EP21 – IntegreComenta Gálatas: A liberdade do evangelho parte 2
25/04/2026
EP21 – IntegreComenta Gálatas: A liberdade do evangelho parte 2
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E aí, pessoal? É muito bom ter vocês aqui mais uma vez. Meu nome é Guilherme. Eu também faço parte do Integre, que é o Ministério de Jovens da IBNU. E hoje a gente vai estudar mais uma parte que é a parte dois do capítulo 10 do livro do Timota, Gálatas para você. Hoje a gente vai focar mais nos versículos 5 a 16. E se você chegou agora eh nesse vídeo, tem uma série de outros vídeos para trás. É só você entrar no canal da EBNW no YouTube, procurar pela playlist do Integre e os vídeos vão estar todos lá. Você pode acompanhar hoje já tá no capítulo 10, na parte dois, então todos os outros estão lá. Vamos por livro. Como eu disse no vídeo de hoje, a gente vai olhar mais pros versículos 6 a 15 do capítulo 5 de Gálatas. Paulo e ele faz aquela afirmação mais uma vez de que nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem valor algum. O que que Paulo tá querendo dizer aqui? Ele tá, primeiro a gente tem que entender o seguinte. Ele tá se referindo à circuncisão no decorrer da carta toda como uma maneira de se referir à obediência à lei. E ele tá se referindo à incircuncisão como a desobediência da lei ou paganismo. O que Paulo tá dizendo, se a gente parar para pensar, é bem impactante. Ele tá dizendo que nem a obediência e nem a desobediência à lei serve para proporcionar um relacionamento com Deus. Nenhum dos dois, nem o paganismo e nem aquela religiosidade, ela vai servir por si só para nos dar essa justificação que nos coloca diante de Deus. Então, a gente já aprendeu durante toda a carta que só tem uma pessoa responsável pelo nosso relacionamento com Deus, é o próprio filho de Deus, Jesus. E ponto final, o nosso sucesso em obedecer a lei, as regras, a lei mosaica, lei cerimonial, lei civil, toda ela, ela não deve fazer, esse nosso sucesso não deve fazer a gente pensar que Deus nos ama mais porque a gente conseguiu. E nem quando a gente fracassa e erra, deve fazer a gente pensar que Deus nos ama menos por causa disso. O motivo, o que motivou o amor do Pai por nós foi o seu filho Jesus Cristo. É. em Jesus que o amor do Pai por nós está baseado, não na nossa performance. O Tin Keller, ele nota uma coisa interessante. Ele diz que essa verdade de que o amor do Pai não depende da nossa performance, ela traz um uma paz e um equilíbrio maravilhoso para nós cristãos, porque ele diz que o evangelho elimina esses altos e baixos da gente achar: "Ah, eu consegui obedecer a lei, agora Deus me ama. Ah, eu não consegui, Deus me ama menos. Ah, agora eu consegui. Deus me ama um pouquinho mais. Ixe, eu errei. Deus me ama menos. Então, a vida cristã não é uma montanha russa nesse sentido, com relação ao amor de Deus por nós. Deus é imutável e o seu amor, por conta de Jesus, por causa de Jesus, também é imutável. Então, se a gente acreditar que Deus nos amou, não por causa das nossas virtudes, das nossas das coisas boas que tinham na gente, mas por causa de Jesus, porque o texto fala, a Bíblia fala do começo ao fim, que não há um homem bom, não há um sequer. E lá antes do dilúvio, Deus e o texto diz que a imaginação do homem era continuamente má. Então não tinha virtude em nós mesmos, mas mesmo assim Deus escolheu nos amar. Então isso é é libertador e traz paz ao nosso coração. Um segundo ponto que o autor observa é que o que tem valor, aquilo que lembra que ele falou que nem a circuncisão nem a circuncisão tem valor? Então ele vai falar agora do que tem valor. É a fé que atua pelo pelo amor. Mas o que que isso quer dizer? Ele diz que a fé possibilita o amor. A fé no amor de Deus por nós. Esse amor que não foi com base no nosso mérito ou na nossa performance. Esse amor que Deus mostrou para nós, por nós, mesmo quando nós estávamos nos nossos muitos pecados e éramos inimigos dele, ele nos motiva a amar outras pessoas da mesma maneira. Deus não ficou procurando virtude na gente e falou: "Ah, agora eu achei uma coisa boa, eu vou amar o João". Não, ele amou o João mesmo antes de ter qualquer coisa boa lá. E é dessa, é nesse sentido que a, a nossa fé nesse amor de Deus incondicional, ele motiva a gente a amar os outros. Porque se a gente não acreditar nisso, o que que a gente vai acabar fazendo? Ah, eu vou procurar, eu só vou amar o fulano, só vou amar o meu próximo se eu encontrar alguma coisa boa nele. Se ele fizer o bem, se ele for uma pessoa bacana, se ele for uma pessoa honesta, se ele for uma pessoa correta. Se a gente for partir desse pressuposto, a gente não vai amar ninguém, porque todo mundo vai pisar na bola uma hora ou outra. Não tem, que nem Eclesiastes fala, um homem bom que nunca peque. Olha como o amor de Deus ele é fascinante e constrange a gente. Eu vou ler o texto aqui de Romanos 5 8 a 10. Mas Deus demonstra o seu amor por nós. Como ele faz isso? Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. Como agora fomos justificados por seu sangue, muito mais ainda por meio dele seremos salvos da ira de Deus. Se quando éramos inimigos de Deus, olha, Deus não esperou a gente ser amigo dele para ele nos amar, mas ele nos amou e Jesus morreu por nós quando a gente era inimigo. Se quando éramos inimigos fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu filho, quanto mais agora, já tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida. Então, é fascinante isso, no sentido que Deus não baseou eh o seu amor na nossa bondade. Isso é um alívio, porque se ele fosse procurar alguma coisa boa para nos amar em nós mesmos, a gente ia tá abandonado completamente. Mas se a gente perceber isso, é uma coisa interessante. Eh, quando a gente percebe que a gente tá tendo dificuldade de amar o próximo, a gente não deve tentar amar melhor ou amar mais ou fazer alguma coisa assim. a gente deve olhar paraa nossa compreensão do amor de Deus. Porque o que o texto diz é que a fé atua pelo amor. Então, é, se a gente tem uma compreensão correta do amor de Deus por nós, que Deus nos amou a despeito das nossas falhas, é esse o amor que a gente vai ser eh constrangido a levar pros outros. A gente vai ser constrangido a amar as outras pessoas da mesma maneira que Deus nos amou. É aquele amor conhecido na teologia sacrificial. É um amor que pensa no outro. Não é um amor que dá aos cães as coisas santas ou as pérolas aos porcos. É um amor sábio, mas é um amor que se doa também, como Cristo se doou por nós quando a gente não merecia. Eh, outra coisa interessante que o Keller nota é que o zelo de Paulo é assim que o povo tá tava tão preocupado, não, vocês têm que se circuncidar, vocês têm que obedecer toda a lei para serem aceitos. E Paulo chega num ponto assim, tá? Vocês são tão zelosos assim, vocês se importam tanto, vocês são tão religiosos, então em vez de insistir com Sidá, se castra logo, vai um passo além para mostrar essa tua devoção toda. É uma ironia de Paulo assim grande e falar: "Vocês não estão entendendo o que que é o evangelho". E a gente pode perceber que esse trecho do dos versículos 6 ao 15, ele cobre muito bem aquela introdução do versículo 1. Paulo começa o capítulo 5 de Gálatas falando assim: "Foi pra liberdade que Cristo nos libertou". A liberdade ela se refere a quê? Ela se refere à liberdade da culpa, da gente falhar em cumprir a lei para ser aceito diante de Deus. e se refere à liberdade da motivação, da gente querer agradar a Deus por pelo que ele já fez por nós. A gente é livre de viver uma vida totalmente eh religiosa e vazia no sentido de tentar chegar até Deus por nossos méritos. E a gente é livre de viver uma vida ímpia, não santa, totalmente desobediente, licenciosa, cheia de libertinagem, uma vida carnavalesca, assim pra gente entender melhor. É muito importante a gente, eu fecho com isso, a a gente entender o seguinte: a gente é livre da lei como forma de sermos justificados por ela. Mas por outro lado, uma vez que a gente entende o evangelho, entende que Jesus alcançou essa justificação por por nós, nós somos constrangidos a obedecer a lei, porque a lei revela quem Deus é. A lei revela um Deus santo. É interessante, antigamente era a lei, né? Eh, os puritanos diziam que a lei era como se fosse um espelho. Você coloca a lei diante da pessoa para ela ver o quão feia ela é, o quão pecadora ela é, para ela sentir o peso do pecado. E ela vê que ela precisa ser justificada por Jesus. E é só em Jesus que ela vai encontrar essa justificação. Nós somos motivados, nós somos livres da lei para obedecer agora a lei por amor a Deus, não como forma de ser aceito, porque a gente já foi aceito, mas simplesmente como uma forma de agradar a Deus. Eu vou encerrar com uma citação do livro, ó. O evangelho nos liberta para vivermos do jeito que quisermos. Mas se pelo evangelho nós entendemos de verdade quem é Jesus e o que ele fez em nosso favor, a gente vai perguntar: "Como podemos viver para ele?" E a resposta será: olhem para a vontade de Deus expressa na lei. O evangelho nos liberta da lei para a lei. Nos liberta da lei como forma de se justificar, só que nos liberta pra lei como forma simplesmente de agradar o nosso Senhor. que mesmo tendo segurança de que mesmo quando a gente falhar em cumprir a lei, Deus não vai amar a gente menos, porque a base do amor de Deus por nós tá em Jesus e não na minha perfeição. Eu cumprir a lei. Isso é muito bom. Perguntas e pra gente encerrar. De que maneira nós reagimos aos nossos fracassos e aos nossos sucessos? A gente reage na base do mérito performance ou a gente reage de uma maneira evangélica e com misericórdia? entendendo que eh a gente não é melhor porque a gente conseguiu cumprir mais a lei. Em quais situações nos é difícil amar o próximo? E como que a gente entender melhor o amor de Deus por nós nos vai ajudar nessa situação? E a terceira e última pergunta é: escolha um pecado com o qual você tem lutado frequentemente contra? Como essa liberdade que o evangelho nos dá pode te ajudar a matar essa motivação para pecar? Isso é tudo no vídeo de hoje. Eh, eu agradeço muito a presença de vocês mais uma vez. Não se esqueçam de se inscrever no canal, de compartilhar esse conteúdo e vamos continuar estudando e crescendo em graça e no conhecimento do nosso Deus. Um abraço a todos vocês.