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A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 24/04

Davar Live – 24/04

Davar Live – 24/04

– Canal Davar
twitter – @rolnei
instagram – rolneibt

Legendas automáticas:

Fala pessoal, tudo bem? Bem-vindos a
mais uma live.
Estamos aí ao vivo, então pra gente
poder conversar um pouco mais.
Semana passada a gente fez uma live
bacana, a gente comentou
sobre um assunto que eh a gente tentou
fazer uma live e não deu certo por
problemas técnicos. A gente estava
falando sobre a cruz, sobre paradoxos.
sobre essa questão,
eh, essa questão mais filosófica
relacionada com a ideia da cruz, não só
a cruz em si, mas a cruz como sendo o
ápice dessa de todo esse
eh de toda e essa forma da Bíblia se
expressar, de pegar coisas que são
opostas e colocarem juntas intenção
dentro do mesmo conceito, dentro da
mesma ideia. né? Morte e vida, eh,
tristeza, felicidade e tal, tudo isso tá
junto ali e semaranha ali na forma da
cruz. Eh, eu lembro que alguém tinha
dado alguma sugestão também de um livro,
de um tema de um do do Dostoyevsk e eu
não consegui ver ele, então a gente não
vai falar sobre isso. Hoje a live vai
ser um pouco mais assim no improviso. A
gente vai conversando e a gente vai
tirando temas. Então, se você já tiver
alguma questão interessante que você
queira jogar aqui pra gente conversar,
já pode jogar que aí a gente já vai
conversando e aí normalmente um assunto
vai puxando o outro, o pessoal vai
trazendo ideias aqui e a coisa vai
crescendo, tá bom? Então, queria começar
dando boa noite aqui pro Carlos, pro
Carlos, Carlos Muniz, pro João, pro C
Silva,
Gil Pederiva.
Eh, boa noite para vocês que estão aí
acompanhando mais essa live. Eu
queria começar então com um texto que eu
tinha visto outro dia.
Eh,
deixa eu tentar achar. Eu tava meio
tinha meio que separado ele aqui, mas eu
perdi aqui. Qual é o
eh o texto? É um achei. É o texto que
tem lá em Filipenses. Boa noite aí pro
Daniel.
eh, que diz o seguinte,
o texto tá lá em Filipenses, capítulo 2.
Eu vou ler desde o verso um, que eu acho
um texto bem bacana aqui. diz o
seguinte: "Portanto, se h algum conforto
em Cristo, se há alguma consolação de
amor, se há alguma comunhão no espírito,
se há alguns entranháveis afetos de
compaixão, completai o meu gozo para que
sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o
mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa."
Deixa eu mudar aqui essa tradução. Tem
algumas palavras que tão nessas versões
mais antigas e que às vezes só tão
estranho pra gente, né? Eh, para quem tá
mais acostumado com a linguagem antiga
da Bíblia, tudo bem, mas
acho que eu vou, eu gosto de usar essa
versão Nova Almeida Atualizado, porque
ela é ainda segue um pouco a a tradição
da Ferreira de Almeida de ser um pouco
mais literal na tradução. Aí o Carlos
até colocou, vai na na, né? Eh, ela
ainda mantém essa tradição da da
Ferreira de Almeida ser um pouco mais
literal, mas ela procura dar uma
renovada no vocabulário, né? Eh,
portanto, se existe alguma exortação em
Cristo, alguma consolação de amor,
alguma comunhão no espírito, se há
profundo afeto e sentimento de
compaixão, então completem a minha
alegria, tendo o mesmo modo de pensar,
tendo o mesmo o mesmo amor e sendo
unidos de alma e mente. Não façam nada
por interesse ou vaidade, mas por
humildade, cada um considerando os
outros superiores a si mesmo, não tendo
em vista somente os seus próprios
interesses, mas também os dos outros.
Esse daqui é um tema que é recorrente
nos escritos de Paulo, né? Eh,
pensa num contexto difícil que Paulo
tava.
A igreja basicamente tinham dois grupos
diferentes,
muitos grupos, mas dois grupos
diferentes que
causavam muito estranhamentos um pro
outros, que eram os cristãos que vinham
de origem judaica e os cristãos que
vinham de origem pagã.
os que vinham de origem judaica, dentro
da tradição que eles tinham, da
compreensão de Deus, das Escrituras, etc
e tal, eles entendiam. Então, se você
quer seguir a Cristo, você tem que se
tornar judeu e assim você vai seguir o
Masia, né, o Cristo ungido, esse título
que é atribuído a Jesus, né, que é uma
esperança dentro do judaísmo, né?
Eu já comentei aqui diversas vezes, mas
eu gosto de retomar esse tema porque é
uma coisa que às vezes se perde de
vista, né? Imagina se você se converte
ao deus judaico, as escrituras judaicas,
ao Messias judaico, que era a grande
expectativa do judaísmo, mas você não
vai se tornar um judeu. Como assim? Qual
é o sentido disso? Então, você tem que
se tornar um judeu, seguir todas as
tradições judaicas, etc. e tal. Enquanto
o que Paulo falou, que foi a decisão da
da igreja lá no concílio de Jerusalém,
é, a gente tá se tornando uma coisa que
vai para além do judaísmo. O sujeito
pode sim seguir o Messias judaico, o
Deus judaico, as escrituras judaicas sem
ser judeu.
A gente tá se tornando uma outra coisa,
uma outra religião.
E dessa forma você tem esses
cristãos de origem pagã que não se
tornam judeus, eles não se circuncidam
para fazer parte daquela nova
comunidade. Deixa eu fechar minha janela
que o pessoal tá gritando lá fora.
Pronto. Não sei se ajuda muito, mas
ajuda um pouco pelo menos.
E dentro desse contexto, onde existia
essa briga, porque os judeus queriam
impor pros cristãos diversas tradições e
principalmente a circuncisão, que era o
ritual de entrada pro judaísmo.
Eh,
e o e um não aceitava o jeito de ser do
outro e assim por diante.
Muitas, olha, grande parte das
discussões do Novo Testamento passam por
esse contexto.
Então, o que Paulo fala é: Gente, quando
você for fazer alguma coisa dentro de um
contexto religioso, não pensa em você,
pensa no outro, que aí vai dar bom, aí
vai dar certo. Eh, não façam nada por
interesse pessoal ou vaidade, diz aqui o
verso 3, né, de Filipenses 2.
Mas por humildade, cada um considerando
os outros superiores a si mesmo. não
tendo em vista somente os seus próprios
interesses, mas também os dos outros. E
aí vem essa parte que eu acho
interessante, né? Tenham entre vocês o
mesmo modo de pensar de Cristo Jesus,
que mesmo existindo na forma de Deus,
não considerou ser igual a Deus algo que
deveria ser retido a qualquer que não
considerou que ser igual a Deus é algo
que deveria ser retido a qualquer custo.
Pelo contrário, ele se esvaziou.
assumindo a forma de servo, tornando-se
semelhante aos seres humanos e
reconhecido em figura humana. Ele se
humilhou, tornando-se obediente até a
morte e morte de cruz. Por isso, também
Deus o exaltou sobre maneira, lhe deu o
nome que está acima de todo nome, para
que o nome de Jesus se dobre todo o
joelho nos céus, na terra, debaixo da
terra, e toda a língua confesse que
Jesus Cristo é o Senhor para a glória de
Deus Pai.
Eh, eu gosto desse texto porque é um dos
poucos textos que vão falar sobre esse
que o Paulo vai chamar do mistério da
encarnação.
Jesus Cristo sendo uma manifestação
divina, se esvaziando dessa divindade,
assumindo uma forma humana, se
diminuindo, né? Eh, mesmo ele sendo
Deus,
ele não se considerou como Deus no
sentido de se considerar melhor do que
os outros. Pelo contrário, ele veio e
veio servir os outros. Essa ideia do se
esvaziar, eu sei que tem uma questão
aqui do verbo do do verbo no grego, eu
não manjo de grego, então não sei trazer
aqui algumas curiosidades interessantes
linguísticas aqui, mas essa ideia é bem
interessante, né? eh é baseado em textos
como esses, por exemplo, que se tornou
uma doutrina cristã importante, a ideia
da divindade de Jesus. Ainda que não há
muitos textos muito explícitos,
existem textos como esses que deixam
meio que inequívoco a ideia de que Deus
eh Jesus era Deus, existia na forma de
Deus, né? E poderia se considerar Deus,
mas ele se esvaziou e veio e se diminuiu
e aí ele se tornou o nome acima de todos
os nomes, né? Que que é interessante
aqui?
