A FELICIDADE É UMA ESCOLHA – ELENY VASSÃO | PODCAST VIDA NOVA #90
06/04/2026
A FELICIDADE É UMA ESCOLHA – ELENY VASSÃO | PODCAST VIDA NOVA #90
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Eleny Vassão sobre o livro A Felicidade é uma Escolha, de Frank Minirth e Paul D. Meier.
Ao longo do bate-papo, exploramos temas centrais da obra, como:
❓ O que é a depressão e como compreender seus principais sintomas e causas?
🎯 De que maneira a saúde espiritual influencia a saúde biológica?
🤔 Depressão é falta de fé?
Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/felicidade-e-uma-escolha-a
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Aqui a gente procura conversar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E no episódio de hoje, nós vamos falar sobre o livro A felicidade é uma escolha, vencendo a depressão com coragem e determinação. Um livro do Dr. Frank Merth e também do Dr. Paul Meer. Se você quer entender mais sobre o que é a depressão, quais os seus principais sintomas, as suas principais causas, como ela está relacionada à nossa vida espiritual, a nossa saúde biológica, quais os principais tratamentos para a depressão e como vencê-la para escolher viver uma vida feliz? Então você precisa adquirir esse livro e também ouvir a nossa conversa de hoje. E se você gosta de podcasts assim, se inscreva na sua plataforma de podcast preferida e também dê uma olhada nas dezenas de outros episódios que nós já gravamos e também nas que virão por aí. E agora para nos ajudar nessa conversa, vamos conversar com a Eleni Vação. El Heleni, seja muito bem-vinda ao podcast da Vida Nova. É uma alegria ter você aqui com a gente mais uma vez. Muito obrigada, é um prazer enorme estar aqui com você. >> Muito obrigado. A gente fica feliz por você ter aceitado esse convite para mais uma conversa. Tenho certeza que vai ser edificante que nem a primeira. E eu queria pedir para que você fizesse uma apresentação, porque tem gente que talvez esteja lhe conhecendo agora. Então, como é que tem sido aí a sua vida, seu ministério pra glória de Deus? Estou envolvida no Ministério de Capelania Hospitalar há 44 anos, tendo começado como capelã do Hospital das Clínicas de São Paulo e aí preparando capelães para todo o Brasil e exterior. Também sou casada, meu maridão se chama Gavin, é um pastor missionário americano no Brasil. E a nossa história é a seguinte. Eu fiquei viúva com quatro filhos entre 6 e 13 anos aos 37 anos. Depois de 3 anos vinha me casar com o Gavin, que tinha acabado de ficar viúvo também. Então, nós temos seis filhos, 11 netos e meio e um bisneto. E neste tempo todo que eu tenho trabalhado em capelania hospitalar, eu tenho também escrito, porque eu falo que eu não sou escritora, eu sou fofoqueira de Deus. Deus vai fazendo umas coisas lindas e eu vou só contando para todo mundo para que o nome dele seja glorificado. >> Então eu tenho 47 livros publicados também >> e >> olha só, >> trabalhei bastante tempo na psiquiatria do HC. era um dos meus setores prediletos, onde eu fui aprendendo muito. Eu pude fazer um tempo de residência em psiquiatria com os estudantes, pertencer a um grupo, eh, com um professor da USP e lidar com muitos pacientes e seus familiares também. Foram experiências muito lindas, eu tenho aprendido muito. E hoje eu sou capelã. do Hospital Samaritano Higienópolis em São Paulo. >> Legal. Muita coisa. Que Deus continue abençoando, conduzindo aí sua vida, seu ministério, conduzindo também sua família, viu? >> E vamos então falar desse livro. você tava falando aqui, né, antes de começar a gravação, que foi um livro que você gostou bastante. A gente fica feliz por isso, por esse feedback, ainda mais de alguém que está tão envolvida em assuntos relacionados a esse livro, em aconselhar com assuntos relacionados ao que a gente vai tratar aqui. O livro A felicidade é uma escolha, vencendo a depressão com coragem e determinação. É um lançamento da vida nova. E eu acho que a primeira pergunta que a gente poderia fazer é sobre esse título, que para mim ele é um título muito interessante. Como assim a felicidade é uma escolha? O que é que eles querem dizer com isso? >> Ótima pergunta e eu creio que realmente é uma escolha. Esqueci de dizer que meu marido e eu fizemos o mestrado em aconselhamento bíblico juntos. Então, temos realmente trabalhado as pessoas a quem aconselham, mostrando isso, que a pessoa não é vítima das circunstâncias. Ela pode utilizar as circunstâncias para glória do nome do Senhor, para crescimento pessoal, para a identificação com o caráter de Cristo e para ser bênção na vida de muita gente também. Resumindo um pouquinho os meus últimos trs anos aqui, eu tive três tipos de câncer, fiz um transplante de medula óssea e se tive cinco internações em três meses e hoje estou inteira de novo, graças a Deus. Mas isso tem me ajudado muito no contato com os meus pacientes, porque eles olham e falam assim: "Nossa, você passou por tudo isso e você está bem. Estou bem. Graças a Deus, eu escolhi andar com o Senhor nesse tempo difícil também e ele se revelou a mim em detalhes. Em cada coisa que me ele me permitiu acontecer, ele também se mostrou de uma maneira muito presente e me deu felicidade o tempo todo e tenho usado a minha vida para ministrar aos outros, mostrando que esse Deus é tremendo. Então, a felicidade é uma escolha, com certeza. >> Que bção, que bção. E que Deus ag de cada vez mais fico feliz de que, apesar de