Davar Live – 24/04
25/04/2026
– Canal Davar
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Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala pessoal, tudo bem? Bem-vindos a mais uma live. Estamos aí ao vivo, então pra gente poder conversar um pouco mais. Semana passada a gente fez uma live bacana, a gente comentou sobre um assunto que eh a gente tentou fazer uma live e não deu certo por problemas técnicos. A gente estava falando sobre a cruz, sobre paradoxos. sobre essa questão, eh, essa questão mais filosófica relacionada com a ideia da cruz, não só a cruz em si, mas a cruz como sendo o ápice dessa de todo esse eh de toda e essa forma da Bíblia se expressar, de pegar coisas que são opostas e colocarem juntas intenção dentro do mesmo conceito, dentro da mesma ideia. né? Morte e vida, eh, tristeza, felicidade e tal, tudo isso tá junto ali e semaranha ali na forma da cruz. Eh, eu lembro que alguém tinha dado alguma sugestão também de um livro, de um tema de um do do Dostoyevsk e eu não consegui ver ele, então a gente não vai falar sobre isso. Hoje a live vai ser um pouco mais assim no improviso. A gente vai conversando e a gente vai tirando temas. Então, se você já tiver alguma questão interessante que você queira jogar aqui pra gente conversar, já pode jogar que aí a gente já vai conversando e aí normalmente um assunto vai puxando o outro, o pessoal vai trazendo ideias aqui e a coisa vai crescendo, tá bom? Então, queria começar dando boa noite aqui pro Carlos, pro Carlos, Carlos Muniz, pro João, pro C Silva, Gil Pederiva. Eh, boa noite para vocês que estão aí acompanhando mais essa live. Eu queria começar então com um texto que eu tinha visto outro dia. Eh, deixa eu tentar achar. Eu tava meio tinha meio que separado ele aqui, mas eu perdi aqui. Qual é o eh o texto? É um achei. É o texto que tem lá em Filipenses. Boa noite aí pro Daniel. eh, que diz o seguinte, o texto tá lá em Filipenses, capítulo 2. Eu vou ler desde o verso um, que eu acho um texto bem bacana aqui. diz o seguinte: "Portanto, se h algum conforto em Cristo, se há alguma consolação de amor, se há alguma comunhão no espírito, se há alguns entranháveis afetos de compaixão, completai o meu gozo para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa." Deixa eu mudar aqui essa tradução. Tem algumas palavras que tão nessas versões mais antigas e que às vezes só tão estranho pra gente, né? Eh, para quem tá mais acostumado com a linguagem antiga da Bíblia, tudo bem, mas acho que eu vou, eu gosto de usar essa versão Nova Almeida Atualizado, porque ela é ainda segue um pouco a a tradição da Ferreira de Almeida de ser um pouco mais literal na tradução. Aí o Carlos até colocou, vai na na, né? Eh, ela ainda mantém essa tradição da da Ferreira de Almeida ser um pouco mais literal, mas ela procura dar uma renovada no vocabulário, né? Eh, portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão no espírito, se há profundo afeto e sentimento de compaixão, então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Esse daqui é um tema que é recorrente nos escritos de Paulo, né? Eh, pensa num contexto difícil que Paulo tava. A igreja basicamente tinham dois grupos diferentes, muitos grupos, mas dois grupos diferentes que causavam muito estranhamentos um pro outros, que eram os cristãos que vinham de origem judaica e os cristãos que vinham de origem pagã. os que vinham de origem judaica, dentro da tradição que eles tinham, da compreensão de Deus, das Escrituras, etc e tal, eles entendiam. Então, se você quer seguir a Cristo, você tem que se tornar judeu e assim você vai seguir o Masia, né, o Cristo ungido, esse título que é atribuído a Jesus, né, que é uma esperança dentro do judaísmo, né? Eu já comentei aqui diversas vezes, mas eu gosto de retomar esse tema porque é uma coisa que às vezes se perde de vista, né? Imagina se você se converte ao deus judaico, as escrituras judaicas, ao Messias judaico, que era a grande expectativa do judaísmo, mas você não vai se tornar um judeu. Como assim? Qual é o sentido disso? Então, você tem que se tornar um judeu, seguir todas as tradições judaicas, etc. e tal. Enquanto o que Paulo falou, que foi a decisão da da igreja lá no concílio de Jerusalém, é, a gente tá se tornando uma coisa que vai para além do judaísmo. O sujeito pode sim seguir o Messias judaico, o Deus judaico, as escrituras judaicas sem ser judeu. A gente tá se tornando uma outra coisa, uma outra religião. E dessa forma você tem esses cristãos de origem pagã que não se tornam judeus, eles não se circuncidam para fazer parte daquela nova comunidade. Deixa eu fechar minha janela que o pessoal tá gritando lá fora. Pronto. Não sei se ajuda muito, mas ajuda um pouco pelo menos. E dentro desse contexto, onde existia essa briga, porque os judeus queriam impor pros cristãos diversas tradições e principalmente a circuncisão, que era o ritual de entrada pro judaísmo. Eh, e o e um não aceitava o jeito de ser do outro e assim por diante. Muitas, olha, grande parte das discussões do Novo Testamento passam por esse contexto. Então, o que Paulo fala é: Gente, quando você for fazer alguma coisa dentro de um contexto religioso, não pensa em você, pensa no outro, que aí vai dar bom, aí vai dar certo. Eh, não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, diz aqui o verso 3, né, de Filipenses 2. Mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo. não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. E aí vem essa parte que eu acho interessante, né? Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que mesmo existindo na forma de Deus, não considerou ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer que não considerou que ser igual a Deus é algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou. assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos e reconhecido em figura humana. Ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou sobre maneira, lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que o nome de Jesus se dobre todo o joelho nos céus, na terra, debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai. Eh, eu gosto desse texto porque é um dos poucos textos que vão falar sobre esse que o Paulo vai chamar do mistério da encarnação. Jesus Cristo sendo uma manifestação divina, se esvaziando dessa divindade, assumindo uma forma humana, se diminuindo, né? Eh, mesmo ele sendo Deus, ele não se considerou como Deus no sentido de se considerar melhor do que os outros. Pelo contrário, ele veio e veio servir os outros. Essa ideia do se esvaziar, eu sei que tem uma questão aqui do verbo do do verbo no grego, eu não manjo de grego, então não sei trazer aqui algumas curiosidades interessantes linguísticas aqui, mas essa ideia é bem interessante, né? eh é baseado em textos como esses, por exemplo, que se tornou uma doutrina cristã importante, a ideia da divindade de Jesus. Ainda que não há muitos textos muito explícitos, existem textos como esses que deixam meio que inequívoco a ideia de que Deus eh Jesus era Deus, existia na forma de Deus, né? E poderia se considerar Deus, mas ele se esvaziou e veio e se diminuiu e aí ele se tornou o nome acima de todos os nomes, né? Que que é interessante aqui? Esse movimento de esvaziamento, esse movimento de diminuição, esse movimento daquele que está no alto e desce, é exatamente o movimento oposto do que acontece aqui em Isaías 14, a partir do verso 12, né? Quem manja aí já deve saber que que do que que eu tô falando aqui. Eh, o que que é Isaías 14 verso 12? Eh, Isaías 14 é uma profecia sobre o rei de Tiro que foi entendida dentro da tradição cristã posterior como se referindo a Satanás. E é daí que vem a expressão Lúcifer aqui do verso 12, né? Então ele tá falando aqui desse rei de esse rei da Babilônia, né? Aliás, eu falei rei de Tiro, né? E