Esse movimento de esvaziamento,
esse movimento de diminuição,
esse movimento
daquele que está no alto e desce,
é exatamente o movimento oposto do que
acontece aqui em Isaías
14, a partir do verso 12, né? Quem manja
aí já deve saber que que do que que eu
tô falando aqui. Eh,
o que que é Isaías 14 verso 12? Eh,
Isaías 14 é uma profecia sobre o rei de
Tiro que foi entendida dentro da
tradição cristã posterior como se
referindo a Satanás.
E é daí que vem a expressão Lúcifer aqui
do verso 12, né? Então ele tá falando
aqui desse rei de esse rei da Babilônia,
né? Aliás, eu falei rei de Tiro, né? E
aqui é o rei da Babilônia. A do rei do
de Tiro é lá em Ezequiel, né?
Então aqui Isaías 14, o verso 12, ele tá
falando, né, de como eh como você caiu,
você que debilitava as nações e tal, né?
Eh,
lá embaixo, no mundo dos mortos, no Xol,
se agita por causa de você para seir ao
seu encontro, para quando você chegar
por sua causa, ele desperta as sombras e
todos os príncipes da terra faz levantar
os seus tronos e todos os reis das
nações. É o verso 10. Todos esses
começam a falar e se dirigem a você,
dizendo: "Então também você se
enfraqueceu como nós? Como você se
tornou um de nós? A sua soberba foi
jogada no abismo junto com o som das
arpas. A sua cama é de larvas e os
vermes são a sua coberta". Eu adoro essa
linguagem aqui de Isaías. E aí ele vai
dizer a partir do verso 12: "Veja como
você caiu do céu, ó estrela da manhã,
filho da alva. Veja como você foi
lançado por terra, você que debilitava
as nações. Você pensava assim: "Eu
subirei ao céu, exaltarei o meu trono
acima das estrelas e me assentarei no
monte da congregação, nas extremidades
do norte. Subirei acima das mais altas
nuvens, serei semelhante ao Altíssimo,
mas você descerá o mundo dos mortos no
mais profundo abismo. Os que virem você
olharão atentamente e perguntarão: "É
esse o homem que fazia a terra tremer e
que abalava os reinos? que transformava
o mundo num deserto e arrasava suas
cidades, que não deixava seus
prisioneiros voltarem para casa. Todos
os reis das nações, todos jazem com
honra, cada um em se em seu túmulo, mas
você é lançado para fora da sua
sepultura como um renovo abominável,
coberto de mortos, transpassados a
espadas, que descem as covas de pedras
como um cadáver pisoteado, né? Olha só
que interessante, né? que que eu me
empolguei um pouco aqui na leitura,
porque eu gosto da da linguagem de
Isaías,
apesar da das pessoas acharem uma
linguagem um pouco
um pouco macabra demais, né, dentro de
um contexto de igreja, mas é a Bíblia,
né? A Bíblia é assim, a Bíblia tem suas
linguagens esquisitas. Eu gosto, eu
gosto essa, essa expressão, né? Você
será jogado numa cova de sua cama é
feita de larvas e os vermes são a sua
coberta. Mostrando que o seguinte,
a gente tem um movimento aqui,
independente se você concorda ou não,
tem gente que discorda da tradição de
associar esse texto a Satanás, né? Eh,
eu acho que tem alguns motivos
interessantes aqui, mas independente
disso,
você tem aqui a descrição
de alguém que quis subir muito, falou:
"Eu vou me tornar
o maioral, eu vou subir acima das
estrelas e vou me assentar no monte da
congregação. Eu vou ser semelhante ao
Altíssimo. Eu quero ser igual a Deus."
E porque ele quis ser tão alto, ele
tomou uma queda tão gigante, ele se
tornou um cadáver apodrecendo a vista de
todos, né? Ele ele ele cai de uma forma
que todo mundo fica assim eh eh fica de
boque aberto com uma queda tão grande.
Então, olha só,
a gente vou dier um texto em Filipenses.
Aquele que subsiste em forma de Deus,
ele decide que ele não quer eh ser
tratado como Deus, mas ele se diminui,
ele desce.
E ao descer e servir como um servo e
morrer à morte de cruz, a pior das
mortes,
ele é elevado e o nome dele é tornado
maior do que todos os nomes,
né? ele se torna todos eh a todos eh
como é que tava o texto de de Filipenses
que a gente leu agora a pouco que todos
os nomes dizem que Jesus Cristo é o
Senhor.
Tem um movimento de alguém que era muito
grande e quis se diminuir, se humilhar,
né, se se tornar humilde. E dessa forma
ele foi elevado para cima, ele foi
colocado lá em cima e foi posto acima de
todas as coisas, né? E a gente tem esse
outro texto que é o oposto, né? Eh,
aquele que quis subir demais, aquele
quis se tomar o lugar do Altíssimo, quis
colocar o seu trono acima das estrelas e
ser semelhante a Deus. Esse toma essa
queda muito grande. Eu acho muito
interessante esses dois movimentos, né?
O que tá em cima desce, se humilha, se
esvazia, se diminui e é exaltado por
causa disso. E aquele que quer subir,
que se tornar o maior de todos, esse é
humilhado e desce. E tem toda uma
linguagem de morte para descrever essa
queda dele, né? Enquanto aquele que
morre,
ele se torna um símbolo de vida. Aquele
que quer tomar o lugar de Deus, ele
desce, se torna um símbolo de morte, né?
Bom, começamos bem a nossa live aqui,
né? Deixa eu ler algum alguns
comentários aqui que eu vi que já teve
um monte de comentário e eu fui falando
aqui, né? Vamos lá. Boa noite a todos.
Esses dias tenho pensado nos diferentes
tipos de relacionamento com Deus, mais
específico na diferença entre o
relacionamento com Deus e a fé de quem
se converte e quem nasce no meio, no
meio cristão, quem sofre uma conversão e
tem eh de maneira mais tangível a morte
do velho homem e de quem é criado numa
doutrina e já a partir dela cria o
relacionamento com Deus. É interessante,
Luís, é interessante esse esse assunto
aí. A gente pode voltar a ele, né? veio
um certo paralelo geracional entre
Abraão, Isaque e Jacó e as gerações de
crentes nas famílias cristãs. Que legal.
Vamos falar só um pouco mais disso daqui
a pouco.
Eh, o João coloca aqui: "No apocalipse
as bestas praticam ações e na Iasd, né,
na igreja adventista é apontado quem são
as bestas. Mas se outros entes
políticos, religiosos praticam essas
ações nesse momento, mas
eh mas se outros entes políticos
religiosos praticam essas ações nesse
momento mais do que as que identificadas
pela IAS, tá? E se outros,
se outros entes que não são aqueles que
a Igreja Adventista costuma colocar, né?
Só abrindo um parênteses aqui, é que tem
muita gente de muitos lugares aqui e
esse canal é para isso mesmo, né? Eu sou
adventista e de vez em quando vem aqui
uma questão mais focado no adventismo,
mas eu acho que isso daqui pode ser
interessante pra gente comentar também,
porque acho que é traz uma visão um
pouco maior aqui, eh, de e se as
profecias acabam sendo diferentes do que
a gente imaginava. Eu acho
interessantíssimo isso daqui.
Eh, Luiz Fernando, me parece que a
terceira geração tem uma tendência maior
ao conflito com a fé. Tá, vamos voltar
isso daí, Luiz, né? Que fazer? Será que
tem surpresas nas profecias, como houve
no passado, quando aguardavam a primeira
vinda do Messias? João, eh, a segunda
besta parece estar bem viva, fazendo
todas as suas ações. Olha, João, o que
eu comentaria aqui é que já é um grande
esforço considerar o texto bíblico
sagrado. Um grande esforço no sentido
de, ah, beleza, a gente consegue olhar
pro texto bíblico e ver que a gente tem
que abrir muitos parênteses para
entender algumas coisas. Quando a gente
estava, de vez em quando a gente volta
para esse tema aqui, que a gente tá
vendo lá no Antigo Testamento,
a o massacre dos midianitas, né? O
genocídio dos midianitas. vocês, tá?
Como eu entendo isso como sendo uma
revelação divina e tal, é bem
complicado. Então, a gente tem que fazer
um esforço para entender algumas partes
da Bíblia como sendo uma revelação
divina, embora descrevam coisas que
parecem eh moralmente assim
extremamente condenáveis pra gente.
Então, a gente já tem que fazer esses
esforços.
Eu
não quero fazer esse esforço também para
uma interpretação da Bíblia. Se a
Bíblia, se o texto bíblico em si já é
difícil
pra gente sacralizar ele, sacralizar uma
interpretação do texto bíblico, eu acho
também difícil. Eu prefiro estar sempre
aberto paraa possibilidade da gente não
ter entendido muito bem o texto.
Eh, acho que essa é uma postura.
É, essa é a postura que as pessoas
deviam ter tido quando elas quando Jesus
nasceu, sabe? Eh, aquela ideia de que
muita gente não entendeu o que
aconteceu.