ter passado por essas lutas, você passou com o Senhor, né, e conseguiu aí estar firme, estar recuperada e está usando isso inclusive para ser ainda mais luz na vida de outras pessoas. Isso aí mostra realmente como esse título do livro pode ser vivenciado e não só discutido como uma teoria. Que bção. E logo no início do capítulo, vale até lembrar, né, o livro aqui vai ter 16 capítulos e alguns apêntices. E ele já vai começar a falar sobre quem é que fica depressivo, ou nós poderíamos colocar, né, quem é que tende a desenvolver a depressão. E eu acho que essa é uma pergunta muito pertinente, porque alguns acham que um cristão jamais pode ter eh uma depressão, algo semelhante. Então, como é que nós podemos responder essa pergunta? Quem tende a desenvolver a depressão? Em primeiro lugar, eu fico muito preocupada com o nosso povo, o povo evangélico cristão, porque eh a tentativa de parecer sempre bem eh muitas vezes nos faz esconder problemas sérios que estamos vivendo com medo de sermos julgados como tendo pouca fé. Então, sempre respondemos: "Não, tudo bem, não, eu tô, já passei por algumas tribulações, mas tudo bem, já estou bem de novo." E o que eu mais gosto de falar com os meus pacientes e com os meus aconselhandos também é que Deus nos permite abrir o coração e chorar. E eu vou diretamente pro livro de Salmos e vejo quanto os salmistas tiveram essa oportunidade de falar: Deus tá doendo, até quando será que eu vou viver chorando a noite inteira, molhando o meu travesseiro com lágrimas e eles têm a liberdade de falar com Deus assim. Muitas vezes a gente se esquece que todos nós somos gente, que gente pode passar por depressão e por vários motivos, tanto depressões endógenas, que são as depressões causadas por motivos fisiológicos, como depressão, depressão em exógena, então por outras causas. Então, falando nesse sentido, hã, por exemplo, uma pessoa que teve um AVC, um acidente vascular cerebral, teve um derrame, muitas vezes ela vai passar por uma depressão depois do acontecido. Eh, mas é uma coisa orgânica, né? Estão alguns componentes do seu corpo não estão funcionando bem. Pessoas com hipertirioidismo, pessoas com vários outros problemas de saúde também podem ter depressão, mas como uma causa fisiológica. Agora, pessoas que não têm estes problemas, mas que passaram por momentos de grande estress, por exemplo, na infância, a maneira de criar, ser criada pelos seus pais, as resigências, eh, abusos sexuais na infância, eh, crises de raiva, sem poder ou sem saber como expressar e uma porção de outros fatores. podem gerar a depressão na idade de adolescência ou adultos e permanecer por muitos anos. Me lembro de uma senhora, estava falando num congresso de mulheres e essa senhora veio me perguntar eh falou assim: "Eu tenho 70 anos e eu estou deprimida desde os 14 anos." E eu perguntei: "O que aconteceu?" Ela falou, aconteceu que a minha irmã, que estava com 16 anos, depois de uma briga com o namorado, cometeu suicídio na minha frente e os meus pais não souberam como lidar com isso. Então, eles simplesmente excluíram o nome da minha irmã, da família. Eles nunca mais falaram sobre isso, mas eu me senti culpada o tempo todo, esses anos todos, e ninguém soube lidar com a minha depressão, porque tinha uma causa de uma perda e uma culpa que não era uma culpa justificável, não era uma culpa justa, né? Então são fatores diversos que podem levar essa pessoa a entrar numa depressão. Olha só, é realmente é algo mais complexo do que muitas vezes as pessoas querem fazer parecer ser, né? E inclusive nessa complexidade é importante nós definirmos até mais sobre o que é essa depressão, né? Quais são os sintomas que nós estamos falando. Você já mencionou alguns aí, mas vale a pena a gente tentar falar um pouco mais sobre esses sintomas. Nós vamos achar esses sintomas em duas partes do livro, principalmente página 157 e antes também disso. Mas eu achei interessante nessa página, nessas páginas, porque ele fala sobre muitos, ele fala sobre mais de 80, eh, mais de 100 sintomas da depressão. >> Eh, muita coisa. Mas eu vou só pontuar alguns deles. Então, a preocupação excessiva, um pessimismo, um baixo nível de energia, ah, humor deprimido quase todos os dias e o dia inteiro, infelicidade, tristeza, sentimentos de nenosvalia e assim são muitos, muitos sensação de de pavor, medo de morrer, tal, melancolia. Mas assim, resumindo a coisa, eh, uma baixa autoestima pode levar a pessoa a depressão. Ela não se vê como uma pessoa importante aos olhos de Deus, aos próprios olhos, aos olhos de das outras pessoas. Então, elas têm um sentimento de menos. H, ela não se sente bem no relacionamento com outras pessoas. Então, ela vai se isolando, ela vai olhando para o como as outras pessoas a vêm interpretando distorcidamente e com isso ela acha que sempre a estão julgando e julgando mal. E principalmente o seu relacionamento com Deus também é um relacionamento às vezes superficial, às vezes vazio. Então, essa pessoa está ali trazendo uma porção de sintomas como irritação, ah, agitação, o sentimento de inadequação, falta de confiança, ã, falta de vontade de levantar de manhã. Tem um livro muito interessante que é chama-se O demônio do meio-dia. E o autor escreve sobre depressão e ele fala que ele pensa em tomar banho, se levantar da cama para tomar banho. E daí ele fica pensando, gente, tomar banho não é uma coisa difícil. Você só se vira de lado, põe as os pés no chão, um de