Aceitos no Amado – Efésios 1:6 | Josemar Bessa
25/04/2026
Aceitos no Amado – Efésios 1:6 | Josemar Bessa
Aceitos no Amado — a verdade mais profunda e consoladora da salvação. Neste estudo poderoso de Efésios 1:6, exploramos como Cristo não é apenas nosso Salvador, mas o Deleite Eterno do Pai, e como fomos aceitos nEle antes da fundação do mundo.
Nesta pregação você vai descobrir:
• Por que Cristo é chamado de “o Amado”
• O que significa estar em Cristo (união eterna, federal, pactual e vital)
• Como a aceitação não depende de nós, mas dEle
• A graça soberana que nos fez aceitos do começo ao fim
Uma mensagem que tira a fé do utilitarismo e nos leva à adoração profunda.
📖 Texto base: Efésios 1:6
“Nos quais temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça, que Ele nos concedeu abundantemente em toda a sabedoria e prudência.”
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Há pequenas frases na Bíblia, pequenos versos, né, onde se esconde o mundo de conhecimento da glória de Deus. E Efésios 1:6 tem isso, não é o verso todo, né? Mas um pedacinho do verso que diz assim: "Ele nos fez aceitos no amado." Não é difícil guardar tantas porções da Bíblia que ligam a nossa mente rapidamente a toda um conjunto de verdades consoladoras. Você pode estar jogado numa cela escura como foi a história dos cristãos tanto tempo ainda. É. E você tem isso aqui, ele nos fez aceitos no amado. Há nomes de Cristo que nos instruem. Ah, há nomes de Cristo que nos corrigem, que é exatamente aquilo que aquela aquela situação precisa. Nomes de Cristo que nos fortalece. Acabamos de cantar Emanuel, não é Deus conosco. A nome de Cristo que nos humilham, porque mostra a nossa depravação. E há nome de Cristo que nos consolam e há nomens que fazem tudo isso ao mesmo tempo. Hã, e amado é um deles. Ah, esse verso maravilhoso, ele nos fez aceitos num amado. Não é um nome frio, não é, queridos? Não é um nome também funcional, não é um título apenas doutrinário, não é uma definição seca de algo. É uma palavra aquecida por afeto, pelo maior de todos os afetos. é uma palavra cheia de luz, uma palavra que carrega deleite, ternura, proximidade e prazer. E isso já eh eh confronta o nosso coração, porque nós nos acostumamos a pensar em Cristo a partir das nossas necessidades. Isso é trágico, não é? Pensamos nele. Não que ele eh eh não esteja ligado às nossas necessidades, mas nós costumamos pensar nele como o nosso o quê? Salvador, por causa da nossa perdição. Ah, então costumamos pensar em Cristo a partir da nossa necessidade. Redentor, porque precisamos ser resgatados, mediador, sacerdote, rei, como aquele de quem precisamos para não perecer de várias formas. E tudo isso é verdadeiro, mas é gloriosamente verdadeiro, mas não é o ponto mais alto. Você pode até achar estranho dizer que redentor, salvador, rei, sacerdote, eh, não é mais alto, mas não é mais alto. Antes de Cristo ser nosso tesouro, ele já era o deleite e o tesouro do seu pai. Antes de ser o consolo da igreja, ele já era a alegria infinita do céu. Antes de ser procurado pelos cansados e sobrecarregados, já era contemplado com amor perfeito naquele mistério santo da comunhão trina. Eternamente. A comunhão eterna entre o Pai e o Filho, muito antes de pensar como salvador, como mediador, como rei, como sacerdote, a salvação começa aqui. Isso quer dizer o quê, queridos? Não começa no homem procurando o Salvador. A salvação não começa com o Salvador, mas no Pai, amando tanto filho que resolveu fazer um plano eterno para revelá-lo. Você vê, não começou com os homens, não começou com nada da criação. O Pai tinha nele todo o seu prazer. Como o Pai manifestaria essa glória, essa alegria do seu filho amado? Assim. Não na miséria humana como centro, não foi a miséria humana que produziu o plano de salvação, a história, os decretos de Deus, mas a glória do seu filho, essa glória do filho amado e eh no amado, não é? Essa glória que fez todo o plano eh ser feito, não na terra tentando subir o céu. A salvação não tem nada a ver com a terra tentando subir o céu. Você vê que a salvação é o céu descendo a terra. Deus fez um plano eterno para mostrar seu filho amado. É por isso que vai ver você vai ver ele dizendo: "Este é o meu filho amado em quem me comprazo." Ele tá dizendo assim: "Ele é a razão de tudo. Não é a miséria de vocês, não é a necessidade de vocês. Ele tá na vai pra cruz em primeiro lugar. Não tem nada a ver com vocês. Tem a ver com ele ser meu filho amado. E eu queria mostrar a sua glória. É o céu se abrindo, por assim dizer. aquilo que que a Bíblia diz que o céu abriu e Deus disse: "Esse é meu filho amado". O plano de salvação é mais ou menos resumido naquilo ali. Ah, isso muda tudo. Por quê? Porque significa que a obra da redenção não repousa sobre uma solução improvisada para um problema humano. Houve um problema na com os seres humanos e Deus então teve que fazer um plano. Tem nada a ver com isso, não é? repousa sobre uma glória eterna, sobre um amor sem começo, sobre uma comunhão que antecede a criação, sobre um filho que não começou a ser precioso quando veio ao mundo e morreu na cruz, que não adquiriu nenhuma beleza nova ao vir salvar os homens. Essas belezas já estavam lá. Ele era o filho amado pai em que ele tinha todo o prazer. E isso é que dá origem à salvação, ao plano de salvação. Não tem nada a ver com a nossa miséria, com a nossa dor. Quando a igreja chama Cristo de amado, ela não inventa ternura. Ela responde à ternura eterna que o pai tem pelo filho. Isso nos obriga a erguer os olhos e sair da fé utilitária e pensarmos na salvação, em Cristo, em Deus, no plano eterno, a respeito de nós homens, ou a respeito de nós individualmente e eh sair de uma devoção que só corre a Cristo por causa dos benefícios. Ah, precisamos ser salvos da coneração do pecado. E precisamos eh os cansados precisam de descanso e os casamentos precisam de algum jeito e as pessoas e sair de uma espiritualidade infantil que mede o valor de Jesus apenas pela quantidade de socorro que ele pode prover para nós, tanto espiritualmente quanto eh na vida comum. Então, o texto aqui, Paulo tá nos levando para lugar mais alto, como ele faz então no livro de Efésios, leva-nos ao coração do Pai, leva-nos a contemplar o Filho não apenas como necessário para nós. Como seríamos sem um Salvador? Como seríamos sem um um um redentor? Como seríamos sem propiciação? Não, não, não, não como necessário a nós, mas como infinitamente precioso em si mesmo. E porque ele é infinitamente precioso em si mesmo e o pai se deleitava nele, infinitamente precioso em si mesmo, o pai fez esse plano e decretou. Leva-nos a ver, então, o evangelho não nasce da miséria humana. Na verdade, ele não nasce nada a ver com os seres humanos. Nasce mais profundamente da glória eterna do filho amado. Como eu vou exaltar o filho amado? Como eu vou mostrar suas belezas para serem cantadas por toda a eternidade? A glória da graça, da misericórdia. Então, a a antiga igreja, quando você lê, né, sabia cantar, sabia nomear Cristo com doçura, sabia se aproximar dele, não apenas como reverência, mas com amor, com alegria em dizível. Vocês não viram, mas vocês o amam. E agora vocês não veem, mas o amam com uma alegria indisível e cheia de glória. Se alegram nele como o pai se alegra nele. É isso. Sabia que a linguagem da fé não é composta só de fórmulas corretas, mas de afeições corretas? Se você crê em tudo que Deus diz sobre o filho, mas não sente o que o pai sente pelo filho, então você ainda não está no lugar. Aqui é o lugar de admiração, é o lugar de deleite, é o lugar que o Pai sempre teve, de admiração, de deleite no seu filho amado e de ternura purificada pela verdade. Por isso ela, a igreja chamava ele em vários eh eh expressões no passado, né, de o bem amado. Cristo é o bem amado. Essa palavra não é pequena, porque não diz apenas que Cristo é verdadeiro, embora Jesus seja verdadeiro. Não diz apenas que Cristo é poderoso, embora ele seja. Não diz apenas que Cristo é santo, embora Cristo seja santo. Ela diz que Cristo é desejável, tão desejável, que o coração do Pai é totalmente capturado pela sua beleza. E isso é muito importante porque há uma forma de ortodoxia que sabe dizer muitas coisas corretas sobre Jesus e ainda assim quase nunca o trata como totalmente desejável. meu amado, sabe até defender a verdade sobre ele, sabe explicar sua obra, organizar os contornos da cristologia, sabe argumentar contra as heresias, sabe provar texto, mas já perdeu a música. Não, quando olha para Cristo está pensando num monte de coisas, salvação, mas não está pensando este é o meu amado, não é? Não é apenas meu redentor, meu é o meu amado. Como o pai ao olhar para ele, este é o meu filho amado. Ele podia dizer tantas coisas, mas é isso que ele quis dizer. Perdeu a doçura, perdeu o assombro afetivo, perdeu a linguagem de quem não apenas reconhece a necessidade que nós temos de Cristo como redentor propiciação, mas contempla ele com prazer nele mesmo. Prazer santo. O nome amado aqui então restaura isso. Ahã. Porque nos lembra que Cristo não é apenas indispensável para você, indispensável para sua salvação, indispensável para a sua miséria eterna se você não tiver. Aqui nos lembra que Cristo é belo, que ele é amável, que ele é desejável, que ele é suficiente para alegria infinita do pai. que tirará, nossa, não é apenas correto, ele é precioso, não é apenas necessário para escapar do do do inferno. Ele é digno de ser contemplado. Você vê, você realmente em Cristo escapa do inferno, mas o Pai nunca esteve sobre perigo nenhum, não é verdade? Ele de Cristo é digno de ser desejado pelo que ele é uma beleza infinita. Nada é digno de ser mais amado que o filho amado. É digno