lei muito importante na Torá, que alguns
estudiosos, inclusive estudiosos judeus,
vão falar sobre isso, que não estava
sendo respeitado, era o famoso ano do
jubileu. Se você for pensar,
a cada 6 anos de produção da Terra, o
sétimo ano era um ano de deixar a terra
descansar. Isso tá descrito lá nas
regras na Torá. Isso está determinado
por Deus. Moisés passou isso pro povo. E
ali quando você juntava sete conjuntos
de 7 anos, o 7 x 7 dá 49. Então você
tinha 7 x 7 49. Esse 49º
ano também era um ano de descanso da
Terra. Era o último período dos sete
períodos de 7 anos. O último ano, o ano
que vinha depois desse era o ano número
50. Então, quando completava 50 anos,
era determinado decretado o ano do
jubileu, que era mais um ano de descanso
da Terra. Mas não apenas isso, era um
ano da [roncando] reestruturação,
restauração de todas as características
ou todas as formações ali do povo.
Então, por exemplo, se você tinha
vendido o seu território para alguém
para pagar uma dívida porque ficou
precisando de recurso, no ano do
jubileu, o território voltava para você.
E ali o texto bíblico vai ser muito
claro. Por que Deus falando para o povo?
Porque quem é o dono da terra sou eu,
não são vocês. Vocês não têm a posse da
terra, vocês têm a ocupação. Eu permito
vocês ocuparem esse território, que
vocês sejam férteis nesse território,
que vocês produzam nesse território, mas
nunca se esqueçam, o território é meu. E
a prova disso, de que o território era
de Deus, está justamente no fato de que
quando o povo continuamente rompeu com
os preceitos de Deus, Deus falou: "Saiam
da minha terra". mandou todos eles para
o cativeiro, mandou eles para o exílio.
Então, esse ano do jubileu não estava
sendo respeitado nem em Israel, nem em
Judá. E aí essa quebra constante dos
preceitos de Deus vai chegar ao ponto em
que Deus fala: "O meu juízo vai cair
sobre vocês. Não adianta mais quererem
mudar a trajetória de vocês." Isso vai
acontecer na história, por exemplo, de
Ezequias, na história de Josias, que são
dois reis do reino do sul, que são os
reis que retornam aos preceitos de Deus
para poder tentar fazer o povo voltar
para tudo isso. E não adianta, o povo
continua se misturando com os cultos
pagãos do seu ao seu redor, continua
rompendo os preceitos de Deus e Deus
traz o juízo. Primeiro no reino do norte
com os assírios, depois no reino do sul
com os babilônios para encerrar o
período monárquico de Israel. E aí, por
que é importante o livro das Crônicas?
Como a gente falou, esse é um livro
pós-es exílico e ele tem um objetivo
muito claro, né? Ele era um só livro
originalmente, ele era um rolo só, não
tinha primeiro crônicas e segundo
crônicas, mas ele vai ser dividido na
época da tradução grega, quando a
septoaginta, famosa tradução do da
Bíblia hebraica para o grego, ela vai
tanto dividir o rolo de reis como o rolo
das crônicas em dois tomos para que
ficasse mais fácil manuseio e tudo mais,
né? E a datação é por volta do ano 450,
425, já depois que o povo voltou à Terra
e está lá ocupando a Terra. Então você
começa a entender o motivo. O livro dos
Reis ele tinha uma certa atenção focada
no reino do sul. A maioria dos
estudiosos entende que é um livro
escrito por Jeremias, o profeta. E ele
escreve isso para registrar o motivo
pelo qual o povo perdeu a terra. Então
ele escreve todos os reis e tudo que
esses reis fizeram. E aí nesse caso do
livro das Crônicas, alguns eh estudiosos
atribuem até a Esdras. Esdra seria o
responsável pela produção desse conteúdo
aqui. E essa que é uma grande questão,
porque o livro das crônicas fazia parte
desse grande rolo pós-esílico que vinha
de Esdras, Neemias, Ester e as Crônicas.
Então ele fazia parte desse conjunto
desses livros históricos pós-esílicos,
todos escritos para um povo que retorna
e precisa de uma nova identidade. Eles
perderam a identidade nacional porque
passaram 70 anos no exílio. E agora eles
não precisam apenas da informação a
respeito dos reis, mas de uma união
desse povo eh como um todo. E é
interessante porque a o cronista, aquele
que escreve as crônicas, ele vai
utilizar uma expressão muito importante
chamada col Israel, que é todo Israel.