aqui é o rei da Babilônia. A do rei do de Tiro é lá em Ezequiel, né? Então aqui Isaías 14, o verso 12, ele tá falando, né, de como eh como você caiu, você que debilitava as nações e tal, né? Eh, lá embaixo, no mundo dos mortos, no Xol, se agita por causa de você para seir ao seu encontro, para quando você chegar por sua causa, ele desperta as sombras e todos os príncipes da terra faz levantar os seus tronos e todos os reis das nações. É o verso 10. Todos esses começam a falar e se dirigem a você, dizendo: "Então também você se enfraqueceu como nós? Como você se tornou um de nós? A sua soberba foi jogada no abismo junto com o som das arpas. A sua cama é de larvas e os vermes são a sua coberta". Eu adoro essa linguagem aqui de Isaías. E aí ele vai dizer a partir do verso 12: "Veja como você caiu do céu, ó estrela da manhã, filho da alva. Veja como você foi lançado por terra, você que debilitava as nações. Você pensava assim: "Eu subirei ao céu, exaltarei o meu trono acima das estrelas e me assentarei no monte da congregação, nas extremidades do norte. Subirei acima das mais altas nuvens, serei semelhante ao Altíssimo, mas você descerá o mundo dos mortos no mais profundo abismo. Os que virem você olharão atentamente e perguntarão: "É esse o homem que fazia a terra tremer e que abalava os reinos? que transformava o mundo num deserto e arrasava suas cidades, que não deixava seus prisioneiros voltarem para casa. Todos os reis das nações, todos jazem com honra, cada um em se em seu túmulo, mas você é lançado para fora da sua sepultura como um renovo abominável, coberto de mortos, transpassados a espadas, que descem as covas de pedras como um cadáver pisoteado, né? Olha só que interessante, né? que que eu me empolguei um pouco aqui na leitura, porque eu gosto da da linguagem de Isaías, apesar da das pessoas acharem uma linguagem um pouco um pouco macabra demais, né, dentro de um contexto de igreja, mas é a Bíblia, né? A Bíblia é assim, a Bíblia tem suas linguagens esquisitas. Eu gosto, eu gosto essa, essa expressão, né? Você será jogado numa cova de sua cama é feita de larvas e os vermes são a sua coberta. Mostrando que o seguinte, a gente tem um movimento aqui, independente se você concorda ou não, tem gente que discorda da tradição de associar esse texto a Satanás, né? Eh, eu acho que tem alguns motivos interessantes aqui, mas independente disso, você tem aqui a descrição de alguém que quis subir muito, falou: "Eu vou me tornar o maioral, eu vou subir acima das estrelas e vou me assentar no monte da congregação. Eu vou ser semelhante ao Altíssimo. Eu quero ser igual a Deus." E porque ele quis ser tão alto, ele tomou uma queda tão gigante, ele se tornou um cadáver apodrecendo a vista de todos, né? Ele ele ele cai de uma forma que todo mundo fica assim eh eh fica de boque aberto com uma queda tão grande. Então, olha só, a gente vou dier um texto em Filipenses. Aquele que subsiste em forma de Deus, ele decide que ele não quer eh ser tratado como Deus, mas ele se diminui, ele desce. E ao descer e servir como um servo e morrer à morte de cruz, a pior das mortes, ele é elevado e o nome dele é tornado maior do que todos os nomes, né? ele se torna todos eh a todos eh como é que tava o texto de de Filipenses que a gente leu agora a pouco que todos os nomes dizem que Jesus Cristo é o Senhor. Tem um movimento de alguém que era muito grande e quis se diminuir, se humilhar, né, se se tornar humilde. E dessa forma ele foi elevado para cima, ele foi colocado lá em cima e foi posto acima de todas as coisas, né? E a gente tem esse outro texto que é o oposto, né? Eh, aquele que quis subir demais, aquele quis se tomar o lugar do Altíssimo, quis colocar o seu trono acima das estrelas e ser semelhante a Deus. Esse toma essa queda muito grande. Eu acho muito interessante esses dois movimentos, né? O que tá em cima desce, se humilha, se esvazia, se diminui e é exaltado por causa disso. E aquele que quer subir, que se tornar o maior de todos, esse é humilhado e desce. E tem toda uma linguagem de morte para descrever essa queda dele, né? Enquanto aquele que morre, ele se torna um símbolo de vida. Aquele que quer tomar o lugar de Deus, ele desce, se torna um símbolo de morte, né? Bom, começamos bem a nossa live aqui, né? Deixa eu ler algum alguns comentários aqui que eu vi que já teve um monte de comentário e eu fui falando aqui, né? Vamos lá. Boa noite a todos. Esses dias tenho pensado nos diferentes tipos de relacionamento com Deus, mais específico na diferença entre o relacionamento com Deus e a fé de quem se converte e quem nasce no meio, no meio cristão, quem sofre uma conversão e tem eh de maneira mais tangível a morte do velho homem e de quem é criado numa doutrina e já a partir dela cria o relacionamento com Deus. É interessante, Luís, é interessante esse esse assunto aí. A gente pode voltar a ele, né? veio um certo paralelo geracional entre Abraão, Isaque e Jacó e as gerações de crentes nas famílias cristãs. Que legal. Vamos falar só um pouco mais disso daqui a pouco. Eh, o João coloca aqui: "No apocalipse as bestas praticam ações e na Iasd, né, na igreja adventista é apontado quem são as bestas. Mas se outros entes políticos, religiosos praticam essas ações nesse momento, mas eh mas se outros entes políticos religiosos praticam essas ações nesse momento mais do que as que identificadas pela IAS, tá? E se outros, se outros entes que não são aqueles que a Igreja Adventista costuma colocar, né? Só abrindo um parênteses aqui, é que tem muita gente de muitos lugares aqui e esse canal é para isso mesmo, né? Eu sou adventista e de vez em quando vem aqui uma questão mais focado no adventismo, mas eu acho que isso daqui pode ser interessante pra gente comentar também, porque acho que é traz uma visão um pouco maior aqui, eh, de e se as profecias acabam sendo diferentes do que a gente imaginava. Eu acho interessantíssimo isso daqui. Eh, Luiz Fernando, me parece que a terceira geração tem uma tendência maior ao conflito com a fé. Tá, vamos voltar isso daí, Luiz, né? Que fazer? Será que tem surpresas nas profecias, como houve no passado, quando aguardavam a primeira vinda do Messias? João, eh, a segunda besta parece estar bem viva, fazendo todas as suas ações. Olha, João, o que eu comentaria aqui é que já é um grande esforço considerar o texto bíblico sagrado. Um grande esforço no sentido de, ah, beleza, a gente consegue olhar pro texto bíblico e ver que a gente tem que abrir muitos parênteses para entender algumas coisas. Quando a gente estava, de vez em quando a gente volta para esse tema aqui, que a gente tá vendo lá no Antigo Testamento, a o massacre dos midianitas, né? O genocídio dos midianitas. vocês, tá? Como eu entendo isso como sendo uma revelação divina e tal, é bem complicado. Então, a gente tem que fazer um esforço para entender algumas partes da Bíblia como sendo uma revelação divina, embora descrevam coisas que parecem eh moralmente assim extremamente condenáveis pra gente. Então, a gente já tem que fazer esses esforços. Eu não quero fazer esse esforço também para uma interpretação da Bíblia. Se a Bíblia, se o texto bíblico em si já é difícil pra gente sacralizar ele, sacralizar uma interpretação do texto bíblico, eu acho também difícil. Eu prefiro estar sempre aberto paraa possibilidade da gente não ter entendido muito bem o texto. Eh, acho que essa é uma postura. É, essa é a postura que as pessoas deviam ter tido quando elas quando Jesus nasceu, sabe? Eh, aquela ideia de que muita gente não entendeu o que aconteceu. Eh, aliás, não só quando Jesus nasceu, quando Jesus viveu e quando Jesus morreu, que só se foi entender melhor e fazer a conexão certa com a as profecias depois. O que me faz entender que não necessariamente as profecias têm essa função de você prever o futuro, mas