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A fé vem pelo ouvir

Aceitos no Amado – Efésios 1:6 | Josemar Bessa

Aceitos no Amado – Efésios 1:6  | Josemar Bessa

Aceitos no Amado – Efésios 1:6 | Josemar Bessa

Aceitos no Amado — a verdade mais profunda e consoladora da salvação. Neste estudo poderoso de Efésios 1:6, exploramos como Cristo não é apenas nosso Salvador, mas o Deleite Eterno do Pai, e como fomos aceitos nEle antes da fundação do mundo.

Nesta pregação você vai descobrir:
• Por que Cristo é chamado de “o Amado”
• O que significa estar em Cristo (união eterna, federal, pactual e vital)
• Como a aceitação não depende de nós, mas dEle
• A graça soberana que nos fez aceitos do começo ao fim

Uma mensagem que tira a fé do utilitarismo e nos leva à adoração profunda.

📖 Texto base: Efésios 1:6
“Nos quais temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça, que Ele nos concedeu abundantemente em toda a sabedoria e prudência.”

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Legendas automáticas:

Há pequenas frases na Bíblia, pequenos
versos, né, onde se esconde o mundo de
conhecimento da glória de Deus. E
Efésios 1:6 tem isso, não é o verso
todo, né? Mas um pedacinho do verso que
diz assim:
"Ele nos fez aceitos no amado." Não é
difícil guardar tantas porções da Bíblia
que ligam a nossa mente rapidamente a
toda um conjunto de verdades
consoladoras. Você pode estar jogado
numa cela escura como foi a história dos
cristãos tanto tempo ainda. É. E você
tem isso aqui, ele nos fez aceitos no
amado. Há nomes de Cristo que nos
instruem.
Ah, há nomes de Cristo que nos corrigem,
que é exatamente aquilo que aquela
aquela situação precisa. Nomes de Cristo
que nos fortalece. Acabamos de cantar
Emanuel, não é Deus conosco. A nome de
Cristo que nos humilham,
porque mostra a nossa depravação. E há
nome de Cristo que nos consolam e há
nomens que fazem tudo isso ao mesmo
tempo. Hã, e amado é um deles. Ah, esse
verso maravilhoso, ele nos fez aceitos
num amado. Não é um nome frio, não é,
queridos? Não é um nome também
funcional,
não é um título apenas doutrinário, não
é uma definição seca de algo. É uma
palavra aquecida por afeto, pelo maior
de todos os afetos. é uma palavra cheia
de luz, uma palavra que carrega deleite,
ternura, proximidade e prazer.
E isso já eh eh confronta o nosso
coração,
porque nós nos acostumamos a pensar em
Cristo a partir das nossas necessidades.
Isso é trágico, não é? Pensamos nele.
Não que ele eh eh não esteja ligado às
nossas necessidades, mas nós costumamos
pensar nele como o nosso o quê?
Salvador, por causa da nossa perdição.
Ah, então costumamos pensar em Cristo a
partir da nossa necessidade. Redentor,
porque precisamos ser resgatados,
mediador,
sacerdote, rei, como aquele de quem
precisamos para não perecer de várias
formas. E tudo isso é verdadeiro, mas é
gloriosamente verdadeiro, mas não é o
ponto mais alto. Você pode até achar
estranho dizer que redentor, salvador,
rei, sacerdote,
eh, não é mais alto, mas não é mais
alto. Antes de Cristo ser nosso tesouro,
ele já era o deleite e o tesouro do seu
pai.
Antes de ser o consolo da igreja, ele já
era a alegria infinita do céu.
Antes de ser procurado pelos cansados e
sobrecarregados,
já era contemplado com amor perfeito
naquele mistério santo da comunhão
trina.
Eternamente.
A comunhão eterna entre o Pai e o Filho,
muito antes de pensar como salvador,
como mediador, como rei, como sacerdote,
a salvação começa aqui.
Isso quer dizer o quê, queridos? Não
começa no homem procurando o Salvador. A
salvação não começa com o Salvador,
mas no Pai, amando tanto filho que
resolveu fazer um plano eterno para
revelá-lo.
Você vê, não começou com os homens, não
começou com nada da criação.
O Pai tinha nele todo o seu prazer. Como
o Pai manifestaria essa glória, essa
alegria do seu filho amado? Assim.
Não na miséria humana como centro, não
foi a miséria humana que produziu o
plano de salvação,
a história, os decretos de Deus, mas a
glória do seu filho, essa glória do
filho amado e eh no amado, não é? Essa
glória que fez todo o plano
eh ser feito, não na terra tentando
subir o céu. A salvação não tem nada a
ver com a terra tentando subir o céu.
Você vê que a salvação é o céu descendo
a terra. Deus fez um plano eterno para
mostrar seu filho amado. É por isso que
vai ver você vai ver ele dizendo: "Este
é o meu filho amado em quem me
comprazo." Ele tá dizendo assim: "Ele é
a razão de tudo. Não é a miséria de
vocês, não é a necessidade de vocês. Ele
tá na vai pra cruz em primeiro lugar.
Não tem nada a ver com vocês. Tem a ver
com ele ser meu filho amado. E eu queria
mostrar a sua glória.
É o céu se abrindo, por assim dizer.
aquilo que que a Bíblia diz que o céu
abriu e Deus disse: "Esse é meu filho
amado". O plano de salvação é mais ou
menos resumido naquilo ali. Ah,
isso muda tudo. Por quê? Porque
significa que a obra da redenção não
repousa sobre uma solução improvisada
para um problema humano. Houve um
problema na com os seres humanos e Deus
então teve que fazer um plano. Tem nada
a ver com isso, não é? repousa sobre uma
glória eterna, sobre um amor sem começo,
sobre uma comunhão que antecede a
criação,
sobre um filho que não começou a ser
precioso quando veio ao mundo e morreu
na cruz,
que não adquiriu nenhuma beleza nova ao
vir salvar os homens.
Essas belezas já estavam lá.
Ele era o filho amado pai em que ele
tinha todo o prazer. E isso é que dá
origem à salvação, ao plano de salvação.
Não tem nada a ver com a nossa miséria,
com a nossa dor.
Quando a igreja chama Cristo de amado,
ela não inventa ternura. Ela responde à
ternura eterna que o pai tem pelo filho.
Isso nos obriga a erguer os olhos e sair
da fé utilitária e pensarmos na
salvação, em Cristo, em Deus, no plano
eterno, a respeito de nós homens, ou a
respeito de nós individualmente
e eh sair de uma devoção que só corre a
Cristo por causa dos benefícios. Ah,
precisamos ser salvos da coneração do
pecado. E precisamos eh os cansados
precisam de descanso e os casamentos
precisam de algum jeito e as pessoas e
sair de uma espiritualidade infantil que
mede o valor de Jesus apenas pela
quantidade de socorro que ele pode
prover para nós, tanto espiritualmente
quanto eh na vida comum. Então, o texto
aqui, Paulo tá nos levando para lugar
mais alto, como ele faz então no livro
de Efésios, leva-nos ao coração do Pai,
leva-nos a contemplar o Filho não apenas
como necessário para nós. Como seríamos
sem um Salvador? Como seríamos sem um um
um redentor? Como seríamos sem
propiciação? Não, não, não,
não como necessário a nós, mas como
infinitamente precioso em si mesmo. E
porque ele é infinitamente precioso em
si mesmo e o pai se deleitava nele,
infinitamente precioso em si mesmo, o
pai fez esse plano e decretou. Leva-nos
a ver, então, o evangelho não nasce da
miséria humana. Na verdade, ele não
nasce nada a ver com os seres humanos.
Nasce mais profundamente da glória
eterna do filho amado. Como eu vou
exaltar o filho amado? Como eu vou
mostrar suas belezas para serem cantadas
por toda a eternidade? A glória da
graça, da misericórdia.
Então, a a antiga igreja, quando você
lê, né, sabia cantar, sabia nomear
Cristo com doçura, sabia se aproximar
dele, não apenas como reverência, mas
com amor,
com alegria em dizível. Vocês não viram,
mas vocês o amam. E agora vocês não
veem, mas o amam com uma alegria
indisível e cheia de glória.
Se alegram nele como o pai se alegra
nele. É isso. Sabia que a linguagem da
fé não é composta só de fórmulas
corretas, mas de afeições corretas? Se
você crê em tudo que Deus diz sobre o
filho, mas não sente o que o pai sente
pelo filho, então você ainda não está no
lugar.
Aqui é o lugar de admiração, é o lugar
de deleite, é o lugar que o Pai sempre
teve, de admiração, de deleite no seu
filho amado e de ternura
purificada pela verdade. Por isso ela, a
igreja chamava ele em vários eh eh
expressões no passado, né, de o bem
amado. Cristo é o bem amado.
Essa palavra não é pequena, porque não
diz apenas que Cristo é verdadeiro,
embora Jesus seja verdadeiro. Não diz
apenas que Cristo é poderoso, embora ele
seja. Não diz apenas que Cristo é santo,
embora Cristo seja santo. Ela diz que
Cristo é desejável, tão desejável, que o
coração do Pai é totalmente capturado
pela sua beleza.
E isso é muito importante porque há uma
forma de ortodoxia que sabe dizer muitas
coisas corretas sobre Jesus e ainda
assim quase nunca o trata como
totalmente desejável.
meu amado,
sabe até defender a verdade sobre ele,
sabe explicar sua obra, organizar os
contornos da cristologia,
sabe argumentar contra as heresias, sabe
provar texto, mas já perdeu a música.
Não, quando olha para Cristo está
pensando num monte de coisas, salvação,
mas não está pensando este é o meu
amado,
não é? Não é apenas meu redentor, meu é
o meu amado. Como o pai ao olhar para
ele, este é o meu filho amado. Ele podia
dizer tantas coisas, mas é isso que ele
quis dizer.
Perdeu a doçura, perdeu o assombro
afetivo,
perdeu a linguagem de quem não apenas
reconhece a necessidade que nós temos de
Cristo como redentor propiciação, mas
contempla ele com prazer
nele mesmo. Prazer santo. O nome amado
aqui então restaura isso. Ahã. Porque
nos lembra que Cristo não é apenas
indispensável para você, indispensável
para sua salvação, indispensável para a
sua miséria eterna se você não tiver.
Aqui nos lembra que Cristo é belo, que
ele é amável, que ele é desejável, que
ele é suficiente para alegria infinita
do pai. que tirará, nossa, não é apenas
correto, ele é precioso,
não é apenas necessário para escapar do
do do inferno. Ele é digno de ser
contemplado. Você vê, você realmente em
Cristo escapa do inferno, mas o Pai
nunca esteve sobre perigo nenhum, não é
verdade? Ele de Cristo é digno de ser
desejado pelo que ele é uma beleza
infinita. Nada é digno de ser mais amado
que o filho amado.