Ele utiliza essa expressão em vários
momentos, em várias partes do livro. Ele
narra com um tom integrador. Não há mais
reino do norte e reino do sul. Não há
mais essa divisão territorial, tribal,
como havia antes. Há um todo. Há um
Israel unificado. E a ideia eh que essas
tribos agora, que inclusive incluem as
tribos do norte, não estão mais
divididas, fazem parte agora de um todo.
alguns autores como Sarah Jaffet e Gary
Copners, eh, eles identificaram aqui
esse projeto teológico pastoral do livro
das Crônicas, ou seja, é uma ação
deliberada de unidade nacional. A ideia
é que nas crônicas o autor está tentando
trazer essa unidade de volta. Parem de
pensar no modo tribal. Passem a pensar
agora como um povo, como todo, como uma
nação única. E aí você tá vendo esse
mapa que aparece para você, na verdade é
como se fosse uma linha do tempo, onde
aparecem na parte de cima, nessa linha
verde, todos os reis do reino do sul e
na parte de baixo, nessa linha mais
vermelha, todos os reis do reino do
norte. É muito importante a gente ver
aqui, porque se você olhar logo lá em
cima, você tem Davi, aí você tem uma
tentativa de usurpação do trono por
Absalão e Salomão entrando como rei.
Depois Adonias, ele vai tentar usurpar o
trono de Salomão, mas ele não vai chegar
nem a ocupar o trono, não vai reinar,
vai ser eh eh descartado. E no final da
sua vida, Roboão ali vai ser ungido rei
depois de Salomão. Aí você tem no reino
do nor do reino do sul, Abias, Asa, que
Abias reina muito pouco, depois você tem
Asa, que tem um reino um pouco mais
extenso, e Josafá, esse é o rei que nós
precisamos focar hoje, que nós vamos
falar sobre a história dele. Depois você
tem todo o desenrolar da cadeia real aí
dos reinos do norte e do sul, acabando o
reino do norte com Oséias, quando o
Salmanzer, o rei da Síria, no nono ano
do reinado de Oséias, leva Israel para o
cativeiro, como tá descrito lá no livro
do Segundo Reis, a gente já mencionou
isso. E lá no final, Zedequias, né, ou
seja, o rei Nabuco Donozor, no 11º ano
de Zedequias, vai levar Judá para o
cativeiro de Babilônia, final ali do
livro dos Reis, Segundo Reis 25, vai
narrar essa história pra gente. Então,
quem é Josafá? Josafá é o quarto rei da
divisão, é o quarto rei do reino do sul
depois do período da divisão. Então você
tem Roboão, que reina de 931 a 913,
Abias, que reina apenas 3 anos de 913
até 910. E aí você tem Josafá, que vai
reinar por volta eh depois de Asa, né?
Asa, que reina de 910 até 872
e Josafá vai reinar de 872 a 848.
Existem algumas tabelas que você pode
encontrar aí na internet falando sobre
quais reis são positivos e quais reis
são negativos. Josafá é um dos reis que
a Bíblia vai declarar que fez aquilo que
o Senhor aprova, fez aquilo que o seu
pai Davi fez também. Então ele é um dos
reis aprovados por Deus e ele pratica
reformas religiosas. Ou seja, segundo
Crônicas, capítulo 17, já vai falar
sobre isso. Ele eliminou os lugares
altos e enviou levitas para ensinar a
lei em todas as cidades de Judá. Ele foi
um rei comprometido com a instrução
bíblica do povo, algo que havia se
perdido nos nos reis anteriores. Os reis
anteriores haviam esquecido o texto da
lei e eles não ensinavam a lei ao povo.
Então Josafá aparece aqui como esse rei
que vai reensinar, vai re fazer o povo
reaprender os preceitos que a lei
afirmava. E ele tem um contemporâneo
muito famoso, que é o famosíssimo Acabe.
Acabe casado com a famosa Jezabel, que
vai ser citada lá em Apocalipse também
vai fazer coisas terríveis no reino do
norte, o rei Acabe. E Josafá vai estar
aqui no reino do sul. Ele vai fazer uma
aliança político-matrimonial com o reino
do norte, ou seja, o seu filho, que é
Georão, que vai ser o rei que vai o
suceder, vai se casar com Atalia, que é
filha do rei Acabe, e vai criar uma
tensão ali que o próprio cronista vai
registrar com muito cuidado, porque
lembre, ele não tá querendo mais causar
essa divisão tribal. Então, ele precisa
mostrar para o povo que eles precisam
estar unidos. E ele é um rei que busca o
Senhor. Ou seja, três vezes o cronista
vai afirmar que Josafá buscou o Senhor
lá em Segundo Crônicas 17, no capítulo
19 e no capítulo 20, que é o capítulo
que nós vamos tratar aqui. Esse padrão
narrativo, prepara o leitor para o que
vai ocorrer nesse capítulo 20, que é
algo muito importante para a gente
entender. Então vou convidar você a me
acompanhar a leitura desse texto,
capítulo 20 do segundo, do livro de
segundo Crônicas diz o seguinte: "Depois
disso, os moabitas, os amonitas, com
alguns dos meonitas entraram em guerra
contra Josafá. Então informaram a
Josafá: "Um exército enorme vem contra
ti de Edom do outro lado do Mar morto.