mais é você ter a segurança de que o futuro, independente do qual for, ele tá planejado por Deus. Então, essas diferentes interpretações fazem fazem com que eh essas interpretações que a gente tem fazem com que a gente tente entender o que que o texto quer dizer, mas normalmente depois que ele passa que a gente fala: "Olha aqui, a gente entendeu, esse era o plano de Deus", né? Então eu acho que é mais nesse sentido, sabe, João? Eu prefiro, eu prefiro ir mais nesse caminho, né? [roncando] O Vctor, Víctor Fontana, teologia. Cheguei aqui agora. Gostei da postura em relação ao texto e a honestidade em relação a saber ou não o idioma original. Honestidade é raro na internet hoje em dia. Ah, legal, Vitor. Obrigado. A gente tenta fazer assim nesse canal. Tem coisas que eu sei e a que a gente vai e se aprofunda, mas tem muitas coisas, não dá para saber tudo, né, Víor? Não dá para saber tudo, né? Eh, essa postura, inclusive, eu acho que é uma postura bíblica. A Bíblia leva a gente a essa postura. te lembrar, amigão, baixa a bola aí que você você pode tá errado, tem a ver com o que a gente estava falando antes, né? Eh, eu acho que isso parece uma coisa bem de acordo com o espírito bíblico, né? Eh, o Carlos fala aqui: "Pode acontecer, pois toda a profecia só entendida logo após seu cumprimento." Daniel entendeu o sonho da estátua quando ouviu a transição da Babilônia para média Persia. Exato, né? É, é isso mesmo, Carlos. É engraçado, né? Eh, nem o próprio profeta entende de forma completa a sua própria profecia. E é o caso de Daniel mesmo, né, que você tá falando, Carlos. Eu eu um caso que eu acho muito interessante é a transição de Daniel eh 8 para Daniel 9. Eh, Daniel é um profeta que tem essas profecias que causam bastante especulação. Hoje, acho que no meio evangélico brasileiro não é tanto o o ponto, né? Eu sei que no meio adventista, por exemplo, o Daniel é bastante importante e tal. Eh, e na história, muita gente já estudou Daniel e fez e fez eh e fez as suas especulações. Há um ponto que dentro da tradição judaica, por exemplo, Daniel ficou um livro meio assim: "Olha, você tem que ter maior de 40 anos para você estudar as profecias de Daniel, porque eu acho que isso aconteceu lá na época do Barkourba, lá na época do rabino aquiva, né? que teve Barkorba, que foi um uma pessoa que causou um movimento muito grande lá um pouco depois de Jesus, né, no ano cento e pouco depois de Jesus, eh um movimento muito grande contra Roma. Então, muita gente achou que ele ia ser o Messias e tal. Então, teve um um na época de Jesus, é uma das épocas da história de Israel que teve mais pseudo Messias, mais movimentos de Messias, né? Vocês lembram lá o rabino Gamaliel falando, né, quando eles vão questionar ele lá em Atos capítulo 6, se eu não me engano, gente, que Gamalial fala: "Olha, eh, o pessoal pergunta: "Ah, e aí, como que a gente vai fazer com esse movimento aí que ficou por causa de desse Jesus que foi morto e tal?" Aí Gamel fala: "Olha, vocês lembram do Judas Galileu? Vocês lembram do do fulano de tal? Vocês lembram de não sei quem?" Então todos esses aí surgiu um movimento atrás deles, mas com o tempo esse movimento se desfez. Então se é de Deus a gente não tem o que fazer. E se não é de Deus, ele vai apagar, vai acabar sozinho, vai se desfazer sozinho, né? É o conselho de Gamaliel. E ele dá esse conselho porque na época de Jesus tiveram muitos movimentos messiânicos, né? Eh, ou seja, existiu sempre muita especulação, principalmente por causa do livro de Daniel lá no capítulo 9, dependendo da interpretação que você tem, aponta pra época de Jesus lá, da vinda de Jesus, né, o príncipe Messias, né, o Masi lá do verso 25. E eh quando o próprio Daniel que recebeu essas profecias, essas visões, esses sonhos, termina no capítulo oito, ele termina passando mal, doente, que ele fala: "Cara, eu não entendi nada. Eu não entendi nada. Eu tô". E e ele ficou mal. Ele ficou mal. O capítulo 9, quando você vê lá a época que acontece, tem uma transição de reinos e os capítulos sempre começam falando em que ano de tal rei. E se você tem lá um uma cronologiazinha dos reis da da Pérsia e da Babilônia, você consegue entender um pouco a a dinâmica de como vem os capítulos de Daniel. No capítulo 9, ele fala: "Cara, eu estudei e eu entendi. Eu entendi como quando vai ser a volta do exílio, porque o capítulo 8 fala de 2300 tardes e manhãs, ele já e aí quando a gente vai voltar do exílio, que é o que ele tava pensando, é o contexto dele." E aí ele fala: "Ah, eu entendi. Eu fui estudar e eu entendi pelas profecias de Jeremias que o exílio ia durar 70 anos. E aí naquela época já tava acabando o o período do final do exílio. Ele fala: "Bom, então o que que a gente tem que fazer agora? A gente tem que orar assim como Deus falou lá para Salomão lá atrás. Se meu povo voltado para esse lugar, para esse santuário, orar e se arrepender, eu ouvirei as suas preces, vou trazer eles de volta". E aí Daniel ora aquela oração bonita, lindíssima, que tem lá no capítulo 9. Então, o que que eu quero dizer com tudo isso daqui, né? Eh, às vezes nem o profeta entende direito a profecia dele e ele vai sentar e vai estudar o capítulo 9 de Daniel vem uns 13 anos depois do capítulo 8 da profecia que ele não entendeu, ficou passando mal e no final ele nem entende direito ainda, porque ele vai relacionar o anjo vai falar: "Olha, com considera a profecia e vai e entende agora a visão". E aí ele vai dar a profecia das 70, né, semanas que aponta para esse príncipe Messias e tal. Então, se os próprios profetas recebiam essas visões, essas mensagens de Deus e muitas vezes eles não compreendiam direito, eles ficavam sem entender direito, a gente precisa ter essa visão do texto desconfiando da nossa própria interpretação. O texto pode ser considerado a palavra de Deus sagrado, a interpretação não. A interpretação ela tem que estar aberta a ser mudada. Se ela não tiver aberta a ser mudada, Jesus lá na época dele ia ser rejeitado, ninguém ia ia acreditar em Jesus, ninguém ia questionar a a profecia para pensar: "Poxa, mas será que não era isso, né? Será que não era isso que o Messias ia fazer? Será que a gente não entendeu errado?" Então, é importante essa mente aberta para essa para essa desconfiança de si mesmo, né? Aí o Carlos coloca: "A tradição judaica diz que o profeta é a boca de Deus". Ou seja, ele transmite uma mensagem que não necessariamente entenderá, apenas emissário. É, é bonito isso, né? Eh, o o Rel, né? Fala disso, Abraão, Joshua Rechel. A função do profeta é uma coisa bacana, gente. A função do profeta é uma coisa bacana, porque a função do profeta tem a ver com a natureza do texto bíblico, né? O texto bíblico não é divino no sentido de que é algo que Deus produziu e caiu do céu na terra. Por outro lado, ele também não é humano no sentido de que uma pessoa, ah, tive um insite aqui, vou escrever um negócio. E escrever o texto. O texto bíblico é uma parceria entre humano e o divino. E o profeta representa bem essa parceria, né? Porque o profeta é aquele que passa uma mensagem de Deus, mas ao mesmo tempo ele não é só um garoto de recados, ele não é só o carteiro que vai lá e entrega a carta. A mensagem, ele ele faz meio que a vida dele meio que se mistura com a mensagem, né? Oséias recebe uma mensagem para falar pro povo de Deus. Só que essa mensagem ia fazer o próprio profeta sofrer. Ele tinha que sofrer essa mensagem para passar essa mensagem. Então, olha, você vai casar com uma mulher, essa mulher vai te trair, você vai atrás dela na prostituição, pegar ela de volta e tal. Você tem que sofrer isso que eu tô sofrendo em uma proporção diferente, mas você tem que passar por pelo que eu tô passando, porque essa mensagem é minha, mas ela vai ser meio sua também, Oséias, né? Então, é interessante essa essa natureza do profeta