cada vez. Você senta na cama, você se levanta, você tira a sua blusa, você dá cinco passos até o banheiro, abre o chuveiro e daí toma banho. Daí ele fala assim: "Então eu penso, é muito trabalho, eu me viro na cama pro outro lado e durmo de novo". Eh, alguma coisa que para nós é tão comum, é tão simples, mas para uma pessoa deprimida, ela dorme mal, ela come mal, ela engorda muito ou ela perde muito peso, ela dorme em excesso ou tem falta de sono. Então são muitos sintomas que ela enfrenta e que vão prejudicando também o seu estado físico. >> Uhum. Rapaz, é muita coisa. Inclusive, eh, um desses sintomas, ah, creio eu, é também o os pensamentos suicidas, né? Eu poderia colocar assim, a desejo de tirar a própria vida. E isso levanta uma outra pergunta que pode ser relevante pra gente tratar aqui, que é se o suicídio ele é pecado ou não. Issa é uma pergunta que até um tempo atrás a entrou em um grande burburinho na internet com opiniões divididas. Mas como é que nós podemos falar sobre esse assunto? Como é que você, por exemplo, entende essa questão à luz das escrituras? Tenho estudado bastante sobre suicídio, tenho lidado com pessoas com ideação suicida e tenho também aconselhado psiquiatras com ideação suicida, porque pensando nas eh estatísticas, nós vemos que o primeiro grupo que mais se suicida está entre os militares e eles têm meios fáceis >> cometer suicídio. >> Nossa. segundo grupo que são os médicos. >> Ah, e dentro das especialidades médicas, e isso é importante dizer que os médicos cometem suicídio duas vezes mais do que a população em geral. Dentro das especialidades médicas, em primeiro lugar, estão os oftalmologistas. E eu não entendi até agora porquê. E >> pois é, essa é uma pergunta, né? Em segundo lugar estão os psiquiatras. Estes também cometem muito suicídio. E olhando o mapa mundial, a gente vê que a cada 40 segundos existe pelo menos uma tentativa de suicídio e a cada 3 minutos uma pessoa comete suicídio. Isso no mundo todo. E essa pessoa muitas vezes, grande parte das vezes, eh, ela deixa transparecer que ela está pensando em suicídio. Existe uma ideação, em alguns, existe um planejamento, em alguns já passaram por várias tentativas e essa é mais uma. Então, as pessoas que estão próximas muitas vezes conseguem identificar e se bem orientadas sobre isso, podem ajudar e conversar com a pessoa diretamente sobre isso. Então, eh, nos hospitais nós atendemos pessoas que estão pensando ou que já tentaram eh no pronto socorro, estão chegando ali também. E também eh na igreja nós vemos alguns casos e é muito triste saber que isso acontece e que muitas vezes eh nós não pudemos fazer nada para ajudar. Ah, algumas vezes a pessoa faz uma cara de felicidade, ela disfarça muito bem, mas quando você olha a pessoa, quando ela não está conversando com alguém, não tem que estar fingindo que está bem, você vê o semblante caído, os movimentos mais lentificados, ela não consegue dar conta do trabalho dela e é grande parte, em grande Parte das vezes nós vemos pessoas muito perfeccionistas tentando dar conta de tudo com um fazendo um trabalho extremamente zeloso, mas nem sempre tão necessário, mas também eh eh que ficam eh tristes consigo mesmas porque fizeram, trabalharam demais e não deram conta daquilo que elas se propunham a fazer naquele nível. Sim, sim. Olha só, tem até um aspecto então aí de uma visão errada sobre as nossas próprias capacidades, sobre o não entender as nossas limitações, né? Eh, isso é interessante porque, por exemplo, eu como pastor, você como conselheira, nós estamos sempre a partir da palavra e até melhor como cristãos, nós estamos sempre olhando pra palavra e lembrando que o Senhor nos chama, né? Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai Celeste. Então, existe um alvo para nós, mas esse alvo é um alvo que nós temos que entender à luz também de quem nós somos, lutando contra as nossas contra a nossa antiga natureza, contra o pecado. Nós não vamos alcançar esse nível de perfeição aqui. Então, nós temos esse alvo para que nós não nos acomodemos, mas nós temos que lembrar que o único que é perfeito é o nosso Senhor, é o nosso Salvador. e que nós, inclusive precisamos crescer pelas forças que ele nos dá, pela capacidade que ele nos dá, mas reconhecendo as nossas limitações, reconhecendo as 24 horas que nós temos, reconhecendo tantas outras questões, né? Então, que coisa, >> é verdade. >> E >> e quando nós pensamos em Paulo, no grande apóstolo Paulo, com toda a culpa que ele carregaria nos ombros por ter sido um perseguidor dos cristãos, ter feito de tudo para expor e matar os cristãos por ter visto o próprio Estevão ser apedrejado aos seus pés. Então, se ele não tivesse conhecido a graça de Deus através da pessoa de Cristo Jesus, ele seria um potencial suicida, portanto, a culpa acumulada, né? Mas é interessante porque nesse encontro com Cristo ele sabe que todos os seus pecados estão perdoados, que nenhuma condenação mais paira sobre ele e ele é capaz de expor a sua fragilidade também. Ele fala sobre o espinho na carne, >> onde ele é tentado até, né, muitas vezes também. E Deus não explica isso para ele. Mas também em Segunda Coríntios, capítulo 1, ele fala sobre provações tão graves, tão pesadas, que ele se vê a ponto de morrer. >> Mas ele fala sobre o poder do Deus que ressuscita os mortos, que o sustentou naquele tempo difícil. Então, é tão lindo a gente ver na palavra de Deus que o Senhor expõe a