Já está em Aazon Tamar, isto é, em
Guede. Enged, só uma pequena pausa aqui,
é o lugar tradicional do de onde Davi se
escondeu de Saul nas cavernas. Ele entra
numa caverna e se esconde com os seus
seguidores lá, chamados até de homens
livres, homens vadios, né? Tem umas
traduções que fazem dessa forma. E Davi
tá escondido dentro da caverna quando
Saul vai aliviar o seu ventre dentro da
caverna. E Davi corta um pedaço do manto
real e depois exibe para Saul, dizendo:
"Eu poderia ter te matado, mas eu não
vou tocar com na no ungido do Senhor.
Não vou avançar contra o ungido do
Senhor." É exatamente nessa região,
muito próxima, inclusive ali um pouco ao
sul de Jerusalém, eles já estavam com os
exércitos ali naquela posição que de um
lado você tem a cadeia montanhosa da
Judeia e do outro lado você tem o Maro,
famoso, Mar Salgado. É uma região
estreita que eles passam muito apertados
ali. Alarmado, Josafá decidiu consultar
o Senhor. Mais uma vez, Josafá
consultando o Senhor e proclamou um
jejum em todo o reino de Judá.
Reuniu-se, pois, o povo vindo de todas
as cidades de Judá, para buscar a ajuda
do Senhor. Josafá levantou-se na
Assembleia de Judá e de Jerusalém, no
templo do Senhor, na frente do pátio
novo, e orou: "Senhor, Deus dos nossos
antepassados, não és tu o Deus que está
nos céus? Tu dominas sobre todos os
reinos do mundo. Força e poder estão em
sua em tuas mãos, e ninguém pode opor-se
a ti. Não és tu, o nosso Deus, que
expulsaste os habitantes desta terra
perante Israel, o teu povo, e a deste
para sempre aos descendentes do teu
amigo Abraão?
Eles a têm habitado e nela construíram
um santuário em honra ao teu nome,
dizendo: "Se alguma desgraça nos
atingir, se o castigo da espada, seja a
peste, seja a fome, nos nós nos perdão,
seja o o castigo da espada, seja a
peste, seja a fome, nós nos colocaremos
em tua presença diante deste templo,
pois ele leva o teu nome e chamaremos a
ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e
nos salvarás. Mas agora estão aí os
amonitas, os os moabitas e os habitantes
dos montes de Seir, cujos territórios
não permitiste que Israel invadisse
quando vinha do Egito. Por isso, os
israelitas se desviaram deles e não os
destruíram. Vê agora como estão nos
retribuindo ao virem expulsar-nos da
terra que nos deste por herança. Ó nosso
Deus, não irás tu julgá-los? Pois nós
temos força, pois nós não temos força
para enfrentar esse exército imenso que
vem nos atacar. Não sabemos o que fazer,
mas os nossos olhos se voltam para ti.
Todos os homens de Judá, com suas
mulheres e os seus filhos, até os de
colo, estavam ali de pé diante do
Senhor. Então o espírito do Senhor veio
sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto
de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de
Matanias, levita e descendente de Asaf,
no meio da assembleia. Ele disse:
"Escutem todos os que vivem em Judá e em
Jerusalém e o rei Josafá, assim diz o
Senhor a vocês: Não tenham medo, nem
fiquem desanimados por causa desse
exército enorme, pois a batalha não é de
vocês, mas de Deus. Amanhã desçam contra
eles. Eis que virão pela subida de Zis,
e vocês os encontrarão no fim do vale,
em frente do deserto de Jeruel. Vocês
não precisarão lutar nessa batalha.
Tomem suas posições, permaneçam firmes e
vejam o livramento que o Senhor dará, ó
Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem
desanimem. Saiam para enfrentá-los
amanhã, e o Senhor estará com vocês.
Josafá prostrou-se com o rosto em terra,
e todo o povo de Judá e de Jerusalém
prostrou-se em adoração perante o
Senhor. Então, os levitas, descendente
dos coatitas e dos coreítas,
levantaram-se e louvaram o Senhor, o
Deus de Israel, em alta voz.