e do texto bíblico. É um texto muito humano, mas ao mesmo tempo ele traz mensagens divinas, entende? é uma parceria de humano e divino misturado de uma forma interessantíssima. É por isso que Jesus é a palavra, porque ele é essa parceria entre humano e o divino, né? Ele é aquele que se esvaziou, como a gente estava falando, e se tornou homem entre e andou entre nós, né? Eh, aí o João vai falar: "Prefiro estar aberto às profecias para perceber quem pratica as ações ou tem o espírito do anticristo." Orgulho. Orgulho parece cordeiro, mas fala como dragão. Mente. Exato, João. Exato. Exato, né? Eh, a gente tem uma coisa também que é importante, né? o livro de Apocalipse. E Jesus vai falar isso lá no no sermão profético lá em Mateus 24. Os últimos tempos vão ser confusos. Vão ser confusos. Então, independente de qual for a nossa interpretação, no nos últimos tempos, quando a coisa esver acontecendo mesmo, vai ser confuso. A gente vai olhar e vai ficar com dúvida, cara, será que era isso mesmo? Eu não sei se é assim mesmo, porque olha só, não parece ser o que eu tava pensando. Eh, então, para, eh, se aqueles tempos não fossem abenviados, poderiam enganar, se possível, até os escolhidos, né? Jesus fala. Eh, o livro de Apocalipse vai falar também dessa confusão, muita gente eh sendo enganada, né? Grandes sinais. A gente comentou aqui, né, daquele a ideia de que aparece de que a besta do apocalipse faz cair fogo do céu, que foi o grande sinal de Elias para mostrar quem é o Deus verdadeiro e o Deus falso. Mas lá no Apocalipse, quem faz cair fogo do céu, que é esse grande sinal, esse grande critério de gerenciar quem é o Deus verdadeiro, Deus falso, quem faz cair fogo do céu agora é a besta. E agora como a gente sabe quem é de verdade, quem não é? É confuso. Vai ser confuso. E eu acho que se você tiver seguro demais, se você não tiver disposto a questionar, a rever, a pensar, a ser, a ser honesto, ser sincero consigo mesmo, eu acho que é aí que cai, entende? Eu acho que o espírito do texto vai para esse sentido, né? Eh, a arrogância, ah, como que eu vou falar isso? Em psicologia a gente fala a rigidez cognitiva. É você incapaz de conseguir olhar um pouco fora da caixinha que pessoa fala, olhar um pouco de uma perspectiva diferente, sabe? Eh, o pessoal fala, né? É bom você ter a mente aberta, mas não aberta demais pro seu cérebro cair fora do do do da sua cabeça, né? Então é difícil achar esse bom senso entre não ter a mente tão aberta para você abandonar qualquer princípio e qualquer e e toda a sua fé, mas ao mesmo tempo não ser rígido o suficiente para não entender os mistérios que a própria fé traz com ela. Entende? A fé tem dentro dela um elementos misteriosos e que se que se tem que ser tem que ser abraçados dentro do mistério, né? Não sei se vocês viram aquele filme, ah, eu vou citar um filme que eu não lembro o título, o Conclave. Aquele filme Conclave tem uma um discurso lá do sujeito que tá que tá eh liderando o conclave. que ele fala disso, né? A nossa fé, ela tem mistério, que sem o mistério, se a fé é só certeza, sem o mistério, a própria fé é ruída, né? A certeza acaba com o mistério e a falta de mistério acaba com a fé. Eh, então existe um um uma ideia de assumir o mistério para você abraçar a fé que é complexo, que é difícil e que mas que faz parte da caminhada, né? E essa esse abraçar um mistério também tem a ver com essa nosso relacionamento com o texto bíblico e com Deus, né? Eh, eu tava fazendo isso tudo agora antes de entrar na live, que a gente tava falando, a gente já falou disso daqui na live uma vez, que Deus ele se revela, existe uma parte dele revelado que a gente entende quem ele é, mas ele é essencialmente misterioso, porque Deus é pela própria definição, pela por pelo próprio pouco que ele se revela pra gente, ele é muito maior do que a gente mesmo consegue, você quer compreender, ele é maior do que a gente. Então, ter fé em Deus é ter fé em algo que você não compreende completamente logo de partida, entende? Ter fé em Deus é abraçar algo que você viu um pedaço, o pedaço que ele te mostrou, mas ele tem outra parte, outra parte que não acaba, que tá além do que que ele te mostrou, que tá além do que você do que conseguiria ser mostrado para você, entende? Então é se é se conectar ao infinito, a fé em Deus. Então, não dá para você ter fé e esgotar as coisas e ter tudo fechado, ter tudo concretizado, tudo cercado, sabe? Eh, a o exercício da fé é um exercício de de contato com o infinito, com de contato com aquilo que tá além de você, né? Carlos até fala que fogo do céu é igual falsos milagres, né? Exato, né, Carlos? Exato. É, existe uma uma os três espíritos imundos de Apocalipse 16, eu gosto dessa linguagem, que são três espíritos imundos em formas de rãs, né? E a rã dentro do contexto bíblico, ela ela tá ligado a a ao último grande truque que foi feito lá dentro no Egito, né? Eh, então você tem as você tem as pragas do Egito e algumas pragas, as primeiras pragas, elas conseguiram ser eh copiadas pelos feiticeiros lá do Egito até a praga das rãs. Então, a ideia de rã traz um pouco da ideia de a última enganação, entende? Eh, bom, pelo menos essa é uma interpretação que eu vi que eu achei interessante, né? eh a ideia de real trazendo essa ideia de grande enganação. Então aquele a besta da terra, a paça do mar, né, e o dragão e tal, esses são comparados esses três espíritos imundos, aqueles que trazem uma última grande enganação, né, nessa parte do mundo. É claro que o livro de Apocalipse é um livro bem difícil também, né? Eh, é um é uma conexão de símbolos tão um emaranhado tão complexo de símbolos que é fácil também fazer esse exercício de, ah, eu quero comparar com isso, eu quero comparar com aquilo, né? Então, tem que se tomar cuidado também. Mas esse símbolo me parece trazer o espírito do que tá sendo falado ali, principalmente o capítulo 14, dessa grande enganação do final, né? Aí o Edson coloca aqui, Daniel era e nuc. Então, Edson, muito provavelmente, muito provavelmente as cortes do antigo Oriente Médio, eh, e, e isso inclui ali a Pérsia, eh, e isso inclui a Babilônia, eh, normalmente eram formadas por eunucos. E Daniel, ele é cuidado pelo chefe dos eunucos. Não sei se vocês lembram disso. O cara que tá ali responsável por supervisionar Daniel e seus amigos era o o chefe dos eunucos. Então, muito provavelmente Daniel era eunuco, sim. Embora o texto não fale abertamente, até porque isso eu acho que dentro do contexto hebraico, acho que soa meio pesado, até meio humilhante. Então eu imagino que se por isso o texto não fala tão abertamente que Daniel era o noco, mas tudo que tá no texto leva a entender que ele era, entendeu? Eu não sei se no contexto lá da Babilônia tinha esse sentido, tinha essa conotação, mas eu sei que em algumas cortes do antigo Oriente Médio, os eunucos cuidavam inclusive do do arém do rei. E por isso eles eram eucos, entende? Pros filhos que nascem das esposas do rei serem do rei e não de quem tá cuidando do arém, entende? Eh, essa é uma das explicações, né, que o pessoal dá. Eh, mas não necessariamente que essa fosse a função de Daniel lá, né? Vamos lá. O Luís Fernando, mas quando Isaías profetiza que a Babilônia invadiria Israel, quando Ezequias conta que havia mostrado Siqueza Nabuco Donzor, dá uma impressão que não é uma profecia que é fruto de uma revelação como conhecemos, mas uma revelação fruto do bom senso de Isaías. Não sei se é Ezequias e Isaías essa passagem. Acho que é Ezequias Isaías. Sim, Luiz Fernando, acho que é isso, que é o rei que era o que tinha lepra, né? e que Deus deu um Deus deu um tempo a mais para ele. Olha, é difícil dizer isso porque o texto não é tão claro. Eh, essa ideia de bom senso de Isaías, a ideia do sábio e do profeta em algumas vezes se misturam. Então, por exemplo, Daniel, ele é