É digno de ser amado com toda a força
redimida da alma. Porque se ele é amado
com toda a força infinita dos afetos do
Pai, então ele é digno. Isso fere uma fé
empobrecida, uma fé que se aproxima de
Jesus só por utilidade, mesmo que ela
seja espiritual, não seja a teologia da
prosperidade, seja o inferno, seja,
enfim, só por necessidade prática, só
por alívio, só por proteção, perdão,
entendido quase que de forma mecânica,
só por aquilo que pode receber dele,
mesmo as coisas mais altas, redenção,
remissão, justificação. Mas o evangelho
não começa com abstrações frias, não
começa com uma tese, com mecanismo, com
um esquema de salvação. Não conhece, não
começa como uma engenharia
espiritual que o homem precisa, como ele
precisa daquelas máquinas no hospital,
das máquinas que fazem a vida poder
funcionar. começa com uma pessoa e essa
pessoa é gloriosa,
tão gloriosa que o Espírito Santo
o chama de amado. Ele é o amado Pai. Ele
é o amado Espírito Santo. O Pai declara:
"Este é o meu filho amado, enquanto o
Espírito Santo vem como uma pomba pousar
sobre ele. É ele". tão gloriosa que a
igreja nos seus momentos mais lúcidos,
mais altos, não consegue falar dele
apenas como doutrina encarnada, mas como
deleite da alma,
como alegria indisível, tão gloriosa,
que até a linguagem mais alta da devoção
ainda parece curta quando tenta dizer
quem ele é. Então, fica impilhando
coisas. Cristo é a verdade, ele é o
poder, ele é a santidade, ele é a
justiça, ele é a sabedoria de Deus.
Mas
todas essas coisas só são partes para
dizer o que ele realmente é. Ele é o
amado.
Ele é o amado. Ou seja, nele há uma
forma de beleza espiritual diante da
qual a alma regenerada não apenas se
submete, se inclina com ternura,
se inclina com prazer, com deleite. Ela
se rende com afeto. Não se rende porque
senão ela vai pro inferno. Ela aprende a
dizer, não apenas preciso dele para
salvação, preciso dele para
justificação, preciso dele para tudo.
Não, não é a linguagem do desejo. Eu não
fui só salvo por ele. Ele é o amado da
minha alma,
porque ele é o amado pai. Minha alma
encontrou nele a maior preciosidade. A
maior preciosidade não é ir para o
inferno, não é ser justificado e ser
isso ou aquilo. A maior preciosidade é
ele mesmo, não o que ele fez.
A doçura na glória de Cristo, isso não
diminui sua majestade, aprofunda ela.
O Pai não está precisando de nada, né?
Mas ele diz, "Ele é o prazer do meu
coração. Ele é o amado, é o meu filho
amado. Eu tenho deleite nele. Eu tenho
prazer nele.
Porque a glória mais alta não é a que
impõe reverência apenas, mas é que
também desperta amor.
A que não apenas curva os joelhos, mas
atrai o seu coração com beleza.
Cristo não é só o Senhor diante de quem
trememos e trememos.
Diante de quem os os
serafins tapam os olhos, é o amado
diante de quem a alma aprende
santamente a se derreter.
E
por que esse nome é tão alto? Por que a
carta aos Efésios coloca ele pra gente
dessa forma? Porque essa palavra tem
tanto peso? Porque só essa frase
já devia ser todo compêndio eh eh eh
teológico para nossos coração. Porque
amado não é apenas um apelido devocional
bonito, é uma revelação profunda
de quem ele é. Porque antes de ser um
nome que sobe da igreja para Cristo, é o
que a mente infinita de Deus disse que
ele é. A avaliação perfeita. Nada é mais
amável do que ele.
Aqui está o fundamento, aqui está a
nascente, aqui está o ponto mais alto de
todos. Cristo é chamado amado sobretudo
porque ele é o amado coração do Pai.
Não há nada maior do que o coração do
pai. Então o objeto final do amor do
coração do pai, quão grande é.
Isso nos leva a um lugar onde nossa
linguagem começa a falhar, porque
conseguimos falar até certo ponto do
amor da igreja por Cristo. Podemos falar
sobre isso e eh há há uma há uma medida
para isso. Conseguimos falar do amor dos
pecadores para com o redentor.
Conseguimos falar da ternura dos santos,
da devoção dos fiéis, do apego da noiva
pelo noivo. Mas o amor do Pai pelo Filho
está além da nossa mente, das nossas
capacidades.
Leva-nos ao Eterno, leva-nos para dentro
daquela comunhão sem começo, sem
rachadura, sem um instante, antes de
todos os instantes, além de qualquer
medida. Se há algo além de qualquer
medida, é o amor do Pai pelo Filho.
Leva-nos para além do tempo, além da
história, além da criação, além de
qualquer lugar que a imaginação humana
que pode ir longe, não é? Pode chegar.
Houve um momento em que Cristo começou a
ser amado pelo Pai. Não,
não, nunca. sempre, eternamente, sem
início, sem crescimento, sem alteração.
O amor do Pai cresceu não, porque é
completo. Ele é o amado pai,
sem sombra de diminuição. A obra da
cruz, nada disso, fez o amor do Pai se
tornar maior.
Ela é fruto do amor.
O filho não entrou depois nas afeições
do pai, não se tornou precioso por
alguma coisa que foi acrescentada em
algum momento da eternidade. Ele é o
filho amado. E isso quer dizer que há
entre o Pai e o Filho essa comunhão
perfeita e eterna, incompreensivelmente
profunda,
diante da qual todo o amor criado, todas
as belezas da natureza, todas as belezas
do universo, visível e invisível, é só
um pequeno eco desse amor. Por causa
desse amor, tudo foi criado. Por causa
desse amor, eh, a cruz existe. Por causa
desse amor, todas as coisas existem.
Toda a obra de Deus se move em harmonia
com essa comunhão infinita, a criação,
a providência, a redenção, a encarnação,
a cruz, a ressurreição, o céu, o
inferno.
Nada disso acontece à parte do prazer
que o pai tem no filho.
Nada disso existe como realidade
isolada. Nada disso tem um valor em si
mesmo. O céu não tem um valor em si
mesmo. Os anjos, os querubins, os
serafins, você, todas as coisas só tem
valor porque é um eco desse amor.
Nada disso também pode ser entendido
corretamente se não for entendido em
Cristo, porque dele, por ele, para ele
são todas as coisas. Isso muda a forma
como vemos a centralidade de Jesus.
Porque então entendemos, Cristo não está
no centro apenas por eh porque o homem
precisa dele, porque ele é o Salvador,
porque ele é o Redentor, porque seu
sangue é a propiciação. Não, não. Cristo
está no centro porque o Pai o ama
infinitamente,
porque ele tem uma beleza infinita.
que isso não é central apenas pela
carência humana, não é por causa da
cruz, simplesmente
é central por causa do prazer divino.
Isso salva a nossa fé de ser
antropocêntrica, queridos. Qualquer
coisa baseada no no antropocentrismo,
qualquer humanismo secular totalmente
oposto à Bíblia.
Porque
se não tomarmos cuidado, até a central
de Cristo vai ser porque ele te salvou,
porque ele morreu na cruz por você,
porque ele te redimiu. Mas não é por
isso que ele é central.
Podemos pensar, Jesus é central porque
resolve meus problemas. Central porque
resolveu os problemas do pecado. Central
porque minhas necessidades eram
infinitas. Porque ele salva a minha
alma. Porque nele eu recebi isso e
aquilo e tudo isso é verdade. Mas essa
não é a realidade final, porque ele é
central. Ele é central antes de todas
essas coisas. Essas coisas existem só
para mostrar sua centralidade. Elas não
são a causa dela. O fundo último é este.
Ele é central porque o pai se deleita
nele e ele é o filho amado, eterno do
pai. Portanto, não pode haver um verso
mais profundo do que esse que nós lemos.
Ele é o prazer eterno do coração divino.
Ele é o amado antes de ser eh eh eh de
existir pecadores,
desistir anjos, céu,
antes de ser precioso para a igreja,
Cristo era infinitamente precioso para o
seu pai.
Isso faz nossa salvação repousar não em
um arranjo provisório, mas numa base.
Olha, qual é a base da minha salvação? É
o amor infinito do pai pelo filho. Podia
haver algo maior?
Não. O homem caído é utilitário por si
mesmo, né? Quer resultados, quer alívio,
quer resposta, quer benefício, quer
socorro, quer paz. 99% das perguntas
feit a um pastor é por causa dessas
coisas. Raramente há um desejo de ver
mais a beleza de Cristo nas perguntas.
Homem quer resultados, quer alívio, quer
resposta, quer benefício, quer socorro,
quer paz, quer perdão, quer céu, quer
força, quer proteção. E até quando se
aproxima de Cristo, muitas vezes traz
essa lógica. Às vezes é óbvio que isso é
usado por Deus, mas às vezes as pessoas
ficam nessa lógica pro resto da vida.
Aproximam-se para receber, para ser
ajudado, para ser levantado, para ser
restaurado, para ser poupado, para ser
consolado.
De novo, tudo isso é real.
Tudo isso é verdade, é legítimo, tudo
isso está no evangelho, mas isso não é a
base, não é a verdade que faz o
evangelho seu evangelho. Porque se
Cristo for para nós apenas aquele de
quem extraímos benefícios, estamos muito
longe do Pai,
porque o Pai o ama infinitamente, tem
nele prazer, porque ele é totalmente
amável, não porque o pai precisa de
benefícios.
Ainda não admiramos por quem ele é
diante do Pai. E isso não pode honrar o
coração do Pai, porque tudo que o Pai
conhece é honrá-lo por um deleite
infinito nele. Ainda não aprendemos a
linguagem madura da fé. O texto de Paulo
está nos chamando para mais alto. Nos
chama admirar Jesus não apenas pelo que
ele faz, mas porque ele é o amado.
Chamos a olhar para Jesus não apenas
como remédio, mas como glória,
não apenas como auxílio, como médico,
mas como beleza espiritual. Por isso que
é estranho as pessoas falaram: "Você
pode conhecer muito Cristo e não ter
paz." Como
é vê-lo como excelência pessoal, diante
da qual a alma deve parar, contemplar,
amar, se assombrar e ser tão maior do
que todas as coisas que vai levar Paulo
a dizer morte, onde está o morte, a tua
vitória ou então dizer para mim para ti,
eh, estar com Cristo é muito melhor.
Isso fere a nossa visão fria da fé, fere
nossa maneira funcional de tratar Jesus,
fere a infantilidade espiritual que só
pergunta o que eu ganho com Cristo. Ah,
estou frio. Por quê? Porque eu orei,
Cristo não fez o que eu quis.