De madrugada partiram para o deserto de
Tecoa. Quando estavam saindo, Josafá
lhes disse: "Escutem-me, Judá e povo de
Jerusalém, tenham fé no Senhor, o seu
Deus, e vocês serão sustentados. Tenham
fé nos profetas do Senhor e terão
vitória. Depois de consultar o povo,
Josafá nomeou alguns homens para
cantarem ao Senhor e o louvarem pelo
esplendor de sua santidade, indo à
frente do exército, cantando: "Dem
graças ao Senhor, pois o seu amor dura
para sempre". Quando começaram a cantar
e entoar louvores, o Senhor preparou
emboscadas contra os homens de Amom, de
Moabe e dos montes de Seir, que estavam
invadindo no Judá, e eles foram
derrotados. Os amonitas e os moabitas
atacaram-os do monte de Seir para
destruí-los e aniquilá-los. Depois de
massacrarem os homens de Seí,
destruíram-se uns aos outros. Quando os
homens de Judá foram para o lugar onde
se de onde se avista o deserto e olharam
para um imenso exército, viram somente
cadáveres no chão. Ninguém havia
escapado. Então Josafá e os seus
soldados foram saquear os cadáveres e
encontraram entre eles grande quantidade
de equipamentos e de roupas e também
objetos de valor. Passaram três dias
saqueando, mas havia mais do que eram
capazes de levar. No quarto dia se
reuniram no vale de Beraca, onde
louvaram o Senhor. Por isso, até hoje
esse lugar é chamado de Vale de Beraca.
Depois, sob a liderança de Josafá, todos
os homens de Judá e de Jerusalém
voltaram alegres para Jerusalém, pois o
Senhor os enchera de alegria, dando-lhes
vitória sobre os seus inimigos. Entraram
em Jerusalém e foram ao templo do
Senhor, ao som de liras, arpas cornetas.
O temor de Deus veio sobre todas as
nações quando souberam como o Senhor
havia lutado contra os inimigos de
Israel. E o reino de Josafá manteve-se
em paz, pois o seu Deus lhe concedeu paz
em todas as suas fronteiras. É
interessante a gente avaliar aqui o que
que tá acontecendo e como nós podemos
aprender com essa história. Primeiro
você tem uma nação que não tem mais o
esplendor dos reis anteriores, como
Davi, como Salomão. Você tinha na época
de Salomão, por exemplo, paz. Salomão
não enfrentou batalhas, guerras. O
texto, inclusive lá de Samuel vai dizer
que num período da da da do reinado
dele, Deus havia dado paz em todas as
suas fronteiras. Deus havia dado paz a
Davi de todos os seus inimigos. Essa paz
perdura no período de Salomão. Só que
quando os reinos se dividem, que é
depois do período de Salomão e período
de Roboão, as nações vizinhas começam a
perceber o enfraquecimento desse
exército. E eles começam a perceber que
[limpando a garganta]
todo aquele esplendor e aquela glória
que eram narradas do período de Davi e
Salomão estão à disposição. Ou seja, as
riquezas, o ouro, a prata do templo,
tudo aquilo que estava acumulado nas
principais cidades e principalmente em
Jerusalém, poderia ser saqueado, porque
eles não tinham mais o mesmo exército,
não tinham a unidade nacional que havia
anos anteriores. Então você tem uma
crise muito grande nesse período que vai
estimular as nações vizinhas a atacarem
Israel, sem falar que o reino do norte
já estava se envolvendo com batalhas com
os povos da os famosos arameus, que é da
região de Padã, Arã, chegando até
incomodar os assírios. Então, o texto
bíblico vai mostrar como isso vai se
desdobrar e as alianças políticas que
estavam acontecendo nesse período. E aí
o que que acontece? Você tem aí uma
notícia que chega aos ouvidos de Josafá.