Eh,
aliás, não só quando Jesus nasceu,
quando Jesus viveu e quando Jesus
morreu, que só se foi entender melhor e
fazer a conexão certa com a as profecias
depois.
O que me faz entender que não
necessariamente as profecias têm essa
função de você prever o futuro,
mas mais é você ter a segurança de que o
futuro, independente do qual for, ele tá
planejado por Deus. Então, essas
diferentes interpretações fazem fazem
com que
eh essas interpretações que a gente tem
fazem com que a gente tente entender o
que que o texto quer dizer, mas
normalmente depois que ele passa que a
gente fala: "Olha aqui, a gente
entendeu, esse era o plano de Deus", né?
Então eu acho que é mais nesse sentido,
sabe, João? Eu prefiro, eu prefiro ir
mais nesse caminho, né? [roncando]
O Vctor, Víctor Fontana, teologia.
Cheguei aqui agora. Gostei da postura em
relação ao texto e a honestidade em
relação a saber ou não o idioma
original. Honestidade é raro na internet
hoje em dia. Ah, legal, Vitor. Obrigado.
A gente tenta fazer assim nesse canal.
Tem coisas que eu sei e a que a gente
vai e se aprofunda, mas tem muitas
coisas, não dá para saber tudo, né,
Víor? Não dá para saber tudo, né? Eh,
essa postura, inclusive, eu acho que é
uma postura bíblica. A Bíblia leva a
gente a essa postura. te lembrar,
amigão, baixa a bola aí que você
você pode tá errado, tem a ver com o que
a gente estava falando antes, né? Eh, eu
acho que isso parece
uma coisa bem de acordo com o espírito
bíblico, né?
Eh,
o Carlos fala aqui: "Pode acontecer,
pois toda a profecia só entendida logo
após seu cumprimento." Daniel entendeu o
sonho da estátua quando ouviu a
transição da Babilônia para média
Persia. Exato, né? É, é isso mesmo,
Carlos. É engraçado, né? Eh,
nem o próprio profeta
entende
de forma completa a sua própria
profecia.
E é o caso de Daniel mesmo, né, que você
tá falando, Carlos. Eu eu um caso que eu
acho muito interessante é a transição de
Daniel eh 8 para Daniel 9.
Eh, Daniel é um profeta que tem essas
profecias que causam bastante
especulação. Hoje, acho que no meio
evangélico brasileiro não é tanto o o
ponto, né? Eu sei que no meio
adventista, por exemplo, o Daniel é
bastante importante e tal. Eh, e na
história, muita gente já estudou Daniel
e fez e fez eh e fez as suas
especulações. Há um ponto que dentro da
tradição judaica, por exemplo, Daniel
ficou um livro meio assim: "Olha, você
tem que ter maior de 40 anos para você
estudar as profecias de Daniel, porque
eu acho que isso aconteceu lá na época
do Barkourba,
lá na época do rabino aquiva, né? que
teve Barkorba, que foi um uma pessoa que
causou um movimento muito grande lá um
pouco depois de Jesus, né, no ano cento
e pouco depois de Jesus, eh um movimento
muito grande contra Roma. Então, muita
gente achou que ele ia ser o Messias e
tal. Então, teve um um na época de
Jesus, é uma das épocas da história de
Israel que teve mais pseudo Messias,
mais movimentos de Messias, né? Vocês
lembram lá o rabino Gamaliel falando,
né, quando eles vão questionar ele lá em
Atos capítulo 6, se eu não me engano,
gente, que Gamalial fala: "Olha, eh, o
pessoal pergunta: "Ah, e aí, como que a
gente vai fazer com esse movimento aí
que ficou por causa de desse Jesus que
foi morto e tal?" Aí Gamel fala: "Olha,
vocês lembram do Judas Galileu? Vocês
lembram do do fulano de tal? Vocês
lembram de não sei quem?" Então todos
esses aí surgiu um movimento atrás
deles, mas com o tempo esse movimento se
desfez. Então se é de Deus a gente não
tem o que fazer. E se não é de Deus, ele
vai apagar, vai acabar sozinho, vai se
desfazer sozinho, né? É o conselho de
Gamaliel. E ele dá esse conselho porque
na época de Jesus tiveram muitos
movimentos messiânicos,
né? Eh, ou seja, existiu sempre muita
especulação, principalmente por causa do
livro de Daniel lá no capítulo 9,
dependendo da interpretação que você
tem, aponta pra época de Jesus lá, da
vinda de Jesus, né, o príncipe Messias,
né, o Masi
lá do verso 25.
E eh
quando o próprio Daniel que recebeu
essas profecias, essas visões, esses
sonhos, termina no capítulo oito,
ele termina passando mal, doente, que
ele fala: "Cara, eu não entendi nada. Eu
não entendi nada. Eu tô".
E e ele ficou mal. Ele ficou mal.
O capítulo 9, quando você vê lá a época
que acontece, tem uma transição de
reinos e os capítulos sempre começam
falando em que ano de tal rei. E se você
tem lá um uma cronologiazinha dos reis
da da Pérsia e da Babilônia, você
consegue entender um pouco a a dinâmica
de como vem os capítulos de Daniel. No
capítulo 9,
ele fala: "Cara, eu estudei e eu
entendi.
Eu entendi como quando vai ser a volta
do exílio, porque o capítulo 8 fala de
2300 tardes e manhãs, ele já e aí quando
a gente vai voltar do exílio, que é o
que ele tava pensando, é o contexto
dele." E aí ele fala: "Ah, eu entendi.
Eu fui estudar e eu entendi pelas
profecias de Jeremias que o exílio ia
durar 70 anos. E aí naquela época já
tava acabando o o período do final do
exílio. Ele fala: "Bom, então o que que
a gente tem que fazer agora? A gente tem
que orar assim como Deus falou lá para
Salomão lá atrás. Se meu povo voltado
para esse lugar, para esse santuário,
orar e se arrepender, eu ouvirei as suas
preces, vou trazer eles de volta". E aí
Daniel ora aquela oração bonita,
lindíssima, que tem lá no capítulo 9.
Então, o que que eu quero dizer com tudo
isso daqui, né? Eh,
às vezes nem o profeta entende direito a
profecia dele e ele vai sentar e vai
estudar o capítulo 9 de Daniel vem uns
13 anos depois do capítulo 8 da profecia
que ele não entendeu, ficou passando mal
e no final ele nem entende direito
ainda, porque ele vai relacionar o anjo
vai falar: "Olha, com considera a
profecia e vai e entende agora a visão".
E aí ele vai dar a profecia das 70, né,
semanas que aponta para esse príncipe
Messias e tal.
Então, se os próprios profetas recebiam
essas visões, essas mensagens de Deus e
muitas vezes eles não compreendiam
direito, eles ficavam sem entender
direito, a gente precisa ter essa visão
do texto desconfiando da nossa própria
interpretação.
O texto pode ser considerado a palavra
de Deus sagrado, a interpretação não. A
interpretação ela tem que estar aberta a
ser mudada. Se ela não tiver aberta a
ser mudada,
Jesus lá na época dele ia ser rejeitado,
ninguém ia ia acreditar em Jesus,
ninguém ia questionar a a profecia para
pensar: "Poxa, mas será que não era
isso, né? Será que não era isso que o
Messias ia fazer? Será que a gente não
entendeu errado?" Então, é importante
essa mente aberta para essa para essa
desconfiança de si mesmo, né?
Aí o Carlos coloca: "A tradição judaica
diz que o profeta é a boca de Deus". Ou
seja, ele transmite uma mensagem que não
necessariamente entenderá, apenas
emissário. É, é bonito isso, né? Eh, o o
Rel, né? Fala disso, Abraão, Joshua
Rechel.
A função do profeta é uma coisa bacana,
gente.
A função do profeta é uma coisa bacana,
porque a função do profeta tem a ver com
a natureza do texto bíblico, né? O texto
bíblico não é divino no sentido de que é
algo que Deus produziu e caiu do céu na
terra.
Por outro lado, ele também não é humano
no sentido de que uma pessoa, ah, tive
um insite aqui, vou escrever um negócio.
E escrever o texto. O texto bíblico é
uma parceria entre humano e o divino. E
o profeta representa bem essa parceria,
né? Porque o profeta é aquele que passa
uma mensagem de Deus, mas ao mesmo tempo
ele não é só um garoto de recados, ele
não é só o carteiro que vai lá e entrega
a carta.
A mensagem, ele ele faz meio que a vida
dele meio que se mistura com a mensagem,
né?
Oséias recebe uma mensagem para falar
pro povo de Deus. Só que essa mensagem
ia fazer o próprio profeta sofrer. Ele
tinha que sofrer essa mensagem para
passar essa mensagem. Então, olha, você
vai casar com uma mulher, essa mulher
vai te trair, você vai atrás dela na
prostituição, pegar ela de volta e tal.