Orei e meu marido foi embora. Orei e não
ficou curado. Orei os problemas não
saíram.
Como ele é melhor do que a vida. Se ele
é melhor do que a vida, ele é melhor do
que todos os problemas que ele poderia
tirar da vida. Como ele sustenta meus
dias, como ele responde minhas crises,
as pessoas estão perguntando. Tudo isso
importa, mas a pergunta mais alta é
outra. Quem é ele? Ele é o amado pai.
E quando essa pergunta começa a governar
teu coração, algo amadurece. Você começa
a se parecer mais com Deus. O Espírito
Santo tá te fazendo se se parecer com
Deus, porque Deus tem esse prazer,
porque deixa de tratar Jesus apenas como
benefício e passa a vê-lo como glória.
Esse é meu filho amado. Essa sua glória
é a coisa mais bela, adorável e amável.
É o que o pastor tá dizendo. Deixa de
buscá-lo apenas por necessidade imediata
e passa a contemplá-lo com com eh eh
amor reverente. E aí começa a ver as
coisas como levem e momentâneas. Porque
ai se isso aqui está diante de você.
Deixa de se aproximar apenas com mãos
vazias pedindo socorro. E você deve se
aproximar assim. Mas você começa também
a se aproximar com um coração cheio de
assombro. As mãos estão vazias, você
precisa do socorro, mas seu coração está
cheio de assombro, como o pai a olhar
para ele. Este é meu filho amado. O pai
não está com as mãos vazias. Os pai não
está precisando de nada.
Deixa de ver Cristo apenas como resposta
para miséria humana da humanidade, os
dramas e passa a vê-lo como filho
eternamente belo em quem o pai sempre se
deleitou. A igreja precisa reaprender
isso. E nós individualmente, que a gente
fala igreja, a gente sempre coloca fora,
não é? A linguagem da adoração que não
nasce apenas da utilidade recebida, meu
Salvador, meu redentor,
mas da excelência contemplada.
Precisa voltar a falar de Cristo de modo
que ele não pareça apenas necessário
para pecadores,
mas precioso em si. tão precioso que o
pai que é bendito em si mesmo
tem nele o seu prazer.
É óbvio que o prazer e o amor do pai não
há não é derivado de algo que poderia
receber.
é que ele é tão amável em si mesmo que
até quem não tem nenhuma necessidade,
é bendito em si mesmo, se deleita na
beleza dele. É isso. Eh, é preciso
voltar a saborear o nome amado, sem
embaraço, sem frieza, sem medo de
parecer terno demais diante da glória
daquele em que o próprio coração do Pai
se deleita. Porque uma igreja que só
sabe usar Cristo em suas necessidades,
ainda que as espirituais,
não o contemplou plenamente. Não está
podendo dizer: "Esse, como o pai disse,
esse é meu filho amado, em quem eu tenho
todo o prazer."
Uma alma que só corre a ele por causa do
que dele recebe, ainda não aprendeu nada
do amor do pai, porque o pai não o ama
assim porque precisa,
mas porque ele é a coisa mais amável.
Bela e delitável. Uma fé que só conhece
o valor funcional de Jesus, ainda não
tocou no centro quente da revelação do
coração do Pai. Cristo é admirável.
Cristo é desejável. Cristo é amável.
Cristo é o amado. Não de pecadores
miseráveis que foram salvos. Eu amado
pai.
E quando essa verdade entra a fundo, a
fé muda de temperatura,
fica menos mecânica, menos utilitária,
menos infantil
para enfrentar a vida mais adoradora,
mais rendida, mais aquecida, mais
semelhante.
A linguagem
da igreja quando realmente e canta como
noiva, indo para as fogueiras, para,
sabe,
a fé começa a sair da infância.
Aqui está o centro mais alto. Cristo é o
amado e isso muda tudo, né? Ele não é
amado eh daqueles que foram salvos. Ele
é o amado pai. Muda porque desloca
nossos olhos. Muda porque nos impede de
começar a salvação por nós mesmos ou por
qualquer homem ou por toda a humanidade.
Muda porque nos arranca de uma fé
estreita, funcional e autocentrada.
mesma que ela já tivesse abandonado toda
a ideia de de vantagens no mundo, mas
mesmo aquelas que são eh as poderosas
intervenções espirituais muda porque
mostra que nossa esperança não repousa
em um mediador improvisado para resolver
a crise humana. Nossa esperança está no
amor do Pai pelo Filho. Nossa salvação
não se apoia em um plano que respondeu à
nossa miséria, que respondeu à nossa
queda, que respondeu a Satanás. Não,
não. No filho que nunca esteve fora do
prazer do pai, está a base da nossa
salvação. Não há uma base maior. Não
poderia haver. é a maior força do
universo, o amor eh do Pai pelo Filho,
no filho cuja preciosidade não depende
do nosso reconhecimento. Ele não passou
a ser amado porque fez coisas pela
igreja ou pelos homens. Ele é o amado
pai. Ele é o amado não por eh dar alguma
coisa que alguém precisava. É o amado
pai. Ele já era o amado. Ele foi o amado
eternamente. E é justamente por isso que
a salvação pode ser tão firme, porque a
base dela é a coisa mais firme que
existe
antes de pensarmos em nosso amor
vacilante. Imagine se a nossa salvação
fosse baseada no nosso amor por Cristo.
Nosso amor é vacilante,
ele é inconstante, ele tem temperaturas,
mas a nossa salvação é baseada no amor
do Pai pelo Filho,
porque é ali que começa tudo.
E quando a alma vê isso, Jesus deixa de
ser apenas o salvador de quem ela
precisa e passa a ser também o amado de
quem deseja permanecer. Tudo que quer
para que vocês me amem com o amor com
que o Pai me ama. Amor, o amor para que
vocês me amem com o amor que ele me ama.
O pai o ama totalmente por sua beleza e
por nenhuma necessidade.
Depois de contemplar quem Cristo é, o
texto nos obriga a fazer uma pergunta
ainda mais íntima. O que significa estar
nele? Porque estamos no amado. Paulo
está dizendo, não apenas admirá-lo, não
apenas ouvi-lo, não apenas concordar com
a verdade que ele é o Salvador. Nele,
por ele, para ele, tudo foi feito, mas
estar no amado. E aqui a linguagem sobe
e se aprofunda, é, ao mesmo tempo,
porque estar em Cristo não é metáfora,
não é um ornamento, não é um exagero
poético aqui de Paulo, não é uma maneira
bonita de falar sobre proximidade
espiritual, é a realidade,
realidade mais funda do que a própria
percepção natural consegue captar. O pai
realmente viu Josemar em Cristo e
derramou sua ira sobre ele. É uma união
verdadeira.
Nada ficou separado.
Nada dele, de mim, nada meu dele. Tudo
que era meu realmente era dele. Foi dele
toda a minha miséria e tudo que é dele é
meu. Então é mais profundo do que
qualquer formulação apressada consegue
carregar. texto abre essa união em
várias direções e nos mostra que o povo
de Deus esteve no coração de Cristo
antes do tempo existir.
Mostra-nos que esteve no livro de Cristo
pela eleição.
Em amor nos predestinou
[roncando]
nos lombos de Cristo pela representação,
na pessoa de Cristo pela união operada
pelo Espírito Santo. Tudo isso é
vertiginoso.
nos deixa tontos porque fomos
acostumados apenas a pensar a salvação
de forma rasa, como se fosse um perdão
externo. É verdade. Há um tribunal, há
justificação, mas pensamos nisso. E se
se pensamos nisso, então estamos
totalmente distantes, como se fosse só o
cancelamento da culpa, fosse só rasgar o
papel onde estava a minha dívida. Como
se Cristo estivesse fora de nós e nós
apenas próximos dele por algum vínculo
moral, emocional ou mental.
Mas não, a salvação é mais profunda. É a
incorporação, a solidariedade santa, eh
a identificação pactual aos olhos de
Deus, a vida comunicada. Então, a união
foi decretada na eternidade,
em Cristo, ele nos amou, ele nos colocou
lá. Essa união, é, ela é experimentada
no tempo e o pecador sendo retirado de
si mesmo é posto em outro. Isso muda
tudo. Porque se eu estou em mim, tudo é
estável. Porque eu sou instável.
Se estou em minha experiência, vou
oscilar. Toda vez que minha experiência
oscila. Se estou em minha justiça, vou
morrer sobre ela.
Se estou em minha constância, vou
desabar quando minha constância não for
tão constante.
Mas se eu estou em Cristo, então a
segurança, a identidade, a paz, a
esperança não repousa num solo humano,
repousa no filho amado.
A única maneira de quebrar isso é
quebrar o amor do Pai pelo Filho. Como o
crente não apenas crê em Cristo, ele
está em Cristo, está no amado.
E se isso for verdade, então a salvação
não é um favor externo apenas, é uma
nova localização espiritual.
Ele está em Cristo,
uma nova cabeça,
um novo pertencimento, uma nova vida.
Aquele que está em Cristo é uma nova
criatura, porque ele está, é uma
localização.
E há uma verdade que humilha o homem e
consola o santo ao mesmo tempo. E ao
mesmo tempo faz isso na mesma pessoa. O
amor de Cristo por seu povo não começou
no tempo, não começou no dia da
conversão, não começou quando a alma o
percebeu pela primeira vez quando o
Espírito Santo abriu seus olhos. Não
começou quando o pecador passou a
desejá-lo. Não começou quando a fé
floresceu. Não começou quando a graça se
tornou uma experiência consciente
em nossa vida. Começou antes, antes do
tempo. Antes do tempo é antes do cosmo.
Não é que quando antes existia uma outra
coisa, não existia nada, só Deus. Antes
do tempo, antes da criação, antes da
queda, antes do primeiro amanhecer do
mundo, o povo de Deus estava no coração
de Cristo desde a eternidade. Essa
afirmação é grande demais para a carne,
queridos, porque
a carne sempre tenta imaginar a salvação
como uma reação, de alguma maneira, do
ser humano a Deus ou uma reação
posterior do próprio Deus ao que
acontece no tempo. como se o amor viesse
depois, como se Cristo começasse a amar
quando algo em nós de alguma maneira
despertou o seu amor.
Como se a história humana acionasse o
amor divino, fosse o motor de arranque.
Mas o evangelho ele não fala eh mais ou
menos, ele destrói isso. Cristo não amou
o seu povo porque o encontrou amável.
amou antes,
antes de qualquer resposta, antes de
qualquer obra, antes de qualquer desejo
piedoso e qualquer coisa que tem
acontecido neles foi por causa do amor
dele.