fragilidade humana através de homens que são queridos dele, amados dele, mas ele também mostra o seu poder, a sua misericórdia, a sua compaixão, a sua força para conosco. >> Com certeza, né? A Bíblia não é o livro dos heróis, é o livro de frágeis ah criaturas que têm que olhar para o herói e nele encontrar a salvação, né? Todos nós somos falhos e limitados, mas no Senhor nós temos a salvação. Que essa mensagem que faz a diferença, né? Mas que bção. Agora quando nós vamos avançando aqui nesse tema, uma coisa que é muito atrelada a depressão é a imagem do luto. Mas luto e depressão são a mesma coisa ou nós podemos distingui-los? >> Podem estar associados, mas não são a mesma coisa. Por exemplo, no luto, você sente saudade, você fica extremamente triste, você muitas vezes pode ficar pensando porque eu não fiz isso, porque eu não fiz aquilo? Olha, eu deveria ter dito isso, deveria ter dito aquilo, nossa, perdi a oportunidade e agora não posso fazer mais nada. Então, esses porquês e essas eh essas sensações de de incapacidade ou de infagilidade, de desânimo, são comuns no luto. Eu escrevi um dos livros e sobre conversando com a pessoa enlutada e a primeira coisa eu falo é: chore e chore muito e coloque o seu choro diante do Senhor e fale para ele como você está sofrendo, né? E e assim pensando naqueles sintomas que você vai passar depois, talvez a raiva, raiva até mesmo de Deus por estar sozinho. Estou atendendo uma paciente que eu entrei no quarto dela e ela me falou depois que eu me apresentei, ela falou: "Não me fale sobre Deus, eu estou brigada com ele". Porque o que aconteceu? Meu filho de 17 anos, andando na varanda de um apartamento recém eh construído, eh a varanda cedeu e ele caiu e morreu. Então depois disso, eu não quis mais conversar com Deus. Então, o que eu tenho mais conversado com ela é: abra o coração diante do Senhor e brigue com ele no sentido de, Senhor, eu não entendo. O Senhor não sabe como tá doendo, como já se passaram anos e eu estou deprimida por causa disso. Eu não podia fazer nada e ainda por cima ela é uma médica e ela não podia fazer nada, né? Então, como é importante a pessoa abrir o coração e chorar e admitir os as suas mágoas e pedir perdão diante do Senhor também por coisas que das quais ela se omitiu eh em relação àquela pessoa, falta de cuidados adequados no tempo certo, mas depressão é quando você não faz nada disso e você se tranca dentro de você mesma e você fala: "Com o tempo isso vai passar." Não passa, gente, não passa. A gente só acumula, embute tudo isso e age como uma panela de pressão. Às vezes explode num acesso de raiva, mas às vezes também explode em doenças como câncer, como outras doenças infectocontagiosas por causa de diminuição da defesa orgânica, por falta da desesperança. E aquela pessoa se perde na vida por causa disso. Então assim, pode estar associada, mas pode também não estar associada. A pessoa que viveu o seu luto, que viveu da maneira correta, ela vai ficar triste, vai ficar com saudade, mas não vai estar entrando em depressão. >> Agora, então, luto poderia ser um uma das causas desse sofrimento emocional. Eh, mas ele não é a única, né? Nós já falamos anteriormente dos sintomas que a depressão traz e agora entrando então mais especificamente nesse aspecto de causas, já citamos algumas, mas respondendo numa única pergunta, quais são as principais causas do sofrimento emocional? Eu creio que eh nós falamos disso de maneira resumida, eh mas esse esse sentimento de menos valia, o relacionamento eh ruim ou quebrado com outras pessoas e também com a pessoa de Deus. A pessoa não se sente bem em canto nenhum, nem se sente bem consigo mesma, nem exposta, e ela vai se trancando, vai se isolando, vai ficando cada vez mais sozinha, vai ficando cada vez mais perdida e sem propósito na vida. E aí fica bem difícil de continuar. E quando a gente olha para questões biológicas e genéticas, quão determinantes elas são paraa depressão em si, você começou, né, fazendo uma distinção entre as causas de depressão e você falou que existe esse aspecto também mais biológico. Como é que elas podem determinar ou influenciar a depressão? Em aconselhamento bíblico, nós não dizemos que aquela causa é determinante, mas e dizemos que ela é importante no sentido assim, se você começa a aconselhar uma pessoa e você pergunta: "Alguém na sua família viveu alguma coisa semelhante ao que você está vivendo? Olha, minha mãe também era muito deprimida. Minha avó não falava nada sobre depressão, porque não existia essa esse termo naquele tempo, mas ela ficava por semanas trancada dentro do quarto e não queria conversar com ninguém. Semblante muito triste e não comia direito, dormia mal. Então assim, você consegue levantar dados importantes sobre essa genética, né? Mas o que eu nós gostamos de falar é que isso não é determinante. Existe um fator importante aí que a pessoa que tem essa herança genética pode estar mais propensa à depressão. Mas quando ela aprende a enfrentar a situação e é cada situação, ela aprende a levar diante do Senhor, aprende a conversar com amigos próximos e que são eh crentes maduros. E ela aprende a conversar consigo mesmo porque estás abatido a minha alma, porque te perturbas dentro de mim, né? Então, quando tudo isso acontece, ela consegue também se livrar. mais fácil de tudo isso. Então, importante geneticamente falando, mas não determinante. Eu acho que essa uma distinção é muito significativa, porque