de ser amado com toda a força redimida da alma. Porque se ele é amado com toda a força infinita dos afetos do Pai, então ele é digno. Isso fere uma fé empobrecida, uma fé que se aproxima de Jesus só por utilidade, mesmo que ela seja espiritual, não seja a teologia da prosperidade, seja o inferno, seja, enfim, só por necessidade prática, só por alívio, só por proteção, perdão, entendido quase que de forma mecânica, só por aquilo que pode receber dele, mesmo as coisas mais altas, redenção, remissão, justificação. Mas o evangelho não começa com abstrações frias, não começa com uma tese, com mecanismo, com um esquema de salvação. Não conhece, não começa como uma engenharia espiritual que o homem precisa, como ele precisa daquelas máquinas no hospital, das máquinas que fazem a vida poder funcionar. começa com uma pessoa e essa pessoa é gloriosa, tão gloriosa que o Espírito Santo o chama de amado. Ele é o amado Pai. Ele é o amado Espírito Santo. O Pai declara: "Este é o meu filho amado, enquanto o Espírito Santo vem como uma pomba pousar sobre ele. É ele". tão gloriosa que a igreja nos seus momentos mais lúcidos, mais altos, não consegue falar dele apenas como doutrina encarnada, mas como deleite da alma, como alegria indisível, tão gloriosa, que até a linguagem mais alta da devoção ainda parece curta quando tenta dizer quem ele é. Então, fica impilhando coisas. Cristo é a verdade, ele é o poder, ele é a santidade, ele é a justiça, ele é a sabedoria de Deus. Mas todas essas coisas só são partes para dizer o que ele realmente é. Ele é o amado. Ele é o amado. Ou seja, nele há uma forma de beleza espiritual diante da qual a alma regenerada não apenas se submete, se inclina com ternura, se inclina com prazer, com deleite. Ela se rende com afeto. Não se rende porque senão ela vai pro inferno. Ela aprende a dizer, não apenas preciso dele para salvação, preciso dele para justificação, preciso dele para tudo. Não, não é a linguagem do desejo. Eu não fui só salvo por ele. Ele é o amado da minha alma, porque ele é o amado pai. Minha alma encontrou nele a maior preciosidade. A maior preciosidade não é ir para o inferno, não é ser justificado e ser isso ou aquilo. A maior preciosidade é ele mesmo, não o que ele fez. A doçura na glória de Cristo, isso não diminui sua majestade, aprofunda ela. O Pai não está precisando de nada, né? Mas ele diz, "Ele é o prazer do meu coração. Ele é o amado, é o meu filho amado. Eu tenho deleite nele. Eu tenho prazer nele. Porque a glória mais alta não é a que impõe reverência apenas, mas é que também desperta amor. A que não apenas curva os joelhos, mas atrai o seu coração com beleza. Cristo não é só o Senhor diante de quem trememos e trememos. Diante de quem os os serafins tapam os olhos, é o amado diante de quem a alma aprende santamente a se derreter. E por que esse nome é tão alto? Por que a carta aos Efésios coloca ele pra gente dessa forma? Porque essa palavra tem tanto peso? Porque só essa frase já devia ser todo compêndio eh eh eh teológico para nossos coração. Porque amado não é apenas um apelido devocional bonito, é uma revelação profunda de quem ele é. Porque antes de ser um nome que sobe da igreja para Cristo, é o que a mente infinita de Deus disse que ele é. A avaliação perfeita. Nada é mais amável do que ele. Aqui está o fundamento, aqui está a nascente, aqui está o ponto mais alto de todos. Cristo é chamado amado sobretudo porque ele é o amado coração do Pai. Não há nada maior do que o coração do pai. Então o objeto final do amor do coração do pai, quão grande é. Isso nos leva a um lugar onde nossa linguagem começa a falhar, porque conseguimos falar até certo ponto do amor da igreja por Cristo. Podemos falar sobre isso e eh há há uma há uma medida para isso. Conseguimos falar do amor dos pecadores para com o redentor. Conseguimos falar da ternura dos santos, da devoção dos fiéis, do apego da noiva pelo noivo. Mas o amor do Pai pelo Filho está além da nossa mente, das nossas capacidades. Leva-nos ao Eterno, leva-nos para dentro daquela comunhão sem começo, sem rachadura, sem um instante, antes de todos os instantes, além de qualquer medida. Se há algo além de qualquer medida, é o amor do Pai pelo Filho. Leva-nos para além do tempo, além da história, além da criação, além de qualquer lugar que a imaginação humana que pode ir longe, não é? Pode chegar. Houve um momento em que Cristo começou a ser amado pelo Pai. Não, não, nunca. sempre, eternamente, sem início, sem crescimento, sem alteração. O amor do Pai cresceu não, porque é completo. Ele é o amado pai, sem sombra de diminuição. A obra da cruz, nada disso, fez o amor do Pai se tornar maior. Ela é fruto do amor. O filho não entrou depois nas afeições do pai, não se tornou precioso por alguma coisa que foi acrescentada em algum momento da eternidade. Ele é o filho amado. E isso quer dizer que há entre o Pai e o Filho essa comunhão perfeita e eterna, incompreensivelmente profunda, diante da qual todo o amor criado, todas as belezas da natureza, todas as belezas do universo, visível e invisível, é só um pequeno eco desse amor. Por causa desse amor, tudo foi criado. Por causa desse amor, eh, a cruz existe. Por causa desse amor, todas as coisas existem. Toda a obra de Deus se move em harmonia com essa comunhão infinita, a criação, a providência, a redenção, a encarnação, a cruz, a ressurreição, o céu, o inferno. Nada disso acontece à parte do prazer que o pai tem no filho. Nada disso existe como realidade isolada. Nada disso tem um valor em si mesmo. O céu não tem um valor em si mesmo. Os anjos, os querubins, os serafins, você, todas as coisas só tem valor porque é um eco desse amor. Nada disso também pode ser entendido corretamente se não for entendido em Cristo, porque dele, por ele, para ele são todas as coisas. Isso muda a forma como vemos a centralidade de Jesus. Porque então entendemos, Cristo não está no centro apenas por eh porque o homem precisa dele, porque ele é o Salvador, porque ele é o Redentor, porque seu sangue é a propiciação. Não, não. Cristo está no centro porque o Pai o ama infinitamente, porque ele tem uma beleza infinita. que isso não é central apenas pela carência humana, não é por causa da cruz, simplesmente é central por causa do prazer divino. Isso salva a nossa fé de ser antropocêntrica, queridos. Qualquer coisa baseada no no antropocentrismo, qualquer humanismo secular totalmente oposto à Bíblia. Porque se não tomarmos cuidado, até a central de Cristo vai ser porque ele te salvou, porque ele morreu na cruz por você, porque ele te redimiu. Mas não é por isso que ele é central. Podemos pensar, Jesus é central porque resolve meus problemas. Central porque resolveu os problemas do pecado. Central porque minhas necessidades eram infinitas. Porque ele salva a minha alma. Porque nele eu recebi isso e aquilo e tudo isso é verdade. Mas essa não é a realidade final, porque ele é central. Ele é central antes de todas essas coisas. Essas coisas existem só para mostrar sua centralidade. Elas não são a causa dela. O fundo último é este. Ele é central porque o pai se deleita nele e ele é o filho amado, eterno do pai. Portanto, não pode haver um verso mais profundo do que esse que nós lemos. Ele é o prazer eterno do coração divino. Ele é o amado antes de ser eh eh eh de existir pecadores, desistir anjos, céu, antes de ser precioso para a igreja, Cristo era infinitamente precioso para o seu pai. Isso faz nossa salvação repousar não em um arranjo provisório, mas numa base. Olha, qual é a base da minha salvação? É o amor infinito do pai pelo filho. Podia haver algo maior? Não. O homem caído é utilitário por si mesmo, né? Quer resultados, quer alívio, quer resposta, quer benefício, quer socorro, quer paz. 99% das perguntas feit a um pastor é por causa dessas coisas. Raramente há um desejo de ver mais a beleza de Cristo nas perguntas. Homem quer resultados, quer alívio, quer resposta, quer benefício, quer socorro, quer paz, quer perdão, quer céu, quer força, quer proteção. E até quando se aproxima de Cristo, muitas vezes traz essa lógica. Às vezes é óbvio que isso é usado por Deus, mas às vezes as pessoas ficam nessa lógica pro resto da vida. Aproximam-se para receber, para ser ajudado, para ser levantado, para ser restaurado, para ser poupado, para ser consolado. De novo, tudo isso é real. Tudo isso é verdade, é legítimo, tudo isso está no evangelho, mas isso não é a base, não é a verdade que faz o evangelho seu evangelho. Porque se Cristo for para nós apenas aquele de quem extraímos benefícios, estamos muito longe do Pai, porque o Pai o ama infinitamente, tem nele prazer, porque ele é totalmente amável, não porque o pai precisa de benefícios. Ainda não admiramos por quem ele é diante do Pai. E isso não pode honrar o coração do Pai, porque tudo que o Pai conhece é honrá-lo por um deleite infinito nele. Ainda não aprendemos a linguagem madura da fé. O texto de Paulo está nos chamando para mais alto. Nos chama admirar Jesus não apenas pelo que ele faz, mas porque ele é o amado. Chamos a olhar para Jesus não apenas como remédio, mas como glória, não apenas como auxílio, como médico, mas como beleza espiritual. Por isso que é estranho as pessoas falaram: "Você pode conhecer muito Cristo e não ter paz." Como é vê-lo como excelência pessoal, diante da qual a alma deve parar, contemplar, amar, se assombrar e ser tão maior do que todas as coisas que vai levar Paulo a dizer morte, onde está o morte, a tua vitória ou então dizer para mim para ti, eh, estar com Cristo é muito melhor. Isso fere a nossa visão fria da fé, fere nossa maneira funcional de tratar Jesus, fere a infantilidade espiritual que só pergunta o que eu ganho com Cristo. Ah, estou