entendido dentro da tradição judaica como um grande sábio. Ele, inclusive, o livro de Daniel não tá entre os livros, os os neviim, né, que é o o o conjunto dos profetas. Ele tá entre os ketuvim, que é o os escritos, porque se entende que é um livro de sabedoriaza, embora ele seja assim muito claramente o que que a gente entende como profecia, pelo menos no senso comum, que é vir trazer uma visão sobre um acontecimento futuro e tal, mas é porque a ideia de profeta e sábio meio que se misturam. Então, até que ponto a sabedoria, o bom senso de Isaías é dele mesmo ou é uma inspiração divina que faz parte da profecia dele, né? Eu acho difícil fazer essa separação, mas eu entendo o que você quer dizer no texto não parece que foi uma revelação divina ali na hora, mas eu acho que tem a ver com isso também, sabe? Eh, mas eu acho que tem a ver com isso. Que ia falar alguma coisa que esqueci. É, mas a revelação profética também é um fenômeno difícil na Bíblia, porque nem sempre também é uma visão igual Daniel, pessoa tá lá e de repente ela o olho vira e ela enxerga [roncando] um negócio que não tá lá, entende? Nem sempre as profecias elas se misturam com a a mensagem de Deus e os pensamentos do profeta, né? Tanto que as profecias que a gente tem, chegaram até a gente no texto bíblico, são as profecias que o profeta escreveu. Escreveu usando o o as ferramentas de escrita que ele tinha na época dele, condizente com o estilo da época e tal. É uma pessoa escrevendo eh uma mensagem divina, entende? Então, essas coisas se misturam. Eh, o João colocou aqui o texto de Eclesiastes. Eu já aprovo porque Eclesiastes é 100% aprovado aqui. [risadas] 8:17. Contemplei toda a obra de Deus e vi que o homem não pode compreender. Por mais que trabalhe o homem para descobrir, não a entenderá. Olha, João, excelente. Esse texto é muito bom. Um livro de Eclesiastes. Gente, eu tô muito randômico hoje, né? Mas tudo bem. Eh, o livro de Eclesiastes é um livro que ele, os temas eles vão e voltam. Então esse tema aí de Deus, a gente não consegue compreender tudo que Deus faz, é um tema que já é um retorno aí no capítulo 8 de Eclesiastes. Ele aparece antes lá no capítulo 3, num texto muito famoso que as pessoas usam de um jeito diferente, que é e também colocou Deus a eternidade no coração do homem, né? E aí muita gente fala: "Não, Deus colocou um infinito no coração do homem. É um buraco que só Deus pode preencher". É por isso que as pessoas buscam eh a felicidade, mas só quando encontram Cristo e tal. Mas não é esse o sentido do texto. O que o texto tá falando é é esse espírito aqui que no capítulo oito ele retoma que ele vai falar: Deus colocou infinito no coração do homem para que o homem não conheça, não entenda a obra de Deus do início até o fim. Então esse infinito é um senso de incompletude quando você olha pro mundo. Deus colocou isso no coração do homem. Então o homem olha para pra criação de Deus e o homem fica ele fica [roncando] boque aberto, né? Eh, ele o homem ele ele ele fica sem palavras porque ele não consegue compreender a essência de todas as coisas, né? a gente pode até, eh, é interessante questionar o livro de Eclesiastes com base numa na visão moderna que a gente tem, não? A gente entende mecanismos da natureza e tal, mas a gente não consegue entender a essência das coisas. A nossa ciência é muito mais descritiva. Ela tá muito mais descrevendo o que são os mecanismos dos processos naturais, muito mais do que descrever a essência. O que que faz as coisas serem do jeito que são. A gente tá só descrevendo, ah, esse mecanismo junta com esse. Mas qual é a essência da existência das coisas, né? Quando a gente olha pra natureza, é por isso que os cientistas, as pessoas que estudam a natureza e t muitas respostas, eles é que ficam mais maravilhados quando eles olham pra natureza, mesmo tendo tanto conhecimento. O conhecimento talvez até até potencialize isso, é essa é esse senso de transcendência da de reconhecimento da própria ignorância em relação à amplitude do universo que Deus criou, né? É muito legal esse tema de de Ecles de Eclesiastes que aparece aí no capítulo 8ito, mas também lá no capítulo 3, né? Porque Deus colocou infinito. Inclusive essa palavra infinito eh eh é difícil de traduzir, né? Porque a palavra ol no hebraico, Deus colocou o infinito, Deus colocou a eternidade ou Deus colocou o mundo, ou Deus é o infinito, a eternidade ou o mundo. São três traduções possíveis. A palavra olam pode se referir a mundo, pode se referir a infinito, pode se referir a eternidade. A palavra eh olam eh eu sei que ela também pode ter uma conotação de mistério, que o pessoal faz uma uma relação com o com o árabe alam, que é algo que é misterioso, algo que tá além. Então, quando Deus coloca esse infinito, esse mundo, esse esse essa eternidade no coração do homem, ele coloca esse senso de mistério quando olha pro universo, né? Quando olha pro universo. Universo, outra tradução possível para Holanda também. E é isso. Eh, aí o o Luís Fernando, né? Perdoem, não sei ser objetivo nos comentários. A gente entendeu aqui, tá tranquilo. Eh, deixa eu voltar aqui antes da gente prosseguir para as questões que o o Luiz Fernando colocou lá no começo, né? Ele tava pensando os diferentes tipos de relacionamento com Deus, né? A diferença entre o relacionamento com Deus e a fé de quem se converte e quem nasce no meio cristão, né? Quem sofre uma conversão e tem de maneira mais tangível a morte do velho homem e de quem é criado numa doutrina e já a partir dela criou o relacionamento com Deus. Eu vou falar um pouco da minha experiência aqui, Luiz Fernando. Eu sou uma pessoa que cresci no meio cristão, né? Eu, os meus pais são eram cristãos, os meus avós eram cristãos, meus bisavós eram cristãos. eh dentro dessa mesma igreja adventista, né? Eh, então eu já cresci dentro de uma tradição religiosa de família, eh cresci ensinado na igreja, aquela aquela velha história, né? leva a criancinha para ouvir a as historinhas da igreja e tal, mas eu tenho uma sensação de que a religiosidade, mesmo quem mesmo quem cresceu dentro da igreja, a a religiosidade ela tem um a espiritualidade melhor, né? Porque a palavra religião às vezes tem uma conotação que as pessoas consideram negativa. Não gosto de pensar na palavra religião com essa conotação institucional, né? Mas tudo bem, espiritualidade. A espiritualidade, mesmo dentro de quem já cresceu na igreja, ela se desperta em algum momento ou não. Ou não. Mas isso é importante. Tem gente que nasce na igreja, cresce na igreja e morre na igreja e parece que ele nunca ele nunca teve um despertar espiritual. É claro que quem a gente para julgar. Mas eu tenho essa nítida impressão, sabe? Muita gente que, beleza, eu cresci dentro dessa tradição, eu tenho esses conceitos morais, isso é errado, isso é certo e eu tenho essas crenças, eu acredito em Deus, mas parece que não teve um despertar espiritual, entende? Entende o que eu quero dizer? No sentido de que, cara, eu acho que eu preciso falar com Deus um pouco, sabe? e orar sozinho. Gente que dificilmente tem aquele negócio de olhar pro momento, falar: "Cara, olha esse momento aqui. Eu consigo perceber algo transcendente nessa, nesse momento que eu tô vivendo, né? Eu consigo perceber o eu o toque do divino aqui, né? Nesse momento tem gente que parece que nunca desperta para essa sensibilidade espiritual. Então beleza, é um cristão. É um cristão no sentido que ele tem as crenças cristãs e tem a moralidade cristã. Beleza? Mas não parece ser uma pessoa religiosa, não parece ser uma pessoa espiritualizada, sabe? Então, mesmo quem nasce na igreja e cresce na igreja, em algum momento ele se converte, digamos assim, em algum momento ele tem se despertar. E às vezes não é só um momento, é porque quem é de fora da igreja, esse despertar parece meio