Até o amor que eles vêm a sentir é
porque ele usa amou primeiro. Eleição,
então, não é fria, ela é amorosa,
pessoal, eterna, profundamente intensa.
Não somos números escolhidos por
abstração.
Não somos registro impessoal preservado
numa lógica sem afeto.
Não somos peças incluídas mecanicamente
num decreto desencarnado. Fomos amados,
amados no coração do Cristo eterno,
porque o Pai eh fez todo um um um plano
eterno para mostrar o seu amor pelo
filho. Amados, antes que houvesse mundo
para nos receber, amados, antes que
houvesse tempo para nos contar,
amado, antes que houvesse culpa em nós
para ser perdoada ou fé para ser
despertada em nossos corações, nossos
nomes não entraram depois no coração de
Cristo, em algum momento em que ele
olhou pra frente e viu alguma coisa que
a gente fez e aí o nosso o amor entrou
no coração dele. Isso é espantoso. Já
estava lá.
na eternidade. Porque significa que o
amor redentor não foi acrescentado a
Cristo pela história. O amor dele pelo
seu povo nada tem a ver com a história.
Já pertencia ao seu coração a história é
o resultado disso. Não foi improvisado
em resposta a qualquer desastre em nossa
vida. ou a humanidade não cresceu com os
séculos, não enfraquece com os séculos e
muito menos se enfraquecerá com os 57,
60, não sei quantos anos Josemar vai
viver. [roncando] Isso consola
profundamente, porque se o amor de
Cristo começou antes do tempo, então o
que acontece no tempo não pode
alterá-lo.
Se me amou antes de eu existir, não
começou a me amar por causa de alguma
dignidade minha.
Se começou antes do tempo, o tempo não
pode fazer nada com esse amor. Por isso
que Paulo disse, por que ele não
separará do amor de Cristo? Ele tá
dizendo nada, nem o tempo, nem o
passado, nem o futuro, nem o presente,
nem por porque esse amor não tem nada a
ver com o tempo. O tempo não criou, o
tempo não pode destruí-lo. Se me levou
no coração antes que eu pudesse sequer
responder, então o fundamento da minha
esperança não está.
no que está em mim, o que eu encontro em
mim, mas no que sempre esteve nele. E o
que sempre esteve nele sempre estará. O
crente passa,
ele muda, ele oscila, o crente tropeça,
chora, foge. O eleito, né, volta,
esfria, se arrepende, ama com mistura.
Nunca o nosso amor vai ser um amor
perfeito.
Obedece com fraqueza, mas o coração de
Cristo não é uma morada estável como
crente,
como eleito. O amor que começou antes do
tempo não será desmontado pelos
acidentes do tempo. O tempo não faz nada
com esse amor.
O nosso amor por ele cresce. O dele por
nós não.
O nosso amor oscila. O dele não aumenta
nem diminui.
Aqui está uma rocha, então, para
salvação. Fomos pensados em amor, fomos
guardados em amor, fomos desejados em
amor, somos preservados em amor. Fomos
colocados no coração do Cristo eterno
antes que soubéssemos o que significava
precisar nele, na verdade, antes da
nossa existência. E esse amor não pode
ser desfeito
no amado.
Nós somos amados no amado.
Quem foi amado no coração eterno de
Cristo não pode ser apagado por
acidentes do tempo. É isso que Paulo
está dizendo. Mas o texto não nos deixa
apenas no coração de Cristo. Leva-nos
também a outras imagens todas fortes.
Não há nenhuma imagem da salvação dos
eleitos que não seja segura. todas
destinadas a arrancar o crente de si
mesmo e colocá-lo inteiramente no no
mediador.
Estamos no livro de Cristo pela eleição.
Essa é a única razão de você estar lá.
Ou seja, nossa história não começa no
acaso,
não começa em nenhum tipo de
contingência,
não começa na espontaneidade humana,
começa no registro eterno de Deus.
Em Cristo, ele nos escolheu, não amado,
no conselho da sua vontade, na escolha
santa, irrevogável, em que Cristo nunca
aparece sem seu povo. Na revelação do
Pai para nós, e Cristo nunca aparece sem
o seu povo, ainda que o seu povo não
existisse. Estamos na na mão de Cristo
pela fiança. Essa imagem é tremenda,
porque a mão de Cristo não é mão
ornamental.
Estar na mão de Cristo não é como alguma
coisa está na minha mão agora.
Quando você tá falando sobre isso, está
falando sobre a mão que guarda,
a mão que responde, a mão que assume a
responsabilidade,
a mão do fiador,
a mão do pastor, mão de quem recebeu do
Pai um povo. Pai colocou um povo na
eternidade na sua mão, por causa do amor
do Pai pelo Filho. Estamos ali não como
objetos frágeis, entregues a uma
custódia incerta, a uma mão, mas é a mão
que sustenta o universo, que dá vida a
todas as coisas, que dá vida até aos
satanás e aos demônios, aos principados
e potestades. É na mão dele que nós
estamos e quem arrancará da mão do
fiador aquilo que o pai deu a ele para
ele disse: "Guardei todos que tu me
deste
estão nas minhas mãos".
Quem frustrará a responsabilidade santa
do pastor? Deus, o pai falou para o
filho para mostrar a sua glória. Eu te
dou um povo, você será o pastor deles.
Aqui estão as ovelhas. Ele disse: "Eu
não perderei nenhum daqueles que o Pai
me deu."
Estamos também nos lombos de Cristo, né?
Essas são as imagens. que a linguagem
fica ainda mais pactual, mais
representativa, mais federal, porque
fomos arruinados em Adão,
caímos em uma cabeça. Estávamos em Adão,
fomos representados por ele numa
aliança.
E a história humana você vê, e quando
ele caiu, nós caímos mesmo.
Em Adão caímos em Cristo somos feitos
para permanecer para sempre.
Da mesma maneira que não era possível
Adão cair sem que a gente caísse, é
impossível Jesus permanecer e nós
cairmos.
A mesma lógica que nos humilha em Adão
nos exalta em Cristo,
porque aquilo que ele fez fez como
mediador. Como Adão fez o que fez como
nosso representante, nós caímos.
Jesus, Adão não fez aquilo como um ser
isolado, ele fez como um representante,
não como indivíduo
isolado, foi o que Jesus fez. Não como
um herói privado, não como um exemplo.
Ele fez isso como a cabeça do seu povo.
Obedeceu, representada obediência de
Cristo é a minha obediência.
Ele sofreu me representando. Todos os
seus sofrimentos são como se fosse os
meus.
morreu representativamente. A sua morte
é a minha morte.
Ele foi sepultado, eu fui sepultado com
ele.
A lei terminou comigo. Ele ressuscitou
representativamente e ressuscitamos com
ele. Ele subiu representativamente.
Subimos com ele. Ele se assentou à
direita de Deus. Nos assentamos com ele
nos lugares celestiais.
Isso quer dizer que a nossa salvação não
repousa na repetição do feito de Cristo
dentro de nós como mérito.
Repousa no fato de que já fizemos tudo
nele.
Da mesma maneira que comemos o fruto em
Adão, contados nele, levantados dele,
apresentados nele. Adão, a condenação
nos alcançou como representação.
Em Cristo, a justiça nos alcança pela
mesma lógica. A glória agora
gloriosamente redimida. Essa é a força
da doutrina da união pactual.
Estamos debaixo de uma cabeça, guardados
por um fiador, incluídos num
representante, levados por aquele que
fez por seu povo aquilo que o seu povo
jamais poderia fazer, mas que para o pai
não há nenhuma diferença entre o que ele
fez e o que eu fiz nele.
O que ele fez, fez por nós. O que
sofreu, sofreu como nosso. O que
cumpriu, cumpriu representativamente. A
obediência dele é a minha obediência,
como o meu pecado foi o pecado dele.
O que conquistou, conquistou como
cabeça. Não há nada que ele conquistou
que eu não esteja incluído. E por isso
que a segurança do crente não está em
sua mão segurando Cristo, mas na mão de
Cristo segurando ele. Nenhum eu perdi
nenhum dos que tu me deste, porque a
segurança do do eleito não está no que
ele faz.
Ele tá segurando Cristo. Não, ele Cristo
tá segurando. Ele não está em sua
própria memória preservando a aliança.
Mas no livro de Deus, mesmo nos dias que
ele não está com clareza, Deus ainda
está vendo tudo muito claramente. Como
quando o anjo passou no Egito, as
pessoas lá dentro não estavam vendo o
sangue, mas o anjo estava.
A salvação é mais sólida do que o homem.
gostaria de admitir, mas ela também é
mais humilhante
do que ele gostaria de admitir, porque
não há nenhuma participação, não há
nenhum protagonismo humano na sua
salvação.
Em Adão caímos por representação, em
Cristo permanecemos de pé pela mesma
lógica, a glória e gloriosamente
redimida. Mas tudo isso não permanece
apenas em decreto,
não fica só no nível da eternidade
escondida, não fica só na estrutura
pactual eh objetiva,
não fica só na realidade representativa
contemplada de longe.
Chega o homem, entra na alma, torna-se
vida. A união decretada é também uma
união vivida. Estamos na videira e a
vida dele está em nós.
Aqui entramos no campo da experiência
espiritual verdadeira, porque chega o
momento em que o Espírito Santo entra na
alma e aí faz um chamado eficaz,
convence do pecado, quebra a
autossuficiência, abre os olhos, inclina
o coração, faz o pecador olhar para
Cristo e ver sua beleza. que começa,
começa a ver como o pai vê o filho,
começa a ver a sua beleza. Então, algo
acontece, que isto se torna a vida da
alma regenerada.
Não apenas verdade contemplada, aquelas
verdades representativas,
não apenas doutrina aceita, não apenas
objeto do assentimento intelectual, não
apenas figura
venerada à distância, vida, vida que
corre, vida que alimenta, pão, água, ele
sustenta, ele vida que comunica, vida
que pulsa, vida que desce da cabeça para
os membros.
Essa é a razão deles nunca mais viverem
como viveram antes. Eles não estão
fazendo isso para ir para o céu
de Cristo vivo para a alma que dele
passa a viver. Essa é uma união vital.
Sem ela pode haver religião, pode haver
discurso, ortodoxia
formal, pode haver tradição, memória
doutrinária, mas não vida. Você não está
em Cristo só como representante. Você
está em Cristo de todas as formas.
Você realmente está na videira.
Porque a vida espiritual não nasce da
proximidade cultural com Cristo, nasce
da união real com a sua pessoa.
O ramo não vive por admirar a videira,
ele vive porque ele está na videira.
Essa é a razão. O corpo não vive por
reconhecer que a cabeça é muito
importante. Não, não, não. Ele vive
porque está unido a cabeça. Separa ele
da cabeça, ele está morto. Assim também
é o crente. Ele não apenas pensa em
Cristo como representando ele na
justificação,
eh, na na
tomando suas maldições.