frio. Por quê? Porque eu orei, Cristo não fez o que eu quis. Orei e meu marido foi embora. Orei e não ficou curado. Orei os problemas não saíram. Como ele é melhor do que a vida. Se ele é melhor do que a vida, ele é melhor do que todos os problemas que ele poderia tirar da vida. Como ele sustenta meus dias, como ele responde minhas crises, as pessoas estão perguntando. Tudo isso importa, mas a pergunta mais alta é outra. Quem é ele? Ele é o amado pai. E quando essa pergunta começa a governar teu coração, algo amadurece. Você começa a se parecer mais com Deus. O Espírito Santo tá te fazendo se se parecer com Deus, porque Deus tem esse prazer, porque deixa de tratar Jesus apenas como benefício e passa a vê-lo como glória. Esse é meu filho amado. Essa sua glória é a coisa mais bela, adorável e amável. É o que o pastor tá dizendo. Deixa de buscá-lo apenas por necessidade imediata e passa a contemplá-lo com com eh eh amor reverente. E aí começa a ver as coisas como levem e momentâneas. Porque ai se isso aqui está diante de você. Deixa de se aproximar apenas com mãos vazias pedindo socorro. E você deve se aproximar assim. Mas você começa também a se aproximar com um coração cheio de assombro. As mãos estão vazias, você precisa do socorro, mas seu coração está cheio de assombro, como o pai a olhar para ele. Este é meu filho amado. O pai não está com as mãos vazias. Os pai não está precisando de nada. Deixa de ver Cristo apenas como resposta para miséria humana da humanidade, os dramas e passa a vê-lo como filho eternamente belo em quem o pai sempre se deleitou. A igreja precisa reaprender isso. E nós individualmente, que a gente fala igreja, a gente sempre coloca fora, não é? A linguagem da adoração que não nasce apenas da utilidade recebida, meu Salvador, meu redentor, mas da excelência contemplada. Precisa voltar a falar de Cristo de modo que ele não pareça apenas necessário para pecadores, mas precioso em si. tão precioso que o pai que é bendito em si mesmo tem nele o seu prazer. É óbvio que o prazer e o amor do pai não há não é derivado de algo que poderia receber. é que ele é tão amável em si mesmo que até quem não tem nenhuma necessidade, é bendito em si mesmo, se deleita na beleza dele. É isso. Eh, é preciso voltar a saborear o nome amado, sem embaraço, sem frieza, sem medo de parecer terno demais diante da glória daquele em que o próprio coração do Pai se deleita. Porque uma igreja que só sabe usar Cristo em suas necessidades, ainda que as espirituais, não o contemplou plenamente. Não está podendo dizer: "Esse, como o pai disse, esse é meu filho amado, em quem eu tenho todo o prazer." Uma alma que só corre a ele por causa do que dele recebe, ainda não aprendeu nada do amor do pai, porque o pai não o ama assim porque precisa, mas porque ele é a coisa mais amável. Bela e delitável. Uma fé que só conhece o valor funcional de Jesus, ainda não tocou no centro quente da revelação do coração do Pai. Cristo é admirável. Cristo é desejável. Cristo é amável. Cristo é o amado. Não de pecadores miseráveis que foram salvos. Eu amado pai. E quando essa verdade entra a fundo, a fé muda de temperatura, fica menos mecânica, menos utilitária, menos infantil para enfrentar a vida mais adoradora, mais rendida, mais aquecida, mais semelhante. A linguagem da igreja quando realmente e canta como noiva, indo para as fogueiras, para, sabe, a fé começa a sair da infância. Aqui está o centro mais alto. Cristo é o amado e isso muda tudo, né? Ele não é amado eh daqueles que foram salvos. Ele é o amado pai. Muda porque desloca nossos olhos. Muda porque nos impede de começar a salvação por nós mesmos ou por qualquer homem ou por toda a humanidade. Muda porque nos arranca de uma fé estreita, funcional e autocentrada. mesma que ela já tivesse abandonado toda a ideia de de vantagens no mundo, mas mesmo aquelas que são eh as poderosas intervenções espirituais muda porque mostra que nossa esperança não repousa em um mediador improvisado para resolver a crise humana. Nossa esperança está no amor do Pai pelo Filho. Nossa salvação não se apoia em um plano que respondeu à nossa miséria, que respondeu à nossa queda, que respondeu a Satanás. Não, não. No filho que nunca esteve fora do prazer do pai, está a base da nossa salvação. Não há uma base maior. Não poderia haver. é a maior força do universo, o amor eh do Pai pelo Filho, no filho cuja preciosidade não depende do nosso reconhecimento. Ele não passou a ser amado porque fez coisas pela igreja ou pelos homens. Ele é o amado pai. Ele é o amado não por eh dar alguma coisa que alguém precisava. É o amado pai. Ele já era o amado. Ele foi o amado eternamente. E é justamente por isso que a salvação pode ser tão firme, porque a base dela é a coisa mais firme que existe antes de pensarmos em nosso amor vacilante. Imagine se a nossa salvação fosse baseada no nosso amor por Cristo. Nosso amor é vacilante, ele é inconstante, ele tem temperaturas, mas a nossa salvação é baseada no amor do Pai pelo Filho, porque é ali que começa tudo. E quando a alma vê isso, Jesus deixa de ser apenas o salvador de quem ela precisa e passa a ser também o amado de quem deseja permanecer. Tudo que quer para que vocês me amem com o amor com que o Pai me ama. Amor, o amor para que vocês me amem com o amor que ele me ama. O pai o ama totalmente por sua beleza e por nenhuma necessidade. Depois de contemplar quem Cristo é, o texto nos obriga a fazer uma pergunta ainda mais íntima. O que significa estar nele? Porque estamos no amado. Paulo está dizendo, não apenas admirá-lo, não apenas ouvi-lo, não apenas concordar com a verdade que ele é o Salvador. Nele, por ele, para ele, tudo foi feito, mas estar no amado. E aqui a linguagem sobe e se aprofunda, é, ao mesmo tempo, porque estar em Cristo não é metáfora, não é um ornamento, não é um exagero poético aqui de Paulo, não é uma maneira bonita de falar sobre proximidade espiritual, é a realidade, realidade mais funda do que a própria percepção natural consegue captar. O pai realmente viu Josemar em Cristo e derramou sua ira sobre ele. É uma união verdadeira. Nada ficou separado. Nada dele, de mim, nada meu dele. Tudo que era meu realmente era dele. Foi dele toda a minha miséria e tudo que é dele é meu. Então é mais profundo do que qualquer formulação apressada consegue carregar. texto abre essa união em várias direções e nos mostra que o povo de Deus esteve no coração de Cristo antes do tempo existir. Mostra-nos que esteve no livro de Cristo pela eleição. Em amor nos predestinou [roncando] nos lombos de Cristo pela representação, na pessoa de Cristo pela união operada pelo Espírito Santo. Tudo isso é vertiginoso. nos deixa tontos porque fomos acostumados apenas a pensar a salvação de forma rasa, como se fosse um perdão externo. É verdade. Há um tribunal, há justificação, mas pensamos nisso. E se se pensamos nisso, então estamos totalmente distantes, como se fosse só o cancelamento da culpa, fosse só rasgar o papel onde estava a minha dívida. Como se Cristo estivesse fora de nós e nós apenas próximos dele por algum vínculo moral, emocional ou mental. Mas não, a salvação é mais profunda. É a incorporação, a solidariedade santa, eh a identificação pactual aos olhos de Deus, a vida comunicada. Então, a união foi decretada na eternidade, em Cristo, ele nos amou, ele nos colocou lá. Essa união, é, ela é experimentada no tempo e o pecador sendo retirado de si mesmo é posto em outro. Isso muda tudo. Porque se eu estou em mim, tudo é estável. Porque eu sou instável. Se estou em minha experiência, vou oscilar. Toda vez que minha experiência oscila. Se estou em minha justiça, vou morrer sobre ela. Se estou em minha constância, vou desabar quando minha constância não for tão constante. Mas se eu estou em Cristo, então a segurança, a identidade, a paz, a esperança não repousa num solo humano, repousa no filho amado. A única maneira de quebrar isso é quebrar o amor do Pai pelo Filho. Como o crente não apenas crê em Cristo, ele está em Cristo, está no amado. E se isso for verdade, então a salvação não é um favor externo apenas, é uma nova localização espiritual. Ele está em Cristo, uma nova cabeça, um novo pertencimento, uma nova vida. Aquele que está em Cristo é uma nova criatura, porque ele está, é uma localização. E há uma verdade que humilha o homem e consola o santo ao mesmo tempo. E ao mesmo tempo faz isso na mesma pessoa. O amor de Cristo por seu povo não começou no tempo, não começou no dia da conversão, não começou quando a alma o percebeu pela primeira vez quando o Espírito Santo abriu seus olhos. Não começou quando o pecador passou a desejá-lo. Não começou quando a fé floresceu. Não começou quando a graça se tornou uma experiência consciente em nossa vida. Começou antes, antes do tempo. Antes do tempo é antes do cosmo. Não é que quando antes existia uma outra coisa, não existia nada, só Deus. Antes do tempo, antes da criação, antes da queda, antes do primeiro amanhecer do mundo, o povo de Deus estava no coração de Cristo desde a eternidade. Essa afirmação é grande demais para a carne, queridos, porque a carne sempre tenta imaginar a salvação como uma reação, de alguma maneira, do ser humano a Deus ou uma reação posterior do próprio Deus ao que acontece no tempo. como se o amor viesse depois, como se Cristo começasse a amar quando algo em nós de alguma maneira despertou o seu amor. Como se a história humana acionasse o amor divino, fosse o motor de arranque. Mas o evangelho ele não fala eh mais ou menos, ele destrói isso. Cristo não amou o seu povo porque o encontrou amável. amou antes, antes de qualquer resposta, antes de qualquer obra, antes de qualquer desejo piedoso e qualquer coisa