Você tem que sofrer isso que eu tô
sofrendo em uma proporção diferente, mas
você tem que passar por pelo que eu tô
passando, porque essa mensagem é minha,
mas ela vai ser meio sua também, Oséias,
né? Então, é interessante essa
essa natureza do profeta e do texto
bíblico.
É um texto muito humano, mas ao mesmo
tempo ele traz mensagens divinas,
entende? é uma parceria de humano e
divino misturado de uma forma
interessantíssima. É por isso que Jesus
é a palavra, porque ele é essa parceria
entre humano e o divino, né? Ele é
aquele que se esvaziou, como a gente
estava falando, e se tornou homem entre
e andou entre nós, né?
Eh,
aí o João vai falar: "Prefiro estar
aberto às profecias para perceber quem
pratica as ações ou tem o espírito do
anticristo." Orgulho. Orgulho parece
cordeiro, mas fala como dragão. Mente.
Exato, João. Exato. Exato, né? Eh,
a gente tem uma coisa também que é
importante, né? o livro de Apocalipse. E
Jesus vai falar isso lá no no sermão
profético lá em Mateus 24.
Os últimos tempos vão ser confusos.
Vão ser confusos.
Então, independente de qual for a nossa
interpretação, no nos últimos tempos,
quando a coisa esver acontecendo mesmo,
vai ser confuso. A gente vai olhar e vai
ficar com dúvida, cara, será que era
isso mesmo? Eu não sei se é assim mesmo,
porque olha só, não parece ser o que eu
tava pensando. Eh,
então,
para, eh, se aqueles tempos não fossem
abenviados, poderiam enganar, se
possível, até os escolhidos, né? Jesus
fala. Eh, o livro de Apocalipse vai
falar também dessa confusão, muita gente
eh sendo enganada, né? Grandes sinais. A
gente comentou aqui, né, daquele a ideia
de que aparece de que a besta do
apocalipse faz cair fogo do céu,
que foi o grande sinal de Elias para
mostrar quem é o Deus verdadeiro e o
Deus falso.
Mas lá no Apocalipse, quem faz cair fogo
do céu, que é esse grande sinal,
esse grande critério de gerenciar quem é
o Deus verdadeiro, Deus falso, quem faz
cair fogo do céu agora é a besta. E
agora como a gente sabe quem é de
verdade, quem não é?
É confuso. Vai ser confuso. E eu acho
que se você tiver seguro demais,
se você não tiver disposto a questionar,
a rever, a pensar, a ser, a ser honesto,
ser sincero consigo mesmo, eu acho que é
aí que cai, entende? Eu acho que o
espírito do texto vai para esse sentido,
né? Eh, a
arrogância,
ah,
como que eu vou falar isso?
Em psicologia a gente fala a rigidez
cognitiva. É você incapaz de conseguir
olhar um pouco fora da caixinha que
pessoa fala, olhar um pouco de uma
perspectiva diferente, sabe? Eh, o
pessoal fala, né? É bom você ter a mente
aberta, mas não aberta demais pro seu
cérebro cair fora do do do da sua
cabeça, né? Então é difícil achar esse
bom senso entre não ter a mente tão
aberta para você
abandonar qualquer princípio e qualquer
e e toda a sua fé,
mas ao mesmo tempo não ser rígido o
suficiente para não entender os
mistérios que a própria fé traz com ela.
Entende?
A fé tem dentro dela um
elementos misteriosos
e que se que se tem que ser tem que ser
abraçados dentro do mistério, né? Não
sei se vocês viram aquele filme, ah, eu
vou citar um filme que eu não lembro o
título, o Conclave.
Aquele filme Conclave tem uma um
discurso lá do sujeito que tá que tá eh
liderando o conclave. que ele fala
disso, né? A nossa fé, ela tem mistério,
que sem o mistério, se a fé é só
certeza, sem o mistério,
a própria fé é ruída,
né? A certeza acaba com o mistério e a
falta de mistério acaba com a fé.
Eh, então existe um um uma ideia de
assumir o mistério para você abraçar a
fé que é complexo, que é difícil e que
mas que faz parte da caminhada, né? E
essa esse abraçar um mistério também tem
a ver com essa nosso relacionamento com
o texto bíblico e com Deus, né? Eh, eu
tava fazendo isso tudo agora antes de
entrar na live, que a gente tava
falando, a gente já falou disso daqui na
live uma vez, que Deus
ele se revela,
existe uma parte dele revelado que a
gente entende quem ele é, mas ele é
essencialmente misterioso,
porque Deus é pela própria definição,
pela por pelo próprio pouco que ele se
revela pra gente, ele é muito maior do
que a gente mesmo consegue, você quer
compreender, ele é maior do que a gente.
Então,
ter fé em Deus é ter fé em algo que você
não compreende completamente
logo de partida, entende?
Ter fé em Deus é abraçar algo que você
viu um pedaço, o pedaço que ele te
mostrou, mas ele tem outra parte, outra
parte que não acaba, que tá além do que
que ele te mostrou, que tá além do que
você do que conseguiria ser mostrado
para você, entende? Então é se é se
conectar ao infinito, a fé em Deus.
Então,
não dá para você ter fé e esgotar as
coisas e ter tudo fechado, ter tudo
concretizado, tudo cercado, sabe? Eh, a
o exercício da fé é um exercício de de
contato com o infinito, com de contato
com aquilo que tá além de você, né?
Carlos até fala que fogo do céu é igual
falsos milagres, né? Exato, né, Carlos?
Exato.
É, existe uma uma
os três espíritos imundos de Apocalipse
16, eu gosto dessa linguagem, que são
três espíritos imundos em formas de rãs,
né? E a rã dentro do contexto bíblico,
ela
ela tá ligado a a
ao último grande truque que foi feito lá
dentro no Egito, né? Eh, então você tem
as
você tem as pragas do Egito e algumas
pragas, as primeiras pragas, elas
conseguiram ser eh copiadas pelos
feiticeiros lá do Egito até a praga das
rãs. Então, a ideia de rã traz um pouco
da ideia de a última enganação, entende?
Eh, bom, pelo menos essa é uma
interpretação que eu vi que eu achei
interessante, né? eh a ideia de real
trazendo essa ideia de grande enganação.
Então aquele a besta da terra, a paça do
mar, né, e o dragão e tal, esses são
comparados esses três espíritos imundos,
aqueles que trazem uma última grande
enganação, né, nessa parte do mundo. É
claro que o livro de Apocalipse é um
livro bem difícil também, né? Eh, é um é
uma conexão de símbolos tão um
emaranhado tão complexo de símbolos que
é fácil também fazer esse exercício de,
ah, eu quero comparar com isso, eu quero
comparar com aquilo, né? Então, tem que
se tomar cuidado também. Mas esse
símbolo me parece trazer o espírito do
que tá sendo falado ali, principalmente
o capítulo 14, dessa grande enganação do
final, né?
Aí o Edson coloca aqui, Daniel era e
nuc. Então, Edson, muito provavelmente,
muito provavelmente as cortes do antigo
Oriente Médio,
eh, e, e isso inclui ali a Pérsia, eh, e
isso inclui a Babilônia, eh,
normalmente eram formadas por eunucos. E
Daniel, ele é cuidado pelo chefe dos
eunucos. Não sei se vocês lembram disso.
O cara que tá ali responsável por
supervisionar Daniel e seus amigos era o
o chefe dos eunucos. Então, muito
provavelmente Daniel era eunuco, sim.
Embora o texto não fale abertamente,
até porque isso eu acho que dentro do
contexto hebraico, acho que soa meio
pesado, até meio humilhante. Então eu
imagino que se por isso o texto não fala
tão abertamente que Daniel era o noco,
mas tudo que tá no texto leva a entender
que ele era, entendeu? Eu não sei se no
contexto lá da Babilônia tinha esse
sentido, tinha essa conotação, mas eu
sei que em algumas cortes do antigo
Oriente Médio, os eunucos cuidavam
inclusive do do arém do rei.
E por isso eles eram eucos, entende?
Pros filhos que nascem das esposas do
rei serem do rei e não de quem tá
cuidando do arém, entende? Eh, essa é
uma das explicações, né, que o pessoal
dá. Eh, mas não necessariamente que essa
fosse a função de Daniel lá, né?
Vamos lá. O Luís Fernando, mas quando
Isaías profetiza que a Babilônia
invadiria Israel, quando Ezequias conta
que havia mostrado Siqueza Nabuco
Donzor, dá uma impressão que não é uma
profecia que é fruto de uma revelação
como conhecemos, mas uma revelação fruto
do bom senso de Isaías. Não sei se é
Ezequias e Isaías essa passagem. Acho
que é Ezequias Isaías. Sim, Luiz
Fernando, acho que é isso, que é o rei
que era o que tinha lepra, né? e que
Deus deu um
Deus deu um tempo a mais para ele. Olha,
é difícil dizer isso porque o texto não
é tão claro. Eh,
essa ideia de bom senso de Isaías,
a ideia do sábio e do profeta em algumas
vezes se misturam.
