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A fé vem pelo ouvir

EP21 – IntegreComenta Gálatas: A liberdade do evangelho parte 2

EP21 – IntegreComenta Gálatas: A liberdade do evangelho parte 2

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E aí, pessoal? É muito bom ter vocês
aqui mais uma vez. Meu nome é Guilherme.
Eu também faço parte do Integre, que é o
Ministério de Jovens da IBNU. E hoje a
gente vai estudar mais uma parte que é a
parte dois do capítulo 10 do livro do
Timota, Gálatas para você. Hoje a gente
vai focar mais nos versículos 5 a 16. E
se você chegou agora eh nesse vídeo, tem
uma série de outros vídeos para trás. É
só você entrar no canal da EBNW no
YouTube, procurar pela playlist do
Integre e os vídeos vão estar todos lá.
Você pode acompanhar hoje já tá no
capítulo 10, na parte dois, então todos
os outros estão lá. Vamos por livro.
Como eu disse no vídeo de hoje, a gente
vai olhar mais pros versículos 6 a 15 do
capítulo 5 de Gálatas. Paulo e ele faz
aquela afirmação mais uma vez de que nem
a circuncisão, nem a incircuncisão tem
valor algum. O que que Paulo tá querendo
dizer aqui? Ele tá, primeiro a gente tem
que entender o seguinte. Ele tá se
referindo à circuncisão no decorrer da
carta toda como uma maneira de se
referir à obediência à lei. E ele tá se
referindo à incircuncisão como a
desobediência da lei ou paganismo. O que
Paulo tá dizendo, se a gente parar para
pensar, é bem impactante. Ele tá dizendo
que nem a obediência e nem a
desobediência à lei serve para
proporcionar um relacionamento com Deus.
Nenhum dos dois, nem o paganismo e nem
aquela religiosidade, ela vai servir por
si só para nos dar essa justificação que
nos coloca diante de Deus. Então, a
gente já aprendeu durante toda a carta
que só tem uma pessoa responsável pelo
nosso relacionamento com Deus, é o
próprio filho de Deus, Jesus. E ponto
final, o nosso sucesso em obedecer a
lei, as regras, a lei mosaica, lei
cerimonial, lei civil, toda ela, ela não
deve fazer, esse nosso sucesso não deve
fazer a gente pensar que Deus nos ama
mais porque a gente conseguiu. E nem
quando a gente fracassa e erra, deve
fazer a gente pensar que Deus nos ama
menos por causa disso. O motivo, o que
motivou o amor do Pai por nós foi o seu
filho Jesus Cristo. É. em Jesus que o
amor do Pai por nós está baseado, não na
nossa performance. O Tin Keller, ele
nota uma coisa interessante. Ele diz que
essa verdade de que o amor do Pai não
depende da nossa performance, ela traz
um uma paz e um equilíbrio maravilhoso
para nós cristãos, porque ele diz que o
evangelho elimina esses altos e baixos
da gente achar: "Ah, eu consegui
obedecer a lei, agora Deus me ama. Ah,
eu não consegui, Deus me ama menos. Ah,
agora eu consegui. Deus me ama um
pouquinho mais. Ixe, eu errei. Deus me
ama menos. Então, a vida cristã não é
uma montanha russa nesse sentido, com
relação ao amor de Deus por nós. Deus é
imutável e o seu amor, por conta de
Jesus, por causa de Jesus, também é
imutável. Então, se a gente acreditar
que Deus nos amou, não por causa das
nossas virtudes, das nossas das coisas
boas que tinham na gente, mas por causa
de Jesus, porque o texto fala, a Bíblia
fala do começo ao fim, que não há um
homem bom, não há um sequer. E lá antes
do dilúvio, Deus e o texto diz que a
imaginação do homem era continuamente
má. Então não tinha virtude em nós
mesmos, mas mesmo assim Deus escolheu
nos amar. Então isso é é libertador e
traz paz ao nosso coração. Um segundo
ponto que o autor observa é que o que
tem valor, aquilo que lembra que ele
falou que nem a circuncisão nem a
circuncisão tem valor? Então ele vai
falar agora do que tem valor. É a fé que
atua pelo pelo amor. Mas o que que isso
quer dizer? Ele diz que a fé possibilita
o amor. A fé no amor de Deus por nós.