que tem acontecido neles foi por causa do amor dele. Até o amor que eles vêm a sentir é porque ele usa amou primeiro. Eleição, então, não é fria, ela é amorosa, pessoal, eterna, profundamente intensa. Não somos números escolhidos por abstração. Não somos registro impessoal preservado numa lógica sem afeto. Não somos peças incluídas mecanicamente num decreto desencarnado. Fomos amados, amados no coração do Cristo eterno, porque o Pai eh fez todo um um um plano eterno para mostrar o seu amor pelo filho. Amados, antes que houvesse mundo para nos receber, amados, antes que houvesse tempo para nos contar, amado, antes que houvesse culpa em nós para ser perdoada ou fé para ser despertada em nossos corações, nossos nomes não entraram depois no coração de Cristo, em algum momento em que ele olhou pra frente e viu alguma coisa que a gente fez e aí o nosso o amor entrou no coração dele. Isso é espantoso. Já estava lá. na eternidade. Porque significa que o amor redentor não foi acrescentado a Cristo pela história. O amor dele pelo seu povo nada tem a ver com a história. Já pertencia ao seu coração a história é o resultado disso. Não foi improvisado em resposta a qualquer desastre em nossa vida. ou a humanidade não cresceu com os séculos, não enfraquece com os séculos e muito menos se enfraquecerá com os 57, 60, não sei quantos anos Josemar vai viver. [roncando] Isso consola profundamente, porque se o amor de Cristo começou antes do tempo, então o que acontece no tempo não pode alterá-lo. Se me amou antes de eu existir, não começou a me amar por causa de alguma dignidade minha. Se começou antes do tempo, o tempo não pode fazer nada com esse amor. Por isso que Paulo disse, por que ele não separará do amor de Cristo? Ele tá dizendo nada, nem o tempo, nem o passado, nem o futuro, nem o presente, nem por porque esse amor não tem nada a ver com o tempo. O tempo não criou, o tempo não pode destruí-lo. Se me levou no coração antes que eu pudesse sequer responder, então o fundamento da minha esperança não está. no que está em mim, o que eu encontro em mim, mas no que sempre esteve nele. E o que sempre esteve nele sempre estará. O crente passa, ele muda, ele oscila, o crente tropeça, chora, foge. O eleito, né, volta, esfria, se arrepende, ama com mistura. Nunca o nosso amor vai ser um amor perfeito. Obedece com fraqueza, mas o coração de Cristo não é uma morada estável como crente, como eleito. O amor que começou antes do tempo não será desmontado pelos acidentes do tempo. O tempo não faz nada com esse amor. O nosso amor por ele cresce. O dele por nós não. O nosso amor oscila. O dele não aumenta nem diminui. Aqui está uma rocha, então, para salvação. Fomos pensados em amor, fomos guardados em amor, fomos desejados em amor, somos preservados em amor. Fomos colocados no coração do Cristo eterno antes que soubéssemos o que significava precisar nele, na verdade, antes da nossa existência. E esse amor não pode ser desfeito no amado. Nós somos amados no amado. Quem foi amado no coração eterno de Cristo não pode ser apagado por acidentes do tempo. É isso que Paulo está dizendo. Mas o texto não nos deixa apenas no coração de Cristo. Leva-nos também a outras imagens todas fortes. Não há nenhuma imagem da salvação dos eleitos que não seja segura. todas destinadas a arrancar o crente de si mesmo e colocá-lo inteiramente no no mediador. Estamos no livro de Cristo pela eleição. Essa é a única razão de você estar lá. Ou seja, nossa história não começa no acaso, não começa em nenhum tipo de contingência, não começa na espontaneidade humana, começa no registro eterno de Deus. Em Cristo, ele nos escolheu, não amado, no conselho da sua vontade, na escolha santa, irrevogável, em que Cristo nunca aparece sem seu povo. Na revelação do Pai para nós, e Cristo nunca aparece sem o seu povo, ainda que o seu povo não existisse. Estamos na na mão de Cristo pela fiança. Essa imagem é tremenda, porque a mão de Cristo não é mão ornamental. Estar na mão de Cristo não é como alguma coisa está na minha mão agora. Quando você tá falando sobre isso, está falando sobre a mão que guarda, a mão que responde, a mão que assume a responsabilidade, a mão do fiador, a mão do pastor, mão de quem recebeu do Pai um povo. Pai colocou um povo na eternidade na sua mão, por causa do amor do Pai pelo Filho. Estamos ali não como objetos frágeis, entregues a uma custódia incerta, a uma mão, mas é a mão que sustenta o universo, que dá vida a todas as coisas, que dá vida até aos satanás e aos demônios, aos principados e potestades. É na mão dele que nós estamos e quem arrancará da mão do fiador aquilo que o pai deu a ele para ele disse: "Guardei todos que tu me deste estão nas minhas mãos". Quem frustrará a responsabilidade santa do pastor? Deus, o pai falou para o filho para mostrar a sua glória. Eu te dou um povo, você será o pastor deles. Aqui estão as ovelhas. Ele disse: "Eu não perderei nenhum daqueles que o Pai me deu." Estamos também nos lombos de Cristo, né? Essas são as imagens. que a linguagem fica ainda mais pactual, mais representativa, mais federal, porque fomos arruinados em Adão, caímos em uma cabeça. Estávamos em Adão, fomos representados por ele numa aliança. E a história humana você vê, e quando ele caiu, nós caímos mesmo. Em Adão caímos em Cristo somos feitos para permanecer para sempre. Da mesma maneira que não era possível Adão cair sem que a gente caísse, é impossível Jesus permanecer e nós cairmos. A mesma lógica que nos humilha em Adão nos exalta em Cristo, porque aquilo que ele fez fez como mediador. Como Adão fez o que fez como nosso representante, nós caímos. Jesus, Adão não fez aquilo como um ser isolado, ele fez como um representante, não como indivíduo isolado, foi o que Jesus fez. Não como um herói privado, não como um exemplo. Ele fez isso como a cabeça do seu povo. Obedeceu, representada obediência de Cristo é a minha obediência. Ele sofreu me representando. Todos os seus sofrimentos são como se fosse os meus. morreu representativamente. A sua morte é a minha morte. Ele foi sepultado, eu fui sepultado com ele. A lei terminou comigo. Ele ressuscitou representativamente e ressuscitamos com ele. Ele subiu representativamente. Subimos com ele. Ele se assentou à direita de Deus. Nos assentamos com ele nos lugares celestiais. Isso quer dizer que a nossa salvação não repousa na repetição do feito de Cristo dentro de nós como mérito. Repousa no fato de que já fizemos tudo nele. Da mesma maneira que comemos o fruto em Adão, contados nele, levantados dele, apresentados nele. Adão, a condenação nos alcançou como representação. Em Cristo, a justiça nos alcança pela mesma lógica. A glória agora gloriosamente redimida. Essa é a força da doutrina da união pactual. Estamos debaixo de uma cabeça, guardados por um fiador, incluídos num representante, levados por aquele que fez por seu povo aquilo que o seu povo jamais poderia fazer, mas que para o pai não há nenhuma diferença entre o que ele fez e o que eu fiz nele. O que ele fez, fez por nós. O que sofreu, sofreu como nosso. O que cumpriu, cumpriu representativamente. A obediência dele é a minha obediência, como o meu pecado foi o pecado dele. O que conquistou, conquistou como cabeça. Não há nada que ele conquistou que eu não esteja incluído. E por isso que a segurança do crente não está em sua mão segurando Cristo, mas na mão de Cristo segurando ele. Nenhum eu perdi nenhum dos que tu me deste, porque a segurança do do eleito não está no que ele faz. Ele tá segurando Cristo. Não, ele Cristo tá segurando. Ele não está em sua própria memória preservando a aliança. Mas no livro de Deus, mesmo nos dias que ele não está com clareza, Deus ainda está vendo tudo muito claramente. Como quando o anjo passou no Egito, as pessoas lá dentro não estavam vendo o sangue, mas o anjo estava. A salvação é mais sólida do que o homem. gostaria de admitir, mas ela também é mais humilhante do que ele gostaria de admitir, porque não há nenhuma participação, não há nenhum protagonismo humano na sua salvação. Em Adão caímos por representação, em Cristo permanecemos de pé pela mesma lógica, a glória e gloriosamente redimida. Mas tudo isso não permanece apenas em decreto, não fica só no nível da eternidade escondida, não fica só na estrutura pactual eh objetiva, não fica só na realidade representativa contemplada de longe. Chega o homem, entra na alma, torna-se vida. A união decretada é também uma união vivida. Estamos na videira e a vida dele está em nós. Aqui entramos no campo da experiência espiritual verdadeira, porque chega o momento em que o Espírito Santo entra na alma e aí faz um chamado eficaz, convence do pecado, quebra a autossuficiência, abre os olhos, inclina o coração, faz o pecador olhar para Cristo e ver sua beleza. que começa, começa a ver como o pai vê o filho, começa a ver a sua beleza. Então, algo acontece, que isto se torna a vida da alma regenerada. Não apenas verdade contemplada, aquelas verdades representativas, não apenas doutrina aceita, não apenas objeto do assentimento intelectual, não apenas figura venerada à distância, vida, vida que corre, vida que alimenta, pão, água, ele sustenta, ele vida que comunica, vida que pulsa, vida que desce da cabeça para os membros. Essa é a razão deles nunca mais viverem como viveram antes. Eles não estão fazendo isso para ir para o céu de Cristo vivo para a alma que dele passa a viver. Essa é uma união vital. Sem ela pode haver religião, pode haver discurso, ortodoxia formal, pode haver tradição, memória doutrinária, mas não vida. Você não está em Cristo só como representante. Você está em Cristo de todas as formas. Você realmente está na videira. Porque a vida espiritual não nasce da