Então, por exemplo, Daniel, ele é
entendido dentro da tradição judaica
como um grande sábio.
Ele, inclusive, o livro de Daniel não tá
entre os livros, os os neviim, né, que é
o o o conjunto dos profetas. Ele tá
entre os ketuvim, que é o os escritos,
porque se entende que é um livro de
sabedoriaza, embora ele seja assim muito
claramente o que que a gente entende
como profecia, pelo menos no senso
comum, que é vir trazer uma visão sobre
um acontecimento futuro e tal,
mas é porque a ideia de profeta e sábio
meio que se misturam. Então, até que
ponto a sabedoria, o bom senso de Isaías
é dele mesmo ou é uma inspiração divina
que faz parte da profecia dele, né? Eu
acho difícil fazer essa separação,
mas eu entendo o que você quer dizer no
texto não parece que foi uma revelação
divina ali na hora, mas
eu acho que tem a ver com isso também,
sabe?
Eh,
mas eu acho que tem a ver com isso.
Que ia falar alguma coisa que esqueci.
É, mas a revelação profética
também
é um fenômeno difícil na Bíblia, porque
nem sempre também é uma visão igual
Daniel, pessoa tá lá e de repente ela o
olho vira e ela enxerga [roncando] um
negócio que não tá lá, entende? Nem
sempre as profecias elas se misturam com
a a mensagem de Deus e os pensamentos do
profeta, né? Tanto que as profecias que
a gente tem, chegaram até a gente no
texto bíblico, são as profecias que o
profeta escreveu. Escreveu usando o o as
ferramentas de escrita que ele tinha na
época dele, condizente com o estilo da
época e tal. É uma pessoa escrevendo eh
uma mensagem divina, entende? Então,
essas coisas se misturam.
Eh,
o João colocou aqui o texto de
Eclesiastes. Eu já aprovo porque
Eclesiastes é 100% aprovado aqui.
[risadas]
8:17. Contemplei toda a obra de Deus e
vi que o homem não pode compreender. Por
mais que trabalhe o homem para
descobrir, não a entenderá. Olha, João,
excelente. Esse texto é muito bom. Um
livro de Eclesiastes.
Gente, eu tô muito randômico hoje, né?
Mas tudo bem.
Eh, o livro de Eclesiastes
é um livro que
ele, os temas eles vão e voltam. Então
esse tema aí de Deus, a gente não
consegue compreender tudo que Deus faz,
é um tema que já é um retorno aí no
capítulo 8 de Eclesiastes. Ele aparece
antes lá no capítulo 3, num texto muito
famoso que as pessoas usam de um jeito
diferente,
que é e também colocou Deus a eternidade
no coração do homem, né? E aí muita
gente fala: "Não, Deus colocou um
infinito no coração do homem. É um
buraco que só Deus pode preencher". É
por isso que as pessoas buscam eh a
felicidade, mas só quando encontram
Cristo e tal. Mas não é esse o sentido
do texto. O que o texto tá falando é é
esse espírito aqui que no capítulo oito
ele retoma que ele vai falar: Deus
colocou infinito no coração do homem
para que o homem não conheça, não
entenda a obra de Deus do início até o
fim.
Então esse infinito é um senso de
incompletude quando você olha pro mundo.
Deus colocou isso no coração do homem.
Então o homem olha para pra criação de
Deus e o homem fica ele fica [roncando]
boque aberto, né? Eh, ele o homem ele
ele ele fica sem palavras porque ele não
consegue compreender a essência de todas
as coisas, né? a gente pode até, eh, é
interessante
questionar o livro de Eclesiastes com
base numa na visão moderna que a gente
tem, não? A gente entende mecanismos da
natureza e tal, mas a gente não consegue
entender a essência das coisas. A nossa
ciência é muito mais descritiva. Ela tá
muito mais descrevendo o que são os
mecanismos
dos processos naturais, muito mais do
que descrever a essência. O que que faz
as coisas serem do jeito que são. A
gente tá só descrevendo, ah, esse
mecanismo junta com esse. Mas qual é a
essência da existência das coisas, né?
Quando a gente olha pra natureza, é por
isso que os cientistas, as pessoas que
estudam a natureza e t muitas respostas,
eles é que ficam mais maravilhados
quando eles olham pra natureza, mesmo
tendo tanto conhecimento. O conhecimento
talvez até até potencialize isso, é essa
é esse senso de transcendência
da de reconhecimento da própria
ignorância em relação à amplitude do
universo que Deus criou, né?
É muito legal esse tema de de Ecles de
Eclesiastes que aparece aí no capítulo
8ito, mas também lá no capítulo 3, né?
Porque Deus colocou infinito. Inclusive
essa palavra infinito
eh eh é difícil de traduzir, né? Porque
a palavra ol no hebraico, Deus colocou o
infinito, Deus colocou a eternidade ou
Deus colocou o mundo, ou Deus é o
infinito, a eternidade ou o mundo. São
três traduções possíveis.
A palavra olam pode se referir a mundo,
pode se referir a infinito, pode se
referir a eternidade.
A palavra eh olam eh
eu sei que ela também pode ter uma
conotação de mistério, que o pessoal faz
uma uma relação com o com o árabe alam,
que é algo que é misterioso, algo que tá
além.
Então, quando Deus coloca esse infinito,
esse mundo, esse esse essa eternidade no
coração do homem,
ele coloca esse senso de mistério quando
olha pro universo, né? Quando olha pro
universo. Universo, outra tradução
possível para Holanda também.
E é isso. Eh,
aí o o Luís Fernando, né? Perdoem, não
sei ser objetivo nos comentários. A
gente entendeu aqui, tá tranquilo.
Eh, deixa eu voltar aqui antes da gente
prosseguir para as questões que o o Luiz
Fernando colocou lá no começo, né? Ele
tava pensando os diferentes tipos de
relacionamento com Deus, né? A diferença
entre o relacionamento com Deus e a fé
de quem se converte e quem nasce no meio
cristão, né? Quem sofre uma conversão e
tem de maneira mais tangível a morte do
velho homem e de quem é criado numa
doutrina e já a partir dela criou o
relacionamento com Deus.
Eu vou falar um pouco da minha
experiência aqui, Luiz Fernando. Eu sou
uma pessoa que cresci no meio cristão,
né? Eu, os meus pais são eram cristãos,
os meus avós eram cristãos, meus bisavós
eram cristãos. eh dentro dessa mesma
igreja adventista, né?
Eh, então eu já cresci dentro de uma
tradição religiosa de família, eh cresci
ensinado na igreja, aquela aquela velha
história, né? leva a criancinha para
ouvir a as historinhas da igreja e tal,
mas eu tenho uma sensação
de que a religiosidade,
mesmo quem mesmo quem cresceu dentro da
igreja, a a religiosidade ela tem um
a espiritualidade melhor, né? Porque a
palavra religião às vezes tem uma
conotação que as pessoas consideram
negativa. Não gosto de pensar na palavra
religião com essa conotação
institucional, né? Mas tudo bem,
espiritualidade. A espiritualidade,
mesmo dentro de quem
já cresceu na igreja, ela se desperta em
algum momento ou não. Ou não.
Mas isso é importante.
Tem gente que nasce na igreja, cresce na
igreja e morre na igreja e parece que
ele nunca ele nunca teve um despertar
espiritual.
É claro que quem a gente para julgar.
Mas eu tenho essa nítida impressão,
sabe?
Muita gente que, beleza, eu cresci
dentro dessa tradição, eu tenho esses
conceitos morais, isso é errado, isso é
certo e eu tenho essas crenças, eu
acredito em Deus, mas parece que não
teve um despertar espiritual, entende?
Entende o que eu quero dizer? No sentido
de que, cara, eu acho que eu preciso
falar com Deus um pouco, sabe? e orar
sozinho.
Gente que
dificilmente tem aquele negócio de olhar
pro momento, falar: "Cara, olha esse
momento aqui. Eu consigo perceber algo
transcendente
nessa, nesse momento que eu tô vivendo,
né? Eu consigo perceber o eu o toque do
divino aqui, né? Nesse momento tem gente
que parece que nunca desperta para essa
sensibilidade espiritual. Então beleza,
é um cristão. É um cristão no sentido
que ele tem as crenças cristãs e tem a
moralidade cristã.
Beleza? Mas não parece ser uma pessoa
religiosa, não parece ser uma pessoa
espiritualizada, sabe?