nós vivemos num mundo que vive querendo nos definir por diversas questões. Às vezes pode ser a cultura onde nós somos criados. você é cristão porque nasceu em um país cristão ou ah, essa pessoa é assim porque a classe econômica dela é mais atrelada a isso. Então, quando usamos isso como um determinante, a pessoa não tem como lutar contra isso, determinismo cultural, biológico, que seja, nós caímos aí num fatalismo que não faz sentido, né? Se sente injetada dentro disso, né? É, ela ela pensa que não pode nem sair dali, né? Aquela coisa, ah, eu já sou assim, eu não tenho o que fazer para fugir disso, sou uma vítima disso. >> É, ela se vitimiza quando ela pode não ser essa vítima, né? Ela pode reagir contra tudo isso e ela pode identificar esses sintomas quando começam a aparecer. Uhum. Eh, e ela pode se entregar a estes ou não e pode reagir contra, pode identificar isso de maneira clara e pedir socorro, né? E eu procuro sempre conselheiros bíblicos, amigos, irmãos, pastores que são eh que têm compaixão e se dispõe a ajudar. Então isso se torna bem diferente e a pessoa consegue sair daquele buraco. Eh, eu gosto muito de trabalhar com essas pessoas também em cima de salmos. Por exemplo, o Salmo 69 mostra a pessoa que está se afundando no profundo amassal que não dá pé. E parece que quanto mais ela se mexe para tentar sair, ela mais afunda na areia movediça, né? Mas ela ela expõe os seus sentimentos, mas ela clama a Deus, ela clama por socorro. Então ela não está sozinha. E é muito lindo porque o Senhor sempre nos traz pessoas que podem nos ajudar. Eh, trabalhando lá no HC por tanto tempo nesse setor, me lembro de uma paciente andando pelo corredor, de um lado pro outro, sem parar. Se deixassem, ela ficaria 24 horas fazendo isso. E ela estava com um livro de ponta cabeça, como se estivesse lendo, falando em voz alta e andando, andando, andando. E eu parei ao lado dela e pensei: "Meu Deus, como é que eu posso ajudá-la? me ajuda a achar o meio de ajudá-la. E eu estava com um livro na mão, eh, Deus se importa com você. E eu andei com ela há algum tempo pelo corredor e falei: "Você deve estar cansada de ler esse mesmo livro. Vamos trocar? Empresta para mim e eu te empresto esse meu". E ela topou e continuou andando e lendo pelo corredor. Mas agora as palavras faziam sentido porque eram textos bíblicos mostrando o amor de Deus pela vida dela. E no outro dia ela já estava melhor. No outro dia ela quis ouvir falar de Cristo. No outro dia ela havia conhecido a Cristo como Salvador. E daí eu fui acompanhando-a diariamente e ela falou: "Olha, nesse fim de semana eu vou pra casa. É, já faz 20 anos que eu estou indo e voltando das internações. A minha família já não tá nem aí comigo, estão cansados demais. Mas eu vou sair porque os médicos querem observar as minhas reações em casa e os meus meus familiares, meus parentes vão me avaliar também." E daí eu fui correndo para vê-la na segunda-feira e perguntei: "E aí, como foi?" Ela falou: "Olha, pela primeira vez meus familiares se colocaram junto à entrada da porta quando eu estava saindo e eles falaram: "Volte, volte logo para casa, porque você está diferente, você ajudou a cuidar das crianças, você ajudou a arrumar a o a comida de almoço, você conversou com os seus irmãos, você está diferente, volte". E aquilo foi um santro remédio para ela também, né? Ela se sentiu amada, valorizada e viu o que Deus estava fazendo na vida dela. Foi muito lindo. >> Ah, a gente percebe então que existem fatores importantes, não determinantes, como você classificou, e um outro que também pode ter a sua importância é a própria personalidade da pessoa, né? O livro ele inclusive vai falar um pouco sobre isso. E aí é uma pergunta relevante pra gente aqui é como a personalidade pode contribuir ou não paraa depressão. Sim. A pessoa que tem uma personalidade obsessiva, compulsiva, né? Eh, ela vive em torno de si mesma, tem alterações drásticas de humor, às vezes um tumor, um humor eufórico, outras vezes cabisbaixa e profunda tristeza. E ela está muito frágil, muito fragilizada. é um dos, né, um um dos tipos de personalidade, uma personalidade muito irada, iracível, uma pessoa que explode fácil também, eh, outra, uma pessoa que se sente nada na frente de qualquer situação, não enfrenta obstáculos, é outra também. a gente pode eh ver casos de depressão crônica, depressão que é chamada depressão maior. Então as pessoas desenvolvem sintomas muito mais profundos e constantes. Eu escrevi um livro também chamado eh sobre eh Depressão chamado dor na alma, uma dor que ninguém compreende. falando justamente nisso, pessoas que estão se afundando e que estão cada vez mais naquele ritmo eh descendente e que não conseguem sair daquele buraco. E daí a gente vai falar em cima disso sobre a importância do tratamento médica medicamentoso, tratamento médico, né? Então, quando eu recebo uma pessoa para aconselhamento bíblico e ela me fala: "Eu estou deprimida, eu vou primeiro pedir que ela faça exames médicos, que ela passe por um clínico geral para avaliar o seu estado de saúde, se ela tem hiper hipertioidismo ou hipotiroidismo ou algumas disfunções glandulares, alguns outros problemas orgânicos. que podem levá-la a estar nesse estado. Se nada disso é fato ou se for, ela vai se tratar dessas coisas e vamos trabalhar em paralelo com o médico também o aconselhamento e o tratamento médico. Mas se ela não tiver nada disso, vamos perguntar