proximidade cultural com Cristo, nasce da união real com a sua pessoa. O ramo não vive por admirar a videira, ele vive porque ele está na videira. Essa é a razão. O corpo não vive por reconhecer que a cabeça é muito importante. Não, não, não. Ele vive porque está unido a cabeça. Separa ele da cabeça, ele está morto. Assim também é o crente. Ele não apenas pensa em Cristo como representando ele na justificação, eh, na na tomando suas maldições. Ele passa a viver de Cristo. Ele passa a extrair dele todo o gozo da alma. Ele passa a conhecer cada vez mais algo daquele, esse é meu filho amado, é totalmente desejável. e depender dele, receber dele alimento, força, permanência, movimento, perseverança. E é por isso que fora de Cristo não há salvação. Pode haver emoção, moralidade, zelo, religiosidade externa, pode haver até lágrimas, linguagem de fé, mas fala de Cristo, tudo isso ainda é morte bem ornamentada. Tudo isso ainda ser pouco caiado. A vida só existe dentro dele. Isso que o texto quer pressionar até o fundo da consciência. Não basta saber a doutrina da união com Cristo. Eu estou unido a Cristo. Eu preciso estar. Eu eu tô conhecendo cada vez mais algo desse amor do Pai pelo filho. É preciso receber sua seiva, não apenas defender a verdade da cabeça, mas tá ligado a ela. A pergunta não é apenas: você sabe descrever Cristo? Você viu? Então você sabe descrever a verdade sobre ele? A pergunta é: Ele é a vida da sua alma? Sua confiança repousa nele? Seu coração está indo atrás dele, suas afeições. Há fruto vindo dessa união, há amor, dependência, alimento, vida. Ele é a tua alegria, ele é a tua paz. É isso. Porque a fé verdadeira não é mera aproximação religiosa de Jesus, né? É uma união com a sua pessoa. Por isso, a linguagem pode ser correta e o coração continuar longe. A estrutura pode ser evangélica e a alma continuar morta. O espírito não nos une a uma ideia de Cristo, nos une a Cristo. Ele não nos une o espírito a uma verdade sobre Cristo. Ele nos une a Cristo, ao próprio Cristo. Aqui o evangelho se aprofunda. A salvação não é apenas perdão externo, não é só uma mudança de veredicto, não é só uma declaração externa que também é de justificação. Não é apenas uma decisão celestial favorável, comunicada à distância. Não é uma remissão da culpa entendida de modo frio e eh racional. É incorporação. É a união real com o Cristo vivo. Não. Cristo vive em mim. E a vida que agora vivo, vivo pela fé no filho de Deus. É isso. União pactual na representação. É verdade. União segura na mão do fiador, mas uma união vital. pela obra do espírito. O crente não apenas crê em Cristo, ele está em Cristo, está no amado. Isso muda tudo porque agora a sua esperança não repousa mais em si, de forma nenhuma. Não repousa na sua firmeza. O cristão não não não confia a sua firmeza, na sua capacidade de perseverar, não repouse em sua experiência, não repousa em sua memória, não repouso em seu desempenho, na sua capacidade de sustentar eh alguma forma de espiritualidade coerente, instante após instante, de tal maneira que Deus não possa fazer mais nada a não ser nos levar para o céu. pouso em Cristo, no amado, no coração eterno de Cristo, na mão guardadora de Cristo, na representatividade de Cristo, na vida comunicada, a seiva, né, da vida de Cristo, que jorra como um rio dentro dele. A salvação é mais funda do que a carne imagina, mais sólida do que o medo supõe, mas viva. O crente não apenas olha para Cristo, ele foi posto em Cristo. E uma vez posto nele, começou finalmente a viver. E a vida dele é tão imortal quanto a de Cristo. Agora, o texto chega a uma doçura que quase parece grande demais para ser recebida sem tremor. Aceitos no amado. É nele que nós fomos aceitos, não apenas tolerados, não é? né? Maravilhosa essa expressão. Deus não diz por causa de Cristo eu tolero vocês. Não apenas poupados por causa do meu filho, eu pouppo vocês. Não apenas suportados por um Deus relutante. Olha, vocês são, mas eu vou suportar vocês por causa do meu filho. Não apenas perdoados de modo frio. Olha, pelas regras. Eu vou perdoar vocês porque as regras estão dizendo isso, porque ele fez isso e fez aquilo. Como quem retira uma sentença sem se aproximar do condenado. Vou só não condenar aceitos no amado e não em nós. Você não é aceito em você mesmo. Isso humilha e e eh eh é maravilhoso porque você não é aceito na sua obediência. Deus não disse por causa da sua obediência eu vou te aceitar. Você não é aceito na sua estabilidade, porque você é uma pessoa estável, eu vou te aceitar. Nossa estabilidade vem da aceitação dele no amado, não o oposto. Não em nossa experiência. As experiências de vocês fazem vocês aceitáveis. Não em nossa santidade ainda incompleta, não em nossa constante eh constância vacilante, não em nossa capacidade de sustentar a nossa fé e a nossa capacidade de sustentar a nós mesmos até o fim. Vocês são aceitos no amado. Aqui está o coração pastoral do evangelho. Porque o homem em si mesmo continua sendo um terreno impossível para descansar. Nenhum descanso que você tem baseado em você mesmo está fadado a nada a não ser o fracasso depressivo. Em nós há pecado, a presença do pecado óbvia. Em nós a oscilação, em nós a mistura. Em nós há dias altos e baixos. Altos e baixos. Em nós há lágrimas santas, mas também há muitas distrações, leviandades, distrações vergonhosas em nós. A fé é real, mas ela é sempre atravessada por fraqueza. É como aquele homem que diz: "Ó Senhor, eu creio, tem misericórdia da minha incredulidade". É estranho, né? Como assim o cara crê em incredulidade? É porque é uma mistura. Uma mistura. Em nós há desejo de obedecer, mas ainda sem perfeição. Em nós há graça em operação, mas não há consumação da graça. Se a aceitação repousasse em nós, a aceitação morreria em nós. Se você, se um eleito não fosse aceito no amado, e ele ia ia deixar de ser aceito. Inevitavelmente ela repousa no amado. Significa que nossa paz não depende de descobrir algo finalmente em nós no final de cada dia que tenha sido realmente aceitável diante de Deus. Depende de sermos recebido inteiramente em Cristo. Não depende de apresentar a Deus uma alma já firme o suficiente para dizer assim: "Eu te aceito em você mesmo". Ele vai dizer para você: "Eu te aceito no amado." Depende de sermos cobertos por uma justiça que não nasceu em nós, não é ajudada por nós e não é acrescentada por nós. Não depende de uma experiência espiritual constante. Nossa experiência espiritual não é constante. Constante o bastante para sustentar o olhar santo de Deus e dizer: "Estou continuamente satisfeito com a sua constância. depende da perfeição imutável do filho. Você é aceito no amado. Meus olhos estão sobre ele. Eu continuo só vendo uma coisa. Eu me comprazo nele. Ele é totalmente amado por mim. Isso é um golpe contra todo orgulho religioso e ao mesmo tempo um alívio mais profundo do crente aflito. Porque a carne quer sempre guardar alguma parcela de aceitação para si. Não se engane. Teu coração vai tá sempre tentando encontrar em você alguma coisa que pode ser somada ao que Cristo fez. Por isso você tá sem ter sempre somando no seu coração e se arrependendo. Quer sempre algum tipo de mérito, mesmo que seja mínimo, alguma qualidade determinante, alguma porção de estabilidade espiritual que você possa dizer: "Isso aqui veio de mim, essa é essa estabilidade aqui, essa esse pedacinho aqui veio de mim." Mas o evangelho não deixa pé para isso. Ele arranca essa falsa paz pela raiz e coloca em outro lugar. Você é aceito no amado. E como o filho amado é a é amado eternamente, o coração do pai se deleita pela sua beleza infinita, eh você é aceito de maneira mais firme que a imaginação possa ir. Porque quem pode sondar o amor do pai pelo filho? Isso não produz frustidão, produz adoração, não gera descuido, gera eh eh gratidão, não enfraquece a santidade. Dá a santidade a única base sólida pela qual ela possa florescer de verdade. Se a minha santidade dependesse de olhar para mim e ver perfeição no final do meu dia, então eu só teria desânimo. O consolo do evangelho não está em tornar o pecador menos pecador do que ele é. está em dar ao pecador uma posição em Cristo mais firme do que ele jamais poderia construir ou poderia ter em si mesmo, mesmo se ele obedecesse. Jamais ele seria um objeto do amor, como o filho é o objeto do amor do pai. Mas agora ele está no amado, aceitos no amado. Essa frase é pequena, mas carrega então o universo inteiro. Porque nela não fala apenas do sentimento, fala de um consolo objetivo. Não fala apenas da impressão acolhedora da presença de Deus. Não, não, não, não. Fala da realidade, realidade judicial, afetiva, gloriosa. Primeiro é óbvio, judicial, porque em Cristo o veredicto mudou. Fora dele condenado, nele sem condenação. Não há como estar nele, ter um pouco de condenação ou fora dele e não ter toda condenação. Em nossa própria justiça não somos nada. é nele ou fora dele, em nosso próprio nome, sentença, em nossa própria condição diante da santidade de Deus, mesmo nossos melhores momentos espirituais, nada em nós pode sustentar-se diante do tribunal divino, mas em Cristo absolvição, mas não só a absolvição, deleite, porque ele se deleita no amado, não por negação da culpa, não por sentimentalismo, mas por uma suspensão eh eh eh Não por uma suspensão arbitrária da culpa, mas pela satisfação do coração do Pai, o deleite do Pai, a satisfação da lei, não por decidir de repente que o pecado não era tão sério, não. Não é que o que Cristo ofereceu é muito maior do que o que o pecado roubou. Ou seja, Cristo glorifica mais o Pai do que o pecado, rouba a sua glória. A absolvição vem porque a justiça foi satisfeita, porque a condenação foi tratada, porque o amado