Ele passa a viver de Cristo. Ele passa a
extrair dele todo o gozo da alma. Ele
passa a conhecer cada vez mais algo
daquele, esse é meu filho amado, é
totalmente desejável.
e depender dele, receber dele alimento,
força, permanência, movimento,
perseverança. E é por isso que fora de
Cristo não há salvação.
Pode haver emoção, moralidade, zelo,
religiosidade externa, pode haver até
lágrimas, linguagem de fé, mas fala de
Cristo, tudo isso ainda é morte bem
ornamentada.
Tudo isso ainda ser pouco caiado. A vida
só existe dentro dele. Isso que o texto
quer pressionar até o fundo da
consciência. Não basta saber a doutrina
da união com Cristo. Eu estou unido a
Cristo.
Eu preciso estar. Eu eu tô conhecendo
cada vez mais algo desse amor do Pai
pelo filho. É preciso receber sua seiva,
não apenas defender a verdade da cabeça,
mas tá ligado a ela.
A pergunta não é apenas: você sabe
descrever Cristo? Você viu? Então você
sabe descrever a verdade sobre ele? A
pergunta é: Ele é a vida da sua alma?
Sua confiança repousa nele? Seu coração
está indo atrás dele, suas afeições. Há
fruto vindo dessa união, há amor,
dependência, alimento, vida. Ele é a tua
alegria, ele é a tua paz. É isso. Porque
a fé verdadeira não é mera aproximação
religiosa de Jesus, né? É uma união com
a sua pessoa.
Por isso, a linguagem pode ser correta e
o coração continuar longe. A estrutura
pode ser evangélica e a alma continuar
morta. O espírito não nos une a uma
ideia de Cristo, nos une a Cristo.
Ele não nos une o espírito a uma verdade
sobre Cristo. Ele nos une a Cristo,
ao próprio Cristo. Aqui o evangelho se
aprofunda. A salvação não é apenas
perdão externo, não é só uma mudança de
veredicto, não é só uma declaração
externa que também é de justificação.
Não é apenas uma decisão celestial
favorável, comunicada à distância. Não é
uma remissão da culpa entendida de modo
frio e eh racional. É incorporação. É a
união real com o Cristo vivo.
Não. Cristo vive em mim. E a vida que
agora vivo, vivo pela fé no filho de
Deus. É isso. União pactual na
representação. É verdade. União segura
na mão do fiador, mas uma união vital.
pela obra do espírito. O crente não
apenas crê em Cristo, ele está em
Cristo, está no amado. Isso muda tudo
porque agora a sua esperança não repousa
mais em si, de forma nenhuma. Não
repousa na sua firmeza. O cristão não
não não confia a sua firmeza, na sua
capacidade de perseverar,
não repouse em sua experiência, não
repousa em sua memória,
não repouso em seu desempenho, na sua
capacidade de sustentar eh alguma forma
de espiritualidade coerente, instante
após instante, de tal maneira que Deus
não possa fazer mais nada a não ser nos
levar para o céu. pouso em Cristo, no
amado,
no coração eterno de Cristo, na mão
guardadora de Cristo, na
representatividade de Cristo, na vida
comunicada, a seiva, né, da vida de
Cristo, que jorra como um rio dentro
dele. A salvação é mais funda do que a
carne imagina,
mais sólida do que o medo supõe,
mas viva. O crente não apenas olha para
Cristo, ele foi posto em Cristo.
E uma vez posto nele, começou finalmente
a viver. E a vida dele é tão imortal
quanto a de Cristo.
Agora, o texto chega a uma doçura que
quase parece grande demais para ser
recebida sem tremor. Aceitos no amado. É
nele que nós fomos aceitos, não apenas
tolerados, não é? né? Maravilhosa essa
expressão. Deus não diz por causa de
Cristo eu tolero vocês. Não apenas
poupados por causa do meu filho, eu
pouppo vocês. Não apenas suportados por
um Deus relutante. Olha, vocês são, mas
eu vou suportar vocês por causa do meu
filho. Não apenas perdoados de modo
frio. Olha, pelas regras. Eu vou perdoar
vocês porque as regras estão dizendo
isso, porque ele fez isso e fez aquilo.
Como quem retira uma sentença
sem se aproximar do condenado.
Vou só não condenar aceitos no amado e
não em nós. Você não é aceito em você
mesmo. Isso humilha e e eh eh é
maravilhoso porque você não é aceito na
sua obediência. Deus não disse por causa
da sua obediência eu vou te aceitar.
Você não é aceito na sua estabilidade,
porque você é uma pessoa estável, eu vou
te aceitar. Nossa estabilidade vem da
aceitação dele no amado, não o oposto.
Não em nossa experiência. As
experiências de vocês fazem vocês
aceitáveis. Não em nossa santidade ainda
incompleta,
não em nossa constante eh constância
vacilante,
não em nossa capacidade de sustentar
a nossa fé e a nossa capacidade de
sustentar a nós mesmos até o fim. Vocês
são aceitos no amado.
Aqui está o coração pastoral do
evangelho. Porque o homem em si mesmo
continua sendo um terreno impossível
para descansar.
Nenhum descanso que você tem baseado em
você mesmo
está fadado a nada a não ser o fracasso
depressivo.
Em nós há pecado,
a presença do pecado óbvia.
Em nós a oscilação, em nós a mistura. Em
nós há dias altos e baixos. Altos e
baixos. Em nós há lágrimas santas, mas
também há muitas distrações,
leviandades,
distrações vergonhosas
em nós. A fé é real, mas ela é sempre
atravessada por fraqueza. É como aquele
homem que diz: "Ó Senhor, eu creio, tem
misericórdia da minha incredulidade". É
estranho, né? Como assim o cara crê em
incredulidade? É porque é uma mistura.
Uma mistura.
Em nós há desejo de obedecer,
mas ainda sem perfeição.
Em nós há graça em operação, mas não há
consumação da graça.
Se a aceitação repousasse em nós, a
aceitação morreria em nós. Se você, se
um eleito não fosse aceito no amado, e
ele ia ia deixar de ser aceito.
Inevitavelmente
ela repousa no amado. Significa que
nossa paz não depende de descobrir algo
finalmente em nós no final de cada dia
que tenha sido realmente aceitável
diante de Deus.
Depende de sermos recebido inteiramente
em Cristo. Não depende de apresentar a
Deus uma alma já firme o suficiente para
dizer assim: "Eu te aceito em você
mesmo". Ele vai dizer para você: "Eu te
aceito no amado."
Depende de sermos cobertos por uma
justiça que não nasceu em nós, não é
ajudada por nós e não é acrescentada por
nós. Não depende de uma experiência
espiritual constante. Nossa experiência
espiritual não é constante.
Constante o bastante para sustentar o
olhar santo de Deus e dizer: "Estou
continuamente satisfeito com a sua
constância.
depende da perfeição imutável do filho.
Você é aceito no amado. Meus olhos estão
sobre ele. Eu continuo só vendo uma
coisa. Eu me comprazo nele. Ele é
totalmente
amado por mim. Isso é um golpe contra
todo orgulho religioso e ao mesmo tempo
um alívio mais profundo do crente
aflito.
Porque a carne quer sempre guardar
alguma parcela de aceitação para si. Não
se engane. Teu coração vai tá sempre
tentando encontrar em você alguma coisa
que pode ser somada ao que Cristo fez.
Por isso você tá sem ter sempre somando
no seu coração e se arrependendo.
Quer sempre algum tipo de mérito, mesmo
que seja mínimo,
alguma qualidade determinante, alguma
porção de estabilidade espiritual que
você possa dizer: "Isso aqui veio de
mim, essa é essa estabilidade aqui, essa
esse pedacinho aqui veio de mim."
Mas o evangelho não deixa pé para isso.
Ele arranca essa falsa paz pela raiz e
coloca em outro lugar. Você é aceito no
amado.
E como o filho amado é a é amado
eternamente, o coração do pai se deleita
pela sua beleza infinita, eh você é
aceito de maneira mais firme
que a imaginação possa ir. Porque quem
pode sondar o amor do pai pelo filho?
Isso não produz frustidão, produz
adoração,
não gera descuido, gera eh eh gratidão,
não enfraquece a santidade. Dá a
santidade a única base sólida pela qual
ela possa florescer de verdade. Se a
minha santidade dependesse de olhar para
mim e ver perfeição no final do meu dia,
então eu só teria desânimo.
O consolo do evangelho não está em
tornar o pecador menos pecador do que
ele é.
está em dar ao pecador uma posição em
Cristo mais firme do que ele jamais
poderia construir ou poderia ter em si
mesmo, mesmo se ele obedecesse. Jamais
ele seria um objeto do amor, como o
filho é o objeto do amor do pai. Mas
agora ele está no amado, aceitos no
amado. Essa frase é pequena, mas carrega
então o universo inteiro.
Porque nela não fala apenas do
sentimento, fala de um consolo objetivo.
Não fala apenas da impressão acolhedora
da presença de Deus. Não, não, não, não.
Fala da realidade, realidade judicial,
afetiva, gloriosa. Primeiro é óbvio,
judicial, porque em Cristo o veredicto
mudou.
Fora dele condenado, nele
sem condenação.
Não há como estar nele, ter um pouco de
condenação ou fora dele e não ter toda
condenação. Em nossa própria justiça não
somos nada. é nele ou fora dele, em
nosso próprio nome, sentença, em nossa
própria condição diante da santidade de
Deus, mesmo nossos melhores momentos
espirituais,
nada em nós pode sustentar-se diante do
tribunal divino,
mas em Cristo absolvição, mas não só a
absolvição, deleite, porque ele se
deleita no amado, não por negação da
culpa, não por sentimentalismo, mas por
uma suspensão eh eh eh
Não por uma suspensão arbitrária da
culpa, mas pela satisfação do coração do
Pai, o deleite do Pai, a satisfação da
lei, não por decidir de repente que o
pecado não era tão sério, não. Não é que
o que Cristo ofereceu é muito maior do
que o que o pecado roubou. Ou seja,
Cristo glorifica mais o Pai do que o
pecado, rouba a sua glória.
A absolvição vem porque a justiça foi
satisfeita, porque a condenação foi
tratada, porque o amado se colocou onde
o culpado deveria estar e porque a
santidade de Deus não foi relaxada, mas
foi mais honrada do que se o homem nunca
tivesse pecado.
A aceitação cristã, portanto, é forense,
é judicial, é objetiva. O pecador em
Cristo já não está debaixo do veredicto
que o seu pecado merecia. O tribunal
mudou a palavra sobre ele, o réu foi
revestido, a culpa foi tirada. Mas isso
não é a salvação,
porque a aceitação também é feita.