Os moabitas, os amonitas e os habitantes
de Seí, que são chamados aqui de
meonitas, eles estão descendo, né? E aí
você tem que entender um pouco da
geografia. Você tem aqui a a território
central de Israel, que é onde está
Jerusalém, nas montanhas centrais de
Israel. E você tem um grande vale aqui,
que é o Vale do Mar Morto, a região mais
baixa da terra. O topo aqui na a a flor
da água do Mar Morto está 438 m abaixo
do nível do mar. Só que do lado de cá
você tem uma outra cadeia montanhosa que
é a região do platô de Moabe. São a
região das terras altas de Moabe. Então
eles vêm, eles descem esse território,
dão a volta no Mar Morto e começam a
subir pelo vale na direção de Jerusalém
com a intenção de atacar a capital
Jerusalém. E Josafá, ele é avisado
disso. E aí tem uma palavra muito
importante no hebraico chamada iaré, que
é a palavra temor. E diz o texto aqui no
verso 3 que Josafá está alarmado. A
palavra hebraica seria temendo. Está com
temor e tem esse essa ideia também de
reverência, né? Não apenas temor, mas
reverência também. Então, Josafá, ele se
encontra nessa situação de extremo temor
e ele olha paraa situação dele e fala:
"Não tenho para onde ir, não tenho
saída, não tenho o que fazer". E quando
a gente coloca a nossa vida em
perspectiva, muitas vezes a gente se
encontra nisso. A gente se encontra numa
situação, numa circunstância que a gente
parece não encontrar saída. tá vindo um
exército grande contra mim, seja um
exército que eu mesmo provoquei. Ou
seja, você pode estar aí enfrentando
dificuldades financeiras, pode estar
enfrentando lutas emocionais, lutas de
relacionamento, que talvez você mesmo é
o causador disso, mas a realidade não
muda. Você está vendido, vencido nessa
batalha antes mesmo dela começar. É
assim que Josafá se sente. Ele olha para
aquele exército, ele ouve falar, ele tá
desesperado.
Gente, como assim? Moabe, Amon e os
homens habitantes de Seí se uniram
contra a gente. Não tem como a gente
lutar contra eles, não tem como a gente
vencer. São esses povos que estão ali a
leste, né, cada vez mais próximos,
orientais ali, todos na região sul. E
tem uma questão muito importante e
interessante aqui, que essas regiões
elas eram uma regiões que não tinham
tanta disponibilidade de água como
Israel tinha, como tinha, por exemplo, o
Vale do Jordão, a cidade de Jericó, que
tinha uma fonte, toda essa região é
muito interessante de ser tomada. Então,
esses povos estão avançando e Josafá
está ali tremendo de medo. Mas é muito
importante a gente lembrar dessa
palavra, essa esse termo iaré, porque
ele vai abrir essa moldura, se a gente
for pensar numa moldura desse texto que
nós lemos, porque ele abre dizendo que
Josafá está amedrontado, aterrorizado,
alarmado, como o texto da NVI vai trazer
aqui. E lá no final, no verso 29, vai
dizer que as nações receberam o temor de
Deus. E é a mesma palavra, é o mesmo
Iaré. O Iaré que estava com Josafá vai
passar para as nações vizinhas quando a
gente vai ver o desfecho dessa história.
Mas aí tem uma decisão muito importante
de Josafá aqui. Josafá está amedrontado,
está alarmado, está temeroso. O que que
Josafá faz? Sai correndo, sobe no
jumento e sai pelo meio do deserto. Vou
embora daqui, não quero saber disso.
Foge dos seus problemas.
Josafá decidiu consultar o Senhor.
Quantas vezes nós nos encontramos em
situações de luta, de dificuldade, de
desespero muitas vezes e esquecemos de
consultar o Senhor, esquecemos de
colocar a situação perante o Senhor.
E a nossa vida, ela vai ser pautada por
essas decisões.
Não que a gente vai ter todos os
desfechos favoráveis toda vez que a
gente consultar o Senhor.
A história que nós vimos aqui é uma
história de vitória e uma vitória muito
especial. Mas muitas vezes Deus vai
permitir a derrota.
Não porque ele é um Deus sádico, cruel,
mas ele é um Deus amoroso que ele quer
ensinar alguma coisa, ele quer mostrar
alguma coisa. Ele permitiu que o povo
perdesse o seu território
justamente porque ele não queria o povo
envolvido com práticas ruins, nefastas,
práticas pagãs dos povos vizinhos.
Ele fala: "Eu vou ter que tirar vocês
daí para vocês aprenderem que eu sou um
senhor".
zeloso. Então, na minha vida e na sua
vida, quando nós estamos em situações de
luta, de calamidade, de dificuldade, de
temor, a nossa primeira atitude precisa
ser vamos
consultar
o Senhor. E é isso que Josafá faz aqui.
Essa lógica desse texto que o cronista
faz questão de registrar é muito
importante. Primeira resposta de Josafá
Almedo não é uma resposta estratégica.
Como que eu posso armar o meu exército
aqui para combater esse exército enorme
que tá vindo contra mim? Ela é uma
expressão litúrgica, ou seja, ele ele se
volta para o seu Deus, ele presta um
culto ao seu Deus, ele adora o seu Deus.