Então, mesmo quem nasce na igreja e
cresce na igreja, em algum momento ele
se converte, digamos assim, em algum
momento ele tem se despertar.
E às vezes não é só um momento, é porque
quem é de fora da igreja, esse despertar
parece meio avacalador assim, né? E
talvez nem sempreja assim, mas a gente
ouve muita história. O cara que é uma
coisa assim muito emocional, destroça
ele, ele fala: "Cara, de agora em diante
minha vida vai ser outra". Eu quero
entregar tudo nas mãos de Jesus e quero
viver outra vida e ser outra pessoa e
tal. Então, muitas vezes tem esse
momento e às vezes quem tá dentro da
igreja não é não tem esse momento, mas
tem um despertar espiritual que vai
acontecendo em momentos específicos,
entende? Então, um sermão que um dia te
pegou, você falou: "Cara,
isso é importante".
Aí outra coisa que acontece fora da
igreja que você tem um, você consegue
ver aquilo de uma perspectiva
espiritual, falar: "Olha isso aqui que
aconteceu, cara, Deus Deus tá na minha
vida". Sabe esse tipo de coisa?
Então, às vezes não é uma grande
mudança, mas
a pessoa tem também uma conversão, uma
conversão que às vezes é aos poucos é
construída, mas existe. Eu eu faço essa
diferença, embora, óbvio, eu não vou
fazer na vida das outras pessoas, assim,
esse é isso, esse é aquilo, né? Eh, como
disse Jesus, né? Ojou e o trigo eles
crescem misturados, eles só vão ser
separados lá paraa frente um dia. Mas eh
eu faço essa diferença olhando para mim
mesmo. Existia um momento em que eu era
cristão
no sentido de como é que eu tinha falado
agora, que eu acho que fez sentido no
sentido moral e no sentido de crenças,
mas eu ainda não era um cristão no
sentido espiritual, entende? Isso foi
isso isso se despertou depois em mim.
Eh, e às vezes essa espiritualidade faz
você até questionar algumas crenças que
você tem, que são crenças bem igrejeiras
mesmo, e faz você questionar algumas
questões morais também, né?
Ah, tanto para as vezes uma coisa que
você considerava que não tinha problema
nenhum, você fala: "Não, eu acho que
isso daqui não é legal". Conto pelo
contrário também. uma coisa que tem
aquela moralidade
cristã de igreja fala: "Não, isso é
errado". Aí você para pensar: "Cara,
será que isso é errado dentro pensando
em todo esse contexto? Será que não tem
coisa, uma coisa mais importante por
trás que de repente isso daqui não é um
um problema, sabe? Então eu acho que a
espiritualidade acaba depois
atravessando todas essas outras
questões, mas ela tá lá. Eh, e é
difícil, é difícil. Eu tô sempre quando
vou lidar com jovens na igreja, coisa
assim, eu sempre tô preocupado com isso.
Beleza? Esse jovem aqui,
ele estar na igreja
não é necessariamente uma coisa boa. Não
que ele sair da igreja é ruim, mas o
fato dele estar na igreja
não quer dizer que ele tem um
relacionamento com Deus, que ele tem uma
vida espiritual. Então, olhar paraos
jovens e ficar, eu tô preocupado com
esse jovem ter uma vida espiritual, não
em ele estar na igreja. né? E é claro
que estar na igreja ajuda a ter uma vida
espiritual,
mas não dá para considerar as duas
coisas a mesma coisa, sabe?
Então, crescer na igreja não é crescer
tendo uma vida espiritual.
Eh, e isso precisa acontecer em algum
momento, né? A gente precisa converter
as pessoas que estão dentro da igreja
também. Sabe? Sabe uma coisa que mudou
um pouco o jeito que eu faço estudo, que
eu faço as coisas? Eu sempre,
eu sempre tento adaptar a minha
linguagem, o jeito de eu falar, pensando
que eu tô falando com pessoas que são
que não não são religiosas.
Porque se a coisa, se eu consigo
explicar uma coisa da Bíblia que faz
sentido para quem não é religioso,
aí ela vai fazer sentido para quem é
religioso. Mas se eu tô explicando uma
coisa que só faz sentido para quem já é
religioso,
parece que eu tô mais alimentando uma
cultura,
uma cultura fechada, uma comunidade
de que que tem as suas tradições do que
de fato falando de coisas espirituais.
Então, se a gente tentar pensar em
sempre, tá beleza, eh, se eu sair na rua
dando abraço nas pessoas falando Jesus
te ama, isso faz algum sentido para quem
não é religioso? faz nenhum sentido.
Então, na igreja a gente devia fazer
isso ou a gente deveria falar um pouco
mais da essência do evangelho, da da
essência,
como a gente tava conversando aqui, da
essência de Deus, da palavra de Deus e
coisa assim, porque aí mesmo quem tá na
igreja que já é religioso, vai tá sempre
lembrando dessas estruturas, dessas
bases. E a gente evita criar aquelas
linguagens, aquelas coisas que só de
quem é dentro da igreja entende aquilo,
só faz sentido para quem é dentro da
igreja, né? Eh, vocês já devem saber aí,
sempre tem uma expressão que só quem é
da igreja entende, né? Então, paraa
pessoa entrar na igreja, ele não tem que
só se converter a Deus,
ele tem que se converter a toda uma
tradição.
Eh, gente, eu caí, a minha live caiu.
Eu não tenho certeza aqui. Eu acho que
eu fechei a página sem querer, mas eu
não sei se a live caiu, não.
Deixa eu ver aqui que aconteceu.
Não, tô aqui. Tô online. Tô online. Não
caiu não. Tá. Só apertei o botão do
mouse aqui sem querer e e sair.
Mas é isso, gente. É isso. Isso que eu
queria comentar ali que o Luiz Fernando
tinha colocado. E
eu acho que vale a pena comentar essas
coisas, né?
Arrependimento também acha um ponto de
virada. Isso, Luiz. Mas é, acho que o
arrependimento sempre bate, né? Quando
você confronta a sua vida com aquele
ideal que Cristo propõe, você fala:
"Puxa, eu tenho que mudar de vida, isso
aqui não tá certo." E acho que aí
acontece mesmo para quem cresceu na
igreja do que para quem cresceu fora da
igreja, entende? A o arrependimento se
mistura com isso tudo,
tá? Deixa eu voltar aqui
eh uns textos, um umas mensagens antes
aqui, né? O Daniel falando aqui, né?
Deuteronômio 28:29. As coisas encobertas
pertencem a Deus, porém as reveladas nos
pertencem a nós. Exato, né? Que a gente
estava falando. Sou profecia ser
entendida após o cumprimento. A tradição
judaica conta que Daniel teve sua
primeira audiência com Ciro, levando o
rolo de Isaías, e disse: "O rei: "Meu
povo espera por ti há mais de 100 anos.
É interessante, né?
Interessante para que está nessa
perspectiva que os próprios profetas
também estavam
adaptando a interpretação que eles
tinham das profecias conforme as coisas
estavam acontecendo ali também, né?
Porque eles estavam vivendo grandes
momentos proféticos, principalmente
Daniel ali no exílio, que é o grande
tema das profecias do do Antigo
Testamento.
Acho que é para nos fazer humildes. Aqui
fala o João, aí o FH Batista diz: "Tu já
teve alguma grande mudança de
entendimento em relação a algum tema
teológico importante?" Se sim, qual e o
que te fez mudar?
Putz,
eu teria que pensar, eu não sei se eu
consigo responder isso assim de bate
pronto, viu?
Eu sei que
eu acho que todos os temas teológicos
que eu compreendo,
eu compreendo hoje diferente do que eu
compreendi há 20 anos atrás, mas eu não
sei se é uma grande virada, sabe? Eu
acho que são mais
coisas que você começa a ver numa
perspectiva diferente, elas ganham cores
diferentes,
sabe? A gente tava falando aqui da
crença em Deus, a existência de Deus. A
eu era mais novo, eu pensava isso de um
jeito muito lógico assim, né? Eh,
gostava de fazer relação com os comas
ideias gregas e tal.
Hoje eu eu entendo mais a existência de
Deus como esse negócio além da
compreensão e tal. Então não é uma
grande mudança teológica, mas a maneira,
a perspectiva como eu ver a coisa é
diferente, já mudou, entende?
Eu acho que é mais nesse sentido. Acho
que é mais nesse sentido. O Aid fala
aqui: "Feliz sábado, né? Feliz sábado,
Aid.
Questionar a tradição é saudável, mas
difícil
é acabar rejeitando algo verdadeiro da
tradição. Mas é difícil acabar não
rejeitando algo verdadeiro da tradição.
É, Luís, aí tem uma coisa, né? As
pessoas, a gente vive numa época que a
palavra tradição, ela ganhou uma
conotação negativa, né? Se é tradição,
tem que mudar. Não, tradição tem coisas
boas.