avacalador assim, né? E talvez nem sempreja assim, mas a gente ouve muita história. O cara que é uma coisa assim muito emocional, destroça ele, ele fala: "Cara, de agora em diante minha vida vai ser outra". Eu quero entregar tudo nas mãos de Jesus e quero viver outra vida e ser outra pessoa e tal. Então, muitas vezes tem esse momento e às vezes quem tá dentro da igreja não é não tem esse momento, mas tem um despertar espiritual que vai acontecendo em momentos específicos, entende? Então, um sermão que um dia te pegou, você falou: "Cara, isso é importante". Aí outra coisa que acontece fora da igreja que você tem um, você consegue ver aquilo de uma perspectiva espiritual, falar: "Olha isso aqui que aconteceu, cara, Deus Deus tá na minha vida". Sabe esse tipo de coisa? Então, às vezes não é uma grande mudança, mas a pessoa tem também uma conversão, uma conversão que às vezes é aos poucos é construída, mas existe. Eu eu faço essa diferença, embora, óbvio, eu não vou fazer na vida das outras pessoas, assim, esse é isso, esse é aquilo, né? Eh, como disse Jesus, né? Ojou e o trigo eles crescem misturados, eles só vão ser separados lá paraa frente um dia. Mas eh eu faço essa diferença olhando para mim mesmo. Existia um momento em que eu era cristão no sentido de como é que eu tinha falado agora, que eu acho que fez sentido no sentido moral e no sentido de crenças, mas eu ainda não era um cristão no sentido espiritual, entende? Isso foi isso isso se despertou depois em mim. Eh, e às vezes essa espiritualidade faz você até questionar algumas crenças que você tem, que são crenças bem igrejeiras mesmo, e faz você questionar algumas questões morais também, né? Ah, tanto para as vezes uma coisa que você considerava que não tinha problema nenhum, você fala: "Não, eu acho que isso daqui não é legal". Conto pelo contrário também. uma coisa que tem aquela moralidade cristã de igreja fala: "Não, isso é errado". Aí você para pensar: "Cara, será que isso é errado dentro pensando em todo esse contexto? Será que não tem coisa, uma coisa mais importante por trás que de repente isso daqui não é um um problema, sabe? Então eu acho que a espiritualidade acaba depois atravessando todas essas outras questões, mas ela tá lá. Eh, e é difícil, é difícil. Eu tô sempre quando vou lidar com jovens na igreja, coisa assim, eu sempre tô preocupado com isso. Beleza? Esse jovem aqui, ele estar na igreja não é necessariamente uma coisa boa. Não que ele sair da igreja é ruim, mas o fato dele estar na igreja não quer dizer que ele tem um relacionamento com Deus, que ele tem uma vida espiritual. Então, olhar paraos jovens e ficar, eu tô preocupado com esse jovem ter uma vida espiritual, não em ele estar na igreja. né? E é claro que estar na igreja ajuda a ter uma vida espiritual, mas não dá para considerar as duas coisas a mesma coisa, sabe? Então, crescer na igreja não é crescer tendo uma vida espiritual. Eh, e isso precisa acontecer em algum momento, né? A gente precisa converter as pessoas que estão dentro da igreja também. Sabe? Sabe uma coisa que mudou um pouco o jeito que eu faço estudo, que eu faço as coisas? Eu sempre, eu sempre tento adaptar a minha linguagem, o jeito de eu falar, pensando que eu tô falando com pessoas que são que não não são religiosas. Porque se a coisa, se eu consigo explicar uma coisa da Bíblia que faz sentido para quem não é religioso, aí ela vai fazer sentido para quem é religioso. Mas se eu tô explicando uma coisa que só faz sentido para quem já é religioso, parece que eu tô mais alimentando uma cultura, uma cultura fechada, uma comunidade de que que tem as suas tradições do que de fato falando de coisas espirituais. Então, se a gente tentar pensar em sempre, tá beleza, eh, se eu sair na rua dando abraço nas pessoas falando Jesus te ama, isso faz algum sentido para quem não é religioso? faz nenhum sentido. Então, na igreja a gente devia fazer isso ou a gente deveria falar um pouco mais da essência do evangelho, da da essência, como a gente tava conversando aqui, da essência de Deus, da palavra de Deus e coisa assim, porque aí mesmo quem tá na igreja que já é religioso, vai tá sempre lembrando dessas estruturas, dessas bases. E a gente evita criar aquelas linguagens, aquelas coisas que só de quem é dentro da igreja entende aquilo, só faz sentido para quem é dentro da igreja, né? Eh, vocês já devem saber aí, sempre tem uma expressão que só quem é da igreja entende, né? Então, paraa pessoa entrar na igreja, ele não tem que só se converter a Deus, ele tem que se converter a toda uma tradição. Eh, gente, eu caí, a minha live caiu. Eu não tenho certeza aqui. Eu acho que eu fechei a página sem querer, mas eu não sei se a live caiu, não. Deixa eu ver aqui que aconteceu. Não, tô aqui. Tô online. Tô online. Não caiu não. Tá. Só apertei o botão do mouse aqui sem querer e e sair. Mas é isso, gente. É isso. Isso que eu queria comentar ali que o Luiz Fernando tinha colocado. E eu acho que vale a pena comentar essas coisas, né? Arrependimento também acha um ponto de virada. Isso, Luiz. Mas é, acho que o arrependimento sempre bate, né? Quando você confronta a sua vida com aquele ideal que Cristo propõe, você fala: "Puxa, eu tenho que mudar de vida, isso aqui não tá certo." E acho que aí acontece mesmo para quem cresceu na igreja do que para quem cresceu fora da igreja, entende? A o arrependimento se mistura com isso tudo, tá? Deixa eu voltar aqui eh uns textos, um umas mensagens antes aqui, né? O Daniel falando aqui, né? Deuteronômio 28:29. As coisas encobertas pertencem a Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós. Exato, né? Que a gente estava falando. Sou profecia ser entendida após o cumprimento. A tradição judaica conta que Daniel teve sua primeira audiência com Ciro, levando o rolo de Isaías, e disse: "O rei: "Meu povo espera por ti há mais de 100 anos. É interessante, né? Interessante para que está nessa perspectiva que os próprios profetas também estavam adaptando a interpretação que eles tinham das profecias conforme as coisas estavam acontecendo ali também, né? Porque eles estavam vivendo grandes momentos proféticos, principalmente Daniel ali no exílio, que é o grande tema das profecias do do Antigo Testamento. Acho que é para nos fazer humildes. Aqui fala o João, aí o FH Batista diz: "Tu já teve alguma grande mudança de entendimento em relação a algum tema teológico importante?" Se sim, qual e o que te fez mudar? Putz, eu teria que pensar, eu não sei se eu consigo responder isso assim de bate pronto, viu? Eu sei que eu acho que todos os temas teológicos que eu compreendo, eu compreendo hoje diferente do que eu compreendi há 20 anos atrás, mas eu não sei se é uma grande virada, sabe? Eu acho que são mais coisas que você começa a ver numa perspectiva diferente, elas ganham cores diferentes, sabe? A gente tava falando aqui da crença em Deus, a existência de Deus. A eu era mais novo, eu pensava isso de um jeito muito lógico assim, né? Eh, gostava de fazer relação com os comas ideias gregas e tal. Hoje eu eu entendo mais a existência de Deus como esse negócio além da compreensão e tal. Então não é uma grande mudança teológica, mas a maneira, a perspectiva como eu ver a coisa é diferente, já mudou, entende? Eu acho que é mais nesse sentido. Acho que é mais nesse sentido. O Aid fala aqui: "Feliz sábado, né? Feliz sábado, Aid. Questionar a tradição é saudável, mas difícil é acabar rejeitando algo verdadeiro da tradição. Mas é difícil acabar não rejeitando algo verdadeiro da tradição. É, Luís, aí tem uma coisa, né? As pessoas, a gente vive numa época que a palavra tradição, ela ganhou uma conotação negativa, né? Se é tradição, tem que mudar. Não, tradição tem coisas boas. Então você saber reconhecer o valor da tradição, primeiro, não existe realidade humana sem tradição. O