se colocou onde o culpado deveria estar e porque a santidade de Deus não foi relaxada, mas foi mais honrada do que se o homem nunca tivesse pecado. A aceitação cristã, portanto, é forense, é judicial, é objetiva. O pecador em Cristo já não está debaixo do veredicto que o seu pecado merecia. O tribunal mudou a palavra sobre ele, o réu foi revestido, a culpa foi tirada. Mas isso não é a salvação, porque a aceitação também é feita. Porque Deus não apenas deixa de condenar, ele olha com complacência. Agora ele olha para o santo e diz: "Esse é meu filho amado. Olha para o seu povo vestido com a justiça do seu filho. Não vê apenas um problema resolvido judicial. Ele vê um povo recebido como seu filho. Vê um povo amado no amado. Ser amado no amado é muito mais do que ser amado. Ainda que você fosse um ser santo em você mesmo. Que dirá? Você é pecador? Isso é extraordinário, porque já seria grande demais se Deus apenas dissesse: "Não vou te condenar mais". Mas ele vai além, ele recebe, acolhe, toma para si, olha com favor, diz que tem prazer, mas porque fomos postos naquele que é eternamente o bem amado pai? Essa frase deveria nos quebrar, queridos. Nós não somos tolerados por Deus. Ele tem um deleite em nós. Porque conhecemos bem a diferença entre tolerar e amar. Conhecemos entre suspender o castigo e abrir o coração em deleite. Há uma distância muito grande entre não rejeitar e abrir os braços para receber. O evangelho não nos deixa na margem da casa, não nos põe do lado de fora como culpados, poupados. Ele nos leva para dentro, aceitos no amado. Aceitos no amado. Você nunca vai ouvir agora e na eternidade algo mais profundo e belo do que isso. O homem imagina que para acolher acolher pecadores, Deus precisaria relativizar sua santidade, não é? Ou imagina que para preservar sua santidade, Deus precisaria manter pecadores à distância, mas em Cristo ele conseguiu algo maior do que se o homem nunca tivesse pecado. Passa através dele em Cristo. O amor não contorna a justiça, mas encontra um prazer infinito nos objetos que antes eram da sua ira. Não é só alívio legal, não é uma metáfora bonita, não é apenas absolvção, é o pecador sendo olhado por Deus à luz da sua justiça e santidade. E ele dizendo: "Eu te amo no amado." A primeira vista, alguém poderia pensar que seria melhor ser aceita em mim mesmo? Não seria melhor poder me apresentar diante de Deus como uma justiça própria, firme, inabalável, impecável, de quem nunca pecou? Não seria mais nobre, mais digno, mais seguro? Talvez não é óbvio que não. Ser aceita em Cristo é infinitamente melhor do que ser aceita em si mesmo. Por isso que Paulo disse: "Não, nenhuma justiça que vem da lei, mas apenas aquela que vem de Cristo pela fé. É disso que ele está falando, porque tudo que está em nós é mutável. Ainda criaturas que nunca pecaram perfeitas são mutáveis. A imutabilidade pertence a Deus. Tudo que está em nós, ainda que realmente tocado pela graça, permanece mutável e incompleto, não é? Que vai vai ter que crescer, desenvolver. Tudo que está em nós nesta vida ainda atravessa oscilação, fraqueza, lacuna, distração, cansaço, mistura e guerra. Se a aceitação dependesse da obediência própria, ela vai desmoronar cada vez que você pecar. Deus vai aceitar você e não aceitar você muitas vezes no único dia. Adão foi feito, foi aceito em sua própria obediência e quando ele caiu, acabou. Não tinha como voltar atrás amanhã. Porque ele não tinha como desfazer o feito. Aquele que sem pecado no início, ainda que ele começou assim, ele era uma criatura mutável, probatória, possível de queda. Ele podia cair, mas Cristo não pode cair. Ah, estar em Cristo. Se nós dependêsemos disso, estaríamos perdidos mesmo de o homem perfeito, porque o homem perfeito ainda é mutável. Talvez alguém diga então que ao menos dependesse da minha experiência espiritual, dos meus momentos altos, das minhas eh visitas de de de consolação, da minha percepção intensa da presença de Deus, da minha elevação interior nos dias de de de e de de elevação espiritual da minha fé em sua expressão mais viva. Nossa, também seria ruína, também seria, porque a experiência varia, sobe e desce. Não somos ah, olhe para Pedro, ele está ouvindo de Jesus. Eh, foi o espírito que te revelou isso. Daqui a pouco ele tá ouvindo para trás de mim, Satanás. Se Jesus amasse Pedro pela declaração dele, como é que é amar na hora do para trás de mim? Satanás, às vezes canta, às vezes a gente geme, às vezes a gente vê com nitidez. Às vezes mal conseguimos levantar os olhos. Se a aceitação estivesse ancorada na experiência, a gente ia ser viver viver de lançado de um lado para o outro, consolados numa hora, mas cheio de medo na outra. Íamos ter paz de manhã e desespero à tarde, paz para morrer à noite e medo de morrer de manhã e íamos ficar assim. Isso não é fundamento, isso é vento, queridos. Talvez alguém diga ainda: "Ah, então que dependa do desempenho espiritual, da minha constância, da minha disciplina, do progresso, da santidade percebida no andar diário." Mas isso também não serve, porque se a aceitação dependesse do desempenho, viveríamos entrando e saindo de paz. Eu ia pensar: "Meu desempenho hoje foi ruim e agora?" Eu ia estar no pacto pela manhã e fora do pacto à tarde, confiantes no momento, condenados. Não haveria nenhuma condenação em mim de manhã, mas já haveria condenação de tarde. A salvação se tornaria uma casa com chão se movendo, não uma rocha, seria areia, uma vida espiritual, onde cada oscilação de comportamento reabriria a pergunta básica: Deus ainda me recebe? Se ele me recebe em mim mesmo, então essa tarde ele não me recebe, mas ele me recebe no amado. Não, isso não é evangelho, queridos. Isso não é uma distorçãozinha. Isso não é o evangelho. Não é uma boa nova, não é uma boa notícia. Nossa experiência flutua. A experiência do pai com o filho não flutua. Ele é o amado pai e nós somos amados nele, escolhidos nele, aceitos nele. Nossa santidade é real, mas é imperfeita. A del inteira, completa, eterna, sem mancha, sem rachadura, sem recu. Mesmo nossa, na eternidade, nossa santidade é uma derivação, é uma lua do sol que ele é. E por isso que ser aceita em Cristo é melhor do que qualquer aceitação própria, imaginável, mesmo no seu estado de perfeição. Que dirá aqui? Porque é ser aceito num fundamento que nunca começou o amor do Pai pelo Filho. Num fundamento que não pode apodrecer, você só pode deixar de ser amado se o filho deixar de ser amado. Só pode deixar de ser desejável a Deus se o filho deixar de ser desejável. um fundamento que não pode ser abalado por nossas mudanças. Porque quando eu mudo, Cristo não muda e o amor do Pai por ele não muda também num fundamento que não não oscila com a nossa alma, porque não nasceu da nossa alma, não nasceu da nossa vida, da nossa experiência, da nossa constância. A paz do evangelho não depende do fato de eu me tornar em mim mesmo um objeto digno do amor e da aprovação divina. Depende de eu ter sido colocado no amado eterno do Pai, na aceitação sem fim. Isso liberta a alma, liberta da tirania, da autoinspecção como fonte de paz. O crente pode perder a percepção da sua paz. Mas não a paz com Deus. Ah, liberta da necessidade de transformar a experiência em tribunal, como se eu tivesse o dia inteiro no tribunal. Ainda liberta do orgulho no final do dia. Hoje eu vivi um dia espiritual. Hoje eu preguei, hoje eu fiz isso. Hoje eu fiz aquilo. Hoje eu Deus tá muito mais feliz, muito mais satisfeito. A pergunta desse vida passa a ser: Onde eu estou? O evangelho responde: "Você está no amado, você está em Cristo. Em Cristo você é uma nova criatura. Em Cristo você é amado. Em Cristo não há condenação nenhuma. E a verdade do evangelho que eh a verdade do evangelho que tem dois efeitos ao mesmo tempo, quebra e cura. E essa é a verdade. Essa é uma delas. Aceito no amado. Mel para o crente aflito. Mel para qualquer dia, para qualquer hora, para qualquer situação e escândalo para qualquer coração que quer sentir que há alguma aceitação nele pelo que ele é, que há algum mérito nele em algum momento da caminhada ou da eternidade. Mel para o crente aflito, porque o crente verdadeiro conhece algo de si. Em mim, ou seja, em minha natureza não habita bem algum. [roncando] Conhece sua inconstância, conhece suas misturas, conhece sua distração, conhece o cansaço da guerra interior, conhece os dias em que a fé parece pequena e a oração parece seca e a alma parece coberta de poeira. E se sua aceitação dependesse do que ele encontra em si, ele se afogaria. Mas então o evangelho vem diz: "Não está. Você não é aceita em você. Não é aceita em sua estabilidade. Você não é aceita em seu fervor. Deus pode te repreender porque você não está no seu primeiro amor, mas isso não está fazendo ele te amar. Não está aceito na tua experiência, não está aceito na tua força, você é aceito no amado. Isso é mel. Porque sustenta o pobre, sustenta o tentado, sustenta o quebrado, sustenta o que teme, não conseguir continuar, sustenta o que já viu demais da sua própria falência interior para acreditar que ele mesmo pode se sustentar até a morte. Ao mesmo tempo, essa verdade é escândalo para qualquer orgulho, para qualquer eh eh eh orgulho religioso que faz do evangelho outra coisa, porque o coração religioso quer sempre guardar pelo menos alguma parcela daquilo que Deus faz e da aceitação a algo que eu fiz ou que eu faço. Quer dizer, ainda que em voz baixa, sim, Cristo fez tudo, mas eu também fiz alguma coisa. Eu tenho uma vida de oração. Cristo fez tudo, ele é tudo, mas eu também obedeço. Eu também tenho uma obediência minha aí. É sim, graça. Graça, solo, sola grátia. Mas também tem a minha resposta. Sim. aceitação em Cristo, mas