então quando começou aquela depressão. E uma das pessoas que eu atendi em aconselhamento por 25 anos, ela teve coragem de se abrir pela primeira vez comigo quando ela estava com 20 anos. Ela havia sofrido um abuso sexual de um seminarista que era considerado filho do seu pai, pastor. Eh, ficava dentro de casa com as crianças, participava de tudo com eles e os pais enquanto em grande confiança, deixavam as duas meninas nas mãos dele para ele cuidar, enquanto eles faziam, ele e a esposa faziam as visitas pastorais. Só que nesse tempo ele abusava das meninas e ela começou com 6 anos e foi até os 10 anos sendo abusada. A irmã dela também. Ela tentou falar com os pais sobre isso, mas os pais falavam: "Imagina, isso é coisa da cabeça de criança. Este rapaz seria incapaz de fazer nada qualquer coisa desse tipo." Ele é como um filho pra gente. Ela enfrentou muitos problemas psiquiátricos. dentre os quais depressão, tomou muitos tipos de medicação. E o triste é que se você não trabalha aconselhamento bíblico e ah tratamento médico em paralelo, eh o tratamento médico, as medicações para a depressão, eh, perdem o valor ou perdem a ação depois de três ou 4 meses e daí vem uma troca e daí cada medicação demora mais ou menos 15 dias para alcançar uma ação mais efetiva. E daí depois de alguns meses perde novo. Então assim, se você não estiver tratando com aconselhamento bíblico, estimulando aquela pessoa o tempo todo e fazendo com que através da palavra ela tenha mais maturidade, ela lide com seus conflitos, com a raiva, com o ódio que ela ficou dessa pessoa e também como ela culpou os pais por não acreditarem nela, né? Então ela vai eh ela não vai sair disso. Então eu falo, fiquei 25 anos discipulando-a, sendo ela filha de pastor, atuante na igreja, conselheira, mas passando por tudo isso por causa de alguma coisa na infância. Então, tudo que acontece na infância é muito importante e a maneira como cuidamos dos nossos filhos, educamos os nossos filhos e damos a eles liberdade ou não de falar o que eles estão sentindo, ensinando-os que, ok, é autêntico, né? Eh, e você tem que saber lidar com isso. Como lidar com o bullying na escola? Como reagir a isso, né? Será que você é aquilo que eles estão dizendo que você é? Não, não é assim. Então, como é tudo isso é importante e lidar com a culpa, com a culpa verdadeira, a culpa falsa, né? Aquela senhora que com 70 anos estava se sentindo culpada pela morte da irmã na frente dela aos 14 anos de idade. Uma culpa que não era legítima, mas que porque não foi tratada adequadamente pelos pais. Isso tomou a vida dela quase que toda, né? >> Olha, e aqui a gente percebe uma uma outra questão que você trouxe, né? A importância do aconselhamento bíblico junto com ah outros tipos de tratamento, né? Ele, o aconselhamento bíblico, ele tem que estar presente ali. A gente precisa entender, então, qual a relação entre a vida espiritual e a saúde psicológica. Porque você já falou, por exemplo, da saúde biológica ou, enfim, a saúde do corpo como um todo e a saúde emocional, psicológica. E quando a gente fala da vida espiritual e da saúde psicológica, qual é a conexão que nós temos entre as duas coisas? >> Nós temos que lembrar que tudo que atinge uma parte do nosso ser contamina as outras partes, né? O corpo, o intelecto e a alma, o espírito são comprometidos em qualquer coisa. Por exemplo, quando eu fico doente, eu não fico doente só no corpo, mas eu passo por uma pressão emocional muito grande também. E eu levanto perguntas diante de Deus também. Então, tudo isso tem a ver. Eh, quando as minhas eh o meu espírito está perturbado, as minhas emoções sofrem. Então, quando eu não tenho uma visão correta sobre Deus, quando eu interpreto de uma maneira distorcida a palavra, as minhas emoções também sofrem e sofrem muito. Foi interessante conversar com o acompanhante de uma paciente hoje ainda no hospital e eu entrei no quarto e ele estava com uma Bíblia aberta e eu fui conversando com os dois e perguntei: "Você >> é evangélico?" E ele falou: "Não, eu sou católico". E eu falei: "Católico". E lendo a Bíblia com esse cuidado, ele falou: "Pois é, eu não adoro imagens, eu não adoro Maria, eu só adoro Cristo e eu já passei por uma porção de coisas, mas eu filtro tudo através desta palavra. Ah, que delícia! Ele é uma pessoa que aceitou a Cristo como salvador, né? Ele tem uma vida nova e ele usa esse filtro da palavra porque ele quer crescer, quer interpretar a vida de uma maneira correta, de uma maneira bíblica. E eu creio que muitas vezes nós sufocamos as nossas emoções porque nós não temos um conhecimento experimental da palavra. Talvez conheçamos muito da teoria, da teologia, mas apliquemos pouco no nosso dia a dia, né? Então, tentamos fazer alguma coisa separada, mas quanto mais nós mergulharmos na palavra, quanto mais nós teremos reações emocionais também adequadas, condizentes com aquilo que a palavra diz. pensando em Paulo, pensando em apóstolo Paulo na prisão e numa prisão memertina, né, numa segurança máxima, um uma quase que uma caverna de pedra com um buraquinho no teto para entrar um uma réa de luz, mas ali sem qualquer recurso, sem saber quanto tempo ficaria ali. E ele escolheu ficar, ser feliz, estar contente em qualquer situação. E ele aprendeu isso através desse relacionamento com Deus no espírito, através do Espírito Santo de Deus. E ele fala: "Eu aprendi a viver contente em qualquer situação, tanto tendo tudo como não tendo