ser humano, a tradição é parte da existência humana. todo ser humano tá tá inserido em alguma tradição. Então esse discurso que a gente vê hoje em dia de não, a gente tem que não precisa seguir, a gente não deve seguir as tradições, não. Você segue alguma tradição. A própria ideia de questionar as tradições é uma tradição, uma tradição que veio do Iluminismo e tal. Então, eh, tradições não são necessariamente ruins. Ah, aliás, Jesus quando faz uma crítica às tradições, ele fala: "O problema é vocês pegarem as tradições e e usarem as tradições para invalidarem a vontade de Deus". Esse que é o ponto, entende? Vocês pegam tradições aí que vocês mesmos criaram e tornam elas sagradas, como se fosse uma coisa divina, né? Eh, olha aí os discípulos comendo sem lavar as mãos e tal. Uma tradição do judaísmo, aliás, uma boa tradição, né? Se essa tradição fosse seguida ali na da Idade Média, a a peste negra ia ia se espalhar muito menos, né? É excelente tradição. Mas quando você pega o lavar as mãos e sacraliza aquilo como uma vontade de Deus e quem não faz tá cometendo uma heresia, Jesus falou: "Ó, pera aí, não é por aí". Não é isso, né? Então, a tradição é boa. Quer dizer, existem tradições boas, nem todas as tradições são boas, mas é importante não tornar elas sagradas, porque quando ela vira sagrada e ela vira inquestionável, aí o contexto muda e aquela tradição não faz mais sentido, mas não pode mexer nela porque ela tá ali dentro do do dentro do dos fundamentos do software, sabe? Eu não posso mexer nisso. Eh, a questão constitucional vira essas coisas em pedra que aí a gente começa a arrastar coisas que não fazem mais sentido, que se apega nelas pelo fato de serem tradição. Aí aí as coisas perdem sentido, aí você sacraliza como palavra de Deus coisas que não são palavra de Deus. Aí aí fica bagunçado, sabe? Então, a gente tem que olhar para as tradições, eu entendo, pelo menos de forma respeitosa, porque se a tradição tá ali, tem algum motivo para ela tá ali. Mas ao mesmo tempo, eu acho que tem que pensar na tradição como uma coisa que é passível de ser mudada. Então, olha pro mundo, olha pro mundo no sentido, olha paraa sua vida, olha para pr para pra realidade e pensa, tá beleza, essa tradição continua fazendo sentido aqui ou eu consigo atribuir um sentido bacana para essa tradição, né? Isso é uma outra forma de ver também que eu costumo pensar mais nessa nesse negócio. Que que sentido eu atribuo para essa tradição dentro desse contexto que eu vivo? Para não virar só um ato mecânico, só uma coisa ali que tá vestigial, sabe? Mas é isso, é isso que eu penso. Na minha igreja tem um problema que eu ainda não consegui conciliar no meu coração. A igreja precisa de cuidado, mas a missão, a igreja precisa cuidado, mas a missão que precisa ser cumprida. Não sei se eu entendi, Oziel. A igreja precisa de cuidado, mas a missão que precisa ser cumprida. Você diz no sentido de a gente deveria ou cuidar da igreja ou sair pro mundo para levar o evangelho. Você diz essa e essa tensão essas entre essas duas coisas. Deixa eu ver aqui umas mensagens do Aid que ele colocou aqui. Amigo, se eu não me engano, eu vi uma pregação do seu amigo, irmão Edson Nunes, em que ele expunha que a estrutura da narração da construção tenda e os serviços que giravam em torno do templo eram quem regia o que era considerado o guarda do sábado ou não. Ou seja, não era apenas uma questão de estar listado em Êxodo 20, mas na prática os princípios da guarda estavam de certa formas ligados ao serviço que era realizado durante nesse lugar sagrado, durante a sua construção. Não sei se estou delirando. Creio que vi ele pregando algo assim. Você já ouviu essa ideia? O que que você acha dela? Não sei, Aid. Eu precisaria ver o que que ele falou para ver o que que eu penso. Que que eu penso? Eu sou muito amigo do Edson, mas não quer dizer também que eu concorde 100% com tudo que ele que ele pensa, mas eu é um cara que eu acho, eu gosto do jeito dele pensar, gosto da perspectiva dele, das coisas. Não sei se expressei direito, mas a ideia de seria de que os princípios da guarda estão ligados ao tipo de trabalho que era permitido ou não no templo, na tenda durante sua construção. Ah, tá. É, eu não sei, eu não conheço muito essa essa perspectiva aí do texto. Não sei dizer. teria que que eu teria que dar uma estudada melhor para ver o que que eu acho. Sobre o evangelho com sentido, igual a grande maioria das pregações. Tu que tá nas drogas, na prostituição, etc. Paraa pessoa que vive uma vida boa nos seus olhos, não faz muito sentido. É FH. É, é bem isso, é bem isso. A gente se acostumou a pregar para miseráveis, o que não é um problema pregar para miseráveis, para as pessoas que estão desesperadas. A pregação pode ser uma ótima coisa para elas. O problema é quando a pregação é só isso. E aí a gente cai num problema que é quando a gente olha pro mundo, pros países, a vida tem se tornado melhor mesmo no Brasil. Brasil que não é lá essas grandes coisas, né? E vocês sabem que eu não gosto de me aprofundar em questões políticas aqui, porque acabam sendo mais dogmáticas do que questões religiosas, por incrível que pareça. Mas eu lembro quando eu era criança, eu moro aqui em São Paulo, quando eu era criança, quando era moleque, eu ia pegar ônibus cheio, você tinha que pular na porta do ônibus e pendurar na porta e você andava pendurado na na avenida, sei lá, na avenida São Amor, você tá pendurado na porta que tá aberto, que o ônibus tá cheio. Então, o ônibus andava com a porta aberta, um monte de gente pendurada e tal, e o ônibus era muito mais precário. Pensando no ônibus que a gente tem hoje, tem ônibus com ar condicionado, com Wi-Fi e tal, falar: "Olha, a vida melhorou bastante". Então, mesmo no Brasil que não é lá um grande, não teve uma grande revolução, pô, a vida melhorou. Eh, a tendência é que as gerações que vem depois tenham uma vida melhor do que as gerações que venham antes, né? Inclusive, essa é uma das grandes frustrações dessas novas gerações, da geração Z e tal, porque eles vem que eles não conseguem conquistar as coisas que os pais deles conquistaram, né? Os meus pais conseguiram comprar casas, a casa deles com muito mais facilidade que hoje a minha geração compra a casa, né? Então essa é uma grande frustração, mas em geral a vida melhora de uma geração para outra. E voltando à questão que você colocou aqui, como que a gente faz para pregar o evangelho? para um público de classe média que não tá passando um um grande desespero. E aí o evangelho não tem sentido para ele. O evangelho só serve para quem tá ferrado nas drogas, paraas outras pessoas, tá? E não precisa, o evangelho não tem sentido, não tem para que acreditar em Deus. Então eu na na na minha perspectiva é é me aprofundar em como pregar o evangelho também para pessoas que estão vivendo bem. A vida tá boa, a vida tá boa, mas será que não há alguma coisa que transcende a vida que você tá vivendo? Será que tem algo mais do que isso? Eh, quando você olha pra realidade, será que não existe alguma coisa além dessa realidade dura e fria? Será que quando você você nasceu, viveu e morreu, e é só isso, é só um grande mecanismo, você é só uma grande máquina biológica? Será que não existe algo além disso? Então, sabe, eu eu vocês veem aqui no canal, eu dou muito mais ênfase nesse discurso, porque isso faz sentido para quem tá desesperado, mas isso também faz sentido para quem tá tranquilo, tá, tô acomodado, tô confortável. A vida tá confortável, eu tô seguindo a vida. Não tô desesperado, sabe? Esses questionamentos para mim eles estão no fundamento do do texto bíblico. Eu acho que o a fé bíblica é muito mais sobre olhar pro pôr do sol e falar: "Cara, isso é tão bonito, isso é tão bonito que eu acredito que existe alguma coisa transcendental nisso daqui, sabe? Eu