talvez um pouco sustentado por algo digno encontrado em mim que Deus não encontrou nos que estão no inferno. O evangelho destrói isso, corta essa vaidade pela raiz diz: "Em ti condenação". Se você fora de Cristo, você está no inferno, não há diferença fora de Cristo entre você e os que já estão no inferno. Não há diferença. No amado, aceitação em você, mesmo no seu melhor, mistura. mistura nele, perfeição, em você mudança. Um dia muito, orações profundas, outro dia não. Nele firmeza, em ti razão para você viver humilhado diante de Deus. Nele, razão para paz. Então você pode se humilhar e ter paz. O orgulho religioso odeia essa doutrina porque ela tira do homem toda a glória, não alguma, e dá toda a glória a Deus. Não permite que a carne tenha eh o último aplauso e nem um pouquinho de aplauso, nem aplauso nenhum. Mas a fé abraça isso. A fé abraça essa verdade, a fé que o Espírito Santo produz. Porque o Espírito Santo só produz uma fé que leva o homem a amar a Cristo como o Pai o ama. Leva para esse jogo. Abraça chorando, abraça adorando, abraça arrependido, porque entende que a paz mais sólida é exatamente esta. Eu nunca sou aceita em mim. Essa é a minha paz final. eternamente aceito no amado. Isso não incentivo o pecado. Ao contrário, isso é essa segurança que mata a vaidade com mais profundidade é a obediência que fluiria do orgulho. É essa graça que torna nosso amor por Cristo, o amor cada vez mais parecido com o pai que não ama a Cristo por causa de alguma benefício, mas pela sua beleza infinita. É essa aceitação firme que faz o crente odiar ainda mais o pecado, não para conquistar posição, mas porque já foi recebido numa posição que jamais poderia comprar. O crente permanece pecador em si mesmo. Ah, eu sempre tem uma coisa minha, né? Tipo uma marca lá, pecadores santo. Tem gente que vai, tem gente que não gosta. O cara não é, ele não é mais pecador. Ele acha que nele ele é outra coisa. Não é incrível. Essas pessoas se dizem crê no evangelho, mas o que você é em si mesmo, além de pecador, eu vou dizer se você tivesse um pouquinho de consciência, você ia dizer que Cristo vem ao mundo salvar os pecadores, dos quais você é o principal. Você é santo em Cristo. Você é santo e pecador. É por isso que Lutero eh cunhou em latim isso. Ah, ao mesmo tempo, em você mesmo, pecador, em você mesmo você não é nada. Em você é uma maldição. Em Cristo, você é santo. Nele, não é numa mistura dele com você. O crente permanece pecador em si mesmo, mas nunca condenado em Cristo. Permanece fraco em si mesmo. Mas quando ele é fraco em si mesmo, ele é forte em Cristo. Nunca fora da paz objetiva conquistada no amado. Essa é a doutrina que consola o pobre e humilha o soberbo. A carne odeia as doutrinas da graça. Odeia no mundo e na igreja. Nunca aceito em você. eternamente aceito no amado. Eis a paz que a carne odeia e a fé que é um dom do espírito abraça. Pena que o tempo, né, sempre acaba antes. A aceitação do povo de Deus não repousa em experiência, não repouso em obras, repouso em Cristo, só nele, no amado. E isso é o nosso consolo. Ah, é com isso que o o consolador nos consola, querido. Não é dizendo, você é alguém. Você era tão ruim assim. Tem tem uns consoladores que são assim, né? Os nossos amigos. Ah, eu tô sou miserável. Que isso? Não exagera. Você não é tão ruim assim. Olha aí essa autoestima. Tá ruim. Você Você foi feito para brilhar. Você é o cara. O Espírito Santo consola você assim. Ele diz: "Não, você é miserável mesmo. Mas você está em Cristo. Está em Cristo. Nenhuma condenação há parce que estão em Cristo. O Espírito Santo não é um consolador que nos bajula, queridos. Aumentando nossa autoestima. Ele nos consola no amado. Ele nos diz o que somos em Cristo, que estamos em Cristo, que ele, o espírito, é o selo de que nós estamos em Cristo, de que o fato dele habitar em nós, ele é o espírito enviado por Cristo. É assim que ele nos consola. Em nós, condenação. Em Cristo, absolvição. Em Cristo, em nós razão para humilhação contínua. Humilhai-vos, mas em Cristo descanso. Então você vê, não há nada com desespero aqui. O evangelho não nos manda cavar dentro de nós até encontrar algo que Deus diga: "Isso eu aceito. Você tem que procurar em você uma coisa que para mim aceitar você". O evangelho não fala para você fazer isso. Quanto mais nós olhamos, examina meu coração, vê se nele há algum caminho mal. Davi não tá falando isso porque tá com dúvida se há um caminho mal. Davi sabe que há. Ele sabe que o Deus que encontra lá escondido o pecado é o Deus que vai lidar com ele. Assim, o pecador, sem deixar de ser humilhado, é consolado. Ele é humilhado nele mesmo e é consolado no amado. Porque a sua paz não depende que ele consiga sustentar algo. Agora a gente fecha. Eu não vou poder até o fim, mas ele nos fez aceitos no amado. Que olha, se Paulo só tivesse escrito isso, ele não precisa escrever mais nada. Precisava porque escreveu, né? Se escreveu porque precisava. Mas aqui já tá tudo. A gente é que não ia entender. Não. Nós. Ele não foi a alma que subiu até Cristo por força própria. Não foi o pecador que encontrou o amado. O pai deu ao seu filho amado um povo. Não foi a vontade caída que por seu próprio movimento se colocou em segurança eterna. Não foi o coração morto que gerou vida. Não foi a culpa que produziu absolvição. Ele nos fez aceitos no que quem nos fez aceitos? Eu me fiz aceito no amado. Não, Deus me fez aceito no amado. Ele fez isso. Eu não me fiz aceito de forma nenhuma. Porque eu não fui pro amado. O amado vê o mundo e o mundo rejeitou. Ele é luz. E o mundo ama as trevas. Ele nos fez, o Pai nos fez aceitos do amado. Não fomos nós com a nossa decisão. Eu me fiz aceito no amado. Não, não, não. Isso é diabólico. Ele nos fez. Essa frase amarra tudo. Amarra, esmaga o orgulho, firma a segurança e acende o sol lhe deu glória. Ele nos fez aceitos no amado. Porque até aqui já vimos que Cristo é o amado. Vimos que o povo de Deus está nele. Vimos que a aceitação nunca repousa em nós, mas apenas no filho. Mas agora o texto diz: "Qual é a origem? Quem fez eu estar nos amados? Quem me colocou lá? O Pai me fez aceito no amado. Ele me colocou lá. Em Cristo, ele me escolheu. Em Cristo, ele me predestinou. Ele fez isso. Não, eu. Eu não me coloquei em CR, não sou salvo por Cristo. Eu não me coloquei lá. Ele a resposta. Graça soberana, operação divina, ação descendente do céu, movimento do Pai na eternidade. Ele em Cristo, ele nos amou. Em Cristo nos predestinou. Então, como é que eu tava em Cristo? Ele nos fez aceitos no amado. Ele nos colocou no amado. Foi Deus quem justificou. Foi Deus quem recebeu. Foi Deus quem sustentou. Foi Deus quem decidiu que pecadores seriam colocados no amado. Foi ele que colocou eles lá. Lá ele os amou. Isso significa que a salvação do começo ao fim não é uma cooperação equilibrada entre o céu e a terra. É graça. Graça planejada. Graça decretada, graça comprada, graça aplicada, graça sustentadora, graça perseverante. Porque perseveramos? Graça perseverante, graça que desce até o fundo da ruína humana e coloca aquele homem no amado. É por isso que a segurança é tão firme. Se tudo dependesse do homem, tudo desabaria em algum momento. Se a entrada em Cristo viesse da carne, a carne teria produzido a saída. Mas a carne só pode produzir carne. Jesus disse, só o espírito pode produzir espírito. Algo espiritual não pode vir da carne e na minha carne não habita bem algum. Portanto, se o coração caído pudesse gerar por si a própria permanência, então nenhum crente teria paz por um instante, porque o crente conhece o seu próprio coração, mas porque a obra divina é é é tão segura quanto é o amor do pai pelo filho. E o que é mais seguro? Porque o amado não muda. Deus não pode amar, mudar o seu amor pelos que são colocados no amado. E se isso for verdade, então o único lugar apropriado para o homem é o chão. Não o chão do desespero, mas o chão da adoração. Porque quem foi salvo assim, nada tem para exibir. A salvação não nasceu na terra, nasceu no céu, não nasceu no tempo, nasceu na eternidade. Ele nos colocou no amado, ele nos fez aceitos. Nós não fizemos aceitos em Cristo, porque eu quis Cristo, então eu fui aceito. Não, não, não. O Pai é que me fez aceito em Cristo. Começa na misericórdia soberana de Deus. Não é resultado de de uma alma que finalmente encontrou o seu caminho. É o efeito de um Deus que em sua graça colocou no amado, veio buscar, escolher, unir, justificar, guardar. Foi Cristo, foi o Pai que nos amou primeiro. E é o resultado disso foi esse amor nosso. Não fomos nós que percebemos a beleza de Cristo. O Pai percebeu a beleza de Cristo desde toda a eternidade. Nos colocou num filho e nos deu o Espírito Santo para abrir nossos olhos para ver a beleza que ele vê. Antes de qualquer movimento santo na alma, já havia o amor eterno do Pai em Cristo, o amor de Cristo, do espírito. Ante qualquer clamor humano já havia a afeição divina que produziu o clamor. Foi o Pai que nos elegeu. Ele nos colocou em Cristo na eternidade. Não nos encontramos no amado por acidente espiritual, nem por momento da nossa história, nem por uma decisão feliz em algum lugar, alguma noite. Não entramos nele pela nossa soma feliz de boas inclinações, porque não tinha nenhuma. Ele nos fez aceitos no amado. Não fomos escolhidos porque Deus viu em nós no futuro que nós eh ele só nos viu no amado. Ele porque ele nos viu no amado por uma razão. Ele nos colocou lá. Ele nos fez aceitos no amado. A eleição é do pai. O conselho é dele, a escolha é dele. O amor que separa um povo para o filho nasce no coração divino e em nenhuma qualidade humana. Foi o filho que nos tomou em sua responsabilidade. Ele não apenas abriu a possibilidade abstrata de, se