nada, eu posso todas as coisas no Deus que me fortalece, naquele que me fortalece". Então, como é importante, em primeiro lugar, nosso relacionamento com Deus, a aplicação da palavra a cada situação da nossa vida e isso vai lidar com o nosso ser emocional e vai repercutir também na nossa nosso corpo. É interessante, muitas pesquisas científicas. Eu eu tenho dado aula em várias faculdades de medicina, feito palestra, tem congressos médicos e por isso eu tenho que pesquisar em livros de medicina e alguns que falam sobre pesquisa científica, sobre impacto da fé cristã sobre a saúde física e mental. E num deles diz que a pessoa que tem um relacionamento com Deus eh se recupera em 1/3 do tempo em relação a outras pessoas com as mesmas patologias e que não conhecem essa fé, não tem esse relacionamento com Deus. E falando sobre a depressão, este é um fator muito forte. depressão, recuperação em 1/3 do tempo em relação a pessoas que não conhecem a Cristo e que também estão enfrentando a depressão. Não é interessante? >> Demais, demais. Até porque, né, eh, qual é a fonte da felicidade? É o Senhor, né? A alegria, a paz, elas são aspectos do fruto do espírito. Então, quanto mais estivermos no Senhor, mais teremos esses aspectos do fruto, mais teremos esses frutos em nós. Eh, é claro que isso não anula outras coisas que, por causa das consequências do pecado, podem lutar ali contra a nossa felicidade, a nossa paz, a circunstância, saúde e tudo mais. Mas se nós estamos no Senhor, nós conseguiremos muito mais a alcançarmos essa felicidade, essa paz acima e além das circunstâncias. É verdade. >> É verdade. >> Ainda assim, ah, fica à vontade, por favor. >> É, eu queria contar só mais uma experiência, >> por favor. São valiosíssimas as suas experiências, por favor, conte aí. de paralisia infantil do Hospital das Clínicas. Nós tínhamos sete crianças e adolescentes ali com paralisia infantil, tetraplégicas ou paraplégicas. E eu vivia lá dentro, tinha muita amizade com elas. E quero destacar uma delas, a Eliana Zague, que está viva até agora e morou dentro do Hospital das Clínicas por 45 anos. Ela foi para lá com 8 meses e meio de idade, >> ficou dentro de uma máquina só com a cabeça para fora. Todos os dias ela ficava assim para os tratamentos da época. E eu me lembro que a primeira vez que ela saiu do hospital, ela foi lá para casa para comemorar o aniversário dela de 15 anos. Eh, o que ela pediu em primeiro lugar? Como o quarto dela ficava no primeiro andar, ela só conhecia a copa das árvores. Ela nunca havia visto o tronco. E ela pediu que a janela da ambulância ficasse aberta, porque ela queria ver a árvore inteira nas ruas. Uhum. E depois disso ela foi crescendo, amadurecendo, ela aceitou a Cristo ali no hospital e ela começou a aconselhar pessoas pela internet. Uma das pessoas que ela aconselhou foi um rapaz que tinha tentado o suicídio várias vezes por causa de depressão. E esse rapaz se recuperou muito bem e um dia quis conhecê-la, mas ela nunca havia falado sobre quem ela era. E ela falou: "Olha, vem aqui, eu estou aqui no HC." E ele foi pensando em encontrar uma médica, uma psicóloga, uma psiquiatra. E quando encontra uma paciente tetraplégica com um movimento só no pescoço, daí ele ficou em choque, mas ela pôde compartilhar com ela quem é esse Deus que a consolava e que ajudava cada dia. Ela hoje mora, tem 51 anos, mora com uma família em Campinas, frequenta a Igreja Presbiteriana de lá e ela pinta quadros com a boca e vende e ela sustenta o cuidado que é dado a ela mesma através dos cuidadores profissionais com a venda dos dos quadros dela. E ela escreveu dois livros também, não é? Lindo demais. Demais, demais. Que história muito bom. Realmente é é acima das circunstâncias. Não tem como você definir de outra forma, né? Eu trouxe aqui a teoria, você trouxe a experiência de disso ser vivido. Que coisa linda, muito bonita essa história. Eh, e aqui já caminhando pro pro fim, Heleni, ainda que a gente entenda a ênfase primordial do Senhor como a raiz da nossa alegria, a fonte da nossa alegria, da nossa paz, a gente também falou dessas outras questões que eh muitas vezes nós precisamos considerar. E falando de tratamentos médicos, medicação, hospitalização, eh, como é que a gente pode ver os papéis dessas coisas e em que momentos elas devem entrar, né? A começar pelos tratamentos médicos disponíveis para depressão, por exemplo, como é que nós poderíamos considerá-los? Eh, eu acho que são muito importantes, porque às vezes a pessoa não consegue nem eh se envolver no aconselhamento bíblico, porque ela está tão emocionalmente para baixo que ela não consegue reagir. A gente pede para ela ler uma página e ela não sabe no final dessa página o que ela leu, porque ela não consegue absorver nada. Lembro de uma paciente que ela não conseguia levantar o rosto. Ela, eu, nós fomos falando, orando, trabalhando a vida dela, até que ela foi levantando o rosto aos poucos, mas entrando com a medicação também, ela estava internada. Então assim, a pessoa que já tentou por várias maneiras e os sintomas persistem e assim a pessoa está com o o semblante triste todos os dias por tantos meses. Ela não muda, ela não está comendo direito, ela não está dormindo direito, ela não consegue reagir, ela não consegue retomar a vida dela. É hora de procurar também um psiquiatra para entrar com a medicação. Lembrando sempre que só medicação não vai fazer efeito com completo, mas é