Porque consultar o Senhor também é
adoração, também é o reconhecimento de
que nós não somos nada e Deus é tudo, o
nosso Senhor é tudo. E aí quando a gente
tem esse tipo de performance, esse tipo
de de prática, esse tipo de ação, nós
estamos dizendo não apenas para os
outros, mas para nós mesmos, aquilo que
o Senhor responder para mim é
suficiente.
O que o Senhor decidir fazer é
suficiente, porque eu confio e eu adoro
o meu Deus.
É muito interessante a gente perceber
isso na trajetória, por exemplo, do
apóstolo Paulo, porque o apóstolo Paulo
vai falar isso em algumas vezes, mas na
segunda carta aos Coríntios, ele fala
isso com todas as letras, quando ele vai
dizer, por exemplo, que o ministério que
ele possui aqui é o ministério da
reconciliação. Ele foi mandado para
reconciliar as pessoas com o seu Deus,
mas que ele não tinha medo das provações
porque Deus o sustentava em todas as
coisas.
Então, essa lógica que nós precisamos
aplicar na nossa vida, que nós
precisamos colocar em prática, é uma
lógica difícil. Eu admito que ela é uma
lógica difícil, mas ela é uma lógica
necessária. Nós precisamos entender
que não há outro lugar melhor para nós
estarmos que não seja a presença do
nosso Deus, que não seja estarmos
consultando ele em todos os momentos, em
todas as dificuldades. E não porque nós
temos, nós somos, como a gente pode
dizer no, na no linguajar, como nós
somos meninos mimados, chorões, que
vamos o tempo todo ficar incomodando.
Ele que pede isso. Ele está à
disposição, ele está querendo nos ouvir.
E nós, na nossa tentativa pessoal de
suplantar, de ultrapassar as nossas
dificuldades, ficamos com essa lógica
deturpada de que nós somos capazes de
resolver os nossos problemas.
Deus pode até usar a nossa própria
capacidade para resolver os nossos
problemas. Ele ele é capaz de fazer
qualquer coisa. Mas ter Deus do nosso
lado nos momentos de luta, dificuldade
faz toda a diferença. Porque mesmo que
essa luta e essa dificuldade ela venha a
nos derrotar, Deus nos sustentará até na
derrota, como ele fez com Israel no
período em que Israel foi levado para o
exílio e para o cativeiro. E aí o que
que nós vemos? Nós temos um lamento que
depois vira uma expressão de fé. Ele vai
demonstrar aqui nos na na sua própria
fala, no seu próprio discurso.
Senhor, Deus dos nossos antepassados,
não és tu o Deus que está nos céus? Tu
não dominas sobre todos os reinos do
mundo. Força e poder estão em suas mãos,
e ninguém pode opor-se a ti. Essa é a
fala dele. Se alguma desgraça nos
atingir, nós nos colocaremos em tua
presença diante deste templo. Aqui eu tô
fazendo um grande resumo do texto, né?
Clamaremos a ti em nossa angústia e tu
nos ouvirás e nos salvarás.
E aí o verso 12 ele diz: "Ó nosso Deus,
não irás tu julgá-los, julgar esse povo
que está vindo aí, esse exército que tá
vindo?" E ele admite a sua angústia, a
sua pequeneza, a sua fraqueza, dizendo:
"Pois não temos força
para enfrentar esse exército imenso que
vem nos atacar. Não sabemos o que fazer,
mas os nossos olhos se voltam. para ti.
Olha o o nível de franqueza e de
vulnerabilidade que Josafá se encontra.
Josafá admite: Deus, nós não sabemos o
que fazer. Uma coisa eu sei, Deus, eu
sei que eu não tenho forças para
enfrentar essa luta e essa dificuldade,
mas eu vou fazer uma coisa. os meus
olhos vão se voltar para ti. Essa é uma
resposta de adorador.
Essa é uma resposta de quem entende a
sua circunstância e a sua situação. É
interessante a gente perceber que esse
trecho que está sendo descrito aqui, ele
é um trecho tradicional de uma estrutura
de lamento. Primeiro, eh eh ele faz um
apelo ao caráter de Deus. Ele diz quem é
esse Deus. Ele trazendo na memória os
atos de Deus, ou seja, as coisas que
Deus fez. E aí ele mostra uma
contradição aparente. Ou seja, o Senhor
não é esse Deus que fez tudo isso aqui?