Porque Deus não apenas deixa de
condenar, ele olha com complacência.
Agora ele olha para o santo e diz: "Esse
é meu filho amado.
Olha para o seu povo vestido com a
justiça do seu filho. Não vê apenas um
problema resolvido judicial.
Ele vê um povo recebido como seu filho.
Vê um povo amado no amado. Ser amado no
amado é muito mais do que ser amado.
Ainda que você fosse um ser santo em
você mesmo. Que dirá? Você é pecador?
Isso é extraordinário, porque já seria
grande demais se Deus apenas dissesse:
"Não vou te condenar mais".
Mas ele vai além, ele recebe, acolhe,
toma para si, olha com favor, diz que
tem prazer,
mas porque fomos postos naquele que é
eternamente o bem amado pai?
Essa frase deveria nos quebrar,
queridos. Nós não somos tolerados por
Deus. Ele tem um deleite em nós.
Porque conhecemos bem a diferença entre
tolerar e amar. Conhecemos entre
suspender o castigo e abrir o coração em
deleite. Há uma distância muito grande
entre não rejeitar e abrir os braços
para receber.
O evangelho não nos deixa na margem da
casa, não nos põe do lado de fora como
culpados, poupados.
Ele nos leva para dentro, aceitos no
amado. Aceitos no amado. Você nunca vai
ouvir agora e na eternidade algo mais
profundo e belo do que isso. O homem
imagina que para acolher acolher
pecadores, Deus precisaria relativizar
sua santidade, não é? Ou imagina que
para preservar sua santidade, Deus
precisaria manter pecadores à distância,
mas em Cristo ele conseguiu algo maior
do que se o homem nunca tivesse pecado.
Passa através dele em Cristo. O amor não
contorna a justiça, mas encontra um
prazer infinito nos objetos que antes
eram da sua ira. Não é só alívio legal,
não é uma metáfora bonita,
não é apenas absolvção, é o pecador
sendo olhado por Deus à luz da sua
justiça e santidade. E ele dizendo: "Eu
te amo no amado."
A primeira vista, alguém poderia pensar
que seria melhor ser aceita em mim
mesmo?
Não seria melhor poder me apresentar
diante de Deus como uma justiça própria,
firme, inabalável,
impecável,
de quem nunca pecou? Não seria mais
nobre, mais digno, mais seguro? Talvez
não é óbvio que não. Ser aceita em
Cristo é infinitamente melhor do que ser
aceita em si mesmo. Por isso que Paulo
disse: "Não, nenhuma justiça que vem da
lei, mas apenas aquela que vem de Cristo
pela fé. É disso que ele está falando,
porque tudo que está em nós é mutável.
Ainda criaturas que nunca pecaram
perfeitas são mutáveis.
A imutabilidade pertence a Deus. Tudo
que está em nós, ainda que realmente
tocado pela graça, permanece
mutável e incompleto, não é? Que vai vai
ter que crescer, desenvolver. Tudo que
está em nós nesta vida ainda atravessa
oscilação, fraqueza, lacuna, distração,
cansaço, mistura e guerra.
Se a aceitação dependesse da obediência
própria, ela vai desmoronar cada vez que
você pecar.
Deus vai aceitar você e não aceitar você
muitas vezes no único dia.
Adão foi feito, foi aceito em sua
própria obediência e quando ele caiu,
acabou. Não tinha como voltar atrás
amanhã.
Porque ele não tinha como desfazer o
feito.
Aquele que sem pecado
no início, ainda que ele começou assim,
ele era uma criatura mutável,
probatória,
possível de queda. Ele podia cair,
mas Cristo não pode cair. Ah, estar em
Cristo.
Se nós dependêsemos disso, estaríamos
perdidos mesmo de o homem perfeito,
porque o homem perfeito ainda é mutável.
Talvez alguém diga então que ao menos
dependesse da minha experiência
espiritual, dos meus momentos altos, das
minhas eh visitas de de de consolação,
da minha percepção intensa da presença
de Deus, da minha elevação interior nos
dias de de de e de de elevação
espiritual da minha fé em sua expressão
mais viva. Nossa, também seria ruína,
também seria, porque a experiência
varia, sobe e desce. Não somos ah, olhe
para Pedro, ele está ouvindo de Jesus.
Eh, foi o espírito que te revelou isso.
Daqui a pouco ele tá ouvindo para trás
de mim, Satanás.
Se Jesus amasse Pedro pela declaração
dele, como é que é amar na hora do para
trás de mim? Satanás, às vezes canta, às
vezes a gente geme, às vezes a gente vê
com nitidez. Às vezes mal conseguimos
levantar os olhos. Se a aceitação
estivesse ancorada na experiência, a
gente ia ser viver viver de lançado de
um lado para o outro, consolados numa
hora, mas cheio de medo na outra. Íamos
ter paz de manhã e desespero à tarde,
paz para morrer à noite e medo de morrer
de manhã e íamos ficar assim.
Isso não é fundamento, isso é vento,
queridos. Talvez alguém diga ainda: "Ah,
então que dependa do desempenho
espiritual, da minha constância, da
minha disciplina, do progresso, da
santidade percebida no andar diário."
Mas isso também não serve,
porque se a aceitação dependesse do
desempenho,
viveríamos entrando e saindo de paz. Eu
ia pensar: "Meu desempenho hoje foi ruim
e agora?" Eu
ia estar no pacto pela manhã e fora do
pacto à tarde, confiantes no momento,
condenados. Não haveria nenhuma
condenação em mim de manhã, mas já
haveria condenação de tarde. A salvação
se tornaria uma casa com chão se
movendo, não uma rocha,
seria areia,
uma vida espiritual, onde cada oscilação
de comportamento reabriria a pergunta
básica: Deus ainda me recebe?
Se ele me recebe em mim mesmo, então
essa tarde ele não me recebe, mas ele me
recebe no amado.
Não, isso não é evangelho, queridos.
Isso não é uma distorçãozinha. Isso não
é o evangelho.
Não é uma boa nova, não é uma boa
notícia.
Nossa experiência flutua.
A experiência do pai com o filho não
flutua. Ele é o amado pai e nós somos
amados nele, escolhidos nele,
aceitos nele. Nossa santidade é real,
mas é imperfeita. A del inteira,
completa, eterna, sem mancha, sem
rachadura, sem recu. Mesmo nossa, na
eternidade, nossa santidade é uma
derivação, é uma lua do sol que ele é. E
por isso que ser aceita em Cristo é
melhor do que qualquer aceitação
própria, imaginável, mesmo no seu estado
de perfeição.
Que dirá aqui? Porque é ser aceito num
fundamento que nunca começou o amor do
Pai pelo Filho.
Num fundamento que não pode apodrecer,
você só pode deixar de ser amado se o
filho deixar de ser amado. Só pode
deixar de ser desejável a Deus se o
filho deixar de ser desejável.
um fundamento que não pode ser abalado
por nossas mudanças.
Porque quando eu mudo,
Cristo não muda e o amor do Pai por ele
não muda também
num fundamento que não não oscila com a
nossa alma, porque não nasceu da nossa
alma, não nasceu da nossa vida, da nossa
experiência, da nossa constância.
A paz do evangelho não depende do fato
de eu me tornar em mim mesmo um objeto
digno do amor e da aprovação divina.
Depende de eu ter sido colocado no amado
eterno do Pai,
na aceitação sem fim. Isso liberta a
alma, liberta da tirania, da
autoinspecção como fonte de paz.
O crente pode perder a percepção da sua
paz. Mas não a paz com Deus. Ah, liberta
da necessidade de transformar a
experiência em tribunal,
como se eu tivesse o dia inteiro no
tribunal. Ainda
liberta do orgulho no final do dia. Hoje
eu vivi um dia espiritual. Hoje eu
preguei, hoje eu fiz isso. Hoje eu fiz
aquilo. Hoje eu Deus tá muito mais
feliz, muito mais satisfeito.
A pergunta desse vida passa a ser: Onde
eu estou? O evangelho responde: "Você
está no amado,
você está em Cristo.
Em Cristo você é uma nova criatura. Em
Cristo você é amado. Em Cristo não há
condenação
nenhuma.
E a verdade do evangelho que eh a
verdade do evangelho que tem dois
efeitos ao mesmo tempo,
quebra e cura. E essa é a verdade.
Essa é uma delas. Aceito no amado. Mel
para o crente aflito. Mel para qualquer
dia, para qualquer hora, para qualquer
situação e escândalo para qualquer
coração que quer sentir que há alguma
aceitação nele pelo que ele é, que há
algum mérito nele em algum momento da
caminhada ou da eternidade.
Mel para o crente aflito, porque o
crente verdadeiro conhece algo de si.
Em mim, ou seja, em minha natureza não
habita bem algum.
[roncando]
Conhece sua inconstância, conhece suas
misturas, conhece sua distração,
conhece o cansaço da guerra interior,
conhece os dias em que a fé parece
pequena e a oração parece seca e a alma
parece coberta de poeira.
E se sua aceitação dependesse do que ele
encontra em si, ele se afogaria.
Mas então o evangelho vem diz: "Não
está. Você não é aceita em você. Não é
aceita em sua estabilidade. Você não é
aceita em seu fervor. Deus pode te
repreender porque você não está no seu
primeiro amor, mas isso não está fazendo
ele te amar.
Não está aceito na tua experiência, não
está aceito na tua força, você é aceito
no amado. Isso é mel.
Porque sustenta o pobre, sustenta o
tentado, sustenta o quebrado,
sustenta o que teme, não conseguir
continuar, sustenta o que já viu demais
da sua própria falência interior para
acreditar que ele mesmo pode se
sustentar até a morte.
Ao mesmo tempo, essa verdade é escândalo
para qualquer orgulho, para qualquer eh
eh eh orgulho religioso
que faz do evangelho outra coisa, porque
o coração religioso quer sempre guardar
pelo menos alguma parcela daquilo que
Deus faz e da aceitação a algo que eu
fiz ou que eu faço. Quer dizer, ainda
que em voz baixa, sim, Cristo fez tudo,
mas eu também fiz alguma coisa. Eu tenho
uma vida de oração. Cristo fez tudo, ele
é tudo, mas eu também obedeço.
Eu também tenho uma obediência minha aí.
É
sim, graça. Graça, solo, sola grátia.
Mas também tem a minha resposta.
Sim. aceitação em Cristo, mas talvez um
pouco sustentado por algo digno
encontrado em mim que Deus não encontrou
nos que estão no inferno.
O evangelho destrói isso, corta essa
vaidade pela raiz diz: "Em ti
condenação".
Se você fora de Cristo, você está no
inferno, não há diferença fora de Cristo
entre você e os que já estão no inferno.