importante entrar com a medicação. Essa medicação começa a agir mesmo depois de 15 dias que a pessoa está tomando com constância. Então, e se essa pessoa mesmo assim ainda está tendo ideação suicida, está tendo visões, sonhos, né, uma visão, é uma psicose já e ela está correndo o risco de vida e ela começa, o suicida, ou aquele que está com ideação suicida, começa a falar sobre eh como ela gostaria de deixar os seus bens para tal pessoa. e tal pessoa e ela começa a falar que talvez a vida dela não seja tão importante, que ela pode deixar eh o seu lugar ali para outra pessoa, que vai se vai ficar melhor a família sem a presença dela. Então, todos esses sinais já é sinal de levar rapidamente para uma internação ou uma internação porque ela compreendeu que ela precisa, ou uma internação compulsória, porque ela está sendo internada à força no sentido da família protegê-la, cuidar dela e ela precisa disso. Então, vai ficar num setor específico. O hospital das Clínicas de São Paulo tem setores bem determinantes ali, setor de só de depressão, setor de ansiedade, de usuários de drogas e álcool. Mas então ela vai poder ser vigiada, vai ser medicada, vai ser aconselhada e vai poder começar a sair aos poucos à medida que ela vai experimentando uma melhora e sob avaliação constante. >> Olha só, é importante a gente entender, né, que existe um passo até para essa questão da hospitalização, que é algo que eu creio que poucas vezes é considerado ou é considerado às vezes até, infelizmente, tarde demais, né? Então, muito importante essa esses direcionamentos que você deu. Mas pra gente terminar aqui, Elen, uma pergunta final que eu faria para você eh alguém que está nos ouvindo e essa pessoa está sentindo assim essa tristeza eh constante, ela está nesse estado depressivo e ela quer lutar contra isso. Ela ouviu você ao longo dessa conversa, ouviu aqui a gente falando sobre tudo isso, ela queria um conselho final. Como é que você diria? Ah, quais são os passos para que ela possa se recuperar então dessa depressão e escolher, né, a felicidade, escolher uma vida feliz, viver uma vida feliz? Eu >> creio que, em primeiro lugar, ela precisa se colocar diante de Deus, ah, nuamente, no sentido assim, se despir de todos os seus preconceitos e medos e falar: "Senhor, tá difícil. Eu não consigo. Já tentei de todas as formas, não dá, mas eu vou paraa tua palavra. Eu vou buscar ajuda na tua palavra e vou continuar. E assim, salmos, entre nos Salmos porque eles vão mostrar para você muitas pessoas que viveram numa depressão profunda em alguns estágios da vida, como Elias, né? Ele foi por medo de Jezabel. Ele foi recuando, recuando e se trancou numa caverna e ele só queria para si a morte. Mas Deus tem um tinha um plano muito maior para ele e para usar a vida dele. E com certeza Deus tem um plano enorme para sua vida. Ele tem propósito, tem razão, sentido para você viver uma vida plena, nova e com uma maturidade muito maior, porque você está conhecendo melhor a si mesmo, está conhecendo melhor a palavra, está conhecendo melhor ao senhor da palavra, está abrindo o coração com ele. Outra coisa é busque ajuda. Seu pastor, um conselheiro bíblico, um terapeuta cristão. Não são muitos, mas que possam lidar com a palavra durante o o a terapia também, mas se submeta a tratamento. A sua vida é importante, a sua família é importante, as pessoas que estão ao seu redor estão observando você e você está irradiando o quê na vida das pessoas? À medida que você se permitir ser ajudado, você vai estar irradiando a luz de Cristo e as pessoas vão sentir como você está mudando. Mas não tente fazer isso sozinha. faça a opção de aprender a ser feliz, apesar das situações, mas muitas vezes essa escolha é escolher também ter ajuda, ter pessoas que possam ajudá-la, biblicamente falando, pessoas que sejam gente que não cobrem de você coisas que você não tem que dar, não tem que ser, mas que assumam a sua pessoa. como você é e mostrem a você como crescer nesse relacionamento com Deus e com a ajuda de pessoas e de médicos e psiquiatras e medicações que vão ajudá-lo a sair desse estado. Não desista, escolha a felicidade. >> Amém. Amém. Helene, muito obrigado por essa conversa. Foi um prazer bater esse papo com você, aprender aqui junto, ouvir tantas histórias bonitas que Deus tem agido, tem te usado. Que Deus continue usando realmente, abençoando sua vida e seu ministério, meu irmão. >> Amém. Muito obrigada. Que Deus abençoe muito a você também e abençoa, abençoe a cada um dos queridos e queridas que estão assistindo esse nosso encontro. e adquira este livro Vale, gente. Eu aprendi muito através dele. Que a sua vida seja abençoada também através da leitura dele. >> Amém. Você aí de casa, gostou dessa conversa, não se esqueça de se inscrever aí na sua plataforma de podcast preferida para não perder nenhum dos outros episódios que nós já temos gravados e dos que ainda virão pela frente. Também dê uma olhada aí no que é que você pode compartilhar com outras pessoas. Tenho certeza que essa conversa pode ser bênção paraa sua vida, mas também para outros que estão ao seu redor. Compartilhe com essas pessoas, compartilhe outros episódios, deixa aí também o seu feedback, o seu like, seu comentário e acima de tudo, como foi destacado, considere adquirir esse livro. Ele com certeza vai ser bênção para você e também para te ajudar a ser luz na vida das pessoas à sua volta. É isso aí, até a próxima. Valeu,