acho que o a religião bíblica vai mais nesse sentido. Eu acho que a motivação da religião bíblica é muito mais isso do que eu estou com medo de morrer. Então eu vou eu vou seguir essa crença de que alguma coisa vai acontecer depois. A gente já comentou isso aqui, né? A crença da vida após a morte, ela é mais tardia no texto bíblico. Ela não tá nos primeiros escritos da Bíblia. Ela praticamente não existe na Torá. As pessoas não passaram a acreditar em Deus por causa do medo da morte. como tanta gente critica a religião bíblica com base nesse argumento, né? Eh, eh, a a Bíblia é muito mais do que isso, muito mais do que ter medo de morrer. Envolve isso também. Envolve isso também. Mas é muito mais. A Bíblia surge antes desse questionamento. A Bíblia não surge com esse questionamento. A Bíblia surge com um questionamento de eh ouve tarde de manhã. o primeiro dia e viu Deus que era bom. E assim foram terminados os céus e a terra e todo seu exército, né? Eh, vi e Deus viu que era tudo muito bom. Então é muito mais na contemplação da realidade da da da criação e perceber uma transcendência divina nela da da do do mundo que é descrito em Gênesis como sendo tão perfeito, tão harmonioso, tão belo. Eh, a crença em Deus tá muito mais fundamentada nisso do que no medo de morrer, no medo de de sofrer, entende? É mais ver sentido, um sentido espiritual na morte e no sofrimento, do que só tentar evitar essas coisas, que o impuso de tentar evitar essas coisas, né? É o é como eu entendo, pelo menos o texto bíblico. Nesse tema, a estrutura de romanos é interessante. Gentius, judeus, depois todos. É, se você for pensar na estrutura de Romanos, né, eh, é bem isso, né? Quem tá dentro da igreja, entre aspas, né, os judeus que já t a fé em Deus, eles eles perderam eles perderam o sentido das coisas, eles se perderam nessas, eles não conseguiram encontrar e quem era de fora encontrou, mas agora eles também vão ser buscados lá em em Romanos capítulo 9 até o capítulo 11, né? E assim todo Israel será salvo e tal. Então, eh, você prega primeiro para quem tá dentro, mas existe um esse tema na Bíblia, mas quem tá dentro não vai entender direito ou não vai aceitar. Aí você prega para quem tá fora. E quando o de fora entra, o de dentro fala: "Opa, eu quero entrar também". Sabe, tem essa, esse tema aparece de vez em quando na Bíblia, né? Essa conversão de quem já é crente não seria o que se chama de avivamento? Talvez, Luí, talvez. Talvez normalmente avivamento é uma coisa que se fala mais em um sentido coletivo, né? Então lá no na época de Josias, um grande avivamento espiritual, né? Ou Isaías 1, Deus clamando por um avivamento do povo, né? E tal. Então eu acho que avivamento, pelo menos eu entendo mais nesse sentido coletivo, né? Mas essa conversão, eu penso uma coisa mais na caminhada de cada um. Mesmo dentro de um povo avivado, cada pessoa tem o seu processo, entende? Essa relação entre o coletivo e o individual. Aí o coloca: "Eu amo Eclesiastes e Gênesis, realmente belos. O FH Batista sobre vida após a morte. Tanto que no tempo de Cristo a discussão parece ser apenas sobre a existência ou não da ressurreição ou não, e não sobre vida após a morte sem ressurreição. É, eu não sei, viu? Eu não sei, viu, FH Batista? Eu acho que não. Os os saduceus, os saduceus eles acreditavam que depois que você morre acabou mesmo. É uma tradição que vem desde Antígono de Soco, que é um rabino do terceiro século antes da era comum, antes de Cristo. Eh, o antigo nudso ele tem um um uma fala que é registrada na no perqueia vota, é dos pais. É um tratado do Talmud que ele diz o seguinte: "Vocês não devem servir como servos que esperam uma recompensa. Vocês devem servir como servos que não esperam uma recompensa." E aí o antigo dissoco teve dois discípulos que entenderam essa fala dele de forma diferente, né? Um deles, eu acho que é Boetos o nome, não lembro agora, que fala: "Então, a gente tem que ser sincero de fazer as coisas eh não de forma eh eh com olho só na recompensa, mas em servir pelo prazer de servir." E um outro discípulo chamado Sadoc vai falar: "Ah, então isso significa que não há recompensa? Então, a vida é só isso daqui mesmo. E aí acredita-se que os saduceus são discípulos de Sadoc, que era discípulo de antigo no de soco, que interpretou dessa forma a fala de antigo no soco. Mas os saldos seus eles eles acreditavam que não tinha vida após a morte mesmo, independente ressurreição ou a alma ir pro céu e tal. Eu eles tinham até uns lances meio místicos, se eu não me engano, mas eles eram um pouco mais eh e morreu, acabou mesmo, entende? Os sados seus são interessantes. Eu depois eu vou dar uma pesquisadinha melhor neles. É um tema interessante, mas a ideia era da vida após a morte como geral mesmo. Os judeus após o cativeiro baiônico nunca mais foram idólatras, mas absorveram a imortalidade da alma. É, é interessante, né, Carlos? Eh, são os os dois grandes temas, né? No Antigo Testamento é idolatria, é você ser aberto demais aos povos que aos povos pagãos. E na época de Cristo, no Novo Testamento, na época de novo do Novo Testamento, a questão era o isolamento, é você ser fechado demais aos povos pagãos, é achar que vocês têm a santidade e que a [limpando a garganta] gente tem a santidade e a gente fica aqui fechado no nosso contexto e tal. Então tem essa tensão do antigo, do Novo Testamento, né? É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã do Saldus essa música. É, é, gente. Ah, gente, é isso aí. Boa live, como conversamos bastante aqui, foi bom falar com vocês. Obrigado aí por acompanharem mais essa live aqui, essa live totalmente aleatória, eh, de um monte de coisa. Eh, eu às vezes eu vou falando assim que eu até acho que eu vou me perder, mas eu consigo juntar depois. Ou às vezes não, né? Às vezes vai para um lado e não volta mais. Eh, só ler esse comentário do Aid aqui para terminar. O Kirgard viveu a vida dele toda tentando converter as pessoas do país dele, pois ele dizia que as pessoas se achavam cristãs porque o estado era cristão, porque haviam se batizado. Pois é, é difícil pregar para cristãos, viu? É bem difícil, mas alguém tem que fazer esse trabalho, porque os cristãos precisam precisam se converter também. É, gente, eh, então, na visão dele, isso era pior ainda, pois todo mundo se julgava salvo. Era como acordar alguém que achava que já estava acordado. Se eu não me engano, os sadiros acreditavam só no Pentateuco, certo? se lá não fala sobre a vida após a morte. Então a crença deles fica no coerei. Eh, eh, tem alguma coisa assim, FH Batista, eu não lembro exatamente se é só o Pentateuco, mas eles têm uma coisa dessas. Eh, e eles não têm as tradições que os os saduceus, os fariseus tinham e os fariseus tinha uma uma tradição forte de vida após a morte. Mesmo que o Antigo Testamento não seja, não tenha tantos textos tão claros sobre isso, tem poucos textos que a gente consegue tirar isso, mas essa era uma crença bastante forte dos saduceus e que Jesus incorpora, inclusive Jesus concorda com eles nesse sentido, né? E no no Novo Testamento isso vai ser falado mais abertamente, claramente, várias vezes, né, gente? Obrigado. Então, uma boa noite para vocês. Foi bom falar com vocês mais essa noite, mais essa live. A gente se vê então numa próxima, eu acredito que semana que vem. E é isso. Eu l eu eu tinha feito aqui uma tradição de começar a a live lendo comentários durante a semana, mas essa semana também não teve assim comentários assim muito específicos de coisas que dava pra gente comentar, mas a tradução continua, tá? Se alguém comentar alguma questão interessante, alguma pergunta interessante, a gente traz aqui e comenta logo no começo da live, tá bom? Então, valeu, gente. Boa noite para vocês. Até a próxima. Um um bom fim de semana, um bom sábado, uma boa noite. Ciao. Ciao.