Não há diferença.
No amado, aceitação em você, mesmo no
seu melhor, mistura. mistura
nele, perfeição, em você mudança. Um dia
muito, orações profundas, outro dia não.
Nele firmeza, em ti razão para você
viver humilhado diante de Deus.
Nele, razão para paz. Então você pode se
humilhar e ter paz.
O orgulho religioso odeia essa doutrina
porque ela tira do homem toda a glória,
não alguma, e dá toda a glória a Deus.
Não permite que a carne tenha eh o
último aplauso e nem um pouquinho de
aplauso, nem aplauso nenhum.
Mas a fé abraça isso. A fé abraça essa
verdade, a fé que o Espírito Santo
produz. Porque o Espírito Santo só
produz uma
fé que leva o homem a amar
a Cristo como o Pai o ama. Leva para
esse jogo. Abraça chorando, abraça
adorando, abraça arrependido, porque
entende que a paz mais sólida é
exatamente esta. Eu nunca sou aceita em
mim. Essa é a minha paz final.
eternamente aceito no amado. Isso não
incentivo o pecado. Ao contrário, isso é
essa segurança que mata a vaidade com
mais profundidade é a obediência que
fluiria do orgulho.
É essa graça que torna nosso amor por
Cristo, o amor cada vez mais parecido
com o pai que não ama a Cristo por causa
de alguma benefício, mas pela sua beleza
infinita.
É essa aceitação firme que faz o crente
odiar ainda mais o pecado, não para
conquistar posição, mas porque já foi
recebido numa posição que jamais poderia
comprar.
O crente permanece pecador em si mesmo.
Ah, eu sempre tem uma coisa minha, né?
Tipo uma marca lá, pecadores santo. Tem
gente que vai, tem gente que não gosta.
O cara não é, ele não é mais pecador.
Ele acha que nele ele é outra coisa. Não
é incrível. Essas pessoas se dizem crê
no evangelho,
mas o que você é em si mesmo, além de
pecador, eu vou dizer se você tivesse um
pouquinho de consciência, você ia dizer
que Cristo vem ao mundo salvar os
pecadores, dos quais você é o principal.
Você é santo em Cristo. Você é santo e
pecador. É por isso que Lutero
eh cunhou em latim isso.
Ah, ao mesmo tempo, em você mesmo,
pecador, em você mesmo você não é nada.
Em você é uma maldição. Em Cristo, você
é santo. Nele, não é numa mistura dele
com você.
O crente permanece pecador em si mesmo,
mas nunca condenado em Cristo. Permanece
fraco em si mesmo. Mas quando ele é
fraco em si mesmo, ele é forte em
Cristo.
Nunca fora da paz objetiva conquistada
no amado. Essa é a doutrina que consola
o pobre e humilha o soberbo.
A carne odeia as doutrinas da graça.
Odeia
no mundo e na igreja.
Nunca aceito em você. eternamente aceito
no amado. Eis a paz que a carne odeia e
a fé que é um dom do espírito abraça.
Pena que o tempo, né, sempre acaba
antes. A aceitação do povo de Deus não
repousa em experiência, não repouso em
obras, repouso em Cristo, só nele, no
amado. E isso é o nosso consolo. Ah, é
com isso que o o consolador nos consola,
querido. Não é dizendo, você é alguém.
Você era tão ruim assim. Tem tem uns
consoladores que são assim, né? Os
nossos amigos. Ah, eu tô sou miserável.
Que isso? Não exagera. Você não é tão
ruim assim. Olha aí essa autoestima. Tá
ruim. Você Você foi feito para brilhar.
Você é o cara. O Espírito Santo consola
você assim.
Ele diz: "Não, você é miserável mesmo.
Mas você está em Cristo. Está em Cristo.
Nenhuma condenação há parce que estão em
Cristo.
O Espírito Santo não é um consolador que
nos bajula, queridos.
Aumentando nossa autoestima. Ele nos
consola no amado.
Ele nos diz o que somos em Cristo, que
estamos em Cristo, que ele, o espírito,
é o selo de que nós estamos em Cristo,
de que o fato dele habitar em nós, ele é
o espírito enviado por Cristo.
É assim que ele nos consola. Em nós,
condenação. Em Cristo, absolvição. Em
Cristo, em nós razão para humilhação
contínua.
Humilhai-vos,
mas em Cristo descanso. Então você vê,
não há nada com desespero aqui. O
evangelho não nos manda cavar dentro de
nós até encontrar algo que Deus diga:
"Isso eu aceito. Você tem que procurar
em você uma coisa que para mim aceitar
você". O evangelho não fala para você
fazer isso.
Quanto mais nós olhamos, examina meu
coração, vê se nele há algum caminho
mal. Davi não tá falando isso porque tá
com dúvida se há um caminho mal. Davi
sabe que há.
Ele sabe que o Deus que encontra lá
escondido o pecado é o Deus que vai
lidar com ele.
Assim, o pecador, sem deixar de ser
humilhado, é consolado.
Ele é humilhado nele mesmo e é consolado
no amado.
Porque a sua paz não depende que ele
consiga sustentar algo. Agora a gente
fecha. Eu não vou poder até o fim, mas
ele nos fez aceitos no amado. Que olha,
se Paulo só tivesse escrito isso, ele
não precisa escrever mais nada.
Precisava porque escreveu, né? Se
escreveu porque precisava. Mas aqui já
tá tudo. A gente é que não ia entender.
Não. Nós. Ele não foi a alma que subiu
até Cristo por força própria. Não foi o
pecador que encontrou o amado.
O pai deu ao seu filho amado um povo.
Não foi a vontade caída que por seu
próprio movimento se colocou em
segurança eterna. Não foi o coração
morto que gerou vida. Não foi a culpa
que produziu absolvição.
Ele nos fez aceitos no que quem nos fez
aceitos? Eu me fiz aceito no amado. Não,
Deus me fez aceito no amado. Ele fez
isso. Eu não me fiz aceito de forma
nenhuma. Porque eu não fui pro amado. O
amado vê o mundo e o mundo rejeitou. Ele
é luz. E o mundo ama as trevas. Ele nos
fez, o Pai nos fez aceitos do amado. Não
fomos nós com a nossa decisão.
Eu me fiz aceito no amado. Não, não,
não. Isso é diabólico. Ele nos fez. Essa
frase amarra tudo. Amarra, esmaga o
orgulho, firma a segurança e acende o
sol lhe deu glória. Ele nos fez aceitos
no amado. Porque até aqui já vimos que
Cristo é o amado. Vimos que o povo de
Deus está nele. Vimos que a aceitação
nunca repousa em nós, mas apenas no
filho. Mas agora o texto diz: "Qual é a
origem? Quem fez eu estar nos amados?
Quem me colocou lá? O Pai me fez aceito
no amado. Ele me colocou lá. Em Cristo,
ele me escolheu. Em Cristo, ele me
predestinou. Ele fez isso. Não, eu.
Eu não me coloquei em CR, não sou salvo
por Cristo. Eu não me coloquei lá. Ele a
resposta. Graça soberana, operação
divina, ação descendente do céu,
movimento do Pai na eternidade. Ele em
Cristo, ele nos amou. Em Cristo nos
predestinou. Então, como é que eu tava
em Cristo? Ele nos fez aceitos no amado.
Ele nos colocou no amado.
Foi Deus quem justificou. Foi Deus quem
recebeu. Foi Deus quem sustentou. Foi
Deus quem decidiu que pecadores seriam
colocados no amado. Foi ele que colocou
eles lá.
Lá ele os amou. Isso significa que a
salvação do começo ao fim não é uma
cooperação equilibrada entre o céu e a
terra. É graça. Graça planejada. Graça
decretada, graça comprada, graça
aplicada, graça sustentadora, graça
perseverante. Porque perseveramos? Graça
perseverante, graça que desce até o
fundo da ruína humana e coloca aquele
homem no amado. É por isso que a
segurança é tão firme. Se tudo
dependesse do homem, tudo desabaria em
algum momento.
Se a entrada em Cristo viesse da carne,
a carne teria produzido a saída. Mas a
carne só pode produzir carne. Jesus
disse, só o espírito pode produzir
espírito. Algo espiritual não pode vir
da carne e na minha carne não habita bem
algum. Portanto, se o coração caído
pudesse gerar por si a própria
permanência, então nenhum crente teria
paz por um instante, porque o crente
conhece o seu próprio coração, mas
porque a obra divina é é é tão segura
quanto é o amor do pai pelo filho. E o
que é mais seguro?
Porque o amado não muda. Deus não pode
amar, mudar o seu amor pelos que são
colocados no amado.
E se isso for verdade, então o único
lugar apropriado para o homem é o chão.
Não o chão do desespero, mas o chão da
adoração.
Porque quem foi salvo assim, nada tem
para exibir. A salvação não nasceu na
terra, nasceu no céu, não nasceu no
tempo, nasceu na eternidade. Ele nos
colocou no amado, ele nos fez aceitos.
Nós não fizemos aceitos em Cristo,
porque eu quis Cristo, então eu fui
aceito. Não, não, não. O Pai é que me
fez aceito em Cristo. Começa na
misericórdia soberana de Deus. Não é
resultado de de uma alma que finalmente
encontrou o seu caminho. É o efeito de
um Deus que em sua graça
colocou no amado, veio buscar, escolher,
unir, justificar, guardar. Foi Cristo,
foi o Pai que nos amou primeiro.
E é o resultado disso foi esse amor
nosso. Não fomos nós que percebemos a
beleza de Cristo. O Pai percebeu a
beleza de Cristo desde toda a
eternidade. Nos colocou num filho e nos
deu o Espírito Santo para abrir nossos
olhos para ver a beleza que ele vê.
Antes de qualquer movimento santo na
alma, já havia o amor eterno do Pai em
Cristo, o amor de Cristo, do espírito.
Ante qualquer clamor humano já havia a
afeição divina que produziu o clamor.
Foi o Pai que nos elegeu.
Ele nos colocou em Cristo na eternidade.
Não nos encontramos no amado por
acidente espiritual, nem por momento da
nossa história, nem por uma decisão
feliz em algum lugar, alguma noite. Não
entramos nele pela nossa soma feliz de
boas inclinações, porque não tinha
nenhuma. Ele nos fez aceitos no amado.
Não fomos escolhidos porque Deus viu em
nós no futuro que nós eh ele só nos viu
no amado. Ele porque ele nos viu no
amado por uma razão. Ele nos colocou lá.
Ele nos fez aceitos no amado. A eleição
é do pai. O conselho é dele, a escolha é
dele. O amor que separa um povo para o
filho nasce no coração divino e em
nenhuma qualidade humana.