Esse amor que não foi com base no nosso
mérito ou na nossa performance. Esse
amor que Deus mostrou para nós, por nós,
mesmo quando nós estávamos nos nossos
muitos pecados e éramos inimigos dele,
ele nos motiva a amar outras pessoas da
mesma maneira. Deus não ficou procurando
virtude na gente e falou: "Ah, agora eu
achei uma coisa boa, eu vou amar o
João". Não, ele amou o João mesmo antes
de ter qualquer coisa boa lá. E é dessa,
é nesse sentido que a, a nossa fé nesse
amor de Deus incondicional, ele motiva a
gente a amar os outros. Porque se a
gente não acreditar nisso, o que que a
gente vai acabar fazendo? Ah, eu vou
procurar, eu só vou amar o fulano, só
vou amar o meu próximo se eu encontrar
alguma coisa boa nele. Se ele fizer o
bem, se ele for uma pessoa bacana, se
ele for uma pessoa honesta, se ele for
uma pessoa correta. Se a gente for
partir desse pressuposto, a gente não
vai amar ninguém, porque todo mundo vai
pisar na bola uma hora ou outra. Não
tem, que nem Eclesiastes fala, um homem
bom que nunca peque. Olha como o amor de
Deus ele é fascinante e constrange a
gente. Eu vou ler o texto aqui de
Romanos 5 8 a 10. Mas Deus demonstra o
seu amor por nós. Como ele faz isso?
Cristo morreu em nosso favor quando
ainda éramos pecadores. Como agora fomos
justificados por seu sangue, muito mais
ainda por meio dele seremos salvos da
ira de Deus. Se quando éramos inimigos
de Deus, olha, Deus não esperou a gente
ser amigo dele para ele nos amar, mas
ele nos amou e Jesus morreu por nós
quando a gente era inimigo. Se quando
éramos inimigos fomos reconciliados com
ele mediante a morte de seu filho,
quanto mais agora, já tendo sido
reconciliados, seremos salvos por sua
vida. Então, é fascinante isso, no
sentido que Deus não baseou eh o seu
amor na nossa bondade. Isso é um alívio,
porque se ele fosse procurar alguma
coisa boa para nos amar em nós mesmos, a
gente ia tá abandonado completamente.
Mas se a gente perceber isso, é uma
coisa interessante. Eh, quando a gente
percebe que a gente tá tendo dificuldade
de amar o próximo, a gente não deve
tentar amar melhor ou amar mais ou fazer
alguma coisa assim. a gente deve olhar
paraa nossa compreensão do amor de Deus.
Porque o que o texto diz é que a fé atua
pelo amor. Então, é, se a gente tem uma
compreensão correta do amor de Deus por
nós, que Deus nos amou a despeito das
nossas falhas, é esse o amor que a gente
vai ser eh constrangido a levar pros
outros. A gente vai ser constrangido a
amar as outras pessoas da mesma maneira
que Deus nos amou. É aquele amor
conhecido na teologia sacrificial. É um
amor que pensa no outro. Não é um amor
que dá aos cães as coisas santas ou as
pérolas aos porcos. É um amor sábio, mas
é um amor que se doa também, como Cristo
se doou por nós quando a gente não
merecia. Eh, outra coisa interessante
que o Keller nota é que o zelo de Paulo
é assim que o povo tá tava tão
preocupado, não, vocês têm que se
circuncidar, vocês têm que obedecer toda
a lei para serem aceitos. E Paulo chega
num ponto assim, tá? Vocês são tão
zelosos assim, vocês se importam tanto,
vocês são tão religiosos, então em vez
de insistir com Sidá, se castra logo,
vai um passo além para mostrar essa tua
devoção toda. É uma ironia de Paulo
assim grande e falar: "Vocês não estão
entendendo o que que é o evangelho". E a
gente pode perceber que esse trecho do
dos versículos 6 ao 15, ele cobre muito
bem aquela introdução do versículo 1.