Por que que eu tô vendo esse exército se
levantar contra mim? Por que que as
adversidades atuam contra mim? Por que
que eu tô enfrentando essa luta? E no
final ele tem a rendição e o
redirecionamento. Ele fala: "Eu oro ao
Senhor que pode resolver os meus
problemas". Isso aqui tem vários salmos
de lamento que possuem essa estrutura. É
muito interessante perceber a relação
direta que esse texto tem com esses
salmos de lamento.
E ele reclama para Deus, não reclama de
Deus. A semelhança do que Jó faz no seu
livro. Josafá aqui nesse momento, ele
vira para Deus e fala: "Senhor, me
ajuda, por favor. Eu não tenho forças".
Ele não fala: "O senhor não quer saber
de da gente, o senhor está fazendo outra
coisa. Não é possível que o senhor seja
tão desleixado." Ele não fala isso. Ele
fala: "Senhor, o Senhor não vai
julgá-los. Os meus olhos estão em ti. O
Senhor não vai me ajudar nessa
dificuldade, nessa luta. Os meus olhos
estão voltados para ti." Essa é uma
postura de adorador, uma postura de quem
está focado em receber a orientação que
vem do próprio Deus.
E aí, o que que o texto vai continuar
dizendo pra gente?
O texto vai dizer que Deus fala com o
povo. Deus levanta um homem Jaaziel.
Jaziel ali no meio do povo recebe essa
instrução do Espírito Santo. E Jaziasiel
vai trazer uma mensagem de
conforto, consolo e de de estímulo para
o povo, dizendo para eles com todas as
letras. verso de número 15 e 16. No
final do verso 16, ele diz: "A batalha
não é de vocês".
E é impressionante a gente entender isso
aqui, porque
Deus está falando com o povo: "Descanse,
descanse, que essa batalha não é de
vocês."
Muitas vezes, na nossa caminhada, na
nossa luta, a gente esquece quem é o
Deus a quem nós servimos. A gente
esquece os feitos. Por isso que é tão
importante voltarmos ao texto bíblico,
voltarmos a a aprender mais sobre a sua
palavra, porque a gente não lembra
os feitos de Deus na história.
E essa dinâmica de lembrar, de trazer a
memória, é algo que o povo de Israel
precisava fazer constantemente.
Os salmos foram escritos nessa
expectativa de que o povo se lembrasse
do louvor. que eles precisavam dedicar a
Deus por todos os feitos que Deus já
tinha feito,
por tudo aquilo que Deus tinha feito
Israel vencer e passar.
E ainda assim, pela história da Bíblia,
nós vamos ver que Israel se desvia dessa
trajetória e vai precisar ser afastado
do seu território.
Eu e você precisamos estar atentos a
isso. Precisamos
relembrar não de Israel apenas.
Precisamos relembrar de Israel, sim, do
povo que é narrado ali no texto bíblico.
Precisamos lembrar dos evangelhos.
Precisamos lembrar da vida, do
ministério e do sacrifício de Jesus por
nós. Mas nós precisamos lembrar na nossa
própria vida todas as vezes que Deus nos
abençoou e esteve conosco nos momentos
de dificuldade.
Eu tenho certeza que se você fizer um
esforço de memória, você vai conseguir
contabilizar bênçãos de Deus na sua
vida. Mesmo que você esteja aqui vendo
essa mensagem
sem querer, caiu aqui no canal, de
repente você tá acompanhando isso, pense
em elementos, estruturas,
eventos da sua vida que aconteceram, que
você sabe que você não merecia.
pode ser bênção de Deus para você, te
chamando para olhar para ele com mais
atenção. E aqui nós temos Jáaziel
aparecendo no meio desse povo
desesperado, temeroso,
falando a palavra do próprio Senhor para
eles, que diz: "A batalha não é de
vocês, mas de Deus." E ele complementa
no final dizendo que o Senhor estará com
vocês. Pode ter certeza do que eu estou
falando para você. Em todos os momentos
da sua vida, o Senhor está com você. E
aí o texto tem um desfecho muito
interessante, porque nessa estratégia
que ele vai montar,
nessa forma que ele vai armar o
exército, ele faz com que na frente dele
vá, na frente do exército, vá os
levitas. Ele separa os levitas, diz eh
eh é muito interessante aqui no verso 21
dizendo assim: "Depois de consultar o
povo, Josafá nomeou homens para cantarem
ao Senhor e o louvarem pelo esplendor da
sua santidade, indo à frente do
exército." Eu fico imaginando a cena,
não é? O pessoal que tocava arpa, tocava
lira, tocava tamborim, cantava, tá lá
vendo o exército se preparando,
colocando armadura. De repente chega o
rei e fala assim: "Ó, vocês aí vão na
frente do exército, vocês vão cantando
na frente, como é que saiu a música, né?