Então você saber reconhecer o valor da
tradição, primeiro, não existe
realidade humana sem tradição.
O ser humano, a tradição é parte da
existência humana. todo ser humano tá tá
inserido em alguma tradição. Então esse
discurso que a gente vê hoje em dia de
não, a gente tem que não precisa seguir,
a gente não deve seguir as tradições,
não. Você segue alguma tradição. A
própria ideia de questionar as tradições
é uma tradição, uma tradição que veio do
Iluminismo e tal. Então, eh,
tradições não são necessariamente ruins.
Ah, aliás, Jesus quando faz uma crítica
às tradições, ele fala: "O problema é
vocês pegarem as tradições e e usarem as
tradições para invalidarem a vontade de
Deus". Esse que é o ponto, entende?
Vocês pegam tradições aí que vocês
mesmos criaram e tornam elas sagradas,
como se fosse uma coisa divina, né? Eh,
olha aí os discípulos comendo sem lavar
as mãos e tal. Uma tradição do judaísmo,
aliás, uma boa tradição, né? Se essa
tradição fosse seguida ali na da Idade
Média, a a peste negra ia ia se espalhar
muito menos, né? É excelente tradição.
Mas quando você pega o lavar as mãos e
sacraliza aquilo como uma vontade de
Deus e quem não faz tá cometendo uma
heresia, Jesus falou: "Ó, pera aí, não é
por aí".
Não é isso, né? Então, a tradição é boa.
Quer dizer, existem tradições boas, nem
todas as tradições são boas,
mas é importante não tornar elas
sagradas, porque quando ela vira sagrada
e ela vira inquestionável, aí o contexto
muda e aquela tradição não faz mais
sentido, mas não pode mexer nela porque
ela tá ali dentro do do dentro do dos
fundamentos do software, sabe? Eu não
posso mexer nisso. Eh, a questão
constitucional vira essas coisas em
pedra que aí a gente começa a arrastar
coisas
que não fazem mais sentido, que se apega
nelas pelo fato de serem tradição. Aí aí
as coisas perdem sentido, aí você
sacraliza como palavra de Deus coisas
que não são palavra de Deus. Aí aí fica
bagunçado, sabe?
Então, a gente tem que olhar para as
tradições, eu entendo, pelo menos de
forma
respeitosa,
porque se a tradição tá ali, tem algum
motivo para ela tá ali. Mas ao mesmo
tempo, eu acho que tem que pensar na
tradição como uma coisa que é passível
de ser mudada.
Então, olha pro mundo, olha pro mundo no
sentido, olha paraa sua vida, olha para
pr para pra realidade e pensa, tá
beleza, essa tradição continua fazendo
sentido aqui ou eu consigo atribuir um
sentido bacana para essa tradição, né?
Isso é uma outra forma de ver também que
eu costumo pensar mais nessa nesse
negócio. Que que sentido eu atribuo para
essa tradição dentro desse contexto que
eu vivo? Para não virar só um ato
mecânico, só uma coisa ali que tá
vestigial, sabe?
Mas é isso, é isso que eu penso.
Na minha igreja tem um problema que eu
ainda não consegui conciliar no meu
coração. A igreja precisa de cuidado,
mas a missão, a igreja precisa cuidado,
mas a missão que precisa ser cumprida.
Não sei se eu entendi, Oziel.
A igreja precisa de cuidado, mas a
missão que precisa ser cumprida. Você
diz no sentido de a gente deveria ou
cuidar da igreja ou sair pro mundo para
levar o evangelho. Você diz essa e essa
tensão essas entre essas duas coisas.
Deixa eu ver aqui umas mensagens do Aid
que ele colocou aqui. Amigo, se eu não
me engano, eu vi uma pregação do seu
amigo, irmão Edson Nunes, em que ele
expunha que a estrutura da narração da
construção
tenda e os serviços que giravam em torno
do templo eram quem regia o que era
considerado o guarda do sábado ou não.
Ou seja, não era apenas uma questão de
estar listado em Êxodo 20, mas na
prática os princípios da guarda estavam
de certa formas ligados ao serviço que
era realizado durante nesse lugar
sagrado, durante a sua construção. Não
sei se estou delirando. Creio que vi ele
pregando algo assim. Você já ouviu essa
ideia? O que que você acha dela?
Não sei, Aid. Eu precisaria ver o que
que ele falou para ver o que que eu
penso.
Que que eu penso? Eu sou muito amigo do
Edson,
mas não quer dizer também que eu
concorde 100% com tudo que ele que ele
pensa, mas eu é um cara que eu acho, eu
gosto do jeito dele pensar, gosto da
perspectiva dele, das coisas.
Não sei se expressei direito, mas a
ideia de seria de que os princípios da
guarda estão ligados ao tipo de trabalho
que era permitido ou não no templo, na
tenda durante sua construção.
Ah, tá. É, eu não sei, eu não conheço
muito essa essa perspectiva aí do texto.
Não sei dizer. teria que que eu teria
que dar uma estudada melhor para ver o
que que eu acho.
Sobre o evangelho com sentido, igual a
grande maioria das pregações. Tu que tá
nas drogas, na prostituição, etc. Paraa
pessoa que vive uma vida boa nos seus
olhos, não faz muito sentido. É FH.
É, é bem isso, é bem isso.
A gente
se acostumou a pregar para miseráveis, o
que não é um problema pregar para
miseráveis, para as pessoas que estão
desesperadas.
A pregação pode ser uma ótima coisa para
elas.
O problema é quando a pregação é só
isso.
E aí a gente cai num problema que é
quando a gente olha pro mundo, pros
países, a vida tem se tornado melhor
mesmo no Brasil. Brasil que não é lá
essas grandes coisas, né? E vocês sabem
que eu não gosto de me aprofundar em
questões políticas aqui, porque acabam
sendo mais dogmáticas do que questões
religiosas, por incrível que pareça. Mas
eu lembro quando eu era criança, eu moro
aqui em São Paulo, quando eu era
criança, quando era moleque, eu ia pegar
ônibus cheio, você tinha que pular na
porta do ônibus e pendurar na porta e
você andava pendurado na na avenida, sei
lá, na avenida São Amor, você tá
pendurado na porta que tá aberto, que o
ônibus tá cheio. Então, o ônibus andava
com a porta aberta, um monte de gente
pendurada e tal,
e o ônibus era muito mais precário.
Pensando no ônibus que a gente tem hoje,
tem ônibus com ar condicionado, com
Wi-Fi e tal, falar: "Olha, a vida
melhorou bastante". Então, mesmo no
Brasil que não é lá um grande, não teve
uma grande revolução, pô, a vida
melhorou. Eh, a tendência é que as
gerações que vem depois tenham uma vida
melhor do que as gerações que venham
antes, né? Inclusive, essa é uma das
grandes frustrações dessas novas
gerações, da geração Z e tal, porque
eles vem que eles não conseguem
conquistar as coisas que os pais deles
conquistaram, né? Os meus pais
conseguiram comprar casas, a casa deles
com muito mais facilidade que hoje a
minha geração compra a casa, né? Então
essa é uma grande frustração, mas em
geral a vida melhora de uma geração para
outra.
E voltando à questão que você colocou
aqui, como que a gente faz para pregar o
evangelho?
para um público de classe média que não
tá passando um um grande desespero.
E aí o evangelho não tem sentido para
ele. O evangelho só serve para quem tá
ferrado nas drogas, paraas outras
pessoas, tá? E não precisa, o evangelho
não tem sentido, não tem para que
acreditar em Deus.
Então
eu na na na minha perspectiva é é me
aprofundar em como pregar o evangelho
também para pessoas que estão vivendo
bem. A vida tá boa, a vida tá boa, mas
será que não há alguma coisa que
transcende
a vida que você tá vivendo? Será que tem
algo mais do que isso? Eh, quando você
olha pra realidade, será que não existe
alguma coisa além dessa realidade dura e
fria?
Será que quando você você nasceu, viveu
e morreu, e é só isso, é só um grande
mecanismo, você é só uma grande máquina
biológica? Será que não existe algo além
disso? Então, sabe,
eu eu vocês veem aqui no canal, eu dou
muito mais ênfase nesse discurso, porque
isso faz sentido para quem tá
desesperado, mas isso também faz sentido
para quem tá tranquilo, tá, tô
acomodado, tô confortável. A vida tá
confortável, eu tô seguindo a vida. Não
tô desesperado, sabe?
Esses questionamentos para mim eles
estão no fundamento do do texto bíblico.