quisermos termos alguma coisa, ele eh tomou o nosso lugar, tomou sobre si as nossas maldições, carregou na cruz, carregou esse povo no coração, no pacto, na obediência na cruz, no Getsêman, no suor sangue. Ele estava ali carregando esse povo. Ele fez esse fiador, cabeça, substituto responsável. E foi o espírito que nos uniu a Cristo, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A alma morta não criou vida. O homem natural não sabe eh não não não não sobe até a videira e se enxerta nela por alguma capacidade natural. O espírito vivifica, convence, inclina, atrai, rompe o túmulo, eh, tira a pedra, faz nascer, une, derrama. Tudo vem de Deus. tudo do coração eterno do filho, da eleição do pai, da regeneração do espírito, da obra mediadora do filho, da implicação, da aplicação eficaz do do espírito, da justificação, aceitação, união e perseverança do amado. A salvação é totalmente descendente. Ele nos colocou no amado. Vem do céu para o homem, nunca do homem para o céu. Isso precisa ser dito com força, porque cada vez mais a igreja está longe disso, se explica pelos conceitos do humanismo secular e impõe os o humanismo secular até o próprio Deus. Se em graça, mas também também eu. Sim, em Cristo, mas também minha adesão final. Cristo, mas eu como causa final decisiva. O evangelho destrói essa escada falsa. Nada sobre da terra pro céu. Da terra as pessoas só descem para o inferno. O céu desce. O céu desce. E é justamente por isso que salva. Porque se dependesse do homem subir, ninguém chegaria. Mas ele nos fez aceitos. Pense sempre nisso. Quem me fez aceito no amado, não foi eu ao abraçar a obra de Cristo. O Pai me fez aceito em Cristo. O mesmo evangelho que humilha o homem, ao tirá-lo da origem da salvação, o consola. Ao tirá-lo da do fundamento da permanência. Da mesma maneira que foi o Pai que me colocou em Cristo, ele que me segura até o fim. Ficar lá não depende de mim. Isso é o consolo. Porque se a entrada em Cristo é obra divina, a permanência também é. O mesmo Cristo que recebe e eh e eh é o Cristo que guarda. O mesmo Deus que te colocou em Cristo é o que te mantém lá para sempre. Porque ele colocou você em Cristo por causa do amor dele pelo seu filho. E o amor dele pelo seu filho é imutável, eterno. Mesmo Cristo que justifica, é o Cristo que preserva. As pessoas separaram isso. Cristo justifica, mas eu me preservo. Porque há almas que conseguem ouvir falar da graça que salva, mas vivem na permanência eh da da instância das suas capacidades para permanecer. Deus pode me salvar, mas eu posso me manter salvo. Como se estivesse. É igual você dizer que Deus te dá a vida, mas quem tá te mantendo vivo agora é você mesmo. Isso é tolicice. Se Deus te deu a vida quando você nasceu ou foi gerado, ele vai sustentar a sua vida. Ou então você não tem como sustentá-la. >> [roncando] >> como se a aceitação fosse em Cristo no início, mas depois passasse a depender da tua regularidade. Mas não, a segurança dos santos não se apoia na constância do crente, mas no amor do pai pelo filho. E é isso que sustenta o crente, o próprio amor do pai pelo filho. Se aceitasse dependência do homem, seria estável, variaria com o nosso humor de intensidade, com a fé que sentimos e haveria paz numa hora e colapso toda hora. Não somos essa essa salvação é firme porque o crente seja forte. Não, não, não. Mas porque o amado não muda nem o amor do Pai por ele. Então ele é forte, tão forte, mais forte que a morte. Porque o que é mais forte do que o amor do pai pelo filho? Se você imaginar que Deus possa parar de amar o filho, é a mesma possibilidade de que um daqueles que o pai deu ao filho e ele salvou, nos colocando no amado, se perder. A consequência da fidelidade divina. Quem começou? Deus. Quem nos colocou no filho? Deus. Quem nos fez aceitos no amado? Deus. Quem justificou Deus? Quem aceitou Deus? Quem prometeu guardar Deus? Onde o homem entrou, ele só recebeu foi graça. Você vê então a segurança não é presunção carnal, é a lógica da graça. Ou não é mais graça. É a paz de saber que o pastor não perde nenhum dos que o pai deu a ele. É o consolo de entender que o amado não é amado intermitantemente pelo Pai, dependendo de como foi o dia. Ele nos amou em Cristo, nos escolheu em Cristo, nos elegeu em Cristo e nos fez aceitos no amado. Isso não produz descuido, produz reverência, não produz indiferença, produz gratidão temerosa, produz uma forma mais porque se você falasse assim: "Ah, então se o homem é salvo assim, então ele vai querer pecar". Isso. Você tá dizendo o seguinte: se Deus amar o homem e colocar ele em Cristo, ele vai cada vez mais se parecer com um demônio. Sou um demônio. Pode pensar: "Esse Deus que fez tudo de bom para mim, agora eu vou dar facada nas costas dele porque eu já me dei bem". Esse é o pensamento de um homem salvo no amado, com a vida de Cristo em si, com a habitação do Espírito Santo. Mas é isso que crentes dizem. Para terminar, isso consola, mas também examina, afirma, também sonda, dá descanso, porque o texto não apenas exulta, mas também testa. Estou em Cristo. Não basta admirar a linguagem que Paulo está usando. Não basta eh não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. Há confiança total nele e em mim. Ele é minha paz. A tua religião seria a folhas, as folhas de Adão. Se não é tudo no amado, do início ao fim. A vida vindo dele é uma aceitação intelectual ou realmente eu sou um um galho numa videira. Esse exame é necessário porque fora de Cristo não há esperança. Não importa o que nós façamos e que tipo de vida levamos. Pode haver igreja, pode haver canto, pode haver ortodoxia verbal, pode haver participação em coisas santas, mas fora de Cristo eu continuo morto. Se eu não estou no amado, não posso ser amado pai. segurança não eh eh para não é para o hipócrita que usa a doutrina como travesseiro para o seu descuido, não para o coração que ama o pecado e tenta esconder-se atrás da linguagem da graça. Não para o religioso que quer paz, mas quer acrescentar o algo do seu ego, a essa a essa razão de paz, mas para aquele que está nele, que descansa nele, que frutifica nele, que vive nele, que ama [roncando] por causa e da aplicação do amor infinito do Pai pelo Filho, para que vocês me amem como o pai me ama. Doutrina da união, da aceitação, não produz descuido, produz reverência, produz amor, produz encanto cada vez maior. Não perfeito aqui, mas cada vez maior. Você agora já não precisa mais transformar espiritualidade em autopromoção. Já não precisa usar boas obras como moeda de aceitação ou de trota ou de negócio com Deus. pode arrepender-se sim, mas sem recomeçar do zero. Você não volta para algum lugar para reconquistar o amor de Deus depois do perdão. Pode buscar santidade, sim, mas não como um salário. A santidade é um fruto, não é o salário que eu pago a Deus pelo que ele fez e com profundidade, porque sabe que tudo que possui vem de cima. Esse é o ponto. A graça soberana, quando verdadeiramente recebida, não te torna frouxo espiritualmente, te torna reverente, te torna um um vivo sacrifício, leva ao diálo mais o pecado, precisamente porque agora sabe o custo e a grandeza e a beleza daquele que pagou toda a tua miséria. Assim a mensagem termina como deveria terminar. em doxologia. Por isso que Paulo sempre no meio das explicações dele explode em adoração. Porque o cristão tem tudo para adorar, não tem nada para falar de si mesmo. Ele nos fez aceitos no amado. Fique com essa frase. Essa frase vai ser a bênção dos dias mais escuros, a alegria dos dias mais alegres. Ele não, eu me fez aceito no amado. >> Santo Deus, eu me aproximo [música] sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo do coração, nos [música] pequenos pensamentos, [canto] nas palavras que eu soltei. Teu espírito me [música][canto] chama, confessa. E eu confessei. [música] Não escondo minha [canto] culpa, não maquio [música] minha dor. Contra [canto] ti eu pequei contra o [música] teu santo amor. Que atos [canto] minha raiz. [música] Um querer desalinhado. Eu preciso de [canto][música] limpeza. Eu preciso ser lavado. Cordeiro, minha [canto] justiça, [música] fim do meu tribunal. Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. [canto] Jesus, tem misericórdia. [música] Jesus vem me [canto] purificar. Teu sangue fala mais alto que o meu pecado a gritar. [grito] Minha única defesa [canto] é a cruz, é o teu favor. [música] Eu adoro a tua graça. Eu [música] descanso [canto] no teu amor. >> Tua misericórdia [música] é melhor. [música] Tua misericórdia é [canto] meu lar. >> Rei dos reis, [música] eu me prostro. Tu és [canto] luz e eu sou pó. Quando eu [música] tento ser meu dono, eu no terco em mim só. Autonomia [canto] é mentira, autossuficiência [música] também. [música] Tu és fonte, tu és vida. Sem ti [canto] nada me sustém. Eu não [música] venho com currículo, venho com mãos sem [canto][música] ter. Não confio no meu choro, nem o meu [canto] vou vencer. Eu [música] confio na firmeza do teu pacto, ó Senhor. [canto] Tua aliança [música] é selada no cordeiro [canto] redentor. [música] Restaura minha alegria, [canto] tua [música] salvação em mim. Sustenta-me com espírito [canto] pronto até o fim. [música] Jesus tem misericórdia. [música] Jesus vem me purificar. [música] Teu sangue fula mais alto que o meu pecado a gritar. A minha única [música] defesa [canto] é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [canto] Eu descanso [música] no teu amor. Inclina [música][canto] o meu coração, ensina-me a obedecer. Dá-me um [música] espírito pronto, mais doce do meu [canto] querer. Guarda-me na tentação, na rotina [música] e na aflição. [canto] Tua graça me carrega, tua mão me põe [música] de pé no chão. Tu me [música][canto]