Paulo começa o capítulo 5 de Gálatas
falando assim: "Foi pra liberdade que
Cristo nos libertou". A liberdade ela se
refere a quê? Ela se refere à liberdade
da culpa, da gente falhar em cumprir a
lei para ser aceito diante de Deus. e se
refere à liberdade da motivação, da
gente querer agradar a Deus por pelo que
ele já fez por nós. A gente é livre de
viver uma vida totalmente eh religiosa e
vazia no sentido de tentar chegar até
Deus por nossos méritos. E a gente é
livre de viver uma vida ímpia, não
santa, totalmente desobediente,
licenciosa, cheia de libertinagem, uma
vida carnavalesca, assim pra gente
entender melhor. É muito importante a
gente, eu fecho com isso, a a gente
entender o seguinte: a gente é livre da
lei como forma de sermos justificados
por ela. Mas por outro lado, uma vez que
a gente entende o evangelho, entende que
Jesus alcançou essa justificação por por
nós, nós somos constrangidos a obedecer
a lei, porque a lei revela quem Deus é.
A lei revela um Deus santo. É
interessante, antigamente era a lei, né?
Eh, os puritanos diziam que a lei era
como se fosse um espelho. Você coloca a
lei diante da pessoa para ela ver o quão
feia ela é, o quão pecadora ela é, para
ela sentir o peso do pecado. E ela vê
que ela precisa ser justificada por
Jesus. E é só em Jesus que ela vai
encontrar essa justificação. Nós somos
motivados, nós somos livres da lei para
obedecer agora a lei por amor a Deus,
não como forma de ser aceito, porque a
gente já foi aceito, mas simplesmente
como uma forma de agradar a Deus. Eu vou
encerrar com uma citação do livro, ó. O
evangelho nos liberta para vivermos do
jeito que quisermos. Mas se pelo
evangelho nós entendemos de verdade quem
é Jesus e o que ele fez em nosso favor,
a gente vai perguntar: "Como podemos
viver para ele?"
E a resposta será: olhem para a vontade
de Deus expressa na lei. O evangelho nos
liberta da lei para a lei. Nos liberta
da lei como forma de se justificar, só
que nos liberta pra lei como forma
simplesmente de agradar o nosso Senhor.
que mesmo tendo segurança de que mesmo
quando a gente falhar em cumprir a lei,
Deus não vai amar a gente menos, porque
a base do amor de Deus por nós tá em
Jesus e não na minha perfeição. Eu
cumprir a lei. Isso é muito bom.
Perguntas e pra gente encerrar. De que
maneira nós reagimos aos nossos
fracassos e aos nossos sucessos? A gente
reage na base do mérito performance ou a
gente reage de uma maneira evangélica e
com misericórdia? entendendo que eh a
gente não é melhor porque a gente
conseguiu cumprir mais a lei. Em quais
situações nos é difícil amar o próximo?
E como que a gente entender melhor o
amor de Deus por nós nos vai ajudar
nessa situação? E a terceira e última
pergunta é: escolha um pecado com o qual
você tem lutado frequentemente contra?
Como essa liberdade que o evangelho nos
dá pode te ajudar a matar essa motivação
para pecar? Isso é tudo no vídeo de
hoje. Eh, eu agradeço muito a presença
de vocês mais uma vez. Não se esqueçam
de se inscrever no canal, de
compartilhar esse conteúdo e vamos
continuar estudando e crescendo em graça
e no conhecimento do nosso Deus. Um
abraço a todos vocês.

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