Foi o filho que nos tomou em sua
responsabilidade. Ele não apenas abriu a
possibilidade abstrata de, se quisermos
termos alguma coisa, ele eh tomou o
nosso lugar, tomou sobre si as nossas
maldições, carregou na cruz, carregou
esse povo no coração, no pacto, na
obediência na cruz, no Getsêman, no suor
sangue. Ele estava ali carregando esse
povo. Ele fez esse fiador, cabeça,
substituto responsável. E foi o espírito
que nos uniu a Cristo,
o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A
alma morta não criou vida. O homem
natural não sabe eh não não não não sobe
até a videira e se enxerta nela por
alguma capacidade natural. O espírito
vivifica, convence, inclina, atrai,
rompe o túmulo, eh, tira a pedra, faz
nascer, une, derrama. Tudo vem de Deus.
tudo
do coração eterno do filho, da eleição
do pai, da regeneração do espírito, da
obra mediadora do filho, da implicação,
da aplicação eficaz do do espírito, da
justificação, aceitação, união e
perseverança do amado.
A salvação é totalmente descendente. Ele
nos colocou no amado.
Vem do céu para o homem, nunca do homem
para o céu. Isso precisa ser dito com
força, porque cada vez mais a igreja
está longe disso, se explica pelos
conceitos do humanismo secular e impõe
os o humanismo secular até o próprio
Deus.
Se em graça, mas também também eu. Sim,
em Cristo, mas também minha adesão
final. Cristo, mas eu como causa final
decisiva.
O evangelho destrói essa escada falsa.
Nada sobre da terra pro céu. Da terra as
pessoas só descem para o inferno. O céu
desce. O céu desce. E é justamente por
isso que salva. Porque se dependesse do
homem subir, ninguém chegaria. Mas ele
nos fez aceitos. Pense sempre nisso.
Quem me fez aceito no amado, não foi eu
ao abraçar a obra de Cristo. O Pai me
fez aceito em Cristo.
O mesmo evangelho que humilha o homem,
ao tirá-lo da origem da salvação, o
consola. Ao tirá-lo da do fundamento da
permanência. Da mesma maneira que foi o
Pai que me colocou em Cristo, ele que me
segura até o fim. Ficar lá não depende
de mim. Isso é o consolo. Porque se a
entrada em Cristo é obra divina, a
permanência também é.
O mesmo Cristo que recebe e eh e eh é o
Cristo que guarda. O mesmo Deus que te
colocou em Cristo é o que te mantém lá
para sempre. Porque ele colocou você em
Cristo por causa do amor dele pelo seu
filho. E o amor dele pelo seu filho é
imutável,
eterno. Mesmo Cristo que justifica, é o
Cristo que preserva. As pessoas
separaram isso. Cristo justifica, mas eu
me preservo.
Porque há almas que conseguem ouvir
falar da graça que salva, mas vivem na
permanência eh da da instância das suas
capacidades para permanecer. Deus pode
me salvar, mas eu posso me manter salvo.
Como se estivesse. É igual você dizer
que Deus te dá a vida, mas quem tá te
mantendo vivo agora é você mesmo. Isso é
tolicice. Se Deus te deu a vida quando
você nasceu ou foi gerado, ele vai
sustentar a sua vida. Ou então você não
tem como sustentá-la.
>> [roncando]
>> como se a aceitação fosse em Cristo no
início, mas depois passasse a depender
da tua regularidade. Mas não, a
segurança dos santos não se apoia na
constância do crente,
mas no amor do pai pelo filho. E é isso
que sustenta o crente,
o próprio amor do pai pelo filho. Se
aceitasse dependência do homem, seria
estável, variaria com o nosso humor de
intensidade, com a fé que sentimos e
haveria paz numa hora e colapso toda
hora.
Não somos essa essa salvação é firme
porque o crente seja forte. Não, não,
não. Mas porque o amado não muda nem o
amor do Pai por ele. Então ele é forte,
tão forte, mais forte que a morte.
Porque o que é mais forte do que o amor
do pai pelo filho?
Se você imaginar que Deus possa parar de
amar o filho, é a mesma possibilidade de
que um daqueles que o pai deu ao filho e
ele
salvou, nos colocando no amado, se
perder.
A consequência da fidelidade divina.
Quem começou? Deus. Quem nos colocou no
filho? Deus. Quem nos fez aceitos no
amado? Deus. Quem justificou Deus? Quem
aceitou Deus? Quem prometeu guardar
Deus? Onde o homem entrou, ele só
recebeu foi graça. Você vê então a
segurança não é presunção carnal, é a
lógica da graça.
Ou não é mais graça. É a paz de saber
que o pastor não perde nenhum dos que o
pai deu a ele. É o consolo de entender
que o amado não é amado
intermitantemente pelo Pai, dependendo
de como foi o dia. Ele nos amou em
Cristo, nos escolheu em Cristo, nos
elegeu em Cristo e nos fez aceitos no
amado.
Isso não produz descuido, produz
reverência, não produz indiferença,
produz gratidão temerosa, produz uma
forma mais porque se você falasse assim:
"Ah, então se o homem é salvo assim,
então ele vai querer pecar". Isso. Você
tá dizendo o seguinte: se Deus amar o
homem e colocar ele em Cristo, ele vai
cada vez mais se parecer com um demônio.
Sou um demônio. Pode pensar: "Esse Deus
que fez tudo de bom para mim, agora eu
vou dar facada nas costas dele porque eu
já me dei bem". Esse é o pensamento de
um homem salvo
no amado,
com a vida
de Cristo em si, com a habitação do
Espírito Santo. Mas é isso que crentes
dizem.
Para terminar, isso consola, mas também
examina, afirma, também sonda, dá
descanso, porque o texto não apenas
exulta,
mas também testa.
Estou em Cristo.
Não basta admirar a linguagem que Paulo
está usando. Não basta eh
não há condenação para os que estão em
Cristo Jesus.
Há confiança total nele e em mim. Ele é
minha paz.
A tua religião seria a folhas, as folhas
de Adão. Se não é tudo no amado, do
início ao fim. A vida vindo dele é uma
aceitação intelectual ou realmente eu
sou um um galho numa videira.
Esse exame é necessário porque fora de
Cristo não há esperança. Não importa o
que nós façamos e que tipo de vida
levamos. Pode haver igreja, pode haver
canto, pode haver ortodoxia verbal, pode
haver participação em coisas santas, mas
fora de Cristo eu continuo morto.
Se eu não estou no amado, não posso ser
amado pai.
segurança não eh eh para não é para o
hipócrita que usa a doutrina como
travesseiro para o seu descuido,
não para o coração que ama o pecado e
tenta esconder-se atrás da linguagem da
graça.
Não para o religioso que quer paz, mas
quer acrescentar o algo do seu ego, a
essa a essa razão de paz, mas para
aquele que está nele, que descansa nele,
que frutifica nele, que vive nele, que
ama [roncando]
por causa e da aplicação do amor
infinito do Pai pelo Filho, para que
vocês me amem como o pai me ama.
Doutrina da união, da aceitação, não
produz descuido, produz reverência,
produz amor, produz encanto cada vez
maior. Não perfeito aqui, mas cada vez
maior.
Você agora já não precisa mais
transformar espiritualidade em
autopromoção. Já não precisa usar boas
obras como moeda de aceitação ou de
trota ou de negócio com Deus. pode
arrepender-se sim, mas sem recomeçar do
zero.
Você não volta para algum lugar para
reconquistar o amor de Deus depois do
perdão. Pode buscar santidade, sim, mas
não como um salário. A santidade é um
fruto, não é o salário que eu pago a
Deus pelo que ele fez e com
profundidade, porque sabe que tudo que
possui vem de cima. Esse é o ponto. A
graça soberana, quando verdadeiramente
recebida, não te torna frouxo
espiritualmente, te torna reverente,
te torna um um vivo sacrifício,
leva ao diálo mais o pecado,
precisamente porque agora sabe o custo e
a grandeza e a beleza daquele que pagou
toda
a tua miséria. Assim a mensagem termina
como deveria terminar. em doxologia. Por
isso que Paulo sempre no meio das
explicações dele explode em adoração.
Porque o cristão tem tudo para adorar,
não tem nada para falar de si mesmo. Ele
nos fez aceitos no amado. Fique com essa
frase. Essa frase vai ser a bênção dos
dias mais escuros, a alegria dos dias
mais alegres. Ele não, eu me fez aceito
no amado.
>> Santo Deus, eu me aproximo [música]
sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
nos [música] pequenos pensamentos,
[canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu espírito me [música][canto] chama,
confessa.
E eu confessei.
[música]
Não escondo minha [canto]
culpa,
não maquio [música]
minha dor.
Contra [canto] ti eu pequei
contra o [música] teu santo amor.
Que atos [canto] minha raiz. [música]
Um querer desalinhado.
Eu preciso de [canto][música] limpeza.
Eu preciso ser
lavado.
Cordeiro, minha [canto]
justiça, [música]
fim do meu tribunal. Eu largo a
autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
[canto] Jesus,
tem misericórdia. [música]
Jesus
vem me [canto] purificar.
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar.
[grito]
Minha única defesa [canto]
é a cruz, é o teu favor. [música]
Eu adoro a tua graça.
Eu [música] descanso [canto] no teu
amor.
>> Tua misericórdia [música]
é melhor.
[música]
Tua misericórdia
é [canto] meu lar.
>> Rei dos reis, [música] eu me prostro.
Tu és [canto] luz e eu sou pó.
Quando eu [música] tento ser meu dono,
eu no terco em mim só.
Autonomia [canto] é mentira,
autossuficiência
[música]
também.
[música] Tu és fonte, tu és vida.
Sem ti [canto] nada me sustém.
Eu
não [música] venho com currículo,
venho com mãos sem [canto][música] ter.
Não confio no meu choro, nem o meu
[canto]
vou vencer. Eu [música] confio na
firmeza do teu pacto, ó Senhor. [canto]
Tua aliança [música]
é selada no cordeiro
[canto]
redentor.
[música]
Restaura minha alegria, [canto]
tua [música] salvação em mim.
Sustenta-me com espírito
[canto] pronto até o fim. [música]
Jesus
tem misericórdia. [música]
Jesus
vem me purificar. [música]
Teu sangue fula mais alto que o meu
pecado a gritar.
A minha única [música]
defesa [canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça. [canto]
Eu descanso [música]
no teu amor.
Inclina [música][canto] o meu coração,
ensina-me a obedecer.
Dá-me um [música] espírito pronto, mais
doce do meu [canto] querer. Guarda-me na
tentação,
na rotina [música]
e na aflição.
[canto] Tua graça me carrega,
tua mão me põe [música]
de pé
no chão.
Tu me [música][canto]

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