Eu acho que o a fé bíblica é muito mais
sobre olhar
pro pôr do sol
e falar: "Cara, isso é tão bonito, isso
é tão bonito
que
eu acredito que existe alguma coisa
transcendental nisso daqui,
sabe? Eu acho que o a religião bíblica
vai mais nesse sentido. Eu acho que a
motivação da religião bíblica é muito
mais isso do que eu estou com medo de
morrer. Então eu vou eu vou seguir essa
crença de que alguma coisa vai acontecer
depois. A gente já comentou isso aqui,
né? A crença da vida após a morte, ela é
mais tardia no texto bíblico. Ela não tá
nos primeiros escritos da Bíblia. Ela
praticamente não existe na Torá.
As pessoas não passaram a acreditar em
Deus por causa do medo da morte. como
tanta gente critica a religião bíblica
com base nesse argumento, né? Eh,
eh,
a a Bíblia é muito mais do que isso,
muito mais do que ter medo de morrer.
Envolve isso também. Envolve isso
também. Mas é muito mais. A Bíblia surge
antes desse questionamento.
A Bíblia não surge com esse
questionamento. A Bíblia surge com um
questionamento de eh ouve tarde de
manhã.
o primeiro dia e viu Deus que era bom.
E assim foram terminados os céus e a
terra e todo seu exército, né? Eh, vi e
Deus viu que era tudo muito bom.
Então
é muito mais na contemplação da
realidade da da da criação e perceber
uma transcendência divina nela
da da do do mundo que é descrito em
Gênesis como sendo tão perfeito, tão
harmonioso, tão belo.
Eh, a crença em Deus tá muito mais
fundamentada nisso do que no medo de
morrer, no medo de de sofrer,
entende? É mais ver sentido,
um sentido espiritual na morte e no
sofrimento,
do que só tentar evitar essas coisas,
que o impuso de tentar evitar essas
coisas, né?
É o é como eu entendo, pelo menos o
texto bíblico.
Nesse tema, a estrutura de romanos é
interessante. Gentius, judeus, depois
todos.
É, se você for pensar na estrutura de
Romanos, né, eh, é bem isso, né?
Quem tá dentro da igreja, entre aspas,
né, os judeus que já t a fé em Deus,
eles eles perderam eles perderam o
sentido das coisas, eles se perderam
nessas, eles não conseguiram encontrar e
quem era de fora encontrou, mas agora
eles também vão ser buscados lá em em
Romanos capítulo 9 até o capítulo 11,
né?
E assim todo Israel será salvo e tal.
Então, eh,
você prega primeiro para quem tá dentro,
mas existe um esse tema na Bíblia, mas
quem tá dentro não vai entender direito
ou não vai aceitar. Aí você prega para
quem tá fora. E quando o de fora entra,
o de dentro fala: "Opa, eu quero entrar
também". Sabe, tem essa, esse tema
aparece de vez em quando na Bíblia, né?
Essa conversão de quem já é crente não
seria o que se chama de avivamento?
Talvez, Luí, talvez. Talvez normalmente
avivamento é uma coisa que se fala mais
em um sentido coletivo, né? Então lá no
na época de Josias, um grande avivamento
espiritual, né? Ou Isaías 1, Deus
clamando por um avivamento do povo, né?
E tal.
Então eu acho que avivamento, pelo menos
eu entendo mais nesse sentido coletivo,
né? Mas essa conversão, eu penso uma
coisa mais na caminhada de cada um.
Mesmo dentro de um povo avivado,
cada pessoa tem o seu processo, entende?
Essa relação entre o coletivo e o
individual.
Aí o coloca: "Eu amo Eclesiastes e
Gênesis, realmente belos.
O FH Batista sobre vida após a morte.
Tanto que no tempo de Cristo a discussão
parece ser apenas sobre a existência ou
não da ressurreição ou não, e não sobre
vida após a morte sem ressurreição.
É, eu não sei, viu? Eu não sei, viu, FH
Batista? Eu acho que não. Os os
saduceus,
os saduceus eles acreditavam que depois
que você morre acabou mesmo. É uma
tradição que vem
desde Antígono de Soco, que é um rabino
do terceiro século antes da era comum,
antes de Cristo.
Eh,
o antigo nudso ele tem um um uma fala
que é registrada na no perqueia vota, é
dos pais. É um tratado do Talmud que ele
diz o seguinte: "Vocês não devem servir
como servos que esperam uma recompensa.
Vocês devem servir como servos que não
esperam uma recompensa."
E aí o antigo dissoco teve dois
discípulos que entenderam essa fala dele
de forma diferente, né?
Um deles, eu acho que é Boetos o nome,
não lembro agora, que fala: "Então, a
gente tem que ser sincero de fazer as
coisas eh não de forma eh eh
com olho só na recompensa, mas em servir
pelo prazer de servir." E um outro
discípulo chamado Sadoc vai falar: "Ah,
então isso significa que não há
recompensa? Então, a vida é só isso
daqui mesmo. E aí acredita-se que os
saduceus são discípulos de Sadoc, que
era discípulo de antigo no de soco, que
interpretou dessa forma a fala de antigo
no soco. Mas os saldos seus eles eles
acreditavam que não tinha vida após a
morte mesmo, independente ressurreição
ou a alma ir pro céu e tal. Eu eles
tinham até uns lances meio místicos, se
eu não me engano,
mas eles eram um pouco mais eh e morreu,
acabou mesmo, entende?
Os sados seus são interessantes. Eu
depois eu vou dar uma pesquisadinha
melhor neles. É um tema interessante,
mas a ideia era da vida após a morte
como geral mesmo.
Os judeus após o cativeiro baiônico
nunca mais foram idólatras, mas
absorveram a imortalidade da alma.
É, é
interessante, né, Carlos? Eh, são os os
dois grandes temas, né? No Antigo
Testamento
é idolatria,
é você ser aberto demais
aos povos
que aos povos pagãos.
E na época de Cristo, no Novo
Testamento, na época de novo do Novo
Testamento, a questão era o isolamento,
é você ser fechado demais aos povos
pagãos, é achar que vocês têm a
santidade e que a [limpando a garganta]
gente tem a santidade e a gente fica
aqui fechado no nosso contexto e tal.
Então tem essa tensão do antigo, do Novo
Testamento, né?
É preciso amar as pessoas como se não
houvesse amanhã do Saldus essa música.
É,
é, gente. Ah, gente, é isso aí. Boa
live, como conversamos bastante aqui,
foi bom falar com vocês.
Obrigado aí por acompanharem mais essa
live aqui, essa live totalmente
aleatória,
eh,
de um monte de coisa. Eh, eu às vezes eu
vou falando assim que eu até acho que eu
vou me perder, mas eu consigo juntar
depois. Ou às vezes não, né? Às vezes
vai para um lado e não volta mais. Eh,
só ler esse comentário do Aid aqui para
terminar. O Kirgard viveu a vida dele
toda tentando converter as pessoas do
país dele, pois ele dizia que as pessoas
se achavam cristãs porque o estado era
cristão, porque haviam se batizado. Pois
é,
é difícil pregar para cristãos, viu?
É bem difícil, mas alguém tem que fazer
esse trabalho, porque os cristãos
precisam
precisam se converter também.
É,
gente,
eh, então, na visão dele, isso era pior
ainda, pois todo mundo se julgava salvo.
Era como acordar alguém que achava que
já estava acordado.
Se eu não me engano, os sadiros
acreditavam só no Pentateuco, certo? se
lá não fala sobre a vida após a morte.
Então a crença deles fica no coerei. Eh,
eh, tem alguma coisa assim, FH Batista,
eu não lembro exatamente se é só o
Pentateuco,
mas eles têm uma coisa dessas. Eh,
e eles não têm as tradições que os os
saduceus, os fariseus tinham e os
fariseus tinha uma uma tradição forte de
vida após a morte. Mesmo que o Antigo
Testamento não seja, não tenha tantos
textos tão claros sobre isso, tem poucos
textos que a gente consegue tirar isso,
mas essa era uma crença bastante forte
dos saduceus e que Jesus incorpora,
inclusive Jesus concorda com eles nesse
sentido, né?
E no no Novo Testamento isso vai ser
falado mais abertamente, claramente,
várias vezes, né,
gente? Obrigado. Então,
uma boa noite para vocês. Foi bom falar
com vocês mais essa noite, mais essa
live. A gente se vê então numa próxima,
eu acredito que semana que vem.
E é isso. Eu l eu eu tinha feito aqui
uma tradição de começar a a live lendo
comentários durante a semana, mas essa
semana também não teve assim comentários
assim muito específicos de coisas que
dava pra gente comentar, mas a tradução
continua, tá? Se alguém comentar alguma
questão interessante, alguma pergunta
interessante, a gente traz aqui e
comenta logo no começo da live, tá bom?
Então, valeu, gente. Boa noite para
vocês. Até a próxima.
Um um bom fim de semana, um bom sábado,
uma boa noite. Ciao. Ciao.

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