Oh, como é que é? Eh, pelo Senhor
marchamos sim no seu exército poderoso."
Imagina eles cantando na frente do
exército, sendo a ponta da lança ali.
Mas é uma questão também teológica. O
louvor tá indo na frente, a adoração
está indo primeiro. Não importa qual vai
ser o desfecho, não importa qual vai ser
o resultado. Eu vou louvar, eu vou
adorar. Essa história de Josafá é muito
interessante.
Eles não são os cantores aqui, eles não
são o suporte espiritual da retaguarda.
Eles estão à frente do exército. Uma
posição topográfica que representa essa
teologia. O louvor não acompanha a fé,
ele lidera a fé. Então, se você tem fé,
você deve louvar. E aí o desfecho é tão
interessante, porque quando eles começam
a cantar os louvores, o Senhor age em
prol deles.
Não é uma fórmula mágica. Não é o fato
de você começar a cantar ao Senhor que
vai transformar a trajetória da sua
vida, que vai fazer com que todas as
suas amarras se se disfaçam, que você
consiga vencer todas as batalhas que
você enfrentar. Não é isso que o texto
tá dizendo. Esse aqui é um texto muito
específico para um momento específico da
história de Israel. Mas há [roncando]
uma realidade aqui. Não importa o que
você for enfrentar, se a adoração vai na
frente, você suporta qualquer problema.
Porque o Senhor vai estar com você. E é
interessante que quando eles vão cantar,
eles vão cantar um trecho de um salmo.
Esse salmo que é um salmo extremamente
tradicional em Israel, salmo 136, que
repete uma frase vez após vez após vez
com a intenção de memorizar, de
[roncando] fortalecer a de a a
informação na mente, de registrar na
mente das pessoas essa informação,
dizendo o quê? Deem graças ao Senhor,
pois o seu amor dura para sempre. O
Salmo 136 tem essa frase: "Pois o seu
amor dura para sempre". Repetida a cada
dois versos. Ele fala uma característica
de Deus, pois o seu amor dura para
sempre. Ele fez os céus e o mar, pois
seu amor dura para sempre. Ele é bondoso
para sempre, pois o seu amor dura para
sempre. E aí essa forma de agir faz com
que a ação de Deus seja essa ação
milagrosa, fazendo os exércitos lutarem
entre si e o exército de Josafá nem
precisar desembanhar a espada. Diz aqui
o texto que eles passam três dias
recolhendo despojos de guerra. um
exército pequeno que talvez nem tivesse
tanto equipamento assim, agora estava
completamente equipado por um milagre de
Deus na vida daquele povo. Talvez você
vai receber equipamentos das batalhas
que você vai enfrentar.
Saiba que esses equipamentos têm uma
função muito específica. Você deve
usá-las para abençoar as outras pessoas,
para ser canal de bênção na vida
daqueles que estão ao seu redor. E aí
vem o trecho final desse texto que é
muito importante. Ele diz que eles no
quarto dia se reuniram no vale de
Beraca, onde louvaram o Senhor.
Beraca é uma palavra que é uma,
não vou dizer que é uma corruptela, é
uma forma diferente de falar baruk. Baru
é abençoado. Beraca é bênção, né? é uma
outra formação da mesma palavra que que
quer dizer bênção. Então o vale que
seria o vale da morte para aquele
exército, se tornou o vale da bênção.
Talvez Deus está te levando para um vale
para lutar uma batalha que você acha que
você já perdeu
e ele quer apenas que você adore
e ele vai transformar esse vale em vale
de bção.
E aí o final do texto diz que Deus
simplesmente deu paz durante todo o
período do reino de Josafá.
Eu não sei quanto tempo de paz Deus tem
para você e para mim. Nós sabemos as
lutas e as dificuldades que temos
enfrentado, tanto aqui no Brasil como em
vários lugares do mundo. As dificuldades
da política internacional,
a a tensão crescente com o o a
possibilidade de uma batalha global, de
uma guerra que envolva vários países.
Louve, adore o Senhor.
Adore o Senhor. Vá cantando na frente.
Não importa qual vai ser o resultado, o
Senhor vai estar com você. É isso que eu
quero que você leve desse texto tão
importante da palavra de Deus. Um texto
que nos ensina que quando nós temos fé,
nós louvamos o Senhor em todo tempo. E
ainda que o temor esteja tomando o nosso
coração, os nossos olhos devem se voltar
para o Senhor e nós devemos adorá-lo em
todo o tempo. Que ele te abençoe hoje e
sempre. E que você também seja um canal
de bção na vida das pessoas ao seu
redor.

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